Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas LANÇAMENTO: FORD ECOSPORT 1,6 COM CÂMBIO ROBOTIZADO – Autoentusiastas

Na semana passada a Ford apresentou à imprensa o EcoSport com motor 1,6 Sigma evoluído, agora com variador de fase em ambas as árvores de comando de válvulas (só admissão antes), acoplado ao câmbio robotizado de dupla embreagem de seis marchas, o DPS6, batizado comercialmente de PowerShift.

Esse câmbio vinha acoplado apenas ao motor de 2 litros. Agora chega ao EcoSport com motor menor, o 1,6-litro  Sigma Flex Ti-VCT, como resultado da necessidade de reposicionar o carro no segmento crescente dos suves, que teve dois concorrentes de peso chegados há poucos meses, o Honda HR-V e o Jeep Renegade, provocando uma autêntica confusão de preços entre estes e mais o Duster, Tracker e Peugeot 2008.

De forma bastante clara, o Marketing da Ford explica que pelos preços e clientes típicos, o EcoSport precisava urgentemente desse motor menor com câmbio sem pedal de embreagem, já que numa faixa de carros desse tipo e preços próximos, e acima de 70 mil reais, o câmbio manual não mais atrai uma quantidade significativa de compradores.

Além disso, a ousada estratégia permite que pelo mesmo preço do Renegade Sport com câmbio manual se tenha o EcoSport SE com câmbio robotizado, R$ 71.900.

Esse é o mercado, e como já dissemos aqui no Ae, em breve quem quiser pedal de embreagem e alavanca de mudanças tradicional terá que ter carros mais velhos ou modelos de entrada, e mesmo assim não será muito fácil escolhê-los. As exceções são notáveis, como o também novo Sandero R.S. e o Focus 1,6, que tem apenas câmbio manual. Torçamos para que continuem assim.

Se o carro já é conhecido, está entrando em seu quarto ano no mercado, o que o trem de força traz é algo verdadeiramente vantajoso e bastante moderno, com bloco, cabeçote e cárter em ligas de alumínio, taxa de compressão de 12:1, tuchos de válvulas polidos, bomba de óleo de vazão variável, saias dos pistões com revestimento em grafite e a aplicação de óleo de viscosidade 5W20.  Esses quatro últimos itens são notadamente importantes na redução de atrito interno, o que significa menos desperdício de energia para movimentar componentes, sobrando mais potência a ser utilizada para o que interessa, fazer o carro andar bem e gastar pouco. Para ajudar nisso, os pneus tem menos 3% de resistência ao rolamento ante os anteriores. A nota no programa Conpet do Inmetro que aparece na etiqueta de eficiência energética é A, a melhor possível.

 

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A potência maior é de 131 cv a 6.500 rpm com álcool, no anterior eram 115 cv. Com gasolina, subiu de 110 para 126 cv na mesma rotação.  O consumo em cidade está nos 7,2 / 10,2 km/l com álcool e gasolina, respectivamente, e na estrada os números são 8,3 e 12,2 km/l.  A aceleração de zero a 100 km/h é feita em 11,8 segundos, com retomada de 80 a 120 km/h em 9,5 segundos, um bom tempo. Mas a  Ford não divulgou a velocidade máxima, embora seja ao redor de 180 km/h.

A caixa de câmbio tem a construção tradicional como de um câmbio manual quanto ao tipo de engrenagens, mas o arranjo dupla embreagem muda o funcionamento para o motorista de uma forma incrível, que pode usar o carro exatamente como um automático epicíclico com conversor de torque, mas sem o alto custo inicial deste.

As relações  de primeira a sexta são  3,917:1/2,429:1/1,436:1 /1,021:1 /0,867:1 / 0,702:1. Sendo a quinta e sexta mais longas que a quase direta quarta, fica claro que ambas são para cruzeiro econômico e silencioso. Como são duas embreagens, a relação final também é dupla, de 5,12:1 para 3ª, 4ª e ré, e 4,58:1 na 1ª, 2ª, 5ª e 6ª. Trata-se de uma particularidade dessa solução que ao ter engatada a marcha que está transmitindo potência para as rodas através de uma embreagem, já engata a próxima, mas só acopla a outra embreagem no momento correto, comandado pelos diversos sensores do sistema, como o de velocidade, de rotação do motor e posição de borboleta de acelerador, fazendo as trocas muito rapidamente e com mínimo efeito sobre os ocupantes, que de forma alguma podem reclamar do discreto e comportado funcionamento do sistema.

