Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Lombada: caso de polícia – Autoentusiastas

 

Além de a “ondulação transversal” ser uma invenção de idiotas a serviço da mediocridade, seus padrões são rigorosamente desrespeitados pelas autoridades de trânsito no Brasil.

 

Lombada (quebra-molas) deveria ser proibida, pois existem soluções mais modernas e menos estúpidas de obrigar o motorista a reduzir velocidade. Se o prezado leitor já viajou para o Primeiro Mundo, com que freqüência viu esta abominável invenção de idiotas a serviço da mediocridade? Quando (raramente) existem, respeitam os padrões e são dimensionadas para não agredir o automóvel. Lombada, já existe a eletrônica. Mas nosso obsoleto código de trânsito previa a “ondulação transversal” que, ainda por cima, tem seus parâmetros rigorosamente desrespeitados por todas as autoridades de trânsito municipais, estaduais e federais. Mais:

– Bandido adora, pois faz o motorista quase parar e reduzir a velocidade muito mais que necessário, facilitando o assalto;

– Oficina também, pois a maioria destes obstáculos tem dimensões muito acima das estabelecidas e o carro esbarra embaixo ou porque a lombada não foi sinalizada e percebida em tempo hábil, ou porque o motorista só a avistou em cima da hora, aplicou freios com vontade e abaixou a frente do carro, ou por ser muito alta e, mesmo com o automóvel em baixa velocidade, atinge em cheio cárter, travessas e caixa de marchas do automóvel, principalmente o do tipo esportivo, com menor altura do solo. Quem paga os prejuízos decorrentes da lombada que foge às especificações do Contran?

– Se o carro que vem atrás não souber (ou adivinhar) que tem o obstáculo plantado à frente, ainda bate na traseira do outro que reduziu a marcha. Já houve registro de inúmeros acidentes nestas condições, com danos materiais em ambos, além de feridos e mortos. Quem é responsável por eles? O Ministério Público já se manifestou?

– Finalmente, mas não menos importante, cada vez que o motorista freia para reduzir a velocidade e acelera novamente, aumenta o consumo de combustível e emissões.

A lombada é regulamentada pelo Contran, mas as próprias autoridades de trânsito desrespeitam sua legislação. Entre outras restrições, ela não pode, por exemplo, estar numa via que seja itinerário de linha regular de ônibus. Sua altura máxima é de 8 cm para um comprimento mínimo de 1,5 m. Ou 10 cm para uma extensão de 3,70 metros. Só pode ser colocada depois de estudos que comprovem sua necessidade e a impossibilidade de se adotar outros recursos para a redução de velocidade no local. Além disso, a lei é muito objetiva ao proibir “a utilização das ondulações transversais e de sonorizadores como redutores de velocidade, salvo em casos especiais definidos pelo órgão ou entidade competente, nos padrões e critérios estabelecidos pelo Contran”. E quem é o responsável pela lombada irregular? Diz o parágrafo único do artigo 246 do CTB: “A penalidade será aplicada à pessoa física ou jurídica responsável pela obstrução, devendo a autoridade com circunscrição sobre a via providenciar a sinalização de emergência, às expensas do responsável ou, se possível, promover a desobstrução”. Ou seja: existe legislação para punir os irresponsáveis que autorizam (ou fazem vista grossa) as “ondulações transversais” irregulares. Basta cumpri-la e puni-los.

Dica: ao avistar uma lombada em cima da hora, pise no freio para valer. Mas, antes de passar por ela, tire o pé para não deixar a frente do carro “mergulhada”, aumentando os riscos de impacto contra algum componente mecânico. E não siga a recomendação de passar diagonalmente por uma lombada, o que provoca uma desnecessária torção do automóvel.

Historinha final: nas décadas de 60 e 70, Piero Gancia importava os Alfa Romeo (além de ter montado a equipe Jolly-Gancia), que tinham o subcárter (bandeja inferior do cárter) muito baixo. Tão baixo que esbarrava com facilidade nas lombadas, mesmo tirando o pé. E colocar um “protetor” era uma “faca de dois gumes”, pois deixava o carro ainda mais baixo! Era tanta pancada que o Emilio Zambello (amigo e colega de equipe do Piero), que fabricava peças em liga leve, decidiu fazer o subcárter para o mercado de reposição. Eu tive um desses Alfas e, ao viajar, antes mesmo da bagagem (apesar do porta-malas restrito), acomodava o tal subcárter e sua junta: vai que pintasse – sem aviso – uma dessas famigeradas no asfalto…

BF

Foto: omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br
Boris Feldman, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos, autoriza o Ae a publicar sua coluna veiculada aos sábados no jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte (MG).
A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Boris Feldman
Coluna: Opinião de Boris Feldman

Boris Feldman é engenheiro elétrico formado pela UFMG, também formado em Comunicação, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos. Além da coluna Opinião de Boris Feldman no AUTOentusiastas, é colunista do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e do jornal O Povo, de Fortaleza e tem o programa de rádio Auto Papo, na emissora Alpha FM, de São Paulo, e em mais 38 emissoras pelo país, com três edições diárias.

  • Renan V.

