Há poucos dias, Martin Winterkorn, o executivo-chefe da holding Volkswagen, deveria estar tomando providências paralelas à sua posse como membro do Conselho Diretor da marca e à renovação de seu contrato até 2018.  Engenheiro, meticuloso, preciso, teria escolhido ao camiseiro e alfaiate em visita ao último andar do prédio de tijolos, sede da empresa em Wolfsburg, Alemanha, com vista para o Rio Aller, a trama do algodão egípcio para a camisa branca, tomado a última medida para o terno em lã fria 150 mesclada com seda, cortado como jaquetão em variação de azul escuro, marca registrada do conservadorismo alemão; e, rasgo de liberalidade, ligado a Thomas Schmall, mais novo diretor, ido do Brasil, para saber o nome da designer brasileira autora das discretas abotoaduras compondo seu visual.

O discurso estava pronto, com possível opinião final de Michael Lange, seu homem de relações com a imprensa internacional e, com idêntica passagem pelos olhos de Mário Guerreiro, português poliglota, antecessor de Lange e hoje vice-presidente dessa área nos EUA, um dos mercados mais visados pela Volkswagen. Conciso, deveria falar linguagem mundial, onde a empresa atua com seus 660 mil funcionários.

Evitaria, com habilidade, abrasão com Ferdinand Pïëch. Ex-ocupante de seu lugar, ex-membro, ex-presidente do Conselho, de onde saiu, há três meses, de maneira surpreendente, ao perder a votação no pequeno colegiado, contra a chegada de Winterkorn.

Quem

Piëch, talvez o presidente mais realizador na Volkswagen, traçou o marketing performático da Audi, criou o modelo Quattro, comandou a aquisição de marcas, a construção do AutoStadt, é figura de relevo. Aos 78 é um da meia-dúzia de acionistas da Porsche SE, a controladora da Volkswagen e 11 marcas associadas. E tem ações, muitas, da Volkswagen. O sobrenome o ancora no panorama industrial do automóvel na Alemanha. Ele é filho de Anton, o advogado casado com a filha do Professor Porsche, Louise. Foi quem deu base legal e feição jurídica ao pequeno escritório hoje desdobrado em tantos e lucrativos negócios. Pïëch, neto do primeiro dos Porsches é o patriarca da família, e acrescenta ao seu curriculum ter salvo a VW de quebra que parecia iminente. Se agastar com ele nubla o futuro.

Mas não haverá discursos, nem posse para Winterkorn. Ele renunciou ao cargo executivo. É hoje o ex-quase. A razão da renúncia coloca uma pedra negra no fim de seu caminho, em especial pelo momento mundial. Winterkorn foi abatido no penúltimo degrau de sua até então bem-sucedida carreira.

Negócios

Problema ultrapassa os gramados da Volkswagen e seu burgo. Institucionalmente, a Alemanha, base dos negócios, está em grande fase. Entesourada, dá exemplo, traça regra econômica, é voz poderosa. Tem preocupação com o meio ambiente e se orgulha de praticar e cobrar ações neste sentido.

A Volkswagen tem bom projeto e bem o administra: ser líder mundial em 2018, e tudo indicava, aconteceria neste ano, quando ultrapassou a líder Toyota. Pïëch desenvolveu ações — e até um automóve, o XL1 — para mostrar-se líder em redução de consumo e emissões. Reconhecida cultora da sustentabilidade, dá exemplo mundial por construir usinas hidrelétricas no Brasil para reduzir sua demanda energética.

Entretanto, curiosamente, o dedo do destino — ou algum outro dedo poderoso — instou a EPA, Environmental Protection Agency, órgão americano de regras para proteger o meio ambiente, a retestar os motores Diesel dos produtos Volkswagen e Porsche vendidos nos EUA. Constatou, tais engenhos reconheciam o protocolo de avaliação, mudando de regulagem para se enquadrar nos parâmetros. Fora, poluíam. Em exame, não.

Caminhada

Anunciada a descoberta, a VW mundial não discutiu nem tergiversou: fez um mea culpa no mercado dos EUA e outro comunicado ao mundo pedindo desculpas; destinou metade de sua previsão de lucros em 2015: 6,5 bilhões de euros para correções e compensações; suspendeu a venda de carros a diesel; autorizou recall para correções de impossível fazer em curto prazo: trocar 11 milhões de chips de injeção, e tal quantidade não é disponível, sequer foi fabricada.

Apesar do imediatismo da resposta, não esvaziou a questão, suas ações caíram 20% em valor, e o Conselho Supervisor declarou sua desconfiança sobre Winterkorn. De autoridade ao aguardo da renovação do contrato, restou-lhe dizer-se surpreendido, sem nada saber, assumir a falha, renunciar.

Mas o negócio saiu do caminho automobilístico, entrou no ambiental e no político. O mundo do diesel como combustível foi atingido. Estudos e especialistas apareceram e demandas questionam o uso do diesel — não dos motores Diesel VW —, com alegações técnicas assemelhadas: em suas emissões, na prática a teoria é outra. Entidades do meio ambiente de todo o mundo querem aferições em seus países. No varejo, outras marcas, ante a oportunidade de aproveitar vendas eventualmente decrescentes para os VW, instigam governos a protestar e auditar Volkswagens. E existirão multas mundiais. Nos EUA fala-se em US$ 18B. No Brasil o único diesel VW é do picape Amarok e não se sabe se o Ministério do Meio Ambiente mandará re aferi-lo.

Vendas diminuirão? Tempo dirá. Este é o segmento final. Afinal, a base do conceito mundial de Volkswagen é de carro resistente, confiável, durável, com liquidez para revenda, e estas qualidades continuarão existindo ao motorista do Volkswagen, do Audi, do Porsche, do Seat, do Šköda com ou sem motor Diesel.

