Era uma dessas gostosas tardes domingueiras de verão, em que o ar está calmo, as nuvens paradas e até os passarinhos bocejam se desequilibrando no galho. A preguiça sem culpa restaurava os seres.

Acordei do meu religioso cochilo e minha mulher, no sofá, entretida com um filme na tevê, nem deu bola pra mim quando desci a escada e caindo sentado ao seu lado lhe perguntei sobre a história do filme. Ela sabe que só pergunto para lhe encher a paciência, pra ela ter que me explicar desde o começo e perder a concentração, então ela deu um sorrisinho e nem olhou pra mim. A gente se conhece e se ama.

— Vou dar uma volta de bike com os cachorros pra acordar um pouco, lhe disse.
— Tá bom. Você me traz um chocolatinho? Um só?, ela pediu.
— Trago sim. Vou tomar um café no posto dos playboys veteranos da rua Augusta. Sempre tem uns carros legais lá. Beijo.

Botei as coleiras no Tigrão e no Tico e os dois pequenos vira-latas partiram a todo galope, puxando minha Monark velha com igual gana os cavalos do Ben-Hur lhe puxavam a biga. Cachorro também tem imaginação, tanto que sonham, e a imaginação, afinal, é o que dá graça ao fato, portanto: Avante fogoso Tigrão! Dá-lhe poderoso Tico! E assim partimos os três em desabalada carreira de peito aberto para o que desse e viesse. Só me faltava o chicote.

A caminho do tal posto, num pátio externo de uma concessionária de automóveis, vi um Alfa Romeo Giulia GTV do começo dos anos 70. Era vermelho, estava sem os pára-choques — coisa comum que lhe fazem, pois também fica lindo sem eles —, estava com bons pneus Michelin, rodas esportivas da época, mais largas e originais da Alfa, aquelas com furos redondos, tinha um belo volante Moto-Lita com aro de madeira, tinha um adesivo do tradicional trevo verde de quatro folhas logo atrás de um pneu dianteiro, motor 2000, e o interior era bege claro. Lindo de babar! Parecia novo em folha. Parei e babei.

 

Desenhado por um jovem para outros jovens (Foto: becuo.com)

Desenhado por um jovem para outros jovens (Foto: becuo.com)

Amarrei meus resfolegantes puros-sangues logo ao lado e enquanto eles atentos me observavam, comecei a dar a calma e saborosa olhada detalhada naquele bom Giulia GTV.

Gran Turismo Veloce, carro feito para que façam longas e velozes viagens de turismo com ele. Foi feito para isso.  Foi projetado de fio a pavio visando isso. Mas pode sair só a passeio também.

O capô do motor estava quente, a placa era de São Paulo, então ele estava a passeio. Boa tarde para passear com o Giulia.

Eu já estava ajoelhado de quatro olhando o carro por baixo — tem muito carro que está bom só por cima, por fora, e a mecânica está um lixo, vazando óleos, amortecedores velhos, cárter lascado etc, mas esse não, ele estava sequinho, tudo OK, bom por baixo também —, uma posição meio ridícula, porém necessária, quando não demorou muito e chegou um casal de jovens. O moço era boa pinta e a moça uma graça com vestidinho claro e vaporoso. Muito simpáticos, sorridentes.

Levantei-me e, esfregando os joelhos para desencravar os pedriscos neles incrustados, já que eu vestia bermudas, fui pedindo desculpas por xeretar o Alfa, ao que de pronto o moço sorriu dizendo que nada havia a desculpar e que ele até achava legal, já ele mesmo cuidara da restauração do carro. Não que ele metera a mão na massa em tudo, mas que ele orientara tudo, tintin por tintin; coisa estudada, pesquisada, desejada, batalhada e conseguida.

Dei meus parabéns. Era um dos melhores Giulia GTV que eu já vira. Talvez o melhor. E para não dar uma de xereta ignorante chato e para mostrar que eu conhecia alguma coisa a respeito, perguntei-lhe se sabia sob que condições o carro havia sido desenhado. Não, ele não sabia, então contei. Contei que o Giugiaro era mocinho e trabalhava para o Estúdio Bertone quando foi convocado para prestar o serviço militar. Daí teve que cumpri-lo uns tempos num quartel nos Alpes italianos, e lá, à noite, depois dos treinamentos, ele tratava de desenhar o GTV. A Bertone toda semana mandava um emissário para buscar os desenhos. Foi assim, um moço desenhando um carro ideal para moços.

— E sabe o que é o mais bacana disso tudo? — lhes disse — É que esse carro está com vocês dois, um casal legal de jovens. Esse carro deve estar contente de passear com vocês. Ele está nas mãos certas.

