“A Volkswagen gostaria de mostrar o seu reconhecimento por este fato…”

 

Em outubro de 1950 apareceu o primeiro exemplar da Gute Fahrt (Tenha uma boa viagem), uma revista para os usuários dos veículos Volkswagen. Conforme a própria redação da Gute Fahrt esclareceu, esta revista se atribuiu a tarefa de fomentar o “relacionamento pessoal” entre o pequeno garoto cujo nome era Volkswagen (Fusca) e seus motoristas, e também de ser um elo de união entre os motoristas deste carro. Com sucesso se formou uma crescente comunidade de fãs da Gute Fahrt.

Um ano depois, a  Gute Fahrt de outubro de 1951 publicou uma matéria sobre carros que haviam ultrapassado cem mil quilômetros rodados com o mesmo motor cujo título é “Herzlichen Glückwunsch – 100.000 Kilometer mit demselben Motor” (Cordiais parabéns – 100.000 quilômetros com o mesmo motor), reproduzindo uma carta que a Volkswagen enviou a uma empresa cujo Fusca ultrapassou a barreira dos 100.000 km rodados. Ai vai a tradução desta carta (os nomes foram abreviados pela redação daquela revista em nome da preservação de privacidade):

Como fomos informados por nosso Concessionário da cidade de D., a empresa H. & Co., o Volkswagen utilizado na sua empresa (chassi Nr. 1—098.564, motor Nr. 1—129 706) recentemente ultrapassou a distância total percorrida de 100.000 km sem ter necessitado de reparos de motor significativos. Permita-nos felicitá-los por este sucesso muito satisfatório e expressar a nossa apreciação através da entrega do certificado anexo e de um alfinete VW de lapela, de ouro.

 

Ao mesmo tempo, nós lhe enviamos para identificação de seu comprovado Volkswagen um emblema VW para ser aplicado externamente e outro do nosso protetor São Cristóvão para o painel do carro. Ambos podem ser colocados gratuitamente em seu carro por seu Concessionário.

Como acreditamos que a comprovação técnica do veículo em questão não depende somente da qualidade do nosso produto, mas se deve também ao tratamento exemplar e manutenção cuidadosa deste Volkswagen, pedimos que vocês nos permitam dedicar a seu motorista, Sr. Franz N., em cujas mãos o carro em questão foi confiado em especial, um singelo reconhecimento. Portanto, pedimos que vocês entreguem ao Sr. N. o certificado anexo, um alfinete VW de ouro e um relógio de pulso VW em nosso nome.
Além disso, desejamos-lhes muita alegria com o seu Volkswagen …

 

 

Este tipo de carta foi enviado aos milhares numa grandiosa ação de marketing da Fábrica que estava recém deslanchando na fabricação do Fusca. Mas este tipo de ação já tinha sido iniciado em 1949 com toda a pompa e circunstância, apenas quatro anos após o término da Segunda Guerra Mundial — e com boa parte da fábrica ainda em ruínas — mas com um plano de fidelização de clientes exemplar. O Volkswagen era um carro novo no mercado e tinha que se afirmar e nada melhor que valorizar a qualidade dos carros a partir de uma ação como esta.

Havia cartas para carros de empresa, como a reproduzida acima, bem como para particulares, e neste caso os presentes eram o diploma, o alfinete VW de ouro, as duas plaquinhas e o relógio VW.

Nas primeiras premiações, em 1949, já havia o certificado e as plaquinhas que vinham da Fábrica. Já o relógio era adquirido pelo revendedor VW que mandava fazer uma gravação manual na tampa traseira do relógio com uma dedicatória. No caso da foto a dedicatória dizia: “100.000 km no Volkswagen sem troca do motor – Revendedor Freichhau – Colônia”. Não havia indicação VW na parte dianteira do relógio.

Parte traseira com a gravação manual da dedicatória

Já no mostrador deste relógio não havia indicação alguma

A indicação relativa à premiação no mostrador do relógio de pulso só veio a ocorrer numa campanha de premiação isolada feita na Suécia, onde havia uma indicação no mostrador do relógio com o símbolo VW e o número 100.000 e nada na tampa traseira.

Na Suécia mostrador com o logo VW e indicação 100.000 km

 

 

Neste caso não havia gravação alguma na tampa traseira do relógio

Não raro os carros recebiam uma decoração com flores e um cartazinho com a indicação 100.000; era uma festa.

Carro decorado festejando seus 100.000 km com o mesmo motor

Pouco tempo depois a Fábrica deu um jeito de organizar a questão dos relógios de uma maneira profissional; apareceram as gravações profissionais nas tampas dos relógios e as compras eram feitas em lotes. A partir daí as diferenças que ocorreram foram devido a diferentes fornecimentos ou trocas de layout das gravações.

Também havia diferenças entre as plaquinhas comemorativas. A plaquinha com o São Cristóvão tinha duas versões: as primeiras, no tempo dos carros de vigias traseiras bipartidas tinham um abaulado na parte interna superior para se adaptar ao painel daquela época.

 

Plaquinha com São Cristóvão para o painel dos carros tipo split window

 

Em 1952 a Gute Fahrt, com apoio da Fábrica e de vários subfornecedores, lançou a idéia de realizar anualmente os Treffen der VW Hunderttausender (Encontros dos VW que rodaram cem mil quilômetros). Estes encontros eram destinados aos condutores de Volkswagens com mais de 100.000 km rodados com o mesmo motor e sem panes maiores; por exemplo, o virabrequim não poderia ter sido trocado. Mas, como veremos, isto não se concretizou, foram realizados apenas dois encontros, em 1952 e 1954.

Um lindo cartaz de convite do encontro de 1952 dizia: Herbsttreffen und Zielfahrt der VW Huderttausender und aller Volkswagen-Freunde (Encontro de Outono com passeio até o destino dos VW- que rodaram cem mil  quilômetros e de todos os amigos da Volkswagen). Erbrach 6 e 7 de setembro de 1952, há exatos 63 anos!

 

Cartaz – Convite para o primeiro encontro

 

Os participantes receberam lindas plaquetas de participação. Para os 1.196 que tinham completado os 100.000 km as plaquetas tinham uma borda dourada. A plaqueta dos demais “amigos Volkswagen” tinha uma borda prateada – uma aula de fidelização. Hoje estas plaquetas têm um grande valor entre os colecionadores.

Plaqueta com borda dourada dos que completaram 100.000 km

 

Com borda prateada, para os demais amigos VW

As fotos deste evento são impressionantes. Foi o primeiro megaevento de Fuscas, sim, pois os Fuscas eram novos nos cenários alemão e mundial, e reunir esta turma num só lugar foi um belo exercício de logística.

A faixa dizia: Sejam bem-vindos! Tenham uma boa viagem com pneus VEITH; o terreno estava encharcado, pois tinha chovido muito

 

 

Carros dispostos em formação especial em frente das tribunas, belo exercício de simetria

 

 

O merchandising foi exercido ao extremo no evento, inclusive de fornecedores concorrentes, todos toparam participar

 

 

O Fusca da esquerda tinha rodado 250.000 km com o mesmo motor e o da direita era o mais “velho” do evento que percorreu 485.000 km

 

 

No evento de 1952 foi realizado um gigantesco sorteio, no qual só puderam participar os motoristas que atingiram 100.000 km com seus Volkswagens. O valor total dos prêmios que foram sorteados foi de 100.000 marcos alemães. Além de peças e acessórios, foram sorteados sete Fuscas zero-quilômetro. O primeiro prêmio foi um Fusca Kabriolett zerinho feito pela Karmann, e era exatamente o 10.000º Fusca Kabriolett,  fato ressaltado por um cartaz.

 

Os dizeres são: O décimo milésimo Karmann conversível fabricado doado para os “VW-com cem mil quilômetros”

Para ganhar este carro o Sr. Kaiser, que era motorista de táxi da cidade de Limburg, teve que ganhar uma gincana de quem dirigia de maneira mais econômica realizada entre os 11 finalistas. Cada um recebeu uma proveta com 250 ml de gasolina adaptada aos carros. O Sr. Kaiser conseguiu andar 4.336,65 metros — equivalente a 17,3 km/l. Seu carro de uso já tinha rodado 151.126 km. Mas ele não era o recordista de quilometragem rodada com o mesmo motor, pois apareceu um Fusca que tinha rodado 485.000 km, que foi o mais antigo a comparecer à festa.

Técnico da fábrica coloca o combustível para a realização da prova

 

Este é o Sr. Kaiser, vencedor do concurso de direção econômica

 

 

Largada dos carros que participaram da competição de economia

 

 

Ai o Sr. Kaiser tomando posse do desejado: prêmio: um Kabriolett zerinho

 

Logo depois do evento o Sr. Kaiser vendeu o Kabriolett para comprar um táxi Mercedes-Benz. Mas ele manteve o seu Fusca até a sua morte em 1973, quando o carro passou às mãos de um Fuscamaniaco, Otto Weiymann. E desde 1985 este carro está no AutoMuseum Volkswagen como empréstimo. O carro entrou lá com 531.000 km rodados, depois de 2 motores, 10 jogos de pneus, dois jogos de amortecedores e após ter consumido uns 45.000 litros de gasolina comum.

