Volto ao assunto porque é preciso. O Brasil está formando motoristas idiotas e tornando assim o que não são, exclusivamente por ridícula formação de condutores e absurda gestão de tráfego, respectivamente.

A placa de aviso mostrada na foto no bairro onde moro, em Moema, capital paulista, se vê por todo o país. O que ela coloca na cabeça dos motoristas? Só os cruzamentos assim sinalizados requerem cuidado. Isso quando não diz “Cruzamento perigoso”. Pronto, está dada a primeira “aula”: há cruzamentos perigosos e há os que não o são.

Está na cabeça até de quem não dirige. Quando há uma acidente grave em cruzamento não semaforizado, mas sinalizado com placa “Pare”, é comum repórteres televisivos entrevistarem testemunhas ou moradores e se ouvir a invariável opinião de que “é preciso colocar um sinal aqui”. Ou seja, só com sinal o motorista brasileiro entende que tem que parar no cruzamento. Placa “Pare” é para os trouxas.

 

Cruzamento capotagem

Acidente comum (foto g1.com)

Associado ao “espírito de Gérson” incutido na personalidade do brasileiro, sinal apagado por qualquer motivo virou sinônimo de “Oba!!! Não vou ter que parar!” e, pronto, lá vêm os repórteres televisivos dizerem que “o semáforo apagado causou o acidente”.

Aí entra a má gestão. Todo sinal tem de ter um no-break para em caso da falta de energia entrar em amarelo piscante para todas as vias.  Ih, mas isso dá um trabalho danado… Amarelo piscante significa: pare. E parar só tem um significado, parar o veículo. Não tem outro. É parar, avaliar o tráfego transversal e reiniciar a marcha.

Tenho dito e vou repetir: eu e minha família jamais provocaremos acidente ou seremos vítimas de colisão em cruzamentos. Como assim? Como se pode afirmar uma coisa dessas? Simples: basta considerar todo cruzamento como sendo perigoso e esquecer que há placa “Pare” na via transversal, semáforo em verde, se é dia ou noite. É entrar na zona de cruzamento olhando para os lados (esquerda, direita, esquerda) e em velocidade que permita parar caso alguém não respeite a sinalização.

Claro, isso no nosso patropi. Quem dirigir na Alemanha, por exemplo, se vir um sinal verde pode confiar, porque ninguém cruzará à sua frente ou lhe acertará a lateral. O motorista alemão fica parado no vermelho mesmo às 3 da manhã, ruas desertas. Questão de disciplina e civilidade.

 

Pare campo grande

De novo, não custa repetir: desobedecer à placa de parada obrigatória é infração de mesmo teor que desobedecer o sinal vermelho, infração gravíssima, R$ 191,54 de multa e débito de 7 pontos na CNH (CTB, Art. 208).

O leitor do Ae sabe que combato a indústria da multa, mas uma câmera de vídeo nos cruzamentos  ou pontos onde há parada obrigatória faria dois milagres acontecerem: contribuir para os cofres municipais de maneira incrível e, em pouco tempo, dar uma “aula de reforço” àqueles já formados na EBMI, mesmo que há décadas, com efeitos altamente benéficos para a segurança do trânsito. Esse é o lado saudável da vigilância eletrônica.

Isso leva à questão de ter de haver ou não semáforo. Este só é necessário num cruzamento quando o volume de tráfego numa das vias ou em ambas é alto, ou quando a via a cruzar é de pista dupla, como uma avenida larga. Fora isso, a placa “Pare” é mais que suficiente, ou deveria ser, caso entendida como realmente parar o veículo, avaliar o tráfego e reiniciar.

Outro exemplo de não respeitar a obrigação de parar ao cruzar linha férrea sem cancela. É inadmissível um veículo de rodas com pneus ser colhido por um trem. Diante da sinalização específica para esse caso, a cruz de Santo André, tem que parar, olhar para os dois lados para certificar-se de que não há trem vindo, e reiniciar a marcha. Não existe outro procedimento.

 

Cruz santo

(foto cimais.com.br)

Esse tipo de obediência sistemática deve começar na região onde se vive, pois é comum dizer-se “eu conheço, moro aqui”, mas uma dia pode-se estar em outro lugar e a condição ser diferente da que se está habituado. Isso vale tanto para cruzar linha férrea quanto para placa “Pare”. Tem de ser automático.

Voltando à placa “Pare” e à questão da gestão de trânsito, as cabeças que a regem geralmente são de perfeitos ignorantes. Vêem-se essas placas aplicadas de maneira totalmente errada pelo país inteiro, como na entrada de rotatórias e faixas de aceleração, em que o correto seria a placa “Dê preferência”. O que essa aplicação errada da placa “Pare” gera? Descrédito e, em conseqüência, desobediência contumaz.

Falando em rotatória, uma ótima solução para maior fluidez em determinados cruzamentos, autoridades de trânsito de várias cidades instituíram a mini-rotatória. Só que por suas diminutas dimensões cancelam a regra universal de quem vem pela direita tem preferência (países de mão direita), uma vez que numa rotatória tem preferência quem já está nela. Resultado: conflitos comuns entre motoristas e não raro, batidas. Além disso, veículos de porte grande, até uma picape grande, podem ignorar a demarcação da mini-rotatória para conseguirem passar pelo cruzamento, ou seja, a mais absoluta zorra, pois inverte-se a regra da rotatória. E, pior, a demarcação da rotatória impede as existência da faixa para pedestres e, ainda mais grave, há tachões de separação de pista que podem levar uma pessoa a tropeçar e cair.

 

rotatoria_04

Sem faixa de pedestres (foto jornalvicentino.com.br)

E há a “aula magna” de EBMI, a lombada, que tanto comento aqui no Ae. Os “formandos” e “formados” aprendem que se não houver lombada pode-se acelerar à vontade, a pista está livre. Derruba-se, assim, toda e qualquer noção de responsabilidade. A lombada é um objeto, ou melhor, um dejeto viário totalmente desnecessário. A maior prova esta na matéria Milagre em Barroso que publiquei em março último, cuja leitura ou releitura recomendo.

Essa escola, a EBMI, tem de acabar e seu prédio, implodido. Senão, nada feito, continuaremos a subir no pódio de países de trânsito letal. Vou voltar a esse assunto mais vezes, pois há muito mais o que falar.