Sorrisos de lá e de cá. Tchau! Tchau! O Alfa vrummm! E lá retomamos nós, os três intrépidos, o nosso galope avassalador por mais um quarteirão, até ali perto no posto de gasolina onde aquele pessoal que gosta de carro faz tempão — muitos desde antes daquele Giulia vermelho ter sido fabricado — se reúne. Amarrei as feras, tomei meu café, comprei um chocolatinho, vi uns carros, escutei e falei sobre carros, e vi uns coroas que nem eu chegando e saindo com uns carros bacanas tipo aquele Giulia vermelho, mas só que nenhum deles com uma mulher ao lado. Tudo bem, tudo bem, eles todos passavam por bons momentos, tipo reunião de amigos com um interesse comum, mas a relação do jovem casal com o Alfa era mais verdadeira, mais legal, o que deixava a cena ali no posto meio insípida, meio estéril, meio sem graça, meio fria; não tinha romance no lance.

E assim, logo o chicote estralou e o charreteiro infernal — era com esse título, “O Charreteiro Infernal”, que o filme Ben-Hur foi lançado em Lisboa, ao menos é o que dizem — partiu com seus rompantes corcéis calçada afora levantando folhas com o deslocamento de ar provocado.  Levei o chocolatinho pra ela.

Poucas semanas se passaram e lá estava eu com meu amigo dono de um BMW 2002 conversível dos anos 70. Nós no banco de madeira e olhando o mar, enquanto os meus corcéis fuçavam por restos de comida ao redor. O meu amigo há anos que restaura e não restaura esse BMWzinho. Ele faz um pouco e pára. Faz outro pouco e pára. E não é por falta de grana. Acho que é por falta de motivação.

— Cara! Por que é que você não dá logo esse carro pro teu filho?, lhe perguntei.
— Mas dar por quê? Ele pega o carro quando bem entende. É como se fosse dele., me respondeu.
— Eu sei, mas assim é dele e não é. É diferente. Dele é dele. É outra sensação. E olha, imagine esse BMWzinho bem em ordem e com o teu filho acompanhado de uma gata dessas que ele namora. Teu filho trabalha e se diverte direitinho, e está numa idade de ouro, fora que é o maior boa pinta que conheço. Vai ter menina na calçada que vai dar com a cabeça no poste, distraída olhando ele.

— …….
— E aí? Pensou?, perguntei.
— Vou arrumar duma vez esse carro e dar o BMWzinho pra ele., o meu amigo concluiu, animado.

Fiquei contente. O filho dele é como se fosse meu sobrinho, já que o vi crescer; e o rapaz é legal pra valer e gosta mesmo de carro. Além do mais, meu amigo arrumou uma motivação realmente forte para deixar o BMZinho nos trinques. Sacou que a vontade de ver o filho com o carro era muito mais pungente que a de ter o carro para si.

As experiências mudam de gosto ao longo da vida. Se pudermos vivê-las no melhor momento, com o melhor gosto, ótimo. Se não pudermos, paciência. O que não podemos é deixar a oportunidade passar, porque o arrependimento por não fazer, quando poderia ter feito, é um sentimento meio inconsolável. E nós, os mais velhos e experientes, temos mais é que dar uma força pra moçada poder curtir os seus momentos. É a vez deles.

Sei que o que está na moda para a rapaziada de hoje é suve. Preferem uma mula a um cavalo; que seja. Mas sei muito bem que pegar pela cintura a mulher amada e sumir junto com ela por estradas vazias num carrinho esporte é gostoso pacas, inesquecível!

Acorda aí, moçada! Usem a imaginação! Carros esportivos é que embalam o romance!  Como o de  Rick Blaine (Humphrey Bogart) e Ilsa Lund (Ingrid Bergman) em “Casablanca”, numa felicidade incontida rodando pelos arredores de Paris.

Se vocês voltarem a querê-los, voltarão a fazê-los.

 

Casablanca 2

Em “Casablanca”, de 1942, o maior romance do cinema

AK

 

 

 

 



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Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

  • Bruno Rezende

    “As experiências mudam de gosto ao longo da vida. Se pudermos vivê-las no
    melhor momento, com o melhor gosto, ótimo. Se não pudermos, paciência”.
    Que frase! Já salvei na minha lista das melhores frases. Abs

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Belo texto AK! Por ter a mesma opinião que você expressou no último parágrafo, em junho fui comemorar minhas bodas de prata no norte da Itália. Queria alugar um carro barato, mas com apelo… Reservei um Fiat 500 cabriolet, para curtir a paisagem. Ao chegar na locadora, não havia nenhum disponível, me entregaram um equivalente, o Maggiolino (nosso atual Fusca) cabriolet. Foram 9 dias inesquecíveis, passando pelo Museu Enzo Ferrari, em Modena, e o Museu da Fiat, em Turim. Afinal, romance também combina com autoentusiasmo…

  • Eduardo Palandi

    Arnaldo,

    Nota dez para o seu texto. tenho 33 anos, não sou casado, e um dia espero dar o Volvo Amazon cupê que estou restaurando para uma filha ou filho (que ainda não tenho) com esse espírito que você descreveu. Mas vai que até lá pinta um Lancia para fazer o sangue italiano ferver na garagem…

  • Thiago A.B.

