Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas LARGUE O TELEFONE E DIRIJA!!! – Autoentusiastas

Chega a dar pena  de ver o trânsito, a entidade  circulatória das cidades, sendo maculado por esse tipo de mau comportamento  tão comum.

As causas são muitas, e na maioria das vezes, o assunto tratado via aparelho eletrônico pode esperar um tempo sem nenhum tipo de prejuízo para o motorista, que tem a obrigação moral de dirigir com atenção ao veículo e no fluxo de trânsito. Todo mundo sabe, mas poucos praticam a parada em local fora da via caso seja necessário utilizar o telefone móvel. Quem faz isso é quase tratado como um ser alienígena.

É normal quem critica esse tipo de comportamento da conexão a qualquer momento ser tachado de  antiquado, chato, até mesmo retrógrado. Se você, como eu, sabe os motivos pelos quais  é importante dirigir bem, o mais rápido possível e sem atrapalhar os outros, não se incomode de ouvir esse tipo de crítica. Elas são equivocadas.

Sempre me recordo da explicação técnica do porquê as autoestradas alemãs não terem limite de velocidade em grande parte de suas extensões. Não se trata de prazer de acelerar tudo que der, nem de apostar corrida com outros carros. É uma simples regra democrática. Todos tem direito de usar a estrada. Se eu estou dirigindo por ela,  e quanto mais rápido eu usar, outros poderão fazer a mesma coisa. Em outras palavras, anda-se rápido para abrir espaço para outros motoristas que precisam passar pela estrada. Simples, lógico e prático.

Ao longo da história da mobilidade passamos por várias fases mais ou menos ruins no que se refere à qualidade do ato de conduzir veículos. No começo era tudo difícil. Carros complicados, ruas cheias de cavalos, estradas de terra e lama. Tivemos melhorias em todos os setores, nos veículos e nas vias, e vieram os exagero na velocidade, os desleixos na condução dos veículos e na conservação das vias, e tudo ficou pior.

O que vivenciamos hoje é um contraste forte entre ruas, avenidas e estradas complicadíssimas e carros muito fáceis de serem dirigidos, com comandos bem posicionados que não requerem força física nem habilidade especial,  visibilidade ajudada por equipamentos modernos, como câmeras de ré e alarmes de proximidade e outros itens de conveniência até mesmo redundantes.  Dadas essas facilidades, a maioria dos motoristas passa a usar uma boa parte de suas capacidades cerebrais para fazer mais alguma coisa, já que o carro não as entretém ou satisfaz.

Nesse ponto os telefones de múltiplas funções, que são mais computadores pessoais do que telefones na verdade, chegaram para deixá-las  felizes em não mais gastar tempo apenas dirigindo. Elas se conectam aos seus “espertofones”  e se desconectam quase totalmente de seus veículos, apreciando ao máximo os câmbios automáticos, sensores de estacionamento, freios com ABS e outras mordomias da vida atual. O mais impressionante é que dizem se sentir seguras mesmo dirigindo dessa forma, distraidamente, pois sabem que os carros tem airbags. Como se eles garantissem a vida em qualquer tipo de acidente.

Muito provavelmente o resultado da pesquisa feita na cidade de São Paulo, divulgada no dia 23 de setembro passado — dia em que o Código de Trânsito Brasileiro completou 18 anos — tem muito a ver com esse uso indiscriminado e exagerado dos smartphones. A pesquisa mostrou que 43% dos motoristas aprovam as reduções de velocidades permitidas que vêm sendo impostas pela  Prefeitura, completamente à revelia de consultas a quem tem o poder do título de eleitor. O universo pesquisado foi ridiculamente pequeno, de apenas 700 pessoas, e destas,  53% reprovam as reduções, mostrando que o bom-senso ainda prevalece nesse assunto, enquanto os restantes 4% não sabem se aprovam ou não, algo inacreditável provindo de um motorista que use as vias dessa cidade.

Supõe-se que as velocidades menores sejam apreciadas por tanta gente (43%, repito) também por facilitar o uso dos telefones espertos, infração que é muito pouco averiguada e gera um número baixo de autuações frente à quantidade de gente que a comete. Claro que o uso do famigerado filme escurecedor de vidros é responsável por deixar escapar do olho da lei essa autêntica irresponsabilidade. Uma desgraça leva a outra, nesse caso.

O resultado é aquele que descrevi no começo desse texto, mas vai muito mais além, com carros parados após semáforos abrirem, filas de carros imobilizados por alguém mais à frente que não viu que o fluxo voltou a se mover pois está de olho grudado na tela de seu aparelho,  sinalizações sendo ignoradas pois não foram captadas pela visão e cérebro do motorista, que para evitar ser multado por excesso de velocidade, anda mais devagar do que é permitido, gerando lentidões sem motivo real, e por aí afora.

A lista de problemas causados por quem  dirige e usa telefone ao mesmo tempo é infindável. Um deles chega a me causar gargalhadas. Já vi muitas vezes manobras sendo feitas em estacionamentos, garagens e até mesmo em vagas nas ruas que demoram uma eternidade, e presenciei os autores das trapalhadas com mãos ocupadas segurando telefones. É impressionante a capacidade de não perceber que está atrapalhando a coletividade, meio que dando uma banana a quem tem horários a cumprir, e fazendo sua manobra sem pensar no que está ao redor. E ainda dizemos que somos um povo solidário. Só se for depois da desgraça consumada.

Se pensarmos nos motivos desses comportamentos, veremos que estão  muito ligados com não apenas o que se aprende ao começar a dirigir e que vai evoluindo com o tempo, mas antes disso, com a educação que se recebe na família e na escola, desde criança. Se formos ensinados a respeitar o direito alheio para sermos também respeitados, é quase certo que seremos motoristas que tem uma programação mental coletiva, ou seja, a noção que um só pode prejudicar muitos, e isso é ruim para todos, até aquele que se considera mais esperto.

Mas se os ensinamentos da infância nos levaram a considerar que ninguém é melhor ou mais importante do que nós mesmos, o resultado dessa atitude que fica no subconsciente irá gerar  motoristas egoístas, um dos comportamentos mais nocivos ao trânsito que podem existir.

No meio desses problemas arraigados em muita gente que até é muito boa fora de um carro, mas tem a mania de usar o telefone todo tempo enquanto dirige, os políticos aproveitam para criar dificuldades para todos, e criar fontes de renda fácil, como todos sabemos.