No Brasil isto ocorreu pioneiramente há duas décadas, na interface para a mudança entre o carburador e a injeção. A Fiat aplicava carburador apto a gastar e poluir menos, controlando-o por certa Econo-Box. Depois de aferido e homologado, descobriu-se: ao perceber a seqüência do protocolo, alterava a regulagem e enquadrava o motor no parâmetro legal. Na operação normal, poluía. A Fiat, após muito discutir, assinou um TAC, termo de ajustamento de conduta, fez compensação ao meio ambiente. E as vendas não caíram.

Nas mudanças o novo chefe absoluto da VW AG, a holding, será possivelmente Matthias Müller, 59, presidente da Porsche. O chefe da marca VW Herbert Diess, recé -vindo da BMW, deve ser barrado pelo conservadorismo alemão. Não parece, mas a grande e internacional VW é uma empresa familiar.

O Prof. Dr. Martin Winterkorn, de 68 anos, vai para casa, viajar, abrir negócio próprio, diferente do ramo — um ex-presidente da Daimler tem hoje pequena cervejaria na Baviera —, ou talvez lhe sugiram usar seu talento para viabilizar a maior questão européia de hoje: receber e acomodar os milhões de sírios deixando seu país e buscando sobreviver na Europa.

Qualquer seja a opção, levará uma dúvida: o que futucou a EPA a auditar os motores Diesel VW foi o dedo verde da preocupação ambiental, — ou não?

A atual cara do mercado

Bom portal AutoData ouviu observação de Rafael Barros, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC: vendas de automóveis não caíram, mudaram o foco. E levantou números de venda e mercado nos oito primeiros meses do ano para conferir. Sindicalista estava numericamente certo: queda de vendas em veículos não foi de 20,4% como sugerem quantitativos absolutos indicados pelos fabricantes e seus distribuidores, mas apenas 2,2%.

Raciocínio seguinte: o setor não se limita às vendas dos carros novos, mas inclui seminovos e usados. No conceito aritmético, em 2014 as vendas de novos e usados estiveram estáveis. Em 2015, caiu a dos novos, mas a procura pelos usados cresceu. Assim, comparando os números totais das vendas de novos + usados, a diferença é mínima.

Razão para a mudança de comportamento é, imagina-se, disparada de preços para os carros do primeiro degrau do mercado dos novos, os antes abaixo de R$ 30 mil, agora inexistentes, exceto Palio Fire e importados chineses, tipo Chery QQ, JAC J2 e Kia Picanto com câmbio manual.

Fabricantes fomentaram preços, mudaram o mercado, aumentando a distância entre o consumidor e o bem. E plantaram a cizânia no setor com vendas muito sólidas às locadoras de veículos. Estas consomem 1/8, 12,5% das vendas de veículos leves. Comprados a preços inacreditavelmente baixos, tais veículos tem uso mínimo, não esquentam a vaga de garagem, e logo são vendidos como seminovos, concorrentes dos 0-km ao apresentar-se com baixa quilometragem, preço e financiamento. Sugerem observadores, maior parte do lucro da operação está em vender o seminovo por preço superior ao pago nos 0-km.

Sem alcançar o zero-km, a solução é chegar-se ao usado. Surge aí outra característica evidente: há como indutor o perceptível ganho de qualidade na construção dos veículos, sua maior capacidade de oferecer uso sem grandes problemas, e até as garantias muito aumentadas nos recentes anos. Na prática significa comprar um veículo melhor equipado, possivelmente com motor mais forte relativamente aos carros 1,0 dos primeiros degraus na escala dos carros novos, ainda na garantia.

Outro fator a turbinar o comportamento, é a elevação do nível de exigência do cliente do carro de entrada. O 0-km mais caro e menos equipado deu lugar a usado completo. Carro popular, diz com síntese o ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, agora é o carro usado.

Teoria não é nova, mas curioso não ter tido movimentos dos fabricantes para corrigir o curso do mercado. Há tempos, lembra Márcio Stefani, um dos esteios do AutoData, Herbert Demel, o então presidente da Volkswagen no Brasil, recebeu a determinação de produzir o Polo no Brasil. Demel tentou convencer a matriz do fato de o Polo, embora sendo de alcance popular na Europa, não o seria para o comprador brasileiro. Sem êxito. Tomou coragem, e com algum aval não explícito, mandou desenvolver o Fox — última aventura da independência da VW do Brasil, única das filiais da controladora alemã com produtos próprios, Brasília, SP2, Gol, Fox …. — para ser o carro popular da VW.

Como fica 

Se impossível produzir carros usados, fabricantes devem focar na equação conteúdo x preço, para reconquistar a clientela, antes da piora da situação. A constatação mingua eventuais pedidos e pressões para renúncias fiscais em favor da venda dos 0-km. É um objetivo novo e desafiante.

 

RODA-A-RODA

 

Dubai boys – Focando em clientes com capacidade e gosto por diferenças, Cadillac deixou para apresentar seu novo crossover 2017 XT5 no Salão de Dubai , em novembro. Foca começar ante à maior faixa de renda e compradores de Audi Q5, BMW X5 e Mercedes M Class, os agora GLE.

Independência – Posição arejada diz-se conseqüência da mudança da sede da empresa, do centenário endereço em Detroit para Nova York. Decorado pela Public School, etiqueta de moda, foco do XT5 é aproveitar a onda migratória dos sedãs para os crossovers e utilitários esportivos.

Avant garde – Quanto tempo leva moda estrangeira a impregnar-se no Brasil?

Estofamento claro em carro escuro é moda há 25 anos nos EUA, e aqui somente agora começa a ser aceita. Entretanto, temos recorde no tema substituir sedã por utilitário esportivo. Mal começa no exterior, já adotada aqui.

Caminho – O carro oficial da presidente Dilma é o SUV Ford Edge. Talvez siga o então comandante Chávez, da Venezuela, cujo automóvel de representação não era execrado produto dos EUA, sólido Mercedes, mas rústico Toyota SW4.

