Uma das primeiras coisas que logo se aprende no curso elementar de pilotagem de avião é inspecionar o aparelho antes da cada vôo. E o primeiro passo da seqüência de inspeção observar o avião de longe, em que pode ver se o trem de pouso está em ordem (nada está torto), se as asas estão com aspecto e posição normal, enfim, é uma pré-inspeção. Claro, aprendi a fazer o mesmo ao andar num carro pela primeira vez, sacar o “jeitão” dele. Ao fazer isso semana passada na apresentação do novo Citroën C4 Picasso, antes de sair com ele, gostei do que vi: rodas nos cantos, prenúncio de carro acertado, quanto mais sendo de uma marca que sempre se esmerou na questão de estabilidade — de “chão”, como o Arnaldo gosta de dizer.

Os números batem com o interessante visual: 4.428 mm de comprimento e 2.785 mm de entreeixos. Sobram 1.643 mm totais além do centro das rodas, o que dá os curtos balanços dianteiro de 879 mm e traseiro de 764 mm. Sem saber que os pneus eram 205/55R17V (Michelin Primacy), eu tinha certeza do que encontraria, uma precisão só, nada de sair de frente.

A Citroën está colocando no mercado o C4 Picasso e o Grand C4 Picasso, cinco e sete lugares, respectivamente, e não se trata apenas de um maior que o outro, em escala, há diferenças de formato da carroceria, o que é notável e merecedor de todo aplauso, especialmente num mundo excessivamente enfurecido de tão preocupado com “racionalização” e “economia de escala”. É a prova de que nem tudo está perdido.

O desenho do Grand C4 Picasso é mesmo diferente do modelo menor, veja abaixo:

Compare o perfil do Grand C4 Picasso com o do C4 Picasso da foto de abertura: bem diferentes (foto divulgação)

Compare o perfil do Grand C4 Picasso com o do C4 Picasso da foto de abertura: bem diferentes (foto divulgação)

Preços começam em R$ 110.900 para o C4 Picasso e R$ 120.900 para o Grand C4 Picasso, e cada um tem versões chamadas de Seduction e Intensive que se diferenciam em acabamento e itens de série (ver lista completa de cada no final). A Citroën prevê vender 850 unidades por ano, das quais 70% serão o de cinco lugares.

Ambos são dotados do motor Prince, o 1,6 THP a gasolina de 165 cv e 24,5 m·kgf  fruto da cooperação entre a PSA Peugeot Citroën e a BMW, que já provou sua excelência em várias aplicações do grupo e que conhecemos bem no Brasil. O câmbio é um  novo Aisin automático epicíclico de seis marchas com trocas manuais e seqüenciais apenas pela borboletas do volante, uma vez que a alavanca seletora é minúscula — prática e agradável de usar, fica “espetada” na coluna direção, lado direito.

No centro do painel fica o já conhecido grupo de instrumentos da linha Picasso, só que deste vez totalmente virtual e que permite várias configurações, como vimos há pouco no Audi TT. Um delas é o velocímetro de leitura analógica com um digital no centro, muito prático e, por ser tudo virtual, não há efeito de paralaxe como no Etios. Claro, pode-se configurar conta-giros tanto circular quanto escalar. E até colocar uma foto relaxante de uma paisagem ou qualquer outra, como a do seu dono ou dona.

Painel central digital

Painel central digital (foto divulgação)

 

O projeto do novo C4, que entra na segunda geração (primeira é de 2006) é totalmente novo (“plataforma nova”, como fábricas e gostam de dizer e jornalistas, de repetir) e resultou numa redução de peso da ordem de 140 kg, ajudado pelo capô de alumínio e porta de carga (de abertura/fechamento elétrico) e assoalho desse compartimento em compósito de fibra de vidro. Com a nova estrutura, o motor está localizado 60 mm mais baixo. Continua o enorme pára-brisa “zênite” e o mesmo tipo de pára-sol corrediço visto no mais recente C3. A área envidraçada totaliza 5,3 m², inclusive o teto de vidro panorâmico.

O interior é amplo e todos os bancos são individuais. Como “marca registrada Citroën” desde o 11 de 1934, os assoalhos são planos, o que é ótimo. Eu “atrás de mim” fico perfeitamente à vontade.

Um detalhe muito interessante é o porta-objetos entre os bancos dianteiros, que constitui também o descansa-braço, poder ser retirado mediante mecanismo de soltura bem simples de operar.

Bom espaço traseiro (foto autor)

Outro item interessante é o banco do passageiro dianteiro “Relax”, em que há um apoio de pernas escamoteável de acionamento elétrico.

Embora o recurso estimule a posição reclinada do encosto, deve-se evitá-la ao máximo por ser possível o corpo escorregar sob o cinto numa colisão. Lembre-se do aviso de manter o encosto na posição vertical nos aviões quando da decolagem e do pouso, que serve primariamente para evitar que isso aconteça num parada brusca e, secundariamente, para não tornar difícil a evacuação em caso de emergência.

Na Grand C4 Picasso os dois bancos da terceira fileira são total e facilmente escamoteáveis.

 

 O “faz-tudo”

Explico o título. O C4 Picasso e o Grand C4 de mesmo sobrenome fazem tudo o que sedãs, peruas, crossovers e suves de tração em duas rodas fazem, combinado com o estilo marcante e moderno que muitos apreciam, ampla capacidade de bagagem— 537 litros no menor e 575 litros no maior se a terceira fileira de bancos estiver escamoteada, 130 litros se não —. espaço interno de sobra e interior aconchegante e do nosso tempo.  Para famílias numerosas ou com “agregados” tipo namoradas (os) de filhos (as), parentes que precisaram morar junto ou mesmo babás, o Grand C4 Picasso é a solução lógica sem ser um grandalhão, pois não chega a 4,6 metros de comprimento.

Para quem não dá muita importância a esses pontos, é um carro de dinâmica exemplar que traz embutido o DNA da marca e um rodar impecável, de automóvel, com conjunto motriz de primeira grandeza e sem preocupação com que combustível utilizar senão gasolina comum/aditivada ou premium.

Explicado. E em breve faremos teste “no uso” com cada um.

