Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas O ALEMÃO BRASILEIRO – Autoentusiastas

O ALEMÃO BRASILEIRO

golf capa

Foi em março de 1974 que o primeiro VW Golf produzido no mundo, nasceu na Alemanha. Veiculo altamente carismático, foi definido como a segunda lenda da Volkswagen, considerado como sucessor do Fusca, na época.

 

golf 1974

VW Golf primeira geração MK1

No Brasil, a linha Golf foi importada até o ano de 1999, quando em 8 de janeiro o Golf  brasileiro em sua geração IV, saiu das linhas de montagem da recém-construída fabrica da VW em São José dos Pinhais, área metropolitana de Curitiba.

Com suas linhas caracterizadas por superfícies lisas sem vincos marcantes, tinha a coluna “C” (traseira) bem larga que acabou se tornando sua marca registrada.

O Golf em sua geração IV foi lançado na Europa dois anos antes, em 1997, sendo considerado o melhor carro do mundo pela revista alemã Auto Motor und Sport.

 

golf geração 4

VW Golf MK4 em sua cor azul antológica

A Volkswagen se orgulhava da aparência de seu novo filho, com suas linhas aerodinâmicas e coeficiente de arrasto igual a 0,31.

Outro orgulho da VW é que mais de 90% dos componentes do Golf brasileiro poderia ser reciclado ao fim de sua vida útil, conservando assim valiosos recursos para o benefício de gerações vindouras.

 

golf reciclagem

Materiais componentes do VW Golf MK4

A carroceria era protegida com processo de galvanização a quente e eletrolítica, contando com 12 anos de garantia contra corrosão perfurante das chapas e junções, inédita no Brasil.

 

golf carroceria

Carroceria do Golf mostrando os detalhes da galvanização

 

A pintura também especialmente processada para aumentar ainda mais a resistência á corrosão da carroceria, tinha acabamento impecável.

 

golf carroceria pintura

Detalhes das camadas protetoras e tinta

A carroceria era construída com adoção de chapas diferenciadas de alta resistência. A ideia foi adotar chapas mais finas onde cabível, deixando o veículo mais leve.

 

golf chapas resistentes

Em azul painéis / estrutura de alta resistência

Em termos de conforto, além dos lindíssimos bancos Recaro, tinha um mostrador de instrumentos que eu considero um dos mais bonitos já idealizados, com iluminação nas cores azul e vermelha. Simples, bonito e funcional, conta-giros do lado esquerdo e velocímetro do lado direito, apresentava fácil leitura dos instrumentos e também das luzes indicativas. “Wolfsburg”, como o Bob dia. Mais bonito que este, somente o do Ford Del Rey.

 

painel 1

Painel do Golf IV, muito bonito e funcional com iluminação azul e vermelha dos instrumentos

Outros detalhes do Golf chamavam a atenção, como, por exemplo, o seu moderno e elegante conjunto ótico, era assim que a VW chamava os faróis dianteiros, com todas as luzes em uma mesma unidade.

 

golf farois

Conjunto ótico dianteiro com todas as luzes em uma mesma unidade

Tinha como acessório de serie  o sensor de chuva, localizado na base do espelho retrovisor interno, detectando a presença de chuva e automaticamente entrando em funcionamento.

O sensor de chuva emite um raio de luz através de LEDs, sendo refletido pela superfície do pára-brisa quando este estiver seco. Se o pára-brisa estiver molhado, o raio de luz é refratado de forma diferente e como resultado, menos luz é refletida. Como a refração da luz depende da intensidade da chuva, um sinal é emitido pelo sensor ao relê do sistema automático, que entra em funcionamento para o sistema intermitente de lavagem e limpeza do pára-brisa.

 

golf sensor de chuva

Sensor de chuva, mostrando detalhes de seu funcionamento

Outro importante acessório de série era o espelho retrovisor interno, anti-ofuscamento. Com função contínua de escurecimento, evitava que o motorista fosse ofuscado pelos faróis dos veículos que o seguiam.

Consiste de um elemento refletor e uma unidade eletrônica de controle com dois foto-sensores, detectando a luz incidente pela frente e pela traseira. Se a incidência de luz no lado do espelho retrovisor voltado para traseira for maior do que a do lado voltado para a frente, a unidade eletrônica aplica uma voltagem ao revestimento condutivo. Esta voltagem alterará a cor do eletrólito, o escurecendo tanto mais quanto maior for a luz incidente.

Engatando a marcha à ré, a função de escurecimento do espelho é desativada para facilitar manobras como ao sair de uma garagem, por exemplo.

 

golf espelho anti ofuscante

Mecanismo anti ofuscante do espelho retrovisor interno

A VW disponibilizava três motores para o Golf MK4 — 1,6 (100 cv),  2,0 (115 cv) e 1,8, com 5 válvulas por cilindro, turbocomprimido (150 cv).

Particularmente tive o prazer de dirigir um Golf 1,8 turbo quando trabalhava na Ford, na engenharia de desenvolvimento do produto. Era um veículo importado, 1998, azul clarinho de fazer inveja. Andava muito e tinha excelente estabilidade direcional, um verdadeiro “fun to drive car”. Mesmo não sendo ainda multibraço, a suspensão traseira por eixo de torção com barra estabilizadora integrada dava conta do recado, pregando o carro no chão. Era recomendada gasolina 95 RON mínimo e a especificação do manual de serviços do veículo deixava claro que o motor perderia potência com combustível inferior.

 

Cópia de golf motor turbo

Cópia do manual de serviços, mostrando as especificações do motor 1,8 turbo

Enfim, o Golf geração IV foi o mais significativo conjunto da série em minha opinião e continua mantendo batalhões de seguidores no mundo dos auto entusiastas.

Encerro esta matéria, aproveitando o espaço que reservo para homenagens, para externar minha opinião a respeito do recente episódio envolvendo os motores Diesel dos veículos Volkswagen comercializados nos Estados Unidos. A acusação  foi ” fraude do nível de emissões de poluentes de quase meio milhão de carros circulantes no mercado”, feita pelo governo americano.

Tecnicamente falando, o hardware do sistema eletrônico de gerenciamento do motor tem uma capacidade de processamento enorme, permitindo que o software envolvido tenha quase infinitas combinações de calibração. Por exemplo, é relativamente fácil o software entender quando o veículo está sendo verificado no ciclo de emissões no dinamômetro e manter o traçado em cima da curva teórica exigida pela legislação e em outras condições, com outras cargas, não necessariamente cumprir a lei. Na realidade todos deveriam cumprir o espírito da lei que é não poluir o meio ambiente independentemente da  legislação. Eu sei que fazer o certo por princípios é utopia, porem, continuo acreditando que o ser humano tem salvação.

O que a empresa ganha mascarando o software, pode perguntar o leitor. Ganha dinheiro com catalisadores menores, ganha desempenho em seus motores, ganha mais dinheiro em outros componentes do sistema de calibração etc.

Particularmente não acredito que a farsa tenha sido encomendada pelo alto escalão da VW. Provavelmente, em algum escalão inferior, algum esperto quis mostrar que fazia mais por menos para se autopromover e enganou o software, que é burro e somente faz o que o é pedido para ele fazer.

CM

Créditos: Volkswagen do Brasil  Ltda (treinamento da rede), arquivo pessoal do autor, fotos Google, wikipedia

 

 



Sobre o Autor

Carlos Meccia

Engenheiro mecânico formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) em 1970, trabalhou 40 anos na Ford brasileira até se aposentar. Trabalhou no campo de provas em Tatuí, SP e por último na fábrica em São Bernardo do Campo. Dono de amplo conhecimento de automóveis, se dispôs a se juntar ao time de editores do AUTOentusiastas após sugestão do editor Roberto Nasser.

  • Totiy Coutinho

    Mesmo perdendo mercado em nosso País a VW vinha disputando e ganhando da Toyota o posto de maior produtor mundial de automóveis, antecipando metas, não acreditei em nenhum momento que o ex-funcionários ainda mais CEO da cia. atacaria a honra da empresa que ainda pertence à sua família, por ter sido voto vencido em decisões internas da empresa. Reportagem da BBC confirmou minha intuição .http://www.bbc.com/news/business-34365794

    Somente no Brasil se torce para que a aeronave, que estamos embarcados, caia porque nao gostamos do piloto !

  • FOC

    Eu achando que ia me deleitar no sábado lendo uma coluna sobre as diferenças da poluição produzida pelo diesel e a gasolina….
    Agora eu entendi porque você vê um monte de carros 1999 rodando por ai mas não vê nenhum Golf, 90% deles foram reciclados e sumiram das ruas.

    • CorsarioViajante

      Acho que o Golf sofreu do mesmo mal do A3 nacional: eram alvo de desejo de muitos que conseguiram comprá-los como segundo ou terceiro dono, e não cuidaram adequadamente. Mais ou menos o que hoje já ocorre com o Corolla “Brad Pitt”, Civic “nave espacial” (não sei qual geração) ou o Fusion de 1ª. geração, que são muito freqüentes em periferias com teto ou capô preto fosco, rodas imensas, adesivos de gosto duvidoso e manutenção claramente largada.

      • Daniel S. de Araujo

        Bem isso mesmo! Somaria à sua lista os Peugeot em geral, Citroën, Fiat Stilo, Tempra, Marea, Brava, enfim veículos onde ou a manutenção era cara demais (caso do Golf, A3, Fusion) ou o carro foi simplesmente abandonado pelo fabricante e nem na autorizada se acha peças. E não existe paralelo, caso de alguns Fiats!

        Um conhecido meu comprou certa vez um A3 1,8L de sabe lá quantos donos anteriores. O carro lhe tomava uns R$1 mil ao mês só de manutenção corretiva.

        • CorsarioViajante

          É muito triste!

        • lightness RS

          A3 é delicado mesmo, tem que ter procedência e um backup pra eventuais problemas, é estar atento que o carro era uma fortuna quando novo, a manutenção também..

          Aqui em casa já tivemos 4 juntando pais e filhos, turbos e não, o primeiro deu uma pane elétrica que custaria 6 mil pra arrumar, era 1999 e o tivemos em 2003… os outros todos foram perfeitos, não dão problema, mas uma manutenção como trocas de correia dentada é 1500 reais fácil. E algumas coisas exigem soluções caseiras, o pisca do meu não funcionava, o módulo do pisca custa 600 reais na concessionaria e uns 400 na internet, decidimos abrir e trocar os relés com a ajuda de um técnico em eletrônica… 50 reais em relés, 50 para o amigo, e todos felizes 😀

    • Eduardo Edu

      Foram sendo esmigalhados passando de boy para boy. Um Golf rebaixado com rodas 20″ não deixa de ser heresia. Estes proprietários “dizem” que gostam de carro, mas não conhecem a pequena maravilha que possuem.