Por tudo isso, se você usa seu smartphone freqüentemente ao dirigir, largue ele por meia hora e preste atenção nos veículos que atrapalham o fluxo. Muito certamente você irá entender um pouco melhor o prejuízo que essas pequenas máquinas causam ao nosso cotidiano de usuários da mobilidade. E lembre seus conhecidos, parentes e amigos: largue o telefone e dirija.

JJ

Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

  • CorsarioViajante

    O celular é mesmo o grande vilão da distração, mas certamente não é o único, sendo outros motivos que causam os mesmos efeitos:
    – programar o GPS (móvel ou fixo) com o carro em movimento
    – retocar maquiagem ou ESCOVAR OS DENTES (já vi inúmeras vezes!)
    – carros com comandos pouco ergonômicos ou mal posicionados de rádio ou ar-condicionado, isso para não falar da terrível idéia para a engenharia (e maravilhosa, para o marketing) de associar estes controles, que precisam ser táteis, à centrais multimídias sensíveis ao toque como no novo City. Como não se pode “tatear” o botão, é preciso olhar para ele e… Pronto!

    • Arruda

      Pois é, nem precisam ser as telas táteis, todo mundo elogia ar-condicionado com comando digital, mas não troco por nada o meu “analógico”. Ajusto velocidade, direcionamento e temperatura praticamente por instinto nas chaves seletoras.
      Já o carro da patroa com o tal ar digital leva no mínimo o triplo (ou mais) do tempo para ajustar e conferir os dados na telinha. Eta avanço tecnológico!

      • CorsarioViajante

        Acho que depende. No caso do meu carro, por exemplo, o visor é digital mas os botões são todos analógicos. E eu praticamente só uso a função “auto”, onde girando um botão escolhe a temperatura e pronto.

      • Davi Reis

        Exatamente, com o tempo se decora onde o comando deve estar. Em alguns carros, é mais fácil ainda, inclusive. Nos VWs de alguns anos para cá o comando sempre aponta para baixo quando a ventilação é para os pés, para o topo quando é para o pára-brisa e assim por diante.

      • Domingos

        É que é mais “sexy” a telinha, o digital, o toque etc.

        Por isso que não se faz um carro ou nada que preste ouvindo opinião de quem não entende, de mulher etc.

        Henry Ford estava certíssimo quando disse que se dependesse de opinião de cliente ainda estaria fazendo carroças.

    • ochateador

      Escovar dente no carro?
      Como diabos o sujeito irá enxaguar a boca?

      • CorsarioViajante

        Boooooa pergunta!!! Bizarro demais!

  • Lemming®

    Excelente texto! Só podia ser aqui no Ae!
    Já vi vários. Direção errática, aparentemente sem saber para onde vai, baixíssima velocidade, comendo as faixas e por aí vai…
    E obviamente com os sacos de lixo nos vidros para ninguém ver que o imbecil está mandando SMS ou teclando pelo WS…#sqn

    • Roberto

      Tem muita gente que coloca película nos vidros com a alegação de ter mais “privacidade” enquanto dirigem. A meu ver, muitos usam esta desculpa para poderem ficar penduradas no celular sem o risco de serem flagradas pelos agentes de trânsito.

      • CorsarioViajante

        Sempre me perguntei qual a necessidade de tanta “privacidade”… É para usar o celular? Usar drogas? Fazer sexo? Tirar meleca do nariz?
        A única vez que senti falta de “privacidade” no carro foi uma vez que precisei dormir no estacionamento enquanto esperava minha esposa e o banco de trás estava ocupado.

      • Davi Reis

        Essa coisa dos vidros escuros é mesmo curiosa. Nos vidros de trás, ao padrão americano/europeu, tudo bem, mas é incrível como tem gente que gosta de andar completamente selado. Recentemente fiz uma viagem ao interior (leste de MG), e muitos de meus familiares se espantaram bastante ao ver um carro sem películas nos vidros. Comentaram que o último carro sem isso que haviam visto por lá era o do meu pai, comprado em 1994… Reparei que até mesmo os carros bem antigos rodam por lá com os vidros bastante escurecidos, coisa que não é lá muito comum aqui em Belo Horizonte. Entendo que elas amenizem o calor em uma região estupidamente quente, mas será que não seria melhor escurecer apenas os de trás e colocarem uma daquelas proteções de painel (que são horrendas, mas ainda melhores do que andar com tudo no “blecaute”)?

    • Domingos

      Bem notado. A moda dos carros com vidro filmado escuro tinha acabado em São Paulo e agora voltou.

      Com certeza é pela chance de poderem ficar usando essas porcarias o tempo todo trazida pelas baixas velocidades.

  • Esse não é um problema exclusivo dos brasileiros, mas… Aqui, como ninguém se importa com o outro, apenas consigo mesmo, eles digitam, falam, tiram selfies e mais e não estão preocupados se o carro está saindo da trajetória, se está indo rápido demais ou devagar demais… Os outros que se danem. Não é problema meu. O outro que desvie. O outro que passe pela direita. O outro que reclame com o Papa. Pensamento recorrente, coisa de todos os dias. Ao volante ou fora dele. Infelizmente… Que tristeza, isso aqui… 🙁

  • RMC

    Nos Estados Unidos há placas à beira das rodovias recomendando aos motoristas que não digitem durante a direção (“PLS DNT TXT N DRV”) e, mais recentemente, informando que duas autuações por essa infração levam à perda da habilitação.
    Estão certíssimos e gostaria muito que tais regras também fossem adotadas por aqui.
    Quanto a falar ao celular, entendo que caso o cidadão disponha de um bom aparelho com reprodução em viva voz, não há prejuizo. Considero situação análoga a um diálogo com outro passageiro que esteja presente no veículo.

    RMC

  • Mr. Car

    Juvenal, a introdução do seu post bate direitinho com a minha experiência pessoal. Toda vez que vejo um carro andando de maneira estranha e errática, ou mesmo se arrastando em uma via onde o trânsito está fluindo bem, sem nenhum motivo para alguém andar bem abaixo da velocidade dos outros, faço uma aposta comigo mesmo: “está falando ao celular”. Quando o ultrapasso e olho para o lado, se a ausência de “sacos de lixo” nos vidros dele permitir, não dá outra: em 99% das vezes ganho a “aposta comigo mesmo”, pois o motivo daquele comportamento estranho é mesmo um sujeito (ou sujeita) de blá blá blá ao celular.
    Abraço.
    Para pensar: “O homem morre como nasce: sem cabelos, sem dentes, e sem ilusões”. (François Marie Arouet = Voltaire)
    Para ouvir: https://www.youtube.com/watch?v=_TgqO4V8Vyo

  • Carlos Mauricio Farjoun

    Vivo falando para minha esposa… Larga o WhatsApp e presta atenção no trânsito! A cada parada em semáforo ela pega o telefone e esquece da vida. Quando estou com ela, vivo dizendo: “Abriu!” enquanto ela está distraída com o iPhone. Não há nada tão urgente, exceto alguma emergência médica envolvendo um ente querido, que não possa esperar de 10 a 20 minutos para ser respondido.

