Foi neste cenário de elaborados efeitos luminosos no palco do auditório do centro cultural  “Cidade das Artes”, no Rio de Janeiro, que a Renault apresentou à imprensa nesta segunda-feira a picape cabine-dupla Duster Oroch. Ela havia sido mostrada no último Salão do Automóvel, mas só ao vê-la pronta, terminada nos detalhes, é que se pôde aquilatar corretamente como é o novo Renault. Desenhado especialmente para o nosso mercado, não existe no resto do mundo, nem mesmo na Romênia, onde está a Dacia, marca da fabricante francesa há 15 anos que é berço do Duster e, por extensão, da nova picape.

 

Renault Duster Oroch Dynamique (1)

Basicamente, a Oroch é um Duster com caçamba e seu porte a situa entre as picapes leves, derivadas de automóveis compactos, e as chamada médias. Inicialmente a tração é só dianteira — mais tarde virão a 4×4 e a de câmbio automático — com diferença de a suspensão traseira ser independente, a mesma McPherson de três braços do Duster 4×4, porém com todos os elementos reforçados, segundo a Renault, em vista dos 650 kg de carga útil.

 

Renault Duster Oroch Dynamique (2)

O volume interno da caçamba é de 683 litros e pode ser acrescido de 300 litros mediante o extensor acessório. O entreeixos é 155 mm maior que o do suve, 2.829 mm ante 2.674 mm. A construção é monobloco com subchassi dianteiro.

Chega em três versões: Expression 1,6 16v, Dynamique 1,6 16v e Dynamique 2,0 16v ao preço-base de R$ 62.290, R$ 66.790 e R$ 70.790, respectivamente. O motor 1,6-L é o bom e elástico  K4M duplo-comando de 110/115 cv a 5.750 rpm e 15,1/15,9 m·kgf a 3.750 rpm (gasolina/álcool), acoplado ao transeixo com câmbio manual de 5 marchas, enquanto o 2-litros é o F4R de mesma arquitetura, 143/148 cv a 5.750 rpm e 20,2/20,6 m·kgf a 4.000 rpm, este com variador de fase na admissão como todos da família, acoplado ao transeixo com câmbio manual de 6 marchas. Nos dois câmbios o comando é a cabo e no de 6 marchas a ré é sincronizada.

 

Nova Renault Oroch. Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem

Pré-venda na rede começa no dia 10/10, vendas efetivamente em 1/11; na América Latina, só primeiro semestre do ano que vem.  A Oroch — segundo a Renault, nome de uma tribo de 500 habitantes no sul da Rússia, fronteira com a Ucrânia — tem assinatura do Technocentre da Renault, na França, com participação da divisão Renault Design América Latina, em São Paulo. A Oroch é fabricada em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba.

O espaço interno é amplo, seguramente resultado do grande entreeixos — curiosamente o mesmo da Ford Courier — e os passageiros do banco traseiro se sentem confortáveis, com bom espaço para pernas e adequada inclinação do encosto; há cintos de três pontos e apoio de cabeça para todos (fotos abaixo), com o detalhe do apoio central pode ser escamoteado para não atrapalhar a retrovisão pelo espelho interno.

A picape mede 4.693 mm de comprimento, 1.821 mm de largura (1.997 mm contando os espelhos) e 1.695 mm de altura. O vão livre do solo mínimo é 206 mm, 4 mm menos que o do Duster 4×4. A tampa da caçamba tem fechadura e só com ela abaixada é que se tem acesso ao elevador do estepe, uma inteligente solução para dificultar o trabalho dos amigos do alheio (foto abaixo).

 

DSC03478

A construção da Oroch é nitidamente bem cuidada e o interior do compartimento do motor não foi esquecido nesse processo, uma vez a pintura interna é exatamente igual à externa, um cuidado que vem sendo esquecido por muitos fabricantes  para satisfazer o fantasminha Custo.

 

DSC03468

O “invisível” caprichado, dá gosto ver

Como anda

Como os horários estavam apertados e só seria possível dirigir uma versão, escolhi a Dynamique 1,6, uma vez que o que mais me interessava era conhecer o Oroch como um todo e já sabendo que a diferença básica estava apenas no motor e no câmbio.