BS

 

 



Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • Leister Carneiro

    Esta do pare e cruze com cuidado é perola!

  • Daniel S. de Araujo

    Bob, por pior que seja o trânsito de São Paulo, por ter nascido e morado ai até os 23 anos, eu dirijo melhor na capital do que aqui no interior (Garça) onde moro e explico.

    Por aqui existe muitos cruzamentos por ser uma cidade de quarteirões “quadrados” e assim há o “Pare” de um lado, o outro lado tem a preferencial. A dificuldade é muitos simplesmente cruzam a preferencial (especialmente motos e os ciclistas – atuais donos da rua) e ai você vêm e derruba um infeliz. E dá-lhe polícia, resgate, rádio, jornal, etc. Outro absurdo são as placas Pare nas vias de maior fluxo e subidas deixando como preferencial ruas de menor movimento (!) e muitas vezes com valetas de escoamento de água (obrigando necessariamente o condutor a parar e passar devagar, sob pena de ter arrancado o cárter.

    Por aqui também existe alguns estranhos costumes como andar com as lanternas ligadas, dar pisca para um lado e virar para o outro, andar no meio da rua (onde caberiam dois carros) formando aquela fila de carros, enfim, toda uma sorte de bizarrices que não se vê na capital.

    • Alessandro Peres

      No município onde moro (Indaiatuba) tem este mesmo fenômeno, com o acréscimo de semáforos em cruzamento de avenidas onde você tem que procurar qual é o semáforo para sua via e com uma das faixas livres de passagem, dificultando e colocando em risco a travessia de pedestres que tentam atravessar e nem imagina que uma das vias é livre…

    • Marco

      “Pare’ nas vias de maior movimento, pisca para um lado e direção para o outro, trafegar no meio da rua (moto principalmente). Está vindo pouco para a capital, hein!

  • AlexandreZamariolli

    Aqui, na minha cidade, existe um esporte mais popular que pelada de fim-de-semana. Chama-se invasão de preferencial.
    Funciona assim: você segue por uma rua larga, plana e vazia, puxando seus 50 km/h, e se aproxima de uma esquina. A preferência é sua. Na transversal, vem um pós-graduado da EBMI a 30 km/h; mas, como ele está mais adiantado, chega primeiro ao cruzamento.
    O que acontece? O morfético entra na sua frente sem frear, como se você não existisse, e continua aos mesmos 30 km/h.
    Nessa hora, dá uma vontade enorme de ter aquele Aston Martin do 007, com duas metralhadoras .50 atrás dos piscas dianteiros…

    • Mr. Car

      Rapaz, este seu Aston Martin teria muitas utilidades, he, he!

      • AlexandreZamariolli

        Mais uma: você chega a um cruzamento, espera o semáforo abrir e, de repente, os vidros do seu carro começam a tremer, cortesia do psicopata com vinte subwoofers no último volume parado à sua frente. Você aperta o botão e pronto, problema resolvido!

        • Wagner Michelon Scaglione

          Outro dia vi um carro em uma borracharia com trocentos alto-falantes, ai o borracheiro abre o porta malas e retira o pneu furado. Eu viro para o meu pai e digo:

          – Caramba! o borracheiro vai procurar furo em pneu careca.

    • Lorenzo Frigerio

      Para mim, tem que ser um tanque de guerra descomissionado.

    • Daniel S. de Araujo

      Um Toyota Bandeirantes já quebrava bem o galho…

      • Lorenzo Frigerio

        O Bandeirante deve ser tambor nas 4… Desculpaí, não consegui frear, foi mal!

      • RoadV8Runner

        Ou um Jeep Willys.

  • CCN-1410

    “há cruzamentos perigosos e há os que não o são”. – Algumas pessoas ao ler a frase, irão acreditar na “primeira aula”.

  • CCN-1410

    Aprendi e repassei aos meus filhos: Mesmo na preferencial, sempre reduza a velocidade e olhe para os lados. Isso também vale para estradinhas do interior que acessam a rodovia principal. Ao avistar a estradinha fique atento, porque pode ter algum maluco que entre na pista sem olhar.

  • FCardoso

    Às vezes penso no 4-way stop, que funciona tão bem nos EUA. Aqui, seria um desastre!

    Lembro quando a prefeitura de Pelotas/RS configurou os semáforos da cidade para entrar em amarelo piscante de madrugada, há alguns anos. A quantidade de colisões (não dá pra chamar isso de “acidente”) aumentou tanto, que foi preciso voltar atrás rapidinho!

    • Lorenzo Frigerio

      Além do 4-way stop, nos EUA tem aquela reserva central para você aguardar para entrar à esquerda numa rua secundária.

  • Lemming®

    Realmente as bizarrices estão se espalhando…
    Pedestre andando no meio da rua por estar se achando o rei com estas tosquices embutidas pela mídia, ciclista que não respeita sinalização ou mão de direção (e se acha o rei), motos pela contra mão ou na calçada, parar no meio da rua,avenidas ou até em rodovias!! está sendo cada vez mais comum e o que dizer do que vi estes dias que foi motoqueiro mandando msg no celular (andando erraticamente e devagar quase parando), sinalização que serve somente para o veículo menor e por aí estamos indo…
    E como se vende habilitação como se vende pão na padaria quem disse que os “motoristas” são e/ou estão realmente habilitados.

  • Claudio Abreu

    Parabéns pela perseverança, Bob. É disso que precisamos.
    Um amigo gringo, quando lhe disse que tinha vontade de abandonar o Brasil, me veio com essa pérola: “Ir pra um país civilizado, ‘pronto’? O Brasil é o lugar onde tudo, absolutamente, ainda está pra ser feito. Vai arregar desse desafio?” Depois desse dia, passei a entender melhor atitudes de gente como o Bob, que ao mesmo tempo ensina o certo e encoraja pra o que deve ser feito. Coragem, amigos!

  • Vinicius

    Bob, e os idiotas que não sabem sequer da existência da sinalização no chão? Quando não localizam uma placa ficam perdidos, parecendo que esqueceram tudo o que aprenderam (? É muito complicado.

