Extintor: o fim desta aberração me incentivou a sugerir ao Contran que encare de frente dez outras que agridem há tempos o bolso e a integridade do cidadão brasileiro.

 

Antes tarde do que nunca: o Contran peitou o lobby dos fabricantes de extintores (faça as contas: quantos milhões deles deixarão de ser empurrados todo ano?) e eliminou esta inutilidade a bordo. A injeção no lugar do carburador eliminou o incêndio no automóvel. Mas, quando ocorria, o motorista não sabia como utilizá-lo. Quando sabia, o extintor não conseguia apagá-lo…

Herança maldita de administrações anteriores, a decisão do Contran foi ato de respeito ao consumidor, tomada dias antes da obrigatoriedade do extintor do tipo ABC. Mas os milhares que o compraram ficaram no prejuízo…

O fim desta aberração me faz tomar a liberdade de sugerir ao presidente do órgão, Alberto Algerami, que tenha a mesma disposição para encarar dez outras que agridem há tempos o bolso e a integridade do cidadão brasileiro.

1 – A cadeirinha é obrigatória para transportar crianças em automóveis particulares, mas falta sua regulamentação para ônibus e táxis. A publicada recentemente para vans escolares é um imbróglio pois elas não dispõem do cinto de três pontos necessário para dependurá-la.

2 – O Brasil é dos raros — se não o único — país do mundo que proíbe diesel nos automóveis. A decisão é antiga, e justificada na época em que se importava diesel e se exportava gasolina.

3- Engate-bola e quebra-mato. O primeiro continua quebrando a canela do pedestre e amassando pára-choque de quem estaciona atrás. O segundo (meio em decadência…) é o tiro de misericórdia em alguém atropelado por um automóvel com este monstrengo. O Contran não ousou enfrentar os fabricantes de ambos e decidiu regulamentá-los ao invés de proibi-los.

4 – Pneu remoldado não é problema em países desenvolvidos. Mas no Brasil, o Inmetro não resistiu à pressão das empresas interessadas e o homologou sem exigir o registro de suas características originais na banda lateral.

5 – Prevista pelo código de trânsito desde 1998, a inspeção veicular não emplaca, pois governo e empresas não se entendem. E as sucatas sobre rodas continuam poluindo, congestionando e matando.

6 – Caminha a passos de tartaruga aleijada a homologação de autopeças para reposição. Enquanto isso, vende-se livremente fluido de freio que não freia, amortecedor recondicionado que não amortece, roda de liga leve recuperada que mata cantor sertanejo e outros atentados contra a vida do brasileiro.

7 – Até que o Congresso tentou, mas o presidente Lula vetou a proibição de se transferir para o inocente que comprou um carro usado as multas das infrações praticadas pelo dono anterior. Dá para confiar num político dessa estirpe?

8 – Caminhão pode transportar “boia-fria” na carroceria desde que autorizado pelo município, em estradas sem linha regular de ônibus e durante o prazo de um ano. A concessão vai sendo renovada pela autoridade enquanto morrem centenas todo ano pela óbvia falta de segurança. E de vergonha na cara dos irresponsáveis que o permitem.

9 – O seguro obrigatório (DPVAT) é uma das maiores maracutaias do país. Suas regras iniciais foram distorcidas, as companhias de seguros se escondem sob o manto de uma tal Seguradora Líder, arrecadam sete bilhões de reais por ano mas parte da verba é desviada de sua finalidade. Tem até pagamento de corretagem (seguro obrigatório precisa de corretor?), campanhas educativas previstas são “esquecidas” e correm várias ações do MP contra o DPVAT, um esquema escabroso e bilionário.

10 – Até que o Contran tentou, mas não conseguiu emplacar a proibição da venda de um automóvel que fugiu do recall. Como prêmio de consolação, obteve a obrigação de o Detran fazer constar a omissão do recall no documento de venda. Mas, a burrocracia falou mais alto e nem esta exigência foi cumprida.

BF

Foto: mundoconectado.net
Boris Feldman, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos, autoriza o Ae a publicar sua coluna veiculada aos sábados no jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte (MG).
A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 

 



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  • Arthur Santos

    Boa coluna, porém somente discordo de dois pontos. A inspeção veicular, e a homologação de autopeças.

