Na década de 1960 houve uma conversão de Kombis de primeira geração (T1), originalmente com parabrisa bipartido, tipo furgão, para “algo customizado” com decoração própria, teto panorâmico elevado, acomodações melhoradas e janelas bem ampliadas.

Este modelo, chamado VW Auwärter Carlux, é particularmente raro e foi realizado pela Auwärter (Ernst Auwärter Karosserie- und Fahrzeugbau KG), uma empresa de Stuttgart, Alemanha, especialista em carrocerias de ônibus, fundada em 1854 e que existe até hoje. Desde 1953 ela passou a produzir ônibus com estrutura monobloco com a renomada marca Neoplan, que é um acrônimo para Neuzeitliche Omnibus-Planung (planejamento de ônibus de tempos modernos), que hoje em dia é uma das marcas do grupo MAN Truck & Bus AG, uma das empresas do atual Grupo Volkswagen!

AG-07-Foto-02  CARLUX: KOMBI OU ÔNIBUS, OU QUEM SABE DE TUDO UM POUCO? AG 07 Foto 02

Logo do ônibus Neoplan

Curiosamente, circula na internet uma informação errada creditando a construção destas adaptações em Kombis à firma suíça Beutler (Gebrüder. Beutler & Cie), responsável por carrocerias memoráveis feitas para fabricantes como Austin, Bentley, BMW, Bristol, Bugatti, Citroën, Delahaye, Fiat, Healey, Jaguar, Jowett, Lancia etc. E que também se divertiu fabricando carros e pequenos utilitários com componentes VW e sedãs com componentes mistos VW e Porsche.

A criatividade dos designers de carroceria da Auwärter pode ser vista nestes dois exemplos de ônibus antigos. Atente para os tetos transparentes que eram uma especialidade desta empresa e que, certamente, foi um dos critérios para a sua escolha no caso do VW Auwärter Carlux:

Voltando à surpreendente versão da Kombi, da qual foram convertidas apenas 24 unidades entre 1960 e 1963, ela foi usada por uma cadeia de hotéis suíça como veículo de turismo, especialmente nos Alpes. Estes carros tinham a finalidade de oferecer aos seus oito passageiros mais espaço e, acima de tudo, uma incrível vista panorâmica, incluindo a vista para cima sem ter que abrir um teto solar. Ao contrário do fantástica Kombi de 23 janelas conhecida por Samba Bus, de teto solar de lona que precisava ser aberto, e oito pequenas janelinhas no teto e, portanto, com uma visibilidade menor do que a oferecida pela Carlux (veja no fim da matéria a foto de vários Samba Bus na foto do showroom da restauradora alemã The Bug Box).

Por falar nisto, em 1970 eu fui de Capri na Itália, até Ana Capri, a bordo de uma Kombi Samba, numa estradinha de montanha, com teto aberto, jamais esqueci aquele passeio!

Na Carlux, o teto foi elevado e, portanto, a superfície transparente, em vidro e acrílico fumê, resultou na maior área possível, incluindo o pára-brisa aumentado. O teto elevado também ajudava na movimentação dos passageiros dentro do veículo.

Hoje, ao que tudo indica, restaram apenas três remanescentes do Carlux, o que já é um milagre pela pequena quantidade convertida. Incluindo um, ano 1962, este em condições de uso, estava nas mãos do especialista em Volkswagens antigos alemães, o conhecido Walter Jelinek, proprietário da internacionalmente conhecida The Bug Box, da cidade de Weiden, Alemanha. Ele transformou o carro para “Hot” com suspensão rebaixada, tirou o pára-choque traseiro e os escapamentos de caminhão, instalou um motorzão e rodas especiais, para desespero dos puristas.

AG-07-Foto-05  CARLUX: KOMBI OU ÔNIBUS, OU QUEM SABE DE TUDO UM POUCO? AG 07 Foto 05

O Carlux 1962, que depois foi adquirido por Walter Jelinek da The Bug Box, estava em condições de uso, mas estava maltratado, tinha escapamentos estilo caminhão de gosto duvidoso e nada originais, rodas originais e para-choques na frente e atrás

 .

AG-07-Foto-06  CARLUX: KOMBI OU ÔNIBUS, OU QUEM SABE DE TUDO UM POUCO? AG 07 Foto 06

Nesta fase o Carlux já pertencia a Jelinek, perdeu o pára-choque traseiro, ganhou um motorzão, rodas e teve sua suspensão rebaixada; a inscrição The Bug Box nas laterais já começava a fazer propaganda para a empresa

Mas quis o destino que houvesse uma reviravolta na história desta raridade. Um cliente da The Bug Box já vinha namorando o carro quando ele ainda pertencia a Walter Jelinek, e estava fortemente descaracterizado. Depois de demoradas e difíceis negociações o carro foi vendido, mas foi uma venda casada com um caríssimo contrato de restauração integral e devolução do carro às suas condições “originais”, ou seja, como saiu da Auwärter.

AG-07-Foto-07  CARLUX: KOMBI OU ÔNIBUS, OU QUEM SABE DE TUDO UM POUCO? AG 07 Foto 07

Aqui o Carlux, um pouco antes de sua venda; numa cena tipicamente alemã com a família Jelinek trajada a caráter; o carro já tinha ganho um banho de loja, mas sem muito capricho

O serviço de restauração começou no segundo semestre de 2012 e levaria tempo para ficar pronto, pois havia muitas partes fortemente enferrujadas e maltratadas que demandariam um trabalho minucioso e complexo. Até a Auwärter foi consultada e, por sorte, o seu idoso proprietário ainda se lembrava do carro e pôde dar preciosas dicas, em especial sobre a construção do teto, item mais complexo nesta restauração, verdadeiro salto no escuro, pois não havia parâmetros ou catálogos onde se pudesse encontrar detalhes.

AG-07-Foto-08  CARLUX: KOMBI OU ÔNIBUS, OU QUEM SABE DE TUDO UM POUCO? AG 07 Foto 08

Na segunda metade de 2012 foi dado início à difícil restauração deste Carlux, e já na desmontagem foram sendo encontrados os pontos que iriam demandar mais trabalho, em especial a estrutura do teto e os vidros que estão em primeiro plano, no chão

.

AG-07-Foto-09  CARLUX: KOMBI OU ÔNIBUS, OU QUEM SABE DE TUDO UM POUCO? AG 07 Foto 09

Durante a desmontagem a intrincada estrutura customizada do teto mostrou seus detalhes

Um aspecto interessante foi descoberto durante o trabalho de desmontagem do carro. Por baixo da tinta azul foram encontrados vestígios de tinta vermelha e branca! Será que este carro poderia ser o Auswärter Carlux que aparece em cenas do filme “Ein Herz geht auf Reisen” (Um coração sai de viagem), lançado em 1969, estrelado por Hentje, um cantor-mirim alemão ídolo na década de 60? Esta é uma possibilidade que o pessoal da The Bug Box tentará pesquisar cuidadosamente.

