Os carros da Volkswagen do Brasil contam com a imbatível manufatura germânica, mas a marca não pára de despencar no ranking.

 

Está lembrado do Santana (foto), um ótimo sedã produzido no Brasil entre 1984 e 2006? Descontinuá-lo no Brasil foi uma bela trapalhada da VW, que não o substituiu e abriu um vácuo entre Voyage e Jetta. Ainda vende bem até hoje na China, onde é produzido com entre-eixos alongado. Os “gênios” da VW entregaram este segmento “de bandeja” para a concorrência, mesmo cientes de que, só entre taxistas, perderiam milhares de clientes que o a-do-ra-vam. Foram os mesmos “gênios” que exibiram a linha Audi no Salão do Automóvel (Anhembi, 1992) e anunciaram sua importação. Meses depois, desistiram de trazê-la alegando que prejudicaria o VW Santana. A família Senna agradeceu, penhorada, mais essa trapalhada. E cobrou caro, depois, para devolver a marca…

A Volkswagen liderou durante dezenas de anos o mercado brasileiro e o Gol foi campeão de vendas durante 27 anos. Mas entregou ambos os títulos para a Fiat, que assumiu a liderança do mercado em 2002. E o Palio tomou o título do Gol no ano passado.

A própria Fiat deixou de investir nos últimos anos e sua linha tornou-se anacrônica, pois colocou quase todas suas fichas nos modelos de Pernambuco. O Palio corre o risco de entregar para o Chevrolet Ônix o podium do mais vendido de 2015. Aliás, enquanto a GM investiu e renovou sua gama nos últimos três anos, a VW insistia em manter a produção do Polo, típica decisão de alemães distantes e indiferentes às tendências do nosso mercado. A GM, menos arrogante, não hesitou em eliminar Agile e Sonic que vendiam mal e faziam estrago dentro da própria família Chevrolet.

Se a VW fez trapaça com o motor diesel em outros países, fez aqui tantas trapalhadas mercadológicas que despencou para a terceira posição (atrás da Fiat em primeiro, GM em segundo) e conseguiu derrubar o Gol, de líder em 2014 para a 12ª. posição no ranking em setembro. Assistiu, impassível, a subida meteórica dos utilitários esportivos e não se mexeu para concorrer com o EcoSport lançado em 2003. Além do Duster, HR-V, Renegade, 2008 e outros que vieram surgindo. Fez-se de cega, surda e muda com o Logan, primeiro sedã com preço de compacto e tamanho de médio, sucesso da Renault logo ameaçado por Chevrolet Cobalt, Fiat Grand Siena e Nissan Versa. E nem assim se preocupou com a lacuna entre Voyage e Jetta.

Picape? Os italianos deitaram e rolaram com a Strada e só muitos anos depois os alemães reagiram com a Saveiro. A VW Amarok (epa, quatro cilindros diesel!) custou a emplacar até que os “gênios” concordaram em equipá-la com câmbio automático.

Ranking nacional? Entre os dez mais vendidos do Brasil em setembro, a Volkswagen conseguiu emplacar um mísero oitavo lugar com o Fox, muito atrás do Ônix na ponta, seguido do HB20 (fenômeno de mercado) e Palio em terceiro.

A Volkswagen não vai bem sequer no segmento de sua especialidade, o de entrada: o up! tem a imbatível manufatura germânica e, entre os nacionais, é o de menor consumo (etiqueta do Inmetro), tem a mais moderna tecnologia, nota máxima de segurança em crash test (pelo Latin NCAP) e menor custo de reparo, segundo o Cesvi. Mas, sabe-se lá por quê (design, campanha de publicidade?), suas vendas crescem lentamente e ainda se debate no 16º lugar no ranking.

Como a matriz da VW está hoje totalmente focada em corrigir suas trapaças ecológicas, pode ser que a filial brasileira tenha — agora — autonomia para corrigir suas trapalhadas mercadológicas…

BF

Foto: carros.ig.com.br
Boris Feldman, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos, autoriza o Ae a publicar sua coluna veiculada aos sábados no jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte (MG).
A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


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  • Victor Gomes

    Como não esquecer também o fato de que a VW não quis dar continuidade à linha Voyage quando o Gol chegou em sua segunda geração? Fiat e Chevrolet deitaram e rolaram com as vendas de Siena e Corsa Sedã.

    • De_Nunes

      Esse equívoco foi impressionante, tanto é que o Voyage vendeu muito quando voltou a ser fabricado!

    • CorsarioViajante

      E repetiu o erro, tirando de linha a Parati.

      • Victor Gomes

        Não tinha parado para pensar nisso. Afinal, a Parati ainda durou um tempo após a chegada do Gol G5. Ainda que teoricamente a SpaceFox tivesse um teto mais alto e fosse mais versátil por dentro do que uma eventual Parati G5, não são todos que gostam da posição de dirigir de minivan do Fox/SpaceFox.

    • Clésio Luiz

      Bem lembrado Victor. E com a chegada de uma nova geração em 2008 deixaram a Parati de fora, em favor de um carro com crise de identidade (é uma minivan, é uma perua?) como o SpaceFox.

  • Vinicius

    Boris, o último ano do Santana não foi 2006?

    • Bruno Moroni

      Já eu acho que foi 2003, quando chegou o Bora mexicano…

    • Fat Jack

      Fato!
      De imediato ia comentar isso (pena que via de regra o Boris não responde aos comentários dos leitores).

  • Elder Monte

    A VW no Brasil está preocupada somente com sua fábrica de caminhões em Resende-RJ.

  • konnyaro

    Simplesmente a VW não liga para as tendências de mercado, achando que poderia impô-las, apoiado apenas na fama agregada no passado.
    O caso do up! é o mais escancarado, pois mesmo com qualidade construtiva não consegue deslanchar no mercado, e isso se deve principalmente ao design do carro.
    Quer queira ou não, beleza é fundamental na hora da venda, pois ninguém quer ficar com um carro que pessoalmente ache feio, e no up! seria apenas necessário mudar o para-choque dianteiro, como no conceito GT-up, para que fique com uma cara mais tragável.
    Outro erro foi cancelar o projeto do Taigun, que seria um projeto de qualidade, bonito e principalmente alinhado com as tendências de mercado, mas o medo que esta proposta enterrasse de vez a venda do up! fez com que os gênios do marketing da VW o banissem.
    Sorte para a Renault, que irá lançar o Kwid, abocanhando assim esta lacuna.

    • CCN-1410

      Entre o desenho do up! e o do HB20, eu prefiro o do primeiro, mas parece que a maioria prefere o desenho do segundo.
      Também sei de alguém que foi comprar um up! e saiu de lá decepcionado porque a versão que ele queria iria demorar uns três meses para ser entregue.
      Na década de 90 quando a Volkswagen estava em seu auge, fui até uma concessionária para comprar um Santana azul, duas portas. Depois de esperar uma “eternidade”, alguém muito mal educado me disse que não tinha nenhum para a entrega e que nem saberiam quando iriam receber. E saiu!

      • Domingos

        Hoje a Honda está assim… Espero que se dêem mal, apesar de ser fã da marca.

      • Mr. Car

        He, he, he, pensei que fosse o único ser vivente que não pagava pau para o desenho do HB20! Já do up!, gostei demais desde a primeira foto que vi.

      • CorsarioViajante

        Também gosto dos produtos da VW, mas me afasto cada vez mais da marca pelo PÉSSIMO serviço das concessionárias, tanto para comprar um carro novo como para fazer manutenção. Toda vez que tentei conhecer um carro novo da VW sofri uma história de terror.

    • Helisson Gonçalves

      Acho que o up! peca mais em economizar em coisas como vidros elétricos traseiros, central multimídia e comando de som no volante do que mesmo pelo design. E quanto a este, acho que o farol é o que realmente deixa feio. Agora não entendi que relação tem o Taigun com up! e Kwid. São segmentos que não se confrontam.

  • Guilherme Gaúcho

    Soberba? A VW foi sempre a preferida lá de casa desde meu pai, Variant, Brasília, Parati. Quando fui comprar o meu, fui para a Ford, porque comparar Polo com a concorrência era covardia. Achando que estava sozinha e letárgica, definem a VW, na minha opinião.

    • CCN-1410

      Guilherme Gaúcho,
      soberba, com certeza!

    • JJ Neves

      A mesma coisa aqui em casa. Meu pai trabalhou em concessionária da VW (área de garantia) e sempre teve carro VW na garagem. Atualmente, a família usa três da GM…

  • ochateador

    Sobre a Amarok. vi um comentário dizendo que ela não veio com câmbio automático desde o início pois isso prejudicava o desempenho.
    Procede essa informação?

    • CorsarioViajante

      Não, que eu me lembre não lançaram com automático pois “ainda naõ estava pronto” ou porque “o cliente não ia exigir”.

  • Rogério Ferreira

    Artigo sensacional do Boris, verdade pura. Mas a VW é acomodada desde sempre. Basta lembrar do Gol que ganhou uma nova geração, em meados da década de 90, quando a concorrência (inclusive do importados) já deitava e rolava. com carros muito mais modernos e equipados. Chegou a perder a liderança para o Tipo, que já tinha 4 portas, muito mais espaço e conforto e era oferecido por preço semelhante. A sorte deles foi a súbito aumento das alíquotas de importação, que deixou o Fiat mais caro. Gol 4 portas, só 1998, quando o Corsa já oferecia tal opção três anos antes, e o Uno desde 1992!. Outro erro foi o Voyage, descontinuado em 1995, não ganhou a geração 2, e a Autolatina, já não era problema, pois estava em vias de dissolução. A descontinuidade do Santana não é bem um vacilo, dado a obsolescência dele diante de concorrentes, como Vectra, Civic e Corolla, mas uma nova geração, com plataforma do Polo, seria um concorrente de peso. Problemas inesperados para um VW, como as borras e superaquecimentos do EA 111 1,0 16v , e os recentes problemas dos motores VHT, contribuíram para manchar a imagem da marca, minando a fama conquistada pelo veterano AP. agora, o Vacilo, do século, que não consigo entender de jeito algum, é o abandono da atual linha Gol/Voyage, e a insistência em não colocar neles, o EA211 1,0… É praticamente plug and play! Talvez eles tenham medo que o Gol com esse motor fique melhor que o up!, e tire as vendas deste último, que estão, a qualquer custo, tentando promover. Uma reestilizada no veterano, com novo motor, alavancaria as vendas dele para os primeiros lugares. Uma versão TSI então, do Gol e Voyage. seria perfeita. Eles merecem perder mercado, por puro e mero comodismo, ainda acreditam que seus clientes são fiéis!

  • De_Nunes

    Na minha avaliação, outro erro foi trazer o Jetta com o ultrapassado motor 2,0, enquanto nos outros países a versão de entrada tem a opção do 2,5 de 5 cilindros. Acredito que o Jetta sofreria muito menos preconceito e venderia muito mais se fosse 2,5 ou 2,0 TSI.

    • Aí acho que a culpa é do Governo e seus impostos.

    • Daniel S. de Araujo

      Tem Jetta 2L aspirado EA113 nos EUA.

    • CorsarioViajante

      Nos EUA Jetta de entrada também tem o 2.0 8v.
      Meu pai teve o Jetta 5 cilindros. Consumo muito ruim. O ronco era legal, mas realmente era um carro que cobrava caro por isso.

  • Bruno Moroni

    Opinião precisa, certeira! Exatamente o que aconteceu!

  • Rodrigo Mendes

    Correção, o Santana durou até 2006.

  • WSR

    O Santana foi fabricado até 2006 em vez de 1996, não?

    É inacreditável ver o Gol atual na 12ª posição, sendo que ele é bem melhor que as gerações anteriores. Claro, não podemos deixar de lado as mancadas que a VW anda dando com motores problemáticos, negando-se a repará-los.

    Já o up!, a VW deu bobeira ao não ter adotado um desenho dianteiro e traseiro similar ao Fox atual, no mínimo. O up! é um carro que espanta as mulheres. Sempre que comento sobre as virtudes do up! com alguma, recebo sempre algo assim em troca: “pode ser bom mas é horroroso”. Não dá mais para ignorar a opinião do consumidor feminino como a VW parece ter feito.

    Finalizando, vou deixar aqui uma foto (encontrada na www) do Santana que acho quase perfeito (eu adotaria aro menor com mais pneu e maçanetas 100% pretas nas portas):

  • Ricardo Trindade Brankowski

    VW se atrapalhou muito com o marketing do up!, sempre anunciou ele como substituto do Gol G4 que era o mais barato da linha, mas lançaram um carro caro, com as chapas aparecendo no interior igual ao Mille e um ar-condicionado onde as saídas principais ficam em cima do painel, isso num país tropical?

    • CorsarioViajante

      Tudo isso seria razoável por substituir o empobrecido G4. O que realmente afastou ele do comprador do G4 foi a campanha de lançamento do up! com um monte de teenagers cantando música de arco-íris…

  • Lorenzo Frigerio

    E nem se fale na Velha Senhora, sem substituto. E os carros da Seat, que desapareceram.

  • Daniel S. de Araujo

    Boris, concordo em tudo em seu ponto de vista
    O Santana é um dos carros mais incríveis que eu conheço. Apesar de concebido como sedã e ter feito a alegria dos taxistas nas capitais, ele goza até hoje de muito prestígio no interior, sendo um carro urbano mas perfeitamente apto a rodar em estradas de terra onde outros veículos costumam deixar pedaços de pára-choque, protetor de cárter etc. Um amigo meu rodava com o Santana 2L 2000 dentro da fazenda, no meio do pasto….andou 580 mil km ao custo de apenas uma troca de cabeçote! Outro amigo presenteou a esposa com um Ford Fusion zero mas ela e ele não venderam o Santana 1,8L 1999 já com seus 230 mil km e impecavelmente conservado.

    O Santana com pequenas reestilizações poderia estar ai até hoje, batendo no Cobalt, Linea e outros sedãs. O AP com um pouco de carinho renderia bem mais que os 106 cv originais (engraçado que o GM F1 Econoflex 1,8L tem só 108 cv e ninguém reclama…) e cobrindo uma lacuna formada por frotistas, governo, polícia e mesmo pessoas comuns que quisessem um carro confortável, honesto e sem frescura.