    Belo conto, Arnaldo!! De dar água na boca ter um vermelhinho desse, acredito que não precisamos mais do que isso em matéria de carro.
    Ajude-me numa coisa, se puder: há anos vi cenas de um filme, acredito que dos anos 60, em que o protagonista possuía um roadster BMW e tinha umas cenas dirigindo, como que treinando, numa estrada de montanha, fazendo punta-tacco e se não me engano, sua mulher/namorada (linda) estava envolvida num triângulo amoroso. Gostaria muito de saber o nome desse filme para assisti-lo inteiro. Abraço!

  • Fernando

    Ótima dica para os garotos, que realmente estão precisando de uma orientação sobre o que escolher nas 4 rodas! hehehe

  • Fórmula Finesse

    Pintura de post; lição de sabedoria e finesse!

  • Paulo Roberto de Miguel
    • Paulo, que carro é esse do Elvis? Maserati Birdcage? Lotus?
      O de trás parece ser um Ferrari.
      Não gostei do jeito que ele segura o volante. Ele se agarra a ele.

      • Paulo Roberto de Miguel

        Pelo que pesquisei Elva MK VI 1962

        • Paulo, é mesmo o Elva MK VI. Boa! Carro inglês. Motor Coventry Climax 1.100 cm

      • Belford

        Na verdade AK ele deve estar pensando em outra coisa ao agarrar o volante de tal maneira!!!!!!!KKKKK Olha quem Está ao lado!!!!!
        Será um PORSHE?

        • Belford, o de trás, número 30, Porsche é que não é. Esse tem motor dianteiro. Tá com pinta de Ferrari mesmo.

          • Paulo Roberto de Miguel

            Parece mesmo, pela abertura dianteira e roda de aros…

        • Paulo Roberto de Miguel

          Ann-Margret… Eles tinham um caso fora das telas. E a Priscila lá em Graceland…

    • WSR

      Acho que este era mais a cara do rei, apesar de não ter sido o dele…

  • Danilo Grespan

    Arnaldo, muito boa leitura para esse retorno de almoço. Fico pensando de vez em quando, sou doido para ter uma dessas réplicas bem montadas, como a do Shelby Cobra, com motor V8, que deve ser um grande prazer de dirigir, ainda mais numa calma tarde de domingo, ou na beira do mar… um dia chego lá!

    http://images.quebarato.com.br/T160x160/shelby+cobra+replica+perfeita+sao+jose+dos+pinhais+pr+brasil__41102B_1.jpg

    • Danilo, são poucas as réplicas de Cobra feitas no Brasil que prestam. Bonitas, são, mas boas de chão são raras.

      • Danilo Grespan

        Pô AK, não estrague meus sonhos…. rs… sabe me dizer se alguma empresa específica seria melhor ou pior? Abs!

        • Danilo, então leia este teste que fiz em alguns há uns 8 ou 9 anos. Pode te ajudar a pensar.

          http://quatrorodas.abril.com.br/classicos/faixa/conteudo_212979.shtml

          • Danilo Grespan

            Valeu AK! Já li, ajudou bastante (nunca tinha notado seu nome nas matérias da 4R!) Vou continuar procurando outros materiais comparativos, para entender outras possíveis marcas do mercado. Ah, fica a dica: quem sabe uma matéria ao AE só com réplicas ou carros próximos à carros de perfil super-entusiasta? Já encontrei algumas interessantes por aí… abraços e obrigado novamente.

          • Domingos

            AK, as réplicas da Spyder são boas? Sinceramente, vi uma da mesma fabricante (Chamonix) rodando por São Paulo e me decepcionei.

            Era um 356, de aparência é muito bom, mas passou em uma ondulação e a carroceria tremeu inteira.

            Isso é coisa de carro de fibra ou existem uns mais bem feitos?

            A réplica do Spyder parece um carrinho perfeito para poder fazer o que você sugere no texto sem dor de cabeça e sem gastar muito.

            Mas se for toda errada de curva e dar impressão de desmontar cada ondulação melhor ter a dor de cabeça com um carro de aço mesmo…

        • Roberto Nasser

          a melhor do brasil é feita em brasília por um fabricante de carros de corrida com computador, torno cnc, conhecimento, etccc e tal. como opção tem, até, carroceria em fibra de carbono, desenvolvida a partir da encomendada por um certo nelson piquet a quem atribuem dois defeitos: entende do produto e é perfeccionista.