 

Foto Legenda 02  coluna 3915 - Caddy XT5 2017

Caddy XT5 2017: sai sedã, entra crossover

Civiv 2016 – Honda USA apresentou o novo Civic: 3,5 cm maior entre eixos, porta-malas maior, mais baixo e com ganho em aerodinâmica, suspensão traseira multibraço. Usa nova plataforma mundial.

Aqui – Grandes ganhos em conteúdo para manter crescimento, e deu-lhe trato para ocupar o teto da categoria. Versões de entrada motor 2,0, e superiores novo 1,5 Turbo. Câmbios manual seis-marchas, automático e CVT. Diz, nova plataforma permite melhor sensação de condução, em rolagem e silêncio no habitáculo.

E? – Lá, neste ano. Aqui, 2º semestre 2016 e não confirma se características chegarão ao produto nacional.

 

Foto Legenda 03 coluna 3915 - Novo Honda

Novo Honda, mais estilo e rendimento

Acordo – Matriz GM nos EUA fez acordo com a Justiça para encerrar questões e ações com relação a danos, prejuízos e indenizações de ferimentos e 124 mortes causadas pela irresponsabilidade criativa de simplificar fechadura de ignição de carros da marca. Pagará US$ 900 milhões para encerrar a questão.

Opção –Ford montou test-drive charmoso. Quem o fizer com o novo Focus Fastback concorrerá a viagem com acompanhante para percorrer pista no Principado de Mônaco e na Atlantic Ocean, Noruega. Inscrições até 28 de outubro. Mais? www.ford.com.br/fastbackdrive.

Próximo – Ford EcoSport com motor Sigma 1,6 e câmbio PowerShift, para ser o mais barato na faixa de exigências, antecipado pela Coluna, tem data para lançamento: primeira semana de outubro.

Mais – Principal diferença, a caixa PowerShift, é alvo de interesse do Procon de Minas Gerais, subordinado ao Ministério Público. Quer saber o porquê de seus constantes problemas nos novos Fiesta: faz barulhos, trava marchas e outros inconvenientes, e a fábrica tenta reparar. Aparentemente não atingiu a causa.  MP quer entrar no negócio para organizar responsabilidades.

Caminho – Ociosa reação dos motoristas de táxi contra os outros, usuários de plataformas eletrônicas, como o Uber. Briga contra avanço tecnológico é perdida, e virão com ou sem assembléias estaduais querendo bloquear a concorrência. Barrar a tecnologia é briga desde a industrialização inglesa, e o ludismo, a oposição à evidência, perde há dois séculos.

Registro – Da internet: Sabe qual a cidade brasileira sem táxis? Uberlândia…

Gente – Carlos Galant, engenheiro, criador do Clube Simca em Porto Alegre, passou. OOOO Leva extenso conhecimento pela marcaOOOO Ausência sentida pela generosidade com que transmitia seus saberes aos simcófilos. OOOO

RN

[email protected]
A coluna “De carro por aí” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


  • Eduardo Silva

    Nasser, é meio sem jeito que comento: gosto muito da sua coluna, mas tenho uma certa dificuldade ao lê-la de vez em quando, preciso tentar adaptar o ritmo da minha leitura à voz que parece soar na sua cabeça (acontece quando a gente escreve né?). A falta de artigos e de alguns verbos (como o ser na terceira do singular) me faz recomeçar algumas frases para entender melhor.

    Que fique claro: o conteúdo é ótimo, o primeiro parágrafo já me pegou e fez terminar todo o texto.

  • Antonio Ancesa do Amaral

    Com a maestria de sempre, o mestre Nasser noticia o ocorrido com a VW.

  • Mr. Car

    Na Alemanha, a cabeça rolou. Aqui, provavelmente, bastaria o executivo soltar uma nota dizendo “Eu não sabia”! Temos antecedentes neste sentido.

    • Lucas

      “Me sinto traído”, “Eu não sabia” e bla, bla, bla….

    • TaeNy9

      Tipo
      O “chefe” não sabia…

  • Rafael Ribeiro

    Vexame, vergonha, engodo, faltam-me palavras para descrever a inacreditável desonestidade da VW neste que deve ser o mais triste capítulo da marca em toda a sua história. Que prejuízo aos acionistas, clientes, funcionários, revendedores e todos os demais envolvidos na cadeia produtiva… A propósito, o Kia Picanto manual, diferentemente do relatado no texto, não beira os R$ 30.000, mas sim os R$ 40.000.

  • Daniel S. de Araujo

    Essa questão da Volkswagen vai causar sim um dano a imagem da Volkswagen pois tomou proporções mundiais e chegou ao grande público.

    No caso da Fiat no Brasil, não houve queda de vendas nem arranhou a imagem (nem as finanças) da empresa pois o caso foi abafado pela empresa e pela imprensa (experimentem pesquisar essa história no Google. Quase nenhuma menção como se nunca tivesse existido) e R$ 3,7 milhões, que foi a multa paga no TAC, mesmo em valores da época, estavam bem longe de mexer no lucro e no balanço da empresa.

  • CCN-1410

    “Qualquer seja a opção, levará uma dúvida: o que futucou a EPA a auditar os motores Diesel VW foi o dedo verde da preocupação ambiental, — ou não?” – Não! Foi ele.

    • guest

      Pensamento lógico: quem poderia futucar? Apenas alguém que sabia do truque. E foi muito conveniente (para a oposição) isso acontecer às vésperas da posse do Winterkorn.

  • Rolim
  • Mingo

    Foi o melhor texto sobre o “dieselgate” que eu li até agora!

    • Cristiano Reis

      Também gostei do texto, mas é cansativo, temos que ficar relendo pra poder entender o que o Nasser quer dizer, preferiria que o Bob traduzisse para a linguagem mais agradável do Ae.

    • FOC

      Achei não. Ficou parecido com o discurso da marolinha.
      O mais importante não foi discutido, 11 milhões de pessoas foram enganadas propositadamente por um fabricante.
      E colocar carburador de Fiat fabricado no Brasil com 11 milhões de VW poluindo mundo afora no mesmo balaio de gatos foi bizarro.