    Em anexo, uma foto do motor EA827/AP do Santana 3000 chinês.

    • Lorenzo Frigerio

      Esse motor já deve ser EA-113, sem distribuidor.

      • Daniel S. de Araujo

        Na verdade o EA113 é o 827 sem a arvore do distribuidor. O AP flexível, apesar da distribuição estática, tinha a arvore intermediária. A exceção do EA113 de alumínio do Golf/A3, os ultimos EA827 e os EA113 2L do Jetta tem mais semelhanças que diferenças.

        • Lorenzo Frigerio

          Sim, o “Boratec” que hoje equipa o Jetta é uma espécie de EA-113 com “downgrade para AP”. É o único EA-113 2.0 sem árvores de balanceamento. E provavelmente é o último EA-113 ainda em fabricação. Um verdadeiro celacanto.

    • Dieki

      Nem precisava modernizar muito, bastava fazer o motor 2 litros 16v passar nos testes de emissões. Ele rendia bons 153cv. Um coletor de admissão variável para melhorar o torque em baixa e pronto, Apzão forever.

    • Luciano Gonzalez

      Daniel e demais: com a fábrica de São Carlos a todo vapor com toda a sua modernidade, não fazia mais sentido para a VW produzir o bom e velho AP na velha linha de motores da Anchieta…
      Não tenho a menor dúvida de que o EA 827 com as mesmas melhorias recebidas pelo EA 111 renderia muito mais que este… os últimos AP 1600 Flex rendiam 103 cv e o EA 111 de mesma cilindrada com comando roletado, taxa de compressão bem mais alta, coletor de admissão plástico e os coletores trabalhando em fluxo cruzado rendiam (e rendem) 104 cv…
      Já começa que o AP 1600 possui diâmetro e curso excelentes para a cilindrada, resultando em uma r/l de 0,26, motor girador nato e de suavidade ímpar… definitivamente eu sou uma “viúva” do AP…
      Abraços

      • Daniel S. de Araujo

        Penso exatamente o mesmo. A única coisa é que a fabrica de motores de São Carlos podia ter elegido o o EA827 para revitalizá-lo. Certamente seria mais econômico que o desgaste que o EA 111 provocou na marca.

        E convenhamos, o 111 nunca foi um grande motor. O mais acertado, pelo menos aparentemente foi o 1L dos Gols G4 e 1,4L da Kombi.

        • Domingos

          Antes do VHT também nunca gostei desse motor, apesar de tecnicamente melhor em algumas coisas que o AP.

          Tinha uma linearidade chata, onde em nenhuma faixa de rotações se manifestava efetivo desempenho, o torque parecia muito maior no papel que na realidade e a resposta ao acelerador era estranha.

          O motor basicamente não dava prazer nunca e parecia mais fraco do que os números anunciavam.

  • Fat Jack

    A Volks sempre vendeu bem sob a alegação de que seus produtos eram os melhores em qualidade, davam menos manutenção, tinham as manutenções com preços não abusivos e tinham bons valores de revenda.
    A verdade é que depois da instalação de outras fábricas no Brasil o público começou a perceber que era possível ter mais pelo mesmo, ou pelo menos ter um produto tão bem feito por menos, e o público consumidor também mudou, dando muito mais atenção ao apelo estético e ao status – tanto é assim que mecanicamente a dupla Onix e Prisma (que vendem super bem) tem soluções de quase três décadas. E isso é algo em que a VW relutou a investir e quando investiu cobrou demais por isso.
    Exemplos recente das trapalhadas da VW são o up! que chegou moderno e seguro, mas muito pelado ou muito caro e pior ainda, só cativou compradores do Gol (um duplo tiro no pé) e o Jettana, digo Jetta que ou tem basicamente o motor do Santana ou custa caro demais (TSi).

    • Davi Reis

      O Jetta Trendline podia manter o antigo motor EA-827 sem problema nenhum, mas o Comfortline já merecia o EA-211 1,4-litro. Seria uma escadinha de versões perfeita.

  • Octavio Castelloes

    Boris, você esqueceu da Kombi! Esse para mim é o exemplo mais notório!

  • Uber

    Faltou falar da Kombi que vendia bem mesmo sem investir em propaganda há anos e só deixou de ser vendida por obrigação da lei.
    A VW deixou ela morrer sem deixar um herdeiro!

  • CorsarioViajante

    Muitos erros, mas por vários motivos.
    No caso do up!, me parece que queimaram o carro no lançamento quando o lançaram na contramão do mercado de oferecer pacotes mais completos de equipamentos. O up!, ao contrário, vinha sempre pelado e pegou fama de caro. Além disso, a campanha de lançamento chinfrim pode até agradar alguns modernosos, mas certamente não agradou o grande público. Ficou com cara de carro fresco e caro, de hypster.
    Em outros casos, forçou demais a barra: Golf 4 era um excelente carro, mas não dava para aceitar empurrar ele por quase 20 anos, principalmente depois de deformado no face-lift. Tirar Santana de linha colocando Polo sedan no lugar é subestimar muito o consumidor. Tirar Voyage sem nada no lugar foi uma cegueira incrível, que repete agora tirando a Parati sem substituto. E iria além, tentar colocar Fox no lugar do Polo não cola, pelo menos não para quem já teve um Polo e vê nitidamente que o novato, mesmo emperiquitado, não se compara com o “mais antigo”. Pior mesmo é Kombi, que era um nicho cativo da VW que simplesmente espremeu tudo ao máximo e abandonou o mercado. Será que “faltou tempo” para bolar um substituto?…
    O Gol já é um caso de acomodação: foi fazendo cada vez menos, apostando no nome forte, e de repente veio o tombo.
    O mesmo aconteceu com os motores, que ficaram “congelados” e completamente ultrapassados. E pior, agora são oferecidos a conta-gotas: o novo 1.6 16v, que é um bom motor mas na média da concorrência, ainda é oferecido apenas em versões de topo, inclusive em carros onde isso é uma sovinice imensa como SpaceFox.
    Mas tem o outro lado, que precisamos lembrar: oferecia motores 16v quando isso era raridade e o “povão” rejeitou por motivos fúteis. Ofereceu também o 1.0 turbo embora neste caso parece que haviam problemas reais de projeto. Ofereceu por muito tempo o Polo global, em sintonia com o europeu, e o povão também rejeitou por ver nele um “gol fresco”.
    Não sei quais serão os próximos passos da VW. A reorganização da linha do up!, bem como o up! TSI, foi um bom começo, mas o preço podia ser um pouco mais agressivo, ainda mais para um carro que não vende o esperado. O Gol e sua família vão sofrer mais um face-lift sem mexer em mecânica, o que é uma lástima e fará pouco para retomar vendas. O Golf aparentemente será empobrecido e se torna cada vez mais caro. A Variant só vem em versões caríssimas. O Fox, mesmo cheio de equipamentos, não esconde ser uma versão empobrecida de um carro que hoje já estaria velho.
    Realmente a situação da VW é bem complicada. Mas acho que logo logo veremos um tombo similar, se não maior, com a Fiat, que hoje apresenta a linha mais antiga, requentada e remendada.

    • Cafe Racer

      Corsário
      Como ex-cliente VW, achei perfeita a sua colocação!
      Para mim o mais emblemático foi a saída da Kombi sem a preocupação em substituí-la.
      A linha de motores ultrapassada e o Golf 4,5: uma vergonha!
      Parece que os alemães viraram as costas para nosso mercado, há um bom tempo!
      Tratar seu cliente com negligência e desprezo não é estratégia de uma empresa que pretende ser a maior do mundo .
      Verdade seja dita!

      • E o pior é que eles já tem “Kombis”lá fora.
        Transporter, Wanagon etc. Bastava trazer.

      • CorsarioViajante

        Cafe Racer, tivemos tempos tenebrosos: Gol G4, Golf 4,5, aquele primeiro Fox com painel paupérrimo, motores antiquados…

    • Marcos Pastori

      Corsário, acho que a situação da Fiat é bem melhor. Ela já se mexe quanto à isso, vai deixar a linha antiga vender até acabar os estoques. Mas veja bem, já tem Mobi vendendo mais que o Uno e Palio e a Toro em segundo lugar nos comerciais leves.

      Ano que vem chega a linha novo Palio / Grand Siena / Weekend / Strada, nova plataforma, motores, câmbio automático. A linha de montagem de Betim recebeu melhorias para ficar no padrão da de Goiana-PE. Vão enxugar e rearrumar a casa para não ficar para trás.

      Aí eu pergunto, qual é a estratégia da Volkswagen no curto-médio prazo? Não vejo sinais de recuperação da parte dela. Ela ainda está perdida, pensando no que fazer.

      O que é uma pena, gostaria muito de ver um novo Polo, no lugar do Gol e Fox, e mesmo mais up!s rodando por aí.

  • Vinicius,
    Isso mesmo, a informação já foi corrigida. Obrigado pelo alerta.

  • Claudio Abreu

    Post super lúcido, sintético e objetivo, parabéns Boris. De fato, a VW talvez seja a que mais tem lição de casa agora…

  • David

    O Jetta 2.0 8v poderia ser considerado um “sucessor espiritual” do Santana, não é?

    • francisco greche junior

      Ótimo comentário! Ao meu ver é bem isso mesmo, se enquadrando na categoria de vender por mais.

    • CorsarioViajante

      Eu acho que não, pois é importante lembrar que o Santana tinha, para a época, um motor muito bom, coisa que o Jetta 8v já não tem mais. Não que seja um motor ruim mas já está muito para trás.

      • David

        Concordo que o motor 2.0 8v do Jetta já deveria ter sido aposentado há muito tempo… Afinal 116 cv hoje em dia é potência de um motor 1,5 16v no álcool(motor do City/Fit) e 120 cv o próprio 1,6 16v que equipa alguns modelos VW gera com álcool.

  • Thiago Novaes

    Ah a VW. Bem, antes de começarmos, uma correção: último ano de produção do Santana foi 2006. O curioso é a lentidão da VW em mudar o time que está perdendo. No caso não vou discutir qualidades dos carros pois serei tendencioso como um apreciador e cliente VW. Mas creio hoje que o problema da VW seja principalmente na linha de entrada: up! e Gol abocanham o mesmo cliente. O primeiro é um excelente carro mas não colou frente aos Palio, Celta (finado) e Onix. O Gol embora tenha um fortíssimo nome que não pode ser cogitado sair de linha, seu estilo frente ao HB20, Onix e Cia ficou defasado. E ai o bicho pega, simplifica o Gol e mata o up! ou deixa os dois concorrendo? O Fox está bem definido e vende bem, mas os veículos de entrada estão confusos. Falta uma opção entre as minivans. Isso porque existe a Touran/Sharan prontinhas mesmo que esta ultima viesse a integrar a família Fox. E cadê a bendita “nova Kombi”? O Santana hoje está entre nós pelo seu sucessor Passat (quem conhece sabe que o Santana foi a versão sedã do Passat e que voltaram atrás no velho mundo e mantiveram o nome antigo e nós continuamos com Santana) mas mesmo assim existe a lacuna citada no texto entre Voyage e Jetta. Por que não um Polo sedã espaçoso para levar o cliente de Cobalt? Por que não insistir no Polo mesmo que signifique baixar um pouco os preços do Fox? A Fiat não tem o Palio e o Punto? Fox até 60 mil no máximo e o Polo completo a preço de Golf básico. A diferença entre o 1º e 3º lugar não é muito grande, alguns veículos elevariam as vendas. E sem esquecer, um bendito concorrente do HR-V. Mini Tiguan seria a saída VW. Eles têm o caminho, só basta querer seguir e um pouco de paciência e investimento e a VW subiria em vendas facilmente.

  • CCN-1410
    Como tem vendedor burro em concessionária, é impressionante. Casos como esse, ouço-os aos montes.

  • Domingos

    Saudosismo injustificado. Simplesmente deveria ser feito aqui o Bora, com uma versão voltada ao uso por frotistas, taxistas e mesmo pessoas querendo apenas um sedã prático e fácil de manter.

    Por exemplo, uma versão 1,8 apenas com itens básicos, em pacote único.

    Melhor ainda se fizessem por aqui o Passat atual numa versão assim, porém aí roubaria o mercado do Golf e indiscutivelmente é um carro que não permitiria uma versão realmente “de combate” — é um carro com multibraço e por aí vai.

    O problema todo estaria resolvido se o carro não fosse largado ao esquecimento sem nenhum substituto, pois é óbvio que tantos anos depois qualquer coisa iria “coçar a mão” para ser cobrada muito mais caro e ser vendida como sedã de “semi-luxo” para a classe média e média alta.

    O próprio Voyage poderia ter uma versão assim, já que é um carro com espaço e simplicidade razoáveis a tomar o lugar do Santana.

    Porém, por que cobrar menos se se pode cobrar mais?

    A VW quer trabalhar ainda como nos anos 80, porém não tem mais a fama e nem a reserva de mercado que tinha. Quer ou manter um produto muito velho a preço “razoável” ou um novo a preço caro, desenquadrado completamente do uso para trabalho ou frotas.

    No fim querer ganhar demais acaba dando em perder mercado e sair perdendo, que é a resposta justa.

    • CorsarioViajante

      O Santana parecia e era maior que o Bora. Além do mais Santana era fabricado no Brasil, coisa que o Bora nunca foi. Hoje isso talvez pareça um motivo meio bobo, mas lá atrás era algo muito importante. Ninguém levou muito a sério o Bora, parece que nem a VW.

      • Domingos

        Para um carro de uso bem objetivo e de frotistas, acho que até hoje não é um motivo bobo não.

        Por isso teria que ser nacionalizado. Ou hoje trabalhar em cima do Voyage, que faz muito mais sentido – até no tamanho, principalmente.

  • Ggvale Vale

    No caso do Santana , o ferramental de construção da armação do carro já era obsoleto (1984) . Fizeram uma revitalização em 1991 , mas em 2006 já não tinha como . Poderiam refazer tudo ou tirar de linha , os diretores optaram pela segunda …

    • Domingos

      O ferramental teria que ser substituído por desgaste ou por inadequação?

