Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Um Dia das Crianças muito especial… – Autoentusiastas

 

Como o passado refletiu no futuro de meus amigos Fuscamaníacos

 

Todos os anos, na semana que antecede o Dia das Crianças, a tradição de alterar as fotos do perfil do Facebook por fotos dos tempos de infância traz uma nostalgia muito bacana a esta rede social e em especial ao meu círculo de amigos por lá. Passando de amigo em amigo, fui encontrando um material precioso que remete à convivência de muitos destes amigos com veículos Volkswagen arrefecidos a ar.

Sejam veículos em si, sejam brinquedos, há uma ligação direta entre os respectivos passados e o presente que também está ligado a estes carros, não só por nostalgia, mas também pelo amor refletindo no hobby atual de muitos deles. Lembrança dos tempos quando Fuscas e Kombis, bem como seus descendentes diretos, dominavam as ruas e estavam presentes em milhares de casas. Eram os “Anos Dourados do Fusca no Brasil” que agora voltam à evidência nas fotos feitas anos atrás.

Como muitas das fotos são antigas, algumas delas não estão com qualidade atual. O mesmo se aplica ao tamanho de outras, mas o que vale neste caso é resgatar os momentos e o que cada uma delas pode trazer de lembranças para todos nós. As informações que recebi para algumas das fotos as acompanham nesta matéria.

Com isso surgiu uma ótima oportunidade de fazer um levantamento de exemplos destas fotos históricas e carregadas de significado e emoção. Feita a solicitação para o uso das fotos, vieram dados delas e alguns relatos. É um material muito rico e certamente muitos de nossos leitores irão se identificar com esta ou aquela foto. Isto contagiou até o Fernando Barenco que, ao ver a foto do Fusca a pedal do Luiz  Kessler, lembrou que teve um igualzinho, até da mesma cor! Pronto, lá veio uma enxurrada de emoções, lembranças e sentimentos de um período lindo de sua vida.

E você, leitor, tem uma foto parecida? Poste aqui nos comentários para que possamos aumentar a coleção de “Fuscamaníacos Mirins” do passado!

 

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O Fernando Barenco, do Portal MAXICAR, com seu Fusquinha amarelo em 1969 quando tinha cinco anos de idade

Com alegria eu reporto que, também neste trabalho, contei com a ajuda do Alexsander Schuquel, que garimpou material de seu círculo de amizades lá do Rio Grande do Sul e obteve a correspondente liberação para a sua publicação aqui. Os exemplos apresentados não seguem uma ordem específica, seja alfabética ou cronológica, serão apresentados de uma maneira aleatória, assim como apareceriam no dia-a-dia do Facebook.

Vamos começar com uma amiga de muitos anos e Fuscamaníaca desde bebezinho. Trata-se da Nélia de Paula de Recife, PE, hoje a caminho de ser mãe pela terceira vez. Na foto tirada em Olinda, no Carnaval de 1973, ela tinha somente seis meses.

 

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A Nélia de Paula com seis meses numa cadeirinha que originalmente era usada presa ao banco do carro e na foto mostra um uso alternativo

O Luiz Kessler tem o Fusca por hobby que ele materializa através da coleção de milhares de fotos de grande qualidade que ele bate em eventos que visita no Brasil e em vários países do mundo; aliás, estivemos juntos em Bad Camberg este ano.  Na foto abaixo era ele que estava “pilotando” o Fusca,  tinha cinco anos, morava em Jacarepaguá, Rio de Janeiro, RJ. Ele estava com a sua prima e seu irmão que são seus padrinhos. A casa era antiga e tinha sala de estar e sala de jantar ligados por um longo corredor que logo virou a sua Autobahn, na qual ele passava horas indo de uma sala para outra.

 

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O Luiz Kessler e o seu “flamante” Fusca amarelo, numa pausa de suas voltas pelos corredores do casarão antigo

O Jason Vogel é um companheiro de longa data, vinha do Rio de Janeiro com seu Fusca para participar de eventos no Autódromo de Interlagos nos meus tempos de presidente do Fusca Clube do Brasil. Colaborou com material para o meu primeiro livro e está sempre presente quando necessário. Hoje em dia ele é um dos exemplos mais significativos de alguém que faz profissionalmente o que realmente gosta, pois ele é um dos mais importantes jornalistas do jornal O Globo para os setores indústria automobilística e economia!

 

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Jason Vogel, com um ano, ao volante de uma Variant, foto tirada em 1971

Na sua foto, o destacado desenhista Dan Palatnik, criador de um verdadeiro museu cibernético com a incrível recriação digital de vários tipos de veículos — cuidadosamente modelados e renderizados, com ênfase nos automóveis, aparece segurando a sua Kombi de brinquedo. O Dan é, também, um grande conhecedor de automóveis e pesquisador na área e volta e meia ela passa links interessantíssimos de sites com informações sobre automóveis antigos. A foto foi tirada em 1966 ou 1967 na Fazenda da Prata em Teresópolis, RJ.

 

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Dan Palatnik e sua Kombi

O Bruno Beleza, do Portal do Fusca, um grupo muito ativo que reúne amantes do Fusca de Belo Horizonte, MG, escolheu para ser sua foto de perfil uma tirada em 1982, quando ele tinha cinco anos. Ela mostra como ele se divertia a bordo de um Fusca num carrossel do tradicional Parque Guanabara, em Belo Horizonte.

