PROTEÇÃO CONTRA INSANIDADE

2002-2007 Dionisio Codama Sao Paulo, Brasil http://aimore.net http://aimore.org

Realmente o prefeito de São Paulo endoidou. Depois de eleger os motoristas como inimigos públicos, passou a infernizar a vida de quem ainda necessita de um automóvel. Ciclofaixas e faixas de ônibus espalhadas a esmo sem estudo de viabilidade algum, diminuições esdrúxulas de velocidade, interdição arbitrária de avenidas, enfim, tudo para atrapalhar quem utiliza o automóvel. A última foi retratada na coluna da Nora Gonzalez de hoje.

A sandice do prefeito parece não ter limites. Vias expressas, sem semáforos ou pontos de travessia de pedestres, como a 23 de Maio, também não escaparão do inadequado limite de 50 km/h, ainda 60 km/h (era 80 km/h durante anos e foi baixado para 70 km/h pelo prefeito anterior, Gilberto Kassab).

Medida após medida, devidamente denunciadas aqui no Ae, o prefeito vem tornando um martírio o ato de dirigir na maior cidade do país. A última, junto com mais reduções inexplicáveis de limites de velocidade, muito abaixo da velocidade natural das vias, é a instalação de mais centenas de “radares”, justamente para pegar aqueles que ousam desgrudar os olhos do velocímetro para olhar para o trânsito à sua volta.

Lembro que apesar de tratar de São Paulo, o conteúdo esta matéria é aplicável para todo o país, pois a insanidade administrativa nessa questão de velocidade alastra-se com velocidade e voracidade espantosas.

O CTB, lei de 1997, considera, em seu art. 230, III, como infração “Conduzir o veículo com dispositivo anti-radar.”. Os antigos medidores de velocidade da polícia (“radares”) utilizavam-se do efeito Doppler, que causa alterações no sinal de radar refletido de acordo com a velocidade do objeto que o reflete, calculando, assim a velocidade. Aparelhos que mediam velocidade desta forma foram muito usados nas décadas de 1970 a 1990, principalmente nas rodovias. O dispositivo anti-radar a que se refere o CTB é um aparelho que detecta o sinal radar emitido para medição de velocidade, alertando o motorista da presença da fiscalização. Desta forma, ao detectar o sinal, ele pode reduzir sua velocidade com antecedência e assim escapar da punição.

detector

Detector de radar: proibido, com multa e apreensão do veículo

Na verdade, apesar de ainda chamarmos comumente de radar, hoje em dia os equipamentos fixos de detecção de velocidade não funcionam mais por radar, mas sim por laços colocados no asfalto a determinada distância um do outro, enquanto um aparelho conta o tempo que uma massa de metal (o veículo) leva para ir de um laço a outro. Se o tempo for menor que um determinado valor… Sorria para a câmara, você está sendo multado.

À época da promulgação do CTB, toda a medição de velocidade era feita por radar, por isso foi incluída a proibição do uso de anti-radar. Naquela época ainda não havia aparelhos de GPS para uso civil. Por ser uma lei de 1997, o CTB cuidou de proibir os aparelhos anti-radar, mas nada fala (e nem poderia falar) sobre avisos de radar por coordenadas geográficas.

Hoje em dia os anti-radares, apesar de continuarem ilegais, não funcionam mais na esmagadora maioria dos casos, apenas alguns radares móveis mais antigos ainda utilizam esta velha tecnologia. Como funcionam os aparelhos que alertam a proximidade de radares hoje em dia, então? Exatamente por coordenadas geográficas obtidas por GPS! Há comunidades na internet dedicadas ao cadastramento das coordenadas dos radares fixos e dos pontos mais comuns onde se usam os radares móveis, de forma que, ao se aproximar de um ponto desses, o aparelho de GPS em que estes estão cadastrados começa a “apitar” para avisar da proximidade. Os programas de GPS permitem, inclusive, calcular a velocidade do carro e comparar com a velocidade permitida, de forma a dar avisos diferentes se o motorista está abaixo ou acima dela.

Tela do Maparadar, mostrando algumas das armadilhas eletrônicas.

Tela do Maparadar, mostrando algumas das armadilhas eletrônicas

Alguns países já proibiram uso deste tipo de aviso, como Suíça, Alemanha e, mais recentemente, a França, mas a grande maioria, incluindo o Brasil, nada falam sobre isso. E, como um princípio básico do Direito diz que para um cidadão é permitido tudo que não for proibido, o uso do GPS para alertar os pontos de radar é totalmente legal. Pode-se, portanto, usar sem medo um GPS com a localização dos radares no Brasil.

Ótimo, depois de toda esta explicação, sabemos que aparelhos de GPS não podem ser considerados como anti-radar porque não detectam nada, apenas alertam sobre pontos pré-memorizados. Sabendo disso, podemos tranqüilamente recomendar aos leitores do Ae que utilizem tal tecnologia de alerta de radar para se protegerem dos ridículos limites de velocidade impostos por políticos mal-intencionados apenas para arrecadar multas aproveitando-se dos erros dos motoristas advindos destes limites irreais. Há várias opções para ser alertado, desde os conhecidos GPS offline (os de pára-brisa) até aplicativos para smartphones.

Existem na internet bases de dados de pontos onde estão os radares em vários países. No Brasil, a maior, mais completa e mais conhecida base de radares é a do Maparadar. No momento, estão cadastrados nela 30.828 pontos de alerta espalhados por todo o país, dentre radares fixos, pontos de radares móveis, lombadas e postos da polícia rodoviária. Falando exclusivamente de radares fixos, eles são 16.023, sendo que só na cidade de São Paulo estão 843 deles. Um recurso interessante do Maparadar é poder exportar esta base de radares de forma a colocá-los em aparelhos de GPS.

