Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas EXTINTOR NÃO É MAIS OBRIGATÓRIO, PORÉM… – Autoentusiastas

Melhor notícia para os donos de automóveis não poderia haver, o uso do extintor deixar de ser obrigatório mediante resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) nº 556, datada de 17/09 último. Mas lendo a peça legal (não é lei mas tem força de por se referir tão-somente ao Código de Trânsito Brasileiro, este sim lei, a de nº 9.503 de 23/09/97) tive decepções que, mais uma vez, mostra como estamos carentes de capacidade intelectual no nosso país, combinada com má fé das autoridades constituídas.

Quando um livro escolar de Português diz ser aceitável dizer “Nós pega o peixe”, por ser linguagem popular, livro autorizado pelo Ministro da Educação (?), hoje prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, petista (só podia…), esse processo de emburrecimento da população torna-se um círculo vicioso.

Começa pelo resumo da resolução, que diz:

“Torna facultativo o uso do extintor de incêndio para os automóveis, utilitários, camionetas, camionetes e triciclos de cabine fechada.”

Primeiro, é desnecessário dizer que algo é facultativo. Segundo, como resumo, bastaria dizer “Dispõe sobre o extintor de incêndio em veículos automotores, que deixa de ser equipamento obrigatório em casos específicos.” Terceiro, não se trata de usar o extintor, mas de tê-lo no veículo. Usar extintor é extingüir fogo.

Aí começa o festival de besteiras, já no Art. 1º da resolução:

“Art. 1º Alterar o art. 1º da Resolução CONTRAN nº 157, de 22 de abril de 2004, que passa  a vigorar com a seguinte redação:

Art. 1º Esta norma torna facultativo o uso do extintor de incêndio, para automóveis, utilitários, camionetas, caminhonetes e triciclos de cabine fechada, do tipo e capacidade constantes da tabela 2 do Anexo desta Resolução, instalado na parte dianteira do habitáculo do veículo, ao alcance do condutor.

§ 1º Os proprietários dos veículos descritos no caput poderão optar pelo uso do extintor de incêndio.

§ 2º Os fabricantes e importadores dos veículos descritos nos caput deverão disponibilizar local adequado para a instalação do suporte para o extintor de incêndio, na forma da legislação vigente.

§ 3º Os proprietários de veículos que optarem por utilizar o extintor de incêndio deverão seguir as normas dispostas nesta Resolução.

Percebeu, leitor? É facultativo, mas se o dono do carro decidir ter extintor no carro terá de instalá-lo onde a resolução manda.  Existe burrice maior? Qual o problema de guardar o extintor no porta-malas? Será que a nossa “intelectualidade” acha que se trata de questão de vida ou morte?

Já contei aqui, meu pai  gostava de ter extintor no carro, então o levava no porta-malas. Algumas vezes até ajudou pessoas.

O § 1º prossegue com a burra expressão ‘uso do extintor’. Portar é diferente de usar. Mas “nós pega o peixe” é o mesmo que “nós pegamos o peixe”, não é?

O § 2º, então, é de matar. Mesmo que o fabricante, aqui ou no exterior, não queira prever local para o extintor (por não se os  ter nos carros que rodam no Primeiro Mundo), tem prover local para algo que não é obrigatório. É demais.

Cada fabricante que aja individualmente e preveja esse local para atender o seu cliente. Não tem que ser obrigada coisa alguma. Nessa linha de raciocínio toda fábrica deveria prover local para instalar lança e esfera de reboque, que não são obrigatórios,  e capacidade de tração, caso o cliente deseje ou precise rebocar alguma coisa. Igual.

O § 3º é para exonerar o presidente do Contran e mandar prendê-lo. Como pode alguém permitir uma asneira dessa? Extintor não é mais obrigatório!!!

O Art. 2º da resolução nº 556, no meu entender, é o mais grave, pois denota nítido acerto com a indústria de extintores, o que se configura como crime. Como algo que não é obrigatório pode ficar sujeito a procedimentos de durabilidade e substituição? Opa, olha a indústria da multa pondo suas manguinhas de fora aí e caixa registradora dos fabricantes de extintores emitindo o doce som do plim-plim!

A roubalheira não pára por aí. O art. 3º da resolução nº 556 diz no § 3º que “A partir de 1º de outubro de 2015, os proprietários de automóveis, utilitários, camionetas (N.d.E: peruas), caminhonetes (N.d.E.: picapes) e triciclos de cabine fechada, que optarem pela utilização (N.d.E.: de novo a besteira de usar, utilizar o extintor) do extintor de incêndio, deverão utilizar extintores de incêndio com carga de pó ABC.”

O meu raciocínio cartesiano é: “Se ter extintor no carro é não obrigatório, uso até extintor a urina se quiser”. Brincadeira à parte, o Contran está obrigando a se ter determinado tipo de extintor mesmo quando este não é obrigatório. Cheira ou não a caixinha, obrigado?

Isso sem contar a farra de fabricantes e varejistas de extintores praticando a inquestionável extorsão em vista da entrada em vigor da obrigatoriedade do tipo ABC. Alguém precisa ser indiciado por esse crime contra a economia popular.

São fatos como esse que desanimam. A autoridade, que devia dar o exemplo de normatizar corretamente, o faz de maneira torta e equivocada. Como a presidente da nação, que vem dizendo a semana toda na mídia que impeachment é golpe, na tentativa de conseguir simpatia e oposição dos “bolsistas-de-qualquer-coisa” a um ato perfeitamente normal nos regimes democráticos. Onde está o Ministério Público Federal? Onde estava o MPF quando o molusco nove-dedos, presidente, disse publicamente em dezembro de 2007 que quem era contra a CPMF era sonegador? Ali já deveria ter sido impedido de continuar no cargo por falta de decoro.

A coisa está mesmo feia, muito feia.

BS

Foto: zh.clicrbs.com.br

 

 

 



Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

  • marcus lahoz

    Bob é realmente tudo mal feito. Uma vergonha.

    • Roberto

      Um outro exemplo recente de falta de conhecimento das nossas autoridades e legisladores é o projeto de lei que obriga o uso permanente de faróis baixos durante o dia nas rodovias. Não sou contra o uso de farol baixo nestas situações, mas as luzes diurnas (DRLs), apesar de serem mais eficientes que os farois baixos nestas situações, não é ao menos mencionada no projeto de lei. Tenho acompanhado a tramitacao e pelo jeito irá passar assim mesmo pelo senado. Ou seja, será mais uma lei que já irá nascer defasada.

