É muito freqüente estar dirigindo carros e motos que eu não possa comprar. Também é comum que eu dirija carros e motos que eu jamais compraria, mesmo se pudesse. O veículo alvo dessa consideração, o Volkswagen Amarok, preenche as duas características: R$ 155.770 (quase 8 mil de opcionais) é um numero grande demais para meu bolso e, sinceramente, não quero e não preciso de uma picapona 4×4 casca grossa para meu ordinário (no duplo sentido da palavra…) vai-e-vem paulistano. Seria um contra-senso, como ir à padaria de smoking ou a um casamento de sunga.

 

Apesar de não ter sofrido nenhuma atualização significativa no âmbito estético desde o lançamento, em 2010, as linhas continuas atuais.  VW AMAROK: CAÇAMBA CHEIA E PÉ NA AREIA P1130892

Apesar de não ter sofrido nenhuma atualização significativa no âmbito estético desde o lançamento, em 2010, as linhas continuas atuais.

Mas smoking e sunga podem ser úteis de vez em quando, assim como só de vez em quando surge a oportunidade de rodar mais de 3 mil quilômetros em uma semana, centenas deles em estrada “de chão”, terra e areião. Foi por isso que uma Volkswagen Amarok em versão Dark Label, uma série especial feita a partir de uma Trendline caprichada, “apareceu” na garagem de casa. Perfeita para meu raide ao Mato Grosso, uma semana de férias para chegar e voltar ao coração do Brasil, mais exatamente à uma fazenda na margem do rio das Mortes, lugar onde moram poucos humanos, e menos ainda vão visitar.

 

A versão Dark Label se diferencia das Amarok Trendline por detalhes em preto fosco e os vidros traseiros escurecidos, além de outros detalhes.  VW AMAROK: CAÇAMBA CHEIA E PÉ NA AREIA P1130899

A versão Dark Label se diferencia das Amarok Trendline por detalhes em preto fosco e os vidros traseiros escurecidos, além de outros detalhes

Seria a grande chance de colocar à prova os talentos deste Volkswagen de briga, que apesar de luxos, não faz cara feia para serviço pesado. Nascida para enfrentar modelos consagrados e conhecidos como Toyota Hilux, Ford Ranger, Mitsubishi L200 ou Chevrolet S10, esta primeira picape da marca alemã não poderia decepcionar, e assim a VW a recheou de qualidades e tecnologias. Sabendo que desde seu lançamento até agora pouca coisa mudou nela, minha avaliação não iria usar o mesmo tom que as ótimas publicadas no Ae anteriormente, assinadas por Bob, Arnaldo e PK, mais técnicas, formais, focadas no carro. Meu plano era trazer uma visão do veículo em um uso prático mais extremo, tanto por conta da grande quilometragem como pela variedade do percurso. E principalmente por ser lá, na região Centro-Oeste do Brasil, de fazendas gigantescas, um dos grandes mercados deste tipo de veículo.

 

Tampa traseira com chave, cobertura e forração na caçamba e santo antonio fazem parte do "pacote" Dark Label.  VW AMAROK: CAÇAMBA CHEIA E PÉ NA AREIA P1130904

Tampa traseira com chave, cobertura e forração na caçamba e “santantônio” fazem parte do “pacote” Dark Label

“Seria a grande chance…”: assim começou o parágrafo anterior, mas quis o destino que a viagem tão cuidadosamente planejada fosse cancelada à última hora por conta de sérios problemas familiares — o falecimento de um parente muito próximo — que segurou a mim e toda minha tribo triste e frustrada em São Paulo. A grande viagem fez “puf”.

 

As picapes cabine dupla tem um mercado cativo. São usadas tanto para trabalho como substitutas ao automóvel.  VW AMAROK: CAÇAMBA CHEIA E PÉ NA AREIA P1130909

As picapes cabine dupla tem um mercado cativo. São usadas tanto para trabalho como substitutas ao automóvel

Passado o mau momento, da semana disponível sobraram quatro dias. Amarok à porta, alguém disse “que tal irmos chorar na praia?” E lá fomos! Em vez de 3 mil quilômetros, 600. Em vez do caminho de sempre, o pior possível, na intenção de compensar o que perdemos não rodando até o Mato Grosso. E a rota São Paulo–Ubatuba foi feita descendo a serra do Mar pela estrada que liga Cunha, SP a Paraty, RJ que ainda tem um trecho off-road razoavelmente nojento.

 

Caçamba sem miséria, mas para carregá-la a altura complica a colocação de objetos pesados como... caixas de piso cerâmico pesando 30 kg cada!  VW AMAROK: CAÇAMBA CHEIA E PÉ NA AREIA P1130943

Caçamba sem miséria, mas para carregá-la a altura complica a colocação de objetos pesados como… caixas de piso cerâmico pesando 30 kg cada!

“Dá para levar o piso?”

Tal pergunta soou como música! Há anos caixas e mais caixas de um piso cerâmico entulhavam a garagem. Pesadas como a consciência da cinegrafista húngara, nunca houvera antes uma real chance para transportar a incômoda carga para a casa de praia. Mas agora, o tormento viraria vantagem. Avaliar a Amarok com um peso que, até onde sei, nas avaliações anteriores não havia! E a caçamba foi carregada, MESMO. Dezesseis caixas, qualquer coisa como 500 kg, se somaram às quatro almas na cabine mais as malas na fresta de caçamba restante, e tudo isso deixou a Amarok com pra lá de 800 kg de cargas e gentes, bem perto da capacidade máxima anunciada pela ficha técnica, exatos 1.053 kg.

 

Os Pirelli Scorpion ATR são menos "on road" do que as outras opções disponíveis para equipar a Amarok.   VW AMAROK: CAÇAMBA CHEIA E PÉ NA AREIA P1130911

Os Pirelli Scorpion ATR são menos “on road” do que as outras opções disponíveis para equipar a Amarok

Na tarefa de preencher a caçamba, três fatos chamaram a atenção. 1) Sim, o plano de carga é alto. Levantar peso até ele é dureza; 2) Felizmente a tampa da caçamba tem chave (como verificaria depois, não comandada pelo controle remoto) e cobertura de lona fácil de operar; 3) O estepe continua a mercê da ladroagem. Providência imediata antes de partir foi passar uma trava daquelas usadas em rodas de motos para dificultar a vida de quem ousasse surrupiar o pneu de reserva. Falando em pneus, esta versão da Amarok veio equipada com os Pirelli Scorpion ATR 245/65 R17 montados nas belas rodas de liga leve, não exatamente lameiros, mas os mais off-road que podem ser escolhidos por quem compra uma Amarok, e que oferecem um comportamento bem diferente — e adequado ao propósito de rodar fora do asfalto — dos que os 225/55 R19 da versão Highline.