    • Totiy Coutinho

      Há carros com manutenção caríssima. Perto de casa tem um raro Xsara V-6 impecável coberto com uma capa. Um dia o proprietário estava dando um trato nele e fui lá bater um papo sobre a máquina. Ela precisa de um radiador (atropelou um pássaro), um cabeçote e a bomba d’água, e na última cotação que fez essas peças saem mais caras que o carro. Ele tem esperança de ressuscitá-lo comprando as peças aos poucos . .

  • Cris Dorneles

    Esse Golf MK 4 foi meu sonho de consumo… Esse painel quando vi pela primeira vez, me fisgou de vez. Pena que nunca tive a chance de ter um Golf…

  • TDA

    Mais uma ótima matéria, Meccia. Vários detalhes técnicos do jeito que os autoentusiastas gostam rsrs.

  • CharlesAle

    Mas como uma decisão criminosa e tão comprometedora como essa fica só nos escalões intermediários??? De qualquer modo, pode revelar que o grupo VW sofre de incompetência em decisões tão sérias. (e será que não há também problemas nas questões de segurança, durabilidade de componentes etc)..
    Me lembrou também o sério problema dos motores VW VHT fundirem precocemente.. Pelo mesmo principio, algum incompetente de médio escalão tomou uma decisão pra lá de irresponsável e prejudicou vários clientes da marca!

  • Renan V.

    Olá Meccia, adorei o texto, você é um escritor de palavras lúcidas. também adoros os Golf, todos eles, e lamento que por aqui acabamos ficando órfãos da quinta e sexta gerações.

    “Na realidade todos deveriam cumprir o espírito da lei que é não poluir o meio ambiente independentemente da legislação”. Muito bom.

  • Mr. Car

    Engraçado…apesar de reconhecer no Golf inúmeras qualidades, nunca foi um carro que me despertou incontroláveis desejos. A geração atual é a que mais me instiga, he, he! Quanto aos painéis de instrumentos, até hoje não consegui decidir qual o mais bonito: se o dos Del-Rey Ouro/Guia, ou o do Alfa-Romeo 2300 Ti-4. Dois espetáculos em desenho, iluminação, e (importantíssimo) bem completos. Há vários outros que gosto muito, mas estes dois sempre estão na minha cabeça quando o assunto é painel.
    Para pensar: “É livre quem pode fazer o que quiser, dentro de suas limitações de espaço, tempo, energia, e recursos. Só se é livre dentro de certos limites. Portanto, toda liberdade é condicional”. (Luís Fernando Veríssimo)
    Para ouvir (Youtube): “Caçador de Mim – Milton Nascimento”

    • Lorenzo Frigerio

      O da Alfa Ti era muito bonito. O do Voyage Los Angeles era parecido. Outro painel bem completo que equipou um carro nacional foi o do Polara GLS, da marca Veglia. Os painéis dos primeiros Dodjões, com odômetro parcial e amperímetro, também eram bem legais, e no caso do R/T, também tinham conta-giros.
      Gosto do painel do meu Santana caixote… é muito manjado no Brasil, mas a luz difusa verde é o canal. Detesto vermelho e, especialmente, aquele azul do Gol/Paraty, como também detesto painéis com números transmissivos.

      • Mr. Car

        O do Polara GLS! Lembrou bem. Só de ser completo, já simpatizo com um painel, he, he! Já eu gosto de vermelho (como no meu Logan), verde, o azul da VW…Só não gosto de iluminação branca, acho para lá de sem graça.

      • Daniel S. de Araujo

        Painel dos VW quadrados com iluminação em verde é bem agradável mesmo. Não cansa.

    • Fat Jack

      “…se o dos Del-Rey Ouro/Guia, ou o do Alfa-Romeo 2300 Ti-4…”
      Ambos maravilhosos, eu incluiria sem fazer esforço as dos Monza fase II e dos Premio CSL (pra mim, baseados nos dos Alfa citados) 89/93 (vulgos painel europa). Saudades imensas desses painéis lindos e completos… Será que um dias teremos o privilégio de algo parecido???

      • Mr. Car

        Bem lembrados, he, he! E por falar neles… que saudades daqueles caprichados CSL!

      • lightness RS

        Acho que teremos nos carros mais entusiastas e serão eletrônicos, hoje em dia com os dados da ECU mais um leitor OBD-2 Bluetooth de 7 dólares já dá pra ler até temperatura do ar de admissão!! E alguns carros já tem de série algo do tipo.. talvez no futuro seja normal

  • Acyr Junior

    Muito bom texto, Carlos, esse carro merece vários assim. Mas o que realmente me chamou a atenção foi sua postura frente à situação da Volkswagen e seus motores diesel. Parabéns pela seriedade e naturalidade que voce abordou o tema, tão espalhafatosamente explorado pela mídia nesses dias. Fizeram muito drama porém sem explicar ao cidadão comum os porquês de tal fato. Sua colocação foi absolutamente impecável.
    Não é à toa que sempre acho um tempo de passar aqui para ler os textos de todos editores (sim, sou fã de todos), até mesmo dos leitores que, como eu, acompanham rotineiramente. Prazer imensurável.

  • CorsarioViajante

    Concordo, também acho o golf 4 o mais emblemático dos golfs até hoje. Meu pai teve um, 1.6, mas mesmo com a motorização mais fraca era um carro incrível, verdadeiro divisor de águas, inclusive no tocante à qualidade de fabricação. As linhas ainda são belas e harmoniosas, atemporais.
    Um futuro clássico com certeza.

    • Domingos

      Uma pena terem feito aquela reestilização nada a ver, que deixou o desenho do carro bastante estranho e “de moda” — ao contrário do original, bonito e atemporal mesmo.

      Deveriam apenas terem mantido um preço baixo ou feito séries como a Flash – muito bonita! – se quisessem segurar o preço.

      Agora, uma coisa que nunca consegui sentir é essa estabilidade toda naquele carro, com o Focus me parecendo muito superior.

      Mas também nunca o dirigi à moda de verdade. Alguns carros acendem nisso.

      • Holandês Louco

        Eu dirigi Golf IV há muitos anos e dirigi o Focus 99 e 09.
        A impressão que eu tenho é que o Focus gosta muito mais de curva que o Golf, do Golf eu lembro que ele tinha uma certa tendência a perder a traseira que é ausente nos Focus que citei

        • Domingos

          Também não me parecia entrar tanto com a frente quanto no Focus. E sim, esse tem a traseira pregada como poucos carros, o que é bom.

          O Golf me pareceu mais desacertado/lento em algumas reações, mas ao mesmo tempo deu cara que seria um carro leve e atirável numa tocada mais forte e trabalhosa.

          Infelizmente não pude comprovar. Mas tenho quase certeza que as comparações da estabilidade dele com o Focus são descabidas na maior parte.

        • Ilbirs

          Aqui me parece uma tendência que costumo notar bem em carros com eixo traseiro de torção em curvas: a traseira parece “flutuar”, mesmo que esteja bem pregada no piso, algo que talvez se deva à simplicidade do arranjo de suspensão e o fato de não haver um controle de todo o movimento da roda como há em carros com multibraço, estes sempre tendendo a passar ao motorista uma sensação boa do ponto em que as rodas traseiras se encontram.

          Temos aqui também de considerar que o Golf IV foi o último a vir exclusivamente com eixo de torção quando em tração dianteira. V e VI já vinham sempre com multibraço e o VII só tem tal solução em versões mais baratas, uma vez que a plataforma MQB permite a montagem de um eixo de torção em H nos mesmos pontos de montagem de uma multibraço. Lembremos que a PQ35 de Golf V e VI, quando na forma de Jetta VI, tinha a opção de um eixo de torção em U com paralelogramo de Watt, solução muito parecida à do Passat I, justamente pelo fato de aquela plataforma estar pensada originalmente para receber multibraço e jogar com as possibilidades desse arranjo, como ter um assoalho mais baixo no porta-malas.

      • CorsarioViajante

        Também nunca gostei da 4,5. Aliás, mesmo a geração 5 e 6 não me parecem muito brilhantes no desenho, esta fase da VW com o design “das bolas” para mim não foi feliz, o único que ficou bacana foi o Polo.
        Como nunca dirigi o Focus, não posso compará-los.

  • Fat Jack

    Desculpe CM mas não acredito que alguém colocaria sua carreira toda em risco para sempre por “tão pouco” (demonstrar competência onde outros falharam), sendo que absolutamente foi a VW quem mais lucrou enquanto a farsa funcionou…, verdadeiramente falando, foi quando o então presidente Lula disse que “não sabia de nada” do mensalão quando ele próprio e seu partido estavam sendo os maiores beneficiários.

    • CorsarioViajante

      Também acho que o presidente tinha conhecimento e, mais ainda, que por vias diretas ou indiretas comandou a ação.

      • Domingos

        Dizem, na verdade, que esse esquema do Diesel é generalizado e que a compradaça e nefasta União Européia sempre fez olho grosso a ele.

        Porque? Bom, os alemães comandam a UE e ao mesmo tempo a “causa ambiental’ sempre foi um setor que lhe trouxe dinheiro via regulamentação onde obrigam a comprarem seus produtos.

        Isso tanto internamente, com 1 bilhão de pessoas, quanto mundialmente.

        É similar a questão da Grécia, que no entanto não levou a uma queda da UE e do governo alemão, nem a investigações de onde mais estava tendo esse esquema (basicamente TODOS os países), porque por lá a coisa está mais blindada ainda que o nosso judiciário.

        A cada povo o desafio do seu tamanho… Não é fácil para os europeus, pode ter certeza.

        • Daniel S. de Araujo

          A Navistar International Engines, em menor proporção fez a mesma coisa que a VW nos EUA. Só que, por ser uma empresa menos conhecida do grande público, por ser americana e de quebra ainda estar meio combalida, não houve grande repercussão.

          • iCardeX

            Não só ela. Em 1973 a VW já havia recebido uma multa semelhante. O caso foi encerrado (e abafado) com a EPA, sem admissão de culpa, entretanto, pagando U$$ 120.000,00 sem maiores intervenções jurídicas. Há sustentação de que o caso recente é uma reincidência. A mesma fonte, no entanto, declara que a EPA multou a General Motors (1995), a Ford (1998) e a Honda (1998), por força judicial, também por bularem os sistemas de análise de índices de contaminação gerados pelos seus motores. As multas aplicadas à GM, Ford e Honda, juntas superaram a cifra dos U$$ 120.000.000,00, ou mais de 900 vezes maiores que as da VW em 1973.

            Fonte: http://www.autonews.com/article/20150923/OEM11/150929911/vw-is-a-repeat-offender-on-defeat-devices

          • Domingos

            Nisso eu acredito. Não é de hoje que os EUA estão pressionando fabricantes de fora por qualquer via possível.

            Mas não é desculpa também. E é um esquema bem grande!