    Enfim, acho que tudo se resume a isso:

    ‘Associado ao “espírito de Gérson” incutido na personalidade do brasileiro, sinal apagado por qualquer motivo virou sinônimo de “Oba!!! Não vou ter que parar!” e, pronto, lá vêm os repórteres televisivos dizerem que “o semáforo apagado causou o acidente”.’

    • AlexandreZamariolli

      Para esses, um mantra útil. Eu uso e dá certo:
      semáforo apagado, cuidado dobrado.

  • Lorenzo Frigerio

    Do meu condomínio até a Raposo tem 21 lombadas para 6 quilômetros. Menos num trecho, em frente a um condomínio industrial, com uma reta de uns 500 metros que compreensivelmente tem faixa amarela dupla contínua. Pois os “baianos” não aguentam ver esse trecho de retão relativamente curto, que têm que ultrapassar o comboio de qualquer jeito, e sempre naqueles carros de pobre típicos, sem potência, de modo que invadem a contra-mão por um trecho considerável. Você joga farol nos caras e eles ainda ficam bravos. Penso em escrever à Prefeitura para finalizar o trabalho e botar mais duas lombadas ali…
    Outra coisa comum por aqui são apressadinhos ultrapassando pelo acostamento (mesmo quando tem uma lombada logo adiante), enquanto veículos pesados ou domingueiros seguram o fluxo. A Prefeitura até transformou o acostamento em faixa num trecho da estrada, mas os domingueiros não saem da esquerda. Aí você ultrapassa pela direita e estoura a suspensão num buraco. De vez em quando a Prefeitura vem e derrama piche nesses buracos. Com o trânsito, o piche vaza para fora e some, e os buracos reassumem seu perfil original.
    Infelizmente, o país (e seu governo) são o reflexo de seu povo.

  • Newton (ArkAngel)

    Bob, sei que tem boas intenções ao reportar tais absurdos, mas infelizmente, o que falta hoje em dia é a base familiar. Certamente, tanto você quanto eu tivemos uma boa educação em família, mas o que fazer com a herança maldita dos jovens de hoje? Como esperar algo de uma família em que o pai não desgruda os olhos do Big Brother e do Cidade Alerta, e a mãe vive com a cara enfiada naquelas revistas de fofoca? Isso não se reflete só no trânsito, atualmente as pessoas não sabem nem andar a pé nas calçadas, isto quando andam mesmo na calçada…é gente andando feito barata tonta, não consegue sequer andar em linha reta, é mãe deixando criança no lado mais próximo à rua, é gente usando guarda-chuva em local que possui marquise, enfim, a falta de civilidade é geral. Sem querer ser saudosista, mas bons tempos em que toda segunda-feira hasteávamos a bandeira no pátio da escola e contávamos o Hino Nacional. Podem me chamar de conservador, reacionário, coxinha, etc., isso é somente mais uma prova da ignorância daqueles que assim me classificam.

    Ótimo artigo: http://www.implicante.org/artigos/parem-de-achar-que-reacionario-e-ofensa/

  • Domingos

    Faltou falar da substituição das placas “PARE” pelas “A prioridade é do Ciclista” nas vias onde existem ao mesmo tempo cruzamentos e ciclo-faixas.

    Primeiro que elas são colocadas na altura que costuma estar a placa “PARE”, que por sua vez vai lá para cima – longe da altura da visão, sendo freqüentemente não vista ou tendo visualização difícil em algo que é ABSOLUTA prioridade (parar no cruzamento).

    Depois que inverte a legislação, que dá preferência natural e justa ao pedestre, educando mais um diplomado nessa infame escola de motoristas idiotas a prestar mais atenção nisso que numa pessoa atravessando a rua ou a proteger mais um ciclista que um pedestre.

    Ainda por cima deixa ambígüa a situação no cruzamento, pois não se sabe ao certo se por essa “preferência” a bicicleta poderia então não respeitar a placa “PARE”, causando acidentes de cinema e educando a versão militante da escola de idiotas a se meter em loucuras porque “tem a prioridade”.

    Uma zona.

  • Alessandro Peres

    Está muito difícil dirigir hoje em dia com tanta sinalização de avisos para dizer a mesma coisa, acaba tirando a atenção com o que vem pela frente… o trânsito está muito poluído visualmente!

  • Lorenzo Frigerio

    Dirigindo nas estradas da Flórida, vi muitos acidentes absurdos, também. Pleno dia de sol, visibilidade total, autoestrada de asfalto perfeito. Lá também está cheio de motoristas imbecis. A diferença é que as ruas e estradas têm viaturas descaracterizadas circulando, e se cometer alguma barbaridade, você vai levar uma multa pesada e um shake-up dos gambés, e se bobear vai pra Corte no mesmo dia.

  • Marco

    Em todos os cruzamentos que não possuem semáforos, eu reduzo a velocidade, ainda que esteja na pista preferencial.

    Já evitei diversos acidentes agindo assim, pois sempre tem um ignorante que desrespeita o “pare”. E pior, muitas vezes brigam imaginando ter razão.

    Havendo semáforo e estando vermelho, sempre respeito. Se for um local perigoso, reduzo a velocidade com bastante distância, esperando logo o verde. Ultrapassar o semáforo vermelho, nunca.

    Uma placa que é bastante comum na Europa é a de via preferencial:

    http://pt.depositphotos.com/7250097/stock-photo-priority-road-sign.html

    Lembro que na primeira vez que estive na Alemanha, essas placas me chamaram a atenção. Mesmo em ruazinhas de bairro, existiam muitas delas ao invés do “pare” em cruzamentos. Ainda assim, eu parava e olhava antes de cruzar. A alemãozada não me perdoava. Buzinavam sem dó. Aí percebi que era a indicação de via preferencial e não havia a necessidade de reduzir, como de fato não reduzem a velocidade, pois tem a certeza de que o outro veículo irá parar.

    A rotatória é uma solução bastante inteligente. Pena que a construção e a utilização é realizada por muitas pessoas não tão inteligentes assim…

  • Vinicius

    As rotatórias, ou rotundas na metrópole, seriam a melhor solução. Porém, devido à EBMI, seria complicado aqui na colônia.

  • Elizandro Rarvor

    Muito bom, disse tudo que eu penso. E eu ia comentar sobre as minirrotatórias, elas estão sendo usadas com sucesso em algumas cidades do Paraná, mas não antes de provocarem brigas e colisões.