BS

FICHA TÉCNICA CITROËN C4 PICASSO/GRAND C4 PICASSO
C4 PICASSO GRAND C4 PICASSO
MOTOR
Denominação THP 165
Tipo 4-cil., 4-tempos, transversal, turbocompressor de dupla voluta com interresfriador, duplo comando de válvulas com variador de fase na admissão, corrente, 4 válvulas por cilindro
Diâmetro x curso 77 x 85,8 mm
Cilindrada 1.598 cm³
Material do bloco/cabeçote Alumínio
Taxa de compressão 10,5:1
Potência máxima¹ 165 cv a 6.000 rpm
Torque máximo 24,5 m·kgf de 1.400 a 4.000 rpm
Formação de mistura Injeção direta, gerenciamento Bosch MED17.4
Pressão de superalimentação 0,8 bar
Combustível Gasolina comum/comum aditivada ou premium
TRANSMISSÃO
Tipo Transeixo dianteiro, câmbio automático Aisin epicíclico de 6 marchas com trocas manuais por borboletas, mais ré, tração dianteira
Relações das marchas 1ª 4,048:1; 2ª 2,375:1; 3ª 1,557:1; 4ª 1,160:1; 5ª 0,851:1; 6ª 0,672:1; ré 3,194:1
Relação do diferencial 4,065:1
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, braço triangular, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
Caixa de direção Pinhão e cremalheira, eletroassistida indexada à velocidade
Relação de direção 16:1
N° de voltas entre batentes 3
Diâmetro do volante direção 375 mm
Diâmetro mínimo de curva 11,3 m 11,4 m
FREIOS
Dianteiros Disco ventilado Ø 304 mm
Traseiros Disco Ø 290 mm
Controle ABS, EBD e assistência à frenagem
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 7J x17
Pneus 205/55R17V (Michelin Primacy HP)
Estepe Temporário, 135/90R16M
CONSTRUÇÃO
Arquitetura Monobloco em aço, capô de alumínio, porta de carga e assoalho do porta-malas em compósito de fibra de vidro, subchassi dianteiro
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto 0,295
Área frontal (calculada) 2,50 m² (est) 2,57 m²
Área frontal corrigida 0,737 m² (est) 0,760 m²
DIMENSÕES
Comprimento 4.428 mm 4.597 mm
Largura sem/com espelhos 1.826/2.117
Altura 1.625 mm 1.644 mm
Entreeixos 2.785 mm 2.840 mm
Bitola dianteira/traseira 1.585/1.590 mm
CAPACIDADES E PESOS
Porta-malas 537 L 575 L/130 L c/ 3ª fileira
Tanque de combustível 57 L
Peso em ordem de marcha 1.405 kg 1.430 kg
DESEMPENHO
Velocidade máxima¹ 210 km/h
Aceleração 0-100 km/h¹ 8,4 s 8,7 s
Consumo urbano² 10,5 km/L
Consumo rodoviário² 15,4 km/L
CÁLCULOS DE CÂMBIO
V/1000 em 6ª 44 km/h
Rotação a 120 km/h em 6ª 2.700 rpm
Rotação à vel. máxima em 5ª 6.000 rpm
¹ Com gasolina premium 98 octanas RON
² Com gasolina Super Plus européia de 98 RON sem álcool

 

 

EQUIPAMENTOS
CITROËN C4 PICASSO/GRAND C4 PICASSO C4 Picasso Seduction C4 Picasso Intensive Grand C4 Picasso Seduction Grand C4 Picasso Intensive
SEGURANÇA
Acendimento automático do pisca-alerta em frenagens fortes S S S S
Ajuste elétr. retrov. ext/rebatíveis eletricamente e luz de acompanhamento de LEDs S S S S
Alarme periférico e volumétrico S S S S
Alerta de cintos dianteiros não atados S S S S
Bolsas infláveis frontais, laterais e cortina (6) S S S S
Cintos de segurança de 3 pontos para todos S S S S
Cintos de segurança dianteiros e laterais traseiros com pré-tensionador S S S S
Controle de cruzeiro e limitador de velocidade S S S S
Controle de estabilidade e de tração S S S S
Detectores de obstáculos traseiros com indicaçaõ gráfica e sonora S S S S
Detectores de obstáculos traseiros com indicação gráfica, sonora e câmera de ré S S S S
Faróis bixenônio com acendimento automático S S
Faróis de neblina com função curva (exceto com faróis de xenônio S S S S
Fixação Isofix nos 3 bancos da fileira do meio S S S S
Freio de estacionamento elétrico automático com ajuda de arrancada em aclive S S S S
Limpador de pára-brisa com sensor de chuva e indexado à velocidade S S S S
Park Assist 360º:                                               Park Assist sistema de baliza automático         Visão 360º (veículo visto de cima e arredores)   Smart Move: monitor de ponto cego                   Retrovisores externos indexados à marcha à ré Detector obstáculos D/T c/ indic.gráf. e sonora O O
Trava para crianças nas portas traseiras S S S S
Vidros traseiros com bloqueio para crianças S S S S
CONFORTO
Abertura/fechamento elétrico da porta de carga O O
Ar-condicionado autom. bi-zona e ajuste fluxo nas saídas para a segunda fileira S S S S
Lanterna portátil guardada no porta-malas S S
Pack Crianças:                                                   Cortinas nas janelas da segunda fileira               Bancos da 2ª fileira c/ ajuste longitudinal             Espelho convexo adic. para vigilância crianças. S S S S
Pára-brisa Zenith c/ prote. térmica e pára-sóis S S S S
Porta-objetos entre os bancos removível S S S S
Tela tátil de 7″ do comput. bordo e climatização S S S S
Teto panorâmico c/proteç. térmica e cortina elétr. O O
Vidros com acion. elétr. 1-toque e antiesmagam. S S S S
SISTEMA DE ÁUDIO E MULTIMÍDIA
Bluetooth p/ telef. e MP3 p/ o rádio (conf. celular) S S S S
Central multimídia c/ tela tátil 7″, MP3, comandos no volante, USB, HD interno e 6 alto-falantes S S S S
GPS c/ mapa do Brasil e tela tátil colorida 7″ O S O S
Pack Multimídia plug’n’play p/ pass. da 2ª fileira:     Central Multimídia c/entradas de som e vídeo         Duas telas LCD integr. apoios cabeça bcos 1ª fila   Dois fones estéreo sem fio recarregáveis O
Painel instr. central tela color. HD 12″ personaliz. S O
Painel instr. central tela LCD preto e branco. S S
BANCOS E REVESTIMENTOS
Banc. de couro e tecido Finn + Pack Banc. Relax     Cinco apoios de cabeça super-comforro                 Bancos dianteiros com massageador                       Banco passag. c/ apoio de perna escamoteável     Luzes leitura nas mesas tipo avião da 2ª fileira       Retrovisores ext. c/ memória e indexados à ré O O
Bancos de tecido “Ondalice” pretos S S S S
Bancos dianteiros com regulagem de altura S S S S
Bancos tras. indiv, escamoteáveis, 2 bancos na 3ª fileira S S
Bancos tras. indiv, reclináveis, dobráveis e com regulagem longtudinal, 3 bancos na 2ª fileira S S S S
Descansa-braços dianteiros reguláveis S S S S
Iluminação de ambiente LED no console central e nos pés dos passageiros dianteiros S
Mesinhas “avião” e porta-revistas nos encostos do bancos dianteiros S S S S
Porta-objetos sob os bancos dianteiros (exceto com Pack Relax) S S
Volante revest. couro c/ 2 grupos de comando S S
Volante revest. couro c/ 4 grupos de comando S S
ESTILO E ACABAMENTO
Barras longitudinais de teto em alum. escovado S S
Frisos laterais em alumínio escovado S
Luzes diurnas de LEDs S S S S
Pack LED 3D                                                       Lanterna traseiras de LED com efeito 3D               Indicadores de direção diant. a LEDs                     Vidros laterais traseiros e traseiro escurecidos S S

