Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas …E TEREMOS NOVOS MOTORES – Autoentusiastas

 

Semana passada esta coluna focou em uma entrevista de Max Mosley e Bernie Ecclestone onde os dois falaram e louvaram sobre um fornecedor independente de motores de baixo custo. E não é que agora sabemos que em 2017 o regulamento terá um formato que possibilitará o uso de duas especificações de motores? O assunto explodiu ontem (segunda, 26) e encobriu a conquista do terceiro título de Lewis Hamilton, domingo, em uma corrida das mais interessantes da temporada.

 

Caro que sai caro muito caro

A maior fonte de renda da FOM (Formula One Management) e de seus controladores é a venda de publicidade e dos direitos de transmissão de TV. O que implica na produção de um espetáculo não apenas grandioso mas que também tenha doses de emoção para manter audiência que justifique os altos preços cobrados pelo produto chamado por uns de show biz, por outros de entertainment e para os fanáticos por automobilismo, de corridas de verdade, das boas.

 

Hamilton celebra o terceiro título, conquista imédita para os ingleses

Hamilton celebra o terceiro título, conquista inédita para os ingleses

O que se tem visto nas recentes temporadas, especialmente nas últimas duas, é um conto de suspense supostamente vendido em mais ou menos 50 capítulos — o número exato é o resultado de 300 km divididos pela extensão, em metros, da pista que se corre, arredondando para cima —, onde se descobre o culpado antes de se ler o prefácio. Em poucas palavras, um show pouco ou nada interessante, sinônimo de bilheteria das mais fracas… E aqui não há como deixar de falar nos efeitos colaterais, algo que afeta a saúde financeira dos cartolas de plantão e das próprias equipes.

 

Chuva marcou presença nos três dias do evento (foto Mercedes)

Chuva marcou presença nos três dias do evento (foto Mercedes)

No ambiente da F-1 contemporânea ocorre uma metamorfose onde os poderes há muito tempo constituídos dividem cada vez mais o poder com equipes cada vez mais distantes do modelo “garagista” que consolidou o modelo financeiro que fez dos Grandes Prêmios a categoria milionária que é hoje. Ocorre que o romantismo, o modus operandi e os interesses financeiros daqueles chefes de equipe perdem espaço para os executivos fiéis a grandes corporações e com uma formação que, se tem espaço para a paixão pelo automobilismo, tem espaço maior ainda para modernas técnicas de administração e quase nada para o romantismo de outras eras.

E assim é que para evitar que fonte seque, Max Mosley, Bernie Ecclestone e Jean Todt entraram em acordo e é dado como certo que o motor alternativo, de preço controlado, obedeça a um regulamento mais benevolente se comparado com as unidades híbridas de potência atualmente usadas. O preço máximo previsto é equivalente a um terço do que se gasta hoje, um mínimo de US$ 18 milhões por temporada. Mosley e Ecclestone sempre quiseram essa via, ao contrário de Todt. Os três se pronunciarem em acordo é algo que deve ser visto mais como um ato de sobrevivência digno da atual política brasileira do que uma atitude para preservar o esporte. Tanto lá quanto em Brasília, o que importa é garantir o caviar e o champagne de cada dia.

 

Hamilton não perdoou erro de Rosberg no final da prova (foto Mercedes)

Hamilton não perdoou erro de Rosberg no final da prova (foto Mercedes)

Champagne, por falar nesse hedonístico espumante feito normalmente a partir da mescla de uvas chardonnay, pinnot noir e pinnot meunier, foi algo que Lewis Hamilton consumiu no estilo típico de vencedores no último domingo. Lá em Austin, após dois de dias de muita chuva e pouco ou quase nenhum, treino, o inglês deu um chega prá lá em seu inimigo de equipe logo na primeira curva, liderou, perdeu posições e, quando parecia que a decisão título seria postergada por pelo menos uma semana, eis que Rosberg foi mais Nico do que nunca ao sair da pista quando liderava faltando nove voltas para o fim. Faltou pouco para que Sebastian Vettel aumentasse ainda sua frustração, pois chegou em terceiro lugar e se aproximava bastante do seu conterrâneo.