 

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Carregada com tudo e todos, as jovens ocupantes do banco de trás observaram alguns aspectos considerados negativos: o encosto do banco ser muito vertical (o que é comum às picapes de cabine dupla), a vigia traseira ser um vidro único, sem possibilidade de abertura e a ausência de saídas de ar condicionado e tomada de força. Mocinhas exigentes, estas…

 

Boa conformação dos assentos dianteiro garante conforto.  VW AMAROK: CAÇAMBA CHEIA E PÉ NA AREIA P1130914

Boa conformação dos bancos dianteiros garante conforto

Já quem ocupava a primeira classe não sentiu falta de nada, com bons bancos plenamente reguláveis revestidos de Alcântara, espécie de camurça sintética muito agradável ao toque. Também não passou despercebida a presença de estribos, o que em um veículo alto pode ser útil no entra-e-sai mas, como veremos mais adiante, tem seus inconvenientes.

 

O quatro em linha de dois litros prporciona 180 cv de potência e quase 43 m.kgf de torque máximo a menos de 2 mil rpm.  VW AMAROK: CAÇAMBA CHEIA E PÉ NA AREIA P1130940

O quatro em linha de dois litros proporciona 180 cv de potência e quase 43 m·kgf de torque máximo a menos de 2 mil rpm

Estrada

O motor Diesel de quatro cilindros em linha tem 2 litros de cilindrada. Pouco, mas um par de turbinas em série o ajuda a mostrar 180 cv a 4.000 rpm e um nada desprezível torque máximo de 42,8 m·kgf a 1.750 rpm. Números, números, números… O que eles fazem? Empurram com galhardia a massa nada desprezível de cerca de 3 toneladas ajudados pelo câmbio estado-de-arte ZF 8HP, epicíclico, de oito marchas cujo comando por alavanca no centro do console (não, nada de borboletas no volante…) permite escolher entre “D”, sua versão mais esportiva “S” e trocas manuais onde a alavanca movida para a frente passa a marcha e puxada para trás, as reduz.

 

O comando do câmbio de oito marchas se dá unicamente pela alavanca.   VW AMAROK: CAÇAMBA CHEIA E PÉ NA AREIA P1130931

O comando do câmbio de oito marchas se dá unicamente pela alavanca

As Amarok não são novidade para mim, em qualquer configuração. Cabine simples, dupla, câmbio mecânico ou não. Mas pela primeira vez eu a dirigiria verdadeiramente carregada. No percurso urbano até chegar à rodovia a perda da natural vivacidade desta picape, cuja dirigibilidade é das mais próximas à de um automóvel entre todas da categoria, foi notável. Culpa disto, em parte, tem o trajeto, pleno de aclives e dos acidentes geográficos tipicamente paulistanos, má pavimentação, valetas e lombadas. Nas primeiras, em mais de uma ocasião algo na parte traseira raspou e em uma lombada mais pronunciada, o estribo foi quem fez contato com o solo. Baixa demais a Amarok, portanto? Não, indecente demais nosso piso, isso sim. E quanto à comentada perda de vivacidade, ela se evidenciou pela maior necessidade de afundar o pé no acelerador, com o conjunto todo só ganhando a esperada desenvoltura quando a rotação já passava dos 2,2 mil rpm. Ao final deste percurso citadino, cerca de 25 km, uma verificada no computador de bordo denunciou a parcimônia da Amarok mesmo nessa condição de maus tratos, 7,4 km/l de diesel, marca que considero ótima.

 

O volante tem dimensões reduzidas e boa empunhadura. De um modo geral, o acabamento é correto, mas o plásticão duro reina, o que não combina com o preço acima dos 140 mil reais.   VW AMAROK: CAÇAMBA CHEIA E PÉ NA AREIA P1130925

O volante tem dimensões reduzidas e boa empunhadura. De um modo geral, o acabamento é correto, mas o plasticão duro reina, o que não combina com o preço acima dos 140 mil reais

Os 120 km/h de lei em boa parte desta viagem quando sob os pneus havia asfalto são uma marca tranqüila de se manter, e não é preciso ficar agarrado ao volante — de agradável diâmetro e empunhadura — de maneira tensa para sentir segurança. A Amarok conta com um tranqüilizador dispositivo eletrônico estabilizante, batizado de ESC, e mesmo arrastando aquela quase tonelada na caçamba a impressão nesta velocidade é que se fosse necessário mudar de pista rapidinho, desviando de um animal qualquer por exemplo, a eventualidade de “perder o pé” seria remota.

 

A combustível, como informa a portinhola do tanque, deve ser o Diesel "do melhor", o S-10.  VW AMAROK: CAÇAMBA CHEIA E PÉ NA AREIA P1130916

A combustível, como informa a portinhola do tanque, deve ser o Diesel “do melhor”, o S-10 ou S-50

Em quatro horas a Amarok deixou o caos da cidade grande e superou duzentos cinquenta quilômetros de chão, em piso que passou do ótimo ao péssimo, e o péssimo não poderia ser melhor para o propósito: a neblina e, depois, uma chuvinha fina tornaram o que restou daquela infernal estrada que desce a Serra do Mar, do município de Cunha à litorânea Paraty, em uma enlameada pista de teste para a Amarok. Da lama e pedras do passado hoje restam apenas três ou quatro quilômetros realmente ruins que logo vão desaparecer pois a rodovia (SP-171/RJ-165) está sendo progressivamente calçada com bloquetes. Antes do descer a serra, uma conferida no computador de bordo revelou o consumo médio, 11,8 km/l, marca excelente ainda mais considerando que o combustível é mais barato que a gasolina. A Amarok se dá melhor com o diesel S-10.

