Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas UMA IDEIA BRASILEIRA CONQUISTA O MUNDO – Autoentusiastas

UMA IDEIA BRASILEIRA CONQUISTA O MUNDO

O ano de 2015 foi um ano especial para mim; uma efeméride coroou um trabalho que começou há muitos anos. E o melhor de tudo, uma fantástica viagem à Alemanha tornou possível comemorar esta efeméride e me deu a oportunidade de relembrar o itinerário que me levou a aquele palco, numa grande tenda de eventos, para consolidar os 20 anos que, na verdade, levaram quase 30 desde o início dos trabalhos. E a festa foi numa aprazível estância hidromineral que fica pertinho de Frankfurt e que abriga a cada quatro anos talvez o melhor evento de Fuscas veteranos do mundo.

Tudo começou quando eu entrei no Sedan Clube do Brasil em 1985. Foi um acaso, eu vinha na rua Heitor Penteado, na capital paulista a bordo de meu valente carro, o Rosinha com seu teto solar original e sua vigia traseira oval, quando um outro Fusca antigo, um split-window, emparelhou e pediu para que eu parasse. Era o Gavino que queria me dizer que iria ser realizado um passeio ao Pico do Jaraguá em alguns dias, só para Fuscas. Pois é, era um clube, que tinha nascido há pouco tempo, criado por Sérgio Eduardo Fontana, Eduardo Ohara e Demétrius Bergamo. Mas a Volkswagen do Brasil não permitia o uso da palavra Fusca, sua marca depositada, e a solução encontrada foi usar “sedan” e a ação entre amigos se estabeleceu.

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Já no estacionamento superior do Pico do Jaraguá, tempo para apreciar o panorama e socializar

O passeio foi uma experiência que jamais esquecerei, os carros foram divididos pelos anos de fabricação, primeiro os mais velhinhos, lote em que eu estava. Ao subir a estradinha do Pico do Jaraguá alguns spilt-windows iam na minha frente, com seu ruído de “máquina de costura” característico, galhardamente ascendendo à montanha. Muito lindo, esta sensação não se repetiu em nenhum outro evento de que eu tenha participado. Pena que naquele tempo não se tinha acesso fácil a equipamento de filmagem, teria sido um vídeo épico.

Comecei a colaborar na gestão do clube e o tempo foi passando, quando uma geração de pessoas incríveis assumiu o departamento de marketing da Volkswagen do Brasil e o céu que costumava estar carrancudo para os lados do clube se abriu ensolarado. Ocorreu uma aproximação muito produtiva, estávamos em 1988. O Fusca tinha deixado de ser produzido em 1986…. Talvez isto tenha até sido um fator que permitiu que esta aproximação tivesse se efetivado.

A primeira atividade conjunta era para ser muito grande, espetacular, algo ainda não visto no cenário antigomobilista brasileiro. Estava se conformando o que viria, depois, a ser o “DNF – Dia Nacional do Fusca”. Aproveitando o 4º Encontro do Sedan Clube que estava marcado para o dia 20 de novembro de 1988 o plano era realizar um megaevento em Interlagos, isto comparando seu tamanho com as realizações feitas até então. O logotipo aproveitou como mote a data, a saber 20, como sendo a envolvente de um Fusca.

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O que manteve o dia 20 como logo do evento e como data do DNF foi este número 20 conformado com o perfil do Fusca que já tinha sido criado para novembro de 1988

Um pequeno percalço não foi capaz de atrapalhar as coisas: o megaevento era para ser realizado no dia 20 de novembro de 1988, mas isto não foi possível pois o Autódromo de Interlagos não foi liberado, e o megaevento ficou para janeiro seguinte; naquele tempo não estavam sendo realizadas as Mil Milhas que tradicionalmente eram realizadas em janeiro. Foi necessário acionar o “Plano B”.

Em tempo, o 4º Encontro do Sedan Clube, dedicado aos 35 anos da Volkswagen no Brasil, foi realizado “normalmente” com um passeio que partiu do Obelisco do Ibirapuera e durante o qual repetimos a famosa foto na frente do galpão da rua do Manifesto, primeiro endereço da Volkswagen no Brasil; depois fomos até a Fábrica Anchieta onde os carros do comboio puderam entrar, para depois irmos todos almoçar no Florestal, um dos famosos restaurantes italianos da avenida Demarchi em São Bernardo do Campo, SP. Talvez assunto para uma próxima matéria de reminiscências…

Várias reuniões e preparativos para o “Primeiro Encontro Nacional dos Fuscas” já tinham sido realizados. E já na fase do “Plano B” foi realizada uma reunião num fim de semana, dia 12 de novembro de 1988, com a presença do grande amigo Luiz César Basso Barbosa, então Gerente de Propaganda e Marketing da Volkswagen. A reunião ocorreu num Well’s Burger (que era da rede Pão de Açúcar) lá na Praça Panamericana, onde hoje é um McDonald’s.

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Reunião no Well’s Burger, da esquerda para a direita, dando volta à mesa: Carlos E. Zan, Luis César Basso Barbosa, Alfredo Batista Jr. (em pé), Bob Floriano, Carlos Menon (com camiseta amarela –já falecido) e Alexander Gromow; o Eduardo Pavanelli não aparece nesta foto, mas também esteve lá

Acabou sendo um evento significativo, acompanhado por uma campanha de revisões e vendas de peças de Fusca pelo Brasil inteiro. Curiosamente, toda o grafismo da festa tinha sido preparado para um dia 20 que passou a ser oficialmente o DNF, mas o evento acabou sendo realizado no dia 15 de janeiro de 1989, dando início à uma série inesquecível de eventos. Um deles foi registrado no Livro Guinness dos Recordes, e este recorde foi quebrado no evento seguinte, 2.728 carros reunidos em Interlagos, isto já no dia 1º de maio de 1995.

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Foto da página 163 do Livro Guinness 1995 que deu um grande destaque para o nosso primeiro recorde

Uma curiosidade daqueles tempos: a edição extra de 6 de janeiro de 1989 do boletim interno do Fusca Clube do Brasil, A BANANINHA, com descrição e instruções básicas do Primeiro Encontro Nacional dos Fuscas — que foi a comemoração do primeiro Dia Nacional do Fusca, realizado no dia 15/01/1989 no Autódromo de Interlagos.

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Capa da edição extra de 06 de janeiro de 1989 do A BANANINHA Extra

Naquele tempo eu concebia, diagramava e editava estes boletins, usando para isto um computador Apple IIe e uma impressora matricial, era o estado da arte da época. Eu fazia muitos desenhos no computador ponto por ponto, como o desenho da Bananinha na parte superior da capa e o logo do dia 20 na parte inferior. Se você ficou curioso e que ver como era este tipo de comunicação em 1989, veja a digitalização sob forma de revista clicando AQUI .

 

Mas a roda da vida foi seguindo seu rumo e, apesar de já ter feito um estágio na Alemanha na década de setenta, a empresa decidiu me enviar de volta para um estágio temporão no fim de 1989, preparativo para novas atribuições. Eu cheguei na Alemanha na época da queda do Muro de Berlim. Antes de partir eu tinha estruturado o clube de modo a que tudo pudesse continuar sob controle durante a minha ausência.

Uma das primeiras cartas que recebi lá na Alemanha foi de meu amigo e então sócio do clube, o Dario Farias — que ainda hoje é muito ativo no contato por correspondência com clubes do estrangeiro. Ele me lembrou de eventos importantes na Alemanha, dentre eles o já então muito famoso evento de Bad Camberg.

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Foto do Dario Farias e seu Fusca no 10º Encontro de Fuscas em Suzano, realizado no dia 25 de abril de 2015

Dois anos depois eu fiz contato com o então organizador do encontro, o saudoso amigo Heinz Willy Lottermann (falecido em 2000). Combinamos que eu iria ao evento, chegando lá de Mercedes-Benz, pois meu VW tinha ficado no Brasil e estava em restauração na “Ala 0” da Volkswagen do Brasil. Fui muito bem recebido; acabei sendo convidado a dizer algumas palavras no jantar de confraternização. Estávamos no dia 29 de junho de 1991.