      • Daniel S. de Araujo

        FCC
        O carburador da Fiat foi muitissimo mais grave que o dieselgate. A VW veio a publico, assumiu, se comprometeu com as devidas compensações financeiras.
        No caso do “Millegate”, a Fiat negou, e diante da incapacidade de se contestar fatos, assinou um Termo de Ajustamento de Conduta, pagou risiveis R$3,7 milhões (mesmo em valores históricos foi muito baixo) e ainda abafou o caso de uma tal maneira que nem no Google se acha a história para pesquisar.

        • Lorenzo Frigerio

          Lembra o caso do cubo traseiro do Stilo. Também negaram veementemente. Mas esses carros (com tambor traseiro) usavam cubo de Uno, esse é o fato.

    • Leo-RJ

      Mingo, concordo integralmente! Eu ia escrever isso em separado, que foi o melhor texto do “dieselgate” que li até agora.

  • Lemming®

    Estão mesmo é querendo demonizar o diesel e fim de papo. Mais econômico que a gasolina, como não?
    Ninguém vai falar que isso aconteceu na Califórnia e que lá o limite é ridiculamente mais baixo que em outros mercados???

    • Lemming,
      Quando a onda é muito grande, sempre há um grande interesse escuso por trás.

      • CCN-1410

        Não é muito diferente do tapete da Toyota.

        • CCN-1410
          Acelerador preso causou mortes.

          • Rodrigo Bruschi

            NOx causa morte…..

    • Rolim

      Lemming,
      Embora tenha ocorrido na Califórnia, a EPA (federal) é que está conduzindo o caso, junto com o Departamento de Justiça (esfera criminal).
      Há um limite de emissão de poluentes, o qual a VW alegava respeitar para poder vender seus carros, dizendo-os competitivos.
      Usou de expedientes ilegais, foi pega, negou durante mais de um ano e acabou confessando.

      A VW CONFESSOU!

      Não há questionamento sobre a culpa. Só sobre quanto vai custar.

      Quando fizerem a remoção do artifício através de recall, o consumo do veículo vai aumentar, não porque seja diesel, mas porque o aparato antipoluição impõe esse peso.

      Então o usuário fez seu julgamento para a compra do veículo baseado em informações falsas. Usou por um bom período iludido pela VW (tinha desempenho, mais poluía além dos limites legais).

      Quem vai querer um carro usado assim? Somente com um grande prejuízo para quem vender.

      “Interesse escuso” foi a atuação da VW.

  • Daniel S. de Araújo
    Não haverá queda de vendas. Lembre-se que o Volkswagen começou a ser vendido nos EUA em 1949, mal a Segunda Guerra Mundial havia terminado, na qual dezenas milhares de americanos sucumbiram às forças armadas alemãs. Com intervalo de tempo maior, mas nesse mesmo contexto, foi a vez dos carros japoneses. Esse caso agora é de emissões de óxidos de nitrogênio (NO e NO2), gases que mesmo não sendo saudáveis, não são letais. Portanto, tenho certeza de que, assentada a poeira (que não foi pouca), a VW continue a gozar do mesmo prestígio.

    • Mr. Car

      Bob, que foi uma malandragem, foi, mas em tempos que não estes de histeria ecológica, onde até as vacas são acusadas de destruir o planeta com seus gases, tal fato não causaria nem uma pequena fração deste rebuliço todo. Me parece que a tentativa de driblar os índices de poluição determinados para estes carros é muito mais grave em si, que a própria poluição que possa advir deste drible. É uma questão muito mais de orgulho ferido, do sentimento de “fomos enganados”, que qualquer outra coisa, mas de qualquer forma, isto veio muito bem a calhar com os interesses daqueles que querem demonizar os automóveis e sua indústria, e que vão querer capitalizar sobre isto, sem dúvida nem misericórdia. De minha parte, não deixaria de comprar um VW por causa disto. Nem mesmo um VW diesel.
      Abraço.

    • Rafael Malheiros Ribeiro

      Bob, eu também acho que as vendas em geral não vão cair, exceto talvez do próprios veículos a diesel, pois alguns consumidores podem boicotá-los por motivos ético-ambientais. Por mais que eu tenha achado o caso um absurdo, um escândalo mesmo, eu não deixarei de comprar um carro da marca por esse motivo, aliás na minha lista de desejos alguns deles estão no topo! E eu acabei de vender hoje meu usado, já estou à procura de um VW amanhã…

    • Aldo Jr.

      Concordo. A marca VW é muito forte, e as providências foram imediatas. É só dar tempo ao tempo. Abraços.

    • Daniel S. de Araujo

      Tomara que esteja correto pois Volkswagen é um grande nome e não pode ser manchado por irresponsabilidade de alguns.

      Infelizmente (e foi o que quis dizer no meu comentário) isso ficara na história da empresa como fizeram com a Toyota e seus tapetes, a GM e o Ralph Nader (graças a ela esse senhor ganhou notoriedade).

      Agora a diferença de posturas do primeiro mundo para aqui são notaveis: Lá o presidente da empresa pede desculpas, renuncia, promete-se compensações. Se fosse aqui o advogado da empresa iria dizer que nada se sabia.

  • Car Science

    Confesso que essa notícia me deixou bem chateado. Digo isso não porque sou fã de uma marca exclusiva de carro ou tão pouco acionista de alguma. Gosto de carro bom, independente da marca! Agora o que me chateou foi saber que uma empresa desse porte, quase líder do mercado mundial comete uma ação dessa! Logo nesse momento onde propagandas como Dia mundial sem carro, poluição, camada de ozônio, efeito estufa estão a flor da pele. O efeito disso poderá continuar por vários e vários anos.

  • mecânico

    Estou curioso para saber o quanto o desempenho e/ou consumo será prejudicado quando o software for corrigido nos motores diesel envolvidos. Igual não ficará, do contrário não teriam optado por essa estratégia, correndo esse risco (de ser desmascarado). Acredito que o quanto a imagem da marca será afetada depende muito disso.