 

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O Bruno Beleza curtindo o Fusca de um carrossel de parque de diversões em 1982, mostrando uma condução à inglesa

A foto que o Gilson Costa colocou no Facebook apresenta uma interessante curiosidade: ela foi tirada na frente de um Fusca que tinha três faróis, o terceiro instalado no centro do capô dianteiro. A foto foi tirada em 1967 durante umas férias em Campos do Jordão, SP.

 

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Na foto do Gilson Costa, uma curiosidade: o Fusca tem três faróis, um adicional foi adaptado ao capô dianteiro

O Luciano Zamoski, de Castro, PR, não deixou por menos, colocou duas fotos na sua página. Na da esquerda ele está a bordo de um Fusca a pedal que recebeu de presente de sua madrinha Elenita Zamoski em 1985, quando tinha três anos. Na foto da direita ele mostra que gosta de Fusca desde pequeno. Nela ele está junto ao Fusca 1977 de sua mãe; ele tinha a mesma idade e a foto foi feita em sua casa também.

Hoje o amigo Roberto Hypólito Caldeira Braga mora em Guarapuava, PR, e é um ativo antigomobilista, com ênfase nos Fuscas e derivados. Mas a foto que ele postou no Facebook foi tirada em 1981 em São Paulo, onde ele morava. Ele tinha quatro anos de idade. A Brasília ano 1979 era do pai dele, que trabalhava na Hoechst do Brasil (hoje Aventis) e por seu cargo de gerência (gerente de Auditoria) ele tinha direito a um carro da empresa. A foto foi tirada logo que eles mudaram para Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo. O pai do Roberto tinha acabado de comprar a casa, que ainda pertence à família.

 

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O Roberto Hypólito Caldeira Braga com a Brasília de trabalho de seu pai em São Paulo, SP, em 1981

O Humberto Horta  é um grande amigo. Hoje mora em Manaus, AM, e é presidente do Clube do Fusca da Amazônia. Na foto que ele colocou no Facebook ele tinha entre dois e três anos e foi tirada em Barra de São João, no município de Casimiro de Abreu, RJ. Lá era a casa onde a avó dele morava e onde a família se reunia nos fins de semana. Ele estava ao lado de um dos Fuscas que o pai dele teve. Ele conta que foram muitas viagens a bordo dos Fuscas do pai. Quando mais velho, ele e seu primo brincavam no Fusca fingindo que estavam dirigindo. Incorporaram taxistas, policiais, pilotos… E os Fuscas, mesmo parados, ganhavam vida em suas imaginações.

 

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O Humberto Horta perto do Fusca de seu pai

Na foto do João Ferraz ele está no centro, seu irmão Celso, sem camisa, está à esquerda e do lado direito está a sua irmã Maiaty. Esta foto foi tirada na Praia do Suarão, no Município de Itanhaém, SP, por volta de 1968. O Fusca era um 1959 do seu pai. O João tinha sete anos, seu irmão quatro e a, irmã seis. O Fusca nunca teve as “bananinhas”, pois já estava equipado com lanternas traseiras maiores do 1300 e pisca-pisca nos pára-lamas dianteiros. Obviamente, isto foi adaptado, tanto que a chave de seta era meio tosca e ainda não tinha retorno automático. O carro tinha rádio AM/OC valvulado. Este carro ficou na família até o fim dos anos 70 e acabou sendo vendido, pois tinha acumulado muita ferrugem. Como o pai dele já havia comprado um Corcel 73 zero-quilômetro, o dinheiro obtido com a venda do Fusca foi empregado na compra de um Fusca 1300 vermelho ano 74, que está com o João até hoje.

 

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O João Ferraz com seus irmãos na Praia de Suarão por volta de 1968

Em 1981, quando esta foto foi tirada, o Marcos Tucillo tinha entre seis e sete anos. O Fusca azul era ano 1974 e a foto foi tirado no posto de gasolina A Gruta, da rodovia Presidente Dutra, e eles estavam a caminho de Aparecida do Norte.

 

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O Marcos Tucillo num posto de gasolina da rodovia Presidente Dutra, a caminho de Aparecida do Norte, em 1981

O Fábio de Cillo Pagoto, que já teve uma revista, a Collectors Magazine, é autor de vários livros e reconhecido palestrante e consultor — especialista em automóveis de qualquer idade. Nós nos conhecemos há muitos anos e ele postou uma foto com seu Fusca a pedal e depois enviou outra para completar a visão de seu primeiro carro.

A foto que segue é de 1979 e o Leandro Moura tinha três anos. O Fusca ano 1976 é do pai dele. A foto foi tirada na garagem da casa dele no Tatuapé, em São Paulo, SP. Hoje ele mora em Sorocaba, SP. Segundo o pai, ele se preparava para lavar o carro e neste momento o tio do Leandro tinha acabado de chegar com uma máquina fotográfica. Como o Leandro já estava dentro do Fusca ele tirou esta foto. Uma coisa que o Leandro lembra muito bem era quando o pai terminava a limpeza do Fusca ele borrifava desodorante Pinho Campos do Jordão dentro do Fusca e eles iam dar umas voltas no quarteirão.

 

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Ai o registro do Leandro Moura no Fusca de seu pai em 1979

Nesta foto está o Fabiano Reis, que na época tinha cinco anos, era o início dos anos 80 e ele estava na casa em que morava no bairro da Pompéia, em São Paulo, SP. Ele gostava de brincar com seu Fusca.

 

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O Fabiano Reis mostrando o seu brinquedo preferido

Aí está o Matheus Lobo, pilotando o seu Fusca a pedal. A foto foi tirada em 1998, em Florianópolis, SC, quando ele tinha um ano de idade.

