Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas ÁLCOOL? SOU CONTRA – Autoentusiastas

Creio que esta matéria vai causar muita polêmica, porém me deu vontade de escrever a respeito do uso do álcool como combustível.

Sou contrário ao álcool, sim, por mim o carro com motorização flex estaria extinto como os dinossauros.

Em primeiro lugar, o cultivo da cana de açúcar acaba com as terras produtivas de alimentos, de maneira geral. Lembro-me de que quando viajava pelo interior do meu Estado de São Paulo nos idos da década de 1970, vendo culturas de feijão, café, milho, soja, frutas cítricas etc, em fazendas a se perder de vista. A nossa riqueza agrícola era de uma pujança de fazer inveja. Hoje infelizmente, grande parte destas fazendas virou uma monocultura de cana de açúcar para a produção do álcool etílico para servir de combustível nos automóveis e comerciais leves.

O Brasil, um país de vocação agrícola pelo seu tamanho e localização privilegiada no globo terrestre, poderia ser o celeiro do mundo em produção e exportação de alimentos. Nesta linha de raciocínio, estaríamos produzindo máquinas, implementos agrícolas, caminhões e trens, com linhas férreas cortando o país de ponta a ponta para o escoamento da produção. Estaríamos também  melhorando e implementando novos portos em nosso imenso litoral para atracagem de navios de grande porte para exportação dos alimentos. Ficaríamos ricos de verdade, com a população mundial dependendo literalmente do Brasil agrícola.

E, infelizmente, tudo começou com o Proálcool.

O Proálcool (Programa Nacional do Álcool) foi uma iniciativa do governo brasileiro de intensificar a produção de álcool combustível em substituição à gasolina. Teve como fator determinante a crise mundial do petróleo, durante a década de 1970, quando o preço do produto estava muito elevado e passou a ter grande peso nas importações do país.

Nesse sentido, em novembro de 1975, foi criado o Proálcool, sendo oferecidos vários incentivos fiscais e empréstimos bancários com juros abaixo da taxa de mercado para os produtores de cana de açúcar e para as indústrias automobilísticas que desenvolvessem carros movidos a álcool.

Na primeira década do Proálcool, os resultados foram positivos, visto que os consumidores priorizavam os automóveis movidos a álcool, especialmente por poderem abastecer nos fins de semana, o que era vedado para a gasolina. Além disso, a diferença de preço do litro era fixa em todo o país, 65%, deixando o carro a álcool artificialmente vantajoso em termos de custo por quilômetro. Veja o leitor que em 1983, as vendas desses veículos dominaram o mercado brasileiro. Em 1991, aproximadamente 60% dos carros do país (aproximadamente 6 milhões) eram movidos a álcool. Houve casos de modelos que nem tinham versão a gasolina, caso do Escort XR3.

Porém, apesar de substituir parcialmente o petróleo, este programa governamental promoveu uma série de problemas, como, por exemplo, a elevação da dívida pública em conseqüência dos benefícios concedidos, o aumento dos latifúndios monocultores, a elevação dos preços de alguns gêneros alimentícios, entre outros.

 

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Monocultura da cana de açúcar

O Programa começou a ruir à medida que o preço internacional do petróleo baixava a partir do início da década de 1990, tornando o álcool combustível pouco ou nada vantajoso, até pior em alguns casos, tanto para o consumidor quanto para o produtor. Para agravar o problema, o preço do açúcar começou a subir no mercado internacional, tornando  muito mais vantajoso para os usineiros produzir açúcar no lugar do álcool.

Isso levou a uma grande escassez do produto no segundo semestre de 1989, que com isso começou a faltar regularmente álcool  nos postos, deixando os donos dos carros literalmente na mão e sem opções. Essa  crise de desabastecimento, aliada ao maior consumo do carro a álcool e à menor diferença de preço para a gasolina, levaram o álcool a descrença geral por parte dos consumidores e das fábricas de automóveis. A produção de carros a álcool entrou em forte declínio, chegando ao ponto de a maioria das fábricas não mais oferecerem  modelos novos movidos a álcool.

Apesar do pioneirismo brasileiro no ramo do álcool combustível, a “volta” do carro a álcool foi possível graças uma tecnologia desenvolvida nos Estados Unidos, tecnologia essa que conhecemos hoje por flexibilidade em combustível ou, abreviada e popularmente. “flex”. Muitos, inclusive, chamavam e ainda chamam erroneamente tal capacidade como bicombustível, pois esta se refere ao veículo que pode funcionar com combustíveis diferentes em tanques separados, por exemplo, gasolina e gás natural veicular. Aliás, essa diferenciação é oficial, definida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Por acaso foi este mesmo órgão que por uma canetada no final de 2009 renomeou o álcool para etanol, que é o mesmo que álcool etílico. Mas prefiro o termo álcool e, felizmente, o Ae também. Afinal, foi criado o Proálcool e não o Proetanol, não é verdade?

O surgimento da tecnologia foi gerado pela tanto pela crescente pressão do estado americano da Califórnia por carros menos poluentes, sendo oferecidos vantajosos descontos em impostos para os carros que poluíssem menos o ambiente, quanto por questão de segurança nacional, um vez que os EUA àquela altura dependiam em mais de 50% do petróleo do Oriente Médio, região sabidamente instável. As fábricas de automóveis nos Estados Unidos apontaram primeiro para o álcool metílico (metanol), mas produtores de milho do Meio-Oeste americano, sob a égide da Coalition For Ethanol (Coalisão para o Etanol),  convenceram governo e indústria a adotar o etanol em vez do metanol nesse processo de encontrar um substituto para a gasolina.

Só que naquele gigantesco mercado de veículos, o maior do mundo então,  as fabricas não poderiam simplesmente passar a vender modelos movidos a álcool, pois os consumidores não teriam como abastecê-los com a mesma facilidade de como faziam com os carros a gasolina, em postos pelo país inteiro. Foi então que em 1993 surgiram os primeiros carros “flex” lá, aptos para rodar tanto com álcool quanto com gasolina ou com sua mistura em qualquer proporção. Atualmente há um sem-número de carros flex produzidos pela indústria automobilística americana, mas com o reduzido número de postos que vendem álcool lá, exatamente 2.647 segundo dados do Departamento Energia do país, número ínfimo diante dos 180.000 postos do país, a questão do carro flex nos EUA praticamente morreu.

Enquanto isso, na terra brasilis

Falava o governo brasileiro que a substituição da gasolina pelo álcool proporcionaria vantagens sócio-econômicas relevantes e sem volta! Dizia o governo, “no caso específico do Brasil, a substituição da gasolina pelo álcool aproveita a mão de obra não especializada e cria novos empregos”.

O que se viu foram as plantações de cana em áreas de terras nobres para o plantio de alimentos e o homem do campo literalmente subempregado. Após a colheita da cana,  feita manualmente, ateava-se  nas plantações para a queima da palha. Era um cenário dantesco.

 

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Trabalhadores subempregados no corte da cana de açúcar

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Queimadas nos canaviais para a remoção da palha criando enorme poluição do meio ambiente pelo lançamento de material particulado no ar

A obtenção do álcool de cana de açúcar tem como resultante o subproduto, o vinhoto, na proporção de 15 litros para cada litro de álcool obtido no processo de destilação. O vinhoto é 100 vezes mais poluente que o esgoto doméstico e gera os seguintes problemas:

– Resíduo ácido e altamente corrosivo
– Causa asfixia em animais aquáticos, afugentando a microfauna e a microflora que constitui o “plancton”
– Possui cheiro desagradável
– Quando armazenado em reservatórios a céu aberto contribui para a dispersão de doenças endêmicas, devido a proliferação de insetos vetores.

Muito vinhoto já foi despejado em lagos e rios com graves agressões ao meio ambiente. O vinhoto poderia  ser transformado em excelente adubo orgânico  em  fábricas centralizadas em locais adequados, acabando com o “esgoto a céu aberto”.

 

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Vinhoto sendo despejado a céu aberto em piscinas cavadas no solo

Hoje em dia as queimadas estão sendo gradativamente substituídas por colheita mecanizada, porém os pequenos produtores ainda continuam com o antigo processo de incendiar os canaviais.

Resido em Tatuí, no interior de São Paulo, e continuo a ver as queimadas da cana e seus efeitos da “neve negra”, ou seja, as cinzas, poluindo a região.

 

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Colheita mecanizada da cana de açúcar

Outro relevante poluidor do solo são os sulfatos resultantes do ácido sulfúrico também utilizado na produção do álcool.  São 5 litros de ácido sulfúrico para cada 1.000 litros de álcool produzido.

Os defensores do álcool como combustível alegam ser estes motores mais limpos gerando menos poluição. Conversa fiada. Hoje em dia os motores com injeção direta de combustível, com gerenciamento eletrônico beirando a perfeição e catalisadores super-eficientes, a gasolina seria tão limpa quanto, embora gerando mais dióxido de carbono, gás inerte, porém prejudicial ao efeito-estufa (outro assunto polêmico).

Falando um pouco a respeito da gasolina, ela uma mistura complexa de hidrocarbonetos, tendo cada um particularidades em termos de volatilidade, massa específica, pressão de vapor e propensão à auto-ignição que é relacionada com a chamada octanagem.

Um desses hidrocarbonetos, o isoctano, é altamente resistente a auto-ignição e por esta razão é definido como 100 na escala de octanagem. No outro extremo está o n-heptano que é altamente propenso a auto-ignição e por este motivo definido como zero na escala.

Exemplificando, 90 % em volume de isoctano e 10% em volume de n-heptano gera uma gasolina de 90 octanas.  Mas não é tão simples assim, pois a auto-ignição depende de vários fatores como pressão, temperatura e umidade relativa do ar, que afetam o comportamento da gasolina. E também pela dificuldade de separar os elementos básicos para compor a octanagem desejada.

Para o controle da octanagem, existem vários métodos de estandardização, sendo os principais o RON e o MON. Estes utilizam um motor monocilíndrico com taxa de compressão variável, desenvolvido nos anos 50 pelo CFRC (Corporate Fuel Research Committee). Cada teste consiste em funcionar o motor com o combustível a ser testado, aumentando gradativamente a taxa de compressão até que ocorra a auto-ignição. Com esta mesma taxa de compressão, rodar o motor com diferentes misturas conhecidas de isoctano e n-heptano até que o mesmo nível de auto-ignição ocorra.

Então, a resultante porcentagem de isoctano representa o valor da octanagem do combustível inicialmente testado, chamado RON (Research Octane Number) e/ou MON (Motor Octane Number), dependendo de alguns fatores considerados no teste como rotação do motor, temperatura considerada etc. RON representa a resistência a auto-ignição para baixas rotações, altas cargas com borboleta toda aberta e MON representa a condição de altas rotações e cargas parciais. Normalmente o RON é mais utilizado, representando a média em campo. Como referência, fazendo uma analogia o álcool etílico combustível representa aproximadamente 130 octanas RON.

No Brasil e nos EUA usa-se o índice antidetonante (IAD) como referência à octanagem, resultado da média aritmética da MON e RON. Lá é o anti-knock index (AKI).

A gasolina é bem mais eficiente que o álcool, gerando mais energia por massa consumida, com economia de combustível. O poder calorífico da gasolina é 10.400 kcal/kg e o do álcool etílico, é 6.800 kcal/kg

Meu sonho seria  gasolina com no máximo 10% de álcool, de octanagem 95 RON, mínimo nos postos de abastecimento e motores com adequada taxa de compressão, gerando mais potência e minimizando o consumo de combustível, como na maioria dos países no mundo.

Os motores “flex” não são otimizados nem para álcool nem para gasolina, sendo um meio-termo entre ambos. Eu particularmente os tiraria de circulação.

Pode pensar o leitor, e motores 100% álcool, não seria bom? Espero a resposta do próprio leitor

Encerro a matéria com uma homenagem à Ford com seus bem-desenvolvidos veículos híbridos que certamente serão o futuro próximo de todos os fabricantes mundiais de automóveis.

 

Credito:  Ford/Divulgacao - Ford Fusion Hybrid lateral

 Ford Fusion Hybrid  (divulgação)

 

CM

créditos: ford , google images, wikipedia



Sobre o Autor

Carlos Meccia

Engenheiro mecânico formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) em 1970, trabalhou 40 anos na Ford brasileira até se aposentar. Trabalhou no campo de provas em Tatuí, SP e por último na fábrica em São Bernardo do Campo. Dono de amplo conhecimento de automóveis, se dispôs a se juntar ao time de editores do AUTOentusiastas após sugestão do editor Roberto Nasser.

  • João Guilherme Tuhu

    Apoiado. Sou favorável também ao diesel em veículos de passeio,como em todo o mundo. E à gasolina pura, E0, chega de xenofobia em combustíveis.

  • Rodolfo

    Amei esta matéria!!! Parabéns!!!

    Para quem pensa que álcool é limpo em relação a gasolina, veja este teste de um motor flex.

    Em todos os poluentes a gasolina (aliás gasool – 22% de álcool) só polui mais no CO2, isso porque o álcool polui 7,5% a menos que a gasolina.

    No teste tem três combustíveis:
    – etanol – 100%;
    – A85 – 85% etanol e 15% gasolina;
    – A22 – gasool (22% etanol e 78% gasolina)

    Veja o artigo no link abaixo:

    http://pdf.blucher.com.br/engineeringproceedings/simea2013/PAP51.pdf

    E no site do Ministério do Meio Ambiente tem o Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas de Veículos 2013, nele também se observa que motor flex polui mais usando álcool. Veja as emissões na Tabela 6 na página 33:

    http://www.mma.gov.br/images/arquivo/80060/Inventario_de_Emissoes_por_Veiculos_Rodoviarios_2013.pdf

    Outra coisa que digo aqui é que é uma hipocrisia dizer que álcool é ecológico… e o povo trouxa vai na valsa. Já imaginaram quantas florestas são derrubadas para se plantar cana de açúcar? Cadê o ecologicamente correto nisso? Já imaginaram se o Brasil fosse o maior exportador do mundo de álcool para veículos automotores?… Além de acabar com as florestas, os produtores rurais iriam parar de produzir por exemplo arroz e feijão para produzir cana, então iria faltar feijão e arroz no mercado interno, então a gente teria que importá-los!

    Dizem que “Só após a tal compensação pelo que a planta do etanol, a cana de açúcar no caso, tira de poluentes durante sua vida.” Mas as florestas que foram derrubadas e as plantações de verduras e grãos e etc também tiram esse CO2… e a cana-de-açúcar tira as florestas.

    Se temos que diminuir o uso de combustíveis fósseis a solução seria os carros elétricos. Mas vão me dizer que a bateria é prejudicial ao meio ambiente. E a cana de açúcar não está sendo? Ela altera até o clima… não é a toa que está faltando água aqui em São Paulo.

    A solução também seria o governo investir melhor em transporte público, pois o metrô e os trens estão num ritmo de crescimento insatisfatório com relação ao da população. No ônibus, metrô ou trem a gente parece dentro de uma lata de sardinha.

    Pois se um dia o transporte público for no nível de Londres, Nova York etc, aí sim muita gente vai deixar o carro na garagem e então o meio ambiente vai agradecer.

    • Rodolfo,
      O álcool trabalha otimizado com taxa de compressão em torno de 14,5:1. Se a taxa for mais baixa, como nos motores flex, a queima será incompleta e obviamente produzirá mais monóxido de carbono etc

      • Rodolfo

        Sim… mas o pessoal abastece carro flex com álcool para dizer que é ecologicamente correto, e considerando que a grande maioria dos carros abastecidos com álcool hoje em dia são Flex.
        No artigo que cito fala do mal que o aldeíodo produzido na combustão do álcool faz a nossa saúde.
        Não estou aqui pra defender a gasolina… mas para mostrar que o álcool não é limpo como dizem.

        • Rodolfo,
          Os motores flex não são otimizados nem para álcool e nem para gasolina e por isso poluem mais com queima incompleta do combustível.

          • Rodolfo

            Mas os motores flex estão aí e vão continuar até quando o governo incentivar o seu uso. Nós não temos mais a opção de escolher carro a álcool ou a gasolina (exceto carro importado).

  • CorsarioViajante

    Ótimo texto.
    O problema aqui, mais uma vez, não é o álcool ou a gasolina, mas o Brasil, que adora fazer as coisas pela metade – e a metade errada.
    O uso do álcool como combustível poderia ser uma ótima opção, como o diesel em outros países. Mas a total falta de seriedade do setor impede a longo prazo. O governo, que quer acender uma vela para Deus e uma para o diabo, faz um jogo de empurra-empurra, obrigando você a levar álcool quando compra gasolina e atrelando o preço da gasolina e do álcool de forma perversa e negativa, um verdadeiro abraço de afogados. E grande parte do consumidor cede aos seus instintos de Gérson e opta pelo flex com a ilusão que levará “vantagem” ao escolher o mais barato no posto… Afinal, como quase toda a mídia brasileira adora repetir, “não-flex é mico”… Vá entender!

    • WSR

      A sua resposta deveria ser a mais votada sobre este assunto. Excelente!

  • Yago G.

    Eu acredito que faltou mais aparato na indústria brasileira. O governo brasileiro quer ser sempre a mãe de todos, mas está mais para a mãe que não liga para os filhos; me refiro ao fato de quererem que todos usem álcool, mas não obriga a mecanização e nem faz isenção sobre automotores que tenham tecnologias para melhorar o desempenho.
    Existem, hoje, métodos que poderiam trazer o álcool no mesmo patamar da gasolina, como o álcool de 2ª ger. e o velho motor Saab de compressão variável. Várias invenções brasileiras foram criadas desde o Proálcool, mas nunca incorporados à frota nacional. Exemplo de uma seria do álcool transformado em gás e outras tecnologias que só surgiram nessas terras agora: flexstart utilizado hoje, injeção direta e muitos outros. Eu sou a favor do álcool como combustível, mas do jeito que a indústria se comporta e o falso liberalismo do governo estende mais ainda a vontade de retirar este que poderia ser uma segunda opção energética para os nossos carros.

  • CCN-1410

    Quanto aos veículos híbridos, eu penso que deverá, ou pelo menos deveria ser a próxima opção de todos os fabricantes. Em um primeiro momento, eu não acredito nos veículos totalmente elétricos. Essa é uma questão para mais tarde. Bem mais tarde!
    Quanto ao Proálcool, é bom lembrar que o programa surgiu com o presidente da época, Ernesto Geisel e que para fortalecer a Petrobras, não permitiu a entrada de outras companhias petrolíferas no país. Deu no que deu.
    Eu concordo que se acrescente 10% de álcool na gasolina e para que o impacto não seja muito grande com a desativação dos carros flex, esse combustível poderia ser utilizado nos carros de órgãos governamentais por um bom tempo, até a produção da cana ser absorvida por outras culturas.
    Uma cota também deveria ser reservada aos carros antigos com motores totalmente movidos a álcool.

    • CorsarioViajante

      Eu penso como você, híbridos seriam uma excelente solução a curto e médio prazo. E para nossa realidade, um híbrido com álcool pode ser interessante.

  • Ricardo Talarico

    De minha parte, nada de polêmica.
    Concordo com tudo.

  • Rubergil Jr

    Clap Clap Clap. De pé. Onde eu assino?

  • Antonio Ancesa do Amaral

    Na necessidade de caixa, o desgoverno pode ressuscitar o Proálcool.
    Carlos, demais Editores e Colaboradores; quais os efeitos para o meio ambiente dos gases nocivos da gasolina e do álcool expelidos pelo escapamento de um veículo moderno.

    Recordo da cabine dos caminhões que transportavam o vinhoto, eram de fibra de vidro devido a corrosão.
    Tenho um VW up!, pensei em “transformá-lo” em monocombustível, já que é exportado para a Argentina, a princípio seria pistão e taxa de compressão ?

  • awatenor

    Ora, alguém nesse país raciocina, afinal (assim como, imagino, quase todos aí no Ae).
    Queria falar mais algo, mas os argumentos estão todos aí, apresentados. Só não enxerga quem está com a vista nublada por ideologias mal direcionadas, ou é parente de usineiro, lobista deles, algum alcaide com vantagens relativas ao caso etc…a roda carrega muitos…

    • Rodolfo

      Falou tudo! Só não vê quem não quer que álcool é ruim para o planeta.

  • Luciano Ferreira Lima

    Temos tantas mentes brilhantes neste país e somos governados por pessoas que não tem um pingo de patriotismo só pensando no seu próprio umbigo. Por que, meu Deus??? Olho para a frente e vejo funkeiros a sol a pique sem nada para fazer, olho para os lados e vejo gersonianos infiltrados nas escalas sociais, o que está acontecendo? Será uma conspiração internacional com o propósito de emburrecimento coletivo da população usando como ferramenta a música, se é que pode se chamar assim? Será uma maldição tanta burrada em 515 anos de Brasil?