Baseado no bem-sucedido Dia Nacional do Fusca brasileiro, lancei a idéia do DMF – Dia Mundial do Fusca, que foi aprovada por aclamação pelos presentes, representantes dos cinco continentes. Normalmente, quando alguém lança uma idéia, sobra para este alguém correr atrás e realizá-la. Iniciei os trabalhos, usei o editorial Some Words to Our Friends Abroad do A BANANINHA, boletim interno do clube que era enviado bilíngüe, português e inglês, a clubes de vários países do mundo — fato que tornou este clube uma referência internacional naquela época.

Mas que dia seria o DMF? Com base no clima, evitando o inverno europeu, e escolhendo uma data significativa sob o ponto de vista histórico, a decisão recaiu sobre o dia 22 de junho, pois nesta data, em 1934, foi assinado o contrato entre o escritório de engenharia de Porsche e a Confederação da Indústria Automobilística Alemã (RDA) para o desenvolvimento dos três primeiros protótipos do que viria a ser o “Carro do Povo Oficial do III Reich”, e para nós, muitos anos depois o Fusca.

Tudo acertado, faltava o lançamento oficial desta data comemorativa. Isto veio a ocorrer no 5º Encontro Internacional de VW Veteranos de Bad Camberg. E assim foi feito com a leitura da “Declaração de Bad Camberg” no sábado, dia 30 de junho de 1995. Antes disto, para obter o aval da Volkswagen eu contei com a concordância para este documento do Dr. Bernd Wiersch que era o curador do AutoMuseum Volkswagen, que foi a primeira assinatura. A outra assinatura que solicitei foi do próprio Heinz Willy Lottermann que, como um dos colecionadores Volkswagen mais respeitados do mundo e mentor e organizador dos encontros de Bad Camberg, avalizou a declaração em nome dos colecionadores mundiais. A terceira assinatura foi minha e o documento foi distribuído em quatro idiomas. O Dia Mundial do Fusca alçou vôo também num evento que contou com a presença de representantes dos cinco continentes.

Declaração de Bad Camberg

Declaração de Bad Camberg

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Momento do lançamento do DMF no dia 24 de junho de 1995

Momento do lançamento do DMF no dia 24 de junho de 1995

Ainda não se tinha acesso à internet, as coisas eram resolvidas pelo correio e a idéia do DMF começava a conquistar o mundo, com uma grande receptividade na América Latina. Quando passei a ter acesso à internet a comunicação melhorou através das redes sociais, e, passando pelo Orkut, com o advento do Facebook as coisas melhoram muito e foi possível ir fazendo a divulgação do DMF e, por exemplo, ir colecionando as centenas de cartazes comemorativos do DMF, tanto elaborados individualmente como por clubes e entidades organizadoras de eventos comemorativos.

Mas, com o falecimento do Heinz Willi Lotterman, que eu com muito pesar registrei em uma de minhas páginas na internet (Veja AQUI), e com o afastamento do seu filho, Markus, da organização dos eventos que são realizados a cada quatro anos, o contato com Bad Camberg foi se tornando distante. Mas os eventos continuaram a ser realizados por uma nova equipe.

 

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Numa visita à casa dos Lottermann em 1997, da direita para a esquerda: Heinz Wilii, Markus e eu

Quis o destino que esta situação se transformasse a partir de uma matéria que escrevi sobre a minha visita ao também saudoso Márcio Piancastelli (falecido em 18 junho de 2015). No dia 6 de setembro de 2014 eu fui lá com o pessoal do VW SP2 Club para a comemoração do aniversário de 78 anos dele. Um dia memorável.

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Na churrasqueira da casa do Márcio Piancastelli, à direita na foto, com o Jota – José Vicente Novita Martins, no centro, e eu

A minha matéria acabou chamando a atenção dos amantes do VW SP2 da Alemanha e um deles em especial, o Achim (ele prefere que seu sobrenome não seja divulgado), entrou em contato comigo. Começamos a nos corresponder por e-mail e num deles ele contou que o VW SP2 dele, apesar de não ser da época dos carros permitidos nos eventos de Bad Camberg (são permitidos Fuscas até 1955 e Kombis até 1957) iria participar como uma construção especial.

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No dia 19 de junho o Achim já estava a postos no evento de Bad Camberg com seu lindo VW SP2

Foi a deixa para pedir a ele que fizesse a ponte com os atuais organizadores, o Team Lottermann, liderado pelo Michael Lottermann, irmão do Heinz Willi. Isto porque meus planos não eram de simplesmente visitar o evento, mas sim de ser parte dele! Estávamos em fevereiro de 2015.

Foto de divulgação do evento com, da esquerda para a direita: Markus, Biggi e Michael

Foto de divulgação do evento com, da esquerda para a direita: Markus, Biggi e Michael

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Esta é a Kreuz Kapelle, capela da Cruz, vista da janela de meu hotel. Ela é o marco de Bad Camberg, de lá se tem uma linda vista para a região

Esta é a Kreuz Kapelle, Capela da Cruz, vista da janela de meu hotel; ela é o marco de Bad Camberg, de lá se tem uma linda vista para a região

Seguiu-se uma aproximação com a família Lottermann, de início meio fria, afinal de contas esta parte da família ainda não me conhecia. Enviei vários documentos de 1991 e 1995 e sugeri que poderia dar uma breve palestra durante o evento para comemorar os vinte anos do DMF (isto para realizar um grande sonho meu); seguiu-se um clima de “saudável” desconfiança. Mas a sorte estava mudando e o Markus Lottermann tinha decidido voltar a morar em Bad Camberg e ajudar na organização do evento, e nós nos conhecemos há 24 anos!

Eu, como combinado, enviei a versão beta de minha palestra para que eles dessem uma olhada e o que se seguiu-se foi incrível. Eles adoraram a palestra, o Michael fez questão de ligar para mim para expressar o contentamento e aprovação de toda a família para a palestra, e o relacionamento mudou da água para o vinho.

Uma ocasião importante destas merece um logotipo comemorativo e a amiga Heide-Marie Van Der Au, da África do Sul, voltou a colaborar comigo na sua confecção. Ela já tinha participado na preparação do logo de despedida do motor VW Boxer. No caso do Logo dos 20 anos do DMF ela criou um novo “Fusca Amarelinho” que substituiu o antigo que era o do Dia Nacional do Fusca que foi usado também para o DMF até então.

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Logo de despedida do motor boxer

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Logo do DMF 20 anos

Um dos itens a serem preparados era a “camisa de evento 2015” e eu fiz o layout e fui até a empresa que conheço há mais de 20 anos a ASSATEC, que fica na Lapa, em São Paulo, SP, e lá o Gileno me recebeu, ele tinha feito a “camisa de evento 1995” e ainda se lembrava dela. Realmente uma raridade nos dias de hoje. Ele é um profissional de mão cheia e caprichou na execução mais uma vez.

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Foto das costas da camisa ressaltando o logotipo dos 20 anos do DMF

Com esta camisa eu pude prestar homenagem ao Clube do Fusca de Poços de Caldas do qual sou sócio honorário; e ao Brezelfensterverein eV, meu clube de Fuscas na Alemanha; isto através dos respectivos logotipos nos ombros desta camisa.

Toca finalizar a apresentação em PowerPoint; como é um evento internacional decidiu-se que ela seria em inglês; como sempre tinha uma coisinha para “ajustar”, ficou coisa até para a última hora, como de costume. Um dos itens que preparei para a apresentação foi o levantamento dos locais conhecidos por mim onde o DMF é comemorado e disto resultou um mapa-múndi (explore o mapa que interativo AQUI). Como se pode ver são até agora 36 países nos cinco continentes; ainda há espaço para continuar com a divulgação deste dia e toda a ajuda possível neste sentido é muito bem-vinda. Se você conhece clubes ou Fuscamaníacos de lugares onde ainda não há registro no mapa, por favor passe a palavra e o link do SITE OFICIAL desta data.