    • Gustavo73

      O desempenho será afetado sem dúvida. Mas o consumo creio que não.

  • Totiy Coutinho

    Se jornalista fosse não promoveria acusações ou ilações sem provas , uma matéria dessas nos EUA rende um pesado e oneroso processo!

  • Ilbirs

    Como havia dito aqui, tenho cá minha impressão de que a VW exibe sintomas de tolerância com a psicopatia corporativa, tendo sido o Dieselgate o mais extremo, mas dentro de uma bola de neve que já vinha crescendo. Tenho também a impressão de que o psicopata-mor possa ser Ferdinand Piëch, uma vez que a megalomania no grupo surgiu com ele, sendo megalomania em curto prazo uma característica bem típica de psicopata. Também creio que possa haver no grupo uma boa reorganização, conforme já sugeri aqui, ainda mais se considerarmos bons paralelos entre uma VW com 12 divisões e uma “velha GM” (General Motors Corporation) que em 2008 tinha oito divisões. Acho que nessa dança a SEAT e em um primeiro momento são vendidas Ducati e Scania, uma vez que essas duas não compartilham nada com o resto do grupo. Para um segundo momento, creio que possam ir para o saldão a Bentley, a Lamborghini e parte da MAN.

    • CCN-1410

      Eu penso que a VW comprou a Ducati para aprender novas tecnologias, como a fabricação de pequenos motores, que um dia poderão ser instalados em mini ou micro carros, que acredito ser o futuro do automóvel.

      • Ilbirs

        Pelo que sei, era por causa das tecnologias para fazer um motor ser leve e também por causa do comando desmodrônico. Porém, isso não invalida o fato de o grupo VW ser um compêndio de redundâncias entre marcas diversas e portador de um gigantismo que cheira a megalomania de algum psicopata em posição de comando e decisão, psicopatia essa que também tem toda a cara de ser a geradora do Dieselgate.

  • Lauro Agrizzi

    O Nasser definitivamente amenizou e minimizou em muito a ação fraudulenta da VW com a questão do Diesel A empresa na verdade ficou 1 ano discutindo e negando a fraude junto a EPA agência do governo americano e chegou a fazer recall para corrigir o erro sem sucesso.Se assumiu foi porque não tinha saída. Agora pode garantir que a VW vai continuar sendo confiável? Ela fez uma campanha de vendas nos EUA em cima do motor diesel limpo. Enganou os consumidores. Sem contar que a fraude não admite recall, pois não se trata de um defeito mais de uma fraude. Não tem como consertar os veículos, vai ter que comprá-los de volta. Fora as ações judicias de reparação. Quem garante que não esta fazendo o mesmo com os motores a gasolina? Alegou a fraude no mundo inteiro não apenas nos EUA. O assunto ainda esta fresco demais para ser minimizado da forma com o autor colocou.

    • Gustavo73

      Pelo contrário o recall é bem simples. Uma atualização que faça os carros andarem só no modo teste.

      • iCardeX

        Gustavo, na verdade esse recall será a maior dor-de-cabeça que se poderia imaginar. Os Estados Unidos é o país líder em processos judiciais. A oportunidade de partir judicialmente contra a VW, não poderia acontecer em momento melhor. Como é que a VW vai fazer (caso aplique a atualização no sw de controle) para resolver a questão de autonomia e potência que, com absoluta certeza, serão prejudicadas?

  • Lauro Agrizzi

    As restrições já começaram. O assunto é muito mais grave do o que o Nasser diz. veja as últimas notícias:

    http://g1.globo.com/carros/noticia/2015/09/suica-proibe-venda-de-carros-da-volkswagen-afetados-por-escandalo.html

  • Lauro Agrizzi
    Começou cedo a histeria.

  • Lauro Agrizzi
    De modo algum. O Nasser foi muito profissional ao não fazer coro com a imprensa sensacionalista.Telefonei-lhe para cumprimentá-lo. Para começo de conversa, os dois óxidos de nitrogênio, o NO e NO2, não são gases letais. A VW, ou algumas pessoas de lá erraram? Claro que sim, mas essa crucificação da empresa é exagerada e certamente interessa a alguém.

    • CCN-1410

      Erraram, assumiram e vão pagar.
      Certamente eles não são santinhos, mas também ninguém precisa exagerar.
      Eu só não consigo entender o porquê da empresa ter feito isso. Pode ser até que alguém tenha se infiltrado para cometer essa barbárie, ou a loucura de querer se tornar a número um a todo custo.
      A ganância tem seu preço, então que aprendam direitinho a lição.

      • Fat Jack

        CCN, a alta cúpula da VW foi alertada há anos sobre o problema, e porque não o corrigiram?
        1 – Teriam de vir a público, assumir o erro e passar vergonha mundial;
        2 – Custo, sempre muito levado a sério por qualquer empresa;
        3 – Acreditaram que conseguiriam manter a “caca” sob o tapete até conseguirem contornar a situação.
        Dois jornais alemães cravaram que a Volkswagen sabia há alguns anos da malandragem eletrônica para vender seus motores diesel nos EUA. Para o Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung, técnicos da VW alertaram a empresa sobre o problema em 2011, mas nenhuma medida foi tomada.
        O mais contundente, porém, é o relato do Bild am Sonntag, que relata que a Bosch, fornecedora da parte eletrônica do motor safadinho, avisou a Volkswagen por carta, em 2007, sobre o possível uso ilegal de seu software. E nada foi feito.
        Segundo o jornal, o problema começou em 2005, quando Wolfgang Bernhard quis que a VW fabricasse um novo motor diesel para vendas nos EUA. O único modo de fazer ele se ajustar à legislação ambiental americana era a injeção de AdBlue, uma solução de ureia que já era usada em motores maiores, como os do Passat e do Touareg. O problema é que isso faria cada um dos motores custar 300 euros a mais.