        • Ilbirs

          Aqui também temos de levar em conta de a Europa estar muito mais contaminada por gramscismo que outros lugares do mundo. No gramscismo, a condução da economia é baseada naquela do fascismo, em que há sim empresas privadas, mas elas são poucas, andam próximas o suficiente do governo e na prática são aquela concessão de poder que não prejudica o poder de um Estado excessivamente grande.
          Empresas inegavelmente são expressões de poder de um país, aqui sempre considerando o fato de que o poder de um país vai muito além do político. Para uma empresa o livre-mercado é cômodo enquanto ela está crescendo, mas não mais o é quando esta já tem tamanho grande e uma certa posição a se defender. Uma ação dessa empresa desejando manter o poder seria a aquisição de empresas menores antes que estas se tornem perigosas à sua posição, mas outra está em juntar seu poder econômico ao poder político, significando aí haver na prática o socialismo, mas pela tal via de o poder econômico não estar tão diretamente nas mãos de quem tem o poder político. Quando uma empresa tem poder suficiente para influenciar o âmbito político, esta começa a pressionar por leis que, se olharmos atentamente, na prática blindam essa empresa da ameaça de ter seu quinhão tomado.

    • FatJack,
      Como você escreveu “não acredito que alguém colocaria sua carreira toda em risco…..”, complemento, principalmente o presidente da VW. Tenho convicção que tudo aconteceu nos escalões inferiores por motivos de auto promoção em termos de reduções de custo, fazer mais por menos.

      • Fat Jack

        CM, no meu entender o presidente da empresa (além da própria empresa) era o maior interessado em todos os benefícios proporcionados pela “gambiarra” inclusive por não ter de investir milhões na resolução dos problemas que inviabilizariam os veículos com esta motorização de serem vendidos em diversos mercados.
        Não é minha intenção prejulgar, mas não acredito mais neste tipo de teoria de que o comandante não sabe para que caminho seu exército está rumando.

  • Eduardo Edu

    Dois carros que tenho saudade: Golf MK4 2001(primeiro ano com o motor EA111) e o Corolla de décima geração. O primeiro fiquei apenas um ano e o segundo, três. O Golf se apresenta na hora de fazer uma curva…ficava imaginando quanto tempo os engenheiros se debruçaram no projeto para gerar aquele balanço… Entendo até por que a VW estendeu tanto a vida útil do MK4 por aqui, pois há quem diga que foi o melhor VW jamais produzido.

    • CorsarioViajante

      Este Golf e o Polo, ambos fabricados aqui, eram mesmo excelentes e muito, muito, muito similares aos europeus. Vamos ver se agora com a MQB e tendo Golf 7 sendo feito aqui teremos novamente uma dupla de peso da VW.

  • Lorenzo Frigerio

    Se Herr Winterkorn “não sabia”, então o Molusco também não. E Nixon, tampouco.

    • Lorenzo,
      A calibração de um motor é um assunto bastante complexo e poucos profissionais tem o “expertise” para isso. Dar ordens para alterar a calibração para fraudar o sistema, passaria em primeiro lugar para quem tem cultura para fazê-lo e seria dar um tiro no pé. Certamente este pedido vazaria rapidamente para todos os escalões da empresa e para a mídia, como um piscar de olhos.

      • Lorenzo Frigerio

        Não necessariamente, Meccia. As empresas têm essa cultura de secretividade. O Presidente e vários outros renunciaram, mas nunca vão entregar as entranhas de como isso foi decidido. Agora é disputar o valor da multa nos tribunais. Mas seria natural acreditar que o Vice-Presidente de Engenharia estivesse sabendo.
        Essas pessoas não são bagrinhos que batem ponto e trabalham 9-5. São praticamente uma “maçonaria” na empresa, uma elite ligada por confiança e lealdade mútuas. Você deve saber isso melhor do que eu.

  • Ilbirs

    Carlos Meccia, o Dieselgate, como já comentei em outras ocasiões, tem toda a característica de ser a ponta mais visível de um iceberg de psicopatia usando o ambiente corporativo. Se considerarmos o jogo interno dentro da VW e o que tem acontecido nos últimos tempos, conseguimos ver traços claramente típicos de psicopatas:

    1) Desdém por regras que orientam a sociedade, vendo-as como algo a ser burlado (sempre deixando claro que há diferença em ver brechas e burlá-las): se havia uma malandragem capaz de identificar que o motor estava sendo lido por um detector de emissões, lá foram usá-lo;

    2) Resultados positivos a curto prazo: a VW havia conseguido a proeza de ser a marca que mais vende carros a diesel nos Estados Unidos, mas na base de algo que não se sustentaria a longo prazo;

    3) Charme superficial: as pessoas olhavam os TDIs sem saber que na prática poluíam 40 vezes mais do que o divulgado, uma vez que tinha a tal malandragem informática identificadora de leitores de emissões. Já os diretores também apareciam para a mídia como os responsáveis por proezas como um motor capaz de atender às normas de 50 estados americanos e também tinham seus egos acariciados;

    4) Conquista por meio de ludibriação e apelo à boa fé das pessoas: a pessoa adquiria um TDI achando levar para casa algo que estava rigorosamente em ordem, mas agora está com um abacaxi de caroço daqueles, inclusive prejudicado no valor de revenda;

    5) Não se pôr no lugar do outro: o pessoal responsável por esse papelão estava dando de ombros para quem estivesse próximo e só os via mesmo como forma de conseguir realizar seus objetivos. Não importava para os que deixaram isso acontecer que 11 milhões de pessoas estivessem levando para casa algo bichado, mas sim a grana que essas pessoas pagavam por esse algo bichado sem saber o quão bichado estava;

    6) Quando as consequências da psicopatia se revelam, são muito maiores do que se supunha: primeiro achou-se que eram só os TDIs vendidos nos Estados Unidos, mas agora vemos serem 11 milhões de TDIs, significando uma fraude não só de grandes proporções, mas que se prolongou por anos ou mesmo décadas, significando aí ser algo de conhecimento não só do pessoal atual como também de quem antecedeu;

    7) Megalomania: psicopatas amam fazer coisas de grande porte e que preferencialmente surjam de forma rápida para que extraiam autopromoção disso. Não duvido que esse excesso de marcas que redundam entre si em um mesmo grupo tenha exatamente a mesma mecânica dos TDIs malandros, uma vez que psicopatas amam serem vistos como melhores que os outros. A VW estava até confortável quando era a quarta ou quinta maior marca do mundo, mas aí cismaram que ela tinha de ser maior que a GM ou a Toyota, nem que fosse a qualquer custo, mesmo que na base de fraude altamente disfarçável, mas descobrível em prazo mais longo;

    8) Só admitirem algo quando claramente pegos no flagra, mas ainda assim sem parecer demonstrar arrependimento: vide as desculpas protocolares pelos 11 milhões de carros bichados. Se não tivessem sido prensados contra a parede e desmascarados, talvez só falassem em relação ao ocorrido nos Estados Unidos, alegando que os motores de lá têm muitas diferenças em relação aos europeus, quando não é nem de longe o caso;

    9) Desprezo pela estrutura da realidade: aqui consideraria também a “audização” da VW neste século, com modelos totalmente distantes do ideal de algo bom e barato. Veículos como Touareg e Phaeton fariam mais sentido se quatro argolas ostentassem na frente, em vez do medalhão redondo cromado com um V pequeno sobre um W de pernas compridas. Porém, tinha gente agindo naquela base de “se os fatos não corroboram nossa teoria, pior para os fatos”. E nessa, uma marca notória por fazer um bom feijão com arroz foi usada para que se tentasse empurrar algo diferente daquilo que sempre fez direito para que o narcisismo de alguns fosse abastecido.

    Não dá para acreditar que a fraude tenha passado sem ser notada pelo alto escalão da VW, ainda mais quando vemos que os caras sempre estão lá a tentar boicotar uns aos outros. Vamos sempre lembrar que tem gente lá dentro especializada em checar todos os códigos de injeção eletrônica e common-rail e essas linhas de não iriam passar despercebidas. Tem de haver alguém em escalão superior permitindo que essas coisas aconteçam, uma vez que esbarrando em pontos muito sensíveis e que envolvem reputação de uma marca.

  • Lorenzo Frigerio

    Eu nunca soube como funcionavam o sensor de chuva e o retrovisor eletrocrômico… aprendi agora. Valeu, Meccia!

  • Daniel S. de Araujo

    Esse texto me trouxe a mente meu ex. Golf GLX 2-L 1997, que compramos zero km. Era um tanque de guerra, muito robusto mesmo! O motor EA827 era o de bielas longas e girava bem liso, isso sem falar no volante aliviado de fabrica. Um belissimo carro.

    Um motor suave era o EA827 de alumínio dos primeiros Mk4 1,6-L. Achei que o carro perdeu o brilho quando colocaram a familia EA111. Era asperão e um barulhinho feio. Nunca entendi a VW ter optado por desenvolver o EA111 ao invés de aperfeiçoar o 827 “AP”.

    Única coisa que o Golf IV merecia e não teve foi o 2-L 16 válvulas.

    • Danniel

      Daniel, minha irmã teve um Golf idêntico, branco. Eu tinha uns 12 anos na época, lembro que quando botava para andar o carrinho era o bicho. E na época, 50 reais de gasolina dava para uma semana inteira.

    • VeeDub

      Daniel, este de 1997 já usava o EA113 crossflow

  • iCardeX

    Eu não devo ser normal. Nunca fui com a cara de nenhum dos Golfs. Torcia sobrancelhas e não entendia a admiração alheia. Para mim era apenas um carro qualquer, e, para variar, feioso. Sempre achei que quem admirasse esse modelo veículo (4,5 para trás) não era tão ajuizado quanto pensavam. Por ironia do destino, é um Golf que está na minha garagem hoje. Um veículo exótico (para não dizer “feio”) e que não cansa de fazer “bonito” no dia-a-dia.

    Em tempo: Meu namoro sempre foi com o Ford Focus. Mas o Golf tem uma química que não dá para explicar.

    • Danilo Grespan

      Não é só você que pensava e ainda pensa assim… O Golf era “carro de boy”, querido dos ladrões, e muitas vezes maltratado. Essa nova geração ficou com uma cara mais séria, menos “chamativo” e, com todos os testes que fiz, afirmo que foram os melhores TDs de todos. Não comprei, preferi o 308 RG, mas ainda assim concordo que o Golf atual deveria ser, por pelo menos uma vez, testado por todos. Sobre o Focus, era minha opção. Testei um por 10 dias, e acabei não achando tão bom quanto esperava…

      • iCardeX

        Fiz 5 test-drivers no Focus para ter certeza da minha escolha. Até fui a uma concessionária da Peugeot, mas uma série de inconveniências me fizeram descartar a possibilidade de adquirir o modelo à época. Até desisti de fazer o test-drive. O teste do i30 foi deprimente. Quanto Golf, a apresentação durante o VW EXperience foi definitivo para favorecer a minha decisão e escolha.

    • CorsarioViajante

      Focus e Golf, dois excelentes carros!

  • Manoel Nunes

    Depois de ter sido “paitrocinado” com um Uno versão Brio em 2000 e com um Palio ED em 2003, estudei (e passei) para um concurso público para realizar meu sonho de entusiasta: um Golf de quarta geração.