Tela do iGo, um software para GPS de painel

Tela do iGo, um software para GPS de painel: atenção para o radar à frente

E quais são as opções de GPS para alertar sobre a proximidade de um ponto de radar? A primeira opção que vem à mente é o velho GPS offline. Não tão velho assim: os GPS para navegação automobilística surgiram por volta de 2005-2006, tendo se popularizado no Brasil a partir de 2008. Hoje estão quase esquecidos, suplantados pelos GPS incluídos nos smartphones, que oferecem informação online, inclusive de trânsito. Porém, para deixar no carro avisando radares, ainda são muito úteis. Uma vantagem em relação aos smartphones é que, por serem independentes, continuam avisando da presença de radares mesmo durante uma ligação.

O Maparadar permite exportar os pontos de alerta para os seguinte softwares de navegação: iGO, Ndrive, Sygic, Garmin TomTom e Mio. Particularmente, eu tenho preferência pelo iGO, que é o software que vem instalado nos GPS Xingling que se acha nas feirinhas de importados pelo país afora. O iGO tem um modo diferenciado de alerta: se, ao se aproximar do radar, o motorista estiver dentro da velocidade fiscalizada, o aparelho soará discretos “bips”, só para lembrá-lo de não aumentar a velocidade, pois há um radar a poucas centenas de metros aguardando-o. Porém, se estiver em velocidade acima da fiscalizada pelo radar, o aparelho fará um grande escândalo, com um alerta sonoro alto e irritante, mostrando na tela a velocidade fiscalizada e e a distância restante até chegar no radar. Bom momento para se meter o pé no freio, para o bem do bolso. Claro, cuidando se não vem ninguém atrás. Um parêntese: sempre me pergunto quantas colisões traseiras já não foram causadas por estas freadas nos radares. E se, agora com limites ridículos e inexequíveis de velocidade, elas não se tornarão mais freqüentes. Só tenho certeza de que se houver estatísticas sobre o assunto, a prefeitura tratará de escondê-las bem escondidinhas.

Maparadar iphone 2

Tela do aplicativo Maparadar para iPhone/iPad

Pois bem, e quem não tem um GPS offline antigo e nem está disposto a comprar um? Neste caso, ainda resta a opção de usar o smartphone. O próprio Maparadar desenvolveu um aplicativo para Android e iOS, pago, ao custo de US$ 1,99 para iOS (iPhone e iPad) ou R$ 4,99 para Android. O app funciona baixando localmente toda a base do Maparadar, de forma que não é necessário estar conectado à internet para receber os alertas. A base é atualizada automaticamente de tempos em tempos, sempre pelo WiFi.

Quem tem um smartphone Android está mais bem servido. Além do aplicativo do Maparadar, tem o excelente RadarDroid, que se integra em outros aplicativos de navegação, como o Google Maps e o Waze. Também usa aqui no Brasil a base do Maparadar, além de ter à disposição bases de outros países, o que o torna útil para quem viaja para outros países com o smartphone. Mas seu preço é mais salgado: R$ 27,99. Todos estes preços são pagos apenas uma vez e o usuário tem direito a todas as atualizações futuras dos programas.

Tela do aplicativo Radardroid

Tela do aplicativo Radardroid

Para Windows Phone, não há aplicativo do Maparadar. Mas há um aplicativo que pode usar sua base, chama-se Speedtrap Alert. É um pouco complicado, mas dá para colocar a base do Maparadar nele. Se serve como consolo, é um aplicativo gratuito, não custa nada para tentar fazê-lo funcionar com a base do Maparadar.

Além do Maparadar, uma base que está ficando bastante completa é a do Waze. Porém, não há como exportar esta base para ser usada fora do aplicativo e este só dá aviso sonoro sobre a presença de um radar quando chega a 500 metros deste e apenas se a velocidade no momento for maior que a permitida. Caso contrário ele apenas emite um aviso silencioso na tela. O pior disso é que se o motorista aumentar a velocidade a menos de 500 metros do radar, ainda assim não será avisado. E não é recomendável manter a atenção em uma tela enquanto se dirige por motivos óbvios. Mas pelo menos o Waze funciona em iPhone, Android e Windows Phone. E a base é online, ou seja, é atualizada automaticamente.

Tela do aplicativo Speedtrap Alert para Windows Phone

Tela do aplicativo Speedtrap Alert para Windows Phone

Vale lembrar que quem for usar alertas de radares em outros países deve sempre checar a legalidade de seu uso nestes lugares. Alguns aparelhos offline possuem o “botão de pânico”: pressionar por mais de 3 segundos o canto superior direito da tela (por exemplo) apaga todas as bases de radares salvas no aparelho. Bom para não deixar provas para a polícia, no caso de ser parado em um país em que o uso do GPS para alertar radares seja proibido. Mas ainda assim corre-se um risco.

Se o poder público deixa de usar o recurso da multa como educação para usar como instrumento de arrecadação, nós cidadãos temos o direito de nos defendermos contra este abuso. A lei brasileira ainda nos dá o direito de usarmos a tecnologia de GPS para que evitemos ser tungados por um poder público mal-intencionado, que prepara armadilhas para arrecadar dos “privilegiados” que dirigem seus automóveis. A multa deve existir para coibir o abuso, nunca para servir como reforço de caixa.

Só um lembrete final: a cada dia são colocados mais radares para flagrar os motoristas. Quem usa GPS offline ou não possui atualização automática (caso do Speed Trap Alert para Windows Phone) deve atualizar periodicamente a base de radares para evitar surpresas com novos radares.

CMF



  • Caio Azevedo

    Vai chegar uma hora em que vai ter tantos medidores de velocidade que ninguém mais vai ser multado. Aí quero ver o que os ixpertos vão fazer para reforçar caixas de prefeituras e governos.

    • Marcus Vinicius

      Caio, verdade. Já pensei nisso também. Inclusive, comprei um Sandero que, além do controlador de velocidade, possui “limitador de velocidade” (não funcionam simultaneamente). Não deixa o veículo ultrapassar o limite que você escolheu. Tenho utilizado com alguma freqüência, não correndo risco de subir para a “velocidade natural da via”, algo já explicado pelo Bob.

