Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas DIA MUNDIAL DA OFENSA AO CARRO – Autoentusiastas

Hoje, para quem tem um pingo de inteligência e discernimento, não é o Dia Mundial Sem Carro coisa alguma, mas o DIA MUNDIAL DA OFENSA AO CARRO.

Ofensa ao veículo mais útil, de todos, que existe. Ofensa também aos seus precursores, que dedicaram suas vidas para criar e desenvolver o automóvel. Aos que deram sua vida para chegar aos que temos hoje. Ofensa aos que direta ou indiretamente trabalham na indústria que os produz e contribui com seu suor e esforço para o desenvolvimento do País.

Ofensa aos que trabalham para produzir os combustíveis, aos que trabalham na sua manutenção e reparo.

Qual veículo leva quatro ou cinco pessoas de um lugar a outro prontamente? Qual veículo transporta bebês, crianças e idosos quando precisam se deslocar? Qual veículo permite sair em viagem sem destino, na hora que se quiser, protegendo seus ocupantes das intempéries, sob frio intenso ou calor insuportável?

O ideograma que abre esta matéria é obra típica de desmiolados, só pode ser, ao acharem que mobilidade motorizada, só em transporte coletivo. Nesse ideograma há uma bicicleta: existe meio de transporte mais individual? Arte  típica de quem acha que o motor a combustão é contra a vida, quando é exatamente o contrário.

Há excesso de carros no mundo? Certamente, já somam 1 bilhão, contra 7 bilhões de habitantes do nosso planeta. Se há excesso de gente também, por que não um DIA MUNDIAL SEM GENTE? Mesma coisa ou não? Ninguém põe o pé na rua nesse dia!

Todos que têm a cabeça para finalidade não outra que enfeitar o pescoço hão de questionar por que nunca se fez um Dia Mundial Sem Cavalos.  Ou um Dia Mundial Sem Veículos de Tração Animal. Afinal, ambos sempre foram numerosos nos grandes centros e com uma agravante: a sujeira que os animais deixavam nas ruas — urina e fezes — era pavorosa, algo inimaginável hoje.

 

Crowded

Nova York, final dos anos 1800 (foto pinterest.com)

E tanto um quanto outro meio de locomoção também atropelava, matava. Ou será que não? Estarei sonhando?

Estamos em tempo de verdadeira demonização do automóvel. Gente sem escrúpulos como o prefeito de São Paulo e seu cupincha secretário municipal de Transportes conseguiram seu intento de infernizar a vida de quem é de São Paulo, quem vem visitar a cidade ou está de passagem. Gente sem escrúpulos como o prefeito de Nova York Bill de Blasio e o de Londres, Boris Johnson, que decretaram redução de velocidade para 40 e 32 km/h, respectivamente — na cidade americana em toda ela.

Em São Paulo e diversas cidades prefeitos igualmente irresponsáveis reduzem cada vez mais as velocidades permitidas nas vias como se as praticadas antes fossem causadoras de acidentes, sem que se dignem demonstrar que os que aconteciam se davam em velocidades bem acima dos limites de então.

Nessas cidades acharam que têm que criar ciclofaixas para bicicletas que não existem senão em número ínfimo, com isso prejudicando a vida da cidade, afetando o seu comércio. Além de dezenas de moradores não poderem mais estacionar diante de suas casas, ou de visitantes o fazerem, porque agora há uma ciclofaixa. Não podem mais parar o carro para abrir o portão da garagem sob pena de cometer infração gravíssima. É surreal.

E agora o diabólico plano de fechar avenidas aos domingos, caso da av. Paulista, em São Paulo, num flagrante e indiscutível desrespeito a quem reside e a quem tem estabelecimento comercial ou de serviços na área, caso de numerosos hospitais e hotéis. Isso só para as pessoas ficarem passeando, de bobas-alegres, na av. Paulista, com se a cidade não oferecesse numerosos e agradáveis parques para o lazer como o Ibirapuera, o Villa-Lobos e o da Aclimação.

Fechar vias públicas aos domingos, por questão de lógica e sobretudo inteligência, só quando não há edificações ao longo delas, caso de uma das pistas do Aterro da Glória no Rio de Janeiro e do Eixão rodoviário, em Brasília.

Importante salientar que a demonização do automóvel ocorre também na esfera estadual no tocante à velocidade, em que determinadas rodovias têm limite de 80, 90 e 100 km/h sem nenhuma justificativa, e, no caso do Estado de São Paulo, de terem sido celebrado contratos com concessionárias de rodovias autorizando tarifas de pedágio extorsivas. Sendo o pedágio uma forma de imposto, ele é pago duas vezes, uma vez que se para o IPVA, eqüivalente a uma taxa anual de circulação.

Portanto, leitor do Ae, vamos protestar contra o Dia Mundial da Ofensa ao Carro colocando nossos carros na rua e rodando mesmo sem necessidade, só para mostrar a essa gente horrorosa que ela não é dona das cidades e tampouco da verdade.

BS



Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

  • AlexandreZamariolli

    Contem comigo.

  • Não sou contra os outros modais de transporte.

    O problema é os ciclo-chatos tentarem fazer todo mundo largar o carro e ir de bike. Querem convencer o executivo que não tem problema ele atravessar meio mundo de paletó, gravata, bike e capacete de ciclismo…

    Bicicleta é bom! Pra mim é um transporte, esporte, plano de saúde e porque não, uma poupancinha. Mas quando eu quiser queimar meu petróleo, não me perturbem!

    Eu também sou ciclista! Mas quero meu direito de ser motorista, ora pois!

    Pedalo sempre. Tenho uma boa bike, 27 marchas, suspensão e freios bons, trabalhei muito tempo de bicicleta. Mas quando chove ou me dá nas (poucas) telhas, pego o carro e pronto.
    Quando quiser, vou sair pra dirigir à toa, sozinho, vou chamar o miki-mike pra passear de carro, e não quero nenhum ativista me perturbando!

    Não preciso que demonizem meu carrinho, rsrsrs…

  • David

    Depois do almoço irei sair com meu carro vilão resolver algumas coisas.Não quero saber de ecochato.

    • Lorenzo Frigerio

      Cuidado, não vá enterrar a cabeça num buraco na areia. Isso não resolve nada, nem para melhor, nem para pior.

      • David

        Acabei de chegar da rua com o meu “carro vilão”. Lorenzo ecochato.

        • Mingo

          David, o Lorenzo não tem nada de ecochato. O que não dá para aceitar é esse modelo falido que nossas grandes cidades tem adotado para a urbanização e a mobilidade urbana. Se as coisas continuarem assim vai ser o caos, independente se ando de carro, a pé ou de bicicleta.
          Fica essa “briguinha” besta que não resolve nada e os problemas crescendo a cada dia que passa.
          Mas o objetivo de qualquer governo é esse mesmo, dividir para comandar e explorar a massa.

      • Domingos

        Lorenzo, a ecologia de uma cidade padrão do “sem carro” é risível. Se você me falar que NY ou Tóquio são “sustentáveis” ou modelos de pouco consumo, ficaria engraçado.

        Tudo que é dialética deve ser solenemente ignorado, se deve enfiar a cabeça na areia mesmo.

        Se o David usar o carro 24 horas por dia, o impacto disso perto do modelo de urbanização defendido por todo o movimento “ecológico” será uma gota no oceano.

  • Gustavo Borges

    Bob,
    dia mundial sem carro (em minha concepção de jovem em formação em engenharia mecânica pela UFMG) é mais relacionado a possibilidade de outros meios de locomoção,a uma percepção diferente da cidade (completamente diferente da visão fechada de dentro do carro), a possibilidade de conhecer meandros imperceptíveis de dentro de um veiculo motorizado (pela própria natureza da condução), de se “humanizar” as cidades tao impessoais.

    ps: Concordo que existe uma exagerada “demonizacao” do carro, mas isso é coisa de radicais (seja ele de “direita”, seja ele de “esquerda”).

    • Gustavo,
      Não é por aí, desculpe. Cidades são impessoais pela sua própria natureza e adensamento, impessoais até dentro dos elevadores. Não é tirando carros que as cidades se humanizarão.

      • Lorenzo Frigerio

        Você vai me desculpar, mas essa resposta que você deu é infame e uma maneira de sair pela tangente. O fato de uma cidade ser impessoal é um fato estranho que você está introduzindo na discussão e absolutamente não invalida a mesma, ou qualquer ação que desejemos tomar. Se ficarmos em casa chupando o dedo porque ninguém vai escutar, nada acontecerá mesmo e o futuro se torna sombrio, baseado não em acão afirmativa nossa, mas no subproduto das ações que empreendemos com outras finalidades. Precisamos ter parte ativa no planejamento do nosso próprio futuro. As relações entre causas e consequências muitas vezes existem só nas nossas cabeças, e acertamos no cômputo geral. Temos que ter fé em Deus e pé na tábua.
        Não é tirando os carros que as cidades se humanizarão, porque já eram desumanas antes do automóvel, mas precisamos construir uma cidade onde carros não sejam imprescindíveis, como SP.
        São Paulo é notoriamente uma cidade que simplesmente “acontece”. Seria alimento para a alma, individualmente e coletivamente, sabermos que um dia resolvemos tomar o destino em nossas próprias mãos. Como diria o Obama, “yes, we can”.

        • Fat Jack

          É muito, mas muito prático propor um “dia sem carro” quando se chega de motorista ou de helicóptero ao seu destino. Exigir dos outros é sempre mais fácil e prático que dar o exemplo (diariamente, não uma vez na vida pra sair na foto…).
          Isso tem um nome: hipocrisia

      • Domingos

        A própria palavra humanizar é tão desprovida de qualquer significado que na verdade nem merece atenção.

        Mas já deram boas respostas, felizmente.

      • Gustavo Borges

        Nao defendo a “retirada” dos carros.
        Defendo o melhor investimento, assim problemas como o citado por Lemming não serão mais problemas.
        Que cada um utilize o meio de transporte que pode e prefere.
        EU prefiro me deslocar com bicicleta pela cidade (fui assim desde meus 12 anos). Utilizo meu carro apenas para viagens e transportes difíceis de serem realizados com minha bicicleta.
        Acretido ser essa a ideia do dia mundial sem carro.

        • Guigo Ribeiro

          Gustavo, vou explicar como funciona. O fortalecimento do Estado é o grande objetivo de burocratas sedentos por poder, intelectuais iluminados que acreditam possuir as respostas para tudo e esquerdistas de toda cepa. Para tanto, políticas muito bem estudadas são imprementadas em países desenvolvidos e copiadas em todo canto. Usa-se as técnicas da ‘Engenharia Social’, que são campanhas na midia, filmes, escolas e universidades. Tais políticas passam a representar o avanço da modernidade contra o obscurantismo. Termos são redefinidos (como Liberal, Sustentabilidade), outros são quimeras inventadas (como justiça social) e o Politicamente Correto é imposto (considerar como racista e intolerante quem quer que não pense como você , que é justamente a definição clássica de intolerância). Tributar, taxar, regular, e modificar costumes são a consequência. O ataque aos fumantes são um exemplo. O carro é o vilão da vez. A família, a questão do aborto, religião, políticas de gênero, aquecimento global… Perceba como os temas surgem como uma avalanche ao mesmo tempo em toda sociedade Ocidental. A densidade do assunto é inversamente proporcional à minha capacidade de síntese. Pesquisar sobre a Sociedade Fabiana e os escritos de Antonio Gramsci podem iluminar a questão. Um abraço

        • Domingos

          Não, não é. Da mesma forma que a parada gay não é sobre “tolerância” e sim sobre propaganda.

    • Lemming®

      Entendi. Humanização é o nome que estão dando para o que se consegue na estação da SÉ em horário de pico do metrô??
      Ou quando se entra no ônibus nos horários em que mais se precisa? Tipo…aquele bafo no pescoço ou aquela cotovelada bem humana…ou as famosas encoxadas que são mais do que caso de polícia…
      Dialética é mesmo uma joça. Mudar os sentidos de tudo. Estamos mesmo chegando lá.

      • Uber

        Sem falar do calor humano, dos peidos, do suvaco suado, principalmente de uns fulanos que acham que podem usar camiseta regata em qualquer lugar…

      • Fat Jack

        Caro Lemming, antes fosse somente no horário de pico, e somente na Sé, qualquer estação de trem, metrô ou terminal de ônibus da capital não tem o mínimo de condições de uso durante grande parte do dia. (palavra de quem às vezes se obriga a tal uso…)

    • J Paulo

      Iremos pensar em transporte coletivo quando esse for o suficiente pra atender a demanda.

    • Roger Pellegrini

      Mas há outros meios de se conhecer as cidades sem essa hipocrisia de dia sem carro. Por que somente “humanizando” a cidade através duma patuscada como essa, é a forma certa de se fazer as coisas??
      Aliás, termos como esses são típicos de vermelhinhos barbudos que adoram monopolizar as virtudes com o deletério glacê do maldito politicamente correto.

      Pro inferno com tudo isso! Pro inferno com toda essa hipocrisia! Deixem-nos em paz, curtindo nossos veículos. Será que já não basta todo o imposto pesado que nos é tungado anualmente??

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Eu proponho a campanha um governo sem carro. Os poderes executivos, legislativos e judiciários abririam mão de toda frota oficial de passageiros, usando somente carros de carga, serviços de urgência ou segurança. nada de carro para vereador, deputado, senador, líder da câmara, líder do partido, vice-coçador daquilo, etc… Querem impor algo à população? Comecem dando o exemplo, para só então cobrarem adesão. Não esqueçam de providenciar ANTES transporte coletivo de qualidade, com segurança, pontualidade e capilaridade!

  • francisco greche junior

    Todo dia é dia regional e mundial do “Emburrecimento”. Esse é só um grave e grande exemplo. Pior que a cada dia aumentam os adeptos dessas burrices.

    • Roberto

      E pior que este “emburrecimento” é contagioso. Outro dia questionei nos comentários de um jornal do porquê da redução de 40 km/h para 30 km/h no centro de Porto Alegre, se a própria prefeitura admitiu que não ocorrem acidentes nesta velocidade. Apareceu gente que só faltou me achar de assassino (sem argumentos, para variar),como se eu estivesse defendendo andar a 120 km/h nas ruas do centro da cidade.

      • francisco greche junior

        O pior mesmo é esse contágio. As vezes pessoas que não tem nem mesmo base concreta para opinar desses assuntos passam a entornar o caldo a favor dessas falácias. Não que sejam burras, mas caramba, pra que querer opinar em tudo? Hoje mesmo, no jornal da tarde da Globo aqui em São Paulo, SPTV, a principal forma de fazer a população favorável a isso foi dizer algo como: – “Dos motoristas perguntados, 80% dizem que se o transporte público fosse melhor deixaria de ir de carro ao trabalho.”
        Mas poxa, claro que sim, provavelmente todos iriam sim trocar o carro por transporte público, se vantajoso fosse.
        Pra mim a realidade é que tais pesquisas e perguntas nada respondem e nada somam. Se nem nas proporções atuais os transportes públicos das cidades oferecem conforto e boas condições de transporte, imagine se aumentar brutalmente a demanda.
        Desculpe, não vejo sentido nessas perguntas retóricas.