    É uma pena eu não ter no momento fotos dele. O ano era 2006 e encontrei um 2003, 2.0, preto, conservadíssimo e bem completo se comparado aos meus dois anteriores (mas já um pouco capado pela VW).

    A sensação de comprá-lo com a minha grana e recebê-lo em mãos eu não consigo esquecer até hoje, e lá se vão nove anos.

    Tinha seus defeitos, claro, mas no geral o carro era sensacional: a típica solidez alemã, o acabamento primoroso e o ótimo torque em baixa do motor 2.0.

    Depois dele, outros muitos carros de outras marcas vieram, até que a VW fez o grande favor de nos brindar com a sétima geração do Golf. Mas ainda assim lembro demais daquele 2003!

  • Ilbirs
    Sobre o que você diz, discordo de compradores de carros a diesel do grupo Volkswagen terem comprado carro “bichado”, a menos que reclamassem 1) desempenho insatisfatório e 2) consumo maior que o informado pela EPA após feita a correção no software, que se resume a apagar a linha que manda para o mapa “sujo”, como bem disse o leitor Gustavo73 em comentário à coluna do Nasser. O fato todo é, sim, muito grave na ação, mas não tão grave questão de dano ambiental, posto que o nível recomendado máximo de NO2 0,053 partes por milhão (PPM). Quarenta vezes esse número e ainda estamos falando em 2,12 PPM, longe ainda de ser um desastre ambiental.

    • Domingos

      Bob, existe a suspeita de que com a programação certa os carros tenham consumo muito pior que o divulgado.

    • Ilbirs,
      Seria muito difícil uma empresa privada como a VW esconder um “cambalacho” como este de seus funcionários. Vazaria rapidamente interna e externamente na mídia. Se a VW fosse estatal, seria muito mais fácil esconder o fato, no âmbito da política “toma lá da cá”.

      • Ilbirs

        Carlos, não é tão difícil assim que uma empresa privada esconda esse cambalacho. Podemos aqui fazer algumas analogias: por quantos anos o esquema de Bernie Madoff passou em brancas nuvens? Tempo suficiente para que fosse gerado um prejuízo de US$ 150 bilhões que prejudicou diversas pessoas que investiram seus ganhos na melhor das fés, incluindo aí velhinhos que queriam mais um dinheiro de aposentadoria. E um absurdo desses foi totalmente gestado em âmbito privado. Bernie Madoff, como bem sabemos, não demonstrou um pingo sequer de arrependimento após ser preso, característica típica de psicopata.
        Nesse tipo de escândalo pode ter quem anuncie antes que um problema está para acontecer. No caso Madoff, um analista financeiro de nome Harry Markopolos já havia avisado em 2000 à Comissão de Valores de Boston que era impossível a empresa em questão atingir aquela lucratividade que estava sendo anunciada, mas foi ignorado. Só mesmo em 2008 é que estourou a coisa toda.

        Poderíamos aqui também considerar que a psicopatia corporativa também se esconde no uso da lei para ferrar quem estivesse com uma queixa correta, na base de dilapidar o patrimônio e fazer uma pessoa perder tempo tendo de ir se explicar em tribunais, gerando aí espiral do silêncio. Não é só aqui no Brasil que é possível acabar com a vida de alguém correto metendo-lhe processos que você sabe que não vão dar em nada, mas que na prática irão condenar o lado certo da coisa à bancarrota.
        Sendo o setor automobilístico por si só de implantação caríssima para que um novo competidor ingresse e produza em grandes quantidades uma linha ampla de veículos, significa que naturalmente está nas mãos de uns poucos por serem aqueles com dinheiro suficiente para tal. Se considerarmos o tanto de trabalho de engenharia reversa que há nesse ramo, é de se imaginar uma situação em que cada um sabe dos podres do outro, mas não conta por saber que poderão jogar seus podres no ventilador e o prejuízo acabaria sendo muito maior do que manter a boca fechada. E esse é só um dos motivos de por que só se foi saber de TDIs bichados após 11 milhões deles nas ruas. Vamos ter de ficar na base de ligar pontinhos para que surja uma figura na nossa frente, perguntando-nos sobre se a Suzuki, de quem a VW havia comprado 20%, recusou-se a usar os TDIs por saber que eram bichados e seu uso significaria pôr em risco a imagem de um fabricante que nem de longe tem o poder de uma VW. É possível que os japoneses, oriundos de uma cultura na qual a honra tem um grande valor, já soubessem por antecipação do problema, mas não se pronunciaram por causa desse lance de cada um saber os podres do outro e não se pronunciar para evitar problemas maiores.

        Sobre “toma lá, dá cá”, também temos de considerar que a partir de uma certa altura da vida de uma empresa que se torna grande, não mais a ela interessa o livre-mercado que a fez ter o tamanho que tem, mas sim barrar a entrada de novos concorrentes, podendo aí tanto ser na simples base de comprar firmas menores antes que elas se tornem grandes o suficiente para significar risco prático como também por meio de pressão no ambiente estatal (vide, por exemplo, a chamada “Lei Volkswagen”, feita especialmente para que o fabricante não tivesse perda de controle para capital estrangeiro). Aqui também há geopolítica embutida, uma vez que empresas de um determinado país também são uma forma de poder daquela nação sobre outras. Com certeza muito interessa ao governo alemão ter uma VW faturando mais que o PIB de muita nação pequena, uma vez que isso também é forma de pressão da Alemanha em si sobre outros países. Logo, vê-se uma simbiose entre o privado e o público em que ambos possuem interesses. A Alemanha, como sabemos, vive sob a égide do gramscismo e o postulado econômico desse tipo de ideologia é baseado naquele do fascismo (existem empresas privadas, mas elas são poucas e estão bem próximas do governo).

        Portanto, é preciso analisar esse caso todo por um prisma bem além da política industrial ou o raciocínio econômico.

    • CCN-1410

      “Desdém por regras que orientam a sociedade, vendo-as como algo a ser burlado”.
      A revolta do Ilbirs não é a questão ambiental neste caso, mas sim o descaso da VW com a verdade.
      Em 1981 eu era jovem e com muito custo quitei um consórcio de Fusca 1300 a álcool.
      Depois da alegria veio a tristeza, porque esse motor que não foi devidamente testado pela fabricante, fundiu com apenas nove meses e alguns dias de uso e com pouca quilometragem.
      Como naquela época a garantia era de apenas nove meses, tive que arcar com os custos, que elevados, me forçaram a vender o carro. Mais de um ano após o ocorrido, me “compensaram” com parte das despesas, mas já era tarde demais. Foram praticamente cinco anos de economia jogados fora.
      Acredito que nesta história algumas pessoas devem ter “interesse” e que fazem mais do que é, mas o simples fato de burlar a lei e enganar pessoas é fato para que paguem caro.
      Da mesma forma que essa fabricante não deu importância ao meu caso naquela época e porque não existiam leis neste país para me proteger, eu quero mesmo é que se danem!.

      • Vinicius

        Convenhamos, meu amigo, o descaso com o consumidor é de quase todas as fabricantes e, infelizmente, continua até hoje!

        • Fabio Toledo

          Com certeza, todo o ódio será externado neste momento, sendo pelos que não tiveram sorte com um VW, ou os que tomaram sarrafo de VW (POR ANOS!), ou sei lá o que… Na minha opinião o caso da Takata por exemplo foi muito pior!

          Aliás outras empresas estão aparecendo, também com tanta histeria ecosustetável energética e blablablá… Sou da turma que gostaria de ter um V8 carburado pra rodar no dia mundial “sem carro”…

    • Ilbirs

      Bob, entenda aí o termo “bichado” como aquilo que não fere de morte, mas compromete de alguma maneira. Se digo que um jogador de futebol está bichado, não significa que ele está prestes a morrer, mas sim que tem em si uma condição que impede o pleno desempenho de sua função, como propensão a lesões, joelho que sempre dá problema, imunidade baixa o suficiente para pegar sempre umas gripes e outras doenças que não matam mas tiram de circulação por um tempo e outras coisas. Logo, um TDI bichado significa que, sim, ele não vai dar problema, mas não tem o desempenho pleno que se atesta (como já disseram, se tirarem a fraude, ele continuará funcionando, mas à custa de mais consumo).
      A coisa aqui, como o próprio @CCN-1410 antecipou, não significa o número de PPM de óxidos de nitrogênio, mas sim a desonra, a trapaça e o prejuízo que fica na mão de quem adquiriu esses TDIs achando que de fato poluíam pouco, quando na realidade tinham um truque embutido. Fez-se uma lei e ela dizia claramente que era preciso para aprovação que cumprisse tal índice. O fabricante que se virasse para atender a essa norma e a lei em questão não é camisa de força, pois não estipula a maneira como atingir isso. Porém, o senso comum diz que isso deve ser atingido com o carro tanto em movimento quanto preso a um dinamômetro, não com o uso de linhas de programação que identificam rodas paradas e imediatamente acionam a programação malandra. É comparável a alguém passar em um concurso público por meio de cola eletrônica: atingiu o mínimo necessário, mas às custas de um expediente escuso.

      Por isso que falo de o Dieselgate ser a ponta de um iceberg de psicopatia corporativa. Na cabeça de um psicopata, leis existem para ser burladas e, como sabemos, a burla vai muito além de simplesmente se achar uma brecha, mas sim envolve uma forma de trapaça propriamente dita, como esse programa que deixa o motor comportadinho quando identifica dinamômetro, mas o faz poluir bem mais quando com o carro em movimento. Aqui também há a característica psicopática de usar da boa fé alheia, charme superficial e resultados bons no curto prazo que na prática escondem um prejuízo gigantesco no longo prazo, entre outras coisas. Assim sendo, uma VW que queira ser levada a sério no futuro terá de demonstrar também intolerância à psicopatia corporativa, ainda mais tendo aprendido da mais dura maneira os prejuízos que ela causa.
      Como já havia comentado em outra ocasião, uma VW a ser “despsicopatizada” terá de ter em seu comando alguém que no mínimo seja herdeiro espiritual de um Heinrich Nordhoff, que sabemos ter feito excelente trabalho em transformar o que originalmente era obra de um psicopata (no caso aquele austríaco cujo nome não precisamos dizer qual é) em algo a ser levado a sério, vencendo aí resistências diversas (vide ter usado firma de publicidade tocada por judeus para fazer a propaganda do Fusca no pós-Guerra, acabando aí com qualquer estigma sobre o produto, que se tornou o carro mais vendido da história tendo uma única geração). A diferença agora é que o estigma que pesa sobre a VW foi feito em tempos de paz e sem outra razão a justificar que não a tal psicopatia corporativa. Logo, há um fardo de desconfiança muito diferente daquele que existia de 1945 em diante.

    • Lorenzo Frigerio

      Na verade, eles têm que apagar o código inteiro, para limpá-lo. “Something’s got to give”: haverá um impacto no desempenho e/ou no consumo.

