Depois do lamentável episódio de burlar o procedimento de emissões de óxidos de nitrogênio por veículos de motor diesel, admitido publicamente pelo presidente executivo Martin Winterkorn domingo retrasado, seguido de sua demissão sexta-feira última, a Volkswagen AG, já sob o comando de Matthias Mueller (vindo da Porsche AG), emitiu comunicado nesta segunda-feira, que transcrevemos:

“Volkswagen AG anuncia plano de ação para corrigir veículos a diesel com motores EA 189 EU5

  • Veículos novos com motores EU6 disponíveis hoje não são afetados
  • Soluções técnicas estão em desenvolvimento e serão apresentadas às autoridades responsáveis antes do fim de outubro

A Volkswagen AG anuncia seu plano de ação para corrigir as características de emissões dos veículos a diesel.

Num primeiro passo, os consumidores afetados serão informados que as características de emissões de seus veículos serão corrigidas num futuro próximo. Todos os veículos são tecnicamente seguros e aptos a rodar.

Sob o plano de ação, a Volkswagen e outras marcas do Grupo cujos veículos estão afetados apresentarão as soluções e as medidas às autoridades responsáveis em outubro. Clientes com esses veículos serão mantidos informados durante as próximas semanas e meses. Todas as marcas do Grupo afetadas serão constar de sites nacionais para atualizar clientes sobre os desenvolvimentos.

Uma avaliação interna na sexta-feira estabeleceu que um procedimento de serviço é requerido para cerca de cinco milhões de veículos da marca Volkswagen de carros de passageiros de um total de 11 milhões veículos do Grupo no mundo todo. Estes veículos de determinados modelos e ano-modelos (como Volkswagen Golf de sexta geração, o Volkswagen Passat de sétima geração ou a primeira geração do Volkswagen Tiguan) têm o motor diesel Tipo EA 189.”

BS



Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • Vinicius

    Era o mínimo. Errar é de todo ser humano. Agora, reconhecer o erro e reparar não é para todo ser humano.

    • Anderson Oliveira

      a questão ai, e que não estamos falando de erros humanos, quem fez errado e vai ficar marcado com o erro, e a pessoa jurídica Volks mesmo (o presidente foi só um porta voz de uma decisão corporativa), ela errou e assumir as consequências disso é o minimo que ela faz pra não ter imagem mais arranhada ainda ou até sumir do mercado.

      • Vinicius

        Exatamente isso.

    • Discordo que tenha sido um “erro” – que dá a cootação de ter sido feito involuntariamente, aqui se trata de um CRIME DELIBERADO!!!

      • Ilbirs

        Por isso que já disse ser fundamental que a VW para os próximos anos faça uma rigorosa limpeza em seus quadros para evitar psicopatas, ainda mais sendo os altos escalões de empresas incrivelmente atrativos para eles:

        http://img.qga.com.br/wp-content/uploads/2014/01/TABELA-640×806.png

        Como disse anteriormente, vai ser preciso um cara com o talento de um Heinrich Nordhoff para “despsicopatizar” a coisa toda, aqui com a diferença de não haver um pós-Guerra no qual se possa jogar a culpa de erros pontuais que possam acontecer no caminho.

        • Fabio Toledo

          Uma sandice esse ranking, se é cirurgião > psicopata! Ahhh é médico mas não é cirurgião? então errei, não é psicopata! rs
          Qual sua profissão, Dr. da Psicopatia?

      • Lemming®

        Que nada…são amadores perto dos pixulecos (golpes/crimes) da Banânia!

      • Vinicius

        Ora, eu disse erro, somente Eu não me referi a culposo ou doloso.

        Erro não dá conotação, somente, de ser involuntário. do contrário, não existiam as figuras do dolo e da culpa!

    • ochateador

      É reconhecer o erro e gastar pouco dinheiro ou não reconhecer o erro, pagar uma multa violenta e ser banida dos EUA.

      Meio que óbvia a opção escolhida.

  • Chico

    Acho que agora é tarde, a imagem da marca está definitivamente manchada.

