Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas FOCUS HATCH SE PLUS 1,6 MANUAL, NO USO – Autoentusiastas

Não anda nada fácil encontrar-se carros médios com câmbio manual. A maioria deles se rendeu às necessidades de um mercado formado por compradores que já foram até chamados de  “apaixonado por carros”, mas que de entusiastas nada têm. É um mercado maluco por novidades, notadamente as eletrônicas, além de assistências para tudo. Imagine, pagar preço de carro novo e ter que trocar de marcha! Um verdadeiro impropério para a maioria.

Mas como no AUTOentusiastas não representamos a maioria que usa automóveis como ferramentas de status ou instrumentos de conexão de comunicações, mas sim como máquinas práticas, úteis e apaixonantes, manteremos a visão pelo lado de quem gosta de dirigir e respeita a história de esforço humano que nos fez chegar até as maravilhas que temos hoje.

A Ford brasileira demonstra com esse carro que usa a cabeça e mantém em linha o seu mais emblemático produto para quem entra em um carro para dirigir com prazer, o Focus com câmbio manual. O apreciador desse modelo aprendeu desde o ano 2000 aqui no Brasil que os tempos dos Fords com suspensões e dirigibilidade criticáveis acabou de vez com o lançamento do primeiro Focus. Se os Escorts mais antigos requeriam alguma familiaridade em situações de pisos ruins, o Focus passou a ser uma referência nesse quesito, normalmente despachando qualquer problema de pista e até carros de maior potência em curvas difíceis, mesmo que o motorista fosse apenas mediano mas estivesse entusiasmado. Se o modelo de Focus tivesse freio a disco nas quatro rodas, isso era feito com mais certeza de que seria muito difícil se complicar em situação difícil.

Foi com expectativa muito positiva que o Ae pediu este hatch com motor 1,6-litro, três pedais e alavanca de mudanças, itens muito interessantes para quem não gosta de comandar um carro distraidamente, sem pensar em trocas de marcha.

 

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Rodei uma semana com ele, gostei muito, de montão, e vamos de cara dizer o que incomodou, para que você não imagine que estou aqui para elogiar cegamente. Nada no mundo é perfeito.

Primeira coisa, descansa-braço no console. Dependendo da estatura e posição do motorista, o cotovelo esbarra um pouco no apoio quando se  engata  segunda, quarta e ré. E como as duas mãos devem ficar no volante quando se conduz qualquer carro, esse item é dispensável para o motorista, sendo útil apenas para o passageiro, em minha opinião. Mas como o local onde se apóia o braço é a tampa de um porta-objetos, a solução não é fácil para a Ford. Seria necessário modificar bastante  o console, e para não perder o item de conforto, colocar um descansa-braço preso ao banco do passageiro. Claramente, como é hoje o descansa-braço/porta-objetos visa versões de câmbio automático ou robotizado.

 

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Apoio de braço para motorista não é necessário

O outro ponto inconveniente é a posição da chave de luzes, à esquerda do volante, mas muito baixa e escondida pelo seu aro. Não é uma falha exclusiva do Focus, há outros carros modernos que têm o mesmo problema, mas sem dúvida poderia ser resolvido na fase de definições ergonômicas que é feita pelo Departamento de Design, antes mesmo da Engenharia de Produto assumir o trabalho. Nesse carro, com a regulagem de intensidade das luzes do painel, além de farol e lanterna de neblina  juntos do botão de farol, mais chato ainda, pois são vários comandos em que se precisa inclinar a cabeça para encontrar as teclas, ou ficar tateando-as até achar o que se precisa.  Depois de uns dias, o problema é minimizado, mas não desaparece. Correção aqui, só com grandes alterações em moldes de injeção do painel, difusor e duto de ar. A se pensar para uma próxima reestilização.

 

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Botão de luzes visível apenas inclinando a cabeça para a esquerda

Passadas as pequenas críticas, vamos aos fatos.

Desde seu nascimento substituindo o Escort no mundo todo, o Focus foi qualificado com um carro bem-projetado, bem construído e de dirigibilidade excelente, muito superior aos tração dianteira anteriores, incluindo  concorrentes. Foi a resposta definitiva para resolver as dúvidas a respeito da capacidade da Ford Europa em fazer um carro para quem gostasse de dirigir, depois das sérias críticas ao Escort de início dos anos 90, feitas principalmente pela revista inglesa Autocar, que provocaram mudanças urgentes em um carro que havia sido recém-lançado. Já contei resumidamente a história do modelo nesse texto, e para quem não leu ainda, recomendo.

Com as mudanças nas legislações de segurança em todo mundo, cada vez mais mirabolantes e não padronizadas, houve o crescimento de dimensões e conseqüente engorda nos carros de todas as marcas. O Focus ficou mais pesado e maior, mas não foi prejudicado na sua mais importante qualidade, que é a dirigibilidade e agilidade. Se o primeiro modelo (chamemo-lo como os britânicos, de Mark I) não tinha auxílios eletrônicos de estabilidade, esse tem, para não ficar atrás dos concorrentes e para elevar a segurança ativa a um patamar absurdo para as gerações que cresceram dirigindo carros primitivos, criados antes dos anos 80.

Esse carro pesa 1.326 kg em ordem de marcha, enquanto o antigo Mk I com motor Zetec 1,8-litro pesava 1.130 kg, quase duas pessoas grandes a menos, 200 kg. A capacidade de carga do carro atual é de 504 kg, ocupantes mais bagagem, um bom número para um hatchback médio.

Para lidar com essa massa maior, a suspensão trabalha de forma elogiável. McPherson tradicional na dianteira, com braço inferior em forma de L, com buchas isoladoras do subchassi de projeto notável, tanto as de borracha quanto a  hidráulica,  e geometria que coloca as rodas com o pequeno câmber negativo de 34′.  Na traseira um conjunto  multibraço, também com câmber negativp, aqui maior, 1°24′. Em ambas, barras estabilizadoras que limitam muito a rolagem, esta nunca incomodando, mas também não mascarando quando se chega próximo de limites de aderência.

O trabalho delas é impressionante, suave e firme ao mesmo tempo. Lembra a expressão em inglês Iron fist in a velvet glove (Punho de ferro em luva de veludo). Provinda do Focus Mk I, mas atualizada e recalibrada para um carro que é mais pesado e  com todas as melhorias que a eletrônica trouxe, é fácil contornar alças de acessos a pontes e viadutos a no mínimo duas vezes e meia a velocidade ridícula indicada nas placas. Assim, 100 km/h numa alça de 40 km/h é fácil, mesmo que o piso não seja perfeito e tenha seus pequenos remendos. Isso, claro, longe de outros carros e de pedestres. Não estou dizendo que pode ou deve ser feito em todo lugar.

Para se conseguir tudo isso, há controle eletrônico de tração (ESC) e o sistema de estabilidade preventivo (ETS – Enhanced Transitional Stability – estabilidade transicional ampliada), que gera aplicação de freio  automaticamente para equilibrar o carro caso esteja na iminência da derrapagem. Isso de forma independente em cada roda, conforme a necessidade. Como ele trabalha monitorando a velocidade do carro, a posição do volante e velocidade com que este está sendo virado pelo motorista, não consegui fazê-lo trabalhar em piso seco, e no molhado não houve como testá-lo, já que o que menos se vê é chuva hoje em dia nessa Grande São Paulo.

Há também o TVC, sistema de vetoração de torque, que transmite força para as rodas de tração em proporções variáveis, evitando escorregamento de pneus que seria arriscado ou apenas desperdício de potência.

Para completar o sistema eletrônico de auxílio dinâmico,  aviso de pressão baixa dos pneus (DDS), que funciona com a informação do sensor de velocidade utilizado pelo sistema ABS de freios. Quando a leitura entre uma roda e outra mostra uma variação andando em linha reta, o sistema entende que a pressão está diferente, já que isso altera o raio dinâmico do pneu, ou seja, a distância entre o centro da roda e a banda de rodagem na área em que ela toca o solo. Menos pressão interna permite que o pneu seja mais achatado, diminuindo o raio dinâmico e fazendo a roda girar mais rápido do que com a pressão correta.

O assistente de partida em rampas, HLA, funciona muito bem. Ao se tirar o pé do freio para acelerar, este segura o carro por até cerca de três segundos. Caso se acelere imediatamente, o freio libera as rodas. O sistema impede que o carro volte para trás, algo desagradável e um terror para muita gente. Funciona em primeira marcha e também com a ré engatada, quando se manobra em uma descida.

A direção tem assistência elétrica com calibração variável eletronicamente. Leve sem ser inconveniente,  e de uma precisão ótima, é um dos pontos altos do Focus.   A calibração leva em conta a comunicação entre carro e motorista, e é fácil sentir o carro nas mãos, escapando da receita genérica de que quanto mais leve mais “chique” o carro. O Focus não precisa disso, é conhecido e respeitado pelos apreciadores do ato de dirigir, e a diretriz de mantê-lo assim mostra que há consideração pelas lições aprendidas ao se atualizar o modelo. Pudera, a definição de diretrizes básicas da dinâmica do Focus, quando de seu desenvolvimento inicial,  foi feita por Richard Parry-Jones e Jackie Stewart, e não deve ser mudadas. Considerando os pneus  215/50 R17,  a calibração variável dessa assistência permite manobras com facilidade e firmeza em velocidade de estrada, e leveza em manobras de estacionamento, uma delícia de obra de engenharia.

Usando uma expressão já antiga, podemos dizer que o chassis é mais rápido que o motor. Isso significa uma segurança ativa elevadíssima. Não se consegue colocar o carro em situação de risco com os 131 cv com gasolina ou 135 cv com álcool, a 6.500 rpm e as assistências eletrônicas. O motor é o Sigma Flex Ti-VCT de 1.596 cm³, igual ao do EcoSport mecanicamente, com a mesma taxa de 12:1, mas com diferente calibração de ECM, resultando em mais potência no Focus.

 

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Resistência de aquecimento para partida a frio, montada sobre o injetor

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Motor é bem recuado, ajudando na distribuição de massas

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Nada de capas decorativas, que bom!

Para permitir melhor aproveitamento de potência,  os comandos variáveis permitem abusos sem fazer o motor reclamar, como andar em rotações baixas e marchas altas. Nesses casos, uma primeira hesitação é eliminada quase instantaneamente, com a alteração do tempo de abertura e fechamento das válvulas. Assim, se o motorista estiver em marcha alta para a velocidade e acelerar, os comandos vão buscar a potência adequada, corrigindo um erro humano. São quatro válvulas por cilindro, com tuchos mecânicos.

O torque máximo é de 16,2 m·kgf a 3.000 rpm com gasolina e 16,7 m·kgf a 5.250 rpm, com álcool, denotando um comportamento um pouco mais esportivo com o “suco de cana”. A rotação de corte de injeção de combustível é de 6.800 rpm. Não há necessidade de injeção de gasolina para partidas a frio quando abastecido com álcool e sob temperatura ambiente inferior a 14 ºC, pois resistências elétricas junto dos injetores aquecem rapidamente o combustível.

Tanque 55 litros é a mesma capacidade dos Focus hatch anteriores, e com a média geral de 10,8 km/l com gasolina que obtive garante tranqüilidade e um bom tempo longe dos postos, lugar tão chato de freqüentar quanto o supermercado.