      • CorsarioViajante

        Meu carro tem controle de velocidade e é a melhor coisa hoje em dia. Trava na velocidade limite, fica na direita, e vai embora. Se for depender de olhar no velocímetro está perdido.

    • Domingos

      Simples, vão colocar limites como 20 km/h e passarem a fiscalizar com radares móveis.

      Enquanto isso, você morre numa fila de hospital e o maconheiro que colava de você na prova é eleito presidente do Brasil.

      Para isso aí existem duas coisas: força de vontade e, no caso dela ser desrespeitada, força física.

      • Caio Azevedo

        Radar móvel é caro de se manter (mão de obra).

    • Fabio Toledo

      Isso já está acontecendo, cansados de estar sempre atentos com as arapucas a maioria (mesmo) está por exemplo andando a 60 na marginal, no caso onde o limite é 70, isso é fruto deste terrorismo!

  • Boa!!!

    Temos que nos proteger das arapucas mesmo.

  • Roberto Neves

    O que não entendo: se a função do radar é coibir abusos de velocidade, por que reprimir o uso de aparelhos que alertam da existência dos radares? A consciência sobre os radares produz o efeito desejado, que é a redução da velocidade dos veículos. A menos que o que se pretende não seja a redução da velocidade, mas o aumento da arrecadação. Aí, sim, faz sentido!

    • Lucas

      Concordo plenamente.

    • Roberto Alvarenga

      Boa observação!

    • Domingos

      Porque o que interessa é arrecadar mesmo. O suíço não fiscaliza de onde vem o dinheiro para o bundismo socialista deles, mas quer fiscalizar o cidadão em cada detalhe, vendo onde pode pegar mais dinheiro.

  • CharlesAle

    Maravilhoso post feito em prol das vitimas da insanidade do poder público, em especial esse doente mental que está no poder da prefeitura de São Paulo…São grandes dicas que, com certeza, podem ajudar e muito a escapar dessas arapucas feitas tão somente para arrecadar dinheiro de maneira tendenciosa!!

  • Lucas

    É triste um país em que temos que abordar um assunto como esse. Como nos safarmos das armadilhas impostas por quem devia zelar por nós. E são eleitos ainda!! Isso é que é mais revoltante. Que separar o joio do trigo que nada. Vai tudo pro saco do joio. Aí como sempre a maioria das pessoas (bons e civilizados motoristas) tendo que “pagar o pato” por uma ínfima minoria, que dirige bêbado, excede muito as velocidades, causando gravíssimos acidentes, desrespeitando o direito a integridade física do próximo, seja ele quem for. Mas infelizmente, neste Brasil do século XXI, é necessário abordar esses assuntos.

  • JCQ27

    Utilizo o Maparadar há anos no meu aparelho de GPS, fazendo o download periodicamente. Realmente é um ótimo trabalho e me permite dirigir com mais zelo por tudo que ocorre na via.
    Ultimamente, quando dirijo um carro sem o fiel GPS, me sinto bastante estressado com essas velocidades máximas artificialmente baixas.

  • Marlon J Anjos

    Para complementar o excelente post:

    – Na época dos radares, o detector de radar acabava por modificar suavemente a onda que era refletida para o radar, então depois de um tempo Radares utilizados contaram com um detector de detector anti-radar que avisava se o veículo estava usando um detector. Claro que a indústria não ficou para trás e os últimos detectores de radar tinham uma função chamada “detector de detector de detector anti radar” que caso verificasse que estava sendo monitorado desligava o anti radar avisando o motorista antes.

    – Hoje a medição é feita com LIDAR, uma variação do radar que utiliza laser para medir a distancia até o objeto. Existem dispositivos vendidos que podem cancelar esse sinal fazendo com que a velocidade aferida seja sempre 0km/h.

  • joao

    Será que quando esse dia chegar nossos ilustres governantes terão que fomentar a atividade econômica para ver a arrecadação crescer, ou vão aumentar mais ainda os impostos? Aguardem as cenas dos próximos capítulos…

    • Caio Azevedo

      Uma única lei editada pelo Congresso Nacional resolveria o problema desde já:

      Só pode instalar um medidor de velocidade em determinado local se, num raio de 2 km, 100% das vias e da sinalização estiverem em total conformidade com a legislação em vigor (asfalto perfeito, sinalização perfeita, com todos os estudos técnicos realizados) mediante comprovação, transparente, do ente interessado.

      Ou seja: do contrário, todas as multas emitidas por aquele medidor são automaticamente nulas de pleno direito.

  • Roberto Alvarenga

    O Waze já indica onde estão os radares, e como os próprios usuários atualizam a informação, está sempre em dia com as noviddaddes do nosso glorioso príncipe dos ciclistas.

  • Maurilio Andrade

    Obrigado Carlos Mauricio Farjoun pelo post de utilidade pública.
    Belíssimo texto.

  • Domingos

    No caso de proibição do aviso, basta deixar o GPS programado para meramente indicar a velocidade permitida da via e a sinalização de radar apenas de forma visual, como um ponto de interesse qualquer.

    Mas muito boa essa “função pânico”. É um belo tapa na cara na obsessão gnóstica/pagã/satânica européia em regular o cidadão de bem e taxá-lo até nos mínimos detalhes, enquanto os esquemões correm livres e soltos por baixo.

    A Suíça, além de receber dinheiro sujo do mundo inteiro, também é um país que permite o lucrativo negócio da hospedagem de pirataria.

    Depois vem querer falar que o cidadão meramente ter um aviso de radar no seu GPS é um crime…

  • Danniel

    Quando vou ao Sul, faço esse exercício de instalar a base do Maparadar ou do Tracksource no meu GPS. A Rod. Anhanguera é uma baita de uma armadilha de 110km/h.

    Aqui no DF/GO a PRF tem usado os LIDAR, especialmente na BR060 (Brasília-Goiania), muito apreciada pelos clubes de motociclistas para andar a mais de 200. Eu tenho um detector bem antiguinho, que minha irma trouxe dos EUA em 2002. Ele fala da capacidade de detectar o Laser, mas como basta uma única leitura para que seja aferida a velocidade, não confio muito nele.

    http://www.buyradardetectors.com/products/images/uniden/LRD967_l.jpg

    • Luciano Ferreira Lima

      O design é bem bacana, lembra vagamente a nave júpiter de “perdidos no espaço”.

