VOLTA AO PASSADO: 4º PASSEIO ANUAL DO SEDAN CLUBE DO BRASIL

 

O 4° Passeio Anual do Sedan Clube do Brasil foi realizado no domingo 20/11/88 e foi dedicado aos 35 anos da Volkswagen no Brasil, completado no dia 23 de março daquele ano. Com este passeio foi dado prosseguimento à tradição iniciada em 1985 com o 1° Passeio que marcou a fundação do Clube; naquela oportunidade fomos ao Pico do Jaraguá. Em seguida foram realizados o segundo e terceiro Passeios, à Aldeia da Serra e ao Pouso de Paranapiacaba, respectivamente. Quem sabe algum deles volte no contexto desta série “De volta para o passado”…

O dia amanheceu nublado, caia uma garoa fina, as perspectivas de comparecimento de carros eram muito ruins. No terceiro Passeio participaram 78 Fusquinhas e uma Kombi. Quantos participariam no 4º Passeio?

O esquema estava armado e o passeio era irreversível. Porém, tomando por base que, no passado, um Fusca adaptado “navegou” no lago do Parque do Ibirapuera, outro atravessou o Adriático, um terceiro foi da Ilha de Man à Inglaterra pelo Mar da Irlanda, não seria uma chuva que impediria os valentes Fuscas do Sedan Clube do Brasil de participarem de um Passeio.

Os carros foram chegando. Após serem registrados e receberem um diploma de participação e um brinde de boas-vindas, eram conduzidos para o estacionamento da Bienal, localizado em frente ao prédio do Detran. Lá foram formadas colunas divididas por cores.

 

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No Obelisco do Ibirapuera, o Cabriolé de Curitiba recebendo os brindes de boas-vindas

Este passeio foi realizado com a participação da Volkswagen do Brasil. O plano inicial previa uma participação ainda maior, mas problemas de cronograma transferiram a colaboração mais intensa da fábrica para o I Encontro Nacional dos Fuscas, que seria realizado pouco depois, em janeiro de 1989. A VW patrocinou os cartazes das portas, os diplomas de participação e ofertou brindes variados.

Órgãos da imprensa escrita, falada e televisada chegaram para dar cobertura ao evento. Para o clube a cobertura de imprensa era um ponto muito positivo para a captação de novos associados. E a chuva continuava… A boa-vontade da equipe do programa de tevê “Feira-Livre do Automóvel”, que não se intimidou com a chuva, foi marcante.

 

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A equipe do programa “Feira-Livre do Automóvel” se protegendo da chuva com o guarda-sol da Rádio Cidade!

Todos os carros receberam o seguinte material para a decoração e caracterização como participantes do Passeio:

a) Dois cartazes para as portas (com o logotipo do Sedan Clube e a frase “IV Passeio dos Fuscas), item de segurança para sinalizar que eram carros andando em comboio;
b) Uma faixa de pára-brisa autoadesiva ofertada pela Rádio Cidade e pela Gran-Via (concepção do colega Bob Floriano);
c) Bandeirolas com o logotipo VW que foram afixadas nas antenas dos carros.

Policiais do DSV já estavam a postos, com um Fusca, de placas GC 4133, que também foi devidamente caracterizado como carro participante do Passeio. Além do Fusca, foram destacadas duas motos que liberaram o trânsito do comboio durante o Passeio.

 

Já estava chegando a hora da partida e o registro apontava 109 Fuscas e uma Kombi, um recorde de comparecimento! Quando a equipe de registro chegou ao ponto de concentração verificou-se que vários carros tinham ido direto para o estacionamento do DSV. Portanto não tinham sido registrados. Na verdade, após a atualização dos dados, participaram mais de 120 carros; e, repetindo, isto com chuva! O resultado da contagem dos carros registrou o seguinte (AAxNN onde AA é o ano de fabricação e NN a quantidade de carros daquele ano-modelo):

51×1 (convertido para Bajanete), Fuscas 52×1, 53×3, 55×2, 57×3, 59×1, 61×5, 62×2, 63×6, 64×3, 65×4, 66×5, 67×2, 68×4, 69×4, 70×9, 71×6, 72×6, 73×5, 74×3, 75×2, 76×4, 77×2, 78×4, 79×2, 80×2, 81×2, 82×1, 83×3, 84×1, 85×3, 86×6, Kombi 62×1, Zé do Caixão 69×1.