    • Diney

      Faça igual eu, desci do carro de um amigo e fui de transporte público. Após o fato, parou de usar.

      • Juvenal Jorge

        Diney,
        boa essa ! adorei !

    • Juvenal Jorge

      CMF,
      exatamente, se for prioridade ou emergência, telefona-se rapidamente se a pessoa não responder às mensagens escritas.

  • Luciano Ferreira Lima

    Faz me lembrar de outra matéria daqui do AE se não me engano do Sr Sharp no qual um motorista em seu Porsche foi multado por simplesmente desembrulhar uma balinha de menta, porém nos casos em que se usam o celular dirigindo parece que tais motoristas tem blindagem no quesito multa. Dois extremos de casos de injustiça que chegam a dar nojo.

  • Bárbaro! Falou tudo, de maneira clara e direta.
    Várias vezes quase sofri acidente por causa desse tipo de gente… sim, acreditem, tem gente que tecla no WS a 110 km/h numa BR… é muita irresponsabilidade!

  • Roberto Alvarenga

    É comum em SP, especialmente em horários de pico: o cidadão pára no semáforo vermelho e saca o celular para olhar as mensagens. O semáforo fica verde e o cidadão não vê. Aí começa o buzinaço.

  • Avatar

    Juvenal,
    Sua teoria é comprovada facilmente na prática: de tão baixos os limites impostos por essa gestão malfeitora que se baseia no improviso, os idiotas que tem compulsão por falar ao telefone ao dirigir sentem-se mais seguros por saber que os demais que se dedicam ao ato de dirigir não passarão tão rápido por eles. Essa é só mais uma prova da visão distorcida desse (des)governo que busca somente atuar de forma paliativa e improvisada ao invés de atacar a raiz do problema.
    Esse lixo de prefeito e seu cupincha da Tattolândia, jamais gastarão dinheiro para que os motoristas ruins e desatentos sejam orientados enquanto eles puderem fazer o caminho inverso: igualar os demais na incapacidade de dirigir de forma rápida e de quebra aumentar a arrecadação.
    Cada vez que tenho que trafegar por grandes avenidas de São Paulo hoje a 50 km/h onde antes andava-se a 70 km/h (pré Kassab, ainda), sinto que perco um dia de vida do total que me foi destinado por causa do nervoso e revolta que sinto. Tudo por causa das imposições dessa administração que governa na base da canetada.
    Minha última esperança é que ano que vem apareça algum candidato que seja Homem com H e enfrente, inclusive, a mídia de massa (que impressionantemente não se opõe às sandices do Raddard) dizendo que reverterá toda essa papagaiada de “SP 50 por hora”.
    Àqueles “especialistas” e “otoridades” que dizem haver melhora no trânsito ao reduzir o limite de velocidade, lhes desafio a tirarem a bunda da cadeira e dirigir pelas ruas da cidade. E sem essa de que o trânsito não deixa sequer chegar a 50 km/h, pois o tráfego de São Paulo não se resume à Av. dos Bandeirantes ou Radial Leste em horário de pico…
    É, pessoal, se pensarmos bem, só mesmo fazendo muitas outras tarefas enquanto se dirige para suportar trafegar a 50 km/h na Jacu Pêssego, uma via sem lotes lindeiros, sem semáforos, com passarelas, duplicada, ou seja, uma verdadeira rodovia ligando São Paulo a Mauá cujo limite passou para os cinquentinha…
    Ainda bem que nenhuma rodovia cruza o município de São Paulo, caso contrário teríamos que viajar a cinquentinha também…

    • Marco

      Mas é preciso que as vias sejam reformadas também. Andei por São Paulo hoje, pela região do Cambuci e Barra Funda. Em muitas vias, o limite é 50 km/h, mas mesmo com o trânsito razoável as condições do asfalto não permitem andar a mais de 40 km/h. Tem lugar que dá pena passar com o carro.

      Noutras vias, que dá para desenvolver uma velocidade boa e segura, sempre tem um mané segurando o trânsito a 40 km/h (velocidade de painel). Ou seja, o limite é ridiculamente baixo, e ainda assim, os tontos se arrastam na pista…

      Sobre os cinquentinha. Agora, o trecho entre Ricardo Jafet e Rod. dos Imigrantes, que antes era 90 km/h, agora é 70 km/h.

      • Domingos

        O principal efeito das medidas de manipulação, das medidas da doença/esquerda, são espirituais.

        O paulistano passou a ser retardado ao dirigir. É isso mesmo. Se é 40 ou 50, o cara passa a 30 e ainda por cima invadindo faixa.

        Até os motoqueiros passaram a dirigir como se estivessem com problema, embora no caso deles uma redução da velocidade com que passam por entre os carros acaba sendo bem vinda.

        Tem gente passando a 30 de painel, o que é seus 27 km/h ou menos, em avenidão de 4 faixas…

    • Domingos

      Perfeito. E essa do trânsito reduzido é daquelas mentiras de gente que tem que usar babador de tão loucas, que são típicas da esquerda.

      Agora se você sai domingo às 8 da noite pega “bolinhos” de trânsito, que ainda por cima te acompanham por todo o trajeto, já que não é possível ultrapassá-los pois te bloqueiam ou existe algum limite tão baixo que não permite isso.

      A prefeitura mesmo mentindo tanto não consegue esconder isso, portanto pediram para que simplesmente não se divulgue mais os índices de congestionamento diariamente e efusivamente – como havia sendo feito há uns bons anos.

      A coisa é tão feia que nem na mentira eles ganham. É como na Argentina, que aliás é a mesma fenomenologia que a nossa.