 



  • Rodrigo Mendes

    O Bob, já que o assunto é levar muita gente. Algum plano de testar o Mercedes Vito? Acho essas Citroën muito bacanas. Agora com o motor novo ficou show!!!

  • Lemming®

    Algum motivo para não usarem o mesmo motor “frex” do 2008?
    Não que seja a favor do álcool mas do jeito que anda o rabo de galo seria bom ele agüentar a mistura…
    Ansioso pelo “no uso”…hehe
    E sem o saco de lixo nos vidros dianteiros…parabéns à CITROËN…

    • Gustavo73

      Também não sei. O motor é feito na Europa. E ainda teria um IPI menor.

  • Totiy Coutinho

    Uma dúvida mercadológica, estaria o consumidor com 120 mil dinheiros disponíveis na carteira, disposto a abrir mão do status que outras marcas proporcionam pelo mesmo preço (ou um pouco a mais) de um Picasso ?

    • Se considerar que o Corolla chega a custar 100 mil, e dá menos status que esse aí, eu acredito que não seria mico não.

      Eu, por exemplo, iria preferir um desses (5lugares, 110 mil) a um Corolla.

      • Totiy Coutinho

        Em tempos de “crise” é sempre bom consultar o revendedor em vez da pesquisa pela internet
        Em São Paulo existem ofertas de Mercedes C180 por 110 mil, aqui no meu bairro (Mooca) todos compram carros para mostrar para o vizinho, menos eu, por isso sou o alvo da chacota e gozação .
        Não acredito que a Citroën tenha mais prestigio do que a estrela alemã em nosso mercado

        • É que a Móca é gurmê demais, meu!!
          Brincadeiras à parte, quem compra carro para se exibir é trouxa. Um Mercedes desse, vai ser pesado nos custos de manutenção/seguro/desvalorização.
          Não acho que quem compra carro tem que se preocupar muito com isso (afinal, tenho um Peugeot, rsrsrs), mas carros básicos de marcas premium são “pelados” e tem custos “completos”

          • Totiy Coutinho

            Isso dos custos completos é verdade, há tesouros escondidos nas ruas e garagens do bairro porque os donos não agüentaram o custo. Já localizei um BMW 750i V-12, Xsara, um Alfa 145 1,8 boxer, vários 164 com boa lata e mecânica avariada e duas Caravelle da VW, um Saab 9000, este último sumiu de um estacionamento. Nos desmanches da Cursino já vi aquele Golf VR6 e um Peugeot 804. Se tivesse esses 120 mil na certa compraria e ressuscitaria essa frota toda, o valor médio desses carros é 15 mil

          • Domingos

            Isso aí. Tem que comprar porque quer, não para aparecer. E ter responsabilidade de comprar o que dá.

    • Mr. Car

      Eu estaria. Analisaria conteúdo, custo/benefício…Se a C4 se mostrasse melhor neste aspecto, não deixaria de comprar para ficar com um concorrente de outra marca, ainda que esta fosse vista pelo mercado como uma marca de maior status. Comprar carro “para o vizinho” sai sempre mais caro, talvez não pelo preço em si, mas pela pessoa estar violentando seu próprio gosto pessoal, sua própria preferência, o prazer de ter aquilo que realmente gostaria.

      • OlCal

        Concordo… Eu mesmo entrei no A3 de entrada e saí do carro rapidamente. Achei o carro lindo por fora (quem dera os VW fossem bonitos daquela maneira). Mas um carro de 100.000 que nem ar digital tinha… Achei que era só ostentação… ainda tinha o seguro que era mais caro, revisões…
        O C4 eu achei muito bonito, mas só andando para ver se vale os 110.000.

      • Domingos

        Exatamente. Depois passa a moda e lá está o cara trocando o carro com menos de 3 anos, pois não agrada nem a ele e nem ao vizinho.

        Pura besteira isso aí.

    • Gustavo73

      É só o consumidor olhar a lista de equipamentos do C4 e depois dos outros que dão “mais status”. Qualquer altinho vai cobrar mais e oferecer menos. Os concorrentes diretos minivans das fabricantes premium custam bem mais. Eu seria um que faria isso sem problemas. Na mesma faixa de preço só a Golf Variant estaria na lista.

  • Domingos

    O que eu vi uma Scénic III fazer curva era de impressionar. Melhor que muito sedan nacional.

    Se essa for melhor, deve chegar a empolgar. E são realmente os veículos mais práticos possíveis a uma família.

    Gostei do detalhe da versão 7 lugares ter abertura/recorte quase quadrada do porta-malas, permitido pelas lanternas na tampa.

    PS: No final está 130 litro (sem o plural).

    • Marcos Zanetti

      Rapaz, a Scénic é um carrão! Pena que saiu de linha por aqui

      • Domingos

        Sim, de fato foi uma perda. E a Renault que bobeou ao estrear o segmento no Brasil, ter sucesso mesmo sendo marca então nova, e depois não manter o carro vendendo e atualizado.