    Como bem dito pelo autor, a insistência das pessoas em não parar nos cruzamentos complica nas rotatórias, porque vez ou outra aparece dois “ispertos” e ambos entram na minirrotatória sem parar e pronto, os valentões saem no braço.

    Recentemente fui com meu irmão numa festa para recepcionar alguns canadenses, adolescentes, que estavam em intercâmbio pelo Rotary.

    Depois da celebração, meu irmão estava indo embora com ambos os adolescentes no banco de trás e eu na frente, eis que meu irmão passa por uma rua com placa de PARE, onde há uma intersecção com outra rua que também tem placa PARE, não é um cruzamento e você vê a outra rua que termina na via que estamos, com ampla visão meu irmão passou direto sem parar, em velocidade de uns 40 km/h no máximo, eis que ouvimos um grito da menina vindo do banco de trás, STOOOOOOP, meu irmão freou e nós assustados perguntamos o que houve, elas disse: “Você não ia parar na placa de PARE”

    Tooooma brasuca.

    PS: Eu acho que o correto é minirrotatória, prefixos terminados com vogal e a palavra for com R ou S, deve-se dobrar a consoante.

    Se eu estiver enganado, me desculpem.

  • Lucas dos Santos

    Excelente abordagem, Bob.

    Tenho notado que o motorista brasileiro tem total DEPENDÊNCIA por sinalização de regulamentação, pois desconhece as normas gerais de circulação e conduta no trânsito, sem saber como agir se não houver placas para orientá-los.

    Vide o exemplo do semáforo apagado, por exemplo. Significa ausência de sinalização e se não há sinalização no cruzamento, então a preferência de passagem é de quem vem pela direita, conforme prevê o artigo 29 do CTB. Se ocorre um acidente ali, a culpa não é do semáforo apagado, mas do motorista que não conhece o Código de Trânsito. O mesmo código que estabelece que o artigo 29 também vale para semáforos em amarelo piscante.

    Quanto às rotatórias eu sou mais radical e digo que nem placa de “Dê a preferência” deveria haver nelas! O motorista precisa conhecer as normas gerais de circulação e saber que em rotatória tem preferência quem já está nela. A placa “Dê a preferência”, neste caso, não acrescenta e nem altera nada. Só serve para “lembrar” o motorista de algo que ele já deveria saber. Olha a dependência de placas aí novamente! Placas de regulamentação deveriam sinalizar apenas as EXCEÇÕES às regras gerais e não servirem de “lembretes” aos motoristas.

    Outro exemplo de dependência de sinalizações são aqueles semáforos que o pedestre aciona para parar o trânsito e poder atravessar. Seriam totalmente desnecessários se os motoristas cumprissem a lei e parassem tão logo vissem o pedestre (tentando) iniciar a travessia. Mas não, os motoristas dependem de um dispositivo que lhes avise quando parar, pois não são capazes de fazê-lo por conta própria!

    E Bob, volte sim a falar nesse assunto mais vezes, pois são poucos os veículos de comunicação que abordam essa questão com tanta propriedade!

    • P500

      A dependência é total mesmo. Não apenas em sinalização, e sim em tudo. Pior, a dependência maior, é defender a dependência de um governo centralizador.

    • CCN-1410

      Concordo totalmente com o que dizes.

    • Roberto Neves

      Aprendi a me comportar em rotatórias na marra, ao entrar erradamente nelas, em Portugal, e a levar valentes broncas dos patrícios! Não erro mais!

  • Gabriel FT

    Bob, no caso de semáforo apagado ou amarelo intermitente, em via urbana, ao invés de tratar como um “pare”, o correto não seria a regra para cruzamentos não sinalizados, i.e., caso não haja pedestre com intenção de atravessar a via, dar preferência para quem vem pela direita? Pergunto isso porque não consegui achar no CTB regulamentação sobre semáforo amarelo intermitente. Aparece em busca pela internet que amarelo intermitente significa “atenção redobrada”, o que não significa nada…
    Eu fico embasbacado toda vez que aparece alguma reportagem falando de algum cruzamento semaforizado que, por qualquer motivo, parou de funcionar, tornando-se o caos na Terra, tanto repórteres quanto motoristas reclamam da falta de agentes de trânsito organizando o fluxo mas NUNCA citam a regra da preferência, que se não acabaria com o engarrafamento, no mínimo garantiria alguma fluidez.

  • Elizandro Rarvor
    Você está certo na sua observação da mini-rotatória, seria minirrotatória mesmo, mas ocorre que o Ae não utiliza as regras do Acordo Ortográfico da Língua assinado pelo molusco nove-dedos semi-analfabeto. Repare que usamos o trema aqui.

    • caique313131

      Bob, o Lula realmente ratificou o Acordo Ortográfico, entretanto ele fora elaborado sob o olhar dos integrantes da Academia Brasileira de Letras, cuja qualificação para tratar do assunto é, indubitavelmente, inquestionável.

      Gostaria de saber seus motivos de repulsa ao acordo.

      • caique313131
        Pois não tinha nada que ratificar essa besteira, coisa inútil. Onde já se viu ter que escrever, por exemplo, “o carro para para o passageiro descer”? Leia http://autoentusiastas.com.br/2011/08/protesto/ e entenda a repulsa.

      • Domingos

        A Academia Brasileira já premiou cada cidadão questionável…

        Além disso, ficou patente que o Brasil que teve que se alinhar com o “português internacional” – que não existe (ao contrário do Espanhol, que tem uma versão “de referência”) – e nenhum outro que teve que se comprometer como nós.

        Também é, como o Bob bem explica, visível a qualquer pessoa com bom senso o quanto o acordo é retardadizante e empobrecedor da língua portuguesa a ponto de atrapalhar.

        Existe o exemplo do pare, do côco – que fica igual em escrita e dúbio com a palavra homônima – e tantos outros.

        No fim, pelo que vejo de textos de português de Portugal, eles também se mantém com suas palavras e acentuações próprias em larga escala.