    • Lorenzo Frigerio

      Não são letais como o CO, mas são extremamente prejudiciais. O sistema EGR dos carros a gasolina existe desde os anos 70 nos EUA para controlá-lo. Lembrando que a Califórnia, com clima seco, é um prato cheio para esses gases.
      Quanto a “interessar a alguém”, não sei a quem seria. Acho que o termo só se aplicaria a quem busque proveito financeiro (a concorrência), não a órgãos de controle da poluição, empresas jornalísticas ou ONGs.
      Acho que alguns fabricantes inclusive podem ter feito o mesmo, e o escândalo não terminou..

    • Roberto

      Bob, ao meu ver, toda esta histeria é por conta de envolver emissões e o maior mercado automobilístico do mundo. Se fosse em outro país, duvido que se falaria tanto a respeito. Por exemplo, ao meu ver a Hyundai-CAOA fez coisa bem pior aqui no Brasil, ao anunciar um motor para o Veloster e vender outro e o assunto acabou com um acordo com a justiça, sem queda aparente das ações e consequências mais sérias.

    • Fabio Toledo

      Além de outros fabricantes estarem na mesma situação! Com certeza os planos do grupo VW estavam incomodando e muito!

    • Mr MR8

      Mestre Bob, será que tem o dedo das grandes fábricas de Detroit nessa história?

  • iCardeX

    Simplesmente uma gambiarra engenhosa: um sofisticado algoritmo seria capaz de perceber quando uma inspeção técnica está sendo feita, regulando adequadamente o controle de emissões. Já ao identificar uma situação normal de condução, ele reduziria a efetividade do controle,provavelmente para permitir melhores marcas de consumo. Ou seja, controle de poluição era dinâmico, assintomático e adaptativo. Não fosse a curiosidade de pesquisadores da universidade de West Virginia, a EPA (e o mundo) jamais saberiam que o sistema de inspeção estava sendo secretamente fraudada. A EPA, na verdade, caiu de gaiata no navio, agora, carregado com U$$ 18bilhões (ou U$$ 1,8b, porque advogado não é matemático) Solução?Teoricamente o reparo poderia ser feito através da reprogramação do software de controle de emissão do poluentes. Problema? O problema é que a VW pode levar outra multa (a mesma que a Hyundai recebeu o ano passado) pois o veículo poderá ter menos eficiência energética para a autonomia declarada. E isso também é lesar o consumidor. Resultado: jogaram muito excremento no ventilador!!!

    Espero que não me venham, também, com a reprogramação da central dos motores TSi…

    • Lorenzo Frigerio

      É muito simples. Se o carro não estiver em movimento, os parâmetros do software são “baixa poluição”, o que inclusive faz sentido do ponto de vista automobilístico. Eles tinham certeza absoluta que o “chupa-cabra” não seria pego. Tanto, que foi descoberto por acaso.

    • Celso Fernando Ferrer Singh

      A curiosidade matou o gato

  • TaeNy9

    Não sei.
    Esse novo Civic…
    O design grita loucamente para ser 2-portas com câmbio manual.
    Mas como compete com consumidor velhinho do conservador Corolla….

    • Lorenzo Frigerio

      Com certeza haverá uma versão Si.

  • iCardeX

    Será que estou, no sentido de potencializar ainda mais, “ajudando” a acabar com a atmosfera do planeta também? Será mesmo verdade que os TSi emitem apenas 144 g/km de CO2? O teste do Inmetro deu 131 g/km.

    • iCardeX

      O que me leva a um outro questionamento: Tecnologias como o Start/Stop ajudam a cessar momentaneamente a contaminação do ar, porque desligam o motor que está em um momento inoperante. Eu a utilizo por consciência moral. Enquanto isso, uma autonomia mais elevada, obtida com injeção direta e auxilio de turbocompressor, me permitem explodir muito menos combustível anualmente. Pensando no consumo anual de combustível (no meu caso a redução foi de 28%, ante o G5), será que mesmo explodindo uma menor quantidade de gasolina (para completar o mesmo percurso) eu poderia estar contaminado a atmosfera de forma igual (ou superior) ao meu veículo anterior e de tecnologia padrão? Será que esse slogan “BlueMotion” é apenas uma “piada politicamente correta” e da qual eu também faço propaganda?

      • Celso Fernando Ferrer Singh

        Você está economizando dinheiro, não está ? Então pronto, está gastando menos gasolina andando mais, e se divertindo mais e por lógica provavelmente emitindo menos poluentes 144g/km. Nossa, você vai derreter o mundo, ai meu Deus ( ironia ) rsrsrs

    • RoadV8Runner

      Independente do valor real de g/km emitidos de gás carbônico, fique tranqüilo que não são os automóveis que irão destruir com o ar do planeta… O grosso da poluição do ar vem das indústrias e geração de energia elétrica.

  • César

    Sem querer entrar no mérito sobre a questão veiculada na imprensa – porque tenho plena convicção de que, se isso foi feito, é porque há algum interesse ou intenção por trás, coisa que nunca saberemos ao certo. inclusive, coloco em dúvida a quantidade de veículos anunciada (11 milhões é um verdadeiro oceano de carros), mas gostaria de expressar a minha satisfação com este blog pela seriedade, transparência e competência com que trata o assunto a que se propõe. Dadas as relações que todos sabemos que os autores possuem com a VW, eu imaginava silêncio total sobre o caso nas páginas do blog. Felizmente me enganei. Parabéns por seu trabalho, que mostra que este país ainda tem jeito, pois possui pessoas honestas e comprometidas com o que fazem.