 

O cárter tem uma robusta proteção, como deve ser em um carro que permite encarar estradas em péssimo estado de conservação.  VW AMAROK: CAÇAMBA CHEIA E PÉ NA AREIA P1130951

O cárter tem uma robusta proteção, como deve ser em um carro que permite encarar estradas em péssimo estado de conservação

Em um primeiro momento a descida pareceu moleza: terra compactada com pedriscos ofereciam boa aderência mesmo no molhado. Porém, logo o inferno apareceu sob forma de uma pasta escorregadia de lama acinzentada, com valas às margens das apertadas curvas. Descer para fotografar? Nem pensar. Nem mula pararia em pé ali. Nesta condição o risco seria deixar a Amarok desembestar e ir mergulhar no Atlântico, pois nem todos os deuses juntos conseguiriam conter aquela massa montanha abaixo. Passou pela cabeça esvaziar os pneus para ganhar maior área de contato e consequentemente, mais aderência, mas nada disso foi preciso pois a salvação estava na ponta do dedo, literalmente: o botãozinho que aciona o ABS off-road, dispositivo ideal para nossa situação, ali no meio do console.

 

Suspensões robustas: à frente o sistema independente com triângulos superpostos e conjunto mola helicoidal/amortecedor.  VW AMAROK: CAÇAMBA CHEIA E PÉ NA AREIA P1130813

Suspensões robustas: à frente o sistema independente com triângulos superpostos e conjunto mola helicoidal-amortecedor

Declive forte, lama e ABS são um coquetel difícil de encarar. Ou se desce travado ou a eletrônica entende que não deve deixar as rodas travarem e… babau. O controle não será mais retomado. Com a tecla acionada, pequenas travadas são permitidas fazendo com que se forme o salvador morrinho de lama na frente dos pneus, o que muda tudo. É claro que isso não autoriza descer a pirambeira como se seco estivesse pois os pneus Scorpion ATR são limitados nesta condição que exigiria autênticos lameiros, que contudo trariam mau comportamento em asfalto em a zoada ruidosa típica deles.

 

A suspensão traseira: feixes de molas e eixo rígido. Note o estepe, que infelizmente faz a alegria da bandidagem. Colocamos uma trava suplementar...  VW AMAROK: CAÇAMBA CHEIA E PÉ NA AREIA P1130824

A suspensão traseira: feixes de molas e eixo rígido. Note o estepe, que infelizmente faz a alegria da bandidagem. Colocamos uma trava suplementar…

Vencido o trecho ruim de maneira excelente, mas sem jamais superar os 15~20km/h, a Amarok reencontrou seu terreno mais favorável, o piso compactado que pouco importa se ruim ou bom, e que lhe garante a desenvoltura típica das picapes de última geração. Passado o momento tenso, a co-pilota perguntou: “E se tivéssemos de subir, Subiria?” Sim subiria, graças ao que dissemos no início, sofisticado festival de eletrônica presente que elencar aqui seria repetitivo, tendo em vista o belo texto do PK (com vídeo!) publicado meses atrás aqui mesmo, por ocasião do teste de apresentação da linha 2015 das Amarok.

 

Bom ângulo de esterço e capacidade de dobrar curvinhas apertadas: nem parece uma picapona de mais de 5 metros de comprimento.   VW AMAROK: CAÇAMBA CHEIA E PÉ NA AREIA P1130811

Bom ângulo de esterço e capacidade de dobrar curvinhas apertadas: nem parece uma picapona de mais de 5 metros de comprimento

Acabou?

Este trecho off-road tão curtinho deu água na boca e uma vez chegados ao destino a pirambeira de 700 metros que conclui o trajeto até a casa de praia (que fica na montanha…) mostrou que o controle de tração, que distribui a força de maneira inteligente em cada uma das quatro rodas, é efetivamente ótimo. Jamais uma perdazinha de aderência mesmo no concreto bem molhado e — grande! – um diâmetro mínimo de curva razoável permitindo fazer as tornantes apertadas sem muita manobra.

 

Boa de briga, a Amarok encara cidade e estrada, boa ou ruim, com ou sem carga, com competência.  VW AMAROK: CAÇAMBA CHEIA E PÉ NA AREIA P1130947

Boa de briga, a Amarok encara cidade e estrada, boa ou ruim, com ou sem carga, com competência

Descarregada a caçamba, a Amarok ganhou nota máxima pois foi difícil imaginar que veículo faria o trajeto e traria tanta carga de maneira tão excelente. Veloz e confortável como um carro, poderosa e competente como um jipão. Entendi por qual razão quem tem uma propriedade rural não pode abrir mão deste tipo de veículo. Nossa viagem ao Mato Grosso certamente nos daria mais detalhes deste admirável (para mim) mundo novo das picapes cabine dupla 4×4, mas despencar de São Paulo a Ubatuba via Cunha-Paraty já me abriu a cabeça.

 

P1130945  VW AMAROK: CAÇAMBA CHEIA E PÉ NA AREIA P1130945

Para definitivamente descobrir até onde a Amarok podia ir fui literal, seguindo até onde conseguiria ir mesmo. Embrenhado em uma estrada abandonada no meio do mato, a meia volta só foi dada quando uma árvore interrompeu a passagem . Se tivesse de passar, passaria: bastava (acho) empurrar o infeliz vegetal caído na base da ignorância, coisa que os 180 cv e os 43 m·kgf de torque do motor aliado a quatro pneus se agarrando no solo de maneira inteligente dariam conta. Ah, riscaria pára-choque, talvez o amassaria, e portanto decidi poupar o dono do carro (a Volkswagen…) desse dano.

 

P1130922  VW AMAROK: CAÇAMBA CHEIA E PÉ NA AREIA P1130922

Satisfeito da aventura, meia-volta, volver. Entendida a faceta carro, a faceta caminhão, a faceta jipe. Todas elas excepcionais. Já sabia que a VW acertara a mão em sua primeira picapona mas queria confirmar isso em 3 mil quilômetros com um raide familiar Brasil adentro. Não deu, mas bastou apenas a quinta parte desta distância, 800 kg de carga e rodar em alguns momentos em piso verdadeiramente ruim para ter plena certeza disso.