    No interior de São Paulo costumam colocar lombadas em qualquer lugar, ou melhor, duas, uma antes e uma depois de portões de escolas, empresas, prefeituras etc…

    • AlexandreZamariolli

      Nada é tão ruim que não possa ser piorado, especialmente no Brasil. Sabe aquelas faixas de pedestres elevadas em relação ao nível da rua, as tais lombofaixas? Pois bem. Aqui na minha cidade, inventaram uma moda linda: fazer a lombofaixa e tascar uma lombada cinco ou dez metros antes…

      • Lucas dos Santos

        Em minha cidade estão colocando semáforos – daqueles controlados pelo pedestre – nas travessias elevadas!

      • Renan V.

        Fica ótimo assim, imagina os ônibus que passam: o pessoal que senta na última fileira (onde o balanço é enorme de tão longe das rodas traseiras) deve se sentir numa montanha-russa, num barco Viking.

      • RoadV8Runner

        Disseste bem, nada é tão ruim que não possa piorar… Vou parar de reclamar das lombofaixas aqui de Sorocaba! Rssss… Como diriam os mais antigos, idéia de jerico fazer isso.

      • Celio_Jr

        Pode pior muito, caro @AlexandreZamariolli:disqus, em Araraquara (SP) a lombada fica após a lombofaixa, e com um ”plus”, uma bela e escorregadia pintura azul ou vermelha.

    • Diego

      E foi exatamente no interior de São Paulo que eu vi os piores tipos de lombadas muito altas (mais de 10 cm) e muito estreitas (menos de 1m)

      • RoadV8Runner

        Em Itu-SP, talvez para manter a fama da cidade, na avenida da rodoviária tem uma comprida e alta, que mais um pouco é preciso fazer alpinismo para transpor… É mais alta que a altura do meio-fio! Uma noite, como não conhecia o lugar, a porcaria estava sem pintura alguma e, quando os faróis a iluminaram, era tarde demais. Freei até onde deu e aliviei o freio já esperando o baque… As suspensões dianteira e traseira bateram no fim de curso na entrada e saída da aberração, com direito a uma pancada no assoalho como “plus”! Os fins de curso dianteiros simplesmente foram pulverizados e tive que gabaritar o agregado da suspensão (o carro era um Caravan 6 cilindros).

  • Luciano Ferreira Lima

    E tem instrutor de auto-escola e do Sest-Senat que defende ferozmente o uso destes “dejetos viários” como o Mestre Sharp diz e apoio. Tenho um carro monstro, o “LOKUTUS”, um Logus órfão da Autolatina que fui obrigado a colocar rodas Audi 15″ com pneu de EcoSport 205/65R15 mais molas de Polo na dianteira e de Quantum na traseira para agüentar as crateras e lombadas. O carro era tão baixo quando original que só de pensar em lombadas o silencioso já amassava sozinho.

  • ochateador

    Pior do que lombada feita sem critério é quando não tem sinalização nenhuma (ou é precária).
    Mas ainda tem algo pior…. é quando o asfalto está com ondulação e com isso fazem o motorista pensar que tem uma lombada a cada metro (e quero ver quem tem coragem de passar nessas ondulações a mais de 40 km/h).

  • GFonseca

    Curiosamente, no bairro onde moro aqui em São Paulo diversas lombadas foram removidas… e refeitas outras, exatamente nas mesmas dimensões das antigas (obviamente irregulares). Se isso não é esculhambação com o dinheiro público, eu não sei mais o que é…

  • Marcus Dias

    Acho os” quebra molas” um absurdo e total desrespeito aos pagadores de impostos. Pra mim a pior situação acontece quando você está atrás de uma carreta ou veículo grande. Você é obrigado a reduzir à velocidade deste veículo, fora que tanto a frenagem é muito antecipada e a aceleração muito lenta ( em função da massa). Nestes momentos sempre xingo algum político e servidor público por sua inteligência.

  • Lucas

    Concordo com tudo. Nada melhor para evidenciar a estupidez das autoridades do Brasil do que essa nossa profusão de lombadas.
    Pergunta: para cobrarmos essas desconformidades na justiça é muito complicado? O leitor VeeDub entrou com uma ação no Ministério Público contra os 27% de álcool na gasolina. Foi muio complicado? Tem que pegar advogado? É caro? O que podemos fazer para que pelo menos a lei seja cumprida?

  • Mr. Car

    O Boris falou das lombadas que formam um morrinho em relação ao nível da pista, mas existem também as que formam um vale, ou seja, são cavadas na pista. Eram assim na Avenida da Saudade (onde ficam os cemitérios, he, he!), na cidade onde morei, no interior de São Paulo. E ainda por cima, eram dispostas em diagonal. Agora não tem mais: o “pogresso” chegou à cidade, e foram substituídas por pardais. De resto, é como o Boris falou: lombadas fora das especificações, lombadas não sinalizadas, lombadas feitas sem o conhecimento da autoridade de trânsito por qualquer um que decida que em sua rua precisa haver uma (ou uma dúzia)…enfim, uma verdadeira praga com conseqüencias que vão desde o simples prejuízo monetário por danos ao veículo, até os danos físicos resultantes dos acidentes que essas aberrações viárias podem causar.
    Para matutar: “A poesia é uma coisa tão sutil que, ao passar de uma língua para outra, se evapora”. (John Denhan)
    Para ouvir (Youtube): “Patsy Cline – Crazy”

    • RoadV8Runner

      Lembro dessas aberrações na Av. da Saudade. Então provavelmente moramos ao mesmo tempo na mesma cidade!