      Não é a primeira vez que ouço um carro ter ficado tanto tempo em linha no Brasil que a própria fabricação teria se tornado um problema por si só.

      • Ggvale Vale

        Boa tarde . A linha do Santana era robotizada (DFV) e controlada por Clp . E com o passar dos anos não se encontra no mercado peças de reposição para a automação instalada . Um retrofit pelo tamanho da instalação passa a ser inviável .

  • Agnaldo Timóteo

    Claro,

    Há anos sabemos disso, aliás, no Brasil, só o Bob gosta de VW!

    • Davi Reis

      Apesar dos pesares, e dos erros estratégicos que parecem de amadores, também gosto da marca.

    • Lucas

      Eu também gosto da VW. Mas concordo com as críticas do BF.

    • WSR

      Tenho o mesmo VW desde 1998 e foi fabricado em 1993. Também entro numa possível lista, rs.

  • Fred

    O up! é um avançado carro urbano, criado na Europa, para o consumidor europeu. O erro está em tentar vendê-lo no Brasil, para o consumidor brasileiro.
    Semelhante ao que a Renault fez ao trazer o Clio pra cá — até que sacou o mercado e passou a vender Dacia.

    • Domingos

      O Clio era muito, muito mais adequado. E até hoje um carro que parece de uma categoria acima de praticamente todos os outros concorrentes.

      A situação dele estava mais para a do Polo que por inadequação ao mercado. E claro que contava a desconfiança com carros franceses.

  • Piero Lourenço

    fora o Jetta caro com motor fraco e antigo…. exceto o TSI.

  • TDA

    Acho que o problema da Volkswagen não foi tirar o Santana de linha, mas não ter um substituto direto. Quem gostava do carro teve que ir para outras marcas. Já estava na hora de tirar o carro com tecnologia dos anos oitenta da linha. Voyage passou anos fora de linha e agora é a mesma coisa com a Parati. A VW insiste em não alinhar os modelos nacionais com a Europa, caso do Polo. E quando o faz é com preços absurdos, como no caso do Fusca, Jetta e Tiguan. Caso do Gol é descaso mesmo, foi líder por tantos anos que não acharam que ia perder a majestade. O up! é um carro muito bom e pode ser encarado como uma aposta da VW em uma mudança de postura, carro seguro e eficiente com um padrão típico europeu, mas errou na precificação (como sempre a VW com preços muito altos), nos itens de série e no marketing. Resultado: o mercado ainda não entendeu a proposta do carrinho. Kombi ainda não entendi por que a Volkswagen não trouxe da Europa os modelos furgões que além de modernos e seguros poderiam substituir a Kombi perfeitamente.

    • Podiam ter nacionalizado o Passat “Alemão”
      que, afinal, era a próxima geração do Santana.

    • CorsarioViajante

      Mais ou menos. Polo era alinhado e ninguém comprava porque era “caro”, mas pagavam mais caro num CrossFox que era um subproduto inferior do Polo.
      Fusca, Jetta TSI e Tiguan não tem preços absurdos para as categorias onde concorrem levando em conta suas características.
      O próprio up! é mais caro que muitos concorrentes, mas quão mais caro? E que concorrentes? Palio Fire, Clio, entre outros “dinossauros”… DIfícil comparar. E se formos comparar com HB20, March, Ka, vemos que o preço é quase o mesmo. Questão complicada!

  • A razão da Volkswagen estar como está é a mesma que levou a Boeing a perder a liderança para a Airbus no mercado de aviões: Excesso de autoconfiança em sua posição no mercado; excesso de conservadorismo; e por último e para mim, a pior razão, preços altos em relação à concorrência, baseando-se em confiabilidade dos seus produtos (aí voltamos à primeira razão: excesso de auto confiança). Ainda acho que demorou muito para eles perderem a liderança. Já era para o mercado ter se “tocado” há muito tempo.

  • Lorenzo Frigerio

    O up! é 3 cilindros, carro econômico. Não dá para comparar.

  • Marcio

    Ô saudade, aprendi a dirigir num Santana Quantum. Tinha um belo porta malas, painel macio e motor 1.8 que fazia uns 15km/l na estrada. Depois de anos de uso, vendemos o carro para uma funerária e virou rabecão, sendo substituído por uma Palio Weekend.

  • JJ Neves

    Olha, se foi eu não sei, mas que eu dirigi uma automática dia desses e ela era extremamente esperta era. Falta a manual para fazer a comparação, mas não senti falta de desempenho.

  • JJ Neves

    SpaceFox… Como eu senti raiva quando eu vi anunciando essa crise de identidade ambulante e percebi que tiraram a Parati de linha. =( Tivemos duas aqui em casa e as duas deixaram saudades.

  • Dieki

    Convenhamos que a liderança de fato é do Onix. O Palio só é líder porque a versão Fire, com carroceria diferente, vende horrores. Ao tirar o Gol G2 de linha, a VW perdeu a liderança. As únicas marcas com modelos totalmente atualizados no segmento de entrada são a Ford, Citroën e Peugeot. Nissan e Hyundai vendem um produto customizado para o Brasil. E ainda assim, os motores são de alguma maneira defasados, exceto o TSI. A VW sempre cobrou alto pelos seus carros, acontece que dormiu no ponto.

  • Agnaldo Timóteo
    Claro, eu conheço automóvel. Entendeu ou precisa de mais explicações?

    • Daniel

      Das Auto. =)

  • GgVale Vale
    É que a primeira daria um trabalho danado…

  • Tenho um Quantum até hoje. Mecânica excelente. Acabamento sofrível.

    • Davi Reis

      Não entendo essas críticas de acabamento sofrível que muita gente faz. É mais um tipo de coisa que varia de dono para dono. Aqui em casa temos um Gol GL 1994, e o acabamento está muito bom ainda, especialmente considerando que é um carro com 21 anos e já com cerca de meio milhão rodados. A pesada tampa de metal acarpetada do porta-malas faz barulho, obviamente, mas o resto ainda permanece em silêncio. Nesse tempo todo, os únicos problemas de acabamento foram com as pequenas garras que fixam a tampa do porta-luvas e o difusor de ar do lado do motorista que quebrou. E olha que meu pai, dono original do carro, sempre teve o toque um pouco bruto.

  • Davi Reis

    “Deitado eternamente em berço esplêndido”, como diz nosso hino nacional. É isso que aconteceu com a VW, que repousou por um bom tempo nos louros da vitória. Sempre fizeram bons carros, mas simplesmente deixaram o mundo acontecer em volta sem reagir muito. E quando reagiram, não enfiaram isso na fuça do mercado (na falta de um termo melhor) como fizeram a Ford e Hyundai. Exemplos fáceis e recentes disso: toda a linha passou por uma extensa reformulação de equipamentos, mas a marca simplesmente não anunciou isso. Chegaram novos motores, mas não se esforçaram pra anunciar isso. Deram uma boa equipada no Fox Highline, mas fizeram uma propaganda que pouco ressaltava as boas novidades. Como dizem, propaganda é a alma do negócio, e marca que não é lembrada, não é comprada. E acho que isso que anda acontecendo com os alemães, não estão lembrando do consumidor que ainda existem e podem oferecer algo.

    P.s.: Hoje participei do VW Driving Experience aqui em Belo Horizonte. É uma iniciativa ótima e um evento extremamente agradável que a VW realiza já há algum tempo. Será que custava aproveitar disso para fazer propaganda para o grande público?

    • Vagnerclp

      Também acho bem idiota a idéia da VWB de colocar um determinado executivo alemão, para falar um monte de blábláblá que ninguém entende num comercial para o Brasil. Se mal entendemos inglês, muito pior alemão. Até o slogan é tosco (das auto), pois ninguém sabe o que significa.

      • Roberto Neves

        Acho que o slogan é pra impressionar brasileiro, pois que nos encantamos com tudo que é estrangeiro in english. Em alemão, wunderbar!, mais ainda!

        • Vagnerclp

          Com certeza é isso, mas na minha opinião estes comerciais são toscos.

  • francisco greche junior

    Uma questão é que o mercado de carro novos mudou no seguinte conceito, quase ninguém hoje compra um carro pensando em custo de manutenção e reparação, facilidade para encontrar peças, facilidade em encontrar profissionais mecânicos que saibam mexer nos carros. Antes fica-se mais tempo com o veículo, fazia-se manutenções por conta no mecânico de confiança. O tempo de garantia dos veículos eram pequenos, 1 ou 2 anos.
    A maioria dos consumidores visam comprar um carro e trocar por outro novo brevemente, igual fazem com o celular da moda, sempre ter um mais novo, algo como status, por mais que sejam até modelos simples, porém novos.
    O que importa nesse caso são outros quesitos como os custos fixos para se manter as revisões programadas e garantia.
    A VW perdeu seu reinado de manutenção fácil e barata. Isso não importa em veículos novos. Hyundai falando e 6 anos de garantia…

    • Me parece que aí é que mora a situação…O mercado produtor aposta na “descartabilidade” dos carros igual as dos celulares…então produzem veículos com prazos de obsolescência menores que devem ser substituídos a cada dois/três anos no máximo…Como a corrente da felicidade corria solta, tudo deu certo até o final do ano passado…Embora pareça saudosismo, os carros que voltarão a ser procurados serão os de vida mais longa…pelos próximos dez, quinze anos no mínimo! Já’ os que têm extensa eletrônica embarcada, principalmente no entretenimento, serão descartados tal qual os “smartphones” da hora!

      • francisco greche junior

        Corrente da felicidade! Ótima definição.

    • CorsarioViajante

      Eu acho que não existe este funil. Se ninguém pensasse em custo de manutenção e reparação Fiat estaria falida faz tempo por exemplo. Existem muitos tipos de consumidor. Existe sim o sujeito que compra o carro, roda um ano ou dois e passa pra frente, mas também existe muita gente que fica vários anos com o mesmo carro. Ainda mais agora, vide o esfriamento forte do mercado.

      • francisco greche junior

        Então Corsário ai que justamente existem os clientes mais fieis da VW, que continuam comprando e muitas vezes levando menos por mais dinheiro, porém apostam nos menores custos posteriores, que de certo imagina-se ser menor em um Gol que em um HB20.
        Mas pelo menos nas grandes cidades você só vê carros novos. Aqui em São Paulo é assim, estes dias estive em Belém – PA e me impressionei, chegava a ter mais carros 0km nas ruas que aqui.

        • Domingos

          Frota mais antiga gera mais renovação mesmo. De fato São Paulo deixou de ser há muito tempo o lugar onde os lançamentos aparecem mais rápido, por exemplo.

        • Marcio Rocha

          Estou no interior da Bahia e te falo que aqui a frota é nova, raramente vejo na rua Chevettes, Brasilias, Del Reys, Ecorts… Exceto os que andam na roça e estão em estado precário. No geral, os carros aqui possuem em torno de 5 a 10 anos de uso, e não muito raro encontrar Celtas, Unos, completamente surrados… Já no Rio e em São Paulo ainda encontra-se algumas raridades em considerável estado de conservação, tipo Logus, Prêmio, e alguns outros que por aqui nunca vejo rodando…

      • Roberto Neves

        Eu sou um desses. Após muitos anos comprando carros velhos de todas as marcas, arrisquei e comprei um Renault, com a promessa de garantia de 3 anos. 1 ano e meio depois, problemas não resolvidos, voltei para a Fiat, com seu 1 ano de garantia e defeitos que meu mecânico de confiança resolve.

  • Mineirim

    Boris,
    Concordo plenamente. A VW “deitou em berço esplêndido” com o Fusca e o Gol. Parou no tempo em termos mercadológicos.
    Hoje seus bons produtos estão a partir do segmento de hatches médios, justamente os de menor volume de vendas no Brasil. O up! ainda não decolou.

  • Rolim

    Pode voltar mais ainda no tempo: o Fusca brasileiro nunca conheceu as melhorias que foram implantadas na Europa e México.
    Veio o 147 e tentaram remendar a situação com a Brasília. Não deu conta e veio o Gol (com motor de Fusca!!!).
    Haja desprezo pelo consumidor.

  • FABIO F-A-S FAS

    Resumindo , quando vendia carros mais simples a VW do Brasil fazia sucesso e tinha boa fama popular, agora que está realmente melhorando e começando a alinhar seus produtos aos padrões mundiais da marca está experimentando este fracasso nas vendas, vai entender!

  • Thiago Teixeira

    Acho que a mira da VW com o Amarok foi o cliente desse carro que não anda no barro. Foi paradoxal o câmbio manual.
    Vai muito bem fora de estrada, mas dependente de muita eletrônica. Essa “frescura” é o que o típico cliente de picape não quer. Quer carro mais robusto, mais ferro, que não quebra.

  • Carlos A.

    Não sabia que o VW Gol havia caído tanto na posição geral de líder em 2014 para 12ª posição em 2015.
    Já tive Gol, comprado zero em 2003 modelo 2004. Porém, o modelo era um GIII com interior de GII mas sem coisas básicas como interruptor de porta (não havia nem na porta do motorista) ou o para-sol que não articulava para o lado. Isso já pesava na minha opinião mesmo para um líder em vendas na época e ao meu ver coisas de custo muito baixo. Outro detalhe que me entregaram o carro errado, comprado e pago à vista por um Gol 4 portas, no dia da entrega recebi um 2 portas…culpa do vendedor que anotou o chassi errado, pior que eu mesmo descobri o erro no momento da entrega. Desfeito o engano, e mais uns dias esperando para chegar o carro, semanas depois recebi da VW – em casa – 2 carta de pesquisa, uma do carro 2 portas e outra do 4 portas!!
    Coisas assim, vão chateando o consumidor…a ponto de eu escrever para VW uma carta contando o ocorrido e enviado a pesquisa correta respondida, a errada em branco pedindo que retirassem do meu nome o veículo 2 portas que não era meu. Além disso comentei o engado da concessionária que faturou o carro errado, e dei sugestão para melhorar a identificação dos veículos no estoque e evitar outros casos iguais. Tudo enviado por SEDEX com A.R. para a VW. Infelizmente, recebi apenas o retorno do A.R. mais NUNCA veio uma resposta da montadora sobre o ocorrido. Comentei isso somente colocar um outro lado da questão, acho que não é somente a renovação de modelos que levam uma empresa ao topo em vendas, será que não falta um pouquinho de atenção ao consumidor?