    • Ilbirs

      Volto aqui a bater naquela tecla de:

      1) Deixe o Waze sempre ligado (para avisar com antecedência dos radares) e algum aplicativo que permita programar velocidades. No meu caso, sabendo dos 7 km/h de tolerância dessas máquinas arrecadatórias, programei velocidades com 4 km/h de tolerância e mesmo assim noto que sou mais rápido que a maioria dos motoristas desta cidade;

      2) Não votar em ninguém do PT nem em quem for de outros partidos ligados ao Foro de São Paulo (PSB, PDT, PC do B, PCB, PPS, PPL);

      3) Não votar em nenhuma linha auxiliar do Foro de São Paulo (PSOL, PSTU, PCO, Rede);

      4) Prestar muita atenção a manobras políticas aparentemente de ruptura com o Foro de São Paulo. Nada é mais estranho do que Marta indo para o PMDB;

      5) PSDB é o PT que fala “por obséquio”, sendo a outra lâmina de uma estratégia das tesouras gramscista, vide Fernando Henrique defendendo Dilma;

      6) Preocupar-se com candidatos aparentemente oposicionistas de fato, mas que podem ser candidaturas “cristianizadas”, que existem propositadamente para perder, mas não sem antes dividir a base dos eleitores contrários ao PT e ao Foro, de maneira a conseguir levar pelo menos um candidato da patota ao segundo turno, na pior das hipóteses para eles, ou mesmo as duas lâminas da tesoura. Tenho cá minhas suspeitas que o Datena entrando no PP e possivelmente sendo candidato, sabendo-se que ele já elogiou o Lula, seja essa tal candidatura divisionista;

      7) Não cair nem deixar os outros caírem no conto das passeatas “espontâneas” e “apartidárias” que pedem “mais amor”, pois essas são ferramentas fora do ambiente da política partidária para promover campanha de assassinato de reputação de algum candidato que esteja à frente de algum do Foro de São Paulo e depois recebem em troca alguma contrapartida (vide o pessoal do Existe Amor em SP, que organizou passeatas contra o Russomanno, ganhando uma cadeira no Conselho da Cidade);

      8) Desconfiar totalmente de pesquisas, ainda mais se apontarem uma subida meteórica de candidato do Foro de São Paulo. Pode ser que essas pesquisas estejam na prática servindo para criar um cenário que confirme o que urnas da Smartmatic queiram dizer.

  • Fat Jack

    Perfeita análise!
    Hoje chego a sentir saudades de quando esses “motoristas” (na verdade usuários “beta” de veículos automotores) falavam ao celular, pois pelo menos as vistas eles mantinham na estrada, hoje a situação é CAÓTICA (pelo menos em se falando da capital paulista), basta uma pequena passagem pelas marginais para notar que a maioria – infelizmente não estou exagerando – trafega de olhos e mãos fixos nos “incomodofones” e mentes no “mundo digital”, enquanto isso barbarizam no “mundo real”: bloqueiam o tráfego, fecham motociclistas, acessam saídas no último instante (cortando várias faixas ao mesmo tempo), demoram para andar quando da abertura dos semáforos e por aí vai, e a cereja sobre o chantilly é que acham tudo isso absolutamente normal!!!
    Confesso não ter feito a ligação deste comportamento com a “aprovação” dos novos limites de velocidade, mas me parece bastante razoável (para não dizer provável).
    Deixe-me somente divergir de você numa menção:
    “…É impressionante a capacidade de não perceber que está atrapalhando a coletividade…”
    JJ, perceber a grande maioria das pessoas percebe, tanto que via de regra quando percebem que serão “encaradas” fazem de conta que não nos viu…, na verdade elas não se importam, se importam somente com o seu tempo… a arrogância das pessoas está atingindo níveis inacreditáveis (e neste caso lamentavelmente em todas as esferas, níveis acadêmicos e financeiros), de minha parte prefiro ser um neandertal educado a um “ultra-evoluído” desses.
    Por essas e por outras que havendo condições, abandonarei a capital para morar no interior, não se está a salvo lá (óbvio), mas creio que a situação ainda não chegou nos atuais padrões da capital…
    Eu detesto ter de mexer no celular enquanto dirijo, tanto que costumeiramente aviso quando estou chegando ao carro e o mantenho desligado (foi a forma que eu achei de esquecer que ele existe enquanto estou ao volante), religando pouco antes de chegar em casa só pra saber se há algo de importante…

  • Marcelo R.

    JJ,

    Concordo com todo o texto. Porém, quero destacar esta parte:

    “Sempre me recordo da explicação técnica do por quê as autoestradas alemãs não terem limite de velocidade em grande parte de suas extensões. Não se trata de prazer de acelerar tudo que der, nem de apostar corrida com outros carros. É uma simples regra democrática. Todos tem direito de usar a estrada. Se eu estou dirigindo por ela, e quanto mais rápido eu usar, outros poderão fazer a mesma coisa. Em outras palavras, anda-se rápido para abrir espaço para outros motoristas que precisam passar pela estrada. Simples, lógico e prático.”

    O prefeito e os 43% que concordam com essas velocidades de tartaruga, precisam se conscientizar disso.

    Um abraço!

    • Juvenal Jorge

      Marcelo R.
      Não vai dar. Se conscientizar dessa verdade requer a cultura democrática, e o que acontece em São Paulo hoje é o contrário: autoritarismo total.

  • Bruno L. Albrecht

    falando um pouco desse percentual de pessoas que aprovam a redução das velocidades, vou dar meu pitaco. eu não uso as marginais no meu dia a dia (não preciso), mas hoje usei. O que percebi é que com a velocidade mais baixa, o trânsito ficou mais perigoso. Antes, andando a 80-90km/h, estávamos em um nível de velocidade semelhante ao das motos, pois elas passavam nos corredores com uma diferença pequena (10km/h?). Hoje é muito pior! Todos andam a 60-70 km/h e as motos passando com uma diferença de 30, 40 km/h!!! O perigo de acidente é muito maior! sem contar que velocidades mais baixas ainda permitem ao motorista fazer diversas outras coisas além de dirigir (olhar a paisagem, o trem passando do lado, responder as mensagens do celular, programar o GPS etc) com uma segurança psicologicamente maior (está bem, mais devagar, vai ter mais tempo pra reagir, o tempo para parar será menor etc).

    Olha, esse prefeito e sua gangue são patéticos

    O Brasil é um circo mesmo…e nós é que somos os palhaços

    • Juvenal Jorge

      Bruno,
      e com velocidades mais baixas se anda naturalmente mais próximo dos outros veículos, um convite a acidentes.

