O carro está até bem bonitinho, pintura brilhante, estofamento em ordem… E aí vem um “mas”. Mas, ao volante se tem a clara e desagradável impressão de se dirigir um “carro véio”. Não antigo, velho mesmo.

Após alguns anos, vários donos e muitos quilômetros, os carros tendem a ter um sabor diferente ao volante, ficando pouco obedientes e chatinhos de dirigir. Mesmo com a manutenção básica em dia, isso vai se acentuando com o tempo. E às vezes o dono nem percebe, pois o “envelhecimento” vai acontecendo ao poucos, ao longo dos quilômetros.

E tudo isto está relacionado com o que toca ao dirigir, aos comandos básicos para colocar o carro para rodar, volante com folga, acelerador duro, alavanca de câmbio com engate em “Z”… por aí vai.

Mesmo que seu carro seja moderninho, com mais avisos (de painel) do que vôo da TAM (Caramba! Os caras tem tara por aviso chato e/ou inútil), nenhuma luz vai se acender, nenhuma irregularidade aparece. Mas, o gosto de carro velho está ali, ao alcance das suas mãos, percebido pelo seu tato. E você até se acostuma com isso.

Vale a pena mexer nestes detalhes? Com certeza vale. Dá um certo trabalho, mas o prazer ao dirigir aumenta e o maior prova disso é quando um amigo seu dirige o seu “querido sobre rodas” e declara: “Puxa, parece carro novo, não dá para dizer que tem mais de 10 anos”.

Vamos por partes, passo a passo nos itens que vão rejuvenescer seu “usadinho”.

Volante: É, sem dúvida, o principal item. Volante gasto, faltando pedaço, soltando espuma dá o mesmo prazer de segurar que uma tampa de privada suja. Existem várias soluções, a começar pela troca. Se existem volante original (ou boa cópia), troque o volante. Hoje não é tão simples, já que os carros com airbag complicam esta substituição. Se o carro não tem os “sacos de ar” é mais fácil, e um volante esportivo de bom gosto já resolve o problema. Se quiser recuperar, também existem formas decentes. Começa com uma tinta especial para volante, que você mesmo pode aplicar com uma esponja. Disfarça bem desgastes mais leves.

 

volante+revestimento+em+couro+sintetico+nao+e+capa+sao+paulo+sp+brasil__80CF90_1  SABOR DE CARRO VELHO volante revestimento em couro sintetico nao e capa sao paulo sp brasil  80CF90 1

Volante recuperado com couro: bem feito, dá um toque de classe

Outra maneira é feita artesanalmente por especialistas, cobrindo o volante com curvim ou couro. Se o profissional for habilidoso, fica bem bonito e dá um toque de classe quando se recobre com couro (mesmo o sintético). Outros já “cozinham” o volante a quente, refazendo a camada externa com plástico idêntico ao original. Veja em classificados (como Mercado Livre e OLX) em “recuperação de volante”, onde existem várias ofertas em praticamente todo o País. Alguns recuperadores vão à sua casa ou trabalho e realizam o serviço sem retirar o volante.

 

Winter-plush-car-steering-wheel-cover-personalized-leopard-print-cover-steering-wheel-accessories-auto-upholstery-supplies.jpg_220x220  SABOR DE CARRO VELHO Winter plush car steering wheel cover personalized leopard print cover steering wheel accessories auto upholstery supplies

Existem capas prontas, mas geralmente não fica muito legal

Existe ainda um quebra-galho não recomendado que é a capa de volante, encaixada com uma certa pressão. Fica um lixo esteticamente e a pegada é bastante muito prejudicada.

Claro, além da aparência do volante, se houver folga de direção o problema é maior. Dirigir se preparando para a próxima curva (“comendo a folga”) é um saco, o maior dedo-duro de carro podrão. Persiga a folga até eliminar. A maioria das caixas de direção tem regulagem, terminais de direção devem ser vistoriados e trocados e, além de tudo, é um típico reparo que envolve segurança.

 

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Manoplas são baratas e fáceis de trocar

Cambio: “Nunca deixo meu carro com manobrista”. Claro, o coitado nunca vai achar a primeira e muito menos a ré. Alavanca de câmbio com folga — no velho estilo do Fiat 147 que tinha “câmbio maaaais ouuu meeenos aíííí” — é um horror. E geralmente a alavanca só merece atenção quando não mais engata as marchas. Em qualquer sistema (cabo ou varão) existem várias buchas e alavancas de plástico, vendidas com kit, que devem ser trocadas. O kit é barato, a mão de obra nem tanto, pois é trabalhoso e o mecânico precisa ter capricho para executar bem a troca desta buchas e regular bem o engate de marchas.