  • Mr. Car

    Se houvesse Logan “100% gasolina”, era este que eu compraria, mas infelizmente, só tinha o flex. Nunca coloquei uma gota de álcool (também prefiro chamar assim), exceto, claro, o que já vem misturado naquilo que chamamos de gasolina. Também testemunhei culturas alimentícias dando lugar aos canaviais, e a fuligem da queima invadindo a cidade em que eu morava no interior de São Paulo, cercada de fazendas de cana, além do cheiro do vinhoto trazido pelo vento. E quando era ateado fogo nos canaviais, não raro este se espalhava pelo pasto de propriedades vizinhas que se dedicavam à criação de gado. Na do meu avô, mantínhamos sempre um tanque de pulverização de defensivos agrícolas cheio de água, para qualquer emergência, mas dependendo da extensão do fogo, nem adiantava tentar apagar. Quanto ao carro 100% álcool, como era antes, sim: prefiro este, ao flex. Pelo menos está otimizado para este tipo de combustível.
    Para pensar: “É pior ter a alma doente do que o corpo, porque os doentes do corpo apenas sofrem, ao passo que os doentes da alma, além de sofrerem, fazem o mal”. (Plutarco)
    Para ouvir, diretamente do “front”, he, he! (Youtube): “Chor von St Helena Lili Marleen”

    • CCN-1410


      Lili Marleen: Nana Mouskouri & Nina Hagen.

      • Mr. Car

        Isto foi gravado por muuuuita gente, he, he! Minha gravação preferida é mesmo a que indiquei, com a orquestra do maestro Arno Flor. Em tempo: vi um show desta figuraça (Nina Hagen), no Rock in Rio, em 1985.

        • João Guilherme Tuhu

          Também fui lá…na lameira toda.

        • CCN-1410

          Tudo bem, cada um com suas preferências.
          Eu não conheço nenhuma das duas, mas tenho alguns compactos da Nana da década de 60, gravados na Alemanha. Ela tem músicas lindas em seu repertório e sua voz é magnífica.
          Quanto a Nina, eu gosto da sua voz e também dos seus trejeitos. Sinceramente, ela me afeta, hehehe…

    • robson santos

      grande Mr Car,
      ao menos para o Logan da geração Hi-Torque / Hi-Flex até 2012, o manual informa a possibilidade de uso de gasolina sem álcool, desde que com octanagem RON mínima de 95, coisa pensada para o Mercosul.. então gasolina pura neste caso vale sim, acho que é só pegar uma gasolina premium e tirar o álcool, ou se bobear até mesmo a comum sem álcool ( exagerando rsrs.. ), porque chamar de “flex” um carro com taxa de compressão 9,5:1, é molecagem. (rs)

  • Fabrizzio Cedraz

    Parabéns pela coragem de expor o óbvio! Os acadêmicos costumam se calar diante dos fatos com medo de perder os “pixulecos”, e nem vou falar da mídia relacionada ao setor automobilístico, normalmente orientada por interesses do establishment. Falta falar sobre o elevado consumo de álcool para a produção de um litro de etanol, aí sim a conversa vai ficar boa… de onde vem a água que irriga as gigantescas plantações de São Paulo?

    • Fabrizzio Cedraz,
      Realmente é necessário analisar toda a cadeia produtiva

    • agent008

      Tenho ouvido e lido constantemente nos últimos tempos que a irrigação de lavouras e plantações seria um grande inimigo, e que a agricultura é o grande inimigo da natureza desperdiçando quantidades absurdas de água. Como a Nora já disse várias vezes, os números, sob tortura, são capazes de confessar qualquer coisa. Ora, vejamos, nas ridículas contas por aí veiculadas, volumes obscenos de água são supostamente “desperdiçados” na produção de alimentos. Pergunto: por acaso está água não retorna ao solo, para depois em parte percolar até as águas subterrâneas, e outra parte ser evaporada para a atmosfera, de onde mais tarde voltará a precipitar sob a forma de chuva? A mídia e ambientalistas doentis são hipócritas que não têm a mínima idéia do que fariam para substituir os alimentos que tão comodamente lhes chegam à mesa caso a agricultura, este grande inimigo do povo, deixasse de existir…

  • Lucas

    Bom assunto.

    Eu rodo com um carro 100% álcool (Astra 2002). Me referindo apenas ao carro em si, e apenas à questão dos gastos com combustível, desconsiderando toda essa cadeia pré-posto de combustíveis, sou apenas medianamente satisfeito (a fase fria dele, especialmente com o inverno aqui do sul, é triste) com meu carro. Agora, quando me “jogam na cara” todos esses problemas do álcool, é de se engolir seco. Fiquei especialmente chocado com essa história do vinhoto. Não sabia disso.

    CM, em se tratando de combustíveis, você poderia discorrer um pouco conosco sobre pilha a combustível (hidrogênio) e sobre injeção de hidrogênio na câmara de combustão – tipo aquele cara que instalou na moto dele um sistema que produz hidrogênio por eletrólise da água, a injeta no motor, e divulgou ser capaz de rodar 500 km com um litro de água.

    • reflect

      Atualmente, o vinhoto gera biogás e fertilizante. Deixou de ser um problema, a tecnologia já resolveu.

  • reflect

    Você (CM) mistura erros de gestão, de manejo, de política energética, etc., com o combustível álcool. São coisas absolutamente diferentes, que em alguns (poucos) países sérios são tratados da maneira devida. Devo-lhe lembrar que o Brasil é pródigo de erros, de falsas vestais da gestão pública, de fazer o simples ficar difícil, e do difícil ficar impossível. Mas também devo lhe lembrar que todo país precisa explorar ao máximo sua independência energética. Por isso sou a favor da energia hidrelétrica, da eólica, da solar, e até, da nuclear. E na área de combustíveis, dos combustíveis fósseis e renováveis. Quando faltam combustíveis fósseis, todo mundo grita: “cadê o álcool que deveríamos estar produzindo desde o Proálcool?” Quando sobra gasolina, o álcool é pouco menos que o inimigo público no. 1.
    Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. O álcool, como antidetonante, é um excelente complemento à gasolina. Corretamente utilizado (do plantio ao uso, passando pelo manejo), nos garante certa independência em combustíveis. Não acuse o álcool dos erros que são cometidos em seu nome, da mesma forma que a poluição dos combustíveis fósseis são menos culpa deles, do que de quem os usa, ou os regulamenta, ou os produz, etc. Até o carvão seriá passível de utilização, DESDE QUE corretamente produzidos, manuseados, e transformados.
    Enfim, você achou que haveria polêmica, resolvi dar o meu pitaco.

    • Lemming®

      Somente 10% é aceitável. O problema como sempre é a esculhambação da Banânia.
      Concordo contigo que o problema está na gerência pois não teria chegado no pé que chegou se fosse bem feito.

    • Fabrizzio Cedraz

      Como antidetonante bastam 10%…

    • m.n.a.

      excelente comentário, parabéns, totalmente de acordo ! !

    • reflect,
      Eu não estou procurando culpados e sim soluções. O contexto do balanço energético para a produção do álcool, da gasolina e outros combustíveis é um assunto muito amplo e que requer muitas analises prévias para uma tomada de decisão a longo prazo. É por este motivo que iniciei a matéria afirmando ser este assunto muito polêmico.
      Valeu

  • TDA

    Ainda nem li a matéria mas estou com o Meccia.
    Agora vou ler tudinho e depois comento mais rsrs

    • TDA

      Não gosto do álcool combustível, nunca gostei. Muitos acham que a solução para os problemas dos combustíveis fósseis era o álcool, mas não. Se fosse, então por que os países da vanguarda tecnológica não o adotaram? Por que Europa, EUA, Japão, Austrália usam o álcool de maneira bem comedida? A resposta está no texto do Meccia. Só aqui no Brasil, “o país dos espertos” isso foi empurrado de goela abaixo da população.

      • Lucas Mendanha

        Acredito que a questão climática colabora para isso…

        Se pouco por volta de 20 °C ja fica chatinho a partida por aqui, imagina nesses países que, exceto Austrália, a média anual de temperatura fica entre 10 °C e 20 °C, com épocas bem frias…

        Nos países onde vendem o E85, a mistura chega a E70 no período mais frio do ano.

      • Christian Bernert

        Qual é o maior produtor de etanol do mundo? Não é o Brasil, são os EUA.

  • Lemming®

    Que estrago esse causado pelo interesse econômico de um pequeno grupo não?
    Não tenho certeza mas o “frex” pegou nestas paragens pois os ixpertos colocavam álcool em motores a gasolina injetados com o argumento de que a central eletrônica “aprendia” a rodar com essa mistura e na época estava bem baixo o valor (do álcool).
    Claro que ninguém ficava com os veículos por muito tempo para agüentar as conseqüências não é mesmo?
    Obviamente as fábricas tiveram de fazer alguma coisa para que a fama dos carros não fossem para o vinagre como motores “podres” e veio a solução…”frex”…

    • RoadV8Runner

      Esses motores a gasolina “adaptados” para o álcool eram um terror! Gastavam muito combustível, andavam menos do que quando originalmente abastecidos com gasolina e acabavam com o sistema de distribuição de combustível, já que o álcool puro é mais agressivo do que quando misturado na gasolina.

  • Rochaid Rocha

    Sou contra também. Mas usamos sem aceitarmos. Criaram um elefante branco que agora só come dinheiro público.

    • CorsarioViajante

      Perfeito seu resumo!

  • Carlos A.

    Prezado Carlos, muito interessante a sua aula de hoje!
    Uma pena saber que atualmente, nossa gasolina conta com quase 30% de álcool algo bem absurdo, infelizmente temos que conviver com aberrações como essa. Muito distante do sonho que não deve ser só seu e meu, uma gasolina com no máximo 10% de álcool.

    • Carlos A.
      Para aumentar a octanagem da gasolina é só aumentar a porcentagem de isoctano.

  • contratudoisto

    Sou a favor! Deixe o mercado se auto-regular; o governo não se meter onde não deve; as leis atuarem onde devem com relação a área trabalhista e demais questões, no dia que forem sérias; os xiitas ambientais fora disto; os verdadeiros ambientalistas participando das discussões sérias;os incompetentes cuidando de atrapalhar outro setor; os corruptos roubando em outra área; os políticos extorquindo de outrem; a indústria desenvolvendo motores para o álcool sem interferência do DESgoverno; as usinas venderem direto sem intermediação da Petrobrás; que a coisa se resolve e bem!!! Todos saem lucrando, principalmente o país!
    Brasil, o ESTADO montado contra o CIDADÃO!

    • Félix

      As usinas não dependem da Petrobrás pra vender o etanol hidratado para as distribuidoras.

      • contratudoisto

        Dr., eu falei VENDER DIRETO! Coloca as usinas para venderem DIRETO aos postos de gasolina! Direto (de forma reta, sem intermediários, revendedores etc, do mesmo modo que se você tiver uma empresa, conforme o produto você compra direto do fabricante), sem distribuidor, sem Petrobrás, sem nada se metendo a não ser a maldita carga de impostos.

        • Leo-RJ

          É o que venho falando em outros comentários. O lobby é muito forte e favorece apenas, e tão somente, os usineiros e produtores de álcool.

          Em 2010, o já Senador Fernando Collor de Mello, intermediou (na verdade forçou) a Petrobrás a assinar um contrato com seu usineiro preferido, ninguém menos que o João Lyra, ex-senador, e pai de sua cunhada Thereza Collor de Mello.

          Na verdade, Fernando Collor foi diretamente à direção da Petrobrás exigir que a empresa assinasse tal contrato, obrigando-se a comprar a produção de álcool-etanol do usineiro por nada menos que 4 anos.

          Assim, pelo contrato, no valor de 200 MILHÕES DE REAIS, a Petrobrás vai comprar a produção de etanol de seu amigo e ex-sanador. Sem licitação ou mesmo necessidade.

          É aí que digo que os aspectos técnicos e, supostamente ambientais, ficam em segundo plano.

          E isso vai mudar? Simplesmente, não…

  • Francisco Passarini Junior

    Concordo com o texto por completo, mas infelizmente não acredito em mudanças, o sistema de alimentação dos automóveis tiveram uma significativa evolução nos últimos 20 anos, mas é incrível como a maioria dos carros da frota nacional, inclusive de veículos equipados com motor de 1-L, consomem o mesmo, ou até mais que motores de 1.6 e até 1.8-L da década de 80 🙁

    • Lucas Mendanha

      Lembro que o Monza SL/E 88 2-litros a álcool que ele teve no início dos anos 90 fazia tranqüilamente seus 10 km/l de álcool, na estrada e não muito difícil na cidade também.

      Está certo que os carros cresceram, mas a tecnologia evoluiu bastante também, por isso acho absurdo ter que dirigir igual vovô para que nossos equivalentes modernos, que temos aqui em casa, passem de 8,5 km/l nas mesmas estradas.

      Mas penso que isso tem a ver com uma mistura mais rica, para camuflar (no bom sentido) os problemas com combustíveis adulterados, tão comuns nos carros mais antigos…

      • Fernando

        Estranho um pouco os valores de consumo de diversos carros também (independente do combustível usado), afinal com carburador e diversas outros pontos que sofreram muitas melhorias nestes 30 anos, creio que deveria ter uma melhora expressiva. É claro que os carros atuais têm que atender normas de emissões muito mais rígidas, mas se for ver os primeiros carros com catalisador no Brasil ainda usavam carburador, e o consumo era praticamente o mesmo dos sem ele, o que ainda não mostra isso sendo um problema para os carros atuais (ainda mais com tanto controle eletrônico).

        Tenho tanto carros a álcool quanto a gasolina, e em ritmo de estrada (e em mesmas condições, o motorista é o mesmo…) os a álcool ficam muito próximos dos a gasolina, isso que os a gasolina estão acima da média, (os dois com injeção eletrônica multiponto, ignição estática etc).

  • Rodolfo

    Parabéns pelo excelente artigo! Concordo com tudo o que você disse.

  • Félix

    Não vejo problemas em trocar “álcool” por “etanol”. Pelo que conheço era um anseio do próprio setor para diferenciar o álcool combustível da bebida. Mas também não vejo o etanol como solução de futuro para nossos carros, mas os híbridos também creio que ainda são um passo entre o fim desta era da gasolina para algo que será….hmmm… ainda está aberta esta resposta, não é mesmo?

  • m.n.a.

    o planeta Terra realmente é muito perfeito, “sábio”!

    Tudo aquilo que “demora” para se renovar na natureza tem muito mais poder energético.
    Basta comparar combustível fóssil com energia solar…

    Em minha opinião o álcool é um excelente combustível alternativo, deve-se procurar o equilíbrio, que na teoria não é tão difícil assim.

    O problema é que no Brasil tudo é avacalhado, não se cria um Proálcool para alavancar a nação e sim para encher o bolso do governo e empresários influentes

    O Brasil é muito, muito rico, uma pena que, além do roubo dessa riqueza, sua administração é muito incompetente (a ganância é o pior dos pecados, estraga a vida de um monte de gente….)

  • Belford

    CM acho que meu Fiesta Rocam 1.6 2013 é flex só no nome, pois quando uso gasolina ele fica muito manco chega o ser chato!!!!!! Acho que quando uso gasolina a central atrasa tanto o ponto para não bater pino, ai já viu, não é, só dá para andar no álcool, realmente fica outro carro com combustível vegetal!!!!! Não tenho escolha!!!!!!

    • André K

      Não reparei muito no desempenho, de modo geral. Mas o consumo com “gasolina” é tão ruim que inviabiliza o uso desse combustível nesse motor. Só rodo com etanol.

    • Lucas Mendanha

      Já percebi que a Ford tem uma quedinha por álcool… meu Focus, mesmo apenas a gasolina, ficou bem a vontade com etanol no tanque.

    • FocusMan

      Tenho o mesmo problema. Mas isso segundo me informaram é por causa das mudanças para atender emissões. Os produzidos até 2012 eram diferentes.

  • João Carlos

    Mesmo em São Paulo, fiz a conta outro dia, e em 40 litros eu ganharia uns 9 reais se usasse álcool. Com o inconveniente de ter que visitar o posto 53% mais cedo do que com gasolina.

    Conta com base no meu carro que tem consumo de 65% da gasolina quando usando álcool.

    • Lucas Mendanha

      É, essa conta e importante. o meu está com uma eficiência de 80%.. pelo preço aqui em Belo Horizonte o custo/km empata se ela for de 62%.

    • A diferença por tanque, no meu caso (considerando 45 litros, que é quando acende a luz da reserva), dá cerca de 40 reais. A diferença de valores é de quase 1 real.

      Porém, com um tanque de gasolina meu carro faz, sem muito esforço, de 600 a 630 km até acender a luz. Com um tanque de álcool, faz 450 num dia bom (se eu andar igual a uma velha paralítica e tomando todo o cuidado). Num dia ruim não chega a 400.

      Resultado: na melhor das hipóteses fica elas por elas, então vou de gasolina mesmo.

  • CCN-1410

    Interessante, é que meu carro passou a gastar menos combustível depois que a Petrobras passou a adicionar 27% de álcool a gasolina.

    • CCN-1410,
      Provavelmente a porcentagem maior de álcool aumentou a octanagem da gasolina e o motor não precisa atrasar tanto o avanço, funcionando melhor.

      • CCN-1410

        Poxa, interessante… Eu não tinha nem ideia do que poderia ser.

  • Fernando Knapp

    Adoro o alcool. Meu Focus turbo adaptado com 10:1 de taxa agradece hehehe

    • Lucas Mendanha

      Mk1 ou 2?

  • jr

    Carlos Meccia, no geral concordo contigo.
    Só queria fazer uma observação: sobre a queima da lavoura vs. técnica de colheita. Sou do interior de SP também. Vi a cana de açúcar invadir a minha região e sofri quando era criança e adolescente com a fumaça e as cinzas, um terror. Mas este terror teve a ver com acordos entre sindicatos dos produtores de cana e dos empregados na colheita. O interior de São Paulo tem terreno plano, altamente favorável para a colheita mecânica. Já se queria colheita exclusivamente mecânica nos anos 70 (talvez exceto em pontos onde o terreno não permitisse, que são raros). Mas, naquele período de greves que aconteciam no final dos anos 70/80, e pelas dificuldades de emprego na época, houve um grande acordo que atrasou por décadas a mecanização.
    Queimar a cana é necessário para a coleta manual apenas, não faz sentido perder essa biomassa no campo se a coleta for mecanizada. Assim, para resolver um problema dos então bóia-frias esta técnica absurda foi mantida.
    É difícil acreditar que os produtores não quisessem usar a melhor tecnologia, é obviamente anti-econômico. Foi um quebra-galho para problema social, só isso. É claro, ferrando com milhões de contribuintes, como só nosso governo sabe fazer bem feito.

  • Juvenal Jorge

    Meccia,
    concordo, os Flex são um meia-boca marketeiro. Alguns são bem ruinzinhos, precisando ser abastecidos com gasolina e álcool sempre para evitar a famosa “batida de pino”.
    Por mim, só gasolina, ou melhor ainda, só diesel.

    • Douglas

      Experimente misturar com gasolina premium em vez de álcool, também acaba com a detonação.

    • Lucas Mendanha

      JJ, percebo uma aspereza no Corolla 1,8 flex 2009 quando está com álcool que não é sentida com gasolina. A taxa de compressão de 10:1 tem a ver com isso?

      • Fat Jack

        Lucas, boa parte dos flex (se não todos, inclusive o meu) fazem isso, pois o limite da taxa de compressão para o consumo de gasolina é inferior ao do álcool, e a saída que a maioria das fabricantes encontrou foi uma taxa “mediana” com sensor de detonação, que atrasa o ponto em caso de detonação (apresentável quando do uso da gasolina).
        Acredito que este seja um dos motivos: o motor com ponto levemente atrasado tende a trabalhar com mais suavidade.

    • Daniel S. de Araujo

      O Peugeot 207 da minha mulher se abastecido somente com gasolina a 25% de alcool sofre de detonação quando exigido em rotações próximas a marcha lenta, tudo isso numa taxa de compressão de 10,5:1. O consumo de álcool é 40% maior que com gasolina.

    • Lemming®

      Meu sonho de consumo seria o VW Phaeton V-6 Diesel…hehe

  • Viajante das orbitais

    E a Anfavea aprovando o aumento do álcool no gasálcool .