        O nome disso daí é: vender livros e, como sempre, emburrecer a população. Se nossa língua vira um inglês da vida, sem acentos e com grafias iguais para um monte de coisas, nossa população já bem de baixo nível de pensamento com certeza vai pender ainda mais um pouquinho a concordar com o governo do funk, do maloqueirismo e da maracutaia.

    • Elizandro Rarvor

      Ah, ok, pior que nem me dei conta, achava que era o contrário, vacilei.

  • André Andrews

    Uma coisa que precisava ser ensinado a quem for se habilitar ou aos habilitados e o efeito zíper.

  • André Andrews
    Observação certíssima!

  • Gabriel FT
    Em princípio você tem razão, mas naquele momento anormal ser preciso pensar na regra universal de preferência em cruzamentos não é a forma mais segura. O condicionamento deve ser parar diante das luzes piscantes e considerar a condição como placa “4-way stop”. Vivenciei isso uma vez na Califórnia num blecaute e funciona muito bem.

    • Gabriel FT

      Concordo que um “4-way stop” seria ideal nessas situações, especialmente em cruzamentos onde ambas as vias possuem mão dupla. Seria interessante propor essa alteração ao nosso CTB.

  • Marcos Zanetti

    A proposito, um dos lugares que mais vi acidentes em cruzamentos foi justamente em Moema, cruzamento da Imarés x Maracatins. Em certa ocasião um carro invadiu o posto d gasolina ali e derrubou o andaime em que um funcionario trabalhava no teto do posto, por sorte ele conseguiu se segurar na estrutura do teto. Que coisa…:)

    • Marcos Zanetti,
      Anteontem mesmo, carro x ônibus na Jamaris com Maracatins, 22h00. Muitos dos que concluíam pós-graduação na EBMI rodam por aqui…

      • francisco greche junior

        Ai em Moema a regra é clara em cruzamentos: Estou passando, buzinei para você, não desacelero e muito menos freio.
        Parece brincadeira o jeito dos motoristas habituais dessa região, idiotas ao extremo!
        Quem quer se precaver que faça como o Bob disse, porque depender dos outros em Moema certamente baterão em você.

  • Bucco

    O trânsito pode ser fábrica de idiotas. Mas eu repito que louvo uma maioria de uns 95 por cento dos motoristas do Brasil real que são heróis por dirigirem nessas condições. E com condições eu me refiro tanto as da via quanto as dos 5 por cento de idiotas

  • ALEX s

    Bem-vindo ao lugar onde interpretação de TEXTO foi abolido da educação. Fato concreto, pois estou dentro do sistema brigando contra essa joça de educação.

  • Lucas dos Santos

    Está no Anexo II, item 4.2.1 do CTB:

    “(…) admite-se o uso isolado da indicação luminosa em amarelo intermitente, em determinados horários e situações específicas. Fica o condutor do veículo obrigado a reduzir a velocidade e respeitar o disposto no Artigo 29, inciso III, alínea C”.

    Ou seja, vale sim a regra geral para cruzamentos não sinalizados. Em todo caso, concordo com o Bob que o mais prudente seria parar mesmo, por questão de segurança.

    • Gabriel FT

      Obrigado. Eu não ia encontrar nunca isso por conta própria!

  • Lucas dos Santos

    O “zíper” deveria ser ensinado até para os pedestres! Basta ver a confusão que dá quando várias pessoas precisam passar por um afunilamento quando estão a pé. Dessa forma ficaria até natural utilizar essa “manobra” no trânsito quando necessário.

  • José Rodrigues

    Minha mente poluída pensou que o “cruze com cuidado” era apenas um aproveitamento do espaço da placa para uma propaganda institucional de sexo seguro 🙂

  • TDA

    “…uma câmera de vídeo nos cruzamentos ou pontos onde há parada
    obrigatória faria dois milagres acontecerem: contribuir para os cofres
    municipais de maneira incrível e, em pouco tempo, dar uma “aula de
    reforço” àqueles já formados na EBMI, mesmo que há décadas, com efeitos
    altamente benéficos para a segurança do trânsito.”

    Concordo em partes, Bob. Em minha cidade é comum termos foto-sensores (mais conhecidos no Sudeste por radares) em quase todos os semaforos. O que ocorre, na prática, são os carros respeitarem, mas os motoqueiros não respeitam. Eles passam pelo cantinho, junto a calçada onde o sensor não “pega”. O que tem de motos furando o sinal vermelho não é brincadeira. Todos os dias, em quase todos os semaforos e nem importa se vem carro ou não, são loucos.

    Mudando um pouco, sobre o esquerda-direita-esquerda, é a primeira vez que leio em algum meio de comunicação citando isso. Nem me recordo de ter lido no material didático da auto-escola. Particularmente eu sempre tenho esse comportamento em cruzamentos, e “peguei” essa mania com o tempo e experiência. Muito bom saber que faço o correto.

  • marcus lahoz

    Excelente Bob, é incrível a falta de educação que os brasileiros demonstram no trânsito. Se trânsito fosse ensinado na escola, tenho certeza que não precisariamos de tantos semáforos, radares e regras. Bastaria o bom senso.

  • Celio_Jr

    O vice-prefeito e ”coordenador” de trânsito de Araraquara-SP, Coca Ferraz, é genial. Fixou um sinal de Pare no meio da rotatória, pintou o asfalto de vermelho, implantou um semáforo para quem vai acessá-la, e para garantir o serviço, também colocou uma lombada. Seguida de uma faixa de pedestres. Que é azul. Qual é o nível de idiotice desse cidadão?

    • Crendeuspai

    • Celio Jr.
      Esse vice-prefeito é uma anta total. Devia ser preso por burrice! Não se coloca lombada antes de faixa de pedestres. Um carro poderá não conseguir frear ser for preciso.

      • AlexandreZamariolli

        Aqui em Marília, em frente ao campus universitário, implantaram algumas das tais lombofaixas (faixas de pedestre elevadas).
        A desgraça está em que cada lombofaixa é precedida por um quebra-molas, colocado cerca de dez metros antes. Só vendo para crer.