 

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O Mateus Lobo não largava o seu Fusca de pedal

Outro que gostava de brincar com seu Fusca é o Neto Spina, que postou uma foto que foi tirada do monitor de televisão onde passava um vídeo em VHS que o pai dele tinha filmado no Natal de 1985. Naquela época o Neto tinha dois anos de idade.

 

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O Neto Spina também gostava de brincar com seu Fusca

Para os amantes da “Velha Senhora” temos a foto que o Gabriel Mueller, de Buenos Aires, Argentina, usa como avatar. Trata-se de seu filho Tomas, que na época da foto tinha dois anos e estava “pilotando” a Kombi que o Gabriel definiu com sendo uno Microbus Standard de Noviembre del 62 que tinha entrado em processo de restauração recentemente. A foto foi tirada há seis anos.

 

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O Tomas, filho do Gabriel Mueller, então com dois anos brincando de pilotar o “Microbus Standard” ano 1962

Chegou a vez do meu amigo e parceiro de pesquisas Alexsander Schuquel. Na foto que ele usou ele tinha dois anos de idade, tirada em 1989. Tratava-se de um Fusca 1300 L, que pertencia ao pai dele.

 

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Com dois anos de idade o Alexsander Schuquel já convivia com Fuscas

Seguem fotos de amigos do Alexsander que complementam esta matéria, que certamente é uma interessante amostragem sobre o assunto e que mostra a influência que os carros VW arrefecidos a ar tiveram por muitos anos nas famílias de muitos brasileiros. 

Pai, filho e um VW TL, uma interessante curiosidade. À esquerda o Vicenzo Campana, ainda menino, em São Paulo, SP, numa foto de 1997 em frente a um TL personalizado de fábrica da década de 70.  E à direita a foto do pai do Vicenzo,  o Giovani Campana, numa foto tirada em 1980 em frente do mesmo TL em São Paulo também. Uma tradição que foi de pai para filho.

É isso, boas recordações dos amigos, vê-los crianças e tomando contato com o Fusca e até com a Kombi. Agradeço a todos pela liberação das fotos e pelas informações prestadas e, em especial, ao Alexsander Schuqel pelo material enviado.

Desejo  um Feliz Dia das Crianças para todos que, hoje adultos, participaram desta matéria,  bem como para seus filhos e todas as crianças que venham a ler este artigo e, quem sabe, se inspirem e se tornem Fuscamaníacos do futuro.

AGr

 

Nota do Autor: este material foi originalmente publicado na minha coluna “Volkswagen World”, do Portal Maxicar (www.maxicar.com.br), e esta publicação ocorre de comum acordo com o meu amigo Fernando Barenco, gestor do MAXICAR, companheiro de muitos anos de trabalho em prol da preservação dos veículos VW históricos e de sua interessante história. O conteúdo foi revisado, ampliado e atualizado. O seu conteúdo é de interesse histórico e representa uma pesquisa bastante aprofundada do assunto. Pesquisas complementares na internet. Ilustrações: pesquisa na Internet.
A coluna “Falando de Fusca” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 



Sobre o Autor

Alexander Gromow
Coluna: Falando de Fusca & Afins

Alemão, engenheiro eletricista. Ex-presidente do Fusca Clube do Brasil. Autor dos livros "Eu amo Fusca" e "Eu amo Fusca II". É autor de artigos sobre o assunto publicados em boletins de clubes e na imprensa nacional e internacional. Além da coluna Falando de Fusca & Afins no AE também tem a coluna “Volkswagen World” no Portal Maxicar. Mantém o site Arte & Fusca. É ativista na preservação de veículos históricos, em particular do VW Fusca, de sua história e das histórias em torno destes carros. Foi eleito “Antigomobilista do Ano de 2012” no concurso realizado pelo VI ABC Old Cars.

  • Fórmula Finesse

    Que bacana; a vida como ela é: fantástica!
    Parabéns pelo post e um agradecimento à todos que dividiram as fotos e as impressões “históricas” (por conseguinte, preciosas!)
    Hoje é dia de lotar a Kombi – water cooled – com crianças legítimas e crescidas, e passear…
    Feliz dia das crianças para todos nós!

    • Olha só Fórmula Finesse,
      São historinhas que desta maneira ficam registradas e que certamente vão encontrar eco em muitos que tiveram experiências semelhantes. Fazem parte do cabedal de histórias de tantos Fuscamaniacos, desde crianças até sua idade avançada. Foi isto mesmo que me levou a registrar algumas no meu segundo livro que é uma compilação. Recentemente, como a versão em papel já esgotou, passei para e-book (que ainda é um palavrão para a maioria dos leitores brasileiros) [goo.gl/ObQ6Bc]

      Quem sabe numa reedição deste trabalho eu possa registrar algumas destas histórias de crianças com seus “primeiros Fuscas”.
      Um bom passeio com a sua “não tão Velha Senhora” e com as crianças em escala 1:1…
      Grato pelo comentário!

  • Humberto Horta

    Grande Alexander, um grande amigo, uma grande matéria.

    Este ano não mudei a foto do perfil. que obviamente retrata um fusca, mas postei uma foto no colo de meu pai, ao lado de um dos fuscas dele, como uma homenagem a quem marcou a minha vida e a quem me fez ter tando amor por esses carrinhos.

    Sucesso meu caro amigo, é o sempre lhe desejo.

    E parabéns pela matéria!

    Bate uma saudade muito gostosa ao ver essas coisas.

    • Valeu meu caro amigo Humberto Horta,
      Com esta já tenho duas fotos suas com o Fusca enquanto você era uma criancinha!
      Vamos poder incrementar nosso banco de dados, quem sabe se no ano que vem agente consegue repetir este assunto com fotos “novas”…
      Valeu!!!