        Os modelos II e III continuariam a fazer sucesso por aqui, mas aí o problema é que não quiseram nacionalizar essa plataforma/mecânica – pelo mesmo motivo o Clio é o mesmo já há 15 anos!

        • Gustavo73

          Quinze nada, mais de 20.

          • Domingos

            Em 1995 ainda era o Clio I, completamente diferente do II que temos até hoje.

            Mas já está se encaminhando para os 20 mesmo…

  • Lorenzo Frigerio

    Caramba, esse caixote de 1400 kg chega a 210 km/h? Será que está certo isso?

    • Renato Mendes Afonso

      Não achei tão pesado, é praticamente o peso de um Chevrolet Cruze, que com 21 cv a menos atinge 204 km/h (dados do fabricante). Com um coeficiente de arrasto razoável não tem o porque não alcançar os 210 km/h.

  • Fat Jack

    Alguns fatores sempre me causavam desinteresse nesse carro: Esteticamente a geração anterior nunca me agradou (principalmente os primeiros modelos), não sou fã de painéis centrais e nem conseguia ver nele um grande custo/benefício.
    Isso não me impede de reconhecer que o carro nesta nova versão tem muitos atributos, entre eles a mecânica que consegue aliar valores muito bons de potência e torque e ao mesmo tempo valores interessantes de consumo (principalmente comparados aos 2.0 16v que costumeiramente equipam seus concorrentes), a operação do câmbio através de borboletas também merece elogios pois acho um equívoco pensar que são úteis somente em veículos esportivos. Gostei também do perfil lateral de ambas as versões (belas e diferentes como bem citado pelo Bob) – apesar de preferir a solução da versão “Grand” mas não há meios de esta “moda” da iluminação em 2 níveis verticais me agradar (e se considerarmos os faróis de neblina termos 3 níveis), nem do Picasso, nem da Toro nem outros que eu andei vendo na net, não agrada e pronto; por falar em soluções excelentes: a opção da remoção do console (olá fabricantes nacionais: rápido, fácil e prático sem ser exageradamente custoso!), acho também muito interessante o painel “configurável” desde que opções mínimas de monitoramento estejam disponíveis.
    Gostei bastante da avaliação, e já estou no aguardo do “no uso” e gostaria de deixar 2 perguntas ao Bob:
    – Como é feito o acesso a 3.a fileira de bancos da versão “Grand”?
    – Na foto “Bob atrás do Bob” fiquei com a impressão de que a diferença de altura entre o banco e o assoalho não é muito grande, fazendo com que os joelhos fiquem numa posição um pouco elevada, procede?
    Obrigado!

  • Mineirim

    Sempre gostei dessa minivan. Agora parece que melhorou ainda mais. Seria minha primeira opção, caso eu precisasse desse tipo de carro.

  • Mr. Car

    Aguardando o “No Uso” para comentar, he, he!
    Abraço.

  • guest

    Só para confirmar, fabricados na França, correto?
    Considerando o real desvalorizado, imposto de importação de 35% e o que “entregam” outros carros na mesma faixa de preço, parece-me um bom custo x benefício.

    • TDA

      Também fiquei com essa dúvida, não que vá fazer diferença se é francês, argentino ou nacional, mas só por curiosidade.

      • Piero Lourenço

        Faz diferença sim… qualquer carro feito fora do Brasil é melhor em construção e acabamento… quando “nacionalizam” acabam com o carro.. ex. Golf, Tucson, Fiesta e por ai vai..

  • Wagner Bonfim

    Esse artigo foi retomado? Havia lido uma parte dele e depois não mais o encontrei. E agora está completo.

    Essa solução do descansa-braço-porta-objetos removível bem que poderia ser a adotada naqueles com câmbio manual, onde são verdadeiros incômodos. Exemplo: o Focus recém testado no Ae …

  • Juvenal Jorge

    Genial !!!!!
    Parece uma pequena nave espacial, gosto muito disso tudo.
    Me chame para andar Bob, esse eu quero ver de perto.

    • OlCal

      Também achei que parece um painel de nave !!! Lindo mesmo.

  • André Stutz Soares

    Como regra geral, os carros da Citroën são lindos, e de uma praticidade incrível.

    Falando em carros de 7 lugares, tenho um OFF-TOPIC: alguém saberia me explicar por que motivo um carro mais antigo tem intervalo de troca de óleo e revisões mais espaçado que outro mais moderno?

    Deixo o caso concreto para explicar minha pergunta: na família temos um Zafira Elite ano 2005, de motorização 2.0 8V “flex” e automático, belo carro que nos serviu bastante tempo, com 145.000km. O intervalo de revisão e troca de lubrificante do motor é 15.000km ou 1 ano em uso normal, que é nosso caso, em sua maioria viagens em rodovia.

    Por que carros mais modernos – inclusive Zafira 2009-2012 – com melhores processos de fabricação e melhores lubrificantes tem que trocar a cada 10.000km ou 6 meses?

    • Eu sei que na linha 2010 a GM atualizou o Família II para diminuir atrito e passou a adotar um lubrificante diferente, talvez isso tenha alguma relação

    • Davi Reis

      Eu tenho muitas hipóteses, mas nada de definitivo. Fiat e VW seguiam o padrão das revisões a cada 15.000/1 ano não faz muito tempo, mas diminuíram o intervalo. No caso da Fiat, não consigo me recordar de algum motivo (agora é um 1 ano ou 10.000), mas a VW teve problemas com o óleo dos EA-111 na época e acredito que isso tenha pesado fortemente na decisão de diminuir pros atuais 6 meses ou 10.000. Hoje eles alegam que é uma prevenção, uma maneira de tentar contaminar menos o óleo. Voltando mais um pouco no tempo, o Marea tinha os intervalos de troca muito espaçados, coisa na casa dos 20.000 se não me engano, o que parece ter dado muita dor de cabeça para a Fiat. Já ouvi dizer que o prazo era errado, pois traduziram o manual errado, mas não tenho certeza. Voltando mais ainda no tempo, VW e GM seguiam o padrão de 7.500 ou 6 meses no início dos anos 90, pelo menos nos carros que eu vi. Parece até que é coisa de época, uma hora aumenta, depois diminui de novo e assim sucessivamente. Não sei de problemas em carros que trocam a cada 15.000, mas 10.000/1 ano me parece um prazo razoável, mais adequado ao uso do motorista brasileiro. Para o meu carro é exigida a troca a cada 10.000 ou 6 meses, mas ele ainda vai completar 5 meses e já vai pra revisão dos 10.000 na próxima semana, então (risos)…