      • Mr. Car

        Será, Runner? Diga o nome de alguns lugares que você freqüentava por lá (pode ser barzinhos, restaurantes, supermercados, casas noturnas), he, he!

        • RoadV8Runner

          Conhece o bar Giovanetti (ou bares, já que agora tem vários…) e o famoso lanche Psicodélico? Ia muito também no Bar La Ricoletta e Años Locos, este último já não existe mais. Com a família, virava e mexia estava na Macarronada Italiana. O atual Wall Mart se chamava BIG quando estava por lá.
          Abraço!

          • Mr. Car

            Nunca ouvi falar. Então… não moramos na mesma cidade. he, he!
            Abraço.

    • Lorenzo Frigerio

      Aqui no meu condomínio tem umas valetas bem profundas. As ruas eram de terra e pavimentaram com bloquetes. As valetas, naturalmente, ficaram mais fundas (que nem as tampas de bueiro em desnível de São Paulo), pois não se deram o trabalho de fazer o serviço no capricho, tudo para não gastar tempo ou dinheiro. E ainda dizem que tem um engenheiro responsável pela obra, para que “ambientalistas” não tentem entrar na justiça contra a pavimentação. Brasil é sempre Brasil.

      • Lucas dos Santos

        Foi-se o tempo em que se faziam as coisas com capricho. Hoje em dia tudo é feito às pressas e com orçamento limitado (estrangulado)…

  • AlexandreZamariolli

    Além de todos os problemas citados pelo Boris, há outro tão ou mais grave quanto: lombadas em vias de acesso a hospitais. Imaginem um sujeito politraumatizado, a bordo de uma ambulância, tendo de passar por cima dessas desgraças!

  • RoadV8Runner

    E o que dizer quando se tem uma aberração dessas bem em frente de casa, totalmente fora de qualquer padrão? Como é um condomínio fechado e eu, até onde consegui descobrir, sou o único que é contra essa porcaria (existem mais outras duas na mesma rua, que deve ter um 800 metros, se tanto), nem vou me dar ao trabalho de brigar por isso. Mas um dos que é a favor da porcaria já sabe que sou contra, o que penso a respeito de quem as defende e os danos que causam aos motoristas em geral (a deseducação, por tirar da responsabilidade do motorista escolher a velocidade adequada a cada local). Curiosamente, pouco conversamos depois da figura saber disso… Rssss!!! Segue abaixo foto do “troféu” que sou obrigado a ver cada vez que saio de casa. Pelo menos minha entrada de garagem fica antes da aberração.
    Acredito que a maior regra desrespeitada ao incluir um desses dejetos viários seja não estar nem aí para os ônibus que circulam pelas vias. Aqui em Sorocaba-SP, os ônibus urbanos são obrigados a conviver com os dejetos por todo lado.

    • Wagner Suhadolnik

      Pior ainda sendo dentro de um condomínio residencial.

    • Celio_Jr

      Interessante é que entre as duas pontas existem árvores. Por enquanto os pedestres ainda podem contornar, mas é de se supor que elas vão crescer.

      • RoadV8Runner

        Além das árvores, tem um vão de cerca de meio palmo entre a meleca e o meio-fio. Ou seja, risco maior do que atravessar pela rua, longe da lombofaixa…
        E o mais bacana é que defendem essas porcarias, mas a maioria dos moradores (os adultos mesmo!) daqui do condomínio andam pela rua e ainda fazem cara feia se você passa de carro muito próximos deles. E eu passo bem perto só de sacanagem, para ver se aprendem, já que a velocidade de deslocamento é baixa, em torno dos 25 km/h reais. Ao menos quando vêm meu carro, já vão para a calçada. Rssss… Ou seja, sabem que é errado e insistem no erro, pois ninguém veio falar nada comigo. Cada vez mais fico impressionado com a falta de uso correto que algumas pessoas fazem do cérebro.

        • Celio_Jr

          Posso imaginar o que passa. Tem alguns meses que comprei um apartamento num condomínio, são 17 blocos. Antes de mudar supus que meus vizinhos teriam um nível de respeito e coletividade mais desenvolvido, até mesmo pela condição mais próxima que um prédio proporciona. Ledo engano!

    • Renan V.

      Nossa, agora estão fazendo arte abstrada no asfalto. Uau!

  • Diego

    Tudo absolutamente verdade, já tive de desamassar o protetor de cárter do meu carro uma vez… (isso que eu nunca passo a mais de 20 km/h por lombadas)

  • Rodolfo Feijó

    Uma coisa que me incomoda muito também são as tampas da Sabesp ou tampas das galerias de águas pluviais desniveladas do asfalto. Já quebrei mola nessas tampas desniveladas, e tive que trocar as quatro molas para o carro não ficar desnivelado.

    • Lorenzo Frigerio

      As tampas desniveladas existem porque as ruas eram de paralelepípedos, e o asfalto foi simplesmente colocado por cima, sem retirá-los… ou então já eram de asfalto, mas ele não sofreu fresagem profunda ao recapar. O nível da rua sobe, e inclusive fazem o asfalto convexo, para a água escoar para as sarjetas, sendo que a tampa geralmente está numa posição central, o que piora ainda mais as coisas.