          • Danilo Grespan

            Valeu por mais essa dica, Nasser! A propósito, esses dois adjetivos para mim não são os defeitos do Piquet, rs!

      • Luciano Gonzalez

        Quem fazia umas belas réplicas era o filho do Ricardo Bock, se não me engano, as confeccionava no nordeste.

        • Danilo Grespan

          Valeu Luciano… vou rastrear as obras desse cidadão!

  • awatenor

    Pô AK (se me permite), quando escreves esses textos, não há como não se emocionar, pois são obra de quem observa a vida do alto, de forma ampla, incluindo esses nossos amigos que, dizem, são apenas objetos, mas cujas almas somente alguns conseguem vislumbrar. Obrigado pelo belo texto. Em tempo, também adoro cachorros.

  • Cláudio P

    Arnaldo, fantástico! Desejo fortemente que os fabricantes de automóveis se inspirem em seus sentimentos sobre os carros. Parabéns!

  • WSR

    Semanas atrás eu tirei (ou fiz) esta foto:

    • Eduardo Palandi

      bela foto. e muito bom gosto, o seu 🙂

    • Domingos

      Placa de Lugano? Ou de Lucca?

      • WSR

        Se as placas eram marcadas por código provincial, provavelmente era Lucca.

  • WSR

    Se é para sonhar…

  • FocusMan

    Não era um esportivo mas esse post lembrou-me da minha ultima viagem de férias com meu Focus recém saído da concessionária com seus 178 cv e minha amada namorada. 7000 km de diversão! Imaginar minha namorada reclamando que eu estava devagar porque estava andando a 150 km/h será sempre uma otima lembrança. Irresponsável mas feliz kkk. Fotiha tirada no Rio Grande do norte indo a Mossoró só para saber como era Mossoró

    • Carlos

      Sem querer ser estraga prazeres, mas acho que o Bob já criticou essa coisa de tirar foto de velocímetro em alta velocidade (algo freqüente ultimamente). Andar rápido é sempre uma escolha, mas o ideal é se concentrar em guiar. Fora isso, eu chutaria que a velocidade de cruzeiro estável do Focus deve ser uns 170 numa boa (em pistas adequadas é claro e pensando aqui na conta que o Arnaldo Keller fez um dia por aqui).

      • FocusMan

        Acho que cada pessoa adulta julga o mais seguro para si.

  • Angelo_Jr

    AK, me desculpe a pergunta, mas a Giulia GTV foi vendida oficialmente no Brasil??? OU essa que você flagrou foi importação pela Lei Nasser?

  • Vixe! E o Focus? Firme a 220?

    • FocusMan

      Sim estava. Ele anda bem a 220. Reta boa. Piso liso e concretado. Sem ventos laterais significativos. Estava bem seguro no momento da foto.
      Agora posso relatar o seguinte. Esse carro era sedan e eu tinha instalado um aerofólio nele. Estava com rodas aro 18 e pneus 225/40.

      No meu meu atual que esta com as rodas originais e é um hatch em vez de sedã, a instabilidade é notável a altas velocidades. Entretanto não testei o carro nessa pista que tirei a foto, onde não tinha vento e o piso tinha uma aderência incrível.

  • WSR, dizem que no dele ele meteu bala, deu um tiro porque o Pantera não quis pegar…
    Temperamental o cara.

    • Paulo Roberto de Miguel

      Isso, pegou bem no volante o tiro. Para quem teve todos os carros que quis, não deve ser nada…

    • WSR

      Vai ver que matar Pantera não era crime ambiental na época, rs.

  • André

    Uma ótima historia e um ótimo texto, Arnaldo.
    e como não se apaixonar por esses carrinhos Italianos?!

  • chmateus

    Arnaldo, teus textos fazem a gente pensar um bocado…Matutando sobre as fases da vida, os momentos de aproveitá-la, tenho a vontade de comprar um conversível simples, pra dar umas voltas com a patroa e descer até a praia. Pergunta pra um baita conhecedor, e para os colegas autoentusiastas: que carrinho usado/antigo, tem custo/benefício legal, com manutenção que não destrua minha poupança? Abraço do fã.

    • Frank Pontes

      Faça isso Mateus, compre o conversível que você não vai se arrepender. Há boas opções no mercado de usados, na faixa dos 30.000,00, desde os pequenos Peugeot 206 CC até os grandes Chrysler Stratus da década de 90.
      Em 1995 eu era um adolescente devorador de revistas de carros quando o Fiat Coupe foi lançado no Brasil. Me apaixonei pelo carro, e quando entrei em um que estava exposto num shopping jurei pra mim mesmo que um dia teria aquele carro. O tempo passou, tive meus carros, até que em 2012, com 30 anos de idade e um belissimo, confortável, racional e insosso Civic 2010 automático na garagem, me dei conta de que a vida estava passando. Vendi o Civic e hoje sou o feliz proprietário de um Fiat Coupe 1995, todo original, carro espetacular. Tem manutenção mais cara e mais complicada que o Civic, gasta mais, é mais apertado, mais barulhento, e não me arrependo em nenhum momento da troca. O prazer que ele me proporciona no dia a dia não tem preço. Compre o seu conversível! Os bons momentos fazem valer a pena até a eventual destruição da poupança!