Entre a grande quantidade de Fuscas, alguns de destacaram, por um ou outro motivo. Dentre eles citamos:

– Um Fusca ano 78, cor amarela, conduzido por D. Dóris que estava acompanhada por dois cães Basset e por um Pastor Alemão. Aliás, outros seis Fuscas foram igualmente conduzidos por mulheres, o que demonstra que elas também estavam começando a participar ativamente dos eventos do Sedan Clube do Brasil.

– Um Fusca saia-e-blusa, cinza e preto, cabriolé, ano 1953, que veio rodando de Curitiba especialmente para participar do Passeio conduzido por Paulo Brás, fundador do Sedan Clube do Paraná.

– Um Fusca vermelho, ano 1980, encurtado em quase 90 cm, um verdadeiro Funny-Car conduzido pelo Júlio Árguila Heringer.

– Dois Fuscas convertidos para “Bajanetes” que fizeram parte da equipe de batedores, juntamente com um Santana adaptado para servir como Pace Car, veículos pertencentes ao colega Carlos Menon (infelizmente já falecido).

Um pouco antes das 9h00 da manhã as sirenes foram acionadas. Mais de uma centena de motores começou a roncar numa sinfonia de roncos sibilantes característicos dos motores boxer arrefecidos a ar.

Os Fuscas, já separados por cores, num imenso arco-íris sobre rodas entraram na Av. Pedro Álvares Cabral e deram início a um alegre cortejo, acompanhado pelo toque de suas buzinas.

O roteiro seguido foi rua Sena Madureira, av. Domingos de Morais, rua Lins de Vasconcelos, rua da Independência, av. D. Pedro I, praça do Monumento, rua Tabor, rua Silva Bueno, rua Brigadeiro Jordão, chegando à rua do Manifesto.

 

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Depois ter tomado a rua Lins de Vasconcelos de ponta a ponta, os Fuscas do Passeio seguiram pela rua da Independência; apesar do comprimento do comboio não houve prejuízo ao trafego da manhã de domingo

Em todo o caminho o público saudava a interminável coluna de Fuscas. O cortejo era tão grande que ocupou todo o comprimento da rua Lins de Vasconcelos. De ponta a ponta, só Fuscas!

 

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O cabriolé original de Paulo Brás, que veio rodando de Curitiba, e a réplica de cabriolé feita pela Sulan de Francisco Varca Jr, seguidos pelo carro do Eduardo Pavanelli, puxaram a imensa fila de Fuscas

Na rua do Manifesto foi feita uma parada para homenagear os 35 anos da Volkswagen no Brasil, pois em 23 de março de 1953 a Volkswagen se estabeleceu num galpão alugado, no nº 1.183 desta rua. O imóvel ainda mantinha todas suas características originais e, na época, era ocupado pela Toledo do Brasil. Cinco Fuscas e a Kombi foram dispostos de modo a refazer uma antiga foto da época da instalação da fábrica. A única coisa que não conseguimos, apesar de termos batalhado muito para conseguir isto, foi refazer a placa “VW VOLKSWAGEN DO BRASIL VW”.

 

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Foto oficial de 1953, mostrando o primeiro endereço da Volkswagen no Brasil, no nº 1.183 da rua do Manifesto, no Bairro do Ipiranga, em São Paulo

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Trinta e cinco anos depois o velho prédio ainda possuía as mesmas características. Os carros do Sedan Clube do Brasil resgataram a foto histórica. Foi um momento de grande emoção para todos aqueles que cultuam a história do Fusca no Brasil

Enquanto isto, os demais participantes do passeio confraternizavam-se e recordavam o início da montagem de Fuscas pela VW do Brasil (convém observar que a Brasmotor já havia iniciado a montagem de Fuscas no Brasil em 1951 tendo, até 1953, montado cerca de 1.300 unidades e comercializado outros 1.600 que vieram montados da Alemanha. Mas a Brasmotor acabou perdendo sua concessão quando a própria Volkswagen se estabeleceu no Brasil).