      • João Guilherme Tuhu

        Isto é outra palhaçada. Para os ceguinhos fissurados em segurança…

      • marcus lahoz

        Roberto eu mandei um e-mail para o deputado Rubens Bueno, e ele falou que está implícito o uso das DRLs, óbvio que não, não é? O prezado deputado não quer se dar ao trabalho de alterar e atualizar o projeto de lei.

    • jrgarde

      Pior é quando parece propositadamente mal feito

  • francisco greche junior

    Realmente está de matar essa resolução. Somente pelo fato de querer normatizar algo que não é obrigatório já é de se rir e achar que isso é doença, agora não ter intelecto para saber a diferença de “usar” e “portar”… Certeza que é doença.

  • Diego

    Nem a única boa noticia do mês é boa de verdade …

    • Marcio Rocha

      É o que digo, até quando a notícia é boa, se torna ruim!!!

  • CCN-1410

    Isso é coisa de cachaceiro!

  • Paulo Júnior

    Bob, infelizmente essa raça PeTralha está destruindo o Brasil, seja por incompetência, seja pela corrupção e desmandos. Aqui em Goiânia, a prefeitura, do PT, claro, está destruindo a cidade em nome de ciclovias que ninguém utiliza, proibindo estacionar, matando o comércio… Essa corja PeTralha, penso que você concorda, tem que sair do poder, não importa o âmbito deste poder…
    Abraço

    • Fernando

      Isso é o que percebemos por todo o país, Paulo.

      Parece haver uma ótima comunicação entre os prefeitos que de tão longe começaram juntos a descobrir mais uma forma de seus “companheiros” lucrarem para pintar faixas a preços de ciclovias de verdade, e ainda por cima saem com uma simpatia com a população que nem anda de bicicleta mas é influenciada a dizer que adorou a ciclofaixa…

  • Diego Clivatti

    Prezados o texto a seguir, do Geraldo “Tite” Simões foi escrito em 2004, 9 anos portanto, mas ainda é muito atual http://www.motonline.com.br/noticia/um-pais-chamado-lisarb/ .
    Bob, regulamentar algo que não é obrigatório é tão antagônico que “dói os rins”, mas o que esperar de um país onde existe aprovação automática até o terceiro ano do ensino fundamental, faixa cronológica onde neurologicamente estamos mais propensos a adquirir a leitura e escrita, desde que corretamente ensinados, e que forma no ensino médio um contingente de pessoas que não consegue concatenar ideias em uma frase, que dirá em um texto com força de lei? Ao que me parece este emburrecimento é friamente calculado (para parafrasear Roberto Bolaños). E assim caminha a pátria amada, salve salve!

    • Domingos

      Claro que é calculado. Estava pensando nisso hoje: as pessoas são ensinadas implicitamente que o ensino na verdade não importa nada. Importa só, no máximo, o que o ensino dá acesso.

      O que com o tempo se auto-destrói, afinal um universitário médio hoje é muito mais burro e mau caráter que um formado no ensino médio de uns 20 a 30 anos atrás.

      Porém, não se engane, quem escreveu essas contradições nessa lei do extintor fez isso de propósito.

  • Mr. Car

    A coisa está mesmo feia, Bob. Vá até o “Youtube” e digite “Mensagem da presidenta Dilma contra o preconceito e a intolerância”. Por trás deste discurso, no meu entender há nas entrelinhas, um grave tom de ameaça e tentativa de intimidação dirigidos às pessoas e setores organizados da sociedade que estão erguendo suas vozes contra todo o desmando e o projeto totalitário que ela e sua quadrilha, digo, e seu partido, representam.

  • Caio Azevedo

    O erro mesmo da resolução é ignorar as pesquisas (dizendo que o extintor nada acrescenta de bom em termos de segurança). Deveria sim proibi-lo, já que em alguns casos o extintor mais fere que protege. Eu vou tirar o meu do meu up!.

  • AGS

    Em outras palavras, se o extintor não estiver em dia, retire-o do veículo, ande sem ele, caso contrário, você poderá ser multado e o seu veículo não passará na vistoria anual, aqui no Rio.

  • RoadV8Runner

    Ou seja, do jeito que ficou essa nova resolução, a melhor coisa a se fazer é sumir com o extintor do carro, pois assim teremos a certeza que não estamos fazendo nada que contrarie essa resolução torta. Só faltava essa, correr o risco de ser multado por portar um equipamento não obrigatório, mas que é regulamentado por lei…

    • Franklin Weise

      Pensei o mesmo. Sem equipamento = sem risco de multa.
      Com equipamento = risco de multa.

  • Roberto,
    Nem me fale. Essa é outra idiotice inominável. O farol baixo mesmo de dia incomoda. É por isso que antes das fileiras de LEDs havia o farol de uso diurno, que era o baixo que só recebia 10 volts e ficava mais fraco, e sem ligar lanternas. Era só para haver as duas “bolas” sinalizadoras, para se avistar o carro de longe, sem incomodar. É muito ingenuidade nossa achar que a bosta do deputado que propôs essa lei tenha noção do que seja isso tudo.

    • Lucas

      Além disso, gostaria de comentar sobre um outro aspecto do uso dos faróis durante o dia. Normalmente eu ligo eles ao pegar rodovia, mas ontem, como estava um calor infernal, não o fiz, preocupado pelo fato de que o farol esquenta. Bob, o uso constante deles durante o dia não poderia aumentar o desgaste dos faróis, por se aquecerem mais?

      • Lorenzo Frigerio

        Se for o farol original de fábrica, não.

    • Roberto

      Concordo com você Bob, ainda mais se o farol baixo estiver desregulado. Com relação a lei, bastava o autor ver que as luzes diurnas já sao regulamentadas pelo contran (resolução 277, anexo 14). Mas vai ver que pesquisar e ler as leis dá muito trabalho para esta gente…

      • caique313131

        Se os faróis baixos estão incomodando de dia, imagine de noite? A solução seria o carro andar à noite somente com a lanterna ou sem nenhuma iluminação?

        Concordo que o propositor de tal lei cometeu um deslize ao ignorar as luzes diurnas, mas em hipótese alguma esse projeto de lei é ruim.