Chegamos ao encontro de 1954

O evento de 1954 foi chamado de Sommertreffen der VW Hunderttausender (Encontro de Verão dos VW com cem mil quilômetros rodados) e foi realizado em Killesberg, Stuttgart, reunindo aproximadamente 4.500 participantes, vindos da Alemanha e de alguns países próximos. Os participantes do evento ocuparam dezessete estacionamentos. Aproximadamente 16.000 pessoas se acotovelaram no domingo pela manhã em frente ao palco onde o Diretor Geral da Volkswagen, Dr. Heinrich Nordhoff, proferiu o discurso de boas-vindas. Este afluxo enlouquecedor de pessoas deve ter sido o motivo pelo qual não foram mais realizados eventos subseqüentes; seria impossível estabelecer a logística para eventos ainda maiores. Certamente os significativos prêmios oferecidos foram atrativos importantes numa Alemanha de pós-guerra.

Foto panorâmica (recuperada da revista Gute Reise) da aglomeração de aproximadamente 16.000 pessoas no domingo pela manhã para ouvir a saudação de Nordhoff e participar dos ricos sorteios (clique na foto para uma visualização melhor)

 

Heinrich Nordhoff, à direita na foto, foi ao mesmo tempo anfitrião e participante neste super megaevento

A taxa de inscrição em 1954 foi de 8 marcos alemães; esta taxa dava direito, além da placa comemorativa (agora exclusivamente com aro de cor dourada) e uma placa oval de participação tipo rali, personalizada com o respectivo número de inscrição no evento. Os participantes com menos de 100.000 km rodados recebiam esta placa com a indicação de 100.000 km rodados tachada em vermelho. Além disso, todos os participantes receberam bilhetes gratuitos para uma opereta ao ar livre. Os carros que tinham ultrapassado os 200.000 km receberam prêmios adicionais.

Placa comemorativa de 1954 com cor de borda única, dourada

Placa tipo rali personalizada com o número de inscrição do evento

As fotos deste evento também impressionam e marcam a sua pujança. Choveu bastante na ocasião e muitas áreas viraram um grande lamaçal, mas nada afastou os participantes, muitos vindos de longe. Neste evento a quantidade de carros que já haviam ultrapassado os 200.000 km foi muito maior.

Chegada dos milhares de carros a Killesberg, em Stuttgart

Um dos locais para receber as plaquetas e as entradas para a opereta

Um dos grupos de participantes do evento estacionados a 45º já com a placa tipo rali colocada

Carros vindos da Suíça; também vieram carros de outros países, como Finlândia, Bélgica etc.

Fusca que rodou 224.000 km com o mesmo motor; estas marcas eram indicadas por faixas presas ao capô dianteiro

 

Uma fábrica de lixas da cidade de Bonn, capital da então Alemanha Ocidental, trouxe 17 Fuscas que ultrapassaram os 200.000 km. Todos ostentando a faixa comemorativa no capô dianteiro

Desta vez os prêmios principais foram um Fusca Kabriolett feito pela  Karmann e outros nove VW sedãs tipo Exportação, todos zero-quilômetro; o sorteio ocorreu no domingo.

Os maiores chamarizes do evento dez carros zero quilômetros, um Fusca Kabriolett e nove tipo Exportação

Os demais prêmios encheram um enorme salão de exposições; e seu valor somava aproximadamente 320.000 marcos alemães. Eram, entre outras coisas, 280 auto rádios, 57 câmeras fotográficas, 129 dispositivos para reclinar encostos, 527 conjuntos de capas para bancos, 290 luzes de marcha à ré e muito mais. Mas havia também uma miríade de outros produtos que foram sorteados, tais como refrigeradores e aspiradores de pó. Um incrível atrativo para os participantes.

Prêmios prontos para serem sorteados, eram tantos que a maioria dos inscritos levou o seu

 

A entrega era feita por um dos colaboradores voluntários de avental com o logo VW. Que tal um rádio para o seu split-window?

 

Um total de 400 voluntários (como o da foto acima entregando prêmios) da organização VW trabalhou diuturnamente no evento; e outros 150 ajudantes foram enviados por concessionárias.

 A seleção das pessoas que sortearam os nove Fuscas tipo exportação (modelos topo de linha na época) foi muito original. Foram selecionados para este fim, entre outros, o participante mais gordo (devidamente conferido por uma balança, visto na foto à esquerda durante a pesagem), alguém com as iniciais VW, uma pessoa que tivesse uma nota de 100 marcos (coisa rara na Alemanha naqueles dias) e uma pessoa que tivesse exatamente 74 anos. O número que sorteou o Kabriolett foi formado com o auxílio de balões a gás numerados que foram soltos. Os números dos balões que passaram uma certa marca em primeiro lugar foram anotados e formaram o número de quatro algarismos que definiu o ganhador (até parece que o velho lema “para que simplificar se podemos complicar” voltou a ser usado neste caso).

A organização deste evento foi incrível e teve o cuidado inclusive de oficiar aos correios para emitirem um carimbo comemorativo do evento e imprimir cartões filatélicos comemorativos em linha com os costumes da época.

 

 

Cartão filatélico para o evento de 1954 mostrando o carimbo postal reproduzindo o logotipo do evento, objeto de coleção de filatelistas, não só de Fuscamaníacos

 

Verso do cartão postal personalizado, feito com todo o cuidado e reproduzindo o logotipo do evento impresso

 

Estes eventos fazem parte da mitologia do Fusca na Alemanha e no mundo e eles são lembrados com freqüência, tanto que o cinqüentenário do evento de 1952 foi comemorado com um evento de mesmo nome realizado entre 31 de maio e 2 de junho de 2002 na cidadezinha de Hückeswagen, que fica próximo a Colônia, no estado da Renânia do Norte-Vestfália. Foi organizado por um grupo de Fuscamaníacos, o Dirk de Colônia e o Andreas “Paule” Richter em conjunto com o clube Brezelfenstervereinigung e.V (do qual sou associado há mais de 20 anos), que aproveitou o evento para realizar o seu Encontro de Primavera daquele ano. Foi um encontro internacional que reuniu 250 participantes de 14 países (Alemanha, Áustria, Suíça, França, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Inglaterra, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, EUA e Japão). A placa comemorativa deste evento se baseou na placa original de 1952 e no panorama característico do centro de Hückeswagen, com destaque para a torre de sua igreja, o resultado ficou muito interessante:

 

 

Uma história que se perpetua entre os colecionadores europeus que decoram seus Fuscas, inclusive os modificados, com plaquetas comemorativas dos 100.000 km.

Fusca modificado (note até onde vai a escala do velocímetro) com plaquinhas comemorativas dos 100.000 km

Certamente estas ações de marketing foram das mais bem-sucedidas ações jamais feitas pela Volkswagen. Ponto para ela, que na época era conduzida por Heinrich “Heinz” Nordhoff, que certamente era um homem à frente de seu tempo!

AGr

 

Nota do autor: este material, em sua versão resumida, foi originalmente publicado na minha coluna “Volkswagen World”, do Portal Maxicar (www.maxicar.com.br), e esta publicação ocorre de comum acordo com o meu amigo Fernando Barenco, gestor do Portal MAXICAR, companheiro de muitos anos de trabalho em prol da preservação dos veículos VW históricos e de sua interessante história. O conteúdo foi revisado, ampliado e atualizado. O seu conteúdo é de interesse histórico e representa uma pesquisa bastante aprofundada do assunto. Fotografias e material de Alexander Gromow e resultantes de pesquisa na revista Gute Fahrt , em livros e em sites de internet, com material de internet postado por Dirk de Colônia e Carsten Reeder de Plettenberg. Fotos de colaboradores como o Francois Dutoy. Agradeço a todos pelas importantes colaborações.
A coluna “Falando de Fusca” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 