A v/1000 em 6ª é 36,8 km/h, correspondendo a 3.260 rpm a 120 km/h. A velocidade máxima é alcançada em 5ª, cuja v/1000 é 29,8 km/h.

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A alavanca que o mercado quer, agora no motor menor (Divulgação)

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Desenho em corte não deixa dúvida: uma caixa manual com comandos eletrônicos para troca de marchas (Divulgação)

O palco de lançamento foi o Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS). O percurso de teste foi de cerca de 80 quilômetros, no qual se pôde avaliar o ótimo funcionamento do motor e do câmbio de dupla embreagem sem pedal de embreagem (isso é ainda engraçado de dizer… ) , além do restante do carro, já conhecido, mas nem por isso menos importante.

 

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Paradas bem organizadas, carros sendo alinhados para nova saída de trecho

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Lançamentos dão trabalho, mas a organização foi perfeita

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Em movimento por belas paisagens, estilo bastante moderno e ousado

Nesse mundo das óbvias propagandas de carros multiuso que enfocam a natureza, a Ford Brasil deveria gastar um tempinho e explicar que seu carro tem uma característica que não é visual, mas se tornou padrão já há bons anos na marca: a excelente dirigibilidade. Mesmo sendo um carro mais alto que um de passeio normal, a estabilidade é ponto fortíssimo, não assustando nem mesmo em curvas rápidas feitas em asfalto ruim, que havia com certa freqüência por onde andamos.  Para isso, todo o conjunto de comandos tem pesos, forças e respostas perfeitas, e dirigir um Ford é sempre prazeroso, mesmo se for um motor não muito potente.

No mais, itens de conforto e comodidade alinhados com o mercado cada vez mais exigente. Ar-condicionado é de série, bem como direção eletroassistida, somado aos eletrônicos controle de estabilidade e de tração, assistente de partida em rampa que evita que o carro volte para trás ao se tirar o pé do freio e acelerar em seguida, controle de velocidade de cruzeiro (que todos poderiam não mais chamar de piloto automático!), faróis de neblina, computador de bordo, chave de segurança MyKey e o sistema de informação desenvolvido com a Microsoft, o SYNC, que tem comandos de voz, conexão de aplicativos de celular,  AppLink, e a assistência de emergência, simples e direta, que conecta o telefone do Samu em caso de abertura de alguma bolsa inflável ou acionamento da válvula de segurança de corte de combustível. As bolsas infláveis são duas, como equipamento obrigatório desde janeiro de 2014, mas que somam seis no topo de linha Freestyle Plus.

A meu ver, o único ponto a ser melhorado substancialmente em uma próxima evolução de carroceria é o porta-malas, que com 290 litros deixa a desejar. Pelo menos 100 litros mais seria desejável, já que sair em viagem como o carro convida pode ser um pouco sofrido na hora de acomodar a bagagem. É óbvio que se pode recorrer a um bagageiro de teto, mas é sempre melhor a praticidade de abrir uma tampa e colocar nossas coisas lá dentro.

 

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No cada vez mais importante mercado de acessórios originais, o destaque são os bancos infantis padrão Isofix, que engatam diretamente em ganchos ancorados na estrutura do veículo, eliminando a necessidade de passar cintos de segurança do carro por rasgos e encaixes no banco. Isso faz o trabalho dos adultos muito mais fácil e rápido, e a criança não fica balançando como nos bancos infantis tradicionais, presas pelos cintos. Mais um ponto importante de propaganda, e que irá agradar em cheio principalmente as mamães. Ponto muito importante no Isofix é o fato de ser uma fixação padronizada internacionalmente, que garante que o banco comprado num concessionário Ford aqui no Brasil possa ser usado da mesma forma em qualquer carro do mundo que adote o sistema, já que os pontos de ancoragem são iguais para todos.