Uma parte do peso alto dos carros modernos é relativo a itens elétricos. Há três caixas de fusíveis e relês, uma no cofre, outra sob o painel, à frente e acima dos pés do passageiro, e outra no porta-malas, atrás do revestimento lateral esquerdo.

 

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Central elétrica no cofre do motor, com tampa aberta à esquerda

No centro alto do painel, a tela e os comandos para entretenimento e comunicação. Rádio AM/FM/CD/MP3, duas entradas USB, uma entrada auxiliar para vídeo, tela de 4,2′”, comandos de voz para áudio e telefone. Com o sistema de som desligado, a tela mostra data e hora, de forma discreta. Há já conhecida assistência de emergência com smartphone emparelhado ligando para o Samu em caso de abertura de qualquer bolsa inflável ou bloqueio de combustível pela válvula de segurança.

A versão conta com faróis de neblina e luz traseira de neblina, acendimento automático de faróis que pode ser desativado, retrovisor interno eletrocrômico, sensor de chuva que pode ser desativado via computador de bordo (ainda bem), chave com controle remoto, destravando portas e porta-malas, e com a função de abertura  e fechamento totais de vidros e trava de portas.  O SE Plus tem também ar-condicionado automático de duas zonas, sensor de distância traseiro, com aviso sonoro e por imagem na tela central, controle de velocidade de cruzeiro e aviso de limite de velocidade, sempre muito úteis.

 

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Desenho atual e prático

Mas o melhor é saber que o câmbio é manual, uma caixa denominada IB5, fabricada em Taubaté, muito boa e item cada vez mais difícil de ser encontrado. Ótimo saber que até aqui a Ford vem ajudando a “salvar os manuais”, algo sempre sentido por quem gosta de dirigir da forma tradicional quando se lança algum modelo interessante, e nos deparamos com câmbios automáticos ou robotizados apenas que, se hoje têm aceitação no mercado, não agradam aos mais fanáticos, que muitas vezes dirigem apenas por prazer.

As relações das cinco marchas são  1ª 3,846:1/2ª 2,038:1 /3ª 1,281:1/4ª 0,951:1/5ª  0,756:1/ré 3,615:1, com  relação de diferencial 4,56:1 .

A quarta e a quinta multiplicadas, com relação abaixo de um, só chegam a atrapalhar um pouco em subidas de serras como a Imigrantes, por exemplo, onde há curvas muito abertas, e o limite de velocidade é de 110 ou 100 km/h dependendo do trecho. Se fosse 120, poder-se-ia andar em quinta todo tempo, mas os trechos com limite menor e o trânsito pesado provocam  muitas vezes a necessidade de reduzir para terceira quando a velocidade possível baixa para 80 ou 70 km/h, pois a quarta já é bem longa. Nos demais usos nada que incomode, ajudando a manter silêncio e grande autonomia, com engates precisos e com esforço na alavanca correto, nem leve demais nem pesado; mesma coisa no pedal de embreagem, que sempre é bastante leve.

A propósito, a v/1000 em 5ª é 34,3 km/h e em 4ª, 27,3 km/h, ficando nítido que a velocidade máxima de 181 km/h é em quarta a 6.630 rpm, praticamente batendo com a rotação de potência máxima de 6.500 rpm. A 120 km/h em 5ª o motor está a 3.500 rpm

O principal ponto positivo das relações longas é o consumo, pois combinando cidade e estrada, rodando  em trânsito pesado e pegando subida de serra com várias interrupções  devido aos motoristas “donos da esquerda”, foram 10,8 km/l de gasolina, com ar-condicionado ligado uns 90% do tempo. O nível de ruído  baixo é algo também muito importante quando se passa muitas horas dentro do carro, e o Focus é ótimo nesse ponto, muito ajudado pela aerodinâmica e pelas vedações de portas, onde borrachas duplas e muito parrudas mostram seu trabalho, sem atrapalhar na facilidade de fechamento.

Alguns números de consumo a velocidade constante lidos no computador de bordo, levando em conta que segurar o pé no acelerador sem movimentá-lo mesmo que involuntariamente não é fácil, mas fiz três medições em cada velocidade indicada e tirei a média dessas leituras para apresentá-las aqui, com as rotações lidas no conta-giros:

100 km/h – 14,8 km/l  a 2.750 rpm
110 km/h – 12,9 km/l  a 3.000 rpm
120 km/h – 11,5 km/l  a 3.300 rpm

O consumo divulgado pela Ford, seguindo os padrões do Inmetro, é de 10,8 km/l na cidade com gasolina e 7,5 km/l, com álcool. Na estrada, 13,6 km/l com gasolina e 9,3 km/l, com álcool. Esses números devem sempre ser usados como referência ou comparativo com outros modelos, mas com atenção para não se comparar com padrões diferentes daquele do Inmetro.

Desempenho é bastante suficiente para um uso normal, com velocidade máxima  de 176 km/h com gasolina e 181 km/h com álcool, como vimos. Para a aceleração de zero a 100 km/h, os tempos são 11,9 segundos para gasolina e 11,4 segundos com álcool, números divulgados pela Ford.

No interior, um ponto observado pelo Carlos Meccia no lançamento do Fastback e que também me incomoda nesse carro, como em outros tantos. O painel de instrumentos é muito volumoso. Pode passar a função psicológica de aconchego, mas suprime  espaço na largura para as pernas, e fica um pouco próximo demais do passageiro. Não que seja apertado,  mas poderia ser mais amplo.

Há uma razão lógica para o painel ser tão grande, notadamente no volume chegando mais próximo do passageiro, no eixo longitudinal (eixo X) do carro. Trata-se da existência da bolsa inflável, que requer que o ocupante não esteja muito longe da superfície por onde a bolsa é inflada. Isso faz o desenho do painel ter uma “barriga” que vai  “buscar” o ocupante, não podendo ser mais magrinho. Prejudica um pouco o tamanho interno do porta-luvas,  que faz uso de luz interna para ajudar a encontrar algo lá dentro. Isso não é defeito do Focus, é característica de muitos carros atuais.

Mas a origem real desses painéis enormes vêm não apenas da bolsa inflável, mas também do pára-brisa bastante inclinado que todo carro moderno tem. Se fosse trocado um pouco de inclinação por curvatura transversal para não prejudicar a aerodinâmica, poderíamos ter painéis mais esguios, e os ocupantes dianteiros poderiam se sentar mais à frente. Resultaria também em menos insolação do interior e mais espaço para quem vai atrás.

 

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Volume do painel fica evidente olhando pela lateral

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A posição de dirigir é algo perfeito, com volante de quatro raios regulável em altura e distância, com diâmetro de aro correto, revestido em couro muito bom, incorporando os comandos de som, menu do computador de bordo e controle de velocidade de cruzeiro. As alavancas de seta/farol alto e a dos limpadores de pára-brisa são curvas, com a simbologia e as teclas visíveis por cima dos raios do volante. Ótimo.

 

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Alavancas atrás do volante são visíveis, aparecendo sobre os seus raios, muito bom

Os bancos são eficientes, o do motorista com regulagem de altura de grande curso, e ajuste lombar. O couro é de uma cor cinza muito agradável, as costuras tem um desenho moderno como todo o carro, e não há brilho que passe uma impressão de couro barato. Ele é mesmo muito classudo. Há bolsas infláveis laterais nos bancos dianteiros nessa versão SE Plus.

Para quem senta atrás, bom conforto. Banco bipartido 60/40, ou 1/3  2/3 como alguns preferem, com o assento também dividido dessa forma. Aliás, as marcas que ainda montam bancos de encosto e/ou assento inteiriços na traseira deveriam colocar a mão na consciência e entender a dificuldade que causam a seus clientes com essa solução arcaica. Todo banco traseiro deveria ser bipartido, permitindo carregar simultaneamente pessoas a cargas maiores que o porta-malas.

Há dois engates para bancos infantis, fixados à estrutura do carro, e um terceiro ponto de fixação na parte de trás do encosto do banco. Esses pontos tem padrão e dimensões na norma chamada de Isofix, e como foi feito no EcoSport, a Ford lança dois modelos de bancos vendidos como acessórios, de fácil instalação e que servem em qualquer outro carro com fixações nesse padrão. Trata-se de um avanço importante e muito mais facilidade para o adulto que for montar o banco, que não depende do cinto de segurança do carro para ficar bem preso.

 

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Boa retenção do corpo em curvas, desenho simples e moderno

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Conforto ótimo, espaço suficiente, porta-objetos abundantes

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Símbolos presos no banco mostram posição da ancoragem Isofix

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Assento levantado para mostrar o engate Isofix, pintado de preto brilhante, ao lado do fecho do cinto

Sentando atrás de mim mesmo (1,81 m), os joelhos não tocam o encosto dianteiro, o que é bom, sem ser espaçoso ao extremo. Um espaço normal, já que o carro não é longo, com comprimento de 4.358 mm, largura nos espelhos de  2.010 mm,  altura de 1.484 mm e boa distância entreeixos de 2.648 mm.

Outro ponto muito elogiável é a quantidade de porta-objetos para quem viaja no banco traseiro. Há um na parte de trás do console, dois porta-revistas (ou tablets) no encosto do banco dianteiro, dois na extensão da soleira interna e ao lado do assento, e mais o porta-objetos na porta, onde também entra uma lata de bebida. Espaço para qualquer quinquilharia.

 

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Porta-objetos atrás do console…

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… e mais três, um na porta e dois ao lado do assento

Na frente, além do bom espaço nos painéis de porta, o porta-luvas de tamanho apenas razoável, e mais uma caixa com tampa basculante para o motorista, abaixo do comando de faróis e lanternas.

Os painéis de porta tem um desenho muito bonito, todo composto por superfícies com vários degraus e raios, ajudando a criar uma estrutura resistente, evitando excessiva flexibilidade quando se apoia o braço ou empurra a porta.  A cor é como no painel, cinza neutro e agradável.

 

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O console central no assoalho tem tomada de energia de 12 volts, duas frestas porta-cartões ao lado da alavanca de câmbio, dois porta-copos com fundo removível e que pode ser encaixado de cabeça para baixo, útil com copos ou latas pequenas, que ficam dessa forma mais para cima. Há quatro apoios de plástico emborrachado com efeito mola, para pressionar o copo e evitar que este tombe.

Levantando o descansa-braço já comentado, uma bandeja removível que encobre um patamar mais alto que o fundo do porta-objetos, onde está a segunda entrada USB, a entrada auxiliar e outra tomada de 12 volts. A tampa que é o apoio de braço tem projeto parrudo, formada por sanduíche de duas peças, a externa revestida e acolchoada, e a interna  com fecho de dois engates, dobradiça única bem larga e dois batentes de borracha reforçados. Nitidamente de qualidade.

 

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Distância entre os bancos é grande, console é largo

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Tampa do porta-objetos é apoio de braço, muito reforçado

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Pequena bandeja removida, entradas e porta-objetos abaixo

O porta-malas tem 316 litros e parece maior. Bagagem de três pessoas para uma viagem de três dias ficou meio perdida lá dentro. As duas alças por dentro da tampa para facilitar o fechamento desta é uma classe à parte. São alças de verdade (grab handles)  que se pode pegar com uma mão grande com luvas, e não apenas pequenos rebaixos para se encaixar os dedos. Quem é bem baixinho pode pular e se agarrar a uma delas para trazer a tampa para baixo, e para quem é maior, não é necessário ficar procurando onde elas estão, já que o tamanho e o desenho as fazem de pega instintiva. Exemplar.