  • marcus lahoz

    Aconselho o uso do RADAR BRASIL para quem tem android, ele avisa apenas os radares, funciona em segundo plano se quiser e com tela apagada (não seja mão de vaca e pague os R$5,00 do aplicativo). Tenho usado inclusive para estradas (em modo offline) e é muito bom.

  • Luciano Ferreira Lima

    Sou completamente dependente do antigo GPS AQUARIUS IGO, ando com dois ligados no painel sem pegar sol pois li não sei se foi aqui no Ae que a bateria exposta a raios solares lança radiação na cabine, não sei se há veracidade nisso, Quando vou descarregar a carreta em São Paulo, se eu suspeito que o Navegador vai me jogar numa rua apertada tenho tempo de pensar em qual navegador seguir orientação. De cada 10 entregas, 9 ele me leva certo pena que nunca consegui um mapa 100% atualizado. acho muito arriscado confiar em mapas anti-radar, se a placa manda velocidade X, prefiro respeitar e não ter dor de cabeça posteriormente. Passei muito aperto com os primeiros navegadores Destinator da Quatro Rodas, a vontade era jogar na parede! Hoje isso é passado.

  • Caio Azevedo

    O duro é enxergar as placas de velocidade ridiculamente pequenas e mal posicionadas quando se circula por lugares desconhecidos. Velocímetro digital já ajuda muito e conter “excessos”, pois a leitura é muito mais rápida.

    • Marco

      Mas ao menos por SP, as placas têm sido bem ostensivas. O que mais se vê são placas com limites de 50km/h. As vezes quatro. Uma de cada lado e duas sobre a via.

      Preocupação excessiva da administração? Evidente que não, mas o valor das placas, sendo que boa parte delas custou mais de R$ 900,00, cada.

      Ou seja, num simples cruzamento, o fornecedor de tais placas levou uns R$ 5.000,00 ou mais do contribuinte paulistano.

  • Silvio

    O Waze tem uma base bastante grande e atualizada em tempo real pelos usuários, normalmente acerta com boa precisão a localização dos pardais
    No iOS usei durante alguns anos um app gratuito que indicava os radares de São Paulo.

  • Ilbirs

    Como sempre alerto ao pessoal, uma forma boa de fugir dessas tramoias do poder público contra quem os sustenta é fazer a seguinte combinação: Waze ligado para alertar dos radares e também manter um aplicativo que dê alarme sonoro quando se está passando de determinada velocidade programada. No meu caso, uso o Speed Alarm, da SQZSoft e que pode ser achado na loja de aplicativos do Google (imagino eu que existam programas equivalentes para iOS e Windows Phone) e que permite programar limites que você vai trocando conforme a velocidade máxima da via:

    http://www.sqzsoft.com/speedalarm/images/1.png

    No meu caso programei limites com tolerância 4 km/h acima do que está nas placas (e portanto 3 km/h abaixo da tolerância do radar), significando uma continuação da constatação que já tive após ver a velocidade pelo GPS: a de que já era mais rápido que a média do tráfego e que sabendo a velocidade real, fiquei mais rápido ainda que o fluxo ao meu redor.
    Também seguem recomendações a serem tomadas a partir de

    1) Não votar em ninguém do PT nem em quem for de outros partidos ligados ao Foro de São Paulo (PSB, PDT, PC do B, PCB, PPS, PPL);

    2) Não votar em nenhuma linha auxiliar do Foro de São Paulo (PSOL, PSTU, PCO, Rede);

    3) Prestar muita atenção a manobras políticas aparentemente de ruptura com o Foro de São Paulo. Nada é mais estranho do que Marta indo para o PMDB;

    4) PSDB é o PT que fala “por obséquio”, sendo a outra lâmina de uma estratégia das tesouras gramscista, vide Fernando Henrique defendendo Dilma;

    5) Preocupar-se com candidatos aparentemente oposicionistas de fato, mas que podem ser candidaturas “cristianizadas”, que existem propositadamente para perder, mas não sem antes dividir a base dos eleitores contrários ao PT e ao Foro, de maneira a conseguir levar pelo menos um candidato da patota ao segundo turno, na pior das hipóteses para eles, ou mesmo as duas lâminas da tesoura. Tenho cá minhas suspeitas que o Datena entrando no PP e possivelmente sendo candidato, sabendo-se que ele já elogiou o Lula, seja essa tal candidatura divisionista;

    6) Não cair nem deixar os outros caírem no conto das passeatas “espontâneas” e “apartidárias” que pedem “mais amor”, pois essas são ferramentas fora do ambiente da política partidária para promover campanha de assassinato de reputação de algum candidato que esteja à frente de algum do Foro de São Paulo e depois recebem em troca alguma contrapartida (vide o pessoal do Existe Amor em SP, que organizou passeatas contra o Russomanno, ganhando uma cadeira no Conselho da Cidade);

    7) Desconfiar totalmente de pesquisas, ainda mais se apontarem uma subida meteórica de candidato do Foro de São Paulo. Pode ser que essas pesquisas estejam na prática servindo para criar um cenário que confirme o que urnas da Smartmatic queiram dizer;

    8) É importantíssimo também o voto para vereador, uma vez que a Câmara pode bloquear projetos absurdos vindos do Executivo municipal tal qual o Congresso tem feito com projetos que agradam o Foro de São Paulo. Para vereador também são válidas as alíneas 1, 2, 3, 4 e 5.

