Antes de passar ao assunto propriamente dito, somos 11 milhões de habitantes no município de São Paulo e a frota paulistana é de 7 milhões de veículos. Portanto, dividindo 11 por 7 chegamos ao resultado de 1,6 habitante por veículo. Portanto, vale a afirmação do título, ser contra o automóvel é ser contra a população e não contra “as zelite”, como os petistas adoram falar.

Acho que o cicloativistas pensam que são o centro do universo, tal qual Aristóteles (384 a.C–322 a.C) achava que a Terra era o centro e em torno dela todos os astros giravam, o astro-rei inclusive.

Acho não, tenho certeza, depois de assistir anteontem (9/out) ao Jornal Hoje, da TV Globo, matéria sobre a cartilha do ciclista mandada publicar pelo mesmo cara que quando Ministro da Educação (?) autorizou livro escolar que diz ser correto dizer “Nós pega o peixe”.

A foto acima foi extraída do trecho da reportagem em que a jornalista Veruska Donato sai andando de bicicleta com Daniel Guth, diretor de uma tal Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo. O que se vê nessa reportagem é um flagrante desrespeito a quem por direito utiliza uma via pública aberta ao tráfego, no caso o motorista do BMW da foto acima, e, mostrando desconhecimento do Código de Trânsito Brasileiro em seu Art. 58, o “diretor”  bloqueia a via pedalando l-e-n-t-a-m-e-n-t-e  ao lado da bicicleta da jornalista. E quando esta, consciente de estar atrapalhando o trânsito,  avisa-lhe que estão buzinando atrás, ele responde, debochadamente, “dê um tchauzinho”.

Diz o referido artigo:

Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

Há outro artigo no Capítulo XV – Das Infrações, aplicável a todos os veículos, que diz:

Art. 188. Transitar ao lado de outro veículo, interrompendo ou perturbando o trânsito — infração média, R$ 85,13.

Pois a jornalista disse em alto e bom som que bicicleta deve ocupar o lugar de um carro. Acredite o leitor seu quiser. Estaria esse conceito na cartilha do “Nós anda de bicicreta”?

 

Jornal Hoje 2

A jornalista Veruska Donato e Daniel Guth

Quem não assistiu à reportagem pode fazê-lo clicando aqui e ver essas barbaridades que comento.

Que fique bem claro: o AUTOentusiastas não é contra a bicicleta, é contra os exageros e abusos que se cometem em nome deste veículo, como as ciclofaixas que transfiguraram a cidade (e outras país afora), atrapalhou a vida da população e a atividade de serviços e comercial, com resultado prático zero. E é contra ativistas como esse Daniel Guth, que provavelmente sonhe em ver São Paulo se transformar uma Amsterdã.

Mas, como se diz, não tem nada não, 2016 vem aí. A população paulistana não vai cair na esparrela do partido vermelho e de número azíago desta vez.

BS



Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • RoadV8Runner

    Esse banana do “diretor” deve também ter-se esquecido que, além dos ciclistas terem que cumprir o que está escrito no CTB, existem também as regras não oficiais de boa convivência em sociedade, de cidadania. Há sempre que se ter o bom senso. Não é porque algo é permitido ou tolerado que se possa abrir mão do respeito, caso alguma ação gere problemas ou inconvenientes para o restante da população. Exemplo simples, que uso com freqüência: mesmo que o CTB determine que os automóveis sejam obrigados a parar nas faixas de pedestre sem semáforo, para dar passagem aos pedestres, quando quero atravessar determinada via nessa situação e percebo que basta esperar alguns segundos para cruzar a via, sem que os motoristas precisem parar, assim o faço. Neste caso, dane-se a lei, não vou morrer por esperar alguns segundos para a fila de carros terminar e eu cruzar a via em segurança. No caso contrário, quando estou ao volante, não me importo em parar para dar passagem ao pedestre, mas quando estou a pé, sempre dou preferência para manter a fluidez do trânsito o máximo possível.

  • Renan V.

    É o fim de picada! Bob, eu sou do interior de São Paulo, mas não dá para acreditar que essa “ignorant populatio” paulistana crê piamente que uma bicicleta deva realmente ocupar o lugar de um automóvel inteiro na rua… Acho que, se o motorista do BMW perdesse a cabeça, fervesse, e desse um toque nesse hipster-coxinha, seria massacrado pelos “Brasil Urgente” da vida. É uma completa inversão de valores.

  • Roberto

    Essa turma de cicloativistas gosta de falar em direitos, mas dificilmente comenta sobre os deveres dos ciclistas. Por exemplo, dificilmente vejo bicicleta com estes itens obrigatórios, muitas vezes circulando totalmente invisível a noite. E isto que é possível encontrar o conjunto completo (com luzes piscantes, que é melhor que os refletores) por menos de R$ 30. Também é comum ver bicicletas em cima das calçadas ou das faixas de segurança, que é local somente para os pedestres. Mas não dá para esperar muita coisa mesmo de gente sem bom senso…

