Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Erros e acertos – Autoentusiastas

 

Enfim, boas notícias chegam de Brasília. Se não nas áreas política e econômica, pelo menos o otimismo vem de algumas regulamentações que afetam 60 milhões de brasileiros habilitados a dirigir os 40 milhões de veículos (sem incluir motos) que formam a frota real circulante, excluídos os sucateados.

Sempre é bom reconhecer quando o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e seu órgão executivo máximo, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), acertam em decisões, mesmo quando significa voltar atrás em regulamentações polêmicas ou em desacordo ao bom senso. Verdade que há muitas pressões políticas e de fundo econômico de setores, no ganha-e-perde com as Resoluções que têm força de lei, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Depois da decisão que tornou o extintor de incêndio facultativo em automóveis e comerciais leves, no mês passado, finalmente revogou a exigência de que todos os veículos viessem de fábrica com rastreador e bloqueador contra furtos e roubos. Já se sabia dos problemas técnicos e também do aumento de custos a onerar compradores em cidades pequenas e médias. No caso de caminhões, cada interessado achou soluções próprias. Também merece aplauso a criação do Registro Nacional de Veículos em Estoque que diminuiu custos na comercialização de veículos usados.

Uma sugestão ao Contran é regulamentar o chamado espelhamento dos celulares em telas multimídias. Alguns fabricantes de veículos, por falta de clareza na lei, inibem a reprodução de imagens de aplicativos (Waze, Google Maps e outros) muito úteis no traçado de rotas menos congestionadas em tempo real. Se se permite fixar um telefone no painel ou para-brisa com as mesmas informações, por que não numa tela mais nítida e segura de operar no painel dos veículos? Afinal, não se trata de imagens de filmes ou de TV, mas de mapas.

Algumas iniciativas do Congresso Nacional, porém, são desastrosas. Uma decisão puramente demagógica alterou o CTB e tornou falta gravíssima a multa por circular em qualquer faixa de ônibus. Antes havia uma graduação de multas — semelhante à velocidade em excesso — entre corredor (em geral do lado esquerdo e com estações de embarque) e faixas à direita. Não tem sentido igualar os dois tipos de infração. Faixas precisam ser interrompidas antes e depois de vias transversais, além do tráfego de entrada e saída de lojas, garagens e estacionamentos que deixam a “infração” ao arbítrio de quem multa, fora os casos controversos.

Entre os projetos que tramitam no Legislativo Federal está a de obrigatoriedade do uso de farol baixo em estradas durante o dia. Em países de alta incidência solar como o Brasil isso não tem sentido, sem considerar que farol de uso diurno precisa ser específico e deixar desligadas lanternas traseiras e dianteiras. Especialistas dos EUA estudaram o assunto e, apesar de 250 milhões de veículos que circulam por lá, descartaram essa medida.

O Contran poderia tornar obrigatório a DRL (luzes de uso diurno, em inglês), como se vê em vários modelos. Gastam pouca energia, sinalizam bem melhor e aumentam a segurança em estrada e cidade. Aceitas sem restrições em todos os países.

 

RODA VIVA

 

DURANTE o recente Fórum Direções, organizado pela Quatro Rodas, o ex-presidente da Audi no Brasil e atual presidente da Gol, Paulo Kakinoff, relembrou a frase famosa: “Reconheço duas coisas sobre a crise: não sei quando ela acabará, mas sei que acabará”. Compradores potenciais de carros novos, porém, continuam ansiosos: quando vão parar de adiar seus planos?

TERCEIRO trimestre de 2016 parece a resposta com mais adeptos entre os analistas. Supondo que este ano as vendas totais (veículos leves e pesados) alcancem 2,5 milhões de unidades, elas só voltariam a crescer — e lentamente — daqui a um ano. Para alcançar o patamar mágico de 4 milhões de veículos/ano (em 2012 foram 3,8 milhões) só em 2022. Uma década perdida!

NOVA arquitetura (maior por dentro, menor por fora), estilo menos amarrado ao padrão francês e itens sofisticados marcam os novos C4 Picasso e Grand C4 Picasso (7 lugares). Impostos altos e real desvalorizado puxaram os preços: R$ 111.900/117.900 e R$ 120.900/127.900, respectivamente, fora opcionais. Ousadia positiva é diferenciar o desenho das duas versões.