Outro fator notável é a presença de duas luzes de iluminação do porta-malas. Já viu aquela situação em que você coloca um monte de coisas lá dentro, e o objeto mais alto cobre a luz, fazendo o outro lado do porta-malas ficar no escuro? Pois bem, no Focus foram colocadas luzes dos dois lados. Nota dez de novo.

 

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Duas alças para fechar a tampa

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Luz e dois ganchos para pequenas sacolas, de ambos os lados

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Estepe temporário, bandeja com divisórias ao redor

Revestimento de boa qualidade e que aparenta que vai durar muito. Não há carpete por trás do encosto do banco traseiro, mas não faz falta, já que o ruído de rolagem de pneus é ínfimo até para quem viaja atrás.

O estepe é de uso temporário, medida T125/80 R16 e está no porão do assoalho, dentro do carro. Esses dois fatores praticamente eliminam a atração que o Focus exerceria por aqueles meliantes que adoram estepes externos. Ao redor dele há porta-objetos de pequena profundidade, lugar ideal para se colocar um par de luvas, algo muito bom de se ter quando se precisa trocar um pneu. O detalhe faltante é uma alça ou gancho para segurar o tapete quando se precisa remover ou colocar algo nesses porta-objetos, ou  estepe e macaco no lugar. É um item que não requer grandes gastos e faz uma diferença grande para o usuário.

Um carro que continua a tradição de Fords de ótima dinâmica e segurança ativa — aquela para evitar acidentes — de alto nível. Estilo é algo puramente pessoal, e se você, como eu, não gosta de arroz com feijão ou pudim de chuchu nesse assunto, irá apreciar as linhas inconfundíveis e o conjunto visual consistente do Focus, e estará muito bem servido com ele em sua garagem. Melhor que isso, só se houvesse a opção de caixa manual com o motor dois litros e também a perua (SW).

 

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Casa na praia e um ótimo carro

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Branco e preto, contraste de projetos, ambos notáveis em suas funções

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Defletores de ar diante dos pneus são cada vez mais comuns

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Boa visibilidade no quarto traseiro, coluna D é estreita

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Nâo é UM fora-de-estrada, mas anda tranqüilo na areia compactada

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FICHA TÉCNICA – FORD FOCUS HATCH 1,6 2016
MOTOR
Denominação Sigma Flex Ti-VCT 1,6
Tipo 4 cil. em linha, transversal, bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas, corrente, variador de fase na admissão e escapamento, 4 válvulas por cilindro
Diâmetro e curso 79 x 81,4 mm
Cilindrada 1.596 cm³
Taxa de compressão 12:1
Potência máxima 135 cv/6.500 rpm (A), 131 cv/6.500 rpm (A)
Torque máximo 16,2 m·kgf/3.000 rpm (G), 16,7 m·kgf/5.250 rpm (A)
Rotação de corte 6.800 rpm
Formação de mistura Injeção indireta
TRANSMISSÃO
Câmbio Manual com embreagem monodisco
Relações das marchas 1ª 3,846:1; 2ª 2,038:1; 3ª 1,281:1; 4ª 0,951:1: 5ª 0,756:1;  Ré 3,615:1
Relações de diferencial 4,56:1
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Independente, multibraço, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, assistência elétrica
Relação de direção 16:1
Número de voltas entre batentes 2,6 voltas
Diâmetro mínimo de curva 11 m
FREIOS
Dianteiros A disco ventilado
Traseiros A disco
Controle ABS, EBD e auxílio à frenagem
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 7Jx17
Pneus 215/50R17W
CONSTRUÇÃO
Tipo Monobloco em aço, hatchback 5-portas, cinco lugares, subchassi dianteiro e traseiro
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto 0,287
Área frontal (calculada) 2,142 m²
Área frontal corrigida 0,634m²
DIMENSÕES
Comprimento 4.358 mm
Largura (com/sem espelhos) 2.010/1.823 mm
Altura 1.484 mm
Distância entre eixos 2.648 mm
CAPACIDADES
Porta-malas 316 L
Tanque de combustível 55 L
PESOS
Em ordem de marcha 1.326 kg
Carga útil 504 kg
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h 11,9 s (G) e 11,4 s (A)
Velocidade máxima 176 km/h (G) 181 km/h (A)
CONSUMO OFICIAL
Cidade 10,8 km/l (G), 7,5 km/l (A)
Estrada 13,6 km/l (G), 9,3 km/l (A)

 

Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

  • Carlos4Carros

    Profetizo que esse vai ser líder da categoria durante muito tempo. Ainda mais com seu principal rival cada vez mais depenado.

    • RED883

      Gostei do teu nick falando bem do Focus…

    • Comentarista

      Rapaz! Deixa o original ler esse comentário de um clone! Kkkkk ele vai dar um treco!

  • Davi Reis

    Juvenal, avaliação muito completa e texto impecável, gostei muito! Sobre o Focus, é um carro que dispensa comentários: bonito, bem acertado e bem equipado, com dois ótimos motores. Pena que não exista o Duratec manual. É merecidamente o líder da categoria e nem mesmo os problemas constantes com o câmbio PowerShift (agora chamado de automático seqüencial pela Ford) parecem afastar a clientela.

    • Juvenal Jorge

      Davi Reis,
      obrigado, fico feliz que tenha gostado. Sobre o PowerShift, a Ford informou há algum tempo que os problemas estão corrigidos, e os clientes estão sendo atendidos pela rede, tendo inclusive aumentado a garantia de câmbio para os carros que tinham o defeito.

      • Guilherme Gaúcho

        Juvenal, onde que consigo um comprovante dessa ” garantia estendida “? Tive o reparo efetuado mas não recebi nada sobre isso.

        • Lemming®

          Teoricamente o serviço de atendimento da Ford…
          Em minha opinião eles deveriam informar por carta todos os que compraram esse “abacaxi” de 1ª geração já que o do novo Eco 1.6 pode ser considerado de 2ª (sem o defeito).

      • Ilbirs

        Pelo que ouvi falar, a culpa de tudo era um retentor de má qualidade. Melhoraram esse retentor e os problemas acabaram. O duro é pensar o tanto de problema que essa caixa deu por causa de uma besteirinha dessas que não custa tão a mais assim fazer com uma qualidade a toda prova.

      • Davi Reis

        Também foi o que fiquei sabendo. Vamos aguardar para ver como vai ser.

      • Cobryte

        Juvenal, como de praxe, ótima avaliação. Recentemente, em uma viagem, vi a versão SW do Focus e é belíssima.

        Sou proprietário de um Fiesta PowerShift e ainda não recebi nenhum comunicado da Ford sobre a extensão. Só vi essa informação através da imprensa. Quando pergunto sobre o assunto nas concessionárias, dizem que não há nada de oficial. Só boatos.

        Seria muito útil se você conseguisse essas informações com os seus contatos na Ford.

        Liguei no 0800 e não souberam responder nenhumas das seguintes questões:

        A extensão de garantia por dois anos é oficial? Abrange quais carros? Quais itens estão cobertos? Como ficam as revisões durante a extensão? Quando e como os proprietários serão comunicados?

        A impressão que passa que a Ford estendeu a garantia muito mais para dar uma satisfação à imprensa do que aos seus clientes.

  • douglas

    Lindo carro! um dos Ford que teria na garagem!

    Sobre o cambio manual, as vezes acho que tenho problema… defendo o uso do manual, falo que não teria um auto.. não agora!

    todos acham que sou louco! inclusive primos mais novos que eu! rs

    Tenho uma dúvida pra que serve na real os defletores nas rodas?

    • Davi Reis

      Acho que ajuda a melhorar a aerodinâmica e também impedir um pouco que aquelas pequenas pedrinhas agarrem nos pneus.

    • Juvenal Jorge

      Douglas,
      os defletores são para desviar um pouco de ar que se chocaria com o pneu girando, provocando mais turbulência. Com o defletor, ainda ocorre, mas menor.

      • douglas

        Opa Juvenal! obrigado!

    • CorsarioViajante

      Depende muito da realidade de cada um. Aqui em Campinas, por exemplo, os congestionamentos ainda são poucos, é tranquilo ter manual, pelo menos na minha rotina. Mas entendo que para outros, ou para outras realidads, as necessidades podem ser outras.

  • CorsarioViajante

    Este é um dos únicos carros atuais que me dá água na boca, vontade de comprar e que cairia como uma luva para as minhas necessidades. Só faltou o dinheiro! rs
    Achei a rotação a 120 km/h em quinta meio alta, mas acho que não tem muito o que ver em virtude do peso do carro e tamanho do motor.
    E faço coro, podia ter uma versão igualzinha a esta mas com o motor de 2 litros, ou mesmo a perua.

    • Daniel S. de Araujo

      Concordo, merecia uma quinta ligeiramente mais longa, quem sabe 120 km/h a 3.000 rpm

      • Thales Sobral

        Esse motor não tem tanta força abaixo de 3.000 rpm, veja que nem o Fiesta PowerShift (que tem 6 marchas e pesa 200 kg a menos) chega a essa rotação. A 120 km/h está marcando uns 3300. E qualquer pisadinha ele já joga a 5ª.

    • Davi Reis

      Achei a rotação a 120 até baixa, o carro é pesado e o motor não fica sobrando muito. Poderia ser até um pouco mais curto sem incomodar, dando 3500 giros a 120 (mas Ford, não faça isso, tudo indica que está ótimo assim, rs).

      • Bruno Passos

        Davi Reis, creio que a Ford não altere isso tão cedo. A marca “gosta” desse escalonamento. Se você reparar, as relações de marcha desse Focus 1,6l são as mesmas das versões 1,0l e 1,5l do Ka, só alterando a relação do diferencial.

  • Jacutinga do Cariri

    JJ; Por gentileza, permita-me discordar. Pelamordedeus.. Existe algo mais prático que cambio automático? Principalmente nos grandes centros, sujeitos a engarrafamentos de 1, 2, 4, “n” hs? Olha o que vc disse;

    Mas como no AUTOentusiastas não representamos a maioria que usa automóveis como ferramentas de status ou instrumentos de conexão de comunicações, mas sim como máquinas práticas, úteis e apaixonantes, manteremos a visão pelo lado de quem gosta de dirigir e respeita a história de esforço humano que nos fez chegar até as maravilhas que temos hoje.

    De onde foi que vc tirou que carro automático não é prático, útil e apaixonante? A única parte subjetiva da sua avaliação é o apaixonante. Tudo bem, isto é discutível. Mas útil e prático, tenha a santa paciência, né…..Tá as suas ordens aqui um Accord V6 automático para vc dar uma volta quando quiser, já que o Autoentusiasas não testa de jeito nenhum os Accords. Tem meu Omega também, outro nunca testado.

    Grande abraço e parabéns pelo trabalho. Discordar não é desmerecer. Contrapor não é ofender. Opinião diversa não significa que não respeitamos o trabalho do outro. Isto se chama democracia. Explica por favor para o Boss e, se possível, peça para ele pegar um pouco mais leve na censura…….

  • Douglas

    Lembrando que na Argentina ele é vendido com o motor 2-litros e câmbio manual.
    Custava nada a Ford trazê-lo também, já que todo Focus vendido aqui vem de lá mesmo.