Não foi só Rosberg que decepcionou em grande estilo: a Williams novamente mostrou que ainda falta um ou dois dedos daqueles detalhes que fazem uma equipe competitiva se tornar uma equipe vencedora. Fora o toque que recebeu na primeira curva e uma imediata rodada, tanto Felipe Massa quanto o finlandês Valteri Bottas abandonaram com problemas na suspensão traseira. Coincidência ou não, é raro ver dois Mercedes, dois Ferrari ou dois Red Bull abandonar a mesma corrida por problemas mecânicos.

 

Nasr voltou a marcar pontos, apesar de cinco pit sotas (foto Sauber)

Nasr voltou a marcar pontos, apesar de cinco paradas no boxe (foto Sauber)

Já Felipe Nasr sobreviveu a uma largada sem praticamente ter treinado em Austin e mesmo com cinco paradas no box durante as 56 voltas da corrida, terminou em nono lugar e marcou dois pontos. Tanto quanto uma nova bandeirada que ele recebe na zona de pontos, o brasiliense ajudou a manter a Sauber à frente da McLaren, que viu Jenson Button pontuar pela segunda corrida consecutiva.

Maior rival de Nasr em seus tempos de GP2, o inglês Jolyon Palmer foi anunciado como o substituto de Romain Grosjean na equipe Lotus, em 2016. O filho do ex-piloto Jonathan é o primeiro novato a ser confirmado na F-1 para o ano que vem, situação que chama atenção para o futuro da equipe. A chegada de um inglês que ainda não disputou um GP sequer pode indicar que a Renault, caso efetivamente confirme a recompra da Lotus, deverá atuar discretamente em 2016 e concentrar seus esforços para a temporada de 2017, quando entrará em vigor o novo regulamento técnico.

 

Cascavel de Ouro

Enquanto o automobilismo paulista fica impedido de usar o autódromo de Interlagos — que segue liberado para eventos de música e outros —, os paranaenses deram uma excelente demonstração de dedicação e união com a realização da 29ª edição da Cascavel de Ouro, tradicional competição da cidade próxima a Foz do Iguaçu. Reunindo carros de turismo de baixa cilindrada e preparação limitada, a comunidade local promoveu de forma digna e eficiente uma festa no Autódromo Internacional Zilmar Beux que atraiu não apenas um bom público mas também pilotos de categorias topo do esporte. A vitória entre quase 40 carros ficou para a dupla formada por Natan e Ricardo Sperafico (Ford Ka) que após quatro horas de competição receberam a bandeirada 5”564 à frente do Celta de Edoli Caüs Júnior e Marlon Bastos.

WG

A coluna “Conversa de pista” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 

  • Elizandro Rarvor

    Cascavel de Ouro sempre é um evento muito legal e atrai muitos bons pilotos inclusive da stock car e f-truck.

    Até Nelson Piquet foi campeão da Cascavel de Ouro, acho que na década de 70.

    Estive lá este ano e foi bem legal, o barulho de 30 carros rasgando a reta com seus motores 1.6 aspirado foi bem legal, se duvidar mais barulho que a F1 ano passado.

  • Mineirim

    O Nico erra bem mais que o Hamilton, todos os carros estavam deslizando até em pista úmida… mas quem sabe não foi uma opção da Mercedes para definir o campeonato de pilotos de uma vez?

    Teorias da conspiração à parte, o resultado em Austin foi o mais cartesianamente lógico. Se Nico vence, o campeonato de pilotos ficaria entre Hamilton, Nico e Vettel. Ou seja, a Mercedes poderia ficar apenas com o título de construtores.

    De qualquer forma, achei que esse GP foi o mais emocionante da temporada.

  • Fat Jack

    Confesso temer por esses “acordos mirabolantes”…, que via de regra me parecem uma tentativa desesperada de maquiar algo feio para tentar vende-lo como bonito, (como a que eu ouvi incrédulo, que o “Tio Bernie” já havido sugerido – e chegaram a testar – de molharem a pista antes do início das corridas para “trazer mais emoção”!!) tornando-o assim algo mais falso que notas de R$3,00.
    Pra mim o caminho é outro, é fazer aquela “pecinha” entre o volante e o banco ter um peso muito, mas muito maior do que se vê atualmente, deixando absolutamente TUDO sob sua responsabilidade (creio haver pelo menos uns 5 BONS candidatos ao título desta forma).
    Willians (ah, Willians…), pra mim só conseguiram provar 3 coisas este ano: tem um ótimo motor, um carro mediano (não mais que isso) e uma capacidade ímpar em se perderem…
    Achei interessante o desempenho da Red Bull (apesar do resultado final ínfimo), que pelo menos em parte atesta terem sim um bom carro e possivelmente um motor que fica devendo (e pensar que a equipe investiu uma nota numa atualização do motor “barrado” pela Renault…).