Dessa forma, fica mais uma vez clara a evolução notável do EcoSport, trazida por um mercado competitivo que vem sofrendo em parte com as crises que esperamos cheguem ao final em muito breve.

Preços das versões com motor 1,6 e câmbio robotizado a seguir. Para montar virtualmente o seu modelo preferido com todos os detalhes de composição,  visite o site da Ford Brasil

1,6 SE Direct –  R$ 68.690
1,6 SE –  R$ 71.900
1,6 Freestyle –  R$ 76.900
1,6 Freestyle Plus –  R$ 80.300

Em breve teremos o teste da versão “no uso”.

JJ

Fotos: autor e divulgação

 



Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

  • Kar Yo

    No uso, câmbio na posição SPORT e a Estrada dos Romeiros deve ser interessante para testar se o câmbio superaquece em condições severas.

  • Luciano Ferreira Lima

    Eu não entendo como um carro com 115 cv na arrancada ainda fica para trás de um velhinho Logus com motor 1,8 de 86 cv e ainda cansado.
    Não é arrogância minha, é duvida mesmo. Será que o casamento motor/câmbio influencia tanto? Foram aproximados 30 minutos a 140-160 km/h na BR101 as 3 da manhã, pista limpa entre mim e um EcoSport quando retornava das férias para a matriz aonde fui carreteiro.
    Gosto demais dos carros da Ford. Bem-vindo EcoSport valente!

    • Fla3D

      Peso e câmbio longo eu diria, mas também o cara do EcoSport pode não ter acelerado bem.

    • TDA

      EcoSport é um SUV, alto, mais pesado, o Cx deve ser bem maior do que o do Logus. E outra, como saber se o cara do Eco pisou tudo na arrancada? Ou se estava com o carro carregado?

    • CorsarioViajante

      Afff…

  • Thiago Teixeira

    As maiores reclamações do EcoSport sempre foram a qualidade de construção que deixa a desejar. Desalinhamento entre a carroceria e portas, tampa de mala etc. Outro ponto criticado é para o pneu-reserva pendurado na tampa. Só a clinica da Ford viu que o desejo do consumidor é ele ali. Destaque negativo também para o câmbio PowerShift. Pelo menos no Fiesta a reclamação é unânime.
    Parece que o problema do PowerShift foi resolvido, inclusive a Ford trocou o nome do mesmo cambio por questões óbvias de marketing.

  • Lemming®

    Falar de preço é chover no molhado mas como dói ver EcoSport por 80K, hein…
    A Ford está fazendo alguma coisa para resolver os problemas deste câmbio robotizado?
    E sem querer ser muito chato, por mais 20K se pega o Renegade diesel…

  • Comentarista

    Carrinho bacana. Viajei 1000 km com um 1,6 manual 110 cv. Fiquei impressionado com a força e elasticidade do motor. Com 126-131 deve ter ficado muito bom. Na última locação tbm viajei 1000 km, só que com um Duster 1,6. São incomparáveis! Eco é de longe, na minha opinião, muito superior ao Duster, e o Eco foi o SE, de entrada, fora logicamente espaço. Câmbio manual da Ford não fica atrás do VW.

  • Este carro é muito feio. Alguém pinte estes plásticos pretos que circundam toda a parte inferior do carro na cor da carroceria para ficar bem claro como o design é tosco. E estes faróis de neblina quase mais altos que o pneu?. Thanks Honda, thanks Jeep.

