Nossa despadronizada padronização

 

Young woman driving car

 

Algo que sempre me fascina é como coisas que deveriam ser simples — e, de fato, são — se complicam no Brasil. E aí minha surpresa é quase infinita. Quando acho que já vi de tudo, aparece algo novo. E olha que neste quesito há vários parâmetros internacionais que têm de ser seguidos, o que deveria deixar menos margem para confusões.

Que atire o primeiro tênis quem já não recebeu uma encomenda para trazer algo dos Estados Unidos. Se aceitou ou não é outra coisa… É incrível como lá se pode comprar uma calça jeans e sair da loja com ela no corpo sem precisar fazer nenhum ajuste. Já pedi para meu marido trazer para mim jeans e não precisei nem fazer bainha, apesar da minha altura, digamos, limitada que no Brasil sempre me faz ter de fazer zilhões de ajustes para não parecer que herdei a roupa de alguém. Quando experimento roupa nas lojas no Brasil e me olho no espelho me sinto Annie, a pequena órfã.

Nos Estados Unidos, dependendo da marca, tem o número, o comprimento e a cintura. Camisa masculina é um espetáculo. Comprimento de manga, colarinho, largura do peito, etc. Na verdade, às vezes é tanta coisa que é necessário prestar muita atenção. Em compensação, costumo comprar coisas pela internet e mando entregar no hotel em que vou ficar, pois bater pernas nas férias só para passear, não para fazer compras. Encomendo até sapato com a largura que quero e comprimento de meio ponto. E não tem erro.

Já no Brasil… Normas, regras, padrões, para quê? Já briguei em loja porque um maiô com etiqueta G era menor do que o mesmo modelo, da mesma cor e tecido com etiqueta M. E eram de fabricação própria! Num caso parecido, minha mãe, química, perguntou como a atendente da loja de roupas se curaria de uma dor de cabeça se tomasse um remédio de uma determinada marca com 600 gramas de ácido acetilsalicílico ou de outra com somente 100 gramas. Claro que ficou sem resposta. No Brasil quase tudo é: “veja bem…”. Prazos são mais elásticos do que chiclete e parece que os dias não têm 24 horas nem as horas 60 minutos. A mesma coisa acontece com a sinalização viária.

Alguém poderia me explicar por que “metros” são sempre abreviados corretamente como “m” nas fórmulas matemáticas mas nas estradas ganham incompreensíveis “t” e ”s”, transformando-se em algo que poderia ser interpretado como “metros por sei lá o quê por segundo”. Mas, claro, essa unidade de tempo (?), distância (?) ou temperatura, sei lá, deve existir naquela dimensão paralela das normas de trânsito brasileiras. Nora, como você é desinformada!

E aqui generalizo mesmo. Não são apenas os órgãos que deveriam cuidar do trânsito os que fazem lambanças. Concessionárias de estradas e prefeituras têm a mesmíssima habilidade. Às vezes elas começam certo e colocam avisos “saída a 1.000 m”, mas conforme vai se chegando mais perto da tal saída, aparecem letras novas. Podem apostar que quando chega nos 300 metros o “m” já ganhou a companhia do “t” e/ou do “s”. Vai ver a letra se sentia sozinha…

Já vi também concessionária pedir para facilitar o troco do pedágio com moedas de R$ 0,05 centavos. Ué? O símbolo R$ e a segunda casa depois da vírgula já não indicam centavos? Ou seriam centavos de centavos? Nem o complicado sistema de moedas da Inglaterra consegue tal feito.

E a crase antes dos metros? É a mesma coisa que com os tais “mts”. Às vezes até começa certo, mas sorrateiramente a crase invade as placas e conforme a distância diminui os metros, que até então eram masculinos e plurais, viram femininos e singulares. Sei lá, vai ver que eu é que não entendo essas mudanças de sexo ou a distância também é transgênero, assim como o Laerte…

 

Placa sendo colocada

Lá está a crase, como se o 100 precisasse de companhia… (foto diariodesantamaria.com.br)

Outra fantástica que já foi comentada neste espaço por um leitor é “Retorno: mantenha a direita”. Aqui está tudo errado. Faltam a crase e o pronome reflexivo “se”, já que o verbo manter neste caso, por ser uma ordem direta a quem lê a placa exigem a reflexão. E o que são esses dois pontos? Será uma mensagem das autoridades que querem dar ordens ao retorno e o mandam ficar numa faixa específica? Alguém perguntou se ele quer mesmo seguir nessa direção ou ele, coitadinho, está sendo obrigado a fazer algo que não quer? Só mesmo adivinhando o que quem escreveu quer dizer, porque clareza que é bom, nadica de nada.