    A última coisa que eu queria neste país seria mais burocracia, taxas a serem pagas, e “jeitinho” para passar na vistoria. A solução é investir na renovação da frota, com incentivos na compra de carros novos, e taxas inversamente proporcionais á idade do carro.

    A respeito da homologação de autopeças, é bem sabido que preço (normalmente) compra qualidade. Você não pode esperar a mesma qualidade e desempenho dum amortecedor remanufaturado de 40 reais (Gol quadrado) e o seu equivalente original e novo de 150. Seria muita ingenuidade.

    • Ricardo kobus

      Mas peças de qualidade estão sumindo das lojas.
      Pesquise para ver como está difícil conseguir peças de qualidade.

  • CCN-1410

    O que eu penso:

    . Infelizmente o DPVAT é útil em algumas circunstâncias. É o caso do cidadão que fere ou mata, mas não tem dinheiro para arcar com as responsabilidade do acidente. Deveria ser opcional para quem tem seguro contra terceiros em seguradora independente.

    . Inspeção veicular pode gerar corrupção. Eu penso que a responsabilidade nesse caso cabe aos policiais e guardas de trânsito.

    . Multas – É claro que deveria acompanhar o motorista. Isso já é feito quando alguém comete infração com o carro de outra pessoa.

    . Pneu recapado e afins é a festa dos borracheiros. Disse-me amigo borracheiro ser a sua maior fonte de renda. É o caso de pessoas que adquirem picapes e grandes suves, mas que depois não tem como comprar pneus novos. Então o caminho é insistir com o Inmetro para que faça seu trabalho.

    . Diesel é uma questão de tempo. Acredito que em breve será liberado.

    . Cadeirinha de bebês e até cinto de segurança deveria ser opcional, mas caso ocorra um acidente, responsabilizar o motorista por todas as despesas e indenizações pertinentes, sem poder fazer jus ao seguro e se não puder arcar com esses custos. Cadeia!.

    . Engate-bola poderia continuar. É o sinal para sabermos o quão idiota é o motorista.

    • Diego

      Diesel hoje é uma opção mais ecológica e econômica (para veículos de passeio) que a própria gasolina, mas infelizmente aqui nos temos uma outra solução ecológica e nada econômica chamada álcool. E enquanto tivermos boa parte dos parlamentares ligados à produção de cana-de-açúcar não temos muitas chances de mudança.

  • Igor Pedrosa

    Discordo do quebra-mato, pode não ser útil na cidade mas para quem vai off-road é muitas vezes essencial. No caso do pino-bola existem pinos removíveis que resolvem o problema.

  • Mr. Car

    E mesmo por trás desta boa decisão, não duvido nada que tenha havido uma safadeza: sabiam que iam revogar a obrigatoriedade, mas antes fizeram todo mundo perder tempo procurando (ninguém tinha este ABC) e dinheiro comprando o tal extintor, muito mais caro que o exigido anteriormente. Alguém encheu as burras com isto. Sobre as outras questões, foram todas bem lembradas. Concordo 100% com algumas posições do Boris, e com outras, parcialmente (como no caso do DPVAT, muito bem colocado pelo CCN-1410), mas não vou analisar cada uma, pois seria em texto bastante extenso. De qualquer forma, do jeito que estão, precisam mesmo ser repensadas e sofrer alterações.
    Pensar: “Não há alegria pública que valha uma boa alegria particular”. (Joaquim Maria Machado de Assis)
    Para ouvir (Youtube): “Duran Duran – Save A Prayer”

    • Mazini

      Rapaz, eu não tinha pensado nisso.!!
      Provavelmente já sabiam que ia acabar, então fizeram toda essa ação pra não saírem de mão abanando.
      Parabéns pelo pensamento Mr.Car

  • Diego

    Excelente matéria, ideias muito boas. Assino em baixo para todas.

  • Cristiano Reis

    Não sei se o Contran peitou o lobby ou alguém deixou de fazer algum pagamento previsto… Do jeito que as notícias de corrupção estão pipocando por aí é difícil acreditar que foi bom senso…

  • Rodrigo Mendes

    Quero meu dinheiro de volta!!!