Às 10h30 o comboio se pôs novamente em marcha, agora com destino à fábrica da VW do Brasil em São Bernardo do Campo. O roteiro, então, foi rua dos Patriotas, av. Nazaré, rua Gentil de Moura, rua Baraúna, praça do Sacomã e, finalmente, via Anchieta.

 

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Vista parcial do comboio, a caminho da via Anchieta; destaque para o Fusca verde com a placa amarela VW 1963, que era o sonho de consumo dos fuscamaníacos da época

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Mais um flagrante do comboio seguindo de maneira ordenada rumo à via Anchieta. O carro de trás era do Eduardo Ohara, um dos fundadores do clube, e também tinha placa especial: VW 1953

No primeiro posto da Polícia Militar Rodoviária, uma viatura da força rendeu as motocicletas e o Fusca do DSV e o comboio seguiu adiante, agora sob supervisão da Polícia Rodoviária que o acompanhou até a entrada da Fábrica Anchieta. O trabalho tanto do DSV quanto da Polícia Militar Rodoviária foram importantes para a segurança e o sucesso do evento e foram motivo de agradecimento do Sedan Clube do Brasil.

Ao chegar à portaria da Via Anchieta da Fábrica de São Bernardo do Campo, os Fusca foram admitidos para uma “visita motorizada à Fabrica” um sonho para qualquer fuscamaníaco de raiz, dirigir seu Fusca pelas ruas internas da Fábrica Anchieta! O comportamento dos Fuscas durante esta visita foi elogiado pela Segurança da Fábrica. Com esta “visita motorizada”, boa parte dos Fuscas do Passeio voltou à sua origem, ao local aonde eles “nasceram”. Veja algumas fotos desta visita:

Para a maioria dos participantes este foi o primeiro contato mais “íntimo” com a Fábrica. Todos admiraram as proporções das instalações que atingem as dimensões de uma pequena cidade.

Os carros saíram pela portaria 4, que dá acesso a av. Maria Servidei Demarchi. Já era 11h30 e o ronco dos estômagos começou a abafar o ruído dos motores. Os carros chegaram ao Restaurante Florestal e foi iniciado o almoço. Um dos critérios para a escolha do restaurante foi o seu estacionamento, e o Florestal tinha um estacionamento de dimensões adequadas.

 

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Chegando ao Florestal fomos recepcionados por uma simpática faixa da Glasurit que dizia: “4º Passeio Anual do Sedã Clube – Aos amigos do Sedã Clube saudações da Glasurit – A tinha original dos carros todos os anos”

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No estacionamento talvez o precursor dos “Fuscas-Ovo”, o carro de Júlio Arguila Heringer

 

A maioria dos participantes do passeio ficou para o almoço, que foi mais uma excelente oportunidade para socializar com os demais colegas de clube, e a comida estava muito boa.

 

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Salão do restaurante Florestal reservado para o Sedan Clube do Brasil

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Dois amigos especiais, no centro à esquerda Carlos Menon e Luiz Cesar Basso Barbosa, então da Volkswagen do Brasil

Durante a refeição, que transcorreu num clima de harmonia e alegria, foram sorteados inúmeros brindes aos participantes, oferta de várias empresas, entre elas Volkswagen do Brasil, Glasurit, Osram do Brasil, Pneus Maggion e jornal Primeira Mão.