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Mapa-múndi com a amostragem dos locais onde se comemora o DMF conforme as informações disponíveis

A chegada à Bad Camberg foi à tardinha com uma leve garoa e uma temperatura abaixo do esperado para verão pleno. No caminho, já quase chegando à Bad Camberg, andamos atrás do final de um comboio VW Veteranos que vinha da Bélgica, e isto já nos fez entrar no clima do evento, era a quinta-feira dia 18 de junho. Chegando ao hotel mais carros antigos estavam compondo o clima do evento que começaria oficialmente no dia seguinte.

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Foto do comboio belga na estrada visto de “meu” Golf TDI

Este comboio belga, que durante o dia atingiu o número de 200 carros, é organizado pelo colecionador e grande revendedor de peças Volkswagen, Bob van Heyst fundador da BBT NV. Tradicionalmente o comboio vem da vila de Sint-Job-In-‘t-Goor, na província de Antuérpia na Bélgica, onde fica a sede da BBT. O comboio sai pela manhã da sede da BBT NV e depois de percorrer 354 km costuma chegar à tardinha em Bad Camberg.

Ao chegar à Bad Camberg a emoção foi muito grande, um sonho estava se realizando e, apesar de já estar anoitecendo, parei para a tradicional foto de entrada na placa de entrada no município.

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O nível de adrenalina estava subindo com a chegada a Bad Camberg

O Hotel Taunus Residence, reservado para os convidados VIP do evento, foi uma grata surpresa, fomos muito bem recebidos. As acomodações são excelentes e o restaurante Estragon do hotel é de primeira. A vista do quarto era uma beleza e tínhamos até uma sacadinha para curtir o panorama…

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O hotel é muito bom e ter um fantástico Schwimmwagen no estacionamento da frente é o máximo!

Na sexta-feira foi dia de fazer contato com o pessoal e encontrar alguns amigos brasileiros que estavam por lá. Depois fomos explorar o local onde a palestra seria realizada, a tenda de evento, localizada ao lado do antigo campo de futebol que foi o palco do fantástico desfile de raridades absolutas.

Neste evento também foi possível rever velhos amigos depois de 20 anos, dentre eles o amigão Filippo Massa, de Sanremo, Itália, um grande Fuscamaníaco que também escreveu o seu livro sobre o Fusca: L’auto del secolo – Vita e miracoli del Maggioloino Volkswagen (Editora Alkalea Edizioni, ISBN 88-87643-13-X), na capa deste livro ele usou a ilustração de uma das primeiras propagandas do Fusca no Brasil que eu havia enviado para ele, e que, na verdade havia sido “descoberta” pelo jornalista Jason Vogel.

 E aqui o reencontro tão esperado com um amigo que inicialmente conheci por correspondência, encontrei em Bad Camberg em 1995 e o revi agora em 2015:

Outro amigão que pude reencontrar foi o John Forbes, que compareceu a todos os eventos de Bad Camberg à exceção do primeiro, pois ele não ficou sabendo da realização dele. Ele hoje é aposentado, mas durante muitos anos ele manteve uma oficina especializada em Fuscas na cidade de Edimburgo, na Escócia, sendo considerado o melhor mecânico de Volkswagens arrefecidos a ar da Inglaterra.

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Fachada da antiga oficina do John Forbes em Edimburgo, na Escócia

Ele compareceu em 2015 como sempre acompanhado pela esposa, Valerie, e pela filha, Sarah, e demonstrou realmente não medir esforços para manter a tradição.

 

Foto de 1995

Foto de 1995

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Foto-39 – Foto de 2015 com o John na cadeira de rodas, a Sarah, eu e a Valerie

Foto-39 – Foto de 2015 com o John na cadeira de rodas, a Sarah, eu e a Valerie

O evento em si foi sensacional e as raridades se multiplicavam no gramado do evento. Carros que são solenes desconhecidos nossos, pois a nossa “cultura Volkswagen” se iniciou em 1950 com as primeiras importações feitas pela Brasmotor. Mas carros de 1938 a 1950 apresentam detalhes diferente e peculiares, vale a pena vê-los, sem dúvida alguma. Para dar uma idéia do evento, clique AQUI para acessar o álbum com mais de 600 fotos de meu amigo Luiz Kessler que já é um expert em Bad Camberg, pois participou de três de suas edições recentes.

Para demonstrar o que eu disse sobre as raridades que podemos conhecer em eventos como este, eu selecionei este Volkswagen KdF Typ 82, que é um raríssimo Kommandeurwagen. Ele foi fabricado em 1941 em plena II Guerra Mundial. Este carro tinha o chassi e a suspensão elevada do jipe leve Kübelwagen e tração 4 x 2. O seu estado de restauração é impecável e ele possui detalhes da época do nacional-socialismo, com os distintivos que remetem a ele… Confiram alguns destes detalhes, vejam o que conseguem “descobrir”.

Ainda na sexta-feira à noite foi possível socializar com o casal Birgit (Biggi) e Michael Lottermann — organizadores do evento, em boa companhia do jovem casal de brasileiros Nicole e Ighör Toht. Muitos papos e grandes histórias para contar.

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Da esquerda para a direita: Biggi, Nicole, Ighör, Michael, Alexander e Lucy

O sábado, dia 20 de junho de 2015, foi o grande dia para mim, o dia de minha palestra. Mas ainda havia muita coisa a fazer antes disto. Uma atividade protocolar foi participar de uma reunião a convite do prefeito de Bad Camberg, Wolfgang Erk, e do presidente do conselho municipal, Heinz Schaus, que receberam os organizadores do evento e um grupo seleto de participantes de vários países na sala de reuniões da prefeitura. Uma atitude simpática destas autoridades que demonstraram com isto o seu grande engajamento em relação ao evento.

Durante a reunião eu tive a oportunidade de passar às mãos do prefeito, em nome de todos os Fuscamaníacos presentes, um quadro com o logotipo comemorativo dos vinte anos do DMF, uma maneira de registrar o fato perante as autoridades locais e de agradecer à gentileza do convite, bem como aos brindes que recebemos durante a reunião.

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Da esquerda para a direita: Markus Lottermann, prefeito Wolfgang Erk, Alexander Gromow, Biggi Lottermann, Michael Lottermann e o presidente do conselho municipal Heinz Schaus

Depois de tanta expectativa chegou a minha hora de realizar o sonho: formalizar a comemoração do aniversário de 20 anos do DMF proferindo uma palestra sobre este dia comemorativo. A tenda do evento estava lotada.

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A tenda estava lotada. Observe o cartaz ao fundo com a placa do evento de 2003

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Foi o primeiro evento depois do falecimento do Heinz Willi Lottermann que foi homenageado com a continuidade dos eventos!

O mote da palestra foi o amor pelo Fusca. Como na minha palestra de 1991 eu tinha presenteado o saudoso Heinz Willi Lottermann com uma camiseta da campanha “Eu Amo Fusca”, lançada em 1982, foi possível desenvolver este assunto partindo da música “All you need is love” dos Beatles, do jingle de televisão da campanha “Eu Amo Fusca” chegando a uma significativa foto dele com a camiseta que ele fez questão de vestir na hora em que recebeu.

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No momento da palestra que eu estava falando do Heinz Willi com a camiseta “Eu Amo Fusca”

Em seqüência falei da evolução do logotipo do evento, das origens do DMF, mostrei o mapa-múndi, exemplos de cartazes comemorativos de várias partes do mundo, exemplos de eventos concluindo com um chamamento para que se faça a divulgação do evento para ampliar a sua área de abrangência. O amigo Luiz Kessler fez algumas tomadas da palestra com a sua câmera GoPro e eu compus um vídeo com algumas cenas desta palestra. Se você quiser pode assistir a este vídeo clicando AQUI.

Terminada a palestra eu tive a oportunidade de passar um presente para a Biggi, artesanato de madeira brasileira. E o momento alto foi quando eu passei para o Michael e para o Markus um quadro com a foto de seu irmão e pai, respectivamente, aquela na qual este estava usando a camiseta “Eu Amo Fusca”; foi um momento de emoção redobrada.