  • Uber

    Triângulo: quase ninguém lembra de tirar isso do porta-malas e muito menos colocar na distância correta.
    Quantos respeitam essa distância de 30 m?
    E qual foi o critério para defini-la?
    Deveria deixar de existir.

    • Eduardo Silva

      Como assim? Triângulo é útil. E não precisa ficar trocando a cada 2 anos!

  • Carlos A.

    Que tal incluir aqui as tal películas (saco de lixo), carros estacionados com essas coisas escuras, dificultam a visibilidade nas esquinas, ou no trânsito….a fila pára e você não vê a primeira luz de freio. Graças aos ‘filmados’ a sua frente. Costumo evitar sustos maiores dirigindo preventivamente mantendo uma distância maior desses carros que lembram carrinhos de controle remoto – aqueles brinquedos de criança cujos ‘vidros’ são pretos para esconder os circuitos internos. Passou da hora de fiscalizar o uso das mesmas!
    Do mais Boris, apoio sua lista!!

  • WSR

    Boris,

    A injeção só elimina a possibilidade de incêndio se as mangueiras de combustível forem trocadas no prazo correto. Sempre que vejo um carro que teve incêndio iniciado no no motor, penso nas benditas mangueiras. E estou falando de carro com menos de 10 anos de uso.

    Diesel no automóvel brasileiro? Não sei se é uma boa idéia. E quando o carro ficar velho, quem vai inspecionar se o catalisador foi trocado no prazo correto (ou se ainda está lá) e a emissão de poluentes? Cansei de ver carros com catalisador oco ou um cano direto eliminando o bicho.

    Sobre o remoldado, tive problemas com vários pneus e abandonei de vez o uso. O único jogo que não deu problema foi um tal de Scop, francês. Todos os outros deram problemas, inclusive alguns possuíam capacidade de carga diferente no mesmo jogo, mesmo com a marcação externa dizendo que eram iguais. Avacalhação total. E pior que o remoldado é o tal pneu frisado. Já aconteceu acidente no ES onde um belíssimo Tempra capotou porque um dos pneus traseiros estourou e o motorista não teve como controlar o carro. Mãe e filho morreram no acidente.

    Rodas recuperadas… bom, aprendi que o ideal é evitar comprar rodas usadas. Amassou uma roda? Ou compra uma nova ou substitua o jogo por rodas de aço. O pior é que tem muito carro sinistrado que volta a rodar cheio de gambiarra e a roda pode estar estar lá, com uma solda bem mascarada, pronta para abrir sempre nas piores situações.

    Ano passado eu comprei um par de amortecedor traseiro e durante a montagem (eu mesmo trocando em casa) percebi que era remanufaturado. O trabalho era perfeito, mal dava para reconhecer. Só percebi a gambiarra porque um deles tinha o ponto de solda (para tapar o furo) sobre o número que estava estampado mecanicamente no corpo do amortecedor. E o produto havia sido vendido como novo, não como remanufaturado, o que é o pior de tudo. Peguei meu dinheiro de volta e comprei um outro jogo em outra loja, por um preço pouca coisa mais caro.

    Sou a favor da inspeção veicular desde que seja cobrado um preço não absurdo. Eu faço anualmente a revisão do meu carro por causa do gnv e acho excelente, pois sempre fico sabendo do real estado do sistema de freios e suspensão. Numa das inspeções foi indicado problema no freio de uma das rodas traseiras, mas era algo imperceptível no pedal. Ao levar no mecânico, achamos um “burrinho” com início de vazamento, que ainda não estava aparecendo fora do tambor de freio.

    Sobre leis e automóveis: manda mais quem pode (pagar) mais. É país dos Gérsons, não podemos esquecer disso, jamais.

    • Fernando

      De acordo

      Sobre a injeção eletrônica, também há o fato de como a pressão é mais alta, uma mangueira com uma mínima rachadura pode fazer já um pequeno spray e pronto, problemas por vir. Faço eventualmente uma revisão nelas em meus carros(com carburador ou injeção) e já peguei mais de uma vez algo que não sei no que daria mas preferi resolver do que pagar para ver.

      O ponto realmente de vantagem sobre o carburador é que com este em um capotamento vaza o combustível da cuba e aí sim representando um provável problema.