    • Domingos

      O motor barrado não funcionou e ainda quebrava o tempo todo…

  • Chico

    Sei que vou ser criticado mas a Formula 1 de hoje é 80% carro e 20% piloto . Não quero desmerecer o titulo do Hamilton mas qualquer um dos ” bons ‘ pilotos faria igual .
    Como exemplo posso citar a Brawn no tempo do Button e Barrichelo , a Red Bul com Vettel e Webber e outros casos mais antigos . Para ver realmente quem é bom, os carros teriam que ser iguais em tudo .

    • Lucas dos Santos

      Sem dúvidas. A Fórmula 1 acabou se tornando uma disputa entre companheiros de equipe. Não que isso seja ruim, mas é apenas uma constatação.

      Hamilton ganhou a briga contra Rosberg. Vettel já superou Raikkönen há muito tempo. A disputa entre Bottas e Massa continua apertada e o mesmo vale para Ricciardo e Kvyat. Pérez virou o jogo e conseguiu reverter uma vantagem improvável de seu companheiro de equipe. Verstappen tem colocado seu companheiro “no bolso” a cada corrida. Ericsson tem superado Nasr com uma certa frequência, mas não consegue converter isso em pontos. Grosjean superou amplamente o Maldonado, que, ironicamente, faz a sua melhor temporada no que diz respeito a números. E Will Stevens tem sido superado por ambos os companheiros de equipe!

      Ou seja, olhando por esse prisma não tem como negar que está divertido, mas sabemos que a essência da Fórmula 1 não é essa.

    • Alex

      Concordo, porém mataria a essência da F1, que deveria ser o supra sumo em desenvolvimento tecnológico aplicado a monopostos de corrida. Carros iguais, geraria ótimas corridas e saberíamos quem de fato é o melhor piloto, mas isso não é F1 na minha opinião.

  • Lucas dos Santos

    Wagner,

    Como comentei em outro site, é impressionante como as corridas ficam movimentadas e imprevisíveis quando os treinos livres são prejudicados. Isso tira todos os pilotos da zona de conforto e rende ótimas corridas. Foi assim na Rússia e no Japão.

    Será que diminuir ou acabar de vez com os treinos livres não seria algo a ser considerado para deixar as corridas mais emocionantes?

  • WSR

    WG,

    por enquanto, na minha modesta opinião, essa foi a melhor corrida da temporada. Foi muito bom ver os carros andando juntos até o fim da prova, mesmo que sob pressão das condições climáticas. Acho que S. Pedro poderia liberar mais chuvas durantes os GPs, rs.

    Sobre o Nico sendo Nico, eu não confio muito nos carros atuais. Se fossem como nos anos 60, sem a telemática automotiva e um carro 100% dependente dos comandos do piloto, eu até colocaria alguma culpa no piloto. O comentarista italiano, pelo que entendi durante a transmissão, disse que houve um erro no sistema de câmbio do carro e o sistema passou da segunda para a quarta marcha, atrapalhando a condução. Será que realmente foi um erro do câmbio? Duvido!!!

    Sobre a Cascavel de Ouro, era de se esperar que um KArt fosse o vencedor, rs. O carrinho, quando original, já tem um comportamento dinâmico excelente… e preparado para uma corrida, então, deve ser sensacional.

    • Domingos

      De fato o Rosberg tem tido problemas demais com o carro em comparação ao Hamilton e coincidência demais simplesmente não existe.

      Desde Monza foram uma série de problemas, quem sabe para poupar a decisão em momentos mais arriscados na pista. Um filme que já se passou na briga entre Webber e Vettel, onde o carro do Webber entre outros tinha um KERS que nunca funcionava.

      E a Red Bull já sabemos que não joga leve nem exatamente limpo, a ponto de perder até mesmo os parceiros como a Renault.

      E sim, foi a melhor corrida do ano. Pena a globo não passar ela, tendo inclusive deixado a reprise para tarde da noite e cortada ainda assim, e pena também a atual emasculinidade da F-1 em que qualquer coisa que exija os pneus de chuva – não só os intermediários – significa treino ou prova cancelada/adiada.