        • Roberto

          Depende muito da situação. Em certos modelos de veículos e em estradas onde há muitas subidas, a luz baixa incomoda um pouco mesmo que regulado. Mas como eu disse, não sou contra o uso, até porque nem todos os carros são equipados com DRLs ou similares e o incômodo do farol baixo durante o dia é muito mais uma exceção do que uma regra.

    • caique313131

      Bob, tenho certeza que você está exagerando ao afirmar que o farol baixo te incomoda durante o dia. E mesmo que incomode um pouco, partindo do seu pressuposto, qualquer farol baixo à noite me incomoda absurdamente, logo, todos deveriam ter sua intensidade reduzida consideravelmente. Pensamento errado, não concorda? O ganho em segurança ao acender os faróis durante o dia é incomparável em relação ao “desconforto” (se é que existe realmente) ocasionado pela atitude.

    • Antônio do Sul

      Bob,
      o Autoentusiastas, por ser um site especializado, poderia enviar ao deputado federal Rubens Bueno, autor do projeto de lei que torna obrigatório o uso permanente de faróis baixos nas rodovias, uma análise técnica dessa proposta legislativa, mostrando, de maneira pormenorizada, onde estão os seus erros, as consequências dessas falhas e as suas devidas e possíveis correções. Não sei se não estou sendo ingênuo, mas, nesse caso, talvez o parlamentar tenha errado mais por desconhecimento técnico do que por má-fé.

    • Ricardo kobus

      Bom dia Bob!
      Será que teria como fazer uma luz diurna dessa que você mencionou em um carro normal?

  • Paulo Júnior
    Concordo, claro, e o quanto antes saírem do poder, melhor.

  • Shalalai

    Prezado Bob,

    Além dos aspectos citados na matéria, é importante que o cidadão esteja ciente que o Extintor ABC não funciona corretamente e, apenas uma fabricante é homologada para fabricação, descartando variações no controle de qualidade entre concorrentes, abaixo deixo um vídeo para reflexão que ocorreu em minha cidade de origem Goiânia-GO.

    • Fernando

      Detalhe desse vídeo é que com o “extintor antigo”(como se referiu o bombeiro) dá para ver como ele nem sequer jogou no foco do fogo! estava com uma má vontade tremenda de tentar apagar, vai que da certo hehehe

  • CCN-1410

    Pois é Diego Clivatti, dez anos depois e nada mudou.

  • CCN-1410

    Por isso eu continuo a dizer: Isso é coisa de cachaceiro.

    • Shalalai

      “Nenhum ser humano é capaz de esconder um segredo. Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos.”

      S. Freud.

  • duratec2010

    E mais Bob, no final, o artigo 9º diz: “As autoridades de trânsito ou seus agentes deverão fiscalizar os extintores de incêndio, nos veículos em que seu uso é obrigatório, verificando os seguintes itens:”, quer dizer, e os veiculos que optarem por ter o extintor não deverão ser fiscalizados, mas o Artigo 1º no §3º diz:” Os proprietários de veículos que optarem por utilizar o extintor de incêndio deverão seguir as normas dispostas nesta Resolução.” É uma resolução contraditória que só leva a mais confusão!

  • Lucas,
    Não creio que o calor no farol o afete, mas que isso vai antecipar a troca de lâmpadas, por tempo de uso, sem dúvida.

    • Danilo K

      Além da troca antecipada de lâmpadas, o consumo seria afetado. Nos EUA foi feito um estudo e cada carro gastaria 7,6 litros de gasolina a mais por ano com a obrigação do uso de faróis de uso diurno. Fonte: http://carros.hsw.uol.com.br/questao424.htm

  • Luiz Leitão

    Bob,

    Nada como uma publicação especializada como o Ae para a fundo na questão, que os jornais não exploraram a fundo. Limitaram-se à notícia em si. Você foi fundo, descobriu e destacou as inconsistências (eufemismo meu para burrices) da resolução, como confundir uso com porte. Seria o mesmo que dizer que o uso de armas de fogo sem licença é proibido, quando, na verdade, o simples porte é que é proibido, enquanto usá-las em legítima defesa é lícito. O país está emburrecendo mesmo. Outro dia, recebi uma mensagem do Ministério do Trabalho com dois pavorosos erros de português, coisa de amador, ignorante mesmo. Então, o certo é jogar fora o extintor; ou melhor, guardá-lo em casa, onde, longe da fiscalização, poderá vir a ser útil algum dia. E também porque nosso desgoverno sempre pode voltar atrás e retornar a obrigatoriedade dessa inutilidade. Bastaria, quem sabe, um lobby, um financiamento de campanha por trás dos panos…

  • Fernando

    Tornar um equipamento facultativo, mas dar exigência a quem o carregue, é um exemplo da cruz que carregamos.

    Me lembrou de um professor, que em uma prova, em uma questão que começava com “Na sua opinão…” resolveu dar meio-certo e errado a vários da sala. Mas é claro que não deixei barato…

  • KzR

    Incrível como num ambiente onde um surto de sanidade se faz presente, a atmosfera esta repleta de imbecilidade e pensamentos sórdidos.
    Diante desta loucura de facultativo regulamentado, o mais certo é seguirmos o exemplo do pai do Bob: caso queira tê-lo, esqueça-o dentro do porta-malas!

  • Viajante das orbitais

    Post muito bem vindo, Bob. Não sabia de nenhum desses detalhes.
    Muito contra-senso. Parece que ainda vão lucrar muito dinheiro, muitas pessoas sabendo do fim da obrigatoriedade não farão a troca dos extintores antes do fim da validade e receberão multas.

  • Rogério Ferreira

    Realmente, essa de exigir ABC, quando optar em colocar o extintor, chega a ser inacreditável. Quer dizer que se eu quiser colocar um BC, estou contrariando a Lei? Aliás já apaguei incêndio em veículo com um BC vencido.

    • Marcio Rocha

      Também utilizei no passado um extintor BC, não vejo taaanta diferença, a ponto de ser proibido o seu uso.

  • Lorenzo Frigerio

    (…) o Contran está obrigando a se ter determinado tipo de extintor mesmo quando este não é obrigatório.
    Não vejo problema aí. A lei visa quem fabrica. Você imagine vender um extintor para quem quer tê-lo no carro, e no evento de um incêndio, ele não apagar aquele tipo de fogo.
    Talvez haja uma pequena falha formal aí, mas a lei está correta no objetivo.