    • iCardeX

      Reza a lenda que o teste foi simples: Em um belo dia ensolarado, Peter Mock, responsável por uma ONG dedicada ao estudo do ar, encomendou um relatório à pesquisadores da universidade de West Virginia, escolhendo propositalmente 3 veículos alemães para realizarem os testes de emissões. A razão devia-se a fato de Peter Mock ter notado discrepâncias nos testes europeus dos modelos diesel Volkswagen Passat, Jetta e BMW X5. Os veículos passaram pelo laboratório, mas foram os resultados na estrada que acabaram por surpreender e inflamar toda esta polêmica.O primeiro foi um VW Jetta, com o qual o engenheiro dirigiu de San Diego a Seattle, uma distância de nada mais e nada menos que 2025km. Com o veículo trabalhando durante 24 horas, os testes correram sobre uma variação interminável de condições de trânsito, tornando o teste uma prova de condição real de trabalho para o motor. Resultado: Quanto mais livre estava a estrada, mais os sensores de contaminação indicavam aumentos bastantes agressivos para os níveis de poluição que deveriam ter sido mantidos em padrão com a conformidade legal dos Estados Unidos. O VW Jetta emitiu entre 15 a 35 vezes o limite de óxido de nitrogênio e o Passat 5 a 20 vezes, os padrões tolerados à norma. O alvo seria a BMW X5, porém o teste não revelou discrepâncias graves para os valores declarados e aferidos.

      Em tempo: A mesma ONG que realizou que comprovou a fraude dos VWs, declarou que os demais veículos DIESEL testados anteriormente (diversos fabricantes), apresentaram erros clássicos, na <strong)faixa de 3 a 7 vezes acima dos limites regulamentados.

    • TDA

      Não entendi a parte da relação dos autores com a VW. Achei as matérias de avaliação dos veículos VW do Autoentusiastas no mesmo nível das demais marcas. Inclusive recentemente o site está com um envolvimento mais próximo com a marca Renault, mas tbm considero matérias de grande valor para os leitores e não uma jogada de marketing.

  • Fernando

    Nasser e Bob, eu acho que a VW vai sofrer para tirar essa imagem de poluidora, principalmente nos EUA. Eu sei que não foi somente ela que já “pisou na bola”, só observar o caso da Fiat, Ford e Toyota, mas hoje no mundo politicamente correto um erro desses pode ser mortal ou deixar graves seqüelas nas corporações.
    Creio que a gravidade está em enganar e burlar o consumidor, mas isto foi descoberto porque deve ter outros interesses que nós nunca vamos saber.

    Ultimamente não estou apegado a marca, já tive uma GM, hoje um Fiat e pretendo ter um Renault. Não devemos ser apegados a marca pois nos tira a oportunidade de ver outros produtos com qualidade também.
    Vamos esperar os próximos capítulos.

    • Fabio Toledo

      O ICCT já revelou Opel, BMW, Mercedes estão todas na mesma M****!

      • Marcio

        Agora fui pesquisar melhor, o caso da Toyota foi mais grave, no entanto parece que as mortes provadas foram 37. Quantificar o valor de uma vida é complicado, mas a multa da Toyota ser 1,2bi e a da GM ser 0,9bi… Continua soando estranho. E mais estranha é a estimativa de multa para a VW, parece que o governo precisa mostrar atitude para os ecochatos…

    • Marcio

      Legal é a VW ter separado bilhões para a multa e a Toyota ter pago multa bilionária pelo Tapetegate (que era acessório genérico de concessionária!), quando a GM, depois de 124 mortes comprovadas e tentar abafar o caso por anos, tem o processo encerrado por 900 milhões!!! Não cabia uma reclamação na OMC? E não duvido que depois de arrumar o tal chip, a VW vá ser ré numa ação popular por vender carro com potência abaixo da anunciada…

  • Lucas

    Não seria por essas técnicas de software que diz-se que os cavalos alemães são mais fortes que os da concorrência? Em todo caso, carro largar mais ou menos gases não me tira o sono. Não sou dos que acreditam que o fim do mundo se dará por essa história de emissão de fumaça. Acredito que, mais relevante que isso, para essas ondas de calor malucas e eventos climáticos extremos, seja a cada vez maior escassez de árvores.

    • FR

      O clima global pode não estar fortemente correlacionado às emissões dos automóveis, mas a qualidade do ar nas cidades certamente está, e é por isso que o controle de emissões é um assunto tão sério.

  • RoadV8Runner

    Essa confusão toda ocorrida com os modelos a Diesel da VW me faz ter quase certeza que existe um exagero nessa briga por redução das emissões de poluentes por automóveis. Antes que alguém caia de pau, vou logo dizendo que não defendo motores gastadores e poluidores, tão pouco aprovo a postura adotada pela fabricante. Leis são leis e, a não ser que sejam completamente absurdas, têm que serem cumpridas. Senão vira baderna, como ocorre em um certo país localizado praticamente inteiro abaixo do equador…
    O fato é, para motores Diesel de veículos de grande porte se enquadrarem nas novas normas, é necessário o uso de filtros para materiais particulados e injeção de produto à base de uréia nos gases de exaustão. E ainda virão níveis permitidos de poluentes ainda mais baixos. Portanto, acredito que todo esse imbróglio serve de reflexão sobre o assunto.
    Quanto a vendas de automóveis, se as empresas de aluguel de veículos representam 12,5% do total e conseguem comprar a valores tão baixos que é possível revender os carros usados acima do valor de compra quando novos, alguém aí está pagando a conta… Novamente, cabe nova reflexão, pondo em xeque o quanto do famigerado Custo Brasil de fato onera em demasia os preços ao consumidor comum.