AG-07-Foto-10  CARLUX: KOMBI OU ÔNIBUS, OU QUEM SABE DE TUDO UM POUCO? AG 07 Foto 10

Nas portas foram encontradas as cores branca e vermelha; poderia ser um indicativo do carro ter sido um carro histórico que participou de um filme?

Aí vai o trecho do filme em questão. Apesar da cantoria é possível ver o veículo em ação. Se preferir, baixe o volume e curta a imagem da perspectiva de um passageiro, para depois ver o carro andando pela estrada e depois embarcando em um ferryboat:

Alguns detalhes do minucioso trabalho de reforma deste Carlux demonstram as razões do renome internacional desta oficina de restauração, que no caso mais parece uma refabricação.

AG-07-Foto-17  CARLUX: KOMBI OU ÔNIBUS, OU QUEM SABE DE TUDO UM POUCO? AG 07 Foto 17

Vista parcial do interior da oficina da The Bug Box que demonstra que em matéria de Kombis e demais veículos VW e Porsche estes camaradas são mestres; este nível de trabalho é referência mundial

Mudando o foco, vamos para a localidade de Kaufdorf no Cantão de Berna, na Suíça, onde carros e motos começaram a ser acumulados em 1933 para serem canibalizados, servindo de fonte de peças. Portanto, havia raridades muito interessantes que foram sendo acumuladas por lá. Este ferro-velho foi desmantelado em 2009, quando alguns carros foram vendidos, portanto salvos da extinção. Os demais foram sucateados por ordem de uma corte suíça com base em danos ambientais, para que o local do ferro-velho retornasse às suas condições originais. Naquela oportunidade havia aproximadamente 1.000 restos de carros e 400 motocicletas, amontoados e já envoltos pelo mato, apodrecendo lentamente. Mas certamente muitos ainda teriam como ser recuperados.

AG-07-Foto-18  CARLUX: KOMBI OU ÔNIBUS, OU QUEM SABE DE TUDO UM POUCO? AG 07 Foto 18

Foto do ferro-velho de Kaufdorf na Suíça um pouco antes de seu desmantelamento definitivo; certamente, cenas como esta vão deixar muitas pessoas tristes, eu me incluo entre elas

Dentre as raridades adormecidas neste ferro-velho havia um outro Carlux 1961 que ficou 40 anos por lá até ser vendido para um colecionador da Alemanha em 2009 um pouco antes do desmantelamento definitivo deste ferro-velho, e cujo paradeiro era desconhecido, mas recentemente a coisa mudou de figura.

AG-07-Foto-19  CARLUX: KOMBI OU ÔNIBUS, OU QUEM SABE DE TUDO UM POUCO? AG 07 Foto 19

Este Carlux 1961 foi salvo do desmantelamento deste ferro-velho em 2009, e o seu paradeiro permaneceu desconhecido até pouco tempo

Mas, ao que tudo indica, milagres acontecem e recentemente a The Bug Box foi atrás e conseguiu resgatar este segundo Carlux para ser reformado. E isto será um desafio muitas vezes maior do que o do primeiro que estava em condições de uso ao ser iniciada sua restauração. Como pode ser visto na foto abaixo, a ferrugem caia espontaneamente no chão onde o Carlux II estava parado, tanto que na foto seguinte, já com o que sobrou deste Carlux no elevador, a primeira tarefa foi varrer toda esta ferrugem. Agora é pôr mãos à obra para resgatar da extinção mais esta raridade. Certamente o Carlux I irá servir de parâmetro para o Carlux II e alguns custos serão racionalizados, como a confecção da parte envidraçada. Quanto vai sair? Acho que isto não é uma preocupação importante neste momento.

AG-07-Foto-20  CARLUX: KOMBI OU ÔNIBUS, OU QUEM SABE DE TUDO UM POUCO? AG 07 Foto 20

O Carlux II chegando à The Bug Box mostrando a severidade dos estragos impostos pelos anos ao relento deixando rastros de ferrugem

.

AG-07-Foto-21  CARLUX: KOMBI OU ÔNIBUS, OU QUEM SABE DE TUDO UM POUCO? AG 07 Foto 21

Depois de colocar o Carlux II no elevador restou o trabalho de varrer a ferrugem caída no chão

Como visto, é uma missão impossível ter um outro Carlux em sua coleção, assim a única coisa que resta fazer é comprar uma miniatura de Carlux.

AG-07-Foto-22  CARLUX: KOMBI OU ÔNIBUS, OU QUEM SABE DE TUDO UM POUCO? AG 07 Foto 22

Modelo do Auwärter Carlux em escala 1:43 feito pela Matrix

Mas uma coisa está certa para delírio dos puristas: tomando por base a notável qualidade das restaurações da The Bug Box restarão dois VW Auwärter Carlux impecáveis, em estado de novo, que ocuparão o seu lugar na galeria dos e raríssimos e exóticos veículos derivados da Kombi. Mas isto não tem data marcada para se tornar realidade, já que o primeiro Carlux está atualmente como a foto abaixo mostra, com a funilaria pronta, em estado de zero, aguardando a pintura, mas ainda há muita coisa a fazer.

AG-07-Foto-23  CARLUX: KOMBI OU ÔNIBUS, OU QUEM SABE DE TUDO UM POUCO? AG 07 Foto 23

O Carlux I, que está aos cuidados da The Bug Box, está pronto para entrar na pintura e agora servirá de parâmetro para a restauração do Carlux II

Sem esquecer que o que existe de um Carlux III por aí. Será que este será resgatado também? A The Bug Box está mesmo se especializando neste tipo de conversão de Kombi.

Esta é uma história incrível, daquelas que só o amor pela marca VW e uma polpuda conta bancária pode explicar.

E para não deixar dúvidas sobre a qualidade de restauro da The Bug Box, incluí uma foto de uma série de Samba Buses restaurados por esta empresa. Talvez estejam melhores do que quando saíram da fábrica.

Cada uma pode valer centenas de milhares de dólares, a julgar pelos recentes leilões nos EUA, e são um sonho, talvez intangível, para muitos colecionadores!

AG-07-Foto-24  CARLUX: KOMBI OU ÔNIBUS, OU QUEM SABE DE TUDO UM POUCO? AG 07 Foto 24

Incríveis Samba Buses no showroom da The Bug Box

AGr

Nota do Autor: este material foi originalmente publicado na minha coluna “Volkswagen World”, do Portal Maxicar (www.maxicar.com.br), e esta publicação ocorre de comum acordo com o meu amigo Fernando Barenco, gestor do MAXICAR, companheiro de muitos anos de trabalho em prol da preservação dos veículos VW históricos e de sua interessante história. O conteúdo foi revisado, ampliado e atualizado. O seu conteúdo é de interesse histórico e representa uma pesquisa bastante aprofundada do assunto. Pesquisas complementares na internet. Ilustrações: pesquisa na internet.
A coluna “Falando de Fusca” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 

 

Sobre o Autor

Alexander Gromow
Coluna: Falando de Fusca & Afins

Alemão, engenheiro eletricista. Ex-presidente do Fusca Clube do Brasil. Autor dos livros "Eu amo Fusca" e "Eu amo Fusca II". É autor de artigos sobre o assunto publicados em boletins de clubes e na imprensa nacional e internacional. Além da coluna Falando de Fusca & Afins no AE também tem a coluna “Volkswagen World” no Portal Maxicar. Mantém o site Arte & Fusca. É ativista na preservação de veículos históricos, em particular do VW Fusca, de sua história e das histórias em torno destes carros. Foi eleito “Antigomobilista do Ano de 2012” no concurso realizado pelo VI ABC Old Cars.