        • Lucas dos Santos

          E eu que achava que as famigeradas travessias elevadas só existissem no Brasil… Fiquei surpreso ao ver uma em um comercial do Nissan Pulsar em um canal europeu de TV! Parece que agora virou moda “importar” esse tipo de coisa da Europa. As coisas boas de lá ninguém copia…

        • Domingos

          É muito bom, porque assim se o carro levanta vôo na primeira lombada, aí que ele não tem chance nenhuma de parar, pois tem a segunda lombada na área de frenagem…

          Gênios. A cada dia concordo mais com o que falam por aqui: enchem a rua dessas coisas porque acham chique mesmo, como se sem essas invenções a rua ficasse “sem graça”.

      • Holandês Louco

        E a lombada está a menos de 15 metros da esquina, como define o CTB

  • Armando

    Bob,
    Se a preferência na rotatória é para quem já está nela, o que é óbvio (menos no Brasil, principalmente São Paulo, capital), a preferência não seria de quem vem à esquerda de quem está entrando na mesma, e não de quem vem à direita como você colocou?

  • RoadV8Runner

    Excelente texto. A única vez na vida que levantei a guarda em um cruzamento com semáforo, em 1997, levei uma senhora pancada na lateral traseira direita, porque descuidei e um Fusca avançou o vermelho, colhendo meu carro a uns 60 km/h. Por sorte, estava sozinho e não houve feridos em meu carro, mas no Fusca uma moça bateu a cabeça no pára-brisa e só não houve maior severidade de ferimentos pelo pára-brisa ser do tipo laminado (provavelmente a moça estava sem usar o cinto de segurança).
    Aqui em Sorocaba, cerca de 70% dos acidentes são causados por avanço de sinal vermelho, segundo dados da Polícia Rodoviária. Perto de onde moro, tem um cruzamento onde é comum vários motoristas avançarem o sinal vermelho, em horário de trânsito intenso. À noite, no horário de saída dos alunos de uma universidade da região, é comum as vans avançarem o sinal vermelho!
    Em frente de casa, em um condomínio fechado, tacaram um dejeto viário, seguido de mais outros dois, isso em uma rua que tem cerca de 500 metros da portaria ao final. Até onde eu sei, sou o único (chato) que é contra essa aberração. E perguntem se a meleca resolveu o problema de velocidade alta de alguns veículos. Na região dos dejetos sim, mas entre eles…
    Ou seja, temos que fazer algo imediatamente, pois a quantidade de idiotas ao volante é assustadora. Tenho observado que a má qualidade dos motoristas vem aumentando a olhos vistos, está cada vez pior dirigir aqui no Brasil.

  • Paulo Roberto de Miguel

    Quando um semáforo aqui perto de casa está fora de serviço não se forma congestionamento, nem há acidentes. As pessoas agem como se houvesse a placa PARE. Funciona perfeitamente. Nosso desrespeito a essa sinalização causa muito prejuízo.

  • CorsarioViajante

    Em alguns casos não acho ruim o reforço, especialmente se o local já apresenta um índice de acidentes acima da média.
    O que me parece problemático mesmo é a bipolaridade das “otoridades”, que em alguns lugares reforçam e duplicam sinalização e em outros ela simplesmente inexiste ou está completamente irregular / oculta / escurecida / apagada.

    • Roberto

      Em termos de sinalização irregular, lembro das placas de obras que ficam esquecidas nas estradas após as obras acabarem. É por isto que eu acho que muita gente ignora as placas de sinalização, principalmente as que indicam velocidade. A sinalização no Brasil é quase uma piada de mau gosto.

  • CorsarioViajante

    Ah! Esqueci de falar: seus desejos de fiscalização por “PARE” serão atendidos, consta que esta é a nova diretriz para cidade de SP, multar quem não parar completamente em “pare”.

    • Lucas dos Santos

      Também li algo sobre isso, não lembro exatamente onde. Só sei que muita gente reclamou da possibilidade disso passar a ser fiscalizado!

    • Quando comecei a ler a matéria, eu pensei nisso. Vão colocar um monte de PARE desnecessário, pra meter a caneta no bolso do povo. Aí, como essa é uma infração que não dá pra provar, o motorista tem que pagar de qualquer jeito.

  • Armando,
    No instante em que um veículo de porte grande desconsidera (legalmente) o traçado da mini-rotatória, ela deixa de o ser e, momentaneamente, aquele passa a ser um cruzamento normal. Então o que acontece é a inversão de direito, o veículo grande que está entrando ou entrou nesse “cruzamento”, onde antes tinha preferência, não tem mais, quem tem é aquele que vem pela sua direita. Em trânsito nunca pode haver confusão de princípios, tem de ser ou é ou não é,.

    • Armando

      Bob,
      Eu me referia a rotatórias normais, não mini, onde faz sentido parar ou dar preferência a quem JÁ está na rotatória, que seria quem vem à esquerda, pois não faz sentido alguém parar ou dar preferência “dentro” da rotatória para quem ainda vai entrar. Enfim, espero que esses argumentos não aumentem a confusão. Já tive diversos entreveros com motoristas a quem não deixei passar porque EU já estava na rotatória e eles achavam que tinham a preferência porque quem estava à sua frente já havia passado por mim…

  • Claudio Abreu
    Obrigado. É importante não desistir, como também é cada um que leia sobre esses assuntos transmiti-los aos familiares e amigos.

  • Corsário,
    Sério? Será a CET vai acertar desta vez? Mas sou capaz de apostar que autuarão naqueles “PARE” colocados sem sentido, como um aqui perto de casa.

    • CorsarioViajante

      Pois é, falaram que iam começar a apertar a fiscalização pelo não uso da seta e e pelo “PARE”. E daí fica nítido como muitos locais onde tem “PARE” na verdade deveria ter o “dê a preferência” pois não é realmente necessário parar.