      • Rodolfo Feijó

        Fiz uma reclamação ao SAC da Prefeitura de São Paulo-SP e eles corrigiram uma tampa que estava desnivelada na Av. Pres. Juscelino Kubitschek.

  • BlueGopher

    Uma outra “invenção” que está se tornando comum é uma tal de “Travessia de Pedestres Elevada”, uma superlombada que não sei se é regulamentada ou não.

    Esta faz os carros decolarem de vez, principalmente quando esta bela pintura superficial se desgastar após alguns dias de uso.

    http://nogueirense.com.br/wp-content/uploads/2012/08/P1190143.jpg

    • BlueGopher
      O pior é que esse Dejeto Viário II está regulamentado pelo Contran (Resolução 495 de 5/06/14). As pessoas estão mesmo enlouquecidas. Essa faixa elevada usa-se, e são úteis, nos aeroportos e terminais de ônibus que têm ilhas de embarque/desembarque para facilitar a passagem de carrinhos de malas ou malas com rodas, evitando as rampas de guias. Na rua não tem o menor sentido. Alguém pode argumentar que são boas para cadeirantes, mas estes, longe de serem numerosos, podem perfeitamente conduzir a cadeira pelas rampas de meio-fio, como existem hoje em toda parte. O mesmo para carrinhos de bebê.

      • Lucas dos Santos

        Sem falar que isso deseduca os motoristas.

        Agora só se dá a preferência ao pedestre na faixa se ela for elevada. As tradicionais faixas pintadas no pavimento perderam sua função e são totalmente ignoradas pelos motoristas.

        • francisco greche junior

          Exato.

      • rodrigo baccino

        Srs vocês tem plena razão sobre estas faixas elevadas, são ridículas, coisa destes medíocres que estão no poder. Sir Boris Feldman, você chamou a atenção para um fato que virou comum no Brasil, é lastimável como as pessoas adoraram esta maneira asquerosa de diminuir a velocidade de nossos mal educados e imbecis que andam por ai. É triste, neste pais cada vez mais é só decepção…

      • Wagner Suhadolnik

        É isso mesmo, Bob.

      • francisco greche junior

        Bob ao ler isso tua explicação me fez pensar que comentei precipitadamente sobre o Dejeto Viário II que existem em frente o Hospital São Paulo. Mas dai me lembrei que se um paciente internado lá precisar fazer um exame na medicina nuclear que fica do outro lado da rua ele logicamente será levando de ambulância até lá.

    • RoadV8Runner

      Esse nova aberração virou moda aqui em Sorocaba-SP. Não sei se você viu meu comentário mais abaixo, mas tenho até uma em frente de casa!!! Só posso ter colado chiclete na cruz…

    • Lucas dos Santos

      São regulamentadas sim e, se você der uma conferida na resolução mencionada pelo Bob, verá o quão fora dos padrões está essa travessia da foto!

      As rampas de entrada e saída deveriam ser mais alongadas, o que as tornaria mais suaves. Note que a pintura amarela sequer coube ali.

      As travessias elevadas da minha cidade são igualmente fora dos padrões. Reclamei ao presidente do órgão de trânsito daqui e ele me respondeu que se as rampas fossem mais suaves conforme o recomendado, os motoristas não reduziriam a velocidade o suficiente! Infelizmente, parece que a palavra do Contran realmente não tem valor nenhum!

    • Fernando

      Essa já se tornou uma maldição.

      Mais uma forma de arranjarem serviços para as empresas dos “cumpanheiros” e gastarem milhões nesta festa.

    • vstrabello

      Estas pedem para que o carro fique por cima de quem arriscar de andar em cima dum troço desses!! Aqui em Campinas no Centro tem algumas delas, e onde há bastante trafego.

    • Renan V.

      Em São Carlos (SP) está cheio disso. Infelizmente.

      • RoadV8Runner

        Em Sorocaba-SP também… Nova mania do interior de São Paulo?

        • Renan V.

          Como somos inocentes. Adoramos esportivos, carros com pedigree e etc… Mas mesmo se tivermos grana, estamos oficialmente inviabilizados de tê-los. Nunca que um Cayman passa numa lombofaixa.

      • Celio_Jr

        Obra do nosso odiado (e também vice-prefeito) Coca Ferraz. Ele encheu São Carlos de porcarias e tem feito o mesmo aqui em Araraquara. E ainda conseguiu aprimorar o dispositivo, pintando de azul ou vermelho.

    • Lorenzo Frigerio

      A popular “lombofaixa” (agora sem hífen).

    • Wagner Suhadolnik

      É outra moda idiota.

    • Daniel S. de Araujo

      Aqui em Garça (SP) criaram essa aberração criminosa. Numa via expressa!!!

    • francisco greche junior

      Aqui em São Paulo, em frente a entrada principal do Hospital São Paulo temos dessas, a muito tempo. É de uma imbecilidade completa. Uma logo que se entra na rua, outra no meio da rua e outra ao se deixar a rua. Lamentável que esteja se espalhando este mal.

    • Davi Reis

      Isso já é tão normal aqui em BH que nem reparo mais viu… Aqui fazem elevada e com tijolinhos ainda por cima, com uma mudança nada suave de inclinação.