  • Mr. Car

    Rapaz, muito bacana isto! Vejo de modo geral, ao menos nas marcas mais acessíveis, um tremendo desinteresse (ou no mínimo uma grande negligência) em ações que visem prestigiar, cativar o comprador, fideliza-lo à marca, depois que sai com o carro da concessionária. Seria até difícil que tivessem dados para saber que determinado veículo alcançou os 100.000 km, uma vez que a imensa maioria, por várias razões, foge das concessionárias assim que expira o prazo de garantia, o que impede que os fabricantes tenham registros da quilometragem, através das revisões anotadas. E quem não gosta de se sentir prestigiado, sentir que é importante para aquela empresa da qual é cliente? Uma plaquinha no carro, um brinde, uma reunião de proprietários patrocinada pelo fabricante…ações que saem barato para as fábricas diante das fortunas que se gasta em publicidade, e que reverteriam em donos mais satisfeitos, gerando outro tipo de publicidade, aquela que se faz de boca em boca. Uma única vez, um vendedor de um 0-km me ligou para perguntar se eu estava satisfeito com o carro, se estava precisando corrigir algum pequeno problema, e mesmo assim, creio que tenha sido uma iniciativa dele, não tendo nenhum dedo da empresa (Fiat) nisto. E falando em vendedor: também me impressiona o absoluto despreparo em geral, desta turma. O motivo de eu ter comprado com este vendedor, foi mesmo a atenção que me deu, quando fui ver o carro. Em outras concessionárias Fiat que visitei à época não me foi dada muita atenção, então, claro, fiz questão de fechar o negócio com quem me atendeu bem. Era mais que justo que a comissão da venda fosse dele, e não de qualquer outro.
    Abraço.
    Para pensar: “Cada vez que indico alguém para um cargo, crio dez inimigos e um ingrato”. (Jean Baptiste Poquelin = Moliére)
    Para ouvir(Youtube): “Ric Ocasek – Emotion In Motion”

    • Caro Mr. Car,
      Hoje em dia, aqui no Brasil é assim mesmo que as coisas ocorrem. Mas já tivemos tempos melhores, lembra da revistinha “Bom Senso” que a VW do Brasil editava e distribuía entre seus clientes? Talvez um paralelo à Gute Fahrt!
      Não querendo ser um “Apóstolo do Apocalipse”, mas acho que muito do romantismo e camaradagem no relacionamento entre compradores e vendedores de carros sucumbiu ante à pressão da “maldita” globalização que, infelizmente, nivelou muita coisa “por baixo”, conduzindo as coisas pel economicidade levada às últimas conseqüências.
      Não sei com este relacionamento será quando as previsões de gigantescas fusões entre os atuais fabricantes, formando mega-empresas, se concretizar. Acho que os compradores passarão para um nível vários planos inferior…
      Ó dia, ó azar, como diria o Hardy Har Har…

    • Cristiano Reis

      Vou pôr essa frase no meu perfil do WhatsApp.

  • Cristiano Reis

    Praticamente um TCC! Só não sei se apresentaria num curso de Engenharia Mecânica ou de História.

    • Bacana, caro Cristiano Reis,
      Independente do curso que o TCC fosse apresentado, se você fosse da banca examinadora posso perguntar qual teria sido a sua nota???

      • Cristiano Reis

        Caro Alexander, fiquei até constrangido agora! Quem sou eu para lhe dar uma nota! (rs) Mas pela minha avaliação e pela Banca Examinadora aqui dos leitores do Ae com certeza seria a máxima! 😀

    • CorsarioViajante

      Ou ainda de publicidade!

    • Angelito

      Publicidade e propaganda 😉

  • Claude Fondeville

    O meu Volkswagen Sedan 1966 possui o emblema com São Cristovão no painel, aquele que aparece na foto lá em cima..

    • Que beleza, Claude Fondeville!!!
      E seu Fusca completou 100.000 km com um mesmo motor, ou é só uma decoração temática, como aquela do Fusca modificado que apresento na matéria?

  • Renato Amorim

    Delicia de texto, que história!!
    Grande abraço!

    • Obrigado, caro Renato Amorim,
      Até que dá vontade de voltar no tempo para participar daqueles megaeventos!!!

  • Rebuli

    Como sempre mais uma obra prima deste maestro que orquestra aqui no Brasil, a cada nova partitura inédita, uma obra prima, com cada instrumento participando no momento exato que a melodia VW se torne eterna… o com o cuidado de estar em português… obrigado por mais essa coletânea de informações que ao serem lançadas já se tornam best-sellers para nós apaixonados pelo nosso querido e amado Fusca. OBRIGADO MESTRE!!!

    • Caro Marco Rebuli,
      Em matéria de orquestra, você com os seus gigantescos “Logos-Day” curitibanos até que tem obtido belos resultados sem desafinar o conjunto.
      Grato por seu comentário!

  • Lorenzo Frigerio

    Se não me engano, esse contorno do Fusca no cartão filatélico foi usado no “VW Diagnose” das autorizadas no Brasil, nos anos 70 e 80.

    • Caro Lorenzo Frigerio,
      O perfil do Fusca se tornou universal e por muitos anos quando se pedia para uma criança desenhar um carro era algo parecido com este perfil que era desenhado…
      No caso do “VW Diagnose”, um grande avanço da década de 70, eram usados dois perfis uma sobre o outro e era um logo muito marcante e peculiar, veja a foto dos adesivos que eram colocados nas concessionárias depois do carro passar pelo diagnóstico eletrônico.

  • Angelito

    Lindo!! Uma pena essa relação cliente-fabricante não existir mais em nenhum lugar, salvo raríssimas exceções. Pelo menos nenhuma das grandes faz mais isso, nem com veículos passando de 500 000 km

    • Daniel S. de Araujo

      Alguns anos atrás a Scania tinha um programa de brindes para quem rodasse 1 milhão de quilômetros com um cavalo-mecânico da marca usando motor DS11.

      • Angelito

        Merecido, prova de qualidade do produto!!

        Creio que foi alguém da VW quem falou que “a melhor prova de que um carro é bom é ve-lo na rua”

    • Caro Angelo_Jr,
      Acho que ainda existe muita coisa neste sentido sim, não por parte da VW, mas eu me lembro de quando eu fui comprar peças na Alemanha para o Mazda de um amigo carioca. Isto ocorreu Há uns 12 anos. Perto de onde eu estava a oficina autorizada Mazda mais próxima ficava numa cidadezinha e lá fui eu. Expliquei o que queria, que era para um amigo, mas o dono da lojinha insistiu para que eu me tornasse membro do Mazda Clube da Alemanha, me encheu de pins (lindos aliás) e outros brindes e falou “efusivamente” das vantagens das associações da marca.
      Outro exemplo: os japoneses foram rápidos e quando a VW parou de fabricar o VW Beetle para os EUA eles entraram de sola nas campanhas de fidelização, e obtiveram muito sucesso nisto! Aprenderam como se faz.
      A fidelização é uma poderosa arma de marketing e muitas empresas teimam em não aproveitar da legião de amantes que já existe… Azar delas!
      Grato por seu comentário, que valoriza meu trabalho!!!

      • Angelito

        Bom, pessoalmente eu não considero a Mazda uma das grandes, mas ela está no caminho pra se tornar uma, com certeza. Uma empresa que está fazendo um bom programa para fidelização aqui no Brasil é a Mitsubishi, representada pelo Grupo Souza Ramos. Vejo sempre vários eventos de rali e de gentleman drivers sendo organizados pela empresa, chamando seus clientes para competições. Torço para que as marcas voltem com isso, a concessionária Chevrolet de minha cidade adota isso e hoje ela vende carros muito bem, mesmo com crise.

        E AGr, eu que agradeço por um trabalho de tanta qualidade! Nos motiva a sempre voltar!

        • Quem agradece sou eu, caro Angelo Jr,
          Certamente comentários como o seu são importantes para consolidar a minha coluna “Falando de Fusca” – portanto fico muito contente e orgulhoso com o mesmo!
          Valeu!

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Sensacional, tanto o texto quanto as ações de marketing da VW na época. Não foi só pelos atributos do carro que a empresa conquistou o mundo. Muito disso se deu pelo respeito ao cliente, marketing inteligente e ousadia comercial.

    • Absolutamente certo, caro Rafael Malheiros Ribeiro!
      Sob a liderança de Nordhoff, que antes da II Guerra Mundial foi funcionário da Opel, a GM da Alemanha, a VW fez ações incríveis. Como, por exemplo, a contratação da DDB – Doyle Dane Bernbach, uma empresa de israelitas, numa cidade israelita (Nova York) que fez a propaganda para um carro “nazista” poucos anos depois do fim da guerra com um sucesso global. Mas este pode ser o assunto para uma próxima matéria. Já tive a oportunidade de apresentar uma palestra sobre este tema em um dos ABCD Old Cars…
      Grato por seu comentário.

  • BlueGopher

    Ao pensar que naquela época as hoje tão naturais “ações de marketing” eram inexistentes, impressiona a criatividade e enormes resultados destas ações pioneiras.
    Pena que sólidas e belas plaquetas comemorativas como estas, criadas seja lá por que motivo for, estarem totalmente fora do radar das fabricantes. Elas dão água da boca!

    Aliás, eu nunca gostei que furassem meus carros, mas vendo estes emblemas, até que fiquei com saudades daquelas antigas e caprichadas plaquetas metálicas (até esmaltadas) com que todas as concessionárias identificavam os carros que vendiam, e que foram substituídas por meros colantes plásticos.