    • Celso Fernando Ferrer Singh

      “Antes que alguém caia de pau, vou logo dizendo que não defendo motores gastadores e poluidores, Leis são leis e, a não ser que sejam completamente absurdas, têm que ser cumpridas. ”
      E foi nesse pensamento que o Brasil se deixou ser seqüestrado pela quadrilha petista.
      Claro que ninguém em sã consciência ira defender uma fraude, pois fraude por definição é mentira, e se você mente pode mentir sobre potência, segurança. Agora a questão é a seguinte, a empresa foi levada a cometer essa fraude pelo Estado que lhe impôs uma lei extremamente dura. Uma coisa é um motor ineficiente, desregulado, gastador, outra coisa é um motor no limite da eficiência (como são todos os motores diesel hoje) ,tecnológico e moderno , e você impor a treva de uma lei que duvido muito que tenha sido criada com algum parecer técnico sobre a viabilidade de atingir tais níveis de emissões e não deixar o custo do produto inacessível, já que a maioria desses carbonos-histéricos não são engenheiros nem entendem do assunto, e é bem claro que existe um interesse de determinado grupo de retirar a nossa liberdade, a minha, a sua, a dos americanos que muito provavelmente esta por trás dessa lei. Pois bem, irei explicar. O automóvel é um objeto que acima de tudo lhe concede liberdade de ir e vir sem a dependência do Estado, a um preço democrático, assim como uma arma lhe garante segurança e independência sem a necessidade do estado, esse é o problema com o automóvel de alguns burocratas, eles querem você cada vez mais dependente do poder estatal, ai vêm com um discurso moralista sobre transporte coletivo e ao mesmo tempo abominar e matar o transporte particular. Quanto ao desarmamento civil, antes que venha algum moralista, eu, por exemplo, não compraria uma arma em hipótese alguma, entretanto não posso negar que nos países onde o cidadão tem a liberdade e o direito à defesa a criminalidade é baixíssima. Voltando ao assunto do tópico, por que não existe uma legislação sobre as emissões de poluentes dos motores a jato de avião, das termelétricas, da produção de álcool (queimadas) , isso é falso moralismo na mais pura definição. Enfim, esta é a minha opinião, como o Bob diz, carbono-histérico.

  • Douglas

    Os carros que poluem muito ou as leis que impôem limites rigorosos?

  • rgordini65

    Um erro no “Roda-a-roda” acima: os Procon’s fazem parte do Poder Executivo; não são subordinados ao M. Público. A não ser que nas Minas Gerais seja diferente do resto do País…

  • Bucco

    Não compare essa má-fédos taxistas com o ludismo.

    No caso do Uber nenhum posto de trabalho é reduzido. Ou seja, numericamente ninguém perde o emprego. A única coisa que ocorre a evidencialização de que a regulamentação dos táxis cria monopólios. Ou seja, a regulamentação que deveria servir ao público, serve ao privado e por isso não se justifica.

    No ludismo é diferente. É lógico que também é irracional, mas se tratava de um cenário em que as máquinas estavam reduzindo o número de empregos o que basicamente servia para reduzir o salários ante a oferta maior de mão-de-obra. Não é má por si só a redução de postos de trabalho. É má a redução de salários naquele cenário.

    • Fat Jack

      Bucco, pra mim a questão do Uber atualmente (entenda-se com a atual legislação) não é legal, sendo prevista até no CTB:
      Art. 231. Transitar com o veículo:
      VIII – efetuando transporte remunerado de pessoas ou bens, quando não for licenciado para esse fim (ou seja, placas vermelhas), salvo casos de força-maior ou com permissão da autoridade competente:
      Infração – média;
      Penalidade – multa;
      Medida administrativa – retenção do veículo;
      Sendo esta atividade exclusiva dos taxistas, reconhecida por lei desde 1969 e atualizada em 2011 pela lei 12.468.

  • Bucco

    Os VW diesel vão perder potência com o novo chip?

    Ou vai parecer que o acelerador ficou mais bobo que o de costume e você terá que afundar o pé toda vez que quer um pouco de emoção?

  • Sergio

    Tão sabendo? 🙂
    Presidente da VW, depois de uma reunião de 2 horas com LULA, ele voltou atrás, reassumiu o posto e deu as seguintes declarações:

    – Eu não sabia de nada;

    – A Volks não inventou a poluição;

    – É só a Volks que polui?;

    – A poluição sempre existiu na indústria automobilística e agora a elite está chocada?

    – Se a poluição tivesse sido combatida na década de 90 não teria chegado aos níveis atuais;

    – Não é que se polui mais, mas sim que hoje há mais transparência nos testes;

    – Volkswagen significa: carro do povo, e a elite não suporta ver o povo comprando carro e indo para a universidade.

    – A mídia golpista persegue a Volks por fazer carros para o povo.

    – Isso faz parte de um golpe do EUA para prejudicar a nossa indústria nacional.

    – Quem crítica a poluição é “Ecoxinha”;

    – Quem critica a poluição não tem moral para fazê-lo pois também polui.

    – Vamos recriar a CPMF (Contribuição sobre Poluição de Motores Farsantes)

    – O aumento do número de câncer gera oportunidade de empregos a médicos e farmacêuticos mas isso a Veja não divulga;

    – Critica a poluição mas tem varanda gourmet.

    • Roberto Nasser

      Pessoal,

      o texto exigiu muito trabalho e muitas ligações externas para ter uma noção do então ocorrido na Alemanha e nos EUA. Creio, e me esforcei para isto, ter sido, ao momento da publicação, um dos textos mais atualizados sobre o tema.
      Ao meu ver, muito mais extenso e profundo do que podemos imaginar, com um percentual de prejuízos nunca visto — claro, a Petrobrás perdeu muito mais, e não sofreu queda no negócio de distribuição, sua interface com a população. A situação é tão lamentável quanto é execrável, e ultrapassa as cercas da empresa, permeia para o conceito da seriedade alemã, como sua maior indústria automobilística.
      Preocupa-me, sob o ângulo de autoentusiasta, os desdobramentos instados pela insanidade de grupos de tudo conhecedores.
      Digo, finalmente, creio ter tido êxito com o texto. foi equilibrado, rico em informações, e manteve o freio para não pregar o terrorismo. em suma, honesto com o leitor.
      Busco, como expliquei, o ludismo dos taxistas diz respeito a elevar tentativa barreira contra a evolução tecnológica. Nada relativamente ao desemprego. Ao contrário, a competitividade entre os dois sistemas tem condições para fomentar o uso de carros de terceiros, taxistas ou uberistas.

  • Fabio Toledo

    Exemplo? Speed Up para funcionário… 40 conto!

  • Fabio Toledo

    E eu que pensava que a proibição das queimadas era lei nacional… Que atraso!

  • Fabio Toledo

    Acho que pesou a questão do dolo também.