 

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Existem kits de buchas e suportes para acertar o engate de marchas

Além disso, veja também o estado da manopla (pomo) da alavanca: se estiver gasta ou (pior) esfarrapando, seu carro está beirando a mendicância sobre rodas. A sensação ao pegar uma manopla dessas é a mesma de catar coco de cachorro na calçada. Custa pouco e você mesmo pode trocar: as manoplas são rosqueadas ou encaixadas. O mesmo vale para a coifa, aquele “saco” de courvin ou couro que complementa a alavanca. Tem pronto (para carros mais comuns) ou qualquer tapeceiro resolve.

 

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Além da manopla, também a coifa pode ser trocada para melhorar o visual

Pedais: Para dirigir, o que não é tocado com as mãos é pressionado pelos pés. E aí o papel dos pedais de acelerador, freio e embreagem são fundamentais para se ter aquela sensação de 0-km mesmo em carrinho bem rodado. O acionamento deve ser macio, sem rangidos. Embreagem dura pode ser causada pelo cabo gasto ou seco, o que pode ser resolvido com lubrificação, feita por um bom mecânico. Pouco adianta jogar óleo em spray nas extremidades. É necessário retirar a ponta que vai na caixa de cambio e jogar óleo com paciência, até que chegue na outra ponta, junto ao pedal. Se isto não resolver, provavelmente o platô e disco de embreagem estão em final de vida, e vai-se gastar um pouco.

 

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Pedais devem estar macios, com a embreagem e o freio alinhados

Aproveite e lubrifique a articulação dos pedais, para acabar com os nhéco-nhéco. Alinhe os pedais de freio e embreagem, já que a posição deste último geralmente tem um encosto que permite modificar sua posição de descanso.

O pedal do acelerador merece atenção especial, pois a sua pressão deve ser bem calibrada: nem muita resistência e não tão mole. Se a mola for muito dura, cansa o pé direito e, quando se acelera para sair, é difícil controlar a aceleração. Se a mola tiver pouca pressão, cansa o pé em trajetos mais longos. Vale o mesmo conselho da embreagem. Se o acelerador estiver travando, é necessária uma lubrificação mais caprichosa do cabo.

Em carro com acelerador “por fio” (drive by wire), o procedimento é mais complicado, pois a mola de retorno fica no próprio acelerador, que pode ser lubrificado por quem realmente entenda do assunto. Do contrário, se inutiliza o componente, geralmente caro.

Periféricos: Além destes componentes fundamentais, pois são tocados ou pressionados pelos pés, outros aspectos também influenciam na sensação de carro novo, principalmente por estarem no campo visual do motorista. O painel e seus instrumentais são fundamentais. Luzes queimadas, alavanca de seta que não retorna, comandos de vidros elétricos enroscando… tudo isso merece atenção.

 

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Toque gourmet americano: perfume de carro novo ou cheirinho de couro

Para completar pode-se dar um toque gourmet: peça para algum amigo trazer da “matriz” um perfume de carro novo (New Car Smell), encontrado em qualquer Walmart dos EUA. Tem um cheiro meio estranho de plástico, mas até lembra o cheiro de um Zero-Bala. Uma vez comprei por engano, mas usei até o final. Tem até com cheiro de couro (Leather Scent).

São trabalhinhos chatos, não é qualquer mecânico ou eletricista que topa fazer bem feito, mas vale a pena. Ter um carro velho obediente e gostoso de pilotar vai te deixar mais feliz ao volante, até mesmo quem dirige na “São Paulo 50 km/h” do nosso querido prefeito Malddad Suvinil.

JS

Sobre o Autor

Josias Silveira

Um dos mais respeitados jornalistas automobilísticos brasileiros, Engenheiro mecânico e jornalista, foi editor da revista Duas Rodas e publisher da revista Oficina Mecânica. Atualmente é um dos editores da revista TOP Carros além de colaborador da Folha de S. Paulo e de diversos outros meios. Também é autor do livro "Sorvete da Graxa".

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  • RoadV8Runner

    Para mim, o mais difícil para deixar o velhinho em ordem é encontrar alguém que faça o serviço de forma decente. Como sou muito chato para detalhes, até hoje não encontrei ninguém que faça serviços de acabamento/interior de forma decente (reparo em vidros elétricos, troca de chave de seta e por aí vai…).

    • Carlos A.

      É RoadV8Runner, eu também sou ‘chato’ ou detalhista nas manutenções, a ponto de voltar os parafusos no mesmo lugar de onde foi retirado. E como é difícil mesmo um profissional que atenda nossa exigência, procuro fazer pessoalmente as manutenções e reparos.

    • Marco

      Não sei onde você mora, mas em São Caetano tem um tapeceiro muito bom. Os consertos em bancos e revestimentos de portas ficam excelentes.