  • Marco

    Altura máxima, não poder ser construída em vias que sejam itinerários de linhas de ônibus, sinalização, são solenemente ignorados pelas autoridades, que defecam para os contribuintes.

    Autoridades de trânsito pensam nos obstáculos (incluo aí os tais tachões) para danificar os automóveis.

    Sobre o não passar diagonalmente, e o que dizer de lombadas e valetas (outra praga. Existem algumas em SBC que chegam a dobrar o parachoque. O que fazer? Mudar o caminho…) construídas em diagonal? A imbecilidade reina por essas bandas.

  • André Andrews

    Essa dos tachões também é letra morta: http://autoentusiastas.com.br/2012/12/outra-da-cet/

    Lembro que no SAC da prefeitura de São Paulo (http://sac.prefeitura.sp.gov.br/default.asp) havia opção para Lombada Irregular, mas aí resolveram acabar com a febre quebrando o termômetro. Só restou a indicação de falta de pintura e sinalização.
    E essas porcarias, ainda atrasam e geram risco aos serviços de socorre, ambulância e policia. Quando não sinalizadas ou apagadas, pode matar um motociclista numa rodovia – lembro bem disso quando implantadas na Rodovia dos Imigrantes em Praia Grande/SP décadas atrás – ou inflar uma bolsa.

    • Wagner Suhadolnik

      Além de designer industrial, sou bombeiro e você tem toda razão, lombadas atrasam o socorro de todas as maneiras e só trazem prejuízos causando acidentes.

      • André Andrews

        Lembro que no socorro de meu avô, o enfermeiro avisou para não se assustar que o motorista iria fazer um caminho diferente, mais longo e até um pouco mais demorado, para evitar ondulações e lombadas.

        Olha a que ponto chegamos!

  • Lorenzo Frigerio

    Tem uma lombada famosa no Guarujá, na Estrada do Pernambuco, em frente ao hotel do Sílvio Santos, que é uma verdadeira “montanha”. Acho incrível que num país de tantas lombadas não se fabriquem moldes padronizados, ou as próprias lombadas em concreto moldado, bastando abrir um sulco na via, encaixá-las e cimentá-las.

    • Stark

      Fui pesquisar a dita cuja e achei isso daí. Realmente, uma montanha. Já encontrei aberração maior que essa no interior, em estrada de barro, mas como o carro era alto teve menos dificuldade.

  • Lucas dos Santos

    Nesse caso, o problema não é somente com os nossos governantes, mas com nosso povo também, que vive suplicando por lombadas em todo lugar. E se não são atendidos, tacham as autoridades de incompetentes e omissas.

    Infelizmente ainda reina por aqui a mentalidade de que deve-se dificultar ao máximo a mobilidade dos veículos motorizados.

    Recentemente, o diretor do órgão de trânsito daqui consultou a população quanto à colocação de radares nas principais vias da cidade, para ver quem era contra e quem era a favor. Vejam bem, tiveram a decência de consultar a população antes! A seguir, algumas respostas:

    • RoadV8Runner

      Mas lombadas também não resolvem nada, só reduz a velocidade no entorno (a cerca de uns 50 metros antes e depois, no máximo), depois voltamos ao salve-se quem puder. Tem uma cidadã que aprova até os tachões colocados na entrada de um hospital!!! É o apocalipse sobre rodas…

  • Fernando

    Perfeitas colocações Boris!

    Com a atualidade de somente levantarem bandeiras demonstrando “consciência ambiental” e outras alegações do tipo, quem se refere a coisas assim parece até que está dizendo de algo para o mal da população, segundo 99% dos governantes…

    Mas pelo menos se alguém fosse levantar a quantia de energia desperdiçada com elas já seria suficiente para algum pioneiro prefeito usar para acabar com essa forma ridícula de emburrecer os motoristas novos, e que explora a todos.

    • Lucas dos Santos

      Além da energia desperdiçada para transpor os obstáculos, tem a energia desperdiçada pelos veículos que vêm com a suspensão erguida de fábrica, justamente para poder enfrentar as lombadas.

      É sabido que veículos mais altos possuem maior área frontal. Maior área frontal resulta em maior resistência do ar. Para vencer essa resistência maior é necessário acelerar mais, o que resulta em uma maior emissão de poluentes.

      Em um único carro, a diferença pode ser insignificante, mas basta pensar na quantidade de veículos desperdiçando energia diariamente para se ter a real dimensão do problema.

      Com o pensamento “ecologicamente correto” que predomina hoje, esse seria um ótimo argumento contra esses obstáculos viários.

  • Lorenzo
    É que dá um trabalho danado acertar isso…

  • Lorenzo,
    Essa conheço bem. Tinha que prender o cara que fez isso por 20 anos em regime fechado.

    • vstrabello

      É um abuso isso. E acho que as que tem aqui na região onde moro BEEM irregular, até as placas acredito que sejam feito artesanalmente, parecendo que fizeram o desenho usando fita isolante. Pior, como o Boris disse, parecem um corcovado nas duas mãos das ruas. No caso de ônibus, sei de uma via (SP-324, que liga de Vinhedo a Viracopos), que deve ter umas 15 lombadas. Lá pelo menos passam umas quatro ou cinco linhas naquela rodovia.