RA

 

FICHA TÉCNICA AMAROK DARK LABEL 2015
MOTOR
Tipo2.0 L BiTDI, biturbo
CombustívelDiesel S-10
Material do bloco / do cabeçoteAlumínio / alumínio
Diâmetro e curso81 x 95,5 mm
Cilindrada1.968 cm³
Nº de cilindros/disposição4 / em linha
PosiçãoLongitudinal
Comando de válvulas / nº de válvulasDois no cabeçote / 16
Potência máxima180 cv a 4.000 rpm
Torque máximo42,8 m·kgf a 1.750 rpm
Corte de rotação5.000 rpm
Taxa de compressão16:1
Formação de misturaInjeção direta Bosch common rail
TRANSMISSÃO
CâmbioAutomático epicíclico, 8 marchas à frente, ZF 8HP
Rodas motrizesDianteiras e traseiras, 4Motion permanente
Relações das marchas1ª 4,70;1; 2ª 3,13:1; 3ª 2,10:1; 4ª 1,67:1; 5ª 1,29:1; 6ª 1,00:1; 7ª 0,84:1; 8ª 0,67:1; ré 3,30:1
Relação de diferencial3,70:1
SISTEMA ELÉTRICO
Bateria12 V, 72 A·h
Alternador110 A
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, braços triangulares superpostos, mola helicoidal, amortecedor pressurizado, barra estabilizadora de Ø 26 mm
TraseiraEixo rígido, feixe de molas longitudinal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira, assistência hidráulica
Relação de direção14,6:1
Diâmetro mínimo de curva (m)12,9
Número de voltas entre batentes (m)2,7
FREIOS
DianteirosDisco ventilado, Ø 303 mm
TraseirosTambor Ø 295 mm
AssistênciaA vácuo, por bomba
ControlesABS, ABS Off-Road, BAS e EBD
RODAS E PNEUS
RodasAlumínio 8Jx17 ou 7,5Jx18
Pneus245/65R17 (veíc. testado) ou 255/60R18
DIMENSÕES EXTERNAS
Comprimento5.254 mm
Largura com/sem espelho1.944 / 2.228 mm
Altura (teto)1.834 mm
Distância entre eixos3.095 mm
Bitola dianteira/traseira1.647 / 1.644 mm
CONSTRUÇÃO
TipoSeparada, chassi tipo escada, hidroformado
Número de portas/lugares4/5
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrastoCx 0,425
Área frontal3,02 m²
Cx x A1,288 m²
CAPACIDADES
Volume da caçamba1.280 litros
Tanque de combustível80 litros
PESOS
Peso em ordem de marcha2.044 kg
Carga útil1.126 kg
Rebocável com/sem freio2.780 kg/750 kg
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h10,9 s
Retomada 80-120 km/h, em 5ª8,5 s
Velocidade máxima179 km/h
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 8ª55,3 km/h
Rotação do motor a 120 km/h em 8ª2.170 rpm
Rotação do motor à vel. máx. em 7ª4.060 rpm
MANUTENÇÃO
Revisões, km10.000 ou 6 meses
Troca do óleo do motor, km/tempo10.000 / 6 meses
Câmbio e diferenciaisVerificar nível a cada 10.000 km ou 6 meses
GARANTIA
Termo3 anos. Em uso comercial, 3 anos ou 100.000 km. Perfuração de chapa 6 anos

 

 

 

Sobre o Autor

Roberto Agresti

Experiente jornalista especializado em veículos de duas rodas e editor e publisher da revista Moto! desde 1994. Além de editor do AE também tem a coluna semanal Dicas de Motos no G1 e é comentarista da rádio CBN no programa CBN Moto, aos domingos às 11h50.

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  • CorsarioViajante

    Agresti, você escreve tão bem que conseguiu me fazer ler um post sobre um tipo de carro que não me interesso em absoluto com atenção até o fim… Sò fico imaginando que a pior parte disso tudo foi, quando chegou lá, a patroa ficar cobrando instalar o piso e tal… rs

  • Mr. Car

    Agresti, antes de mais nada, meus sentimentos pela perda do seu parente. Quanto ao carro, eu também jamais compraria uma camionete deste porte para uso em uma metrópole como São Paulo ou Rio. Compraria se morasse no interiorzão e tivesse um fazendão, he, he, mas não compraria a Amarok, já que tenho outras preferências no segmento.
    Para pensar: “Dê ao homem tudo o que ele deseja, e ele imediatamente achará que tudo não é tudo”. (Immanuel Kant)
    Para ouvir (Youtube): “Band Aid – Do They Know It’s Christmas 1984 HD”
    PS: em 2014, foi feita uma regravação desta canção, para comemorar seus 30 anos. Não chegou aos pés da original. Certas obras são tão marcantes, tão definitivas, que não admitem releitura. Seria como refilmar “Singing In The Rain”. Ainda que o cenário, o roteiro, o figurino, as canções e as músicas fossem exatamente os mesmos, não dá para imaginar este filme sem Gene Kelly, Donald O’Connor, e Debbie Reynolds, he, he!

    • Mr. Car

      Correção: onde escrevi “as canções e as músicas”, leia-se “as danças e as músicas”.

    • RoadV8Runner

      Por esse motivo é que não existe nenhum carro “nostálgico” que me agrade. Cada modelo é único, se saiu de linha, que assim fique para toda a eternidade.

  • Daniel S. de Araujo

    A Volkswagen caprichou na Amarok, especialmente no espaço interno e no comportamento dinâmico, transmitindo uma grande segurança no rodar.

    Ela só peca na versão Automática, pela ausência da reduzida. Na imprensa alguns disseram que a primeira marcha do ZF compensa essa ausência mas isso não corresponde a realidade: a na versão manual, a primeira marcha tem relação de 4,82:1, reduzida 2,7:1 e diferencial de 4,30:1 (relação total de 55,96:1) enquanto a Amarok automática tem a primeira de 4,7:1 e diferencial de 3,70:1, sem reduzida, numa relação total de 17,39, mais longa que a primeira marcha normal da versão manual.

    • RoadV8Runner

      Bom saber disso, pois no caso de compra de um picape para uso no fora-de-estrada, a reduzida é fundamental.

  • RMC

    RA
    Finalmente alguém entendeu a razão de Autoentusiastas também gostarem de picapes. Minha Hilux pode não andar tanto nem fazer curvas tão bem quanto o meu Jetta TSI, mas para viagens a lugares com estradas que não sejam padrão paulista é insubstituível. Além do mais, com o festival de radares, pardais, câmeras e outras armadilhas que-tais, não adianta muito viajar com um grã-turismo. Você terá poucas chances de aproveitar o seu potencial. E a picape ainda tem a vantagem adicional de permitir trazer lembranças da viagem para a família e os amigos, tipo queijo da Serra da Canastra ou aquela cachaça especial produzida num alambique escondido num lugarejo simpático. Claro que o tamanho avantajado é um complicador no uso urbano, mas acho que as vantagens superam as dificuldades.