O comportamento dinâmico apenas com três ocupantes é correto. A Renault conseguiu autorização do Exército para utilizar o seu  campo de provas na Restinga de Marambaia no teste da imprensa, onde há um “oval” (retângulo, na verdade) de 6 quilômetros (50% maior que o de Indianápolis) e com quatro curvões com leve superelevação, onde se pode acelerar a pleno com segurança. Até chegar à área militar, o percurso permitiu avaliar o veículos em várias condições, inclusive longo trecho de paralelepípedos e pequena serra.  Totalmente aprovado, comportamento em curva que satisfaz plenamente, sobretudo pela precisão e sensação de monobloco de alta resistência à torção. O freios mostram boa potência, mas seria preferível discos na traseira em vez de tambor, especialmente no caso de muita carga a bordo. A direção tem assistência hidráulica que demonstrou ser correta. Os pneus são 215/65R16 e exclusivamente Michelin LTX Force fabricados no Brasil.

Para o motor 1,6 a Renault informa aceleração 0-100 km/h em 14,3/13,2 segundos e velocidade máxima de 160/164 km/h. A v/1000 em 5ª é 31,1 km/h para 120 km/h a 3.860 rpm, à velocidade máxima de 164 km/h o motor está a 5.200 rpm, portanto 550 rpm abaixo do pico de potência. Se em 4ª (26,3 km/h/1000) estaria 6.235 rpm, portanto deve ser a marcha para chegar ao máximo de velocidade. a 1,6-L pesa 1.292 kg.

Com carga máxima o desempenho deve cair, embora nada que inviabilize a versão. Quem for utilizar a Oroch sistematicamente com muita carga deve optar pela versão 2-litros, que acelera de 0 a 100 km/h em 10,6/9,7 segundos e vai 178/186 km/h. Fazendo contas, a v/1000 em 6ª é 36,7 km/h, em que a 120 km/h o motor está a 3.270 rpm e a velocidade máxima é em 5ª a 5.980 rpm (v/1000 de 31,1 km/h).  Em 6ª seriam 5.070 rpm à velocidade máxima, rotação bem distante do pico. A 2-L pesa 1.346 kg.

Os consumos de combustível oficial Inmetro/PBE, gasolina e álcool, são:

1,6 litro
Cidade, 9,6 km/6,6 km/l
Estrada, 10,9/7,5 km/l

2 litros
Cidade, 9,2/6,4 km/l
Estrada, 10,8/7,3 km/l

Há uma cor sólida, a branco Neige, e seis metálicas: cinza Acier, prata Étoile, preto Nacré, vermelho Fogo e verde Esmeralda, esta de lançamento.

Em breve faremos um teste “no uso” com a nova picape, preferencialmente a Dynamique 2-litros.

Ficou uma boa impressão desse novo produto Renault.

BS

 