  • Rafael Alx

    “O que vivenciamos hoje é um contraste forte entre ruas, avenidas e estradas complicadíssimas e carros muito fáceis de serem dirigidos, com comandos bem posicionados que não requerem força física nem habilidade especial”

    Pior que é verdade, antes dirigir era mais “roots”: era direção sem assistência, embreagem pesada, marcha escapando se o carro era velho e mal-cuidado, ficar controlando o carro no afogador para o motor não morrer (se fosse a ácool), pino de porta pra travar e destravar, manivela dos vidros, quebra-vento, flanela para desembaçar o pára-brisa na chuva, fora outras manhas que você ia criando com o carro, principalmente se ele já era bem sambado…

  • Newton ( ArkAngel )

    O celular é o menor dos problemas. Pego a SP-270 diariamente, e absolutamente todos os dias vejo pessoas dirigindo com uma revista aberta sobre o volante.

  • Arruda

    Texto perfeito.
    Tenho viva-voz via Bluetooth no carro e atendo eventuais telefonemas sem nem mesmo tirar as mãos do volante. Ainda assim procuro ser o mais breve possível. Mesmo no viva-voz a conversa tira o foco da atenção de onde tem que estar, no ambiente ao redor do carro.

    • Roberto

      Pior que a falta de inteligência de muitos pessoas é tanta que é comum ver motoristas falando e segurando o celular com uma das mãos dentro de carros que possuem este recurso.

  • guest

    Parabéns pelo texto irretocável, JJ!

    Se eu estou dirigindo por ela, e quanto mais rápido eu usar, outros poderão fazer a mesma coisa. Em outras palavras, anda-se rápido para abrir espaço para outros motoristas que precisam passar pela estrada. Simples, lógico e prático, mas isso não vale como conceito na física petralha.

    • Juvenal Jorge

      guest,
      é isso mesmo !

  • Cláudio P

    Perfeito JJ. É impressionante como pessoas, até mesmo maduras, se rendem aos “encantos” de um smartphone mesmo ao volante. Criou-se até uma contradição moderna. De que adianta um viva-voz integrado ao multimídia do carro com Bluetooth se as pessoas não querem mais falar? Somente mensagens por WhatsApp, postar fotos e outras besteiras. Um bando de marmanjos se comportando como crianças. Não sei onde mais isso tudo ainda pode chegar. Só sei que será cada vez pior.

  • JeffRL

    Meio OFF, não tem a ver com o celular, mas lembrei por ter entendido que as pessoas mesmo sabendo que estão atrapalhando o trânsito, não estão nem aí.

    Algum tempo atrás vinha eu trafegando de moto, e muito à frente vi um veículo Fox preto “dançando” na via em velocidade muito abaixo do permitido. Já imaginei que poderia acontecer qualquer coisa se eu tentasse passar do mesmo sem chamar a atenção para me mostrar presente. Ao chegar mais perto, vi que o veículo começou a sair da pista e quando estava meio carro fora comecei a buzinar e dar sinal de luz para alertar. No momento achei até que poderia ser alguém de idade mais avançada dirigindo, ou passando mal, ou algo do tipo, e então resolvi continuar seguindo o para quando pudesse verificar o que estava acontecendo. Foi assim por alguns km, quando começamos a entrar no perímetro urbano e encontramos um acostamento e o motorista do tal carro resolveu encostar e eu também. Parei do lado, e ao abrir a porta do veículo, uma menina menor de idade desce do colo de um menino embriagado aparentemente menor de idade também, com mais uma menina no banco do carona.
    E eu me preocupando com o que poderia estar acontecendo ou acontecer.. Se soubesse antes, teria parado e chamado a policia na hora.

    • Domingos

      Fez bem em não ter passado. Se o fizesse, deveria fazer o mais rápido possível e depois de algumas buzinadas e sinais de luz.

      Uma vez quase dormi numa volta de viagem onde fiquei muito tempo dirigindo e acontece isso mesmo: o carro fica indo de um lado ao outro enquanto você dirige inconsciente e se alguém passar ao lado, nem vai ser visto e acaba causando uma colisão.

      Naquele dia, graças a Deus, um motorista de um Gol percebeu e fez o mesmo que você. Não só evitou uma batida como acabou com as faroladas e buzinadas me acordando.

      Ficou bem aprendida a lição de não dirigir com sono. É uma das coisas mais perigosas que tem.

  • Roberto Neves

    Sou um dos “loucos” que param no acostamento (com o pisca alerta ligado, claro) para falar ao celular, quando isso é indispensável. Em movimento, nem tiro o treco do bolso.

    • Quando eu estou dirigindo, costumo ouvir música razoavelmente alta. O telefone está lá, ligado, então se alguém ligar, vai tocar. Mas muitas vezes eu nem ao menos escuto. Se escuto, vejo se o local tem acostamento ou algum local de parada. Se tiver (e tiver como parar), encosto. Se não, só em casa, ou quando der pra parar.

  • REAL POWER

    “LARGUE O TELEFONE E DIRIJA!!!”
    Perfeito JJ.
    Eu já não suporto mais ver pessoas dependentes de um celular. Bando de zumbis. Estou praticamente com tolerância zero em relação ao uso exagerado do celular e das redes sociais, que na verdade estão, sim, destruindo a sociedade. Pessoas sentadas ao redor de uma mesa falando com todos do resto do mundo , menos com que está a sua frente. Dirigindo e não podendo esperar chegar em casa , ao trabalho ou parar o carro para ver a última postagem no WhatsApp ou Facebook. Não, eu não aceito. Estive de férias nos últimos 30 dias, totalmente afastado do mundo digital, e ele não me fez falta. Curti as férias falando pessoalmente com os amigos e parentes. Ainda não sou o único. Tenho muitos amigos que simplesmente não dão tamanha importância para o celular. Rimos muito quando falamos do assunto, de como somos verdadeiros dinossauros na era digital. As pessoas estão cada vez mais individualizadas e vivem num mundo onde até um simples beijo no rosto não sabem mais o que é. Mas cada pessoa encontra o que procura.

    • RoadV8Runner

      Considero surreal essa cena comum de várias pessoas sentadas em uma mesa de bar ou restaurante, mas de olhos vidrados nos “espertofones”. E o complemento, a cereja do bolo, é ficarem tirando selfies ou fotografando o prato de comida para postarem nas redes (anti-)sociais. Impressionante, deixam de viver o momento presente, o mundo real, por conta de “notoriedade digital”…

    • Juvenal Jorge

      Real Power,
      para começar a melhorar é necessário piorar ao máximo, já que o bom senso é quase inexistente para a maioria.
      Nada como ser minoria nesse assunto “conectividade”.