  • Claudio Abreu

    Ciclista mesmo, de verdade, que usa efetivamente a bicicleta como meio de locomoção (e não por persuasão, promoção ou publicidade) deveria condenar esse tipo de atitude canalha, que, em lugar de promover um diálogo, incentiva a belicosidade (me digam, ciclistas: esse cara os ‘representa’?) Em resposta torta a isso, já vejo motoristas freando forte à frente das bikes ou mesmo obrigando, às vezes à força, os ciclistas a se conterem nas ciclofaixas, quando há.
    E o que será que esse sujeito acha das bikes motorizadas? e qual seria a diferença delas para uma moto tradicional? Mera questão semântica? Sendo assim, por que não encarar o desafio, sem sectarismo, de implantar faixas exclusivas também para as motos? Aqui em SP, tivemos uma avenida que contava com faixa exclusiva pra motos (Av. Sumaré), que foi desativada sem motivo aparente.
    Mas o que mais me envergonha é a total falta de capacidade de vários paulistanos em compreender que habitamos uma metrópole, bem das mal-feitas, e que isso requer respostas METROPOLITANAS a estas questões. Uma gestão que prefere bicicleta, com faixinha pintadinha arremedada, em detrimento de um sério sistema de ônibus sem máfias, em detrimento de uma regulamentação justa para sistemas alternativos de uso de carros particulares (sem máfia II, por favor), sem conversa com o governo do estado para implantar boas soluções de trens metropolitanos, tudo isso indica a total falta de seriedade dessa gestão. Alguém que se preocupa em melhorar os 0,6% das viagens metropolitanas, se esquecendo de encarar os outros 99,4%, é pra chamar de quê?!
    Preocupação com as classes menos favorecidas? Nosso ilustríssimo prefeito quer, sim, criar uma Amsterdã de brinquedo dentro de São Paulo, mas inscrita somente nas áreas centrais – essa é a verdadeira cidade que ele administra. Como ficam os outros deslocamentos, da imensa maioria dos que aqui habitam? Esse cara dá uma banana pras periferias – no mínimo, dizendo a elas: pega sua bicicletinha e vai pedalando 25km pra trabalhar, filho. Lamentável, acintoso, vergonhoso.

  • francisco greche junior

    Será que não cairá? Cairão por nós por assim dizer? Eu não confio no nosso avançado sistema de votação.

    • Domingos

      Acho que dessa vez ficaremos muito longe nas pesquisas eleitorais, de forma que uma fraude fica descartada por ficar muito na cara.

      Claro que vão tentar todo o possível, mas no fim a atitude do prefeito depois do seu primeiro ano de governo – onde ele já viu que não iria se reeleger de forma normal – meio que já indica que jogaram a toalha.

      Ele foi completamente isolado e descartado de fazer propaganda nas eleições federais, por exemplo. E passou a ser completamente debochado.

      Logo pode vir aí uma taxa do lixo, inclusive. A arrecadação passa a ser única prioridade com a cidade já tendo escolhido que ele não continua.

  • Lemming®

    Fim dos tempos…
    Engraçado como a lei só serve para o motorista e para ninguém mais, não é??

  • Daniel S. de Araujo

    O problema é a existência de uma classe de pessoas (e falo classe de todos os níveis de renda) que acredita nessa demagogia de meios de transporte alternativos, movimento pró-bike, como se São Paulo fosse uma cidade isenta de problemas, plana, sem ter grandes distâncias a serem vencidas (ex. More em Santana e trabalhe no CENESP – e faça o trajeto “de bike”).

    O grande problema é a existência de uma série de “intelectuais de botequim” que apoiam esse tipo de aberração. E esse povo apoia o prefeito “nois pega o peixe”. Por essa e por outras que eu sempre digo que a solução para São Paulo, tendo em vista a covardia e a demagogia dos gestores públicos, é qualquer uma das rodovias para ir embora para qualquer outro lugar…

    • David

      Não esqueça de ligar o farol baixo mesmo durante o dia por que a lei sem o menor nexo vai entrar em vigor em breve. Sim eu acho totalmente sem sentido ligar o farol baixo DURANTE O DIA! Só causa mais confusão ainda para o motorista. Mimimi é comprovado que traz segurança. Nunca vi nenhuma comprovação de que trafegar com a luz que é para se usar a noite traz segurança.

  • Kar Yo

    Hipócrita, foi o mínimo que pensei. Depois de, ironicamente, dizer para a repórter dar um “tchauzinho” ou “bom dia” finaliza a matéria dizendo que uma boa relação entre todos no trânsito é o que garante a segurança de todos.
    Agora voltando a falar sério, acho que a sociedade deveria criar uma discussão para podermos criar um código de conduta que realmente funcione. No caso da reportagem eles transitavam por um local com uma única faixa de rolamento. Entendo o lado do ciclista que tenta se defender ocupando toda a faixa, pois o carro teria que passar muito próximo do ciclista e/ou invadir a faixa contrária erradamente para cumprir a distância regulamentada de 1,5 m do ciclista. A rua poderia ser de mão única havendo espaço para todos, mas seria preciso verificar o impacto viário primeiro.
    Outro ponto mostrado na matéria, mas criminalizando o motorista são os cruzamentos de grande movimento. O mesmo acontece com faixas de pedestre bem na esquina. É uma utopia achar que o motorista poderá entrar numa via congestionada sem “embicar” o carro. Se o motorista fosse correto e aguardasse sem invadir a ciclovia ficaria o dia inteiro esperando que alguém lhe dê a passagem. Mais uma falta de educação de motoristas.
    Forçar a inclusão de ciclistas num trânsito caótico sem adequar as vias, as sinalizações e uma discussão entre todos é um erro e tem causado várias fatalidades.

  • G. Vilchez

    O que me conforta nisso tudo é que, creio que a população da cidade de São Paulo já se deu conta da desgraça que foi votar no candidato apoiado pelo cascateiro de São Bernardo e não cometerá o mesmo erro novamente. Assim, espero que em 2016 tenhamos escolhido um prefeito que governe para a maioria, que abdique dessa loucura ideológica de que fomos vítimas, e que crie espaços para a circulação de bicicletas sim, mas utilizando de planejamento.
    Aqui perto de casa é isso que ganhamos da CET, primeiro a ciclofaixa que está ali fazendo figuração. E agora, há mais de dois meses, fomos brindados com uma lombada sem sinalização, sobre a dita ciclofaixa! Deixo a imagem que fala por si.

    • Marco

      Veja essa aqui:

      O vídeo é meu mesmo; gravado na Vila das Mercês.