  • Rubem Luiz

    Sobre essa parte do, digamos
    “Terra é para alimento, não para combustível”
    Tem muita coisa pra rever nisso, perto das megalópoles a terra é irrigada (por isso falta água) e bem aproveitada, mas conforme você vai para o interior (e não pensem que Campinas ou algo a 200 km de capital é interior, isso é quase subúrbio, pense no país todo, 4.000 municípios com menos de 10 mil habitantes) e verá muita terra subutilizada.
    A média na colheita de soja é algo tipo 35 sacas por hectare, mas o pico de alguns grandes produtores chega a 80 sacas, mais que o dobro. Se tem gente produzindo 80, por que a média está em 35? Porque tem muita gente puxando a média pra baixo, produzindo tão mal que nem chega na média (que já é baixa).
    Com gado idem, graças à falta de recursos pra adubação etc. a média de ocupação é coisa tipo menos de 1 cabeça por hectare, enquanto outras áreas sem confinamento e com “boi verde” têm 2,5 cabeças por hectare. Tem gente puxando a média para baixo.
    Com milho idem, com arroz idem, se olhar a média tomada do país, e os produtores com alta produtividade, você vê diferenças de mais de 100%, sinal que o mais da metade das terras são subutilizadas.
    Cana não tem armazenamento fácil (como soja, milho, arroz, milheto, sorgo etc), não pode ser remanejado facilmente como gado, então você precisa obrigatoriamente uma usina comprando de você numa data mais ou menos certa, não é vantajoso transportar cana por 1.000 km (soja percorre 3.500 km daqui só até os portos, mais 7.000 km de mar até a Europa ou China, e lá sabe-se lá quanto mais ele viaja) então precisa usina por perto, precisa grandes investimentos então, por isso a cana, se você analisar o lucro conseguível, é bem interessante para o produtor.
    Ela pode não ser a coisa mais rentável nessas terras hipervalorizadas perto das megalópoles (onde uma área de X tamanho custa o valor de uma área de 50 vezes a de outra uns 1. 000 km mais longe), mas é culpa das megalópoles que inflacionam tudo a ponto de um apartamento de 100 m² custar R$ 1 milhão. Com essa política urbana é natural que as áreas rurais pertodas capitais fiquem caras, hiper-valorização por culpa da ocupação urbana (cinturões verdes são lucrativos, fruticultura idem, por isso aceitam pagar tão caro por terra, são terras que com cultura tipo arroz, milho ou soja, e sem irrigação, nunca se pagariam).
    O cultivo de cana aumentou, mas… se comparar aos anos 70 tudo aumentou, eu hoje viajo 800 km até uma capital e passo por estradas que nem existiam nos anos 70, ao lado delas tem plantações e pasto por todo o caminho e isso não existia nos anos 70 (não dá para dizer que era mato, era tudo área subutilizada, com roças tão básicas que mal dá pra diferenciar de um cerrado/savana). Dizer que a cana expulsou culturas mais primordiais como arroz ou feijão não é correto porque essas culturas têm lucro pequeno por o produto ser barato, com lucro pequeno elas não podem ser plantadas perto de cidades grandes (porque as cidades é que inflacionam o preço da terra).
    Tenho amigo que planta arroz e tem lucro minúsculo, mas ele pode fazer isso porque aqui é tão longe que o hectare custa uns R$ 3 mil, se for perto de São Paulo onde vai encontrar canaviais ou milho irrigado o valor sobe para algo tipo R$ 100 a 200 mil pelo mesmo espaço (converta do alqueire usado na região provavelmente), ter uma área que vale R$ 300 mil, e plantar algo que te dá lucro líquido de R$ 15 mil ao ano é ok, mas pegar uma área similar de R$ 3 milhões e ter lucro líquido inferior a R$ 100 mil é burrice, qualquer CDB hiper-seguro daria mais lucro!
    A cana só é lucrativa se for plantada aí na porta das metrópoles, plantar aqui longe não é. Por exemplo, pago quase R$ 4 pelo litro de gasolina, culpa do frete, agora imagina o custo de plantar cana aqui e levar até São Paulo! Com cereais isso até é viável porque ele pode ser estocado facilmente, tem densidade grande então um caminhão leva uma carga mais valiosa.

    Enfim, tem detalhes de cultivo da cana que dá lucro com ela só perto de metrópole, e que permite que outras culturas dêem lucro mesmo distante de tudo, por isso a agricultura no Brasil vai se ajeitando como está hoje, só precisamos melhorar a produtividade de cerca de metade do país, e a produtividade ruim não tem relação com falta de irrigação, são só erros de gestão. Infelizmente ainda tem muito analfabeto funcional no campo, que nega assistência e informação e continua cometendo os mesmos erros todo ano, tem área subutilizada mas não tem como investir para melhorar e não quer largar o osso, não produz direito mas não admite que não tem vocação para o negócio.
    E… ah, como seria bom comprar álcool anidro vermelhinho direto de usina! Aquilo é um combustível que nos carros flex atuais roda tão lindamente! Tem lá seus problemas de agressão às paredes de uns componentes, mas é um desempenho tão limpo, e um preço tão baixo, que acho que compensa uma troca de bicos e bomba a cada 70 mil km (não sei se deteriora tão rápido, mas ainda que fosse assim acho que compensaria, tamanho o custo baixo disso nas usinas, e olha que estou uns 600 ou 700 km de frete da usina mais próxima!).

    • Lemming®

      Bem fundamentado.
      E temos o problema da falta de investimento em ferrovias que faria o custo de produção mais distante ser menor e/ou mais eficiente pelo acesso a tecnologia.

    • Eduardo Silva

      Caramba, que aula. Acabei achando o comentário, em princípio enorme, pequeno.

    • Félix

      Não se planta cana porque se está perto de uma metrópole. Uma usina depende de planejamento da oferta de cana, de seu corte, transporte e moagem durante toda uma safra (em São Paulo parece ser entre abril e dez, normalmente). E cana se colhe e já se transporta para a usina, sendo que o momento de colheita envolve variáveis como teor de sacarose (que varia durante a safra),capacidade de moagem etc. Não estou dizendo isso para defender o uso do etanol ou de gasolina, mas essa agroindústria demanda uma organização e logística que muitos nem imaginam a complexidade. E a cana ocupa sim uma área enorme em São Paulo (uns 5,7 milhões de hectares!)

      • Rubem Luiz

        Mas uma usina bem distantes das metrópoles é viável? Tem usina no interior de Mato Grosso ou Tocantins que fica longe do eixo Rio-SP, mas elas ficam perto das capitais (200 km para mim é do lado, um caminhão vai e volta tranqüilo em 1 jornada diária), não conheço nenhuma usina bem distante de alguma metrópole (ou capital). E as usinas no interior de Mato Grosso, Roramia e Tocantins têm problemas financeiros parece que todo ano, quase todas que conheço vivem na penúria (ou já fecharam falidas), provavelmente por não ter como entregar por preço competitivo onde há muitos consumidores (se o combustível fosse direto da usina para o posto seria, mas com atravessador fazendo mistura o combustível vai e volta para a capital, não sei quem faz isso (mistura gasolina no álcool e vice-versa) mas só vejo isso em capitais, o álcool vai 200 km, é misturado, e volta para o posto ao lado da usina, quanto mais longe essa usina, maior o custo do frete nessa ida e volta, só fica barato se for perto de metrópole, e já aproveita e deixa por lá a maior parte do combustível, pois lá está a maior parte dos consumidores.

        Imagino que seja pelo frete. Para o álcool chegar até mim o custo é tal que ele chega a R$ 2,60, se ele fosse produzido aqui e fizesse o caminho reverso até digamos São Paulo, ele seria competitivo? Com certeza não, o produtor daqui receberia um lucro minúsculo, comparado ao lucro do produtor na porta dos consumidores, perto das capitais ou no interior de São Paulo.

        Eu não reclamo disso, é justo que se produza do LADO do maior consumidor (São Paulo), mas é bom saber que isso torna as regiões vizinhas às metrópoles muito produtiva, e as áreas distantes não PRECISAM ser muito produtivas (pois são baratas). O importante da conta é: Não FALTA terra para combustível. Se 100% das áreas agricultadas fossem produtivas como as áreas com cana são, o Brasil já seria 1º mundo faz tempo.

        Não gosto do álcool como combustível em carro flex, mas o fato de ele competir com alimentos não é fato simples de estabelecer. Na minha vizinhança há milhares de hectares com soja e ele não é para alimentação, uma parte vira torta para o gado, mas não é alimento que vai para a mesa do brasileiro, e. se todos plantassem feijão, arroz, ou hortaliças, produziríamos esses produtos para “200 Brasis”, não dá para dizer que soja ou cana ocupam área de alimentos, o lucro de plantar arroz, feijão ou milho (que raramente vira alimento para humanos) é pequeno demais pra sustentar fazenda, imagina se houvesse ainda mais gente produzindo esses produtos!

        Enfim, arrisco a dizer que produzir alimentação humana em grande escala (tipo arroz, trigo, feijão, girassol…) não é nada lucrativo comparado com cana, algodão ou soja, então o problema não é competição com combustíveis mas a desvalorização do alimento.

        Eu adoraria plantar arroz e feijão, mas nas atuais condições de preço (conforme região) eu ia falir em 2 ou 3 anos. Gado (carne! Churrasco!) já está numa situação regional que só não dá lucro quando a criação a pasto usa algo tipo 1 funcionário a cada 200 cabeças, quase não dá lucro e não gera empregos. Na minha região a produção de carne está perto de ser “perder dinheiro”, pura e simples desvalorização do alimento e supervalorização do algodão, soja ou cana, não é simples opção do produtor (a maioria que conheço preferia estar produzindo alimento mesmo, mas não dá lucro, é investir pra manter capital e ir perdendo ele pra inflação ou deterioração natural do maquinário)

        • Daniel S. de Araujo

          Todas as usinas estão passando por dificuldades. Em Sertãozinho, 30 km de Ribeirão Preto há usinas fechadas e em situação pre-falimentar.

        • Félix

          Se você quiser entender um pouco do ciclo da cana virar álcool até o posto, dá para pesquisar na internet. Mas conheço um pouco disso por causa do meu trabalho. É um tanto diferente do que você está imaginando.

    • Daniel S. de Araujo

      Fui produtor rural e te falo, tudo é muito bonito nos livros de Geografia e no programa Globo Rural mas a prática é bem diferente.
      -> A falta de água nas megalopoles não tem relação com irrigação. Tem haver com desmate de mata ciliar e destruição de mananciais. Protejam os mananciais e as matas ciliares que não haverá falta de água. É um trabalho que vem sendo feito aqui na cidade onde moro há anos e mesmo sofrendo violentissima seca, não tivemos um episódio de falta de água em decorrência da seca prolongada.
      -> A agricultura brasileira é extremamente produtiva e você sabe por que? Porque não há mais espaço para produtividades baixas. É invivável o cultivo de soja colhendo 30 sacas por hectare. É inviável o cultivo de milho colhendo menos de 100 sacas por hectare. O produtor que cair numa situação dessas automaticamente é alijado do campo. Não paga nem o plantio.
      -> O agricultor brasileiro em sua grande maioria são verdadeiros heróis: Lidam com a falta de recursos, dificuldade no escoamento da produção, Ministério do Trabalho, IBAMA, Funai, MST, Banco do Brasil, cartórios, o inferno de dante chamado INCRA e ainda assim produz! Todo mundo acha lindo a agricultura e pecuária na França e nos Estados Unidos mas lá eles tem subsidios e aqui? Só estorvos!
      -> A Cana alijou sim o pequeno produtor da terra. Tem muita gente que foi afastada de suas áreas de plantio porque a monocultura acabou tomando conta. E lembrando que agricultura não se resume a plantar e colher. Existe uma infra-estrutura necessária como silos, comerciantes, empacotadores, etc. etc. etc. coisa que numa situação de monocultura deixa de existir (comerciantes de cereais, beneficiadoras de algodão e arroz, etc. etc. etc.)
      -> Essa historia de analfabeto funcional no campo que não sabe produzir só se for de assentado do MST ou indígena. É inviável ser pequeno produtor e não produzir com produtividade. Acuse o agricultor brasileiro de qualquer coisa, menos de não saber plantar.

      • Rubem Luiz

        Sim, tem provavelmente metade dos agricultores tem informação e faz milagre com o que tem.

        Mas… como você explica as médias nacionais baixas?
        Minha informação de média nacional de 25 sacos por hectare é velha, acho que de 2015 deve ser 45 sacos por hectare, mas 25 ou 30 é a média que alguns produtores informam aqui no centro oeste, geralmente terra nova, mas tem terra com anos de cultura com média de 40 sacos, ainda bem abaixo da média.

        E ainda que a média seja 50 sacos por hectare, se tem gente com área grande tipo 500 hectares (Pra uma variedade apenas) conseguindo 70 sacas, isso é um aumento de 40%!

        E nem comento os “recordes” tipo 100 a 140 sacos por hectare porque isso são áreas minúscula tipo 2 ou 3 hectares de uma variedade, com mil cuidados, é algo bem impraticável. Mas tem área enorme tipo 1000 hectares conseguindo 60 a 65 caso, é 10 a 15% acima da média, pra média ficar em 40 a 50 então precisa gente produzindo só 25 mesmo, puxando a média pra baixo. Essa produtividade baixa DE ALGUNS é que dá essa média modesta, isso é má utilização de área ou tem outro nome?

        Eu tenho familiar que usou a desculpa de “primeiro ano de cultivo” pra justificar colhe 24 ou 25 sacos por hectare, mas que no 2º e 3º ano manteve essa produtividade mediocre (Ou quando muito subiu pra 30 ou 35 sacos por hectare), se isso não é subutilização de terra, não sei outro nome pra dar.

        Sobre a ignorância e falta de informação, presto suporte pra uns produtores e acho que METADE é bem desinformado, discute com técnico e engenheiro insistindo com velharia sem motivos (Só porque “Eu sempre fiz assim”), coisa tipo fazer correção de solo pela metade, economizar adubação e defensivos achando que assim o lucro será menor (Se produz só 35 sacos por hectares não pode gastar 30).

        Tem os desinformados inofensivos, que confiam cegamente em suporte e tecnologia, testam e apostam em tudo que é novo, mas sem entender o que estão fazendo. E tem os desinformados problemáticos, que teimam em técnicas velhas e economias bobas, que duvidam de tudo e nem querem ouvir uma explicação técnica da novidade (Ou não acreditam em dado técnico).

        Mas ainda é um mercado excelente pra trabalhar, porque pra mim 99% dos usuários de carros são completamente desinformados sobre mecânica e cia, assim como 99% dos usuários de TI são desinformados completos sobre essa área, por isso prefiro o agronegócio ao invés de TI ou mecânica (Áreas que conheço e já trabalhei, e cujos usuários só me deram desgosto e dor-de-cabeça).

    • Lucas Mendanha

      Rubem, você não mencionou onde mora, para que eu pudesse visualizar melhor o seu posicionamento..

      Bom, sou de Minas e vivi os últimos 5 anos no Espírito Santo, e conheci o estado todo. Minas, só a metade leste.

      Enfim, tenho mais duas coisas a acrescentar ao que você disse, com base na minha vivência nesse período.

      A 1°, é que falta, hoje, mão de obra no campo como havia até uns 10, 15 anos atrás. E isso por falta de interesse mesmo, afinal, o trabalho é árduo e de remuneração baixa. Hoje as pessoas têm um mínimo de estudo (proporcional ao interesse individual), acesso à informação, têm mais possibilidades de trabalho, mesmo que tenha que “ir pro trecho” e mais ambição… Muito diferente do que ocorria até há uns bons anos, quando era pirralho e convivia bastante com meu avô. Isso tira toda a atratividade deste mercado de trabalho, o que compromete a produtividade no campo, principalmente nos pequenos agronegócios. Meu avô tem uma terrinha aqui em Açucena. Não posso chamá-lo de produtor rural porque a produção lá é bem pouca e está mais pra moradia rural. Mas quando consegue alguém para trabalhar não dura muito tempo: ou porque resolve ir embora, ou é chegado numa cachaça e o trabalho não rende e/ou faz muita raiva no meu avô e ele manda sumir… O “trabalho de produzir” em comparação com a facilidade de encontrar as coisas no mercado desmotiva até o avô… Para ele é mais fácil comprar frango congelado, leite de caixinha e ovos no supermercado do que criar galinha, vaca…

      A 2° é que, até por conta da 1° opinião e da sazonalidade dos preços das commodities, muitos produtores estão preferindo arrendar suas terras para plantio de cana e eucalipto. Afinal, é um bom dinheiro pingando mensalmente na conta e sem a dor de cabeça da produção, do comércio, das variações climáticas, das endemias…quem seria doido de não aceitar? Isso é bastante comum no leste mineiro, vale do Mucuri, norte e sul do Espírito Santo e sul da Bahia, visto que temos nesse triangulo a Cenibra, a Fibria e a Suzano (celulose), ArcelorMittal (carvão) e várias indústrias sucroalcooleiras…

      • WSR

        Mas o produtor rural que aposta no eucalipto nem sempre sabe dos riscos do empreendimento, rs. Se bobear, sai no prejuízo, pois toda a parte de corte, transporte etc, é por conta do produtor e isso pode variar conforme a localidade.

  • m.n.a.

    Parabéns pelo comentário, totalmente de acordo!!

  • Sidney Marcelo Saito

    Estava no cursinho (2001) quando se começou a debater o retorno do combustível a álcool em massa. Lembro que eu era um dos poucos com este posicionamento e era massivamente criticado por isso.

    Mas, é muito bom saber que mais pessoas pensam da mesma forma e que não estou sozinho haha.

    Ótimo texto!

  • Ricardo Kobus

    Talvez no início o Proálcool foi uma idéia boa, foi a saída brasileira para a crise do petróleo, mas hoje já não sei se é viável, a população brasileira e mundial cresceu muito, e acho que acima de tudo o ser humano precisa de comida.

  • Lucas Mendanha

    CM,

    Poderia me dizer quais são as diferenças, mecânicas e eletrônicas, entre o motor Duratec-HE mono do Focus 2009 e o flex do 2010, ambos Mark 2.5?

    Sei que o primeiro (que é o meu, AT, montado em junho/09) possui injeção Ford EEC e o segundo Injeção da Bosch. Mas mecanicamente, pelas informações que consegui reunir, os dois são praticamente o mesmo motor, à exceção dos comandos de válvulas, que, são diferentes, com ponto de leitura para o sensor de fase, que fica desligado no mono.

    Estou curioso porque há um mês, mais ou menos, após muito estudo, estou fazendo um teste com álcoolno meu carro e o resultado está bem satisfatório. Rendendo bem, funcionamento mais liso, alimentando sem falhas em todas as faixas de rotação e com uma eficiência de 80% em relação à gasolina, que pelo preço do etanol aqui em Belo Horizonte me dá uma eficiência de 25% no custo/km. Em dias mais frios, claro, tem-se uma certa instabilidade na partida a frio, mas já era esperado visto (ainda) não ter o sistema de injeção de gasolina.

    Enfim, gostaria de saber de ti, acerca do motor: existe algo de diferente para com o flex e que eu deveria me atentar e, de repente, melhorar?

    edit: em termos de consumo, a média, com boa vontade, tava 7/11 na gasolina e 6/9.5 no álcool..dei uma geral na TBI no fim de semana, que estava bem suja, e ainda não tirei uma nova média, mas o pouco que andei, o carro já estava bem melhor em funcionamento e consumo.

    • Lucas,
      Não sei responder

    • Domingos

      A primeira coisa a checar seria se dá falta em alta carga e altas rotações, de preferência com o carro cheio.

      • Lucas Mendanha

        Então, o que me motivou a fazer o teste com álcool foi justamente o fato de perceber que a mistura estava mais rica do que deveria: estava bebendo muito, dando umas emboladas. Com muito custo e paciência estava dando 11 km/l na estrada. Na cidade, rodando em local plano e na manha 7 km/l, porque andando normal era 6. O de um amigo, que é 2009 como o meu, porem hatch, faz 10/13.

        Assim, estudei todos os Duratec até 2010, ou seja, o meu HE 2009, os mono do Focus mk1.5 e Ecosport e os flex do Ecosport e do Focus, além dos vendidos na America do Norte e Europa, que poderiam ser aptos ao E85… e cada um desses motores tem suas particularidades, como especificaçoes, ajustes, peças .. por fim, vi que as diferenças entre o meu e o do 2010 flex eram minimas (entre outras coisinhas, ambos tem taxa de 10.8:1, enquanto nos outros, mesmo o flex da Eco era 10:1).

        Assim, fiz o 1° teste num bom lugar: de Ponte Nova a BH, quando vinha de Vitória. A minha referencia pra esse teste eram duas: a boa: o próprio carro na gasolina. a ruim: os carros a GNV 3°g que tinha na minha ex-empresa, que afrouxava legal depois dos 4000 rpm por falta de combustivel..

        Esticadas até o corte de giro, rodou liso até melhor que na gasolina…conferi o consumo em marcha lenta, e este era 1L/h com “100% gasolina” (E27?) e passou a 1.4l/h com E85. Esses testes iniciais foram com 1/3 de tanque, pois, qualquer problema, bastava completar com gasolina..