 

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Terminada a palestra foi a hora de entregar os quadros para o Markus e para o Michael, um momento de grande emoção

Eu gostaria de ressaltar que a estada em Bad Camberg para nós, minha esposa e eu, foi valorizada pela agradabilíssima companhia de dois casais brasileiros: os Kessler e os Thot, com os quais tivemos a oportunidade de dividir momentos maravilhosos desta estada em Bad Camberg.

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Da esquerda para a direita: Nicole e Ighör Thót, Alexander, Lucy, Isabela e Luiz Kessler

Aproveito para registrar alguma fotos com amigos tanto do Brasil, como do resto do mundo. Os contatos foram todos muito agradáveis e trouxeram consigo a esperança de um reencontro em breve.

No caminho de volta, depois da visita a Wolfsburg voltamos a Bad Camberg para uma breve pausa antes do vôo de volta para o Brasil e foi uma oportunidade de rever o querido casal Lottermann e passar o meu livro para eles, já que não tinha feito a entrega na estada anterior. Batemos um excelente papo no lobby do hotel, consolidando a amizade que se tornou uma extensão daquela iniciada com o saudoso Heinz Willi.

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Reencontro com a Biggi e o Michael em Bad Camberg no caminho de volta para o Brasil

Como a esperança é a última que morre, e como temos dois anos até lá, finalizo esta longa série de fotos com a com o grande colecionador e organizador do evento de Hessisch-Oldendorf, Traugott Grundmann. Quem sabe vamos ter a oportunidade de reportar o próximo evento de lá que será em 2017, com data ainda em aberto; vamos ver se até lá a situação brasileira melhora o suficiente para uma nova viagem internacional.

Eu gostaria de comentar e até agradecer, por este meio, ao interesse com o qual ele assistiu à minha palestra, posso dizer que ele conseguiu reconhecer o meu empenho durante tantos anos em prol do Fusca, desde a manutenção dos carros entre nós até a preservação de sua interessante história, pois ele verbalizou isto quando me cumprimentou no final da palestra. Sim, pois a criação do Dia Nacional do Fusca no Brasil, depois do Dia do Fusca no Município de São Paulo, foi instituído pela Lei Municipal No 12.202/96 de novembro de 1996. E, finalmente do Dia Mundial do Fusca tem por finalidade promover os esforços no sentido de incentivar a preservação desta história.

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Com o organizador de Hessosch-Oldendorf – Traugott Grundmann

Nota final: tenho muito orgulho do meu trabalho realizado à frente tanto do Sedan Clube do Brasil, depois Fusca Clube do Brasil, trabalho este ainda na memória de muitos. Mas, também em respeito em especial aos que presidem esta entidade hoje em dia, confirmo que no dia 20 de janeiro de 1988 eu renunciei formalmente ao cargo de presidente; e que juntamente com isto foi interrompido qualquer vínculo com esta entidade. Acredito que o reconhecimento do que fiz foi o motivo da homenagem que recebi deste clube quando de seu aniversário de 30 anos.

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– Placa comemorativa recebida do Fusca Clube do Brasil no contexto de seu aniversário de 30 anos

Integra da palestra de Bad Camberg: se você tiver a curiosidade de ver a palestra que proferi em Bad Camberg, veja a palestra transformada em vídeo e narrado em inglês clicando AQUI.

AGr

A coluna “Falando de Fusca” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 

Sobre o Autor

Alexander Gromow
Coluna: Falando de Fusca & Afins

Alemão, engenheiro eletricista. Ex-presidente do Fusca Clube do Brasil. Autor dos livros "Eu amo Fusca" e "Eu amo Fusca II". É autor de artigos sobre o assunto publicados em boletins de clubes e na imprensa nacional e internacional. Além da coluna Falando de Fusca & Afins no AE também tem a coluna “Volkswagen World” no Portal Maxicar. Mantém o site Arte & Fusca. É ativista na preservação de veículos históricos, em particular do VW Fusca, de sua história e das histórias em torno destes carros. Foi eleito “Antigomobilista do Ano de 2012” no concurso realizado pelo VI ABC Old Cars.

  • Silvio

    AGr, bela história.

    Belo exemplar o Rosinha, seu Abobrão rs

    http://autoentusiastas.com.br/wp-content/uploads/2015/10/AG-10-Foto-03.jpg

    Magnifico esse Kommandeurwagen, a simplicidade e funcionalidade ao extremo no cofre do motor.

    http://autoentusiastas.com.br/wp-content/uploads/2015/10/AG-10-Foto-44.jpg

  • Maycon Correia

    Gosto de ir a encontros de Fuscas para rever amigos, como temos em Blumenau, Criciúma, Brusque, Curitiba e outras cidades de Santa Catarina.
    Em 1998 meu pai comprava um Fusca 1962 de segundo dono e começava a primeira restauração a originalidade. Pois o Fusca fora adquirido aos 31 mil km em 1968 e já que era azul Golfo, foi facilmente transformado em um 68, com capas pretas por cima dos bancos e forros de porta, piscas sorriso curto, rodas com aberturas de ventilação, lanterna de placa grande e o emblema 1300 na tampa. Lá estava o dono feliz da vida com um carro igual a zero! E de 1968
    A 1998 ele andou uns 620 mil km com aquele carro, inclusive ao Chile, Uruguai e Bolívia… 1200 6 V com lâmpadas alemãs Osram e bloco ótico da Bosch.
    As mudanças foram fáceis, já que tratava se apenas de estética, e ainda se encontrava facilmente e bem barato os detalhes, a felicidade foi encontrar aqueles bancos originais branco com cinza e forros de porta totalmente intactos e apenas sujos por baios de capas!
    Carro pronto, 95% de originalidade, fomos ao Veteran Car Clube, onde donos de Fusca não eram bem recebidos por fama de arruaceiros.
    Uma reunião enorme fundamos o que hoje se chama KÄFER Clube de Florianópolis, onde o intuito era acolher aqueles carros perfeitos e colaborar com sua preservação, pois estávamos nos filiando a FBVA, e tínhamos a idéia de conscientizacao dos donos e ajuntar amigos, porém muitos aproveitadores utilizaram da brecha para valorizar seus carros para revender… Aí acabou quase que virando comércio…
    Hoje participamos de grupos de amigos, sem clube sem compromisso e vou dizer que é legal quando juntamos umas 10 Kombi para um passeio, ou vários Fuscas!

  • Mr. Car

    Gromow, parabéns pela homenagem e pelo excelente trabalho realizado no sentido da preservação e memória do Fusca (e seus derivados, claro)! Muito interessante e riquíssimo o post de hoje, aliás, como sempre, he, he! E ainda teve o bônus de me trazer belas recordações, por conta da citação da Rua Heitor Penteado. Passei muito nela, pois meu avô construiu um sobrado nos anos 50 em uma de suas transversais, a Rua Taboão, e nela morou de 1970 até 1980, quando voltou ao interior de São Paulo. A casa foi vendida no finzinho dos anos 90, mas ainda está lá, do jeitinho que era, he, he!
    Abraço.
    Para pensar: “As paixões são como os ventos que inflam as velas dos barcos. Às vezes fazem-nos naufragar; mas sem elas não é possível viver”. (François Marie Arouet = Voltaire)
    Para ouvir: https://www.youtube.com/watch?v=ZTTzcXSLjhI

    • Grato caro Mr. Car,
      Esta matéria é um resumo de tantos anos de trabalho no sentido de manter os Fuscas e sua história entre nós, objetivo que criou as datas comemorativas do DNF e do DMF abrangendo não só o movimento preservacionista no Brasil, mas no mundo… Mesmo sendo um resumo ficou assim comprida, mas se fosse para detalhar um pouco mais daria um livro, só não sei quem iria lê-lo…
      Um abraço

  • BlueGopher

    A foto mais ilustrativa foi a da chamada da coluna, muito legal!

    http://autoentusiastas.com.br/wp-content/uploads/2015/10/AG-10-Foto-00.jpg

    • Caro BlueGopher,

      Esta estatueta foi um amável presente que recebi do pessoal do Clube do Fusca de Poços de Caldas. Veja só o que eu tinha postado logo depois de ter recebido este mimo tão querido:

      QUOTE

      E desta vez com uma super surpresa, algo realmente inesperado…

      Acabo de receber uma estatueta de mim mesmo!!! Um verdadeiro Gromowinho!!!