    • Salve BlueGopher,
      Aqui no Brasil a função destas “plaquetas de evento” foi assumida pelos adesivos, de preferência do tipo para colar por dentro do vidro. Não é raro ver Fuscas, por exemplo, com as vigias laterais traseiras lotadas de adesivos; troféus da participação em eventos.
      Na Europa, em especial na Alemanha, as plaquetas continuam na ordem do dia.
      Em muitos casos, ao invés de furar a lata, os colecionadores usam barras-suporte presas nos para-choques para fixar suas plaquetas de eventos, como no caso do MG da foto.
      Eu tenho uma coleção destas plaquetas, mas confesso que ainda não apliquei nenhuma em meu Fusca…

      • Leo-RJ

        Caro Alexander, nas próximas matérias, se der, nos brinde com fotos de sua coleção de plaquetas. Eu tenho uma pequena coleção, de plaquetas de clubes de veículos, alguns da Itália, Argentina, França, Espanha e EUA.

    • CorsarioViajante

      Vale lembrar que naquela época o marketing já era bem forte, basta lembrar da fortíssima e super-trabalhada imagética do nazismo.

  • Diplo86

    Seria interessante a VW do Brasil promover estes encontros com os up! TSI que ultrapassarem os 200.000 km sem manutenção significativa no motor. Ótima forma de quebrar o preconceito com os motores turbo.

    • CorsarioViajante

      Verdade!

    • Mazini

      Tomara que durem muito, muito mais!!! Mas é uma ótima idéia!!! Simples de ser realizada pela VW e que teria um impacto significativo.
      ÓTIMA MATÉRIA ALEXANDER!!!
      Leitura muitíssimo prazerosa

      • Caro Mazini,
        Como eu não canso de dizer…
        Agradeço a seu gentil feedback! Acredito que são as avaliações que definem a receptividade e a qualidade que os leitores encontram no meu trabalho, e o seu comentário me deixa contente e orgulhoso, bem como me dá mais forças para perseverar!

        • Mazini

          Desculpe responder depois de três dias, mas é que está tudo corrido por aqui.

          Não precisava agradecer ALEXANDER, mas só de te-lo feito mostra o quão digno de admiração você é.
          Parabéns pela qualidade de seus textos e pelo prazer que eles nos proporcionam, mas parabéns principalmente por sua humildade e respeito em responder os comentários de cada um de nós.
          Pode ter certeza que faz a diferença.
          Grande abraço, fique com Deus.

    • Fat Jack

      Não creio nisso apesar da idéia ser excelente, inclusive devido ao preconceito criado depois do Gol Turbo.

    • Lorenzo Frigerio

      Ôpa! Mas a VWB exigiria todas as revisões na autorizada até os 200.000 km, para “comprovar” a quilometragem, então ficaria difícil.

  • marco de yparraguirre

    Incrível relato: Somente quem teve um Fusca sabe o que esse evento e esse carro significam.

    • Realmente, caro Marco de Yparraguirre,
      Algo realmente impressionante!
      Os prêmios eram incríveis e isto numa fase de pós-guerra com o país lutando para se aprumar depois da grande destruição. Carros novos, um conversível, milhares de outros prêmios, incluindo utensílios domésticos!!!
      Por outro lado, a VW estava batalhando para aumentar suas vendas e se estabelecer como fabricante de carros bem-sucedido. Sem esquecer que a conta das obras de recuperação da fábrica ainda fortemente afetada pelos bombardeios dos aliados.
      Podemos dizer que foi um ganha-ganha, pois a VW pôde ser uma das peças importantes no processo de reindustrialização da Alemanha.
      Mas aqueles que viveram naquela época este dois eventos certamente não os esqueceram jamais….

  • Daniel S. de Araujo

    Falando em Fusca, sabemos que a durabilidade de um motor depende entre outras coisas dos cuidados de seu proprietário. Mas mesmo assim, qual a quilometragem máxima que vocês já viram um VW a ar atingir com a motorizaçâo original?

    O máximo que vi foi 230 mil km numa Kombi de injeçâo eletrônica a gasolina.

    • Lorenzo Frigerio

      Para uma besta de carga com motor 1600, agüentou bem. A injeção eletrônica certamente ajudou, evitando excesso na mistura e mantendo o motor sempre no ponto, para uma boa queima.

    • Maycon Correia

      O meu Fusca 1500 o motor teve de ser retificado aos 129.590 km, pois havia uma folga axial de a antiga dona andar com o pé apoiado na embreagem até os 97.000 km. Não batia e nem fumava, porém aos 350.000 km seria necessário um bloco novo ao motor.

    • Daniel S. de Araujo

      O meu branquinho teve o primeiro motor a álcool trocado com 67 mil km por uma única razão: os filtros de ar tinham o Thermac e como como o pessoal tratava meu carro a chicote arrancaram o Thermac e largaram dois orifícios no local do bimetálico pneumático (vide foto) na tampa do filtro, perfeitos para entrar poeira de toda espécie. Ai motor nenhum agüenta…

      • Onde se pode ver a foto que você mencionou, caro Daniel S. de Araujo?

  • André Stutz Soares

    Maravilha! Rico material, AGr! Parabéns. Leitura muito prazerosa.

    • Muito obrigado por seu gentil comentário, caro André Stutz Soares! Valeu!

  • Davi Reis

    Perfeita essa estratégia, é o tipo de coisa que custa pouquíssimo à marca mas que faz uma boa diferença diante dos consumidores. Por exemplo, pouco depois de ter comprado o meu Fox, a VW me mandou um livrinho falando mais sobre os serviços disponíveis, uma carta desejando as boas-vindas e muitas felicidades com o carro e também um chaveiro cromado do logo da marca. Custo praticamente zero para eles, mas é um gesto simples e inesperado que agrada.

  • Danilo Grespan

    Eu nunca imaginei que esse motor fosse tão longe assim… mais de 400.000 é chão, hein! Parabéns mais uma vez, Gromow, pelo excelente artigo. Eu não tenho fixação pelo Fusca como muitos tem, mas gosto bastante de história automobilística, então, mesmo abordando o Fusca, acho sensacionais materiais como esse.

    • Está valendo, caro Danilo Grespan,
      Fico contente que você está curtindo as matérias sobre Fusca que eu estou escrevendo.

    • Lorenzo Frigerio

      Lembre que o motor era 1100. Talvez até menos na época. E são VWs alemães, outra categoria. Quando viajei com minha mãe a Portugal, em 1974, alugamos um Fusquinha igual ao que ela tinha no Brasil, só mais novo. Era outra coisa, a precisão de tudo, fechamento das portas etc.

      • Você tocou num ponto “nevrálgico” caro Lorenzo Frigerio!
        Sem querer entrar em polêmica, mas eu explico a situação de comparação que você fez quanto à diferença de qualidade entre o Fusca alugado em Portugal e aquele que sua mãe tinha no Brasil, pelo fato de estarmos “abaixo do equador” e isto é um problemão em vários sentidos. Só a carroçaria de nossos Fuscas nunca evoluiu além da carroçaria alemã de 1963!!!
        Os carros produzidos em São Bernardo do Campo para o mercado americano tinham até chapa mais grossa!!!
        E mesmo assim foram um fracasso de vendas…
        Acho que vou parar por aqui, por enquanto.

  • CorsarioViajante

    Que história incrível! Sensacional idéia e que tremenda publicidade!
    Hoje o equivalente seria o quê? 500.000 km sem mexer no motor?

    • Pois é Corsario Viajante,
      E estes megaevento só não não continuaram porque estavam crescendo geometricamente…
      Grato por seu comentário.

    • Salve Corsario Viajante,
      As regras do jogo naquele tempo era não mexer no virabrequim. Mas acho que 500.000 km para um carro a gasolina e ou álcool, mesmo hoje em dia seria um feito realmente grande. Se bem que eu, anos atrás, ouvi que um táxi Corcel I tinha até passado esta fronteira. Este valor é freqüente em veículos Diesel…
      Será que 200.000 km não seria um valor mais realista?

      • CorsarioViajante

        Olá Alexander! Não faço idéia, sou leigo! rs 200.000km me parece uma cifra bem “acessível”, não é fácil mas certamente não impossível. Abraços!

        • Maycon Correia

          200 Mil km é pouco, uma condição ideal de uso, manutenção criteriosa e cuidados certos eu diria uns 300 a 350 mil km.
          Isso na mão de uma pessoa comum, que viaja uma vez por mês ou duas, que vai andar algo entre 5 e 20 mil km por ano.
          Meu carro eu costumo andar entre 5 e 12 mil km por ano, assim ele não incomoda porque anda pouco e não exige manutenções não programadas por andar demais.
          Eu pensava em preservar o carro com a menor quilometragem possível, porém existe um detalhe. Andando 800 km num ano eu troquei 2 baterias, vivia tendo que tirar gasolina velha do tanque, trocava óleo sem usar, vivia com rodas trancadas, pneus quadrados. E carro que não anda não conta história.
          Hoje eu vejo que ele está melhor e mais solto aos 166 mil km que era aos 115 mil km.