      • marcus lahoz

        sabe que passou um por mim hoje. Um verde placa inicia com a letra C. Estava impecável. Sabe que sempre tive entre o Coupe e o Calibra sérios candidatos a garagem. O coupe é mais bonito, agressivo. O calibra mais rápido, aerodinâmico.

    • marcus lahoz

      Me intrometendo, veja um kadett.

    • Lemming®

      Praticando a achologia…
      Iria de 206 CC pois a manutenção é de 206 e a capota é rígida e elétrica então não tem problema com os amigos do alheio…

    • Antônio do Sul

      Vá de Puma. Não apodrece e compartilha mecânica com os antigos Volkswagen “a ar”. Dá para pensar em usar aqueles kits para aumentar a cilindrada trocando cilindros e pistões, ou então no uso de um boxer Subaru arrefecido a água.

  • JT

    Vi uma Giulia dessas, bem mais comportada, em Águas de São Pedro, no primeiro dia do ano. Fiz amizade com seu dono e ainda tive o prazer de dar uma voltinha no carro. Segue uma foto daquele dia emblemático.

    • JT (Jean?) A traseira está muito alta. Não está, não? E que rodas são essas?

      • JT (Jean)

        Caro Arnaldo, é o Jean, sim! Assino comentários como JT, pois é um apelido entre meus colegas de profissão. O dono dessa Giulia tem o carro há mais de 15 anos. Ele foi comprado pelo valor de um usado comum, veja só! Um belo investimento. As rodas seriam acessórios de época e a suspensão realmente está meio alta, mas essas coisas a gente não comenta logo de cara, mesmo com toda a hospitalidade típica do interior. Veja que motor bem cuidado!

        • vstrabello

          Vi uma dessas um ano atrás em um estacionamento, parada aqui em Campinas, bem parecida com esta. Linda demais!

  • Thiago, não sei. Não me lembro de ter visto.

  • Mateus, a sua pergunta é difícil de responder. Quanto à sua poupança… é mais fácil a Dilma destruí-la, portanto, lascado por lascado….

  • Carlos, a foto provavelmente foi tirada por quem o acompanhava. Não aprovo isso ou aquilo, mas já que o camarada meteu 220 no carro…
    E 220 não é velocidade cruzeiro. Deve ter ido até lá e tirado o pé, senão provavelmente não estaria vivo. Isso não dá certo no Brasil.
    De qualquer modo, carro estável a 220, é sinal que a 120 oferece muita segurança ativa.

  • marcus lahoz

    Muito bacana!!!

  • Domingos

    Até lá uma 355 pode ser ao mesmo tempo acessível e relativamente fácil de restaurar… Uma precisando de cuidados tem o preço bem menor.

    Não é um carro complicado perto do que temos hoje. Mas é sonhar bem alto.

    • Eduardo Palandi

      você tem razão. mas sabe que os únicos Ferrari que eu realmente gostaria de ter são os Grand Tourer? poderia ser um 330 ou um 400, rejeitados por serem quadrados demais, ou o 456, lindo que só.

      O 355, por outro lado, é o Ferrari com mais chance de ser “menos inacessível”, já que o 360 é bem mais complexo e, do outro lado, o 348, mesmo sendo mais “analógico”, tem bastante reclamações sobre a confiabilidade.

      • Domingos

        O 355 foi o último “mecânico”. O 360 é da linhagem moderna, que é muito boa mas também muito mais complicado. Um carro que com certeza não valeria a pena restaurar, a não ser que em série especial ou com valor sentimental forte.

        Muda não só coisa de eletrônica em motor e câmbio como a própria técnica de construção. O 360 em diante usa solda que consegue juntar alumínio da carroceria com ferro do chassi treliça, além de ter partes em monobloco.

        O 355 não usava essa solda específica e tecnicamente nem era monobloco, com tudo podendo ser montado/desmontado via soldagem de painéis. Hoje deve ser um carro fácil de trabalhar, soldar, restaurar e até recuperar de uma batida.

        O 348 tem o problema de ser nada memorável, mas não seria de se jogar fora para esse fim.

        Também adoro os coupés GT e o 456 é até hoje o carro que acho mais bonito!

        Essa, no entanto, já usava essa construção – foi a primeira.