  • CorsarioViajante

    Bem, neste ponto eu discordo, acho que serei o único.
    Embora seja um crítico feroz dos absurdos limites de velocidade atuais, não acho correto burlar a lei de forma sistemática.
    E isso não por ser um pau-mandado vaca de presépio, mas por dois motivos:
    1) A velocidade relativa. A maioria das pessoas obedece a lei, então se você roda em limite muito superior à elas, a diferença de velocidade se torna perigosa. Pegue a 23: todo mundo andando no máximo a 50km/h, e você numa velocidade “normal” de 80 ou 90km/h, é praticamente o dobro da velocidade dos demais. VOcê vai ser o ponto fora da curva que está “tumultuando” o trânsito. É elementar que isso não vai dar certo, e aliás explica porque tanto motoqueiro morre: porque insiste em andar em velocidade absolutamente discrepante do resto dos veículos. Eu noto isso quando rodo em SP: quando passa alguém muito acima do limite, já se tornou perigoso pois todos estão andando devagar exceto esta pessoa.
    2) o segundo motivo é que, já que o governo acha que devo me arrastar a 50km/h, pois bem, prove do próprio veneno. Eu não vou me arriscar a tomar uma multa para fazer o trânsito fluir e ainda melhorar índices. A melhor forma de “provar” que esta medida não funciona é justamente aderir à ela. Quem roda em SP já notou o horror que ficou, e farei de tudo para isso ficar bem claro. É o mesmo princípio que levantaram aqui um tempo atrás, de rodar na velocidade MÍNIMA permitida, expondo o ridículo da situação.
    Vale dizer que acho válido burlar os limites em caso de perigo tanto em virtude da criminalidade (50km/h de madrugada na marginal é tenso!) como em virtude do fluxo (trecho de estrada que do nada cai para metade mas ninguém, principalmente os pesados, respeitam) mas não de forma sistemática.
    Aliás, quem tem filho pequeno e faz isso pense que pode estar ensinando ele a a relativizar as regras e leis da sociedade de acordo com seu interesse. Isso para mim é muito ruim.

    • Lucas dos Santos

      Corsário,

      Concordo integralmente com a sua colocação. O item 1 do seu comentário expõe bem o perigo envolvido na utilização de limites extremamente restritos, incompatíveis com as características da via: a diferença entre a velocidade de quem respeita e a velocidade de quem não respeita os limites.

      Em minha cidade há um trecho de rodovia em perímetro urbano, com três faixas por sentido, cujo limite de velocidade é de apenas 60 km/h. O que dá de acidentes graves e mortes ali é impressionante! E estou convencido que a principal razão desses acidentes reside no restritivo limite de velocidade da via. Acho que se eu disser isso por aqui é capaz de eu ser linchado!

      • CorsarioViajante

        Pois é. Se não me engano saiu no FlatOut uma matéria sobre uma rodovia australiana onde ao baixar os limites os acidentes aumentaram, depois colocaram trechos com limites maiores ou até inexistentes e os acidentes diminuíram radicalmente.

    • Tudo bem, seu ponto de vista tem validade, mas eu acho o seguinte: as leis foram feitas por alguém ou algum grupo, com determinado interesse. E este interesse nem sempre é moral e ético. Nesta mesma linha eu chamaria os Tribunais de Justiça de Tribunais de Leis, porque puramente o que se faz lá dentro é enquadrar os entes dentro da lei, e não da justiça – esta dá a idéia de fazer o justo, o correto.

      • CorsarioViajante

        É bem complicado porque a ética e a moral são relativas a cada grupo.

  • João Carlos

    Só esclareço uma coisa: esse Haddad não elegeu somente os motoristas como inimigo público. Como a taxa de motorização é de mais ou menos 1,3 habitantes por veículo, esse cara elegeu a cidade inteira como inimigo!

  • Roberto

    Gosto bastante do app da Tomtom para ios. Comprei pela possibilidade de atualização vitalícia de mapas, além de poder traçar uma rota até um local onde foi tirada uma foto (já que o próprio aparelho guarda a localização do local da foto). Entretanto, de um tempo para cá ele tem deixado bastante a desejar. Em uma viagem pela BR-101 em SC, ele não localizou um trecho da estrada que já está duplicada a anos. Também não localizou vários radares em uma viagem para o interior do Rio Grande do Sul. Até tentei comprar dentro do aplicativo a opção de aviso em tempo real dos radares e o pagamento com o meu cartão de crédito não foi aprovado (apesar de ser internacional). Não sei se alguém aqui está com os mesmos problemas com este aplicativo.

    • Domingos

      Tente comprar pelo site se for possível. De fato o Tomtom acho que é o GPS com mais opções de mapas extras.

      É possível baixar até mesmo mapas de circuitos, existem vários e a maioria até de graça!

  • Marco

    Normalmente utilizo um GPS Garmin, sendo que a cada 15 dias, aproximadamente, atualizo a base pelo maparadar.

    Às vezes, tenho utilizado o Waze em conjunto com o GPS, mas somente quando estou pela Haddadilândia.

    Ocorre que tenho a tela de privacidade do celular, aí fica meio complicado de utilizá-lo como navegador. Não consigo visualizá-lo de lado…haha

    Além de tudo isso aí, ao dirigir por SP, tenho usado o “limitador de velocidade”. Estabeleço 58 ou 60km/h e tudo ok. Afinal, essa é a velocidade de painel. No fim das contas, não chega a 57km/h reais. Ainda assim, em vias cujo limite era 70km/h e hoje está 50km/h é um inferno, pois a sensação é de se arrastar pela pista.

    Mas como já comentaram abaixo, sempre tem um imbecil “tranca rua” trafegando numa velocidade bem inferior ao (já baixo) limite.

    Assim, “nós evita a multa”.

    Quanto ao imbecil do Haddad, já disse isso e repito, sem nenhum remorso: Não costumo desejar mal a ninguém, mas para esse cara eu espero que tudo de mal que lhe aconteça. Que esse lixo ainda sofra muito.

  • lightness RS

    Além desses podemos citar o Waze que avisa também sobre acidentes, radares móveis atualizados e etc, já que funciona por indicações dos usuários.