      • Maycon Correia

        Alguns fuscas 1600 a álcool de 1984 a 1986 que a frota da empresa central do Brasil tinham, no transporte de malotes chegaram a rodar 400 e 500 mil km sem retifica, e tinham manutenção extremamente rigorosa. A fonte que citou esse assunto fala que um bege vime 1985 rodou 609 mil km e quebrou o virabrequim.

        • Informação muito interessante, Maycon Correia, e certamente reflete o motivo pelo qual grandes frotistas compraram muitos lotes do Fusca Itamar, pois eles já estavam acostumados com este tipo de resultado…

  • AlexandreZamariolli

    Caramba, um relógio Certina! Quando eu era pequeno, meu pai me deu o dele, Swiss made. Ainda o tenho e ele funciona direitinho, basta dar corda.

    • Caro AlexandreZamarolli,
      Muitos fabricantes forneceram relógios para esta campanha do VW, inclusive a Certina. Mas o seu certamente não tinha nada a ver com esta campanha de brindes da VW não é mesmo?

      • AlexandreZamariolli

        De fato, não tinha. Talvez a marca fosse meio popular aqui na minha região (Oeste paulista), porque, se a memória não me trai, meu avô paterno também tinha um, de bolso.

  • Boa idéia, Diplo86!!!
    Tomara que a sua idéia encontre eco na VW do Brasil, acho que tem gente de lá que também faz parte aqui dos leitores AUTOentusiastas…

    • Cristiano Reis

      É sério? Você conhece alguém ou é só suposição?

      • Sei que o pessoal especializado em Internet da VW do Brasil costuma monitorar as redes sociais, uma pratica usual entre as empresas. E acredito que muitos funcionários da VW do Brasil são autoentusiastas e que acompanham este importante Site, mas não tenho como citar nomes.

  • Corsário
    Correto, tanto que foi o único país até hoje que teve um ministério da Propaganda. Mas, nada de nazismo, sempre uso nacional-socialismo, que é o correto (Nationalsozialistiche Deutsch Arbeiterpartei, Partido Nacional-Socialista do Trabalhador Alemão).

    • Eu não queria fazer este tipo de paralelo, caros Corsario Viajante e Bob von Sharp,
      mas no primeiro evento, o de 1952, a simetria dos carros expostos e o tamanho e o layout das bandeiras verticais (em especial a posição do logo VW) traz lembranças de eventos dos tempos do nazismo, mas isto realmente ainda estava impregnado num país que sofreu múltiplas “lavagens cerebrais coletivas”.
      Fato é que ainda não faziam 10 anos do término da Guerra…

  • Tomara que durem tudo isso ou mais, mas acho muito difícil. Só o futuro dirá.

    • Caro Victor H,
      Lendo o seu post me surgiu uma dúvida cruel:
      qual é a durabilidade que a fábrica coloca como meta em motores modernos de carros como o up! TSI?
      Seria interessante poder avaliar se a meta foi alcançada, ou fazendo a piadinha que está na moda: “Não temos uma meta definida, mas quando ela for alcançada nós dobraremos a mesma…”

      • rs.. Da mesma pessoa que falou a frase da meta, os engenheiros devem trabalhar “diuturnamente e noturnamente” para conseguir o melhor. 🙂

  • É mesmo, Davi Reis?
    Fizeram isto?
    Já é uma luz no fundo do túnel…
    Ponto para a equipe de acompanhamento dos compradores do Fox.
    Será que alguém mais recebeu este tipo de tratamento por parte da VW do Brasil???

    • Davi Reis

      Alexander, sei de outro comprador, um amigo, que também recebeu esse pequeno agrado. Tomara que tenha se tornado política da marca para todos os compradores, ou pelo menos para a maioria deles.

      • Sim caro Davi Reis, parece ser um bom início e que evolua…
        Mas há espaço para muito mais, e por um budget muito menor do que é gasto com propagandas de eficácia questionável com futebolistas, mais ainda uma empresa alemã usando o futebol depois de um certo 7 X 1…

      • Henrique Lopes

        Davi, meu pai também recebeu depois de comprar o Novo Fox. Meu cunhado comprou um Jetta e além do chaveiro ganhou também um pendrive em formato de chave canivete.

    • Davi Reis

      https://uploads.disquscdn.com/images/8f21061f48bff8bcb5febf62eda71dbe28e9bcc3dff6e9a70c41be390a5f29c3.jpg Tinha uma foto guardada no meu celular, olha que coisa simples mas eficiente.

      • Pois é, Davi Reis!
        Uma imagem fala mais do que 1.000 palavras…
        Esta foto é muito interessante e deve ter mitigado a curiosidade de muitos que leram o seu post sobre o recebimento da carta e deste mimo…
        Valeu!!!

    • Ricardo Kobus

      Bom dia, Alexander!
      Que rico conhecimento sobre Fuscas o senhor tem.
      Cada vez aprendemos mais.
      Bem que a Volkswagen do Brasil poderia fazer um evento desse para donos de Gol, para dar uma melhorada na fama dele que está meio apagada!
      Abraços.

      • Caro Ricardo Kobus,
        Grato por suas palavras, que refletem os mais de 30 anos de uma dedicação “como voluntário” à marca, com ênfase para o Fusca, mas com uma amplitude antigomobilista que já foi reconhecida publicamente. Mas em termos de Fusca sempre há coisas novas a serem “descobertas” é uma fonte inesgotável de pesquisa.

        Também acho que a VW do Brasil poderia fazer um encontro parecido de Gols, se bem que já ocorreu um no Sambódromo com a apresentação do que seria o primeiro Gol Placa-Preta. Mesmo assim, um encontro para brindar a longevidade do motor seria algo muito bom. Se bem que a comprovação dos 100.000 em carros que não continuaram fazendo as revisões em concessionárias ou oficinas autorizadas certamente será um problema a ser equacionado…

  • Rafael Schelb

    Simplesmente genial!!

  • Aureo Teixeira

    É um grande prazer ler um texto de tamanho nível de conteúdo! Um grande abraço!

    • Caro Aureo Teixeira,
      Agradeço a seu gentil feedback! Acredito que são as avaliações que definem a receptividade e a qualidade que os leitores encontram no meu trabalho, e o seu comentário me deixa contente e orgulhoso, bem como me dá mais forças para perseverar!

  • Cristiano Reis

    A Fiat até tentou aqui com o L’Unico, mas até mesmo eu que possuo um Linea na família, nunca soube para que servia.

    • Olha só, Cristiano Reis,
      Acho que este clube de relacionamento que a Fiat chamou de L’Unico parece mais uma “congregação secreta” pois eu não ouço falar sobre isto com freqüência (se bem que já tive um Fiat Tipo por muitos anos – vai ver que era pouco para participar de tal seleto grêmio de compradores Fiat) para que também não ouviu falar sobre isto, ai vai o briefing da Fiat sobre este assunto:
      Abre aspas:

      Clube L’Unico – O Clube de Relacionamento da Fiat

      O L’Unico é um clube para quem tem o privilégio de ter um Linea, 500, Freemont ou Bravo. Lá você encontra diversos benefícios, participa das ações de relacionamento e tem acesso a conteúdos e vantagens.

      Os principais benefícios são:

      Central de atendimento exclusiva

      Confiat, a assistência 24 horas da Fiat em caso de emergências

      Cartão Fiat ItauCard

      Se você possui um dos modelos: Linea, Fiat 500, Freemont ou Bravo, acesse o portal http://www.clubelunico.com.br, faça seu cadastro e descubra suas vantagens.

      Fecha aspas

      • Cristiano Reis

        Prezado Alexander, no início eles anunciavam mais vantagens como por exemplo na matéria de teste do 500 do próprio Ae:

        “Chega cercado de regalias, como no Linea e recentemente no Freemont, por meio do Clube L’único, que providenciará para o “sócio” ou “sócia”, reservas em hotéis, restaurantes, shows, além do serviço de leva e traz, com reboque ou motorista qualificado, para uma concessionária quando precisar de revisões, manutenções de ordem geral, instalação de acessórios ou mesmo uma emergência qualquer.”

        Ou como no teste do Linea pelo BestCars:

        “Para aqueles que adquirirem o sedã, a empresa oferece um
        programa de relacionamento chamado de Clube L’único. Dispõe de centro de
        atendimento telefônico exclusivo, em que o mesmo profissional atenderá o
        cliente desde a primeira reclamação até a solução do problema; convite
        exclusivos para shows e eventos; e um site com conteúdos específicos de
        automóveis, negócios, qualidade de vida e consumo.”

        Alguém aqui já teve ou conhece alguém que teve algum desses benefícios?

        • Eu não tenho conhecimento sobre isto, Cristiano Reis.
          Mas como se sabe, prometer e não cumprir é muito ruim e causa um baita estrago de imagem.

        • Davi Reis

          Tirando os ingressos para shows e eventos, me parece como uma central de relacionamento como outra qualquer. A não ser que exista alguma ordem secreta por trás disso, tipo os Iluminatti ou algo do tipo (risos).