      O caso do Diesel é realmente onde eu me questiono, afinal vejo várias picapes, ônibus, vans e caminhões soltando anormalmente fumaça exagerada(isso que moro em frente a uma empresa de ônibus) e nada é feito com eles, a fiscalização sobre eles parece ficar em estradas ou pontos específicos das cidades. Imagino como estaríamos com carros nas mesmas condições, como já estão péssimos diversos com que me deparo.

      • WSR

        Uma mangueira velha ou vencida tem uma probabilidade maior de rachar que uma nova. Eu também verifico em casa as mangueiras constantemente, inclusive as do sistema de arrefecimento. E nunca deixo mais que 2 ou 3 anos em uso, dependendo do sistema em que está sendo usada.

    • Rodrigo Neves

      O problema do diesel também existe na gasolina: sem o catalisador, os dois fazem mal parecidos.

  • André Stutz Soares

    Boa, Boris! Apoiado. Abraços.

  • Nicolas Zorzi Lima

    Boris, primeiramente parabéns pela coluna e pelos ótimos pontos levantados.

    Mais do que isso é termos policiais e legisladores tão linha dura com as bizarrices que vemos todos os dias (estacionamento em local proibido, pneus carecas, conversões proibidas, etc etc etc) quanto os mesmos são com a lunática e absurda lei seca e com a “velocidade assassina”.

    Pelo menos em Vitória-ES, as pequenas infrações (que em geral são as mais aborrecem e destroem a harmonia no fluxo de veículos) são simplesmente ignoradas pela guarda municipal e polícia.

    Forte abraço,

  • Igor Pedroso
    O grande erro do Contran ao regulamentar o engate de bola em 2007 foi não proibir o tipo fixo. Se tivesse autorizado o que você diz acabaria a farra de uma vez por todas. Andou com engate montado sem rebocar, multa e pontos. Acabariam mostruários de engates como o que vi, da fabricante Berco-Plion, “Coloque respeito na traseira do seu carro”.

  • César

    Em relação à quase impossibilidade de incêndio nos carros atuais, prezado Boris, me sinto compelido a fazer uma ressalva. A maioria dos casos de incêndio que vi tiveram origem em acessórios elétricos mal instalados (como se algum acessório elétrico aftermarket que não seja um rádio pudesse ser bem instalado), e não na linha de combustível. Acho que falta critério técnico e sobra economia e burrice na hora de equipar os automóveis com itens como alarmes, corta-correntes, faróis auxiliares, sistemas de som e outras traquitanas.

    4 – Pneu remoldado não é problema em países desenvolvidos. Pode até não ser problema, mas ninguém em plenas faculdades mentais compra, porque nesses locais, pneus “de verdade” possuem um custo desprezível – aliás, um colega que mora na França nunca comprou pneus porque sua substituição está incluída no plano de leasing do veículo. Situações absolutamente utópicas no Brasil. Com todos os outros itens, concordo plenamente. Aliás, por falar em países desenvolvidos, sonho com o dia em que será permitida a livre importação de carros usados sem o pagamento de impostos. Colocaria por terra abaixo praticamente todas as máfias automotivas que por aqui se instalaram.

    E deixo a pergunta que não quer calar: o valor do extintor será descontado do preço dos carros novos?

    • Douglas

      O custo é desprezível, um extintor ao consumidor custa menos de 100 reais, agora imagine a um fabricante de carros que compra milhares.

    • Rodrigo Neves

      Valor de mercado de 130 reais já dá para trocá-lo na concessionária por um rádio MP3 s/ CD player. 😛

      Fico estarrecido quando vejo essas vantagens que habitantes de países de Primeiro Mundo têm (troca de pneus sem custo). Somos trouxas mesmo…

      • fabio

        Não existe almoço grátis.
        Se o plano de leasing inclui a substituição dos pneus “gratuitamente,”este custo está embutido no valor pago pelo leasing mensalmente. Simples assim.
        Quanto ao preço menor de pneus em outros países… bem, não é só o preço de pneus, mas quase tudo, pois a carga tributária aqui no Brasil cria estas distorções.

      • Rodrigo Neves

        Isso me faz lembrar do vídeo onde aparece um brasileiro, nos EUA, mostrando o novo Corolla zero-km recém-adquirido. Garantia vitalícia do motor, sendo obrigatório realizar as revisões na Toyota. Detalhe: grátis. Fora o fato das parcelas pesarem bem menos no orçamento.