    • O pior: a incrivelmente bem valorizada indicação “Made in Germany” sofreu um golpe quase mortal, a Alemanha como um todo vai ter problemas por um bom tempo, pois a Volkswagen era um grande baluarte desta “classificação de qualidade” e agora, depois desta “traição”, vai levar muito tempo para recuperar o renome, mas é de se esperar que a “dúvida sobre a honestidade da indústria alemã” permanecerá ao menos para as duas ou três gerações de consumidores futuras em nível mundial (devido ao alarde que se espalhou pela imprensa global).

      • Lucas

        Me pergunto até que ponto essa questão toda se restringe à indústria alemã. Com esses limites de emissões, e exigências de consumo de combustível cada vez maiores, me parece tentador para a indústria lançar mão desses artifícios para parecer que conseguem quase fazer milagre com seus produtos. Como tudo é uma questão de marketing, feito o marketing, está tudo ok. Mas uma hora a casa cai, como está mostrando esse caso.

    • lightness RS

      Com certeza, mas ao menos é um passo não? Fizeram a besteira, limpem ela agora

    • Chico
      A imagem das marcas em que houve mortes, não?

      • Chico

        Bob, voce acha que é preciso haver mortes para a imagem da marca ficar manchada ? Este episodio manchou sim a imagem da Volkswagen pois usou um artificio para enganar o consumidor e o governo.

        • Holandês Louco

          Concordo com seus argumentos. Lembro do meu pai dando-me uma lição, que ele também usava em sala de aula, muitos anos atrás quando usava a cátedra.

          No primeiro dia de aula, ele limpava com um pano umedecido o quadro negro e depois em dos cantos do quadro fazia um ponto com o giz. Então perguntava aos alunos o que eles estavam vendo. A resposta era sempre a mesma:

          – Um ponto de giz.

          Ele dizia: Não! Vocês veem um quadro negro todo limpo com um ponto de giz. E assim vai ser a vida de vocês. Vocês podem ter um vida de forma bastante honesta e limpa, mas sempre serão lembrados mais pelos seus erros, por menores que eles sejam, não importa quão grandes sejam seus acertos. Então façam suas escolhas de forma inteligente.

  • Rodolfo Feijó

    Depois vem gente dizer que só brasileiro é corrupto e não tem ética…

    • Marlon J Anjos

      Nunca ouvi dizer que corrupção e antiética é Exclusividade do brasileiro. Mas acontece que somos profissionais no que fazemos, caso esse problema ocorresse no Brasil, sequer saberíamos (quantas cidades fazem testes de emissão de poluentes?), e na pior das hipóteses a legislação iria mudar para atender quem não se encaixasse.
      Nossos veículos podem estar saindo de fábrica sem atender a legislação a anos sem nunca saber.

      • Rodolfo Feijó

        Conheço uma figura que é descendente de Japonês que só fala mal de brasileiro… mas ele esquece que é brasileiro também e tem filhos brasileiros.

    • lightness RS

      Todo lugar tem gente assim, se tem pessoas e dinheiro, há corrupção.. Mas aqui amigo, aqui é como a Russia, é muito mais do que o normal

    • Rodolfo Feijó
      A questão é quantitativa, não qualitativa.

      • Rodolfo Feijó

        Eu sou brasileiro e não sou corrupto, preguiçoso e etc… e creio que muita gente aqui neste site seja de boa índole como eu. As pessoas tem que saber separar o joio do trigo… pois a maioria dessas pessoas que rotulam os brasileiros são um bando de preconceituosos.

        • Lemming®

          #sqn…

        • Domingos

          Embora concorde com você, esse papo de preconceito especialmente no contexto atual enche bem também.

          Como o Bob disse, a questão é quantitativa mesmo. Por exemplo, crime e violência tem na Suíça também. Ter que falar que, por isso, andar no Rio de Janeiro é tão seguro quanto é de estourar os testículos.

          O pessoal tem que aprender a ser menos “sensível”. Todo mundo se transformou num bando de meninas enjoadas que não aceitam uma palavra não favorável.

          • Rodolfo Feijó

            Temos que lembrar que boa parte da nossa população é oriunda de Portugal, Itália, Alemanha e Japão… e essa gente imigrante do século passado tinha gente boa e ruim de seu país de origem, ou seja, má índole tem em qualquer lugar.