  • Emerson Gagliardi

    Meus parabéns pela matéria, caro Alexander Gromow! Fantástico, tema conhecido por poucos… inclusive eu! Com una riqueza fotográfica espetacular! Valeu mesmo por mais essas informações!

    • Caro amigo Emerson Gagliardi,
      Grato por seu comentário! Como eu digo freqüentemente, a história do Fusca e as histórias do Fusca são inesgotáveis e eu tento garimpar neste interessante cabedal de “segredos”.
      Fico contente e gratificado quando este trabalho todo (que não é pequeno) é reconhecido; mais ainda nesta tribuna que o AUTOentusiastas oferece!

  • Humberto

    Tenho um carinho especial pelo Fusca. Aprendi a dirigir em um “Fuscão” 1500 1973 na década de 90. Longe de ter 100.000 km. Era pouco rodado, com 30 000 km e todo original. Adoro e tenho saudades de dirigir um Fusca. Abraços!

    Humberto “Jaspion”.

    • Beleza Humberto “Jaspion”,
      Um relato que certamente se encaixa no perfil de muitos de nossos leitores que certamente sentiram se identificados com o aprendizado de direção num Fusca.
      Se bem que no seu caso foi um Fusca muito especial…

    • Tessio R R Bonafin

      Que coincidência! Também aprendi a dirigir em um 1500 1973 vermelho. Depois este foi trocado por um 1300 1976 alaranjado. As lembranças engraçadas e recorrentes são duas, a porta do motorista abria enquanto o carro andava e o pedal do acelerador se prendia ao fundo. KKK.
      Tenho vontade de pegar um para reformar e cuidar. Abraços.

      • Maycon Correia

        Eu tive um desse 1500 vermelho montana com interior creme, era lindo aquele carro. Uma combinação perfeita e muito integro.

      • Lorenzo Frigerio

        Então somos três. Minha mãe tinha um 1500 1972 vermelho! Mas eu só dei umas voltas… minha mãe ficou apavorada com a história de um colega que foi ensinar a mulher a dirigir na USP e levou uma prensa dum guardinha. Eu tinha uns 14 ou 15 anos e tive que esperar até os 18.

  • Maycon Correia

    Um exemplo de manutenções rigorosas, como descrevia o manual foi o meu Fusca. Um exemplar modelo 1500 na cor bege claro e com bancos marrom escuro, comprado na Lepper Veículos, em Joinville no dia 3/12/1970. Por uma senhora que a época já nos seus 55 anos o teve como um filho. O manual dele pedia revisões a cada 2.500 km, e elas foram feitas. Até 1981 a de 50000 km, onde ganhou um manual do carro mais novo também 1981 e ali teve os prazos aumentados para cada 7500 km. Onde a ultima foi feita em 1996 aos 95000 km. Foi vendido em 1997 aos 97000 km para um finado amigo, que o trouxe a florianopolis e deu a sua filha que recém havia feito 18 anos. Rodaram até os 115135 km e eu o comprei em 31/03/2003. Com alguns detalhes a serem feitos.
    Por ter tido manutenção criteriosa ele rodou 6 anos sem pedir água. Única coisa que fizeram era trocar óleo e colocaram uma bateria durex (muito boa por sinal e que foi colocada no fatídico 11/09/2001)
    Fiz as manutenções necessárias nele, como pedia o primeiro plano a cada 2500 km. E por recomendação do meu atual mecânico que veio de revenda vw. Aos 129590 km aquele belo motor lacrado e com carimbos OK era retirado do carro pela 4* vez e seria a primeira retifica. Tudo perfeitamente no devido lugar, apenas uma folga axial que logo iria esfregar os munhões do virabrequim na carcaça virgem. Hoje está com 165910 km e com muita força. Sei que era a quarta retirada do motor pois já havia trocado 3 kit de embreagem na Delta veículos de joinville, que fez as revisões desde 1974 quando a Lepper fechou.
    Continha junto do manual, certificado de garantia, livrete de manutenções, carnê de 18 prestações pagas ao banco mercantil de SP que ainda existem, a nota fiscal de compra do carro, e um diário de bordo que dizia tudo que havia sido feito entre os 4km da entrega e 86500 km em 1992. Porém esses dois últimos estavam em péssimo estado e se desmanchando. Fui tirar cópia para preserva los e se esfarelaram.
    Pretendo manter o cuidado e deixá-lo para a próxima geração.
    Segue uma foto.

    • Relato emocionante!
      Teria lugar com louvor em meu segundo livro que é uma coletânea de causos.
      Um caso clássico de “maintenance by the book”
      Grato pelo comentário que enriquece a matéria!
      Saudações refrigeradas a ar!

  • Maycon Correia

    Na revisão de 1996 o meu ganhou o selo Qualidade Total VW em azul, no canto do pára-brisa, onde está até hoje.

    • Tem como tirar uma foto?
      Acho que seria muito interessante neste contexto e como documento histórico.

    • Davi Reis

      Algumas concessionárias usam esse adesivo até hoje, acredita? Meu carro recebeu um desses na revisão de entrega, com o prazo pra próxima manutenção e pedindo pra entrar em contato em caso de qualquer dúvida. Já era assim na época?

      Pessoalmente, me desagrada nele que o espaço pras anotações da próxima manutenção é muito pequeno, mesmo que eu sempre saiba de cor quando chega a hora da revisão. O adesivo novo é mais “clean”, tem a leitura menos poluída.

  • Fórmula Finesse

    Que histórias fantásticas!!

  • Eduardo Mizuno

    Alexander:
    Parabéns pelo bem elaborado material tanto pelo texto cheio de muita cultura, quanto pelas belas imagens verdadeiramente raras. Já lí vários livros sobre o Volkswagen, traduzidos para o português, mas nenhum deles passa perto deste assunto, o que para mim foi uma surpresa, este tipo de ação de marketing naquela época da guerra. Ganhei um pouco mais de cultura sobre VW. Obrigado.

    • Caro Eduardo Mizuno,
      Agradeço a seu comentário e fico contente que você aproveitou a leitura sobre estes acontecimentos do pós-guerra, poucos anos depois do do término desta deflagração mundial.
      Agora,um comentário “en passant” aproveitando a sua citação a livros sobre o Volkswagen traduzidos para o português. Lamento dizer isto, mas sugiro ser crítico na leitura da traduções que estão no mercado (sem esquecer quem muitas traduções em si foram muito mal feitas). Há uma saída para isto, a maioria dos títulos confiáveis foi traduzida para o inglês ou foi originalmente escrita neste idioma, portanto para quem lê em inglês há uma boa quantidade de livros bons a serem pesquisados.

      • Eduardo Mizuno

        Alexander:
        Já suspeitava de seu comentário sobre as traduções. Vou optar pela sugestão de leitura de versões em inglês.
        Obrigado pelo comentário e sugestão.

        • Caro Eduardo Mizuno,
          Fico à sua disposição para falar sobre este assunto.

  • Ricardo kobus

    Não precisaria necessariamente ser um encontro para comprovar a longevidade dos motores, mas poderia simplesmente ser para reunir donos de gols, sortear alguns prêmios entre outras coisas, lendo outros comentários, combinaria melhor com a sua história fazer um evento desse com o up! TSI.

  • Lucas Vieira

    Interessante mesmo essa idéia, mas parece que não éúnica da VW esse tipo de campanha, aqui no Brasil a Mercedfes Benz já fez o mesmo com sua linha de caminhões, talvez copiando essa idéia da VW. Tem selos de 800.000km e 1.000.000km. Vale a pena ler a matéria também. Abraço

    http://caminhaoantigobrasil.com.br/extra-mercedes-lp-331-um-raro-milionario/

  • RoadV8Runner

    Texto incrível, riquíssimo em detalhes e recheado de fotografias! Por isso que o motor do VW recebeu tão poucas alterações ao longo do tempo, pois desde o início apresentava uma robustez e simplicidade que o acompanhariam por toda a vida.

    • Grato, caro RoadV8Runner,
      Tai um assunto para si, o valente e confiável motor VW Boxer com seus 4 cilindros opostos e milhões de exemplares produzidos pelo mundo.
      Aliás, com tantos anos de Fuscamania, eu cheguei à algum tempo à conclusão que o gigantesco amor que os aficionados nutrem pelos Fuscas e seus parentes próximos tem um ator principal que é exatamente este motor. Ele não se resumiu a aplicações na terra, mas também no ar e no mar!!! Sem esquecer aquelas que discretamente ele exerceu em aplicações estacionárias de grande responsabilidade…
      Sou fã deste motor, ora se sou!!!
      Tenho uma grade pena do pouco caso que foi dispensado à sua despedida das linhas de montagem, quando a Kombi passou para o motor refrigerado a água…
      Não que eu não tenha lutado para que tivesse sido feita uma despedida respeitosa para este pequeno gigante da indústria automotiva mundial. Mas isto pode ser que seja tratado oportunamente…

      • Diplo86

        Concordo! Este motor não poderia ter ido embora sem uma grande homenagem e muita publicidade nos meios de comunicação. Foi uma grande injustiça com o motor, com os funcionários e ex-funcionários e com os clientes aficcionados.