    • Roberto Alvarenga

      Eu sei que design é algo pessoal, mas o EcoSport realmente fica atrás da concorrência neste assunto, não tanto pelo quesito beleza, mas pelo quesito “proposta” – isto é, o que o visual do carro diz a seu respeito. Quando se olha para o Renegade ou para o Duster, logo se vê que são carros que transmitem no desenho a vocação para andar na terra (que se confirma quando se vê que a Jeep investiu na estrutura do seu “suvinho” para aproximá-lo dos jipes “de raiz” e a Renault tem em seu catálogo uma versão 4×4 bem interessante do Duster). Já quando se vê um HR-V, um 2008 ou um Tracker, dá para notar que são “suves” de asfalto, para os que prezam por uma suspensão elevada para superar lombadas e espaço interno. Já o EcoSport (que na geração anterior, entrava no time dos “suvinhos” mais robustos) não transmite nada… é um Fiesta musculoso com pneus de uso misto e estepe na traseira, e só. Talvez a Ford deva voltar às origens do EcoSport e pensar neste como um “jipinho”, algo que passe mais robustez, usando a boa vocação da Ford para carros valentes. Podiam aproximá-lo mais da linha americana da Ford, talvez dar uns toques de Ranger e Explorer.

      • Concordo, eu gostava e ainda gosto do desenho do primeiro EcoSport, mas na primeira reestilização piorou e depois de novo.

    • Juvenal Jorge

      Victor H,
      plásticos pintados em sua totalidade são um gosto brasileiro, sem dúvida, mas um gosto muito duvidoso. Está bem harmônico assim, com esse contraste. Já viu por exemplo, uma Zafira com as molduras pintadas ? é horrível….
      E não dá para comparar Ecosport e Renegade em estilo, são propostas muito diferentes, ambos são inconfundíveis, e isso é o que mais importa.

    • Thiago Teixeira

      O acabamento plástico inferior tem o propósito visual de fazer o carro parecer menos quadrado em seu formato geral dado que o EcoSport é alto e relativamente curto.

  • Roberto Alvarenga

    Na Europa, o EcoSport já perdeu o estepe na traseira. Podiam importar esta melhoria para cá.

    • TDA

      Pergunta:
      Para onde foi o estepe no modelo exportado para a Europa?
      Virou “pneu de bicicleta e foi para dentro do já pequeno porta-malas?
      Virou “pneu de bicicleta” e foi para baixo da carroceria?
      Continua medida padrão e foi para baixo da carroceria mesmo assim?

      • Roberto Alvarenga

        Não sei, mas qualquer das alternativas é melhor que este estepe na tampa do porta-malas, que só serve pra acertar o carro dos outros, dificultar a abertura da tampa e facilitar a ação dos bandidos.

        • TDA

          Fui pesquisar e achei a resposta rsrsrs
          Estepe foi substituído por um kit de reparação de pneus. Mas o estepe pode ser solicitado como opcional sem custos e vai, adivinha onde? Pendurado na traseira rsrsrs

          • Roberto Alvarenga

            Cada vez mais me parece que o erro está em comprar um EcoSport.

  • Marlon J Anjos

    Ecosport já batendo casa dos 80 mil. Está difícil comprar carro 0-km no Brasil…

    • Totiy Coutinho

      E vão aumentar mais ainda, amigo, os objetivos financeiros dos presidentes regionais junto às matrizes são estabelecidos em dólares! Por curiosidade, estava olhando a nota fiscal de modelo 2010, saiu por 49 mil

  • pkorn

    O EcoSport está chegando naquele momento da vida de um carro que a fábrica coloca algumas vantagens nele para permanecer na luta, sem cobrar muito a mais por isso. Lembram dos últimos Kadett 2,0 mpfi e Astra Advantage? Dá para fazer um bom negócio se pesquisar e barganhar agora no fim do ano. Boa notícia.

  • lightness RS

    Será que esse também vai fritar a embreagem como os automatizados deles?

  • Júnior

    Porta malas de 290 litros é ridículo para um carro com essa pretensão. Mas não poderia ser diferente pois se trata do Fiesta enfeitado e R$ 20.000 mais caro, sem oferecer nada mais além de ilusão.

  • lightness RS
    Embreagem, qualquer que seja, até em carro de corrida, só frita se deixada patinar.