        Em compensação, valem muito menos que os berlinettas e deve ser mais fácil achar um que não precise de cuidados.

        Daqui alguns anos será um clássico gigantesco e acessível.

        É impressionante como os GTs em geral são desvalorizados. Na Itália um 456 em condições muito boas se conseguia por menos de 30 mil euros, sem nada para fazer.

        PS: De qualquer forma, a Volvo que você tem em mãos é um carro enormemente legal!

  • Bem cuidado, mesmo, Jean.
    abraço,

  • Legal esse seu Coupe e legal a troca que fez, bem de autoentusiasta.

    • Frank Pontes

      O difícil foi convencer a esposa de que valia a pena, rs, mas deu certo e ela adorou o Coupe!

      • chmateus

        Valeu amigos, não tinha lembrado o 206, é de de pensar. Kadett e Escort conversíveis sempre me interessaram, duro achar um que não tenha sido judiado. Confesso que tenho uma queda pelos Puminhas, mas o preço chegou a estratosfera nos últimos anos. Acho que o MAO poderia fazer um post sobre os conversíveis que compraria, hihihi. Ia dar muita discussão por aqui. Abraço a todos

  • César

    Bem, já que o assunto em voga é sonhar… Sonho, cada um tem o seu! Ainda bem que nem todos sonham com o mesmo carro! Abração, AK.

    • WSR

      O Mentalista, rs.

    • Maycon Correia

      Teria um desse e um traction avant, de preferência se fosse um 15CV

  • Cafe Racer

    AK
    A série Giulia Sprint e GTV , são as Alfas que eu mais gosto e as mais lindas já fabricadas. Pena serem raríssimas de se encontrar por nossas bandas…
    Desenho é de uma delicadeza e simplicidade ímpares. Obra-prima !

    Essa do vídeo, abaixo, está em Curitiba … lindíssima também..

    https://youtu.be/KXbXgzZ4hmA

  • RoadV8Runner

    AK,
    Muito bacana, estava sentindo falta desses textos que só você consegue escrever, quando o assunto são os esportivos antigos. O Alfa Romeo Giulia GTV é um espetáculo, uma obra-prima, aos olhos e aos ouvidos. Não sabia que Gigugiaro o havia desenhado enquanto fazia serviço militar obrigatório.

  • Obrigado, Nasser!
    O Cleber da Americar ajudou nesse carro e disse que o Piquet chegou lá e antes do carro terminado quis testá-lo. O carro nem estava alinhado nem nada, bem crú, e o camarada saiu à toda na pista, arrepiando, e o pessoal nos boxes apavorado de medo de voar peça, sei lá. Primeiro ele colocou um motor BMW turbo de mais de 500 cv, um que ele ganhou da fábrica, mas não gostou e mudou para outro.
    Esse carro é um fora de série, que eu saiba, feito especialmente para o Piquet, não é?

    • Danilo Grespan

      Eu acredito que exista sim a venda sob encomenda: http://www.veloztechengenharia.com/. Abs!

    • Roberto Nasser

      Arnaldo,
      A base parece-me igual e seriada – chassi, suspensão etc, o rolling chassis. diferença para a unidade piqueteana é a carroceria, então pioneira e agora disponível, em fibra de carbono, e o grupo motopropulsor.
      Tem dois outros mais simples à venda: Cefas, (61) 99555-2474

  • Iran Moraes

    Ótimo texto, Arnaldo. Muito bom…

  • Cristiano

    Falando em melhor momento com o melhor gosto, aos 19 anos comprei com meu próprio esforço um Puma conversível, melhor época da minha vida, só me arrependo de tê-lo vendido.

  • “Tio” Arnaldo e seus textos maravilhosos…Te chamei de tio brincando, pois acho que entendi a mensagem e me vi nela…Se já passou a nossa hora de curtir um carro esportivo legal e, que fica mais legal ainda acompanhado da juventude e os sonhos desta fase, nada melhor do que inspirar um jovem e ajudar este a fazê-los…Como tenho visto os jovens de hoje totalmente pausteurizados na direção de seus suves ou similares, cujo maior glamour e a cadeirinha do baby atado ao banco traseiro, vibro quando vejo um”bicho grilo” com um esportivo ou um antigo mexido, clássico ou apenas maluco, com uma bela e também jovem acompanhante…O guri curtindo experiências que nunca mais vai esquecer!

    • RoadV8Runner

      O que eu vejo, hoje, é que são pouquíssimos os que realmente apreciam carros de verdade. Como gosto muito de antigos, vou ao máximo de encontro que posso. Agora já desencanei de querer fazer amizades no meio, pois o que mais vejo são grupinhos fechados que se reúnem somente para encher a cara de cerveja, não conhecem (e não estão interessados em conhecer) o antigo que possuem e, menos ainda, têm interesse em trocar experiência sobre os automóveis em geral. Ou seja, ter um antigo hoje é moda, o que interessa é ficar se exibindo que nem pavão pela aí

      • Road, Também sei o que é isto…Tem uma turma que está nessa para “ganhar” muita grana ou “gastar” muita grana e fazendo questão de alardear isto aos 4 ventos…São os “novos” tempos….