      Um super presente dos amigos do Clube do Fusca de Poços de Caldas. O melhor da história são os detalhes que foram replicados na pequena estátua, que para mim tem um valor gigantesco!
      Os detalhes macro como a minha aparência geral (grato pela reduzida na cintura…), a reprodução do emblema dos 20 Anos do Dia Mundial do Fusca, meus óculos e o Fusquinha que estou a segurar… Mais vem o incrível detalhamento:
      minhas bolsas de cintura, no caso 3, pois eu estava com minha bolsa de câmeras fotográficas, além das duas habituais; a camisa de gola olímpica vermelha, como
      a que eu estava usando em Bad Camberg (devido ao frio fora de época que fez por lá). A coisa não acaba por ai, até a falha entre os dentes centrais da arcada superior foi reproduzida!!! Camisa branca (que era a camisa de evento) e calça preta, também como no sábado dia 20 em Bad Camberg…

      Ainda estou sob o agradável impacto deste presente singular. Ainda estou pesquisando para ver se deixei escapar algum detalha adicional.

      Agradeço muito a este presente que é muito especial, afinal de contas não é todo o dia que a gente recebe uma estátua de si mesmo…

      Parabéns ao “diretor de produção” que cuidadosamente e minuciosamente definiu os detalhes bem como ao artista que produziu esta estatueta com muita arte!

      UNQUOTE

      Este trabalho foi feio pela empresa: http://www.noivinhosonline.com/

      Grato por seu post!

      • BlueGopher

        Caro Alexander,
        Uma merecida homenagem, mostra o quanto você é querido e respeitado no métier!
        Aplausos também para a criativa idéia do pessoal do Clube do Fusca de Poços de Caldas e ao detalhismo da empresa acima citada, que boa idéia para presentes!

  • Fórmula Finesse

    Cada post do Gromow é um verdadeiro livro, e dos melhores!!! Irei ler com a devida atenção todo o post de noite (por hora, as fotos contam muito dos episódios que envolvem os laços mundiais da fraternidade VW) – Fica uma questão – ou não, pois pode constar no texto – não seria hora de embarcar alguns dos nossos Fuscas para esses encontros, com o apoio da VW brasileira? Antigo, seminal…ou mesmo algum bonito Série Ouro 1996 – creio que os alemães adorariam!

    • Caro Fórmula Finesse,
      Apoio da VW para carros participarem do evento em Bad Camberg? Estás falando sério ou é uma solene galhofa???
      Nem o mundialmente reconhecido evento de Bad Camberg recebeu apoio este ano!!! Eles ofereceram um saquinho com canetas esferográficas e foi só, tanto que os organizadores retiraram o logo VW da placa oficial do evento, apesar da situação tragicômica do evento ser o melhor do mundo sobre Fusca e VW’s antigos de qualidade… Talvez o pessoal de Wolfsburg esteja canalizando recursos para o desenvolvimento de software “dos bons” para o controle de seus motores Diesel…
      Sempre foi meu sonho participar com meu carro lá, mas não tenho condições de pagar o transporte de ida e volta (ainda estou “amargando” as despesas da viagem deste ano…). Mas eu até sonho estar descendo a estradinha que leva à entrada da cidade com o teto solar aberto e uma bandeira do Brasil alegremente flanando… Talvez numa próxima encarnação.
      Os carros admitidos estão descritos no artigo a saber: Fuscas até 1955 e Kombis até 1957. Houve uma abertura para o VW SP2 como um “exótico”, e a quantidade de carro é limitada, já tem gente inscrita para o evento de 2019!!!

      • Fórmula Finesse

        Realmente é de ficar chocado com a falta de apoio da maior interessada (em tese) no tremular triunfante do estandarte Volks!
        Dinheiro de pinga para a fábrica não importando o continente em que está enraizada; retorno institucional tremendo…mas enfim, não é? Como o Fusca não paga mais as contas da marca, o setor financeiro parece não se sensibilizar com iniciativas importantes para os partidários da marca. Bola fora tremenda; o que custaria para a Volkswage brasileira transportar o carro de um dos seus mais dedicados porta-vozes?? Talvez a retirada de um Gol de um litro da linha de montagem….
        Lamentável em nível mundial essa cabeçada da Volkswagen – desconhecendo seus mais diletos e antigos filhos, e lidando agora com a juventude rebelde que pichou os muros da marca com fumaça negra e venenosa.

        • Maycon Correia

          Não custaria um gol não, eles tem transporte direto, trazem carros novos importados e levam peças em caixas, as vezes navios quase vazios. Custaria quase um favor. Ou a apólice de seguro da viagem!

        • Maycon Correia

          Vendem Fusca hoje, mais foi contra a vontade.
          A matriz falou que ele seria vendido mundialmente, com o nome que o sedan teve em cada pais… A filial brasileira disse que não, alegou que o nome estava ligado a pobreza, que já tinha sido ressuscitado e não foi o sucesso que esperavam, o pessoal da matriz foi curto e grosso: quer ter? É Fusca ou nada! Aí tiveram que engolir.
          O próprio vendedor disse que muito metido a rico falou na revenda. Se fosse Beetle eu comprava. Mais fusca não dá. Saem de CC ou Touareg…

          A cabeça pequena é do cidadão brasileiro “ex pobre” aí todos pagam por isso.

          • Interessante, caro Maycon,
            Eu acabei sendo consultado sobre a minha opinião quanto ao nome que deveria ser dado a estes veículos.
            Eu coloquei, por escrito, que chamar só de Fusca seria uma confusão dos diabos. Na minha opinião estes carros são uma melhoria do New Beetle, portanto se fosse para manter o elo com o Beetle/Fusca eu sugeri:
            -Para os EUA: Super Beetle (que foi um Fusca bem melhorado na época)
            -Para o Brasil: Super Fuscão ( que foi o nosso Bizzorão que também foi um carro especial na época)
            Mas repito, ter chamado de Fusca foi a maior babaquice e está dando no que está dando…

      • Maycon Correia

        Caro Alexander, eu queria ver a cara dos puristas aos olhar seu carro com placas brasileiras, cruzando o encontro.
        O que realmente acaba com o sonho é o transporte marítimo via conteiner, ser caríssimo e não garantido. E não mais como a 4 rodas fez em 1965 em um navio misto levando um fissore para passear na Europa.

        Tive alguma vontade de dar uma volta na fábrica com meu 1500. Que lá é algo totalmente desconhecido. Carroceria do antigo até 1964, frente do até 1967 e traseira do 1968 e nossas rodas que eles só viram nos fuscas e variant brasieleiros exportados nos anos 70.

  • Lemming®

    Impressionante! Lição de história, organização e persistência.

  • Salve Maycon,
    Pelo que vejo você também seguiu a senda da ajuda à coletividade de proprietários/amantes de Fuscas. Muito bom. Você ainda está no KÄFER Clube de Florianópolis?
    Achei super interessante o relato da volta do Fusca 62 à sua originalidade. Este carro ainda existe, depois dos mais de 620 mil quilômetros rodados? Se tivesse sido na Alemanha e se esta distância tivesse sido rodada com um mesmo motor (sem consertos maiores) ele teria recebido vários brindes e plaquetas comemorativas!!!
    Saudações

    • Maycon Correia

      Saudações Alexander.
      O fusca teve 3 retificas no motor, uma aos 250 mil km, uma aos 430 mil km e uma meia sola aos 560 mil km, tudo devidamente anotado no caderno de bordo que ele mantinha. Em 1995 o senhor ganhou uma parati ls bege e em 1998 aposentou o fusca, porém ao deixá-lo na praia um genro usou o pobre 1200 para fazer zerinhos na areia… Estava cheio de areia úmida colados embaixo dos pára-lamas e areia de
      Praia dentro do carro inteiro… Motor estava fraco porém ainda batia no Horasa do velocímetro de ponteiro acrílico após restaurado. Ele um dia nos deixou com medo ao ir no norte da ilha e na volta perdeu a força subindo o morro do cimiterio jardim da paz. Na rodovia sc401. Veio vindo a 80, baixando baixando pediu 3a pediu 2a e pediu 1a e não passou de 20km/h assim do nada… Aí o pai começou a ficar com medo e parou de andar com o carro. Um conhecido que acabava de fechar uma loja de peças antigas diz ter tudo! Meu pai se empolgou e desmanchou o motor… Virabrequim já era 0,75 carcaça também, e as peças eram um jogo de varetas de válvulas mais gasta que as do carro, surrateiramente colocadas em uma caixa de novas, bronzinas 0,25 e std… Resumindo não tinha as peças nem os anéis. O carro ficou parado o ano de 2000 quase inteiro até o pai comprar um motor 1300, pois só achava 1200 em péssimo estado… Ele queria manter o carro original a todo custo, porém foi forçado a por um 1300.
      Esse carro foi vendido em 2005 para um senhor de muitas posses e ele repassou o carro a outro, que andou com o documento atrasado e o mesmo foi apreendido em 2008 na mesma rodovia SC401 que leva ao norte da ilha de Santa Catarina. Está lá se desmanchando no tempo desde então. Possui débitos de documentação, estadia no pátio e restrições judiciais do dono posterior a nós.