FICHA TÉCNICA RENAULT DUSTER OROCH
VERSÃO 1,6 16V Expression/Dynamique 2,0 16V Dynamique
MOTOR
Designação Renault K4M Renault F4R
Arquitetura L-4, transversal, duplo comando de válvulas, correia dentada, 4 válvulas por cilindro, arrefecido a líquido; F4R: variador de fase na admissão, 44º
Atuação das válvulas Indireta por alavanca-dedo Indireta por alavanca-dedo, fulcrum com compensador hidráulico
Material bloco/cabeçote Ferro fundido/alumínio
Cilindrada 1.598 cm³ 1.998 cm³
Diâmetro e curso 79,5 x 80,5 mm 82,7 x 93 mm
Taxa de compressão 11,2:1
Combustível Gasolina e/ou álcool (flex)
Formação de mistura Injeção eletrõnica seqüencial no duto
Potência G/A 110/115 cv a 5.750 rpm 143/148 cv (G/A) a 5.760 rpm
Torque G/A 15,1/15,9 m·kgf a 3.750 rpm 20,2/20,9 m·kgf a 3.750 rpm
Corte de rotação 6.500 rpm
TRANSMISSÃO
Câmbio Transeixo dianteiro, manual de 5 marchas mais ré, todas sincronizadas exceto ré Transeixo dianteiro, manual de 6 marchas mais ré, todas sincronizadas
Relação das marchas 1ª 3,73:1; 2ª 2,05:1; 3ª 1,32:1; 4ª 0,97:1; 5ª 0,82:1; ré 3,55:1 1ª 3,73:1; 2ª 2,11:1, 3ª 1,45:1; 4ª 1,11:1; 5ª 0,91:1; 6ª 0,77:1; ré 3,55:1
Relação do diferencial 4,93:1 4,44:1
Rodas motrizes Dianteiras
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, braço triangular, mola helicoidal, amortecedor hidráulico e barra estabilizadora
Traseira Independente, McPherson, dois braços inferiores paralelos, um braço longitudinal, mola helicoidal, amortecedor hidráulico e barra estabilizadora
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, assistência hidráulica
Diâmetro mín. de curva 10,7 m
Voltas entre batentes 3,4
Relação de direção N.D.
FREIOS
De serviço Duplo circuito hidráulico em diagonal
Dianteiros Disco ventilado de Ø 269 mm
Traseiros Tambor de Ø 229 mm
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 6Jx16
Pneus 215/65R16T
PESOS E VOLUMES
Peso, ordem de marcha 1.292 kg 1.346 kg
Carga útil 650 kg
Caçamba 683 L
Tanque de combustível 50 L
DIMENSÕES
Comprimento 4.693 mm
Largura com/sem espelhos 1.997/1.821 nn
Altura 1.695 mm
Distância mínima do solo 206 mm
Ângulo de entrada/saída 26º/19º54′
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h (G/A) 14,3/13,2 s 10,6/9,7 s
Velocidade máxima (G/A) 160/164 km/h 178/186 km/h
CONSUMO Inmetro/PBE) (G/A)
Cidade 9,6/6,6 km/L 9,2/6,4 km/L
Estrada 10,9/7,5 km/L 10,8/7,3 km/L
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 (5ª) 31 km/h (6ª) 36,7 km/h
Rotação a 120 km/l últ. marcha 3.870 rpm 3.270 rpm
Rotação à vel. máxima (4ª) 6.260 rpm (5ª) 5.980 mm

 

EQUIPAMENTOS RENAULT DUSTER OROCH
Versões EXPRESSION DYNAMIQUE DYNAMIQUE
1.6 16V 1.6 16V 2.0 16V
CONFORTO E COMODIDADE
Abertura interna da tampa de combustível S S S
Acelerador eletrônico S S S
Alarme sonoro de advertência de luzes acesas S S S
Alerta sonoro da reserva de combustível S S S
Apoio de braço nas portas dianteiras S S S
Ar-condicionado S S S
Ar quente S S S
Banco do motorista com regulagem em altura S S S
Bolsa tipo canguru atrás dos bancos dianteiros S S S
Computador de bordo com 10 funcionalidades S S
Direção hidráulica S S S
Duas tomadas 12 V S S
Iluminação do interior central dianteira S S S
Iluminação do interior central traseira S S S
Iluminação do porta-luvas S S
Indicador de temperatura externa S S
Indicador de troca de marcha S S S
Luz de leitura do passageiro S S S
Pára-sol do motorista com espelho de cortesia S S
Pára-sol do passageiro com espelho de cortesia S S S
Controlador e limitador de velocidade S S
Relógio digital S S S
Retrovisores externos com regulagem elétrica O S S
Retrovisores externos com regulagem manual S
Sensor de estacionamento traseiro · ·
Travas elétricas nas portas S S S
Vidro do motorista com função um-toque e sistema antiesmagamento S S
Vidros dianteiros elétricos S S S
Vidros traseiros elétricos S S S
Volante com regulagem de altura S S S
Volante com revestimento em couro natural e sintético S S
ESTILO EXTERIOR / INTERIOR
Arco de proteção anticapotagem S S S
Bancos com revestimento parcial em couro natural e sintético O O
Barras de teto longitudinais S S S
Luzes diurnas (DRL) S S S
Rodas de alumínio de 16″ S S S
SISTEMA MULTIMÍDIA
Sistema multimídia Media NAV Evolution com tela tátil de 7’’ e GPS S S
4 alto-falantes S S S
Comando de áudio e celular na coluna de direção (comando satélite) S S S
Conexão Bluetooth® para áudio e telefone S S S
Funções Eco-Coaching e Eco-Scoring integradas ao Media NAV S S
Rádio 3D Sound by Arkamys com conexão USB e auxiliar S S
Rádio CD MP3 (“3D Sound by ARKAMYS”) com conexão USB/iPod e AUX S
Sistema multimídia Media NAV Evolution com tela tátil de 7’’ e GPS S S
SEGURANÇA
Airbags duplos dianteiros S S S
Alarme perimétrico S S S
Barra de proteção lateral nas portas S S S
Chave com comando de travamento a distância por rádio frequência S S S
Cintos de segurança dianteiros retráteis de 3 pontos S S S
Cintos de segurança laterais tras. de 3 pontos S S S
Desembaçador do vidro traseiro S S S
Dois apoios de cabeça dianteiros com ajuste de altura S S S
Faróis de neblina O S S
Freios ABS com EBD e auxílio à frenagem S S S
Protetor do cárter S S S
Sistema de travamento automático das portas a 6 km/h) S S S
Terceira luz de freio S S S
Trava para crianças nas portas traseiras S S S
Três apoios de cabeça traseiros reguláveis em altura S S S