    • lightness RS

      Mas pesquise no Google que seja Bob, a PowerShift dos Focus fritam, um pouco é por mau uso também provavelmente, segurar o carro como se faz nos automáticos, mas isso afeta todos os carros , mas só está dando problema nos da Ford, e não é nem só no Brasil. A Ford diz que a trepidação, que deve ser empenamento, é ”característica”, que bela característica, hein…

      Um exemplo http://bestcars.uol.com.br/bc/participe/canal-direto/ford-fiesta-cambio-powershift-continua-com-problema/

      • Davi Reis

        Inclusive, a Ford estendeu a garantia dos câmbios robotizadps já vendidos. O Ministério Público também está na cola da marca, exigindo esclarecimentos.

  • Fla3D

    Nenhuma informação sobre as mudanças no câmbio para resolver os problemas e o aumento da garantia do câmbio dos modelos antigos de 3 para 5 anos como foi noticiado em outros sites?

    Ah, uma pequena correção: no 14o parágrafo, quando fala do porta malas pequeno me parece que comeu uma palavra ali no convida, bem como saiu um mais no lugar do mas logo depois do bagageiro de teto.

  • João Carlos

    Quando foi lançada no Fiesta, essa caixa era dita como tendo embreagens a seco, enfatizando até o fato de nunca prever troca deste fluido como ocorre com algumas DSG.

    Alguém pode esclarecer?

    • Milton Evaristo

      É erro de divulgação, pois também existe PowerShift úmida.

    • Daniel S. de Araujo

      A embreagem a seco significa que seus discos trabalham sem estar em banho de óleo. Não estar em banho de óleo não significa que não exista lubrificante na caixa de câmbio. São exemplos de DCT (dual clutch transmission – cãmbio robotizado de dupla embreagem em tradução livre) o Getrag-PowerShift usado pela Ford, o DSG 7-marchas do Golf 1,4-L.

      As embreagens em banho de óleo tendem a ter trocas mais suaves e serem menos ruidosas que as a seco. O Jetta e o Fusca empregam o DSG 6-marchas em banho de óleo.

      • João Carlos

        O Milton esclareceu abaixo. A ilustração com embreagens úmidas é de outra versão do PowerShift.

  • Rochaid Rocha

    Volto para o manual mas não arrisco esse câmbio aí. Nesse valor fico com o Jeep manual. Duas fabricantes que me metem medo, Ford e Renault.

  • RoadV8Runner

    Esse é o mercado, e como já dissemos aqui no Ae, em breve quem quiser pedal de embreagem e alavanca de mudanças tradicional terá que ter carros mais velhos ou modelos de entrada, e mesmo assim não será muito fácil escolhê-los.

    Isso é o que me preocupa, a redução cada vez maior de modelos equipados com câmbios manuais… Hoje, todas as opções disponíveis dos ditos “topos de linha” vêm ou com câmbio automático ou com câmbio robotizado. Não que eu faça questão de carros cheios de firulas (muito pelo contrário), o problema é que, com isso, os motores maiores vêm perdendo os câmbios manuais, com raríssimas exceções.

  • Daniel S. de Araujo

    Sem querer discutir preço de carros (o fabricante põe o preço. Compra quem quer e julgar conveniente), o EcoSport está um pouco caro, na minha ótica, para o custo-beneficio oferecido por ele. Merecia um 4×4 sob demanda, mesmo na versão 1,6-L.

  • Mr. Car

    E o estepe continua lá, para estragar os carros dos outros, e até mesmo para aqueles centímetros extras impedirem que o carro caiba em uma vaga onde caberia sem ele. Off-topic: hoje pela primeira, vez me deparei com imagens das tais extensões de calçadas que estão implantando em São Paulo. Ver é ainda muito pior que imaginar! É brincadeira! Alguém precisa dar um jeito de tirar este DOENTE da prefeitura!!!