    • Juvenal Jorge

      Hahahahahahaha de morrer de rir. Uma porcaria por cima de outra, hahahahahahah

  • Adalberto Camargo

    Bob, complicado. O problema se estende onde moro, em Londres. Mas aqui ao contrário do Brasil, a bicicleta se tornou uma alternativa de transporte público e não por persuasão, promoção ou publicidade como bem disse o amigo Claudio Abreu. Mas existe o abuso por parte dos ciclistas aqui também. Não bastasse o inferno que se encontra o trânsito no momento com a construção de ciclovias dedicadas (que fará bem no futuro, um sacrifício até justificável) eles simplesmente ignoram regras básicas como não usar avenidas de 50 mph e túneis e sempre esperam que o motorista reduza a velocidade ou pare em vias de grande fluxo para dar preferência aos ciclistas.
    O desrespeito e soberba dos cicloativistas começa quando eles não respeitam nem os pedestres.

  • Fat Jack

    É a maldita mania dele e de muitos outros “cidadãos” de achar que nós motoristas temos de andar tão lentos quanto eles, claro, aliado ao descaso dos mesmo com o próximo e total desconhecimento do CTB.
    Se antes desta palhaçada paulistana chamada ciclofaixa haviam alguns casos de desrespeito de motoristas para com os ciclistas agora há uma infinidade de casos de desrespeito de ciclistas para com os motoristas, e eles acham os donos da razão.
    E ainda deve piorar com o caso das “faixas exclusivas de pedestres”.
    Parabéns Prefeito Mentecapto!

  • Paulo César_PCB

    A rede esgoto, como sempre nas suas reportagens tipo espuma de chopp, só superficialidades. Foi igual quando da “esticada de mão” para atravessar a rua. Sem qualquer esclarecimento de segurança e critério. Vale tudo em qualquer lugar, de qualquer jeito e “vombora travessá”.

    Se este esquerdóide Onguista criou uma “associação” porquê nós não criamos uma para ter o mesmo direito de pronunciamento de visão sobre a cidade ? Bob, você nos representaria verdadeiramente, e com conhecimento de causa.

    Não sei como o “dono” da verdade Flávio Gomes não vociferou no blog dele contra as suas críticas, mais que lúcidas, contra as atitudes do heroizinho dele, o “Nós pega o peixe e também nóis anda de baique”. Porquê quando o prefeito era o Kassab, atual ministro das Cidades, xingava-o até a última palavra por causa da vistoria ambiental.

  • FR

    Art. 219. Transitar com o veículo em velocidade inferior à metade da velocidade máxima estabelecida para a via, retardando ou obstruindo o trânsito, a menos que as condições de tráfego e meteorológicas não o permitam, salvo se estiver na faixa da direita:
    Infração – média;
    Penalidade – multa;

  • David

    Bob poderia corrigir um trechinho: “… Que fique bem claro: o AUTOentusiastas não é contra a bicicleta, é contra os exageros e abusos que se cometem em nome deste veículo, como as ciclofaixas que transfiguraram a cidade”. Bicicleta é um BRINQUEDO Se fosse um VEÍCULO de locomoção teria: licenciamento, placas de identificação e pagaria IMPOSTOS como um carro,moto, caminhão etc. Agora há pouco estava na rua com meu carro e estava vendo vários ciclistas cometendo infrações e a mais comum era passar no semáforo vermelho. Ora, se carro toma uma multa por que “furou” o vermelho, na teoria a bicicleta também(a infração iria para quem está “pilotando”.

  • G. Vilchez,
    É a falência do controle de tráfego e do país!

  • Kar Yo
    A distância regulamentar para a bicicleta é 1,5 m, mais uma referência, mas ao se passar a um pouco menos não há risco para o ciclista. Ou ultrapassar pouco e rapidamente a faixa divisória, que está ali exclusivamente com a finalidade de evitar colisões frontais, não é o proibir por proibir.

    • Kar Yo

      Concordo plenamente, Bob. O que eu quis salientar é que do jeito que está não existe solução legal. Por isso, a necessidade de uma discussão.

  • FocusMan

    Todo ativista tem como problema a soberba.

  • FocusMan

    Deveriam cobrar IPVA das bicicletas e exigirem inspeção anual para elas também. Estou ficando de saco cheio dessa história de favorecimento para minorias.

  • Ilbirs

    Pelo que me lembro desde criancinha, bicicleta deve sempre trafegar do lado direito da via, até como forma de gerar espaço para que outros veículos tenham como ultrapassar o ciclista sem problemas (a tal distância de segurança de 1,5 m inclusive consagrada no Código Nacional de Trânsito). Está muito errada a matéria ao preconizar que dois ciclistas devam andar um ao lado do outro e aqui caímos em cicloativismo e ciclochatice das boas.
    Quem for olhar a página dessa associação notará que ela tem apoio do Itaú, significando aí que o banco em questão está endossando posturas que inclusive são contrárias à segurança dos ciclistas. Imagine alguém tirando fina de quem pedala por não ter o espaço para o tal metro e meio de segurança e a bicicleta estar bem longe do ponto mais à direita que puder estar na via. Dá para imaginar inclusive risco de alguém cair por deslocamento de ar (algo perfeitamente possível se o veículo a não puder ter a tal distância de segurança for um caminhão, por exemplo), aqui inclusive com o risco de cair para dentro da via e ficar exposto a mais perigo ainda.

    Sobre Daniel Guth, vi que o cara é colunista do Brasil Post (aqui sendo meio explicitamente de esquerda) e da Folha (que sabemos ser meio de esquerda que tenta passar a impressão de isento, mas que só engana hipster mesmo). Como o Brasil Post não vai ceder um só centímetro em sua posição esquerdista, a única pressão que resta é mesmo sobre a Folha, em que pese esse jornal estar sendo cada vez menos lido. Como não me parece que a Folha queira perder sua panca de jornal que agrada justiceiro social, sequer saberá do risco que tem de perder leitores por objetivar o tal “mundo melhor” que nunca existirá e o risco de perda de leitores em massa a que se expõe quando insiste em ter um corpo de funcionários majoritariamente haddadista e apoiador do Foro de São Paulo.
    O uso de ciclistas, e mais especificamente cicloativistas, como inocentes úteis na tal briga contra uma “elite branca” que só existe na cabeça dos esquerdistas é mais ou menos como os “rolezinhos” que tivemos aos montes em shoppings no ano passado: querer incomodar ao máximo a maioria das pessoas para a obtenção de confusão que possa ser usada para avanço de uma determinada agenda que propositadamente gere caos e possa ser usada para avançar o socialismo como um todo. Essa é uma das razões para vermos ciclovias malfeitas, sem segregação física e em vias inadequadas para tal, isso sem falar daquela tinta de terceira que começa vermelha e pouco tempo depois ou apagou ou ficou amarela (aqui inclusive podendo suspeitar de uma bela contribuição para a poluição de águas por causa de seus componentes lixiviados).