 



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  • CorsarioViajante

    É um ovo de colombo e, embora não goste deste tipo de veículos, reconheço que vai agradar quem busca versatilidade: conseguiu unir as qualidades das picapes médias com a praticidade das picapes compactas. Está, para as picapes, mais ou menos como Versa, Cobalt e Logan para os sedãs.

  • Já li gente reclamando dessa picape, mas ela me parece muito, mais muito mais racional que as outras categorias.

    Nem tão apertada quanto a Strada cabine dupla, nem tão esparramada/desengonçada quanto a Hilux.

    E com o monobloco, diga-se de passagem, seu chão deve dar de 10 a 0 nas picaponas.

    Eu nunca compraria uma picape “comum”, S10/Ranger/Frontier, etc.
    Mas essa aí, até achei legal.

    • Mr. Car

      Surpreendentemente, a grande maioria dos comentários que li por aí foi bastante favorável, sem aquele costumeiro chororô de “ah, mas é um Dacia, que nojinho”! As maiores críticas continuam sendo para o interior “pobre” que sinceramente, não acho que seja essa pobreza toda, embora também não ache refinado.

    • Lucas Mendanha

      Além da suspensão traseira multi-link..

      E comparando com o conceito, não é difícil deixá-la bem próxima em efeito visual não..

  • Thiago

    Está correta a informação do volume interno da caçamba? 683 litros é praticamente o mesmo de uma Strada cabine dupla.

  • Lucas Rodrigues de Souza

    Estou curioso pra ver uma Oroch 1,6 com 5 pessoas e carga máxima na caçamba. Bob, qual a capacidade de reboque dela? De resto, vai vender como pão quente.

    • Lucas Rodrigues de Souza
      A capacidade de reboque não foi informada. Vou solicitá-la. Lembre-se que a capacidade de carga é soma do peso dos cinco passageiros mais o da carga.

  • Mr. Car

    Curioso para ver de perto, especialmente em relação ao porte. De resto acho que o desenho ficou agradável e viril ao mesmo tempo. O grande mérito talvez seja o de resolver o problema das picapes cabine dupla derivadas de carros pequenos, o espaço no banco traseiro. E ainda tem uma caçamba com razoável capacidade de carga. Os preços estão até bons se comparados com as pequenas CDs da Fiat e VW. Resta saber por quanto virão as versões automática e 4×4. Creio que se os romenos souberem dela, vão querer, he, he! Outro que é capaz de querer, é meu cunhado, metido a surfista, e que quer um 4×4 para meter nas beiras de praias. Agora não vai nem precisar levar a prancha dentro do carro, como precisaria se comprasse um Duster.
    Para pensar: ” Treme perante uma mulher, o homem perante o qual tremem outros homens”. (Pedro Calderón de La Barca)
    Para ouvir: https://www.youtube.com/watch?v=wdW2Eo7xY5w
    As músicas deste camarada estão entre as minhas mais remotas lembranças musicais, especialmente as deste período, o da Jovem Guarda, que curto bastante, esta talvez mais que todas. E tal como nós, ele também é um autoentusiasta, he, he!

    • CCN-1410

      Até essa época eu gostava do cara. Depois, não mais.

      • Mr. Car

        Eu ainda gosto. Não de tudo da fase romântica, mas gosto.