      Teria sido legal uma classificação sob chuva mesmo, que poderia inclusive colocar a Red Bull largando na frente e deixando a corrida ainda mais emocionante.

      Porém, além da emasculinidade, dizem que os pneus de chuva da Pirelli são imprestáveis e que por isso não temos nenhuma corrida sob chuva de verdade há tanto tempo.

      • Lucas dos Santos

        Outra coisa que impede as corridas sob chuva muito forte é a impossibilidade do helicóptero médico levantar vôo sob o mau tempo.

        Principalmente em Austin, que fica bastante retirado da cidade. Dessa forma, se alguém precisasse de atendimento médico teria dificuldades de chegar a um hospital da cidade.

        Os pneus da Pirelli realmente eram imprestáveis sob chuva, mas melhoraram muito nos últimos anos. Mas a questão do helicóptero médico ainda é o principal fator limitador das corridas no molhado.

    • Wagner Gonzalez

      West Surrey,

      Sem dúvida, uma corrida cheia de alternâncias nas principais posições, novatos andando lá na frente ou marcando pontos apesar de cinco pit stops.

      Quanto aos dois inimigos de equipe da Mercedes, o Hamilton está literalmente destruindo o Rosberg. Não há outra explicação mais sucinta.

      Já sobre a Cascavel de Ouro, os paranaenses de pés vermelhos – como se tratam entre si os habitantes da região -, deram uma boa mostra de união e paixão.

  • Alex

    Wagner, acredito que estão buscando uma saída para o impasse que envolve a Red Bull na questão dos motores. Nem Mercedes e nem Ferrari querem fornecer seus “motores” para a equipe dos energéticos, pois sabem da capacidade deles de produzirem um excelente carro.

    Como prova, nesse GP dos EUA, enquanto a pista estava molhada, era nítido como o carro da Red Bull mostrava-se mais equilibrado do que os demais. Quando a pista secou, os motores Mercedes, mostraram que a F1 atual voltou a ser uma F1 de motores, no caso, essas unidades de potência híbridas.

    A Red Bull declarou guerra pública a Renault, que na era dos V8, lhes ajudou a conquistar 8 títulos (4 de construtores e 4 de pilotos), o que não é pouca coisa.

    Para evitar que tanto a Red Bull, quanto a sua equipe satélite a STR saiam da F1, estão buscando uma alternativa, como você bem citou no post.

    • Wagner Gonzalez

      Alex,

      Em breve, muito breve, teremos pizzas energéticas no cardápio dos Grandes Prêmios…

  • Fat Jack

    Pelo que eu entendi essa “evolução” citada sequer chegou aos carros da Red Bull, por reprovação da Renault. Se eu estiver errado, fique a vontade em esclarecer, ok?:

    • Lucas dos Santos

      Na verdade a Renault chegou a levar os motores para Austin. Porém os pilotos e a equipe acharam que não valeria a pena trocar os motores e arcar com a perda de posições no grid como punição.

      • Wagner Gonzalez

        Há algo mais no ar do que novos motores Renault novinhos encaixotados nos boxes da Red Bull…

    • Domingos

      A feita com ajuda da Red Bull no começo do ano, na verdade durante a temporada de 2014 e implementada na virada da temporada, não deu certo.

      O motor quebrava demais, foi o motor que mais quebrou no começo da temporada, e o ganho de desempenho foi menor que o esperado. Para que o motor não quebrasse, tiveram que reduzir a potência a níveis menores que em 2014.

      Durante o ano a Renault foi se desfazendo dessas mudanças feitas com ajuda da Red Bull.

      Já essa última atualização para Austin, feita inteiramente pela Renault, estava disponível mas nem a Toro Rosso e nem a Red Bull decidiram usá-la.

  • Lucas dos Santos

    Wagner,

    Chegou a ver a abertura da temporada 2015-2016 da Fórmula E? Será que agora que as equipes se tornaram construtoras veremos a mesma disparidade que ocorre na Fórmula 1? A Renault parece estar muito a frente dos demais concorrentes. Será que esse ano haverá alguém para batê-los?