        Bom, desconsiderando a falta do sistema de partida a frio (parcialmente resolvido com uma mistura formando E85), nas situações cotidianas, vez ou outra sentia uma engasgada, ou o carro morria. Analisei bem e vi que o problema estava na sincronia entre a abertura da borboleta e o “excelente” acerto de cambio que a Ford faz…resumindo, dirigindo, em drive, ao reduzir em um semaforo, num semaforo por exemplo, o carro retia a 3° marcha ate a imobilidade, só acionando a 1° com o carro parado. Entre a queda da marcha, a rpm caia a 550 rpm (conferido no modo TEST) e o motor morria… Pra evitar isso, passei a andar usando o modo sequencial e reduzir manualmente…ajudou, mas ainda queria uma solução para este problema..

        No domingo passado, resolvi dar um reset na injeção eletronica e deixa-la reprogramar novamente. Aí eu pensei, já que a eletrica esta desligada, deixa eu conferir a TBI, afinal, a marcha a lenta com acelerador eletronico e feita por ela e nao pela enjoada valvula IAC. Acho que a foto abaixo é auto-explicativa… Enfim, fiz a limpeza desta com um desengraxante citrico (que uso na bike) com o devido cuidado, remontei tudo, deixei reprogramar e saí para um teste…a principio, estes problemas estão todos resolvidos…carro 100% igual era com gasolina, o cambio ficou mais inteligente e até a partida a frio ficou melhor.

        Mas, enfim, tenho mantido contato com foristas que fizeram preparação no Duratec e vou trocando ideias..caso seja necessário, posso substituir os bicos injetores pelos dos Duratec 2.3 ou 2.5, pra ter maior vazão.. mas acredito que, para o uso que planejo, não seja necessário…

        Obrigado pelas dicas!
        Abraços!

        • Domingos

          Interessante o câmbio ter tido problemas de não reduzir por causa disso!

          O ideal mesmo seria medir lendo a sonda com o carro carregado, porém ao menos no uso normal aparentemente o carro não está nem perto de dar falta mesmo.

          A durabilidade dos bicos poderia ser um problema. Mas do jeito que você fala estar liso, algo já fazia esse carro trabalhar com muita injeção!

          • Lucas Mendanha

            Esse comportamento do câmbio em Drive é padrão, o que eu acho horrível. Tanto que já teve recall branco por conta disso. Tentei atualizar na autorizada quando comprei o carro, mas eles nem sabiam do que se tratava. Em uso normal, em Drive, ele joga a marcha ascendente numa rotação muito baixa, deixando o carro muito frouxo. E na hora de parar, não decresce as marchas corretamente… No FNR5 do Fusion 2.3 (que é a mesma caixa, mas com 5 marchas) tinha a opção L que resolvia isso…

        • Newton (ArkAngel)

          Lucas, estes motores possuem tendência a carbonização interna, que funciona como uma “esponja”, absorvendo parte da gasolina injetada. Por causa disso, a sonda lê como se a mistura estivesse pobre (na realidade, não está), o que faz com que a ECU enriqueça a mistura, mas aí o consumo sobe mesmo. Para resolver isto, só removendo o cabeçote e dando banho químico. Isso é comum também no motor Ecotec 2.4 da Captiva, alguns ficam tão carbonizados que o motor continua funcionando por alguns instantes após desligar a chave.

    • marcus lahoz

      Aconselho-o a ler a sonda com um multímetro. Você pode estar rodando com mistura muito pobre sem saber. Vai desde queimar bico até derreter um pistão.

      • Lucas Mendanha

        Marcus, valeu pela dica!
        respondi lá na resposta do Domingos.

        Abraço

  • BlueGopher

    João Augusto do Amaral Gurgel também sempre foi aberta e radicalmente contra o Proálcool, desde o início de sua implementação, por considerá-lo inviável.
    Em 1990 chegou mesmo a enviar uma carta aberta ao então presidente Fernando Collor de Mello, a este respeito.

    Talvez a defesa desta posição, contrária aos interesses do governo, seja uma das causas, (entre outros interesses que foram afetados), do não cumprimento dos protocolos de intenção assinados pelo governo durante o desenvolvimento do projeto “Delta” e da fábrica no Ceará, que culminaram com as dificuldades financeiras e consequente fechamento da empresa Gurgel.

    Tive o prazer de conhecer João Augusto Gurgel pessoalmente, admirava muito seu raciocínio rápido e criativo e os interessantes veículos que desenvolveu.
    Era muito gostoso conversar com ele.
    É uma pena que o Brasil não aprendeu a apoiar os verdadeiros empreendedores que estão por aí, parece sempre preferir os oportunistas de plantão.

    • Leo-RJ

      Caro BlueGopher,

      Eu li mesmo em algum lugar (na época, fora da internet) que o Sr. Gurgel fez isso. Provavelmente ficou sem resposta porque a família Collor de Mello, além de dominar parte da imprensa no Nordeste, também tem usinas de álcool…

  • CorsarioViajante

    Comentário interessante!

  • Renato

    O que tem sido feito de tanto vinhoto, então?

    • VeeDub

      Aplica na lavoura novamente como fertilizante, ele tem elevado teor de potássio.

  • Lorenzo Frigerio

    Nunca entendi a permanência da poda manual da cana, quando tudo o mais é mecanizado há séculos… talvez o Daniel Shimomoto possa nos dar uma explicação.

  • Daniel S. de Araujo

    CM, concordo totalmente com seu ponto de vista. Basta ver a aberração que foram os motores para trator e caminhão a álcool. Rendimento de metros por litro, o mais completo e total absurdo. O L-2215 a álcool não conseguia rodar 240km com um tanque de 300L…Um amigo meu diz que o Valmet 118/4 a álcool sugava um tanque por dia! 9 horas de trabalho com um tanque de 155L representa 17,2L/h, um verdadeiro absurdo ainda mais para um motor reconhecidamente econômico como o D-229/6.

    Vê-se como o álcool é viavel…

    • Christian Govastki

      Por isto que sempre disse, se o álcool é tão bom porque as usinas rodam com diesel?

      E na usina o preço de custo do álcool é bem inferior ao da bomba de combustível.

    • Lemming®

      Com injeção direta e alta taxa de compressão seria mais “econômico”?

      • Daniel S. de Araujo

        Não. O problema é a estequiometria da coisa.
        O citado Valmet 118/4 a álcool usava injeção direta em um esquema onde há uma injeção de uma pequena quantidade de diesel apenas para inflamar a a câmara para que o álcool já seja injetado e automaticamente inflamado na câmara quente, de maneira progressiva. Mesmo assim o consumo era alto demais.

      • Daniel S. de Araujo

        Ah…e esqueci de dizer. O MWM PID-229 “dual fuel” tinha taxa de compressão de 18:1!

  • Roberto Alvarenga

    Sou químico e já trabalhei com tratamento de vinhoto (ou vinhaça) junto a usinas. Acompanhei muito da evolução do setor sucroalcooleiro neste “período de ouro” dos carros flex. Há algumas questões a pontuar:

    – De fato, o processo de produção do álcool é muito poluente. No entanto, existe um grande esforço por parte das grandes usinas e do Governo em reduzir os impactos ambientais deste processo. Hoje, a queimada da cana é proibida e apenas poucos pequenos produtores fazem.

    – Algo que considero muito grave é que não existem, no Brasil, processos de verificação e acompanhamento da manutenção da qualidade do produto na ponta da usina, nos tanques de armazenagem, nos dutos, nos caminhões e nos postos. Existem várias especificações de álcool hidratado (o tal do genericamente denominado “etanol”) que circulam por aí, com várias proporções de hidratação, misturadas em caminhões e tanques de postos de gasolina. O volume máximo de água admitido pela ANP é de 4,9%, mas já fiz alguns testes em laboratório com álcool hidratado a 6%, 10%… os densímetros dos distribuidores e postos são muitas vezes imprecisos e até adulterados, e há pouca fiscalização nisso.

    – Acho que este tema já foi abordado aqui no Autoentusiastas: motores a gasolina não têm a taxa de compressão ideal para rodarem com álcool. Daí o baixo rendimento energético do combustível vegetal nos carros flex. Isso gera mais consumo, que gera mais produção, mais poluição, mais danos ao meio ambiente… hoje, é inegável que os motores a gasolina ou a diesel modernos são muito mais eficientes que nossos flex. Se tivéssemos desenvolvido motores que funcionassem exclusivamente com álcool, considerando as peculiaridades deste combustível, talvez teríamos esta eficiência.

    – A vinhaça pode e deve ser tratada, e existem sistemas bastante eficientes e relativamente baratos que, com filtragem em carvão ativado e aplicação de coagulantes e flocantes, permitem eliminar facilmente mais de 90% das substâncias contaminantes da vinhaça. Usinas grandes e sérias possuem esses sistemas.

    – Com relação à saudação aos carros híbridos, o grande desafio que há hoje diz respeito ao lítio das baterias. As reservas mundiais de lítio são restritas (trata-se de um recurso natural não-renovável); muitas se localizam em países “hostis” (a Bolívia tem a maior reserva do mundo; mais de 50% das reservas de lítio do mundo está sob o comando do maluco do Evo Morales), sua extração causa danos irreversíveis ao meio ambiente e a indústria de baterias ainda não conseguiu reduzir seu uso nos eletrólitos dos bancos de carros híbridos a níveis sustentáveis no longo prazo. Na minha modesta opinião, daqui a alguns anos, quando as reservas de lítio se reduzirem (com a franca expansão da indústria de eletrônicos portáteis que estamos presenciando – smartphones, tablets, notebooks, todos usam baterias de lítio ou de íons de lítio – isso não é uma realidade distante), os carros híbridos no modelo atual estarão em xeque. Não há ainda nada em vista para substituir o lítio com a mesma eficiência e, principalmente, autonomia e peso. Não entendo porque as fuel cells de hidrogênio foram abandonadas.

    • Lorenzo Frigerio

      Nos últimos 5 anos, os carros passaram a ter motores a álcool que rodam com gasolina; antes, era o inverso. Devia haver alguma dificuldade técnica, talvez não estivessem conseguindo evitar a batida de pino com a taxa do álcool no uso de gasolina, mas desde então deve ter havido mudanças nos cabeçotes e mapas de injeção.

      • WSR

        Funcionar, funciona, mas será que funciona 100% igual ao motor projetado com taxa para gasolina? Ou é como carro turbo rodando no álcool mas com taxa de gasolina, que faz 3 km/l na cidade, desperdiçando combustível? (O exemplo era um XR3 1992 turbo, de um amigo).

    • Lemming®

      Porque os postos de hidrogênio ainda não são viáveis já que o oriente médio segura o preço da gasolina em níveis “aceitáveis” o que desestimula a evolução.
      Mas não mudaria nada pois seria necessário pedir a bênção do “produtor” no posto ao contrário dos elétricos que não tem a produção da energia centralizada.
      Existem “trocentas” formas de se produzir baterias iguais ou melhores do que as de lítio (nanotubos, açúcar, etc..etc) mas no momento “não interessa” ao mercado.

      • Roberto Alvarenga

        Não sei se há tantas formas de produzir baterias leves, duráveis (sem “efeito memória”), seguras e com larga autonomia como as baterias de lítio e de íon de lítio. O lítio é o metal mais leve que existe, de densidade extremamente baixa, baixa massa atômica e grande capacidade de carga elétrica. Existem as baterias de liga de lítio (com carbono, por exemplo) e polímero de lítio, que não eliminam o problema.

        • Lemming®

          Não sou estudioso do assunto mas já vi mais de uma vez anúncios de baterias ou tecnologias mais eficientes como citei os nanotubos de carbono e também açúcar entre várias outras…
          O “problema” é o interesse econômico e não a tecnologia. Penso eu.

  • Danilo Grespan

    Acho que gasolina é mais “macia” ao rodar, além de que, em qualquer temperatura, podemos simplesmente ligar o carro e sair sem preocupação. A gasolina dura mais tempo no tanque, o ruído de alguns motores com o alcool é estranho e demasiado alto em determinados modelos de motores. Minha aprovação pela gasolina é visível, sendo que ainda tem um outro ponto: se ficarem usando toda a cana para fazer combustível, o que será de nossa cachacinha! Não pode!

    • Rodolfo Feijó

      E aquela história que motor a gasolina carboniza é para quem usa gasolina comum… pois a aditivada limpa as válvulas e até a câmara de combustão. Eu uso aditivada desde 2010.

  • RoadV8Runner

    Texto muito lúcido, concordo em gênero, número e grau com tudo que foi escrito. Por mim, os motores gambifréquis sequer teriam sido inventados. É um absurdo, pois funcionam medianamente com qualquer combustível (gasolina ou álcool) ou suas misturas. Praticamente 100% dos carros flex que vejo rodando quando abastecidos com álcool falham ao acelerar para sair da imobilidade. E, quando abastecidos com gasolina, ficam dando pequenas “griladas”, principalmente em subidas, quando se acelera a fundo, pois a alta taxa de compressão para a gasolina faz com que o sistema de ignição fique numa de adianta e atrasa o ponto, no limite extremo de avanço para rodar minimamente decente com a gasolina.
    Um problema que não é divulgado também diz respeito ao uso de soda cáustica durante a produção do álcool. Segundo um restaurador de carburadores, o nível de soda cáustica usado atualmente está muito alto, o que vem provocando sérios danos aos carburadores. Porém, se os carburadores são atacados, os motores que possuem injeção eletrônica também irão sofrer, pois essa gororoba indigesta ataca tudo quanto é metal.
    Bom, eu estou a anos fazendo minha parte e só usando o álcool que nos é empurrado goela abaixo (ou motor a dentro…) que vem misturado na gasolina, atualmente em indecentes 27%. Minha maior bronca é justamente os máfio-usineiros produzirem álcool ou açúcar conforme lhes convém. Eu acho é pouco estarem na corda bamba agora por conta da própria malandragem.

    • Rodolfo Feijó

      Meu pai tinha uma Caravan 1981 a álcool e a cuba do carburador era cheia de furinhos causados pelo álcool.

      • Fernando

        Para mim este é o grande efeito negativo do álcool sob o aspecto mecânico. Mas de resto (e em um carro com injeção eletrônica) já não há nem na parte interna do motor e nem no sistema de alimentação.

        Quem sabe só no escapamento possa sentir alguma diferença, mas escapamento não é eterno seja qual for o combustível.

    • Lemming®

      Imagina a minha surpresa ao descobrir que o posto de confiança (uma grande rede de hipermercados), depois de mandar analisar a alcoolina aditivada em laboratório, possuía 29,3% da garapa…
      27% se o posto for bem honesto…#sqn na Banania?

      • Rodolfo Feijó

        Um colega de trabalho abasteceu em um posto sem bandeira álcool e o carro mal conseguia andar e falhava muito, então com o número da Nota Fiscal ele fez uma denúncia à Agência Nacional do Petróleo – ANP. Em dois dias o posto foi lacrado pela ANP.
        Se todo mundo fizesse isso garanto que não teria mais combustível batizado no Brasil.

        • Lemming®

          E quem disse que não fiz denúncia na ANP?
          Uma coisa é lacrarem posto da esquina sem pixuleco outra é meterem as caras com rede de hipermercado…

          • Rodolfo Feijó

            Então eu faria uma denúncia ao Ministério Público.

      • Domingos

        Se não me engano, 29% ainda estaria na margem.

        Quando o álcool estava mais caro e não compensava a eles, na época dos 22%, muitos diziam que estavam colocando 20% e por isso mesmo a gasolina desses postos era ao mesmo tempo a mais barata e a mais econômica.

        De fato, foi a época onde consegui melhores médias.

        • Lemming®

          Não está, pois não foi aprovado o teor de até 30%.
          Hoje o aprovado é até 27%.
          Tanto que no laudo do laboratório foi caracterizado como fora do padrão. Seguem as regras da ANP.

      • Matuck

        A lei permite variação de 2 pontos percentuais para mais, na proporção estabelecida. Portanto, nada ilegal.

        • Lemming®

          Realmente existe a leniência de 2 pontos e não fui preciso.
          O laudo foi de 29,3%.
          Pode vir o iluminado e dizer que .3% não faz diferença mas se é para ter precisão…

      • RoadV8Runner

        E alguém tinha dúvida que o pessoal usaria o limite de tolerância superior para adicionar álcool à gasolina? Como o valor nominal é 27% ±2%, o pessoal já manda logo 29% e boa…

  • WSR

    Meu carro é um velho, carburado, álcool e roda também com o *gnv* desde 2000, quando ainda estava com 35000 km rodados. Se nada der errado (algo como o gnv deixar de ser vantajo$o), ficarei mais 15 ou 20 anos na mesma configuração (talvez apenas mudar o carburador para injeção monoponto, se eu chegar a dominar o assunto).

    Gasolina? Eu tenho nada contra, desde que o carro não seja flex.

    Carro flex? Talvez e, somente se, provarem que a versão flexível possua a mesma autonomia, em um dos combustíveis, de um carro não-flexível.

    Sobre o álcool, minha referência é o livro Biomassa: a eterna energia do futuro, escrito por Gilberto F. Vasconcellos. Recomendo a leitura.

  • VeeDub

    Eu entrei com uma ação no MPF contra a mistura E27. Dias atrás fui chamado a promotoria. O promotor elogiou, gravamos um vídeo e a processo está indo.

    • Douglas

      VeeDub,
      Atitude correta e digna.
      Mas uma curiosidade, o que você alegou? venda casada?
      Espero que o processo vá para frente e dê resultado.

    • Fat Jack

      Nada mais a dizer: parabéns e obrigado!

    • Lemming®

      Parabéns!
      Acho que será interessante se puder postar os avanços.
      Talvez fosse o caso de uma ação coletiva. Será o seu caso isolado?

    • Davi Reis

      Simplesmente um absurdo. Meu carro antigo, com carburador, anda precisando de um reajuste porque agora está com a partida difícil pela manhã, problema que nunca teve antes (e olha que está um forno aqui em Belo Horizonte). E isso sem falar nas partes internas do motor, que foram projetadas para E20 (se não me engano, era assim em 1994) e agora tem que engolir E27.

    • Leo-RJ

      Caro VeeDub,
      Também faço questão de te parabenizar pela iniciativa. Você é um exemplo, e todos nós, entusiastas dessa maravilhosa máquina que é o carro, deveríamos fazer igual.

  • marcus lahoz

    Carlos realmente utilizar alcool como combustível é uma estupidez, tanta que apenas nós fazemos isso. Sabe a história do louco: se você acha que todos a sua volta são loucos, talvez o louco seja você. É o mesmo do alcool, ninguém usa, apenas o Brasil, e ai?

    Também gostaria de gasolina pura.

  • Fabio Vicente

    Tive um Escort a alcool, carburado.
    O desempenho dele em relação ao equivalente a gasolina era notadamente melhor, por conta da maior taxa de compressão, que gerava mais potência e torque no motor CHT 1,6. Era minha paixão e eu defendia o uso do carro a álcool àquela época – 1998, quando o litro do álcool custava aproximadamente R$ 0,50. Claro, isso devia-se a minha miopia em relação à cadeia produtiva do combustível, misturado ao egoísmo da minha juventude.
    Particularmente não vejo razão para o uso do álcool como combustível hoje em dia.
    Como bem colocou o Carlos, estas terras deveriam estar produzindo mais alimentos. O governo deveria transferir o subsídio do programa para o desenvolvimento de carros híbridos ou 100% elétricos.
    Este incentivo poderia estimular a criação de fábricas especializadas em carros elétricos, visto que este segmento ainda é pouco explorado, e temos engenheiros muito competentes para desenvolver produtos de excelência nesta área.

  • André Castan

    Sem inspiração para escrever, mas digo que também sou totalmente contra, porém já que existe e no preço que está, não há como não usar álcool no carro de uso diário. A economia é gigante.

    • RoadV8Runner

      Pois eu não uso álcool puro de jeito nenhum, só o que vem misturado à gasolina e, mesmo assim, por absoluta falta de opção. No meu carro (Focus 2002) não dá para usar álcool mesmo, nem que eu quisesse. Mas, no Ka gambifréquis da patroa, álcool puro jamais!

    • Depende do estado. Aqui no DF ambos os combustíveis são caros, e o preço do álcool é espertamente colocado num valor tal que, na melhor das hipóteses, o gasto ($$$) seja tecnicamente empatado.

      • André Castan

        Falando do estado de São Paulo. Por aqui R$ 1,60 o litro.

    • Rodolfo Feijó

      Infelizmente a maioria das pessoas não está nem aí para o meio ambiente… o que querem é o combustível mais vantajoso economicamente.

      • André Castan

        Amigo, preocupação com o meio ambiente vai muito além do combustível que usamos no carro. Têm n fatores e a discussão seria longa demais.

  • Eduardo Sérgio

    Em pleno Século 21, é impressionante ver como a atividade ligada ao cultivo da cana-de-açúcar ainda continua a ocupar vastas áreas de terra que deveriam produzir alimentos para as pessoas, como bem disse João do Amaral Gurgel.

    Além disso, para os trabalhadores da cana-de-açúcar, as condições são as mais degradantes possíveis. Quando viajo pelo interior do Brasil e passa por regiões de cultivo da cana penso que ainda estamos na época da casa grande e da senzala.