Publicações Relacionadas

  • pkorn

    A Kombi é meu VW a ar favorito, simpática, prática e com uma infinidade de usos, bem legal mesmo.

    • Certo pkorn,
      A Kombi tem um carisma todo especial, sem dúvida alguma, se bem que eu acho que o que realmente une a todos os amantes dos produtos VW antigos é o motor VW Boxer refrigerado a ar e sendo assim, vale tudo até a moto Amazonas…

      • Mauro

        E que tal um post sobre ela?

        • Tudo a seu tempo, caro Mauro…
          O assunto sugerido será inicialmente tratado num e-book que sairá antes da comemoração dos 60 anos da Kombi…

  • Gabriel Felipe Moretti

    Enquanto isso, o Autoentusiastas puxando a sardinha da VW, sem dar sequer uma nota a respeito das fraudes sobre emissões, em carros de todas empresas do grupo.
    Sou fã do site, mas este silêncio muito me incomoda…

    • Gabriel Felipe Moretti,
      Aqui ninguém está puxando saco da VW, esta coluna se chama “Falando de Fusca” e eu sou o seu redator – qualquer dúvida sobre isto é comigo mesmo.
      Não vou deixar de falar sobre este assunto só porque alguns funcionários idiotas da Volkswagen atual exacerbaram em sua já conhecida prepotência e fizeram um crime, caso de polícia!
      Tudo isto é uma grande tristeza para quem gosta da marca. Fazer este crime contra o meio ambiente, sem se preocupar com as conseqüências é algo inusitado; e tudo isto foi descoberto logo nos EUA onde o pessoal já não cai de amores pela VW atual, só o Fusca e a Kombi conseguiram fazer a cabeça do povo americano. Fica a pergunta sobre a competência atual do TÜV que não viu nada de diferente nestes carros “maquinados”???
      Mas a partir da escandalosa tentativa na década de 70 de empurrar um arremedo de Golf made in USA (piorado pelos executivos americanos contratados dela VW no mercado ianque aos compradores acostumados com a confiabilidade dos veículos VW a ar) iniciou uma era que ainda não se encerrou de “franca rejeição pela marca” e que com este descalabro pode não se encerrar jamais!!!
      O pior: a incrivelmente bem valorizada indicação “Made in Germany” sofreu um golpe quase mortal, a Alemanha como um todo vai ter problemas por um bom tempo, pois a Volkswagen era um grande baluarte desta “classificação de qualidade” e agora, depois desta “traição”, vai levar muito tempo para recuperar o renome, mas é de se esperar que a “dúvida sobre a honestidade da indústria alemã” permanecerá ao menos para as duas ou três gerações de consumidores futuras em nível mundial (devido ao alarde que se espalhou pela imprensa global).
      Acho que os executivos que foram de alguma maneira responsáveis por esta barbaridade com as emissões dos veículos diesel deviam todos serem presos e julgados como criminosos de lesa pátria, no caso a pátria Alemã. Se não tinham como produzir veículos Diesel que atendessem às normas e deixassem de fazê-lo e voltassem para as pranchetas, pois, como estamos dolorosamente a ver, a velha realidade se confirma: “quem não tem competência não se estabelece” e “mentira tem pernas curtas”…

      Mas, repito, esta é uma coluna de carros “Vintage” dos tempos nos quais não existia “centralina” que permite alterar os parâmetros de testes de emissão… A gente “maquinava” os carros é com um araminho…

  • Gabriel Felipe Moretti

    Quero pedir desculpas pela mensagem anterior, havia procurado e não havia achado nada sobre o assunto, depois de fuçar bastante achei.
    Novamente mil desculpas.

  • Mr. Car

    Não conhecia, Gromow. Ficou perfeita para uso em passeios turísticos, mas…é feia a bichinha, heim, he, he? Ao contrário das “Samba”, muito bonitas. Das nacionais, minha preferida é aquela dos anos 60, versão de luxo, com seu interior caprichado, e também a versão seis portas, além daquelas que são transformadas em motorhomes, embora tenha a impressão de que se arrastem por terem muito peso para pouco motor, e que fiquem ainda mais instáveis pelo aumento do centro de gravidade. E fiquei encantado com a excelência desta empresa de restauração, sonho mesmo de todo colecionador que sabe o quanto sofre por falta de mão de obra ou por conta de serviços porcos de muitos profissionais do ramo.
    Para pensar: “Em certas circunstâncias, um palavrão provoca um alívio inatingível até pela oração”. (Samuel Langhorne Clemens = Mark Twain)
    Para ouvir (Youtube): “Gotthilf Fischer & Chor – Gefangenenchor aus der Oper Nabucco 2007”
    PS: Adoro este coral. Sempre que ouço isto os olhos marejam, e fico pensando que divindade se apossou de Verdi, para compor uma coisa linda destas! Em tempo, Gromow: o ônibus que aparece neste vídeo, de certa forma remete ao Carlux.

    • Sem dúvida Mr. Car,
      A The Bug Box é uma das melhores do mundo, e tem um padrão de qualidade muito alto. A própria VW também oferece serviço de recuperações em veículos antigos da marca.
      Fiquei em dúvida sobre o ônibus que você viu no vídeo, em que marcação de tempo foi? Reví o vídeo duas vezes e só vi a ptópria Carlux desfilando pelas estradas alemãs…
      Grato por seu comentário.

      • Mr. Car

        Gromow, está havendo uma confusão, he, he! O vídeo que eu falo não é o que você postou, e sim o da música no Youtube, que eu indiquei em meu comentário.
        Abraço.

  • Fat Jack

    Quando se pensa na época do surgimento do Fusca e seus derivados torna-se ainda mais impressionante como se conseguiu fazer tantas ótimas variações, de Karmann Ghia até a Kombi todos interessantíssimos, muito bem direcionados ao seu público alvo e muito competentes.

    • Concordo Fat Jack,
      As variações foram muitas e todas elas com uma finalidade específica. Você já tinha visto este “Fusca-Follow-Me”?

      • Uber

        Gostei desse vidro traseiro!
        Existe uma versão de rua sem os avisos?

      • Fat Jack

        Putz…, certamente que não!
        Fiquei ainda mais curioso por ele estar bastante baixo, com os para-lamas “engolindo” as rodas!

        • Maycon Correia

          Foi uma montagem assim baixo, há mais fotos dele em altura normal

          • Realmente, você tem toda a razão Maycon Correia…

          • Maycon Correia

            Essa foto é lá em Tempelhof, tenho muita vontade de ir lá, talvez não entraria nos túneis, porém quero muito conhecer.