          • Domingos

            Sim, claro. O mundo não tem perfeição. Isso só será no outro mundo…

  • Bruno L. Albrecht

    Fala sério…o que leva a marca a declarar que burla normas? Eles deviam ta com um problema bem mais sério. E outra, na hora que declararam a gambiarra, já deviam ter a solução…

  • Bruno Rezende

    Concordo que a imagem da marca está manchada, mas, não, definitivamente.
    O
    melhor argumento é sempre a verdade. Trata-se de um episódio
    vergonhoso. Mas o grupo assumiu o erro, vai arcar com todas as
    consequências dessa vergonha e o novo presidente, claramente, está
    fazendo um movimento de reação.
    Agora, a punição deve ser
    pesadíssima, na exata medida da vergonhosa fraude, tanto para reparar os
    danos, quanto para impedir que a VW ou outra empresa venha a agir dessa
    forma no futuro.

  • Rolim

    Setembro, mês das confissões:

    “Fiat Chrysler Concedes Violating Rule on Reporting Death and Injury Claims”

    http://www.nytimes.com/2015/09/30/business/fiat-chrysler-concedes-violating-rule-on-reporting-death-and-injury-claims.html

    “The disclosure by Fiat Chrysler was the second time this year that a major automaker had admitted to failing to report claims as required under the federal Early Warning Reporting system. In January, the Japanese automaker Honda agreed to pay $70 million in fines for failing to properly disclose to the government more than 1,700 deaths and injuries over an 11-year period.

    That penalty was the largest ever imposed on an automaker by the safety agency — until Fiat Chrysler agreed to the penalties in July that could ultimately total $105 million.

    Fiat Chrysler said it identified the reporting errors because of “heightened scrutiny” of its safety practices, conducted as part of its July consent order on the recall violations.”

    • Ilbirs

      Pode ser que aquele certo “pacto de silêncio” devido à engenharia reversa (cada fabricante estudou o produto dos concorrentes o suficiente para saber os podres deles, mas não fala para evitar de pôr o seu na reta) tenha tido algumas rachaduras (uma vez que não seria quebrado totalmente) causadas propositadamente pelos concorrentes para evitar que sejam vítimas de escândalo (ou que financiem terceiros para escândalos, vide Greenpeace insistindo com a VW nos últimos anos, algo com toda a cara de que se seguirmos o dinheiro descobriremos quem está por trás).

  • Arrombada a porta…

  • VeeDub

    Lembrando do rolo do Ford Pinto, talvez…talvez… a alta direção da cia. não foi informada do não atingimento das metas pelos engenheiros com medo de represálias/demissão. Se este for o caso, a cultura corporativa da VW tem que mudar muito. E talvez ela comece a descentralizar as tomadas de decisão nas subsidiárias de cada país, melhorando como um todo.
    Lembrando que no segundo maior mercado do mundo (EUA), a VW não passa de uma marca de nicho, vendendo menos que a Subaru.

  • Circulando na internet, e trazendo de volta velhos ódios…
    Não esperava por isto nos dias de hoje!!!

  • Walter

    Eu gostaria de saber qual a solução técnica vão adotar para corrigir esses carros.
    A fraude não se resumiu a uma simples alteração de software. Para cumprir a exigência americana, a VW deveria ter instalado sistema SCR nesses carros e simplesmente deixou de instalá-lo e programou a central para abertura total da válvula EGR apenas no momento de inspeção de poluentes. A solução provavelmente será programá-la para permanecer aberta em todos os regimes de rotação, com significativo prejuízo para o desempenho, consumo e redução da vida útil do motor pela “ingestão” de fuligem.

  • FOC

    Problema resolvido!
    Vamos arrumar os carros (11 milhões) que nunca deveriam ter poluído durante anos e estará tudo bem.
    O planeta que se dane.
    As pessoas que compraram um carro anunciado como não poluidor (diesel limpo) e foram enganadas que se danem.
    As leis que foram burladas (11 milhões de vezes) que se danem.
    E eu inocente achando que o jeitinho era brasileiro….

    • Kar Yo

      FOC, fique tranquilo que o rombo é beeeem mais que isso. O que está aparecendo no noticiário é só a parte administrativa que pode aplicar penalidades (somente multas e recall para conserto ou alguma sanção como a proibição da venda).