        • Pois é, Diplo86,
          A minha idéia era fazer um evento convidando clubes VW internacionais e fazer uma despedida como este motor merecia. Também tinha sugerido que um motor fosse fundido num cubo de acrílico transparente e transformar isto numa estátua em homenagem ao motor a ser disposta na entrada da Diretoria da Fábrica.
          O que eu consegui foi motivar de alguma forma o lançamento de uma Kombi comemorativa, a Série Prata, mas de resto a VW do Brasil usou a mesma e desrespeitosa propaganda de 1986, na despedida do Fusca (“As vezes o avanço tecnológico de uma empresa não está no que ela faz. Mas no que deixa de fazer” – cuspindo no prato que a criou e alimentou até então!!!) também na despedida do Motor Boxer!!!
          Quem tiver curiosidade sobre o assunto pode dar uma olhada na página (mas leiam até o fim da página para ver também o chamamento que eu havia feito em prol de um despedida respeitosa):
          http://www.gromow.com/vwengine/Boxer-POR.htm
          De nada adiantou toda esta ação, pois a Sra. Júnia de Sá, então Diretora de Assuntos Corporativos e Imprensa, não deu atenção às centenas de cartas recebidas de vários países…
          Vejam o chamamento que faz parte de minha página:

      • RoadV8Runner

        Totalmente de acordo que o motor VW “a ar” merecia uma despedida com toda pompa e circunstância pelo que representou mundialmente. Sem exagero, o fim de produção dos motores VW refrigerados a ar marcou o fim de uma era. Acredito que a esmagadora maioria das pessoas que nasceram dos anos 40 para cá tenha alguma história relacionada a esse motor, que, aliás, também sou fã!

      • Lúcio Wiborg

        Uma vez eu li sobre uma aplicação estacionária como compressor de ar muito interessante, se usava dois cilindros do motor como o próprio compressor, e os outros dois moviam a máquina.

      • Daniel S. de Araujo

        Caminhão-pipa daqui da Prefeitura Municipal de Garça (SP). Olha o motor da bomba.

        • Pois é Daniel S. de Araujo,
          Ai está uma das aplicações “anônimas’ porém importantes do glorioso Motor VW Boxer, numa aplicação de motor estacionário tocando a bomba do carro pipa!!!
          Belo acréscimo à matéria, grato e parabéns pela pesquisa de campo!

  • Muito bom, obrigado!
    Agora é batalhar para manter o nível, não é mesmo?

  • Leonardo Mendes

    O relacionamento das fábricas com seus clientes, hoje em dia, se resume a “você aí no seu computador recebendo as mensagens pré-elaboradas que enviamos do nosso computador.”

    Triste constatar como a tecnologia e os avanços inerentes a ela reduziram a comunicação interpessoal a quase zero…

    • Pois é Leonardo Mendes,
      Muita coisa é por computador e telefone e pouca a nível interpessoal, mas há uma esperança, uma luz no fundo do túnel, veja o que o Davi Reis, reportou:

      “Perfeita essa estratégia, é o tipo de coisa que custa pouquíssimo à marca mas que faz uma boa diferença diante dos consumidores. Por exemplo, pouco depois de ter comprado o meu Fox, a VW me mandou um livrinho falando mais sobre os serviços disponíveis, uma carta desejando as boas-vindas e muitas felicidades com o carro e também um chaveiro cromado do logo da marca. Custo praticamente zero para eles, mas é um gesto simples e inesperado que agrada.”

      Depois ele postou uma foto do brinde recebido:

  • Davi Reis

    Legal esse pendrive. A não ser que eu esteja enganado, seu cunhado deve receber ainda outro pacote, que é do “Volkswagen Premium”, exclusivo pros carros mais caros da marca.

    • Henrique Lopes

      Vou perguntar a ele sobre isso e também se havia conteúdo no pendrive.

  • Davi Reis

    Futebol e carro são duas coisas que não deviam andar juntas (risos)! E falando em propaganda, eu gostei mesmo foi dessa do Focus Fastback, com o Gerard Butler. Ficou de extremo bom gosto.

    • Propaganda já é outro departamento, no qual a VW de hoje em dia parece estar perdendo a mão, a ver pela propaganda pífia do up! Um carro conceitualmente novo (3 cilindros) e vencedor nos crash tests, mas foi promovido com gente idiota a balançar a cabeça. Escrevi para a VW do Brasil protestando!!!

      • Mr MR8

        Realmente, faltou apelo emocional à campanha de lançamento do Up aqui no país. Podiam pelo menos copiar os comerciais da BMW alemã, que são fantásticos!

        • Caro Mr MR8,
          A meu ver o que faltou foi racional à propaganda do up! Exageraram nas brincadeiras e palhaçadas e não mantiveram o foco no carro revolucionário que na verdade é. Um modelo melhorado em relação ao próprio up! alemão que não chega aos pés do nosso…

      • Davi Reis

        Achei a propaganda “divertida”, já que essa era uma ideia do carro, mas ela dizia muito pouco, realmente. O Up em si, sempre foi um ótimo produto, mas nasceu com uma estratégia muito errada. Só agora que as coisas se acertaram e as vendas reagiram.

  • Maycon Correia

    Tem esse pedaço de foto aqui com a praia da joaquina em florianopolis ao fundo, a foto aparece pequeno o adesivo mais já da para ter uma idéia.

  • Maycon Correia

    Obrigado pelo reconhecimento, trabalhamos para mantê-los vivos e em melhor estado possível. E o reconhecimento é o que nos move!

    • Na minha opinião, caro Maycon Correia, você merece “Suma cum Laude” (o mais alto de três graus de louvor, concedidos a diplomas).
      Acho que existem mais exemplos de “excelentes tratos” com Fuscas, coisas assim deveriam ser registradas.
      Quem sabe outros exemplos aparecem por aqui!

      • Maycon Correia

        Meu pai trabalha com os VW desde cedo, e para eu nascer em março de 1984 meu pai levou minha mãe para a maternidade em um Bizorrão amarelo 1974 que meu tio mantinha a pão de ló. Depois que eu nasci ele vendeu sua Honda Turuna e comprou seu “primeiro” carro depois de adulto: uma Brasília branca std 1979 e não parou mais. Algum tempo depois ele comprou em setembro de 1986 um desses 1600 brancos do ano que era da Central do Brasil malotes. Sete meses de uso e capotado aos 147 mil km.
        Sei dizer que não se passou um ano que não tenha comprado e salvado algum VW a ar… Ele mexe com pintura restauração e embelezamento.
        Possuímos esse Fusca 1500 referido acima, que foi escolhido a dedo.
        Uma Kombi Cipper std 1976 com 46 mil km originais (algo realmente estranho, pois possui forro inteiro no teto como uma luxo e é original de fábrica) ela era de Bauru e trabalhou pouco em uma loja de presentes finos que existe até hoje. a Casa Cecy. Ela foi reparada e se encontra em 95% de originalidade

        Pelas contas de marcação em um rascunho de controle, já tivemos algo perto de 120 VW a ar, e enquanto pudermos achá-los em estado de salvação e tivermos força para efetuar tal façanha, com certeza faremos com orgulho.

        • Que fantástico relato, acho que está na hora de você escrever um livro contando a sua história com os VW’s!!!
          Olha que este eu compraria!!!

  • Que belo exemplo você indicou, caro Lucas Vieira!
    Um caminhão Mercedes que rodou um milhão de quilômetros com o mesmo motor!!! Acho que não deve ser uma coisa tão freqüente assim…
    Certamente as plaquetas comemorativas da MB lembra as da VW, mas com números bem maiores…
    Esta foto, do Site que você indicou, impressiona:

    • Lucas Vieira

      Hoje é comum chegar a essa quilometragem, estranho é um caminhão não atingir ela, mas na década de 60, a história era outra…. lubrificantes sem aditivos, diesel com enxofre nas alturas, estradas lentas e tantos outros empecilhos. Por exemplos como esse que a Mercedes ganhou a fama e reconhecimento de excelência em seus produtos, pois na época era uma desconhecida, num país dominado por caminhões americanos, e em sua maioria a gasolina.

      Abraço

  • Antonio do Sul

    Entao, alguns Fuscas vendidos nos Estados Unidos foram produzidos aqui no Brasil? Como nunca havia ouvido nada sobre isso, acredito que tenham sido exportadas muito poucas unidades. (Como escrevo de um outro computador, com teclado para americanos, peco-lhe perdao pelos erros de acentuacao).