Mas além do conteúdo no mínimo confuso, temos que adivinhar o que está escrito quanto à forma. Em várias ruas e avenidas de São Paulo, as placas indicativas de velocidade máxima são refletivas apenas no círculo externo. Ou seja, você vê algo que, me desculpem a comparação chula mas é exatamente isso, parece uma hemorróida mas você não enxerga o número em si. Mas o círculo reflete muito bem a luz. Já o número dentro dele que indicaria a máxima permitida só é visível de dia.

 

Placas encobertas

Não tem outro lugar para colocar as placas? (foto jj.com.br)

E as placas que são encobertas pelas árvores? Vejam bem, não defendo a retirada do pouco verde que temos e muitas vezes nem a poda seria necessária. Às vezes é só colocá-las em outro lugar na mesma calçada ou suspensas, cruzando a rua, como é feito em tantos países para que sejam legíveis por todos. Talvez se elas fossem colocadas onde são fincados os radares… porque nesse caso, nunca, jamais, never, alguma coisa obstrui o alcance de um radar. Já o das placas ou dos sinais…

Mudando de assunto: Assisti a Stock Car domingo. O circuito de Campo Grande precisa urgentemente de um recapeamento decente. Não apenas pela decepcionante largada com safety car, mas porque ninguém merece correr num lugar que parece muito com as ruas de São Paulo – bem, sem os buracos, é verdade. E linda a múltipla ultrapassagem de Ricardo Maurício na primeira corrida quando chegou ao segundo lugar.

NG

Foto de abertura: huffingtonpost.com
A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 



  • CCN-1410

    Melhor que saber escrever, é saber interpretar o
    que as pessoas querem dizer.
    Também sou favorável a eliminação de toda acentuação existente.

    • Lemming®

      Não sou. Acentuação auxilia na interpretação do texto e é o que dá tom ou emoção..
      Da maneira que é hoje já não se lê. Imagine um monte de emocoes ou descricoes…assim…

      • Cadu

        Acentuação não dá emoção. Isso fica a cargo do que propriamente está sendo escrito e da pontuação.
        Acentuação tem origem na fonética das palavras

        • Lemming®

          E não tem nada haver com interpretação do texto não é…

  • Fat Jack

    Nora, infelizmente vivemos um momento em que pessoas formadas, detentoras em tese então de alguma cultura e conhecimento sobre a linguística, dizem coisas do tipo “pra mim fazer”, “pra nós resolver” etc…, imagine-se o cidadão encarregado da confecção de uma simples placa de trânsito… (por sinal fiquei surpreso em ver o primeiro a – acertadamente – com crase, senso muito comum vê-lo sem…). A degradação em nossa processo educativo não é exatamente recente, e já se confunde “ensinar” com “constranger” o aluno, um total absurdo, já vi até jornalistas (da maior emissora nacional) falando de forma errada, e como o falar via de regra é exercício do ouvir, os erros e descalabros se proliferam.
    Quanto as placas, de fato a bagunça é total, por um simples fator: fiscalizá-las não dá lucro ao estado, e se não dá lucro não é fiscalizado, e se não o é, cada um faz do jeito que bem entender e “fica tudo certo”, da mesma forma aquela abominação chamada lombada é facilmente encontrada em todas as medidas possíveis e imaginárias (exceto as que atendem as devidas normas) há também os semáforos que não obedecem a distância mínima da retenção – salvo engano 6 metros – nem têm “repetidores” na coluna, ou seja, obriga-se o motorista a ficar olhando na perpendicular enquanto aguarda a abertura do mesmo (para o empreiteiro economizar fiação, grupos focais etc…).
    Nora nas rodovias estatais há casos de “desvios emergenciais” que duram décadas, o que mais se pode esperar?

    • Nora Gonzalez

      Fat Jack, o quê dizer se o então ministro da Educação declarou que não havia nada de errado em ensinar nas escolas “nós pega o peixe?”. Por coincidência, ele é o atual alcaide de São Paulo que deve ver diariamente placas de sinalização com erros de ortografia ou simplesmente não ver placas encobertas por árvores e outros obstáculos.

      • Mingo

        A maconha corroeu o cérebro do atual alcaide de SP. Só pode!