      Ainda tem a parte ambiental e a cível. Mas essas partes ainda dependem das conclusões da parte administrativa para ver a extensão do dolo.

      Da parte ambiental haverá a obrigatoriedade da compensação ambiental com certeza, podendo ou não haver aplicação de mais uma multa. Normalmente a compensação ambiental é mais cara e demorada.

      Da parte cível, o proprietário poderá pedir uma indenização por ser enganado além de ter o veículo substituído ou consertado ou até pedir o dinheiro de volta. Aqui mora o perigo, pois indenizações não tem muito limite nos EUA.

  • FOC
    Você tem outra solução? Só lembre-se que ninguém morreu por causas emissões de NO2 acima dos limites, ao passo que problemas com outros fabricantes causaram muitos óbitos. De novo, foi um ato inominável de pessoas da Volkswagen, não da Volkswagen, e isto está sob investigação alemã. Aliás, você conhece alguém que tenha comprado um carro por considerar um atributo ele não poluir além dos limites legais? Acho que nem ecochato faz isso.

    • A questão, Bob, não é poluir. É enganar o consumidor. O Sr. sabe que no exterior toda peça publicitária informa a quantidade de emissões. E VW ludibriou o consumidor e as autoridades declarando que seus veículos poluíam menos.
      Dizem por aí que as autoridades alemãs conheciam esse problema há mais de 1 ano e não fizeram nada, até a bomba explodir nos EUA. Agora, sob o risco de uma pesada multa de 18 bilhões de dólares, a VW corre o risco de fechar.

    • Fabio Toledo

      Quem faz isso compra carro elétrico ou híbrido, sabe? Para mostrar pra todos, olha como eu sou “correto”!
      Ou seja… muitos! rs

    • Maycon Correia

      Bob. Eco chato tem prius, ou renault twizy, no dia mundial sem carro se locomove a pé e demoniza o motor a combustão a vida toda!
      Deveriam se preocupar com empresas desmatando, poluindo mananciais, matando peixes e com as angras da vida jogando água no mar após esfriar reatores nucleares.
      A volkswagen está pagando o preço de ser a líder mundial, todos querem chegar onde ela está. A toyota também tinha algumas pedras no caminho quando era líder. É o mau petista nas organizações: não posso estar lá por mérito próprio. então vou prejudicá-lo para ele cair e eu tentar o seu lugar!

  • Lucas

    Ops, uma correção: consumo e emissões cada vez MENORES. Maiores no sentido de mais exigentes.

  • Alexander,
    O cara que escreveu isso é um perfeito idiota, confunde partido político com nacionalidade. Mesma idiotice dizer que a indústria automobilística brasileira foi criada pelos social-democratas.

    • Concordo plenamente com você Bob Sharp, mas a alusão ao nazismo é que me assusta agora em 2015 – a 70 anos do fim da II WW, isto mostra que as feridas parecem ainda não ter cicatrizado e volta e meia a coisa aflora…
      A assinatura chama a atenção:
      “A sympathetic and concerned citizen of Portland”
      Vamos ver onde isto vai parar…

      • Marcio

        Apesar de não ser um assunto corrente no ocidente, na Ásia a questão da invasão japonesa na Coréia e na Manchúria ainda é motivo de incidentes diplomáticos, apesar das pesadas reparações pagas e da ajuda técnica dada (chaebols por exemplo inexistiriam sem ajuda japonesa). 70 anos, gente…

    • Domingos

      Bob, acho que tem muito a ver com uma certa antipatia aos donos de carros pequenos Diesel nos EUA, que são reconhecidamente pessoas por vezes ecochatas.

      Não foi à toa o cara ter mencionado que uma Suburban é menos poluente que um TDI, já que justamente esse tipo de pessoa que fala dos SUVs como se eles fossem acabar com o mundo.

      De resto, se não for só uma espécie de provocação por causa disso, realmente é idiotice.

  • Lauro Agrizzi

    Qual vai ser a mágica para consertar a falsidade? Comprar o carro de volta? Recall somente se aplica a defeitos de fabricação. E neste caso não ocorreu defeito, mas venda enganando os consumidores. Produto que não tinha as especificações prometidas e que poluem mais que a norma.