    • Lucas dos Santos

      Vim aqui para falar justamente sobre o assunto do seu off-topic. Para não criar um novo off-topic, vou postar aqui mesmo:

      Será que já dá para chamar São Paulo de “capital das faixas exclusivas”? É faixa para ônibus, bicicletas, motos e… pedestres! Olha só que “belezura” que ficam as ruas, com faixas multicoloridas:

      http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-nacional/v/faixa-exclusiva-de-pedestres-provoca-debate-de-eficiencia-e-seguranca/4517392/

      Dizem que é para compensar a falta de espaço nas calçadas. Mas olha a largura da calçada onde pintaram tal faixa! É de fazer inveja a calçadas de muitas cidades. Irônico mesmo é que a reportagem mostra vários outros lugares com calçadas quase inexistentes de tão estreitas que são. Não seria mais lógico e produtivo testar as “faixas verdes” nesses locais então?

      Concordo com o colega Mr. Car: ver essas faixas é muito pior do que imaginar! Eu jamais imaginária tamanha aberração!

      • CorsarioViajante

        E eu vou além, a justificativa para mais calçadas é o que? O “excesso de pedestres”? É engraçado, quando temos “excesso de veículos” a solução é restringir os carros. Então, seguindo a lógica, deveríamos, ao invés de aumentar as calçadas, restringir os pedestres?
        Tive esta conversa este fds inclusive, aqui em Campinas inauguraram uma “imensa” ciclovia (1,3 km) mas mesmo assim parece que vão continuar mantendo, aos domingos, a ciclofaixa de lazer ao lado da ciclovia pois teriam “muitas bicicletas para pouco espaço”. Ué, então porque não fazer um rodízio de bicicletas? Ou exigir que elas andem em fila? Engraçado como pau que dá em Chico não dá em Francisco.

        • Lucas dos Santos

          Excelente ponto! É bem por aí mesmo.

    • Cara, esse do estepe é fogo mesmo.

      Toda vez que preciso estacionar atrás de um carro com essa porcaria pendurada, tiro uma fotinho de dentro do meu carro, onde mostre a placa do carro da frente. Já vi um sem-número de carros com o capô amassado pela imperícia dos outros. E numa terra onde “Gérson é deus”, o cara bate, olha para os lados para ver se tem alguém vendo, e se não tiver, sai de fininho.

    • Fat Jack

      Esperemos que o paulistano tenha percebido a asneira que fez e que pense antes de votar, mas tem tudo pra ser uma eleição complicada, só da ala “que eu abomino” vai ter dois : Haddad e Marta…
      Como diz o Faustão (é, as vezes se salva algo…):
      “Urna não é penico, pense bem no que vai fazer lá…”

  • Bruno Passos

    Considero o comportamento dinâmico dos Fords muito bom! Nunca dirigi um EcoSport, mas pela experiência com outros carros da marca posso afirmar que no quesito comportamento dinâmico a marca se destaca muito. A única coisa que me entristece é o elevado preço das revisões… Meu Ka 1,5 está chegando aos 40.000 km e sua revisão será, no mínimo, R$920,00, conforme site da marca. Nada é perfeito… Pelo menos o carrinho anda muito e foi feito para curvas!

  • João Guilherme Tuhu

    Além do preço ser ruim, a qualidade de montagem é um ponto de muita reclamação.. Lembro de meu último Fiesta de Camaçari, que fazia um nhec-nhec irritante na carroceria com apenas 300 km rodados. E tenho muito receio dessa eletrônica toda no câmbio. Nesse país da rebimboca, é muito avanço – ainda – para uma sociedade – ainda – atrasada.

  • TDA

    Não vejo muita vantagem no Ecosport 1,6 L de câmbio robotizado. Acho que a Ford deveria ter incluído essa opção desde o início desse novo modelo, mas ela preferiu forçar o comprador do robotizado a pegar a versão 2,0, mas cara.
    Se eu quisesse um SUV com preço menor, iria de Duster. Se me preocupasse principalmente com o status iria de HR-V ou Renegade. Se não estivesse nem aí para o preço e nem para status iria de Peugeot 2008 THP (acho o mais bonito, mais equipado, mais entusiástico). No meu gosto não encaixa muito o Eco, mas, claro, é só minha opinião.

  • Domingos

    Era o EcoSport antigo ou a novo? O antigo era pesado e o motor Rocam era meramente suficiente para ela.