  • Sergio
  • braulio

    Bom, como a regulamentação fala que o USO é facultativo, ela não revoga a que impõe o PORTE. Não vou correr o risco de andar por aí sem ele, ou com um extintor do tipo errado, fora da validade, etc. A lei foi tão mal redigida que não me dá certeza de que não serei multado se tirar o extintor do carro…
    Agora, ela impõe a obrigatoriedade do uso do extintor em caminhões e ônibus. Vou ter que acionar o equipamento toda vez que adentrar um coletivo? Ou é só o motorista? Quem vai fiscalizar se o extintor está mesmo sendo usado?

  • Renato

    Bob,
    será que estes pilantras não estão facultando apenas e realmente o uso (exatamente como está escrito na nova norma), mas ainda mantendo obrigatório seu porte?

  • Bob, o de Petrópolis

    Bob, a seguinte situação pode se apresentar: você está dirigindo normalmente, com seu extintor vencido, do tipo AB no carro. Eis que depois de uma curva, aparece uma blitz. Então, joga-se o extintor pela janela, sendo sujeito a uma multa de R$ 85,00 e quatro pontos na carteira, sendo mais barato que a multa de R$ 127. Bizarro.

    Claro que não vamos jogar nada pela janela, até porque um extintor em velocidade vai virar um míssil, mas mostra como as nossas leis são anacrônicas.

  • Xará,
    Isso beira o surreal, não? Mas é exatamente o quadro que vocês descreveu. Quando li a resolução não acreditei.

    • Thiago

      Surreal é a palavra!!!
      O que faço com os extintores vencidos ou BC?
      Tinha pensado em levar para alguém que trabalhe com sucata, mas se transportá-los estou cometendo uma infração, melhor mandar para o aterro sanitário mesmo, ou então ir de bicicleta pelas maravilhosas ciclovias, aí pode, não é?

  • joao

    Vão-se os extintores, no qual a fiscalização tinha o trabalho de parar o carro para fiscalizar, ficam-se os faróis, com a possibilidade de multa em trânsito. Passinho para frente, passinho para trás…

  • Renato,
    Pensei nisso também, mas seria cachorrada demais.

    • Fred

      Mas o uso já era facultativo! Se eu tenho o extintor no veículo e, de repente, começa um incêndio nele, posso escolher entre usar o extintor para tentar apagar o fogo ou simplesmente sair correndo e deixar o carro derreter… Ou a autoridade de trânsito iria me multar por não tentar apagar o incêndio?!

  • João Guilherme Tuhu

    Isso faz parte do eterno Febeapá, do saudoso Sérgio Porto (1923-1968). O emburrecimento da sociedade brasileira é algo que não pode mais ser negado. Trabalho há 30 anos perto de políticos e do Judiciário. A maior atingida em todo esse processo é a língua pátria, destruída a cada dia. Exemplo-mor é essa maldição chamada “disponibilizar” juntamente com “foco”, que deveria significar somente “marido da foca”…

  • David

    Irei deixar o extintor no meu carro. Obrigatório ou não.

  • Caio Azevedo

    Acho que não. A orelhada mesmo é no uso da língua. A resolução só utiliza a palavra “uso” em toda sua redação. Mas fica claro que “uso” na verdade é “porte” quando estabelece regras quanto ao local no veículo onde o extintor deve ser armazenado.

  • Caíque,
    Quem diz isso não é só eu. Quando ainda não existiam as fileiras de LEDs, os faróis de uso diurno nos países nórdicos e no Canadá eram os mesmos faróis principais nessa função, só que chaveados por um circuito de alimentação que só entregava 10 volts e não acendia lanternas. O objetivo era o tráfego contrário ver as duas “bolas”, que não incomodavam. O que esse deputado imbecil fez é caso típico de ouvir o galo cantar mas não saber onde.

  • Fred,
    Perfeito!

    • Renan V.

      Alguém deveria denunciar estes absurdos formalmente.

  • Sergio
    Eu vi. Quando meus filhos eram pequenos e íamos costumeiramente ao Rio visitar minha mãe, para ela curtir os netos, assim que entrávamos no apartamento dela ela dizia que os pequenos estavam cheirando a cigarro – claro, eu e minha mulher fumamos. Hoje são dois adultos perfeitamente saudáveis. Fez muito mal a eles mesmo…Esse pessoal enlouqueceu. Ou estão atrás de faturamento com multas também. Ganhar dinheiro fácil vicia.

  • Lorenzo,
    Não e não. Desde que não seja item obrigatório, é você que escolhe que extintor usar. Seria o mesmo que se for usar barbeador elétrico, que não é obrigatório, só poder usar o Braun tipo x.

    • Lorenzo Frigerio

      Bob, eu disse que o extintor veicular tem que ser padronizado e homologado para incêndios veiculares. Isso é para proteger o consumidor, não para puni-lo, ou seja, para que ele não compre extintores falsificados. Quem teria que ser multado, no caso, seria o fabricante.

      • Hellmann

        Que homologuem tanto AB quanto ABC, e deixem a escolha para o condutor que deseja portar um extintor no carro. Não é porque existe falsificação de rodas que se deve vender apenas um modelo delas.

  • Rogério Ferreira,
    Está na cara que houve “a$$erto”

  • CCN-1410

    Bob,
    Por favor tente explicar isso.
    Quero lembrar que esse tipo de acidente é comum em SC. Como isso pode acontecer? Carro novo, rodovia em bom estado e sem movimento e ainda em uma reta. Como é que alguém pode capotar?

    • Mazini

      Creio eu que é difícil dar uma explicação para um acidente assim, mas o mais provável é sono, distração ou então algo inesperado na pista, como um animal.
      O cara tenta desviar e perde o controle do carro.

    • Lucas dos Santos

      É o que a imprensa chama de “perdeu o controle do veículo”. Mais ou menos como neste acidente em que, segundo os bombeiros, o carro “capotou sozinho”:

      http://g1.globo.com/pr/parana/paranatv-1edicao/videos/t/curitiba/v/carro-capota-em-curitiba/3857920/

    • Fat Jack

      Eu arriscaria um palpite: aquaplanagem, e como a imensa maioria dos “motoristas” não sabe nem o que é, imagine-se quantos sabem corrigi-la…
      (ainda em tempo, a malha viária de SC não é ruim não, apesar da grande quantidade de vias serem de pista simples estas costumam estar em bom estado, um dos grandes problemas da região é a neblina, que comumente bloqueia – literalmente –a visão dos motoristas)

  • Antônio,
    Desconhecimento, sem dúvida. Mas quando não se conhece um assunto que se pretenda legislar a respeito deve-se consultar um especialista. Boa sugestão sua.