  • Lucas Loureiro

    Entrando no clima da combinação Fusca + Infância, aproveito para postar a minha foto também. É um modelo 68 ou 69, verde abacate apelidado de Jotalhão (da Turma da Mônica). Pertenceu a uma tia minha por alguns anos. Junto do Jota, está o meu fiel companheiro, o Xavante.

    • Que bacana, caro Lucas Loureiro!!!

      Este material é muito precioso e merece um “cuidado especial”!

      Será que você poderia ajudar um pouco mais com dados para
      registro da(s) foto(s) e suas historinhas:

      Sua idade aproximada na época da foto:

      Data aproximada da foto:

      Local da foto:

      Alguma
      curiosidade se tiver (isto seria o que comporia um eventual texto ligado à foto):

      • Lucas Loureiro

        Claro Alexander Gromow!

        Vamos lá. Pode até não parecer mas essa foto foi tirada no comecinho da década de 00 no nosso sítio em Santa Luzia -MG. Acho que aí era 2003 ou 2004 não lembro mais e foi tirada com uma daquelas primeiras máquinas digitais que tinha um disquete como cartão de memória (por isso a qualidade ruim). Estava com uns 13/14 anos e já tinha uma certa noção de direção… Tínhamos um Palio em casa que eu conseguia manobrá-lo e tirar da garagem perfeitamente. Mas o Fusca e seu Solex me faziam apanhar bastante. Lembro que esse dia devo ter gastado umas meia hora até pegar o ponto da embreagem, kkkkkk. E o Xavante? Está até hoje comigo, velhinho, cheio de problemas por causa da idade avançada mas ainda na ativa.

        • Que bacana Lucas Loureiro,
          Esta informações já estão devidamente arquivadas, obrigado!
          São informações assim que vão enriquecendo o arcabouço das histórias das pessoas com seus Fuscas…
          Bacana que o Xavante, velho de guerra, ainda está com você, isto quer dizer que você está a retribuir a amizade que ele dedicou a você, parabéns por isto.

          • Lucas Loureiro

            Alexander, mostrei a postagem ao meu pai e ele com “ciumes” me pediu para postar uma foto dele também. É datada de 72, em Belo Horizonte e nela aparecem meu pai William e suas irmãs, Leila, Cláudia e Jaqueline e a Tia Zélia, sentados no para-choque do Fusquinha do Tio Agustinho.

          • Hahaha… Que fantástico Lucas Loureiro!!!

            Dá um baita abração no Sr. William e diga a ele que este foi um “ciúme muito
            construtivo”, pois descolou mais uma foto para a pesquisa. Muito bom mesmo!!!

            Apesar da ação do tempo, até que a foto dele tem seu charme todo especial!!!

            Já está arquivado, muito obrigado!!!

    • Leo-RJ

      Caro Lucas,
      Que bela foto! O Fusca e o cão, que é de uma raça que adoro! Tivemos três gerações de pastores na família (Tsuki – avó; Kita – mãe, e Igor – neto daquela e filho desta).

  • Mr. Car

    Que post legal, Gromow! Os dois temas me são caros: carros, e nostalgia. Sou tão nostálgico que me amarro até em ver fotos da infância de quem não conheci, he, he! Mas como muitas destas crianças regulam em idade comigo, fiquei lembrando de mim naquelas épocas. Aqui em casa foram três Fuscas, um TL, e três Variants, todos me viram criança. Fotos com alguns deles até tenho, mas por motivos técnicos, não vai dar para postar aqui.
    Abraço.
    E já que o tema de hoje são as crianças…Para pensar: “Infeliz do homem no qual nada mais existe da criança”. (Arturo Graf)
    Para ouvir: como hoje é Dia de Nossa Senhora Aparecida, serão dois os “para ouvir”. O primeiro é a canção de Roberto Carlos, e o segundo, por ser também o Dia das Crianças, e por publicidade ser outra de minhas grandes paixões, coloco um jingle que considero dos mais geniais feitos até hoje na publicidade brasileira, pela definição poética da origem do segredo da atração que um brinquedo exerce sobre elas, e pela forma como conseguiram em um único comercial, homenagear toda sua linha de produtos. Até hoje, 28 anos depois de ter ido ao ar, por ocasião do Dia das Crianças de 1987, me pego cantarolando isto, he, he!
    Ai vão: https://www.youtube.com/watch?v=9HCNy4HSdUE

    • RoadV8Runner

      Nooooossa!!! Do fundo do baú esse comercial da Estrela, nem me lembrava mais do jingle. Aliás, eu tive aquele Aquaplay do sapo, brinquei tanto que até furou o diafragma da bombinha. Sobre ainda termos a criança dentro de nós, tem horas que ela aparece até demais… Rssss!