  • Wagner Michelon Scaglione

    Há uns três anos, fiquei sabendo de um rapaz amigo de minha prima que morreu na Rodovia dos Bandeirantes trocando mensagens no celular com a namorada.

    • Mingo

      Lei de Darwin sendo aplicada!

    • Caso famoso na mídia foi a menina imbecil que estava a 190 km/h num Gol (acho que a velocidade era essa) e resolveu tirar uma foto do velocímetro com o celular – e, se não me engano, uma selfie também. Perdeu o controle do carro e chapou o carro numa pilastra de viaduto. Claro que morreu.

      Darwin Awards pra ela.

  • Carlos

    JJ,
    excelente e pertinente texto! Incluo o absurdo que tenho presenciado que são motociclistas utilizando smartphone ao pilotar.
    Também já desviei de carro ziguezagueando entre faixas (uma zelosa mãe com sua criança na cadeirinha) e “atenta” no seu smartphone. E como também costumo caminhar, em algumas oportunidades tive o prazer de dizer DESLIGA ESSA PORCARIA para alguns/algumas motoristas que estavam com o vidro baixado.
    abs
    Carlos

    • Carlos Mauricio Farjoun

      Ah, quando eu vejo isso eu emparelho do lado e solto uma sonora buzinada, para dar susto mesmo. Ali não é hora e nem local de ficar no celular.

      • Juvenal Jorge

        CMF,
        somos dois !

      • Faço o mesmo sempre que posso. Mas muitas vezes a anta atrás do volante não se dá por achada. Ou nem presta atenção.

  • Caio Azevedo

    Inclusive todo mundo que é a favor da redução e viu o número de mortes cair nas marginais se acomodou. Essa queda no número de mortes precisa ser monitorado por muito tempo, pois eu acho que esse efeito positivo é um efeito inicial que se perderá com o tempo. Conforme os imbecis vão se acostumando com as novas velocidades, mais imbecilidades vão fazendo.

  • Leonardo Mendes

    Meu calendário tem uma marcação em vermelho todas as quartas-feiras: é o Dia Pessoal Sem Celular, onde meu aparelho fica desligado por 24h.
    Acreditem: faz um bem para a alma que só vendo.

    Meu carro atual tem Bluetooth… admiro demais a praticidade que o sistema traz mas, ao mesmo tempo, fico incomodado quando noto que a chamada se estende por mais de 2 minutos.

    • Juvenal Jorge

      Leonardo Mendes,
      parabéns pela iniciativa. Eu passo vários finais de semana sem computador, e também faz um bem danado à minha cabeça.

    • Mingo

      Putz, nem celular eu tenho. Devo ser o cara mais feliz da humanidade…
      Vantagens de ser um velhinho gagá com apenas uns 4 ou 5 amigos do peito. Hoje tem gente se gabando que tem mais de 500 conhecidos no Facebook, mas nunca conversou pessoalmente com nenhum deles. É dose…

      • Leonardo Mendes

        Só tenho smartphone por falta de opção mesmo.
        Quando fui procurar um aparelho com as mesmas características do meu finado GT-C3200 (fazer e receber chamadas) não encontrei um que me agradasse como aquele me agradou.

        WhatsApp é outra coisa que me aborrece… incrível como as pessoas tem tempo e (falta de) assunto para ficar naquele negócio.

  • Paulo Roberto de Miguel

    A pessoa demora a arrancar no semáforo verde porque estava postando que “o trânsito tá todo travado”…

  • Penso que a multa por dirigir usando o celular merece um substancial reajuste. Não que seja o ideal, uma vez que não inibe 100% do uso.

    • Juvenal Jorge

      Awaked,
      uma noite de cadeia, sem uso de smartphone, faria milagres !

  • João Carlos

    Sempre tive essa consciência de não atrapalhar ninguém. Às vezes deixei até de fazer alguma conversão ou baliza em locais em que vejo que o transtorno para os que vêm atrás será muito grande.

    Mas a lição mais importante que todos temos que ter é: use a via o menor tempo possível, ou seja, ande o mais rápido possível. O que tem de tranca-ruas (http://autoentusiastas.com.br/2012/04/o-dono-da-rua/ ) gente que não anda e não deixa os outros andarem, não é brincadeira

    • Paulo Roberto de Miguel

      Eu faço a mesma coisa. Se vejo que minha manobra vai causar muito atraso eu mudo o plano e faço a conversão em outro lugar, mesmo que às vezes dê mais trabalho.

  • Rafael Alx

    Lembrei de um episódio que presenciei: no dia que um caminhão basculante enroscou a caçamba erguida na ponte do Piqueri (Marginal Tietê) o trânsito ficou infernal, primeiro por causa da pista central totalmente interditada, e em segundo por causa da curiosidade dos demais motoristas (como em todo acidente).

    Quando passei exatamente do lado do referido acidente, um motoqueiro começou a andar na minha frente numa velocidade ridiculamente baixa, para que ele pudesse sacar o celular do bolso e tirar a foto do caminhão.

    Pelo menos ele acelerou depois disso, só faltava ele querer postar em alguma rede social ou por mensagem naquele momento…

    • Juvenal Jorge

      Rafael Alx,
      é ridículo mesmo, é a cultura do “eu postei primeiro”. Pura ansiedade.

    • Domingos

      A mania, a necessidade de tirar foto de TUDO hoje ainda vai ser classificada como uma tara ou uma doença.

      Não é possível que as pessoas não tenham nem mesmo senso do ridículo.

      Um dia um motorista desmaiou numa rua perto de casa. O sinal fechou, abriu e nada dele movimentar o carro. Estava com a cabeça caída.

      Muitos foram ajudar, mas quem estava lá? O tirador de fotos. Um grupo de duas meninas achou aquilo a maior graça e só pensava em ficar tirando fotos no lugar de ajudar.

      Não é à toa que até a voz delas era irritante. Isso é de um espírito fútil e imbecil como poucas coisas.

    • Paulo Roberto de Miguel

      Nem olho os acidentes, mas o pessoal adora ficar observando… talvez por alguma curiosidade mórbida, não sei.

  • João Guilherme Tuhu

    Esse é um problema gravíssimo no trânsito de hoje. Deveria ser punido com mais do que uma multa. Vale tipificar como crime.