      • KzR

        Bem colocado, Runner. Esse é o lado B desse mundo que muitos de nós ficamos esperançosos com as alegrias de ter e compartilhar dos antigos e destes momentos.
        Mas ainda bem que as vezes nos esquecemos disso.

  • Leonardo Mendes

    Conversíveis e manutenção que não destrua poupança, via de regra, são antônimos.

    Um que eu recomendaria – e até compraria se pintasse um em boas condições – seria o 206 CC.

  • Antonio Ancesa do Amaral

    E a melhor do Porsche 356? Gentileza indicar.

    • Antonio, o 356 da Envemo.

      • Antonio Ancesa do Amaral

        Grato.

  • Leonardo Mendes

    Se o mote da postagem é sonhos, por que não um descapotável pequeno?

    http://www.automania.be/files/Image/articles/jpg/Peugeot206CC_0503SM023.jpg

    Interessante que muitos dos meus ex-clientes o compravam como primeiro (às vezes único) carro.

    • Agora fiquei feliz e triste…
      Feliz porque alguém compartilha o mesmo gosto que eu, e triste por não ter um (rs)
      Acho esse carro genial, e mais ainda por usar a mecânica conhecida e barata do 206 comum.

      Perto de casa tem um 306 CC 95, verde. Está na loja há quase um ano, e eu rezo todo dia para ninguém comprar. Toda semana passo lá, e o leãozinho está lá, me pedindo para ir pra casa…
      Quem sabe?

      • Domingos

        O 306 era um bicho meio diferente, capota de lona e se não me engano era adaptado pela Bertone e não um conversível de alto calibre como os 307, 308, 206 e 207.

        Mas, vai que era bom… Me parece que era horrível de segurança passiva, ao contrário dos Peugeot conversíveis próprios deles, que sempre foram excelentes.

        A Peugeot deveria divulgar mais seus conversíveis e não só aqui no Brasil. São os mais baratos e bem feitos conversíveis de série. Todo o resto o preço vai lá para cima e com qualidade igual.

  • Victor Schildknecht

    Muito bom AK. Resumiu filosoficamente e com maestria o que eu venho passando (tenho 20 anos). Amo carros, principalmente a história deles. Meu pai gosta também, mas nem para me emprestar o simplório Siena, ele se atreve. Como nos tempos de ouro dele, ele extrapolava bastante no trânsito, apostando rachas, dirigindo de forma imprudente e todas essas coisas que a maioria da molecada faz (claro, nos anos 70 as coisas eram beeeem diferentes), ele deve pensar que irei fazer o mesmo e com isso, tem medo e/ou receio. Não que eu dirija mal, pelo contrário. Estou trabalhando bastante para poder ter o meu primeiro automóvel, e serei bem diferente com meu filho, se Deus quiser – se houver carros e gasolina até lá, rezo pra isso…

    Parabéns pelos belos textos. Abraço.

    • Vai ter carro, sim, Vitor, e carros ainda mais legais. Estão sempre melhorando. E com o seu filho, faça “as pequenas loucuras” junto com ele, assim ele aprende a se divertir sem riscos. Senão ele pode querer aprontar com gente que faz besteira. O negócio é esse, seja com carro ou outra atividade qualquer.

      • Domingos

        Dica de ouro. Recomendo a todos, falando como filho.

        Como pai, suponho que seja melhor também.

  • Luciano Gonzalez

    Danilo, o Bock era coordenador do curso de automobilística da FEI e especialista em chassis e suspensão.

  • Christian Sant Ana Santos

    Essa semana meus sonhos lotéricos estavam direcionados a um 500 Abarth cinza, que está na Oro Fiat pertinho aqui de casa. Mas aí veio a nova Giulia…

  • Christian Sant Ana Santos

    No Palio 1.6 Essence eu considerava um erro de 10 km/h, me lembrava do limite H dos pneus, aliviava o pé nas descidas da Marechal Rondon, vazia, rumo a MS. A foto é da web.

    • FocusMan

      Caramba…

      O que eram as luzes ligadas no Painel?

      • Domingos

        Isso aí é modo de teste… Me divertia com o do Renault, que o painel marcava até 250 km/h.

        • Christian Sant Ana Santos

          Provavelmente no dinamômetro…pois na varredura inicial os ponteiros não ficam em posição intermediária.