    • Domingos

      Pelo seu cuidado em pedir que não registrassem o carro 2 portas em seu nome, de forma que o próximo dono não fosse prejudicado, seria obrigação ao menos um “obrigado” – nem que fosse apenas isso, de forma a não se comprometerem.

      • Carlos A.

        Domingos, exatamente! Tomei de imediato a providência de devolver tal pesquisa em branco para a fábrica, tentando preservar o futuro dono desse Gol 2 portas e eliminando do cadastro da fábrica um carro zero que não era meu. Diz o ditado que nunca devemos fazer alguma coisa esperando algo em troca…mas imagino que a VW seria séria o suficiente para não levar um ditado popular a ferro e fogo. Aliás, esse carro foi a pior compra que fiz — diante de vários modelos zero que já tive — era duro, barulhento no funcionamento, e cheios de ruídos de acabamento.
        Enfim, parece que atualmente a VW colhe os frutos dessa falta de resposta ao consumidor — certamente outros tentaram contato e não conseguiram retorno, não me considero a “única vítima” …como você mesmo disse, um simples ‘muito obrigado’ seria uma obrigação.
        Depois veio o Gol G5 e quem não se recorda dos vários recall, entre eles o cúmulo de montarem até a lanterna traseira errada!!! Pior mesmo os defeitos de motor, muitos dos ruídos ignorados pela fábrica que não queria tomar providências para resolver o problema…donos tiveram que entrar na justiça para trocar o motor. Problema grave que manchou a marca reconhecida pela mecânica confiável e durável. Fora isso trocaram o fornecedor do óleo lubrificante, elevaram a garantia de motor….mas o estrago estava feito!
        Pior hoje os comerciais na TV, em geram falam que o produto é confiável, mecânica conhecida e custo baixo de manutenção?!? Estão apelando, visto que baixaram a troca de óleo para 6 meses e com isso gasta-se mais em manutenção que modelos com troca anuais. É o desespero para tentar recuperar mercado.
        Alô, VW!!! Que tal uma medida mais simples e barata: dar atenção as cartas, e-mail e contatos de seus clientes….Simples, não?

        • Domingos

          Abandonar os mercados mais exigentes também fez muito mal à VW, assim como com a Fiat. Ficaram acostumados a cliente estilo frotista, que se bobear receberia um carro novo arranhado e sequer reclamaria…

          Por falar nesse GIII com interior de GII, fiz auto-escola com um desses. Era impressionante como o volante torto e o resto da ergonomia estranha te faziam todo dolorido depois de 1 ou 2 horas de direção.

          A única coisa que agradava era o câmbio, que tinha um dos melhores engates e alavancas que já vi.

          • Carlos A.

            O câmbio no geral era bom bem preciso, mas no meu carro era ruim para entrar a ré. O volante torto também me deixava dolorido.

          • Domingos

            Nesse da auto-escola ainda não havia a direção hidráulica, claro, e eu realmente ficava cansado e com dores depois de pouco tempo dirigindo.

            O problema também era do banco, não muito bom – e o ajuste de altura não ajudava muito, já que o banco parecia ficar também torto dependendo de onde você o colocava.

    • pedro

      Do lado oposto lembro da Fiat, que a uns anos atrás ( 1999, 2000…)

  • Eduardo Sérgio

    Em 2001 comprei um Gol “G3” 1.0 Plus zero-km. Carro muito bom para os padrões da época e para o que a (pouca) concorrência oferecia. No ano seguinte, em 2002, foi lançado o Polo no Brasil. A partir daí, foi de saltar aos olhos a gritante queda da qualidade do Gol, atingindo seu ápice (ou fundo do poço), com a aparição do Gol G4, o mais tosco em termos de estilo, acabamento, nível de ruído etc. Tudo parte da estratégia da VW para que o consumidor voltasse os olhos para um produto muito superior: Polo.

    Infelizmente o consumidor brasileiro – que se julga a maior autoridade do mundo em automóveis -, confirmou as juras de amor eterno e manteve esse carro como o mais vendido no país. Nem mesmo os recorrentes problemas de projeto do Gol G5 abalaram seu proverbial conceito de melhor compra do Brasil.

    Moral da história: o mercado consumidor é quem define o padrão de qualidade do que vai ser produzido pelos fabricantes, para melhor ou para pior.

    • Fat Jack

      De fato, a comparação do G3 com o G4 chega a ser desleal em favor do mais antigo, diria que foram o céu e o inferno respectivamente…

  • Daniel S. de Araujo

    Ressussitar o Vanagon era uma boa.

  • Daniel S. de Araujo

    Não é saudosismo. É que nem o Bora é um substituto à altura do Santana.

    • Domingos

      No Bora faltava espaço traseiro e ele foi vendido na época com preço bem mais acima do Santana, afinal era um lançamento.

      Com a política de preços certo, poderia ter sido um substituto se a VW quisesse. Como poderia ter sido o Polo sedan ou agora o Voyage – que, aliás, com a queda nas vendas poderia muito bem ser ressuscitado com uma versão para substituir o Santana.

      Todos esses 3 são mecanicamente simples e com farta oferta de peças, como o Santana. O Voyage também não tem problemas de espaço ou de robustez.

      Desconsideremos aí prazer ao dirigir ou o maior porte do Santana. Num carro com aquela proposta, isso não é tão relevante – e o Voyage vai muito bem no quesito “bom de dirigir”.

      Não acredito também que um bom trabalho de caça por pontos fracos no Voyage não conseguissem fazer dele melhor até que o Santana – que tinha suas reclamações de trincas e também de vedação.

      Enfim, parece que a VW simplesmente quis largar mão desse mercado. A situação com a Kombi é parecida e inexplicável também (deve ter umas 4 opções de substitutas para ela!).

      • Davi Reis

        Acho que para o Voyage, temos uma solução simples que poderia ajudar até o carro crescer ou surgir algo acima dele. A VW poderia muito bem equipar a versão Evidence com o EA-211, câmbio de 6 marchas, controles de tração e estabilidade, discos na traseira e central multimídia. Para mim, só o motor já bastaria pra mudar bastante de figura, mas tudo isso junto ajudaria a dar uma empurrada no carro. E tudo isso de série, mais ou menos como acontece com a Saveiro Cross, completíssima como padrão.

        • Lorenzo Frigerio

          O ideal seria o novo Polo ser fabricado no Brasil com esse agregado, em versões hatch e sedã, e também numa versão mais “pelada”.

        • CorsarioViajante

          O mesmo vale para SpaceFox, outra que está morta pelos pacotes sem noção.

        • “di Lazio” Mazini

          Eu penso que a VW errou aí também, colocando o novo motor só em versões mais caras, enquanto ela poderia ter equipado maior parte da linha com ele, atraindo assim mais compradores.

          E falando nisso, Saveiro Cross e Gol Rally são automóveis que não entendo.
          A primeira é cara, com pouco espaço na frente e atrás e a reestilização fez com que a dianteira não conversasse com a traseira.
          O Rallye é uma piada…, alto, quando todos querem um carro mais baixo, equipado e caro demais para vender bem..

          Se a VW queria fazer algo especial com esse motor, fizesse então uma versão esportiva do Gol, mais baixa, sem tantos equipamentos, mais barata que aí sim evidenciaria as qualidades dinâmicas de todo o conjunto.

          • Domingos

            Acho que a VW desistiu de um Gol esportivo, infelizmente…

        • Domingos

          Ajudaria bastante a retomar vendas do Siena.

          Aliás, a VW poderia ter nele uma espécie de Astra na época com a confusão com o Vectra: ter versões para tudo.

          Uma bem para o papel do Santana, até mesmo com poucas cores disponíveis, em pacote fechado sem opcionais ou só pouca coisa.

          Depois as normais e, então, algumas bem completas que bateriam com o Siena e ficariam naquele meio do caminho do cara que quer um bom sedan mas não quer/não pode partir para Jetta, Corolla, Civic etc.

  • Mingo

    A concorrência aumentou muito e é forte. Só isso…

  • Atos Llantada

    a VW cobra muito pelo pouco que oferece… são carros muito caros para o que oferecem. A concorrência entendeu esse mote e entrega produtos melhores por preços iguais. Subestimou o poder de comparação do consumidor.

  • Lucas

    Bela Quantum. Gosto muito desse vermelho. Tivemos um Santana Evidence 98 dessa cor. Como andava!!

    • Lucas,
      Realmente, mas os sacos de lixo, em vez a deixaram “lindona”, mataram-na. Eta, mania brasileira nefasta! Depois dizem que o brasileiro “é um povo muito inteligente”.

      • Lucas

        De acordo, Bob. Eu havia reparado nos sacos de lixo, mas preferi deixar quieto no meu comentário. Havia até escrito uma ressalva, mas antes de postar, apaguei.

        • Domingos

          Se tirar os filmes e trocar os faróis o carro fica uns 500% melhor!

          • Lucas

            Trocar por quais faróis?? Ela alí não está com os originais dela?

      • MKB

        É sério que todo esse seu comentário foi em repúdio à película escurecida nos vidros? Para que tanto hate, Bob? Você não precisa disso.

        • MKB
          Repúdio total e absoluto, e com ódio, sim. Carro não é esconderijo, mas uma máquina que precisa ser conduzida e para isso total visibilidade num campo de 180º é essencial.

          • Derek

            Mas tem várias outras vantagens, Bob, entre elas: ofusca menos a visão das luzes de automóveis mal regulados e ajuda a reduzir o calor que, no nosso verão tropical, não deve ser ignorada.

          • Lucas

            Derek, ao dizer “ofusca menos a visão das luzes de automóveis mal regulados”, você não estaria defendendo películas no pára-brisa, estaria?
            O Bob tem razão no que defende. Dirigir é um ato que não pode prescindir de atenção e visibilidade máxima possíveis. Eu já dirigi a noite, carro (não meu, obviamente) com película no pára-brisa. Foi apavorante.

          • Derek

            Estou encontrando vantagens no uso do das películas. Películas muito escuras são, de fato, perigosas (ainda mais em noites com chuva), mas acho um exagero descartar as vantagens delas nos tipos com maior transparência.

  • Renato

    Atente que o Fox, que hoje é o VW mais vendido, já está na estrada há muitos anos. Para mim, este modelo de gestão é irresponsabilidade.

    Alguém saberia me dizer como está a carreira profissional do ex presidente da VWB, que há alguns meses voltou para a Alemanha?

  • Marcio Rocha

    O marketing da VW também não está ajudando… Pode ser reflexo da dificuldade que possuem em divulgar um produto em um segmento que os concorrentes oferecem em melhor qualidade e mesmo valor, quando não a menor valor… Lembro de um comercial da Amarok veiculado a alguns poucos meses atrás de péssimo gosto, onde aparecia uma C10 preta… Até comentei que a VW ia mal de agência de publicidade…

    • nbj

      Rapaz, até gostei do comercial, pois achei o máximo a F1000 e a C10 pretas e customizadas. Amarok no comercial? Nem notei.

  • Leonardo Mendes

    O up! é um paradoxo ambulante… é tudo que o brasileiro sempre quis em termos de carro (“alinhado com a Europa”, “quero um carro bom de crash-test pra eu capotar todo dia e sair vivo”, “não sou idiota pra dar dinheiro nas carroças desse país“) aí quando chega cumprindo todos esses requisitos o brasileiro não quer porque “é caro”, “com o preço dele compro um usadinho”, “não sou idiota pra dar dinheiro num carro 1,0”.

    O Gol é o Rogério Ceni dos automóveis, sempre adiando o fim da carreira… mas uma hora vai chegar, e não demora muito.
    Faz tempo que o Gol deixou de ser o Namoradinho do Brasil… penso eu que o fim dele é nada mais que uma questão de tempo.

    E como bem disse o Domingos, o sucessor do Santana era o Bora… se a VW tivesse sido esperta matava dois coelhos numa pedra só: fechava o tal vácuo entre Voyage e Jetta e, de quebra, acabava com o saudosismo do povo.

    • TDA

      Será que o up! é o paradoxo ou o consumidor nacional que nunca está satisfeito com nada?
      O up! pode não ter decolado nas vendas por vários motivos (alto preço, poucos itens de série, marketing fraco ou equivocado) mas o que falta nele é o status. As melhores características do up! são invisíveis a quem olha de fora, seu design não é unânime como o HB20, por exemplo. O conjunto motor câmbio é muito bom, o carro é seguro, econômico, tem bom isolamento acústico e uma qualidade de montagem superior para o segmento.

      • João Carlos

        Acho que é mais questão do mercado ter mais variedade de opções do que era há alguns anos. E também o design conta muito, e nisso a Hyundai caiu no gosto, e ainda o carro é robusto. A fama de não dar problema nos Toyotas não suplantou o aspecto visual no caso do seu pequeno. Um colega que está procurando um carro pequeno, já se decidiu pelo up!, mas mais pelo fato de ele ser menor em comprimento que nossos pequenos tradicionais (Gol, Palio, HB20, Etios etc) e mesmo assim ter o porta-malas destes e mais ou menos o mesmo espaço interno. Mas esta decisão só foi tomada porque este carro rodará pouco, se fosse na base dos 30 mil km por ano de antes, ele iria de Toyota ou o coreano. O mercado é complicado!

      • Douglas

        Para a maioria realmente o problema é o status e o tamanho.
        Para mim é a suspensão erguida e o conta-giros menor que relógio de pulso.

    • Eurico Junior

      A VW errou feio ao lançar o up! caro e pelado, honrando a tradição da marca. Corrigiram isso, já houve alguma reação nas vendas.

      De resto, o carrinho tem méritos inegáveis. É moderno, seguro e muito bem construído. Pena que a mentalidade da VW ainda esteja nos anos 60, quando havia o Fusca e o resto.

    • Domingos

      Também não iriam ter passado anos sem nada acima dos compactos, um erro que a GM fez em menor escala ao administrar aquela história do Vectra bem mal e depois sofre até hoje para se recuperar nesse segmento.