  • Roberto

    Em Porto Alegre sei que existe muita reclamação das empresas de ônibus com relação à poda de árvores, já que facilmente arranham a pintura dos veículos mais altos. Isto explica porque muitas placas aqui ficam encobertas com o tempo. A burocracia para a poda aqui é tão grande que, mesmo provando que a árvore está prestes a cair em cima da sua residência, a chance de tornar uma multa pesada por ter cortado a árvore é bem grande.

  • Daniel S. de Araujo

    Nora, como você bem falou, o padrão é ser despadronizado. E começando pela ABNT (uma instituição que cria e muda de normas constantemente para ter que vender atualizações constantes), passando pelos jornalistas incultos e “progressistas” (infelizmente a esmagadora maioria) que vendem como verdade absoluta conceitos abstratos e impossiveis de defini-los de maneira cartesiana (como política e economia).

    E parafraseando Carlos Meccia, uma homenagem a ABNT

    • Leister Carneiro

      Gostei muito deste trecho ” que vendem como verdade absoluta conceitos abstratos e impossiveis de defini-los de maneira cartesiana”

    • Fat Jack

      Bela homenagem a “jabuticaba elétrica”, o mundo inteiro deve estar errado e a “Brasólia” na vanguarda!!

    • Paulo Roberto de Miguel

      No caso da tomada, do sistema PAL-M etc., o
      o Brasil é tão superior tecnologicamente que precisa sempre de uma coisa diferente de todo mundo… Como dizem no Facebook: #sqn

    • Lucas

      A quem inventou esse padrão (despadronizado) brasileiro de plugues e tomadas, quero dizer que eu os odeio e que, para aqueles malditos pinos de até 20A (mais grossos), eu já tenho meus adaptadores universais para poder usar nas tomadas mais finas.

      • Nora Gonzalez

        Lucas, sempre viajei com adaptadores de tomadas. É a primeira coisa que entra na mala. Mas agora estou na ridícula situação de andar com um adaptador de tomada na bolsa, dentro do Brasil. Absurdo é pouco.

        • Lucas

          É um nojo isso! Com um aquecedor a óleo e com uma churrasqueira elétrica que temos, de tanto me irritar com isso, cortei fora os plugues originais, grossos, e troquei pelo do fino no lugar.

          • Lucas Mendanha

            Eles tem quantos watts de potência?

          • Lorenzo Frigerio

            Acho que têm 1.800 W. Muito fraquinhos. Tenho um aqui. É praticamente o limite da amperagem do plugue, em 110 V. Enquanto na Europa, em que o 220 é standard, a potência chega a uns 3 kW.

          • Lorenzo Frigerio

            É melhor trocar o soquete da parede, né? Pelamor de Deus! Eu tenho um estoque de soquetes de 20 A, e vou trocando conforme a necessidade. Se o antigo estiver bom, guardo, especialmente os TP+N.

    • joao

      Enquanto isso a microrretífica vai serrando o pino terra. Já utilizei adaptadores, mas eles sempre acabam queimando a fonte do meu computador. Depois que passei a serra nunca mais acusei perdas. Obrigado mais uma vez governo, por ensinar que as coisas só funcionam no jeitinho.

      • Daniel S. de Araujo

        Você é caprichoso, heim?! Eu já sou mais porcão, vou no alicate mesmo.

        • Lemming®

          Rachei de rir…rs
          Mas o problema mesmo são os adaptadores que são uma porcaria. Quando se acha adaptador que preste compre de caixa (comprei em casa…).
          Produtos da Daneva são os únicos (réguas, plugues e extensões) que prestam.

    • ochateador

      Uma vez eu vi uma matéria dizendo que essa tomada brasileira na verdade é um padrão definido internacionalmente para que todos os países tenham a mesma tomada.
      Só que é opcional aderir…

      • Vinicius

        Brasil na vanguarda, então! Só falta comunicar aos outros países. rs

      • Lorenzo Frigerio

        Tal qual o “acordo ortográfico”. Grandes lusos, não aderiram! Merecem meu respeito por isso.

    • RoadV8Runner

      ABNT é uma piada de mau gosto… Quando minha noiva estava desenvolvendo o trabalho de mestrado na Unicamp, precisava efetuar ensaio de lixiviação (teste para verificar se resíduos de determinado material são transferidos para outro meio, quando em contato com líquidos ácidos – chorume, por exemplo). Pois bem, compramos a norma da ABNT que determina como os ensaios de lixiviação devem ser conduzidos. Pois não é que a própria norma se contradizia em páginas diferentes? Dependendo do método que você usasse para efetuar o ensaio, o ambiente de exposição do material testado seria mais ou menos agressivo…

    • Lucas Mendanha

      Na minha opinião, de todas estas opções, o mais seguro e estável é o padrão brasileiro.