  • BlueGopher

    Herr Gromow encontra cada raridade…
    Achei sensacional esta Carlux, não a conhecia.
    Pena que não há uma miniatura na escala 1:87 (é a que coleciono) deste carro.
    Aliás, na escala 1:87 há miniaturas bem legais, como o compacto Mercedes O 319 Bus (BUB), ou o Setra S6 (Wiking/Brekina), que até lembram a Carlux, só que maiores, claro.
    Curiosamente, do tamanho dos atuais pequenos ônibus de Capri.

    Mas o charme daquela traseira arredondada da Carlux, numa pequena Kombi, é imbatível!

    • Certo BlueGopher,
      A Carlux é charmosa sim. Eu achei muito bacana poder “andar nela” através do vídeo que está na matéria…
      Grato por seu comentário.
      Continuo procurando este tipo de raridade para dividir com vocês, aceito sugestões…

      • Maycon Correia

        Opa Gutten morgen
        Sugestões de matérias: karmann ghia typ 34, vw 417, linha nacional que todo muita gente só passa pincelada por cima, fuscas nacionais de 1959 a 1996 e suas versões, opcionais, cores.
        Posso ajudar com os conhecimentos que tenho.
        Abraço

        • Está valendo´, Maycon Correia,
          Vamos escrever a quatro pneus!!!

    • Maycon Correia

      Em 1/87 eu ganhei um Golf III do correio alemão na cor amarela, um Omega a e uma Suprema, da marca Viking. São muito especiais

  • Uber

    Achei muito simpática!
    Ficou tão alta que pareceu que a encurtaram!
    E esse filme dos anos 60?!
    Qualidade da imagem muito boa para a época!
    E a grande área envidraçada deve ter facilitado bastante as filmagens, podem ter optado pelo veículo por isso.

    • Também achei que a altura maior acabou dando a sensação de encurtamento da Carlux.
      Os filmes alemães da época eram muito caprichados e não só a qualidade de imagem, como no caso da “musiquinha” o arranjo orquestral é simplesmente primoroso. O cuidado com o foco na filmagem era muito grande e os enquadramentos, como na cena que a Crlux passa na frente de uma igrejinha, foram todos estudados cuidadosamente.
      Grato pelo comentário Uber.

  • Ivan Gusmão

    Reportagem que nos faz voltar no tempo e tentar imaginar essa Carlux transitando.
    No que se refere à derivações, adoraria que a fábrica investisse na modernização (designer, tecnologia e segurança) da Kombi e não deixasse esse mito morrer, assim como o Fusca.
    Com essa matéria, começo a pensar em algo do gênero (fazer isso numa Kombi aqui, rs) e tirar a TAFF – Transformadora Automotiva Fusca do Futuro, do papel.

  • RoadV8Runner

    Eu fico simplesmente fascinado com histórias de restauração como essas dos dois Carlux! O custo de uma restauração dessas chega a ser assustador para meros mortais como nós, mas ainda bem que existe quem possa pagar e aceite o grande desafio que virá pela frente. Se eu tivesse condições financeiras para tanto, meu maior divertimento seria resgatar de ferros-velhos carros que ficam simplesmente abandonados por lá, mas ainda com boas condições de voltarem à ativa.
    Quando li que o Carlux I havia sido descaracterizado, confesso que saiu um palavrão por aqui… Não sei o que era pior, a versão anterior com seus medonhos escapamentos apontando para o céu ou a versão customizada e rebaixada. Sorte que apareceu alguém para trazê-lo de volta à condição original.

  • Fernando

    Mais um post digno de aplausos de pé, parabéns AGr!

    Uma das coisas que me chama atenção nos VW antigos é essa versatilidade junto da criatividade, em que em um dado período de tempo se usou conjunto mecânico simples para tantas finalidades. Nada de modismos dizendo o que é legal ou não.

    Já tinha visto foto deste Carlux(provavelmente estas imagens do filme mesmo) já que graças à internet podemos ver algo de outros tempos que seria totalmente inacessível. Achei curioso sobre elas: como a estrutura da Kombi e peruas em geral depende bastante até do teto para rigidez da carroceria, ainda mais a T1 sendo monobloco, nas Carlux parece ter tido essa parte bem pensada para compensar isso, e no fim não parece ficar muito diferente do original.

    A propósito: estes “depósitos” de carros em florestas parecem já ter quase acabado, não? Há alguns anos me lembro de muitas fotos em diversos países, entre as quais me lembro desta 1961. Mas parece ter sido algo temporário para ilustrar o que ocorria antes de ficar na história mesmo.

    • Salve Fernando,
      Obrigado pela “standing ovation”!
      O primeiro protótipo de Kombi foi feito com um chassi de Fusca o que obviamente não deu certo dada a carga que o “Transporter” deveria poder carregar. Ai se partiu para uma estrutura customizada para este veículo e dimensionada para a carga pretendida. Com isto a parte de baixo do monobloco ficou muito forte, o que passou a permitir alguns “desaforos” com o teto. Outra vantagem desta nova estrutura é que o chão ficou plano sem o túnel que o chassi do Fusca tinha…
      Os grandes “ferros-velho” que ocupavam grandes áreas estão sumindo mesmo, “graças” ou “desgraças” aos equipamentos de esmagamento de veículos e da demanda por ferro-velho para os fornos de recuperação de aço tipo “forno a arco” de acionamento elétrico e alto rendimento; sem contar que recuperar aço é ecológico e está “na moda”.
      Hoje em dia são poucos os carros que ficam parados em ferros-velho, a maioria é esmagada de cara – e isto, na Europa, geralmente é atrelado a planos de modernização de frotas que implicam na necessidade de provar que o carro velho foi destruído para depois ganhar o dinheiro para comprar o novo… Eu simplesmente não consigo ver as reportagens sobre este assunto, não aguento ver esmagar carros semi-novos sem dó nem piedade, me corta coração!
      Tem um vídeo desta monstruosidade na Internet, até hoje não consegui vê-lo…

      • Ilbirs

        Sobre parte de baixo do monobloco sendo forte, talvez isso explique também o porquê de a Karmann-Ghia serrar toda a parte de trás do “chapéu” de uma Kombi T1,5 furgão e transformá-la no motorhome Safari sem problemas. Esse é outro veículo extremamente interessante para se falar por aqui:

        http://s2.glbimg.com/iGDB3eVuEXIrrekS8y97p6n_22Y=/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2014/12/05/kombi-safari-3.jpg

        http://s2.glbimg.com/na9USGjbh7J_rCtz5LXRFcVLoow=/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2014/12/05/kombi-safari-1.jpg

        https://farm5.static.flickr.com/4005/4344295846_ec9a0bef49.jpg

        http://flaviogomes.grandepremio.uol.com.br/wp-content/uploads/2006/12/ksaf21.jpg

        No caso do Brasil, a transformação para Safari era inclusive mais extensa do que seria na Alemanha, onde se partia da T2. Por aqui também era removida da T1,5 aquela parede atrás dos bancos dianteiros que abrigava o estepe, parede essa que não existe na T2, significando por aqui ser preciso dar algum jeito para ganho de rigidez após tantos esquartejamentos no processo produtivo. E por aqui, a exemplo da Alemanha, havia uma passagem entre a fileira de bancos dianteiros e a parte “casa” do motorhome.