        Bob, imaginei que fosse o caso, um mimo do fabricante para fidelizar o cliente. Não é muito comum por aqui…

  • Lucas dos Santos

    Ótimos pontos, Bob.

    Quanto ao item 3, eu achava que o quebra-mato já fosse proibido há anos… Lembro-me que, até então, veículos como o Palio Adventure vinham com esse aparato e depois dessa regulamentação do Contran, não puderam mais contar com tal item.

  • Lorenzo Frigerio

    A vinculação das multas ao carro, não ao dono, tem a ver com o fato da maioria delas ser aplicada “automaticamente”. Deve haver um problema constitucional que atrapalha que o Estado acione o proprietário.
    O caminho foi aberto com a identificação do condutor pelo proprietário do carro – se ele próprio ou terceiros. Dificilmente uma pessoa assumiria as multas de alguém para fins de pontuação, se não estiver certo de que o verdadeiro condutor pagaria a mesma. Não havendo essa identificação, o proprietário responde.
    A obrigatoriedade de transferir o carro no cartório, e a necessidade (e possibilidade) de declaração ao DETRAN de que o carro foi vendido também foram passos na direção certa.
    Se o Molusco vetou, é porque o Estado não quer gastar dinheiro acionando o cidadão. Ele quer todo o dinheiro, integralmente. Não surpreende.

    • Thiago Teixeira

      Existem despachantes que vendem pontos. Colocam qualquer condutor oferecido e precisando de dinheiro para assumir os pontos.
      As multas da ANTT são vinculadas ao CPF/CNPJ mas abaixo de R$20 mil não são executadas por não compensar o desdobramento da maquina pública para a cobrança.
      O melhor é o débito ficar vinculado ao veículo e na hora de uma compra/venda ela entrar como desconto no veiculo. Se o novo dono não pagar, não transfere.

  • Gustavo Segamarchi

    Excelente matéria. Tudo isso o que o Bóris citou, são outros problemas que têm que ser resolvidos.

    Aqui, quem trabalha honestamente para pagar e manter o seu veículo, sempre sofre com essas maracutaias do governo.

  • Douglas

    Discordo completamente do Boris no ponto 5.
    Essas inspeções veiculares só servem para arrancar tempo e dinheiro do povo, um carro ou outro poluindo mais não faz diferença. Antigamente não existia nem limites de emissões para carros novos e ninguém morria por causa disso.

    • Rodrigo Neves

      E acidentes acontecem mais por imprudência e imperícia do que por falta de manutenção. E as vistorias não servem para nada, já vi carro passando em vistoria (inclusive do Inmetro, carro com GNV) com rachadura na torre.

  • Rodrigo Neves
    Pode dizer onde se troca pneus gratuitamente?

  • Rodrigo Neves,
    Também, mas não só. E há dois tipos de inspeção, só ambiental e a de segurança. A que você citou é só de segurança por ser carro que funciona com GNV.

  • Gustavo Segamarchi

    Gente, desculpem a minha ignorância.

    Mas, vocês acham que o Contran pode voltar atrás e revogar essa decisão?

    Pergunto, pois, aqui a gente sabe que ir contra interesses de grandes empresas pode prejudicar o governo.

    Grato.

  • Marcio Rocha

    Boris, você esqueceu de citar o projeto de Lei que está parado na câmara e faria do GPS item obrigatório aos veículos produzidos no Brasil (A ativação seria responsabilidade do proprietário do veículo), o que creio ser uma importante ferramenta para reduzir ações de criminosos e maior controle de frotas, talvez até mesmo substituindo os tacógrafos em alguns casos, mas não é aprovado devido o arcaico argumento de “falta de privacidade” dos usuários envolvidos… Uma lástima pois com isso poderia reduzir consideravelmente o custo dos equipamentos rastreadores, serviços de monitoramento de veículos e até mesmo dos seguros pois é uma ferramenta a mais para as seguradoras descobrirem fraudes… Só vi vantagem nesse projeto de Lei até agora!!! Quem cita a desvantagem relacionado a privacidade, deveria voltar a viver na década de 80 e 90 quando não havia internet, e-mail, banco on-line e principalmente telefone celular, pois qualquer um de nós que atualmente utilizamos smartphones estamos sujeitos a mesma segurança de uma pessoa que possui carro rastreado por GPS, ou seja nenhuma!!!!