    Perspectivas de mudança para melhor? Cada um tire suas conclusões ao ler isto:
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u90477.shtml

    • Eduardo Sérgio,
      Esperar o quê de um boçal que na corrida presidencial de 1994 disse, em palanque, que fosse trocar a moeda do Brasil a trocaria por uma moeda forte como a libra esterlina, referindo-se ao real? E o povão e muita gente boa votou nesse cara.

      • braulio

        É bom lembrar que ele perdeu essa. E a seguinte. Para um dos mentores do real. No plano de poder deles, afinar o discurso com o que as pessoas queriam ouvir demorou um tempo…

    • Douglas

      O PT deveria passar a se chamar PCT, Partido Contra os Trabalhadores.
      Ele nasceu e se ergueu sustentado pelos sindicatos e uma vez no poder faz o mesmo que os outros velhos partidos fazem.

  • braulio

    Antes de lançar o Flexpower, aproveitando que o álcool estava barato, a GM produziu e vendeu o Astra e o Classic em versões MPFI a álcool.
    O pequeno motorzinho (do Classic) era algo além do apenas suficiente, muito liso e girador, sem os tradicionais problemas de aquecimento (embora ainda tivesse o tanquinho de gasolina). O consumo surpreendia: O modelo a gasolina não chegava aos 20km/l, mas, com álcool, passava dos 14! Gostava muito de alugá-los quando precisava de um carro.
    Passados algo em torno de uma década, os motores flexíveis evoluíram, sem dúvida. E, se não há um substituto à altura do 1,8 “Família II”, pelo menos podemos ver no VHCE (que sairá de linha a qualquer momento…) um descendente direto do motor de um litro a álcool: Mais disposto do que se imagina, mas, sem o baixo consumo ou a manutenção baixa e barata de seu antecessor. Ainda assim, com tecnologias bastante interessantes: Redução de atritos, centrais eletrônicas mais rápidas e com programação mais detalhada, taxas de compressão nunca antes tentadas em veículos a gasolina etc.
    Consigo apenas supor que um monocombustivel à álcool atual seria algo muito melhor que os atuais flexíveis, caso as mesmas tecnologias tivessem chegado neles.
    As crises de álcool, gasolina e confiança tem se alternado muito em nossa história recente. Por mais que se diga, um combustível que possa ser produzido no quintal de casa tem certa vantagem nesse mundo em que não podemos confiar nem no oriente instável, nem nos usineiros gananciosos e nem que os postos vão amanhecer abertos num futuro próximo.
    Por tudo isso eu sou da opinião que os carros a álcool deveriam ter seu lugar no mercado. E que esse lugar não é bem preenchido pelos flexíveis.

    • Rodolfo Feijó

      E os danos ambientais causados pelo álcool relatados nessa matéria pelo CM?

      • braulio

        Certamente precisa ser tratada. Mas há formas de fazer isso, que vão da colheita mecanizada ao reúso do vinhoto como fertilizante, a maioria com aumento da margem de lucro dos usineiros, o que significa implantação viável. Mas eu estava pensando na viabilidade de um somente a álcool. Considerando-se tudo, continuo pensando que seria um produto melhor que os atuais flexíveis.

        • Rodolfo Feijó

          Carro 100% vai contiuar causando os impactos ambientais relatados pelo CM.

          • braulio

            Rodolfo, recomendo que tranquilize sua consciência ambiental, ou ela irá levá-lo ao suicídio. Ainda que seja bom escolher o menor impacto ambiental (e cobrar empresas para que tratem dejetos tóxicos, separar o lixo, etc.), o fato de você:
            1) Usar roupas;
            2) Comer todos os dias;
            3) Consumir energia elétrica;
            4) Possuir um ou mais eletrônicos;
            5) Possuir um ou mais eletrônicos com bateria;
            6) Morar em uma casa de alvenaria;
            Na ordem do menor para o maior, são impactos ambientais mais sérios que possuir um carro novo ou usado.
            Quanto ao dano ambiental da produção do álcool, ratifico: Agora que tornou-se lucrativo tomar soluções mais amigáveis com a natureza, certamente os usineiros farão. Pode-se dizer muito de bom e mais coisas ainda de ruim sobre eles, mas são capitalistas, e capitalistas não gostam de perder dinheiro.

          • Rodolfo Feijó

            Com relação a esses outros impactos ambientais que você citou:
            1) eu não compro roupa compulsivamente, geralmente ganho de presente da esposa e dos meus irmãos;
            2) não como muito para não ficar gordo… e também evito o desperdício… tudo que coloco no meu prato eu como.

          • Rodolfo Feijó

            3 e 4) para consumir pouca energia elétrica eu tomo banhos curtos, uma vez só por dia. E de todos eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos que tenho geralmente se usa só um de cada vez;
            5) eu só mude de smart fone ou câmera fotográfica quando o mesmo quebra, não sou do tipo que troca de smart fone para mostrar para os outros que está podendo pagar R$ 1.500,00 em um;
            6) sou mais casa de alvenaria do que de madeira que derrubam as florestas da Amazônia etc.

    • Maycon Correia

      Hoje aqueles Astras 1,8 a álcool não têm reposição de pistões. Ninguém que vende primeira linha os faz. Já vi uns quatro mecânicos convertê-los a gasolina somente.

      • Lucas

        Mas se consegue do Monza 1,8 álcool. A taxa aumenta um pouquinho, de 11,7:1 para 12:1. Fiz isso no meu e estou contente até o momento.

      • braulio

        Maycon, os últimos Astra a álcool que eu tinha informações já foram vendidos há algum tempo. Sabia apenas que eram bons, que que dentre os donos que conheci, nenhum reclamou de um único dia em que o carro o tenha deixado na mão. Como eram motoristas de táxi, fiquei com a imagem de alta confiabilidade.
        Vou acrecentar que nem tudo que os mecânicos falam deve ser levado como verdade universal. Em alguns casos, eles disseminam preconceitos muito pouco justificáveis (a questão dos Fiat frágeis, a válvula termostática que não serve para nada, a limpeza de bico injetor a cada 1000 km, mas o ponto do motor que nunca precisa ser visto…)

        • Lucas

          O único problema que eu vejo é o consumo na fase fria, que é alto. Se o carro for usado muito com o motor frio gasta bastante. Mas não falha, tendo gasolina no tanquinho pega sempre fácil e depois que esquentou, o consumo melhora bastante. Em estrada, mesmo sem muita vontade de economizar, fica na casa dos 10 km/l com ar condicionado ligado. É forte e elástico, melhor que os 1,8 a gasolina. E no mais é um Astra, com as qualidades e defeitos inerentes.

  • Alessandro Peres

    A indústria do álcool é totalmente dependente do diesel, se eles que possuem o combustível não utilizam tratores e caminhões a álcool por ser economicamente inviável, isto por si só já demonstra a inviabilidade deste combustível.

    • Douglas

      Isso que você citou é muito importante e curioso.
      Já chegaram a usar caminhões à alcool como os VW com motor Dodge e Chevrolet 6-cilindros, mas depois trocaram por diesel, a prova de que o álcool é inviável.
      E pode ver que nos estados em que o uso do álcool compensa é porque o ICMS para ele é menor, como é o caso de São Paulo.
      Aqui no meu estado tanto gasolina como álcool têm a mesma alíquota de 27% e a gasolina compensa muito mais que a droga do álcool.

  • VeeDub
    Puxa, que máximo! Parabéns!

  • Lucas Mendanha

    Tudo bem!

    Obrigado!

    • Fernando Knapp

      Lucas, o MK2.5 gasolina tem 10:1 de taxa e o flex tem 10.8 de taxa. Ja vi ambos motores abertos.

      • Lucas Mendanha

        Estranho, pois no manual informa 10,8:1 e confesso que me surpreendi quando vi. Os pistões são diferentes?

        • FocusMan

          Acho que é erro de impressão no manual.

        • Fernando Knapp

          Lucas, acho que fiz confusão, sei que o Mk1 Duratec tem 10 de taxa e o MK2.5 flex tem 10.8.
          Já vi os dois motores abertos, o do Mk1 tem uma leve concavidade na cabeça dos pistões, enquanto o Mk2.5 flex tem a cabeça dos pistões plana.
          Agora o Mk2,5 gasolina não sei se tem 10 ou 10,8, acredito que seja 10 assim como o Mk1.

          • Lucas Mendanha

            Entao, como eu disse, observando o conjunto, ele tem mais familiaridade com o do Mk2.5 que o do 1.5.

            Conferi aqui, tanto as materias de sites e revistas brasileiras da epoca do lancamento, assim como o manual e as fichas técnicas do argentino 2008/2013, que sempre foi mono, tbm dizem 10.8:1..

            Eu me lembro bem que ele só não foi lançado já como flex pq precisavam fazer o acerto fino do coletor variável, que o flex do Ecosport nao tinha, e que o flex saiu meses após o meu ser fabricado… Em face disso, acho que os 10.8:1 procedem..

            Edit: inclusive teve aquela promoção de desova do Duratec mono completo por 1500 reais que eu perdi pois na epoca meu limite no cartao era minimo… 🙁 era meu sonho na epoca meu Fiesta Mk4 com um Duratec 2.0

  • Lucas Mendanha

    E o pior é que se analisar bem a nossa história, não adianta mudar de lado, no fim da tudo no mesmo… 🙁

  • Lucas Mendanha

    Híbridos têm futuro… 100% elétricos em grande volume, tenho minhas duvidas…duvido muito que a poderosa e influente indústria petroleira vai deixar assim tão fácil

  • Lucas Mendanha

    O custo desse % de isoctano é maior que o lobby do setor sucroalcooleiro?

    Assim, tem noção de qual seria o impacto financeiro em larga escala, em comparação à adição do etanol anidro?

  • Fat Jack

    Não sou contra a utilização do álcool como combustível (inclusive porque, a meu ver, hoje é um caminho sem retorno visível), apesar de concordar com boa parte do texto do Meccia, inclusive (via de regra) no que se refere a eficiência dos flex.
    A principal discordância se refere a “perda” de áreas para a produção de alimentos, por crer que o produtor não produz álcool por ideologia e sim porque lhe dá mais lucro, e diversos fatores podem influenciar na lucratividade desta ou daquela plantação.
    Por outro lado é justamente a tecnologia flex que possibilita (sei que é num futuro distante, num governo sério, responsável e sem medo deste setor) ao estado a não socorrer os usineiros por qualquer “chiadeira”, afinal a necessidade de álcool é menor quanto maior for a frota que não dependa somente deste combustível.
    O que eu acho é que deveria ser feito com urgência é a separação de fato e de direito: 100% álcool ou 100% gasolina até a chegada aos nossos tanques, ou seja, chega de gasálcool e álcoolina!
    A meu ver isso traria como principais consequências:
    – fim da aproximação virtual de preços causados pela mistura, com aumento no caso da gasolina e redução no caso do álcool;
    – aumento na procura de álcool e redução na de gasolina;
    – menor necessidade de importação de gasolina para suprir o mercado interno;
    – auxílio a (combalida) balança comercial;
    – otimização de funcionamento dos veículos fabricados exclusivamente para qualquer um dos dois combustíveis (incluindo-se aí os importados que não necessitariam de “tropicalização” para rodarem tranquilamente);
    Mecanicamente falando um veículo 100% a álcool me parece ótimo! (basta ver que a maioria dos inconvenientes que existiam como dificuldade de partida a frio e necessidade de tanque suplementar já são coisas do passado)Em todo o resto não.
    E antes que eu me esqueça, excelente texto e iniciativa de discutirmos este assunto Meccia!

  • Christian Govastki

    Prezados:
    Estou comprando um carro que o motor era originalmente a álcool (GM 4.1l – 1988 – Motor “cinza”) e o dono converteu para gasolina substituindo o carburador (H34 pelo DFV 446), o coletor de admissão e a válvula termostática. Segundo ele não há necessidade de alteração na taxa de compressão nem no distribuidor (eletrônico).

    Notei que o carro funciona bem, mas a uma temperatura extremamente baixa (algo como 75/80°C no termômetro do painel).

    Questiono se o procedimento está correto?

    • Douglas

      Pode ser a válvula termostática ruim, elas não costumam durar muitos anos. Faz tempo que foi convertido?
      Sugiro que troque a válvula termostática e veja se chega aos 90 °C.
      Mas se fosse meu eu voltaria ele para álcool, embora eu não goste de álcool, carro antigo quanto mais original melhor.

      • Christian Govastki

        Douglas, não faz muito tempo nas palavras do vendedor.

        Inclusive, ele tem as peças para voltar para álcool, embora rodar a gasolina seja mais a minha praia.

        Uma idéia a médio prazo é substituir o carburador por uma injeção eletrônica para ganhar confiabilidade no sistema de injeção (quem conhece sabe o tamanho da encrenca que é um DFV 446).

        • Douglas

          Christian,
          Só complementando, acho difícil que a temperatura baixa seja causada pela conversão pois a válvula termostática e o acionamento da ventoinha que são responsáveis por manter o motor na temperatura correta.

          Você tem que ver também qual a temperatura de trabalho desse motor, pois cada modelo de motor tem sua temperatura.

          Ah, e fique com o ouvido bem atento às detonações, se ocorrerem coloque gasolina premium para evitar danos, pois essa taxa de compressão é um pouco alta.

          • Christian Govastki

            Douglas, estou fazendo uma análise para decidir se elimino a ventoinha mecânica e passo para elétrica. Quanto a termostática, é ponto pacífico, volta a original para motor a gasolina.

          • m.n.a.

            Possuo uma Caravan motor 250 a álcool, ano 1987.
            Por ocasião da retífica meu mecânico realizou um trocador de calor em toda a extensão do coletor de admissão, conforme fotos. Depois de quente a marcha-lenta é absolutamente regular, nenhum buraco de carburação. Comando 250-S e o carburador é original, Solex H34-SEIE. Potência estimada uns 150 cv, excelente motor! inclusive, estou vendendo esta Caravan, é raridade, o anúncio saiu na Revista Opala & Cia. nº. 50, Classificados, canto inferior direito da página.
            Me ajudem, deixo meu contato, obrigado!
            sevlaalves@yahoo.fr
            m.n.a.
            Curitiba – PR

    • Fat Jack

      Um motor rodando a gasolina com pistões “álcool” certamente estará trabalhando com taxa de compressão maior que a original de fábrica de baixos 8:1 (em 1990) para algo entre 10 e 11,6:1 (depende do ano e não encontrei a informação precisa), ou seja, com a alcoolina vendida nos postos, e um bom acerto é possível rodar sem que o mesmo apresente detonação (batida de pino). Quanto a temperatura é bastante provável que a válvula tenha sido retirada ao invés de substituída (exatamente por medo de detonação).
      Correto não está, foi uma adaptação…

      • Christian Govastki

        Fat Jack

        O carro é uma Veraneio 1988, produzida por encomenda, carroceria antiga, mas acredito que com motor mais moderno, adotado na A20.

        Do jeito que está (motor convertido + câmbio M-20 Clark 260F + 3,9:1 de relação do diferencial) o vendedor deu mais de 150km/h na reta.(Velocimetro não aferido).

        Pelos dados do Picapes GM, nos motores 4,1l na série 10 (A/C10) as taxas eram respectivamente 10,5:1 no álcool e 7,5:1 na gasolina.

        Para a série 20 (A/C20) eram respectivamente 11,6:1 A / 8:1 G / 9:1 no Powertech.

        Em tese, se a taxa for realmente 10,5 daria para rodar trocando apenas o distribuidor por um com curva de avanço da gasolina e recolocar a válvula termostática apropriada?

        • Fat Jack

          Acredito que sim, falava-se muito no limite de 10:1 pra que não se precisasse atrasar demais o ponto para evitar detonação, mas isso no tempo em que a adição de álcool era consideravelmente menor que hoje, então, creio que uma coisa compense a outra.
          E se puder, disponibiliza uma foto dela!

          • Christian Govastki

            Flat Jack, assim que fechar negócio eu posto fotos da criança.

          • Christian Govastki

            Fat Jack

            O negócio deu para trás… Sigo na busca de outra Veraneio.

    • Daniel S. de Araujo

      Adaptação mal feita. O certo seria reduzir essa taxa para 8:1 (o atual está em 10:1). Mas com essa gasolina com quase 30% de álcool dificil dar detonação. E provavelmente deixaram uma termostática de abertura precoce (ou então sem válvula termostatica) para o motor não esquentar e reduzir ainda mais o risco de detonação.

    • Fernando

      Nunca fui fã das conversões, mas vendo o percentual de álcool na gasolina de hoje, creio que você não teria problemas rodando com a taxa original deste motor a álcool, com essa E27.

      Quando você força o motor ele nunca tem pré-detonação?

      Acho que a coisa que eu ficaria mais atento se fosse você, seria a regulagem do ponto, e às temperaturas que o motor funciona(assim como a mistura). Beirar os 100°C é coisa normal nos motores atuais mas não nos antigos como o 250.

  • Fat Jack

    Roberto, comentário excelente e esclarecedor, inclusive no que se refere aos híbridos e suas baterias. Quanto às células de hidrogênio a questão não teria sido custo (pergunta de leigo mesmo)??

    • Roberto Alvarenga

      Talvez tenha sido no caso dos automóveis. Mas a indústria em geral segue investindo nas fuel cells. Hoje existem no Japão até pequenos carregadores de notebook com fuel cells de hidrogênio, que produzem energia a partir de pequenas hidrólises de água.

      Uma outra questão relevante sobre o lítio é que não há ainda tecnologia eficaz para sua reciclagem (como ocorre com o chumbo das baterias chumbo-ácidas, por exemplo, que é praticamente 100% reaproveitável em novas baterias). Aqui no Brasil por exemplo, se as baterias de um Prius chegarem ao fim de sua vida útil (que, se não me engano, a Toyota estima em 10 anos), não há como reciclar seus elementos, vão direto para o descarte. Nos EUA existem algumas unidades de reciclagem para este tipo de bateria, mas muito incipientes ainda –lá, as baterias são desmontadas, alguns componentes são reciclados (placas, condutores, gabinetes) e o lítio é “recuperado”, mas ainda com perdas grandes.

      Um combustível que também deve ser olhado com carinho para o futuro é o biodiesel. Renovável, ecologicamente eficiente e não requer grandes inovações mecânicas – os motores de ciclo Diesel atuais o recepcionam bem. Não sei por que não se investe mais nele.

  • Humberto

    Olhe, não sei bem nesse assunto e não sou especialista nisto, portanto, vou expressar a minha opinião e de um leigo. Mas pelo que eu me lembre, menos de 2% das terras agricultáveis do Brasil são utilizados para plantio da cana de açúcar. Por essa ótica, o argumento de que a cana de açúcar toma terras no plantio de alimentos, na verdade, é ínfima e de pouco efeito. Sem falar que o álcool, na questão de redução de emissões de gás carbônico é bem vantajoso com relação à gasolina. Produz menos fuligem e é exclusividade brasileira. Exclusividade pois o Brasil, pelas suas características, possui vantagem competitiva com relação ao mundo. Isso sem falar no álcool de segunda geração, ampliando mais ainda a vantagem desse combustível. O problema do álcool é que ninguém bota fé no álcool ou faz corpo mole. Nem a própria Petrobrás e nem o governo. O outro é que um combustível exclusivo ao Brasil. Os fabricantes teriam que ter uma “plataforma” exclusiva ao país, para esse tipo de combustível, ou seja, um gasto a mais para adaptar a essa exclusividade. Sim, do jeito que está, o motor flex é uma aberração e uma gambiarra, talvez, um reflexo permissivo da nossa cultura tupiniquim. Imagino como é difícil calibrar o conjunto motor e câmbio para dois tipos de combustíveis. Isso é um papo longo e não queria mais por alongar. E estou escrevendo no intervalo do trabalho. Então fico por aqui. Adoro suas matérias, Carlos. Um grande abraço!

    Humberto “Jaspion”

  • Leandro Cristino

    Discordo completamente do Meccia. Não vou me estender muito agora, vou apenas propor um argumento, que ao meu ver, é muito forte. O álcool da cana de açúcar é renovável.

    • Bera Silva

      Desculpe Leandro, mas o Diesel utilizado nas máquinas agrícolas não é, assim como também os fertilizantes e insumos da transformação da cana em álcool.
      É fácil de ver isso, basta fazer um balanço de massa em torno de uma plantação+usina de álcool e medir o que entra e o que sai.

    • Daniel S. de Araujo

      Alcool renovável que depende de toneladas de diesel e do gás natural (fertilizantes nitrogenados) para ser produzido.