    • Ora Antonio do Sul, os carros que a VW do Brasil tentou introduzir nos EUA não foram Fuscas não!! Foram, por exemplo, o Voyage que foi renomeado como Fox (já ouviu este nome em algum lugar?). Era um carro com muitas modificações/melhorias em relação ao carro nacional (lembre-se que estamos abaixo do equador – e o que era feito aqui vendia e ninguém achava ruim, pois, certamente, os consumidores não tinham um termo de comparação). Veja uma das fotos de propaganda:

      • Antonio do Sul

        Nos Estados Unidos, ainda hoje existem alguns “Fox” sobreviventes, mesmo que as suas vendas por la tenham cessado em 1993. Acho que o problema desse Voyage “americano” foi a obsolescencia tecnologica, e nao a falta de qualidade de manufatura.

        • A manufatura destes carros era muito caprichada, até a chapa usada era de melhor qualidade; e muitos aspectos foram melhorados para atender à legislação e às exigências do mercado americano.
          Quanto a sobrarem carros “Fox” nos EUA não devia ser nada de extraordinário, pois até Dauphines sobraram por lá, coisa de colecionadores…

      • Leo-RJ

        Caro Alexander Gromow,

        Aproveitando o “gancho”, houve fabricão do VW Fusca nos EUA ou todos eram importados da Alemanha e/ou México?
        At.

        • Salve Leo-RJ,
          Não houve produção de Fuscas nos EUA, todos vieram inicialmente de Wolfsburg e depois de Emden, onde a fabricação do Sedan foi encerrada em 1978.
          Com o tempo os Fuscas alemães para os EUA foram sendo adaptados às modificações das Leis americanas, tanto que os último tinham um para-brisas bem abaulado para aumentar a distância entre a cabeça do motorista e a superfície do vidro – exigência legal! Estas modificações não foram feitas no México, portanto os carros mexicanos não atendiam às exigências americanas na época. Portanto estes carros não foram levados pela VW para os EUA, se bem que por alguns anos o mercado de Fuscas ainda existente na Europa foi atendido por carros mexicanos. Na época já com o motor com injeção direta Digifant da Bosch – muito boa, andei num carro deste no México um foguete e motor muito elástico.
          Já deu para sentir mais uma vez como os Fusca brasileiros permaneceram atrasados evolutivamente ( por supuesto vivimos abajo del ecuador…)

          • Leo-RJ

            Grande Alexander,

            Obrigado pela resposta e pela aula mesmo.

            Imagino que esse motor com injeção Digifant deixe mesmo o velho motor a ar um pequeno foguente! E é verdade, até nossos queridos Fuscas de “terras brasilis” permaneceram atrasados em sua evolução…

      • Lorenzo Frigerio

        O que era interessante era ser 4 portas, numa época em que isso era coisa de táxi. Quando eu ainda morava no Jardim Europa, tinha um Voyage preto sempre parado na rua Escócia. Era meio que transformado para Fox, 4 portas, com rodas orbitais 15, então incomuns. Chamava a atenção porque o cara teve bom gosto na equipagem.

  • Diplo86

    Parabéns! Obrigado por compartilhar essa linda história!

    • Maycon Correia

      Disponha, lutamos para preservar a história e a melhor parte é que não estamos sozinhos!

  • Diplo86

    Por enquanto não tenho o que reclamar, mas só fiz duas revisões nas concessionárias VW. Mas se fosse para receber uma plaquinha dessa certamente eu pensaria muito em continuar lá após o término da garantia. É uma forma de fidelizar o cliente! Mas tem que trabalhar direitinho! Por outro lado ainda não tenho o TSI, mas com uma campanha dessa seria um estímulo a mais.

  • Daniel S. de Araujo

    Vou postar. Arrancaram todo o Thermac e esqueceram de tapar esses orificios.

  • Daniel S. de Araujo

    Foram esses orificios que deixaram aberto, Alexander.

  • Daniel S. de Araujo

    Alexander, exemplos que eu já vi
    -> Meu Gol 1600 CHT a álcool. Fundiu na minha mão com 330 mil km originais (era um carro surrado).
    -> Gol 1600 CHT a gasolina que meu pai teve na empresa dele. 630 mil km com motor original
    -> Santana 2.0 de um amigo meu. 590 mil km com troca apenas do cabeçote. Aliás esse Santana só tinha 3 marchas: 1, 4 e 5. Um carro extremamente mal cuidado.

    • Quilometragens grandes, e o interessante é que você ressaltou que os carros em questão eram mal mantidos…
      Imagine só se tivessem sido bem tratados…

  • Daniel S. de Araujo

    Alexander, narrarei um fato que aconteceu quase 8 anos atras.

    Havia na Cooperativa local um senhor que quase a vida inteira foi balanceiro de caminhão. E a rotina dele era pesar os caminhões, imprimir o tíquete e cobrar a pesagem. E para cortar o tiquete ele usava um pequeno canivete já gasto pelo tempo. Ao ver aquilo peguei um canivete multifunção que tinha (que era mais que o suficiente para o serviço de cortar o tíquete) e troquei pelo canivete surrado. Quase que o senhor não aceita por achar que o canivete dele era simples demais para o que eu estava oferecendo mas falei que não, que estava certo de meu ato.

    Olha o canivetinho que eu acabei trocando com o balanceiro

  • Belo gesto caro Daniel S. de Araujo,
    Nada como reconhecer as pessoas por seu engajamento no trabalho. Parabéns pela atitude.
    Mas fazendo um estudo de caso: algo estava errado com o sistema que imprimia documentos que ainda tinham que ser cortado, faltou um olhar mais crítico e racional no sistema…

    • Daniel S. de Araujo

      Alexander…Por essas coisas que a cooperativa não existe mais hoje…rs

      Mas meu objetivo maior mesmo foi guardar essa relíquia que estava na mão do balanceiro, canivete que um dia deve ter sido dado de brinde a alguém e de mão em mão foi parar na mão desse homem e que, na falência da cooperativa, provavelmente seria jogado fora…

      Resultado: O homem ficou feliz com a lâmina nova e eu fiquei feliz com um canivete “Volkswagen”

  • Leo-RJ

    Caro Alexander Gromow,

    Novamente um belíssimo texto em uma matéria absolutamente interessante… Você está me contaminando. Vou acabar comprando um Fusca ou uma Kombi… rsrsrs…

    Muito interessante as premiações e plaquetas dos encontros. E, curioso que mesmo aqueles que têm modelos mais novos acabam colocando essas plaquetas em seus carros.

    At.

    • Bacana, caro Leo-Rj,
      Será que logo teremos mais um “Fuscamaniaco Praticante”?
      Estas plaquinhas de 100.000 km e até algumas de 200.000 km são muito disputadas, elas estabeleceram um tipo de marca registrada da qualidade do motor VW Boxer…
      Olhe só duas da coleção de um bom amigo de São Paulo, ele as trouxe da Alemanha (a dos 100.000 km já está num dos carros dele):

      • Maycon Correia

        Belos presentes, porém só a de 100 mil km teria utilidade, já que o meu teve o motor aberto aos 129 mil km e hoje está com 166.004 km

  • Lucas Vieira

    Cristiano, já trabalhei em alguns eventos para esse Clube L´único, a Fiat alugava minhas vans, pilotava elas, e o serviço consistia em buscar clientes em casa e levar para eventos, como shows, museus, visitas a fábrica etc, eventos esses sempre patrocinados pela Fiat. Um dos mais curiosos foi o Comida de Buteco, saímos com uma turma de 6 casais, percorrendo vários botecos da cidade, tudo 0800…. Mas tem tempo que não faço esse serviço mais. Isso aqui em Belo Horizonte. Tenho até alguns souvenirs ainda, como camisetas, bonés, carros miniatura, garrafas d´água, etc, sempre sobrava alguma coisa.

    A Iveco faz algo semelhante também, já fiz muitos serviços do gênero e visitas técnicas a fábrica levando clientes.

  • JC Kloske

    Parabéns Alexander, pela excelente reportagem!

  • Leo-RJ

    Caro Alexander Gromow,

    Pode ser… como um Fusca foi meu primeiro carro e já tive uma Kombi também, suas matérias estão reativando o “vírus” (benéfico) dos “VW a ar”… rs.

    Por fim, acho essas plaquinhas muito interessantes e bonitas! Dão um charme especial ao modelo, que já é um charme por si só.

    Obrigado por compartilhar essas aí de cima, da coleção do seu amigo.

  • Rogério Oliveira

    GromoW, Magnifica matéria! Como comentei na matéria da Sabrico, sou apaixonado pelos anos 50! É um sentimento como tivesse vivido esta época! Voltando! Linda matéria destes eventos! Estas placas comemorativas extremamente raras, devem ser um orgulho inexplicável, por que á tem! Ganhei do meu Sogro, um chaveiro em couro , referente ao lançamento do Gol em 79/80 e também um chaveiro em aço com á famosa frase ¨Eu amo Fusca¨, escrevi amo, mas no chaveiro, é um coração, entregue aos funcionários, juntamente com uma camiseta, no lançamento do Fusca Itamar! Estes chaveiros, são guardados com muito carinho, imagine o valor destas placas!

    Obrigado por compartilhar mais este conhecimento!