    • Lemming®

      Sinto informar mas de bondade o sistema de rastreamento não tem nada.
      A idéia final é simples. Multa por velocidade média e pedágios sobre trecho percorrido. E se engana se acha que será somente para estradas “concedidas”.
      Vender segurança para o povo alemão começou bem com um “carinha” chamado “Adolf Hitler”.
      “Quem não conhece a história está fadado a repeti-la”

  • Danilo Grespan

    Eu concordo com o item 5, sobre inspeção. Infelizmente muitos brasileiros não cuidam dos seus carros, principalmente quando o problema “não os afetam” (como fumaça preta, vazamentos de óleo…). Porém, isso precisa ser feito corretamente. Só para exemplificar a picaretagem, existe uma resolução do Denatran, que credencia empresas privadas de vistoria e inspeção, para que façam a vistoria exigida no caso de, por exemplo, transferências. Porém, o que poderia ser bom tornou-se algo lamentável… não sei se é algo geral, mas conheço pelo menos dois locais onde você pagando a taxa (em torno de R$100), tem o relatório de aprovação sem NENHUM problema indicado ao Detran. Pode estar poluindo, com lanternas queimadas, molas, rodas e pneus irregulares, vidros tão pretos como se cobertos com vedacit, que está tudo certo… em alguns casos o atendente te diz sobre os problemas, mas fala que “está tudo certo”. E um desses casos, na minha cidade, é VIZINHO do Detran! Aí não adianta nada…

  • César

    Tudo bem Fabio, claro que não é sem custo, mas é uma opção que o consumidor europeu tem, para amortizar o custo. E tem mais, segundo a pessoa que me informou, o custo está embutido independente de quantas trocas de pneu se façam no período.
    Aqui no Brasil, nem essa opção nos dão, isso que quis dizer.

  • Pois é Boris,
    Muita discussão sobre o item 5, acho que é por falta de um termo de comparação coerente. Eu gostaria de ver o pessoal passando seus possantes pelo TÜV -Technischer Überwachungsverein (Grêmio de inspeção técnica – Alemanha). São cerca de 90 itens testados a cada dois nos, incluindo dinamômetro de freios! Se não passar não recebe a licença para rodar até resolver o problema de modo certificado por uma revisão da inspeção. Muitos carros são condenados e têm que ser sucateados, pura e simplesmente. Na década de 70, o meu carro, um Taunus 15M, não passou, pois o trecho final de cano do escapamento, entre o abafador e o bocal de saída para a atmosfera, estava muito curto!!! Tinha sido corroído. Foi substituído, voltei e o carro passou… E ai, lá não tem maracutaia não!!!
    Um teste destes jamais foi feito aqui. Na cidade de São Paulo tivemos somente um teste de emissões e controle de vazamento de fluidos… E isto usando normas não condizentes com os dados de fabricação dos carros.
    No Rio de Janeiro tem uma máfia alugando pneus e demais itens obrigatórios para que carros passem pela inspeção !?!
    Novamente; falta competência, seriedade e vontade política para fazer as coisas direito aqui abaixo do equador.

    • CorsarioViajante

      Em São Paulo era um “bom começo”, na medida do possível funcionava bem, poderiam ter aprimorado o processo ao invés de simplesmente jogar tudo no lixo para depois recomeçar do zero.

      • Era um bom começo, mas eu sempre contestei os parâmetros de medição. A meu ver as emissões dos veículos deveriam ser verificadas em função dos parâmetros de fábrica e ou de regulamentação (o que existisse na época) vigentes na época em que os carros foram fabricados. Caso contrário é um tipo de erradicação de carros mais antigos com base me parâmetros que este equipamento jamais poderia alcançar. Em suma, uma injustiça.
        Para fugir deste dilema, na Alemanha a instalação de catalisadores não regulados foi subvencionada pelo governo numa das apertadas no torniquete dos níveis de emissão; uma honesta tentativa de ajudar quem tinha carro mais antigos, mas ainda em bom estado de circulação, pois lá existe o TÜV e nada escapa às inspeções bianuais.