    • Salve Mr. Car,
      que pena que não dá para postar uma foto sua, criança, com um dos inúmeros VW’s a ar da família… Certamente iria para o meu arquivo com vistas a um aproveitamento logo, logo…
      As músicas são muito adequadas, se bem que confesso que eu não conhecia este “jingle” da Estrela. Achei muito bacana, mas me surpreendi com as meninas já maquiadas naquele tempo, pensei que isto fosse uma “praga” dos dias de hoje.
      Por falar em Brinquedos Estrela, hoje em dia, esta é uma poderosa fonte de nostalgia “da maior qualidade”.
      Foi mais uma vítima desta “abominável” globalização, uma enorme pena. Ma não foi só ela que pereceu, a incrível “Märklin” alemã também…
      Grande post, obrigado…

  • RoadV8Runner

    Eu devo ter alguma foto quando criança e com Fusca como tema. Tive um Fusca a pedal verde, muito provavelmente igual ao modelo vermelho do Luciano Zamoski. Porém, minhas fotos de infância estão na casa de minha mãe, preciso procurar e escanear, já que naquela época foto digital não era sequer uma eventual possibilidade de algum dia existir…
    Fusca de brinquedo tive muitos, se bobear ainda existe algum perdido em algum lugar. Meu saudoso pai teve vários Fusca, pela ordem: 1200 1964 e 1966; dois 1500 1973; e o derradeiro, um 1300 1973. Ele era um fã de Fusca, por isso virava e mexia pintava um na garagem de casa. O primeiro inclusive fez duas viagens Cuiabá-São Paulo-Cuiabá, lá pelos idos de 1972, quando meu pai (ainda solteiro) trabalhou e morou por lá. Cada viagem de ida e volta dava mais de 3000 km, sendo cerca de 1600 km de terra (800 km de cada perna da viagem!). O único problema que ele teve nessas aventuras (aventura mesmo, viagem era ser bonzinho!) foi a quebra do cabeçote dianteiro, que prendia a suspensão, em uma das viagens, já chegando em São Paulo. O carro chegou no mecânico com a suspensão dianteira praticamente presa pela coluna de direção somente…
    Do primeiro Fusca lembro também que meu pai falava que tinha um veneno leve no motor, usava somente gasolina azul e tinha escape direto, de saída única pelo meio do carro (quando criança, vi alguns Fuscas com esse escapamento). Na estrada que saía de Cuiabá rumo a São Paulo, tinha uma ponte, onde o asfalto terminava. Pois se o Fusca não atingisse “VDO” no velocímetro até chegar a essa tal ponte, era da estrada direto para o mecânico. Meu pai mesmo disse que o coitado do mecânico sofreu um bocado com isso! Em 1981, fomos todos a Cuiabá, também de carro (não de Fusca, mas a bordo de um SS-4 1976 branco), mas com estradas totalmente asfaltadas (ou quase…) e meu pai mostrou a famosa ponte. Boas lembranças!

  • Fernando

    Que post legal Alexander!

    Falando dos VW, apesar de não ser uma foto em que apareço, quando falamos em lembranças tudo parece combinar um pouco, me lembrei desta foto do meu avô, um Fusca, um Brasilia e… o boxer:
    http://i.imgur.com/4VpvADg.jpg

    A minha não é de VW, mas já testava os limites da rolagem do meu Jeep hehe:

    http://i.imgur.com/l7JW7NP.jpg

  • CCN-1410

    Percebe-se que não só os carros eram mais simples, mas também a vida…
    Bons tempos!

    • RoadV8Runner

      Nem me fale, CCN-1410, nem me fale…

  • Luciano Ferreira Lima

    Meu pai sargento do exército do Reg Andrade Neves em Deodoro, Rio de Janeiro, muito querido pelos soldados, tanto que em seu sepultamento em Muriaé, MG lotou em pleno domingo o ônibus do exército uma carroceria Caio zero-km. Faleceu aos 43 anos em 1987 em combate, idade que possuo hoje. Me deixou uma Variant 1971 que a foto acima me deu nostalgia e saudade, adorava aquele painel com imitação de jacarandá, e seu volante cromado com o brasão. Por falta de juízo meu minha mãe se viu obrigada a vender a velha dama amarelo primavera. Procurei por vários anos o paradeiro dela sem sucesso, mesmo que tivesse em um ferro-velho queria tê-la de volta. Saudade, preço caro a pagar a irresponsabilidade de um moleque de 15 anos… Adoro aquele cheiro que a cabine dos Volkswagen antigos tem.

  • Que relato significativo caro Luciano Ferreira Lima!
    Será que ainda há como encontrara a sua Variant amarela por ai? Já tentou uma “ação de busca’ através do Facebook???
    Quem sabe ocorre um milagre do “santo” Zuckenberg…
    Grato por seu comentário!

  • Sem dúvida alguma, caro CCN-1410,
    As coisas era mais analógicas e nem um pouco digitais. Não havia globalização e avida seguia rumos muito mais previsíveis…
    Grato

  • Hahaha, caro Fernando,
    Esta foi surpreendente, que coincidência: eu também não tenho foto com um VW, mas tenho uma com um Jeep, só que em escala 1:1…
    A foto de seu avô é algo preciosos demais e certamente remete à lembranças muito especiais.
    Grato por seu comentário

    • Leo-RJ

      Caro Alexander,
      Esta foto está ótima!!!

  • Puxa vida! Esta estaria bem de jeito para o meu segundo livro, “Uma coletânea de causos de felizes proprietários de Fusca”!
    Muito bacana este relato e bateu até saudade da “gasolina azul”; sim postos bons tinham bombas dedicadas a este tipo de combustível! Lembro até que era possível arranjar um pouco de gasolina verde, de aviação, com uns cupinchas no Aeroporto de Congonhas. Outro detalhe que a juventude talvez não entenda é “dar no VDO” quando a gente ultrapassava o fundo de escala do velocímetro do Fusca que era de espantosos 120 km/h e o ponteiro se alinhava com a indicação da marca do fornecedor do velocímetro, novamente digo: bons tempos.

    Valeu meu caro RoadV8Runner.

  • Mingo

    “Todo segredo de um brinquedo vive na nossa emoção, toda criança tem uma estrela no coração”.
    Linda propaganda, confesso que fiquei com lágrimas nos olhos, pois sinto a mesma coisa hoje, já velho, com meus queridos carros antigos…
    Mr. Car, obrigado por trazer tanta coisa legal nos seus posts! Eu já o considero praticamente um dos colaboradores do AUTOentusiastas.