        • Christian Sant Ana Santos

          Provavelmente dinamômetro, luz indicadora de freio de estacionamento acionado, além do que, na varredura de boas vindas os ponteiros não param em posição intermediária.

  • Victor Alves

    Excelente texto! E esse Giulia GTV é lindo de mais

  • Daniel Pessoa

    Isso foi de Mossoró a Aracati? Trecho deserto e plano. Só tem os cavalos dos poços de petróleo da Petrobras. Uns 80km praticamente retos, planos e desertos, pela BR 304.

    Também tenho Focus, apaixonado pelo carro. Um dos carros “normais” mais entusiastas.

    • FocusMan

      Isso mesmo Daniel! Pista plana, reta, sem lombadas e com campo de visão bem aberto para ver se vem bichos ou algo mais. Irresistível para qualquer auto entusiasta!

      O Focus é um ótimo de companheiro de viagem. Não cansa!

  • Frank Pontes

    Eu gosto muito do Calibra e cheguei a olhar um quando procurava o Coupe. Mas como disse acima, o Coupe era paixão antiga. Ver e dirigir o Calibra serviu mesmo foi para reforçar que eu queria o Coupe!

  • agent008

    A deusa (la deésse)!

  • vstrabello

    Gosto muito dos 105 coupe. Vi três deles, todos 2000 GTV, um vermelho parado em um estacionamento, parado havia três anos aqui em Campinas, placa amarela, um cinza em Indaiatuba e outro, em Interlagos, branco. Este último fazia um belo bar com um 356 que estava perto dele. Sonho. Belo texto!

  • Kevin “Schãoantz!” (F.Lopes)

    O pai de um amigo meu tinha uma destas bem conservada mas com motor( pasmem!) de Opala 4-cilindros. isso lá por 1990. Lembro da desenvoltura do carro apesar de ter um motor inadequado.
    Este amigo pegava o carro apesar de ter 16 anos, todos éramos menores de idade, era um barato! Tempo em que caso não fizesse arruaça a polícia não se incomodava, tempo em que o interior de São Paulo ainda tinha paz…

  • Nora Gonzalez

    Arnaldo, belíssimo texto! Como é bom ler coisas assim e ver carros como este em meio a tanta notícia ruim. Um sopro de esperança na humanidade.

  • Bruno Ventura

    Fiz isso, comprei um Alfa 156 2000, sonho de adolescência. Gasto um pouco mais com manutenção, aluguel de garagem, etc, mas nem tudo na vida deve ser olhado pela perspectiva do investimento econômico. Dinheiro pra quê se não for ser feliz?

    • Frank Pontes

      Belíssimo carro Bruno! É o próximo da minha lista, Alfa 156 sedan, preferencialmente vermelho. E vc resumiu muito bem na última frase: dinheiro existe para realizar os nossos sonhos, não para que fiquemos escravos dele.
      Grande abraço e parabéns pelo carro!

  • Eduardo Sérgio

    Quando o assunto é Alfa Romeo Giulia o que me vem à mente é sua versão Século 21: Fiat Linea. Dois carros cativantes.

  • Domingos

    Sim, eram por província mesmo. Hoje a marcação é um complemento só, que fica num canto e não é parte do código/numeração da placa em si.

    Mas continua sendo por província. Muito provável que seja de Lucca esse Lancia mesmo.

    Hoje seria obrigado a mudar para a placa do local que fica na maior parte do tempo, mas com os antigos deve haver alguma exceção – ao contrário do que acontece aqui no Brasil, onde jamais poderiam usar uma placa amarela por exemplo.

    É muito normal ver carros antigos com as placas originais e não é rolo. Rodam e estacionam normalmente, além de desconto no seguro de responsabilidade que é sempre obrigatório.

    • WSR

      É, percebi isso. Aliás, ontem eu fotografei 2 belíssimos Fiat 500…

      • Domingos

        Esse 500 azul marinho, o original, quase certamente é bem modificado.

        Assim como nos Fuscas, quando é assim, deixam a tampa traseira meia aberta. Em ambos falta espaço/refigeração para algumas modificações.

        Olhando por cima, aliás, o carro realmente parece um Fusca italiano.

        Já a geração “nova” dele era mesmo muito estranha. Parecia um carro key japonês, mas sem ser bem feito.

  • WSR

    Naquela época era comum ver carros estrangeiros com motores nacionais. Era dificílimo importar peças, além do alto preço.

  • KzR

    Concordo contigo Arnaldo, a juventude deve poder apreciar destes fantásticos momentos e experiências entusiásticas que a idade lhe permite.
    Mas não nos esqueçamos que esses antigos também nos permite (os mais velhos) continuar jovens, se nossos corações ainda agüentam.

  • Flavio Tovar Almeida

    Texto fenomenal… Belíssimo Giulia GTV!

  • Lembrei dele 😀