      • RoadV8Runner

        Na Fiat, houve diversos casos de formação de borra de óleo no motor Fire 1-litro 16V com motores pouco rodados. Lembro que na época, segundo o fabricante, a causa dessa gororoba era combustível adulterado, pois em testes esse problema nunca havia ocorrido. Provavelmente as fábricas em geral reduziram prazos de troca de óleo por precaução, visto que é relativamente fácil colocar no tanque uma mistura indigesta, que fará de tudo (errado…) no motor. Isso é mais fácil do que pressionar os órgãos (in)competentes a fiscalizar melhor a qualidade de nossos combustíveis…
        No meu Focus Mk 1, 1,8-litro, o manual recomenda trocas a cada 20 mil km ou 1 ano. Eu troco a cada 10 mil km ou 9 a 10 meses, o que ocorrer primeiro, pois vira e mexe exijo bastante do motor. Em 6 anos com o carro e pouco mais de 60 mil km rodados só comigo, o motor continua em boa forma, com seus mais de 130 mil km rodados.

        • Davi Reis

          Sim, a Fiat sofreu muito com borra no motor, mas foi bem antes de diminuírem o intervalo das revisões. Inclusive, conheço uma pessoa que teve problemas com borra com o carro pouco rodado e todas as trocas feitas em dia. O carro era um Palio 8V 1 litro. O mesmo aconteceu com o Palio do teste dos 60.000 da Quatro Rodas na época, e a Fiat julgou que a culpa era do combustível (se fosse isso, porém, outros carros teriam problemas na mão da revista). Também era um Palio 8V.

          • Ricardo

            Ocorre que o manual à época preconizava que se o uso fosse em condições severas, como o trânsito em grandes cidades, deveria ser feita uma troca de óleo e filtro a cada 7500km, fora as revisões a cada 15000km. Era a solução perfeita. Agora querem empurrar revisões a cada 6 meses. Isso é ridículo. Bastaria uma troca de óleo e filtro, que tem um custo muito inferior em relação a uma revisão. Nessa brincadeira economizei mais de 3000 reais ao não fazer as revisões de meu focus. Pelo manual eu deveria ter feito 6 revisões ao longo desses 36 meses de uso. Não dá, meu carro tem só 25000km. Fiz a primeira e só faço troca de óleo e filtros anuais desde então.

      • Marco

        Outro dia levei meu carro para fazer revisão. É um Ford 2014, que estabelece plano de revisão a cada 6 meses. Para os modelos 2015, a revisão é anual. No entanto, para os 2015, o valor das revisões é quase o dobro.

        Ou seja, não mudou quase nada.

        E quanto ao óleo, especificam 10.000km ou 1 ano, o que ocorrer primeiro. Aí, você tem um carro cuja garantia prevê revisões a cada seis meses, e o leva para revisão por tempo, sem ter rodado 10.000km. Ainda assim, dizem ser necessária a troca de óleo!?!

        • Davi Reis

          A Ford fez uma baita bagunça com as suas revisões agora. A primeira é com 6 meses, a segunda é com 1 ano, e depois são todas a cada um ano. Mas como estão caras, muito caras. Uma das revisões do Ka supera os 900 reais, e não é a única com valor alto assim.

          O óleo costuma ter um tempo de “validade”, não é bom deixar mais de um ano, mas Ford e VW reduzem esse período pela metade, sem dar muitos detalhes. No caso da primeira troca, acho até uma boa ideia a troca um pouco antecipada, já que o motor ainda novo pode consumir mais óleo, mas isso afasta muitos clientes sim.

          Pessoalmente, não me incomoda, desde que as paradas tenham um preço justo. Mas como eu disse antes, eu rodo bastante, então com qualquer carro eu teria que fazer a troca com pouco tempo. É o tipo de coisa que convém analisar antes da compra, e inclusive ajudou a balizar a minha escolha. O 208 e Fiesta, outros dois candidatos possíveis de compra no meu caso, foram eliminados justamente pela diferença muito grande nas manutenções (diferença de cerca de 600 reais no pior dos casos).

          • Domingos

            O pessoal quer ganhar de mais, acaba se dando mal. Revisão sempre já teve um extra-preço em comparação ao que você faria por conta própria.

            Até aí, ok. Nota fiscal, garantia, serviço direto com os procedimentos e materiais da fabricante, carimbo no manual etc.

            Agora, 600 reais por troca de óleo e filtros num Ka é simples: vão perder todos os clientes, inclusive vão perder também os clientes de maior renda que eles miram.

            E digo mais: isso aí é para o pessoal abandonar a garantia, muito importante com as besteiras que estão fazendo ultimamente – compensa mais não ter que pagar um reparo ou substituição do que ganhar nas revisões.

  • Rodrigo
    Sim, o teste do Vito está na nossa pauta.

  • Mr. Car

    Suponho que seja apenas para você gastar mais dinheiro. Eu não consigo engolir esta necessidade de revisões semestrais em carros modernos. Já deixei de comprar um Fiesta Rocam muito por causa disto, mas se eu quiser mesmo um up! TSI, acho que vou ter que engolir, he, he!

    • OlCal

      Acho que essa é uma resposta que esse site poderia dar com mais precisão do que leio pela rede…
      Mas ao comprar o Golf li alguma coisa sobre motores turbo em geral, e sempre recomendam trocar o óleo a cada 5 mil km ou menos. No caso da VW é a cada seis meses ou 10mil km.
      Não seria esses 10 mil km um intervalo muito grande no caso de motores turbo?

      • Mr. Car

        No caso específico dos turbo não sei, mas ocorre que este prazo ridículo de seis meses é para toda a linha, não só os TSI.

      • André Stutz Soares

        Pois é… seria bem interessante se um deles respondesse, ou mesmo se houvesse um artigo a respeito; gosto muito das respostas técnicas embasadas que encontro por aqui.

  • Gustavo73

    Muito curioso com teste no uso. Principalmente para ver as diferenças ou não na dirigibilidade entre as duas versões de 5 e 7 lugares.