      O up! realmente é o carro ideal do brasileiro que passou a ser exigente, mas que entre preço e tamanho ficou “só para inglês ver” – no caso, só para brasileiro elogiar… haha

      Aqui cabe dar também uma folga nessa questão de termos um carro “completamente europeu” entre os modelos de entrada, de marca com grande vendagem e aceitação, e ainda assim nós o recusarmos/vender bem menos do que o esperado.

      De fato sub-compactos nunca foram uma boa opção ao brasileiro que procura um carro de entrada para a família. Simplesmente são insuficientes, sendo que os compactos já são por si bem complicados.

      O up! acomoda 4 pessoas grandes, mas com vários compromissos. Atrás só se senta de perna aberta se o motorista tiver mais de 1,80. Já na frente, foi adotada uma posição de dirigir bem estranha para que o mesmo caiba…

      O porta-malas que ficou bom, considerando o tamanho do carro.

      O que iria fazer um baita sucesso seria um up! L, como o Fiat 500L. Um up! um pouco mais largo, entre-eixos maior, formato de SW ou de hatch esticado.

      Ficaria perfeito e, na faixa dos 40 mil que ele já ocupa, bateria todo mundo.

      • Marco Schneider

        Não acho a posição de dirigir do up estranha… ajustando a altura do banco e do volante você consegue se adequar bem à posição que gosta.

        • Domingos

          Eu fico muito “de pé” no up!, mesmo abaixando o banco – o que talvez até piore.

          Os pedais saem bem dentro do carro e bem na vertical, isso com a posição naturalmente mais alta não casou bem para mim.

          Fica um carro onde você fica tentado a simplesmente colocar o banco todo para trás, acabando com o espaço traseiro, e aí o volante que fica longe…

    • Rafa2810

      o up! é um produto muito bom realmente, mas o posicionamento dele no mercado é ruim, péssimo para dizer a verdade.

      Brasileiro (não é de hoje) compra carro por metro quadrado e sensação de status, benefícios que o pequeno compacto não oferece…

  • Juniir

    Só preço não explica, veja a Honda por exemplo, que cobra muito mais do que valem os seus carros, mas tem consumidores fiéis. A VW acho que perdeu um pouco da forte imagem de confiabilidade que tinha no passado que que por si só vendia qualquer carro que ela fabricasse.

  • Marcio Rocha
    Concorrentes oferecem em melhor qualidade??? Sua afirmação está completamente equivocada. Suas outras considerações estão corretas, menos essa.

  • Valdomiro Junior

    É verdade, os tempos mudaram e a concorrência aumentou muito.
    Ficar vivendo do passado não trará resultados positivos. Meu pai, durante a época que dirigia, sempre comprou Volkswagens, defendia o custo de manutenção, certa vez comprou um Fusca, 1300, branco 1979, o único carro zero-km que comprou, na antiga concessionária Biguaçu, que usávamos para viajar até o Paraná (carro cheio, como de costume, mas íamos felizes da vida, pois para nós era uma aventura e tanto..Rs), algumas vezes, porém seus dois últimos carros foram Chevrolet Monza usados, o último um GLS, 4 portas, dourado com câmbio automático de três marchas (que saudades deste tempo). Acho que muitas outras pessoas estão tomando a mesma decisão, hoje em dia.

  • Daniel S. de Araujo

    Na época, o Bora foi novidade. Depois caiu no ostracismo. Tanto o Voyage quanto o Polo Sedan, por outro lado, são sedans pequenos. Gostemos ou não há certos projetos de dificil substituição. Santana, Kombi, Ford F-4000, trator NH 7630 foram projetos tão adaptados a realidade brasileira (além do eixo Rio-São Paulo) que a sua ausência acaba deixando uma lacuna no mercado. Tanto que os dois ultimos produtos mencionados sairam de linha mas foram ressussitados.

    • Domingos

      Sim, eu lembro disso. Por um tempo depois do lançamento, ver um era quase como ver um carro exótico ou que não existia no Brasil, de tanto que era esquecido sua existência…

      Mas convenhamos que o Santana tinha como “insubstituível” as suas características de bom espaço, manutenção fácil e dirigibilidade interessante (péssimo em curvas, mas muito bom de dirigir) por um preço bom no final dos seus dias.

      Isso teria como ser replicado perfeitamente com outros carros da VW, bastando posicionar o carro dessa forma.

      O problema é que no Brasil é quase impossível ter um lançamento com preço baixo ou inferior a algo similar que a fabricante já venda, ao contrário do que acontece lá fora.

      Assim, fica difícil ter algo parecido com o Santana sem que tenha preço de Jetta…

      A VW precisava era de um Logan dela para substituir o Santana.

  • Marcelo

    Digam o que quiserem, mas a “tocada” de um VW eh diferente !

  • TDA
    Tudo questão do maldito status, só. O mesmo de que se não for suve ou crossover, ou for câmbio manual, é carro de pobre.

    • Luís Galileu Tonelli

      Falam em ambientalmente corretos, mas esquecem que os crossovers precisam de mais material em tudo para ser fabricado. Pneus com mais borracha e mais largos desnecessariamente, diga-se de passagem. Só pra constar um detalhe.

  • CorsarioViajante

    Pois é, e eu acho que teria MUITO mais público para uma Parati do que para o SpaceFox.
    Na dúvida, a VW tira a Parati de linha e deixa a SpaceFox morrer de fome.

  • Maik

    Mudaram os tempos mas a querida Volkswagen não evoluiu. Perdeu espaço para outras fabricantes e só restou a fama conquistada.

  • WSR

    Voltando ao up!, será que o desenho/visual adotado para a dianteira da versão nacional era mesmo a melhor opção?

    Eu acho que pode ter sido a pior…

    http://i.telegraph.co.uk/multimedia/archive/02017/Up-group_2017670i.jpg

    • Leonardo Mendes

      A dianteira eu ainda não sei mas a traseira eu acho excelente… a VW mandou bem com a tampa traseira em chapa ao invés da de vidro do up! europeu.

      E não, eu não a pintaria de preto como nos TSI.

    • CorsarioViajante

      Eu gosto do visual frontal do up!, mas o do Skoda lembra bastante o Polo 9n3, o que para mim é um elogio.

    • Marco Schneider

      Prefiro a dianteira do up do que a deste Skoda… design é complicado, acho que para atrair o gosto do “povão”, a dianteira teria que ter um desenho bem agressivo, e na minha opinião este do Skoda perde até nisso para o do up

    • Bruno Passos

      Questão de gosto apenas, mas eu gosto bastante desse Seat Mii.

      • WSR

        Concordo… mas qual agradaria mais ao mercado? A frente do up! GT, talvez, não teria feito sucesso maior?

        Até hoje não consegui digerir aquela “boca” onde fica a placa dele. Eu ainda acho que poderiam ter feito como no Fox: um mini-Golf.

        Talvez o mercado não esteja preparado para desenhos não muito convencionais. Ou os desenhos mais conservadores já não combinam mais com o público para esse tipo de carro. Ao lado de um HB-20, o up! aparenta ser mais antigo…

        • Bruno Passos

          Concordo com você WSR!
          Sinceramente, acho que em questão de equilíbrio de linhas, o up! é bem superior ao Seat Mii, que eu citei gostar. Mas assim como você, também não sou muito fã dessa frente do up! “convencional”.
          Realmente, a frente do up! GT agradaria mais que a presente no modelo aqui lançado. Na minha opinião aquela “boca” invertida do GT da uma certa cara de mau ao modelo, compensando um pouco a falta de agressividade da frente curta. E talvez muitos discordem, mas o quadro de instrumentos deveria seguir o padrão Gol/Fox/Golf também, com tacômetro de mesma dimensão do velocímetro.

  • Se o Santana tivesse aí até hoje, ele teria lugar pra colocar o ABS e airbag?

    • Leo Borsarini

      ABS ele já tem, Regina.
      Desde 1992, e foi o primeiro carro nacional a ter, inclusive.

    • Lucas

      O Santana, estar hipoteticamente sendo fabricado até hoje como o conhecíamos seria como foi a Kombi até o final: vendendo bem, tendo seu público, mas criticado pelo projeto antigo. Não Sei se air bag estava no projeto dele lá no começo dos anos 80, mas ABS ele chegou a ter nos anos 90, foi inclusive o 1º nacional com ABS.

    • marcelo

      creio que sim Regina , apesar que nos meados dos anos 90 já saim alguns modelos do santana com ABS opcional.

    • Domingos

      ABS acho que tinha no alemão em alguma versão e chegou a ter no Brasil nas duas últimas re-estilizações – nos depois do modelo original, quadrado. Como opcional, claro.

      Airbag não faço idéia, mas de repente seria adaptável o sistema do Passat seguinte, que veio importado e ainda tinha muita coisa em comum com o Santana.

    • Douglas

      O Santana teve o ABS como opcional no Brasil desde 1991. Quanto as bolsas de ar, ele já as teve na China.
      Essa história de que tal carro saiu de linha por não ter ABS e bolsas de ar é puro mito. O Gol G3 por exemplo, tinha ABS e bolsas de ar como opcionais, e tinha revista dizendo que o G4 saiu de linha porque não podia ter.
      Outro exemplo é o velho Uno, que teve ABS na Europa e air-bags no Fiorino brasileiro.

      • Marcio Rocha

        Nos classificados da internet existem alguns Fiorino com airbag sim, isso é fato.

    • Jad Bal Ja

      Não era necessário que o Santana em si estivesse “aí”. Poderia ter sido substituído por outro carro de conceito semelhante, o problema foi o abandono no nicho que o Santana ocupava.

  • Douglas

    Outro grande erro foi ter simplificado demais o Gol G4 para dar lugar ao Fox, foi ai que começou o desmoronamento do Gol.
    Penso que o correto seria deixar o Gol no bom nível que estava, inclusive com a versão GTI e lançar o Fox como uma minivan, tal como ocorre na Europa com Golf e Golf Sportsvan.

    • Rafa2810

      O Fox deveria ter sido lançado como o Novo Gol, lá pelos idos de 2004.

      A plataforma estaria viva até hoje…e na época, nenhum concorrente oferecia espaço ou inovação para bater o Volks…

      “Gourmetizou” um produto simples…(em regra, um Gol mais espaçoso, mas com acabamento pobre e motor igual ao restante da linha), inchou a linha e desvalorizou seu principal produto no mercado nacional.

  • Douglas

    Sofrível mesmo são essas películas escuras.

  • Ilbirs

    Diria que o problema do up! não é ser um carrinho bem construído e muito menos ser subcompacto (aqui em São Paulo é até vantagem isso), mas sim a tradução da ideia geral europeia para o contexto brasileiro não ter sido feita em sua inteireza, o que fez o brasileiro não se sentir atraído pelo modelo o tanto que poderia se sentir. Sempre bato na tecla de que as seguintes mudanças fariam muito bem à especificação brasileira e algumas delas sequer precisariam esperar pela reestilização para serem implementadas:

    1) Vidros elétricos traseiros para ontem. Isso já existe no mercado de acessórios:

    http://www.revistaautomotivo.com.br/auto/wp-content/uploads/2014/04/vidro-tragial-up.jpg

    http://www.atrasom.com.br/app/views/lojas/atrakits/img_prod/7679e91432798004840ec7c989d4f4ef.jpg

    Como já disse outrora, é impossível que a VWB até agora não tenha desenvolvido uma solução OEM para seu carrinho. Imagine um comando para as quatro janelas concentrado na porta do motorista, podendo aí até ser conjunto de teclas igual ao de outro modelo da marca com tração nas quatro janelas. Agregaria argumento de vendas se considerarmos que você pode subir todos os vidros pela porta do motorista e também pelo comando do alarme, além de poder travar as janelas traseiras, complementando assim a ação da trava de crianças.
    Neste ponto, como já disse em outras ocasiões, brasileiros muito se assemelham a americanos e japoneses, que também gostam de vidros elétricos em todas as janelas. Um produto cuja execução leve bastante em conta a cultura automobilística do país onde será vendido acaba tendo menos resistências por parte do público comprador;

    2) Dois difusores centrais direcionáveis complementando a ventilação, conciliados à saída central única e fixa já existente e que joga ar para cima, como ocorre no Grand Siena:

    http://cuyomotor.com.ar/wp-content/uploads/2012/03/interior-Grand-Siena.jpg

    Há quem tenha feito gambiarra bem pequena para dar uma direcionada no ar que é cuspido para cima:

    Pensando nas linhas gerais do painel do up!, ficaria algo assemelhado ao painel do novo Fusca:

    http://www.autobel.com.br/files/segurancas/novo-fusca-2013-interior-20_75957947.jpg

    A exemplo do novo Fusca, ficaria um espaço liberado para essas outras duas saídas se os controles de ventilação fossem jogados mais para baixo, como um McGyver europeu fez para conseguir instalar aparelho duplo DIN:

    http://s13.postimg.org/kihszaobr/image.jpg

    Se falei em duplo DIN, não posso deixar de pensar que ficaria um espaço perfeito para aquela central multimídia estreada pelo Fox, que conta com Android Auto, CarPlay e MirrorLink. Caso o up! não viesse com um som de fábrica, o espaço duplo DIN por si só facilitaria que o proprietário achasse uma ampla gama de produtos que se encaixasse naquele buraco e sem precisar de gambiarras como a do controle de ventilação ou a instalação de um console especial que deixa o som tão baixo quanto em um Corsa B ou Celta:

    http://www.astina.dk/images/114/vw_up_2din_radioramme.jpg

    http://images.tcdn.com.br/img/img_prod/337949/715_1_20150418104106.jpg

    http://images.tcdn.com.br/img/img_prod/337949/715_2_20150420103448.jpg

    Ainda falando de Grand Siena, é bem certo que o povo gosta de ter aquela saída jogando ar para cima e também as duas direcionais. Pela quantidade de exemplares do modelo da Fiat que vemos circulando por aí, é sinal de que essa solução tornou-se algo a mais para estimular que as pessoas adquiram o mesmo, a ponto de o plano mundial de cinco anos da marca falar para o ano que vem de uma nova geração e também de sua mundialização, com produção também na Ásia. Logo, não acho que seja tão problema assim dotar o pequeno VW de uma saída que joga vento para cima e colabora para refrigerar o habitáculo e ao mesmo tempo duas saídas que jogam ar para a frente e podem ser direcionadas para, por exemplo, secar uma mão suada que esteja pegando o volante. Estamos aqui falando de ajudar um produto a vencer resistências do mercado para o qual será vendido;