  • CCN-1410
    Só pode ser sair da reta, da pista e topar com algum obstáculo que faça o carro capotar. Esse sair pode ser sono, escrever texto, qualquer tipo de distração;

    • Maycon Correia

      Não sei a condição do condutor ou o que aconteceu, mais muitos desses acontecem, pelas mãos dos motoristas de final de semana.
      Sou de Santa Catarina também, e deixo a minha opinião, viaje num dia de semana e viaje em feriado ou fim de semana para ver a série de barbaridades.
      Isso que acontece quando um governo dinheirista resolve vender habilitações, ao invés de fazer as pessoas conquistá-las.

  • jr

    O que o Bob constatou é muito representativo. É um grave sintoma da desfuncionalidade que aqui reina. É apenas um exemplo, mas representativo da regra, muito representativo. O mesmo tipo de mente que elabora um texto como esse dirige o país nos mais variados níveis administrativos, dirige nossas empresas, estabelece as normas e as fiscaliza.
    Como é que um país como esse pode ter futuro?

    • Armen

      Ainda a propósito desse tipo de acidente, vejam a quantidade de acidentes com caminhões, em pleno centro de São Paulo, normalmente em retas das Marginais. A mídia noticia o acidente, referindo-se apenas aos gigantescos congestionamentos e nunca questiona o por que de eles acontecerem. Passadas algumas horas, ninguém toca mais no assunto! E que não venham dizer que são causados pelas condições mecânicas dos veículos; os acidentes acontecem com caminhões novos (também). Que tal fazerem blitze para constatar embriaguez, uso de celular, cargas mal acondicionadas e excesso de velocidade?

      • Pois, é Armen! E falando disto tem muito motorista idiota que fica fazendo as malditas manobras apelidadas de “quebra-asa” como uma forma de auto-afirmação…
        E não é só caminhoneiro que faz isto, lembra daquele motorista de perua da PM que decidiu fazer uma gracinha na saída do quartel e acabou capotando?

  • Lucas

    Seria o cúmulo do absurdo isso, te multarem por não ter tentado apagar com o extintor do carro….

  • Maycon Correia

    Aquele molusco de 9 dedos é o cidadão de pior espécie! Falou que o plano real era uma fraude, agora estão destruindo uma moeda que trouxe paz e estabilidade financeira a uma nação, não ficou um mandado da oposição sem falar em impeachment, hoje quem fala isso é golpista! Diz que a CPMF é bom para o país, mais em 1998 quando “peleava” para chegar ao poder, era contra.
    Basta ver o que ele diz em uma entrevista: toda e qualquer dependência de distribuição pública de renda é a forma mais suja de escravizar os necessitados! E porque o maldito partido dele sai espalhando bolsas a deus-dará?
    Não fazendo apologia a alguém, mas naquela campanha de 1998 o senhor Enéas disse assim: não sou contra ninguém, mas que condições tem uma pessoa sem treinamento sentar no comando de um avião e levar o mesmo até à França, por exemplo?
    Se um aprovado em um concurso público tem que mostrar diplomas escolares e de ensino superior, atestado de boa índole e sem antecedentes criminais, eu estou ainda sem saber porque para a classe política não há a mesma exigência.

  • marcus lahoz

    Eu enviei. Acredito que como cidadãos devemos ajudar no possível.

  • Marcus,
    Aí vem a multa e no recurso você diz que “está implícito”, muito bonito, não é? E tem outra na obrigação de faróis ligados em estradas mesmo de dia, muitas estradas viraram avenidas em termos práticos devido ao adensamento populacional, mas como é “estrada”, já viu o que vai acontecer….

  • Roberto
    Mesmo sendo exceção não se justifica imposição. E você lembrou bem, subidas: há as lombadas!

  • BS, vamos à lógica.
    – Uso do extintor de incêndio passou a ser opcional;
    – Se optar por ele, tem que instalá-lo no local pré-destinado deixado pelos fabricantes. Então não pode deixar onde quiser.

    Simples. Se o guarda lhe parar e achar o extintor no porta-malas, você apenas o está transportando como carga, pois você não optou pelo seu porte no veículo.
    É uma simples questão de semântica.

    • Lorenzo Frigerio

      Ele é carga em qualquer circunstância, pois não é mais exigido como equipamento. E não creio que exista regulamentação no Brasil como motoristas privados devam transportar carga em seus veículos. Eles apenas ficam sujeitos à lei penal, se o extintor solto no banco traseiro (p. ex.) atingir alguém numa colisão.
      É óbvio que o bom juízo recomenda que se transporte o equipamento preso no lugar que lhe reservou a fábrica… mas antevejo que os fabricantes em breve deixarão de reservar um lugar para ele dentro do carro, como os carros importados “legítimos” (estes sim, um perigo, pois o equipamento vai só encaixado em qualquer lugar).

  • Lorenzo Frigerio

    Não, você não estará contrariando a lei; quem estará é o fabricante do extintor, porque se você precisar usá-lo, ele pode não combater aquele tipo de fogo. Acho estranho que estejam todos interpretando a coisa equivocadamente.

  • nrporto

    Guarda sabe o que é semântica? KKKKK

  • nrporto

    Vou tirar os extintores de meus carros, quando vencerem. Já tive uns
    quarenta carros, novos e velhos, e nunca precisei de extintor nem para
    ajudar alguém.

  • FocusMan

    Bob me desculpe. Em um acidente o extintor vira um míssel. Ou ele vai preso ou melhor nao tê-lo. Nenhum objeto deve ser transportado solto dentro de um veículo para não precisar contar com a sorte em caso de emergência. O comportamento de tal corpo não pode ser simulado caso esteja solto como você deve saber, logo como sou profissional da área eu não recomendaria isso a ninguém.