    • Juvenal Jorge

      Douglas,
      concordo. E o custo é quase apenas fazer a calibração de ECM para nossa gasolina misturada com suco de cana.

    • Ilbirs

      Inclusive essa transmissão na prática é a mesma IB5 Plus que qualquer EcoSport 2.0 possui. Seria bem interessante ver esse motor, que tem injeção direta, conciliado a essa transmissão e a meu ver é uma bobeira sem tamanho a Ford não disponibilizar essa opção por aqui. Creio eu que seja capaz de beber bem pouco para a cilindrada que tem quando posto em estrada.

  • guest

    Pela foto do cofre do motor, assim como no Focus Mk2, continua a inadmissível dificuldade de acesso ao reservatório do fluido de freio, oculto sob a “grelha” da tomada de ar.
    Parece que os engenheiros da Ford odeiam os reparadores…

    • Juvenal Jorge

      guest,
      trata-se de uma conseqüência de pára-brisa muito inclinado, coisa da moda, não só do Focus. Como a maioria nem abre o capô do carro, sobra para quem vai fazer a manutenção.

      • guest

        De fato, JJ, essa moda tem complicado em muito o trabalho de mecânica, mas a Ford também não ajuda… o Peugeot 408, p.ex., que padece do mesmo mal, usa um reservatório prolongado (com “pescoço”) fixado à frente da grelha, facilitando o acesso.
        No quesito de “planejamento para a reparação”, a JAC merece menção honrosa.

    • Lucas Mendanha

      Não vejo problema nisso..

      para verificar o nivel, basta olhar o reservatorio, pois a indicação é na lateral.

      E caso seja necessário completar ou trocar o fluido, basta tirar dois clips metalicos e 4 parafusos torx25, que a grelha sai todinha.

      Operação que leva menos que 5 minutos.

  • Raphael Salotto

    Gostei da avaliação, tenho simpatia pelo carro. Apenas achei os números de 0 a 100 meio altos…

    • Thales Sobral

      É, não tem muito segredo, o carro é pesadão, esse 1,6 aspirado é muito bem feito mas tudo tem limite. Porém, para a maioria das pessoas, o desempenho desse carro é mais que suficiente.

      • Lucas

        E para 0 a 100 também são importantes as relações de marchas do câmbio. Como é um 4+E, com máxima, como dito no texto, em 4ª, ele tem escalonamento mais aberto, logo não é a mesma coisa que o empilhamento de marchas do Sandero R.S., por exemplo.

        • Uba

          Mas para chegar a 100 não precisa da quarta e da quinta, as 3 primeiras marchas do Focus não são longas, são normais. Ele chega a cerca de 130 em terceira.

  • Lemming®

    Muitas qualidades, recursos interessantes e alguns mimos.
    Não esperava que fosse tão bom esse Focus.
    Mas impressão minha ou esse capô tem um vão muito grande na montagem??

  • OlCal

    Eu gostaria de ouvir uma opinião deste site a respeito do relato de alguns problemas no PowerShift. Eu tenho acompanhando alguns outros sites de notícias mas as matérias ou são superficiais ou tendenciosas.

    Realmente há o problema no câmbio PowerShift ?

    Acontece que recentemente eu busquei um carro para comprar e comprei um Golf DSG. Carro que fiquei apaixonado pela condução. Já tive um Focus 2.0 que gostava demais, mas o Golf mudou demais a minha opinião a respeito do carro. Só que a minha experiência com a VW tem sido pior do que era com a Ford, coisa que eu não esperava, até tinha pensando em comprar um Golf Perua – o porta malas é grande e o DNA é de um Golf.

    Agora preciso trocar um outro carro que tenho e estou na dúvida entre o Focus atual ou aguardar pela nova leva do Cruze e Civic – o problema é que esses dois devem demorar para chegar.

    Outro VW eu não compro. Até pensei um comprar um up! Tsi pois é econômico e divertido, mas toda vez que ando de Golf eu desisto pois o conforto é muito grande; já fiz test-drive no Up! e não há conforto como no Golf, Focus etc.

    Desculpa se foge um pouco do tema da matéria mas não tenho encontrado resposta para essa minha pergunta.

    Obrigado.

    • Thales Sobral

      Tenho um Fiesta PowerShift. Irei trocar a embreagem do meu carro com 23 mil km (e uma amiga vai trocar com cerca de 15 mil km) devido a problemas de vibração – a meu ver, decorrentes de desgaste, parece embreagem patinando – e eu não faço “meia embreagem” com o carro. Deve ter gente que use o “creeping” para segurar o carro nas subidas, mas mesmo quem usa adequadamente está tendo alguns problemas.

      Diz a Ford (e algumas pessoas que trocaram a embreagem esse ano) que a última versão está muito melhor e resistente. Vou esperar que seja verdade, porque a proposta é muito boa, achei o câmbio ótimo. Mantém o desempenho e deixa o consumo de certa forma contido.

      • CorsarioViajante

        Caramba! 23.000 km é bem pouco para trocar a embreagem, espero mesmo que tenham resolvido isso.

      • Ilbirs

        Pelo que li a respeito, os problemas da transmissão são decorrentes de um retentor de má qualidade, com a mais recente especificação (a recém-lançada no EcoSport 1.6) tendo já um retentor adequado.

    • marcus lahoz

      O Procon M/g esta obrigando a Ford a investigar os câmbios PowerShifts. E dirigi mais de uma vez e gostei muito, mas tenho duvidas sobre a durabilidade, tenho lido muita reclamação. Eu esperaria a segunda geração do PowerShift para comprar.

    • Plutonio

      Tive um Fiesta Powershift. Até 20 mil km tudo ok. Depois começaram barulhos e trepidação. Optei por um menos esportivo mas infinitamente mais confiável Honda epicíclico.

      Fora que a montagem do carro é sofrível. E sempre há a sensação de que economizaram em materiais e fixações. Testes (especialmente com carros novos) nunca responderão isso. Ninguém convive ou testa carro usado por um bom tempo e botando grana do próprio bolso.

      Por essa razão e a segunda decepção com Ford eu jamais optaria por um Focus no lugar de um Golf. Especialmente o Deutsch.

      Carro tem que ser prazeiroso mas não esqueça que convivemos com eles por anos. Tranquilidade e sentir-se respeitado também contam pra quem paga a conta.

    • Junior

      Olcal, tem problema sim. É claro que andando no carro de test drive não vai se perceber, o problema ocorre após certa quilometragem. Eu tenho um Fiesta e deixei de comprar o automático justamente pelo problema crônico deste câmbio. Basta você consultar sites onde os proprietários colocam a opinião sobre os seus carros, como bestcars, carros na web, etc. Trabalhei em montadora e tinha acesso as reclamações de cliente e sempre que eu cruzava esses dados com as mensagens reclamações na internet havia uma correlação muito fiel à realidade.

  • CL RJ

    Sou proprietário de um Focus manual GLX 2.0 hatch de 2013, comprado com bom desconto quando ocorreu o lançamento do MK3. O carro em si é muito bom, mas sofri com problemas de montagem, só resolvidos devido à minha insistência com a concessionária.
    O fato é: ontem fiz o test drive no novo Fastback, por conta da promoção da viagem. Era um Titanium Plus branco. Deu para perceber a evolução do carro nessa geração, mais silencioso, melhor ergonomia, direção pouca coisa menos pesada e até um pouco mais precisa e direta. Mesmo o câmbio PowerShift, tão criticado, achei bom: boa velocidade e suavidade nas trocas, infelizmente não tive a oportunidade dirigir um Golf com DSG para comparar, mas achei realmente bom. Talvez tenha sido aprimorado.
    O problema é: preço. Não consigo achar razoável pagar o valor pedido no novo Focus, assim como qualquer atual carro. Quando lembro que paguei menos de R$ 54 mil no meu, não dá para achar razoável pagar cerca de R$ 77 mil no modelo que seria correspondente, o SE Plus 2.0. Nada justifica essa diferença.

    • Juvenal Jorge

      CL RJ,
      concordo com você. Preço é algo fora do comum no Brasil. Prefiro falar sobre o carro e deixar o preço para quem vai vender e comprar.

    • marcus lahoz

      Se fizer as contas com inflação de 10% ao ano, quase chega no valor.

      • guest

        E os R$ 54.000 foram pagos num Focus com câmbio manual… pode botar o preço do PowerShift nessa conta.

      • Uba

        Qual inflação de 10% ao ano? Em 2015 ela chegará nesse patamar, mas nos anos anteriores não chegou nem perto disso.

    • Lucas Mendanha

      Tbm tenho um Mk 2,5 e ao conhecer esse novo modelo, Mk 3,5, achei um baita carro. Mas não a ponto de me motivar a fazer um upgrade.. Não acho que valha a pena, ainda mais nesses preços praticados..

  • Fat Jack

    Esse é um carro que cada vez que ouço ou leio dele me interesso mais em guiar por tamanhos elogios ao seu comportamento dinâmico, mas fiquei ligeiramente decepcionado com o seu desempenho (principalmente com relação ao comentário da “subida da serra”, com a indicação de uma possível necessidade de engatar a 3.a), sua caixa não me pareceu ter uma relação tão longa com 3.500 rpm a 120 km/h, enquanto o consumo me pareceu também somente razoável… fiquei com a clara impressão de muito peso para pouco motor, onde equalizar a relação desempenho/consumo é sempre complicada.
    Também não encontrei o preço desta versão e quais equipamentos seriam de série ou opcionais…
    Aproveitando, gostaria de uma recomendação, independentemente do ano, qual a versão manual mais interessante dos Focus?

    • Juvenal Jorge

      Fat Jack,
      como já havia sido detalhado pelo Bob Sharp no lançamento do Focus 2015, julguei melhor não ser repetitivo nos equipamentos e versões. Sobre preço, sempre melhor olhar o site do fabricante, já que em nossa “magnífica” economia, tudo pode acontecer.

      • Uba

        Começando pelo IPVA em SP que é o mais caro do Brasil, 4%.

    • Lucas Mendanha

      é aquela questão.. .peso x cv é aceitável.. o problema está no peso x torque. Logo, é necessário manter o giro alto para ter um bom desempenho em subida de serra, e, para isso a redução para 3ª.

      • Fat Jack

        Exatamente por conta do que você comentou que o consumo é afetado.
        Talvez uma caixa de câmbio com 6 marchas (com a última mais longa que a 5.a atual) pudesse privilegiar o consumo ao menos em condições onde a topografia fosse plana ou favorecesse, onde não se faz necessário tanto torque.

  • CharlesAle

    Um belo texto. Como tem de ser a avaliação de um carro. Nada de estilo “super trunfo” como alguns sites e revistas fazem. O que só serve para alimentar o “haterismo” nos comentários de outros sites!!!
    Sobre o Focus, o carro é pensado nos mínimos detalhes para agradar o seu dono, não é à toa, um dos mais vendidos do mundo e um carro difícil de bater por parte de seus concorrentes. Tanto que a VW teve, na minha opinião, que fazer um “super Golf” para destronar o Focus como melhor carro médio..

  • Lucas Sant’Ana

    [OFF] O Procurador da República, Deltan Dallagnol está colhendo assinaturas para melhorar o sistema judiciário

    http://www.dezmedidas.mpf.mp.br
    colaborem, divulguem e assinem.

    • Rafael

      Deveria começar por ele próprio.