      Quando era sócio de uma empresa de locação de impressoras e cuidava das instalações, era horrível ter de usar o padrão americano que, salvo nos casos em que a tomada era novinha, deixava a conexão frouxa e muitas vezes caindo… Nesses casos, como o cliente não trocaria a tomada, era preciso dar um jeitinho e abrir os pinos da tomada macho pra ela ficar mais firme…

      Nesse padrão ABNT não tínhamos problemas: a fixação era ótima e os polos da tomada ficavam protegidos.

      • Lorenzo Frigerio

        Talvez você não tenha reparado, mas plugs de pinos chatos têm um pino um pouco mais largo que o outro, na ponta, para não ficar solto no soquete.
        O sistema brasileiro é uma “m” – se você puser um pino de 10A numa tomada de 20A, ele também fica meio frouxo. Mas o grande problema dele é o fato dos pinos serem praticamente paralelos, e redondos. A inclinação dos plugues na tomada, pelo mau apoio, especialmente os “retos”, é inevitável, gerando estresse e faiscamento no soquete. Péssimo design.
        O melhor é, de longe, o inglês. Altamente caprichado, com fusível interno de 13A a 240V, não fica frouxo de jeito nenhum, e as tomadas têm uma portinhola nos furos, que só abrem para a entrada do plugue. O contato só é feito com o plugue apertado até o fundo, e você sente o encaixe. Sem contar que os pinos são sólidos de seção retangular, não estampados; o apoio é perfeito.
        Agora, o australiano, que nós chamamos de “trifásico”, é intrinsecamente um bom design, pela orientação dos pinos, o que também confere estabilidade ao conjunto… simples, barato e eficiente.

        • Lucas Mendanha

          Reparei sim a diferença entre os pinos..Isso quando nao pegavamos uma tomada que tinha o pino do aterramento suprimido e ficava ainda pior a conexão.

          Mas a questão é que com o tempo a tomada “femea” que afrouxa.

          Nesse ponto, o baixo relevo que forma a tomada ajuda na fixação, pois, mesmo que os pinos afrouxem, esse relevo apoia o corpo do plug, mantendo o fixo

          Mas enfim, acho justo, diante de tantas opções, ter um padrão único. Que fosse o ABNT, o americano, ou qualquer outro, desde que fosse padronizado.

          Um exemplo de problema que isso gera é o caso da malha ferroviaria brasileira, quando foi criada nos seculos passados. Cada uma seguia um padrão de bitola, o que inviabilizava a interligação do sistema e perdia-se eficiência.

    • André Andrews

      Na penúltima manifestação eu vi isto: http://4.bp.blogspot.com/-0-ZzUCT2H8A/VSxHkFMM-zI/AAAAAAAAcYw/rLF4JFc6ApM/s1600/impeachment.jpg

      Mas pelo que lembro foi o Lula. Então deve ser trocado o impeachment por xilindró. Se bem que ele pode parar aí por outros motivos também.

    • Daniel,
      Foram Três Legados do Inferno que o idiota do molusco nove-dedos sancionou: o acordo ortográfico da língua portuguesa, a lei seca e o padrão de tomadas. Não precisávamos de nada disso, só vieram para atrapalhar a vida de todo mundo.

      • Daniel S. de Araujo

        Teve um quarto “legado”: A ridícula lei do desarmamento civil, rechaçada com veemência no referendo de 2005 por mais de 60% da população (se o referendo fosse hoje, acho que o numero chegaria a 90%) e que é conivente com bandidos e milicianos armados de fuzis e impede o cidadão de ter uma cartucheira dentro de casa.

        Parafraseando novamente Carlos Méccia, uma homenagem aos desarmamentistas progressistas (inclusive do PSDB) e defensores do PT O fuzil que está com Dilma Rousseff é um FAL de uso exclusivo do Exercito Brasileiro (na época era moda guerrilheiro assaltar quartel do exercito), calibre 7.62×51

        • francisco greche junior

          Muito bem lembrado, essa ainda para mim é a maior das vergonhas e inutilidades desse legado.

        • Luciano Silva

          Essa foto da Dilma é montagem.