    • Costa

      FocusMan, ia comentar isso agora, concordo com você, se é opcional e muita gente vai querer ter o item no carro, é importante sim que o carro já venha com os dois buracos para os parafusos utilizados para prender o suporte do extintor, não precisa vir com o suporte, apenas os dois furos dos parafusos. Acredito que tal preparação não faça diferença nenhuma no carro, até porque os furos podem ser tampados com tampão e/ou carpete. É um risco muito grande ter o extintor solto dentro do carro, vira um míssil como você falou.
      O Bob deveria ter pensado nisso, afinal existem testes demostrando o risco de se ter objetos soltos dentro do carro em carro de colisão e até frenagem brusca.

  • jr

    Qual a justificativa para um texto como este? Me desculpe, mas a forma de expressar é reflexo do pensar. Não sei se sinto pena ou medo.

    • jr

      Digo “pena ou medo” de quem escreveu o texto da resolução, para deixar claro.

  • Acho que serei apedrejado, mas vamos lá…
    Um extintor de incêndio adequado (entre 1,5 e 2 kg de meio extintor ABC) operado com perícia (por pessoa treinada para tal) certamente pode ajuda a extinguir “princípios de incêndio” e é para isto que servem extintores portáteis! Se o fogo estiver alto o certo é sair de perto do fogo o mais rápido possível.
    Se os extintores no mercado são ineficazes, pois só têm 0,9 kg de meio extintor (o que é realmente insuficiente para o que se precisa) ou os motoristas não recebem noções de combate a incêndio nos tipos de veículos que sua habilitação permitirá conduzir e não “estouram” ao menos um extintor em um exercício de fogo real, isto não quer dizer que ter extintor no carro é desnecessário. Isto simplesmente quer dizer que as coisas foram tratadas sem seriedade, como soe acontecer comumente no Brasil Varonil.
    Outro caso foi a questão dos ridículos estojos de primeiros socorros que por um tempo foram exigidos no Brasil. Isto não quer dizer que um estojo decente (como os que eram norma na Alemanha quando eu morei lá, por exemplo) acompanhados por um curso de primeiros socorros não salvariam vidas em situações nas quais o socorro pode demorar muito tempo e um torniquete pode ajudar…
    Será que não está é faltando método, técnica e seriedade nisto tudo?
    Agora dizer que os extintores não são necessários pois carros modernos não pegam fogo??? Se até Ferrarris andaram torrando há pouco tempo… E adianta afirmar que ninguém sabe usá-los, porque não foram treinados? E assim por diante…
    Pois é, vejo as coisas de outra forma, e entendo que ter um bom extintor e saber usá-lo é uma coisa importante.

    • Roberto Neves

      Você tocou num ponto importantíssimo: treinamento. Por que nunca constou do processo de habilitação para novos motoristas? De que adianta ter extintor se não se sabe usá-lo? Já vi gente muito boa que na hora do fogo não sabia sequer tirar a trava do seu extintor.

      • Exatamente o que eu disse, mas aqui pouquíssima coisa é levada a sério, infelizmente…

    • Rodrigo R

      “Um extintor de incêndio adequado (entre 1,5 e 2 kg de meio extintor ABC)
      operado com perícia (por pessoa treinada para tal) certamente pode
      ajuda a extinguir “princípios de incêndio””

      Infelizmente aqui não dá para postar video, mas um BOMBEIRO MILITAR, treinado, qualificado, que ganha a vida apagando fogo, passou vergonha em rede nacional, ao tentar apagar um fogo com o extintor ABC durante uma demonstração de ‘como o extintor ABC é melhor do que o antigo”.

      Se ele que é treinado para isso não conseguiu, imagina a população em geral ?

  • jr

    Bob, mudando de assunto, veja este conjunto de ideias para melhorar o trânsito.

    http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/5-solucoes-para-tornar-o-transito-mais-seguro-doe2p24a6h5yloc1zjy66qxuc

    Aquela de reduzir o tamanho das quadras é cômica. Outras, como ter comércio espalhado para vc. não precisar pegar o carro para ir na padaria, por favor, uma coisa é cidade / bairro outra é conjunto habitacional…

    Da onde estão vindo os especialistas?

    • Lucas dos Santos

      Diminuir o tamanho das quadras é útil em locais onde só há vias de mão única. É chato precisar contornar uma quadra enorme somente para poder acessar a rua paralela, especialmente quando se deseja retornar.

      Quanto a “descentralizar” as cidades, vejo como algo positivo para diminuir os deslocamentos. Eu, costumo priorizar os locais próximos à minha casa ao invés de ir até o centro da cidade. Muito mais cômodo assim.

      Diversificar o uso das vias, ao menos na minha cidade é utopia. As ruas são todas estreitas e não há espaço para oferecer todas as comodidades citadas na matéria. Precisaria, literalmente, desmanchar a cidade e fazer outra, com vias mais largas.

      Quanto a priorizar o pedestre, bem… de acordo com o CTB, o pedestre já tem prioridade no trânsito! E isso está escrito lá há quase 20 anos! Se isso não ocorre na prática é porque falta educação, conscientização e fiscalização. Basta investir nisso ao invés de criar obras mirabolantes por aí.

      O que me incomoda de verdade é esse papo de “desestimular o uso do carro”, o que se traduz em dificultar a vida do motorista. Melhorem o transporte público e as pessoas deixarão de utilizar o carro por livre e espontânea vontade! Tenho certeza que se o transporte público fosse eficiente, as pessoas utilizariam o carro somente para lazer, normalmente nos fins de semana ou nas férias. Não seria mais necessário ter dois carros, sendo um “para usar” e outro “para curtir”. Certamente só restaria este último na garagem daqueles que gostam de carro. E isso, certamente, retiraria das ruas as pessoas que não gostam de dirigir, mas que o fazem por necessidade. A maioria das bobagens cometidas no trânsito vem dessas pessoas, que dificilmente se interessam em aprimorar sua técnica.

      Agora, o mais curioso da matéria é ela dizer que as vias precisam de espaço para estacionamento e, logo em seguida, fala dos malditos “parques de bolso” que… ocupam vagas de estacionamento! Vai entender…

      Vendo essas idéias malucas espalhadas por aí, não há como esperar um bom futuro de nossas cidades.