      Quanto ao clube, o fundamos por não ter sido recebidos nos clubes de antigos, podia ser o fusca mais bonito que fosse.. Trabalhamos de 2001 a 2006 para manter o ideal de fraternidade e amizade e preservação da linha vw, tínhamos na avaliação de placa preta pessoas capazes de diferenciar texturas certas de banco por algo refeito, porém uma nova diretoria teve outros ideais, começarám a querer por placa preta em outros veículos que não da linha vw e desistimos do clube.
      Hoje ele tem muitos vw bem originais, tem pessoas lá dentro que nem conhecemos, o foco deles é outro, e o nosso também

      Como quando a frente do clube sempre tinha alguém dizendo que nos estávamos no clube para se auto promover, vender nossos carros e promover nossa pequena oficina. Porém nenhum deles vivia de serviços automotivos, nenhum deles pagava as contas comprando e vendendo peças, vários desses que falaram mal hoje fazem o mesmo!

      • RoadV8Runner

        Não me conformo de ler que o Fusca 1962, com toda essa história, está se desmanchando no pátio, tudo desencadeado por causa de documentação atrasada…

        • Fernando

          É o caso que já falei em outro post: a burrocracia aqui também faz vítimas sobre rodas, sem falar no dono.

      • Caro Maycon,
        Super interessante, e ao mesmo tempo de fim melancólico, a história deste Fusca. Certamente daria um livro… Também lamento que este Fusca está a encontrar o seu fim desta manira inglória…
        Entendo perfeitamente o que você reportou sobre os maledicentes no clube que você geria, se entendo… Basta ver a nota da matéria desta semana…
        Mas, certamente, o bem que você fez para a coletividade de Fuscamaníacos no tempo em que você esteve à frente do clube deve ter ajudado a muitos carros ficarem bem mantidos… E é isto que vale.
        Parabéns!!!

  • Salve Silvio,
    Este relato é uma história real, isto tudo ocorreu e neste ano a possibilidade de ter ido à Bad Camberg, onde o DMF foi gestado e lançado foi um ponto alto na minha vida de “ativista VW” (definição que a VW Trends dedicou a mim há alguns anos). Para mim uma situação muito gratificante.
    O meu carro, quando eu o comprei em 1970, já estava bem desbotado, e dai veio o apelido “Rosinha” que inicialmente foi dado por um abastado colega de faculdade do Mackenzie como pejorativo de um carro mais antigo e que foi comprado com dificuldades. Outros colegas se insurgiram contra este bullying psicológico, e deram todo o apoio, mas o apelido acabou ficando. Hoje o carro está com a sua cor original, que é Vermelho Coral, mas não foi fácil recuperar esta tonalidade…
    Vamos ver se sua perspicácia, já exercida na qualificação do “abobrão” (rsrsrs), irá apontar os detalhes das fotos deste Kommandeurwagen que eu deixei da apontar para deixar espaço as pesquisas e descobertas dos estimados leitores de minha coluna.
    Grato por seu comentário

    • Silvio

      Realmente o Kommandeurwagen tem um visual bastante limpo. Senti falta da bobina de ignição na foto, e achei o distribuidor bastante interessante com os cabos voltados para trás. Aparentemente trás o regulador de voltagem anexo ao dínamo. O filtro de ar imagino ser mais parrudo pela própria natureza do carro.

      Interessante o logo da VW com a engrenagem, e as calotas com clara menção à suástica.

      Mais do que isso está aquém do meu parco conhecimento sobre os primeiros besouros.

      Quanto ao Rosinha, um belo carro, mesmo desbotado. A placa foi escolhida a dedo, ou mero acaso?

      • A placa foi um presente de meu saudoso Pai, ele escolheu AG 2212 quando da troca para placa amarela.

        Belos detalhes que você conseguiu decupar das fotos do Kommandeurwagen, caro Silvio, parabéns!!!

  • RoadV8Runner

    Emocionante essa história! Texto muito rico em detalhes, sem contar as fotos e os vídeos, para quem quer realmente se pôr a par de todos os mínimos detalhes.
    Sobre os detalhes do Kommandeurwagen, não vou me arriscar, pois sou péssimo para isso… Mas foi muito legal ver fotos desse modelo, sobre o qual havia lido no livro “Porsche – O homem, o mito, o carro”. Achei muito bacana os desenhos dos Fusca para o logotipo do Dia Nacional e do Mundial do Fusca, onde os limpadores de pára-brisa ficam em descanso à direita, no logo para o dia mundial, e à esquerda, no logo do dia nacional, seguindo exatamente o que se vê nos carros fabricados na Alemanha e aqui no Brasil. Aliás, você saberia dizer o porquê dessa diferença?
    Grande abraço!

  • Leo-RJ

    Caro Alexander,

    Após ler essa matéria, toda a história e esforço envolvido, só pensei: IMPRESSIONANTE!

    Alexander, você é um exemplo!

    Na primeira foto, ali entre os carros brancos, de frente, é o seu Fusca?

    Abç!!

    • Caro Leo-RJ,
      Talvez seria possível chamar tudo isto de Epopeia do Fusca…
      É um bom tempo dedicado a esta meta…
      E foi uma incrível possibilidade de fazer a comemoração dos 20 anos do DMF lá em Bad Camberg…
      O Fusca que mais parece ser laranja com teto solar é o meu sim.
      Sobre eu ser um exemplo, eu agradeço e gostaria de registrar que todo este trabalho tem gerado citações muito gratificantes de pessoas que dizem que se incentivaram em manter Fuscas graças a meu trabalho – bom demais ouvir isto.
      Espero que isto consolide um legado!!!
      Saudações

  • edi

    Incrível a tal mínimos detalhes de cada etapa aqui narrada…. como sempre espetacular…. parabéns Amado guru….
    Devemos muito a você e todo seu esforço em prol da história do Fusca.

    Você é o cara!!!!

    Edi
    Fusca Club Abc

  • Agradeço seu comentário com alegria, caro EDI,
    Mas lembre-se que você fez parte em várias etapas desta história!
    Um grade abraço!

  • CorsarioViajante

    Que post! Parabéns mais uma vez, tanto pelo relato como por todo este imenso trabalho!

    • Valeu Corsário Viajante!
      Este foi um post muito importante para mim.
      Um abraço

  • Alexsander Schuquel

    Grande postagem meu amigo! Mais uma vez parabéns pela qualidade da matéria, e pela dedicação que sempre desprende em seu trabalho. Forte abraço!

  • Juliano Rosa – FuscaPoços

    Meu grande amigo,
    Ler estes seus artigos é um enorme prazer.
    É como se estivesse voltando no tempo e vivendo estes alegres momentos.
    Hoje muito do que fazemos, do que o Fusca representa em nosso meio é graça a este seu enorme trabalho.
    Trabalho este de formiguinha e que cativa a todos.
    Cabe a nós agradecer a todo momento por te-lo ao nosso lado e poder desfrutar deste seu vasto conhecimento.
    De toda a Familia FuscaPoços e Dalla Rosa o
    MUITO OBRIGADO !!!!
    Nosso Paizão de verdade !!!!