        • Salve Ilbris,
          Acho que vou ter que começar a anotar as sugestões de pauta…
          Mas para quem ainda não teve a curiosidade de pesquisar a estrutura da Kombi, vamos falar da T1, veja a foto de sua “Bodengruppe” ou seja de sua plataforma, que era realmente reforçada, veja a foto

          • Antônio do Sul

            Alexander,
            hoje, tive a oportunidade de ver, ainda em bom estado e transformado em food-truck, um daqueles raros micro-ônibus derivados da Kombi que foram produzidos pela Marcopolo. Quando tinha os meus cinco ou seis anos, eu ia para a escola em um desses, que usava o tradicional boxer refrigerado a ar (a maioria dos que eu conheci era a diesel).
            Não sei se a Marcopolo usou o assoalho do monobloco da Kombi ou agregou toda a sua mecânica a um chassi desenvolvido especialmente para o micro-ônibus, mas as rodas ficavam tão para dentro das caixas de roda que até era possível utilizar rodado duplo no eixo traseiro.

  • Cafe Racer

    AGr
    Muito boa a matéria do Carlux !
    Por acaso a “Samba Bus” chegou a ser fabricada aqui no Brasil (mesmo que seja sem o teto solar , só com as janelinhas na capota) ?
    Eu ja cheguei a ver algumas Kombis que tinham os vidros dianteiros (para-brisa) basculantes … nao sei se eram originais , mas achei muito interessante. Me lembro que algumas saiam de fábrica com umas cortininhas .. qdo criança achava isso o máximo !
    Infelizmente por aqui a Kombi sempre teve uma conotação de carro ligado a trabalho e transporte de carga. Poucas serviram como carro de família e lazer …
    Pelo que vejo, em geral, essas peruas estão cada vez mais valorizadas entre os apreciadores de carros antigos…

  • Este era um Fusca dos antigos e o vidro traseiro exagerado era para ficar monitorando os aviões que estavam acompanhado o Fusca no taxiamento. Foi uma customização específica e tanto a cor amarela do carro, como o tamanho dos avisos forma feitos assim em função dos nevoeiros…
    Não conheço uma versão destas de rua.

    • Uber

      Com essa cor e rebaixado ainda, acho difícil que alguém não tenha quisto fazer uma modificação assim.

      • Posso imaginar, caro Uber, que o Fusca Follow Me foi rebaixado devido ao vento que os aviões geram ao acelerarem os motores, mesmo na época dos motores acionando hélices. Rebaixado (e possivelmente com suspensão enrijecida) ele balançava menos ao ser atingido por estes ventiladores de Itu a esteroides, hehehe…

        • Uber

          E sem querer, fizeram um German Look!

          • Com o advento do PhotoShop todo cuidado é pouco…
            Também acabou a era das fotos como provas aceitas legalmente como prova em processos, pois é possível modificá-las, basta saber pilotar este programa…

  • Varo Ivan Gusmão,
    Grato por seu comentário.
    O que fez a Kombi morrer não foi a falta de ABS ou air-bag, que, apesar do que disseram, teriam como ser instalados na “Velha Senhora” sim; a roda pegou mesmo foi nas novas e mais estringentes normas brasileiras de crash-test que entrarão em vigor logo. Ai a Kombi tem a sua real limitação…
    Dou a maior força para a TAFF logo entrara em operação!!!

    • Maycon Correia

      Alguém da atê disse que mandaram 2 unidades zero km para a matriz, lá após vários estudos conseguiram instalar o abs. Ficou funcional, o airbag também era possível e seria quase funcional, porém não receberia estrela nenhuma em testes de impacto. Aí que ela deu o adeus e deixou todos nós tristes.

      • A sua informação bate com a minha, caro Maycon Correia!
        Se bem que um grande amigo me disse que “carro não foi feito para bater” e que “crash test” via de regra é manipulável… Pelo jeito, daqui um pouco deverá ser lançado um “selo de qualidade e confiabilidade” aceito por todos de crash tests a ser ostentado nos anúncios que se vangloriam de boas notas, para acabar com as dúvidas.
        Se bem que eu acredito que os crash tests feitos na Alemanha são confiáveis…
        Acredito que a culpa foi colocada no air bag e no ABS para não levantar a questão da “segurança” das “Velhas Senhoras” ainda em uso…

        • Leo-RJ

          Caro Alexander, também acho que foi bem por aí que colocaram a culpa nos air bags e ABS.

        • Ilbirs

          Ainda assim, há diferenças consideráveis entre o padrão deformatório de uma T2 e de uma T4, T5 ou T6 e com certeza preferiríamos estar nas herdeiras mais modernas da saga em qualquer situação de perigo.
          Talvez uma forma de fazer o crash test se tornar o mais fiel possível a situações reais seria bater os carros com a frente integral, defasagem de 40% e a defasagem de 20% introduzida nos Estados Unidos e, se possível, em ambos os lados do veículo para que se evite malandragens construtivas como deixar reforços estruturais apenas do lado que mais comumente seria afetado em uma batida (vide o fato de os testes com defasagem considerarem a natural manobra de desvio que um motorista faz pouco tempo antes do acidente).

          • agent008

            Ilbirs, veja o que respondi abaixo ao AGr, qual sua opinião a respeito de um misto-quente-xis-mico (com banana, bem brasileiro rs) em cima da T4? Já que o falso milagre acabou e estamos voltando a viver tempos de País terceiromundista…

        • Maycon Correia

          Justamente, existem muitas empresas ainda buscando e pagando alto em Kombi pouco rodada, 2006 a 2013. Pois elas agüentariam muito tempo ainda. Como dizia um vendedor para frotistas nada carrega tanto e custa tão pouco! Comparando, claro, com vans a diesel.
          Um dos pontos a serem levantados é a manutenção de preço, pois não iria mais custar aqueles 47 mil de 2013. Módulos de airbag por baixo uns 2 a 5 mil reais, ABS mais uns 4 mil, pois pagariam o custo do desenvolvimento, e não iria durar no mercado por mais uns 10 anos ou tempo comercialmente rentável para pagar as adaptações.
          Perderia o porta luvas, ganharia um volante interessante, uma central de de 7a geração talvez, cubos de rodas com roda dentada e mais nada. Uma evolução nos freios até muito bem-vinda.

  • Caro RoadV8Runner,
    Faço minhas as suas palavras, na medida que fui me embrenhando na história do Carlux I fui ficando cada vez mais furioso! Acho que dá para notar o alívio quando que falo de “puristas”, certo?
    Agora o Carlux II mais parece um missão impossível, eu acho que o que a The Bug Box poderá fazer é reconstruir o carro extensamente à partir de peças e tecnologia que eles tem, pois a estrutura está severamente afetada…
    Mas eu aguardo o dia no qual eu poderei fazer um aditamento a esta matéria com o término da restauração do Carlux I. Acho que o dois vai levar muito mais tempo, mas será festejado igual…
    Grato por seu comentário!