  • Apoiado, Bob!

  • Lemming®

    Concordo em genêro, número e grau. +1000

  • Lorenzo Frigerio

    Bob, acho que você está levando o termo da maneira errada. “Dia Mundial Sem Carro” é para reflexão de que tipo de cidades queremos. Não significa simplesmente que “hoje vamos fazer um dia de silêncio automotivo”.
    As pessoas têm que tomar consciência que não podemos depender do automóvel para tudo, senão teremos a cidade que, incidentalmente, já temos, SãoPaulo. Dia de puxar orelha de políticos para que se construa metrô de verdade (não corredor de ônibus, ciclovia ou monotrilho), trens urbanos, trens regionais, trens estaduais, para não precisar usar o carro no dia-a-dia do trabalho. E festejar a existência do carro para alcançar aquelas partes onde o transporte público não chega. Por exemplo, e não restrito a: ir de carro até a estação de trem e deixá-lo ali estacionado de graça ou a preços módicos, enquanto se vai à cidade sobre trilhos a 150 km/h. Muito comum na Europa.

    • Lorenzo,
      Queremos, não, mude o tempo do verbo, que você quer, eu não. Acho dia a mais completa palhaçada. É um Dia de Ofensa mesmo.

      • Lorenzo Frigerio

        Ofensa a quem, se me permite? Aos fabricantes, aos autoentusiastas, aos “baianos” espremidos no ônibus, às mamães que buscam seus filhos na escola, aos taxistas, aos usuários que trabalham com o carro, aos que vão ao shopping, aos ciclistas? Cada um ganha e perde com o excesso de carros (um termo que você “adora”). É necessário tirar disso uma resultante e planejar para o futuro. Pois legal, não que está. Carros sim, caos não.

        • Marco Schneider

          Ofensa a todos que andam de carro e não querem utilizar outro meio de transporte. E por tabela quem sai prejudicado é justamente o “baiano” espremido no ônibus, pois quanto menor a quantidade de pessoas utilizando carro, maior a quantidade utilizando transporte público.

        • Domingos

          O caos é o próprio urbanismo feito por quem tem essas idéias “milagrosas”, Lorenzo.

          Não vamos esquecer que Brasília foi pensada como um verdadeiro paraíso do carro pelo MESMO grupo de pessoas.

          O carro é questão periférica. Tóquio tem transporte público abarrotado e não falta lá dinheiro, seriedade ou investimento nisso.

          A questão é que as grandes cidades são vitais ao marxismo cultural. Mais cobrança de impostos, mais dependência do poder do Estado, mais controle, menos sanidade mental pela insanidade do urbanismo extremado (que leva por sua vez a aceitarem coisas como droguismo, o que consolida e aumenta o poder desse tipo de governo).

          Enquanto você fizer a cidade para caber mais gente e trazer elas até mesmo via pagamento de todo lugar do mundo, vai ser assim.

          Se amanhã inviabilizassem o tráfego de carros e triplicassem a população de São Paulo, seria a mesma coisa.

          NENHUMA cidade com esse modelo ficou “humanizada”, mesmo as que praticamente proibiram o uso de carro.

      • Uber

        É ofensa mesmo!
        Não vejo os adeptos desse dia discutindo melhorar qualidade, conforto e pontualidade do transporte público para atrair os motoristas de carros.
        Simplesmente querem nos obrigar a deixar o carro em casa sem questionar.

        • Lucas dos Santos

          Exatamente! Querem que utilizemos o ineficiente transporte público que temos à nossa disposição hoje.

          Eu não vejo a hora de comprar um veículo para mim, para poder me livrar de uma vez do transporte público daqui! Nem que seja uma “CGzinha” para andar na chuva, como disseram em algum lugar.

      • Andre Sousa

        Exatamente, Bob. Que se amplie a infrasestrutura de metrô, corredores de ônibus, trens, VLT e também mais vias/tuneis/viadutos. Quem quiser que use o carro para o dia-a-dia de trabalho sim, sem ser perseguido. Eu me somo ao Bob, pode trocar esse tempo verbal, queremos uma OVA!!!. Eu quero continuar tendo o direito de me deslocar de carro para onde quiser, até o centro da cidade, do lado do metrô até, se for o caso. E o caos não é somente com os carros, ou o metrô e os trens não são caóticos também? Falta é infraestrutura e organização. É impressionante como tem gente querendo tirar de cena algo mais problemático para substituir por problemas maiores e acabar com a liberdade alheia. Desculpe o tom do meu desabafo nesta complementação do seu comentário Bob, mas são por meio de linhas de pensamento assim que vêm patacoadas maiores, é o mesmo tipo de gente que deve defender a cobrança de sacolinhas, isso é de enfezar qualquer um. Ah vá, não “há que repensar a cidade que queremos” porcaria nenhuma!! Que se amplie a infrasestrutura como um todo e sejam dadas às pessoas opções. O resto é trololó. Trololó progressista/esquerdista opu alguma porcaria “ista”…

      • Andre Sousa

        Outra coisa, a ideia é comprar um carro para usá-lo racionalmente? Se pararmos para pensar, a loucura é pior ainda: querem incentivar a todo custo a indústria automobilística e ao mesmo tempo “desestimular o uso do carro”? Vamos comprar carros para deixá-los parados na garagem?!?!?!?!?!

      • Fabio Toledo

        Em off Bob, no caso mudar a pessoa do verbo. Grande abraço desse leitor e fã. Excelente texto!
        Creio que o foco do comentário do Lorenzo seja melhorar o transporte coletivo para melhorar a vida de todos, inclusive a nossa que opta pelo carro.

    • Domingos

      Bla, bla, bla, Lorenzo. A coisa é como o Bob falou mesmo.

      Sim, PODERIA ser um dia para reflexão. Na verdade é parte do mesmo esquema de sempre.

      E ainda, aproveitando para provocar os europeus (cada vez mais cometendo suicídio com o socialismo fabiano), prefiro infinitas vezes uma cidade com trânsito até perder de vista do que uma cidade em que homem não é homem, mulher não é mulher e vai gente de biquíni na Paulista (para essa inutilidade, de chamar atenção histericamente, que serviu o fechamento dessa avenida aos domingos).

      • Andre Sousa

        Exatamente. Cidades apinhadas de gente onde você não tem liberdade nenhuma e fica preso a usar metrô caro e com todo tipo de loucura e pagando R$20 um cachorro quente. E com o governo te dizendo que horas o seu comércio vai abrir, que horas vai fechar. Sai fora!! E tem gente que quer trazer esse modelo da Europa para as Américas, onde, em geral, há espaço e liberdade. Vade retro Satanás!

        • Domingos

          A Europa depois dos anos 80 só caiu. Tenho parentes, embora eles sejam enganados pelo esquemão também (ficam falando que tal palhaço/governo manda dinheiro etc. para justificar aceitar), todos falam que de lá para cá foi só declínio.

          Essas medidas todas foram feitas para PARECEREM boas, se aproveitando de 4 décadas de gigantesco desenvolvimento e benção no pós-guerra.

          Foi assim que enganaram o mundo que tudo isso era bom, misturando medidas suicidas com um lugar onde elas poderiam serem mantidas/sustentadas por algum tempo.

          Agora, nem mesmo o mais rico dos continentes é capaz de suportar tanta baboseira.

          Mas algo vai acontecer. Quando o Europeu perceber, o pau vai comer. É cíclico deles isso (fases de doença e fases de incrível firmeza e espiírito).

        • Lorenzo Frigerio

          Bom é o Brasil, né?

          • Domingos

            Em certas coisas somos melhores, Lorenzo. Em grande parte por termos aqui certas coisas mais atrasadas em relação ao 1º mundo, o que evita por vezes que cheguemos a extremos do ridículo.

            Muita coisa acaba sendo desaprovada antes de chegar aqui.

            Outra vantagem nossa é termos uma cultura de espaço, devido à nossa geografia. O “sonho europeu” é viver dentro de ônibus e metrô em cidades onde o apartamento dele serve basicamente para dormir, de tão pequeno.

            O nosso é um pouco mais saudável, mesmo com os seus problemas.

      • Lorenzo Frigerio

        Comparando coisas que não existem. Muito produtivo, mesmo.

        • Domingos

          Se você observar toda cidade com esses modelos e propostas, vai concluir que existe uma total “coincidência” dessas coisas.

    • Lorenzo
      Refletir sobre o que já se está cansado de saber? Tolice total. É Dia da Ofensa ao Carro mesmo. Vou repudiar sempre.

      • David

        Me junto a sua causa.

    • Lorenzo, uma coisa que você precisa pensar é que nenhum entusiasta é contra outras formas de transporte. Na verdade, cada bicicleta, cada passageiro a mais nos ônibus, nos trens e no metrô representam um carro a menos na rua, bom pra quem tem carro e pra quem não tem também.
      O que é uma palhaçada é que a cidade creceu em torno do automóvel no último século segregando a segundo plano os outros meios de transporte. Agora que a cidade está atingindo a saturação não se pode demonizar o carro como se ele fosse culpado de tudo e que a bicicleta ou qualquer outro meio de transporte seja eleito o salvador da pátria.

      Nós temos que pensar de forma realista. Se a realidade é desta forma, o que fazer para mudar essa realidade dentro de parâmetros viáveis?
      Ficar inventando “Dia mundial do carro demônio” não vai resolver nada.

      Aliás, nada mais maniqueísta que ficar demonizando um pretenso inimigo para desviar as atenções dos problemas reais.

      • Domingos

        Na verdade a cidade cresceu em torno de nada. De arrecadação de impostos no máximo.

        A tal “prioridade ao automóvel” meramente foi a completa falta de planejamento e estrutura em todo o crescimento da cidade. Quem tinha um meio próprio de transporte, como o carro, tinha. Quem não tinha, nada tinha.

    • Mauro Schramm

      Tempo de radicalismos, meu caro.

  • FR

    Sobre a redução de velocidades, façam as contas e se surpreenderão com a velocidade que maximiza fluxo de automóveis.

    • FR
      Fluxo em que unidade? Se for ncarros/km pode ser, ora.

      • FR

        Carros/hora. Você já fez as contas?

    • FR, segue sua conta:
      Considerando uma via de 3 faixas em trecho de 1000 metros, carros ocupando espaço mínimo de 5 metros e distância para o carro da frente seguindo a regra de segurança de 2 segundos.
      O gráfico de fluxo de veículos por minuto em função da velocidade em km/h é o que segue em anexo.

      Se fizermos as contas com o tamanho do carro igual a zero (carro pontual), vamos ver que, independente da velocidade, passam 3 carros a cada 2 segundos, ou 90 carros a cada 60 segundos. Seria um fluxo constante.
      Quando colocamos no cálculo um comprimento de carro não desprezível, vemos que a curva começa em zero e tende a uma assíntota para o valor de 90 km/h.
      Pelo gráfico dá para ver que quanto maior a velocidade, maior o fluxo sob estas condições.

      Entretanto, isso seria verdadeiro para um elemento mecânico tipo uma corrente, onde a distância entre elos é rigidamente constante, mas esse não é o caso dos automóveis. As distâncias entre eles é elástica, e temos a entrada de dinâmicas não lineares.

      Quando o trânsito fica bem lento, o que ocorre? Um fluxo constante? Não. Ele começa o nosso conhecido anda-e-para. São respostas não lineares da cadeia do trânsito que cria o fenômeno de “onda fantasma” de carros andando e parando e que corre no sentido oposto ao do fluxo geralmente numa velocidade média de 15 km/h.

      Essa fórmula de calcular trânsito está furada há muitos anos justamente por considerar um fluxo perfeito que não existe.

      Gostaria de relembrar aqui um texto onde precisamente critico este tipo de modelo simplista ultrapassado sobre o qual nossas “autoridades” do trânsito decidem nossas vidas:
      http://autoentusiastas.com.br/2014/08/transito-induzido-e-a-velha-engenharia-de-trafego/

      Finalizo meu artigo da seguinte forma:

      Uma observação importante

      O assunto “trânsito” é muito complexo e precisa ser avaliado com todo cuidado para não errarmos quando honestamente tentamos acertar. Pior ainda é quando fazemos dele uma bandeira e tomamos todo tipo de medida populista sem medir as consequências futuras. Ele também não é o melhor lugar para aventuras e experiências onde toda a população vira cobaia. “Guerrinhas” entre “ecochatos” e “autochatos” também não ajudam.

      O trânsito em si não é um fenômeno isolado, mas sim é reflexo de algo muito maior, algo que podemos dizer em certo sentido como estando vivo, que é o organismo da cidade. O trânsito não fica ruim apenas porque temos carros demais nas ruas. Os congestionamentos são apenas um dos sintomas que mostram que o organismo-cidade está doente. Não adianta tentar sanar os problemas do trânsito como se fossem exclusivos dele, como preconiza a tradicional engenharia de trânsito, porque isso é tratar o sintoma e não a causa da doença. A solução para os problemas do trânsito só virá através de ações sobre o organismo funcional de toda cidade.

      Está na hora de largarmos os modelos antiquados e que não funcionam e, antes de mais nada, começarmos a usar nossa inteligência, recurso que rotineiramente as pessoas esquecem que possuem.

      AAD

      • FR

        André, concordo com seu comentário e agradeço o seu tempo em fazer este cálculo e mostrar para os leitores, eu também fiz um cálculo assim com uma curva parecida (e um dos dois casos) no entanto quando fiz esse cálculo por curiosidade, na ocasião em que o AE divulgou um texto sobre distância de frenagem que o CET estava divulgando, baseei a distância do carro da frente no fato de, “em termos gerais”, a energia cinética de um corpo em movimento variar com o quadrado da velocidade, tendo isso em consideração, o gráfico que obtive foi uma curva com um valor máximo, nas minhas contas, considerando uma faixa, a 32km/h obtive o fluxo máximo de 1917 carros/hora, e considerando essa “regra dos 2 segundos” a 60km/h 1705 carros/hora, e a 120km/h 1675 carros/hora, considerando carros de 5 metros nos dois casos. Seria interessante que você fizesse os cálculos levando em consideração a distância do veículo da frente como a distância de frenagem ou uma fração dela e divulgasse também aqui no Ae.

        • FR, conheço esses cálculos e é justamente o que eu critico, porque é idealizado ao ponto de ser irreal, errando feio as previsões.

          Você falou de algo interessante quando fala em energia cinética, que varia com o quadrado da velocidade. O que você não está prevendo é que esse aumento quadrático leva a um comportamento não linear na relação entre os carros.

          Olha isso:
          https://youtu.be/8ivycTcNvJQ

          A minha matéria que te indiquei é uma forte crítica a essa engenharia de tráfego baseada em modelos ultrapassados porque eles não explicam as atuais condições de trânsito em saturação.

          Existe todo um exército de matemáticos e físicos espalhados pelo mundo usando ferramentas modernas de análise, incluindo simulações por computador, teoria do caos e muito mais.