    • VeeDub

      Bob, permita-me discordar. O público alvo dos VW TDI (ao menos nos EUA) eram pessoas mais “descoladas”, jovens, estudantes e que realmente acreditaram no Clean Diesel. Toda a propaganda relacionada aos motores Diesel VW remetiam ao Diesel limpo, de reduzida emissão e elevada autonomia.
      Tenta acessar: http://www.vw.com/features/clean-diesel/ está fora do ar !
      O fato da VW contratar o famoso escritório de advocacia Kirkland & Ellis LLP (o mesmo que defendeu a BP do vazamento de petróleo no Golf do México), já nos dá a noção do que está por vir (ambientalmente falando).

  • Domingos
    Especular é de graça.

    • CL RJ

      Bob, vou aguardar pacientemente uma matéria do Ae a respeito, obviamente quando vocês acharam que as informações foremsuficientes para uma análise correta.
      De tudo isso, a questão que mais me inquieta é: por que a VW, um dos grupos tecnicamente mais avançados no mundo, fez isso? Algo parece que não bate. Eu ainda não consigo condenar a VW pelo caso na proporção como se fala. Ainda dou um certo voto de confiança.

    • Domingos

      Certas especulações são quase que certezas não reveladas, Bob. Essa questão mesmo das emissões em vida real e em teste, nos diesels, já tem mais de 5 anos.

      Os níveis declarados são extremamente baixos, ao passo que carros com pouco tempo de uso já emitiam material particulado visível aos olhos, por exemplo – o que com o divulgado seria impossível.

      Alguma coisa com certeza vai se perder com uma reprogramação, potência ou consumo. Dirigibilidade é outra possibilidade.

  • Domingos

    O Meccia realmente foi uma excelente presença por aqui!

    Só matéria interessantíssima e riquíssima!

  • João Carlos

    Esse conjunto ótico do Golf realmente era um destaque na época. Um dos mais limpos e eficientes da história. Pena que, para alguns, o farol de neblina ser embutido nele, e o carro não poder ficar “lindão” andando só com “os milhas” acesos…

    • Vinicius

      O 307 MK1 também possui o conjunto ótico assim. Muita gente não sabe, mas o farol de neblina também é integrado.

      • Domingos

        Também era assim nos Xsara re-estilizados pós 2003. Era uma tendência na época em carros europeus, acho que parou por causa de custo e porque é mais eficiente o farol de neblina separado embaixo.

        Alguns carros ainda são assim. O Mégane novo, por exemplo (não sei esse que lançou há poucos dias).

  • Domingos

    É porque o piloto às vezes só sai com a nave dando uma pousada e assim é em todo mundo. Às vezes aparecem uns pilotos suicidas e é melhor danificar um pouco num “pouso forçado” que ir em direção ao abismo.

    Isso vale bem para a sua opinião em particular. Pareceu o dono do banco Itaú em sua infame declaração de apoio à situação atual do Brasil. E é sempre nada surpreendente ver como os “críticos” se apóiam ao “capital” quando passam a dormir na cama com eles.

    A dialética chega assim, de mansinho e disfarçada num certo “conforto”.

    Por isso que a aeronave Brasil, antes mesmo da VW, precisa “cair” e cair muito.

  • WSR

    Meu irmão mais novo teve um 1,6 2004, carrinho bacana, só não gostei do motor rosnador. Por outro lado, desempenho muito bom no trânsito urbano. Tinha ainda suspensão 2 ou 3 cm mais baixa, muito boa, que surpreendentemente ficou estranha com molas novas originais, deixando o carro menos macio. Era a única modificação no carro mas não dava para mantê-la em um país povoado por quebra-molas-destruidores-de-suspensão-e-assoalho.

    Eu nunca gostei do desenho das portas onde as bordas fazem parte do teto. Sempre achei mais interessante as do A3, “embutidas”.

    Eu gostaria muitíssimo de dirigir um 1,6SR algum dia, só para saber se a “troca” foi vantajosa para o motorista.

    É um carro que sempre admirei e gosto ainda mais do desenho da versão anterior, “quadrado”. Pena que a perua não foi fabricada no .br. Muita pena mesmo. 🙁

    • Ilbirs

      Se formos olhar as coisas com atenção, esse tipo de solução de porta do A3 de primeira geração acabou se tornando a prevalente nos carros de hoje e os motivos são bem óbvios, ainda mais se considerarmos que portas envolventes acabam tendo um vão de chapa em painel horizontal, justamente em local no qual a água da chuva cairia mais facilmente, bastando rolar do teto e a gravidade fazer o resto do serviço, enquanto no A3 ela precisa fazer uma curva e ainda assim a tensão superficial pode impedir de ela entrar em um vão localizado em painel vertical.

  • Daniel S. de Araujo

    Esse negócio do “Dieselgate” só é noticia porque é a Volkswagen. E o ex-presidente da empresa vêm a público assumir e renunciar. Ai aparece um monte de gente jogando pedras na Volkswagen mas…ninguém comenta que a Fiat fez isso em 1997 e com poluentes muito mais sérios que o NOx (e não só o caso passou despercebido da grande mídia como a empresa pagou apenas 3,7 milhões de reais) e lá nos Estados Unidos, a Navistar International Engines (dona da MWM aqui no Brasil) fez a mesma coisa. Só que não foi tão noticia assim.

    http://www.wsj.com/articles/epa-sues-truck-maker-navistar-over-engines-in-2010-trucks-1437015157

    • Domingos

      Mas a Fiat fez numa única versão de um único modelo por um ano só. Alguém deve ter dedado, inclusive. Ou foi um milagre/alguém muito dedicado no CONAMA para descobrir.

      • Daniel S. de Araujo

        Foi o Mille e foram 3 anos. E 300 mil veículos, um número significativo para o mercado nacional.

    • marcus lahoz

      Um erro não justifica o outro.

  • CharlesAle,
    Seria muito difícil uma empresa privada como a VW esconder um “cambalacho” como este de seus funcionários. Vazaria rapidamente interna e externamente na mídia. Se a VW fosse estatal, seria muito mais fácil esconder o fato, no âmbito da política “toma lá da cá”.

  • CorsarioViajante,
    Seria muito difícil uma empresa privada como a VW esconder um “cambalacho” como este de seus funcionários. Vazaria rapidamente interna e externamente na mídia. Se a VW fosse estatal, seria muito mais fácil esconder o fato, no âmbito da política “toma lá da cá”.

  • LorenzoFrigerio
    Seria muito difícil uma empresa privada como a VW esconder um “cambalacho” como este de seus funcionários. Vazaria rapidamente interna e externamente na mídia. Se a VW fosse estatal, seria muito mais fácil esconder o fato, no âmbito da política “toma lá da cá”.

  • CCN-1410

    Até hoje eu não entendo porque nunca comprei um Golf, mas nem é esse carro que me deixa encucado. Talvez meu arrependimento é por não ter comprado o primeiro Focus.

    • Lemming®

      Pode ser porque o seguro sempre custou os olhos da cara e sempre foi o querido dos amigos do alheio…

      • CCN-1410

        É verdade… Pode ser!

  • CCN-1410

    Poxa, aqui em minha cidade tem Golf “de montão”.

    • FOC

      É que na sua cidade eles não quebram e não precisam de seguro.
      Na minha são conhecidos como carro do porta-malas. O apelido é porque esse é o lugar que você vai parar quando levarem o carro e você escondido lá trás para dar uns “rolê pelos banco”.

  • RoadV8Runner

    Difici, mui difici voltarmos a ter painéis fartos de informação como esses citados. Se até termômetro de temperatura da água de arrefecimento o pessoal tem cortado…

    • Fat Jack

      Cara, nem me diga… fico indignado com isso: pelo baixo custo que ele tem e o tamanho do prejuízo que ele pode poupar, é inconcebível não tê-lo. Pior que hoje criou-se a tese de que “é normal” não tê-lo…

      • Domingos

        Na falta dele, ao menos deveria haver luz de motor frio – como havia nos Fits de primeira geração.

      • CorsarioViajante

        Acho que é “normal” não ter porque virou um item decorativo controlado por computador, ou seja, não é um reflexo da temperatura real mas sim um indicador similar à da luz azul ou vermelha – a diferença é que invés de acender luz o ponteiro se desloca. Este assunto já foi tratado aqui no Ae mesmo.

  • RoadV8Runner

    Eu classificaria o painel do Del Rey Ouro como mais sóbrio e o do Alfa Romeo Ti-4 como mais esportivo, pois ambos são muito bonitos. Outra coisa que me fazia torcer o pescoço (e ainda faz, mas hoje é quase impossível ouvir um…) era o ronco dos Alfa Romeo Ti-4. Aquilo era música para os ouvidos, um dos mais belos roncos de motores 4 cilindros já produzidos nestas terrinha tupiniquins.

  • RoadV8Runner

    O Golf é algo que nem mesmo eu consigo explicar. Carro excelente, mas nunca tive vontade de comprar um, nem mesmo dos modelos atuais. Mas me lembro bem da revolução que foi quando os primeiros Golf passaram a desembarcar por aqui.

    • Fabio Toledo

      Francamente eu morro de inveja cada vez que vejo um Golf novo… rs
      Preciso trabalhar isso… hahahaha

      • João Martini

        Precisamos rs

  • Car Science

    Temos um exemplar 2011 2-litros GT aqui em casa. Realmente esse carro é fantástico! Ótima matéria. Na lanterna traseira o pisca circular em LED, acho um dos mais legais que já vi.

  • lightness RS

    o A3 conserva todas as características e qualidades técnicas do Golf e adicionando melhor acabamento, por dentro principalmente, e esses detalhes como o da porta que você citou. Ambos são carros incríveis, alemães feitos no Brasil.

    • WSR

      A lateral do A3 com a frente e traseira do Golf seria o carro perfeito, rs. Nunca achei bonito o A3 por causa daquela frente triste. Acho que a frente do Bora cairia melhor no A3.

      • lightness RS

        Pow, eu só prefiro a traseira do Golf, a lateral, interior e principalmente a frente prefiro a do A3.. A frente dele é linda cara, simples e bonita, mas eu sou suspeito, tenho um em casa.

  • Lorenzo Frigerio

    A “química” se chama “acerto VW”.

    • lightness RS

      Estabilidade, câmbio curto e preciso, oh god

  • Lorenzo Frigerio

    Aquele 1.6 de alumínio de 101 cv saiu também nos Seat Cordoba 2001 e talvez 2002. Acho que até o Audi A3 o teve.

    • Domingos

      Todo A3 1,6 era com ele. Só que todo A3 1,6 colocava adesivo do 1,8…

    • lightness RS

      A3 o teve sim, se acha alguns por ai.