          • Daniel S. de Araujo

            Não sei se é ou não. Mas todo mundo sabe que ela pegou em…armas e roubou quartéis de exército.

    • CorsarioViajante

      Vi um cartaz num destes protestos genial: era o desenho deste padrão imbecil escrito “só por isso já merecia impeachment”.
      PS: um colega publicou a imagem abaixo.

  • Armen

    Nora
    Muito boa a matéria! Acrescento ainda um absurdo na logomarca da nossa gloriosa Polícia Militar, estampada em toda sua frota, onde a palavra Polícia não tem acento. Não sei que a produziu e nem menos quem aprovou. Será que se inspiraram naqueles velhos tipógrafos que diziam que palavras em caixa alta não levam acento?

  • Daniel S. de Araujo

    PAL-M era emocionante! Tinha que usar transcoder!

    Ligava a TV, o videogame (ou o videocassete) e esquecia de ligar o transcoder e era tudo preto e branco. Aquele monte de coisa pendurado na tomada. Ainda bem que a ABNT não tinha inventado naquele tempo o “novo padrão”.

    • Lorenzo Frigerio

      Teve um japonês que inventou o “N-linha”. Era um meio-termo – gambiarra – que não precisava virar a chave, mas a imagem ficava cor de rosa.

  • Mr. Car

    Como disse o Tom Jobim, “o Brasil não é para principiantes”. Se eu que nasci e cresci aqui não me acostumei e me irrito profundamente com certas particularidades destas terras, imagino quem chega já “grandinho”, he, he! Nossa padronização que não segue o padrão “Fifa” é um bom exemplo. E uma questão que particularmente me faz o sangue ferver, é a falta de pontualidade por estas bandas.
    Para pensar: “O adulto incapaz de ser criança, não pode sentir o prazer da vida”. (Walter Elias Disney = Walt Disney)
    O “Para ouvir” (Youtube) de hoje é minha homenagem aos 30 anos do primeiro (e definitivo!) Rock in Rio. Com certeza estou neste vídeo, com meus 21 aninhos, e todos os meus sonhos, planos, e ilusões, intactos no meu coração. Difícil vai ser me achar nesta multidão, he, he! Bons e inesquecíveis tempos! Inesquecíveis! Ai vai: “Óculos – Rock in Rio I (Os Paralamas Do Sucesso)”

  • André Castan

    É impossível comparar primeiro mundo com décimo mundo.

  • RoadV8Runner

    Caramba! Ainda hoje, na hora do almoço, eu conversava justamente a respeito de nada nesta terrinha torta ser feito de forma correta. Tudo é feito de qualquer jeito, sem a mínima preocupação em apresentar algo ou realizar um serviço de forma decente. Sem contar os inúmeros artifícios que o pessoal usa para morder um por fora. Por exemplo: um colega de trabalho levou uma multa por estacionamento em local proibido, em Piedade-SP, cidade vizinha de Sorocaba. O único detalhe é que ele nunca foi para Piedade…
    P.S.: texto divertidíssimo de se ler, a propósito!

  • Daniel S. de Araujo

    Lucas, o problema das tomadas padrão americano que ficam frouxas quando velhas é uma questão de qualidade ruim/péssima dos materiais elétricos a venda no Brasil. Crie o padrão que for, se a tomada e os plugues forem ruins. A casa dos meus pais foi feita há 37 anos com material elétrico de primeira linha. Conta-se nos dedos (da mão do Lula ainda) as tomadas que precisaram ser trocadas. E tomada lá é o que não falta…

    O padrão brasileiro de tomadas é incontestávelmente uma aberração mundial. É como ter um telefone celular que só funciona no Brasil. Ou um carro que só anda em estrada duplicada. Pode ser o melhor do mundo mas não tem serventia. No passado, a JVC lançou o padrão VHS e o VHS-S aberto a quem quisesse adotar. A Sony, como sempre, lançou o Betamax, superior em tudo ao VHS mas que só funcionava no aparelho dela. Resultado, o Betamax foi um desastre mesmo sendo tecnicamente superior.

    • Lucas Mendanha

      Concordo contigo. Mas o fato é como disse, o problema é a média.