    • Juvenal Jorge

      João Guilherme Tuhu,
      sim, deveria ser como nos EUA, autuação, direto para o juiz, e uma noite de xilindró para lembrar para sempre.
      Nas reincidências, pena passa para o dobro da anterior, progressão geométrica, 2, 4, 8, 16, 32, 64….

  • guest

    E mais: todos passaram a andar “colados” uns nos outros. Se precisar mudar de faixa, só forçando… se precisar brecar, já era!

  • Nora Gonzalez

    Juvenal, excelente texto. O que muitos acham que é multitarefa, como mandar uma mensagem do carro no sinal de trânsito fechado, na verdade não é fazer duas coisas ao mesmo tempo; simplesmente se alternam tarefas. Quando se muda o foco, o cérebro é forçado a parar e se reorganizar. E, claro, demora-se mais para sair com o carro quando o sinal abre. Cada pequeno retardo é como apertar o botão de pausa durante um filme: demora-se mais para ver o filme inteiro e ainda não temos o entendimento pleno por problemas de continuidade. Sem falar que quem está atrás não tem nada a ver com isso e não merece ficar esperando, não?

    • Juvenal Jorge

      Perfeito Nora, e a comparação com a pausa em um filme é perfeita, nunca tinha percebido isso dessa maneira.

  • Lucas

    Eu sinceramente não entendo como alguns conseguem fazer isso. Eu simplesmente não consigo fazer algo mais complexo que me distraia da condução do carro. Essa gente deve ter alguma capacidade de pipelining que eu não tenho. E se levam bronca por causa disso ainda acham ruim.

  • RoadV8Runner

    Excelente texto. Fico impressionado com a quantidade de motoristas que não desgrudam o olho dos “espertofones” (gostei dessa!). E eu já nem vejo muitos falando, é olhando para a tela mesmo, provavelmente conferindo mensagens no Whatsapp.
    Eu sou totalmente das antigas. Meu “espertofone” fica com a conexão à internet desligada. Só a ligo quando vou usar para alguma coisa. E em meu aparelho novo não caí na besteira de configurar e-mails, Facebook e afins, pois me irrita sobremaneira ficar ouvindo 94985 notificações ao longo do dia quando alguma coisa é publicada ou enviada. Ou então ter que esperar uma eternidade para que todas essas 94985 atualizações sejam carregadas quando se ativa a conexão com a internet. Para mim, essa mania de ficar conectado o tempo todo é doença…

  • Milton Evaristo

    Boa parte dos fabricantes de congestionamentos são pessoas que estão “contribuindo” com o Waze pra dizer que o trânsito está congestionado.

    Semáforo abriu, e ele lá contribuindo. A fila andou, e ele lá contribuindo. Câmera de 50 km/h e ele passa a 40 km/h… e contribuindo.

    • Juvenal Jorge

      Milton Evaristo,
      estou rachando de rir aqui com o seu comentário, atrapalhando e contribuindo, hahahahha. Muito boa, adorei.

  • Erik Cavalcanti

    Ué, vim aqui ler os comentários apenas para ver o Bob Sharp clamando que “quem não sabe dirigir e usar o celular ao mesmo tempo não deveria dirigir”. Mas não achei…

    Parabéns pelo excelente texto JJ.

  • Carlos

    Off topic,
    sejamos otimistas nem tudo está perdido!

    Carlos
    ps.se alguém souber me dê as dicas de como postar vídeos nos comments.

  • pkorn

    Que tal uma faixa alaranjada nas vias de São Paulo, para as pessoas que estejam precisando falar ao celular? [ironic mode on]

  • Erik Cavalcanti
    Continua valendo o que eu disse. Os editores podem ter opiniões diferentes sobre determinado assunto, como não?

    • Erik Cavalcanti

      Claro que podem, e parabéns pela imparcialidade. É que é muito bom ver uma pessoa que tem o status de editor expor uma opinião bem parecida com a minha, mesmo depois de ter sido tratado como criança revoltada, por você e seus fãs incondicionais, por expor a mesma opinião que o JJ aqui expôs. Sou um admirador seu, mas não incondicional. Por intermédio de seus textos aprendi muito, e parei para pensar em assuntos que não tinham minha atenção antes de me tornar leitor do Ae, removi os “sacos de lixo” dos vidros dianteiros do meu carro, percebi que extintores de incêndio não são tão necessários, atentei para a real culpa da velocidade nos acidentes, dentre outros. Mas jamais concordarei com frases suas como a que citei no meu primeiro comentário, nem quando você brada orgulhoso que fumar não faz mal porque o fumo não fez mal a você. Aliás, você continua devendo o vídeo que sugeri, e você disse ser uma boa idéia, aquele similar ao que você já publicou, ensinando como dirigir e segurar o volante adequadamente, porém, desta vez, com um celular em uma das mãos. Seria bem didático para as pessoas que, assim como eu, não possuem a habilidade de dirigir e falar ao telefone sem desviar sua atenção, e que portanto, segundo sua opinião, não seriam dignas de portar uma CNH. Novamente, parabéns pela imparcialidade.

  • João Carlos

    O problema maior é digitar texto. Falando vai depender de cada um. Eu falo mal, pois redobro a atenção no dirigir; mas tem gente que faz o contrário, aí complica.

    • Juvenal Jorge

      João Carlos,
      é o que eu disse: se a pessoa se preocupa em não atrapalhar os outros, fica difícil falar, pois a atenção fica muito mais no trânsito.
      Digitar texto deveria ser fortemente punido.

  • Caio Azevedo

    É só o motorista do caminhão dar a seta para avisar quem quer ultrapassá-lo. Seta para esquerda não pode. Seta para direita pode.

    • Vagnerclp

      Sim, porém tem muito motorista que não sabe desta mensagem de sinais, rs.

    • Domingos

      Alguns países invertem esse sinal. É perigosíssimo!

    • Agnaldo Timóteo

      Lamento amigo, mas não aconselho essa medida.

      Não posso confiar minha vida, nem dos meus, ao outro tampouco dizer para que outros o façam. Infelizmente já vi seres malignos que, sadicamente, provocam acidentes graves, saem ilesos e rindo.

      Sempre confie em você. Se está difícil ultrapassar, paciência, espere a oportunidade e vá, com segurança sempre, deposite sua confiança no outro.