  • RoadV8Runner

    Realmente, estão querendo exterminar os automóveis… E não é só por aqui, já que na Europa estão pipocando regras e mais regras para atrapalhar a vida dos motoristas. Aí, aqui nesta terrinha torta, que adora copiar de fora tudo que é errado, segue bovinamente a onda e vemos o que vem acontecendo por nossas vias. Aí, os pseudo-interessados em melhorar a locomoção por nossas vias enchem o peito para justificar os absurdos citando países europeus como exemplo.
    Sobre o Waze, eu tomo muito cuidado em usá-lo para indicação de pardais, pois não é incomum ele demorar para informar do radar fixo. Por exemplo, tem um pardal na rodovia Marechal Rondon, cerca de 2 km depois que se passa pela Schincariol, sentido Porto Feliz. O Waze só avisa do pardal quando se está a uns 100 metros da arapuca. Nesse ponto, a velocidade foi convenientemente reduzida de 100 km/h para 80 km/h, lógico.

  • Lyn

    Favoritar esse post porque final de ano estou partindo para balneário Camboriú e não estou afim de encher cofre de politico picareta.

  • Caio Azevedo

    Eu também estou cansado. O velocímetro digital ajuda pois cansa menos. Mas estou bem cansado.

  • Lucas dos Santos

    Exatamente. Por isso nunca considerei o detector de radares como um “anti-radar”. Este, ao meu ver, só poderia ser considerado como tal se fosse capaz de impedir que o radar fosse capaz de medir a velocidade do veículo equipado com o referido dispositivo. Do contrário estaria liberado.

  • Domingos

    Numa situação como a de São Paulo, pode ter certeza que é lucrativo.

    50 Km/h na Marginal o próprio carro, qualquer carro, parece querer acelerar sozinho.

    Em muitos, como o meu, a essa velocidade fica inclusive incômodo usar a 5ª marcha, sendo que a 4ª por sua vez fica curta demais e leva a passar ainda mais fácil o limite.

    Existem pontos onde estão sendo feitas verificações com radares móveis várias vezes por semana.

    Se estivesse dando prejuízo não ia ser feito.

    • Caio Azevedo

      Não sabia que a prática já era recorrente aí. Aqui na cidade do Rio nunca vi radar móvel.

  • Domingos

    Dreams…

    A idéia é ótima, pena que não tem um país no mundo que a aprovaria.

    O cidadão de bem hoje é o impecilho dos governos. A perseguição só vai acabar quando um dos lados morrer.

    Naturalmente e pela força divina não será o lado do cidadão. Até porque esse tipo de gente contra nós sequer reproduz.

  • Mendes

    Radar não é redutor de velocidade (embora, de maneira errônea, seja utilizado frequentemente com essa função). A única função do radar é apenas verificar se o motorista está obedecendo a sinalização ou, na ausência desta, o artigo 61 do Código de Trânsito.

    Um detector de radar simplesmente anula o poder dessa fiscalização, fazendo com que o motorista só respeite o limite de velocidade onde sabe que está sendo fiscalizado (como que numa “encenação”), andando acima do limite onde sabe que não há fiscalização. Por isso é proibido.

    Obviamente que toda essa justificativa cai por terra quando a própria autoridade coloca placas indicando onde está o radar. Mas não é surpresa, visto que, em se tratando de leis brasileiras, as contradições estão por toda parte!

    • Arruda

      O pior é quando avisam: “Fiscalização Eletrônica: Radar Desligado”.
      Na saída do Rodoanel para Castelo Branco sentido interior tinha esse aviso há um tempo atrás.

      Acho que era para evitar acidentes, já que uma turma freava para os ridículos 40 km/h e outra não.

    • Domingos

      Essa contradição existe por todo o mundo.

      Sinceramente, com o número de radares hoje existentes, que vá às favas essa história que vira um redutor de velocidade.

      De qualquer forma é impossível hoje, a não ser com um carro muito forte, andar a velocidades realmente perigosas. O espaço entre os radares é insuficiente.

      Assim sendo, os avisos de radar meramente te possibilitam uma condução mais tranquila e próxima da velocidade natural.

  • Lucas dos Santos

    Off topic: Em Ponta Grossa, no Paraná, agora abastecer além do travamento da bomba de combustível é proibido por LEI:

    http://g1.globo.com/pr/parana/paranatv-2edicao/videos/t/ponta-grossa/v/lei-proibe-abastecer-alem-do-travamento-da-bomba/4522584/

    • CorsarioViajante

      Sério, acho tenebroso esta mania de tudo virar lei. Precisa mesmo de uma LEI para esse tipo de coisa?

      • CorsaioViajante
        É o patrulhamento, Corsário, é o patrulhamento.Como aquela história de proibir saleiro na mesa.

      • Domingos

        Também acho. Embora não mandaria encher até o talo jamais, virar lei é meio baboseira mesmo.

      • Lucas dos Santos

        Eu também, Corsário. Hoje em dia, tudo que poderia ser uma simples recomendação vira lei. Só fico imaginando como isso seria fiscalizado.

      • G. Pierin

        No Brasil as coisas só funcionam assim. Quando não há o bom senso, uma lei se faz necessária.

    • Eu já não abastecia além do clique mesmo, é bom isso. Ainda que a questão da preservação do carro não tenha sido observada, vai ajudar.

    • Elizandro Rarvor

      Em várias cidades há leis assim já, eu acho coerente, mesmo tendo lei, você tem que avisar o desavisado frentista para não exceder o limite, o que gera problemas no carro posteriormente.

      Mesmo assim, eu fico em cima do frentista, eles querem sempre “arredondar”, não deixo nunca.

    • vstrabello

      Aqui em Campinas é pratica abastecer até “o talo”. Sempre fico de olho.

    • João Carlos

      Puxa, que safadeza! O espaço para dilação sob calor dá mais, em média, uns 10% da capacidade nominal. Quando vou consumir ato contínuo ao abastecimento, sempre uso essa parte.