    Sim, os GT são maravilhosos e nos dão muitas alegrias, mas há lugar para os caminhões de passeio também.
    RMC

    • Daniel S. de Araujo

      Assino embaixo!!!!! Uma picape é tão Autoentusiasta quanto qualquer GT, Sedan ou Fastback (a nova moda) O castanhar de um diesel numa caminhonete é tão Autoentusiasta quanto o ruido de qualquer V-8.
      Dirigir por caminhos ruins, terra, ter um 4×4 a mão, ouvir o ronco do diesel (o International 7,3L e o MWM Sprint 6.07 são verdadeiras orquestras! Mesmo o HS2.8 é legal) , isso tudo é uma satisfação para quem como eu curte.

      • Lucas Mendanha

        Um MWM 229 ou Maxion S4T fazem minha cabeça..

        • Daniel S. de Araujo

          Fora o lendário Maxion S4T Plus das últimas D-20. 150cv. Se intercoolar rende seus 170 cv brincando…

          • TwinSpark

            o castanhar mais lindo que conheço

      • Luis Felipe Carreira

        Adoro o ronco dos diesel, principalmente dos mais novos, mais silenciosos e com a mesma característica — o castanhar típico.

    • Geovane Paulo Hoelscher

      Excelente colocação.

  • contratudoisto

    Penso que o mundo mudou muito… Vejamos:

    1) Se é para levar carga a caminhonete perde feio.
    Meu caminhão VW Constellation 31-320 PIPA pesa quase 11 toneladas, leva 20 toneladas fácil no tanque de 20 mil litros e tem motor diesel de 320 cv. (Esta aí com 2 litros já puxa 180 cv e tem umas com mais de 200!) Seu motor desloca cerca de 9 litros e a caixa é uma ZF de oito velocidades x 2. Possui tração nos dois eixos traseiros e praticamente anda em qualquer terreno. Nas obras ele anda, inclusive, onde as caminhonetes com tração nas quatro não passam. E carregado….. A cabine é uma delícia, com espaço, suspensão macia, ar-condicionado…Mas só cabem dois e poderia caber três. Perde também para a minha Kombi. Ela leva 9 pessoas e mais 500 kg. E custou 41 mil direto da Volkswagen. Se colocar ar custa mais 5 mil. Se fosse para pôr na fazenda eu comprava 4 “kombas” pelo preço desta vitaminada aí…

    2) Se é para levar gente a caminhonete faz feio. Meu Accord tem 4 cilindros, tem 150 cv, motor 2,3-L e leva 4 pessoas com conforto (que 5 nenhum leva, muito menos as caminhonetes).Eu já andei numa Amarok como já andei na Mitsubishi, GM, Toyota etc. e nenhuma delas chega aos pés do conforto de um carro grande (grande aqui, lá fora carro médio). Isto falando do banco da frente. Atrás nem os chineses inventaram tortura maior. Ai do coitado que andar ou viajar atrás destes monstrengos. Só criança e anão, assim mesmo com vocação para brincar de pula-pula. Leva carga de 400 litros no porta-malas ou cerca de 200 kg. E perde também para a Kombi. Leva o dobro de gente com o mesmo desconforto do banco de trás. Mas, devagarinho, na roça, é um luxo e custa 1/4!

    3) Bom, fica claro que ela pretende um mix de carga e passeio. Mas não faz bem nenhum dos dois. E quem compra trata logo de por uma lona na traseira e posar de caubói do asfalto. A maioria jamais vai sequer andar em estrada de terra com ela. E 150 mil Dilmas. Pelamordedeus! Mais caro que meu Omega.

    4) Fiquei com saudades da F100 e da C10 de antigamente. A GM tinha motor 6-em-linha, suave, macio, uma suspensão gostosa e era feita para a roça. Ninguém na cidade tinha e não custava esta fortuna. Fazia mais de 100 km por hora fácil. A F100 idem com motor V-8. Carro na roça? Fusca, Rural, Brasília para os mais sortudos, Kombi. Nada de ar-condicionado, turbos, samambaia na janela, bling bling etc. Funcionava bem.

    É…Mas como dizia meu avô, é o progresso….

    • Rubem Luiz

      Tem que ver o mercado do produto.Estou no Xingu, longe de tudo, são 1.000 km por asfalto até à capital mais próxima, asfalto esburacado onde uma picape com pneus bem largos anda bem (e meu carro pequeno amassa as rodas se passar no mesmo “traçado”, nos mesmos buracos), então precisa uma dureza razoável para esses asfaltos terríveis.
      Mas ao mesmo tempo os fazendeiros e prestadores de serviços rurais que tem isso precisam rodar na área rural, nada além de uma “lama leve”, mas tem muita areia, lama, e buracos. Ok. poderia ser um Renault Duster de pneus largos então? Não,.porque às vezes você precisa levar um pneu de trator, ou 4 latas de 20 l de óleo fedido, ou um tonel de 200 l de diesel, ou uma ponta de eixo suja de óleo até o torneiro, enfim, precisa carroceria, mesmo que ela seja usada só a cada 1.000 km.
      Fazendeiro que tem mesmo dinheiro tem uma picape para uso rural, e tem algo tipo uma Pajero TR4 para quando viaja, quem não tem precisa unir tudo, trabalho pesado e passeio, num veículo único (e financiar em muitos anos).
      Eu concordo que há uma luta besta por alta potência, está cheio de carro pequeno com mais potencia que caminhão ou trator, mas nessa caso o uso rural às vezes exige uma potência mais alta (ultrapassar caminhão em subida, levar um pneu de trator morro acima), e o conforto interno é relativo. Nos anos 70 o máximo do conforto é algo que hoje seria desconfortável, mas naquela época todos aceitavam. Hoje eu acho o banco traseiro da Amarok uma inclinação perfeita (não gosto de nada deitado), então conforto é algo muito relativo, ter um modelo que não segue a manada (o que todos tem) às vezes é bom.(E aqui todo mundo sabe que ela não agüenta lama pesada, mas é só em rali que isso existe, nos lamaçais comuns criados por caminhões ela passa bem, devido ao peso ela escorrega igual a L200, S10 ou Hilux, mas aí a solução seria passar de Uno ou outra coisa leve POR CIMA da lama que essas picapes passam POR DENTRO, e nem é interessante algo tipo um Hilux patinando na estrada, solta ainda mais terra e só piora a estrada para quem vem depois, enfim, não adianta “passar” se vai terminar de destruir a estrada, aqui quem fica patinando em estrada é bem mal-visto, é coisa de egoísta, passa mas deixa lama solta pra trás, “azar de quem vem atrás”)
      Aliás, se for por peso transportado versus potência de motor, tem caminhão madeireiro que é basicamente um 1113 com turbo e várias reduzidas, levando 25 t de madeira com um motor de menos de 180 cv, está certo que a velocidade é uma piada, mas levar leva. Se comparar isso com um caminhão de 360/380 cv levando 40 t seria ponto para o 1113 com reduzidas. Mas quero ver achar alguém para dirigir por 200 quilômetros um caminhão a 20 km/h, dá desânimo, fora que o gasto de combustível é até maior (idem para picape de 180 cv, ela não gasta tanto a mais que um carro 1-L com 4 pessoas, na ponta do lápis sim), mas na hora que você contabiliza as horas de trabalho que você perde numa viagem mais lenta (num carro 1-L) a coisa muda. O pessoal que dá assistência no campo ganha coisa tipo R$ 200 a 300 por hora, economizar 1 hora em viagem com uma picape grande dessa é bem lucrativo, já que em combustível sei lá se ela gasta R$ 20 ou 30 a mais por essa hora economizada!