  • Marcos Zanetti

    Belo texto, belo carro. Pena que a cor é branca, isso virou uma praga. Ou é prata ou branco.

    • Juvenal Jorge

      Marcos Zanetti,
      gosto não se discute, certo ?

      • Marcos Zanetti

        Sim, claro! Não é uma critica pela escolha da cor, pela sua escolha. Minha critica é mais abrangente.

    • Vagnerclp

      Porém, existem como opções as belas cores derivadas do cinza (cinza Moscou, cinza Ubatuba), além do charmoso azul Aurora e prata Viena.

      • Lucas Mendanha

        O vermelho também é show!

  • Mineirim

    JJ,
    Avaliação bastante completa, como de costume.
    Interessante é que o tempo do 0 a 100 km/h desse 1.6 manual é praticamente o mesmo do MK2 2.0 automático flex, segundo os testes realizados na época do lançamento. O conjunto motor e câmbio é bem eficiente para a cilindrada e peso do carro.
    Só discordo de sua teoria do painel avançado ser devido aos airbags. Se fosse por isso, o up! e o 500 não teriam aqueles painéis chapados. Mesmo o MK2 não avança tanto e tem os airbags dianteiros.

    • Juvenal Jorge

      Mineirim,
      veja que o que escrevi não é apenas por causa dos airbags, está explicado que onde nasce essa característica de painéis gordos é na inclinação do pára-brisa. É una interação entre esses dois elementos que vai definir onde será a superfície do painel.

  • Kevin “Schãoantz!” (F.Lopes)

    Olha, assim que puder faço um test-drive deste carro, a matéria me instigou. Se é melhor que os Focus anteriores (ótimos carros diga-se de passagem), tem chance de ser meu próximo carro.
    Ótimo comportamento dinâmico, desempenho decente, consumo honesto, bons equipamentos, vou dar uma conferida nesta semana…

  • OlCal
    Dizem que há problema com o câmbio PowerShift, mas nunca observamos nada. Acabamos da andar com um, também nada. Consultar a fábrica é inútil, nenhuma admite problema. Temos uma opinião aqui no Ae, que é mau uso no sentido de segurar o carro com motor num subida, mesmo leve, o que acaba com embreagem rapidamente devido à condenável patinagem.

    • Guilherme Gaúcho

      Olha Bob, difícil generalizar. O Fiesta Sedan que comprei no lançamento em 2013 começou a apresentar problemas com 20000 km, sendo que rodei em estrada praticamente 90% da quilometragem. A fábrica tem o enrola e tal, limpeza, reprogramação, tralala e tal, mas mandou um conjunto novo de embreagens. Depois da troca, já passou dos 60000 km rodados como novo. Um amigo proprietário de um Focus já começou a sentir os trancos com 15 mil km. Sinceramente, sempre fui muito chato com o carro e extremamente zeloso para que acontecesse pelo que aponta como causa. A fabricante trocou, beleza. Só deveria assumir sua falha e entender a garantia do câmbio pra 6 anos, respaldando seu produto.

    • Plutonio

      Bob, deveria andar comigo. Nada de segurar o carro em subida e tudo de problemas.

    • Davi Reis

      Mas Bob, será que se o problema fosse só esse, os outros automatizados do mercado também não iriam apresentar um número de reclamações tão alto quanto? Sei que no início os Easytronic, Dualogic e I-Motion enfrentaram alguns problemas, mas as reclamações pareciam surgir em números muito mais baixos (inclusive, só no caso da Ford que o MP resolveu intervir). Além disso, muitos reclamam que o DSG faz um barulho em situações tão específicas que chegam a ser raras, mas nada do tipo que o Powershift anda enfrentando.

    • CL RJ

      Bob, poderia explicar a forma correta de dirigir automatizados? O que seria a patinagem no caso dos automatizados?

    • OlCal

      Obrigado pela resposta. Abraço.

  • Christian Govastki

    Juvenal, uma correção, o volante é de três raios e não quatro como está no texto.

    Quanto ao carro, só vejo dois defeitos, a Ford ter tirado do catálogo o Prata Atenas (no popular, dourado) a cor mais bonita e que melhor combina com o Focus e o outro é o porta-malas pequeno.

    O Mk1 tinha 350l, o Mk2 328l e agora 316l, é muito pouco.

  • Domingos

    Esse foi um carro que gostei muito de dirigir. Não sobra potência ou desempenho para esse peso elevado, mas tudo é muito bom – com exceção dos exageros estilo nave espacial no interior.

    Câmbio que cai na sua mão, assim como o volante e a posição de sentar muito boa. A ergonomia é acertada até nos comandos do ar, coisa que está ficando rara.

    Interagir com o carro é muito bom, agradável. Lembra o primeiro Focus nesse ponto e realmente além de muito bom está muito acima da média.

    Marchas longas, motor liso e girador sem ser fraco em baixa, suspensão com o melhor compromisso de conforto x estabilidade e bom espaço – apesar que atrás diminuiu um pouco em comparação ao Focus II.

    O 2,0 manual seria a melhor versão do carro, mas não existe. Essa já satisfaz e muito, em compensação.

    Só tiraria os exageros e bugigangas, assim tirando também uns 100 quilos. Ficaria perfeito.

    • Vagnerclp

      O manual 2.0 existe, mas na Argentina. (Acredito que por uma questão mercadológica). Seria muito bom se a Ford disponibilizasse estas versões com este conjunto por aqui.

  • Daniel Antonio Fonseca Lucinda

    Juvenal,

    Parabéns, belo texto.

    Apenas um detalhe para correção: o volante do focus agora tem três raios e não mais quatro.

    Abraço.

    • Juvenal Jorge

      Daniel Antonio Fonseca Lucinda.
      Obrigado. Quando se olha o raio inferior do volante, nota-se que são dois bem juntos, por isso escrevi quatro raios, já que a estrutura metálica tem quatro raios, e não três.

  • Jacutinga
    Do grego demos + cratos = poder do povo, em escolher seus governantes. Isso é democracia.

    • Jacutinga do Cariri

      Ta bom, Bob, ta bom. Mas já publicou e é o que vale. Parabéns pelo bom trabalho. Continuem.

  • Carlos

    Curiosamente, em números ao menos, o Bravo parece melhor. Melhor 0 a 100, melhor retomada e maior velocidade final (que não importa tanto certamente). Tudo isso sendo um projeto mais antigo. O Focus deve ter melhor chão, contudo.

    • Guilherme Gaúcho

      Sim, mas comparas um motor 1,8 com um 1,6.

    • Domingos

      Aposto que o Focus debulha o Bravo na vida real, que inclusive me pareceu só um pouco mais forte de vencer a inércia para bem mais fraco ao acelerar a pleno…

  • RMC

    JJ
    Excelente texto sobre um carro que me chama a atenção. Não experimentei no nacional/mercosul, mas na Europa notei que a coluna “B” fica muito avançada em relação ao trilho do banco do motorista. Tenho 1,90 metro e quase sempre preciso afastar o banco até o final do curso. Nessa condição, o assento fica meio “escondido” pela coluna, forçando sempre o atrito com a borracha de vedação da porta ao entrar e sair do carro. Aliás, noto que os Ford atuais têm sido projetados com pouca atenção ao espaço interno. Recentemente acabei preferindo um Corsa 1,4 a gasolina a um mais desejável Fiesta 1,6 diesel justamente por questão de espaço. Tudo bem que o Corsa era de última geração e até bastante econômico, mas não tem o torque de um turbodiesel moderno. Mas entre passar algumas horas e muitos quilômetros apertado num Fiesta gostoso de dirigir e ter um pouco mais de conforto durante as férias, preferi o Corsa.
    Quanto ao texto em si, gostaria de fazer alguns comentários. Apesar do elogio ao câmbio (realmente a Ford dá aulas neste quesito), me parece que, assim como ocorre com outras marcas, os engenheiros definiram uma distância 1ª/2ª muito grande no escalonamento: 1,89:1. Posso estar enganado, mas me parece exagerado para uma caixa de 5 velocidades. Lembro bem do Honda Fit que tive e era desagradável ter que “esticar” a 1ª para que o motor tivesse fôlego na 2ª. Outro ponto é o comentário a respeito da 4ª e 5ª multiplicadas. Isso, por si só, significa… nada. Se não considerarmos o conjunto câmbio/diferencial, a relação total, não acrescenta nada. Mesmo uma caixa com 5ª direta, acoplada a um diferencial mais longo poderia proporcionar uma relação final mais longa do que a do Focus, mantidas as medidas dos pneus.
    Por fim: adorei o comentário sobre o motor à vista. Não consigo entender o motivo de esconderem os motores dos carros sob peças plásticas. Acho que os demais autoentusiastas concordarão conosco que é muito legal a gente poder admirar os motores dos carros.
    RMC

  • Christian Bernert

    Olá Juvenal. Acho que há um erro de digitação. Onde você fala do câmber do conjunto dianteiro consta “pequeno câmber negativo de 34°”. Confesso que ficou até engraçado. Abraços.

  • Marco Antonio

    Parabéns pelo texto completo rico de detalhes, apenas esta confuso para mim, no texto você diz A 120 km/h em 5ª o motor está a 3.500 rpm, e logo em seguida coloca 120 km/h – 11,5 km/l a 3.300 rpm, no teste de consumo você não estava em 5ª marcha?
    Abraço,
    Marco Antonio

  • Eddie

    Cada um com sua percepção; aluguei em novembro passado um carro igual a este, rodei em rodovias e cidades e não gostei, painel poluído e complicado, posição de dirigir e suspensão atendem, já a retomada de velocidade em quarta marcha é sofrível (usava etanol). O habitáculo na parte traseira é claustrofóbico, e na dianteira tem pouco espaço pois o painel invade o habitáculo que poderia ser melhor destinado ao motorista e passageiro, não justificável para um hatch médio.

    • Juvenal Jorge

      Eddie,
      para eu entender, qual carro você possui ?

      • Eddie

        Juvenal,
        Um Golf TSI DSG Highline (alemão) com 14 mil quilômetros rodados e um white up! manual com 21 mil rodados.

  • kravmaga

    Carros manuais são legais até pegar um megaengarrafamento comum nas grandes cidades de hoje.

    Neste mês um motoqueiro foi atropelado na Av. Brasil (Rio de Janeiro) e o trânsito deu um nó durante toda a manhã, alcançando vários bairros bem longe do ponto do acidente. Levei 2 horas para percorrer uma distância de 7 km, que costumava fazer em menos de 10 minutos.

    Dei graças a Deus estar num carro com câmbio AT e com ar condicionado e música.

    Por isso entendo que até os antigos autoentusiastas estão se rendendo aos câmbios automáticos. E como sou entusiasta, peguei pelo menos um dos câmbios AT mais avançados da atualidade, um DSG.

    • Cristiano Reis

      Pensei a mesma coisa hoje de manhã dirigindo em Fortaleza, mas estava num manual e desejei um automático. Além disso, se continuar a perseguição aos automóveis, com velocidades ridiculamente baixas, radares em todos os pontos possíveis e imagináveis, ter prazer de dirigir só mesmo se for num autódromo, é muita tensão ficar segurando o carro pra não passar de 60 km/h.