          FR, um dos motivos de eu nem tentar fazer os cálculos usando energia cinética para frenagem (eu tenho modelos matemáticos forenses para isso) porque eles possuem um erro conceitual importante: na realidade ninguém fica com calculadora e fita métrica para manter a distância rígida do carro da frente.
          O que é real é que as pessoas mantém uma distância na base do “olhômetro”, e nisso a regra dos 2 segundos fica mais próxima da média.
          Para considerar a distância de frenagem, você deveria considerar que o carro da frente parou completamente, virando um obstáculo estático para então o carro da frente frear, o que cria uma distância irreal. Frenagens no trânsito são eventos semi-sincronizados. Quando o carro da frente começa a frear, o motorista de trás começa a reagir. Luz de freio serve justamente para o motorista de trás não ter dúvida quanto a isso. Isso diminui muito a distância entre carros. Por isso que o modelo puro baseado em distância de frenagem é furado.

          • FR

            André, interessantes os seus argumentos, eles contribuíram para formação da minha opinião sobre o assunto. O que eu concluo é que esse é um problema muito mais difícil do que podemos imaginar, mesmo usando modelos mais avançados, a curto prazo só vejo soluções pontuais, partindo das próprias pessoas, seja andando de moto, bicicleta ou morando mais perto do trabalho, já que hoje em dia só se consegue boas médias de velocidade em horários de pico andando de moto ou bicicleta.

        • FR, veja isto:
          https://youtu.be/CX_Krxq5eUI

          Isto é um conceito muito mais avançado do que a redução estúpida de velocidade da via, e muito mais efetivo.

  • Boa, Rafael! Apoiado!

  • Lemming,
    Perfeito, disse tudo!

  • Rochaid Rocha

    Podiam fazer o dia mundial sem avião. E olha quanto aquela coisa queima de querosene e pulveriza no nariz de toda raça humana. Não existe outra forma de voar? Não vão criar uma bicicleta voadora ou uma avião-faixa? Me poupem do policiamente correto e me poupem de modismos e campanha de um dia só. Tem cidade que tem onibus caindo aos pedaços, jogando no ar aquele vulcão de fumaça e ninguém faz nada. Vai ser o meu carro o vilão? Vou sair a tarde de carro, comprei com o meu suor, abasteci com o mesmo, dentro dele vai uns 50% de imposto, façam algo de útil com esse imposto além de apenas roubar.

  • GFonseca

    Bob, esse dia é um dia importantíssimo! Em homenagem ao mesmo, deixei meu daily driver em casa e vim trabalhar de V8.

    Já que essa turma detesta tanto carro, por que não pressionam os ilustres srs. prefeito e governador a investirem de verdade em transporte público? Porque brincar com tinta é fácil. Santa hipocrisia…

  • Daniel S. de Araujo

    O mundo está cheio de cretinos…

    Dia mundial sem carro, desarmamento civil, combate ao sal na comida, histeria carbônica, combate a energia nuclear (hoje um dos maiores defensores da energia nuclear é um antigo crítico), ensino com viés ideológico nas escolas, keynesianimos falidos em economia (viva o dólar a R$ 4,046), gente defendendo o estatismo e a presença do estado (desde que nas costas dos outros) e por ai afora.

    O mundo está repleto de hipócritas.

    • Rochaid Rocha

      Perfeito. Eu penso a mesma coisa e quando eu digo isso sou chamado de ” anti-social”.

  • Car Science

    Eu acho que o foco sim é contra os carros e não em questão mudar a ótica das cidades como já citado aqui. Pois todo apelo das propagandas são em relação aos carros e como a sociedade se torno dependentes deles. Pode até ser uma ignorância minha com relação a esse tema, porém nunca sequer me mobilizei a favor disso.Só sei que hoje cedo ví o descaso com a população. Trens da CPTM parados. Agora como sente alguém que deixou seu carro em casa para ir de trem?

    • Uber

      Por falar em trem, e esses casos de assédio sexual que virou a pauta da vez?
      Não vejo ninguém culpando a superlotação do transporte público por isso, apesar de ser parte da causa, pois o molestador não se sentiria à vontade para fazer isso em espaço aberto e fosse facilmente visto pelos outros.

  • Mr. Car

    Bob, faço do “Dia Mundial Sem Carro”, o meu “Dia Mundial de Ignorar Campanhas Idiotas”. Simples assim, he, he! Odeio esta perseguição ao que é legal, legal no sentido da lei. É crime fabricar carros? É crime vende-los? É crime rodar com eles, desde que devidamente habilitado? Não! Então, que parem com estas frescuras, ou que sejam machos de colocar os carros na ilegalidade, proibir a fabricação, a venda, e o uso. Mesma coisa com o cigarro. Que tenham aquilo roxo para acabar com a indústria do tabaco, ou parem desta palhaçada de, por exemplo, não permitir que fabricantes de cigarros patrocinem equipes de F-1. Ah, mas abrir mão das fortunas que eles arrecadam com impostos sobre o cigarro, e arcar com o ônus da responsabilidade pelos milhares de desempregados diretos e indiretos que o fim desta indústria traria, nenhum governo quer, claro.
    Abraço.
    Para pensar: “Quem não for simpático aos vinte, nem forte aos trinta, nem rico aos quarenta, nem sábio aos cinquenta, nunca será simpático, nem forte, nem rico, nem sábio”. (George Herbert)
    Para ouvir (Youtube): “Moon River – Andy Williams”.
    Ah, a música do cinema! A Maravilhosa música do cinema! Uma jóia de Henry Mancini e Johnny Mercer, ganhadora do Oscar de melhor canção original de 1961.

    • Andre Sousa

      Eu não fumo e acho que nunca fumarei, mas concordo com o que disse, há uma perseguição exagerada aos fumantes. Ainda mais em tempos em querem proibir o cigarro para liberar a maconha.

  • RoadV8Runner

    Moro a 4,5 km do trabalho. Hoje rodei 22 km para chegar na empresa. E só não vim de SS porque preciso trocar dois prisioneiros de roda e a bucha do braço auxiliar de direção. Esse dia é hipócrita, ridículo e totalmente utópico. Em nenhum lugar do planeta é possível eliminar os automóveis.

    • vstrabello

      Queria ir de 147, mas retirei os bancos para trocar o reclinador e uma futura tapeçaria.

  • Domingos

    Essa eu apóio!

  • Domingos

    Eu queria era um dia mundial sem esquerdista. O resto eu estaria feliz num trânsito daqueles da Índia ou da China.

    Preocupação de fútil vaidoso do caramba essa coisa de “mobilidade”, “humanizar’ e todos os chavões de dialética.

    • Mr. Car

      Já eu queria um “Mundo Sem Esquerdistas Pelo Resto da Eternidade”, he, he, he!

      • Domingos

        Como respondi para outro comentarista, o paraíso só será depois da vida, Mr. Car. Esse sonho deles nunca estarem presentes não vai acontecer aqui…

        Seria perfeito mesmo.

  • Marcelo R.

    Bob,

    Hoje, me contaram que há uma propaganda da BR Distribuidora onde se fala que também podemos calibrar o pneu da “bike”, para irmos ao trabalho. Infelizmente, não achei o vídeo da propaganda. Mas, achei isso:

    http://hotsitesbr.com.br/sempremais/dia-mundial-sem-carro

    E isso:

    https://pt-br.facebook.com/petrobras/photos/a.10150386851025131.613808.333720355130/10152962062520131/

    Fiquei me perguntando: O que leva a direção de uma distribuidora de combustíveis a autorizar e investir uma boa quantia de dinheiro em uma mensagem publicitária que é totalmente contrária a principal atividade da empresa, que é a venda de combustíveis? Será que alguém “enche o tanque” de uma bicicleta, ou, encher pneu de graça, será a nova forma de sustento da companhia, de agora em diante???

    • Mr. Car

      Naturalmente, esta campanha não saiu de graça para a PeTrobras. E naturalmente rolou aquele esquema de superfaturamento de seus custos, porcentagem sobre a verba para uns e outros…Entendeu agora a razão de investirem uma boa quantia de dinheiro em algo que é contrário à uma das principais atividades da empresa?

      • Marcelo R.

        Mr. Car,

        Eu fiquei o tempo todo lembrando do “Petrolão”, enquanto escrevia. Mas, não quis tocar neste assunto pois a própria propaganda, a mensagem veiculada, já mostra um gasto inútil e totalmente ilógico, como diria o Sr Spock, só levando em consideração o que eu escrevi acima…

    • Car Science

      Não sou da área de Marketing, mas para mim é a tal da propaganda de oportunidade. Pode reparar que a Petrobras produtora de combustível aposta na campanha. PRODUZINDO ENERGIA. deixou de lado até apostar no nome PETRO.. Empresa amiga do meio ambiente..

      • Marcelo R.

        Propaganda de oportunidade… Ver a foto que eu postei não me dá nenhuma vontade de andar de bicicleta e (muito menos), depois, ir em um posto BR calibrar os pneus. Aliás, ainda falando de propaganda, isso é uma propaganda que me dá vontade de ter um carro:

        E isso é uma propaganda que não me dá vontade de ter um carro:

        Se é para deixar ele parado na garagem e “se transportar” de bicicleta, para que comprar o carro, então???

    • CorsarioViajante

      Todas as empresas pegam carona na moda, e a moda hoje é andar de “bike”. É a “nova ostentação”!

      • iCardeX

        Aqui em Brasília existem vários pontos com bicicletas coletivas patrocinadas pelo banco iTaú.. Você retira em um local e pode entregar em outro, contanto que tenha vaga para você acoplar a bike do programa. O processo de liberação é controlado também via internet por catracas eletrônicas, cuja liberação parte de um telefonema do cliente para uma central automatizada. Ideia genial. Paga-se uma taxa anual para poder usufruir do serviço, coisa de R$ 10,00. Você pode fazer quantas viagens quiser durante todo o dia. As estações de compartilhamento funcionam todos os dias, de 6h as 00:00h. Viagens com duração de até 1 hora precisam de um intervalo de 15 minutos estacionadas em algum ponto de coleta, caso contrário serão tarifadas à parte, no valor de R$ 5,00 por cada 1 hora de utilização excedente. Por onde ando, dentro de brasília, vejo estas bicicletas sempre disponíveis.

        • Domingos

          Cinco reais a hora é bem carinho, não? Ou seja, o programa é marqueteiro mesmo.

          • iCardeX

            O valor é para democratizar o uso. Senão tem gente que abusaria da tolerância de 1 hora.

      • Marcelo R.

        Comigo essas idéias de jerico não funcionam, não…

    • Mazini

      a verdade é que é uma propaganda de HIPÓCRITAS..
      a PTbras faz de conta que apoia o uso de bicicletas, para parecer ter consciencia ambiental.,. e o boy vagabundo que vai de bike e pede pro frentista encher o pneu, anda com a bicicleta só porque é modinha..
      no fundo os dois sabem que é impossível viver sem carro.
      pois no fim de semana o boyzinho passará no posto encher o tanque do carro pra passear…

      • Fat Jack

        Sem falar da malfadada campanha “Etanol o combustível completão!”, de fato é completão, tão completão que tem preço alto e até gasolina…

      • Domingos

        “e o boy vagabundo que vai de bike e pede pro frentista encher o pneu”

        Perfeito. E ainda complemento: no final de semana vão na cachoeira fumar um, para isso usam carro.

        • Fabio Toledo

          Domingos… Ir na cachoeira “fumar um” é coisa de boy? rs

          • Domingos

            Já é há muito tempo, infelizmente. Esse tipo de porcaria faz uma espécie de comunhão às avessas entre as classes sociais, se torna um ponto em comum.

    • Fabio Toledo

      Uma pergunta, há quanto tempo não te oferecem a verificação da pressão dos pneus (em qualquer bandeira)… Então vá achando que uma frentista gata dessa vai encher o pneu da sua bicicletinha! hahahaha… Está parecendo aquelas propagandas da Coca Zero… hahahaha

      • Marcelo R.

        Pior que no posto que eu abasteço (BR, já que tenho que abastecer com Podium, pois, meu carro não se deu com essa coisa contendo 27% de álcool que estão vendendo hoje), dependendo do horário em que vou lá, eles oferecem o kit completo: ar, óleo e até já se ofereceram para completar o tanquinho de gasolina do meu bravo poisé 2004, que é movido a gasolina e que, curiosamente, estava sendo abastecido com gasolina… Imagina a cara da frentista quando eu disse que o carro não possuía o dito cujo… rsrs

    • Ela podia aproveitar que já está nessa posição
      e assoprar/calibrar outra coisa….

    • Nora Gonzalez

      Marcelo R., uma coisa que me incomoda nesta imagem é que a Petrobras passou anos exportando gasolina sem chumbo para os Estados Unidos (que não a aceitavam desde 1974, por ser mais poluente), mas adiou até 1991 com todos os subterfúgios a venda dessa mesma gasolina aqui no Brasil. E agora vem bancar a “ecologicamente correta”?

      • Marcelo R.

        Seria cômico se não fosse trágico, Nora, infelizmente…

    • Milton Evaristo

      Curioso é a mulher enchendo o pneu do marmanjo!

      • Mingo

        Cena realmente ridícula. Eu teria vergonha…

  • vstrabello

    Ontem fui trabalhar. De carro. Ontem cheguei em casa. De carro. Hoje fui trabalhar. De carro. Hoje voltarei para casa, depois de um compromisso. De carro. Amanhã irei trabalhar. De carro. Depois de amanhã estarei de folga e irei passear. De carro.

    • Andre Sousa

      Que assim seja, sempre que você quiser. Que a sua, a nossa liberdade seja respeitada sermpre.

  • FR
    Isso é tão instintivo que nem precisa fazer conta. Mais lento = mais carros por hora.
    Essa é ótima!

    • Lucas Mansur

      Não fez as contas então.

      • Marco Schneider

        Me apresente os valores e a fórmula para que eu possa fazer as contas. Só não me venha com aquela palhaçada de comparar fluxo de carros com grãos de arroz afunilados.

    • Roberto Alvarenga

      E é bem simples determinar se o trânsito é mais fluido ou não: velocidade média. Hoje, SP anda a 6,3 km/h em média (dados da Veja SP desta semana). Tá bom? Só se for pro Haddad!

    • FR

      Bob
      Não é instintivo não, o mundo não é tão linear como você pensa. Sugiro que apenas faça as contas para não ficar no achismo.

      • Pablo Nascimento

        Que papo chato.

  • Ricardo Talarico

    Proponho o “Dia Mundial do Transporte Decente”.
    Seja qual for, do sapato ao avião, da bicicleta ao metrô.
    O que importa mesmo é poder se locomover decentemente.
    Isso passa pela competência daqueles que deveriam administrar nosso dinheiro proporcionando bons transportes públicos e educando as pessoas que compartilham ruas, vias, estradas, espaços…
    De nada adianta “impor” um dia Mundial SEM alguma coisa, se não existir algo decente que substitua.