  • Marcos Zanetti

    Belo carro! E por falar em francês a Renault poderia reviver por aqui a Scénic, esse foi um dos melhores carros que já tive. Aliás dizem que ela a retirou de circulação por conta do Nissan Livina, o que me parece um erro, mas enfim…

    • Tenho saudades da minha velha Scénic. O carro é magnífico, não é à toa que a chamam de “le professeur”.

  • Davi Reis

    Não consigo achar ela exatamente bonita, mas é um carro decididamente elegante, prático e agradável, como anda sendo todo Citroën recentemente. Pode ser um pouco cara, mas para uma família que busca um carro verdadeiramente versátil, dá uma bela surra nos SUV’s, que agora tentam ser carros familiares.

    Bob, notei de cara os vidros escurecidos, mas só na traseira. Para quem faz questão deles, está do jeito que sempre deveria ser aqui no Brasil: visibilidade perfeita para o motorista mas alguma sombra e conforto (para quem gosta) para os passageiros.

  • RoadV8Runner

    Muito interessante a Grand C4 Picasso, pois aparenta ter espaço decente para sete passageiros, tudo empacotado por uma “embalagem” compacta e de desenho agradável. Minivans não são a minha praia, mas se algum dia precisar de espaço para levar mais do que cinco pessoas a bordo, o Grand C4 Picasso é uma boa opção.
    E simplesmente louvável a iniciativa da Citroën em diferenciar os dois modelos quanto ao desenho da carroceria. Será o reinício da diversificação de desenhos dentro de um mesmo fabricante? Aliás, a Citroën é uma das poucas fábricas que tem modelos bastante diferenciados entre si.

  • TDA

    Como eu não dou a mínima para status e sim para a satisfação pessoal, então, sim, tranquilamente teria esse carro.

  • Davi Reis

    Acho que quem procura um carro assim, preocupa mais se a criançada, família, cachorro, gato, papagaio e toda a “tralha” possível vão bem acomodadas do que com “status” (se me permite dizer, acho isso uma bobagem sem tamanho).

  • Lemming®

    Mas ai vai depender de quanto quer deixar na revisão já que a marca “Premium” vai cobrar seu preço…

    • Diney

      Citroën também cobra como se fosse premium. Já estou quase saindo da marca por isso.

      • Lemming®

        Pois…acho que seria tema de uma boa matéria.
        As revisões e peças que custam a alma do proprietário…
        Ou então o…desgaste natural, é assim mesmo, faz parte do projeto…
        Vide os discos de freio da tracker por R$ 3.900,00 citados pelo colega…

    • Marco

      Não precisa ser marca premium. Minha irmã tem uma Tracker. O carro tem quase 15.000km e já precisou trocar discos e pastilhas, que empenam direto. Conversei rapidamente com ela sobre o problema, mas havia me dito que, segundo o próprio funcionário da concessionária, é um defeito do carro e o disco tem um “jogo” e sempre irá empenar. A troca por um novo não resolverá o problema. Daqui a um tempo, dá um passe, outro, e depois, novos discos e pastilhas.

      O fato é que a GM diz que os freios estão fora da garantia. Sim, mas por desgaste natural, não por defeito da peça.

      Não sei se ela resolveu, ou em que pé está o problema. Só sei que outro dia estava reclamando e, mesmo depois de resolver a pendenga, irá vender e não comprar mais GM. Ela se arrependeu de ter trocado o Kia Soul.

      Enfim, tudo isso para dizer que por um jogo de discos e pastilhas, R$ 3.900,00.

      Isso aí é mais caro que freios de MINI.

      • Lemming®

        Sei que sim. GM com alguns modelos chuta o pau da barraca e arranca até a alma do proprietário nas peças e manutenção. Principalmente os importados. Estamos vendidos com estes fabricantes sem noção…

  • Jose Antonio S Almeida

    A abertura motorizada do porta malas é de série na Intensive mesmo? Tinha lido em outros sites, que era opcional, alguém saberia confirmar se é de série mesmo ou opcional?

  • Excelente carro mas o preço assusta. Iria de DS3, como compra racional.

    • Comentarista

      São carros totalmente distintos e para necessidades totalmente diferentes. Esse C4 é carro para família e o DS3 é para jovens solteiros ou casal sem filhos.

  • Jose Antonio S Almeida

    Não, fabricado em Vigo, Espanha.

  • José Antônio S Almeida
    De série na Intensive, veja na lista de equipamentos.

    • Jose Antonio S Almeida

      Pois Bob, mas em outros sites, abertura motorizada do porta-malas é opcional, agora fiquei em dúvida, é que estou de olho em uma e na concessionária que consultei e tenho mantido contato a mais completa Intensive, que está programada para eles, só tem com opcionais, teto solar panorâmico e Park Assist 360, então não sei se teria porta malas com abertura motorizada ou não. Vi em um outro site que a tampa do porta malas motorizada é opcional e tem um custo de R$ 2.800,00.
      Os faróis de xenon também são de série na Intensive, também tinha lido que era opcional.
      Aproveitando, você saberia informar, quando que as concessionárias devem estar recebendo unidades para venda?

  • Viajante das orbitais

    Muito atraente o carro. Grande mas eficiente.

  • Wagner Bonfim
    O que aconteceu foi eu ter apertado botão errado (Publicar) no WordPress em vez de Visualizar, enquanto escrevia, e a matéria acabou indo para a rede indevidamente. Por sorte só houve um comentário. Achei a idéia do porta-objetos removível incrível.

    • Lucas

      Eu também gostei. Bem bolado o porta-objetos.

  • Lucas Mendanha
  • Ilbirs

    Bob, você viu como seria uma cidade sem carros? Não estamos falando de Veneza nem outra urbe com alguma particularidade qualquer, mas sim de uma em um país com altíssimas burocracias para que se tenha um carro, fora o fato de a maioria da população não ter dinheiro para ter um e, se tiver, está dentro de uma casta que define qual a velocidade com que deve andar nas vias. Já que o Haddad falou recentemente que gostaria de uma cidade sem carros
    Fica bem patente que sonho de comunista é tornar a mobilidade da população o mais restrita possível para que essa população seja mais facilmente controlável. Em caso de totalitarismo, alguém em um carro consegue percorrer mais quilômetros por dia do que alguém em uma bicicleta e fica menos sujeito à ação de algum louco com sonho de um mundo melhor.