      • contratudoisto

        Ruben Luiz; Tudo que vc disse faz sentido. Veja que disse que a maioria logo mete uma lona na caçamba e vai desfilar no asfalto….Gosto é gosto, fazer o que…O que eu quis dizer no texto foi que o mercado precisa de algo que faça isto com menos de 150 mil…Não é possível tudo isto. para justificar o preço eles enfeitam o pavão todo e daí eu fiz as comparações para mostrar que este pavão só ta enfeitado, nada mais. Uma Puck up moderna, que trafegue a 110 km tranquilo, com máxima de 150, 160, tá pra la de bom, com menos cavalaria, mais simplicidade e idêntico conforto e capacidade de cara. Se os caras quiserem eles fazem. O que acontece é que neste mercado é preciso manter os preços altos em tudo! Daí não vão lançar nada a preço competitivo. Quem sabe a lava jato chega aos políticos que extorquem as empresa automobilístícas e a coisa melhore neste país do absurdo.

    • Geovane Paulo Hoelscher

      Prezado contratudoisto, em seu relato você citou caminhão, Kombi, Acord, C10, F100, Fusca, Brasília e Ômega. Então, mesmo a Amarok não fazendo nada direito seria capaz de substituir todos estes veículos citados. Isto é o progresso.

  • Thiago

    Alcântara é uma cidade do estado do Maranhão, o tecido é Alcantara (pronuncia-se Alcantára).

    • Robertom

      Isso mesmo…

    • Geovane Paulo Hoelscher

      Eu prefiro Alcântara, pois soa melhor. (Mesmo sendo homônimo da cidade maranhense). he he he

  • Roberto Neves

    Muito bom texto, com toques de humor. Já viajei muito pelo interior de Sergipe, a trabalho, de carona numa Amarok (não sei dizer a versão, mas tinha câmbio manual) e gostei muito. Com certeza, sou menos exigente que suas meninas. Abraço!

  • Alvaro José Ferreira Cruz Cruz

    Rodo há muitos anos em estradas/ramais que nos períodos do sol é poeira pura e, quando chove até mesmo alguns veículos 4×4 precisam por correntes nas rodas para transitar, ou seja, muita lama.
    Pelas fotos da parte inferior da pickup pegaste apenas “laminha leve”.
    Gostaria, caso haja oportunidade, de seu testemunho rodando com a Amarok em lama pesada.

    • roberto agresti

      Bem que tentei, Alvaro, expor a Amarok a um sacrifício maior. Porém, acredite: a lama que peguei não era funda mas “do mal”. Estrada íngreme, camada fina de lama molenga sobre pedra e chão duro. Atolar, não atolaria, mas a perda de controle era algo fácil em caso de excesso ou desatenção.

  • Diney

    Então, no seu ponto de vista, teria sido melhor você ter escrito seu comentario com carvão em uma folha de papiro e mandado via mensageiro sobre um cavalo, desculpe se não entendi bem seu comentario.

    • Lucas Vieira

      O progresso deve ser andar de Kombi mesmo…

      Agora, comparar Amarok com caminhão…. o cara entende mesmo do assunto, a VW não sabe o Sr. profissional que deixou de contratar, quem sabe lendo isso os diretores não lançam o Constellation cabine dupla….

    • contratudoisto

      Diney, isto mesmo! interpretou bem! parabéns! Boa sorte!

  • Lucas Vieira

    Mas o conversor de torque da uma ajuda também, embora poucos, SE NENHUM, comprador da versão automática vai precisar de uma redução tão grande…. A VW sabe disso e preferiu economizar na caixa de redução, já que esa ZF não é barata.

    • Lucas Mendanha

      Ela poderia compensar usando a 8HP wide-ratio e o diferencial da manual…já melhorava um bocado a pegada off-road, sem comprometer o on-road.

      Nesse caso, a relação da 1° já reduzia pra 20.5:1, ante 17.4 e a 8° ficava em 2.62:1 (2.48)

      • Daniel S. de Araujo

        Isso ai…a Amarok automática nessa configuração vai bem para neve. Para a lama a coisa é mais pesada…

    • Daniel S. de Araujo

      Lucas vou discordar porque a coisa não é bem assim. Quando entra na “pauleira”, a reduzida auxilia e muito para não haver aquecimento do fluido do conversor de torque. Esse fluido perde rapidamente suas características, ficando inerte caso submetido a constantes sobreaquecimentos. E para tal, basta uma leve atolada num barro mais pegajoso ou uma afundada na areia molhada de uma praia por exemplo. E te garanto que muitos compradores de picape 4×4 podem não saber usar a tração mas existe um significativo número deles que usa essas caminhonetes para valer, extraem tudo o que pode delas, impondo um uso cruel, confundindo caminhonete com trator…

      Não me recordo dos números exatos, mas a primeira da Amarok A/T equivale a uma marcha mais longa que a segunda reduzida e mais curta que a terceira reduzida da Hilux automática 4 marchas. E com esses diesels de alta rotação cuja potencia palpável está acima de 1.800 rpm, o uso da reduzida é primordial para conservação da embreagem ou do conversor.

      Como vinheta pessoal, sempre usei a minha ex. Ranger 3-L na areia, barro, morros, aclives etc e enquanto a maioria das Ranger com esse tipo de uso requeria troca de disco aos 60 mil km, a minha aguentou 135 mil km de uso intenso. Mas nunca economizei o uso da reduzida.