 

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Na falta de um palco subimos na mesa eu e o Américo da Volkswagen – com a camiseta do Santana; o sorteio de brindes foi muito divertido

Após o almoço o comboio se dispersou e os Fuscas voltaram para suas casas. Não se registraram incidentes durante a realização do passeio e os participantes se despediram contentes pelo êxito do evento que foi mais uma realização vitoriosa do Sedan Clube do Brasil.

Tanto os organizadores do evento quanto todos os participantes consignaram de público seus agradecimentos às entidades públicas e particulares e aos órgãos de imprensa que apoiaram a realização deste Passeio do Sedan Clube do Brasil.

Com este almoço terminava mais um grande evento do clube, que apesar do mau tempo marcou um novo recorde de participantes.

Durante o meu tempo como presidente do Sedan Clube do Brasil, depois Fusca Clube do Brasil, passei por várias fases de relacionamento com a Volkswagen brasileira e alguns de seus funcionários ofereceram apoio e condições de alto nível no relacionamento com o clube. O amigo Luiz Cesar Basso Barbosa se destacou pelo impulso que foi dado ao relacionamento conosco e disto resultaram parcerias memoráveis e sem paralelo até os dias de hoje – como dois encontros em Interlagos registrados no Livro Guinness dos Recordes. Sendo assim, pedi ao Luiz Cesar que comentasse como ele viu aquela época, e ele, gentilmente como é de seu feitio, enviou o seguinte testemunho, que agradeço imensamente:

 

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Foto do Luiz Cesar durante o sorteio do evento

Tempos incríveis, idéias um tanto ousadas ou loucas e sonhos como os sonhos devem ser, livres, leves, soltos.

Cabeças incríveis e corações mais ainda.

Somente desta fórmula poderia sair um evento como aquele. E não falo por mim – uma simples peça na engrenagem e que entrou no circuito quando o projeto já estava andando… Falo de “gladiadores” abnegados que por paixão a um carro –o Fusca – se jogaram contra muitas adversidades para derrotar diversos “nãos” e abrir espaço para a comemoração e veneração do pequeno Beetle.

E naquela época (lá se vão décadas) não havia armas como, por exemplo, a internet, onde um sussurro vira grito em questão de segundos. Naqueles tempos quem quisesse eficiência era obrigado a gritar para ser ouvido. E mesmo assim por poucas pessoas.

Mas a compensação estava no fato de ser uma era de emoção; de coração pulsante; de mergulhar profundo nas idéias que se acreditava e, qual Don Quixote, fazer realidade dos sonhos que sonhavam.

Foi assim que eu, então trabalhando na VW, participei um pouco desta história.

Convencido (felizmente!) a participar do sonho de pacíficos-loucos comandados pelo comandante-mor Alexander Gromow, o presidente do Sedan Clube, incansável, já vinha buscando desde sempre fazer as homenagens públicas ao Fusca e, mais do que isso, estabelecer marcos com estas homenagens.

Este foi um dos momentos de profunda alegria e realização, por estar na montadora, em que também pude unir um pouco da minha devoção ao Fusca e da alegria de estar junto com pessoas que partilhavam do mesmo ideal.

Entre um hambúrguer e outro, analisamos, discutimos (pouco) e ajustamos o projeto do Dia Nacional do Fusca.

 

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Reunião no Well’s Burger no dia 12 de novembro de 1988, da esquerda para a direita, dando volta à mesa: Carlos E. Zan, Luiz César Basso Barbosa e sua filha Mariana, Alfredo Batista Jr., Bob Floriano (no fundo), e Eduardo Pavanelli: preparativos para o Dia Nacional do Fusca

Em outras oportunidades, as comemorações também foram memoráveis. Como foi o 4º Passeio do Sedan Clube: passar por pontos turísticos de São Paulo; realizar fotos em marcos históricos da VW (rua do Manifesto, onde tudo começou); passar pela fábrica; dar uma paradinha nos restaurantes da famosa “rota do frango” dos Demarchi ou ver aquela centena de Fusquinhas serpenteando pelas ruas e avenidas da cidade, foi algo inenarrável.