    • Lorenzo Frigerio

      Tinha o Shida em São Paulo, mas a loja foi vendida. Ainda tem uns japas na Francisco Morato que mexem com essas coisas.

    • César

      Pois é uma boa oportunidade para comprar algumas ferramentas e meter a mão na massa. Tempo, todo mundo arranja. É questão de preferência. Hoje a literatura disponível é vasta…

      • RoadV8Runner

        Então, muitas coisas eu mesmo faço, mas no caso do vidro elétrico, aquilo é uma encrenca que já tomo couro para soltar a peça que chamam de arraste (aquela que fica presa na base e sobe o vidro), porque algum “entendido” danificou a fenda que solta uma espécie de parafuso de plástico…
        Minha próxima empreitada vai ser trocar o radiador do ar quente, pois todo mundo pede cerca de R$ 1000 de mão-de-obra e dizem ter que desmontar o painel inteiro. Pela Internet, observei que dá para desmontar somente a parte debaixo do sistema de ar-condicionado e fazer a troca. É preciso tomar cuidado para não quebrar duas travas de plástico e não rasgar a guarnição de borracha. Mas vou deixar para mexer nas férias, com bom tempo para eventuais “fezes” que possam acontecer nos trabalhos…

    • Fernando

      Esses eu geralmente faço eu mesmo para não ver alguém fazer besteira e ainda ser pago para isso(geralmente a preços de serviços bons)…

      Mas quando preciso de algo que sei que eu faria pior, facilito o que me preocupa: desmonto as peças frágeis ou que o “ogro” não respeitaria e deixo o serviço mais fácil para ele se dedicar no que é para fazer, assim os dois ganhamos…

      • RoadV8Runner

        Foi o que aconteceu comigo, paguei R$180 para arrumarem os dois vidros elétricos traseiros (o traseiro direito já estava inoperante e o traseiro esquerdo estava “subindo no telhado”). Resultado: cerca de 6 meses depois do reparo, o traseiro direito parou de novo e o esquerdo, que paguei pelo serviço e não fizeram absolutamente nada, parou também uns meses depois. O duro é que o lugar era de confiança e agora resolveram avacalhar no serviço.

    • Malaman

      Estou tendo o mesmo problema, não consigo gente boa para fazer serviços. E não é só no assunto automóvel. Os caras acha que estão nos fazendo favor, quando na verdade é o oposto.

  • Carlos A.

    Manutenção num carro é o básico…convivo com um modelo mais antigo (e pois procuro mantê-lo sempre em ordem). Mas acho que em parte, os defeitinhos que se acumulam são culpa dele, e sim nossa mesmo. Interessante como parece ser uma tendência “acostumar” com pequenos defeitos. Quem tem carro mais antigo sabe como é.

  • Bruno Rezende

    Grande “Tio” Josias!
    A vida começa aos 100 mil!
    Abs

  • Rodrigo Neves

    A embreagem é um pouco mais manhosa. Se estiver dura, pode ser problema inclusive no garfo. Tive uma Parati 88 que a embreagem era muito dura, até que um dia foi ao fundo. De tanta resistência do garfo empenado, comeu os dentes. Troquei por um garfo completo do Santana e ficou como zero km.

    Outro problema chato é a folga lateral do conjunto de pedal. Aperta a embreagem e todo o conjunto desloca-se um pouco para a esquerda. Esse eu não consegui resolver antes de vender a Elba 1995.

    Mais um problema na Elba, esse mais sério: os calos no câmbio. Passa a segunda e sente-se um ressalto, só em algumas marchas. Incomoda, mas no longa duração da 4R da época a Elba de fato teve problemas no câmbio, detectados ao ser desmontado.

    O que eu pude fazer pra deixar o carro próximo ao zero km eu fiz. Ficou melhor que muito carro mais novo, mas demanda tempo e paciência. E, mesmo com esses poucos problemas, meus carros sempre foram elogiados pelos compradores.

  • Totiy Coutinho

    Esse é dos meus , mas o ruim de manter uma ´´ratoeira´´ ou ´´bicheira´´, com gostam de apelidar carros antigos em atividade, é a falta de peças de reposiçao de qualidade ou nao, alguns itens simplesmente sumiram pois os varejistas de autopeças preferem trabalhar com o que gira na prateleira, algumas marcas só em desmanches e com preços exorbitantes !

    • César

      É isso aí, aqui na região onde moro, o carro velho é conhecido por bicheira! E essa manopla de câmbio “genérica” que o Josias mostrou na primeira foto é de péssima qualidade. Gosto e opinião cada um tem a sua, mas ainda acho menos pior que o carro tenha uma peça original com “sinais do tempo” (até certo limite, claro) do que uma genérica nova de qualidade bem duvidosa.