  • Ilbirs,
    Para mim “bichado” tem significado diferente do seu, refere-se a algo que não presta mais. Aumento de consumo e/ou perda de desempenho, por enquanto estamos no terreno das especulações. Os números haverão de aparecer e não deve demorar. Agora, você acha mesmo que alguém vai atrás de carro que polua pouco? Eu não acho mesmo. Os atributos que definem uma escolha são vários, menos este. Desonra para quem adquiriu um desses TDI? É mesma de quem comprou Volkswagen nos Estados Unidos, Holanda, França, Noruega etc em 1949 na mesma década do término da II Guerra Mundial, ou seja, zero desonra. Não vamos fazer disso uma questão de vida ou morte porque não é, apesar de ser algo que a VW — pessoas da VW! — jamais deveriam ter feito, mesmo que fosse apenas um dos três gases de escapamento que ultrapassasse o limite. Uma coisa é certa, a chanceler da Alemanha determinou apuração de responsabilidades e haverá conclusões.

    • Ilbirs

      Bob, mesmo que alguém não fosse atrás de um carro que poluísse pouco, está indo atrás de um carro que cumpra a lei, confiando que o fabricante esteja fazendo as coisas certas. Se o fabricante quebra a confiança, é desonra para ele, não para o consumidor, uma vez que este adquiriu de boa fé e valorizando o grupo.
      Se Angela Merkel determinou a apuração, o fez enquanto obrigação de um governante em relação a tal tipo de escândalo, mas também temos aí de considerar o jogo geopolítico, uma vez que a VW é um dos braços de poder da Alemanha no mundo, aqui considerando o poder econômico. Logo, a VW também danificou parte do poder alemão pelo mundo ao despejar 11 milhões de veículos com trapaça embutida.

      • Fabio Toledo

        IIbirs, que esta mancada manchou a história da VW todos sabemos, mas toda essa retórica inflamada de “psicopatia corporativa” parece externar um ódio antigo pela VW, nota-se na forma que comentou sobre o emblema da Volks, fica nítido! Abra aí pra nós, você é apaixonado por qual fabricante, seus comentários remetem muita paixão!
        O cliente compra o carro, em sua maioria, porque foi o melhor negócio conforme os aspectos que buscava num carro… “Valorizando o grupo”!?! É muita paixão! Ou melhor ódio, raiva… Sei lá! Falando do poder alemão então… Nem vou entrar nessa, pois posso ser mal interpretado.

        • Ilbirs

          Que ódio eu teria pela VW, meu caro? Poderia aqui falar de outros tantos exemplos de psicopatia em ambiente corporativo, como aliás já citei, vide alusão que fiz em resposta a Carlos Meccia lembrando do caso Madoff. Significa que eu sou um dos enganados por esse esquema de pirâmide que gerou prejuízos de US$ 150 bilhões? Se você puder comprovar que àquela época eu morava nos Estados Unidos e dei umas verdinhas para o Bernie em questão e depois vi que era coisa para otário, agradeço. Também pode tentar ver se, quando do escândalo da Enron, eu morava nos Estados Unidos e investi naquela empresa.
          Se identifico padrões psicopáticos em algo, não significa que eu odeie aquele algo. Empresas são moralmente neutras e não conseguem existir por si mesmas, mas sim são a soma de diversas pessoas, uma vez que obras humanas. Logo, se descrevo algo não significa que eu esteja com “retórica inflamada de ódio”, mas sim que identifico padrões. Inclusive, se observar, fui mostrando episódios com muita cara de psicopatia traduzida em decisões empresariais.

          Ser descritivo não significa ter ódio a alguém. Se digo que “Fabio” vem da mesma raiz da palavra “fava”, isso significa que estou te mandando às favas? Claro que não. Se eu disser que o sobrenome “Toledo” é toponímico e alude a algum patriarca que veio da cidade espanhola de Toledo ou, se usado por alguém que não tem qualquer antepassado por lá, adquirido por compadrio, isso significa que estou odiando os que têm esse sobrenome ou os moradores de Toledo? Mais ainda, já que você quis entender que eu estaria odiando a VW, significa que estou usando isso para aludir ao SEAT Toledo? Claro que não e qualquer outra coisa que não o descritivo é puramente wishful thinking ou uso provavelmente inconsciente de um expediente chamado desconstrucionismo, de um certo Jacques Derrida, em que se tira o sentido do texto para se atribuir qualquer outro que quem lê o texto quer que ele tenha.
          Por acaso minto quando digo que o logotipo da VW é um V pequeno sobre um W de pernas longas, tudo isso contido em um círculo cromado?

          http://automonitor.pt/wp-content/uploads/2015/02/volkswagen-logo-final.jpg

          Ah, poderíamos aludir ao logotipo corporativo, que é azul e branco em vez de cromado:

          http://veloxtv.com.br/wp-content/uploads/2014/07/volkswagen-logo.jpg

          Por acaso isso significa que estou odiando? Claro que não, mas apenas sendo descritivo. Assim sendo, não queira dizer que odeio algo por simplesmente descrevê-lo, senão você verá ódio à VW de minha parte se chamo o Fusca pelo mesmo “besouro” tão usado em diversas partes do mundo ou a Kombi pelo brasileiríssimo “pão de fôrma”. Imagine então se me vir chamando o up! de “caixinha de fósforo”, como costumo chamar. Ou então você poderia dizer que odeio a Simca se chamo os sedãs dela pelo “Belo Antônio” que ficou de apelido popular. Ou então me acusar de ódio à Fiat se a chamo de “marca do logotipo redondo com aro cromado que dentro contém um logotipo vermelho em trapézio invertido com quatro letras em fonte antiga”:

          https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/9/96/Fiat_Logo.svg/1024px-Fiat_Logo.svg.png

          Ou então iria me acusar de preconceito étnico se eu chamar um LP de “preto com um buraco no meio”:

          http://www.absurdintellectual.com/wp-content/uploads/2009/04/vinyl_record_lp_10inch.jpg

          Sobre “valorizando o grupo”, querendo ou não isso é fator que as pessoas levam em conta quando adquirem um produto. Se eu disser que as pessoas preferem um espremedor da Walita a um da Britania, isso significa que estou exercendo meu ódio à segunda marca ou estou dizendo que a marca Walita tem um histórico que gera ao público mais razões de compra que a Britania. Isso significa que sou fanboy da Walita? Claro que não, mas falo simplesmente de confiança construída e depositada na marca, que pode ficar arranhada se ela age de uma maneira errada, como é o caso do Dieselgate.
          Assim sendo, não fique vendo ódio em textos alheios nem isolando termos que supostamente seriam palavras-gatilho.

  • Luciano Gonzalez

    Esse carro é um show…. teria um 1.8 20v Turbo fácil (mecânico) e de preferência o de 180cv… serviria um A3 também…

  • VeeDub
  • VeeDub

    • Lorenzo Frigerio

      DEMAIS! Os alemães nunca vão conseguir deixar de ser associados a Hitler e à guerra. Daqui a dois mil anos ainda terão que aguentar isso.

      • Domingos

        É porque, no fundo, o espírito de serem maior que tudo ainda existe neles. Apenas o disfarce vai mudando. É assim que tocam a União Européia.

        Alemão é bom no período pós-humilhação por essa atitude, onde ele vira católico, esquece dessas besteiras e coloca suas virtudes para um bom trabalho.

        Foi assim de 45 até 80. Agora vai um novo ciclo…

      • Ilbirs

        Esse famoso trecho de A Queda que tantas legendas recebeu ao redor do mundo para mim é prova também de uma mudança de estado espiritual das pessoas, em que elas passam a ver Hitler tal qual como hoje vemos Napoleão, que foi o Hitler de sua época.
        Prova também o poder do ridículo como forma de combate a coisas ruins. Talvez seja por isso que não vemos filmes sobre Stalin, Mao e outros anticristos que mataram mais gente que Hitler.

        • Lorenzo Frigerio

          Nem Stalin nem Mao foram expansionistas ou genocidas, e temos uma tendência a não considerar russos e chineses como parte da “civilização ocidental”.

          • Domingos

            Mas eles não são mesmo, nunca serão e se engana quem acha que eles querem contribuir/colaborar com o ocidente.

            Sobre o expansionismo, os russos tomaram meio mundo.

  • Ilbirs.
    Suas análises são incríveis, mas neste caso você não está usando uma lupa, mas um telescópio. Você só não, muita gente também.

  • Vinicius

    Eu achava engraçado nas vistorias anuais do Detran/RJ, onde os “peritos” não sabiam da existência do mesmo!

    • Domingos

      Aqui no Brasil era incomum mesmo. Mas até hoje tem perito que não sabe analisar carro com farol duplo, por exemplo.

      Uma vez peguei uma, muito arrogante inclusive, que depois de me fazer esperar meia hora por nada ainda não sabia o que era farol alto, farol, farol de neblina.

      Se confundiu tanto que uma hora simplesmente acendi tudo o que foi possível…

      Cultura de concursado é fogo…

      • Vinicius

        Pois é, agora eu aguardo os gênios decidirem implicar com as lâmpadas amarelas do farol de neblina. Não devem nem saber que para o que o farol de neblina se dispõe, a luz amarela é mais eficiente. Enfim, como eles dizem, “us peritu é nóis.”

  • Ilbirs,
    Os vários pontos de vista demonstram que o assunto é realmente polêmico. O correto, em minha opinião, é ajudar a não poluir o planeta, independentemente se pouco ou muito.

  • Lorenzo Frigerio,
    Não sei o porque haveria de sabê-lo melhor do que você

    • Lorenzo Frigerio

      Pela “Teoria do Domínio do Fato”.
      E tem mais, a VW foi advertida “internamente” já faz algum tempo, e nada fez:
      http://www.bbc.com/news/business-34373637
      Meccia, isso vem de 2008. Se seria impossível esconder a ação proposital de níveis sêniores da VW, igualmente seria impossível esconder a ação de engenheiros sem que um outro ficasse sabendo e informasse o Diretor da área.
      É claro que nós nunca vamos saber quem sabia, quem não sabia… a VW vai pagar uma multa, fazer recall e encerrar o caso. A responsabilidade de cada um, ficará o dito pelo não dito.

      • Lorenzo,
        “teoria do domínio do fato”,que teoria é esta que eu não conheço

        • Domingos

          Significa que numa falcatrua dessas o gestor da empresa ou da empreitada ou sabe da coisa mas não quer admitir ou tem responsabilidade legal sobre ela mesmo que não saiba realmente.

  • Rodrigo Baccino

    Eu penso igual, nao acredito que a alta cupula da volks faria isso! A volks e sera uma das melhores fabricantes que existe. Isso e coisa de americano fdp que so visa lucro maximo. Vá algum dia na Alemanha e veja como sao altamente civilizados e respeitosos com o meio ambiente.

    • Domingos

      A afetação deles com ambiente na verdade torna bem provável que eles façam mesmo isso. Nunca confie em quem demonstra um “amor” desmedido, propagandista e histérico por qualquer coisa que não a humanidade e Deus – com esse último vindo bem antes de qualquer coisa, na forma do respeito à verdade antes de tudo.