  • Danniel
    • iCardeX

      Complicado vai ser quando mudarem a velocidade do eixão de 80 km/h para 60 km/h. Ainda é a pista mais ágil dentro de Brasília.

  • Maycon Correia

    Deveria haver o dia mundial sem PT.

    • marcus lahoz

      Dia nada, deveria ser um milênio sem PT.

    • Domingos

      O paraíso não será na Terra… hahahah

  • Fat Jack

    Eu sou um réu confesso, não consigo abandonar a capacidade de indignação, o dia mundial sem carro o coloca como “vilão nº1 dos males do mundo”, pior ainda são os incautos que aparecem com aqueles discursos prontos:
    “_Ah, mas já há carros de mais na cidade!”´
    (os mesmos só não conseguiram me explicar até hoje porque ao invés de cercear o uso dos carros, não se reinveste o valor cobrado de impostos sobre os mesmos em ampliação e modernização da malha viária, aí, sorrateiramente desaparecem do “debate” – típico)
    Em São Paulo agora encontra-se “em testes” – eternos tal qual as ciclofaixas e o rodízio de veículos – as faixas verdes para o tráfego de pedestres pelas ruas, claro, pois é muito mais fácil transferir o problema dos pedestres para os motoristas do que resolver a situação (enquanto isso os vendedores ambulantes infestam as calçadas sem deixar espaço para os pedestres), então temos:
    Lugar dos ambulantes > inexistente ou abandonado;
    Lugar dos pedestres > ocupado pelos ambulantes;
    Lugar dos veículos > ocupado pelos pedestres;
    Lugar que sobrar > ocupado (por enquanto) pelos carros.
    Ou seja, é simples: basta colocar cada um no seu devido lugar (inclusive os ciclistas em suas ciclovias – disse via, não faixa!), e todos conviveriam em paz e sem confronto, mas dá trabalho, e trabalho (bem sabemos) não é exatamente a especialidade a infinita maioria dos políticos…

  • Eduardo Edu

    A verdade é que a relação dos mais jovens com o carro está mudando, a ponto de acharem que aplicativos de compartilhamento de carro são o maior barato. O tempo que esses jovens estão dedicando para entender a histórica ou a mecânica do carro também está virando algo relativo do ponto de vista deles. Bom, sou do tempo em que não se empresta nem carro e nem mulher. Dá para imaginar onde isso vai parar. Leremos algo sobre o “Dieselgate” da VW? O Ae seria “O” site para o ponto de vista certeiro.

    • Eduardo Edu
      Claro falaremos sobre o “Dieselgate”, mas vamos esperar um pouco para uma análise correta.

    • Mr. Car

      Eu continuo não emprestando, he, he!

    • Car Science

      Eduardo Edu. Até entendo algumas vantagens previstas com o carro compartilhado. Porém o engraçado é que quem apoia o carro compartilhado é o mesmo que apoia o dia mundial sem carro. O causador de problemas (carro) acaba sendo uma solução! Vai entender.

    • Wagner Bonfim

      Uma pena que a VW tenha agido assim, logo nesse período de caça as bruxas. E infelizmente as bruxas são os próprios carros!

      Os críticos irão descer o porrete na indústria automobilística. Aposto que será o início de um processo de demonização só comparável ao ocorrido com a indústria do tabaco …

    • Domingos

      Você tocou num bom ponto. No final, as coisas no material importam pouco. Usar ou não usar carro no fim muda pouca coisa.

      Mas a mentalidade, o espírito, sim. Esse pessoalzinho doutrinado que no lugar de EXIGIR que nossa carga absurda de impostos vá para bom transporte (não só fazer faixas, cobrar MAIS LINHAS e menos gente por metro quadrado) fica falando de carro e bike é o mesmo que hoje em dia “empresta” mulher.

      Mundo de vagabundo. A fingição e a doença são gigantescas.

    • Vinicius

      Esse lance de emprestar carro é teste para cardíaco!
      Eu tenho um ditado: Não se empresta carro, mulher e revólver. rs.

    • Lyn

      Chocado com o “dieselgate”, achei que era invenção mas ate a VW ja admitiu a maracutaia. Ja estou vendo que isso vai dar argumentos para os ecochatos e para o governo não acetar os carros diesel no Brasil em carros de passeio..
      —–
      http://g1.globo.com/carros/noticia/2015/09/nos-ferramos-tudo-diz-chefe-da-volkswagen-nos-eua-sobre-fraude.html

    • Douglas

      Um ponto bem importante que li num site estrangeiro é que na Europa, principal mercado dos VW diesel, o limite de NOx é de 0,25 g/km, enquanto que nos EUA colocaram um limite estúpido de apenas 0,05 g/milha.

      A Volkswagen pode ter feito algo ilegal, mas foi completamente moral visto que errado é o idiota que estabeleceu esse limite.

      • Domingos

        Dizem as más línguas que já era suspeito isso há muito tempo e com a maioria dos veículos diesel. A suspeita era internacional e não só européia.

        Sinceramente, é fato que por muito tempo a Europa incentivou e relaxou as coisas para o diesel em carro de passeio.

        E, de fato, algumas cidades ficam realmente com um cheiro/ar incômodo por causa disso. Os diesels exigem muita manutenção com o tempo (sistema turbo, sistema catalítico, sistema de filtro de partículas, sistema ARLA) e com o tempo muita gente simplesmente remove esses sistemas.

        Sem eles é realmente incomodo um veículo diesel. Aliás, para carro de passeio um bom gasolina é melhor mesmo.

  • Maurilio Andrade

    Dia mundail sem o Haddad seria melhor. Que tal?

    Ou então dia mundial sem o Lula, dia mundial sem a Dilma…

    • Fabio Toledo

      Dia não! Deveria não ter mais nenhum desses personagens do inferno! Simplesmente sumir do mapa!

  • CorsarioViajante

    Eu acharia super-legal se o nome disso fosse algo como “dia mundial da mobilidade” induzindo as pessoas a repensarem as formas de se deslocar. No entanto, o nome já mostra que a real intenção não é debater formas variadas de se deslocar, mas sim de “se livrar” de uma delas, no caso o “carro”. Daí, a meu ver, perde a razão e vira mesmo bobagem demagógica.

    • Cadu

      Te convido a ler o manifesto do que significa o dia. Você irá se surpreender. Ninguém que ficar “livre” de carro. A intenção é exatamente a que você gostaria…. Abraços!

  • Newton ( ArkAngel )

    O tal do “politicamente correto ” é uma tentativa de alterar a realidade do mundo através de discursos inúteis que agradam em cheio os idiotas úteis e cretinos em geral. Nessa turminha, a opinião é que se a pessoa tem carro, ela tem dinheiro, e se tem dinheiro, ela explorou alguém das “minorias oprimidas” (só não se lembram que todas as minorias somadas resultam mais numerosas do que a maioria )
    Gostaria que houvesse MESMO um dia sem carros só pra ver o caos que iria se formar.

    • Antônio do Sul

      Sem ambulâncias, carros de polícia…a população iria adorar…

  • Maycon
    O quê??? Século!!!!

    • Mazini

      kkkkkkkkk perfeito Bob.!

  • Fórmula Finesse

    Trata-se de uma data tão tola que “imerece” (sic) qualquer crédito ou apreciação mais séria…

  • Otavio Romanini Poli

    Será que quem defende o “dia mundial sem carro” nunca necessita de um carro, ou só deixam o carro na garagem hoje pra poderem encher o saco dos outros?

    Parece que as pessoas defendem esse tipo de coisa só para ter um “desencargo de consciência”, só para pensarem “eu fiz um mal pra alguém, mas não tem problema, eu ando de bicicleta e não poluo o meio-ambiente e isso já me basta”, como se fosse uma “troca de pecado”.

    • Car Science

      Tipo o credito de carbono.

    • RoadV8Runner

      A maioria que defende essa imbecilidade é para encher o Facebook de asneiras no dia de hoje, para se mostrar antenado. Ou seja, hipocrisia pura e simples.

  • Andre Sousa

    Parabéns pelo post, Bob! Agora estão expandindo a palhaçada para além de um dia, travestindo-na da alcunha de “semana da mobilidade” (mobilidade, não sei onde, deveria ser semana de demonização do carro).
    Eu, infelizmente, não pude contribuir como queria porque o meu carro está parado, em manutenção, por conta do reservatório da água do radiador ter estourado. Baita sorte, porque eu fazia questão de passar esse dia com a minha “viatura”. Mas eu vim trabalhar de Taxi, então, não está de todo ruim.
    Nessas horas, me lembro daquela música de Elis Regina, “ta´cada vez mais down o high society”…

    • RoadV8Runner

      Bom saber dessa semana da mobilidade. Vou encher meu Facebook com fotos de V8-tões fazendo muita, mas muita fumaça!

  • marcus lahoz

    Aqui em Curitiba estamos com esta estupidez também. Então enviei para a prefeitura uma pergunta (no facebook) e era basicamente assim: “Prezada Prefeitura, trabalho a 20km de casa, o onibus demora 3 horas para chegar ao destino, assim me resta apenas o carro. Qual alternativa temos? Teremos metrô ou trem urbano algum dia? Lembro que pedalar não é opção pois atendo clientes e preciso estar devidamente limpo para o trabalho e pedalar 20km com certeza me deixaria suado. ”

    A pergunta foi basicamente esta, e sabe qual a resposta? SILÊNCIO….

    Apenas meia dúzia de bicicleteiro falou: vai de bike (porque falar bicicleta é fora de moda) e toma banho no trabalho.

    E para estes a minha resposta foi: eu quero um transporte coletivo como no primeiro mundo, confortável, rápido e seguro. E não quero ficar pedalando para ir ao trabalho.

    • Rodrigo

      Concordo plenamente com voce marcus!!! E vou alem em dizer que esse pais que tanto amo, esta um caos por causa destes imbecis que estao no controle e os idiotas que estao sendo controlados, infelizmente a imensa maioria, o povo esta tao idiotizado que faz-se o que querem com eles, estamos refém da tal “moda” isso e uma desgraca, nao se pode mais criticar ou opinar nada, pois somos taxados de preconceitos ou radicais ou qualquer merda que e imposto. Estamos vendo uma onda de “Zumbis” imbecilizados tomando conta de tudo…estes lideres sao cada vez mais reflexo do povo de merda que esta virando essa nacao…eu reluto em dizer mas a verdade, é que, esse País nao tem jeito, se tiver daqui uns 200 anos…

      • marcus lahoz

        Rodrigo

        O Brasil esta se tornando um País de minorias; qualquer grupo de 5 influencia tanto quanto 1 milhão. Esse é o grande erro.

        Nossos governantes são terríveis, e também não vejo perspectiva de melhora.

    • Fat Jack

      “…A pergunta foi basicamente esta, e sabe qual a resposta? SILÊNCIO…”
      É sempre esta a resposta que se tem quando se cobra algo sério das autoridades.
      Passo pelo mesmo, a rua que eu resido é “rota de fuga” de um semáforo, estando na descida de um viaduto sobre a linha férrea, imagine a velocidade na qual os carros passam por ela (garanto, bem mais que nas marginais), já fiz duas solicitações à CET informando inclusive do risco de acidentes fatais, pelo fato da rua terminar com uma curva de 90°, tendo ainda uma igreja na frente…, qualquer dia vai um motorista parar dentro da missa…, a mais “nova” é de abril deste ano…, nem sombra de resposta…

      • marcus lahoz

        Fat Jack

        Eles pensam apenas em arrecadar, se você falar em colocar um radar escondido é capaz que eles coloquem. Agora sinalizar e educar…..

    • Nem me fale! Estou maluco de raiva com essa piração da “prefs” em reduzir a velocidade do centro inteiro, já não bastasse a palhaçada da sete de setembro. E o irônico é que ando de bicicleta e vou trabalhar com ela sempre que possível, mas também tenho carro e não consigo engolir a idéia de que o mundo fica melhor na ausência deles. O transporte público daqui é terrível de lotado, demorado e perigoso (na região do CIC e Fazendinha tem assalto em ônibus todo dia), e o trajeto que faço em 10 min. de carro leva 1h20 na lata de sardinha. Nosso instrumento de trabalho, que faz a riqueza da cidade circular, virou boi de piranha nas mãos dessa esquerda incompetente, que tenta jogar para trás dos panos sua total incapacidade em resolver de fato os problemas de mobilidade.

      • marcus lahoz

        Cleber, eu sempre bato na tecla, EDUCAÇÃO. Se educar o motorista todas as ruas terão espaço para bicicletas, carros, motos e ônibus.

        E com esta onda de bicicleta, a prefeitura mais uma vez joga para a população um problema que é deles, eles não investem em transporte coletivo e ficam empurrando a bicicleta.

        Eu gostaria de um bom transporte coletivo, iria trabalhar de metro / trem sem problema algum; utilizaria meu carro para algumas atividades de nicho (visitar clientes, buscar clientes em aeroportos, ou para meu lazer). Mas com o transporte da forma como é, impossível.

  • Andre Mondino

    No último domingo, a manhã estava ensolarada, quente e muito agradável. Resolvi rodar por aí… Rodei 250 km pelas ótimas estradas de SP, sem destino nenhum. Teto solar aberto, pensando em nada e tudo ao mesmo tempo, curtindo meu carro. E, a cada dia que passa, a cada passeio, a cada ida ao trabalho, a cada volta do trabalho, a cada km rodado, gosto do meu carro ainda mais. Dia mundial do que mesmo vocês estão falando???

  • Rubem Luiz

    Como seria bom!

    Mas o futuro é nebuloso, 95% dos professores brasileiros são marxistas adoradores do Paulo Freire, eles estão formando os adolescentes com aquelas incongruências tipo odiar capitalismo e carros, ao mesmo tempo que não abandonam seus carros e salários altos.

    Nos EUA há um problema de falta de qualidade em boa parte dos professores e raramente alguém nega o problema, mas ao menos são professores e não doutrinadores, aqui temos o mesmo problema de falta de qualidade na formação (Curso superior feito via web), e ainda por cima temos o problema de meter doutrinação no meio da estória, e o pior: Eles não admitem nem a má qualidade nem a doutrinação esquerdista incongruente.

    Então infelizmente isso deve piorar.

    Mas não temamos, a má qualidade na formação desses professores deixa eles meio noobs, não sabem produzir um argumento técnico embasado, ficam só nos chavões do século passado tipo poluição, dominação de classe, opressão.

    (E é fácil desqualificar, já que nenhum deles vai trabalhar a pé ou de bicicleta, ou quando tiram férias nenhum deixa de viajar de carro ou de avião. Fora que idolatram Cuba, o paraíso do carburador, portanto o paraíso da emissão de NOx aos montes porque com a falta cronica de peças (E o petroleo barato da Venezuela) o que menos lhes preocupa é regulagem adequada)

    • Domingos

      Rubem, o pior é que temos essa doutrinação não só nos colégios públicos como também nos particulares.

      E não só mais nos “amigos dos inimigos” que usavam método construtivista, colocando um tom chique nessa porcaria toda para atrair pai bobo na matrícula, mas também nos colégios normais e até nos católicos!