  • Daniel S. de Araujo

    São pequenos cuidados que mostram o capricho (ou o desleixo – na maioria dos casos) dos proprietários de carros mais erados.

    O diagrama das marchas torto, a coifa rasgada (é diferente de desgastada), bancos encardidos, revestimento das portas gastos, aletas de ventilação do painel quebradas, engate de marchas com férias (já nem mais é folga na alavanca), botões afundados no painel, tudo isso é sinônimo de proprietário porco e sem cuidado. Quando compro um carro usado é a primeira coisa que olho. Se o interior que todo mundo vê esta assim imaginaa mecânica.

    • Mr. Car

      Sempre pensei assim: se um carro mais usado está impecável por fora e no interior, teoricamente, é muito provável que os cuidados com a mecânica tenham acompanhado este zelo. Já se estiver detonado por fora e por dentro…nem quero pensar naquilo que não se vê, he, he!

    • Rodolfo Feijó

      Mas carro todo bonitinho as vezes engana… conheci um médico que me disse que acha desnecessário trocar óleo, ele acha que só se deve completar. Imagina o coitado que compra o carro deste médico…

      • Lucas

        E imagina o coitado que VAI nesse médico….

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Além das já citadas providências, a limpeza freqüente e caprichada mantém as coisas não só com melhor aspecto, mas também incentivam um cuidado maior por terceiros. As pessoas tendem a ter maior cuidado com aquilo que parece bem preservado. Não é nem questão de lavar a toda hora (nem há água para isso) nem ser um neurótico “flanelinha”, apenas cuidadoso.

    • Mr. Car

      Não use este termo: “flanelinha”. Quando leio ou ouço esta palavra, meu sangue fica igual ao do Sidney Magal: ferve. Só que o dele ferve de amor, e o meu ferve de raiva, he, he!

  • Mr. Car

    Três coisas que me dão péssima impressão quando vejo em um carro: volante desgastado, pomo da alavanca de câmbio desgastado, e borrachas dos pedais desgastadas. Só de ver, não falei nem da folga na direção, da dificuldade de engate das marchas, ou problemas de pedais duros, desalinhados, ou rangendo. Se for ver um usado para comprar, já não levo. E em um carro relativamente novo de ano de fabricação, e com quilometragem de hodômetro baixa, encontrar estes problemas significa que a quilometragem não é beeeeem aquela do instrumento, e que estão querendo fazer algum desavisado de mais uma vítima do abominável “jeitinho” brasileiro.
    Pensar: “Apreciemos as mulheres, mas temamo-lhes sempre a sedução da beleza, e muito mais ainda, a sedução da alma”. (Sílvio Pellico)
    Ouvir (Youtube): “Supertramp – My Kind Of Lady”.
    PS: backing vocals e solo de sax deliciosos, he, he!

    • Lorenzo Frigerio

      Às vezes, quando o volante é de couro, se desintegra porque o dono é um daqueles gordos de mão suada. O cara também sua e senta sujo nos bancos, deixando as capas encardidas que nem um macacão de mecânico, tão duro que fica de pé.

    • Danniel

      Como dito acima, pode ser má qualidade do material também. Meu carro mais novo é ano 2010, e a uns dois anos começou a descascar a parte superior do volante. Creio ser a soma de sol e desgaste das mãos. Em breve vou trocar por um original já com couro, apesar de deixar o aro mais liso.

  • Mário César Buzian

    Perfeito, Josias !!
    Demonstra que cuidado e carinho têm que conviver com seu carro desde sempre – e nunca acaba, eles são literalmente nossos “filhos de lata”.
    Dicas preciosas, parabéns !

  • Marco

    Meu antigo Focus (que hoje está com meu pai, mas ainda o utilizo regularmente), faz tempo que queimou uma parte do painel. O lado direito fica meio apagado.

    Na época questionei na concessionária, extinta Sandrecar em Santo André. Me indicaram a oficina utilizada por eles. Cheguei lá, o cara olhou olhou, olhou mais um pouco e disse “vou ver com fulano como tirar o painel fora para conserto”.

    Eu entrei no carro e fui embora. A questão é a seguinte. À exceção do rádio, o painel não apresenta nenhum barulho anormal. Se desmontar para consertar, certamente ganharei alguns ruídos. Portanto, achei melhor deixar assim.

    • Lorenzo Frigerio

      Compre o manual da Haynes de manutenção desse carro, e ele dá o passo a passo dessas desmontagens.
      Já o meu Santana passou por uma desmontagem mais complicada. A Autoglass não conseguia colocar um para-brisa novo – ele quebrava, porque ao longo dos anos o painel havia “estufado” e não dava para encaixar o vidro. Mas a oficina lá perto onde foi feita uma funilaria no carro conhecia um cara que fazia essas desmontagens. Ele soltou e cortou uma fatia da beirada do painel junto ao vidro, e prendeu de novo. Quem não estiver procurando, não repara.