  • Mr. Car

    Runner, achei dezenas de comercias no Youtube, que pensei que jamais veria outra vez. E não veria mesmo, não fosse este espetacular museu virtual da imagem e do som, no qual sou absolutamente viciado. Este da Estrela tem muitos uploads, e muita gente comentou. É impressionante a quantidade de pessoas afirmando terem se emocionado, chorado, ficado com os olhos cheios d’água…só vi tamanho despertar de emotividade nos comentários deste jingle/comercial, e de nenhum outro.. Ele foi marcante para muita gente, especialmente os que eram crianças em 87. Nem era o meu caso, mas me conquistou desde a primeira vez que o vi, he, he! O comentário que mais me tocou foi de um cara que contou que estava vendo, e seu filho pequeno chegou perto dele e perguntou: “Pai, porque você está chorando”? Outro que encontrei foi este. Olhos claros sempre foram a minha perdição, e eu era apaixonado por esta menina, he, he!: https://www.youtube.com/watch?v=jKdQLPETit0

    • RoadV8Runner

      Caraca, mais uma viagem no tempo, tinha até esquecido como era o Diamante Negro antigamente. Mas, na época dessa moçoila, eu ainda não ligava para essas coisas. Rssss!!! Que olhos, hein?

  • Opas Garage

    Uau, fiquei sem fôlego por aqui. Que belo material! Parabéns Gromow!

  • Fórmula Finesse

    De certo será mais um sucesso; a imensa maioria de nós têm muitas histórias com fuscas, da infância até a idade adulta…(não consigo precisar se o primeiro carro que dirigi era um Fusca 1975 ou um Gol Copa 1986; isso me chateia pois foi um hiato de meses entre os dois)

    • Opa, que dúvida cruel, caro Fórmula Finesse!
      São carros bem diferentes…
      Quem sabe você lembra de algum detalhe que marcou, volante, chave de partida, alavanca de câmbio, forma do painel, instrumentos,etc…

  • Pois é caro Opas Garage,
    A gente vai coletando material e o Facebook tem sido uma fonte de pesquisa muito interessante mesmo!
    E com a edição deste trabalho já deu para recolher alguma coisa nova, quem sabe para a edição do Dia da Criança do ano que vem…
    Certamente há muita coisa por ai aguardando para ser recolhida e divulgada, como foi o caso das fotos deste trabalho…
    Grato por seu comentário!

  • iCardeX

    Mensagem sublimar carregada….

    • Salve ICadeX,
      Bela composição do depois e o do anates…
      Teria como revelar dados destas fotos, em especial aquela de quando você ainda era um menino?
      Grato

      • iCardeX

        Sr. Gromow,

        A foto foi tirada em 1985, dentro do Chevette da minha madrinha, em Brasília. Esse Chevette era um veículo “custoso”, volta e meia dava algum problema. Lembro que para dar a partida no veículo minha madrinha gastava quase 10 minutos porque o motor (alimentado a álcool) tinha que esquentar para não apagar 2 metros depois. Em 1985 eram ônibus e caminhões que me impressionavam. E quanto maior era o veículo mais alvoroçado eu ficava. Mas naquela época eu estava preocupado mesmo era com a minha motoca do “Comandos em Ação”.

        Nota: A placa do veículo foi escolhida cuidadosamente em homenagem a mim: “AN”. Minha madrinha dizia que era o mais próximo de “AlaN”

        P.S: Não repare na barriguinha “sexy”.

  • Augustus

    Caro Alexander,
    Quero também deixar a minha contribuição no post.Trata-se de um Fuscão 1970 amarelo colonial com interior bege (caramelo ?) que pertenceu ao meu saudoso irmão.Espero que um dia possa ter um desses…

    • Que bacana Augustus! Grato por sua participação.
      Mas permita-me entrar com a minha porção historiador…

      Este material é muito precioso e merece um “cuidado especial”!

      Será que você poderia ajudar um pouco mais com dados para registro da
      foto e suas historinhas:

      Nome completo (se possível) da criança: Augustus

      Poderia passar o nome de seu irmão?

      Idade aproximada na época da foto:

      Data aproximada da foto:

      Local da foto:

      Alguma curiosidade se tiver (isto seria o que comporia um eventual
      texto ligado à foto):

      • Augustus

        Alexander,
        Respondendo ás suas perguntas :

        Nome da criança (eu) : Alexandre Augusto Maia
        Nome do meu irmão : Luiz
        A foto foi tirada em outubro de 1975, quando fiz 2 anos, na garagem da casa de meus pais em São Paulo – Capital , onde moro até hoje e este Fusca foi o primeiro carro do meu irmão .
        Obrigado por postar a minha foto.

  • Luciano Gonzalez

    Aí vai a minha homenagem aos aircooled;:
    1- eu na Brasilia 1978 verde mantiqueira. Tinha interior monocromático, desembacador, ar quente e relógio, nunca vi uma igual. Foto tirada em setembro de 1979
    2- minha irmã na Brasilia azul 1975, foto de 1976.
    3- minha filha no Fusca1600 vermelho, foto de 2015
    4- minha filha no Fusca 1300 prata, foto de 2015.
    Tem mais mas deixa pra outro post.
    Abraços!

    • Que bacana caro Luciano Gonzales!
      Uma bela contribuição para o levantamento deste tipo de fotografias. Muito obrigado.
      As fotos são muito significativas e já foram devidamente arquivadas junto com os seus esclarecimentos.
      Valeu!