      Acho que só colégio judeu hoje deve estar livre disso. De resto, até mesmo a progressão continuada é informalmente adotada. Alunos de comportamento PÉSSIMO e notas assustadoras de baixa são passados de ano em ano seguidamente.

      Aí colocam aquelas médias altas – uma estupidez – como 7 ou até 8 como enfeite e engana bobo. Gente tirando tudo 4 ou 3 é passada.

      O problema é que professor virou uma profissão como jornalista: na verdade mesmo, poucos bons são necessários, mas se formou uma estrutura de troca de favores e conveniências onde a vendeção de alma proporciona um trabalho fácil, garantido e por vezes bem remunerado e com grande aceitação social.

      Eles não têm vergonha nenhuma mesmo de defenderem absurdos e incongruências. Especialmente os de faculdade pública, que ainda batem no peito que são isso aí mesmo – embora eles neguem a doutrina, claro.

      Isso é fruto da estabilidade de emprego dada por essa estrutura, eles sabem que “ninguém” mexe com eles.

      Os de colégio particular já são mais na suavidade. Sabem que se forem mesmo pegos vão pra fora.

      Porém, mesmo os mais inteligentes são manjados. O esquema é SEMPRE o mesmo desde muito tempo.

      A diferença é que desarmar um em ambiente de colégio é uma coisa, já num ambiente como faculdade pública onde isso é máfia e ao mesmo tempo hegemonia você corre o risco de não passar na matéria.

      Mas vale a pena.

      • Fabio Toledo

        Domingos, por isso que pai não é aquele que faz, é aquele que educa, ama e tudo mais… As crianças estão cada vez mais espertas, e acredito que não seja somente “em razão da internet”, provocando o senso crítico acredito que a tendência é a do bom senso. Ao invés do estímulo “o que o filhão é? Curintcha papai!”

        Mostrar exemplos de cidadania durante a vida, entre outras direitos e deveres…

        Na faculdade simplesmente ignorei a aula de teoria geral de administração, onde ensinavam marxismo e só… Esse pessoal, que não sobrevive no mercado de trabalho, está desesperado e a cada dia estão mais fracos.

        • Domingos

          Fabio, infelizmente via marxismo cultural esse pessoal tem criado brechas mentais nas empresas e conseguido se infiltrar por elas também.

          A coisa hoje é bem complicada. Não existe mais esse isolamento, essas causas e estratagemas todos se misturam ao nosso dia-a-dia e por isso têm sido tão efetivos.

          Feminismo antes era coisa de acadêmica de faculdade pública sem nada para acrescentar de bom. Hoje uns 70% das garotas de classe média se identifica como feminista, pois o discurso e a cultura foram sendo moldados de forma a arrebanhá-las.

          Mas eu concordo que falta pai, falta mãe mesmo. Esse negócio de terceirizar educação que permitiu tudo isso.

  • Fabio Toledo

    Bob, faço das suas palavras as minhas! Mas o paulistano deve estar c*****o um monte para essa pataquada, pois o trânsito hoje estava praticamente insuportável como qualquer outro dia (útil ou não).

  • Carlos
    • Fat Jack

      Excelente você ter postado…, o pior é que vai ter quem ache “normal”…
      Bom, surpreso eu não fico, nem um pouco…

  • Carlos

    Amigos, aqui em Curitiba determinada rádio alardeando o dia sem carro, com várias ´participações´ de ´ouvintes´a favor…mandei uma msg com relação ao desperdício de dinheiro em uma faixa/pista pintada e após algum tempo removida, sobre o asfalto em uma área do centro da cidade. Não obtive retorno.

  • jr

    Outro dia postei o link da WRI Embarq, uma ONG (estadunidense, se não me engano) que oferece serviços de elaboração de planos urbanos de mobilidade focados na restrição da circulação de veículos.

    Aqui vai um link sobre o trabalho nesta linha em Curitiba:
    http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/5-solucoes-para-tornar-o-transito-mais-seguro-doe2p24a6h5yloc1zjy66qxuc

    O link da WRI Embarq:
    http://www.wri.org/our-work/project/embarq

    O curioso é que vendem projetos de BRT (na minha opinião uma das mais bestas soluções de mobilidade – parece BBB – bom, bonito e barato, mas é responsável pela morte de muitos em Curitiba -não só em Curitiba-, além de muitos acidentes, além de ser um horror para que o usa, na minha opinião, pois enfia um mega-ônibus circulando ao lado de pedestres, em velocidade incompatível, fora outros aspectos como extremo desconforto do passageiro).

    Enfim, na minha modesta opinião este é o ponto: querem que o carro não circule ou torne seu uso complicadíssimo para vender suas soluções de BRT…

    Veja, chuto que não que estejam pensando numa cidade melhor, com soluções múltiplas de mobilidade múltiplas, uma cidade mais “humana”.

    Tentam passar uma imagem de “queremos um futuro melhor para todos”, mas…

    Posso estar enganado, e eles têm o direito de buscar seu mercado, o problema fica no “nóis pega os pexe” nacionais que engole tudo como “moderno, social, democrático, para o povo”, etc.

    Bom, quero deixar claro que odeio os BRTs. Fui usuário de 1.a hora, vi que acontece no dia-a-dia onde um monstro mecânico xispa ao lado de crianças. Já quase fui atropelado várias vezes, pois fazem uso de seu tamanho para furar sinais na boa (tocam em cima de pedestres na faixa de segurança com sinal fechado), tenho deficiência auditiva em um dos ouvidos pois fui vítima do escape pneumático quando esperava, na calçada, para acessar a estação do BRT, já estive dentro quando ocorreu acidente e já fui testemunha de acidentes quando andava pela rua.

  • Eduardo

    Ótimo texto! Apenas gostaria de fazer uma correção, se me permite. IPVA é imposto sobre propriedade de veículo, enquanto que os pedágios se referem a circulação. De resto, está perfeito!!1

  • Frederico

    Ontem levei praticamente 1 hr a mais para chegar em casa devido a um engarrafamento monstruoso em Niterói – RJ. Por quê? Excesso de carros?
    Não só isso… mas alguma mente brilhante resolver fechar 1/3 de uma das três pistas de uma importante avenida da cidade para fazer uma ciclofaixa temporária…
    Ou seja, quando os ônibus precisavam acessar essa avenida, não era possível transitar em 2/3 de faixa, como acaba sendo possível fazê-lo com um automóvel… então, a avenida se reduziu para apenas 2 faixas…

  • Bob, faltou um detalhe no texto: dinheiro. Quanto de dinheiro o carro gira e gera (novos, usados, mecânicos, autopeças, combustível, tudo que depende de carro, etc)? Comércio, impostos, e se os governantes resolvessem abrir mão de um diazinho de toda essa arrecadação? E o que sobraria nos cofres num ano ou futuro sem carros? Para mim, dia mundial sem carro só serve pra dar mais valor ao amigo de lata.

  • Kar Yo

    Fazendo uma reflexão vamos ver o quanto o dia sem carro é utópico e demagógico. O transporte público não consegue atender a demanda, imagina se mais gente “tentasse” utilizá-lo. Hoje, a maioria faz mais de uma atividade como estudar e trabalhar, trabalhar e ir na academia ou ir na academia e estudar. Como poderíamos levar tudo de transporte público. Se um estudante com uma enorme mochila atrapalha, imagine se todos tivessem que fazer o mesmo. Se tiver filhos a coisa piora bastante, pois vemos mães quase desesperadas encarando isso por falta de opção. Se tivermos que transportar algo além do limite permitido (35 kg ou superior a 150 x 60 x 30 cm) seremos barrados no metrô de SP. Ir de bicicleta é utópico, pois temos poucos bicicletários e poucas empresas dispõem de vestiário para os funcionários. Quem mora longe do trabalho perde 4h ou mais por dia para ir e voltar. Quem trabalha ou sai de noite pode simplesmente não ter opção de transporte dependendo do horário. Sem falar na violência, pois muitos locais não tem a mínima condição de iluminação. Imagine perder aquele compromisso inadiável em dia de problemas no transporte público (greve, quebras, etc.). Ou pior, perder o emprego, pois o chefe não aguenta mais as desculpas.
    Depois disso, pense se o usuário de carro gosta de pagar mais da metade do carro em impostos, a gasolina cara e de qualidade bem duvidosa, seguros altos, IPVA, pedágios (com imposto também), estacionamentos caros, altos custos de manutenção (pela gasolina ruim e ruas mal conservadas). Ou , simplesmente não vê outra opção.

  • Carlos A.

    Eu tenho carro, gosto dele e cumpro com meus deveres e obrigações para mantê-lo corretamente, fazendo as revisões e manutenções necessárias, pagando os impostos, taxas, tributos obrigatórios. Diante disso, faço uso do mesmo sempre que preciso sem qualquer peso na consciência. Essa máquina maravilhosa me atende muito bem!
    Por isso, acho um tremendo retrocesso uma data com esse título. Vamos criar o dia sem telefone, televisão, rádio, computador, internet, celular (e seus aplicativos que ajudam bastante) e justificar dizendo que são lixos eletrônicos e poluem bastante!!!

  • c4vitesse

    Não tenho muito o que acrescentar ao texto, só queria deixar aqui registrado meu apoio à visão e lucidez do Ae neste tema.

  • Juvenal Jorge

    Bob,
    por mais que se explique a importância do automóvel e seus derivados, pouco irá adiantar para quem não lê esse nosso site. Estudar História é algo que não passa pelas cabeças “esmartefonadas” de hoje em dia.
    Triste mas real.
    O importante é que hoje efetuei uma atividade a 20 km de casa em menos de hora e meia. Fui, fiz o que tinha que fazer, e voltei, com pouco trânsito, sorte total. Imagine isso de transporte coletivo. Eram dois ônibus na ida e dois na volta, no mínimo, e sem metrô por perto. Ia levar umas três horas, certamente.

    • Juvenal, minha situação seria semelhante não para resolver compromissos, mas no meu dia-a-dia… trabalho a 30km de casa e no caminho apenas 3 semáforos e 18 km de rodovia. Faço o trajeto em 30 minutos… se fosse de ônibus (não há metrô/trem por perto), seriam no mínimo 2 horas e 40 minutos…

  • Henrique Lopes

    Sai de carro hoje e ainda no dia do rodízio. Missão cumprida.

  • Marcio TD

    Esse tipo de “protesto” na minha opinião, só serve para testar o adestramento da população, e ver se o nível de obediência está dentro do que eles (governos, conselhos, etc….) esperam.
    Ridículo.

  • David

    Aqui em São Paulo o Haddad acha que é possível sim..

  • Wagner Bonfim

    Nós é que deveríamos demonizar essa gentalha e seu xiismo (imagino que a maioria dos xiitas seja de moderados, mas calhou desse termo representar radicalismo).

    Que andem com suas bicicletas nessas ciclovias sem nenhum tipo de planejamento, adequação ou necessidade, desde que aceitem também nossa preferência, apesar de todos os custos e dificuldades impostas, por aquele que revolucionou nossa sociedade.

    Qualquer dia “sem” algo demoniza e fere aquele que pensa diferente … já está na hora de acabar essa palhaçada!

    • RoadV8Runner

      Perfeito seu comentário.

  • Félix

    Todo radicalismo é uma tolice.

  • iCardeX

    Respeito a sua opnião, mas sei lá cara. Para mim, carro deveria ser apenas um instrumento a serviço do homem, e não um objeto de culto como muitos parecem fazer. Também estamos atrasados e meio obsoletos em matéria de transporte coletivo. Importante lembrar: O trânsito mata 50.000 (cinquenta mil!!!) pessoas por ano, apenas no Brasil. A cada 12 minutos alguém morre no trânsito, neste país.

    • RoadV8Runner

      O que mata no trânsito não são os carros, mas sim os muitos idiotas que se sentam entre o banco do motorista e o volante, além de outros pedestres acéfalos que resolvem fazer mágica e atravessar vias na marra. O carro, bem usado, não mata. O mesmo ocorre com armas de fogo, quem puxa o gatilho e mata é quem as porta.
      Na Europa e Japão o sistema de transporte coletivo é dos melhores e, ainda assim, a quantidade de carros nas ruas é enorme. Mesmo na Holanda, onde existem mais de duas bicicletas por habitante, os congestionamentos são comuns, principalmente nas cidades maiores (Amsterdã e Roterdã, por exemplo). Ou seja, é totalmente utópico defender um dia mundial sem carros. E o que resolve não usar o carro um único dia entre os 365 dias do ano? Ridículo.
      E não sei se você percebeu, mas o nome deste site é AUTOentusiastas, portanto nada mais natural que ser radicalmente contra dias hipócritas e demagogos como esse.
      Peço desculpas aos editores do Ae, mas tem horas que não dá…

      • Cadu

        Road, a questão é que ninguém em sã consciência propõe um mundo sem carro. Ninguém diz que tem que extinguir os carros. E que nesse dia ninguém PODE sair de carro. Não é isso!
        Óbvio que todos aqui cultuamos e adoramos automóveis.
        A data é simbólica, é apenas um meio (eu entendo assim e nunca vi ninguém proibir de sair de carro neste dia) de se refletir a mobilidade urbana

        • Domingos

          Cadu, muita gente de fato propõe um mundo sem carro. Os idealizadores desse dia por vezes são desse “princípio”.

          Muitas cidades fazem restrições ao uso do carro nesse dia.

          A data não é simbólica, é dialética mesmo.

    • Pablo Nascimento

      Qual o problema de gostar de carros?
      Olha o patrulhamento em ação….

      • Cadu

        Nenhum. Zero!
        Mas eu também pergunto qual o problema de andar de bicicleta?

    • Paulo César_PCB

      Existem centenas de pessoas mundo a fora que colecionam armas. NEM POR ISSO TODOS são assassinos.

    • AlexandreZamariolli

      Se pararmos para pensar, hoje existe mesmo um veículo que é visto como legítimo ícone, predispondo seus devotos a uma canonização mais rápida que a do papa João Paulo santo subito II.

      Ditos devotos, isentos de todo pecado, encaram até os menores questionamentos como heresia, submetendo o cético a uma verdadeira excomunhão social até que abjure, de preferência em público, sua opinião contrária.

      A moderna semidivindade rodante chama-se bicicleta.

  • Antônio do Sul

    Bob:
    O IPVA tem a natureza jurídica de imposto. Logo, não tem uma destinação específica, de forma que os recursos arrecadados vão para o caixa do governo para atender fins diversos, assim como ocorre com os demais impostos, tais como IPI, ICMS, ICMD, ITR, Imposto de Renda, etc. Já a CIDE, por ser uma contribuição, destina(ria)-se a finalidades específicas, dentre as quais estão a construção e manutenção de rodovias, mas, na prática…
    Sobre as velocidades exageradamente baixas, percorri, hoje, a BR-101, entre Garuva e Florianópolis. Não sei por quê, já que se trata de um trecho com pista dupla e predominantemente reto, foram fixados como limite, para automóveis, 100 Km/h. Desde 1998, nunca vi fiscalização de velocidade neste trecho, até porque a quantidade de acidentes graves não é tão alta, mas, de um mês para cá, tem sido uma constante entre Navegantes e a região de Porto Belo. Hoje mesmo, próximo ao trevo de acesso à BR-470, em Navegantes, só escapei por ter passado enquanto o PRF ainda estava armando o tripé do radar. Há duas semanas, na mesma BR-101, vi um guarda com aquele radar “binóculo”, um modelo azulzinho portátil que até já foi mostrado aqui. Será mera coincidência este aumento da fiscalização acontecer em um momento de crise financeira dos governos?