  • Ilbirs

    Esse Carlux é interessante e, ao meu ver, antecipou algumas coisas que veríamos na Kombi T2, bastando comparar os perfis:

    1) Menos colunas e menos janelas laterais, que passam a ser maiores:

    http://myntransportblog.files.wordpress.com/2014/07/1969-auwc3a4rter-vw-t1-auwc3a4rter-carlux-1969.jpg?w=640&h=387

    http://www.unfinishedman.com/wp-content/uploads/2013/08/VW-Kombi-Last-Edition1.jpg

    2) Para-brisa inteiriço e com curvatura (claro que bem mais acentuada no Carlux do que na T2):

    http://www.bugland.be/Verschillende_Vw-types_Coachbuilt_files/Carlux_Auwarter_side.jpg

    http://blog.caranddriver.com/wp-content/uploads/2011/11/Volkswagen-Kombi-van.jpg

    3) Porta traseira única na lateral direita (com a T2 tendo a vantagem do sistema corrediço):

    http://i43.servimg.com/u/f43/11/93/17/50/img_4110.jpg

    http://pics.imcdb.org/0is404/vwtransportert2zwischengc1.5462.jpg

    • Uma bela pesquisa e uma bela análise da evolução da Kombi, caro Ilbris,
      Realmente há coincidências, sem dúvida alguma.
      Aproveitando a deixa, se poderia estudar a evolução “paralela’ da Kombi no Brasil que seguiu um caminho tupiniquim, quando comparado com os modelos fabricados na Alemanha…
      Parabéns pelo excelente e muito interessante post!!!

  • Caro Car Racer,
    Inicialmente obrigado por seu comentário!
    Não, o “Samba Bus” não chegou a ser fabricado, e nem foi montado no Brasil. Vieram alguns prontos, poucos (não esqueça que: “nosotros somos los macaquitos y que vivimos abajo del ecuador”).
    O sistema de para-brisas das Kombis “split windschield” é um acessório que se chama, apropriadamente: “Safari”.
    Algumas Kombi-Luxo sairam com cortininhas, tanto que as Last Edition vieram com este detalhe como uma homenagem com um super capricho, pois as alças com velcro que seguram as cortininhas tinham um letreiro “Last Edition”.
    Realmente por aqui as Kombis tiveram mais uma utilização como carro de trablho, se bem que eu acampei muitas vezes com a Kombi de meu amigo Andreas Bernauer, bons tempos…
    Noa EUA as Kombis foram adotadas pela mulheres que adoravam o tamanho, a posição alta de dirigir e o espaço para as crianças se esbaldarem (naquele tempo as questões de segurança veicular não estavam na ordem do dia). E isto foi muito bem explorado pela DDB – Doyle Dane Bernbach – agência revolucuinária de propaganda que mudou o destino da VW na América…
    A Kombis, em especial as Samba estão atingindo valores extraordinários em leilões…

    • Ilbirs

      Ainda que a Samba só tenha existido no exterior, tivemos aqui no Brasil nossa exclusividade em matéria de Kombis, que foi o modelo de seis portas, feito com finalidade de ser homologado como táxi em São Paulo e que tinha a curiosidade ter estribo na lateral:

      http://blog.patetas.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Kombi_6_portas_1961_03.jpg

      Modelo esse que também existiu em especificação T1,5:

      http://www.veterancarjoinville.com.br/fotos/85/002.jpg

      Só não sobreviveu pelo óbvio motivo de que as pessoas não veem a Kombi muito como veículo que pudesse ser o único carro de uma família (salvo se seu nome for Heródoto Barbeiro), mas como Kombinationfarhzeug (“veículo de uso misto” em alemão) e aqui caindo no fato de esse tipo de uso demandar um acesso maior e mais desimpedido, como a abertura retangular na lateral direita que se formava com a abertura daquelas duas portas de uma T1 ou 1,5 convencional ou correndo a porta da T2c.
      Vamos dizer que se a T1 com janelinhas no teto é Samba, a de seis portas é aquela para que o pessoal vá para o pagode entrando e saindo sem apertos.

  • Agora eu fiquei curioso, você pode passar o endereço para que eu possa ver o tal ônibus?

    • Mr. Car

      Não sei como colocar o vídeo aqui, então, digite “Gotthilf Fischer & Chor – Gefangenenchor aus der Oper Nabucco 2007” na barra de procura do Youtube.
      Abraço.

      • Uber

        É bem fácil de fazer no Disqus!
        Copie o endereço e cole-o aqui mesmo onde escrevemos o comentário, ele faz o resto sozinho.

      • Que bom que você já achou o caminho das pedras do YouTube Mr. Car!!!
        Parabéns!!!

  • Fernando

    O que me deixa desapontado, talvez mais do que os outros fatores, de ver carros assim abandonados ou apreendidos, e mesmo tendo um certo custo para restaurá-lo, é a burocracia para fazer algo assim acontecer, pois alguns carros bons tem esse destino por simplesmente não se ter como documentá-lo mais. Já vi alguns carros impecáveis serem picados por esse motivo.

  • Aha, Mr. Car,
    Ao que a imagem decupada do vídeo permite ver que pode se tratar de um antigo ônibus Neoplan mesmo, ou seja é da mesma fonte que o Carlux.
    Se não for, ao menos é contemporâneo…
    Em tempo, este coral é muito lindo.

  • Geovane Paulo Hoelscher

    História maravilhosa! Já tinha visto este vídeo no Youtube, um amigo alemão queria me mostrar as músicas alemães e como elas falam de família, amigos, lugares. Bem diferente da maioria das letras de músicas brasileiras que falam de amor, sexo e traições.

    • Salve Geovane Paulo Hoelscher,
      Interessante, para quem pesquisa como as músicas alemãs da década de 60 eram, o vídeo com o Hentje cantando uma música que é uma “louvação” para a sua avó (Oma so lieb, Oma so nett…: vovó tão amorosa, vovó tão gentil…) é muito interessante. Ainda hoje este tipo de música faz muito sucesso e mostra o lado tradicionalista dos alemães – e as suas letras geralmente falam, como você ressaltou, de família, amigos, lugares, e de amores também…
      Obviamente que no caso desta matéria este vídeo foi apresentado no contexto do Carlux, tanto que eu até sugeri que o volume fosse reduzido por aqueles que se sentissem incomodados pela cantoria, que reduzissem o volume…
      Certamente aqui no AUTOentusiastas não falamos freqüentemente de música popular alemã, mas a música que o Hentje cantou é mais do tipo “brega” e também há a música que se ouvem em Festas da Cerveja, como esta ai…
      https://youtu.be/oX2IzVnmaO0

  • Mr. Car
  • Mr. Car

    Valeu, Uber.
    Abraço.

  • CorsarioViajante

    Adoro seus textos! Nem sempre comento pois raramente tenho algo a acrescentar, mas sempre leio e aprecio. Parabéns!

    • Grato CorsarioViajante!
      Fico contente em poder contar com o prestígio de sua leitura.

  • Leo-RJ

    Caro Alexander Gromow,

    Tornou-se figura comum eu repetir aqui a qualidade de seus textos, tanto pelo conteúdo como pelo prazer da leitura maravilhosa que nos proporciona.