  • Silvio

    AGr,

    Como quase toda criança dos anos 60, 70 e 80 eu também convivi com um air cooled em casa, o que por mais tempo ficou por lá foi um Brasília 1980. Ficou na família uns 10 anos (a foto deve ser de 83 ou 84 mais ou menos).

    Outro representante da minha infância é o Abobrão,um Fusca 73 marrom (ocre) Marajó. Meu pai comprou em 80 e alguma coisa, vendeu a um conhecido, e que ficou com o carro até 1999, quando então recompramos o carro e está conosco desde então. Foi meu carro de uso diário por dois anos nas idas e vindas diárias. Depois foi carro de uso diário do meu irmão por um tempo, e hoje em dia faz as vezes de quebra-galho quando algum carro da família vai parar no mecânico (essa foto deve ter uns 4 anos).

    Mas foram muitos os que passaram por lá, um KG vermelho, uma Variant Ocre Savana, um Fusca “Cinza Ratinho” (acho que 78), são os que eu consegui lembrar. Sem contar os Pumas, replicas e afins.

  • Caro Silvio,

    Este material é muito precioso e merece um “cuidado
    especial”! A história do “Abobrão” é muito interessante, pois ela tem vida própria
    e mostra que este carro estava destinado à sua família mesmo, tanto que foi,
    mas voltou e ficou; e ficou como carro de uso por muito tempo. E agora como ele
    está, foi restaurado ou carrega consigo o peso dos anos de uso infatigável?

    Será que você poderia ajudar um pouco mais com dados para
    registro da foto que você está À frente dão VW Brasília e suas historinhas:

    Nome completo: Silvio ( se quiser completar por e-mail, ou
    pelo inbox do Facebook tudo bem)

    Idade aproximadas na época da foto: 10 anos

    Data aproximada da foto: 83 ou 84

    Local da foto:

    Alguma curiosidade se tiver (isto seria o que comporia um
    eventual texto ligado à foto):

    Agradeço à sua participação nesta coleta de material acompanhada de informações
    pertinentes. Vejo que sua família foi um grande cliente dos produtos da VW do
    Brasil. Imagino só os “causos” com VW que você não tem…

    Está valendo caro Silvio

    • Silvio

      AGr,

      O Abobrão quando estava sob meus cuidados foi restaurado, na época ainda havia o encontro do Pacaembu às terças, garimpei muita coisa por lá. (fotos com a F1000 ao fundo, são de 99, mesmo lugar da foto do Brasilia). Nessa época foi feito embuchamento de suspensão, troca de assoalho, alguns outros reparos de pontos de ferrugem, e pintura total, ainda em Duco. O câmbio foi retificado pois a terceira teimava em escapar em qualquer subida mais forte. 4 rodas novas iguais as originais. Toda a tapeçaria foi refeita, mas em preto, a original mesmo imagino era branca, mas já estava em preto. O carro ganhou um TKR cara preta, que está nele até hoje. Nessa época ganhou também ignição eletrônica.

      Quando meu irmão passou a usar o carro meu pai achou que era muito instável e passou dos diagonais para radiais. Meu irmão é 15cm mais alto do que eu e não cabia no carro, então o banco foi trocado por outro mais baixo, de encosto alto, acho que os originais estão guardados.

      O motor 1300 teve que ser refeito a coisa de uns 8 anos, o frentista do posto completou o nível de mineral com sintético, e desandou tudo. Foi o que eu ouvi. Passou na controlar sem maiores problemas em 2013.

      Desde então o carro não recebeu maiores cuidados, passou por alguns apuros, recentemente entrou em desentendimento com um caminhão na Marginal e saiu com alguns arranhados, mas em breve deve receber cuidados.

    • Silvio

      Nome completo: Silvio Ferro

      Idade aproximadas na época da foto: 5 ou 6 anos

      Data aproximada da foto: 83 ou 84

      Local da foto: Casa da minha avó. SP/SP, bairro de Pinheiros.

      Alguma curiosidade se tiver (isto seria o que comporia um eventual texto ligado à foto): Em relação a esta foto em específico não, mas esse Brasília foi o primeiro carro que eu “dirigi” no colo do meu pai. Ficou em casa mais de 10 anos, desde 0km, até por volta de 1990. Em algum momento recebeu rodas Scorro, depois voltou às originais. Tinha uma grossa manta de borracha sobre a tampa do motor para ser menos barulhento, pelo menos por dentro. Só nos deixou na mão, que eu me lembre, uma vez na estrada com a quebra da correia do alternador/dínamo.

  • Beleza Augustus,
    Agora estou com todos os dados registrados e a foto já tem as informações mínimas para poder ser usada com consistência.
    Muito obrigado!!!

  • João A. Neto

    Minha foto, com aprox. 3 anos de idade. O fusca era 1950, de meu pai, um dos primeiros lotes que aqui chegaram. Toda a familia o taxou como louco por comprar um carrinho tao esquisito. Deste fomos para um 61 nacional, depois 65 e 70..encerrando a serie..
    Detalhe, do 1950 guardo ate hoje uma das almofadas, um rolo de molas revestido de lã. uso como apoio de cabeça para leitura na cama…

    • Que maravilha caro João A. Neto!

      Acho que esta é a foto mais antiga da presente coleção, em 1950 a Brasmotor importou 288
      Fuscas, que curiosidade danada para saber um pouco mais deste Fusca que
      pertenceu à sua família!!!