    • Lucas Mendanha

      De fato.. quando comprei meu Focus, eu quase fechei num Ghia Hatch mecanico 2009. Mas quando testei (ele tem a caixa MTX75 que é bem pesadinha) eu pensei logo no transito que enfrentaria quando mudasse para BH..Acabei fechando um GLX Sedan AT, de mesmo ano, que me dá o mesmo prazer das trocas manuais, quando quero, usando o modo sequencial..

    • Juvenal Jorge

      kravmaga,
      congestionamento eu não gosto nem dormindo no banco traseiro. E o congestionamento passa, o cambio automatico só trocando de carro.
      Fico com o manual.

    • Roberto Neves

      Só dirigi carro com câmbio automático uma vez. No meu fraco entender, é ótimo para uso urbano. Taxista deveria preferir câmbio automático (creio que a maioria não o faz devido ao custo de manutenção, que para o profissional é crítico). Para uso em rodovia, entretanto, nada substitui o prazer que o câmbio manual proporciona, com o motorista tendo total controle de como o carro anda.

      • Domingos

        Deve ser mais atavismo, desconhecimento e talvez pequena economia.

        Um automático tradicional dura mais que uma caixa manual.

  • Juvenal Jorge

    Jacutinga do Cariri,
    não gosto de câmbios automáticos, como não gosto de faróis que acendem sozinhos, nem de limpadores de para-brisas que ligam sozinhos, bem como de controladores de velocidade de cruzeiro. É uma preferência pessoal, não gosto, apenas isso, não digo que todos sejam ruins por que não gosto, só não quero o carro fazendo coisas que eu posso fazer.

    • Domingos

      Você quer ao mesmo tempo um taxi e a ilusão de que tem um carro, pois o veículo autônomo não será realmente seu – e sim do governo.

      E existe prazer automotivo em girar um bem desenhado botão de farol.

      Ainda existe Lamborghini manual, também. É um diferencial em relação à Ferrari.

  • Guilherme Lemos Do Vale Souza

    J.J. Texto incrível sobre um carro incrível. Fiquei surpreso ao ler o texto e perceber que o carro, mesmo nessa versão, que é considerada a de “entrada” é tão completa, seja com itens de conforto, seja com medidas de segurança (eletrônica, passiva etc). Sendo que esses itens a concorrência mais “madura”(diga-se de passagem o civic e o corolla) ainda não aprendeu a se mexer e oferecer.
    Já era apaixonado pelo carro, mas depois dessa reportagem, me apaixonei mais ainda, fico curioso como seria o modelo 2.0 com o powershift e as paddle shifts para o uso tipo “AE”. E bem que a ford poderia trazer a versão perua, mas sem essa beleza de versão, eu ficaria com o sedã.
    E é impressão minha, ou a rotação em 5 talvez esteja um pouco alta, me lembra meu Santana 99 que eu sinto uma falta de uma 6° ou uma relação mais alongada. Não me incomodo d trocar marchas na estrada, mas o consumo talvez fosse um pouco melhor(o que já é).
    Ah sim, gostaria de pedir um coisa para os editores do AE, quem ver isso e comentar seria bom hahah…
    Tenho um carro GNV, gosto muito dessa opção de combustível, ela é econômica e rodo muito por pouco. Mas não vejo ninguém bem ou mal sobre esse combustível nos carros.

    • Juvenal Jorge

      Guilherme Lemos,
      Obrigado pelo elogio. A rotação pode até ser elevada, conforme o costume da cada um, mas não há ruídos que incomodem.
      Sobre o GNV, não entendi seu comentário.

      • Guilherme Lemos Do Vale Souza

        Opa Juvenal. O que eu quis dizer sobre o GNV é que já que ele é um dos principais combustíveis(pelo menos aqui na cidade do Rio). Não vejo nada relacionado a ele sendo comentado aqui no Ae. E fico relativamente curioso a respeito da opinião do pessoal do site sobre ele.

  • Marco Antônio,
    Os 120 km/h citados são leitura de velocímetro, sempre menos que a velocidade verdadeira tomada como base para o cálculo.

    • Marco Antonio

      Obrigado pelo retorno Bob, reparei que minha pergunta não foi clara,o que me deixou na dúvida foi quanto a rotação do motor a 120 km/h, conforme texto que segue abaixo:
      No texto você diz A 120 km/h em 5ª o motor está a 3.500 rpm, e logo em seguida coloca 120 km/h – 11,5 km/l a 3.300 rpm.

      Obrigado,
      Marco Antonio

  • Christian Bernert
    Claro, é 34′, pouco mais que meio grau, não 34º. Está corrigido.

  • João Guilherme Tuhu

    Lindão esse Focus. Excelente avaliação, detalhadíssima. E como é bom um câmbio manual…

    • Juvenal Jorge

      João Guilherme Tuhu,

      grato amigo.

  • Bruno Passos

    “Estilo é algo puramente pessoal, e se você, como eu, não gosta de arroz com feijão ou pudim de chuchu nesse assunto(…)”
    Juvenal Jorge, compartilho do mesmo pensamento!

    • Juvenal Jorge

      Bruno Passos,
      como a maioria dos carros atuais são bastante bem feitos e funcionam bem, nada melhor do que ser conquistado por um bel desenho, certo ?

  • Diney

    Adoro tudo sobre carros, desde a fase projeto até a manutenção/limpeza, mas não tenho mais saco para ficar mudando marcha, nem por isso me sinto menos “apaixonado pelo assunto autoentusiástico (não sei se existe a palavra). Se o Sandero R.S. tivesse câmbio automático, com certeza iria estudar a compra. Mas de resto, ótima avaliação.

    • Juvenal Jorge

      Diney,
      acredito que sem cambio e embreagem, só elétrico, condução mesmo. Um carro tão bom de dirigir como este merece trocas manuais e pedal de embreagem para ser devidamente apreciado.

  • Davi Millan

    Excelente Review, assim como todos do AE! Ficou devendo um vídeo desse 1,6 manual, pois é difícil encontrar vídeos do mesmo por aí.

    Já sobre o apoio de braço, eu não acredito que incomode tanto assim, pelo menos não a mim. Eu tenho um Kia Cerato ’13 SX manual e ele vem com esse apoio de braço central. E digo mais, não me atrapalha, consigo cambiar tranqüilo e manter a mão no volante quando o transito está lento ou em uma rodovia com longas retas. É um mimo que hoje é difícil ficar sem, assim como porta óculos (são mimos bons que podem ser dispensáveis para muitos, mas bons). Talvez a diferença de estatura e disposição do apoio de braço façam essa diferença.

    • Domingos

      Os Corollas manuais vindos ao Brasil sempre tiveram esse apoio mesmo nas versões mais básicas.

      É de um conforto tremendo. Isso, o pedal de apoio do pé – também mantido das versões automáticas – e a boa dirigibilidade do motor faziam o carro prazeroso;

      A Toyota não reedita um Corolla dos velhos como carro de entrada porque não ia ter para concorrente nenhum na mesma faixa de preço, e muito menos para o Etios e os próprios Corollas novos – que, claro, melhoraram em muitas coisas mas são bem mais caros.

      Esses apoios só incomodam quando são apoiados nas laterais dos bancos, como nos primeiros C3. Aí o uso, especialmente com câmbio manual, fica muito ruim mesmo.

      O que me lembra uma vendedora que ficou com “asco” de eu pedir pela versão manual de um Fit e reclamei do “maravilhoso acessório” que atrapalhava muito a troca de marchas.

      Foi bom que eu me senti confortável para falar com o meu pai, que me acompanhava, como se mulher não entendesse bulhufas do assunto – e ela não entendia mesmo, muito menos de vendas!

      • Juvenal Jorge

        Domingos,
        eu não dirijo com nenhuma mão fora do volante, assim, descansa braço pera mim não tem função.

        • Domingos

          Juvenal, de fato aquele apoio serve apenas quando você está descansando uma das mãos.

          Convenhamos que em largos trechos de reta, é muito bom fazer isso. Em estradas, por exemplo.

          Qualquer coisa que aconteça na sua frente, com visão livre, terá tempo suficiente para levar a mão ao volante.

          Hoje, também, com quase todo carro tendo direção assistida, uma manobra de emergência mais básica pode ser feita com uma mão só.

      • Davi Millan

        Toda vez que eu vejo um Corolla, me vem a mente como o mesmo decaiu em acabamento e mimos (itens de série) comparado aos Corollas anteriores (principalmente o Brad), que tinham materiais macios quase que no painel inteiro e na porta, algo que não é observado nas versões atuais. Ele evoluiu em motor, cambio e segurança (essa mesma que pouca, mas evoluiu), mas em acabamento não é mais a mesma coisa. Não sou fã de Corolla, mas o Brad tinha muito mais o meu respeito.

        • Domingos

          Esses detalhes que falo vinham desde bem antes do “Brad”, mas realmente depois do modelo de 10ª geração (o 2009-2014) o carro fez alguns compromissos.

          A posição de dirigir melhorou e o carro tem um desenho mais amplo por dentro, dando impressão de um carro maior – assim como por fora.

          Chega a ser quase um Camry. Porém acabou dessa vez se voltando completamente ao conforto na parte de suspensão – e também no câmbio.

          E os materiais, apesar de bonitos e bons, realmente não são da mesma categoria que antes com a parte superior toda emborrachada.

    • Mineirim

      No MK2, a tampa do apoio de braço era deslizante. Não sei como é nesse 1,6.

      • Juvenal Jorge

        Mineirim,
        a tampa não é deslizante.

      • Davi Millan

        Eu acho que não é mais não. Pelo menos quando eu ví as versões 2.0 o mesmo não era deslizante.

    • Juvenal Jorge

      Davi Millan,
      foi uma semana tumultuada, e não consegui me encontrar com nosso mestre das imagens, o Paulo Keller para fazer um vídeo bom.
      Pessoas com estaturas diferentes sentem mais ou menos incômodo com o apoio de braço.

      • Davi Millan

        Saudoso Juvenal Jorge,

        O review ficou tão bem escrito e detalhado que a ausência do vídeo não é um problema. Só que como é difícil encontrar vídeos do novo Focus 1.6 manual, seria uma boa para chamar mais público ao AE. Só isso, porque o review está excelente.

  • marcus lahoz

    Juvenal belo texto, mas dicsordo de 2 pontos. 1º. o câmbio automático, eu me considero um entusiasta, e não abro mão do câmbio automático, existem câmbios e câmbios e hoje o Aisin de 6 marchas do meu carro me atende perfeitamente em conforto ou esportividade. 2º. No apoio de braço, eu acho fundamental, seja em cambio manual ou automático.

    • Juvenal Jorge

      Marcus Lahoz,
      sem problema em discordar, estamos aqui para conversar mesmo.

      • marcus lahoz

        Por isso gosto deste site. Abraço!

  • Cafe Racer

    JJ,
    Muito boa e completa sua matéria.
    Acho o Focus um senhor automóvel, mas em minha opinião, esse motor 1,6 (apesar de bom) não combina nem um pouco com o carro…
    Mais um dos “remendos” da Ford em cima do consumidor brasileiro. A empresa deveria oferecer para nosso mercado, o que é oferecido aos europeus: 1-L EcoBoost ou 1,5-L EcoBoost
    Quanto ao câmbio, creio que o importante é sempre dar ao consumidor a opção de escolha entre manual e automático. Para qualquer versão e qualquer motorização. Cada um sabe o uso que fará do veículo e o que melhor lhe convém (praticidade, conforto, prazer em dirigir ou no que cabe bolso).