  • Tiago

    Meu primeiro carro foi um Gol CL 91, motor CHT a álcool. Fazia 11 km/l no trânsito da cidade sem dificuldades. Nos cinco anos que fiquei com o carro, nunca botei gasolina no tanquinho e mesmo com a temperatura externa em torno de 10 ºC ele pegava (nesse dia demorou para pegar, mas pegou antes de arriar a bateria). Totalmente o oposto do carro que minha mãe tinha quando eu era criança, um Chevette a álcool que mesmo em dias razoavelmente quentes (~24 ºC) se recusava terminantemente a pegar se não tivesse gasolina nova no tanquinho e que nos fez várias vezes descer do carro para ir para a escola (eu) e trabalho (ela) de ônibus por total falta de colaboração do carro. Eu ficava com a missão de, ao sair da escola, ir ao posto comprar gasolina nova (em garrafa pet!), drenar o tanquinho e repor a gasolina… Hoje tenho um carro flex – por pura falta de opção do mercado – que em três anos nunca viu álcool no tanque e nem gasolina no tanquinho…

    • Daniel S. de Araujo

      Também tive uma Marajó a álcool e mesmo no verão precisava de gasolina na primeira partida do dia. E se não tivesse gasolina, nem fazendo fogueira embaixo do motor pegava…

    • Fernando

      Tempos de variações de regulagem que ficaram para quem tem um carro antigo mesmo. Hoje carro nenhum mesmo sendo flex e com álcool passa por isso mais.

      Carburador é algo engenhoso e se alguém o alterasse de olho e resolvesse alterar o que não devia(ou sabia) acabava na verdade fazendo o carro ficar péssimo não só por causa da diferença do álcool, mas achava que era sempre falta de combustível, aí fica muito provável do cara sofrer mas porque o carro estava com excesso. E foi o que mais vi…

  • Daniel S. de Araujo

    Como em qualquer ramo, existe muito produtor “papudo”. Essa história de produzir 70 sacos de média em 100 hectares é conversa fiada, acredite em mim. Produtor mente demais para fazer bonito perante o vizinho, numa atitude quase infantil de “o meu é melhor que o seu”.

    Quer dados veridicos? Consulte esse site (um dos poucos órgãos ainda sérios do Governo Federal – https://www.embrapa.br/soja/cultivos/soja1/dados-economicos). Você verá que a média nacional é tão boa (e em alguns casos melhor) que a norte americana. E isso no caso de soja. O mesmo vale para o Café (em relação aos outros produtores), milho, cana de açucar, praticamente todas as culturas. Existe terra ociosa no Brasil, claro que existe. Existe produtividades ruins, naturalmente mas essa é exceção, e não regra.

  • Leandro Cristino
    Certamente é, mas que diferença isso faz no fim das contas? Há petróleo abundante para mais de 100 anos.

    • Daniel S. de Araujo

      Verdade Bob! E lembrando que tem também as reservas de gás natural, para mais de 300 anos e dos processos GTL (gás-to-liquid) que estão sendo aperfeiçoados a cada dia. E do shale-gas, outras novas fronteiras a serem desbravadas para extração de petróleo

    • João

      Essa conta de 100 anos está de acordo com o crescente aumento populacional?

  • Christian Bernert

    Devido ao regime de chuvas adequado ao cultivo da cana, o uso de água para irrigar canaviais em toda a região Sudeste é quase zero. A irrigação (na realidade fertirrigação) destas áreas limita-se à aplicação da vinhaça, que é usada como fertilizante devido ao alto teor de potássio. Somente na região Nordeste há um uso significativo de água para irrigar canaviais.

  • Fat Jack
    Em verdade é o contrário, o avanço de ignição dos motores a álcool fica no limiar de detonação no afã de reduzir o consumo ao máximo, daí advindo a aspereza. Limiar de detonação, diga-se, que é bem alto em razão das propriedades antidetonantes do álcool. Nenhum motor a gasolina, por mais potente que seja, apresenta esse tipo de aspereza.

    • Fat Jack

      Grande Bob, obrigado!

    • Lucas Mendanha

      valeu Bob..

  • Rodolfo Feijó

    Nossa… onde fica este posto de supermercado? Estou desconfiado de um supermercado com preços muito baixos próximo a Av. Paulista. Lá está a gasolina aditivada por R$ 3,10, sendo que pago na Shell perto de casa R$ 3,55.

    • Lemming®

      Sou do interior de São Paulo, mas pelo jeito a coisa é generalizada…

  • VeeDub

    Obrigado Douglas !
    Disse que meu carro é não flex, e portanto não otimizado para tal mistura, e também que estou comprando gasolina com maior conteúdo de álcool, logo, menor autonomia.

    • agent008

      Bom argumento. Todo mundo que tem carro exclusivamente a gasolina, que por lei é homologado com gasolina-padrão E22, está sendo duplamente roubado. Primeiro pelo absurdo aumento do combustível em um curto prazo para salvar o caixa da Petrodesviobras; segundo por comprar e pagar por gasolina, como bem está descrito em qualquer bomba abastecedora do País, e receber, a cada litro, apenas 730 ml deste combustível e o restante de um outro combustível diferente. Se fosse país sério teríamos na bomba escrito bem claramente: “E27 – combustível misto”. E creio também no argumento da venda casada pois é exatamente isto que acontece. Parabéns pela iniciativa. Se em algum momento a ação passar a coletiva, entro com certeza na lide. Abraço

      • WSR

        Eu escutei de um falecido (e excelente) professor francês que o Brasil é o país da omissão. Como o brasileiro não possui uma atitude questionadora, omitir informação gera lucro, rs.

  • Fernando Knapp

    Lucas, é um MK1 2006 Duratec.

    • Lucas Mendanha

      Massa! Me informe mais a respeito? Pressão de turbo, se houve troca de componentes internos, porque sei que as bielinhas do Duratec não agüentam muito não..

      Até tenho interesse em fazer isso no meu um dia, nem tanto para aumento de potência máxima, mas buscando um valor maior de torque em baixa rotação, e de preferência que este fosse plano, como no 1,6 EcoBoost que tem 24 kgfm de 1.500 a 5.000 rpm, mas só faria se não tivesse que reconstruir metade do motor..

      • Fernando Knapp

        Pressão de turbo sozinha diz pouco, depende de cada turbina, no meu caso é 0,6 bar. Com 0,9 ja quebrei uma biela, agora está com 0,6. Pela minha experiencia, não é bom passar de 250hp na roda.

  • VeeDub

    Obrigado Lemming® !
    Postarei sim os avanços.

  • Rodolfo Feijó

    Renovável que acaba com a natureza?

  • Newton ( ArkAngel )

    Gostei bastante desse veículo, é entusiasmante.

    http://www.dw.com/pt/erockit-a-bike-mais-rápida-do-mundo/av-17888389

  • TaeNy9

    Álcool hidratado é tão bom como combustível que o Brasil é o único país do mundo a utilizá-lo com a gasolina na proporção de 27% para cima. O que os iluminados do atual governo vêem que nós, pobres mortais, não enxergamos?

    • Antonio Ancesa do Amaral

      Só filiando para saber, “cumpanheiro”.

    • Sidnei

      O álcool adicionado à gasolina é o anidro, não o hidratado.

  • jrgarde

    Eu não tinha carro flex, mas troquei o meu, só gasolina por um flex com injeção direta. Putz, bebe mais álcool que o Lula! Vejo o ponteiro baixar mais rápido do que carro V8!
    Já tinha mais ou menos essa impressão com o carro da minha esposa que é flex, mas gasta muito com qualquer combustível, então agora tirei a prova e vi o quão trouxas somos com mais essa jabuticaba.

  • Leonardo Mendes

    O melhor carro que tive até hoje foi uma 206 SW Présence 1,6 flex.
    Já conhecia o rendimento do motor do 206 que tive antes dela, com a opção flex fiquei tentado a usar apenas álcool achando que era o melhor para o carro.

    Ledo engano.

    Além da aspereza que o motor ficava (parecia uma furadeira) o consumo ia para as alturas… o cúmulo dos cúmulos foi ter abastecido as 14h de um sábado, rodado 210 km e chegar em casa as 3 da manhã do domingo com o tanque acusando reserva.

    Passei pra gasolina e até ser vendida, em 2007, a Kátia Flávia só viu gasolina em seu tanque… cheguei a bater um recorde pessoal de 611 km com um tanque de 55 litros, Santos-Curitiba-Morretes-Curitiba, fora o motor funcionando como se envolto em seda.

    Carro Flex é ilusão.

  • Bikentusiasta

    Tenho um professor na engenharia que fez um trabalho para a Fiat, em que ele acertou um motor 1,4 turbo a álcool para ficar com cerca de 280 cv, a mesma potência do Freemont V-6, e com o mesmo consumo do V-6 a gasolina. Ao meu ver, os que são contra o álcool são os que viveram a era do início do álcool combustível, quando os carros simplesmente não ligavam no frio, aí quando trocavam por um carro a gasolina aquilo se transformava em uma maravilha do mundo.

    • Rodolfo Feijó

      Só o Brasil usa álcool e o resto do mundo usa gasolina e você vai dizer que o Brasil está certo e o resto enganado?

      • Fernando

        Não usam puro como nós, mas nem por isso não usam em algumas proporções, e até em E85 como nos EUA.

        Mas não precisamos achar que tudo que há aqui é ruim, se for assim o complexo de vira-lata faz qualquer um achar que é mais burro que os de outros países também…

        • Rodolfo Feijó

          Você está dizendo então que 27% de álcool na gasolina é bom para carros que são só a gasolina?

          • Fernando

            Onde leu isso? Só se alguém resolvesse falar por mim.

            Mas me diga como que outros países não usam álcool se nos EUA por exemplo tem o E85.

          • Rodolfo Feijó

            Meia dúzia de gatos pingados americanos usa álcool.

          • Rodolfo Feijó

            O pessoal usa álcool aqui no Brsail porque é “barato”, por isso… pois na verdade é barato porque é subsidiado pelo governo.

          • Fernando

            Usar o álcool (hidratado) puramente, entendo que seja questão de decisão sob diversos aspectos, entre eles logicamente o valor.

            Mas sobre o que disse dos 27% de álcool, é uma seqüência de abusos para nós a proporção a que chegou, fato. Mas usar o álcool (anidro) como em outros mercados há o que não é de cana mas de outras origens também ocorre em baixas proporções, o que atento é que não é para o fato de usar o problema, mas sim na proporção.

    • Daniel S. de Araujo

      Desculpa, mas seu professor não fez grande coisa. Qualquer um prepara um 1.4 turbo para ter seus 280cv não havendo preocupação com o consumo (afinal, o V6 da Freemont não é um expoente de economia…)

      Se for assim, meu vizinho tem uma Saveiro 2L 16 válvulas a álcool acertada para render a potencia de Porsche Carrera V10 5,7L….

      • Bikentusiasta

        Mas nesse caso havia preocupação com o consumo…

  • Felipe Franchin

    E como há em outros posts aqui do Ae sobre o carro a álcool, o motor no mínimo deveria ter uma taxa de compressão de um a diesel, sendo que nem o motor exclusivo a álcool tem. Tirando os fatos comentados pelo Meccia da questão, o motor nosso a álcool está longe de ser ideal. Minha opinião

  • Bikeentusiasta
    E quem baba por carro a álcool não tem idéia do que seja um bom motor a gasolina, tanto em desempenho quanto em consumo. Tudo é questão de ponto de vista…

    • Bikentusiasta

      Bob
      O problema é que, nas palavras de Ramon Molina, pesquisador da UFMG, “Nunca se projetou um motor para álcool. Até agora, todos resultaram de modificações e otimização de parâmetros nos motores a gasolina”.
      Veja em https://www.ufmg.br/online/arquivos/029660.shtml

  • Antonio Ancesa do Amaral

    Tem uma rede de hipermercado roubando até no peso dos produtos que são vendidos fracionados (bandeja isopor).

  • André Castan

    No carro do dia a dia eu uso, pois é muita vantagem financeira. Nos carros de passeio, só Podium. Abastecer carro flex com gasolina de baixa octanagem é detonação para todo lado. Estou nos extremos. Ou álcool ou Podium.

    • robson santos

      André,
      que flex é esse, e que gasolina de baixa octanagem é essa? Sei não, mas acho que não dá para generalizar não..

    • Rodolfo Feijó

      Dizem que para carro flex não bater pino se usa gasolina comum ou aditivada misturada com um pouco de álcool, mas não sei qual é a proporção da mistureba.

      • robson santos

        Ou seja, ” o retorno do rabo-de-galo maldito”, já vi esse filme (rs). É muito chato ter que partir para isso ou muito, muito errado, num carro flex popular ter que abastecer com gasolina premium ou partir para 100% álcool por causa disso, é o cúmulo, e ainda dizem que a tecnologia flex é uma evolução no ciclo Otto…

        • Rodolfo Feijó

          É flex uma ova… se fosse flex mesmo funcionaria sem bater pino com gasolina.

  • Douglas

    Bikentusiasta,
    Era o Trofeo Linea?

    • Bikentusiasta

      Douglas
      Acredito que não, acho que é fruto de uma parceria entre a UFMG e a Fiat, o que sei é que o carro fica em Betim.

  • João
    Sim.

    • Rodolfo Feijó

      Um professor meu disse que esse negócio que o petróleo vai acabar é coisa de guru! Segundo ele o petróleo nunca vai acabar. (rs)

      • Bera Silva

        Tal qual existe a teoria de que o petróleo, carvão e gás foram produzidos por carbono vindo de organismos vivos e cuja quantidade é limitada, existe uma teoria que diz que a origem destes produtos veio de formações geológicas, do carbono presente nas rochas, ou seja, não veio de organismos vivos. Nessa teoria, os processos de formação ainda continuam a produzir petróleo, carvão e gás. Chama-se teoria abiogênica do petróleo.

  • Rodolfo Feijó

    Quer fizer então que só o Brasil está certo em usar álcool?

    • Bikentusiasta

      A maioria dos países desenvolvidos estão localizados em regiões em que o frio é realmente um grande problema, o que acaba inviabilizando o uso do álcool, tenho certeza que “se a Europa fosse no Brasil”, o uso do álcool combustível iria estar extremamente difundido e aceito. Veja um exemplo, eu não gosto de carros flex, mas até mesmo um Koenigsegg Agera RS é flex(gasolina ou E85), não é só o Brasil que utiliza o álcool como combustível.

      • Rodolfo Feijó

        O que inviabiliza o álcool na Europa etc é o seu preço. Aqui ele é subsidiado pelo governo. E por que só no Brasil a gasolina é a única no mundo que tem 27% de álcool, sendo que o restante do mundo ou é pura ou tem no máximo 10% de álcool? Ou seja, a gasolina do Brasil é a pior do mundo em composição (adulterada de fábrica pelo governo), rende muito menos num carro a gasolina usando uma gasolina que não é pura.

      • Daniel S. de Araujo

        Então tá, já que todo mundo usa a Europa de referência…por que na Europa o diesel predomina? Por que lá se fala em ciclo diesel, biodiesel e não em álcool?

        Aproveitamento energético. Ninguém quer jogar combustível fora.

        • Lucas Mendanha

          Temperatura média anual de 10 °C combina perfeitamente com álcool!
          Isso ai!

          • Rodolfo Feijó

            Mas existe o verão na Europa, então por que eles não usam álcool lá?

          • Lucas Mendanha

            Meu, vamos pensar de forma técnica, e menos no achismo. Vi seus comentarios até agora e senti que tem muito “achismo”.

            Inclusive, peço que o Bob e o Meccia me corrijam se eu estiver errado nessa minha abordagem.

            Alcool/Etanol é um combustivel viável (o que nao quer dizer perfeito) para uso em paises tropicais, pelo fator temperatura ambiente.

            Na forma “simples” como usamos aqui no Brasil, ele é incompativel com mercado europeu, boa parte do mercado americano, entre outros..

            Por que?

            Bom, o Ponto de Fulgor do alcool é de ~ +15°C¹ e da Gasolina: ~ -43°c

            O que significa isso?

            “Ponto de fulgor é a menor temperatura na qual um combustível liberta vapor em quantidade suficiente para formar uma mistura inflamável por uma fonte externa de calor. O ponto de fulgor não é suficiente para que a combustão seja mantida.”

            Resumindo, abaixo de 15°c o álcool não vaporiza em quantidade suficiente para “ser combustível”. Por isso a dificuldade para dar a partida e manter o funcionamento regular na fase fria. A solução para esse “problema” são os sistemas de partida a frio: por injeção de gasolina, por aquecimento do combustivel e por injeção em alta pressão, nos sistemas de injeção direta, tipo o do Duratec GDI.

            Você citou o verão europeu. Bem, o verão deles é o nosso inverno né..

            Com base no Accuweather, para o mês de julho/2015, as temperaturas médias em Londres, Paris e Berlim (pra citar as principais) oscilaram entre 7° e 29°, com alguns picos acima de 30° em Paris, destas, a mais próxima dos trópicos.. Por prática, podemos interpretar como manhãs e noites bem frias e tardes amenas, algo mais brusco que o inverno que nos brasileiros estamos habituados (pelo menos de São Paulo pra cima..)

            Com esse perfil climático, já estreita as possibilidades de sucesso no uso do etanol em continente europeu.. Não só no europeu, mas qualquer outro país extra-tropical. Entretanto, acredito que as tecnologias recentemente incorporadas na industria brasileira possa ser aproveitada, abrindo um caminho para que o uso seja ampliado nesses mercados.

            (obs: uma boa parcela dos carros vendidos nos EUA são E85 ready http://www.e85vehicles.com/ )

            Até aqui ficou resolvido a questão da queima do combustivel X clima.

            Vamos ao fator produção. (o que adianta carro a alcool se nao tiver alcool disponivel?)

            No Brasil, o etanol é produzido a partir da cana-de-açucar, não tão aproveitado como alimento (pode virar açucar, alcool, cachaça..algum outro?).. Em outros países, a fonte é outra. Nos EUA, usam bastante o milho e na Europa a beterraba. Logo, além da produção destes insumos terem menor rendimento Litros/hectare, em comparação com o “alcool de cana”, a produção de etanol faz concorrência com a produção de alimentos, o que cria mais uma barreira para o uso do etanol nestes paises…

            Enfim..

            É uma questão polemica, com vantagens e desvantagens para os dois lados. O custo de implantar essa tecnologia, com as incompatibilidades citadas vale a pena para os fabricantes? Hoje não.. Pode ser um dia? Depende.. pelo que vemos, as experiencias com carros hibridos está sendo positiva, o desenvolvimento está na direção certa e os índices de emissões (indices chatos, mas fazer o que…) estão sendo atingidos.

            E sendo sincero: no fim das contas, o que acaba prevalecendo para a maioria é o custo km rodado (tanto que agora que a gasolina abaixou nos EUA, os hibridos deram uma queda e motores potentes voltaram a vender bem)…gasolina ou alcool, o que apresentar o melhor custo será o eleito.

            Hoje uso alcool não so pelo custo km apresentado (A0.29/G0.45 cidade, A0.21/G0.29 estrada) mas também pq sinto o meu carro mais liso e disposto para acelerar..

            Abraço!

            Segue boas referencias sobre o tema..

            http://super.abril.com.br/ciencia/quais-as-diferencas-entre-o-alcool-de-cana-e-o-de-milho

            http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1687900-1641,00.html

            ¹http://www.br.com.br/wps/wcm/connect/3b33fe8043a79941b531bfecc2d0136c/fispq-comb-etanol-etanol-hidratado-combustivel-ehc.pdf

            http://www.unifal-mg.edu.br/engenhariaquimica/system/files/imce/TCC_2014_1/Carolina%20Manochio.pdf

          • Rodolfo Feijó

            Em fim… na Europa o fator que pesa é o custo do km rodado, pois a tecnologia para o álcool ser usado como combustível lá já existe. Se os usineiros do Brasil exportassem álcool para a Europa ficaria bem caro o litro… mais que a gasolina. E aqui o álcool só é mais barato que a gasolina porque ele é subsidiado pelo governo.

            Não estou aqui para defender a gasolina, porque afinal ela também polui e também é danoso ao meio ambiente o seu processo de obtenção. Sou a favor dos carros elétricos e que o governo invista em metrô, trem e ônibus, pois um ônibus pode levar até 90 passageiros.

          • Lucas Mendanha

            Custo km influencia em qualquer lugar meu jovem..

          • Rodolfo Feijó

            Então este fato que você diz que na Europa não tem álcool 100% não rola… pois é como eu disse a tecnologia existe sim, estamos na era da eletrônica. E ainda já vi gente fazer em carro carburado a álcool o aquecimento do álcool através do calor do coletor de escapamento. O sistema era basicamente uma tubulação de combustível que passava próxima ao coletor de escape.
            Então para os carros atuais é só bolar um sistema de aquecimento do álcool aproveitando o calor gerado pelo motor semelhante a esse, mas com melhor controle da temperatura do combustível. Assim em temperaturas baixas o carro entrria em funcionamento com a gasolina enquanto o álcool iria aquecendo até a sua temperatura ideal de funcionameno, e então o carro passaria a usar somente álcool 100% devidamente aquecido na temperatura ideal.