  • Lauro Agrizzi

    Antes da publicação da notícia de correção do problema o Autoentusiastas deveria ter publicado a notícia do problema, afinal o leitor do site ficou mal informado dobre o que aconteceu.

  • Mineirim

    Bob,
    Além do problema legal e ambiental, acho uma pena isso acontecer justamente quando o mundo inteiro exaltava a qualidade dos motores diesel modernos, com poluição igual ou menor do que os a gasolina.

    • Domingos

      Pena, pena não é muito não. O Diesel de carro de passeio surgiu na Europa com o intuito de economizar – numa época em que sobrava diesel por lá, hoje é o contrário – e de vender uma imagem “green” que há muito tempo as pessoas desconfiam ser mentira.

      O próprio sistema de filtro de materiais particulados, por exemplo, dizem ser meramente uma forma de enganar os testes. Pega-se uma partícula e essa é dividida em uma menor que não é detectada, mas que ainda está lá.

      Sobre isso, no entanto, ainda não houve confirmação. E não se sabe se a partícula menor é não-nociva ao sistema respiratório, ao contrário da normal que é.

      O que posso falar é que em certas cidades européias é muito incômodo o cheiro de fumo de diesel mesmo com carros em bom estado e motores conservados.

      Estou tendo obras perto de casa e, embora sejam caminhões e não carros, poucas horas de uso de maquinário diesel deixam a rua irritante não só pelo barulho como pelo cheiro.

      Motor é gasolina.

      • Rodolfo Feijó

        Falou tudo! E já vi por aqui (São Paulo-SP) aquela Kombi velha a diesel que mais parecia uma maria-fumaça… pois o dono não faz a manutenção no motor e quem paga o pato é quem respira a fumaça da Kombi dele.

        • Domingos

          Diesel sem manutenção é uma desgraça. Realmente é uma motorização um pouco enganosa, pois cobra mais em manutenção – e, quando continua rodando mesmo sem manutenção, fica insuportável.

          O certo é ser mantida para casos específicos mesmo, embora seja absurdo não termos liberdade nenhuma de escolha quanto a isso aqui no Brasil.

      • Kar Yo

        Via de regra, quanto menor a partícula do agente tóxico pior é, pois chega a níveis mais profundos do sistema respiratório.
        Só um cuidado! Não é porque o cheiro é mais ou menos agradável que a poluição é maior ou pior.

        • Domingos

          Sim, é o que comentam sobre isso. Que seria pior ainda a partícula menor.

          Sobre o cheiro, verdade, mas se tem cheiro já é sinal que existe algum acumulo de emissão grande o suficiente para um humano perceber.

  • Comentarista

    Lembrando que em 93 a Fiat também foi investigada por isso. Não lembro se foi condenada. Quem recorda do Fiat Uno Mille Electronic de alto desempenho? Durante testes de poluentes ele também entendia e amarrava o carro. Nas ruas ele virava outro.

    • Fabio Toledo

      Esse Uninho colava fácil nos 180… Se eu tivesse um VW desse não ía nem passar perto da concessionária! E a luta!

      • Rodolfo Feijó

        Uno 1000 cm³ ano 1993 a 180 km/h? Conta outra história…

        • Fabio Toledo

          Nota-se que desta história você não conhece a metade.

          • Holandês Louco

            Tudo bem que esse Uno era encapetado.
            mas o 1.4 Turbo tinha máxima de 192 km/h com 118 cv
            o 1.6R tinha máxima de 171 km/h com 92 cv
            180 km/h só com erro de velocímetro e/ou numa descida

            Esse 1.0 não tinha 100cv para fazer todo esse milagre.

          • Eduardo

            Essas máximas eram medidas pela Quatro Rodas? Eles testavam os carros numa pista de 3 ou 4 km de comprimento e a 660 m de altitude… pode ter certeza, andavam mais que isso… e ele disse que era no velocímetro, ou seja, 180 km/h menos uns 10% de erro no velocímetro, dá 165 km/h, o que não era impossível nestes carrinhos não…
            Também tive um e era bizarro… levinho…andava mais que muito carro melhor…

          • Holandês Louco

            Testes 4Rodas e Autoesporte… Sim, foi o que eu falei… no velocímetro e na descida.