    • RoadV8Runner

      Acredito que a Ford nem cogitou lançar o Focus com o motor 1-litro EcoBoost por causa do preconceito bobo do brasileiro médio em olhar somente o deslocamento do motor e deixar de lados os valores de torque e potência. O pessoal não critica o Bravo T-Jet porque vem com um motorzinho 1,4-litro? Imagine se a Ford usar o motor 1-litro turbo no Focus… E ainda por cima com 3 cilindros apenas!

    • Juvenal Jorge

      Cafe Racer,

      Obrigado pelo elogio. Na Europa existe o mesmo motor 1,6, mas a gasolina.

      Veja esse arquivo da Ford Europa: http://newfocus.fordpresskits.com/documents/FordFocus_TechSpecs_EU.pdf

  • Vagnerclp

    Bela descrição Juvenal. Sou fã deste carro desde o MK1 e tenho a intenção de ter este MK3.5 como meu próximo carro (lá pra 2017), mas pensava tão somente nas versões com o motor de 2 litros. Depois desta reportagem, passei a considerar a possibilidade também desta versão. Abraços.

    • Juvenal Jorge

      Vagnerclp,
      pode estar certo que é um carro muito bom de verdade.

  • Leo-RJ

    Caro JJ,
    O primeiro parágrafo já me conquistou a uma leitura atenta da matéria!

    • Juvenal Jorge

      Leo-RJ,
      não é fácil começar um texto, e fico feliz com seu comentário.

  • RoadV8Runner

    Caramba, que texto sobre o Focus, esmiuçou o carro em seus mínimos detalhes! Outro ponto positivo desse Focus foi o retorno da opção por interior em cinza claro, como é o interior do meu Mk 1 (ano 2002).
    Uma pena mesmo é não haver opção pelo câmbio manual na versão com motor de 2-litros. Imagine que maravilha acelerar um modelo com mais de 170 cv e ter uma alavanca de câmbio tradicional, para você controlar as marchas exatamente do seu gosto?
    Sobre estepe temporário, isso me incomoda bastante. Tudo bem que hoje é praticamente impossível ter que trocar um pneu por causa de furo, mas eu já fui “premiado” por um toco de madeira atravessado no meio da Castello Branco, sem que fosse possível eu desviar por causa do trânsito ao redor. Resutado: peguei a meleca do toco em cheio, me fazendo perder um pneu com apenas 3000 km rodados. Mas o pior é que, se não fosse o estepe normal, eu estaria lascado, pois estava a caminho de uma reunião de trabalho em Santo André e, se fosse instalado um estepe do tipo temporário, o restante da viagem seria daquele jeito…

    • Juvenal Jorge

      RoadV8Runner,
      obrigado, fico feliz que tenha gostado.

  • Vagnerclp
    Acredita mesmo em “questão mercadológica”? Para mim é somente uma questão de status, carro manual aqui virou carro de pobre.

    • Vagnerclp

      Sim Bob, me referi a esta “questão mercadológica” justamente pelo fato de que as pessoas que normalmente buscam carros deste segmento denominado “médios” não querer carros manuais, ou seja, se o consumidor não quer, então o mercado nem oferta.

    • Rafael

      O Brasil e suas idiossincrasias.

    • Lucas Mendanha

      Bob, já procurei essa informação mas não encontrei em lugar algum.

      Sabe me dizer qual é esta caixa manual usada no 2-L argentino? Eu suponho que seja a MTX75, mas não consegui confirmar essa suspeita.

    • Domingos

      Cansei de ver vendedor e pessoas com asco mesmo de certos carros mais caros em versão manual.

      A não ser quando tem algum que eles queiram desovar… Aí é sempre um “super negócio”.

    • Vagnerclp

      Sim, quando me referi a questão mercadológica (partindo da visão do fabricante), meio que deixei implícito a ideia de “carro de pobre”. Você está corretíssimo. A empresa vê que pessoas que buscam um carro médio aqui desprezam o câmbio manual, então nem oferta.

  • Cláudio P

    Parabéns JJ! Compartilho em 100% suas opiniões quanto ao câmbio manual e o que realmente importa num carro para entusiastas. Além disso sou fã do Focus, Tive um Mk1 GL 2005 e hoje tenho um Mk2 GLX 2013. Aliás, esse inconveniente do porta objetos e descansa braço é igual na segunda geração. O meu é 1.6 Sigma, menos potente que o atual, mas mesmo assim é bastante prazeroso de guiar, por isso fico imaginado como o novo, com alguns cavalinhos a mais, deve ser ainda melhor. Uma qualidade que gosto de destacar, e sintoma de engenharia fina do carro, é a possibilidade de regulagem de camber e convergência das rodas traseiras, permitindo manter sempre a suspensão do Focus em sua melhor performance. Sei que há outros carros com essa qualidade, mas na maioria são fixos na traseira. No mais, acho apenas que a Ford pecou em não oferecer um SE Plus 2.0 manual. Na segunda geração existia o GLX 2.0 e até que não era tão mais caro que o 1.6, portanto torço para a Ford corrigir essa falta na geração atual.

    • Juvenal Jorge

      Claudio P,
      muito obrigado pelo seu elogio.

  • Lucas Mendanha

    Avaliação perfeita de um excelente carro!

    “100 km/h – 14,8 km/l a 2.750 rpm
    110 km/h – 12,9 km/l a 3.000 rpm
    120 km/h – 11,5 km/l a 3.300 rpm”

    Não apenas a relação de marcha é praticamente a mesma do meu Fiesta 1-L Endura-E, mas como a variação de consumo x velocidade.

    Obtive essa mesma variação quando morava em Guarapari e trabalhava em Vitória, e busquei encontrar a forma de tornar a viagem diária a mais eficiente possível.

    • Juvenal Jorge

      Lucas Mendanha,
      obrigado pela informação. Bom saber que o que você observou em uso normal bate com minha avaliação nesse ponto do consumo, mesmo sendo outro carro e outro motor.

      • Lucas Mendanha

        Pois é, eu abria mão de chegar 10 minutos mais cedo em casa para ganhar uma viagem a cada tanque. Afinal, nessa época eram dois tanques por semana! Valia muito a pena!

  • Lucas Mendanha

    Pensando aqui..

    Se já causa toda esse reação positiva com motores aspirados, imagina com os EcoBoosts!

    Que venham logo.

    • Juvenal Jorge

      Lucas Mendanha,
      seria mesmo bom.

  • Lucas Mendanha,
    Não sei dizer.

    • Lucas Mendanha

      Caiu minha ficha e fui atrÁs do manual do proprietário argentino e encontrei.

      A caixa usada é a MTX-75 mesmo, aquela que foi trocada pela IB5+ no Mk 2,5 por reclamação de embreagem dura e manejo pesado.

      Essa caixa é boa, resistente (limite de 290 N·m de torque), mas confesso que deixei de pegar um Hatch Ghia 2009 em favor de um Sedan GLX AT por conta dela. Por mais que goste de cambio manual, já tava incomodado com a IB5 do Fiesta (que é muito mais leve) nos engarrafamentos diários, quanto mais a MTX

      Mas ainda assim não vejo motivos para a Ford não disponibilizá-la por aqui, ao menos sob encomenda. Afinal, peças de reposição e know-how técnico os concessionários e reparadores tem. E nos fóruns/grupos que acompanho, vejo que existe uma demanda reprimida, que viabilizaria essa opção.

      http://www.ford.com.ar/servlet/BlobServer/Nuevo-Focus-C346-manual.pdf?blobtable=DFYBlob&blobheader=application/pdf&blobwhere=1249083608809&blobcol=urlblob&blobkey=id

  • David

    É um carro legal mas é um erro grave da Ford não oferecer o câmbio automatizado nessa motorização.

    • Juvenal Jorge

      David,
      poderia ter, e também o manual no motor 2 litros.

    • Uba

      Se houvesse um Titanium 1,6 manual já seria legal, imagine no 2-litros…

      • David

        Acho que a fabricante deveria dar opção ao consumidor liberando o tipo de motor e câmbio: por exemplo: quero um Focus Hatch 1,6 manual com acabamento Titanium plus ou um Focus 2,0 SE com câmbio robotizado e vice versa, acho que não teria problema algum nisso.

  • Leonardo Mendes

    Depois de seis anos com um carro automático voltei pro manual e dele não saio tão cedo… ou tão nunca.
    Pena que, a julgar pelas tendências vigentes, eu vou ser uma espécie de “The Omega Man”, um solitário trocador de marchas num futuro apocalíptico dominado pelo PRND-6-5-4-3-2-1.

    E concordo com o Juvenal: descansa-braço em carro manual é o equivalente a teto solar num submarino… já tive acesso a um 308 1,6 onde o dito cujo era fixado no encosto do banco, que chateação.

    • Juvenal Jorge

      Leonardo Mendes,
      teto solar em submarino foi tentado uma vez, em Portugal.
      Brincadeira com os amigos lusitanos, hehehehehe.

  • Lucas

    Já eu moro numa região que dá poucos engarrafamentos, mas nas vezes que precisei encará-los não vi problema algum pedalar a embreagem do meu carro. Foi bem de boa mesmo.
    No mais, baita avaliação, rica em informações, bem detalhada, como é de praxe aqui no Ae. Parabéns.

    • Juvenal Jorge

      Lucas,
      obrigado

  • Lucas Mendanha

    Em 2009, quando pai comprou o Corolla dele, eu disse a vendedora que queriamos um manual.. Ela falou tanto na nossa cabeça que convenceu meu pai a pegar um automatico..

    Só fui conhecer um manual + banco de tecido da mesma geração esse ano, e o arrependimento bateu em nos dois por ter optado por AT+couro..

    • Lucas

      Nossa! Couro mais carro no sol é terrível.

  • Ana Traques

    Muito bom o relato sobre esse carro.

    Mas eu queria saber, para que serve esses defletores de ar na frente dos pneus?

    • Juvenal Jorge

      Ana Traques,
      os defletores são para diminuir a quantidade de ar que se choca com o pneus, diminuindo a turbulência ao redor das rodas, melhorando a aerodinâmica como um todo.
      Já existe em vários outros carros, e o objetivo é diminuir o consumo em velocidades de estrada.

  • CL RJ
    É não fazer com a embreagem automática o que não se faz com a embreagem de acionamento a pedal, segurar o carro “no motor” nos aclives, por mais suaves que sejam. A embreagem automática estimula esse erro de utilização pela facilidade em fazê-lo.

  • Ricardo

    Eu sou suspeito para falar do Focus, embora eu jamais tenha dirigido o MK III, fui um feliz proprietário dos ótimos MK I e outro MK II. O ponto forte do carro, como já amplamente dito, é a dinâmica, a excelente suspensão (não conheço carro melhor), é sempre competente. Aliás uma vez tive que fazer uma brusca mudança de direção em plena rod. Pres. Dutra, a noite, pois tinha um cavalo morto na pista, e digo categoricamente que o meu Focus (da época) MK I, me salvou de uma capotagem.
    Que a Ford continue a “focar” (ops) esta maravilha da engenharia. Vida longa ao Ford Focus!

    • Lucas Mendanha

      Na minha ultima viagem eu tive que fazer uma correção à direita no meio de uma curva à esquerda. estava na faixa de 100 km/h. Deu um susto, óbvio, mas ele fez a trajetória certinha que eu queria. Se fosse no carro de pai, tinha parado lá no acostamento…hehe

  • Rafael L. M.