    A isso, some-se também a tal sanha redutória de velocidades, também com objetivo claro de gerar caos (e já gerou) e que também na prática tem outros efeitos colaterais, como aumento de poluição e consumo de combustíveis devido aos engarrafamentos, isso sem falar do aumento de arrecadação via multas. Sendo São Paulo a cidade mais rica do Hemisfério Sul e o PT estando em decadência, é certo quererem usar este município como galinha dos ovos de ouro para tentativa de se eternizarem no poder, ainda mais considerando-se que os escândalos federais estão sendo desbaratados e muitos outros ainda o serão.
    Volto a bater naquela tecla importante e da qual devemos nos lembrar em 2016:

    1) Não votar em ninguém do PT nem em quem for de outros partidos ligados ao Foro de São Paulo (PSB, PDT, PC do B, PCB, PPS, PPL);

    2) Não votar em nenhuma linha auxiliar do Foro de São Paulo (PSOL, PSTU, PCO, Rede);

    3) Prestar muita atenção a manobras políticas aparentemente de ruptura com o Foro de São Paulo. Nada é mais estranho do que Marta indo para o PMDB;

    4) PSDB é o PT que fala “por obséquio”, sendo a outra lâmina de uma estratégia das tesouras gramscista, vide Fernando Henrique defendendo Dilma;

    5) Preocupar-se com candidatos aparentemente oposicionistas de fato, mas que podem ser candidaturas “cristianizadas”, que existem propositadamente para perder, mas não sem antes dividir a base dos eleitores contrários ao PT e ao Foro, de maneira a conseguir levar pelo menos um candidato da patota ao segundo turno, na pior das hipóteses para eles, ou mesmo as duas lâminas da tesoura. Tenho cá minhas suspeitas que o Datena entrando no PP e possivelmente sendo candidato, sabendo-se que ele já elogiou o Lula, seja essa tal candidatura divisionista;

    6) Não cair nem deixar os outros caírem no conto das passeatas “espontâneas” e “apartidárias” que pedem “mais amor”, pois essas são ferramentas fora do ambiente da política partidária para promover campanha de assassinato de reputação de algum candidato que esteja à frente de algum do Foro de São Paulo e depois recebem em troca alguma contrapartida (vide o pessoal do Existe Amor em SP, que organizou passeatas contra o Russomanno, ganhando uma cadeira no Conselho da Cidade);

    7) Desconfiar totalmente de pesquisas, ainda mais se apontarem uma subida meteórica de candidato do Foro de São Paulo. Pode ser que essas pesquisas estejam na prática servindo para criar um cenário que confirme o que urnas da Smartmatic queiram dizer;

    8) É importantíssimo também o voto para vereador, uma vez que a Câmara pode bloquear projetos absurdos vindos do Executivo municipal tal qual o Congresso tem feito com projetos que agradam o Foro de São Paulo. Para vereador também são válidas as alíneas 1, 2, 3, 4 e 5.

  • Renan V.
    É o que dá mesmo vontade de fazer, dar um totó num folgado como esse.

    • Vitor Archangel

      Com toda a irresponsabilidade dos ciclistas, não devemos perder a razão. Dar totó é idéia de bandido e de vagabundo. Ao divulgar isso, dá mais munição aos ciclistas que fazem lambança.

      • Marcio

        Talvez andar com bexigas cheias de xixi…

  • RoadV8Runner
    Sigo exatamente essa sua linha, ajudar a fluidez do tráfego. Perfeita, sua opinião!

    • Juvenal Jorge

      Esses caras “da bike”, os cicloativistas típicos, nao estão nem aí para a fluidez, eles não tem horários a cumprir. É um ou outro que bate cartão, o resto é profissional liberal, sem chefe e sem salário que depende do respeito aos horários.

      • Bruno Bertha

        Será que trabalham, Sr. Juvenal? O bom profissional liberal normalmente é tão ocupado que não tem tempo a perder com essas coisas.

  • FocusMan

    Como multar o cara que não tem placa? Como denunciar um ciclista mal educado? Existirá algum dia um curso para ensinar ciclistas a seguirem as regras?

  • FR

    Art. 219. Transitar com o veículo em velocidade inferior à metade da velocidade máxima estabelecida para a via, retardando ou obstruindo o trânsito, a menos que as condições de tráfego e meteorológicas não o permitam, salvo se estiver na faixa da direita:

    Infração – média;
    Penalidade – multa;

  • Marco

    Só um detalhe:

    “esse cara” é consultor da prefeitura assuntos relacionados a transporte. Ele mesmo diz que presta assessoria à (pífia) administração atual.

    Ou seja, ele não é um simples diretor não-sei-do-quê. É bem provável que receba um dinheirinho público…

    Edit. E se a bicicleta deve ocupar o espaço de um carro, qual é a vantagem da magrela, então? Melhor ir de carro mesmo…

  • joao

    Inacreditável!

  • AlexandreZamariolli

    Cicloativismo ou naziclismo?

    • Kar Yo

      Narciciclismo

      • Domingos

        Cristomorfia ciclismo.