  • Thiago,
    Está correto o dado.

  • Marco Antonio

    Impressões objetivas,como sempre Bob; gostei desta Duster Oroch, vamos aguardar o “No Uso”.

  • Daniel S. de Araujo

    Se a Renault caprichar no pós-vendas, vai abalar o mercado de picapes pequenas cabine dupla (Saveiro e Strada) e médias a gasolina (S-10, Ranger…)

  • Roberto Alvarenga

    Curioso que a Ford Courier tinha o mesmo entreeixos e carregava mais carga (700kg), mesmo sendo derivada de um carro menor. De todo modo, a Oroch foi uma bela sacada. É uma alternativa melhor que Strada e Saveiro CD para quem precisa levar passageiros e, com a versão 4×4 que virá, preencherá um nicho não explorado e muito interessante de picapes menores com tração integral.

  • FTR

    há válvula para regulagem do freio traseiro sensivel a carga ?

    • FTR
      Essa válvula é desnecessária quando o veiculo conta com freios ABS e distribuição eletrônica das forças de frenagem. Jamais ocorre travamento de roda com pouca ou nenhuma carga..

  • Christian Bernert

    Vi a Oroch ao vivo na Expointer (exposição agropecuária em Esteio no Rio Grande do Sul) no início de Setembro.
    Não tenho motivos para comprar uma picape, não necessito delas. Portanto não tenho muita intimidade com esta categoria.
    Mas o que me chamou a atenção é a aparente excelente proporção que a Renault conseguiu encontrar entre espaço interno, comprimento da caçamba e comprimento total do veículo. Estou seguro que este é o maior trunfo da Oroch.
    Entretanto a caçamba é um tanto estreita, problema acentuado pelo grande volume das caixas de roda.
    No geral achei que a Oroch tem tudo para cair no gosto do seu público alvo que terá nela uma picape maior que as pequenas Strada, Saveiro e similares, a um custo inicial e operacional menor que as grandes S-10, Hylux, Frontier e similares.

  • Fernando

    Ótimos pontos em que passou as suas impressões, é isso que para mim é interessante de se notar a uma primeira visão geral do carro.

    Acho curioso como além do Oroch, vários outros carros estão com consumo cidade/estrada informados tão próximos. Algum parâmetro de medição(Inmetro?) foi alterado recentemente? No Oroch apesar de ser picape e assim a última marcha ser um pouco mais curta, ainda assim é curioso do consumo urbano chegar tão próximo.

    • Fernando,
      Essa proximidade dos consumos urbano e rodoviário é conseqüência da correção aplicada sobre os resultados obtidos pela norma NBR 7024 de maneira a se ter números bastante parecidos com aqueles verificados no mundo real. Por algum motivo que ainda não atinei, o consumo rodoviário é corrigido em 29% e o urbano, em 22%. Não poderia dar outra.

      • lightness RS

        O problema é que esse ”uso real” se adaptou aos padrões de centros urbanos com asfalto e velocidades mais altas, não onde a maioria dos carros está, nos interiores com cidades de paralelepípedo e trânsito e não passa dos 40 km/h

  • dncmotors

    Gostei. Esperar avaliação completa. Concordo com o Bob. Se fosse deputado federal, encaminharia um projeto de lei com máxima urgência obrigando todos os veículos automotrizes acima de 1,0T PBTC, virem com discos nas quatro rodas e ventilados na dianteira.

  • Uber

    Tenho minhas dúvidas, mas tomara que a Renault tenha sucesso onde a Peugeot falhou.
    Estou curioso com a recepção que essa picape possa ter na Índia.

    • TDA

      A Peugeot disputou mercado diretamente com as queridinhas Strada e Saveiro, só que com a fama que tem acabou não vendendo bem. Eu particularmente achava a Hoggar bem bonita. Acredito que a Oroch vai ter sucesso sim, pois escuto muita gente falar bem de Strada e Saveiro mas que não compensa comprar a cabine dupla pois é meio desconfortável, pequena para os passageiros e a caçamba menor que a cabine simples, ou seja, não são boas nem para um nem para outro. No caso da Renault é um SUV (mais altinho, super na moda) com bom espaço para os ocupantes e a praticidade da caçamba. Se eu fosse cliente desse nicho esqueceria Strada e Saveiro na hora.