    • Meu caro e admirado amigo Juliano Dalla Rosa,
      Agradeço imensamente às suas palavras. Este artigo, em especial, conta uma trajetória de como o DMF foi criado, desde a origem dos trabalhos que passaram pelo DNF. Para mim esta ida à Bad Camberg foi muito importante e eu quis dividir isto com meus leitores, e gente que acompanha meu trabalho certamente irá reviver esta ou aquela passagem.
      Novamente muito obrigado e o meu gigante abraço a você, sua querida família, e a todos da Família FuscaPoços!!!

  • Maycon Correia

    Caro Alexander, conheço bem a linha nacional de 1961 a 1996, foi o
    Período que tivemos de fuscas, no clube eu vi tantos, indo a encontros desde julho de 1998 reparei tantos detalhes, tantas mudanças que ninguém vê que hoje sou obrigado a conhecer na força.
    Já os alemães mal tive contato, e os que vi já eram mexidos. Perdemos de comprar um 1953 feito na semana q virou oval, e depois um 1955 que já estava descaracterizado, e andaram tomando o rumo das expeculacoes, por isso nunca o tivemos
    Até 2000 quando andavam TL fuscas, variant e todos aqui por florianopolis, eu e o pai ficávamos adivinhando o ano do carro pela cor… É um verde místico: ele berrava 1974! Vermelho montana 1973!!! Verde folha 1500. 1970 bingo!
    Ele entrou na oficina em 1970 aos 8 anos e começou a pintar em 1974 e faz uns serviços que até concessionária inveja. E no tempo nada de estufas!
    Um conhecido nosso comprou uma kombi last edition e queria pintar a 74 ex placa preta da mesma cor. Ficou tão boa quanto o serviço feito na nova pela rotan… Na concessionária queriam saber onde foi feita porque estava melhor que o serviço que eles fazem.

  • Fernando

    Vejo essa questão de comércio tomar conta de muitas coisas mesmo, e por isso mesmo que fizemos a mesma coisa: um grupo de amigos, sem nem um só modelo de carro específico mas sem ninguém querer alguma vantagem particular que não a diversão, que cada um acaba tendo sua parte nela mesmo.

  • Fernando

    AGr, seus posts são mesmo imperdíveis!

    Como falei em outra ocasião, seu esforço e de tantas outras pessoas em prol do antigomobilismo não deve ser esquecido. Na época dos fatos mais antigos eu ainda estava na mamadeira, mas seus passos são uma guia para os que tem o intuito de promover a união de tanta gente interessada em um mesmo propósito.

    Poderia fazer um post tratando justamente das características peculiares dos KdF? Quando soube da história daquele da Lituânia, entendi que eu sabia muito pouco sobre eles… hehe Embora eu tenha procurado, não encontrei muitos detalhes.

    Abraços

    • Caro Fernando,
      No caso do Fusca ocorre um fenômeno que é o “magnetismo” do carro que cativou muita gente, e ainda cativa. Mas a cada ano que passa o esforço para manter este “magnetismo” ativo é maior, na medida que nos distanciamos dos “anos áureos” que este carro teve. Também se torna cada vez mais difícil manter os carros em boas condições…
      Sendo assim este movimentos e eventos em torno do Fusca tornam-se cada vez mais importantes. Por isto que no artigo eu incitei aos leitores que têm contato com Fuscamaníacos de países que ainda não estão marcados no Mapa-Múndi que coloquei na matéria, que entre em contato com eles e divulgue o DMF…
      A matéria sobre os Kdf está nos meus planos, mas ele ficará muito grande e ainda tenho que equacionar como fazer isto dentro do esquema vigente de coluna. Pode ser que eu tenha que usar uma “saída pela direita – como diria o Leão da Montanha” e tenha que apelar para um e-book…
      Mas certamente é uma coisa muito interessante e desconhecida pela maioria dos Fuscamaníacos brasileiros.

  • WSR

    Belíssimo texto, Gromow. Cada vez que leio a sua coluna, sinto mais saudades do Fafá em que aprendi a dirigir, ainda com 11 anos de idade…

    Parabéns pela dedicação. A homenagem feita pelo FCB é mais que merecida.

    Eu vi a foto daquele Fusca dourado (ou marrom-avelã) na Escócia e acabei lembrando de um que ficou famoso na tv nos anos 80, nas mãos do detetive Mário Fofoca. Acho que é uma das melhores cores para os fuscas Fafá.

    Abraço!

    http://blog.hpdopassat.com.br/wp-content/uploads/2012/08/Fusca-mario-fofoca.jpg

    • Valeu WSR!
      Obrigado por seu comentário sobre esta matéria!
      Sim, muitos ainda têm lembranças como a sua, e é isto que eu quis fixar, através de alguns exemplos em meu segundo livro, para que fiquem registradas…
      A cor do Fusca estacionado na frente da oficina do John Forbes, em Edimburgo, na Escócia, também foi usada numa série especial chamada Sun Bug, aliás os conversíveis desta série, já do modelo 1303, eram simplesmente espetaculares… O que poderia ser classificado com Topo de Linha me matéria de Fuscas…

      • Maycon Correia

        Eu sou fascinado nesse Fusca! Cheguei ao ponto de querer trazer um desse rodando dos EUA, onde ainda se acha eles acessíveis e com teto solar.
        Quando vi um de perto e entrei nele, achei menor que o meu 1500 por dentro. Achei algo meio claustrofóbico…
        Mais anda teria um se conseguisse buscar

        • Menor??? Acho que não caro Maycon,
          Tem até um pára-brisas panorâmico que aumenta a distância dele para a cabeça do motorista e passageiro do banco da frente.
          O painel é plano e acolchoado, tem uma série de melhorias.
          Interessante você comentar sobre claustrofobia de um carro que teoricamente é maior…

  • Obrigado caro afilhado Alexsander Schuquel!
    Agradeço a seu comentário e às vezes que você tem feito a divulgação de minhas matérias em seu blog.
    Saudações

  • Grato RoadV8Runner,
    Este Kommandeurwagen é 4×2 e tem a mecânica dos Kübelwagens, já os 4×4, com a mecânica do Schwimmwagen, são bem mais raros. As restaurações que este pessoal fa são inacreditáveis pelo grau de respeito aos detalhes que eles seguem.
    O lado do descanso dos limpadores de pára-brisas é, via de regra, definido pelo estudo de cobertura em área dos limpadores. Como os alemães eram mais evoluídos que os brasileiros eles devem apresentar um rendimento melhor.

    • Maycon Correia

      Nos nacionais até 1966 eram para a direita, eu tenho as hastes de tijolinho do fusca 1962 guardadas a 7 chaves. Os rodinhos estão de desmanchando. Foram tiradas porque não eram eficientes no dia a dia. E foi vendido sem elas.

      Realmente eu gostava mais do limpador à direita do 1962 que do meu 1500 de novembro de 1970. Tentei fazê-las funcionar assim, porém não prestou infelizmente. Os poucos 3 cm de diferença não deixam ele ficar no campo de visão, e as do antigo limpavam melhor!

  • Caro Fórmula Finesse,
    Ainda como presidente do Sedan Clube do Brasil, depois Fusca Clube do Brasil, eu consegui várias vezes suporte para nossos eventos, em especial para os de Interlagos. Também consegui suporte para a edição de vários A BANANINHA, que durante algum tempo foram editados em gráfica e depois passaram a ter até capas coloridas. Mas isto foi declinando e agora realmente a filosofia é outra. Se bem que a imagem de confiabilidade do Fusca foi o suporte desta marca por muitos anos e poderia continuar sendo se não tivesse sido abandonada com o tempo. Houve uma volta ao uso desta imagem no lançamento do New Beetle, e recentemente dos veículos que até usam seu nome, mas o desgaste que se deixou ocorrer, foi diminuindo a eficácia da imagem do Fusca. Se bem que ainda hoje, podemos encontrar Fuscas e Kombis em peças de propagandas de terceiros.
    Fato é que na Alemanha a VW ainda investe na manutenção de sua história do no AutoMuseum e na Autostadt (se bem que este último é mais um Show Room multimarcas, com um museu multimarcas anexo e uma ala de entrega de carros zero). Eu sinceramente espero que o escândalo das emissões não venha a provocar um corte severo nas verbas que mantém estas instalações.
    Agora por aqui a coisa está realmente muito complicada. E nem se tem perspectivas de ter o Museu da Volkswagen do Brasil.
    Quem sabe um dia o pessoal acorda para a manutenção de sua história tupiniquim, só espero que isto não ocorra tarde demais…

  • Aureo Teixeira

    Parabéns caro Alexander. Isso é fruto de um trabalho feito com muito entusiasmo! Forte abraço!