    • Isso é claro, Bob. Aquele cruzamento no fim do mundo, com poucos carros, onde de vez em quando morre alguém, não será fiscalizado.
      Será fiscalizado apenas aqueles com bastante carros, no centro da cidade, onde não tem necessidade de parar…

  • AlexandreZamariolli

    Daniel,
    Falando em sinalização esquizofrênica, você já descobriu qual o limite de velocidade na serra de Duartina? Pergunto porque, a certa altura, existem três placas com limites diferentes:
    – a primeira é de 80 km/h, com aviso de fiscalização eletrônica;
    – logo em seguida vem outra, com o limite normal da rodovia (110 km/h);
    – a terceira volta aos 80 km/h e ao aviso.
    O problema ocorre nos dois sentidos da rodovia SP-294 e as placas estão tão próximas – não deve haver 300 m entre a primeira e a última – que o motorista pode avistar as três ao mesmo tempo. Vá entender…

  • Jorge Diehl

    Bob, e o que dizer dos carros de auto escola que usam “saco de lixo” nos vidros? A pessoa nem sabe dirigir e já enfrenta este empecilho para a visualização do tráfego…

    • Jorge,
      Essa então é de doer. Fim do mundo. Como escrevi na minha coluna “Cá entre nós” na revista Carro de outubro, faz-se necessária uma Direção Nacional de Trânsito, executiva e com poderes supraministeriais e legislativos, para pôr fim a toda sorte de aberrações e erros no nosso trânsito. Mas restaria o problema de quem comporia essa DNT.

      • Jorge Diehl

        Fora que insistem em andar na pista da esquerda em ruas de sentido único e avenidas. Institucionalizaram o “atrapalhar o tráfego”.

  • Roberto Neves

    Muito bom, Bob! Nunca dirigi na Alemanha, mas em Portugal e em Espanha vi motoristas parados de madrugada, a esperar que o semáforo ficasse verde.

  • Roberto Neves

    Almoço todos os dias no restaurante Vegecoop (vegetariano e excelente), na rua da Carioca, Centro do Rio de Janeiro. A cada dia se torna mais difícil chegar lá, pois preciso atravessar a rua. Há um sinal com faixa para pedestres, mas os ônibus param sobre a faixa, esperando que o trânsito à frente se mova. Isso é pura falta de educação. Neste caso, um guarda resolveria o problema, multando tudo e todos que desrespeitassem o sinal. (Heim? As empresas de ônibus não são multadas? Por que não?)

  • Armando,
    Imaginei que você estivesse falando de mini-rotatórias, que era o assunto. Na rotatória normal não existe isso de veículo grande passar por cima da demarcação, portanto não há o caso de inversão de conceito de que falei.

  • m.n.a.

    infelizmente a própria população “pede” as lombadas, físicas ou eletrônicas (radares)…porque não agüentam a irresponsabilidade dos motoristas, inclusive dos ditos “profissionais”….segue exemplo recente aqui de Curitiba…

    http://www.bandab.com.br/jornalismo/pela-2a-vez-em-quatro-dias-onibus-bate-em-poste-e-deixa-casas-sem-luz-em-curitiba/

    • Lucas dos Santos

      O problema é que as pessoas relacionam tudo quanto acidente a um suposto “excesso de velocidade”. O acidente poderia ter ocorrido a, digamos, 30 km/h e ainda assim haveria alguém falando em “excesso de velocidade”, pedindo lombadas e afins. Como se somente velocidade causasse acidentes.

  • m.n.a.

    …mais uma meio recente aqui da região de Curitiba, que tem a ver com a reportagem, no caso acidente com um trem ! incrível !

    (detalhe, os trens aqui andam no máximo a uns 50 km/h…)

    http://www.bandab.com.br/jornalismo/pai-tenta-empurrar-carro-que-morreu-sobre-trilho-de-trem-mas-veiculo-e-arrastado-por-100-metros-com-familia-dentro/

  • FCardoso

    Realmente, aquilo é uma maravilha, especialmente nos cruzamentos semaforizados!

    Pena que poucas ruas brasileiras têm largura adequada para isso. Aliás, não entendo por que as nossas vias são, de modo geral, tão estreitas em comparação às de tantas cidades da América do Norte.

  • m.n.a.
    Santa ignorância! Por que não evacuou logo o carro??? E se fosse câmbio manual poderia ter posto o carro para andar no motor de partida (não sei se pode no robotizado, vou verificar isso na próxima vez em que dirigir um)..

    • Renato Sacramento

      Acredito que o hábito de alguns seja o de “evacuar NO carro”, pela forma como o conduzem…

  • m.n.a.
    Lembre-se, ter lombada na porta de casa é status, por isso pedem tanto esse dejetos viários.

    • vstrabello

      Onde moro fizeram lombadas até de cimento, fora da regulação e com placas de sinalização feitas artesanalmente, e aproveitando as placas oficiais indicando pedestres e se não me engano, junto com uma placa de velocidade. Tem que parar totalmente o carro para passar por aquelas indecências. E olha que isso pode ser usado como fator especulativo para o valor do imóvel. Ridículo.

  • AlexandreZamariolli

    Já ouvi de gente esclarecida que as faixas seriam elevadas para facilitar a travessia dos portadores de deficiência.
    Vai ver, é isso mesmo. Imaginem o trabalho que dá para rebaixar a guia.

    • Holandês Louco

      Aqui em Curitiba elas existem aos montes.
      Entre elas e as lombadas convencionais, prefiro as passagens elevadas, acredito que danifique menos o veículo e tem tamanho padronizado.
      Imagine passar com um Porsche numa lombada convencional.

      • Lucas dos Santos

        As travessias elevadas de Curitiba parecem ser bem feitas e dentro dos padrões. Você precisa ver as daqui de Ponta Grossa. Você não iria querer passar de Porsche sobre elas!

        As rampas de entrada e saída são curtas e íngremes. Mais parecem um “degrau arredondado”! Já teve motorista arrancando o pára-choque nessas coisas!

        O presidente da autarquia de trânsito daqui alegou que tem de ser assim, senão os motoristas “não reduzem a velocidade o suficiente”.

        Só por causa disso, peguei ódio desses dejetos! Se fossem como as daí de Curitiba eu nem me importaria.

        • Holandês Louco

          Conheço bem, estudei/morei/trabalhei aí entre 96 e 08. Lembrando que Ponta Grossa é a vila comercial de Castro. 😉

  • Lucas dos Santos

    Bob,

    Só agora lembrei de relacionar aqui uma situação que ilustra bem os “formados” dessa “escola”.