    • Lucas

      Do Focus 1 eu tenho o manual de manutenção dele em PDF.

  • marcus lahoz

    Belo texto.

  • Lorenzo Frigerio

    Embreagem que funciona sem patinar ou sem dureza, mas tranqueia na mudança… freio borrachudo e sem progressividade, que quando você pisa pra valer, trava as rodas, apesar do ABS… estalos na suspensão dianteira ao esterçar de ré, que o mecânico não consegue resolver… problema no conjunto do pescador do tanque que deixa o motor sem gasolina em curvas acentuadas para a direita… falhas intermitentes na injeção que a troca de sensores não resolve… ruídos na suspensão traseira, com falta de peças na praça… motor áspero… trava elétrica da porta direita sem força em tempo mais frio… vidro elétrico do motorista que ao fechar às vezes pára no meio do caminho e recua, precisando frequentemente colocar silicone na guarnição… ruídos entre a porta e o forro dela… câmbio e compressor do ar condicionado ruidosos… etc. etc. etc. Coisas de carro importado velho. Tudo complicado e caro de arrumar.

    • Rodolfo Feijó

      E o pulso ainda pulsa! Pulsa… pulsa…

  • Fernando

    Além destes citados, cuidar de partes plásticas ou de borracha que geralmente quebram ou mesmo mancham com o tempo também poupa de trocá-las, o que sairia mais caro.

    Uma coisinha besta mas que me irrita: quando o carro está empoeirado e o vidro desce pela canaleta, toda sujeira vai ficando nela, e quando sobe o vidro, fica a faixa de até onde o vidro desceu… eu não aguento e faço uma limpeza na canaleta para isso acontecer menos.

  • Carlos Miguez – BH

    Acredito que o item mais importante foi citado, mas não da maneira que mais incomoda, pelo menos para mim: é quando se solta a “cola” entre o aro de metal e borracha que recobre o volante. Considero extremamente desagradável a sensação de “apertarmos” o volante e a mão girar como um acelerador de motocicleta. Minha esposa tem um Citroën C-3 2009 automático, dela desde 0-km, agora com apenas 41 mil km, e este “defeito” em sua fase inicial (mínimo) chega a incomodar.

  • douglas

    Se fosse fácil e barato como o texto estaria super feliz!!
    Tenho um santana 90 GLS todo original, 80 mil km rodados, sou o segundo dono! Primeira dona uma senhora sem filhos…. carro dá gosto de ver!
    A única coisa que não é original é a bendita manopla de câmbio! O coisinha difícil de se achar!!

    Mas um dia quem sabe não acho a bendita num anuncio da internet!

    Mas é isso mesmo… quem não gosta de pegar um antigo todo durinho/justinho?

    • Lorenzo Frigerio

      Também tenho um carro desses. O meu é automático. Uma encrenca só, e agora está quebrado. Mas para mim o carro é legal por ser automático, terei de consertá-lo.
      Agora, peças de acabamento, principalmente aquelas molduras com filete cromado do painel, são impossíveis de arrumar, e quebram só de olhar para elas. Estou na espera de aparecer alguma num desmanche, pois não tem ninguém que faça o aplique manual do filete por hot-stamping numa peça do paralelo toda preta.
      Se eu não adorasse o carro, mesmo com todos os seus problemas, já teria me livrado dele.

  • Rogério Ferreira

    Dicas muito importantes para mim. Já que três carros passaram dos 200.000 Km nas minhas mãos, e realmente, quando outra pessoa dirigia, estranhava bastante. Bom mesmo era o Corsinha EFI 95 que foi parar na minha garagem como pagamento de um dívida. Pensei que estava enrolado com o carrinho, com 320.000 km. Mas não me deu muitos problemas (só a bomba de combustível e uma embreagem) vendi-o com 400.000 km! Não fumava, velas sequinhas, e era surpreendente na estrada. Pensava que seria terrível o desempenho do motorzinho de 50 cv, e meros 7,8 mkgf de torque, mas aquele câmbio de relações longas, era sensacional, fazia o carrinho ter um ótimo ritmo de viagem, tanto que fiz várias nele, sem sufoco. Consumo rodoviário de 15,7 km/l de gasolina. vendi ele, por 7.000 reais, um vizinho de tanto me ver sair para trabalhar nele, e sem levar na oficina, que ficava ao lado, percebeu que o carrinho ainda estava bom. Faz uns dois anos. Eu realmente tenho um “espírito caridoso” com os velhinhos.