PROVA da virada da Volvo é o XC90. Além de imponente (4,95 m de comprimento), leva até 7 passageiros sem sacrificar demais os da terceira fileira. Motor 2 litros/320 cv usa turbo e compressor, mas sua sonoridade deixa a desejar, sem deixar de lidar bem com as duas toneladas de peso em ordem de marcha. Tela multimídia tátil vertical de 9″ é um dos pontos altos.

YON MOTOR é um rastreador de fácil instalação (menor e mais leve) que acaba de chegar ao mercado e adaptável a qualquer tipo de veículo por ser à prova d’água. Aplicativo gratuito para telefone inteligente permite, por exemplo, os pais monitorar a distância forma como os filhos guiam. Custa R$ 960,00, mais plano de dados (R$ 268,00/ano).

FC

Foto de abertura: vivonline.com.br
fernando@calmon.jor.br
 A coluna “Alta roda” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 



  • Lemming®

    Quem ganhou e quem perdeu no toma lá dá cá?? (Não espero mais nada com senso dos Estados Unidos da Banania Socialista (ex-Lisarb)).
    Espera quem não pode comprar porque quem pode deve comprar correndo os importados com dólar congelado e com qualidade do país de origem pois vide A3 simplificado, Golf pelo que se está vendo mais do que depenado ou dos demais que perderam “acessórios” e/ou subiram de preço.
    Rastreador caro esse hein…melhor um espertofone básico com Waze e plano básico de Internet ou algum app que o valha…

  • Otavio Marcondes

    Não concordo com a opinião quanto aos faróis acessos, nem quanto a desligar as lanternas traseiras. Quanto às DRLs seria uma melhor opção aos veículos novos com certeza, já os usados existiria necessidade de adaptação.

  • Roberto

    Esta lei que obriga o uso de farol baixo em rodovias e que não menciona o uso das luzes diurnas como alternativa, não me desceu até agora. Só este estudo feito nos EUA (e outros realizados pela União Europeia) já mostra as vantagens do DRL. Isto só mostra o tamanho da ignorância dos nossos legisladores, ainda mais considerando que a instalação das luzes diurnas pelos fabricantes de veículos já é regulamentado pelo Contran.

    • CorsarioViajante

      É patético!

  • Domingos

    Essa mudança de espírito e de dominância de uma mentalidade destrutiva/revolucionária para uma mentalidade restauradora/conservadora está dando resultados rápidos e grandes.

    O congresso e os legisladores, além dos políticos em geral, absorveram isso rapidamente e estão descendo o pau justo no mais essencial – por uma verdadeira ação divina, mesmo.

    Nesses últimos meses já foram reprovados também ensino de gênero como “teoria” nas escolas, o aborto voltou a ser mal encarado e a ter novas regulamentações que impeçam sua prática e por aí vai.

    É a bênção a uma nação que, ainda que só por um tempo, decidiu viver pelo bom espírito.

    • Fred

      Domingos,
      Você leu as recomendações, argumentações e dados do CNE e do MEC para a inserção da “teoria de gênero” no Plano Nacional de Educação? Ou está se baseando na tábua rasa e no achismo com que os pastores e vereadores têm discutido o tema? No discurso fraco de “não vão ensinar meu filho a ser gay”?
      É um retrocesso para a cidadania no Brasil o que estão fazendo. Aliás, essa legislatura tem se empenhado em nos levar para a Idade Média…

    • Claudio Abreu

      Desculpe, Domingos, mas você realmente apoia, por exemplo, a proibição do aborto em caso de estupro? Só porque foi Deus que quis assim?
      E, por favor, deixemos Deus em paz: ação divina? Temos o pior congresso de todos os tempos (bancadas fundamentalistas, armamentistas, machistas). Acha mesmo que estamos melhorando?

  • BlueGopher

    A mudança da legislação dos extintores e rastreadores mostra que, finalmente, há pessoas competentes tomando decisões no Denatran/Contran.
    Que continue assim!

  • Rodrigo

    Graças a Deus…eu estava preocupado com isso Srs, acho que essa historia moderna de sermos seguidos e coisa de marginal, não devemos nada a ninguém, eles que vão atrás dos pilantras!! Concordo com o colega, parece que finalmente temos pessoas decentes no Denatran.

  • Henrique Luís

    Acredito que deveria ser regulamentado e obrigatório todo veículo ter pontos de ancoragem na frente e atrás, considerando nossa estradas ruim, ruas sujeitas a inundação, em inúmeras vezes se faz necessário rebocar o veículo de maneira rápida, desde acidentes, alagamento, atoladas, etc. Gostaria de saber a opinião do autor.