  • Lemming®

    Isso é perigoso pois não havendo desobediência civil em maior ou menor grau seremos somente ovelhas indo ao abate pois o que aconteceu aos judeus demonstrou exatamente isso. Primeiro foram espoliados (lembra alguma coisa?), depois para os guetos (lembra de alguma outra coisa?), depois para os campos (estamos chegando…) e finalmente para as covas sem nenhuma reação…
    Educação que se dá a qualquer criança não deve ser obediência cega ao sistema podre…Se ensina a pensar, a avaliar, o certo e o errado e por ai vai…

    • CorsarioViajante

      Lemming, esta discussão vai longe e costumo fazer os mesmos questionamentos que você.
      Por um lado a desobediência civil é importante e pode ser uma “arma” muito importante, e não devemos seguir lei nenhuma de forma cega ou sem senso crítico. Não acho que minha postura seja obediência cega, a meu ver isso seria se eu dissesse que está tudo ótimo e que não tem jeito “é assim mesmo”. Ao contrário, estamos aqui criticando a medida.
      Mas ao mesmo tempo este sujeito tenebroso foi eleito, existe uma grande parcela de pessoas que concorda e acha certo estas medidas, então caímos naquele paradoxo da democracia, onde ocasionalmente precisamos nos sujeitar à coisas que discordamos em respeito ao processo democrático, e tentar reverter e combater isso pela via democrática. Será que algum candidato a prefeito vai ter coragem de reverter tudo isso? Não sei, mas acredito que teria muitos votos.
      Finalmente, existem casos onde realmente a redução da velocidade é bem-vinda: a av. Santo Amaro por exemplo tem trecho muito estreitos, com diversas travessias de pedestres, cruzamentos, faróis, etc. Ali faz sentido 60 ou, vá lá, 50km/h. No miolo de Moema é perfeitamente razoável 50km/h: bairro denso, muitos pedestres, ruas estreitas, etc.
      Mas como tudo no Brasil, pega-se uma boa idéia e aplica-se sem critério para faturar: caso da av. dos Bandeirantes ou 23 de maior ou, pior ainda, da Marginal.

    • Franklin Weise

      O problema da desobediência civil é que aí é cada um passa a ser seu próprio juiz – numa sociedade podre como a nossa…

  • Cadu

    O waze foi citado na matéria…

  • Cadu

    Existe toda uma discussão de jurisprudência sobre ‘anti’ radar e ‘detector’ de radar
    Existem os verdadeiros antiradares, os scramblers, que atrapalham a leitura dos radares, e, por definição semântica, ‘anti’ é algo que é contrário, inimigo, que vai de encontro a alguma coisa.
    Os detectores não estariam incluídos no CTB por apenas detectarem a presença

    Mas no fim das contas, não adianta muito a discussão, já que, hoje, os detectores ficaram quase inúteis

    • CorsarioViajante

      Exato! São coisas diferentes… Uma coisa é um aparelho que “ataca” o radar, outra é um aparelho que “detecta” um radar e outra, bem distante, é um GPS que indica onde existe um radar.

    • Domingos

      Onde tem radar móvel os detectores ainda ajudariam muito.

  • Marco

    Mas ninguém (espero…) aqui está defendendo trafegar a 90km/h com o trânsito fluindo – ou se arrastando – a 50km/h.

    Os alertas de radar são bastante úteis pois muitas vezes se está em determinada via, por ex., 23 de maio, em horário de trânsito relativamente livre e trafegando a 60km/h ou um pouco mais, embora o limite (irreal) seja de 50km/h. Nessa situação, não é porque você está acima do limite que é um perigo para os demais motoristas. Um radar, nessa situação, serve apenas como caixa registradora.

    Em rodovias também são muito úteis, principalmente quando você está trafegando, hipoteticamente, a 80km/h e há uma curva bem aberta à frente, que você a contorna na mesma velocidade, com toda a segurança. Mas tem uma plaquinha picareta de 50km/h, e o radar DEPOIS da curva, normalmente atrás de alguma pilastra, árvore, etc.

    • CorsarioViajante

      Mas daí Marco, já é que é para trafegar a 60km/h, prefiro ficar dentro da lei e ir a 50km/h, de quebra ainda dirijo menos tenso procurando radares ou brecando de repente. O mesmo vale para estrada. Dirijo muito atento à sinalização e faz tempo que não levo multa, embora algumas pegadinhas sejam mesmo picaretagem pura.
      Mas não moro em SP, aqui em Campinas limites artificialmente baixos ainda são raros. Mas pegar todo dia, como eu pegava, a 23 a 50km/h deve ser de doer.

  • Franklin Weise

    A respeito deste controle excessivo, é interessante observar que a Suíça é, sim, um país mais autoritário que o Brasil. Por outro lado, é um país em que a renda tem menor tributação que a nossa.

  • Elizandro Rarvor

    Realmente 50 km/h é tenso, vc passa a maior parte do tempo olhando para o velocímetro do que para a rua, visto que subir a velocidade de 45 para 55 basta uma leve pressionada no pedal do acelerador e lá se vão mais uns caraminguás para o bolso dos corruptos.

  • Elizandro Rarvor

    Sinto até pena de quem mora em São Paulo, fui semana passada de carro de Curitiba até Sampa e apesar do transito estar mais lento, ele está parecendo até mais perigoso, com carros muito lentos e outros muito rápidos.

    Os limites estão muito baixos.

    • Domingos

      Já estou vendo muitas batidinhas por isso. Só na última semana foram 2.

    • G. Pierin

      Curitiba anda bastante difícil. Alguns andam com muita pressa e outros com extrema tranquilidade, fora a falta de educação de alguns. E com as faixas de onibus e ciclista que aos poucos estão se proliferando, convém andar de biarticulado e deixar o carro para eventualidades. E isso que eu moro há 30km da capital.

  • vstrabello

    Não ando muito na Capital, mas…
    Tomara que ele pegue um engarrafamento de carro e seja visto e que tenha gente para expressar a indignação dos desmandos dele. Tomara que ele passe de carro em uma dessas vias com ciclofaixas carro e seja ultrapassado por uma bicicleta.