  • Vagnerclp

    “Se eu estou dirigindo por ela, e quanto mais rápido eu usar, outros
    poderão fazer a mesma coisa. Em outras palavras, anda-se rápido para
    abrir espaço para outros motoristas que precisam passar pela estrada.
    Simples, lógico e prático.” Pego o ônibus (em sp capital) todos os dias pra ir trabalhar e tem um folheto do “jornal do ônibus” escrito mais ou menos assim: ” a diminuição da velocidade na cidade reduziu os congestionamentos em 6%. Menor velocidade, maior fluidez no trânsito”. Já pensei em tirar uma foto e enviar para o Bob.

    • Juvenal Jorge

      Vagnerclp,
      o mais incrível é que essa Prefeitura Fernandística desconsidera a crise econômica que fez diminuir as viagens na cidade, e acha que engana os idiotas eleitores.

    • Domingos

      Muitas dessas medições são fora do horário de pico, onde entram questões como as que o Juvenal falou.

      De fato o movimento de final de semana em São Paulo por exemplo tem sido MUITO menor que o normal.

      Até nas próprias elocubrações de mentiras deles eles não são capazes mais de esconder o que acontece.

  • Domingos

    É doença mesmo. E tara emasculada. O maior problema do mundo é faltar homem e mulher.

  • Domingos

    A melhor coisa é ter todo o acesso à informática mas sem smartphone. Ou ao menos usando ele exclusivamente em locais fixos – sua casa, seu trabalho etc.

    Ficar conectado o tempo todo é mais uma distopia.

  • Juvenal Jorge

    Erik Cavalcante,
    obrigado.

  • Juvenal Jorge

    Lucas,
    não tem capacidade maior que de ninguém, apenas não se preocupam em dirigir mal. Nós (eu, você e muitos outros) nos preocupamos, e nos revoltamos com o desleixo da maioria.

  • juvenal jorge

    Domingos,
    a falta de assunto interessante na conversa de muitas pessoas gera essa tara fotográfica, pois aí, com as fotos, se tem assunto.
    Como sempre digo para meus amigos e parentes: Tantos livros, tão pouco tempo.

    • Domingos

      Exatamente. No fim isso futiliza as pessoas, que na verdade já estão fúteis por sua vez também.

      As pessoas são tão do extremo das aparências e vaidades que sobra apenas isso mesmo. Fica como se fosse um bando de gente anônima, sozinha, porém reunida.

      É como se estivessem juntas mas ninguém estivesse por lá.

  • Juvenal Jorge

    Paulo Roberto de Miguel,
    parabéns, esse é o procedimento correto e de cidadão respeitável. Além do mais, é mais seguro.

  • Juvenal Jorge

    Caio Azevedo,
    e andando mais devagar, se anda mais próximo de outros veículos. Quando alguém bobeia, vários batem.

  • Juvenal Jorge

    RoadV8Runner,
    tirar foto de comida e postar nas redes é o cúmulo da falta de assunto.

  • Juvenal Jorge

    Roberto Neves,
    meus parabéns, continue assim.
    Um abraço

  • Juvenal Jorge

    Domingos e JeffRL,
    já aconteceu comigo, cochilo breve dirigindo, mas acordei assustado rapidamente, ninguém buzinou. É coisa de matar de medo. A única coisa a fazer é parar e descansar um pouco.

  • Juvenal Jorge

    Cláudio P,
    deve ter sido falta de brinquedos na infância.

  • Juvenal Jorge

    Arruda,
    há algumas semanas entrei numa discussão enorme via e-mail sobre esse fato do Bluetooth. Eram mais ou menos 5 amigos me massacrando, todos dizendo que usam esse recurso e não atrapalha. Foram uns 100 e-mails em dois dias. Coloquei meus pontos e desisti da discussão, já que eu não iria aceitar fatos equivocados como verdades.

  • Juvenal Jorge

    Newton,
    pelo menos esses estão lendo algo que deve ser mais substancioso que WhattsUp.

  • Ou isso, perfeito! Rs.

  • ochateador

    Crie-se a regra (ou aplique se já existir).

    Saco de lixo nos vidros é proibido e rende multa de R$ 1000,00 + perda de CNH + perda de carro (e o sujeito ainda tem que retirar a película na mão antes de guincharem o carro) + proibição de dar entrada em nova CNH por 1 ano.

    Na 2ª vez que for pego dobra-se os valores, na 3ª vez triplica-se e assim por diante.

  • ochateador

    P.S.: é 1 ou 2 músicas?

  • ochateador, é fácil. O Mr. Bean ensina em um seriado dele. Usa o esguicho d`água do parabrisas. Moleza.

    • ochateador

      Ô_o
      Nunca vi esse episódio, irei caçar ele aqui.

  • Erik Cavalcanti,
    Agradeço seu comentário e folgo em saber que pude ser útil a você na questões do automóvel. Mas, realmente, sustento o que disse antes sobre o que denota uma pessoa ser incapaz de falar ao telefone enquanto dirige – por isso mesmo deve esquecer que existe telefone móvel. Quanto ao fumar, cada vez acredito menos nas tais “autoridades médicas”. Eu e uma multidão mundial somos a prova disso na questão do cigarro. O vídeo será feito, é só nós do Ae conseguirmos uma janela de tempo, o que não anda fácil de conseguir.

  • Acompanhando a discussão do assunto e aproveitando para interagir mais uma vez… já comentei antes que trabalho fora de São Paulo, mas ontem precisei resolver algumas coisas, simples até… gastei 3h30 para andar 20km… o que mais me impressionou foi ver como hoje em dia as pessoas não desgrudam o olho dos telefones (e fazem besteira no trânsito por causa disso… uma mulher, numa BMW X1 quase levou a lateral da minha Strada, se eu não tivesse enchido a mão na buzina… e ainda ficou olhando feio – sim, consegui enxergar através do saco de lixo instalado no vidro)… chega a ser doentio esse vício em celular… recentemente troquei o meu aparelho por um mais moderno, porém não uso a internet do celular. A rede fica habilitada apenas quando estou com acesso via wi-fi, ou seja, fora de casa ou do trabalho, o telefone é…. um telefone. Não tenho plano de dados no meu telefone e estou “virtualmente” inacessível ao Whatsapp, não contribuo no Waze (nem tenho o dito cujo instalado) nem posto no Feicebuqui (inclusive desinstalei o programa do telefone) enquanto estou na rua ou dirigindo, simples assim. As pessoas deveriam olhar mais para o mundo à sua volta e não apenas para o telefone. Direção é uma responsabilidade muito grande e um carro em mãos “esmartefonadas”, pode se tornar uma arma letal.