          • Fabio Toledo

            Holandês, estamos falando “no ponteiro”… Meu CS 1.5 i.e. 93 passou dos 180 na Imigrantes, meu amigo ao lado (embasbacado) disse que marcava 195 no velocímetro do seu Gol TSi.
            Ok… Era descida, vento a favor… que seja! Mas as botinhas andavam muito! Parece que a Fiat fazia os carros para andar o máximo, independente se o motor fosse explodir! rs
            Este mesmo cara teve um ELX que “colava nos 180″… Diziam que esses Unos era mais que 1.0, que a Fiat teve até problemas em razão do IPI reduzido.

        • Maycon Correia

          Eu tinha um Electronic 1993 duas-portas e que fazia isso a hora que quisesse. Ao menos no velocímetro dele, e sem muito esticar de marchas.
          Afirmo que foi o melhor popular até a chegada do Gol MI em 1996.

      • Maycon Correia

        Esse Uninho humilhava qualquer outro na estrada, Escort Hobby, Gol 1000, para não dizer que era anos-luz à frente do Chevette Júnior, pois estaria chutando cachorro morto.
        Porém nosso Uno foi bem amaciado e jamais teve problema sério em nossa mão entre 1996 e 2006. 350 mil km bem aproveitados!
        Era forte, econômico, durável e muito inteiro.
        Para uma comparação besta, em uma ida de Florianópolis a Curitiba, ainda na época da rodovia de pista simples, um Corsa efi novinho não conseguia acompanhar aquele Uno cafona de frente alta, que baixava 4ª marcha ao ultrapassar um caminhão e ia embora, não sendo necessário embalar ou pôr 3ª como no Corsa.
        Ele só começou a ser ultrapassado por Gol MI 8 ou 16v, por Corsa 16v e os Fiesta Rocam. Claro que quando vendemos ele já havia Celta VHC, Mille e Palio Fire entre outros. Não fazendo competições ou estimulando rachas, porém na estrada quem anda vem junto, quem não tem motor fica para trás.

  • Domingos

    O que tem o Greenpeace com isso? Seria interessante saber!

  • Mineirim
    Penso exatamente como você.

  • Lauro Agrizzi,
    Você tem razão, até já há texto iniciado, mas o Nasser disse que falaria a respeito e, fora isso, preferimos esperar um pouco mais, ver os desdobramentos. De qualquer maneira, nas respostas a comentários deixamos claro nossa opinião de ter sido um fato profundamente lamentável.

  • Lauro Agrizzi,
    Todo defeito de fabricação que afete segurança exige recall, mas nem todo recall só é cabível por problema de segurança. Isso que você falou de venda enganando consumidores faz parte de uma onda de ódio contra a VW que simples e inexplicavelmente inexistiu em vários casos de morte por defeitos diversos em carros de outras fabricantes, até “tiro” de inflador de bolsa inflável. Ainda no tema enganar, realmente isso haverá, depois de enquadrado nos limites o carro consumirá menos combustível. A perda de desempenho será desprezível. Eu nunca me sentiria enganado se tivesse um carro que emitisse mais. Me sentiria surpreso.

    • André Andrews

      É isso que estou achando estranho por parte da mídia e das pessoas: o caso das bolsas é infinitamente mais grave do que este, mas essa onda de ódio com os fabricantes envolvidos neste caso foi muito menor. Uma das explicações está no termo montadora que o pessoal tanto adora, pois a fábrica “somente montou o carro”, devem pensar.

      Meu carro só tem agendamento para trocar a bolsa do motorista a partir de dezembro! Ou seja, ainda há pessoas que podem e vão levar um “tiro” da tal bolsa e perder a vida!

      Resumo, os Ncapeiros e os ecochatos venceram, pois a visão que deixaram é que é preferível ter uma bolsa que pode te matar, do que um carro que “polui” mais.

    • Ricardo kobus

      Eu me pergunto!
      Será que as grandes fabricantes americanas não deram uma “forcinha” para que isso viesse à tona?