    Em minha cidade, resolveram inverter a preferência de passagem de um cruzamento em um bairro. Fizeram tudo nos conformes: colocaram placa de sinalização de “parada obrigatória” bem visível, pintaram a inscrição “Pare” no pavimento, pintaram uma linha de retenção e até os malditos tachões (“calotas”), que o povo tanto gosta, colocaram ali.

    http://src.odiario.com/imagem/2015/08/07/g_cdrcruzamentoruajaguapitaagosto2015-56.jpg

    Mesmo com toda essa sinalização, agora não pára de ocorrer colisões ali! Pior mesmo foi a justificativa para o aumento de acidentes no local: os motoristas “estavam acostumados” com a preferência que tinham no cruzamento, por mais de 30 anos, e ainda “não perceberam” que a preferência mudou! Ver isso sendo dito com tanta naturalidade é de causar “vergonha alheia”! Se uma mudança simples como essa causou tanto transtorno, imagine se fosse algo mais complexo!

    http://www.diariodoscampos.com.br/cidades/2015/08/mudanca-de-sinalizacao-causa-medo-em-moradores/1446070/

  • Gustavo da Silva Serra

    Já vi um bocado de acidentes e quase acidentes ao passar o sinal logo após ele ter ficado vermelho, no estilo “ainda dá tempo, vou acelerar”. Eu fico abismado porque é um acidente muito fácil de evitar: vermelho, pare!

  • MadSubaru

    Claro que em terra tupiniquim não será obedecido. Colocam placa de Pare até antes de quebra-molas. Colocam-na no lugar de “Dê a Preferência”, colocam até para todos que chegam no cruzamento, sem que alguém tenha preferência. Até em rótula já vi, rodeado de placa de Pare. Então, seguramente dá para se dizer que a “isxkolla” é bem ampla.

  • Lemming®

    Falar o que quando até ser atropelado por trem esse povo consegue…
    “http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2015/11/acidente-entre-carro-e-trem-em-mg-que-terminou-em-morte-e-investigado.html”

    • Lucas dos Santos

      É como dizem por aqui: “o trem é que não sai dos trilhos para bater no carro”.

  • Lucas dos Santos
    Só mesmo sendo muito, mas muito burro para ser colhido por um trem.

  • Lucas dos Santos

    Pois é. Nessa época, a única travessia elevada que existia na cidade era aquela na rua que passa por dentro da Praça Barão do Rio Branco. Muito bem feita, por sinal. Se todas fossem assim, eu não reclamaria.

    Ano passado é que essas coisas chegaram para ficar. Todas fora dos padrões! O pior é que os moradores estão pedindo para colocar essas travessias elevadas – ou “lombada elevada”, como chamam – em todo lugar! A travessia elevada definitivamente se tornou a nova lombada. Destaque para a que puseram na Avenida Carlos Cavalcanti, que, além de ter as mesmas características das demais, ainda tem um semáforo para pedestres em cima!

  • Renato Sacramento

    Certa vez, estava parado em frente à uma escola e ouvi, claramente uma mãe dizer ao filho, ao lhe colocar um biscoito na lancheira: ‘filho, isso aqui é seu! Não divide com ninguém! Ouviu!?!’. Ao que a criança disse: ‘tá bom mãe’.

    Não posso afirmar como era nas gerações passadas, mas tenho a nítida impressão de que, esse tipo de criação favorece o surgimento de pequenos “Hitlers” no nosso dia a dia. Isso porque, esta criança vai crescer e vai levar no subconsciente a premissa de que, “a rua e tudo nela é dele. Por isso, ele não dividirá com ninguém.”

    Acredito que, apesar do artigo e todo o site ser voltado ao entusiasmo que temos com os automóveis, penso que a formação do indivíduo, não começa nas auto escolas, mas em casa. Senão, o que garante que um indivíduo arrogante, egoísta, narcisista e burro, bem treinado numa auto escola vá conduzir um veículo com características opostas a estas? Acredito que a educação (ou a falta dela) recebida do berço falará mais alto.

    Vejo que pra algumas pessoas, no trânsito, está em xeque, não chegar no ponto desejado, mas sim exibir sua macheza, esperteza e suas supostas habilidades. E quando falo em macheza, lembro que, algumas mulheres, por não querer parecerem “mulherzinha boba”, estão com a mesma forma tosca e idiota de dirigir.

    E sobre ter o carro atingido por um trem, pelo amor de Deus! A terra tem uma circunferência de 40.075 km. Se você está diante de uma linha férrea que deve ter a largura média de uns 10 ou 20 metros, como pode um imbecil, com todo o espaço do planeta, atrás de si e após a linha, ser, ou ter o carro atingido por um trem?

    • Lucas dos Santos

      Em minha cidade, semana passada, ocorreram dois acidentes em cruzamento com via férrea em um intervalo de cinco horas.

      Uma das vítimas afirmou que “o trem estava em alta velocidade” – chegou à essa conclusão pelo tempo/espaço que o trem precisou para parar após a colisão – e afirmou que a sinalização do local era insuficiente, que faltava algo que avisasse da proximidade da composição e que também faltava cancelas – aparentemente, a placa “Pare” e a “cruz de Santo André” não eram suficientes.

      http://www.diariodoscampos.com.br/videos/2015/11/mais-um-acidente-com-trem-e-registrado-na-noite-de-terca-feira/1501821/

  • Lucas dos Santos

    E a EBMI não pára!

    Sancionaram uma Lei Municipal em minha cidade, a qual obriga a instalação de, dentre outras coisas, cancelas nos cruzamentos com via férrea – pois o “motorista idiota” não tem capacidade para obedecer a placa “Pare, Olhe, Escute”! Como as cancelas não foram instaladas, um vereador entrou com uma denúncia no Ministério Público para que tal lei seja cumprida:

    http://www.diariodoscampos.com.br/cidades/2015/11/pg-nao-cumpre-lei-e-vereador-denuncia-caso-ao-ministerio-publico/2035850/

    https://www.facebook.com/VereadorAguinel/posts/944762582270582

    https://scontent-gru1-1.xx.fbcdn.net/hphotos-xpf1/t31.0-8/12244632_944759555604218_3189981737527764351_o.png.jpg

    Só tem um detalhe: a lei ignora a existência do CTB e das Resoluções complementares do Contran. Considerando que compete privativamente à União legislar sobre o trânsito, resta saber como foi possível sancionarem uma Lei Municipal aparentemente inconstitucional e que, além de ser redundante, entra em conflito com uma Lei Federal (o CTB)! Só aqui mesmo!