Tudo isso teve um preço, cujo pagamento foi realizado com a devoção dos “Gromows” que se multiplicaram, seguindo sempre o sonho do mestre. E, em contrapartida, todo o suor, cansaço e dedicação não tiveram preço a pagar. Porque tudo foi feito com a mais humilde simplicidade, porém com muito profissionalismo da organização do Sedan Clube. E com o sentimento de vitória, a cada instante vivido.

Valeu muito estar presente e ter convivido naquele evento com o Alexander e com todos aqueles que o ajudaram a realizar o Passeio. É um pedacinho da história deste carro, que ficou marcada. No asfalto, na memória e no coração.

Luiz Cesar Basso Barbosa

 

AGr

A coluna “Falando de Fusca” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 



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Sobre o Autor

Alexander Gromow
Coluna: Falando de Fusca & Afins

Alemão, engenheiro eletricista. Ex-presidente do Fusca Clube do Brasil. Autor dos livros "Eu amo Fusca" e "Eu amo Fusca II". É autor de artigos sobre o assunto publicados em boletins de clubes e na imprensa nacional e internacional. Além da coluna Falando de Fusca & Afins no AE também tem a coluna “Volkswagen World” no Portal Maxicar. Mantém o site Arte & Fusca. É ativista na preservação de veículos históricos, em particular do VW Fusca, de sua história e das histórias em torno destes carros. Foi eleito “Antigomobilista do Ano de 2012” no concurso realizado pelo VI ABC Old Cars.

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  • Lemming®

    Realmente de se admirar a organização e a paz com que tudo transcorreu.
    Parabéns!
    Impressão minha ou o trânsito era mais tranqüilo do que hoje em dia (guardada as devidas proporções)?

    • Caro Lemming®,
      Estamos falando de 27 anos atrás, certamente a quantidade de carros era menor, o trânsito era comandado por gente decente sem viés bolivariano, era um domingo de manhã e chovia…
      O trânsito congestionava em algumas vias nos dias de semana, sim; mas nos finais de semana a coisa era, via de regra, bem mais tranquila.
      Grato por seu comentário

  • Mr. Car

    Se o Doc Brown me emprestasse o DeLorean, eu iria para este evento, he, he!

    • Então tá Mr. Car,
      Já vou providenciar a sua ficha de inscrição e separar seus brindes.

    • RoadV8Runner

      Posso me sentar no banco do passageiro? Rsss…

  • Maycon Correia

    Saudações Alexander.
    Olhando essas fotos do primeiro encontro, me lembro lá do 1988, quando se via Fuscas ovais e pré-1961 andando pela rua, as Kombis corujas de tudo que é cor e modelos imagináveis, os TL, TC, Karmann-Ghia e Fuscas zero andando na rua!

    Me lembro também o primeiro evento Volta da Ilha de Santa Catarina que promovemos no Käfer Clube em 2001. Onde um sucesso de uns 90 carros, o apoio incondicional da polícia rodoviária estadual, que mandava viaturas e batedores de motocicletas.
    Esse ano o pessoal que esteve envolvido resgatou o evento pelo Air Brothers. O grupo que participamos atualmente. E foi ótimo!

    Gostei da Kombi! Se mais gente tivesse preservado elas cuidando, hoje veríamos mais delas nesse estado!

    Abraço obrigado pelas postagens memoráveis!

    • Salve Maycon!
      Eram outros tempos mesmo. O Sedan Clube do Brasil estava “engatando a primeira” no tempo. A quantidade de participantes foi crescendo rapidamente! Em janeiro de 1989, no Primeiro DNF tivemos uma multidão de Fuscas.
      Eventos memoráveis, mas este 4 Passeio foi realmente único.
      Qual Fusca maníaco não gostaria de passar com seu carro pela fábrica???
      Saudações

  • Carlos A.

    Parabéns pela matéria Sr. Alexander adorei ver as fotos ‘de ontem’ desse encontro, muito legal também a história do evento contada em detalhes.
    A propósito, o prédio do primeiro endereço da VW do Brasil no Ipiranga ainda existe?