  • Fat Jack

    Então quer dizer que pra não ser multado eu tenho que trocar o extintor do meu carro antigo por um ABC ou retirá-lo do carro?? É isso?? Hein?? Como assim??
    Tá realmente todo mundo louco em “Brasópolis”…

    • Frederico

      Eu entendi isso também… Você não precisar portar o extintor de incêndio, mas se estiver com ele no carro, este deve ser ABC e dentro da validade/pressão?
      Ou seja, se estiver com ele no carro, mas não for ABC ou estiver fora da validade ou sem pressão, é passível de multa?
      Mas como é passível de multa se é facultativo?

      • Lorenzo Frigerio

        Extintor não é obrigatório. Pode andar com ele descarregado. Não é da conta da polícia o que tem no seu carro, se não forem drogas ou mercadoria roubada.

      • Fat Jack

        Eu gostaria muito de um esclarecimento desse tópico… Ae, podem nos ajudar???

    • Lorenzo Frigerio

      Se o seu extintor antigo estiver na validade, é óbvio que não poderão multá-lo. Mas podem blefar, para achacá-lo. Se colar, colou. Só que o extintor não é mais obrigatório, qualquer um. Então, desafie-os a multarem.
      Cara, extintor não é mais obrigatório para o motorista. Se você tiver um extintor de qualquer tipo DESCARREGADO, NÃO PODEM MULTÁ-LO.
      A obrigatoriedade de ABC é para padronizar o tipo de extintor veicular. Quem ficará sujeito à multa se não produzi-lo com características ABC é o FABRICANTE, e o COMERCIANTE que lhe vender gato por lebre.
      Acho incrível a turma se apavorando por uma coisa tão simples, com medo de se defender e já assimilando uma possível ameaça das autoridades… reflexo de décadas de intimidação dos cidadãos pela kafkiana máquina burocrático-policial do Estado Brasileiro.

      • Fat Jack

        Honestamente eu entendi de forma diferente, apesar de sem dúvida alguma eu concordar com as suas observações, exatamente por isso e pela falta de clareza (ah vá…, que novidade!!!) das informações fornecidas pelo Contran, não acho que se trate de apavoramento e medo de defesa (apesar de eu saber muito bem que não cometer uma infração é uma coisa e provar que não se cometeu é outra bem diferente – já passei por isso, tendo indeferido um recurso), por isso mesmo:
        “… Então, desafie-os a multarem…”
        Não, obrigado!

  • Fat Jack

    Minha interpretação do que o Bob mencionou é diferente da de vocês, não entendi que ele tenha recomendado (ou concordado com) deixar o extintor de incêndio solto no carro, e sim que a fabricante tenha “livre arbítrio” para escolhe o locar que deseja prever sua instalação, não sendo obrigada a atender a norma sobre onde deve ser feita esta instalação.

  • Renan V.

    Da minha parte, entendi que, se andar sem extintor no carro estamos lives de multa, mas se andar com extintor fora de especificação, aí tomamos multa. Plus, andar com o extintor no carro, em ordem, no suporte, segundo esta regulamentação, é o mesmo que usar o extintor. Então, quando de fato se usa o extintor (para extinguir um princípio de incêndio, se é que se possa) estaríamos fazendo o que, usando novamente?

    • Jorge Alberto

      Particularmente, entendi que continuamos a ter que carrega-los, pois a lei diz sobre o USO (se pegar fogo você USA ou nao-sic!), mas não de TÊ-LO no carro…

      Então, ainda temos que portá-lo…. :O

  • Ricardo Kobus

    Moro no planalto norte-catarinense, e quando vou ao litoral, mas precisamente a São Francisco do Sul, eu não sei o quê acontece com o povo, é só ultrapassagem forçada, não sei se é pressa pra chegar na praia, acho que é loucura mesmo!
    Eu acho que acontecem poucos acidentes.

  • Marlon J Anjos

    Extintor não é desnecessário. Desnecessário é fazer a frota de um país inteiro usar extintor para ser usado por somente 3% dos casos de incêndio.
    Vamos ser realistas, maior parte dos motoristas sequer sabe trocar um pneu, imagina um treinamento de combate a incêndio.

    • Lorenzo Frigerio

      Essas coisas deveriam ser ensinadas na escola desde pequenos. Inclusive como ser educado no trânsito, pois existe um complexo sistema de hierarquias nele, que pode ser útil como exemplo para a vida.

    • Rodrigo R

      O principio é o mesmo para a “Lei Seca”, se criam engarrafamentos e se testam centenas de milhares de motoristas para achar meia-dúzia de gatos pingados bêbados.

  • jr

    Lucas, reduzir o tamanho das quadras como? A maioria de nossas cidades já está estável, consolidada. Vai se sair desapropriando pedaços da cidade por aí? É por isso que acho absurda esta proposta como ideia genérica.

    Quanto a criar mini cidades com comércio local, etc., esta é a forma orgânica das cidades. Vai contra o que os ditos urbanistas pregavam até a muito pouco tempo atrás, ou seja, no fundo a proposta é inovadora por ser contra o que os que planejavam as cidades achavam que era inovador…

    Quanto aos estacionamentos, acho que TODAS AS VAGAS deveriam se transformar em “parques de bolso”. Bastava uma profusão de estacionamentos subterrâneos. Quase todas (inclusive pequenas) cidades europeias adotam este modelo. A cidade fica mais bonita e menos quente, os carros ficam protegidos (das intempéries e dos malandros), aumenta assustadoramente o número de vagas disponíveis, pois o centro da Terra é o limite. É fácil de controlar e de pagar. Para mim é a solução ideal. Debaixo de uma praça ou de uma região com calçadão, dá-lhe estacionamento, com múltiplas saídas para pedestres e algumas para carros. Funciona muito bem. E continua a se ter um acesso limitado, por cima das calçadas, aos locais para pessoas que possuem seus estacionamentos residenciais ou para tráfego de pessoas doentes, idosas, deficientes. Acho que funciona muito bem.

    Eles falam em profusão de obstáculos nas ruas, como vc. deve ter notado. Se em baixo do seu local de destino tem estacionamento subterrâneo e vc acessa o destino por uma saída próxima, estas vias com “obstáculos” são para vc. entrar ou sair do estacionamento ou acessar algum lugar onde o carro tem de ir mesmo (pegar um idoso, furgão de entregas, acesso ao estacionamento do seu prédio, etc.). A ideia por si só, sem o resto, é o que estamos vendo em Curitiba, por exemplo. Ruas muito comerciais sem onde parar o carro, com travessias elevadas a cada quadra, faixa de bicicleta ao lado, etc. Sem como entrar à esquerda ou à direita, dependendo seu sentido de tráfego, enfim, uma armadilha sem noção.