    3) Um painel com mais instrumentos e um conta-giros maior, algo ainda mais importante se considerarmos ser bom que a versão TSI tivesse manômetro de pressão bem visível. Sempre dou como exemplo de painel bem feito em um espaço muito pequeno aquele adotado pela primeira geração do C3:

    https://blogdolucianooliveira.files.wordpress.com/2012/10/img_3583.jpg

    Claro que as linhas da VW tendem a ser mais conservadoras e adeptas de mostradores de ponteiros, mas também não é empecilho algum fazer mostradores de tal tipo em um esquema melhor do que este:

    http://imguol.com/c/entretenimento/2014/01/26/vw-red-up-1390752499401_956x500.png

    4) Forração completa nas portas, eliminando essas latas aparentes. É algo que a Fiat fez no Palio com o decorrer dos anos e que hoje podemos ver no Fire:

    http://img002.adimg.com/ImgAd/2010/04/19/1069830/palio-ex-2000_4.jpg

    http://imguol.com/c/entretenimento/f3/2015/06/23/fiat-palio-fire-2016-1435069515909_956x500.jpg

    5) Opção de banco bipartido, como no europeu, que apesar de levar uma pessoa a menos tem a divisão 60-40, sinalizando que pensaram por lá em levar mais uma pessoa atrás, mas mudaram de ideia durante o projeto, ficando como um osso de pata traseira em um esqueleto de baleia:

    http://cdn1.carbuyer.co.uk/sites/carbuyer_d7/files/styles/16x9_720/public/volkswagen_up_11.jpg?itok=ppXPkK-r

    Como o up! daqui leva uma pessoa a mais, esse banco estaria perfeito e, conciliado com aquela bandeja no assoalho, também deixaria o veículo mais interessante ao público. Pense em uma plataforma de carga plana e altamente modulável. O carrinho acabaria praticamente ficando para os subcompactos o que é o Fit para os compactos. Como não canso de falar, o up! está em uma situação parecida à do primeiro Gol, do Monza e do Uno original: aquele carro cujo projeto geral é muito bom, mas que só passa a pegar mesmo entre os consumidores quando sofre pequenos ajustes que deixam o todo da ideia mais bem executado.

    • Leonardo Mendes

      O 208 sofreu do mesmo mal da falta de vidros traseiros elétricos na traseira quando foi lançado… felizmente o Allure 14/14 que adquiri faz um mês já tem os vidros elétricos.

      Quanto a central multimídia eu assino embaixo… não que a Maps&More seja ruim mas se fosse embutida no painel ficaria bem melhor.
      Do jeito que está parece a época dos toca-fitas de gaveta, tem que tirar senão já era.

    • Guilherme Borella

      Saliento também o erro da VWB na campanha de MKT do produto. O up! é um carro extremamente racional, com qualidades até então inexistentes na indústria local, nova proposta, novo conceito de carro de entrada, etc… E tentaram vender ele como “Funny Car”.

      • Domingos

        Acho que isso foi intencional, pois é considerada uma “gafe de marketing” (baboseira marketeira, mas enfim…) ficar falando de coisas técnicas em propaganda.

        Aí aproveitam que o carro é bom de dirigir e puxam essa coisa da diversão.

        Realmente teria propagandas melhores…

    • Fat Jack

      As melhorias indicadas certamente fariam bem ao up!,(a questão do multimídia em um local mais baixo acredito que seria alvo de muitas críticas) mas imagine o quanto a VW ia querer cobrar por elas??? Quase um outro up!

      • Ilbirs

        No caso, o que sugiro é que se transfira o controle da ventilação para baixo, como se pode ver em uma das fotos de uma gambiarra que fizeram para que o módulo central do painel abrigasse um duplo DIN. Aquela central multimídia colocada em uma parte baixa é obra de um console disponível no mercado de acessórios europeu que aproveita aquele “buraco negro” que há abaixo do módulo central, que sabemos ser bastante desabitada.
        Um up! com duplo DIN de série poderia ter um painel que lembra o do Fusca atual, em que há um módulo central igualmente trapezoidal com a base maior para cima e que contém um duplo DIN e duas saídas de ventilação ajustáveis em formato triangular.

  • Ilbirs

    Eu digo que a VWB fez em parte a lição de casa ao adaptar o up! por aqui. Olhando-se para a especificação geral, o daqui é tecnicamente superior ao de lá, tanto por ter mais espaço de bagagem sem acréscimo significativo de comprimento (apenas 6 cm a mais de traseira para se conseguir 285 l de porta-malas é prova de engenharia muito bem feita) como também por terem montado portas traseiras com vidros que descem, ficando bem patente que o pessoal da marca sabe que brasileiro acha vidro basculante em carro de quatro portas algo bem abominável.
    Porém, o resto da lição de casa não o foi, como comento aqui. Lembro que aqui em São Paulo vê-se um bom número de ups!, em parte porque as pessoas gostam da ideia de algo com espaço interno de compacto mas em média com uns 30 cm a menos que um compacto, tornando-o ótimo para estacionar em qualquer brecha que haja nas poucas vagas de estacionamento nas ruas da cidade, ainda mais se considerarmos os haddadeamentos sofridos pela urbe.

  • Ilbirs

    A Kombi caiu naquela teimosia da VWB em não alinhar com a Europa, algo muito bem comentado pelo TDA aqui. Some-se aí com o fato de o furgão em questão ter sido o último produto do tempo em que a VWB estava para o segmento de automóveis daqui como a Globo para as emissoras de televisão, aqui coincidentemente no mesmo período de 1970 a 1980.
    A VWB começou a coisa bem naquele distante 1957 e uma Kombi daqui poderia ser tão boa quanto uma feita na Alemanha:

    http://imguol.com/2013/04/28/2-encontro-de-colecionadores-de-kombis-1367174815508_956x500.png

    A coisa foi pegar mesmo depois de 1969, quando a Kombi daqui seguiu T1 e a de lá…

    http://www.stationwagonfinder.com/wp-content/uploads/2012/01/1969-vw_bus_2.jpg

    Como a VWB era a “Rede Globo” dos automóveis brasileiros nos anos 1970, acharam por bem fazer aquela conhecida meia-sola na T1 que acabou durando 20 anos:

    http://www.carroantigo.com/imagens/VW/1976_KOMBI.jpg

    Enquanto ficávamos aqui de T1,5, na mesma época a T2 já estava assim:

    http://images.classiccars.com/classifieds/396262_14692487_1976_Volkswagen_Bus.jpg

    Que grande transtorno teria havido para a VWB fazer a coisa completa? Porta corrediça é prática em qualquer época e as antigas casas japonesas de bambu sempre usaram esse tipo de solução. Enquanto isso, lá fora, chega 1979 e…

    http://img.favcars.com/volkswagen/t3/photos_volkswagen_t3_1979_1.jpg

    Chega 1992 e…

    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4c/VW_Eurovan_T4a_Multivan_Allstar.jpg

    Chega 2003 e…

    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8b/2004-2010_Volkswagen_Multivan_TDI_van_01.jpg

    Chega 2009 e…

    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2d/VW_T5_PanAmericana_Facelift.JPG/1280px-VW_T5_PanAmericana_Facelift.JPG

    Só de falar isso já dá para ver o quanto que a VWB acabou ficando distante de algo que poderia ter sido alcançável se ela mantivesse a cadência renovadora em consonância com a Europa ou mesmo o México, que substituiu a T2 pela T4. A T2 de lá começou parecida com a alemã e também passou um tempo desatualizada em relação ao resto do mundo:

    http://www.thesamba.com/vw/archives/lit/1982_combi_mexico/02.jpg

    http://www.thesamba.com/vw/archives/lit/1982_combi_mexico/03.jpg

    http://www.thesamba.com/vw/archives/lit/1982_combi_mexico/04.jpg

    Porém, com o tempo passou a ter melhorias jamais sonhadas pelos brasileiros, independente de a fase ser T1,5 ou já T2c:

    http://www.buyclassicvolks.com/wp-content/uploads/2014/05/VW-Combi-for-Sale.jpg

    Com direito a um painel e recursos internos jamais vistos por aqui:

    http://images.quebarato.com.mx/T440x/vw+combi+caravelle+rin+16+cambio+coacalco+de+berriozabal+mexico+mexico__B5F69C_4.jpg

    http://www.drivetheamericas.com/sites/default/files/Tablero%20%28Medium%29.JPG

    http://www.autossegredos.com.br/wp-content/uploads/2012/07/painelkombi.gif

    A Kombi deixou de ser feita no México em 1996, coincidentemente o mesmo ano que passamos a ter uma Kombi de fato T2, com “apenas” 27 anos de atraso em relação à estreia na Alemanha e sem o AP que havia no México:

    http://reginaldodecampinas.com.br/img/fotos-veiculos-montadoras/6789.jpg

    http://img.olx.com.br/images/97/975519084312330.jpg

    Injeção eletrônica multiponto? Só mesmo por força de leis antipoluição. Imobilizador eletrônico? Só mesmo para baratear o seguro. Até que chega 2006 e…

    http://img.favcars.com/volkswagen/t2/volkswagen_t2_2006_images_1.jpg

    Sim, motor refrigerado a água, mas não o AP-1800 da mexicana e que aqui já existia em especificação Total Flex e conciliável a uma transmissão como a da antiga Kombi Diesel, mas sim…

    http://www.webmotors.com.br/webmotors/ssRevista/_fotos/motor_2005129195024.jpg

    Motor esse que só usaram porque não excedia o limite de torque suportável pela transmissão usada no 1.6 refrigerado a ar. Para não dizer que melhoraram outras coisas, pegaram ferramental aposentado do México e puseram na brasileira para melhorar o acesso a um motor que se projeta mais para cima que o antigo boxer:

    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/90/Brazilian_Watercooled_Kombi_Engine.jpg

    Chegando o fatídico 2014, conhecemos a história de cor: a VWB ficou tão atrasada em relação ao resto do mundo que pular direto para a T5 seria pedir para haver uma disparada de preço, ainda mais que aquele produto está em fim de ciclo de vida e só deu a vez recentemente para a T6 por essa ser um tapa-buraco para dar mais tempo de fazer a T7, essa sim mudança de geração de fato e que de repente pode de fato preencher o vácuo deixado pela descontinuação da T2c.
    Enquanto isso, o vácuo só não foi preenchido ainda direito porque a Mercedes meteu a faca legal no preço da Vito para cá trazida da Argentina, que na versão furgão custa “apenas” R$ 104.990 e que nas versões de passageiros parte de “somente R$ 129.990, mas se você quiser algo guiável com CNH B vai precisar partir para a versão Luxo, que soma mais R$ 10 mil:

    http://www.autossegredos.com.br/wp-content/uploads/2015/10/Fam%C3%ADlia-Vito.jpg

    De repente a Mercedes se liga e também passa a fazer umas Vitos com motor 2.1 a diesel da Sprinter (que por ser propulsor nacional pode até não ficar tão mais cara que o modelo Otto) ou uma versão Comfort com oito lugares, que poderia ficar mais barata e acessível a quem quer um veículo de passageiros. Enquanto isso, outros fabricantes sequer notaram que possuem produtos que se encaixam perfeitamente ao contexto do vácuo da Kombi ao menos quando falamos de dimensões externas:

    http://gomotors.net/photos/4e/95/toyota-hiace-30d_2df36.jpg?i

    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2f/NISSAN_NV350_CARAVAN_front.JPG

    No caso da PSA, se alguém tiver um lampejo e lembrar que a plataforma EMP2 também será produzida na Argentina poderá ter algo com chances de preencher o vácuo da Kombi com ainda mais facilidade que a Vito:

    http://s2.glbimg.com/RRX9y2xrBy5srJhHvJr2V8yh0W4=/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2015/04/06/peugeot-foodtruck-002_1.jpg

    http://3.bp.blogspot.com/-OAnuh7ExNew/VZMhccnO_XI/AAAAAAABB3E/7fXmABiZljQ/s1600/Citroen-Jumpy-Van1.jpg

    Se passarmos para a Hyundai-CAOA, ela tem um veículo que ao menos em parte preenche o vácuo da Kombi se pensarmos em preço, mas aí com a vantagem de o motor ser a diesel. E totalmente guiável por quem tem carteira B, sendo uma das razões de seu sucesso:

    http://www.dapevel.com.br/hb/carros/md/images/hr/destaque.jpg

    Se pensarmos em pegar essa parte frontal e mudar tudo da coluna B para trás, fazendo uma carroceria inteiriça e fechada que pudesse ter versões de carga ou passageiros, teríamos praticamente o preenchimento completo do tal espaço que a Velha Senhora deixou desocupado. Um implemento no qual as pessoas não querem viajar tão cedo assim dá inclusive uma ligeira noção de como poderia ficar um furgão derivado do HR:

    http://1.bp.blogspot.com/-2l1L3CLHq2U/Tobl5FLWpRI/AAAAAAAAAc4/yJKBD1njmeI/s1600/Imagem0742.jpg

    Como se pode ver, estamos em uma situação não de se vamos preencher o vácuo da Kombi, mas quando, bastando que dê um clique na cabeça de algum ser humano dentro desses fabricantes.

  • Marcelo

    O gol G4 com airbag, não sei se existiu, mas a saveiro G4 com airbag existiu porém ela tinha o painel da G3.

  • CorsarioViajante

    É isso mesmo! Meu carro tem o 2.0 8v e na prática se sente isso…

  • Állek Cezana Rajab

    Eu ainda prefiro a VW às outras marcas nacionais e algumas importadas.