  • Fernando

    O engraçado é que nesse “Dia mundial sem carro” algumas empresa de ônibus estavam em greve no ABC. E a notícia por SP logo pela manhã era que haviam várias composições da CPTM paradas por problemas.

    Só sei que vi um monte de carros a mais que ontem nas ruas…

    Como é que podem querer fazer um “movimento” como estes às cegas? Dá a impressão que quem promove isso é aquele tipo de gente que não tem horário para nada, não tá nem aí se chega atrasado para os compromissos, ou vive de algum cargo pago para ele andar de bicicleta por puro prazer…

    Fechar a Av. Paulista é um exemplo disso. Talvez seja à favor quem não vá de longe até ela de carro(há quem trabalha de final de semana!), ou também não precise por qualquer motivo ir com pressa até uma residência ou empresa nas proximidades dela, assim como quem mora ali. Querer andar no asfalto dela, reclamando que não há parque? Se eu morasse ali não iria de jeito nenhum ficar “me deliciando” de andar nela fechada, mas sim iria para um parque de verdade, que só ali perto há o Ibirapuera e o da Consolação. Estou assumidamente longe de compreender o que muita gente procura…

  • Leo-RJ

    Isso é de um idiotice inominada!

    Fãs de bicicleta, regojizai-vos!! Existem outros tolos como vocês!

    Isso é esquecer mesmo o avanço que o automóvel trouxe à sociedade. Afinal, como as encomendas chegam até os lares? Como as bicicletas saem das fábricas e chegam os compradores? E o aço e a borracha chegam como às fabricas de bicicletas? E os remédios às farmácias? E os produtos aos supermercados?

    Uma época que morava na Tijuca e trabalhava no Centro do Rio, por ser perto (certamente o Bob sabe a curta distância entre a Tijuca e o Centro), resolvi usar a bicicleta, meu veículo de lazer, para chegar ao trabalho. Não durou dois dias. Chegava sujo e suado, e nos locais de trabalho não têm local para tomar banho, apenas os banheiros usuais, sem ducha. Além disso, não existe onde guardar a bicicleta com segurança e, com elevadores cheios, não poderia ocupar com a bicicleta o lugar de uma pessoa. Resultado: subia 8 andares (16 lances) de escada com a bike no ombro.

    Ou seja, na prática, totalmente inviável.

  • VP

    Podia também existir o Dia Mundial do Bandido Sem Mãos. O que ia ter de maneta em Brasília e em algumas prefeituras….

  • Milton Evaristo

    Alguém do site foi andar no Haras de HB20?

  • Camilo Fontana
    Você tem razão, faltou mesmo! Obrigado.

  • Eduardo,
    Talvez você não tenha vivido essa época, mas o IPVA foi solução para se poder cobrar pedágio no começo dos anos 1980, pois antes havia uma Taxa Rodoviária Única (TRU) e pela Constituição não se pode taxar duas vezes pela mesma finalidade. O IPVA é um TRU travestida.

    • Caio Azevedo

      Tenho qué concordar. Ou alguém compraria carro para não “circular”?

    • Lorenzo Frigerio

      A Imigrantes sempre teve pedágio, em plena vigência da TRU. E digo mais: a cobrança de pedágio no Rodoanel é ilegal. Existe uma lei dos anos 60 que proíbe a cobrança de pedágio dentro de um determinado raio do marco zero de SP, inclusive um mandado de segurança bloqueou a cobrança durante alguns dias. Mas o célere TJ-SP “desembargou” o problema.

  • jr
    Tenho uma dúvida séria, se o maior câncer do mundo é o PT ou as ONGs…

    • Domingos

      Os dois são a mesma coisa, Bob.

  • Lorenzo Frigerio

    Cai bem:

    • Pablo Nascimento

      Lorenzo, e eu pensando que você gostasse de automóveis….

  • Pablo Nascimento

    Já eu quero o Dia Mundial com o Challenger Hellcat!

    O povinho classe media/alta adora inventar moda, e é sempre na contramão da “periferia”.
    Lembro quando os Nike Shox viraram febre entre os boys, com preços altíssimos e a maioria importado.
    Quando começaram a se popularizar os mesmos boys passaram a utilizar os baratos All Star.

    O mesmo ocorre hoje em relação aos carros, pois a facilidade de aquisição fez com que os “pobres” possam ter seus populares 0km.
    Como perdeu a exclusividade, o carro virou coisa comum e agora é demonizado pelo povinho e tido como poluidor, retrógrado, capitalista, coxinha, etc.

    Aí, descobriram as “bikes”………..

    • Domingos

      Pior é quando trocam o carro por iPhones…

  • Milton Evaristo
    Não fomos convidados. Vou ter que ir atrás disso.

    • Milton Evaristo

      Nossa, que pena! Queria ler por aqui.

  • Lorenzo Frigerio

    Carro é um problema tão grande na cidade quanto os ônibus e a falta de metrô. O buraco é mais embaixo e reside na falta de planejamento. Já passei dos 50 e vi a cidade onde cresci ser engolida não só pelos carros, mas pelos prédios. O Bob mora em Moema, portanto conhece isso bem. Mais pessoas, mais carros. Mas isso é uma coisa que a Prefeitura não comenta. Todo prefeito provavelmente desde Prestes Maia tem sido um preposto da especulação imobiliária. Numa cidade onde se podem construir prédios em qualquer lugar, o preço do m2 dispara e torna impossíveis os usos mais horizontais. Qualquer espaço livre acaba vendido para incorporação, com grande lucro. A cidade se afoga em prédios e pessoas, e por conseguinte, carros. Os impostos gerados por esse adensamento nunca vão para o sistema de transporte de massa. Túneis e viadutos para transporte individual fazem mais sucesso entre o eleitorado, e o Maluf não se deu bem por acidente.
    As pessoas criticam a Europa pelo politicamente correto e pelo transporte público caro, mas esquecem que lá eles ganham em euros, e não existem prédios. A qualidade de vida das pessoas é muito mais alta, e ninguém precisa viver em grandes cidades, pois as facilidades estão presentes em todas as regiões.
    Enfim: o verdadeiro problema é a inexistência de planejamento urbano no Brasil, que vise o bem-estar do cidadão. Vejam o que aconteceu com SP… destruíram os rios Pinheiros e Tietê, transformando-os em canais de esgoto para permitir a construção das marginais, reverteram o curso do Pinheiros para bombear esgoto para a Billings, a fim de despejá-lo serra abaixo, para acionar a jurássica usina Henry Borden. Fizeram vista grossa para o surgimento de favelas nas represas, aumentando ainda mais a poluição. E num lugar que em qualquer cidade do mundo desenvolvido que se preze seria uma localização nobre, a confluência do Pinheiros e do Tietê, plantaram não somente um nó-górdio de elevados – o Cebolão – como nada mais, nada menos, que uma cadeia. E o que dizer, então, das avenidas em fundo de vale – exatamente uma prática execrada pelo bom urbanismo – que alagam com qualquer chuva forte… só para não gastar dinheiro com desapropriações. É só canalizar e aterrar o córrego, que já “pertence” ao poder público..
    O problema é que nós brasileiros aceitamos essas soluções sub-standard, e somos experts em ações pontuais e no nivelamento por baixo.
    Carro não é problema tanto quanto não é solução… é parte de um problema muito maior.

    • Mingo

      Um dos melhores comentários que já li por aqui, Lorenzo!

    • Roberto

      Bem lembrada esta questão da especulação imobiliária. Em muitas cidades, principalmente do litoral, o plano diretor muda ao “sabor do vento”, sem critérios lógicos, e fica impossível oferecer infraestrutura para todos. Por exemplo, em uma cidade que passo o veraneio, é normal faltar energia e água nos dias em que há uma maior lotação das residências, mostrando que a cidade já não comporta a quantidade de “torres de babel” construídas todo ano na cidade.

    • Domingos

      Não adianta nada não ter prédio na Europa e o adensamento ser ainda maior que o daqui. Por mim é muito melhor prédio do que a encerada que são os “conjuntinhos” deles.

      Os andares são a metade, porém além de ser tudo colado, sem espaço livre (horrível, parece cadeia), também o número de unidades num bloco deles é maior que num prédio típico de São Paulo.

      Lá é pior ainda do que aqui, apenas houve mais planejamento em algumas cidades.

      Todos esses processos que você fala (especulação, tomada de áreas de reserva, formação de periferias) aconteceram igualzinho.

      E o carro teve nada a ver com isso.

    • marcus lahoz

      Lorenzo

      Concordo com você, este adensamento de prédios é terrível.

    • Fabio Toledo

      Planejamento? Oi? Aqui o foco foi a tinta($$$) mesmo! Até que estou de cara com algumas obras, que a princípio parecem levar de lugar nenhum para um lugar qualquer, como o antigo fura-fila, mas no fim das contas fará parte da capilaridade que tanto mencionamos.
      Aqui onde trabalho estão desapropriando, alargando a José Guerra, o ônibus virá do ABC até o final da Roque Petroni Jr. e depois viraria a esquerda acessando uma área lotada de empresas (Chacará Santo Antônio/Santo Amaro/etc.) com esta obra pronta eu viria de ônibus para o trabalho, tomara que eu veja isso acontecer!

  • O quadro da PRF anda descontente com algumas mudanças. E estão multando à torto e a direito. Os caminhoneiros que estão pagando a maior parcela desse pato, sob alegações e interpretações da Lei absurdas.

  • Domingos

    Esse papo de “humanizar” e de transporte público é que nem liberar fila de balada: você acha que está progredindo, lá dentro está um inferno cada vez maior.

    A lógica é por mais gente por metro quadrado, arrecadar mais e ter mais controle.

    TODO o resto é papo. São Paulo poderia ser uma cidade possível de andar de ônibus ou de carro a qualquer hora do dia tranquilamente.

    Bastaria para isso parar nos seus 8 milhões de habitantes. Ou não estimular que as pessoas morassem há 30, 40 KM do trabalho.

    Porém, arrecadar de mais de 12 – e, se possível, trazendo gente de fora, uns 15 – é “bem melhor”…

  • Domingos

    Excelente percepção na questão da medida com o carro ocupando “espaço zero” e a diferença nas contas com o carro tendo comprimento real mais a diferença de distância entre eles.

    • Domingos, conheço bem esses modelos matemáticos. São a base do que a CET usa para administrar o trânsito de São Paulo, mas são cálculos infantis. Não funcionam na prática.

  • Domingos

    Isso mesmo. E mais: é conhecida tática iluminista e esquerdista de permitir uma grande quantidade de liberdade econômica em troca de controle e taxação.

    A taxação e o controle vão crescendo irrefreavelmente e estupidamente até o ponto que o completo domínio sobre a população é implícito, porém maior que qualquer rei poderia imaginar.

    É o caso dos países escandinavos. Você é dominado por 50 a 60% de taxas (efetivamente PAGA para viver e paga mais do que ganha), ficando assim dependente do Estado a não ser que seja um super rico.

    Esse por sua vez dá liberdade total nas áreas que permitem a ele essa dinâmica, enquanto que se usa do seu efetivo controle para te colocar na cadeia se você achar que seu filho menor de idade não pode comprar acessórios sexuais.

    O controle chega ao nível micro mesmo, a sua alma é deles. Coisas como a quantidade de sal que você pode ou não comer são exemplos.

  • Alexandre Cruvinel

    Bob, passei ontem no elevado do Joá e percebi que repintaram as faixas que dividem as pistas de rolamento. Estão fazendo um novo elevado, complementar ao já existente. Deveriam o fazê-lo mais largo com faixa para bicicleta. Mas não, a faixa para bicicleta é no atual e a solução é estreitar as faixas de rolamento. Se engarrafar e uma ambulância ou bombeiro precisar passar entre as filas, não consegue.

  • Alexandre Cruvinel

    Se é para racionalizar, porque não incentivar a motocicleta (sem negar o carro, claro) ? Com ela você percorre 30 km até mais rápido que o carro e gasta por volta de 1 litro de gasolina. Ocupa pouco espaço nas ruas e para estacionar. Sem contar que o cara que anda de moto passa a ser um motorista mais consciente, sentindo na pele o que é levar uma fechada sem lata em volta.
    Mas aqui no Rio, em certos casos está sendo mais difícil estacionar uma moto do que um carro.
    Transporte público não atende bem todos os casos. Se você mora a 30 km de distância do trabalho e a única opção é um ônibus que para em todos os pontos, você vai levar uma eternidade para chegar ao destino. É aí que entra o transporte individual. E, definitivamente, bicicleta está longe de ser a melhor alternativa.

  • Alexandre Cruvinel

    Leo, fiz esse trajeto por muito tempo de metrô, até comprar uma moto. Tinha que andar uns 15 minutos até o metrô da Saens Pena, inevitável ficar suado no calor. Na volta, lata de sardinha. De moto tudo mudou, descia do prédio e ela estava logo ali, montava e saía, devagar no meio do trânsito parado. Em dias ruins nem conseguia ser mais rápido, mas era de porta a porta. Sem comparação. Bicicleta nunca cogitei.

  • WSR

    Milhares de pessoas morrem assassinadas por ano no Brasil e a culpa, na sua lógica, seria da arma?

    • Domingos

      Da arma não, é do cidadão “coxinha classe média opressor assassino” que nunca teve uma passagem pela polícia…

  • Alexandre Cruvinel

    iCardeX, respeito a sua opinião, claro, mas não vejo mal nenhum em algumas pessoas enxergarem no carro mais que um simples meio de transporte. Concordo que talvez não seja racional, mas a vida não é feita só de racionalidade.
    E do jeito que você coloca a questão de mortes no trânsito, parece que a solução é acabar com o trânsito acabando com os carros. Também morre gente pacas assassinada em assaltos, muito mais que em outros países. As pessoas morrem no trânsito justamente por banalizarem o automóvel, achar que é só apertar um botão como um liquidificador.

  • Milton Eller

    Bom dia, sou usuário de tres meios de transporte, carro, moto e bicicleta (esta ultima para lazer), não concordo com a maioria das ciclovias de SP, foram feitas sem planejamento e aí surgem problemas para todos usuários da bicicleta ou não. Adoro meu carro e não vou deixa de usá-lo, assim como minha moto. ABS

  • Paulo Ferreira

    Comemorei este dito dia buscando e levando minha esposa (que não dirige e costuma ir e voltar de ônibus) de carro ao trabalho, além de naturalmente vir de carro ao meu trabalho. Uma pena que ainda não tenho um V-8 ou algo mais exótico e sonoro pra ter botado na rua neste dia.