        • Z_H

          Mas convenhamos: inspecionar carro “zero” (no segundo ou terceiro anos de uso) é de matar… ainda mais para quem roda pouco.

          • Em primeiro momento sim, caro Z_H – considerando usuários normais, mas num segundo momento, vendo o que ocorre com alguns pintacudas que saem a modificar seus carros novos, alterando as condições da central de comando (“chipando” o carro) e mexendo no catalisador, pode ser que alguns ficasse encalacrados na inspeção de emissão de poluentes…

          • CorsarioViajante

            Hahaha Pintacuda, minha avó sempre usava seu nome para se referir aos “apressadinhos”!

          • CorsarioViajante

            Essa era outra distorção absurda que poderia ser facilmente resolvida.

        • CorsarioViajante

          Exato. Que eu me lembre, para carros “novos” os critérios eram coerentes, mas para os mais antigos realmente era muito falho, com certeza faltou critério técnico.

          • Sim, é este o ponto, não dá para exigir que um motor antigo consiga atingir os valores que carros com injeção direta e catalisador regulado conseguem.

  • WSR

    Sim. Os carros que costumo ver sem o catalisador usam a gasolina como combustível.

  • Frederico

    Boris… não há como se proibir “engate-bola”… Há sim como se regulamentar, mas mesmo o que foi feito acho errado.
    Meu pai costuma acampar e temos uma “Camping Star”, um reboque-barraca. Sem engate, não há como puxá-la.

    O que se deveria era obrigar a utilização daqueles engates que desacoplam do veículos, como vemos em algumas caminhonetes, mas desde que sua fabricação e instalação fosse feita por empresas idôneas e autorizadas, não por qualquer loja de acessórios da esquina…

  • Danilo Grespan

    De maneira nenhuma! Eu mesmo já me livrei de bater em carro com pane elétrica, na estrada a noite, porque eu vi o triangulo pela iluminação dos meus faróis! O triângulo assegura que quem está dando manutenção no carro, como trocando um simples pneu, não seja atropelado, já que teoricamente, se deixado na distância certa irá avisar alguém que não viu o carro parado, por exemplo, logo após uma curva (o triângulo estaria antes da curva).

    • Danilo e Uber
      O triângulo é de enorme utilidade no caso de carro parado até mesmo no acostamento, tanto para evitar danos pessoais quanto materiais. Essa sinalização é tão importante que na Alemanha é equipamento obrigatório de todo carro dois coletes de cor laranja que as pessoas são obrigadas a vestir quando estão fora do carro.

  • Ricardo kobus

    Boris, o número 6 é muito importante pois a qualidade das peças de reposição é péssima, não tem nenhum controle de qualidade, principalmente as peças de injeção eletrônica são lastimáveis.

  • Christian Sant Ana Santos

    Ótimo texto, como de praxe no Ae, eu incluiria o término do imposto diferenciado para 1,0, que em minha opinião só teria cabimento hoje se for sobrealimentado, visto termos 1,4 que mesmo defasado supera concorrentes 1,0 aspirados de CxA e peso semelhantes.

  • Leandro Castro

    Gostei da proibição do Engate Bola. Só quem já deu uma canelada em um, que fez o carro balançar, sabe o que é uma dor na canela.

  • Roberto Neves

    Do outro lado da história, temos isto:

    “E não só motoristas estão se sentindo lesados após a decisão do Contran, os donos de lojas que vendem extintores também. O proprietário de um estabelecimento em Barra Mansa, Luiz Carlos Santiago, contou que em seu estoque há mais de dois mil extintores, estimando que tenha um prejuízo de R$ 200 mil.

    – Quem vai me ressarcir? Eu sei que as pessoas também tiveram problemas, mas não como estou tendo agora. O governo é um estelionatário. Levou a população ao erro e muitos estão quebrados por isso. Não sei se é incompetência ou traição – indignou-se Luiz Carlos.

    Já o proprietário de uma loja de autopeças em Volta Redonda, Paulo Valério, disse que teve sorte por atraso na entrega de um fabricante mas que mesmo assim terá prejuízos.