      • Lucas Mendanha

        Lembrou bem a questão do motor diesel de alta rotação…

        O primo da minha mãe tem uma Bandeirante com carroceria de madeira, e dirigi ela uma vez na fazenda do meu avô… para arrancar na subida não precisou nem pisar fundo, tracionar, muito menos reduzir… No mesmo lugar numa picape moderna, não sairia com a mesma facilidade sem pelo menos destracionar.

        • Daniel S. de Araujo

          Os motores modernos de alta rotação dependem muito do turbocompressor assoprando para terem desempenho. Sem a turbina assoprando, a força deles é nula.
          Anos atrás dirigi uma Frontier LE 2,5-L 6 marchas e passei vergonha deixando o motor apagar ao sair com ela…do plano! Era preciso acelerar a mais de 2000 rpm para ir liberando a embreagem e colocar o veiculo em movimento. Contudo as retomadas, com o motor em baixo giro (mas com a turbina girando), era um verdadeiro foguete.

          Por essas coisas que eu torno a insistir: a reduzida faz falta à Amarok automática.

          • Lucas Mendanha

            hahahaha…

            me fez lembrar tbm de outro fato que ocorreu no inicio do ano..

            Estava hospedado na casa do meu tio, que tem uma Pajero Sport 6 MT, e a garagem dele, além de uma rampa de acesso, é para dois carros em fila. Estava lá com ele tomando umas e, como ele precisaria sair no dia seguinte logo cedo, fui inverter os carros de posição..

            Parei o meu recém-comprado Focus no fundo da garagem e fui colocar a Pajero, de ré… Senti a mesma coisa: para ela arrancar na subida, tinha que acelerar bem…pensei: isso vai não vai prestar…parei..pensei.. ai lembrei da reduzida! engatei e entrei de boa, sem medo de acertar meu carrinho, já que podia acelerar que ela subia bem devagar…

  • Rodrigo Mendes

    E esse porta copos estranho ai no túnel central?

    • Geovane Paulo Hoelscher

      Eu tiraria o porta-copos fora, pois o quinto ocupante sofrerá desconforto por não ter onde colocar os pés.

    • agent008

      Este porta-copos é colapsável/desmontável, ficando plano e sem atrapalhar o passageiro do meio…

  • Lucas Mendanha

    Uma observação, me corrija se estiver errado… Pelo fato da Amarok AT não possuir caixa de redução, não seria mais prudente a VW usar a caixa 8HP70 na opção wide-ratio de com 1° de relação 5;00:1, e 8° 0.64 e diferenciais mais curtos, a fim de ampliar a capacidade off-road dela, sem comprometer tanto o uso cidade/pista… em uso normal, ela arranca de 2° certo?

    Para uso off-road a versão mecanica parece melhor preparada…

    obs: achei engraçado o fato da relação da 1°xDif. do meu Fiesta endura 1.nada ser mais curta que a da Amarok.. (18:1 x 17.4:1)..

  • roberto agresti

    São seus olhos, Corsário, são seus olhos… Obrigado.

  • roberto agresti

    Grato, Mr. Car

  • CCN-1410

    Talvez um dia eu ainda compre um picape, nada é impossível, mas mesmo a gostar do início do texto, não consegui chegar ao final. Falta de interesse mesmo!
    É… Parece que esse dia ainda está longe.

  • CCN-1410

    Apenas para complementar:
    Eu aprendi a dirigir em um picape Ford F-100 V-8 dos anos sessenta.

  • Thiago Teixeira

    Roberto, tem algum ponto a considerar como falta de experiência do fabricante (VW) nesse tipo de veiculo ou nao deve nada para as experts Ford, GM, Toyota etc?

    • Lucas Mendanha

      Acho que o uso da tração integral permanente na versão automática atende muito bem a proposta da picape, visto que uma boa parte do publico alvo raramente vai para estrada de chão, quiçá barro..

      Em contrapartida, a falta da reduzida pesa para quem faz um uso mais puxado e faz questão do câmbio automático…

      Tem um amigo meu que comprou uma S10 semi-nova e descobriu que a T-case tava quebrada quando tava pescando, na areia da praia e a maré começou a subir…Imagino a mesma situação do cara agarrado no barro com a picape patinando por falta de reduzida e pneu praticamente on-road. rs

  • carlos

    As picapes são charmosas, mas na minha humilde opinião para as pequenas aventuras familiares de fim de semana e férias, são dispensáveis (não que o texto diga algo diferente). Como provocação, vão algumas fotos de um trecho de uns 70 km que fiz na chapada Diamantina na Bahia com o meu ultra urbano Bravo.

    Obs. aos chatos que eventualmente me chamarem de maluco.

    * O Bravo tem um grande vão de rodagem (como o Uno, por ex.)
    * É para andar devagar e saber muito bem até onde é possível ir.
    * Não para fazer isso com frequência ao risco do carro começar a bater tudo em semanas, mas não duvido que uma picape média sofra de problema similar com painéis etc.
    * Era estrada de terra, mas em condição boa, com exceção de poucos trechos como o do pequeno riacho e algumas pedras no caminho.
    * Não fui fazer off-road, queria conhecer alguns lugares e era preciso andar por ai, logo não estava fazendo trilha.
    * Junto comigo estavam alguns urbanos como um Celta que passou nesse mesmo lugar minutos depois.

    • Lucas Mendanha

      o Bravo é mais alto que muito off-road de plástico aí..

    • candango

      Antigamente a gente fazia isto tudo de Fusca. E era raro o lugar que a gente não passava e que picape passava. 4×4 só as rural e Jeeps. Mas mesmo assim a gente passava e de vez em quando atolava 4×4 e a gente ia. Depende do motorista, experiência, quantidade de lama, local etc. Hoje nego acha que precisa de uma picapape de dois zilhões para andar na estrada de areia do sítio. É…Mudaram os tempos…É a moda e o “borso” farto…..

  • konnyaro

    O projeto da Amarok é bom, mas o problema é o motor.
    Tem muita Amarok com problema de correia dentada partida, devido ao fato de entrar impurezas que acabam desgastando-a, e isto só foi resolvido na linha 2016 (teoricamente ainda, falta verificar na prática se resolveu mesmo). O engraçado é que este problema não atinge a versão monoturbo de 140CV.
    Outro problema recorrente seria o maldito sistema AGR, de recirculação de gases no motor, que com o tempo acaba entupindo tudo de fuligem, mas este problema ataca também os outros motores diesel modernos. Para acabar com isto, só usando o sistema Arla 32, mas teria de usar um outro tanque só para ele, além do custo do mesmo.
    O pessoal mais antigo tem que rever os conceitos dos motores modernos a a diesel: Se pensar que era indestrutível como os antigos MWM e Perkins de baixa rotação, vai acabar se decepcionando.