    Esta matéria, além de nos mostrar o Carlux, veículo que eu não conhecia, remete às histórias de dois modelos em especial, talvez três, a reforma daqueles, a The Bug Box e, ainda, a lindíssima miniatura Carlux da Matrix! E a total conexão dos elementos do texto… Nem preciso comentar que vou procurar essa miniatura, né? Rsrs.

    Por fim, o seguinte trecho: “Por falar nisto, em 1970 eu fui de Capri na Itália, até Ana Capri, a bordo de uma Kombi Samba, numa estradinha de montanha, com teto aberto, jamais esqueci aquele passeio!” nos remete a um tempo em que deveria ser ótimo viajar pela Europa nesses carros em especial, por estes e pelos próprios anos 70 mesmo…

    Agradecemos imensamente pelos seus textos, que aumentam nosso conhecimento acerca dos VW-a-ar!

    • Caro Lei-RJ, que bom receber um comentário como o seu, e eu espero poder minimizar as “pisadas de bola” que certamente poderão acontecer…
      Acho que nós criamos um cantinho dos AMANTES VW aqui no AUTOentusiastas, você é um dos membros desta confraria de amigos, pelo que sou muito grato!
      Tomara que você logo encontre a miniatura, acho que via ter mais colegas querendo comprar uma… E agora que conhecemos sua história parece que ele assume um valor um valor maior, como se estivesse “viva”.
      As coisas que ocorrem na nossa vida, como se fossem algo premonitório, a ida a Ana-Capri (é a parte alta da ilha, ana em grego é “alto”, ou seja, no caso é no topo da montanha de onde se tem uma vista incrível.
      O seu comentário me fez procurar um velho álbum, o da viagem de formatura, entre o quarto e o quinto ano da Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie, onde eu encontrei a foto de que tirei a bordo do Samba-Bus (!?!) e algumas outras fotos da visita a Capri, faz tempo…
      Caro Leo-RJ, na verdade quem agradece sou eu, tanto por seu importantíssimo incentivo como pelo fato de estar acompanhando este trabalho. Nosso grupo dos AMANTES VW é o esteio deste trabalho…

      • Leo-RJ

        Grande Alexander,
        Por certo foi mesmo criado um cantinho dos AMANTES VW no Ae, por obra sua, de seu entusiasmo, sua paixão, conhecimento e forma de texto.

        Pisadas de bola? Se acontecem ou acontecerem, são ou serão imperceptíveis!

        De fato achei a miniatura da Carlux, mas apenas no eBay, onde devo encomendá-la até o próximo mês. Eu te aviso!

        E, por fim, soltei um “UAU!” quando vi essas fotos! Que fotos incríveis essas da viagem a Ana-Capri! Incríveis!! Aquela curvinha fechada na estrada é mesmo típica da Itália (e de outros países da Europa). Como mencionei antes, devem ter sido ótimos os anos 70, dos quais o nosso querido Fusca já era um ícone neste planeta!

        • Pois é Leo-RJ,
          Vamos aguardar a miniatura do Carlux, certamente será um sucesso!!!
          A foto da estradinha foi tirada de dentro do Samba-Bus!!! E esta foto ficou marcada para mim. Era um tempo complicado, filme preto & branco 6X6 – caro, revelação cara e demorada, estar na Europa como estudante, dinheirinho contado… Uma pena, se as facilidades de hoje estivessem à disposição certamente eu teria muitas fotos do próprio Samba-Bus…

  • Realmente Ilbris,
    A nossa Kombi Jabuticaba de 6 portas foi produzida só por aqui e é um veículo muito prático e raro hoje em dia.
    Na verdade houve um modelo de Kombi que foi usado como carro para a família, nos tempos de importação proibida. Foram as Kombis Diesel (oops, hoje isto é palavrão na VW) de cabine dupla. Tinha gente que incrementava estas Kombis, com ar condicionado, revestimento acústico, na época-vidros fumê, som e demais detalhes de aparência e conforto…
    A Kombi da foto já teve dias melhores, hoje está com um motor de Santana, mas mostra o “outfit” que era o preferido na época de seu uso com carro particular, ou seja com um acessório cobrindo a caçamba. E, na verdade, com todos o banho de loja e acessórios até que ficava confortável…

  • O assunto “crash-test” é bastante complexo e, dadas as maracutaias que ocorrem com freqüência tornam-se de resultado suspeito. Mas existem testes confiáveis, como eu disse anteriormente, mas ele seguem as normas vigentes e os veículos têm que se enquadrar nelas. Certamente a T2 recebeu uma melhoria estrutural, mas que não passaria nos testes atuais mais restritivos. Falar de T3 em diante é um outro assunto, distante para nós que não temos estes produtos por aqui. Eu acho que à partir da T4 não há mais termo de comparação com a nossa T2 mesmo, são conceito absolutamente diferentes, já a T3, se bem que bem diferente, ao menos tem um volume e um perfil semelhantes…

    • Maycon Correia

      De Kombi na real foi a primeira de 1950 a 1967, a segunda 1967 que usou muito da primeira até 1970 e dali em diante seguiu sei caminho próprio até 1979 já com suspensão de pivô, motor 1,8 e 2,0 já com câmbio automático opcional de 1976 a 1979.
      A partir da T3 de 1979 a 1983 que ainda podiam ter motor boxer a ar, ela já foi se distanciando cada vez mais, e foi se tornando a cada nova geração um automóvel de carga e multi uso cada vez mais, vide Renault Master que em dirigir nada lembra um veículo de carga.

      • Você ainda não falou do motor Boxer refrigerado a água que veio na T3 a partir de 1982…
        Se bem que foi um equipamento no qual se registraram muitos defeitos…
        A T3 está em vermelho no gráfico abaixo e ai vai uma foto do motor VW Boxer refrigerado a água!

        • Fernando

          Wasserboxer! Sempre achei curiosas as palavras em alemão. Hoje cedo eu estava tentando decifrar algumas, algumas acertei e várias errei…. rs

        • Maycon Correia

          Este motor foi a alternativa que encontraram para adequar as leis ambientais da Califórnia. Não seria algo de todo ruim, mais estava a frente do que poderiam fabricar. E tanto que não durou muito tempo. Um conhecido meu morou nos EUA em 1987 e lá ele se aventurou a mexer em alguns VW. Disse que a T3 a ar 2.0 era muito forte e durável, mas ele encontrou uma T2 automática 2.0 seminova e a teve por 10 anos. Já essas a água ele não havia citado problemas, só citou que existiram e que não via muitas rodando, Disse ser bem mais forte que as a ar.

    • agent008

      AGr, fiquei encantado com a Carlux. Tem aquele design apaixonado da época em que foi criada. Coisa que não se vê mais hoje!
      Quanto à Kombi ter acabado no Brasil — por quê a VW não estuda trazer maquinário e ferramental da T4 ou T5 aqui para o Brasil e trabalha numa “jabuticabação” dela para tender à antiga clientela, eu não entendo. Plataforma e ferramental já amortizados, níveis de qualidade e segurança certamente melhores do que as chinesas que estão sendo vendidas ao antigo público do pão de forma!