    – O pedido do fabricante atrasou, então não vou ter tanto prejuízo. A fábrica que eu comprei iria começar amanhã a produzir a carcaça e a vender. Para eles, o prejuízo vai ser grande demais. É uma falta de responsabilidade do governo deixar isso acontecer. E quem foi multado ontem? Vão devolver o dinheiro? Por exemplo, o nosso distribuidor está com 16 mil (extintores) em estoque. É uma falta de responsabilidade. Eles brincam com o povo – disparou.

    Por Melissa Carísio
    [email protected]

  • André Castan

    Opa, dessa vez um texto legal e bem escrito. Quando tem que elogiar, vamos elogiar. Como já comentou outro colega, também acrescento a diferenciação de tributação para motores até 1 litro.

  • CorsarioViajante
    Sabe por que a referência a Pintacuda?

    • CorsarioViajante

      Até onde sei, era um piloto de corridas, não?

  • Como é bom ver os carros fora do Brasil, vidros limpos sem esses lixos de film, carros bem projetados e os donos “deixam” o carro da maneira como foi projetado e todo limpinho, da gosto de ver….
    Aqui é essas baianagens de film no vidros, luisinhas coloridas em setas, farol modificado, dado no retrovisor, adesivos na lataria, engates, calha de chuva (aberração), trocam a cor da roda do carro com pinturas, tem carro que sai com som bom, mas o fulano acha que colocar uma tela de tantas polegadas fica lindo com uma “camera de ré” na traseira (fura o parachoque), ou seja, o carro sai perfeito, mas até o óleo da revisão querem modificar porque acham que o de tal marca vai fazer o carro andar mais ou o motor durar mais, e ainda juram que o motor fica mais “macio”, e não pode esquecer do CD de Funk ou modinha sertaneja tocando no ultimo volume….deveria ser proibido usar esse monte de porcariada e parafernáias no carro, aí iam se preocupar com o que é realmente importante no carro e o que faz um carro ser prazeroso de dirigir

    • Lucas dos Santos

      Se proibissem tudo isso, pessoal seria capaz de fazer protesto nas ruas, argumentando que “o carro é meu e instalo nele o que eu quiser” ou diriam que isso tudo é pura “inveja”, hahaha! Complicado…

  • Pois é Corsário Viajante,
    Pintacuda é o sobrenome de um corredor do passado, aliás do italiano Carlo Maria Pintacuda, cuja “fama” resiste ató os dias de hoje…
    Dando uma olhada na Inernet temos:

    Carlo Pintacuda destacou-se na década de 30 em provas de estrada, correndo pela Ferrari. Em 1934, vence a Volta da Itália pilotando um carro da equipe Lancia e no ano seguinte vence a Mille Miglia com uma Alfa Romeo tipo GP.

    Já reconhecido como grande piloto, o italiano fica em segundo lugar no GP de Túnis, em 1936, e em terceiro lugar na Mille Miglia. Em 1937, volta a correr e a vencer a Mille Miglia realizando uma de suas melhores corridas.

    Pintacuda ficou conhecido no Brasil por suas vitórias no GP do Rio de Janeiro, em 1937 e 1938. A fama dele no Brasil perdurou por muitos anos e seu nome aqui era sinônimo de velocidade. Na década de 40, era citado numa marchinha de muito sucesso no carnaval, cantada pelo cômico Oscarito:

    “ Sou ga-ga-go pra-pra falar mas sou um Pintacuda pra beijar”

    Em 38, Pintacuda vence , também, as 24 Horas de Spa e fica em segundo lugar na Mille Miglia. A carreira do piloto italiano termina em 1939.

    Ainda da Internet uma foto que pode surpreender a muitos pelos nomes dos corredores: V Circuito da Gávea, com Hans Stuck e sua Auto Union, largando ao lado das Alfas de Antonio Brivio, Carlo Pintacuda e Carlo Arzani. https://uploads.disquscdn.com/images/53d9cdfb617ab35d0fc9374dac2c15020564f113b42a73804b899c074208b1eb.jpg

  • Marcio Rocha

    Realmente… Seu comentário foi bem colocado, porém o governo já possui a base dos números de telefone celular, que estão registrados em nosso CPF… O dia em que quiserem pôr em prática começarão rastreando os smartphones…

    • Lemming®

      Sem dúvida mas pelo espertofone ainda é possível desativar o GPS e desligar o que não é o caso deste sistema.