    O novo, não faço idéia, mas é possível sim isso acontecer. Num Fiesta seria o caso do motorista não querer te passar, num EcoSport a área frontal grande pode atrapalhar tanto em altas velocidades que um carro baixo e relativamente aerodinâmico como o Logus acabe sendo mais rápido sim, mesmo com bem menos cavalaria.

    O Logus 1,8 se não me engano tinha relações boas de marcha, o que muitos carros dos últimos anos não têm tido – de 2012 para cá estão errando bem nisso.

    • Davi Reis

      Acho que de uns tempos pra cá voltaram a acertar mais nisso, ainda que não tenhamos câmbios longos como antigamente (nos carros certos, claro). Nunca vou esquecer o Polo 1.6, que no lançamento dava algo em torno de 4200~4500 giros a 120 por hora.

      • CorsarioViajante

        Aliás, o Polo ao longo de sua vida brasileira teve um buzilhão de ajustes do câmbio, que no começo eram absurdamente curtos como você bem demonstrou!

    • Luciano Ferreira Lima

      Domingos e amigos, é só uma dúvida, carros novos serão sempre melhores, concordo com vocês. Era um EcoSport novo, se não me engano 2,0, e o dono andava pesado nas curvas feitas muitas vezes a 120-130 km/h, dirigia muito bem sem o mau hábito de frear nas curvas mas no mano a mano quando tínhamos que arrancar juntos emparelhados ele ligeiramente ia ficando para trás. Eu não tenho espírito de emulação, pelo contrário, sou rigoroso em usar cinto, seta, e 90-100 no máximo, mas na madrugada a estrada estava convidativa a acompanhar o EcoSport e ele não ultrapassava em faixa contínua o que me seduziu completamente.

      • Fórmula Finesse

        Se era um dois litros ele optou por não andar forte de verdade e te ultrapassar…é tenso “precisar” manter 170/180 km/h de dia, imagine de noite, ele simplesmente não puxou tudo que o carro dava pois o EcoSport corta nos 180 km/h reais.

  • Uba

    Chegou a marcar o consumo na viagem?
    Amigos fazem 15 km/l com gasolina na estrada com ele.

    • Comentarista

      Viajei no álcool mas certamente não deu nem 9,5 nem no EcoSport nem no Duster. Eu andava forte entre 100-160. Ali na 040 temos retas muito longas e seguras. O Duster parecia que ia explodir depois de 120. O EcoSport ficava cada vez melhor. 170 era cruzeiro! Ah! E com responsabilidade e segurança.

  • Uba

    Quero parabenizar o jornalista pelo texto abaixo, mostrou que conhece muito bem os carros da Ford e em particular o EcoSport. Quem dera se todos os “testadores” de outros sites tivessem a mesma capacidade de perceber a realidade:

    “Nesse mundo das óbvias propagandas de carros multiuso que enfocam a natureza, a Ford Brasil deveria gastar um tempinho e explicar que seu carro tem uma característica que não é visual, mas se tornou padrão já há bons anos na marca: a excelente dirigibilidade. Mesmo sendo um carro mais alto que um de passeio normal, a estabilidade é ponto fortíssimo, não assustando nem mesmo em curvas rápidas feitas em asfalto ruim, que havia com certa freqüência por onde andamos. Para isso, todo o conjunto de comandos tem pesos, forças e respostas perfeitas, e dirigir um Ford é sempre prazeroso, mesmo se for um motor não muito potente.”

  • WSR

    Se a Ford adotasse banco traseiro corrediço, como o do Twingo, não seria uma solução válida para aumentar a área do porta-malas quando os passageiros fossem baixos ou o motorista apenas com um carona na frente?

    Eu gosto do câmbio robotizado, mas não acho interessante não ter o manual disponível. Mesmo que o EcoSport não seja um jipe, não faz muito sentido um (pseudo) “off-road” sem essa opção, mesmo que sair do asfalto signifique apenas andar no gramado do quintal de casa, rs.