  • jr

    Quando era criança e adolescente, no interior de SP, sempre andei de bicicleta. Muitas dezenas de km por dia. E sempre andei bem próximo da guia, na mão da via, sempre parei antes da faixa de segurança, parando no PARE, respeitando o semáforo.
    Bom, mais tarde, quando me mudei para cidades maiores notei que não era viável andar de bicicleta pelas ruas, pois o meu pescoço valia muito mais que a diversão de circular de bike. Não precisa ser muito inteligente, nem motorista, para observar que não é má vontade, é difícil para o motorista enxergar o ciclista, mesmo.
    Assim, não ia arriscar meu pescoço compartilhando a mesma via com veículos muito maiores, pesados e potentes que o meu. É suicídio.
    Bom, jamais deixaria filho meu andar de bicicleta em meio a outros veículos, nessas condições.
    Por isso, ou há uma separação física entre as vias: veículos motorizados x bicicletas e afins x pedestres, ou alguém tem de abrir mão de seu espaço.
    Bom, o pedestre não tem como abrir mão de seu espaço. Os veículos motorizados têm? Talvez em algumas vias, ruas sem comércio e não principais.
    Nesta equação falta espaço para a bicicleta, infelizmente falta.
    Todos queremos uma cidade mais “humana” (o que há na face da Terra de mais humano que a sua própria obra-mestre, a cidade? Sendo simplista, a vida humana se tornou mais fácil devido a invenção das cidades, a concentração humana…).
    É difícil encarar a bicicleta como modal de transporte (esqueça o lazer) numa cidade mais para grande. Onde enfiar, onde?
    Vá lá em Amsterdan para ser, como pedestre, atropelado por uma mãe levando seu nenê na bike. Ou vá ver uma bike enfiada debaixo de ônibus em Barcelona ou Paris. Eu já vi.
    Enfim, gostaria de conhecer mais da história pessoal deste grande defensor do “direito” de usar bikes no meio do trânsito.
    A imprensa em geral é apenas caçadora de novidades genéricas, pasteurizadas, nada investigativa. Se eu fosse repórter já teria levantado a vida deste sujeito, teria entrevistado amigos e desafetos, colegas de trabalho, etc. Daí daria para ter uma ideia exata do que move esta pessoa. Teria também feito um dossiê sobre este modal, consultando especialistas de diversas áreas. Com fatos haveria argumentos para concordar ou confrontar suas ideias.
    Mas, como não fiz nem farei esta investigação, deixo minha simples opinião sobre esta questão: por bikes no meio do trânsito de grandes cidades ou no meio dos pedestres é irresponsabilidade. Aqueles que induzem “inocentes” deveriam arcar com responsabilidade civil e criminal quando estes “inocentes” são mortos ou gravemente feridos.

    • Fernando

      Tive mesma sensação com o passar do tempo, o andar de bicicleta de quando era criança não é o mesmo que se enfiar numa avenida só para exercer o seu direito de compartilhar a via… também creio que minha vida é mais do que isso.

  • Fernando

    Faço o mesmo. Nem precisariam de regras, se todos seguissem o bom senso. Mas por alguns que é difícil numerar, isso é esperar demais, infelizmente.

  • Domingos

    É muita elocubração. As pessoas foram sendo vandalizadas pelo mau espírito da dialética e não percebem mais que é só ver um sujeito como esse Daniel Guth que o certo seria não confiar nele nem para limpar uma privada.

    Quanto mais para basear qualquer política ou atitude.

  • Juvenal Jorge

    Burros, muito burros. Estão gerando reações negativas contra as bicicletas por serem burros. Bicicleta é algo ótimo, mas se acham os donos da rua só porque são frágeis em cima delas. São frágeis mentais, burros.
    E os jornalistas desinformados caem como patos.

  • Juvenal Jorge

    Uma porção de gente perdeu vagas de estacionamento nas vias púbicas por causa dessas faixas ridículas. Desprezo total por essa prefeitura petista ridicula, governando para as minorias.
    Que sejam expulsos pelo voto para nunca mais voltarem.
    Idiotas.

  • Marcelo Alonso

    Infelizmente vejo muitas pessoas entrando no jogo nós contra eles, muito do agrado de certo partido político para desviar as atenções do que eles estão fazendo, em português claro, roubando descaradamente.
    A versão paulistana, implantada pelo nosso “brilhante” prefeito é a da motoristas x ciclistas. No caso da reportagem jornalista se preocupa de estar atrapalhando o trânsito enquanto que o cicloativista, com a prepotência típica dos iluminados pela verdade sugere dar um tchauzinho, não ligando a mínima para o direito das outras pessoas, atitude também muito comum de muitos motoristas, afinal ele junto com o carro, bicicleta, etc. “comprou” também a rua que trafega. Deve haver uma distinção bem clara entre ciclistas e cicloativistas, principalmente os do tipo que não defendem o uso da bicicleta em si, mas sim sua ideologia anti-automóvel, querendo impô-la a todos. Outra coisa que me causa espanto é a edição da reportagem falar do uso do capacete para proteger a cabeça contra “arranhõezinhos”, pois já vi uma menina com seus vinte anos sendo socorrida pelo resgate após cair de sua bicicleta alugada de um banco, e bater a cabeça no chão com tanta violência que estava com um sangramento pelo ouvido, e olhe que ela estava em uma subida e, portanto, em baixa velocidade. Não seria o caso desse cicloativista falar que, apesar dele não usar capacete por opção, recomendar seu uso, por ser mais seguro? Ao menos, a repórter é esperta e estava usando capacete.

  • Gabriel Bastos

    Quanta idiotice… A rede globo patrocina algumas insanidades que me deixam enojado.