    Volto aqui a falar daquelas diretrizes que todos devem tomar nas eleições municipais do ano que vem e espalhar para outras pessoas:

    1) Não votar em ninguém do PT nem em quem for de outros partidos ligados ao Foro de São Paulo (PSB, PDT, PC do B, PCB, PPS, PPL);

    2) Não votar em nenhuma linha auxiliar do Foro de São Paulo (PSOL, PSTU, PCO, Rede);

    3) Prestar muita atenção a manobras políticas aparentemente de ruptura com o Foro de São Paulo. Nada é mais estranho do que Marta indo para o PMDB;

    4) PSDB é o PT que fala “por obséquio”, sendo a outra lâmina de uma estratégia das tesouras gramscista, vide Fernando Henrique defendendo Dilma;

    5) Preocupar-se com candidatos aparentemente oposicionistas de fato, mas que podem ser candidaturas “cristianizadas”, que existem propositadamente para perder, mas não sem antes dividir a base dos eleitores contrários ao PT e ao Foro, de maneira a conseguir levar pelo menos um candidato da patota ao segundo turno, na pior das hipóteses para eles, ou mesmo as duas lâminas da tesoura. Tenho cá minhas suspeitas que o Datena entrando no PP e possivelmente sendo candidato, sabendo-se que ele já elogiou o Lula, seja essa tal candidatura divisionista;

    6) Não cair nem deixar os outros caírem no conto das passeatas “espontâneas” e “apartidárias” que pedem “mais amor”, pois essas são ferramentas fora do ambiente da política partidária para promover campanha de assassinato de reputação de algum candidato que esteja à frente de algum do Foro de São Paulo e depois recebem em troca alguma contrapartida (vide o pessoal do Existe Amor em SP, que organizou passeatas contra o Russomanno, ganhando uma cadeira no Conselho da Cidade);

    7) Desconfiar totalmente de pesquisas, ainda mais se apontarem uma subida meteórica de candidato do Foro de São Paulo. Pode ser que essas pesquisas estejam na prática servindo para criar um cenário que confirme o que urnas da Smartmatic queiram dizer;

    8) É importantíssimo também o voto para vereador, uma vez que a Câmara pode bloquear projetos absurdos vindos do Executivo municipal tal qual o Congresso tem feito com projetos que agradam o Foro de São Paulo. Para vereador também são válidas as alíneas 1, 2, 3, 4 e 5.

    • Elizandro Rarvor

      Belas dicas, em resumo, eu resumo da seguinte forma, estamos ferrados, em quem votar?

      Sobre a matéria que você linkou. Lembrei de ler uma baboseira do Flávio Gomes defendendo a Coréia do Norte, achando lindo, mesmo assim, tem gente que acha engraçado este melancia vociferar contra todos que pensam diferente dele, mas recentemente anda bem light contra o Haddad, por que será?

      Esta parte do texto parece com o que o caquético prefeito paulista deseja.

      “Para os reles mortais, os limites são de 70km/h, 60 km/h e 40 km/h – para a primeira, segunda e terceira faixa, respectivamente. Os pertencentes à terceira faixa não possuem permissão para mudar de pista. ”

      Algo similar não ???

  • Piero Lourenço

    Gosto do acabamento e capricho nesses carros…

  • José Antônio,
    Não posso falar pelo outros sites e não tenho por que duvidar da informação oficial. Por isso é que faço questão de publicar a lista de equipamentos. A venda é imediata, mas sempre leva uns dias até o esquema de envio à rede de concessionárias ficar normal.

  • João Guilherme Tuhu

    Maravilhosos. Mas o preço, ó… A grande maioria está fora. Andei nesse motor THP num C4 Lounge – messieurs, merveilleux!

  • Lorenzo Frigerio

    Pelo visto o carro já veio com saco de lixo preto nos vidros de fábrica.

    • Domingos

      O europeu começou com vidros traseiros escurecidos como opcional em boa parte dos carros e de série em outros tantos e era uma idéia muito legal.

      Aí começou a multiculturalização – vulgo ouvir culturas que não sabem bulhufas de automóvel e atender seus desejos por rodas gigantescas e vidros completamente escurecidos – e acabou nesse exagero.

      O carro tem quase um G5 de série e provável que essa seja a tendência do vidro escurecido de fábrica por lá.

      Boa observação essa sua. Pensei até que era filme colocado para a frota de imprensa, estranhei o Bob não comentar.

  • José Antônio,
    Diante da sua insistência, achei melhor conferir a informação oficial e realmente é opcional. Ocorre que a Citroën costuma mandar ficha técnica e lista de equipamentos em arquivo PDF, ineditável, tendo nós mesmos que compilar a lista em Excel para poder ser aplicada ao texto. No momento de assinalar no campo respectivo escrevi S em vez de O, foi isso. Já está corrigido na lista publicada. Desculpe o erro.

    • Jose Antonio S Almeida

      Que é isso, amigo, não tem do que desculpar, só queria era conferir mesmo.
      Agora e quanto a chegada nas concessionárias, tem alguma data prevista?

    • Gustavo73

      Infelizmente as fabricantes têm cometido muito esse tipo de erro. No lançamento fica difícil saber com certeza o que é de série ou opcional.

  • Lorenzo,
    Sim, nas versões Intensive, mas como deve ser, o motorista tem visibilidade assegurada.

  • Thales Sobral

    Citroën sempre com soluções “fora da caixa”. Gostei do extensor no banco do passageiro, e o encosto de braço removível.

  • FFS

    Eu sou fissurado neste tipo de carro…. Ainda mais com um conjunto mecânico destes.

  • TDA

    Acho que na PSA nem tanto, principalmente nessa faixa de mercado. Mas nas demais marcas tem toda razão, estão “capando” os carros, uma pena.

  • Jose Antonio S Almeida

    Alguém sabe, quando estarão chegando às concessionárias, unidades do C4P, para venda? Cada um diz uma coisa, mas sempre na especulação, ninguém sabe com precisão, quando começarão as vendas.

  • Jenner J Cruz

    Comprei meu primeiro Grand Picasso em 2008, comprei de novo em 2011 e estou esperando a segunda geração desde 2013… Dizem na concessionária que só chega em 2016.

    • Jose Antonio S Almeida

      Tenho em vários sites que as vendas começam em novembro.

    • Elizandro Rarvor

      Já vi em exposição já em dois modelos de 5 lugares, um mais básico e outro bem completo até com estacionamento automático.