  • Leonardo Mendes

    Esse texto me trouxe lembranças do meu pai com o Cobra Trapshooter no quebra-sol do Santana…

    Tenho um GPS Discovery Channel (Aquarius) que já me salvou de várias roubadas com radares.

  • Lemming®

    Não é isso que é desobediência civil. O termo se aplica no meu entendimento a leis ou regras cabalmente surreais como os 50KM/H das marginais…

    • CorsarioViajante

      O problema é que são surreais para mim e para você. Vejo muito motorista defendendo, dizendo ao contrário que deviam linchar os “assassinos” que andam acima disso. Muito complicado!

      • Lemming®

        Mas estes não são motoristas…
        Pensando nisso já que não tem competência de transitar a mais de 60 km/h sem bater ou perder o controle do veículo deveriam entregar a habilitação e andar de ônibus, metrô, bicicleta ou a pé já que não sabem o que estão fazendo…

  • Lemming®

    O problema do sistema democrático como funciona hoje é que nem escolha da maioria é…vide as eleições presidenciais que a parte que ficou em cima do muro foi quase 20% (pelo que lembro agora).
    Funciona hoje como maior grupo. Não maioria e muito menos maioria informada.
    Estamos num mato sem cachorro…

  • Marco

    Mas a questão é ficar a 50km/h com o trânsito livre numa via pensada para ser de trânsito rápido. É quase impossível. Tem de dirigir em terceira marcha ou dar uns toquinhos no freio. A 60km/h ou pouco mais flui muito melhor.

    Outro dia, precisei passar de madrugada pela Av. dos Bandeirantes. Em determinado momento, eu olhava à frente não via um único carro, no retrovisor, idem. Quando o limite era 60km/h até dava pra ir numa boa, sem controlar o pé. A 50km/h, é insuportável. Nos radares instalados nas leves descidas, se o carro estiver em quarta marcha, fatalmente levará uma multa. Sinceramente? Em determinado momento toquei o f*¨% e só reduzi nos radares.

    Faz uns dois meses, estive em Campinas. Fazia tempo que não ia à cidade. Dirigi pela Prestes Maia e mais algumas ruas. Não tive que ficar atento aos radares, vez que a velocidade era condizente com o local.

    Isso porque não é a cidade em que resido e raramente passo. A lógica seria prestar muito mais atenção às eventuais pegadinhas, mas, ao contrário, é menos estressante que dirigir por SP/ABC.

    • CorsarioViajante

      Exato, é isso que eu faço (para desespero), engata o raio da terceira e vou me arrastando sem nenhum sentido, é coisa de lunático mesmo. Aqui em Campinas o único lugar que está com limite tão baixo é no entorno da lagoa, mas até é compreensível por ser um lugar onde tem muito lazer, criança, ciclista etc.

    • Celso Fernando Ferrer Singh

      Bandeirantes à noite? Você quando vê está a 80 km/h, o meu que é automático e não possui controle de cruzeiro não tem como eu segurar marcha, imagina como é difícil, sem falar que é muito perigoso andar em velocidade muito baixa assim principalmente à noite, considerando a criminalidade de São
      Paulo

  • Lorenzo Frigerio

    Vi você elogiar esse aí na Play Store. Mas tem uns mais elogiados.

  • Lorenzo Frigerio

    O que me parece mais elogiado de todos é o CamSam. A “desvantagem” é que é em inglês… mas não creio que o inglês da turma aqui seja tão ruim, de não poder usá-lo.

  • Celso Fernando Ferrer Singh

    Acho quase impossível manter esses limites artificialmente baixos , e isso que você falou, Corsário , não vai dar certo , quando a arrecadação cair vão abaixar os limites para 40 km/h e se ainda assim a arrecadação cair, vai estender o rodízio para mais dias da semana , ate que uma hora ficara proibido de se usar o carro. Esse pessoal que nos governa é contra a propriedade, eles acham por pura ideologia e convicção que propriedade é errado e no caso de veículos prejudica o coletivo. A idéia vai muito mais além de arrecadar mais com multas, digamos que tem um segundo interesse por trás que é te deixar dependente do estado para se locomover, tirar sua autonomia e sua liberdade, a idéia deles é tirar sua carteira de habilitação e depois apreender seu veiculo por excesso de multas. Olhem os pátios do Detran, quantos veículos são apreendidos diariamente. Aliás, nada contra esta matéria foi escrita com boa intenção, mas gostaria de humildemente alertar aos editores do Ae que esta matéria pode ser usada por pessoas mal intencionadas que possam ler o Ae e dar ideia a algum político de alterar nosso código de trânsito, aí realmente estaremos ferrados.

  • Franklin Weise

    Corsário, precisamos dar uma germanizada nisto aqui: aplicar normas claras, rígidas e com embasamento técnico. Nas vias públicas, com base na largura das faixas, raio das curvas, se há cruzamentos em nível, se há canteiro central, se há faixas de pedestre, se há calçadas para pedestres etc. daria para aplicar velocidades máximas compatíveis e seguras. Infelizmente, critérios técnicos são pouco respeitados aqui no Brasil.

    • CorsarioViajante

      Perfeito, seria o ideal! Se a CET fosse um órgão sério este seria justamente seu trabalho.
      Tem que resolver trânsito com engenharia, não com ideologia.

    • Lucas dos Santos

      Isso tudo já existe, ao menos no papel (Resolução 160 do Contran), mas, como você bem disse, critérios técnicos não são respeitados por essas terras.

  • Corsário,
    Enquanto isso, não muito distante de São Paulo, numa cidade chamada São Sebastião do Rio de Janeiro, o limite de velocidade numa avenida litorânea, densamente edificada como a av. Atlântica, ou Praia de Copacabana, é 70 km/h. E nada de grave acontece. Burros, os cariocas, não?

    • Gustavo73

      Bob, mas não sei até quando isso vai durar por aqui. Vias de ligação agora com os BRT’s no meio impedindo a travessia de pedestres tiveram a velocidade reduzida para 50 km/h. O mais “estranho” é que na calhas do BRT a velocidade máxima é de 60 km/h.