      Mas, continuando com o meu trabalho de historiador e para colher mais
      informações sobre esta foto incrível será que você poderia me adiantas mais
      estes dados:

      Nome completo: João A. Neto (você)

      Idade aproximada na época da foto: 3 anos

      Data aproximada da foto:

      Local da foto:

      Alguma curiosidade se tiver Alem das preciosidades que você
      contou:

      As almofadas que você tem são uma grande raridade com um grande valor para
      colecionadores e que certamente poderia render um excelente valor no eBay, caso
      você queira trocá-las pro almofadas comuns e fazer algum colecionador feliz da
      vida…

      Grato pelo interessantíssimo post!

      • João A. Neto

        Vamos lá.
        Meu nome completo : João Athayde de Oliveira Neto
        Deduzi a data ( ano) da foto pela plaqueta de licenciamento ( 1951), para data precisa precisaria achar a foto original e verificar se há algo anotado nela, acredito que não
        O local está fácil : rua Francisco Leitão, 240, em frente à casa 4, uma vila em Pinheiros, bairro de São Paulo, SP, onde morávamos na época.
        A almofada tem para mim um valor sentimental muito grande, pois me lembra meu pai e das viagens que fazáamos, com minhas irmãs e eu acomodados no espaço atrás do banco , algumas vezes um de nos ali deitado com as almofadas servindo de travesseiro.
        Íamos a Franca , casa dos avós maternos (parte da estrada ainda em terra), Catanduva e Campinas, onde meus avós paternos residiam.
        Nas viagens mais longas e com tempo quente, era comum meu pai parar para resfriar a bomba de gasolina com um lenço molhado. Não havia indicador de nível de combustível, somente uma torneira para usar 5 litros de reserva quando o tanque estivesse no final. Meu pai usava uma vareta de madeira para avaliar o nível e quantidade no tanque. Sempre havia correia de ventoinha e dínamo, platinados, velas e diafragma da bomba de gasolina reservas, e a troca efetuada durante a viagem acontecia não raramente.
        Esse carro ficou conosco ateh 1961, quando foi substituído por um nacional zerinho. Aprendi a dirigir nele, e aos 12 anos já manobrava sozinho e passeava com meu pai ao lado, pois morávamos desde 56 na City Butantan, um bairro residencial ainda em formação (meu pai foi mais uma vez taxado de louco ao comprar terreno e construir casa em local tão ermo na época, ao lado da USP, campus ainda em formação também).

  • Bacana Silvio,
    Resposta completíssima os dados já foram arquivados, muito obrigado!!!

  • Relato muito bom, caro Silvio e, além do mais, acompanhado por 6 fotos! Tudo no capricho.
    Agradeço muito ao seu empenho e ao tempo que você investiu para passar estas interessantes informações!
    Já estão devidamente arquivadas (na nuvem) e faz parte das histórias do relacionamento com o Fusca.
    Mais uma vez, parabéns por tudo isto e obrigado!!!

  • Leo-RJ

    Grande Alexander,

    Após ler esta matéria liguei para minha mãe, que ficou de procurar fotos onde apareço junto ao Fusca do meu finado pai (de ‘nome’ Anacleto) e sua Brasília, também!

    Agora, que interessante sua citação ao Jason Vogel, assim que foi lançado do caderno de carros do jornal O Globo (“Carro e etc”) gostei dos textos do Jason (que antes eu não conheci), sendo uma das poucas referências no Rio hoje sobre esse tipo de matérias.

    Abraços!

    • Salve Leo-RJ,
      O Jason é referência não só no Rio de Janeiro, mas no Brasil, ele é muito bom no que faz, sem dúvida alguma.
      Estou torcendo para a sua mãe encontrar a sua foto com um Fusca, vai ser muito bacana.
      Saudações

  • G. Pierin

    Morro de vontade de ter um Fusquinha. Problema fica por conta do preço que alguns malucos estão pedindo em um exemplar hoje em dia. E como o carro não vai mais desvalorizar, a tendência é que se não abraçar um logo, no futuro será mais fácil ter um BMW do que um fusca. Mas enfim… Belo post, a propósito.

    • Cristiano

      Eu estou à caça de um com preço honesto para presentear minha mãe, mas está difícil, quando não está caro está caindo aos pedaços

    • Existe uma variação muito grande de preços de Fusca, dependo o tipo que você gostaria de comprar. Que sabe você encontra um com preço bom e consegue mitigar a sua vontade!
      Grato por seu comentário.

  • Grato pelas informações caro iCardeX,
    Muito interessante a denominação “custoso” para o Chevette!
    Eu tive um só que vermelho, o “Brasinha”, e foi um excelente carro, a única coisa que me atrapalhava um pouco era a suspensão dianteira muito baixa, com as lombadas aqui de São Paulo isto era problemático… Sei de gente que andou adaptando molas de Opala para contornar esta situação.
    Quanto à “barriguinha sexy” cuide somente para que ela não se torne numa “pança revoltante”… hehehe…
    Saudações abdominais!!!

  • Rogério Oliveira

    Muito legal esta iniciativa! É uma viagem no tempo! Realmente o passado de uma pessoa, influi diretamente na personalidade da mesma! Meus Pais não tinham o hábito de tirar minhas fotos e de minha irmã! E acredito que não era por dinheiro! Realmente não tinha esta prática com eles! Nos aniversários meu de de minha irmã, ás fotos eram tiradas pelos parentes e meu Pai pedia o negativo para revelar! Tal atitude, me influenciou, pois desde que comecei á ter meu próprio dinheiro, comprei minha máquina fotográfica e fui me atualizando até os dias de hoje! Não fico sem ela!

    Impressionante esta razão psicológica do ser!