    • Lucas Mendanha

      Época dos MWM 229 na F1000 valia muito a pena uma picape a diesel…

      Hoje, a diesel só se precisar muito do torque dela, porque o alto custo não está compensando..

    • Daniel S. de Araujo

      Picape diesel com motor robusto só a RAM com o Cummins ISBe6.7

    • Luis Felipe Carreira

      Tive problemas com EGR (recirculação de gases e filtro de partículas) nos primeiros 30.000km da minha van a diesel Mercedes-Benz Sprinter — que só pode usar S10. Fui cobaia da Mercedes a ponto de ir lá para o mecânico analisar depois ir à fábrica estudar junto ao engenheiro uma forma de resolver o meu (e de outros) problema. Com 37.000km estressado e querendo vender o carro (piscava a luz de injeção e o carro em modo de segurança cortava a potência) a Mercedes substituiu alguns sensores e com muito alívio digo que hoje com 530.000km está tudo perfeito.
      PS.: Troquei o filtro por saturação pelo uso aos 500.000km porque uma falha eletrônica estranha que não faz nada com o carro, mas às vezes não deixa regenerar o filtro e eliminar a fuligem está me cansando. O carro está enfumaçando um pouco, estou em alerta. Entretanto não acredito que a modernidade tire méritos do motor diesel, pelo contrário, estão mais eficientes, silenciosos e pode-se tranquilamente estar ao lado de um sem ser defumado pelo fedor da fumaça.

  • Marcelo

    Sugestao: indicar a calibragem dos pneus utilizadas nos testes.

  • Marcelo,
    Acha mesmo necessário? A pressão é sempre a recomendada pelo fabricante. Apenas checamos se está correta.

    • Marcelo

      Ola Bob!
      Necessário não, interessante talvez.

  • Rafael Gomes

    Acabei de ler o texto que por sinal está muito bom, e já foi a estradinha no Google a próxima vez que eu visita Paraty vou descer por ela

  • RoadV8Runner

    Meus sentimentos pela perda do parente.

    Legal o texto, estava sentindo falta do “RA” por aqui. Compartilho da mesma opinião do autor, picapes não me atraem muito (embora as prefira se comparadas aos suves), a não ser que algum dia precise de veículo para enfrentar estradas ruins. Nesse caso, é bom saber que o VW Amarok está entre os melhores.
    Agora imagine enfrentar o trecho “offroad” Cunha-Paraty a bordo de um simples Ford Focus 2002?! Pois foi isso que fiz, graças a uma pregada de peça do GPS, que não indicou que o trecho final da estrada era de terra. Na época, restavam ainda 7 km de lama, que levei uma hora e meia para percorrer. Em vários pontos achava que o carro ficaria colado na lama ou enroscado em alguma valeta, já que havia chovido até a noite anterior. Ou então que algum pára-choque ficasse enroscado nas pedras do caminho… Antes, o Focus já tinha meu respeito (no asfalto) e, depois dessa, ganhou também meu respeito em condições adversas. Por isso que defino o carro como um tanque de guerra, sequer foi necessário alinhamento de direção após esse desaforo todo, nem uma escoriação sequer.

    • Eduardo Copelo

      Eu desisti desse caminho, e com um mesmo Focus, só que 200 Rocam. e por trapalhada do GPS também. Você tem minha admiração, esse trecho é, no mínimo, nojento.

      • RoadV8Runner

        Cara, só segui em frente porque quando vi que a encrenca ficou grossa, não dava mais para fazer retorno e voltar… Rsss!!! Até hoje, essa foi uma das experiências ao volante mais radicais que já tive!

  • Fernando

    Excelente post!

    Embora eu não me interesse por picapes(se bem que de vez em quando lembro bem de algumas V-8 bem barulhentas) acho muito importante esse compromisso que a VW conseguiu, até porque para quem divide os quilômetros entre todo tipo de estrada(e pagou o quanto ela custa) acaba em um momento querendo um pouco de conforto “de carro”.

    Seu eu ganhasse na loteria que não jogo, compraria uma fazenda e uma para andar por lá, sim.

  • Jacqson Reis Santos

    O encaixe do porta-copos possui duas posições: a observada da foto e outra escondida sob o banco, permitindo a acomodação melhor do 5º ocupante

  • Muito legal! Da próxima vez que for se divertir com um 4×4, leve um machado e uma boa corda, quando encontrar um tronco atravessado, corte e puxe pra trás com o veículo, e vambora. 🙂

  • Bamlws

    Sensacional o texto. É sempre bom ter essas novas experiências mesmo para alguém tão experiência como você. Pretendo como próximo carro uma picape, principalmente para isso, fazer pequenas viagens.

  • “Dê ao homem tudo o que ele deseja, e ele imediatamente achará que tudo não é tudo”
    Boa! Abraço!

  • Legal isso!

  • agent008

    Esta pronúncia que você sugere é uma anglicização da pronuncia, já que os anglófonos (americanos e ingleses) não estão acostumados com proparoxítonas e acabam mudando a sílaba tônica para o usual deles (paroxítonas). O correto é Alcântara mesmo.

  • FTR

    Agresti, meus sentimentos à família com a perda de um membro. Nunca li nenhum teste de picape que chegasse próximo, os 500 kg de piso que temperaram tudo. Um teste com um veículo que se propõe a carregar peso e pessoas em terrenos ruins, .realmente testado no mundo real e em condições extremamente realistas , muito bom!

  • Rafael_B

    A reduzida não faz diferença se não há grip dos pneus.
    Reduzida faz diferença para transpor obstáculos onde a força é mandatória.

    • Lucas Mendanha

      Perder o grip sem reduzida é muito mais fácil, concorda?

  • Rafael_B

    Ok, concordo. Mas tbm não tenho experiência de off road pra dizer o contrário, apenas algumas poucas vezes que realmente precisei da reduzida pra evitar ficar parado. E foram umas 4 ou 5. E talvez nem precisasse.
    De resto, o 4×4 me bastou.

    • Lucas Mendanha

      Pois é..

      tivemos uma F1000 por 12 anos, e tinha algumas ocasiões na fazenda que ela não passava por que o pneu perdia tração por “girar demais”..no mesmo lugar, passava com uma bandeirante só no 4×2 numa boa..

      Tinha vontade de pegar um Jimny com uma boa redução para ver como fica a brincadeira..