  • Rochaid Rocha

    Gostei dela. Isto é, visualmente. O nome não gostei. Falta de imaginação. Poderiam ter colocado um nome mais ” simples”. Compraria, mas só em 2018. Agora estou em greve.

    • Mr. Car

      Também não gostei. Nem de Oroch, nem de Toro. Para a picape Fiat até imaginei dois nomes que remetessem geograficamente ao mundo rural, como Fiat Campo ou Fiat Estância, e também dois que remetessem ao trabalho, como Fiat Lida ou Fiat Lavoro.

      • Nnoitra

        Um nome novo, sempre soa estranho, esquisito, mas é porque é novo, quando você menos esperar, vai estar acostumado.

  • Claudio Abreu

    Avaliação primorosa, como sempre, Bob.
    E, uma dúvida que não consigo sanar em canto nenhum: vai haver cabine simples? (Acho estranho ninguém se lembrar de questionar isso)

    • Cláudio Abreu
      Obrigado! Um jornalista fez essa pergunta na entrevista coletiva e lhe foi respondido que não. Outra foi se haveria uma versão de acabamento mais simples, para uso profissional, também negado.

      • Christian Govastki

        Mais simples? Então é sem nenhum pois o grande ponto negativo dos Renault/Dacia é o acabamento sofrível e a péssima ergonomia de alguns comandos.

        • lightness RS

          Mais simples cara, fácil.. Rodas de aço, sem nenhum detalhes estético adicional, sem farolete e quando vem até sem plástico na caçamba.. SEMPRE dá para simplificar algo, ainda mais um carro civil transformado para trabalho.

      • Claudio Abreu

        Perfeito, Bob. Estou levantando esse fato em outro post na coluna do Nasser.

  • Rochaid Rocha
    Nome é apenas questão de hábito, Houve um carro que quando surgiu em 1945 ninguém entendeu o nome, tampouco sabia pronunciá-lo: Volkswagen…

  • Lucas Mendanha,
    Ao contrário do informado pela Renault, a suspensão traseira é McPherson, caracterizada por ausência de braço ligando a parte superior da manga de eixo à estrutura. A suspensão igual à do Jeep Renegade e dos Porsche Boxster/Cayman.

    • Lucas Mendanha

      Entendi Bob….poxa, falha na divulgação né?

      Esse lançamento me aguçou a curiosidade sobre a versão 4WD, e fui pesquisar no Forum4x4 a respeito. Alguns proprietários explicavam algumas boas particularidades (que ressaltam a capacidade offroad) sobre o sistema que não eram descritas no manual, tão pouco nas revendas. Um deles é um recurso de vetorização de torque no modo 4WD Lock, onde o freio exerce pressão sobre a roda que está patinando, e, com isso, transfere o torque para a roda com apoio..

      Como o Autoentusiastas tem um projeto com a Renault, (e com isso, acredito que estejam de ouvidos abertos à vossa experiencia) deixo a dica de trabalhar melhor esses detalhes na divulgação do produto, de uma forma que o publico em geral entenda o beneficio de cada recurso e tenha uma melhor percepção de valor nos produtos.

      Das marcas acessiveis ao meu bolso, a Renault e a Ford são as que mais me agradam, pois fazem carros com uma pegada bem entusiasta.

  • João Guilherme Tuhu

    Vai vender muito. E poderíamos também ter uma versão perua dos Logan, pois a Renault não tem nenhuma minivan seu portfólio.

    • lightness RS

      Não tem espaço para peruas no mercado, infelizmente.. não existe nenhuma mais praticamente, deve ser porque não vende.

  • CCN-1410

    Sinceramente eu não sei o que faria com isso. Nada contra, mas que tal um Duster? Também não gosto, mas melhor seria. Ou um Sandero, ou um Logan?
    O Sandero é bonito e tem bom tamanho. Aplausos pela sua linda cor azul, mas o carro pede o motor 1,6 16v.

    • Mr. Car

      Utilidade, tem. Imagine que você tem uma terrinha, e precisa levar umas sacas de sal ou farelo de milho para uns boizinhos, ou adubo para uns pés de laranja. Por mais que forrasse, eu não ia querer levar no porta-malas acarpetado de um Duster, he, he!
      Abraço.