    • docontra

      azar o seu…

  • Danilo Grespan

    O Up não vende bem porque, na opinião da maioria, é um carrinho feio por fora, feio por dentro, e que não vale o que custa. Não é minha opinião, mas se vocês fizerem uma pesquisa entre consumidores comuns de carros, é o que vai dar para boa parte. Acredito que a VW poderia até ter tentado agradar melhor à mais gostos, sendo um pouco menos “radical” em alguns mercados como o nosso. Na Europa mesmo, o Up, FIAT 500, Smart, etc, não são maioria, então não adianta vir com essa de que o povo das américas deveria aceitar carros compactos por serem tendência, porque para mim não são. São solução para grandes cidades? São tanto quando encher de ciclovia. Sou daquela opinião que gosto é gosto, e cada um tem o direito de ter o seu… então eu, apesar de gostar MUITO de hatches, prefiro um pouco mais de “volume” e beleza padrão.

    • Maycon Correia

      Aqueles bancos não servem para pessoas baixas! Quando é recuado e o encosto fica reto o topo dele bate no teto forçando a cabeça das pessoas para baixo. Além de ser feio é ruim. Não acredito que não tenham lembrado que colocaram os bancos parecidos na linha 1979 e 1980 em passat e variant II e tiraram pois não era bom para todos.

  • Sinatra

    Só digo uma coisa: Crown Victoria brasileiro.
    Não deixou substituto, o que é uma pena.

  • LucianoNR

    Mecanicamente os VW são excelentes, confiáveis e agora, modernos. Ninguém em nível nacional chega perto da dupla DSG + TSI, sem falar na dirigibilidade geral acima da média. Mas a VW demorou para sentir o mercado, foi conservadora demais. Seu design não é feio, é bonito, mas não apaixona. E no Brasil, onde nos últimos anos a classe C pode comprar seu carro, ela quer mostrar que subiu na vida, e carro para essa turma via de regra é status. O HB 20 todo estiloso e conectado via internet faz mais sucesso. Todos apresentaram suas soluções multimidia e “adventure” bem antes. Pergunte para um jovem (principalmente meninas) qual primeiro carro desejam?? Quase nunca será um Gol. Outros mais “descolados” vem na frente, mesmo que possam ser inferiores mecanicamente (e contra o Gol a maioria é até mais moderna).

    • CorsarioViajante

      É, agora pegue um Gol e coloque o 1,4 TSI e o câmbio de seis marchas nele. Ou mesmo use o 1,6 16v em todas as versões 1,6 e não só nas de topo. Melhor ainda se tivessem feito isso com um carro bom de dinâmica como o Polo. Muita gente ia balançar. Mas como você disse, a VW se esforçou ao máximo em tornar o Gol um carro desinteressante e com custo x benefício questionável.

  • Cristiano

    Só espero que, depois desse texto, o colunista e o site não sofram boicote como sofre o Best Cars depois das críticas à GM (isso em 2008).

    • Ilbirs

      Não acho que depois do escândalo mais recente a VW esteja em posição de dar uma de fricoteira como a GM dá com o Best Cars.

  • Fat Jack

    A traseira do modelo de argila me lembrou de imediato a do novo Ka pela existência do vinco horizontal logo abaixo do vidro.
    (Ctrl+c/ctrl+v?)

  • Derek

    Quanto a posição de dirigir, tenho 1,86 m e não tive problemas com o up!… consigo achar mais de uma posição confortável inclusive, graças a regulagem de altura do banco e do volante.

    • Ilbirs

      No caso o Domingos está falando do espaço traseiro do up!, em que alguém de 1,80 m ficaria com as pernas abertas para conseguir se acomodar. Pode ser que haja diferenças de proporcionalidades corpóreas entre pessoas de mesma altura e nessa, alguém consiga ficar com as pernas mais fechadas na traseira do carrinho talvez por ter fêmures mais curtos.

      • Derek

        Ele falou da posição de dirigir também: “Já na frente, foi adotada uma posição de dirigir bem estranha para que o mesmo caiba…”.

        Para quem pensa em comprar um Up!, aqui vai minha proporção é 90/96 (90 cm de tronco e 96 cm de perna): http://www.ehow.com.br/medir-relacao-perna-corpo-como_29090/

    • Domingos

      Caber, cabe. Mas aí para quem senta atrás fica complicado, como o Ilbiris disse.

      E não acho que fique uma posição gostosa para o motorista mesmo jogando o banco aos extremos.

      Foi a única coisa que me marcou negativamente na versão brasileira do carro – a alemã é bem pior!

  • BBW

    A Volkswagen Brasil parece não se importar com nosso mercado. Ao comparar carros da concorrência nas concessionárias, é impressionante como as revendas de Renault, Ford, Hyundai e etc, se esforçam pra negociar, enquanto na VW é aquela coisa: “O preço é esse, quer ou não quer?”. Sem falar na política de preços deles. Alguém já viu o preço de um CrossFox completo?
    A VW tem produtos muitas vezes superiores em qualidade do que Toyota, Honda e Hyundai, mas os depenam quando os vendem no Brasil, e praticam preços e pós venda iguais aos de 30 anos atrás. Lamentável.

  • Ilbirs

    No caso da VW, ela falhou ao vender o peixe do up! inclusive no fato de que esse carro é por dentro tão espaçoso quanto o Gol AB9 que substituiu, com a vantagem dos 20 a 30 cm a menos que o tornam mais fácil de estacionar.
    A outra falha, mas aqui em nível mundial, foi a de não fazer a plataforma NSF com o motor central-traseiro que os conceitos iniciais previam:

    http://img2.netcarshow.com/Volkswagen-Up_Concept_2007_1024x768_wallpaper_12.jpg

    http://www.upownersclub.co.uk/wp-content/uploads/VW-UP-Concept-11.jpg

    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0d/Volkswagen_Space_Up_concept_DC.JPG

    http://www.thetorquereport.com/volkswagen_space_up_concept_image011.jpg

    Veio a VW com aquela desculpa esfarrapada de que o veículo ficaria muito sensível a ventos laterais, quando sabemos que a real era a de que queriam aumentar o compartilhamento de peças com o resto da linha. E isso porque sabemos ter sido a marca de Wolfsburg a maior vendedora de todos os tempos de veículos com motor atrás, além de ter uma histórica parceria com uma certa Porsche que tem altíssima experiência acumulada de fazer carros com motor atrás ficarem pouco sensíveis a ventos laterais.

    Fica inclusive a impressão de que pediram, vamos assim dizer, aos 25 do segundo tempo, que o up! tivesse motor dianteiro se considerarmos dois detalhes marcantes da plataforma NSF:

    1) O cofre estreito, compatível com um estágio do projeto em que aquilo era um porta-malas dianteiro e, desobrigado de considerar a existência de homocinéticas, pôde ter caixas de roda que permitissem maior ângulo de esterçamento das rodas:

    http://www.papoecarro.com.br/wp-content/uploads/2014/03/volkswagen-up-engine.jpg

    2) O batente surpreendentemente alto da tampa traseira, a ponto de precisar da tal bandeja para uma plataforma de carga plana, como se lá originalmente tivesse sido pensado em outras épocas para abrigar um motor:

    http://www.dezeroacem.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/02/Volkswagen-up-2015-Brasil-porta-malas-save.jpg

    Lembremos que tanto o up! brasileiro quanto o europeu têm um buraco de estepe capaz de abrigar um pneu de medida normal. É praticamente dizer algo como “aqui jazia um motor”.

    E por que falo do erro de não ter havido um motor central-traseiro como originalmente previsto? Pelo fato de que a frente desocupada não só permitiria mais zona de deformação como também mais aproveitamento de espaço interno, isso sem falar do protótipo space up! que já previa esse maior espaço interno.

    A NSF, se fosse seguir o que originalmente se planejava para ela, poderia basicamente ter uma seção traseira mais ou menos fixa, onde ficaria o motor, com o resto todo variando. Inclusive tenho a nítida impressão de que aquele espaço traseiro, uma vez que desobrigado de prever esterçamento de rodas, poderia inclusive abrigar motores maiores e nessa dar também espaço para alguns veículos maiores que ficariam mais a cara de uma VW retrô sem que se perdessem as vantagens (aqui usando as projeções do Du Oliveira, que muito bem captou a coisa toda):

    http://2.bp.blogspot.com/_ujipR-D4AHY/TCKd3YVAAmI/AAAAAAAAEKU/gjzDBdXXBL0/s640/fusca001.jpg

    http://4.bp.blogspot.com/_ujipR-D4AHY/TCKfoAKnbqI/AAAAAAAAEK8/kanft7qBnsI/s640/fusca006.jpg

    http://3.bp.blogspot.com/_ujipR-D4AHY/TCKb29WPxCI/AAAAAAAAEJs/3KlYZeIuNng/s1600/Fusca002.jpg

    http://2.bp.blogspot.com/_ujipR-D4AHY/TCKb6GKx9WI/AAAAAAAAEJ0/VS1WpJJ_7Bs/s1600/Painel03.jpg

    http://1.bp.blogspot.com/_ujipR-D4AHY/TCOXgn1xH5I/AAAAAAAAELU/cD8R0QxaWIA/s1600/fusca011.jpg

    http://4.bp.blogspot.com/_ujipR-D4AHY/TCOWMMqCTBI/AAAAAAAAELE/JTX95APMsa8/s640/pedeboi.jpg

    http://3.bp.blogspot.com/_ujipR-D4AHY/TCKeW1W_avI/AAAAAAAAEK0/GcYxSETe7Hw/s1600/Fusca010.jpg

    Com certeza seria um projeto bem mais interessante que aquele Golf VI com carroceria arredondada feita no México. E se pensássemos também nesse lance de uma plataforma na qual só a seção traseira ficasse inalterada, com todo o resto podendo mudar, também poderíamos ter tido a solução para o vácuo da Kombi (novamente dando todos os créditos ao Irmão do Décio):

    http://4.bp.blogspot.com/_ujipR-D4AHY/TPg-acbm7qI/AAAAAAAAFM8/LoJ7roUu3Ho/s1600/Kombi01_1024.jpg

    http://3.bp.blogspot.com/_ujipR-D4AHY/TPg-p0vOSdI/AAAAAAAAFNA/ilHWfLsTfc4/s1600/Kombi_tras01_1024.jpg

    http://2.bp.blogspot.com/_ujipR-D4AHY/TPg_VnQ1H9I/AAAAAAAAFNE/Oo10PQ-nOsc/s1600/Kombi02_1024.jpg

    http://3.bp.blogspot.com/_ujipR-D4AHY/TPg_fcLg8iI/AAAAAAAAFNI/2HmlzkCj2ao/s1600/Kombi_escolar.jpg

    http://3.bp.blogspot.com/_ujipR-D4AHY/TPg_wg8928I/AAAAAAAAFNM/_wwMbwbfnzM/s1600/Kombi_furgao.jpg

    http://4.bp.blogspot.com/_ujipR-D4AHY/TPg_2ZVfj5I/AAAAAAAAFNQ/pR0HkMmhpuE/s1600/kombi_painel.jpg

    http://4.bp.blogspot.com/_ujipR-D4AHY/TPhCCrK-7II/AAAAAAAAFNg/2BlidthpGU4/s1600/kombi_stet.jpg

    http://3.bp.blogspot.com/_ujipR-D4AHY/TPkwpNprsAI/AAAAAAAAFOY/Hv_9Fi2zl6g/s1600/kombi_steto_1024.jpg

    http://4.bp.blogspot.com/_ujipR-D4AHY/TPhApcoLKqI/AAAAAAAAFNc/a3OHsMMl4b0/s1600/kombi_4x4_1024.jpg

    http://3.bp.blogspot.com/_ujipR-D4AHY/TPkJIn1dtKI/AAAAAAAAFOU/HCfmwE7UJH4/s1600/Kombi+Picape01_1024.jpg

    http://3.bp.blogspot.com/_ujipR-D4AHY/TPkxEVx5CZI/AAAAAAAAFOc/UVTi_MH_pa8/s1600/Kombi_pic02.jpg

    http://3.bp.blogspot.com/_ujipR-D4AHY/TPzv8EyNCwI/AAAAAAAAFOk/LVYo1HnyJ5k/s1600/Kombi_Bau_1024.jpg

    http://4.bp.blogspot.com/_ujipR-D4AHY/TPhEZPSESYI/AAAAAAAAFNo/ZVf_v6V3Kvw/s1600/kombi_caracol1024.jpg

    Porém, ficamos com uma plataforma que por ora está com muita cara de beco sem saída, ainda mais tudo indicar que o Taigun subiu o telhado. Uma possibilidade para ela seria a de que o novo Gol fosse feito sobre a mesma, ainda mais quando vemos que as medidas do Taigun regulam com as do Gol atual exceto na altura. Porém, sabemos que o próximo Gol será MQB, o que acaba deixando a NSF ainda mais isolada dentro do grupo, quando muito bem poderia ser mais bem aproveitada.

    • Domingos

      Esse Space Up teria sido justamente o que faria um sucesso arrebatador.

      Correria o risco de tirar o Gol completamente de linha, inclusive.

      E sim, pareceu um corte de custos de última hora que estragou bastante do brilho do up!

      Aí sim, com esse espaço de carro compacto moderno (o AB9 como referência não é bom, não tinha bom espaço), o preço maior dele seria pago com prazer.

      • Ilbirs

        Quando falo do espaço interno do up! sendo comparável ao de um Gol AB9, falo em uma boa luz, no sentido de ser um carro subcompacto com espaço de carro compacto. Com certeza o up! é internamente mais espaçoso que o Uno da atual geração.
        No caso do space up!, esse é só um dos carros que deixamos de ter com essa decisão, a meu ver equivocada, de passar o motor da plataforma NSF para a frente.

        • Fernando Bento Chaves Santana

          Na prática o up! é mais apertado do que o atual Uno. Estive dentro de um e com motorista e passageiro medianos instalados nos bancos dianteiros, o espaço do bando traseiro é quase tão ruim quando o da Strada CD, as pernas praticamente ficam encaixadas no espaço entre os bancos dianteiro e traseiro. A largura interna também é ruim. Atrás o ambiente chega ser claustrofóbico (imagino como ficaria o ambiente com uma cadeirinha de criança). E isto ocorre porque, ao contrário do Uno original, o carro tem laterais bem volumosas (confira a soleira das portas) que são o sinal de uma carroceria robusta e resistente aos testes de impacto. Acredito que o up! reedita os carros urbanos no Brasil, como anteriormente fizeram o Twingo e o Ka original. O up! um carro para no máximo dois adultos e duas crianças, mas pensado para circular na maior parte do tempo com duas pessoas. Nos anos 90 estes city cars foram inadequados por que a demanda era por veículos pequenos, mas aptos para transportar uma família, hoje há mais mercado para carros para jovens solteiros e casais sem filho, com boa renda e dispostos a pagar um bom preço por um carro pequeno e em equipado. O relativo sucesso do Fiat 500 é uma prova deste nicho. Trata-se de um excelente carro urbano, mas é inadequado como tradicional veículo familiar polivalente. Aliás, para este segmento de carros acessíveis faz falta um legítimo sucessor para o pequeno grande Corsa Sedã, que com seus parcos 4 metros ainda é uma boa opção de carro familiar barato.