  • Marcelo Alonso

    Bob, a propósito do posicionamento da bicicleta na via, é consenso internacional entre ciclistas preocupados com a segurança de quem pedala em recomendar que sempre se ande ocupando o centro da pista da direita, evitando colisão com alguma porta de automóvel estacionado aberta inadvertidamente, animais saindo entre os carros estacionados e, mais importante, nas conversões à direita, que o motorista não tenha percebido sua presença ou se esqueça que acabou de emparelhar com a bicicleta e faça a conversão. Tudo isso é claro com o devido bom senso de trafegar em velocidade que cause o mínimo de transtorno para os motoristas. Estão vendendo a ideia da bicicleta como meio de transporte mas estão se esquecendo de avisar que ela é um veículo e portanto, sujeita a acidentes, eventualmente consequências graves. Como exemplo, o Bono Vox, vocalista do U2 caiu no Central Park e fraturou o braço em apenas 9 lugares. Quantas pessoas devem morrer até que o DENATRAN decida obrigar os ciclistas a usar capacetes, pelo menos quando trafegarem em ruas?

  • robson santos

    Caro ciclo-hipócrita,

    “camarada”, em eventual colisão traseira com algum membro de sua espécie andando a 15 km/h não serei eu responsabilizado por não ter mantido a distância segura para o suposto veículo da frente, no meio de uma via para VEÍCULOS AUTOMOTORES, entendeu este simples raciocínio legal ? Fique tranquilo que não sou psicopata, não faço esse tipo de coisa, mas só preciso chegar em silêncio bem pertinho de você e soltar aquela buzinada para todos verem você passar vergonha por duas vezes: por me xingar estando errado !!! Vai ser a maior prova contra você ! Adoraria você tentar justificar isso, ou coisas do tipo ” ah mas um jumento de carroça andar mais devagar que eu no meio da rua pode, então por que eu também não ? ” A diferença é que um jumento é maior que o outro ! Merdas a parte no meio da rua, que ambos estão fazendo, um provavelmente está sendo mais útil do que o outro rsrs..

    Só vou te perguntar isso, fanfarrão: você faria isso em frente a uma viatura de polícia ? Ou até mesmo a frente de uma ?

    • FR

      Você não sabe interpretar um texto…

      • robson santos

        Então por favor “ctrl+c ctrl+v”, aplique as duas vezes inúteis que você postou isso ao texto, pra ver se encontramos algum nexo, pois foi totalmente desnecessário, insistente, parece que é só isso o que você sabe vir aqui fazer: art.219..

        É falta de atenção isso ?

        • FR

          Apareceu duas vezes porque achei que não tinha sido recebido. E você continua sem saber interpretar um texto…

  • Luiz Andrade

    Cicloativistas NÃO são ciclistas.
    É mais ou menos como a distinção que existe entre motoqueiro e motociclista.
    Ninguém admite mas essa divisão existe e é muito forte em ambos os casos.

  • ochateador

    Ei @disqus_9PC1duAarc:disqus agora fiquei com uma dúvida.
    Os locais de estacionamentos mantiveram ou aumentaram o preço na cidade (ou região metropolitana) de São Paulo ?

    • ochateador
      Não sei dizer.

    • Domingos

      Explodiu o número de estacionamentos, inclusive com indícios de combinação entre donos de estabelecimentos assim e certos locais por onde miraculosamente passam faixas de ônibus que tiraram os espaços de estacionamento.

      O preço está mais ou menos o mesmo, no entanto.

      • ochateador

        Explodir o número de estacionamento eu até vejo como normal por causa das faixas.
        Mas o preço continuou o mesmo? Já estava pensando que os preços subiram para ajudar a arrecadar um dinheiro a mais para certas pessoas….

  • André Castan

    Sou um apaixonado por carros e por isso estou aqui, mas também gosto de bikes e vou expor meu pensamento e método de uso das bikes. Em muitas situações deixo meu carro em casa e uso a bike. Não há como negar que é mais econômico, mais sustentável, mais saudável e até mais rápido que o carro. Porém, não penso só em mim. A maior parte do trajeto faço pela calçada e em velocidade compatível para não por minha segurança e a dos pedestre em risco. Procuro sempre fazer um trajeto onde as calçadas são mais largas. Em 90% dos casos isso é possível. Acredito que com essa atitude, todos ganham. Eu não atrapalho os carros e também não corro o risco de ser atropelado pelos mesmos. Realmente esses cicloativistas precisam refletir um pouco mais e deixar de tanto radicalismo.

  • Holandês Louco

    Quando você for mudar de faixa durante o lusco fusco e vier um carro cinza escuro, você vai lembrar que se ele estivesse com os faróis acessos, teria o visto com muito mais facilidade.
    Já percebeu que uma motocicleta andando no corredor com o farol desligado é muito menos visível do que ela estando com o farol ligado?
    Também vai dizer que nunca deu uma fechada, diurna, não intencional em uma motocicleta que vinha com o farol apagado?
    Também vai dizer que nunca, durante uma ultrapassagem em pista simples que você jura ter olhado bem antes de iniciar, apareceram faróis piscando para sinalizar a existência de um carro à sua frente em colisão iminente?

    Ou mesmo preste atenção quando estiver na rodovia e veja que um carro de faróis acessos é percebido em uma distância muito maior do que um que esteja com os faróis apagados.

    E mais um detalhe, pessoas que possuem olhos claros tem mais dificuldade para enxergar em dias ensolarados que pessoas que possuem olhos escuros.

    • David

      Meu carro é cinza escuro e não levo fechadas por que costumo sinalizar as manobras antes com a seta. Eu tenho fotofobia(em dias nublados ou ensolarados eu tenho que usar óculos escuro por que se não eu tenho muita dificuldade em enxergar(eu praticamente fecho o olho). E eu evito de dirigir ao nascer ou quando o sol se põe para não ter que ficar “adivinhando” aonde está a pista. E sim eu sou cego igual a uma topeira não enxergo um A de longe.

  • Eduardo Edu

    A questão é que existe uma epidemia de superioridade moral composta de minorias tal como ciclistas, veganos, ativistas, defensores de animais e opininólogos de internet. Ou a combinação dessas ideologias.

  • Mauro Schramm

    Pois é, tão chatos quanto os clicoativistas só os carroativistas.