      • CCN-1410

        É claro que tem utilidade, mas não para mim, hehehe… Talvez se um dia eu tiver um sítio ou uma pequena empresa.

    • lightness RS

      Utilidade tem, e muita, não é à toa que no centro-oeste ou qualquer lugar com muitas fazendas, Strada é o que mais tem. Muito gente não tem necessidade, e não quer, pagar o preço de uma caminhonete ‘grande’ que é gastona, muito cara, desconfortável e tudo mais, pessoa só precisa de uma caçamba… Se a carga que ele leva for mais pesada, ele precisar de mais espaço e conforto, ou querer 4×4 (no futuro), pega uma Oroch, que mantém as mesmas vantagens da Strada em relação às picapes, sendo um pouco maior.

      • CCN-1410

        Claro que tem utilidade, mas não para mim. Simplesmente eu não gosto desse tipo de veículo, mas se eu tivesse uma pequena empresa, um sitio ou mesmo uma fazenda, aí seria outra coisa.

  • Marco R. A.

    Gostei. Esse desenho ficou melhor na Oroch que no próprio Duster. Depois de uma longa e interessante experiência com uma Strada Adventure com cabine dupla, estava ansioso pela Oroch e ainda estou pela Toro. Mas esse consumo é desanimador, infelizmente.

  • marcus lahoz

    Não entendi o por que deste nome. O que tem de relação com uma tribo da Rússia com um veículo desenvolvido para o Brasil?

    De qualquer forma é um bom lançamento da Renault, deve fazer sucesso assim como o Duster. Também acho que disco nas 4 seria o ideal.

    Será que será o câmbio de 4 marchas automático ou o automatizado?

    • Se for o mesmo da Duster comum, é o câmbio automático DP0, com conversor de torque. É basicamente a – nem tão – boa e – muito – velha AL4 da PSA com radiador de óleo e outra programação.

    • lightness RS

      Resistência Russa, a resistência da Duster, tudo a ver

  • Fórmula Finesse

    Atitude muito esperta da Renault que praticamente extingue o sentido de existir da Saveiro e da Strada cabine dupla.

  • Achei interessante a Oroch, de acordo com o que li a respeito ficou uma adaptação bem feita e o Duster sempre teve fama de ter resistência soviética. Uma adição interessante seria um “midgate” como na Chevrolet Avalanche, uma divisão rebatível entre a cabine e a caçamba para aumentar a área de carga

    http://www.chevyavalanchefanclub.com/coppermine/albums/userpics/10014/02Avalanche04.jpg

  • Talles Wang

    Bob,

    Leia a sétima linha do quarto parágrafo da matéria:
    http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/10/cineasta-fotografa-carro-em-ciclovia-do-rio-e-diz-que-quase-foi-atingido.html

    Isso é o que podemos chamar de distorção das palavras privilégio e direito!

    • Lucas

      Esse cineasta idiota lá deve ter decorado o manifesto comunista de cabo-a-rabo. Não dá para dar bola para essa asneira dita por ele.

  • Mr. Car

    Também queria ver uma versão picape do Logan, obviamente, cabine simples. Chegou a se falar nela para o Brasil.

  • RoadV8Runner

    Pois é, o banana toma um único caso atípico e sai jogando asneiras pela aí. Pode-se dizer que a habilitação para dirigir automóveis é um privilégio, mas dizer isso sobre a propriedade do automóvel em si, é forçar a barra.
    Com toda a certeza esse “cineasta” nunca usa automóveis para se locomover, apenas anda a pé e de bicicleta, não? E outra coisa: pelo que entendi, o cidadão estava correndo a pé. O que ele fazia então na ciclovia, já que quase foi atropelado?

  • CignusRJ

    Ontem e hoje não tirei esta música da cabeça e ao ver o vídeo me lembrei de já ter visto este filme numa sessão da tarde lá pelos idos dos 70 🙂
    Valeu Mr. Car vc matou minha vontade de cantarolar hahaha

  • Fat Jack

    Gostei da Oroch (e confesso que não me incomodou em nada seu nome, curto e de fácil pronúncia…), achei que a Renault soube focar no “vão” do mercado e com o aumento das dimensões de comprimento e entre-eixos ela acabou ficando mais agradável do que as projeções iniciais indicavam.
    Só acho que a Renault deveria ter disponibilizado uma caixa de câmbio com 6 marchas para a versão 1.6, pois da forma que está possivelmente haverá um consumo desnecessário quando em tráfego rodoviário sem carga, situação em que uma sexta marcha seria utilíssima.