          • Rodolfo Feijó

            Nada impede de usar o álcool em conjunto com a gasolina, e então se torna viável, como por exemplo 80% álcool e 20% gasolina. E se poderia bolar um sistema de aquecimento do álcool, considerando que o motor é uma fonte de calor.

          • Lucas Mendanha

            Isso se chama E85, (proporcao alc/gas de 85/15 e que chega a 50/50 no inverno) e é oferecido nesses países, conforme mencionei acima..

          • Rodolfo Feijó

            Então o pessoal do exterior só vai usar o E85 se ele for mais barato que a gasolina, ou seja se tiver subsídio do governo.

          • Leo-RJ

            No Brasil, o lobby determina isso, nada mais! Não tem aspecto técnico que predomine mais do que isso no Congresso.
            É isso aí, nossa trista realidade.

        • V_T_G
          • Daniel S. de Araujo

            Tá bom…notícia de Ecochatos vindo diretamente de Paris, França, o berço da burocracia e do socialismo caviar.

            Sabia que o Diesel moderno polui menos que os motores Otto? Acabou aquele tempo do material particulado, NOx…hoje as emissões de diesel resumem-se a CO2 e H2O. Enquanto um ciclo Otto moderno tem 35% de aproveitamento térmico, o diesel é superior a 55.

            Vale a menção de que o grande problema do diesel na Europa e que a preferência por ele é tão grande que sobra gasolina.

            Enquanto isso os franceses, o berço do socialismo caviar e da demonização do automóvel lançando moda…

          • V_T_G

            Olha meu caro,
            a impressão que dá é que você está tão convencido de sua certeza inexorável que não se deu ao trabalho nem de ler as reportagens que postei. A única que faz menção a França, e apenas em seu inicio, é a primeira, que na verdade fala da possibilidade do banimento na Inglaterra.
            Sou engenheiro mecânico e sei do rendimento superior do Diesel, embora o valor que você citou seja mais aplicável a turbinas que motores alternativos. Mas o grande problema do Diesel é o material particulado. Não é por que não tem aquela fumaça preta grotesca que não tem material particulado…

          • Daniel S. de Araujo

            V_T_G, realmente eu só li uma reportagem mesmo (http://cleantechnica.com/2013/10/16/diesel-cars-finally-given-axe-europe/) e depois de ver que ela foi escrita por um cicloativista, deixei de ler as demais. É como pedir para o Lula escrever um tratado de moral e ética.

            Como engenheiro mecânico você sabe bem que o ciclo diesel trabalha com excesso de ar, otimizando o combustível queimado. Material particulado só quando ocorre excesso de diesel na câmara em acelerações, facilmente contornável com o uso de filtros e alta pressão de injeção. A resultante nociva do NOx decorrente do excesso de ar está sendo contornado com a injeção de Uréia no escape e a sua recirculação trazendo as emissões para quase 0!

            Parece que quem está irredutível em sua inexorável certeza não sou eu…

          • V_T_G

            Esse é o problema do radicalismo. Impede de enxergar as coisas com lógica, com isenção. O cara pode ser cicloativista, padre, quenga, o demônio, se existe lógica no discurso temos que ler, interpretar e extrair aquilo que acharmos pertinente. Você acha que se realmente este problema fosse contornável de forma economicamente viável, estaria sendo levado em consideração o banimento? Estamos falando de muito dinheiro, meu caro. Se houvesse uma fora imediata de contornar, acredito que a indústria automobilística já teria levantado e levado a debate.

            Da uma lida neste artigo e veja como é complexo:
            http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422004000300018

            Se foi feito por comunas petistas infiltrados vindos do paraíso burocrático chamado França, eu não sei. Mas tem lógica…

          • Daniel S. de Araujo

            Estamos falando em muito dinheiro, meu caro (fazendo de suas palavras as minhas). E te garanto que por trás do banimento do diesel, muita gente ganha dinheiro. Inclusive a própria industria do petróleo a quem interessa a venda de volumes crescentes de combustíveis mais nobres, a industria dos biocombustíveis que quer vender soluções “socialmente aceitas”, enfim, se quer saber sempre demonizaram o diesel por conta do MP mas sempre omitiram a elevada eficiência térmica e que o diesel, e que um diesel moderno emite menos CO e NOx do que um ciclo otto qualquer.

            Sobre seu discurso de “lógica” é preciso muito cuidado porque a lógica é muito relativa e como você mesmo diz, precisa ser lida e interpretada até mesmo nos interesses de quem elabora o raciocínio lógico.

            E para terminar, sobre controle de emissões diesel, por se tratar de um assunto que eu gosto muito, leio desde 2007 em textos americanos (bem interessantes por sinal) e isso tudo neste artigo que postou não me é novidade.

          • V_T_G

            Não duvido! Por isso sei que você tem consciência que o MP tem o mesmo efeito que sólidos em suspensão em marmoarias e afins, provocando silicose e câncer a depender da concentração. Imagine metade dos veículos de uma cidade como SP rodando com Diesel! Certamente haverá um incremento de MP na atmosfera, concorda? A questão é estudarmos qual seria esse incremento, como isso se dissiparia na atmosfera e pesar se valeria a pena.

          • Bucco

            …berço da república e estado moderno também.

          • Daniel S. de Araujo

            Desde quando? A matriz da Democracia moderna veio da Grécia, Atenas. Antes da Revolução Francesa houve a Independência Americana, a Revolução Gloriosa inglesa marcou o fim do estado Absolutista….

            Isso tudo é coisa que o ensino ideológico de história, de cunho socialista incute na cabeça dos jovens.

          • Liberal

            O Dieselgate discorda disso.
            Mas concordo em relação à França.

  • Sidnei

    Na Universidade onde trabalho (UEMS), pesquisadores estão desenvolvendo biodiesel a partir de óleo de cozinha usado. Não tem os grandes problemas ambientais do álcool – pelo contrário, pois elimina um subproduto que seria descartado – e também é uma fonte renovável: óleos vegetais.

  • Sidnei
  • Bicicloentusiasta,
    O fato de um carro ser flex não significa necessariamente que seu dono abasteça com E100 ou E85. Vide os EUA.

    • Fernando

      Exatamente!

      E às vezes o pessoal com muita criatividade sai confundindo as coisas.

      • Leo-RJ

        Totalmente Fernando… rsrsrs…

  • Bicicloentusiasta
    O professor Molina está absolutamente certo nisso. Mas de que adiantaria ter um carro com um supermotor a álcool se eu não poderia dar uma chegada em Punta Del Este com ele? Toda solução ou invenção tem de ser sobretudo prática. Aliás, que raio de mercado comum (Mercosul) é esse, em que nem a gasolina é comum a ele? Ah, mas as placas dos carro serão… É por isso que insisto, tem que mandar prender o Jorge Ben por cantar a mentira de que este patropi é abençoado por Deus…

    • Bikentusiasta

      “Mas de que adiantaria ter um carro com um supermotor a álcool se eu não poderia dar uma chegada em Punta Del Este com ele?” Isso é um grande exceção, não vejo lógica nesse argumento para barrar uma inovação. Os bons motores flex que temos hoje em dia são basicamente motores a gasolina que funcionam com etanol, por que não o contrário como opção de compra?

      • Bikentusiasta
        Realmente, para quem é tarado por bicicleta como você ir ao Uruguai de carro é mesmo exceção…

        • Bikentusiasta

          E para quem é tarado por carro é regra?

  • Rogério Ferreira

    Bom eu sabia que esta discussão seria acalorada, e sou mais um a não condenar o carro flex. Há dois pensamentos do Carlos Meccia, que não posso concordar: o primeiro diz respeito a utopia do uso das terras para a produção de alimentos, que implícita que caso não existisse as monoculturas canavieiras, tais terras seriam utilizadas para a produção de alimentos que iriam para nossa mesa. O que se via na década de 70, não se aplica mais hoje. O agronegócio tomou conta do campo, e se não for cana, será soja, milho, algodão, sorgo, e nada, digo, nada vai parar na nossa mesa, vai tudo de caminhão ou trem para Santos ou Paranaguá. E mesmo a produção pecuária é exportada. Então nossos alimentos, vem provavelmente, de pequenas propriedades, do Sul do Brasil, e espero que isso não mude, senão teremos que importar outros alimentos, além do trigo. Quanto o carro flex, em si, não o vejo como um pato, que nada e voa, mas mal…Um motor com taxa de 11:1, pode não aproveitar todo o potencial do álcool, mas é ótimo para gasolina. Não existe esse negócio de taxa alta demais para gasolina: Antes do carro flex, a GM pegou o motor Família 1 a álcool e o converteu para gasolina, surgiu então o VHC só a gasolina. Me explica então, se a taxa de 12:1 é alta demais para o uso de gasolina, porque este motor ganhou 10 cv e 1 m·kgf de torque em relação ao anterior, que tinha taxa de 9:1?. Tive dois Celtas: um VHC a gasolina, e um VHC flex, e utilizando ambos, no mesmo percurso, o consumo de gasolina era idêntico. E é sempre bom lembrar o teste da Revista Quatro Rodas, de 2003, que comparou o Gol Total Flex, AP 1600 com as versões só a gasolina e só a álcool, e ambos os casos, o consumo não foi maior, e olha aquele sistema Magneti Marelli era o que mais perdia os parâmetros A/F. Hoje, fico satisfeito em ter um carro flex. O álcool está a R$ 1,95, e a gasolina a R$ 3,50. Meu Palio 1,6 Essence está fazendo 11,5 km/l de álcool na estrada, com ar ligado e andando bem. Melhor que qualquer carro só a álcool que já tive- Só um Uno 1,3 que eu tive se aproximava dessa média, mas em que pese o carburador, era um carro 250 kg mais leve, com aerodinâmica semelhante, sem ar-condicionado, e que viaja em velocidades bem menores.

    • Rodolfo Feijó

      E as florestas que são derrubadas para a produção de cana no Pantanal/MS e etc?

      • Rogério Ferreira

        O problema, não é a cana, é o agronegócio… que é sempre monocultura.

        • Rodolfo Feijó

          Mas a soja etc . que são exportados a gente não tem como controlar, mal a cana sim, é só a gente parar de abastecer com álcool.

    • Daniel S. de Araujo

      Errado Rogério, como proprietário de AP1600 100% gasolina, outro flexível e tendo usado um AP1600 100% a álcool (todos com injeção multiponto seqüencial Magneti Marelli), afirmo categoricamente: o flex gasta mais que o monocombustível. E esse a mais é significativo.

      • Rogério Ferreira

        Igual eu falei, o caso do primeiro Gol Total Flex, o sistema perde muito os parâmetros A/F, mas o consumo de gasolina é igual. Mas é só ter cuidado quando trocar de combustível, rodar pelo menos 20 km, se desligar o motor. Já fiz média num Gol Rallye G4 1,6 de 14,8 km/l de gasolina, na mesma época eu tinha um Gol G3 AP 1600, que fazia 15,3 km/l no mesmo percurso. Não foi o fato de ser flex…. O primeiro tem Cx 0,37, e outro tem Cx 0,34. e isso sim faz muita diferença. Suspensões levantadas, prejudica bem o consumo na estrada. Outra coisa, quando se trocar de álcool para gasolina, só faça a media a partir do 2º. abastecimento, porque por mais que se “seque” o tanque, sempre existirá um álcool residual.

    • WSR

      Minha parati 1,8S (com o maldito 049G), ano 92, *carburada*, com (o maldito) câmbio curto, faz 10,5 km/l em estrada plana, com velocidade oscilando entre 80 e 100 km/h marcados no velocímetro. O ex-Escort Hobby 1,6L do meu irmão fazia 8 km/l na cidade e 12,5km/l em estrada plana, no álcool, em velocidade aproximada. Com ar ligado, o consumo da Parati cai para 10km/l, aproximadamente. Um detalhe: se meu pai dirigir a Parati, consegue fazer 7 km/l na cidade e comigo faz entre 5,5 e 6,5 km/l, rs.

      • Fernando

        WSR, sério que acha o 49G ruim? Nos carros que tive achei ele um tanto melhor, porque mesmo com o câmbio sendo encurtado(no meu caso comparando dois Escort, um XR3) era justamente mais gostoso de passar nas rotações médias e ver o “fim” mais longe com o 49G. Com ele na estrada eu me lembro de fazer 10 km/l em viagens mais em serra e em torno dos 12 km/l em estradas mais planas(interior de SP), em ambos com uma condução “adequada a ele” se me entende hehehe

        Tive uma Parati com o AP 1600 a álcool que era ainda mais econômica, com ela não me animei muito e também para o interior fiz em torno de 15km/l(!), o consumo dela era igual de um carro a gasolina.

  • Rogério Ferreira

    Um lembrete: no up! TSI, temos um sensor na linha de combustível, que reconhece instantaneamente a mistura de álcool na gasolina, e o sinal da sonda também é utilizado. Creio que não será mais necessário, rodar pelo menos 20 km para trocar de combustível. E a combinação de turbo e injeção direta é a ideal para o uso do álcool. Creio que um up! TSI, dirigido na média de 100 a 120 km/h pode fazer de 14 a 16 km/l de… álcool! e poderia ser melhor se o nosso tivesse a mesma eficiência aerodinâmica do europeu. Ou seja, esse Pato da VW, voa mais que muitos gaviões e nada mais que muitos peixes. Um Voyage, com esse motor seria compra obrigatória para mim.

    • Rodolfo Feijó

      Você só pensa em desempenho do álcool, mas saiba que Ferrari, Porsche etc. é tudo a gasolina.

      • WSR

        Mas é óbvio. Imagina fabricar um carro movido a um combustível que não é produzido/importado em determinado país. Simplesmente ficaria encalhado. Sem contar que usar álcool, na Alemanha, durante o inverno, seria um inferno, rs. Mas saiba que existem pessoas que instalam GNV em carros esportivos: http://gtspirit.com/2013/04/28/column-lpg-conversion-kits-on-exotic-supercars/

        • Rodolfo Feijó

          Lógico que é possível usar álcool no inverno da Alemanha… é só bolar um sistema de aquecimento do álcool usando o calor do motor. e com a eletrônica embarcada de hoje em dia se terá um melhor controle da temperatura ideal de utilização do álcool 100%.

          • WSR

            Releia o que eu escrevi. Eu não afirmei que seria impossível o uso de álcool lá. Se o Porsche não usa o álcool é porque deve existir algum outro fator que, com certeza, não é a tecnologia dos motores. Quem sou eu para duvidar da capacitação dos caras da fábrica que projetou o 959 nos anos 80, um show de tecnologia, rs.

    • Bucco

      Que venha esse Voyage, mas que seja outro carro, não esse que tem aí.
      Por mim poderia ser o Voyage 1993

  • Rogério Ferreira

    Eu também já tive um 206 Flex, fez até 17 km/l de gasolina na estrada, com 4 pessoas mais bagagem. Com álcool fazia em torno de 11 km/l. A taxa de 10,5:1 é baixa para o uso do álcool, por isso, o rendimento bem melhor com gasolina. mas no 208 1,45-L isso foi resolvido. Quem tem, está satisfeito.

    • Leonardo Mendes

      Rogério, você definiu perfeitamente o “pseudo-1,5” do 208… 1,45-L, é isso mesmo.

  • Fernando

    É um ótimo texto e argumentação, parabéns CM!

    Mas particularmente vejo que foram expostos vários fatos a refletirmos sobre o álcool(que logicamente é o assunto) porém se formos pensar comparativamente à gasolina, ela também tem impactos ambientais muito grandes, assim como uma cadeia de eventos para chegar até o consumidor, todos eles constituindo alguns riscos.

    O álcool em si não é tão interessante também pensando na fase fria do motor, em que pela menor energia por massa e a perda de temperatura rápida faz precisar de ainda mais massa para manter o motor estável. Mas vejo como no fim das contas, em um motor de automóvel puramente a álcool, sim ser viável e se fossem explorados como deviam, renderiam ainda mais. Em contrapartida da menor energia do álcool, por outro lado permite usar taxas de compressão mais altas e assim se compensa um pouco essa perda de eficiência da massa, na estequiometria dele se chega a um ponto bem interessante com BONS ajustes. Nos flex não se tem isso tão comumente(prefiro dizer que os flex são motores a álcool OU a gasolina, que podem funcionar com o outro combustível; vemos que tem por aí alguns motores que se dão muito melhor com um ou outro, e ficamos sabendo que na origem do desenvolvimento se partiu mesmo de conjuntos anteriores de um motor que era de um ou do outro).

    Assim como não se desenvolveu os motores a álcool como poderiam, não comparo nos exemplos de caminhões e tratores convertidos para este combustível dos anos 80, eu realmente gostaria de conferir hoje, se tivessem adequadamente continuado as melhorias do tempo, afinal mesmo o menor poder calorífico não justifica consumos como já vi apontados para estes motores “pesados”, se a própria razão entre os dois combustíveis mostra que não é para tanto.

    Desta forma eu não sou à favor dos flex, mas seria de meu gosto ver os dois ainda existindo separadamente e assim como nos bicos das bombas, olhar os dois motores plenamente desenvolvidos para cada um dos dois hoje e poder comparar.

    Não perco o gosto de ter visto(e ainda ver, porque não?) os carros que eram feitos só para o álcool, que tinham uma dose de desempenho a mais e nem por isso eram algo gastões. É claro que algo mal adaptado produzirá somente um resultado parcial. Já citamos aqui alguns casos, e ainda não me conformo com os consumos de diversos carros atuais, que mesmo com maior massa e deveres com emissões, tem consumo até pior do que alguns outros da época do carburador(e menor precisão sob diversos aspectos).

    Algumas coisas que não conhecia tão bem e a matéria mostrou como o uso do vinhoto, pelo que pesquisei parecem ser contornadas com diversos usos para ele, assim como do petróleo há diversos subprodutos, se souberem aproveitar isso não é necessariamente algo negativo, seria sim um desperdício não utilizar isso como matéria prima para algo que possa já ser usado de outra origem.

    • Rodolfo Feijó

      Aos invés de álcool ou gasolina, a solução seria investir em carros elétricos e o governo investir em transporte coletivo como metrô, trem e ônibus.

      • Fernando

        Para isso somente é preciso de muita seriedade, o que em nosso país é levado assim me parece que por pessoas específicas. Os carros elétricos mesmo não são algo meramente de uma fonte de energia “fácil”, é uma fonte como qualquer outra, que inclusive também polui e tem perdas para chegar até os consumidores. E a real questão a respeito disso é estarmos preparados para essa demanda, principalmente em locais que a escassez de água não comprometa a geração de energia, o que vemos atualmente ser um problema. Daí a uma renovação em termos gerais de energia ser necessária mesmo, para que não ocorra novamente o que ocorreu no fim dos anos 90 e começo de 2000.

        O transporte coletivo também precisa melhorar, sem desculpas de terceiromundismo para não termos o que há em outras capitais mundo afora, as linhas de metrô e trem das nossas grandes cidades são vergonhosas. E o mesmo vale para transporte de carga, já que um país com estas dimensões não explora os trens, afinal há interesses de certos grupos em manter o transporte rodoviário, que por sua vez sofre com essas estradas que conhecemos…

        Quanto mais formos ver com lógica outros pontos, mais ação vemos sendo necessária.

        • Rodolfo Feijó

          Sou contra usina nuclear, mas acho que no futuro não teremos outra opção. O governo deixa a desejar em relação a expansão do sistema gerador de energia elétrica do país. Mas acho que no mínimo devia toda casa ter energia solar, já que essa fonte é abundante neste país, isso já ajudaria e muito se o governo incentivasse.

          • braulio

            Não sei se usinas geradoras de energia solar substituindo o combustível fóssil seria algo tão bom assim. E se a gente perguntasse por aí: ” O que você prefere: Um mundo quatro ou cinco graus mais quente ou arsênico na sua água?”, só para podermos ponderar o tipo de poluição que as pessoas toleram mais?

          • KzR

            Esta é realmente a questão: encontrar um modelo ou modelos de fonte que propiciem boa oferta de energia com menor impacto.
            E cada modelo varia de acordo com o ambiente considerado.

      • defotube .

        Carros elétricos meu amigo, mais um fator para aumentar a demanda por eletricidade e seu custo!

  • André Castan

    Robson, a grande maioria dos flex sofrem muito com detonação. Basta andar a pé pelas ruas e ficar observando. Difícil achar uma fabricante que não tenha esse problema. Qual gasolina? Todas. Apenas a Podium difere das outras. Até com 27,5% de álcool elas fazem o motor detonar.

    • André Castan
      Aqui em São Paulo não escuto nenhum motor detonando. Então o problema deve ser regional

      • André Castan

        Muito estranho Bob, porque aqui na região de Campinas detonam uma barbaridade. Faço caminhadas a noite e sempre observo isso. É só abrir um semáforo pra ouvir um motor detonando. Ontem mesmo presenciei EcoSport (novo), C3 e 207.