  • Valmir Azevedo

    Que matéria espetacular !! Coisas que só um carro no planeta é capaz de fazer,unir as pessoas . Esse passeio deixou todo mundo com vontade de voltar no tempo. Obrigado Sr. Alexander por dividir com a gente estes momentos incríveis.

  • Valmir Azevedo

    Que matéria espetacular !! Coisas que só um carro no planeta é capaz de fazer,unir as pessoas . Esse passeio deixou todo mundo com vontade de voltar no tempo. Obrigado Sr. Alexander por dividir com a gente estes momentos incríveis.

  • RoadV8Runner

    É disso que sinto falta hoje em dia em encontros de carros antigos, essa paixão verdadeira por determinado modelo, a confraternização entre participantes. Hoje é tudo muito artificial, uma pseudo-paixão por antigos, provavelmente algo para mostrar aos demais que é um cara diferente, que está na moda…
    Toda quinta-feira à noite, perto de casa (uns 10 minutos de caminhada apenas) uma grande turma se encontra com seus antigos. Porém, pelo jeito como a coisa acontece, jamais tive a menor vontade de ir a esses encontros.

    • Caro RoadV8 Runner,

      Na verdade as proporções dos eventos definem muita coisa. No caso do 4° Passeio Anual do Sedan Clube do Brasil a quantidade de participantes permitiu que o evento fosse desta maneira, permitindo curtir os carros, homenagear os 35 anos da Volkswagen no Brasil, passar com os carros por dentro de Fábrica Anchieta e, por fim, ter um almoço em conjunto (com sorteio de prêmios). Tudo isto faz com que eu classifique este evento como um dos realmente emblemáticos.
      Se bem que como o aumento exponencial de participantes quando o cenário mudou para Interlagos, com a abertura para todos que quisessem participar (sócios ou não sócios) a “aura” de “paixão verdadeira por determinado modelo” continuou a existir, mas o evento teve que ser adaptado a um modo de poder lidar com multidões. Os eventos em “petit comité” continuaram a ser realizados…
      Eu acho se possível afirmar que durante as minhas gestões no Sedan Clube e depois no Fusca Clube o espírito de “paixão verdadeira pelo Fusca” sempre existiu (só posso falar sobre este período, pois depois me afastei totalmente desta entidade).
      Grato por seu comentário.

    • WSR

      Penso da mesma forma. Muita gente entrou nessa, também, para especular e, com certeza, isso rendeu bons lucros. É uma pena que tenha que ser assim. 🙁

      Isso sem contar as coisas bizarras que acontecem. Eu namorei por um bom tempo um belíssimo Fusca azul última série 1986 numa loja de usados onde os caras queriam 8000 reais, isso em 2001. Fui várias vezes ver se eles faziam por 5000, coisa de 2 meses e nada feito. Desisti. Cerca de 20 dias depois da minha última ida, passando lá novamente, vi que carro tinha sido vendido. Por extrema coincidência e mais alguns dias, o carro passou a freqüentar a rua onde moro. Criei coragem e fui perguntar ao dono sobre o preço pago: 3500!!! Quase tive um treco. 4 anos atrás eu reencontrei o fusca estacionado numa avenida, com a frente toda torta e alguns podres bem visíveis nas calhas e pneus praticamente no arame, todo mal cuidado, sinal de dono para lá de relaxado.

      Tenho certeza de que ele estaria melhor cuidado se estivesse em minhas mãos. Até hoje não entendo porque aquele carro não foi meu, sério mesmo.

      🙁

      P.S: Atualmente coleciono computadores antigos e já estou desistindo. Não consigo mais conviver com oportunistas. O Brasil está cada vez mais horroroso nesse ponto.