      Da mesma forma eu não confio em vegetariano militante. O mesmo é capaz de chorar por uma vaca, mas considerar um bebê humano algo altamente descartável.

  • Maycon Correia

    Eu acho que aquele golf V que veio ao Brasil apenas como jetta até 2009, foi o mais tecnológico e avançado de todos, tanto que morreu antes do tempo em virtude de ser caro demais para ser vendido aquela forma. Painéis externos de portas substituíveis, onde um reparo não era necessário a troca da porta inteira, muito mais rigidez. Era mais um daqueles carros a frente do seu tempo.
    Não desmerecendo o IV que também foi e continua sendo um belo projeto e trouxe em 1998 inovações que muitos carros “modernos” ainda não tem.

    • Domingos

      Exatamente. Falam que o VI, que não tivemos, foi uma tentativa de tornar o excelente V algo mais barato de produzir. O V seria um destaque tão grande na categoria que ao mesmo tempo a liderava e acabou por se vitimizar nos seus custos relativamente grandes.

  • Leandro Martinelli

    Carlos, muito legal a matéria sobre os Golfs.
    Já que focou nos MK4, seria legal incrementar a matéria falando também dos 1.8T de 180cv e a série especial dos MK4 VR6 2.8 e 99 unidades.
    Abs

  • Lorenzo Frigerio

    Você diz, o “Boratec”? Acho que não houve EA113 2.0 “biela longa”.

    • VeeDub

      Não sei o comprimento da biela. Mas tenho certeza que desde o Golf 94 todos os 2.0 e inclusive o 1.6 SR eram EA113.

      • Domingos

        Porém apenas os usados no Golf mexicano/alemão até 1998 e nos Passats B3 (aquele que parecia um Santana) tinham biela longa.

        Ao mesmo tempo os usados depois dessa data tinham outras diferenças, como acelerador eletrônico.

        Mas todos eram 113 mesmo.

        Só o 1,6 SR que para mim é novidade. Seria ele um AP com bloco de alumínio?

  • Roberto Alvarenga

    O que sempre me afastou do Golf foi o preço do seguro aqui em SP. Uma pena.

  • Felipe Barbosa Alves

    Alguém saberia me informar se o seguro do Golf MK4 continua um tanto quanto impraticável?

    • CorsarioViajante

      Consulte um corretor, pois muitos fatores podem influir.
      Quando cotei o seguro do meu carro (não é Golf, mas é um VW) recebi uma cotação de R$7.500,00 e outra de R$2.500. Ou seja, só na prática mesmo.

  • Domingos

    Com essa jogada a VW pode ter colocado em risco a UE inteira. Ela não é a única fabricante européia que se usou dessa técnica, embora discutivelmente seja a com maior número de carros assim vendidos.

    Se o esquema for mesmo aberto, será bastante escandaloso. Se a Alemanha ou a UE tentar encobrir, fica muito na cara o que tem acontecido na Europa de maneira geral – não só essa questão de poluentes, que seria relativamente café pequeno.

    Se não encobrirem, é um baque que pode levar a uma queda dessa estrutura toda – o que não seria nada mau, a Europa é colocada de joelhos pela falsa caridosa UE há décadas.

    Seria um caso de Deus agindo certo em linhas tortas.

    Que Deus nos ajude!

    • Fabio Toledo

      Profundo heim Domingos!? Menos… Bem menos!

      • Domingos

        Mas é sério. O europeu tem uma blindagem interna via o esquema de troca de favores que nefastamente se formou por lá.

        O esquema não é desmontado enquanto fica entre eles.

        Com um país de peso colocando em cheque a seriedade dos reguladores e administradores da UE, são dois os caminhos:

        – Ou vão novamente dar um jeito entre eles, só que aí ficaria na cara.

        – O esquemão fica aberto e a blindagem cai. Daí para uma reforma não é difícil, já que o europeu quando se firma em algo é bem obstinado.

  • Domingos

    Exatamente. Aliás, desde o Fusca a VW na América tem e busca uma imagem e produtos que apelem a quem se preocupa – ou diz que se preocupa – com isso.

    O Fusca inclusive foi por muito tempo considerado carro de hippie por lá.

    • Ilbirs

      O Fusca chegou a ser o terceiro carro mais vendido nos Estados Unidos, um feito e tanto se considerarmos o quão contrário era àquilo de que os americanos gostavam. Isso significa que, a exemplo do Brasil, era um carro que poderia estar nas mãos de qualquer um.

      Se ganhou repercussão entre os hippies, foi pelo tal aspecto antiamericano que nele embutiram, fora o fato de muitos usados estarem à venda por preços baixos o suficiente para que alguém com poucas posses e pouco fluxo de caixa conseguisse adquiri-lo.

      Atualmente, havia uma associação dos modelos TDI a hipsters e patricinhas em geral, algo que se quebrou após o Dieselgate.

  • Fat Jack

    Informações recentes sobre o Dieselgate:
    Dois jornais alemães cravaram que a Volkswagen sabia há alguns anos da malandragem eletrônica para vender seus motores diesel nos EUA. Para o Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung, técnicos da VW alertaram a empresa sobre o problema em 2011, mas nenhuma medida foi tomada.
    O mais contundente, porém, é o relato do Bild am Sonntag, que relata que a Bosch, fornecedora da parte eletrônica do motor safadinho, avisou a Volkswagen por carta, em 2007, sobre o possível uso ilegal de seu software. E nada foi feito.
    Segundo o jornal, o problema começou em 2005, quando Wolfgang Bernhard quis que a VW fabricasse um novo motor diesel para vendas nos EUA. O único modo de fazer ele se ajustar à legislação ambiental americana era a injeção de AdBlue, uma solução de ureia que já era usada em motores maiores, como os do Passat e do Touareg. O problema é que isso faria cada um dos motores custar 300 euros a mais.
    O Banco Central Europeu suspendeu as vendas de bônus pelo braço financeiro da Volkswagen, na esteira do rebaixamento de status financeiro que ela deve sofrer pelas agências de avaliação de riscos. A Suíça também baniu as vendas de modelos do grupo com motores diesel, o que inclui Audi, Seat e Skoda, até que o caso seja esclarecido. Apesar de não ter modelos diesel no Brasil, até o Ibama entrou na dança e vai investigar se os VW brasileiros também não driblam de algum modo a legislação.

  • Fabio Toledo

    Acho que você tem dormido pouco, cara! ; )

  • Ilbirs
    O Fusca nunca foi símbolo hippie, a Kombi é que foi. Quanto a essa associação que você mencionou, bobagem, em termos de mercado não representa nada.

  • Fernando

    Muito legal a lembrança do Golf, belo post Meccia!

    Realmente fui um ótimo projeto e não foi à toa que durou tanto.

    Me lembro do lançamento dele(e do New Beetle, guardei alguns folders deles) e era um equilíbrio de dar gosto. Mas eu também gostava muito da geração anterior, embora fosse bem simples era meu sonho de consumo em VW, fosse o VR6 ou o GTI com um motor que não era à altura.

    Mas falando no Golf MK4: nunca vi um com essa seção de neblina acesa, era algo de série neles ou somente algumas versões?

  • marcus lahoz

    Belo texto. O Golf marcou história no Brasil, pena que perdemos o mk5 e mk6; e pior ainda é ver o mk7 sem suspensão independente na traseira e sem o câmbio DSG.

    Sobre o dieselgate, sinceramente a VW caiu muito no meu conceito.

    • Ricardo

      Acho que a questão da suspensão realmente é o de menos, o Golf é estável com qq delas. Uma pena é a VW do Brasil levar tanto tempo para lançar a bela geração VII por aqui. Aí já sabemos como vai ser o filme, a VII ficará aqui por muito tempo, bem após sair a VIII na Europa.

  • Ilbirs

    Certa vez li uns textos que falavam do porquê de os alemães terem caído em tamanha esparrela. Diríamos que se deve a um certo sentimento de unidade tribal do passado que acabou se transmutando no ethos do povo quando este passou a ser civilizado. O próprio nome “Alemanha” é alusivo aos alamanos, tribo local que habitava as cercanias de onde hoje é a fronteira franco-germânica, enquanto “germânico” também alude ao grupo etnolinguístico dos germanos.

    • Domingos

      É isso mesmo. O Alemão é o bárbaro antes de tudo. Ele se civilizou, mas o sentimento e a alma/mentalidade de povo tribal/pagão relativamente mais forte e superior – os romanos não entraram em seu território – nunca cessou.

      Esse, aliás, é o problema de grande parte dos povos. Só que nessa nuance é específico do alemão mesmo.

      • Lorenzo Frigerio

        Minha mãe não gostava muito dos alemães… ela dizia que são TODOS “camponeses”. Eu tive a experiência de ir de trem de Hamburgo a Copenhagen. A diferença entre as pessoas dos dois países é gritante. E ainda dizem que a Dinamarca demorou a se industrializar. É incrível, um país do lado do outro…

        • Domingos

          O europeu em geral tinha receio do alemão, até que eles foram comprando via UE a simpatia e a blindagem.

          Hoje é politicamente incorreto por lá fazer certas críticas à Alemanha.

          O problema nem é ser “camponês” e sim ser bruxo, pagão. Pode ser isso que ela notava também.

          Agora, entre o alemão e o dinamarquês, fico com o alemão sem dúvidas. Embora a comparação seja prejudicada nos dias de hoje, já que a Dinamarca também sofre um processo de deterioração há umas boas décadas.

  • Domingos

    Ilbiris, isso mesmo. E no caso da Europa, o gramscismo e o socialismo foram adoçados torrando o dinheiro feito no pós-guerra, com uma atitude e gastos inicialmente todos muito “bonitos” e “para o bem” do povo – chama-se fabianismo isso.

    E do resto, é por isso que a Angela Merkel deu aquela declaração de bate pronto. Não só existe essa ligação como ainda existe uma ligação com a imagem e representatividade da União Européia.

    Ela sabe que não apenas ela como a UE, essencial para a Alemanha, sofreriam um golpe enorme se isso correr descontroladamente.

  • Domingos

    Verdade. O V e VI eram bacanas mais por serem novidade para nós, já que nunca os tivemos e o IV ficou aqui por quase 15 anos!

    Mas realmente não eram tão acertados nisso mesmo.

    O Polo só tem melhorado desde o modelo fabricado aqui nesse sentido.