          • Domingos

            O problema é quererem vender o carro justamente para o público geral, que não é solteiro ou sem filhos.

            Na Europa mesmo, com a crise, isso não é estratégia certa. Se deve ter esse tipo de carro a parte, com um compacto que realmente possa levar uma família com conforto atendendo ao mercado geral.

            Ninguém quer pagar apenas 1.000 euros a menos que o concorrente que leva sua família sem aperto.

            E a linha Corsa foi mesmo das mais felizes do Brasil. A SW também, era brilhante como carro familiar acessível e compacto.

  • Ilbirs

    Ponha-se aí na conta o custo de vida, mais alto aqui do que em Belém. Em São Paulo muita gente tem carro mais velho porque precisa ter grana para pagar aluguel e/ou prestação do imóvel. Aí fica a velha questão de prioridades e, como bem sabermos, existirem carros velhos que dão pouca manutenção (vide a boa quantidade de Hondas e Toyotas com mais de dez anos de uso que encontramos nas ruas paulistanas, muitos deles praticamente sem exibir muitos sinais da idade).

    • Domingos

      Exatamente. Fora que a frota é mais bem mantida no geral se considerar justamente os usados, que por lá têm tendência a terem sido simplesmente descartados em troca de novos ou então não foram tão bem mantidos antes da troca.

      Assim por aqui tem mais opções de um bom usado, que ajuda na economia.

  • docontra

    Achei bom. Não torço pela VW. Ela é a capitã de pintar e bordar com o consumidor aqui. Bem feito. Azar o dela. Eu que não compro seus carros a muitos anos ( o ultimo foi um santana 2.0 confortline 2006 semi-novo comprado em 2007 para resistir a roça) não vou sentir a menor diferença se ela sumir.

  • Bruno Passos

    LucianoNR, com todo respeito e sem querer iniciar uma guerra, pois não sou desse tipo de leitor, ouso discordar. Inicialmente informo que tenho um VW Gol na família e assumo que é um carro que muito admiro e, caso um dia venha a ter um motor TSI, provavelmente terei o meu próprio, só não o terei se a Ford trouxer o Ecoboost para o Ka ou New Fiesta.
    No meu ponto de vista a Volkswagen possui veículos com carrocerias muito bem montadas e robustas, mas não é uma marca perfeita. Assim como nenhuma outra é, pelo menos as que produzem carros populares. Seus veículos são confiáveis sim, mas não se esqueça dos milhares de motores EA-111 que foram trocados com menos de 10.000Km rodados, do atual escândalo dos motores diesel e, apenas para citar mais um exemplo de que sua mecânica não é tão perfeita assim, veja o caso dos dois up! TSI no youtube que estão com problema no motor com menos de 1.000km rodados. Não quero denegrir a imagem da marca, pelo contrário, admiro muito seu carros; Se quiser podemos lembrar das falhas mecânicas dos motores E.torq da Fiat, do recall branco das travas de válvulas no Chevrolet Onix (verifica no clube do Onix sobre o assunto), do câmbio PowerShift da Ford… e por aí vai.
    Estive há cerca de um mês no VW Driving Experience, onde tive a oportunidade de dirigir um up! TSI e um Golf GTI, ambos máquinas maravilhosas e prazerosas de guiar. Concordo com o o alegado sobre a eficiência da dupla DSG + TSI, mas discordo sobre esse discurso (muito dito em um blog bem parcial que só favorece veículos da marca alemã) de que a classe C tem culpa por ter poder de compra agora e só pensar no estilo do carro e por aí vai. Para mim carro é emoção, e o design faz parte da emoção! Para muitos não auto-entusiastas e mal informados (o que não é o nosso caso, espero) às vezes um visual agressivo é mais que suficiente para fazê-los felizes, já que não importa se sob o capô vai ter um propulsor da década de 1980 ou um novíssimo “downsized” (eu sei, o termo correto é downsizing).
    Quanto à dirigibilidade dos veículos VW, considero-a excelente, mas não acima da média como dito. Você já dirigiu um Ford? Nem vou fazer meu comentário, apenas veja o comparativo no site BestCars entre o Ka 1.5 e o up! TSI e observe quem teve o melhor comportamento dinâmico.
    Grande abraço!

  • Daniel S. de Araujo

    Isso teve o nome do presidente da Volkswagen em 2003/2004. Ele foi o responsável pela depenação do Gol G4.

  • Ricardo kobus

    Bóris.
    Eu vejo uma trapalhada maior da Volkswagen no lançamento do gol “bolinha” não ter feito um voyage com a carroceria G2. No meu ponto de vista ali foi um erro maior ainda, pois seria um bom carro em vez do pólo classic, um ótimo carro também mas de mecânica complicada para época.

  • Maycon Correia

    É uma sucessão de erros ao pensar que seu produto vende sozinho! Na conjuntura atual eles começaram errando ao lançar o Gol G4, continuaram errando ao tentar melhorar o motor EA111 com acelerador eletrônico para gerar mais potência e menos inércia, onde afinaram os mancais do virabrequim ele perdeu a resistência que tinha, isso no VHT do G5 e Fox. Falando em Fox, um carro menor que Gol, mais caro que esse e tentando obter um sucesso que nunca veio! Já ouvi dizer que o lançaram por aqui acaso, visto que era apenas para ser produzido e exportado.

    Os erros deles vem desde sempre! Quando, compraram a Vemag, matando seus carros com medo de algum concorrente tomar o mercado, quando lançaram a linha 1600 4p, Variant e TL, esses tinham alguns defeitos crônicos que nunca foram sanados, infiltração pela caixa de ventilação, onde carros zero já molhavam dentro no transporte da fábrica para as revendas, e ali muita gente não quer saber de vw até hoje. Quando lançaram o Passat e aquela alavanca que engatava ré invés da primeira, e aqueles bancos que ficavam em uma posição desconfortável para motoristas baixos, quando lançaram uma Kombi antiga apenas com vidro aumentado e motor pouco maior, quando gastaram rios de dinheiro para trocar a Variant por um Brasilhão, de motor traseiro ainda, e não uma mecânica de Passat para concorrer com a Belina II e Caravan 2.5.
    Quando fizeram a besteira de lançar o Gol 1300 para a crise de petróleo que não veio… Quando viram que ia ser um mico colocaram um motor 1600… Minha humilde opinião era ter sido lançado com o motor 1,5 do Passat. Depois em lançar o Santana como carro do topo e deixar o Passat em linha. Seria bom ele ter sido Passat, talvez hoje estivéssemos no Passat b7 nacional!. Aí em 1987 fecharam o acordo para a Autolatina. Onde melhoraram os Ford, pioraram os VW, e ainda colocaram uma linha de carros que não precisavam: Apollo e Logus Pointer. Erraram ao não mostrar a maneira certa de cuidar dos 1.0 16v, erraram por manter projetos arcaicos vendendo apenas pelo nome e confiança na marca, e erraram muito em nunca ter atualizado a Kombi para hoje ter um utilitário confiável e sucesso de vendas!
    Se eles trabalharem o seu público fiel, acredito que voltem ao topo. Pois basta olharem o que seus concorrentes estão fazendo e fazer bem melhor. Como sempre fizeram.

    • Marcio Rocha

      Rapaz… Comentário TOP!!!

  • Carlos A.

    Revistas da época apontavam como vantagem o ajuste a altura do banco do motorista de série, eu também não notei nada tão significativo nisso durante quase 2 anos com o carro, outra coisa que era bem ruim na minha opinião era o retrovisor externo do lado direito de tamanho diferente (menor) que o do lado esquerdo, sempre achei muito ruim pois prejudicada o campo de visão.
    Quero aproveitar para deixar claro que no geral essas pequenas coisas desde essas características do carro e até essa história de faturarem o carro errado e a VW nunca ter dado atenção sempre me perturbaram durante a convivência com esse carro.

  • WSR

    Temos que lembrar que o mercado era fechado naquela época. Sem concorrência externa, as fábricas deitaram e rolaram.

    “Comparados com os carros do mundo desenvolvido, os carros brasileiros são verdadeiras carroças”, disse Collor, naquela época.

  • Meu pai teve um 2004, prata, 1.8.
    A única reclamação que tenho a respeito do carro, é em relação aos para-choques. Um Vectra 2004, bateu na traseira, rapaz, o para-choque afundou totalmente, o Vectra só abriu uma rachadura no para-choque, mas tinha uma espuma dentro. E foi uma batida, leve. Fora isso, bom carro.

    • Aurelioreisf

      Os para-choques traseiros dos Santanas (último modelo) tinham um problema crônico de “desalinhamento espontâneo de para-choque traseiro”.
      Desafio qualquer um a encontrar um Santana com para-choque traseiro alinhado e sem deformação, por mais imaculado que o carro seja.

  • CorsarioViajante

    Essa projeção é muito legal! Dá mesmo vontade de ter uma… rs

    • Ilbirs

      Essa seria uma Kombi que ninguém teria vergonha de desfilar por aí. Agradaria do Heródoto Barbeiro ao pequeno comerciante, passando aí pelo consumidor comum.
      Porém, como já disse antes, aqui dá para ver nitidamente o tamanho da bobeira que foi terem dotado a plataforma NSF com motor dianteiro. A julgar pelo porta-malas do up! e a impressão de que seu batente alto, plataforma de carga que só fica plana se tiver uma bandeja reposicionável e caixa de estepe normal na realidade só existem porque originalmente se pensava em ficar por lá o conjunto mecânico, tenho a nítida impressão de que caberia um EA211 1.6 16v sem problemas, algo que daria perfeitamente para ser motor básico tanto dessa Kombi quanto desse Fusca que só existem em projeções:

      http://i1.r7.com/data/files/2C95/948E/3261/B832/0132/687D/164A/5816/vw-up-2-g-20110914.jpg

      http://quatrorodas.abril.com.br/galerias/imagens/653_up_19.jpg

      E aí, como já disse antes, seria só mesmo questão de ir mudando o que estivesse adiante desse conjunto motriz e tendo pontos de montagem de suspensão que permitissem tanto algo mais leve quanto algo condizente com uma Kombi.
      O mais interessante das projeções da Kombi foi que o Du Oliveira previu uma série de usos que conhecemos na história da Kombi (passageiros simples, lotação com quatro fileiras, caçamba, furgão), mas também um chassi-cabine que nunca existiu de fato na Kombi que conhecemos e que muito facilitaria usos com alterações mais extensas, como aquelas que eram usadas para distribuir o cigarro Hollywood e que tinham todo o compartimento para além da coluna B modificado para ficar o mais quadrado possível.

  • agent008

    Fiz auto-escola em um Fiesta, daqueles últimos pré-Camaçari, que carro acertado! Nem tinha direção hidráulica mas não fazia falta. Alavanca de mudanças que eu achava estranha de tão alta, com o pomo igual ao XR3 ’89 que tivemos na família. Mas que ficava na altura certinha, que carro gostoso. Lembro de estar feliz por não fazer as aulas no Gol GII…

  • Jad Bal Ja

    O caso mais estranho para mim foi a Kombi, a VW simplesmente teve 40 aos para desenvolver um substituto e não o fez. Largou um nicho da qual tinha praticamente o monopólio entregando este de bandeia para a concorrência que colocou “qualquer” coisa no lugar, desde minivans chinesas genéricas ate a Fiat Doblò.

    Outro caso estranho foi o Voyage. Por que diabos saiu de linha? Só depois de anos a VW percebeu a burrada e relançou o carro.

  • Sílvia

    Olá Boris ! Olha , se eu fosse da turma da VW , como marketing e publicidade , criaria uma “Fórmula UP!/Turbo , nem que fosse apenas por um ou dois anos . Aí sim , a coisa mudaria de conversa .

  • Ggvale Vale

    Colega , muitas vezes criticamos o não lançamento de um modelo ou outro . A questão é que são feitos estudos de viabilidade , gastos com ferramentas , treinamento da rede e outros custos que inviabilizam o lançamento de certos modelos .

  • Rafa2810

    Vejo a Volkswagen hoje como a 4º força entre as quatro grandes…talvez com vaga ameaçada pela Hyundai com o sucesso estrondoso do HB20.

    Verdade é que a marca evoluiu muito mal nas últimas três décadas, sobretudo por fazer uma leitura muito equivocada do mercado, acreditando que quem comprava Volkswagen nos anos 80, compraria pra sempre.

    A Volkswagen é, há pelo menos 15 anos, a marca que menos inova no mercado nacional…matando produtos icônicos sem sucessores à altura (Santana e Kombi) e descontinuando outros sem razão aparente (o lapso na linha Voyage, ou a morte inexplicada da Parati na geração 5 da família Gol).

    Hoje, a marca traz para o mercado um inexplicável salada de motores (dois 1.0 e dois 1.6 para as mesmas linhas de carros) alguns produtos altamente defasados em relação aos concorrentes (Gol) ou mal posicionados (up!) e uma política de preços incompreensível, capaz de fazer um CrossFox completo, com projeto de quase 15 anos atrás, custar mais caro que um Golf de entrada…

    Enfim. É uma sucessão de erros absurdos para um mercado tão grande e expressivo como o do Brasil e que parece que vai perdurar por tempos ainda.

    A Volkswagen não se mexe…não renova a linha, não divulga os melhores produtos adequadamente (conheço gente que sequer sabe do lançamento da Golf Variant até hoje), não abaixa preço…apenas assiste as demais concorrentes crescendo e dominando o mercado.