    • Muito obrigado caro Aureo Teixeira!
      Sim realmente houve e ainda há muito trabalho envolvido em tudo isto!

  • Caros leitores e amigos,

    Como eu faço a divulgação de minhas matérias no Facebook, acabo recebendo comentários por lá que não aparecem aqui; mas como estes comentários me são muito gratos eu peço sua concordância para divulgá-los aqui também. Quando isto se repetir eu colocarei a observação: “REPLICANDO DO FACEBOOK” e vocês já estarão sabendo, combinado?

    Vou iniciar com o comentário que meu ex-colega de Siemens (onde trabalhei por 32 anos) e grato amigo o Wlater Massanori de Saito (um grande especialista em equipamento elétrico para Siderurgia e que como hobby s História da Siderurgia) vejam o que ele escreveu:

    Walter M. de Saito: Pessoal, além de ser este entusiasta sensacional e como diz a Edi, ser o nosso Guru do Fusca, tudo isso o Alex Gromow ainda fazia era nas suas horas vagas, pois nas suas horas como profissional na Siemens, ele era o “Papa ” da geração elétrica, como o gerente do projeto daquela “instalaçãozinha” chamada simplesmente de ITAIPU. Isso ainda renderá mais um um Best Seller e eu sou o primeiro da fila, meu Mestre Alex! !!”

    Na verdade Itaipu foi o meu grande projeto com engenheiro eletricista modalidade eletrotécnica formado pela Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie. E eu dividia o meu importante e complexo trabalho na Siemens com as tarefas no FC do Brasil – que foi uma grande tarefa no hobby da Fuscamanía.

  • Da série ”REPLICANDO DO FACEBOOK” apresento o comentário de meu amigo Luiz Cesar Basso Barbosa que eu cito nesta matéria e que transcreve uma opinião apalisada de que foi Gerenta na Volkswagen à época de nossos grandes eventos:

    Luiz Cesar Barbosa: Caro Alexander,…uma viagem no tempo! Uma síntese da história comemorativa do Fusca no Brasil! Sem duvida um relato completo da história deste carro, que se confunde com a tua história de vida também! Assim como alguns assumem nomes fantasias em seus nomes oficiais, creio que vonê deveria adotar o nome Fusca. Não sei… talvez “Alexander Fusca Gromow”. Acho que combina muito bem. Brilhante reportagem e um momento muito gostoso por permitir passear pelos fatos, relembrar alguns e conhecer os detalhes! Muito agradecido também pela menção de nosso encontro – cuja razão, na época, era a de apenas contribuir um pouco para a realização de um “sonho de louco” como alguns rotulavam na antiga fabrica. Mas que, ao final deste tempo, verificou-se ser uma vocação, um amor sincero e um tributo ao pequeno-grande besouro. Parabéns! Grande Abraço!”

  • Da série ”REPLICANDO DO FACEBOOK” apresento o comentário de meu amigo Filippo Massa que eu também cito nesta matéria, um “velho” amigo de San Remo na Itália e com quem sempre há uma troca de figurinhas sobre VW a ar, ele abomina os VW a água:

    Filippo Massa: Ciao Grande Amico Alex!! Sempre splendido il tuo Amore per il nostro Fuschina, Grazie per il tuo impegno e la tua ventennale amicizia . Ti abbraccio con affetto e speriamo di rivederci al prossimo Bad Camberg! “

    Agradeço ao Filippo pelas gentis palavras!

  • Maycon Correia

    Imagina eu que participei de cada etapa da salvação dele, que tirei cada parafuso da carroceria, dos pára-lamas, que lixei o fundo dele por baixo e por cima, que andei em algum ferro velho procurando detalhes para embelezar ele… Que passei uma semana polindo aquele azul real que ele foi pintado em duco, o azul real do fusca 1968 que é muito parecido, pois ninguém quis fazer o azul golfo original. Eu que liguei ele pela primeira vez depois de restaurado e fui dirigir ele uma vez só, uma semana antes de ele ser vendido! Pois era o xodó do meu pai e eu jamais iria me perdoar em quebrar o brinquedo dele!
    Me dói profundamente cada vez que vou no meu padrinho, olhar aquele coitado atrás da praça do pedágio da sc401…

    Ele em 2005 necessitava pintar a carroceria, pois a ferrugem em veias voltou aos pouquinhos mesmo com raspagem total e tratamento químico ela voltou de leve, e o duco não é algo que fica bom para sempre. O cara olhou, disse que era igual o carro que tirou zero em 1962, olhou o porta treco de bambu até a metade, olhou os bancos iguais a novos, o saco de bode dentro (sorriu dizendo que ia por cachaça ali também igual fazia no no outro hehe) olhou para meu pai e perguntou: tem preço? Algo realista seria 9 mil, porém meu pai pediu 15 mil e ele pagou.
    Guardou o carro, andou pouco e pouco depois ele enfiou o carro na troca de um posto por um terreno. Caiu umas restrições trabalhistas no carro pois estava no nome dele. Aquelas que não possibilita vender e nem licenciar. O novo dono foi pego circulando com documentos atrasados e a polícia militar rodoviária recolheu por estar irregular. E hoje está ficando cinza de desbotado e o musgo comendo! Metade dos fusqueiros já pararam para tentar comprar. Porém existe uns 180 mil de processos trabalhistas, uns 20 mil de diárias do pátio. E é o fim de um pedaço da história da indústria nacional! Um carro de 736 mil km quando vendemos, com bancos originais e tecidos em ordem, fundos de Chapa grossa original, até 1998 não tinha um retoque de pintura! Jamais indústria alguma fará um carro tão durável!

    • Que tristeza, caro Maycon…
      Sem palavras.

    • RoadV8Runner

      Que absurdo, uma dívida trabalhista impedir que um carro seja posto em circulação… Como o Fernando escreveu, essa burrocracia brasileira é uma meleca.

  • Maycon
    Lenda urbana. Cada filial foi livre para escolher o nome desse besouro.

    • Maycon Correia

      Pois é Bob
      Acabei de ler isso no BCWS em uma matéria da época, tinha ouvido o que afirmei na época, não lembro onde li isso, mais em se tratar de VW do Brasil nada se dúvida

  • Maycon,
    O que eu lhe disse me foi o que me contou o presidente da VW na época, o alemão Thomas Schmall.

  • Bera Silva

    Parabéns por todo esse esforço realizado e a realizar. Que esse trabalho inspire a muitos. Gosto muito de ler relatos e histórias de pessoas que conseguem realizar seus intentos, obrigado.

    • Grato Bera Silva,
      O que posso dizer é que o trabalho continua, como por exemplo aqui com estas matérias…
      Saudações

  • Rogério Oliveira

    Gromow! Não sei como começar meu comentário! Vejo um grande trabalho no Fusca Clube Brasil, com chave de ouro, o encontro de Interlagos registrado no Guinness e á criação do dia Nacional do Fusca! Fico imaginado se você estivesse á frente deste Clube nos dias de hoje!
    Á criação do Dia Mundial do Fusca e sua participação na comemoração dos 20 anos deste data reforçando seu laços com á família do saudoso Heinz Willi!

    Acredito que Bad Camberg é á gratificação de tudo que você plantou em Pró ao Fusca! Um trabalho com raízes, solidificado no decorrer de sua trajetória!
    Você é um exemplo para todos nós!

    PARABÉNS!