  • Cadu

    Sou autoentusiasta, adoro carros e passo uma boa parte do dia pensando e conversando sobre eles. Respeito e até compreendo o texto e quem pactua com a opinião. Mas assim como o radicalismo para um lado é cego, o é para o outro!

    O dia mundial sem carro não é um dia para se extinguir o automóvel da face da Terra. Assim como a ônibus, metrôs não visam acabar com os carros. Eu só não entendo porque tanto ódio destilado. Parece-me um exagero uma reação a um dia como tantos outros (“Dia da Árvore”, “Dia dos Professores”, “Dia do Médico”) Existe dia para tudo, o que não significa nada além de uma data para se discutir o assunto.

    Basta somente um dia para se discutir, repensar a forma como utilizamos o automóvel. Notadamente é um meio de transporte mais poluidor que trem, ônibus e bicicleta. Se 100 pessoas utilizam carros, ocupam um espaço na via muito maior do que estes 3 outros veículos somados. Não há estacionamento para todos. No Brasil, o trânsito mata mais de 50 mil pessoas por ano. O argumento mais frágil dirá que o carro não anda sozinho. Óbvio que não, mas são vidas em jogo. Seu pai, mãe, primo, vizinho, esposa. Todos nós podemos entrar nestas estatísticas, por mais cautelosos e bons motoristas que sejamos. Carro falha, ser humano erra, rodovias tem problemas. O dia serve apenas como reflexão. Quantas pessoas vocês conhecem acima do peso que tiram o carro da garagem para andar 2 quarteirões? Que tem 4,5 carros na garagem quando 1 ou 2 seriam mais que necessários? Quantos veículos antigos, mal mantidos, em péssimas condições não existem no país, poluentes, barulhentos e que atrapalham a circulação? Veículos abandonados?

    A reflexão vale sobre nossa relação de consumo com o carro. Sempre irracional, muito emotiva, querendo o último lançamento, quando o que temos nos atende muito bem? Isso passa pelo velho problema de sobrepreço dos veículos brasileiros e que é alvo de constantes revoltas… Pensem nisso!

    Sou ciclista (e não cicloativista), motociclista e sei na pele como, no trânsito, as pessoas se transformam dentro de um carro. Será que a circulação de um carro tem que sobrepor a de uma moto, uma bicicleta, veículos mais frágeis e ágeis?

    • Mauro Schramm

      Enfim, alguma lucidez por aqui.

      Engraçado é ouvir que algumas ONGs querem faturar algum (imagino que queiram mesmo) mas “esquece-se” das pesquisas fraudulentas, cartéis, “lobby” e todo tipo de trapaça promovida pela indústria ao longo de sua história.

  • Lucas Sant’Ana

    OFF: Alguém viu isso?

    http://www.flatout.com.br/racingcube-este-pode-ser-o-primeiro-cockpit-com-simulador-de-movimentos-por-um-preco-acessivel/

    O mais barato custa R$ 7 mil sem impostos, bem mais barato que os simuladores de autoescola de R$ 40 mil que o governo quer nos empurrar goela abaixo e que algum empresário e alguns políticos sairão lucrando, e cá pra nós, o simulador de autoescola é tosco.

    • Fat Jack

      E vai ser exatamente como o caso dos extintores e kit de primeiros socorros…, quando já tiverem dado bastante lucro aos interesses dos lobistas será considerado desnecessário… “Terra Brasilis”

  • Leonardo Mendes

    Doce ironia: o dia mundial sem carro é o mesmo do meu aniversário… e eu sempre estou motorizado.

  • Raphael Melo

    Trabalho em uma fabricante e me dá tristeza em ver gente na empresa que defende essas idiotices de dia sem carro e propõe bicicleta como solução de mobilidade…

    • A bicicleta é uma solução de mobilidade. Mas, tem que ficar claro, não é para todo mundo.

      Uma coisa é “sugerir” que se pedale. Eu mesmo, estou indo para o trabalho de bicicleta. São 4 km de casa até meu estúdio. Dá para ir numa boa.

      Outra coisa, diametralmente oposta, é essa chatice de cicloativismo. Querer que o fulano atravesse a cidade pedalando depois de trabalhar o dia todo é dose. Ninguém agüenta esse discurso de ódio dos ciclistas contra os carros. Cicloativista discursando consegue ser pior que ateu, evangélico, vegano, (rs)…

      Em tempo: Minhas pedaladas por esporte e lazer são em média 70~80 km, ou seja, eu gosto da magrela.

      Só não gosto dos defensores dela (rs)

  • Paulo Eduardo

    Logo logo chegará o dia que ter um automóvel será absolutamente inviável. Ainda assim, quem tiver sequer poderá dirigir. Será autônomo.
    Um futuro triste e sem graça alguma para nós apaixonados por carros.
    Vamos dirigir enquanto ainda podemos.

  • petrafan

    Andei 60 km com meu carro ontem, dia mundial “sem carro”. foi por conta de uma reunião profissional, mas se não fosse isso, rodaria os mesmos 60 km para ir à empresa trabalhar.

  • Pablo N

    Quem prega esse lance de ir de bike e tomar banho no trabalho normalmente não trabalha pois não precisa…

  • Raphael Melo,
    Isso me lembra quando a Ford estava terminando a construção da fábrica na Bahia e chamou a imprensa para visitá-la. Na preleção diziam que “nesta fábrica carro não poderá entrar”. Acredite se quiser.

    • Raphael Melo

      Não duvido disso. A fabricante em que trabalho até pouco tempo era tida por mim e pela imprensa como referência em inovação no Brasil, mas hoje dá tristeza ver que isso se perdeu e que ela valoriza funcionários que vêem a bicicleta como solução de mobilidade e meio de transporte mais viável. E ainda há diretor que compre esta idéia. Lamentável para os que gostam de carro e sonham em ter um emprego deste.

  • Cadu Viterbo,
    O que você escreveu é o exemplo perfeito do papo-furado. Você deu exemplo de vários dias de alguma coisa, mas nenhum contempla “sem” os objetos como essa imbecilidade do “Sem carro”, que não tem nada do que você citou como objetivo, como “discutir, repensar a forma como utilizamos o automóvel”, como se isso fosse necessário. Isso é conversa de quem não tem o que fazer ou de ONGs, para faturar algum. Se não há estacionamento para todos, qual a dificuldade? Use-se o outro meio, ora. Todo mundo faz isso, ou você acha que se não há lugar para estacionar larga-se o carro no meio da rua? Papo socialista como esse seu cansa, é estéril. E, sim, a circulação de um automóvel (coisa séria) tem que se sobrepor à de uma bicicleta (brincadeira para moderninhos com capacete ridículo de dolicocéfalo e roupinha de Lycra, in, na moda). De novo, o Brasil não é a Holanda.

    • Cadu

      Bob,
      Ridicularizar, atacar, não é argumento. Eu poderia atacar, ridicularizar suas roupas, seu modo de pensar, chamando de idiota, imbecil, mas isso só demonstraria o quão falaciosa é a argumentação.
      Quando não sobra argumentos, resta o simples ataque pessoal. Vou ser bastante educado e responder sem levar pro lado pessoal, já que conheço bem o site e sei que a chance da minha resposta ser censurada é grande.

      Discurso vazio e raso é este de apenas “endeusar” o que te favorece em detrimento dos demais. Você realmente acha que esse trânsito caótico, a falta de vagas e espaço de circulação nos grandes centros não precisa de discussão? Horário de pico, repare ao seu lado: madames, executivos engravatados em SUVs de 4 ou 5 metros sozinhos, ocupado o espaço de 2 carros, 6 motos. Motores enormes, poluidores, gastadores para ir e voltar do trabalho, um trajeto de 2,3 ou 10 km. Aos montes. Quantas vezes, pessoas que moram próximas não se encontram num local mais distante e cada um vai no seu próprio veículo (bares, festas, etc)? Não vale a pena dividir a carona, compartilhando a corrida? Nos EUA, existem faixas exclusivas destinadas a carros que transportam mais que o motoristas, o que incentiva esse ponto de vista. Não entro na questão pessoal, num contratempo, numa necessidade isolada, mas no coletivo.

      Longe de mim ser socialista, é apenas uma questão de civilidade reconhecer quando meu egoísmo sobrepuja o direito do outro. Bom, não sou de nenhuma ONG e tenho bastante o que fazer e não faturo nada pensando assim, apenas acho que um dia no ano vale a pena, ao menos pensar a relação com automóveis. Se pra você é muito pensar no assunto, direito seu, apenas não seja ofensivo com quem pensa diferente e transita em outro veículo. Ou será que todo mundo tem que vestir, pensar, fumar e ter o mesmo carro que você?
      (Me lembrou muito uma história recente numa rede social: “o rapaz transitava de bicicleta por uma ciclofaixa, normalmente, quando um veículo tentou cortar pela mesma via, tirando um “fino” dele. O motorista abriu a janela e gritou: Seu comunista fdp!”). Como se obrigatoriamente quem anda de bike é socialista e de carro capitalista.

      Se você acha que bicileta é brincadeira, te convido a conhecer bike boys aqui em BH. São boys, ciclistas que fazem entregas de bike. Trabalham com isso! E conseguem ser muito ágeis e rápidos numa cidade como BH, cheia de morros. Ainda há quem trabalhe e leve bicicletas bem a sério: sejam lojistas, mecânicos, atletas, assim como há quem “brinque” com carros (pilotos, trilheiros, racheiros).

      Ainda: você pode até pensar que a circulação de veículos deve sobrepor à de bicicletas, mas isso é ilegal: a bicileta tem preferência assim como o pedestre por ser um veículo mais frágil. Está no CTB. E antes que você ironize, te pergunto: também devo te atropelar ou exigir preferência quando você estiver a pé?

      Ah, já que te preocupa: existe o dia mundial SEM outra coisa: o tabaco, dia 31 de maio. Mas previsivelmente, já imagino o que você diria

      Grande abraço.

      • FR

        Cadu Viterbo,
        Pensando friamente, o “dia mundial sem carro” só atrapalha, só gera discussões apaixonadas e vazias entre motoristas e ciclistas. As pessoas dificilmente mudam de opinião através da argumentação de outra pessoa, elas só vão mudar de opinião e/ou atitude quando a situação fica insustentável e potencialmente perigosa para a saúde mental, o motorista que fica muito estressado tem a opção de usar drogas recreacionais para relaxar depois de dirigir, como o tabaco, maconha, álcool ou medicamentos de tarja preta. Se o sujeito não quer consumir essas drogas(meu caso) então o jeito é largar o carro mesmo, pois não há soluções a curto prazo para o trânsito. Tentar induzir as pessoas a pensarem na mobilidade coletiva é a mesma coisa que tentar induzir as pessoas a pensarem racionalmente, uma tarefa quase impossível…

        • Domingos

          Se o carro não fosse racional ele seria arte pós-moderna.

    • Lemming®

      E lembrando que o “não há espaço” só existe porque o (des)governo permite pólos geradores de trânsito em locais inadequados (pixuleco talvez?) como escolas em via simples, sem recuo e sem exigir que o estabelecimento tenha estacionamento. Aí fica fácil botar a culpa no carro, não é?
      Transformar faixas em exclusivas, ciclofaixas, faixa de pedestre também não tem nada de estranho?
      O povo deixa de pensar e entra na ondinha da mídia…

    • Giovanna de Castro

      Já que carro é coisa séria e não brincadeira, as pessoas deveriam usá-lo com mais responsabilidade!!!

  • Marcelo R.

    Pior que isso não é de hoje. Assisti esse filme, neste final de semana, e vejam o que o Renato Aragão diz, logo no início do vídeo:

    Tudo bem que o mote da campanha era economizar gasolina. Mas, não vejo muita diferença em relação ao que está acontecendo hoje em dia. Se o cidadão for fazer tudo o que ele disse e que estão querendo que façamos hoje, vamos usar o carro quando???

  • Paulo César_PCB

    A humanidade só sobrevive ou vive, consumindo o que na Terra existe. Ou será que tudo veio de outro planeta ? Agora com a ecochatice de “vamos salvar o mundo”, condenam tudo. Principalmente os veículos particulares com combustíveis fósseis, de quebra os ônibus e caminhões. Como vai ser a economia na base da bicicleta? A geladeira nova de 580 litros vai ser entregue pela bike? Os alimentos no supermercado? O paciente em estado grave? O idoso com limitação de movimentos? Como sempre, falta bom senso na humanidade.

  • CorsarioViajante

    Excelente resposta, e este texto que você compartilha eu toda hora me pego relendo, é brilhante.

  • CorsarioViajante

    Em São Paulo também é bem comum e tem vários destes pontos. É algo legal e que com certeza pode ajudar muita gente.

  • Mauro Schramann
    Não vejo a lucidez que você vê, mas uma paixão desmedida pela bicicleta, que acho o fato mais estranho do mundo.

    • Domingos

      O cara ter paixão por bicicleta é falta de criatividade até. É como ter paixão por respirar, embora respirar seja mais gostoso e importante…

      • FR

        Legal você achar que andar de bicicleta é algo tão natural como respirar.

  • Domingos

    Cadu, não, não é necessário discutir. A mera tomada de atitude em “discutir o uso do carro” é dialética partindo do fato de que basta haver planejamento urbano de verdade para existir bom trânsito e que basta haver bom transporte nas cidades mais complicadas para que se deixe de usar o carro de maneiras que podem serem consideradas “menos eficientes”.

    Toda cidade que enfoca primeiro na restrição para depois fingir que faz alguma coisa com transporte público meramente quer resolver a questão enfiando todo mundo nos meios mais lotados possíveis.

    E nenhuma delas resolveu o trânsito. Londres tem um trânsito no centro que é desesperador.

    Isso é propaganda, é mentira, é socialismo. E portanto o melhor argumento é mostrar isso, é ter escárnio mesmo.

    • Fabio Toledo

      Estou contigo e não abro Domingos. Pintar a buraqueira de vermelho com certeza não é dar opção alguma e sim ferrar com a vida de TODOS!
      Não precisa ser nenhum doutor para saber que a saída é investimento maciço no transporte público e com isso as pessoas naturalmente migrariam para a melhor opção de acordo com a necessidade de cada um.
      Como os demais, não tenho problema nenhum com ciclista, jamais jogaria o carro pra cima de um, contrário disso, sempre busco a distância de segurança, por vezes até fecho o corredor das motos para isso!
      Como já dito uma data com um “sem”… Ahhh… Desprezo! A data tem que ser “Paz” não “Sem Guerra”… Só uma analogia, diria até simplória, mas já explica bem!
      E pra encerrar a “desejada participação no debate”, também acho ridículo o tal capacete!!! kkkkkkkkkkk
      Meus amigos da bike são do vert e do downhill!!!