      • RoadV8Runner

        Essa via de Vinhedo a Viracopos usei uma única vez, justamente por conta das melecas transversais aos borbotões…

        • vstrabello

          Eu gosto de passar pela Estrada Velha de Indaiatuba, embora tenha bastante r̶e̶p̶a̶r̶o̶ buraco , pois passa bastante caminhão de uma pedreira que ainda está em atividade desde que minha mãe era criança e tem menos lombada – duas perto da “soon to be” extinta fazenda da Singer e tem mais umas três ou quatro perto da pedreira – e “fun to drive”. Lá, pela SP-324 trafega linha de ônibus, junto com as lombadas, demora em torno de >10 minutos para sair daquele caos.

  • jr

    Isso também acontece quando se faz o recapeamento. Em vez de retirarem uma camada asfáltica e refazerem a cobertura simplesmente despejam mais asfalto por cima. É só notar a quantidade de ruas em que o nível do asfalto alcança o da calçada… daí fica aquele buraco enorme, uma tampa de acesso à alguma rede subterrânea, ou junto ao meio-fio, bueiros enterrados no asfalto que engolem sua roda quando você estaciona…

  • Lucas dos Santos

    Quanto aos tachões, o poder público de Foz do Iguaçu, no Paraná, está lutando para retirá-los das vias. Mas está, difícil, pois estão sofrendo uma resistência enorme do órgão de trânsito, que acredita que é indispensável que haja algum tipo de obstáculo nas vias:

    http://globotv.globo.com/rpc/parana-tv-1a-edicao-foz-do-iguacu/v/mesmo-sendo-proibido-tachoes-ainda-sao-usados-na-via-publica-para-reduzir-velocidade/4357666/

    • André Andrews

      Essa das calotas foi demais! Elas são piores que as tachas, que também são ilegais.

      • Lucas dos Santos

        E não sei onde está escrito que as calotas são regulamentadas como redutores de velocidade, como dito pelo sujeito ma reportagem. Eu, pelo menos, não encontrei em lugar nenhum. As calotas sequer são mencionadas no capítulo de dispositivos auxiliares do CTB.

        O pior é que alguns órgãos de trânsito estão se aproveitando de brechas na resolução do Contran para justificar o uso desses objetos. Lá diz que eles não podem ser utilizados na traversal “como redutores de velocidade”. Pois basta dizer que não são redutores de velocidade e fica “tudo certo”. Afinal, para tudo tem um “jeitinho”.

        https://uploads.disquscdn.com/images/b8ca8c2e0fbb8d6ca2e37a44ca2f270da3e782186ef0fd620122d04d7940b49c.png

        • André Andrews

          As tachas são aquelas pequenininhas, que se usam até em divisão de faixas de mesmo sentido. Então o raciocínio é: se não pode o menos (pior), não pode o mais. A minori, ad maius. Quando esse pessoal vem com juridiquês para cima da gente, temos que mandar o nosso também rsrs

          • Lucas dos Santos

            Exatamente. Até porque o Contran justifica a proibição afirmando que tais dispositivos causam danos ao pavimento e aos veículos. Logo, o fato de não estarem exercendo a função de redutores de velocidade não torna esses dispositivos menos danosos quando dispostos na transversal.

  • Giovani Rorato

    Uma rua antes de chegar na da minha casa, em um trecho de 8 km são “apenas” 19 lombadas isso me dá nos nervos. Dá vontade de explodir todas. Como conseguir tirá-los?

    • Lorenzo Frigerio

      Entre o meu condomínio e a Raposo, eram 19 lombadas para 6 km… já está em 21.

    • Da casa da minha mãe até o trevo da cidade são 6 km e nada mais nada menos que 32 lombadas. E isso porque 2 km são em rodovias. Sério, não existe uma rua sequer na cidade onde não tem lombada.

  • Fabricio d

    Sai mais caro educar o povo….
    Quando estive no Chile fui de Santiago a Viña del Mar, pista toda duplicada, sem buraco e nada de tachão ou quebra-mola, apenas alguns radares, depois fiquei sabendo que apenas os policiais podem multar, o radar é apenas para inibir, mas não vi ninguém em altíssima velocidade.
    Nas cidades, as pessoas atravessam nas faixas de pedestres, aguardam o sinal fechar e atravessam tranqüilamente, os motoristas esperam todos atravessarem a faixa após o sinal abrir.

    • Rodrigo R

      O indivíduo não muda o ambiente, o ambiente muda o indivíduo.

      Moro no Rio de Janeiro, com sinal ou sem sinal o pedestre nunca tem vez.

      Ficar em pé na faixa de pedestre, que não tem sinal, o sujeito não vai conseguir atravessar nunca, só quando realmente não passar carro, pois nunca param, e quando alguém pára, é só barulho de freio e xingamento ‘por que parou no meio da rua, imbecil ?!?”.

      Fui a Campos do Jordão, e mesmo em todos os pontos que se tinha faixa, TODOS param para o pedestre passar, tendo sinal ou não.

      Então é aquela, dizem que “faça a sua parte para mudar o mundo”, grande bobagem, ninguém consegue mudar o mundo em que vive, mas quando é introduzido em um mundo que o coletivo respeita a Lei, ai sim, ele acaba por respeitar também, lá não vai ter a frase tipicamente brasileira “todo mundo faz errado, vou fazer também”.