      • Salve WSR,
        Pois é, o oportunismo é uma praga, e mesmo em clubes de amantes de um carro ou uma marca infiltram-se pessoas que querem se locupletar de alguma maneira.
        Mas espero que você não esmoreça.
        Agora o que fizeram com você em relação ao Fusca 1986 foi uma grossa sacanagem, e não foi só com você, pois o carro acabou sendo atingido por maus tratos, o que certamente não iria ocorrer fosse você o dono.
        Por falar em colecionar computadores, os seus estão funcionando? Você tem algum Apple IIe funcionando? Eu procuro uma maneira de passar arquivos de texto do Apple IIe para o sistema PC – você tem informações sobre isto?
        Também tenho material em arquivos do TK-95 (Na verdade do Sinclair Spectrum) – bons tempos que a gente programava e andava procurando Tarefas para realizar pelo computador.
        Saudações

  • Salve Carlos A.,
    Grato por seu comentário, este evento foi muito bom, e o passeio motorizado pela Fábrica Anchieta foi muito significativo mesmo!
    Infelizmente o antigo galpão da rua do Manifesto não existe mais. A meu ver ele teria que ter sido adquirido pela VW do Brasil para servir de Museu VW no Brasil, uma pena que não tenha sido este o destino daquela edificação histórica!
    Saudações

    • Carlos A.

      Sr. Alexander, obrigado pela resposta!
      Também concordo, a VW poderia ter adquirido o prédio para transformá-lo num museu e junto num espaço para eventos ligado a fabricante (imagino que havia espaço mais que suficiente para as duas coisas). Infelizmente, o foco da VW não foi esse.

  • A ideia foi esta mesmo, caro Valmir Azevedo,
    Trazer estas imagens de 27 anos atrás para que sejam vistas hoje e para que se possa avaliar como foi o trabalho desenvolvido naquela época. Isto faz parte da história do movimento Fuscamaníaco no Brasil e merece ser preservado!
    Grato por ter comentado!

  • Fernando Martins

    Foi muito bom estive nesse passeio e passei por uma situação bem pitoresca devido justamente a esse clima meio frio quando estávamos dentro da fabrica no percurso fiquei super apertado para tirar uma agua do joelho rsrs e não teve jeito encostei o carro perto de umas prensas desativadas e foi ali mesmo kkk boas lembranças

    • Caro Fernando Martins,
      Um relato muito interessante mesmo, você deve ter sido rapidinho, pois havia uma supervisão da fábrica durante a nossa passagem por lá.

      O seu é o primeiro relato daquele tempo, vamos ver se conseguimos receber mais relatos de participantes do evento.
      Grato por seu comentário!!!

  • Fernando

    Alexander, parabéns novamente por nesse intuito de preservar a história, fazer tantas novas páginas nela também!

    Curiosamente eu e mais alguns amigos do nosso Flashback Automotivo vamos fazer um pequeno passeio para Paranapiacaba também, revendo o nosso primeiro.

    • Muito bom Fernando, grato por seu comentário!
      Certamente será um evento muito interessante!
      Quando vai ser?
      Quem pode participar?

  • Henrique Lopes

    Alexander, obrigado pelo texto, foi uma viagem no tempo, imaginando centenas de Fuscas todos organizados circulando por aí na década de 80 sem celular e internet para facilitar os contatos, é fantástico.

    Quando vejo fotos antigas fico pensando onde foram parar os carros, no caso desses Fusca VW 1953 3 VW 1963 busquei pelo aplicativo Sinesp as placas FVW 1953 e FVW 1963 e estão ativas, mas as cores não batem, são respectivamente verde, placa de Embu e branco placa de São Paulo. Será que são os mesmos carros?

    E você, ainda tem o Fusca das fotos?

    • Caro Henrique Lopes,
      Quem agradece sou eu por seu comentário e pelo prestígio de sua leitura de meu trabalho.
      A coordenação era realmente complicada, caro Henrique, mas sempre seu muita satisfação ver o pessoal curtindo de maneira ordeira e com suas famílias; sim eram eventos para toda a a família.
      O carro do Ohara, VW 1953, eu se que ainda existe, mas não é mais dele, já o outro não sei dizer não.
      E o meu Fusca ainda está comigo sim.
      Saudações

  • Fernando

    Obrigado Alexander!