    • Cristiano Reis

      Esse motor 1,6 no Duster é lentíssimo e muito beberrão, acho que não tem como colocar uma marcha mais longa nele.

      • Fat Jack

        Seria a tradicional “overdrive”, tornando o cambio legítimo um 5+E.

  • Luiz Otávio Rujner Guimarães

    Apesar do assunto controverso, tema de outras discussões aqui no Ae, uma vez que algumas marcas de renome não o fazem, gosto de ver o cofre do motor na cor da carroceria. Pode ser uma banalidade para alguns, mas ao meu ver demonstra o cuidado e o esmero na construção do veículo. Apenas isso não é garantia de qualidade, mas com certeza, um bom sinal.

  • Gostei!
    E, se surgir uma necessidade, considerarei seriamente, a compra.
    Claro que, quando o ‘Toro’ chegar, um comparativo vai ser fundamental para uma tomada de decisão.
    Acho que o mercado estava carente de opções, depois que as antigas S10 e Ranger saíram de produção…

  • Melhor exemplo, impossível.

    Eu, por exemplo, faço trilhas de mountain bike, às vezes tenho que carregar a magrela toda enlameada no carro, dá um desgosto…
    Uma picapinha dessa seria o meu número.

  • Valdomiro Junior

    Muito mais espaçosa e confortável que a Strada e Saveiro, sem comportamento de caminhão e com preço compatível. Torço para fazer sucesso !

  • lightness RS
    Não vende porque não tem ou não tem porque não vende? Sou mais o primeira hipótese.

  • TDA

    Gostei bastante do nome! Sobre este veículo foi um tiro certeiro da Renault em um espaço livre do mercado. Tomara que tenha boa aceitação dos clientes e acho que terá.
    Sobre os motores, acho que a Renault continua dando mancada no caso do Sandero a oferecer somente o 1.6 L 8V. Como pode ver no Oroch não existe essa opção de motor, somente o 16V. E por que? Simples, esse veículo é mais pesado e o motor 8V não iria “dar conta do recado”. Na minha concepção isso prova que o 1.6 8V não deveria estar na linha Sandero e o melhor seria o 16V.

  • Davi Reis

    O nome da Toro em si não me incomodou, apesar de achar que pudesse ser melhor. Eu estranhei mesmo foi a definição da Fiat, “SUP”…

  • Davi Reis

    Também acho que seria uma boa. O Duster com esse motor já não é um primor em desempenho, imagino a picape com carga máxima. 5 marchas bem curtas ajudariam o carro e uma sexta pra estrada, não necessariamente muito longa. Talvez até mesmo a relação do Sandero R.S. cairia como uma luva.

  • Sandero 1.6 8v é fraco? Nunca andei em um.

    • TDA

      Não que seja fraco, mas tem um rendimento inferior ao 16V principalmente em rotações mais altas. Na cidade, como tem torque ele vai de boa. Só acho que a opção da Renault por tirar o 16V da linha Sandero foi aparentemente por custos, ou seja, coloca um motor menos custoso que os compradores nem vão perceber… Mas eu como entusiasta sempre quero ter o motor mais moderno e que possa ser acessível e aí ficou aquela sensação de que a Renault “passou a perna” nos clientes do Sandero.

    • jfmoretti

      Sim, e’ fraco. Principalmente em retomadas na estrada. A Renault devia usar o 1,6 da Nissan (March e Versa). Seria bem melhor e mais econômico. Alias, tava na hora de todo mundo passar para 1-L turbo. Em grande produção poderia sair mais barato…..

  • Pelo menos é um sinal de que não fazem economia porca.

    Coisa mais ridícula do mundo aquele capô do Etios sem pintura.

  • Antônio do Sul

    Tanto a Oroch quanto a Toro são produtos que têm uma boa proposta, mas acredito que a Renault deve roubar muitos compradores de Strada e Saveiro de cabines dupla, enquanto a picape Fiat, nas versões a diesel, deve atrair potenciais clientes das versões a gasolina de S10, Ranger, Hilux e L-200.