      Fui a Curitiba, se o Pais fosse ao menos a metade do que vi no trânsito, já teríamos uma qualidade de vida muito melhor.

      E nas ruas em geral, quanto maior o carro, maior o “dane-se” que o motorista tem perante ao seu semelhante.

      • Lemming®

        Sou contra parar onde há sinalização para pedestre (semáforo) pois só serve para deseducar e atravancar o trânsito. Se tenho de respeitar a sinalização que o pedestre também respeite. Regras de conduta servem para todos.

  • Fat Jack

    Não gosto de lombadas (óbvio), pra mim elas só não são piores que radares não sinalizados, (que pelo menos na cidade de São Paulo, existem aos montes) mas haja visto que tende ao infinito a utopia de que elas venham a desaparecer, já me contentaria que elas obedecessem 100% às normas regulamentadoras, pois a que não obedecem não cumprem sua função (em algumas é necessário parar!), e maltratam severamente nossos veículos.

  • Stark

    Ótimo texto! Sendo bem improvável a extinção das lombadas (que seria o ideal), falta uma padronização das mesmas.

    Há lombadas em que é possível passar em terceira marcha, mas em outras você é obrigado a parar o carro quase que completamente e engatar a primeira. Estas últimas são mais freqüentes em locais ermos e de pouca iluminação, facilitando a ação da bandidagem (e não duvido que elas sejam instaladas irregularmente com esse intuito).

    Outro absurdo é quando há a placa, mas não a lombada, e depois de alguns meses o órgão de trânsito se “lembra” de instalar a maldita, sem pintar. O resultado é sempre o mesmo: acidentes, principalmente de moto.

    Aqui na minha cidade também tem uma descida/subida (trecho considerável no formato de U), que tem uma lombada na parte plana, obrigando o carro a reduzir bastante, e logo em seguida acelerar forte para vencer a subida, ao invés de aproveitar o embalo do carro, como seria o normal.

  • Certa vez desamassei o protetor de cárter de um Corsa que tive durante uma troca de óleo, pois estava beliscando o escape. Saí do posto e chegando perto de casa ao passar por um tachão de madeira (!) a peça ficou agarrada nele.
    Imagina o susto e a surpresa de ter o protetor arrancado pois ficou agarrado em um prego…

  • Nnoitra

    Sou contra lombadas mal-feitas, mas uma lombada bem sinalizada é a melhor solução para evitar atropelamentos nas faixas de pedestres.

    • Nnoitra
      Parabéns! Você foi aprovado na EIMB (Escola de Idiotização do Motorista Brasileiro), cuja primeira aula é “Só diminua velocidade quando houver lombada; se não houver, a pista está
      livre para acelerar”. Por haver lombada antes da faixa da pedestres é que mãe e três filhos foram mortos na Av. Goiás, em São Caetano do Sul há alguns anos, o carro decolou na lombada e o obviamente não conseguiu parar. Todas as lombadas foram eliminadas após isso. Você e milhões de motoristas brasileiros perderam a noção de responsabilidade ao dirigir graças a essa “eficiente” escola. Responsabilidade se chama avistar a sinalização de faixa de pedestres e reduzir velocidade, ficando atento se há pedestres atravessando ou querendo atravessar.

      • jr

        Um amigo meu usava motocicleta no dia-a-dia. Não me lembro qual a moto que ele usava, mas era uma no estilo trail, grande, alta e potente. Certo dia foi trabalhar com a moto, como era usual, e voltou para casa no começo da noite, já escurecendo. No percurso da volta, poucos metros antes da esquina em que virava à esquerda para entrar na rua da sua casa, voou pelo meio da rua, levou o maior pacote. Destruiu moto, quebrou braço, se esfolou inteiro e ainda teve sorte de não ter ido parar debaixo de algum veículo que vinha no sentido oposto (a dita rua é de mão dupla). Qual o motivo do acidente?

        Naquela tarde a prefeitura instalou uma lombada. A lombada foi recoberta de asfalto, não foi pintada muito menos sinalizada. Ele, que algumas horas antes passara por ali para ir almoçar em casa deu de cara com a lombada ao retornar no final da tarde. Não viu que existiu a lombada (não dava para ver e teria de adivinhar), quase no ponto em que ele começava a diminuir a velocidade para poder entrar à esquerda, cruzando o fluxo contrário.

        Quase perdeu a vida. Teve sorte até pois nenhum carro via em sentido contrário.

        É o típico caso em que se deveria processar a prefeitura, o prefeito, sei lá quem, tamanha a irresponsabilidade.

        Para mim, tão perigoso quanto as lombadas são estes tijolos que a prefeitura de Curitiba começou a espalhar para separar faixas exclusivas para ônibus e bicicletas. Um pedestre, uma moto ou mesmo uma bicicleta pode provocar o maior acidente se tocar nesses tijolos. Eu mesmo já levei pacote ao tropeçar num troço desses que passava por cima de faixa de pedestres num lugar que não costumo frequentar.

        Como é que gente que faz isso pode se intitular como “gestor do trânsito”?

      • Nnoitra

        Infelizmente essa é a triste realidade do trânsito brasileiro, a quantidade absurda de lombadas que existem nas ruas e até rodovias do Brasil também não me agradam, mas tenho consciência da necessidade desse instrumento antiquado porém eficiente. Se todos os condutores fossem como nós (eu e você), obviamente tal instrumento não seria necessário, e não sendo necessário, obviamente não seria utilizado, muito obrigado pelo feedback.