    • Lucas Garcia

      Mauro Schramm, ‘acho’ que aqui é um site de noticias automotivas, e esses abusos dos ‘cicloativista/ecochatos’ ja estão a encher o saco de todos, até mesmo aos quem não moram em São Paulo e tem o minimo de noção pensa o mesmo.

      • Mauro Schramm

        Não sei Lucas. Precisaria ouvir também o outro lado para fazer algum juízo de valor. E nem estou falando do desrespeito dos motoristas aos ciclistas, que além de demonstrar falta de educação, pode ser fatal.

    • Cicloativista é mais chato, pode ter certeza. Eu ando de carro e de bike, sei como é.

  • Fabio Toledo

    Bob, aqui ao lado de onde estou trabalhando, mais especificamente Rua Fernandes Moreira, a buraqueira pintada de vermelho é tão absurda que hoje mesmo farei algumas fotos para que utilize futuramente em alguma postagem, tenho certeza que aproveitará alguma. Sds

  • Fabio Toledo

    “Mái também di motoristas?” Oooo Pera!?

  • David Marques

    O que deve haver é uma EQUIDADE entre todos os meios de transporte para que cada cidadão utilize o tipo que melhor lhe convir e que melhor atenda às suas necessidades. Estupidez é achar que um único tipo deve continuar predominando e em detrimento de outros meios de transporte.

    • Marco Schneider

      Concordo, mas seria ideal se beneficiassem a todos ao mesmo tempo, e não prejudicar quem anda de carro em prol de uma meia dúzia que usa ciclofaixa em um determinado trecho (alguns trechos bem implementados têm bastante ciclista, ótimo, mas a maioria é vazia). Ora, São Paulo nunca será uma cidade com muitos ciclistas porque não tem estrutura geográfica pra isso, pois além de ser uma cidade grande, tem muita variação de altitude. Além disso, se você acredita que precisa haver uma equidade entre os meios de transporte, logo deve concordar também quanto à punição dos maus ciclistas, certo? Além de emplacamento, IPVA (afinal eles utilizam as vias também, né), equipamento obrigatório (capacete, iluminação frontal e traseira), passível de multa caso desobedeça alguma lei de trânsito, porque diariamente vejo ciclistas sem capacete, furando o farol, andando fora da ciclovia/ciclofaixa que está ali ao lado, etc.

      • David Marques

        Na verdade é exatamente o oposto: a preferência maciça ao automóvel prejudica o fluxo da cidade como um todo. Se até então há apenas “meia dúzia” de ciclistas, é porque o incentivo a essa modalidade de meio de transporte está apenas engatinhando, afinal, São Paulo tanto quanto qualquer outra capital brasileira cresceu em função quase que exclusivamente do automóvel. Poucas cidades têm estrutura geográfica ou climática “ideais” e mesmo que tivessem, não significa que devessem ser inteiramente pavimentadas com ciclovias. Salvador (minha cidade), por exemplo, tem uma topografia ainda mais irregular do que São Paulo e clima de verão praticamente o ano inteiro. E, sim, não só ciclistas como pedestres também devem ser passíveis de multas, desde que haja uma fiscalização razoável.

  • Afonso

    Bob, aqui em Natal pintaram uma faixa exclusiva para os ônibus na Avenida Salgado Filho, uma das principais da cidade, a via tem 3 faixas, e o trânsito em horário de pico piorou muito, nos pontos os motoristas dos ônibus não esperam o da frente sair e invadem as outras duas faixas para poderem ultrapassar! A STTU não reprogramou nenhum semáforo, fazendo com que os motoristas altamente educados tranquem os cruzamentos.
    Como se não bastasse, decidiram fazer a mesma coisa na Prudente de Morais, outra avenida que corta a cidade… Mas é claro que eles se superaram, a faixa “semi-exclusiva” é pintada de vermelho e branco, e nela os ônibus dividem espaço com as BICICLETAS.

    http://portalnoar.com/ciclistas-reprovam-faixa-semi-exclusiva-na-avenida-prudente-de-morais/

    • Afonso
      Essa é de impressionar mesmo. O Brasil está mesmo se esfarelando de podre. A cabeça do brasileiro acabou.

      • André Castan

        País onde a educação está em último plano dá nisso.

    • awatenor

      Querem pior? Em Belém, iniciou-se uma pseudo instalação de um malfadado BRT, aos moldes do de Curitiba, sem as devidas adaptações climáticas, topográficas e de impacto no fluxo de tráfego original, uma gambiarra, diga-se. O resultado? Milhões torrados numa pista de concreto mal feita e mal construída, que só serve a ônibus expressos, sem sincronização de sinais, levando a inúmeros acidentes com morte, devido à absurda velocidade imprimida pelos “profissionais” ao volante dos mastodontes mal-cuidados. Ressalte-se que já se passam QUATRO ANOS desde o início desse embuste, que só prejudicou o fluxo, não resolveu o que devia e ainda virou o “BRT da morte”. Infarto certo.

  • David
    Então você enxerga muito bem à noite, confere?

    • David

      Sim, eu prefiro dirigir à noite do que durante o dia, Bob. Não tenho muitas dificuldades, basta eu usar meu óculos para longe. Inclusive várias e várias vezes já dirigi na estrada á noite somente com a combinação luz de posição+ farol de neblina ligado e vou “me guiando” pelos olhos de gato por que o baixo me “ofusca”(sim é verdade e sei que é errado)

  • Bruno

    querem suscitar respeito praticando o desrespeito? Já passa da hora de alguém que tenha os devidos recursos entrar contra essa corja na justiça exigindo o emplacamento de bicicletas caso elas sejam usadas em vias públicas. No visível ato de desrespeito praticado por esse ignorante, que só poderia ser líder de pessoas tão ou até mais ignorantes que ele próprio, o motorista do automóvel poderia fazer um b.o. efetivo contra ele, já que pela placa todos seus dados seriam acessados.