      • Fabio Toledo

        A Opel está na mesma! “Artimanhas” também são herdadas das pistas.

      • VeeDub

        Este tipo de especulação também ocorreu no caso do pedal do acelerador da Toyota…

    • Fabio Toledo

      Parece coisa de torcida de futebol!
      Já percebeu como as pessoas que possuem veículos de outras marcas ou mesmo fãs de outras marcas se esforçam para justificar sua opção? Algo fora do normal!

      Meu sogro por exemplo diz odiar a VW, e quando questiono a razão desse ódio, mesmo sendo descendente de alemães, e não tendo argumentos para tal, continua odiando… rs

    • Walter

      Bob, se o simples enquadramento via software implicasse em menos consumo de combustível e perda desprezível de desempenho, não haveria razão para a fábrica programar a ECU para enganar inspeções. Há uma razão técnica para a VW ter se arriscado tanto. Seria legal se um dos entendidos em diesel aí do AE fizesse uma matéria de conteúdo técnico sobre o grau de evolução dos sistemas EGR e SCR.

  • CorsarioViajante

    Insistir nesta bobagem que VW foi “fundada por nazis” já mostra que o sujeito desconhece completamente a história.

    • Holandês Louco

      Bom, eu não concordo, nem discordo, muito pelo contrário: estou em cima do muro. Só transcrevo o que eu já li.

      Na publicação “Volkswagen, Aktiengesellschaft” de 2008, onde na contra capa diz:

      “ISSN 1615-1593
      ISBN 978-3-935112-11-6
      © Volkswagen AG 2008
      Wolfsburg 2008”

      (Um livro oficial da marca VW)

      na página 8 diz:

      “The ”Reichsverband der Deutschen Automobilindustrie“ (RDA) (Reich Association of the German Automobile Industry) commissioned Ferdinand Porsche to design a Volkswagen on June 22, 1934. However, the companies that made up the RDA had reservations about Adolf Hitler‘s requested price limit of 990 Reichsmarks. The doubts raised at the time because of currency shortages and the limited supply of raw material were accompanied by scepticism regarding the economic feasibility of a factory devoted only to the Volkswagen. The financing of the entire project remained a problem.
      The ”Deutsche Arbeitsfront” (German Labor Front) filled the gap in the chain of responsibility in 1937. The plan was to carry through with this Nazi prestige project which was aimed at improving the image of its leisure time organization ”Kraft durch Freude“ (Strength through Joy – KdF). On May 28, 1937, the ”Gesellschaft zur Vorbereitung des Deutschen Volkswagens mbH“ (Company for the Preparation of the German Volkswagen Ltd.) was established in Berlin. The name was changed to ”Volkswagenwerk GmbH“ on September 16, 1938 and was entered into the Commercial Register on October 13. Franz Xaver Reimspieß, an engine designer at Porsche KG, created the Volkswagen trademark, the ”letters V and W contained in a circle”. The registration application was filed on October 1, 1948 and the trademark
      was registered with the German Patent Office on November 21, 1953.”

      Quem construiu e subsidiou a construção da fábrica da “Gesellschaft zur Vorbereitung des Deutschen Volkswagens mbH” foi a “Deutsche Arbeitsfront”, por
      ordem do monstro, pois a indústria automobilística alemã não deu a mínima para o KdF-Wagen.

      “Deutsche Arbeitsfront” foi criada pelo Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães…

  • Lauro Agrizzi

    Bob,

    O que as todas as reportagens do exterior dizem é que se o veículo for regulado para atender as normas de poluição vai gastar mais combustível e perder potência, o que difere da sua informação, Por isto dizem que o Recall não vai resolver o problema.Ou seja: conserta uma coisa e atrapalha outra.Dai dizerem que a VW enganou todo mundo.

    veja mais uma notícia no link abaixo

    http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/taxistas-de-madri-estudam-acao-coletiva-contra-volkswagen

  • Lauro Agrizzi,
    Nunca se especulou tanto como neste dieselgate. É preciso esperar as conclusões corretas.

