Em consonância com a recente matéria do André Dantas De carros & hackers a nirvana & inferno – parte 1, a Intel Corporation, multinacional americana de tecnologia que produz circuitos integrados como microprocessadores, anunciou nesta segunda-feira (14/9), que está reunindo um grupo de pesquisadores para discutir e desenvolver tecnologias de segurança para carros conectados, com o objetivo de evitar ataques de hackers e manter os veículos seguros. De acordo com o anúncio da empresa, o  Conselho de Revisão de Segurança em Automóveis (ASRB, a sigla em inglês) vai promover o desenvolvimento de tecnologias na área.

“Podemos e devemos ampliar a proteção contra ciberataques em automóveis. Com a ajuda da ASRB, podemos estabelecer as melhores práticas de segurança e promover que a segurança cibernética como um ingrediente essencial na concepção de cada carro conectado. Poucas coisas são mais importantes do que a segurança na rua, afirma Chris Young, vice-presidente de segurança da Intel.

Ao longo dos estudos, os pesquisadores realizarão testes de segurança e auditorias nos automóveis para verificar as aplicações das tecnologias e que irá publicar os resultados. Uma recente publicação da Intel já revelou vulnerabilidade em sistemas de automóveis conectados.

Ae/BS

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  • Octavio Castelloes

    Ok, então daqui a alguns anos (ou meses) será comum para automóveis a divulgação de quantidades de estrelas obtidas em ensaios de impacto (crash test) e aquela obtida como resultado de ensaios para avaliar quão vulnurável a uma invasão está o sistema embarcado de um carro conectado…

    Em outras palavras, no futuro a conversa numa mesa de bar vai ser não sobre a potência máxima, configuração do motor, 0-100km/h que um determinado carro apresenta, ou mesmo questões filosóficas como tração dianteira x traseira, mas sim se um dado carro conectado usa chave de criptografica de 128bits e não de 64bits, firewall configurado de fábrica é robusto, etc, como se fosse um tablet… Que tédio!

    E eu achando que os autoentusiastas do futuro seriam parecidos com aqueles retratados no desenho “Os Jetsons” e similares…

    • Octavio, há uns 10 anos eu disse no meio de vários engenheiros da indústria automobilística que no rumo que as coisas estavam tomando, haveria uma época que engenheiros que entendessem de campos magnéticos, transístores e bits teriam mais valor que engenheiros que entendessem de pistões, amortecedores e freios a disco. Quase saí apanhando por falar uma heresia dessas.

      Agora, esse futuro já está batendo à nossa porta.

      Engenheiro mecânico especializado em motor a combustão é mato para a indústria automobilística, mas especialista em motores elétricos? Em eletrônica? Em programação de todos os níveis? Isso está em falta. Lei da oferta e da procura, esses profissionais estão sendo disputados a tapas lá fora e com salários para lá de apetitosos.

    • Eduardo Mrack

      A hora de sentir saudades do moribundo carburador está bem próxima 😀