      Podemos colocar tudo de primeira linha. Mas tem muita gente que não liga para isso e coloca do mais barato possível, principalmente em empresas. E daí que surgem os problemas. Mesmo em tomadas da pior qualidade, a perda entre uma tomada boa e uma ruim é menor na ‘ABNT’ que no padrão americano. Falo isso na prática, depois de 4 anos montando máquinas e passando raiva em algumas situações…

      Mas para não falar que estou defendendo: usar o Plug de 20A nas tomadas de 10A (sabendo que não estava correto, por conta da falta de estrutura para uma maior corrente) era um saco. nem sempre funcionava e tinha que encontrar uma solução: ou trocava o plug ou usava adaptador..

      • Daniel S. de Araujo

        Vou discordar mais uma vez…Põe o INMETRO para trabalhar e fiscalizar o material elétrico vendido no país. É a mesma historia dos buracos na estrada. É mais fácil colocar uma placa “Cuidado: Buracos na estrada” do que arrumar os buracos.

        É mais fácil criar uma nova “norma” do que padronizar e adequar o material elétrico vendido no país.

        • francisco greche junior

          Estou contigo Daniel. Lucas nada justifica a má qualidade dos materiais elétricos que temos aqui. Eu vendia materiais elétricos de baixa e média tensão, sei bem o lixo que temos. Pegue qualquer tomada americana com anos de uso e conecte um plugue, ele ficará firmemente ataxado a ela. Para remover precisa de uma boa força.

          • Lorenzo Frigerio

            Tinha (ainda deve existir) uma marca de plugues chamada Transmobil. Só quem é da área conhece… a qualidade é top. A maneira de prender o fio no pino, o retentor do cabo, o material, tudo.
            Mas o que você encontra por aí é só Fame e Pial. E o pior, essas duas marcas custam caro e são consideradas de “alta qualidade”. Outro dia comprei um conjunto completo de tomada da Pial (linha Pialplus) para 20A, custou uns 20 reais. Reclamei do preço e a caixa falou: “Ah, mas é Pial!”.

          • francisco greche junior

            Poxa se conheço, vendi muito e muito Transmobil, preço ótimo e qualidade muito boa. O representante que me atendia era o “Maluf”, tiozinho gente boa de tudo, anda de Fusca verde!

          • Lucas Mendanha

            Dizendo mais uma vez (poxa, já é a 3°!): no mercado tem produtos e produtos… óbvio que tem produtos de 1° linha, que funcionam perfeitamente e não dão problema nem a longo prazo..

            Mas a grande maioria compra deles ou daqueles mais fuleiros de promoção?

            Isso quando esses de melhor qualidade estão disponíveis nos mercados mais distantes dos grandes centros, porque no geral só encontramos os fuleiros.

      • CorsarioViajante

        Essa é a pior parte, a tomada é uma só mas ainda tem “pino grosso” e “pino fino”…

  • Lucas

    Não quero nem saber. Se é pra toda vez ficar vendo em que tomada serve, vai continuar sendo assim. “Ah, nessa tomada não serve, tem que ser na outra. Puts, tá muito longe, precisa do rabicho….”
    A lavadora de alta pressão, assim que acabar a garantia será a próxima.
    Aparelhos que geram estratosféricos…. 12A.

  • ochateador

    A gente mal sabe o português de 5 anos atrás e ainda querem fazer uma “atualização” na língua?

    Portugueses estão mais do que certo em recusar.

  • Daniel S. de Araujo

    Verdade! N-linha, imagem rosa!

    Naquele tempo meu pai era um afficionado por som e imagem por isso que eu conheci essas coisas.

  • Lemming®

    Na Banânia a ordem é a desordem…

  • Cadu

    Nora, os dois pontos estão corretamente utilizados em “Retorno: mantenha-se à direita”
    Explico: os dois pontos são utilizados como ênfase do que vai ser dito ou como explicação do que foi dito anteriormente.

  • Cadu Viterbo

    Na INTERPRETAÇÃO, não. Isso é trabalho de quem lê, de captar a conotação do que está sendo dito. Isso é interpretar. Acentuação é outra coisa

    • Lemming®

      Trabalho…dos universitários semi-alfabetizados que saem hoje…#sqn
      Não está entendendo o que estou dizendo mas enfim…
      Se não existe acentuação e como você mesmo disse que só conta como fonética, imagine como vai sair quando se falar como se escreve. Sem a acentuação…
      Existe e funciona.
      Minha opinião e encerro.

      • Cadu

        Acentuação não muda o sentido do que se diz. Isso é tarefa DO QUE se diz
        “Si falar como si escrevi, o sentidu continua o mesmu”
        Você pode achar o qu quiser, estou apenas te apresentando um ponto de vista. Abraço