    Ola JJ. Gostei muito da sua avaliação. Muito completa. Eu até estava pensando em sugerir uma avaliação dessa versão 1,6 manual, acho até que já tinha feito isso aqui, não lembro hehe. Sobre o carro, realmente o Focus é um baita carro, tive a oportunidade de dirigir algumas centenas de km um modelo MK1 2008 1,6 GLX Hatch que pertenceu a uma tinha minha, tanto em cidade quanto em estrada. Era uma delícia de carro. Já o Mk2, eu apenas andei como passageiro na versão sedã 1,6 que pertence ao leva e traz de uma concessionária Ford da minha cidade. Este parece ser mais “firminho” e mais “áspero” que o primeiro. Mas ainda assim, um carro muito bom. Sobre o Focus da avaliação, o punta-tacco é fácil de fazer? No limite de curva, ele sai de frente ou de traseira? Na sua opinião, como bom entendedor de Focus, das três gerações do modelo, você acha que a nova é mais gostosa de dirigir que as outras?

  • Gabrownx

    Em 2013 estávamos a procura do substituto para o não tão jovem Siena ELX 2010 daqui de casa. Tinha que ser médio, seja sedã ou hatch, só não podia ser SUV. Na época eram lançamentos o Golf MKVII e o Novo Corolla mas o Focus ainda estava fresco. Olhamos todos os sedans e hatches disponíveis mas o Focus logo foi descartado, o interior passa uma sensação claustrofóbica e em uma família com 2 homens com +1,85m as coisas complicaram. É válido ressaltar também o sistema SYNC que demonstrava ser básico (exceto nas versões que vinham com um equipamento da SONY), a falta de esmero na montagem geral do carro e alguns outros pequenos problemas. No final dessa história houve um empate entre o C4 Louge e o Golf 1.4. Até hoje o Golf arranca sorrisos com o excelente câmbio DSG e o motor 1.4 muito econômico. É um carro que eu recomendo a todos.
    Ou recomendava. A situação mudou, o Golf ganhará eixo de torção e o excelente câmbio DSG – que será substituído pelo Tiptronic – ficará exclusivo a Variant e o esportivo GTi, versões mais caras. Diante do novo cenário, o Focus começa a ganhar mais olhares, visto que seu maior concorrente perderá itens que um dia fizeram dele o “the very best”.

  • Marco

    Bela avaliação.

    Tenho um sedã 2014, 1.6 manual. Não é tão recheado de equipamentos quanto o modelo 2015, mas é um belo carro. Evidentemente que não é um canhão, mas o motor é suficiente e bastante “liso”.

    Mas ainda acho que em 5ª marcha, a rotação poderia ser um pouco menor.

    Tive (ainda está em casa) um GL 1.6 2007. Preciso dar uma conferida, mas se não me engano, em 5ª marcha, a 120km/h, a rotação era menor.

    Meio off. Voltei hoje de Aracaju. Fazia muito tempo que não visitava a cidade. Aliás, li ontem o post, mas minha internet 0,5G do celular não me ajuda a comentar…haha

    De um modo geral, a cidade é bem pavimentada, nada de valetas, buracos, limites condizentes com a realidade dentro da área urbana.

    • Mineirim

      Marco,
      Estive em Aracaju há uns 15 anos. O trânsito fluía bem. Só não gostei da mania deles buzinarem por qualquer coisa. Não sei se mudou de lá pra cá.

      • Marco

        Nos quase dois dias que estive lá, as buzinadas em excesso me chamaram a atenção, sim.

    • Lucas Mendanha

      Sim, Marco, o diferencial do Mk1,5 1,6 é mais longo que o do MK3/3,5. Se não me engano a relação é 4,06:1.

  • Ivan

    Acho um ABSURDO não haver versão 2-litros com câmbio manual para esse carro.

    • Uba

      Concordo!
      Na Argentina todos os modelos têm versão manual, no hatch e no sedan 1,6 ou 2 litros.
      Já imaginou o Titanium Plus 2-L manual?
      Seria um baita prazer de pilotar!

    • Antônio do Sul

      Para esse carro ficar ainda mais atrativo, o que faz mais falta é a versão 2 litros com câmbio manual. Mais até do que os motores Ecoboost.

    • Daniel Pessoa

      Concordo plenamente. Compraria um 2-litros manual. Ford fazendo mancada, ainda mais para quem se vende, no marketing, como um “carro para quem gosta de carro”.

  • João Guilherme Tuhu

    E tem gente que arranca, achando justamente o contrário. Achismos…

  • Domingos

    O pessoal reclama tanto dessa caixa, mas nessa segunda geração a achava bem macia.

    Tive essa caixa num Focus 2003 2,0 e nada de reclamação quanto à embreagem – leve como em todo Ford. Porém nessa sim os engates eram meio pesadinhos, embora bacanas.

    Nada que, entre a leveza da embreagem e probleminhas de outros câmbios, leve a realmente deixar essa caixa “ruim de pegar trânsito”. Especialmente nos Focus II.

  • Piero Lourenço

    Defletor de ar antes do pneu tem algum efeito prático? Ajuda na aerodinâmica?

  • Piero,
    Sim, ajuda, desviando o ar do pneu.

  • ALEX s

    Tenho um aqui sendo restaurado, ano 2004. Entre vinda e idas do Rio de Janeiro a São Paulo, uma delicia de andar e não sentir fadiga física. É um conjunto maravilhoso. Sem exageros e com muitos benefícios, para quem anda em estradas.

  • Roberto Neves

    Gostei do “atavismo”. Ficou bacana!

  • Eddie

    Juvenal, já enviei minha resposta, mas parece que não foi.
    Um Golf TSI DSG Highline e um white up! aspirado/manual, 14 e 21 mil quilômetros rodados. Tendo dois carros do gabarito do Golf e up! fica difícil para mim aprovar um Focus 1,6 litro. Um bom carro, é seguro (5 estrelas), mas faltam mais airbags pelo preço cobrado, se comparado ao Golf Comfort, carro pesado. Controle de qualidade de montagem sofrível. Eu não compraria.

  • CCN-1410

    Um paliativo seria deixar o descansa braço aberto enquanto se dirige, caso o sistema abra da frente para trás e quanto a chave de luzes, a Ford poderia optar por colocá-la na haste dos comandos do limpador de pára-brisa.
    Ao ler o artigo, posso concluir que esse carro é excelente em quase todos os aspectos, e altamente recomendável para quem aprecia o câmbio manual, mas com toda a tecnologia nele empregada, será que esse tipo de câmbio não destoa? Será que alguém que goste de câmbio manual irá apreciar tudo isso que o carro possui?
    Parece ser contrassenso.

    • Domingos

      Os carros têm sido pensados para serem todos automáticos mesmo. E não só no câmbio, como nos comandos (o comando de farol em posição ruim é porque a maioria das versões deve ter acendimento automático).

      É uma pena.

      • Juvenal Jorge

        Domingos,
        esse modelo tem acendimento automático, mas farol e lanterna de neblina estão com os botões junto do principal de luzes, assim, todos não são visíveis facilmente.

    • Juvenal Jorge

      CCN-1410,
      eu gostei dos recursos eletrônicos de estabilidade, e não dispenso um câmbio manual. Para mim, não há contrassenso.

  • Ana Traques

    Obrigado pela explicação. Tenho um Fielder tem tem isso.

  • FABIO F-A-S FAS

    Rodas muito bonitas e de bom gosto para este carro. Quanto ao descansa-braço, acho que depende, pois para quem gosta de dirigir igual um piloto, fazendo punta-tacco e reduzindo marcha a cada curva, o descansa-braço até atrapalha, mas também tem aqueles motoristas mais sossegados que andam maior parte do tempo em 5ª marcha na estrada ou até mesmo na cidade no sinal fechado ou em trânsito lento etc. meu carro é manual e também tem o descansa-braço, acho-o útil para mim.

    • Juvenal Jorge

      FABIO F-A-S FAS,
      Mesmo sossegado, deve-se dirigir com as duas mãos no volante, por isso esse descansa-braço não tem utilidade para o motorista.

      • Marcio

        Teve aquele caso do ministro inglês, que foi comer uma banana com o carro parado no trânsito e foi multado por não dirigir com as duas mãos no volante!

        • CorsarioViajante

          Neste caso, ele deveria ter “dado uma banana” ao guarda! 🙂

  • Luciano Gonzalez

    AE, quando vão testar um Golf TSI 1.4 Manual???

  • Luciano Gonzalez,
    Testamos ele em abril do ano passado, http://autoentusiastas.com.br/2014/04/vw-golf-highline-14-tsi-no-uso/

  • Marcio,
    E ainda há quem pergunte por que os colocaram num ilha…

  • guest

    Gostaria que fosse fácil assim, mas não é…
    Para resumir, tem de ser removidos os braços dos limpadores de para-brisa, a grelha superior e a grelha inferior, com uso de ferramentas e cuidados para não provocar danos na operação de desmontagem e remontagem.

    • Lucas Mendanha

      De fato. Esqueci da remoção da remoção dos braços dos limpadores..

      Mas da mesma forma, nada complicado e demorado. a chave é 15mm se nao me falha a memoria.

  • Bruno Henrique Vale Oliveira

    Um carro fantástico de andar e que é bonito de se ver por fora também. Pra ficar perfeito mesmo só falta as versões 2.0 com câmbio manual, inclusive a Titanium. Se os argentinos tem por que nós não podemos ter, ao menos por encomenda?

    • Lucas Mendanha

      Tbm acho que, ao menos sob encomenda, deveria ser disponibonibilizado.

      a caixa usada no argentino é a MTX75, que ja foi usada nas gerações anteriores (mk1 zetec 2.0 e Mk2.5 duratec mono). Logo, assistencia e peças de reposição existem no mercado. E quem faz questão de um manual, nao deve se importar com o peso de acionamento dela não (bem superior em relação a IB5 do 1.6)..

  • Daniel Antonio Fonseca Lucinda

    Ok. Obrigado, perdão pelo equívoco, é que acabei sendo mal influenciado por ter lido tal informação em outras fontes. Mais uma vez, belo texto.

  • Diego, já pedimos o carro, não deve demorar.

  • Aurelio

    Belissimo review, Juvenal!
    Adorei a leitura com muitas fotos e informações. Obrigado! 🙂
    Uma dúvida:
    Esse carro completo acaba saindo por mais de R$90.000,00; não seria mais vantagem comprar um Volvo V40 1.5 T3 Kinetic? (especialmente para alguém que, como eu, não se preocupa com performance, pois acho que vale muito mais conforto, durabilidade, tecnologia, acabamento) Andei em um Volvo e fiquei com uma baita de uma pulga atrás da orelha – o acabamento é um negócio de outro mundo e a performance é mais que suficiente (no meu conceito, pois só ando abaixo de 120 Km/h nas estradas).

  • Mário

    Como sugestão à Ford, acredito que deveria existir uma padronização de motores relacionada ao segmento. Exemplo: Ka com motor 1,0 e 1,5 ; Fiesta com motor 1,6 ; Focus com motor 1,8. Falando do Focus, uma relação de motor adequada ao carro seria uma versão 1,8 16V de 150/145 cv e 19/18,5 kgfm com opção de câmbio manual ou PowerShift.