    O faremos no 3° domingo de novembro, dia 15.

    No caso é mesmo um pequeno passeio, não um grande evento, assim iremos entre amigos que vão chamando outros amigos(um passeio para todos amigos e familiares curtirem junto, então o clima é bem esse), mas sem larga publicação, até porque não faremos um grande evento e nem teremos uma carreata ou algo do tipo que precise de apoio de autoridades(os carros circularão como os demais, ficando só uma bonita cena na estrada). Assim, fazemos o convite para os amigos no 4° ano em que estamos juntos e sendo um clube pequeno, com foco nisso mesmo e assim sem publicação, mas sempre no boca-a-boca crescendo com outros com o mesmo entusiasmo.

    Aos que tiverem interesse em participar, faremos a concentração para a partida no Extra da Anchieta conforme as informações que passamos neste link(requer registro): http://flashbackautomotivo.com.br/forum/viewtopic.php?f=37&t=2409

    Abraços

  • WSR

    Salve Gromow,

    Realmente fiquei entristecido por uns bons dias por causa do Fusca. O carro era realmente uma beleza, com as chaves originais, manuais e até a nota fiscal. Eu acho que tinha o número dele anotado em algum lugar, só não lembro aonde, rs.

    Sobre os micros, tenho sim alguns TK3000 iie, mas o apple não era muito a minha praia, portanto não sei usá-los muito bem ainda. Vou buscar respostas com uns colegas de listas e deixarei aqui em breve. O pedido também vale para os arquivos do TK95? Todos os arquivos estão em disquetes ou os do TK95 estão em K7 ?

    [ ]’s

    • Do TK-95 estão em K7 (a ver se não desmagnetizaram com o tempo) e microdrive…

  • Darlou D’Arisbo

    Alexander: Tais reminiscências são emocionantes.. Bom saber que o seu Fusca ainda está com você. Também mantenho o meu, desde 1964. (lembra do Citroën?). Fraterno abraço.

    • Caro Darlou D’Arisbo,
      Bacana receber o seu comentário, grato.
      Mas que Citroën você está mencionando, aquele que meu pai teve (e eu ajudei a destruir), o “Pata Choca”? Sorry, não consegui conectar as coisas…
      Se for o “nosso” ai uma foto de muitos anos atrás na Praia de Imbé n litoral gaúcho. Infelizmente este carro não existe mais…

      • Darlou D’Arisbo

        Memorável foto! Trocamos informações quando do seu 1º livro, onde citei que tínhamos também um Citroen e frequentávamos o “Arroio do Sal” mais ao norte. E, a paixão pelos fuscas nos é comum… Escrevi um conto sobre meu fusca e, quando voltar ao Brasil (dezembro) poderei remetê-lo. Pode contatar-me pelo “[email protected]”, ou acompanhar-nos pelo “felizmotorhome.blogspot.com.br”. Fraterno abraço.

        • Sim caro Darlou D’Arisbo,
          Bem lembrado caro amigo, temos uma “biografia” (se bem que este termo anda sendo vilipendiado por políticos corruptos) digamos “paralela” – mas fato é que os Citroën estiveram muito presentes em Porto Alegre. Não leve a mal esta lacuna de memória, que já está devidamente sanada de minha parte. Que bom que podemos nos comunicar também por aqui.
          Mande seu conto sim, vou iniciar uma seção de causos – talvez reproduzindo o material de meu segundo livro, cuja versão impressa está esgotada – e como eu gosto de acrescentar à algumas matérias o meu “Reader’s Corner” quem sabe dá para inserir o seu causo – se tiver fotos relativas ao texto melhor ainda!!!
          Já me inscrevi em seu blog como “A Paris…” em relação a meu Blog sobre a querida Cidade Luz que aproveito para colocar à sua disposição:
          http://lucyandalex-2.blogspot.com.br/
          Um grande abraço caro amigo