  • João Guilherme Tuhu

    Chato também é quando o painel de instrumentos não funciona, ou está gasto, com iluminação fraca. Fazia eu mesmo muitas dessas manutenções, mas hoje não tenho mais saco para isso…

    • Lorenzo Frigerio

      Nesses carros mais antigos, tipo Dodges e Galaxies, dá para fazer um “jumper” no chicote junto à chave de luz, evitando o dimmer, pois muita voltagem se perde ali.

  • m.n.a.

    Legal o assunto! Mas nada como um antigo de uma época em que se existia qualidade DE VERDADE!
    Matérias-primas decentes que duram mais de 25 anos mesmo nos carros simples.
    No meu veículo, agora com 270.000 km, todos os itens citados na reportagem estão em perfeita ordem!
    viva meu Chevette 1990!

    • Fernando

      É verdade, nestes carros mais antigos o pior mesmo são pequenas peças que sofriam de qualidade, e não temos nem algo de qualidade na reposição. No Chevette mesmo (tenho um também) sei de muitos amigos que penam com o porta-luvas plástico que trinca e o paralelo é um lixo, ou as saídas de ar do painel que costumam rachar (como no Passat) e aí não tem muito o que fazer. É cuidar bem da peça e não deixar fritando no sol.

      • m.n.a.

        sim, peças paralelas de acabamento são lixo total, todas!!

        Meu porta-luvas trincou também, mas não a tampa, o compartimento….fiz um “remendo” com um pedaço de polipropileno grosso e vários parafusos/porca M4 pra “costurar”….de INOX!!

        (não fica aparente…)

      • WSR

        Manda alguém fazer um em alumínio. Dá para fazer na mão, com chapas de alumínio e rebites.

  • vstrabello

    Concordo! São estes serviços pequenos e “chatinhos” que fazem a diferença. Até o carro agradece, e pelo psicológico também!

  • Douglas

    E quando ao ficar virando o volante para um lado e para o outro se ficar escutando um toc-toc, pode ser o que?

  • Meu pai sempre dizia (e, graças a Deus ainda diz, embora não possa mais dirigir ou manter um carro ou caminhão!), que o capricho faz a diferença entre motoristas…Ah! Também tem uma coisa que já comentei por aqui, o carro velho reconhece o dono e vice-versa…Sempre que deixo meu carro para alguma revisão que não consiga fazer fico com a impressão de que alguma coisa ficou para trás e, claro, mexeu nas minhas regulagens de dirigir…Coisa de velho (o carro e o motorista )…Aqui no Sul tem um ditado que diz que “o que não é meio parecido com o dono é roubado!”

  • Marconi Henrique

    Comprei uma Montana Conquest 1.8 2006 recentemente, com 167 mil km e sofro com todos esses males relatados no texto. Aqui na minha cidade foi a que encontrei em melhor estado mas ainda há uma série de coisas a fazer. Troquei molas e tambores traseiros, coloquei as rodas aro 15 da versão Sport com pneus 185/60R15 e capota marítima. Melhorou bastante visualmente, mas continua uma bicheira. Uma coisa não falada aqui e que preciso fazer é uma higienização completa no sistema de ar-condicionado (inclusive removendo o painel para limpeza dos dutos e uma lavagem dos bancos, forros de portas, forro do teto e do carpete. Picapes pequenas são os carros que mais sofrem, do tipo que só compensa comprar 0-km.

    • J Paulo

      Convenhamos, 2006 não é velho….

  • Lucas

    Alguns comentaram sobre o carro que tenha a aparência não muito boa e a probabilidade de a mecânica estar pior ainda. Bem, sempre há exceções (hehehe). Mecanicamente meu Astrinha 2002 está muito bom. Nunca descuidei da mecânica dele pois pego estrada regularmente e não quero viajar cerca de 500 km entre ida e volta correndo mais riscos que os próprios da estrada.
    Mas confesso que fiquei com peso na consciência depois de ler o texto do Josias de hoje. A pintura está toda queimada no teto e capô dianteiro. O do porta-malas foi repintado em algum momento da vida do carro, e portanto ainda está bom. Sinaleiras estão bem queimadas pelo sol, faróis estão começando a apresentar marcas, mas pelo menos nada está quebrado. Os retrovisores externos trepidam (maldição!!). Internamente o assento do motorista tem um pequeno furinho que já tinha quando o comprei. A coifa do câmbio, que parece ainda ser a original, está boa, já a do freio de mão, que parece não ser original, está em frangalhos. Preciso urgentemente trocá-la. Penso em mandar restaurá-la, e trocar o couro. Já pensei até em trocar por algum veludo ou outro tecido preto, mas aí mata-se a originalidade. E o volante também está gasto e girando sobre o aro metálico, merecia ser substituído. Mas não gostaria de ter que pôr um esportivo ou de outro modelo, pois prezo a originalidade do carro.