  • Fat Jack

    Uma grande dúvida paira sobre os PowerShifts, ouve-se muito de problemas que eles teriam apresentado e que em tese teriam “sido resolvidos” nas novas unidades, porém ao contrário de algumas unidades (salvo engano modelos 2013/2014) que tiveram a garantia do câmbio estendida, as unidades desta “nova safra” não têm garantia extra.
    OFF TOPIC:
    A Ford bem podia utilizar esta mecânica numa versão esportiva do Ka, 130 cv e um bom acerto dinâmico trariam muita diversão ao carrinho…

  • Mineirim

    JJ,
    Só não entendo a ilustração dizer “par de embreagens úmidas”. Elas não são “a seco”?

    • Juvenal Jorge

      Mineirim,
      sim, a seco, a ilustração foi a melhor que encontrei. Não havia notado esse detalhe, obrigado.

  • Piero Lourenço

    A Ford tenta.. faz o papel dela.. se aceitarem ótimo! Lembram da EcoSport 1,0 ?? Vai que cola…

  • Fórmula Finesse

    Bem que eu estranhei as placas “test drive” na entrada do Vale; já imaginei que teria avaliação de âmbito nacional…seu eu soubesse dos horários iria cumprimenta-lo pessoalmente caro Josias (Sou leitor seu desde o tempo da Oficina e Duas Rodas).

  • Luciano Ferreira Lima

    Difícil aceitar que um velhinho ultrapasse um novinho não é? Seria maravilhoso ver numa pista o Sr Sharp ultrapassar muito carro dito valente com um DKW. O Mestre das pistas ia dar show segurando o Vemag no braço!

  • EJ

    Creio que até a Ford saiba disso, mas é preciso mais novidades ou menos preço para que a Ecosport torne-se mais vantajosa que o HR-V. Ou precisa encorpar em motorização, tamanho, equipamentos, ou se distanciar para baixo no preço. Do jeito que está não dá.

  • Juvenal Jorge

    Formula Finesse,
    fui eu, Juvenal, que estive lá.
    Pena que você não me encontrou.

  • Juvenal Jorge

    Uba,
    muito obrigado pelo elogio.

  • Juvenal Jorge

    TDA,
    perfeitamente compreensível.
    Nos dias atuais, concordo quase totalmente com um amigo que, ao ser indagado sobre qual modelo ou marca deve-se comprar de qualquer produto, responde simplesmente:
    “Compre o mais bonito”.
    Não há nada melhor do que gastar nosso dinheiro em coisas que nos dão prazer, e não naquelas que atendem às opiniões dos outros.

  • Bruno Passos

    Concordo com o Off Topic! Imagino um Ka com esses 130 cv… Uma coisa que a Ford tem que melhorar é o escalonamento das marchas. Não que sejam ruins, mas eu sinto que no meu Ka 1,5 o câmbio poderia ser um pouco mais fechado. Ressalto, o escalonamento original não é ruim, mas eu sinto que falta um melhor casamento entre a relação de marchas e a curva de potência do motor. Digo isso pois ontem tive a oportunidade de dirigir um Corsa 1.4 Econo.Flex, do qual um dia fui proprietário, e percebi como o “casamento” entre escalonamento de marchas e curva de potência é melhor no modelo da Chevrolet. O Ka 1,5 anda mais, porém o Corsa aproveita melhor seu motor.

    • Fat Jack

      Tradicionalmente os Ford têm câmbio com escalonamento mais aberto mesmo (sempre me lembro de um Escort CHT que eu tive, cuja 5ª. marcha dava 40 km/h por 1.000 rpm – creio que praticamente o mesmo dos Escorts Zetec 1.8), só que um encurtamento poderia fazer o 1,6 ter a velocidade final igual ao do 1.5 (claro, com uma possível diferença interessante nas arrancadas e retomadas). Eu particularmente tenho a tendência a preferir câmbios mais abertos, exceto em esportivos (nos quais se abre mão de economia e até um maior silêncio interior para tê-los “sempre vivos” a menor pisada).

  • Coelho Bruno

    Bem que poderiam tirar essa roda pendurada atrás do carro… O horror, o horror!