      • Jose Antonio S Almeida

        E sobre o início das vendas, alguma notícia?

  • Rochaid Rocha

    Como sempre vai ter alguém…. Eu acho esse carro simplesmente “horrível”.

    • braulio

      Concordo. Mas pelo menos é um horrível que se reconhece de longe, e que, a despeito do painel ser feito para ser lido pelo ocupante central do banco traseiro, ainda resolve os problemas de locomoção da maioria das pessoas melhor que a atual moda “corpo de SUV, alma de hatch”. Só vou lamentar que a feiíssima Scénic não seja uma concorrente, nem mesmo importada. Aí ela vai ter como concorrente mais próxima a GM Spin, que é menos refinada e mais feia, o Space Fox, que talvez seja a minivan mais bonita do mercado mas que a VW insiste que é uma perua, a Idea e a Doblò, todas muito defasadas…

      • Rochaid Rocha

        Concordo. E a Spin realmente é mais feia. Idea e Doblò não ficam para trás. Retirando o lado estético, são bons meios de transporte.

  • Bruno

    “status”? Ficar com um carro menor, mais apertado, mais caro, mais beberrão, para ficar se exibindo para o vizinho? Me ajude, meu amigo…

    • Totiy Coutinho

      Não tem como, caro colega, vá até o Graal da Castello, pare tome um café e d~e uma olhada no que as famílias estão viajando, para mim estão comprando carro pelo status que este proporciona, aliás já falaram que ninguém compra carro por lógica!

      • Diney

        Mas….que carros são estes que as familias estão viajando? (Não poderei ir no Graal tomar café por ficar uns kms de casa). Acho que essa coisa de status já ta virando outro mimimi igual ao dos Suvs, que tem quem compre por isso tem, mas não acredito que seja uma grande parte.

  • enginemoderno

    Os franceses sabem fazer interior inovador como poucos.

  • Davi Reis

    Exato, um preço um pouco superior em uma concessionária é aceitável, por esses motivos que você bem citou e alguns outros mais. Ninguém quer perder a garantia do carro, ainda mais em tempos em que praticamente todas oferecem pelo menos 3 anos de cobertura, mas esses valores absurdamente altos que a Ford está praticando são um tiro no pé. Um carro dito popular, com paradas tão caras assim é uma verdadeira incongruência. Será que é uma tentativa de fazer o cliente abandonar a cobertura? Seria uma estratégia muito absurda, ainda mais hoje em dia, que o cliente é fidelizado mesmo pelo pós-venda.

  • pkorn

    Très Chic!!

  • Elizandro Rarvor

    Que belo automóvel, lindo, e com requintes que chamam atenção, um belo motor, levaria fácil em detrimento do Audi Q3.

    E qual seria a utilidade de se remover o console central? Apenas limpeza? Achei interessante, não visualizei se é algo realmente útil.

    Do jeito que eu tenho sorte é bem capaz de deixar o carro para lavar, retirarem o console e esquecerem de instalar novamente e alguém roubar.

  • Elizandro Rarvor

    Falam agora em novembro

  • José Antonio S Almeida
    Verifiquei há instantes com a Citroën e já há carros nas concessionárias.

    • Jose Antonio S Almeida

      Bob boa tarde, obrigado pela dica, poderia informar qual ou quais concessionárias já tem?

      • José Antonio S Almeida
        Esse tipo informação não é da alçada da área de imprensa das fabricantes. Sugiro que verifique pelo telefone.

        • Jose Antonio S Almeida

          Vou ligar para a Citroen, pois tenho mantido contato estreito com a concessionária da minha cidade (Campos dos Goytacazes/RJ) se tivesse chegado teriam me avisado.

          • Jose Antonio S Almeida

            Liguei para o 0800 da Citroën, nada ainda, só dizem que deve chegar nas concessionárias em novembro.

  • Jose Antonio S Almeida

    Continua a minha saga em descobrir alguma concessionária, que tenha recebido, alguma unidade. Alguém sabe de alguma?

  • Davi Reis

    De certa maneira, as paradas a cada 6 meses alternam a revisão completa com apenas o serviço de troca de óleo. Não sei no caso da Ford, mas é assim na VW. Meu carro, por exemplo, foi para a primeira “revisão” há uma semana, que o próprio manual chama de “serviço de troca de óleo”. O próprio livreto de manutenção explica passo a passo o que é realizado nesse caso e também no que chama de “manutenção preventiva”, essa com 1 ano. Apenas trocaram o óleo, filtro e filtro de combustível. Aproveitaram a parada do carro para verificarem todo o carro, reapertaram a suspensão a meu pedido, ajustaram um pouco o freio de mão e passaram o escãner no carro. Além disso, apenas o rodízio/alinhamento/balanceamento, já que o carro está com 10.600 km rodados.

  • Davi Reis

    Parece que não, o motor do Golf TSI desmontado pela Quatro Rodas estava em perfeito estado, a não ser por um problema ocasionado por um serviço porco em uma das concessionárias (tudo indica que foi colocado menos óleo que o necessário).

  • Afonso Tesch Moussaoni

    Aqui em Porto Alegre já me ligaram de duas lojas, previsão para test-drive só em dezembro…

    • Jose Antonio S Almeida

      Na concessionária da marca minha cidade dizem que chega agora na segunda quinzena de novembro, vamos ver se é verdade.

      • Afonso Tesch Moussaoni

        A Mônaco disse que até Dezembro chega. Segundo a vendedora, dois clientes compraram sem nem ver o carro.

        • Jose Antonio S Almeida

          Devem ser pessoas que conheceram o carro em viagem à Europa.

  • Afonso Tesch Moussaoni

    Acho esse carro fantástico pela originalidade e pelo capricho da Citroën no projeto, principalmente do interior (très chic, como francês sabe fazer). Assim como a geração anterior, possui uma infinidade de idéias geniais que mimam os passageiros e facilitam a vida. Carro de mãe (da minha, no caso), mas que é bom de chão e agora ainda vem com o THP!

  • Alex N, entretanto, mesmo achando-a feia (ao contrário do que acho do Etios) ‘é ótima de andar, é agradável internamente, o motor 1,8 não ;e lá essas coisas com apenas 106/108 cv, mas anda o suficiente para o tipo de carro. Tenho essa impressão ao andar nas Spin táxi.