  • Sergio

    Como diria Erico Verissimo, desconfie de alguém que lucra com seu ideal: Daniel Guth é consultor em políticas de mobilidade urbana. Foi coordenador de implantação das ciclofaixas de lazer de SP.

    • Mingo

      Como já disseram lá em cima, eu não confiaria num sujeito desses nem para limpar as privadas lá de casa
      Por mim ele continuaria a plantar cânhamo orgânico, viver de mesada e passar 20 anos “estudando” alguma coisa lá na USP…

  • David

    Para mim se a bicicleta não tem placas e não paga imposto de circulação continua sendo um BRINQUEDO.

  • Bruno Bertha

    Marco, concordo contigo. Os ciclistas afirmam que a bicileta é um veículo perante o CTB, certo? Ora, se é assim, devem arcar com os bônus e os ônus desta classificação, ou seja, pagar IPVA, licenciamento, emplacar, utilizar equipamentos obrigatórios de segurança, etc. E tem que exigir habilitação do condutor, para que este prove conhecer a legislação de trânsito, e seja punido ao descumpri-la, tal como é com os demais veículos.
    Abs.

  • Lucas dos Santos

    Bob,

    Essa reportagem é um exemplo do que ocorre quando as pessoas apenas “passam para frente” as informações recebidas sem investigá-las.

    É comum os “cicloativistas” recomendarem que se ocupe a faixa destinada aos veículos a fim de ser visto, como medida de segurança. O problema foi a repórter afirmar que isso está no Código de Trânsito, quando não está. O que mostra que ela apenas repassou a informação que recebera, como se fosse verdadeira.

    Aliás, os ciclistas batem tanto nessa tecla, que não vou me surpreender se, num futuro próximo, eles não conseguirem fazer com que se altere o CTB a fim de permitir que eles trafeguem no centro das faixas.

    Não sou de São Paulo, mas fiquei curioso para ler essa cartilha, apenas para saber que tipo de informação está sendo passada lá. Depois vou verificar se existe alguma versão online dela.

  • awatenor

    Esse moço, o Daniel, tem jeito de ser aquele troll que alfineta, alfineta, provoca, provoca a paciência, e quando o provocado perde a paciência ele vem com um “tá vendo, eu disse que era um animal!”. Aliás, esse comportamento provocador e, de formas diferentes, desrespeitoso, do tipo “estou no meu direito, dane-se o resto do mundo”, anda muito em voga, como que para compensar as frustrações do dia-a-dia, uma muleta psicológica.
    Abraços, Bob!

  • David Marques
    Você está completamente errado na sua esperança. O uso da bicicleta em São Paulo não vai sair do engatinhar. Isto aqui não é Amsterdâ.

    • David Marques

      À espera de argumentos inteligentes….

      • David Marques,
        Foram dados na primeira resposta. Se você não entendeu, é uma pena.

  • Renato Sacramento

    No excelente filme, “Boa Noite e Boa Sorte”, o jornalista Edward R. Murrow, diz, em um discurso, “temia o tempo onde a TV se transformasse numa caixa, apenas com fios e luzes”. Pois é! Esse tempo chegou…

    O objetivo da TV (salvo raríssimas exceções) não é informar, mas sim, imbecilizar.

    Se formos depender de idiotas formados em nada, ou que funcionam como megafone de governo, essas barbaridades serão vistas, ouvidas e aceitas.

    Com a evolução da informática, existem “400” outras maneiras de se manter informado, sem ter que escutar essa gente.

  • Lucas dos Santos

    Bob,

    Estava pesquisando sobre o assunto, enquanto relia este texto, e notei que existe uma punição prevista para quem desrespeita o Art. 58 do CTB, que é bem mais específica que o Art. 188 citado. Talvez até seja interessante acrescentar ao texto:

    Art. 247. Deixar de conduzir pelo bordo da pista de rolamento, em fila única, os veículos de tração ou propulsão humana e os de tração animal, sempre que não houver acostamento ou faixa a eles destinados:

    Infração – média;

    Penalidade – multa.

    Abraços.

    • Lucas dos Santos,
      ótimo, eu já havia citado esse artigo para um leitor que disse nada obrigar o ciclista a trafegar o mais à direita possível, com isso podendo ocupar o lugar de um automóvel, e ele respondeu que não estava definido o que era bordo. Pode?

      • Lucas dos Santos

        Eu lembro dessa conversa – só não lembro em que post foi e não consegui encontrá-la.

        Essa semana, em minha cidade, aconteceu uma tragédia. Um ciclista morreu após se chocar contra a porta de um automóvel, que estava estacionado. O motorista do veículo não notara a aproximação do ciclista e abriu a porta bem na frente dele, que nada pôde fazer. O fato gerou grande comoção e repercussão, e, desde então, tem se discutido muito sobre o assunto na mídia e nas redes sociais.

        Postaram no Facebook um vídeo orientando os ciclistas, por “questões de sobrevivência”, a ignorar o que diz o Art. 58 e trafegar pelo centro da via, como forma de se proteger de portas se abrindo. Quem postou chama isso de “direção defensiva”.

        https://www.facebook.com/thiagospc/videos/907637945921634/

        E, na TV local, fizeram uma reportagem onde a repórter vive a experiência de andar de bicicleta pelas ruas e avenidas da cidade, acompanhada de um ciclista profissional. Como sempre, os dois andaram lado a lado na pista – mesmo com o ciclista tendo falado antes que se deve ocupar o lado mais à direita da faixa – e, obviamente, atrapalharam o trânsito e foram xingados pelos motoristas. Ou seja, falam uma coisa, mas fazem outra.

        https://www.facebook.com/TribunaGuara/videos/1025452604186154/

        Enfim, o pessoal clama pelo respeito às regras de trânsito por parte dos motoristas, mas eles próprios se recusam a respeitar as regras que lhes cabem. Desse jeito fica difícil mesmo a convivência no trânsito.