  • Eduardo

    Bom, gostaria de compartilhar outra “maravilha da engenharia de trânsito”, em Indaiatuba, SP: em algumas vias, foram construídas lombadas que por si já são muito altas, mas ainda por cima, a rua possui a curvatura usual (excessiva, pra variar) para escoamento de água, o que é interessante, já que o topo da lombada está rigorosamente em linha reta, ou seja, a altura da lombada varia conforme a posição ao longo dela… para reduzir o risco de raspar alguma coisa nela, você é forçado a mudar de faixa.

    Outra “obra maravilhosa” foi a inclusão de uma lombada eletrônica em uma das avenidas principais da cidade, onde o limite é reduzido de 60 para 30 km/h, e devido ao temor de tomar uma multa, as pessoas reduzem a velocidade para 23, 20, 15 km/h, travando o fluxo numa via que deveria ser livre.
    Está difícil viver num país onde se prefere multar do que educar, onde se prefere gastar dinheiro com lombadas ao invés de tornar as vias mais seguras e bem sinalizadas, onde é melhor manter o povo ignorante e inculto, para que as pessoas não se manifestem contra estas idiotices, e ainda continuem cometendo infrações e engordando os cofres públicos.

  • Cadu

    Bem a calhar: passei ontem com o Fox 1,6 da noiva numa dessas mal sinalizadas a uns 70 por hora
    Vinha a 100 numa rodovia pista simples a noite
    Num início de um trecho em obras, a surpresinha: ancorei no freio e soltei esperando baque

    O meu espanto foi como o carro absorveu o impacto: não deu fim de curso, nem saiu (tanto!) do chão. Segui viagem normalmente depois

  • Danniel

    Da minha casa até a via expressa (EPTG) são 14 em um espaço de 2 km. Vou protocolar um requerimento na administração solicitando a remoção. Argumentos? Várias ruas são rotas de linhas de ônibus e TODAS estão fora do padrão. Cansei.

  • Nnoitra
    A lombada é coisa relativamente nova, início dos anos 1980, em Curitiba, invenção do então prefeito Jaime Lerner, um imbecil completo. Com a lombada a “escola” só terá sucesso na formação de motoristas idiotas, que jamais terão noção de responsabilidade, piorando cada vez o caos do trânsito brasileiro. Leia essa matéria para entender melhor toda esta questão: http://autoentusiastas.com.br/2015/03/milagre-em-barroso/

  • Danilo Grespan

    Lombada por si só já é algo terrível, mas tem algo que sinceramente acho tão ruim quanto: aquelas faixas de pedestres elevadas que normalmente são gigantes, e o ângulo de inclinação do asfalto para entrar ou sair, em ambos os lados, é quase vertical. Ou seja, certeza de arrebentar seu carro na entrada caso não se atente a essa elevação muitas vezes com pintura apagada ou inexistente, além de normalmente raspar seu para-choque ou protetor de cárter. Tachão e as malas de concreto são também abomináveis. Mas não adianta, investir em educação no trânsito desde criança, o que pelo menos resolveria nosso futuro, ninguém quer fazer.

  • Thales Sobral

    Boris, pode passar qual a legislação que apoia o trecho dito por você? “Entre outras restrições, ela não pode, por exemplo, estar numa via que seja itinerário de linha regular de ônibus.”

    Vou deixá-la fazendo par com a resolução CONTRAN 336/09 aqui no meu desktop, que já usei como argumentação para o setor de trânsito aqui na cidade. (E funcionou!)

    • Boris Feldman

      Thales, é a Resolução 39/98 que regulamenta o art 94 do Código de Trânsito Brasileiro. Entre outras, diz que as ondulações transversais ” somente poderão ser instaladas quando houver necessidade de serem desenvolvidas velocidades até um máximo de 20 km/h, em vias locais, onde não circulem linhas regulares de transporte coletivo;”

      Boris

  • Speedster

    Precisamos do PAB : Partido Autoentusiasta Brasileiro já !!!!

  • Lucas

    E há alguma resolução/regulamentação para a construção e dimensões de rotatórias?? É que estou elaborando uma carta ao MP requerendo que lombadas e faixas elevadas construídas na cidade em que moro sejam removidas ou, pelo menos, adequadas ao que determinam as respectivas regulamentações. Gostaria de acrescentar também as rotatórias, que aqui, são as mais absurdas do mundo! Em cruzamentos de ruas simples de mão dupla, sem canteiro central em nenhuma, simplesmente colocaram uma manilha, dessas para águas pluviais, de não mais do que 50 cm de diâmetro, no centro do cruzamento e chamaram isso de rotatória…. Colocaram até a placa R-33 dentro da manilha. Em não havendo alguma resolução regrando isso, há algo para se basear.

    • Fernando

      Por acaso você mora em Caraguatatuba-SP?

  • Rochaid Rocha

    Na minha cidade tem tanta lombada que se espalhassem elas, daria para asfaltar a cidade toda. Nunca entendi porque tem tanta lombada, já que tem buracos a cada 5 metros. Nem precisa.

  • Fernando

    Em Caraguatatuba está cheio dessas aberrações.