    • Leonardo

      Meu Fiesta Street está na mesma condição, mecânica em dia mas pintura, ainda original, toda queimada.

  • Lorenzo
    Que má notícia!

  • m.n.a.

    2006 e já com acabamento “detonado”?

    Viva os Chevrolet até os anos 90!

    • Lorenzo Frigerio

      Só o acabamento. Os carros de hoje são melhores de mecânica e lataria. Como diria o Bob, hoje em dia não tem carro ruim.
      O acabamento, hoje, é uma coisa que você obtém com um carro mais caro. Provavelmente, é uma parte do carro que a tecnologia não conseguiu baratear.

  • Leonardo Mendes

    Essa questão do volante eu vivenciei de perto no meu ex-307… a parte superior começou a apresentar desgaste (tenho até hoje a impressão que é devido ao uso de anéis) e mandei revesti-lo em couro.

    Nos seis anos que fiquei com ele, posso dizer que de todos os investimentos feitos na “imagem” dele o melhor foram os pneus novos… um jogo de General Tire Altimax em substituição aos malfadados Goodyears originais, o visual do carro deu uma melhorada de 110%.

    • Luke

      Acho que não foi culpa dos anéis. Tive um 206 cujo volante descascou todo na parte de maior contato com as mãos lá pelos 4 anos de vida. Acho que o revestimento escolhido pela Peugeot foi pensado para ser usado com luvas de pelica, só pode… Já o meu Civic atual está com 6 anos e o volante está absolutamente impecável.

      • Eduardo Palandi

        Mais um aqui. tive um 307 por quatro anos, nunca usei anéis nas mãos, o volante descascou com incrível rapidez. não são os anéis nem as nossas mãos, é a ruindade do material.

        • Luke

          Pois é, depois a Peugeot do Brasil não sabe por que sua posição no ranking de vendas cai a cada ano.

      • Leonardo Mendes

        Agora que li seu comentário que fiz as contas e, realmente, o revestimento do volante começou a desgastar por volta dos 4 anos de uso do carro.

    • Lúcio Wiborg

      Tive um 206, o volante começou a descascar na parte superior na mesma época que o pomo do câmbio simplesmente desmanchou. E olha que eu não tenho suor excessivamente ácido nem nada…

  • J Paulo

    Meu pai teve um XR3 85 por 19 anos. Estava feio de aparência, mas mecanicamente ótimo! Eu Tenho um Versailles 91 comprado em março do ano passado, com 96 mil km originais (na época), Mas a junta do cabeçote já queimou três vezes e o mesmo já foi desbastado além da conta. Estou atrás de um melhor. Ou seja, nem sempre um velhinho bonitinho é sinônimo de bom zelo. Meu próximo velhinho vou dar prioridade ao histórico do carro, quanto o tempo o dono está com ele, se tem notas de serviços feitos etc. A idéia de vender o XR3 foi minha e às vezes me arrependo disso.

    • WSR

      Troque também o mecânico, rs.

  • Fabio Junto

    Estou usando um Fox 2005 que inicialmente estava horrível mas troquei o seguinte: amortecedores, bieletas, cubo de roda, troquei os 4 pneus de supermercado por 4 Michelin seminovos de meu outro carro, 4 rodas novas originais VW de liga leve, alinhamento e balanceamento em gente competente, está gostoso de dirigir, ar-condicionado geladinho, bom de estrada, precisa polir e recuperar o banco do motorista….

  • Celio_Jr

    Documentação também é assim. O carro pode estar aparentemente impecável, mas uma pendência como um licenciamento atrasado, que geralmente usam de justificativa para dar um desconto, para mim, significa que a manutenção já foi descuidada há tempos.

  • Frank Pontes

    Qual o carro Lorenzo? Meu carro de uso diário hoje é um Fiat Coupe 95. Quando precisa trocar peça de acabamento é um caos.

    • Lorenzo Frigerio

      É um Calibra.
      Pediram R$ 3.200,00 no sensor MAF dele, da Bosch. O valor de tabela da GM é R$ 8.128,00. É a última peça original à venda. Mesmo na Europa, o sensor Bosch custa 200 euros.
      Quis comprar umas pecinhas na Inglaterra, dessas miudezas que cabem num envelope forrado – porcas da caixa SFI e grampo do friso do para-lama. Pediram 50 libras pelo frete.

      • KzR

        8 mil reais pelo sensor MAF? Até beira o absurdo do ridículo!
        Este sensor continua sendo fabricado ou já saiu de linha?

        • Danniel

          Já saiu de linha. Do 2-L ainda se acha novo na Europa, mas do Omega 3-L, esquece. Só de desmanche ou recondicionado.