    Para quem tiver interesse em assistir, segue o link para a cobertura completa do Qualify, pré-corrida e pós-corrida:

    http://burningwhee1s.blogspot.com.br/2015/10/formula-e-2015-2016-round-1-beijing.html

    Ou apenas a corrida (dividida em cinco partes):

    https://youtu.be/cFa8qo-LwpE

    • Wagner Gonzalez

      Lucas,

      As equipes ainda não se tornaram construtoras, apenas podem trabalhar no trem de força dos seus carros.

      • Lucas dos Santos

        Ah não? Eu achava que isso já as qualificava como construtoras, já que cada uma agora pode desenvolver o seu próprio trem de força – à exceção daquelas que optaram por continuar com da temporada passada.

        Mas faz sentido, já que chassi e a aerodinâmica continuam os mesmos para todos.

        Grato pelo esclarecimento.

  • Domingos

    Não tinha pensado nisso. Mas também os acidentes em chuva intensa seriam de porte muito menor.

    Os últimos grandes acidentes em chuva foram todos com pneus intermediários, onde ainda se anda com o carro rápido mas sempre escorregando a cada tanto.

    Em situação de chuva intensa a velocidade fica muito reduzida e, com pneus corretos, se escorrega menos que com a pista em situação indefinida.

    Porém, se essa é a regra… De qualquer forma é uma lástima não termos há tantos anos corridas na chuva de verdade. No máximo com pista secando.

    • Wagner Gonzalez

      Domingos e Lucas,

      O politicamente correto o excesso de zelo por vezes não são tão eficientes quanto ecochatos de plantão apregoam. Não andar em pista molhada seria um caso desses.

      Quanto aos “azares” seguidos do Rosberg não que isso baste para explicar a forma como ele deixa o Hamilton se impor nas disputas entre os dois.

      • Domingos

        O Rosberg bobeia muito mais que o Webber – aliás, muito mais…

  • Wagner Gonzalez

    A ideia de reduzir a programação de treinos volta e meia vem à baila. A F-E usa e abusa dessa concentração, mas não creio que seria viável tirar um dia de treinos da F-1. Os pilotos novatos teriam ainda menos chances de treinar e se adaptar à categoria e os patrocinadores perderiam pelo menos um dia para capitalizar – em eventos e promoções locais -, o investimento que fazem nas equipes e pilotos.

    • Domingos

      Pensando por esse lado, deve ter um monte de evento de patrocinador que é feito durante as sextas – com horário muito mais relaxado…

  • Wagner Gonzalez

    Caros,

    Historicamente a F-1 apresenta ciclos em que uma equipe domina e praticamente aniquila a concorrência, vide Lotus com o conceito de carro asa, os McLaren Honda de 1988, a Williams_Renault usada por Nigel Mansell…

    Ocorre que quando esse domínio é longo demais as consequências são a queda na venda de remédios contra insônia…

    • Lucas dos Santos

      Creio que o domínio da Mercedes durará somente até o ano que vem, já que em 2017 o regulamento técnico mudará novamente.

      E normalmente essas mudanças de regulamento costumam “frear” a equipe dominante, como ocorreu em 1994 com a Williams, em 2005 com a Ferrari e em 2014 com a Red Bull, por exemplo.

  • Wagner Gonzalez

    Efetivamente a Williams se supera em cometer erros primários…

  • Wagner Gonzalez

    Elizandro,

    Esse tipo de automobilismo de raiz é a salvação par ao nosso automobilismo. Ocorre que em algumas praças muita gente tem síndrome de milionário…rs

    • Elizandro Rarvor

      Frequentei por muitos anos o autodromo de Cascavel, morei anos lá. O fanatismo pelo automobilismo dessa região é impressionante, a pista é fantástica e desafiadora e era muito comum ver grandes nomes do automobilismo por lá. Ainda bem que mantiveram a Cascavel de Ouro na raiz, regulamento simples o que possibilita todos de participarem sem precisar vender um rim para isso.

  • Wagner Gonzalez

    Não estou convencido que o Nico erra menos que o Hamilton, caro Mineirim. Mas é uma excelente justificativa para qualquer dia discutirmos o assunto em torno de uma cachaça do seu terroir…

  • Alex

    2017 seria então o tira-teima do tetra-campeões Vettel x Hamilton, supondo que o Inglês fature o wdc em 2016 e a Ferrari consiga fazer um carro vencedor.

    • Lucas dos Santos

      Sim. Será um cenário muito interessante se isso ocorrer.