  • Rafael Ramalho

    O problema do episódio da VW, vem muito de encontro à novos modelos de gestão, focado em um controle absurdo de custos. O norte da gestão no século XX foi a qualidade e a eficiência nos processos. Porém, com o mercado cada vez mais globalizado e competitivo, a solução para manter receita foi focar nos custos. Junte isso à uma nova geração de gestores (a turminha do Y, da qual me incluo), cheia de ambição e menos empática, está pronto a bomba. Como o Bob disse, eu imagino o ocorrido a seguinte situação: Equipe de planejamento solicita orçamentos das áreas para estudo de viabilidade, precificação e etc. Algum “experto”, tem a magnifica ideia de burlar o software, testa e mostra para o gerente do projeto que dá pra enganar o sistema. Este por sua vez, estava com um budget apertado, faz as contas, acha interessante e apresenta para o diretor de área. Este por sua vez, acha que isto pode ser o tiro certeiro para fazer muito mais por menos, bater as metas e receber um excelente bônus. A ideia da falcatrua morre aqui, nada disso pode vazar e de quebra toda a equipe vai receber os méritos, tanto financeiro quanto de carreira. Por que a ideia precisa morrer neste ponto? Por dois motivos: Primeiro, que o report do diretor é meramente em indicadores financeiro, então ele não será confrontado tecnicamente, segundo é impossível imaginar o conselho executivo, aprovando algo surreal. Como todo castelo de areia sempre cai, o preço chegou. Talvez a equipe da brilhante ideia, já nem fazia mais parte da empresa, talvez mais cabeças irão rolar dentro do grupo. Mas a maior lição, é ver a honra do presidente renunciar, assumir que falhou e dizer que a empresa precisa de renovação. A humildade é uma característica dos nobres, pena que Sra. que preside esta nação, não possua 10% dos valores daquele homem.

    • Mineirim

      Rafael, concordo que tenha sido mais ou menos o que aconteceu.
      Complementando, a Bosch já se pronunciou. Disse que a programação foi solicitada pela VW, a Bosch forneceu, mas alertou que deveria ser utilizada exclusivamente para testes…

    • Lorenzo Frigerio

      Acho que o Marketing da empresa tem alguma participação no caso. Essa turma tem muito poder, isso não é novidade.

    • Domingos

      A geração atual e o mundo atual são a malícia de um baile funk. Todo mundo foi nivelado por baixo. É isso mesmo, o pessoal antes focava em competência e qualidade.

      Agora competência é algo ofensivo, racista até alguns dizem, e qualidade não se usa mais nem no marketing – o bom é ser “moderno”, seja lá o que isso queira dizer.

      A lógica é custos no mínimo possível e lucros no máximo possível, mentalidade fomentada pela confusão socialista e sua arma verdadeira que se chama China.

      De repente saímos de um mundo de capitalismo saudável, normal, que foi criticado à exaustão por uma causa doentia, para um mundo que uma grande empresa se comporta como o seu zé da padaria que tem raiva do cliente, procura sempre “se dar bem” no lugar de fazer um negócio abençoado etc.

  • WSR

    Esse tipo de porta do Golf faz a alegria dos bandidos. É fácil entortá-la para ter acesso ao interior do carro. Já vi muita porta com ferrugem em função de reparos mal feitos também, sobretudo as do Uno e Palio. Nem é preciso de pé-de-cabra para entortá-la.

    • Ilbirs

      Pelo que me lembro do Golf IV, porta torta é mais mesmo para ladrão pé-de-chinelo com pouca informação, pois um pé-de-chinelo bem informado sabe que o lance é tirar o miolo com uma chave de fenda e usar essa mesma chave de fenda para destravar a porta girando o cilindro.
      Sobre portas entortadas na mão, há carros que são mais propensos a isso e não é tanto pelo desenho dessas portas, mas sim por outros detalhes. O Corsa B, que com certeza é mais fácil de entortar as portas que o Golf IV, tem as portas com recorte embutido, mas em cima de seu arco tem um vão suficiente para que se ponha uma falange inteira de seu dedo. Logo, aqui é mais um motivo para se valorizar os vãos de chapa menores, pois também dificultam arrombamento.
      Outra coisa a se valorizar é ver se as portas têm uma borracha grossa em seu vão. Temos como exemplo simples o Tempra, cujo recorte de porta é do mesmo tipo daquele do Uno de primeira geração, mas não me lembro de ver Tempras com a porta entortada, uma vez que estes têm uma vedação bem grossa na porta que impede de se meter o dedo. Também valorizo borracha grossa em portas de recorte embutido, não só pela dificuldade gerada em um arrombamento como também pela melhor vedação. Se for borracha dupla então, melhor ainda.

  • CorsarioViajante

    Dureza é se todas as versões perderam a suspensão independente. Se forem só as de entrada, como é na Europa, naõ vejo problema.

  • Lucas

    Não canso de admirar a foto desse painel. Todo voltadinho para sua excelência, o motorista!

    • Lorenzo Frigerio

      Esse é o diferencial da VW. Vai comparar com as outras (não ponho os nomes das piores, devido às “regras não-escritas” do site).

  • Mineirim

    O AdBlue deve corresponder ao nosso Arla usado em caminhões.

  • Daniel S. de Araujo

    De fato. Mas a VW teve a postura de assumir, o presidente renunciar e tomar providências. Enquanto as demais deixaram as coisas como estão.

  • Daniel S. de Araujo

    Não. O Mk3 usava o 827 de bielas longas crossflow e distribuidor de ignição.

    • VeeDub

      EA827 de bielas de 159 mm e crossflow é o EA113 !
      EA113 surgiu em 1992, sendo basicamente um EA827/AP com fluxo cruzado.

      • Domingos

        O de biela longa já era cross-flow também. A diferença é corretamente explicada pela árvore do distribuidor, como o Daniel falou aí abaixo.

    • VeeDub

      EA827 de bielas longas e crossflow = EA113 até 1998. De lá para cá, o EA113 usa bielas curtas de 144 mm. A nível global (Brasil a parte), o EA827/AP Desapareceu em 1992.

    • VeeDub

      Somente o 1.8L usava o EA827. Veja as fotos abaixo.

  • Daniel S. de Araujo

    Existe uma confusão. O EA113 na verdade é uma evolução do 827. O 113 é o EA827/AP sem a arvore intermediária do distribuidor. Nos AP flex, embora tenham distribuição estática, eles tem a árvore intermediária ligada a uma roda fônica.

    O Golf MK3 usava o motor 2-L 827 com distribuidor e bielas longas. Os Mk4 2-L já usavam o EA113 de bielas curtas, para caberem também no cofre do Polo.

    • VeeDub

      Concordamos em quase tudo! Apenas um ponto está em aberto: O Golf mk3 1997 usa o EA113 (evolução do EA827/AP 82,5 x 92,8 – mesmas medidas até hoje) na época com bielas de 159 mm. Meu colega de faculdade tinha um GLX 2.0 1997. O mesmo EA113 2.0 flex atual usa bielas de 144 mm. O comprimento das bielas entre o 2.0 dos anos 90 e o atual, é basicamente a única diferença relevante entre eles. O EA855 R5 2.5 DO JETTA e AUDI RST, para nossa surpresa, também utilizam bielas de 144 mm. Os modernos EA888 1,8/2,0 utilizam bielas de 148 mm! Resumo, adeus bielão de 159 mm..

    • Domingos

      A questão da árvore parece melhor para identificar do que a das bielas.

      Realmente o “biela longa” não era 113 então.

      • Daniel S. de Araujo

        Infelizmente não….a VW a abandonou os “bielões”.

  • VeeDub

    O 1,6 SR é um AP com bloco de alumínio e fluxo cruzado, sendo portanto, renomeado EA113 1,6 SR (coletor variável)

    • Domingos

      Pela numeração igual, realmente é isso mesmo. Obrigado!

      Pensava que fosse da família 111.

  • Ricardo

    Grande Golf! Sempre quis ter um, porém nunca o tive. Porém seu arquirival da Ford embelezou minha garagem por duas vezes (e muita alegria ao volante também). Infelizmente, acho que a VW do Brasil, pisa na bola com este ótimo veículo, não trazendo as geraçõs V e VI pra cá, e a bela VII…só por Deus, até sair (dizem que é eminente o lançamento) já deve estar próximo de sair a geração VIII na Europa. Uma pena!

  • Lorenzo Frigerio

    Não faço tanta questão do diesel… bastam as DUAS portas. Já ficaria contente com um Polo cupê. Espero que tragam a próxima geração ao BR.

  • Lorenzo Frigerio

    O Gol bolinha era uma brincadeira para o ladrão entortar a porta.

  • Fabio Toledo

    Cara! Está tudo bem… Calma! rs
    Parece que neste caso a psicopatia não é corporativa…

  • Fat Jack,
    Com certeza a verdade virá a tona.

  • WSR

    Olha, acabei generalizando demais. Minha implicância é mais com o para-choque dianteiro, que ficou meio “estufado” por causa da grade embutida nele. O A4, na minha opinião, ficou melhor resolvido, com a grade separada do para-choque. Mas isso é algo bem subjetivo.

    http://i.kinja-img.com/gawker-media/image/upload/s–IiuBC8CQ–/17denhi9thgpkjpg.jpg

  • Cristiano Reis

    Somos dois, Road.

  • VeeDub

    http://images.quebarato.com.br/T440x/golf+gl+mi+1+8+completo+1997+sao+paulo+sp+brasil__5D6F95_4.jpg

    Motor do Golf 1997 1.8 8V… Fluxo lateral. Basicamente um AP. EA827.

    • Domingos

      Que coisa maluca o 1,8 ser lateral e o 2,0 ser cruzado!

      Esse da foto era Mi ou monoponto? Parece mono.

      Um amigo tinha um Mi mexicano 1997 ou 1998, tenho quase certeza que era fluxo cruzado também.

      Do Passat: completa surpresa para mim. Significa que um Golf do mesmo ano vinha com motor fluxo cruzado e ele, mais caro e de categoria acima, não!

  • VeeDub

    http://images.quebarato.com.br/T440x/golf+gti+94+completo+sao+jose+sc+brasil__45AC5A_3.jpg

    Aqui um Golf 1997 2.0 8V… Crossflow e bielas longas = 159 mm. EA113 Crossflow.

  • VeeDub

    http://www.nevinkaonline.ru/modules/nev_auto/upload/thmb_big/d6fad38527504e89f477b3b89140aa44.jpg

    Passat B4 2.0L 8V GL1994… Fluxo lateral com 115 cv… Um “AP” alemão de bielas longas (159 mm). EA827.

  • VeeDub

    http://quatrorodas.abril.com.br/galerias/imagens/QR-616-COMPARA-SEDANS-15.jpg

    Aqui o “moderno” 2.0L de bielas curtas (144 mm) que também foi do Polo (2002) como dito acima. Se tornou Flex em 2009. EA113 Crossflow.

  • VeeDub

    https://www.callparts.de/sites/default/files/productimages/BEI11000246321050/1630722.jpg

    Golf 1999 1.6L SR 101cv, coletor variável e bloco de alumínio. EA113 Crossflow (admissão pela dianteira e exaustão pela traseira). Possui o mesmo diâmetro e curso do AP 1.6L ! 81 x 77,4 mm, com bielas de 149 mm (o do AP era 144 mm)

  • Domingos

    Não tinha sido apenas o EP? Que eu lembre o carro tinha sido lançado e pouco tempo depois já estava sendo noticiado a falcatrua.

    Não lembro de ver nem na época, nem hoje, tanto Mille EP assim.

    A não ser que o truque tenha sido usado em mais versões…