      Gostaria que o Ilbirs fizesse um comentário técnico a respeito, gosto das especulações de engenharia que ele faz.

      Já pensaram — NEW KOMBI! hahahaha

      PS. pensei em mais uma idéia — em breve vai ter estoque de TDi sobrando (que lástima o que ocorreu, mas…) — poderíamos ter a New Kombi com um 1.4 ou 1.6 TDi, que beleza! Afinal são bons motores…

      • Da T2 já foi tudo, eu disse tudo, sucateado…

        • agent008

          Trabalhei em um sistemista na época em que eles compraram toda a parte de levantadores de vidro da Maxion. Esta fabricava todos os nacionais de grande volume (Palio, Fiesta, Gol, Corsa). Na época a VW só aceitou trocar de fornecedor se eles fornecessem também as máquinas da Kombi. Ao preço ditado pela VW! Acabaram aceitando perder dinheiro nas peças da Kombi para ganhar nas demais… Até colocar aquelas máquinas pré-históricas em funcionamento alinhado, foi um terremoto na empresa, que até ali só fazia o filé – sistemas de porta integrados para just-in- time do Polo e do Golf, além de Honda Fit… Lembro de terem de enviar as deficitárias máquinas de vidro da T2 por helicóptero para atender ao horário de entrega, um absurdo! E de acidentes, trabalhador cuja ponta do dedo se desintegrou na jurássica e insegura máquina de solda (que precisou de instalação elétrica especial e fazia um ruído absurdo de indução nos grossos cabos elétricos, cada vez que era acionada)… O maquinário e ferramental da T2 já era sucateado ainda quando estava em uso, AGr !

          • Esta história daria para ser incluída na categoria do relato do “Zé das Portas”, não é mesmo?
            Como eu tinha comentado numa ocasião anterior, eu tive a oportunidade de visitar a linha de montagem da T2 antes de sua desativação e pude testemunhar como o pessoal era “maceteado” e realizava suas tarefas com grande desenvoltura…
            Muito interessante este seu relato, caro agent008

  • Caro Antonio do Sul,
    Conheço estas adaptações da Marco Polo, mas nunca olhei por baixo delas, um assunto para pesquisar.
    Mas a Kombi aguenta muitos desaforos e pode ter gente explorando o limite de seu sobredimensionamento… Já viu esta outra “adapitação”:

    • Antônio do Sul

      Esse modelo deveria se chamar Kombiarra…

  • Leo-RJ

    Caro Alexander,

    Falando em “Vintages VWs” e viagens, imagino que já conheça o site do casal que está dando um giro pelo pelo mundo com um Fusca pintado à Herbie:

    http://herbiesworldtour.com/

    Muito interessante”

    • Salve Leo-RJ,
      E muito interessante a página que você indicou, e é mais interessante ainda a enorme quantidade de “périplos transcontinentais com VW veteranos” que já foram realizados e que ainda estão o sendo. Eu mesmo já reportei alguns e se for o interesse do pessoal posso colocar aqui na “nossa” coluna também…
      Há inclusive uma rede informal de ajuda em nível mundial e que dá suporte até aos aventureiros que fazem este tipo de viagem como uma aventura aberta sem ter os recursos para cobrir as despesas.
      Grato pelo link…

      • Leo-RJ

        Grande Alexander,

        Será interessante colocar alguns na coluna 🙂

        Uma rede informal de ajuda em nível mundial para ajudar o pessoal que faz viagens assim é algo que eu nunca imaginaria que existisse. Aliás, é algo que só mesmo os bons e velhos VW veteranos, “a ar” poderia congregar. Quando der, se for o caso, traga à coluna.

        O que eu gostaria mesmo é fazer aquelas montagem entre Fusca e Kombi, sendo Fusca até a coluna B e a partir daí a Kombi. Já vi aqui na coluna mesmo algo assim, e para viagens seria fantástico. Acha viável? Só não sei se teria coragem de fazer isso… rsrs…

        Abç!!

        • Desculpe, caro Leo-RJ,
          Mas acho que para viagem o certo seria uma Kombi Westfalia, ou algo parecido; fazer este “Frankenstein” ai não sei o que traria de vantagem — além de ficar bastante esquisito…
          Se bem que há coisas para lá de esquisitas e que aparentemente cativaram muita gente, como este Fusca-Moto-Home cujo plano de conversão foi divulgado pela revista Popular Mechanics: https://uploads.disquscdn.com/images/1cec2084fe2cedf71de032e79b7b849020ed5b1c618deade41a640d4cae9cf5f.jpg
          Já pensou fazer uma viagem-aventura com este veículo??

          • Leo-RJ

            Grande Alexander,

            Não precisa se desculpar… imagina. No fundo também acho meio esquisita essa “junção” de peças, embora ache a que citei melhorzinha. Mas ando muito purista nesse sentido. Há uns anos, falei sobre isso com um grande amigo (grande fã de Fusca) e ele foi direto: “Para que isso? Não fica nem bom como Fusca e nem como Kombi” e foi certeiro como você: “Neste caso, melhor mesmo é a boa velha Kombi Westfalia”.

            Mas se tem algo que eu faria hoje, se ainda estivesse com meu Fusca (ou até a Kombi) seria aquele teto de lona, como um grande teto solar. Esse eu gosto!

            Que os VW a ar são muito adaptáveis e confiáveis é certo, mas entendo mesmo que alguns exageros acontecem… rsrsrs.

            Abç!!

          • Gabriel França Voitch
      • Salve, Alexander! Parabéns pelo trabalho! Gostaria de saber o nome dessa rede colaborativa e se ela existe aqui no Brasil. Eu participo de um projeto que tem como uma das vertentes a viagem pelo país a bordo de um fusca para divulgar a cultura dos cafés especiais.

        • Caro Arnaldo Fafi,
          Ainda não é uma rede formal como o é na Europa.
          Aqui são algumas pessoas que começaram a ajudar e os viajantes passaram a palavra.
          Eu sou um membro desta rede informal e minha função tem sido de agilizar contatos baseados em meus contatos no mundo VW.
          O problema é assumir a responsabilidade de coordenar um serviço destes…
          A ver quem tem tempo, condições e se habilita…

  • agent008

    Será que dá T4 ou T5 não sobra ferramental? Pura especulação mas posso imaginar que elas teriam peças em comum com o nosso Golf 4 recém-aposentado…

  • {Wasser=água+Boxer=boxer}-> Motor boxer refrigerado a água.

    • Fernando

      Você sabe dizer como é o barulho deles “ao vivo”? É bem mais abafado que o aircooled?

  • agent008

    Verdade. Lembra muito o caso do Zé das Portas. Admiro os engenheiros da empresa que pegaram esse abacaxi para descascar, e colocaram aquelas máquinas dinossauros para funcionar!

    Agora precisávamos fazer um lobby junto à VW pra fazer a nova jabuticaba T4,5!!! Com TDIs europeus de estoque dieselgate… Eu compraria um para mim e um para a empresa. Não sabemos o que vamos comprar quando nossa Kombi chegar na hora de trocar…