      • Newton (ArkAngel)
        • Lorenzo Frigerio

          Sim, mas esse é xing-ling. Desses tem no Mercado Livre por R$140,00.
          Eu já troquei essa peça uma vez; na época comprei na Accioly e custou uns R$600,00 – Bosch.
          Desde então, quando dá problema – receita do mecânico – limpa-se com Car 80 (depois bato um ContactMatic para lavar o Car 80). Aliás, suspeito que o filtro K&N não seja, assim, “uma Brastemp”. O sensor não deveria “sujar”.

      • Frank Pontes

        Um belíssimo carro. Parabéns.

  • Lucas
  • Renan Becker

    Dirijo diariamente um carro de 14 anos e estou com planos de comprar um segundo carro de 20 anos ou mais, por que quanto mais velho melhor!

    • Lorenzo Frigerio

      20 anos tá bom… já não paga IPVA.

      • Renan Becker

        Aqui em SC só carros pré-1985 :/

  • Danilo Grespan

    Meu interesse por comprar carros mais velhos, apesar de ter um bem novo, é justamente pelas sensações diferentes de direção e também para ocupar a cabeça arrumando-os, principalmente detalhes estéticos que normalmente eu mesmo posso resolver. Além do que já foi explícito no ótimo texto, recomendo também colocar borrachas novas nas portas (normalmente barato via internet), e limpar os bancos de tecido com um produto chamado Espuma Mágica (tão bom quanto o Tuf Stuff, esse mais caro), que é fácil de aplicar e tem efeito bastante eficaz, tirando até manchas mais complicadas, como açaí. O painel e revestimentos de plástico das portas normalmente vão amarelando, já que colocam silicone em cima de silicone, com a sujeira normalmente incorporada neste. A solução é utilizar um limpador de plásticos (existe um em gel, rosa, muito bom), esfregando com esponja em partes pequenas. Vão ver que mesmo limpando umas duas vezes, a esponja saíra preta a CADA parte aplicada, e o painel, após seco, ficará fosco, porém limpo. Após a secagem, apliquem silicone em gel: ficará como novo! Os carpetes adicionais (para quem usa) também ficam terríveis quando gastos e rasgados: existem hoje kits em borracha, em tecido, ou em tecido com borracha, que mesmo genéricos, são bons. Para quem não gosta de carpete (como o Bob), e só do bate-pé, a solução para limpar o carpete original do carro é o Espuma Mágica, já comentado antes.

  • Juvenal Jorge

    Lorenzo,
    acabamento interno tem peças muito baratas para as fábricas, mas a economia é sempre o que manda, então, quanto mais barato melhor, e se torce para os problemas acontecerem depois de finda a garantia.

  • WSR

    Uma coisa interessante para quem tem gol “quadrado” e quer tirar o barulho (ronco) de passat “velho”: escapamento do santana (ou kadett), de modo a adicionar um silencioso (ou “marmita”) no final. Também aconselho a trocar o motor de arranque antigo por um mais novo, também do santana (modifica bastante o barulho na hora de dar a partida no motor, lembrando bastante o do Pointer).

  • TDA

    Não é regra. Tenho um 207 2010 e o volante está intacto. E olha que moro numa cidade muito quente com sol em 360 dias por ano e o carro passa o dia na rua pq meu trabalho não tem estacionamento próprio.

  • Fernando

    WSR, na verdade o porta-luvas do meu por exemplo é plástico e como é uma parte que compõe o restante, seria muito contrastante ainda mais para quem está acostumado com o carro.

    • WSR

      É só pintar de preto fosto. Já vi um assim e ficou bom. Apenas a parte interna foi modificada, mantendo a tampa original. O difícil é achar um artista para a obra, rs.

  • Rafa F

    Acho que retrovisor externo que trepida é um mal de Astra !

  • Barroso

    Às vezes nem sempre. O Uno da minha esposa tem 11 anos, mas com apenas 80 mil km, e o volante está um lixo. E o carro está tinindo em termos de manutenção, posso afirmar pois eu mesmo que a faço.

  • Malaman

    Algumas coisas nem sempre. Aletas de ventilação, por exemplo, tem alguns carros que mesmo com todo zelo, só de olhar, elas quebram. Mas concordo que se o cara quer vender o carro, tem de arrumar essas coisinhas, senão passa má impressão.

  • Malaman

    Tem coisa que não adianta ter só algumas ferramentas, à vezes precisa de algo mais sofisticado, ou caro, ou simplesmente de espaço ou de conhecimento. Se contar o tempo. Na maior parte do tempo, não dá pra ficar com o carro parado, fazendo algum reparo mais trabalhoso, podendo mexer somente no tempo livre, ao invés de levar para alguém que tem o tempo todo dedicado para isso.