    • Eduardo

      Claro, com certeza… mas nos últimos 5 anos fiz viagens pela Europa e aluguei carros da BMW, Mercedes, Peugeot, Volvo e Kia… e nenhum chegava perto da potência disponível e da economia de combustível destes EA 189… e eu todo bobão, impressionado com a superioridade tecnológica da VW nos motores a diesel.

  • Fabio Toledo
    O que o ser humano é capaz de fazer só para ficar in, na moda…Até colocar sacos de lixo nos vidros!

    • Fabio Toledo

      Que pobreza de espírito, as pessoas fazem coisas estranhas, tentam se enganar, quando buscam suprir carências etc.

  • Fabio Toledo,
    Isso é tão provável quanto a Alemanha fechar…

  • Bruno

    Independente do que a Volkswagen venha a fazer agora, o ato criminoso já foi cometido. Por mais que ela conserte os carros, isso não muda o fato de ter se enveredado em uma conduta de má fé, causando dolo a um incontável número de pessoas. E o fato de outras empresas terem condutas ainda mais reprováveis, como a Toyota, no caso dos airbags e dos aceleradores, não deve diminuir a gravidade ou minimizar as sanções. Não devemos “nivelar por baixo”. Se a Volkswagen sofrer pesadas sanções e multas, mesmo que se torne inviável economicamente, estará, tão somente, sofrendo as consequências de suas escolhas egoístas, que causará grandes males as pessoas que confiaram nela como consumidores ou colaboradores. E o que deve ser feito é um nivelamento por cima, com as pessoas exigindo que os outros casos deploráveis de conduta sejam punidos da mesma forma ou com severidade ainda maior. Mas num mundo hipócrita como nosso, 10 kg a mais de gás nocivo no ambiente são mais reprováveis que 10 mortes a mais no trânsito devido ao mal funcionamento de algum componente.

  • Kevin “Schãoantz!” (F.Lopes)

    Olha, que foi burrada, foi, corrige e ponto final. Mas creio que há uma campanha velada para enterrar a VW, isso há!
    A GM fez foi relapsa com o miolo da ignição que matou gente, a Toyota com os tapetes que enroscavam no acelerador, fora os airbags “assassinos” da Takata que estão sendo um verdadeiro nabo, mas não teve este estardalhaço todo. Se for fuçar a maioria das grandes fabricantes já fez das suas, sobra pouca gente limpa no rolo.
    Aos que torcem pelo malogro da VW um alerta: isto pode afetar os fornecedores desta também vão para o buraco, aí serão os funcionários da VW e os funcionários dos fornecedores ferrados, desempregados e sem dinheiro, ferrando o comércio, que começa a demitir por estar ferrado, e aí vira uma reação em cadeia ferrando a economia alemã, prejudicando a Europa e no fim esta bosta toda vem parar aqui, que já está uma beleza! Acorda moçada!

    • Mineirim

      Kevin, respeito sua opinião. O problema é que a VW quis burlar as normas técnicas. Não foi erro de projeto, nem de escolha de materiais ou fornecedores. Foi crime, sim.
      Leia a coluna do Nasser desta semana. Ele explica direitinho a dinâmica. A VW descobriu que a nova geração de motores não se enquadraria nos padrões de emissões, exigindo sistema com ureia (Arla 32). Isso aumentaria os custos.

      • Kevin “Schãoantz!” (F.Lopes)

        Sem dúvida houve dolo, Mineirim, isso é inegável e foi horrível…

  • Domingos,
    Declaração Universal dos Direitos Humanos, da ONU, da qual o Brasil é signatário:
    “Artigo 27°, 1. : Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam.” Portanto, ao barrar o motor Diesel nos automóveis o Brasil está contrariando o que assinou.

    • Domingos

      Bob, embora pessoalmente ache a declaração da ONU um imbróglio pomposo e meio desviado como a nossa Constituição, obviamente é mesmo uma cerceação de liberdade injustificada não podermos escolher pelos motores diesel em carro de passeio.

      O tempo e o uso de cada um iriam regular o que fosse realmente melhor.

      Como o preço do diesel tenderia a aumentar e também o custo de manutenção e aquisição seriam maiores, ficariam como excelentes opções para quem roda muito.

      Embora realmente não goste da grande maioria dos diesels, não é nada bom mesmo ter uma medida assim draconiana.