    No fundo o que falta é bom senso, informação, gente capaz, …. tudo aquilo que não temos.

    • Lucas dos Santos

      Concordo que não há como diminuir o tamanho das quadras de cidades já “prontas”. Cai na mesma questão que comentei sobre alargar vias de uma cidade. Mas é algo a ser levado em consideração na construção de novas vias, bairros, etc.

      Estacionamentos subterrâneos são uma solução bastante interessante. Há projeto para se criar um na minha cidade, debaixo de uma praça, mas acho que vai demorar bastante para sair do papel – se sair. Os espaços para estacionamento paralelo nas vias está cada vez mais limitado e não há estacionamento rotativo que dê jeito. O que não dá é para remover vagas de estacionamento sem deixar nenhuma outra alternativa, como vem ocorrendo ultimamente.

      O problema é aplicarem essas idéias com o objetivo de “desestimular o uso do carro” ao invés de utilizá-las com o objetivo de organizar a cidade. Pessoal está pegando o “caminho” errado e sofreremos as consequências disso no futuro. E parece que (quase) ninguém só dá conta disso.

      • jr

        Lucas, a ong que supre dados e dá apoio a projetos como o de Curitiba parece que vende projetos de BRT (dê uma fuçada no site deles).

        Aí fica clara qual é a intenção, acho eu.

      • Que nem as “pistas escorregadias” sempre que chove…é água, não óleo!!!!

  • WSR

    E olha que, mesmo com todas as exigências de um concurso, isso ainda não é a garantia de bons profissionais. A coisa é sempre pior do que a gente imagina.

  • János Márkus

    Morei em Santa Catarina de 1997 a 2002. Na época fiquei chocado com o nível de maluquices que os motoristas cometiam. Era um negócio desproporcional, principalmente na antiga 101, antes da duplicação.

  • Fat Jack

    “capotou sozinho”?
    Pobre carro, levará a culpa sem direito a defesa… Só é audível algo assim caso constate-se que algo se quebrou no carro antes da tal “perda de controle”, caso contrário além de imperícia (mesmo que relativa) o motorista tem total desconhecimento da dinâmica de um automóvel (por sequer saber o que “houve de errado”).

    • Lucas dos Santos

      Pois é. Eu jamais andaria em um carro desses. Vai que ele “resolve” capotar sozinho comigo dentro? Melhor não arriscar!

      Brincadeiras à parte, a imprensa geralmente tenta explicar o acidente com “perdeu o controle do veículo”, mas não procura informar o que levou à tal perda do controle. Além da notícia ficar incompleta, fica parecendo que “perder o controle do veículo” é a coisa mais normal do mundo e que ninguém estaria livre disso.

      • Fat Jack

        Verdade Lucas, arrisco dizer que a grande maioria desses “motoristas” (o certo seria usuários “beta” de veículos automotores) realmente não sabe o que aconteceu…, logo aparece um dizendo: “_Não sei…, o carro tentou se suicidar!!!”

  • Fat Jack
    O que você quer saber?

    • Fat Jack

      Mestre Bob, pelo que entendi, (tendo eu um carro mais antigo, e sem o extintor ABC de fábrica), tenho 2 opções, ou instalo um extintor ABC no veículo ou retiro o antigo AB do carro, pois caso opte por tê-lo obrigatoriamente o mesmo tem de ser ABC. Minha interpretação procede? Antecipadamente obrigado!

      • Roberto Neves

        Isso é surreal. Em breve teremos escritórios de advocacia especializados na matéria e distribuindo folhetos na porta do DETRAN.

  • Jad Bal Ja

    Dica para a galera, se por um acaso você optou por ter extintor de incêndio no seu carro e ao rodar na rua dar de cara com uma blitz, por via das dúvidas jogue o extintor pela janela! Melhor prevenir que pagar a multa!

    Como eu digo para minha esposa, o Brasil não é um país sério.

  • Ricardo Kobus
    Certamente, mas é preciso ter as peças corretas, como a resistência para passar de 12 a 10 V, interruptor de luzes apropriado com a posição DRL e alteração do chicote elétrico. É coisa mais para fábrica.

  • O que os bombeiros deve ter falar é que não houve outro veículo envolvido no acidente.

  • Amaro de castro

    Por causa da diferença de altura entre o pavimento e acostamento (neste caso o asfalto está muito mais alto q a terra ou acostamento). Quando a o pneu toca região mais baixa fora da pista, o motorista tende a retornar o carro com força para a pista novamente, desestabilizando o veiculo todo (se freiar sem assistência eletrônica metade do carro perde aderência). Se fizer isso no susto ou situações de chuva, escuro ou pista arenosa ou escorregadia, está feito a tragédia. DER, aquele abraço!

  • Jorge Alberto

    Antes de qualquer colocação, lhe agradeço por ter me feito abrir os olhos para a redação sem-vergonha que fizeram… Sou muito atento a redação, mas a essa (talvez por falta de tempo), me passou despercebida… Sabia que havia algo de muito estranho nessa nova lei… Obrigado!

    A Cezar o que e de Cezar, ja dizia um grande sabio… Dessa forma, nao discordo de uma linha sequer do colocado em Vosso texto….Porem, se me permite, particularmente acredito que por ser um texto jornalistico e dada a “isenção” jornalistica, creio que nao seja de “bom tom” frases do tipo “molusco nove-dedos, presidente” (nao estarias se referindo ao Ex-Presidente Lula,ne?-Rs). Mesmo sabendo da imensa rejeição dos Brasileiros pelas atividades politicas do mesmo.

    Independente de minhas preferencias politicas, acredito que textos possam ser ironicos e engraçados, sem ofender a honra das pessoas, seja la elas quem forem.

    Tenho certeza de que podes mais que isso Bob Sharp.

    Obrigado.

  • Renan

    Mas se eu tiver no carro um extintor diferente, eu não posso alegar que estou na categoria do “sem extintor”?

    Ou o porte do extintor de incêndio agora se enquadra como um porte de drogas?

  • Renan,
    Você ainda não aprendeu que para esses bastardos sedentos do nosso dinheiro não hã argumentos?

  • Marcel, entre na justiça contra a autoridade de trânsito por danos morais que você leva essa.