  • Cadu Viterdo
    Você é inteligente, sabe que se viesse com ofensazinha de cicloativista seu comentário iria para a lixeira ao toque do botão esquerdo do mouse, nada mais fácil. Você pode não ser comunista ou socialista, mas age como se fosse ao chamar uma senhora pejorativamente de “madame” ou falar de “executivos engravatados”. Em muitos ambientes de trabalho usa-se gravata porque é exigido pela empresa ou é iniciativa própria, apresentar-se bem. Isso se aprende em casa. Ter automóvel e usá-lo onde o trânsito é permitido é um direito. Essa conversa de ocupar espaço de não sei quantas motos ou carros, falar em motores poluidores e gastadores é típica de socialista e recalcado. Mas, discuta-se o assunto, sem esse ódio ao automóvel expresso no Dia Mundial sem Carro, essa autêntica palhaçada, coisa de quem não tem o que fazer. Portanto, sou ofensivo, sim, nessa questão. Agora, que você e outros adoram o “uniforme de ciclista”, é inegável.
    Muitos fazem o compartilhamento para ir a festas, a jogos, se você não vê e acha que precisa essa palhaçada de De Dia Mundial sem Carro para “refletir” a respeito, só pode ser cegueira sua, obsessão doentia pela bicicleta. Quer andar sozinho numa e não quer que outras dirijam sozinhos seus carros.

    A reação do motorista em xingar o ciclista é reflexo do ambiente que os cicloativistas estão criando, querendo se impor, achar que isto aqui é Amsterdã. Quando atravesso uma rua na faixa de segurança faço questão de mandar o carro seguir, pois sei o que custa frear e arrancar em seguida. Não interessa que o CTB diga que tenho preferência. Outro dia um casal jovem atravessou a faixa de segurança na minha frente caminhando l-e-n-t-a-m-e-n-t-e, como que me desafiando! Idiotas completos. Eu ajo ao contrário, acelero o meu passo sempre que possível.. Muitos ciclistas andam alucinadamente perto de pessoas (houve uma morte recente em São Paulo) e isso vai gerando antipatia. Avançam sinal, andam pela contramão, é uma doideira. Parece que são donos do mundo!.
    Não sou contra a bicicleta como veículo, sou contra a bicicleta como símbolo, coisa de quem precisa se afirmar, ser tão moderninho quanto ficar carregando uma garrafa de água.. E quanto ao Dia Mundial sem Tabaco, você é inteligente e sabe o que eu acho…

    • Domingos

      Bob, você pegou a coisa. Ele não é “socialista” de uma forma estereotipada, como um Haddad, mas é o estrutural – que repete e internaliza os chavões e os conceitos, mascarando eles depois como moderação/isentismo.

      Moderação essa que não é bem um sinal de sanidade e sim do socialismo estrutural mesmo, que assim o é para passar desapercebido e para que com a moderação se possa ter trocas de vantagens.

    • Cadu

      Bob, eu não sou ofensivo porque não preciso. Simples assim. Mas cadê os argumentos? Dizer que é coisa de socialista, recalcado, xingar, esbravejar e criticar uma roupa não mostra nada mais que puro ataque. É uma falácia de menosprezar o interlocutor, sem apresentar nenhuma proposta e isso não faria minha opinião mais válida.

      Eu não odeio carros. Pelo contrário. Disse na primeira postagem que vivo nesse meio automobilístico. E nem idolatro a bicicleta, não sou ativista. Apenas acho que precisamos solucionar a questão da mobilidade urbana. E como ciclista recreativo e motociclista, eu sei bem o que é estar do outro lado. Alimentar uma cultura de ódio, de guerra é tão vil e cruel quando se está do lado “mais forte”. Há uma pessoa em cima desses veículos. Que tem o mesmo direito de transitar em segurança para deslocar quanto você. Agora me diga como ser seguro quando o motorista te odeia de graça, como no caso que eu citei ou como no seu caso?

      Eu concordo com você num ponto: usar o carro é um direito. Mas você se engana e se mostra extremamente egoísta quando defende o seu direito mais que o do outro: você não é mais especial que ninguém numa rua, só porque está sobre 4 rodas.

      • Domingos

        Qual seria o problema das roupas do Bob, por exemplo? O Bob não é tOpZera suficiente para seu gosto?

        Você não está falando nada. E se sente ofendido porque mostram a verdade.

        Não tem nada mais verdade que mostrar que sua opinião é dialetizada. Não vi o Bob te xingar.

        No mais, é a mesma coisa de sempre: inverter as coisas e falar nulidades com objetivo de dar a elas um enviesamento que é essa dialética mesmo.

        Mobilidade se resolverá com o adeqüado planejamento urbano e transporte bom. Ou seja, na verdade JAMAIS se resolverá aqui em São Paulo e servirá apenas como enviesamento para que uns encham o bolso e outros possam implementar medidas de manipulação cultural.

        Por fim, falando em “ódio” (outro termo de socialismo estrutural), é mais que óbvio que esse vem em 99% dos casos dos ciclistas.

        É engraçado como essa geração foi conquistada pelo discurso de classes e de vítimas, pois isso dá vantagens.

        O topzera se coloca “do outro lado” fingindo uma condição de vítima ou de ódio que na verdade é bem o contrário para parecer bem na fita.

        Na verdade o que é odiável mesmo é bikero. O resto se convive.

        • Cadu

          Domingos, vamos lá, para encerrar de vez: (censurado pelo editor-chefe)

        • Newton (ArkAngel)

          Na boa, acho que todos caíram na armadilha.
          O objetivo dessas coisas (cicloativismo, dia sem carro, e outros “ismos”) é criar antagonismos para dividir a população.
          Hoje tudo é racismo, tudo é vitimismo, tudo é preconceito…tenho 48 anos de idade, e pelo que me lembro, na infância e adolescência todos convivíamos numa boa; ricos e pobres brincavam juntos, negros, brancos, orientais, todos viviam em harmonia porque ninguém se preocupava com essas coisas, haviam coisas mais importantes com que se preocupar: estudar, trabalhar…
          Racismo? Ora, quando criança comia doces tais como “teta de nega, bolo nega maluca”, e nem por isso tornei-me racista, é provável que daqui a algum tempo os nomes dos doces mudem para “seios de afrodescendente e bolo “afrodescendente com problemas mentais”.
          Direitos são algo discutíveis, pois um direito exige em contrapartida que alguém tenha algum tipo de obrigação, um não existe sem o outro. E hoje, ninguém mais se contenta com seus direitos, eles querem PRIVILÉGIOS!
          Privilégios por quê? Por serem negros, ciclistas, gays, pobres, ativistas?

          Ah, vão arrumar o que fazer! Quem trabalha ou estuda não tem tempo de ficar procurando pêlo em ovo.

  • FR, eu sempre aviso que trânsito é assunto complicado. Às vezes a solução é fazer exatamente o contrário do que se pensa, como o caso da avenida em Seul. Mas não é o caso da velocidade.

  • FR

    No Brasil é assim mesmo, quando o assunto envolve matemática ou pensamento abstrato o assunto se torna chato para a maioria das pessoas…

  • Domingos

    Tem aquela piada que alguém está passando mal num avião e perguntam “alguém é médico?”. Então o vegano levanta e responde: eu sou vegetariano.

    Gente da bikinha afetada é assim. E ainda por cima acham que todo mundo que usa bicicleta tem que ser margeado por eles e são representados por eles, da mesmíssima forma que o movimento homo acha que todo homo tem que ser ditado por eles e ser uma espécie de louco desvairado que sai gritando o que é/faz por aí – caso contrário ele é “oprimido”.

  • Domingos

    Tem hora na vida que se escolhe os lados apesar dos pesares. Lobby e sujeira vai existir em toda atividade humana generalizada, já que o ser humano é generalizadamente ruim mesmo. Ou meio bom/meio ruim.

    Entre os dois, eu convivo “de boa” com o lobby de uma atividade humana NORMAL, SAUDÁVEL, DESEJÁVEL E ABENÇOADA como a indústria automotiva.

    Lobby de afetadinho aí não dá para aceitar mesmo. E que pirem.

    • Mauro Schramm

      Pois é, esses afetadinhos são um problema… :-p

      • Domingos

        Exatamente. Por isso mesmo contam com 70% de desaprovação no governo municipal e mais de 90 no federal!

        Incrível!

  • Pablo N

    Problema nenhum.
    Pena estarem inventado essa rivalidade.

    • Cadu

      Exatamente, uma pena tanto ódio!

  • RoadV8Runner

    Por isso que eu digo: mudem então o nome desse dia para dia do uso consciente do carro e eu passarei a vê-lo com outros olhos. Do jeito que está, receberá sempre minhas ferrenhas críticas e meu total desprezo. Sem é sem, nada, zero, ausência total e irrestrita. A Língua Portuguesa é muito rica, temos à disposição praticamente todas as palavras necessárias para expressar exatamente aquilo que pretendemos.

  • Cadu Viterbo
    Que argumentos? Quem tem que argumentar é você, quer quer “mudanças”, que tem o sonho infantil (ou desvairado) de ver uma cidade de 11 milhões de habitantes e outras igualmente populosas ter mobilidade com….bicicleta! Se isso não é ser cicloativista, “muderninho”, é o que então? Agora, prejudicar milhões por causa de meia-dúzia de ciclistas uniformizados usando capacetes que parecem feitos para quem tem crânio que parece dolicocéfalo (e que não protegem a região occipital), está certo na sua opinião. Acorde para o prático e para a realidade. Não sou contra a bicicleta absolutamente, mas se meter com uma no meio de ônibus com uma já está provado que não dá certo, várias perdas de vidas vêm ocorrendo. Tudo para querer ser “muderno” e imaginar São Paulo e outras cidades, inclusive montanhosas como Belo Horizonte, ser a calma e plana Amsterdã. Esta conversa encerra-se aqui, está bem?

    • Jorge

      Você já parou para pensar por que Amsterdã é calma? Porque um dia, na década de 70, resolveram adotar medidas restritivas aos carros, favorecendo transporte público e, pasme, em bicicleta!! Esses doidos…

      Olha só: http://www.theguardian.com/cities/2015/may/05/amsterdam-bicycle-capital-world-transport-cycling-kindermoord

      A população esperneou, assim como você, mas foi um passo sem volta.

      Vejo o mesmo por aqui. Se você não anda de transporte público, vai achar que ele não presta, mas melhora a cada dia com os corredores exclusivos, ônibus com ar-condicionado, wifi e com uma nova licitação que vem para favorecer a qualidade nesse modelo. (que ainda pode melhorar muito, fato).

      A bicicleta não é um modal que sozinha vai resolver o nó do trânsito na cidade. Mas é, sem dúvida, um jeito muito democrático e já utilizado por mais gente do que o próprio carro (que aliás, transporta a minoria na cidade. sabia disso!? aposto que não).

      Pense nisso com carinho Bob, antes de espernear e bradar que aqui não é Amsterdã…

      • Domingos

        Amsterdã é uma cidade odiável e nada calma. Prefiro trânsito estilo Nova Déli que Amsterdã.

        Amsterdã não é exemplo para nada. Graças a Deus São Paulo não é Amsterdã.

        Quem gosta de Amsterdã que se mude para Amsterdã.

        Quem se mudar para Amsterdã que fique lá em Amsterdã e se abstenha de falar de outras cidades que não Amsterdã.

        Não tem nada de legal em Amsterdã.

        De centenas de cidades que visitei na Europa, em penúltimo na lista está Amsterdã.

        Ou seja, qualquer coisa é melhor que Amsterdã. Amsterdã é cidade de afetado modernóide.

        Eu odeio Amsterdã e gostaria muito que lá fosse o palco da guerra civil a qual se encaminha a Europa.

        Agora, falando da “não Amsterdã”:

        O transporte em São Paulo continua ruim como sempre, com ônibus novos mas ainda mais lotados. Ainda por cima, os ônibus novos possuem pouquíssimos bancs e por vezes reduziram o número de veículos, pois o objetivo é aumentar AINDA MAIS a concentração nos mesmos.

        Mesmo objetivo, aliás, era do traficante ex-prefeito de Bogotá, o qual nunca mais se reelegeu. As empresas contavam até mesmo com software para maximizar a lotação e tirar de circulação os veículos nos horários menos ocupados.

        No mais, sua definição de “democrático” é patética, como um robô ou um papagaio soltando a palavra “democrático”.

        E por fim sua mentira prova o que sempre falo: melhor uma cidade com trânsito que cheia de pós modernos que relativirizariam até mesmo a ingestão de excrementos.

        Se a bicicleta fosse usada por mais gente que o carro em São Paulo, as ciclovias não seriam o maior desperdício do metro quadrado mais disputado da América Latina.

        E, claro, não haveria essa necessidade histérica de mentir.

  • CCN-1410

    Se o carro não tivesse surgido, Nova York hoje teria excremento de cavalo até o sétimo andar dos prédios centrais.
    Acidentes ocorriam e muito. É só pesquisar.

  • Jorge Diehl

    Lendo tudo o que li só fico pensando: como é que vai ficar minha hemorróida?

    • Domingos

      São Paulo inteiro pode imaginar e solidarizar sua situação. Nossa “hemorróida virtual” dói a cada lembrança do governo Haddad.

  • Jorge,
    Tudo se resume nesse trecho da matéria do The Guardian que você anexou em atalho: “Os ativistas do Paremos com a morte de crianças e a União de Ciclistas eram eficazes e resolutos, mas havia outras forças ajudando a criar solo fértil para suas idéias. A Holanda — com poucos morros e clima moderado — para começar tinha grande tradição de andar de bicicleta e esta nunca havia tão completamente marginalizada como em outros países.”. Portanto, a montanhosa São Paulo e Belo Horizonte não são Amsterdã e a população não tem o hábito de pedalar para o trabalho, fora que são cidades grandes e não o jardim que é Amsterdã.
    Agora, essa de imaginar aplicar aqui mais gente se transportar por bicicleta do que por carro, sugiro que você espere até 21 de dezembro para poder dizer que teve um sonho de noite de verão…

    • Domingos

      Bob, só do cara usar “modal” e “democrático” e ainda vir com essa de que bicicleta é mais usada que carro, ou é mentirosaço ou acho que ele passou muito tempo na nossa “querida” Amsterdâ.

      Amsterdã radical, bike e tóxico paradigma modernidade liberdade.

  • Cadu Viterbo
    Por favor, não insista em defender sua paixão desmedida de bicicleteiro. Seu lugar não é aqui.

  • Cadu

    Eu acho que tem gente que se esforça para não entender o que é dito. Mas faz tanta força que acaba saindo pelo lado errado…
    QUEM falou que é pra deixar guardado? Você entende o que é uso racional? O que é REPENSAR? Depender MENOS?

  • TDA

    Lembrei de uma coisa agora, sabe aquelas pessoas que vão e voltam do trabalho de bicicleta, não por simples vontade, mas falta de condições de adquirir um automóvel, na maioria das vezes saem de casa muito cedo e atravessam boa parte da cidade para seu local de destino.
    Pergunta para uma dessas pessoas se elas querem trocar a magrela por um carrinho, o mais simples que tiver…
    Só pergunta…