        • FocusMan

          Tenho dois carros em casa que não rodam com gasolina apenas. Se eu faço isso eles detonam o tempo todo. Um é um C3 1.4 e outro é um. Fiesta Rocam. Sempre precisamos colocar um pouco de álcool para eles não detonarem. Consumo de ambos é péssimo para a potência apresentada. Tenho também um Focus Sigma 1.6 Tivct. Esse nunca escutei detonando, mas no álcool ele funciona com uma lisura e uma desenvoltura que impressiona!

          • Lucas Mendanha

            Motor Ford gosta de alcool…isso vem desde o CHT..

          • Leo-RJ

            Não precisa nem ir tão longe para ver como os motores Ford gostam mesmo é de gasolina pura, de boa qualidade, como vemos nos EUA e Europa.
            Dá um pulinho na Argentina e veja como se comportam os motores Ford (nos mesmos modelos vendidos no Brasil, como Focus, Fiesta etc) com gasolina de boa qualidade e sem álcool: melhor desempenho e consumo. Somente pela questão da gasolina.

      • Daniel S. de Araujo

        Bob, os flex abastecidos com gasolina (alguns, não todos) batem pino em situações particulares como a citada como em uma arrancada ou esforço do motor em rotação proximo a de marcha lenta. Era um fenômeno bem marcante quando a gasolina continha 20% de álcool. Tem um Punto dualogic aqui onde moro que bastava entrar na garagem e manobrar para começar o batuque no creeping.

        O 207 da minha mulher sofre desse mal até com gasolina a 25%

        • robson santos

          Daniel, interessante esses casos citados em comum o 207, este não possui taxa de compressão 11:1? Não teria margem boa para atraso no ponto para que situações assim ocorressem em um lapso de tempo e com isso mal fossem perceptíveis ao motorista? Por exemplo não observei ainda esse fenômeno com o 207 do vizinho ( “ainda” hehe.. ), e não que seja a gasolina com adição 27% hoje, independente dessa adição a octanagem continua a mesma pois a Petrobras controla a cadeia de HC no refino, se “aliviando”, então se essa taxa de compressão já está alta demais esse motor bateria pino até se uma mistura com 40% de álcool ainda apresentasse octanagem 94 RON (era mais ou menos esse “rabo de galo” maldito que SACs, concessionárias, oficinas, frentistas, o Papa etc.. aconselhavam na época dos VHC, sendo que a gasolina era adulterada a torto e a direito e ainda tinha gente que gostava de fazer isso pelo preço do álcool na época… ).

          • Daniel S. de Araujo

            Esse é o mais grave: o 207 1,4L a taxa é de 10,5:1, baixíssima.

            O carro é da minha mulher, preciso testar com com o E27. Com gasolina a 20% ele detonava. Testei uma vez com gasolina e aproximadamente 35% de álcool e ele não detonou.

    • robson santos

      Entendo, mas uma gasolina comum de 94 RON não é considerada de baixa octanagem, aliás não temos mais gasolina de baixa octanagem, que existe nos vizinhos podendo ser utilizada em altitudes.

      Com relação à Podium, antes a única coisa fora a octanagem que a diferenciava das demais, incluindo as premium, era sua qualidade única na questão do enxofre e benzeno, hoje na prática fica só na octanagem mesmo. Mas a V-Power Racing está voltando, acirrando a concorrência com a Podium, que apesar de 98 RON é uma gasolina premium, mais barata que a Podium ( RON 102 ), que qualquer carro que necessite de gasolina premium vai rodar sorrindo da mesma forma, com isso só iria de Podium na falta de oferta da Racing, e a da Ipiranga é mais difícil ainda de encontrar…

      Então com relação aos pings… não apenas a taxa de compressão mas diz-se que até a potência específica influencia nesse processo, então num carro popular mesmo com taxa 12:1 isso já é mais difícil de ocorrer ( não sendo gasolina batizada com solventes de baixa octanagem… ), por isso a não exigência por gasolinas premium na maioria dos flex. Acho o que ainda pode estar influenciando no problema é a qualidade do posto e a situação de carga ao motor que o motorista está aplicando, daí não tem atraso de ponto que corrija, mas realmente pode ser igual você falou faz tempo que não ouço um carro batendo pino na rua…

  • David

    Meu carro só abasteço com álcool comum ou aditivado(o “Etanol V-Power”) E como não depende de “”gasolina” para a partida a frio (tem pré-aquecimento dos injetores) estou livre desse combustível que vem de animais e plantas mortos. E sim abasteço independente do valor que for.

    • robson santos

      você tem certeza de que está livre “desse combustível que vem de animais e plantas mortos” para poder manter seu hábito de abastecer com seu álcool “independente do valor que for”?

      • David

        Olha… Pode ser que misturem gasolina no álcool mas até aonde sei sim estou livre.

        • robson santos

          Poxa meu amigo, concluo mesmo que você só faz uso de etanol, assim que bom que você me alertou, vamos avisar a Petrobrás para produzir só diesel ? Se eles não aceitarem isso em represália vamos já pedir à toda a logística de produção e transporte para que parem de envolver o petróleo nisso para que principalmente esse liquido maldito seja extinto dessa cadeia limpa pra não manchar seu combustível limpinho que não polui nada o ar que respiro na cidade, esse líquido maldito não produz nenhum subproduto, não tem gás associado e afinal o álcool aguenta sozinho sustentar toda a cadeia, e não tendo a trabalheira de produzir diesel pra quê produzir gasolina, por isso digo fim ao petróleo e bota todo mundo no álcool: geradores, barcos, carros, caminhões, tratores, locomotivas, aviões, ei navios ! Vão fazer um foguete ? Bota álcool também, bora até plantar cana rica em oxigênio na ISS, afinal tem cana pra caramba pra produzir etanol, mercado malvado que não entende as vantagens do combustível completão … E aí você vai poder dizer que é até balela aquela história de 1% de gasolina pra descaracterizar o etanol combustível pra consumo humano, se bem que eu liberaria para alguns animais… E quando o preço aumentar em função da demanda a gente ri porque pode pagar mais ainda pelo custo do quilômetro rodado, dane-se o resto que não nos compreende !
          Êta nóis !!!

          Ei, esqueci do biodiesel B100 ? Bora produzir metanol…

          Caramba, tem aquelas células de água não é mesmo ? Rende 100 km com um litro, estamos perdendo tempo discutindo tudo isso…

          Bora fazê essa revolução, afinal o que vale é só eu ser livre e botar álcool a vontade, excrotar que eu posso pagar a vontade ( vou estar “beneficiando” o meio ambiente não é mesmo ), e dane-se o resto…

          • Daniel S. de Araujo

            Isso ai….transformemos o Brasil num imenso canavial. Caminhões, carretas a álcool fazendo menos de 500m/L…locomotivas, geradores…termoelétricas a álcool ligadas (bandeira tarifária preta, de luto pelo idiota que pagará a conta) tudo a álcool! Precisa de dois Brasis totalmente plantados com cana para sustentar isso.

          • Bucco

            Em Florianópolis tem postos em que o litro de diesel está mais caro do que o da gasolina. Se não fosse a inexistência de nossa malha ferroviária, teríamos carros a diesel como em qualquer lugar do mundo.

    • Rodolfo Feijó

      Eu tenho um carro a gasolina e se um dia tiver um flex sempre vou por gasolina aditivada, pois não quero influenciar os males ao meio ambiente informados neste artigo do CM.

      • David

        Como se a gasolina tivesse uma fabricação limpa… para extrair o petróleo precisa causar danos ao meio ambiente também e esses danos podem devastar a vida marinha e animais que dependem da mesma.

        • Rodolfo Feijó

          Mas e os animais das florestas que são desmatadas para a plantação de cana no Pantanal/MS e etc?

          • Bucco

            Mas álcool é e sempre será renovável (no fundo é energia solar). Enquanto que gasolina só no dia que tivermos biogasolina.

          • Rodolfo Feijó

            Renovável que desmata a natureza… grande coisa!

  • Daniel S. de Araujo

    Seu professor não está brincando…leve-o a sério. Existe duas correntes para a formação do petróleo, uma a que aprendemos e a outra nascida na ex-URSS e também bastante embasada que afirma que o petróleo está em constante formação no subsolo do planeta.

    • Rodolfo Feijó

      De fato o levo a sério, mas achei engraçado ele falar que prever o fim do petróleo é coisa de Guru.

    • Lorenzo Frigerio

      O explorador Thor Heyerdahl também dizia isso. E ainda achou petróleo no meio do granito, lá na Noruega.

  • Daniel S. de Araujo

    A poda manual se dava pelo mesmo motivo de sempre: mao de obra barata e abundante, inexistência de colheitadeira de cana com preço competitivo e rendimento adequado e relevo.

    De 2002 em diante houve o declínio da mão de obra no campo, os custos salariais aumentaram em demasia assim como absurdas exigências das NR’s (normas regulamentadoras do MTE). Paralelo a isso a redução das margens de ganho na cultura da cana acabou viabilizando a mecanização da colheita mecanizada. Muitas áreas depois de 2008 cujo relevo é desfavorável foram devolvidas em virtude da necessidade de colheita mecanizada.

  • Davi Reis

    Também nunca fui fã do álcool. Combustível, para mim, sempre foi a boa e velha gasolina, sempre aditivada. Porém as coisas começaram a apertar, a gasolina começou a render menos por causa do aumento do álcool na mistura, aqui em Minas o governo estadual abaixou um pouco o preço do álcool e acabou não tendo jeito. Quando troquei de carro e peguei um bastante econômico mesmo com o combustível vegetal, não teve jeito, fiquei com ele mesmo. No posto de confiança no qual abasteço, a gasolina aditivada está 3,54 e o álcool 2,19. É uma diferença boa no bolso de quem roda entre 300 e 400 km em uma semana.

    • Lucas Mendanha

      BH? Se for, aqui no Castelo é 1.89…Posto de confiança.

  • Leo-RJ

    Ainda acho maioria dos países desenvolvidos não utiliza álcool porque não é subsidiado por governos com histórico de troca-troca com a indústria sucroalcooleira e seus usineiros.

    • Bucco

      Maior que o lobbying do petróleo?

      • Leo-RJ

        Muito maior. O lobby do setor tem nada menos que 202 deputados e 31 senadores. É o maior lobby do Congreso.

        • Liberal

          E ainda assim o setor ficou à míngua por anos, com o governo segurando artificialmente o preço da gasolina abaixo do mercado internacional. Para você ver que as coisas não são tão simples assim.
          O que precisamos é de um mercado de combustível aberto e sem intervenções estatais.

          • Leo-RJ

            Reli tudo o que escrevi e em lugar algum disse que as coisas são simples, pelo contrário, a questão é complexa. Mas, ainda assim, isso não modifica o fato deste ser o maior lobby no Congresso.

            E o setor nunca ficou à míngua, pelo contrário, sempre faturou horrores. Quanto o preço do açúcar está alto no mercado, diminui-se a oferta de álcool combustível e adição deste na gasolina; ao passo que, do contrário, quando o preço do açúcar está baixo, o lobby força o Congresso a aumentar o teor do álcool na gasolina.

            Já houve até lei que forçava as licitações de compra de carros pelos governos (federal, estadual e municipal), empresas e autarquias públicas serem unicamente de motores movidos à álcool. Se isso é ficar à míngua, também quero uma assim para mim…

            Outrossim, reitero que nunca disse que era simples, todas essas questões são complexas.

            Agora, concordo que precisamos de um mercado de combustíveis aberto e sem intervenções estatais, principalmente no que se refere à adição de álcool na gasolina para beneficiar os usineiros.

    • Lucas Mendanha

      Ponto de Fulgor do alcool: ~15°C

      Temperatura média anual na Europa: 10°C

      vamos ser mais técnicos e menos “achistas”?

      http://www.br.com.br/wps/wcm/connect/3b33fe8043a79941b531bfecc2d0136c/fispq-comb-etanol-etanol-hidratado-combustivel-ehc.pdf

      • Leo-RJ

        Sendo mais técnico, recomenda-se a releitura do texto, bastante técnico contra o álcool!

        A verdade é que o álcool predomina aqui em razão da histórica Bancada da Indústria do Álcool, aliás, a maior bancada no Congresso até hoje. E é ela que força o consumidor a ter gasolina com tanta variação, por exemplo, tem muito estoque com os produtores ou o preço do açúcar está baixo? aumenta para 25 e 27% o álcool na gasolina; por outro lado, tem pouco estoque ou o preço do açúcar está alto no mercado, reduz para 20%. E dane-se o resto.

        As vantagens para essa gente salta aos olhos: empréstimos subsidiados, calotes perdoados, dinheiro partilhado entre eles e os políticos.

        Não vamos esquecer que o antes todo-poderoso Ministro-Chefe da Casa Civil, José Dirceu, ainda em 2004, levantou mais de 300 milhões em subsídios ao setor. E, recentemente, demonstrou-se o prejuízo da Petrobrás por ser literalmente forçada a comprar álcool das indústrias da família Collor de Mello e Calheiros, por cantada destes.

        O resto é coisa de quem ou é muito novo para notar isso ou acha que vive na Disneylãndia.

        • Lucas Mendanha

          Da mesma forma que há um lobby enorme acerca do petróleo nos EUA, que vira até motivo de guerra… Assim como houve um lobby enorme da DuPont que levou a criminalização da cannabis, que era muito utilizada como insumo no inicio do século passado…

          Enfim, sempre haverá lobby quando algo for interessante para um seleto grupo.

          • Leo-RJ

            Achei que estávamos falando do Brasil… mesmo porque, querer comprar o lobby nos EUA, que é legalizado, livre e aberto (respeitando o princípio da transparência) com o lobby no Brasil é brincadeira de quem não conhece.

            Morei e trabalhei 6 anos nos EUA, e o lobby do Petróleo lá nem se compara com o lobby dos usineiros aqui, mesmo porque, o de lá não ocupa a maior bancada no Congresso como aqui, há mais de 40 anos como aqui. O maior, mais forte e mais duradouro lobby existente. E isso são os números que mostram.

            Agora, concordamos numa coisa: “sempre haverá lobby quando algo for interessante para um seleto grupo”. No caso do álcool, no Brasil, o seleto grupo é o dos usineiros.

            Em que pese você ser um grande entusiasta do álcool, como demonstra seus post, o Meccia tem décadas de Ford, e sabe bem o que está dizendo.

  • Cristiano Reis

    Mas não custam 43 mil reais…

    • Rodolfo Feijó

      Põe um turbocompressor então no seu carro… vai custar uns R$ 5.000,00 no máximo uma preparação leve, e você vai conseguir um aumento de 100% de potência, ou seja se seu carro tem 110 cv ele vai para 220 cv.

      • Bucco

        E ai eu fico com medo de acelerar e fundir o motor no meio da ultrapassagem?

        • Rodolfo Feijó

          Quem disse que bom preparador erra? Agora se for a pessoa mesmo que vai colocar o turbo então com certeza vai fundir… tudo é quentão de encontrar um bom preparador.

  • Leo-RJ

    Tô contigo, Mr. Car! 100% gasolina!!

  • Cristiano Reis

    Daniel, o motor 1,0 do meu Ka+ flex é infinitamente mais econômico do que o 1,0 do meu Ka Zetec Rocam que era apenas a gasolina.

    • Daniel S. de Araujo

      Exceção….porque a regra é a inversa.

      A versão monocombustível é mais econômica em uma série de carros como nos VW AP, nos GM Família II, no Corolla, apenas para citar alguns

      • Bucco

        Não sabia da existência de AP flex

        • Daniel S. de Araujo

          O VW Gol com motor AP1600 foi tão somente o primeiro carro flexível a entrar no mercado em 2003.

  • Lorenzo Frigerio

    Eu tendo a botar uma pitada de sal nessas afirmações que os motores diesel modernos não emitem material particulado. Além do mais, existe a frota mais antiga. Não estou falando de carros de 10 anos atrás, mas de 2 ou 3.
    Esse negócio de diesel na Europa também tem socialismo caviar europeu por trás, com a absurda e jurássica taxação sobre a cilindrada dos motores e o punitivo preço da gasolina, o que favorece os motores pequenos a diesel. Agora não dá para reclamar das consequências.

  • Lorenzo Frigerio

    10:1 de taxa num motor com cabeçote de ferro com a gasolina de hoje é perfeitamente seguro. Um cabeçote como o do Omega, de design mais moderno, permitiria ainda mais compressão.
    Quanto à troca do H34 SEIE pelo 446, foi a pior coisa que ele podia ter feito. É um carburador sucata dos anos 50. Gasta barbaridade. A própria bóia do carburador dura dois meses e depois enxarca, levando a um excesso descomunal. Se for para usar esse tipo de carburador duplo simultâneo, uma Weber IDF 40 ou 44 (se o motor for preparado) é o ideal, mas eu adaptaria coletor e Quadrijet progressivo de 500 cfm (em geral Edelbrock Performer, baseado no velho Carter AFB).
    E coloque a válvula termostática correta, de 86 graus. 75/80 está errado. Será que ele não pôs uma válvula MTE Thompson “mola solta”?

    • Christian Govastki

      Lorenzo, grato pelas dicas, quem já usou um DFV446 sabe que aquilo não presta. Na minha primeira Veraneio era só abastecer com gasolina Petrobrás que já perdia a marcha lenta. Eu mantinha um “kit desentupimento no porta-luvas.

      Quando fechar a compra vou verificar a questão da termostática.

      • Lorenzo Frigerio

        Se você conseguir uma bóia de latão para o 446 (usada nos “primórdios”, ajudará.
        E se você for embuchar a base, plaine-a antes. E faça o embuchamento com ela apertada numa placa de aço. Se embuchar com ela livre, ao apertar o eixo pode travar.

  • Lorenzo Frigerio

    Provavelmente sim. Não esqueça de ligar o avanço a vácuo, para ter economia na estrada.

  • Lorenzo Frigerio

    Provavelmente, um motor de Omega 4.1 completo é o ideal. Você também pode usar coroa e pinhão de Dodge (3,15:1).

  • Ricardo

    Finalmente um artigo interessante sobre um conceito do qual nunca concordei. Não gosto do álcool e não gosto dos flex. Essa pseudo-economia com o uso do álcool só ilude. Antes dos flex, as revisões eram mais espaçadas. Hoje é comum revisão de 6 em 6 meses ou 10 mil km. Alguns componentes que eram trocados com determinada quilometragem, passaram a ser substituídos com metade dessa. Para mim tínhamos que ter gasolina 100% e diesel nos automóveis, com os híbridos e elétricos avançando gradativamente

    • Bucco

      Eu acho que o problema não é o combustível em si, mas sim essa cultura (tanto das fábricas, quanto governo) em não dar opção ao consumidor.

      Malfeito mesmo é não venderem mais gasolina pura nem que fosse mais cara. Querem deixar obsoleta metade da frota. Deveríamos tem pelo menos a tal da E10 e a E85.

      É bom deixar grifado que a história da maior eficiência da gasolina em relação ao álcool diz respeito somente ao simples volume de combustível (o que não faz muita diferença em relação à autonomia uma vez que não eu não moro no deserto)

      Gosto dos flex novos. Mas muitos dos problemas (de corrosão, por exemplo) se devem à falta de sensibilidade do cara atrás do volante em de vez em quanto encher um meio tanque do outro combustível que estiver usando. Algumas peças agradecem um pouco de gasolina para lubrificar, outras gostam de um pouco de álcool para limpar.

      E os 7 cv a mais num carro com o mesmo peso e aerodinâmica fazem diferença.

      Aqui em casa temos um Renault Clio 2008 1-L com 61.000 km que hoje faz bimestralmente um trajeto de 900 km somando ida e volta. O carro roda a 170 km/h nas descidas e a 90 km/h nas subidas tudo sem forçar e resulta em 14 km/L com álcool, e 15,5 km/L com gasolina. A única modificação no carro é pneus+rodas com diâmetro um pouco menor. (o que em certo ponto de vista fariam gastar mais em velocidade de cruzeiro.

  • Rogério Ferreira

    Os carros cada vez mais pesados, câmbios cada vez mais curtos, cada vez mais levantados, e conseqüentemente, com a aerodinâmica cada vez pior. Alguns motores absolutamente obsoletos, e o sistema flex levando a culpa! Ainda bem que up!, March, Fox BlueMotion, Ka, HB20, Etios, e 208 estão aí para mudar conceitos.

    • Nelson C

      208?

    • Bucco

      Outro dia passei por um estande da GM e entrei no Prisma novo e depois no Cruze, depois, num estande da VW só tinha o up!. Ele é mais espaçoso do que o Cruze! Não sei para que o Cruze tem um console que ocupa metade do espaço onde deveriam estar as minhas pernas, que baita claustrofobia. Tudo isso num carro caro e que faz qualquer consumidor vivido e sincero consigo mesmo sentir saudade do Monza. Mas é justamente o preço o único defeito do up!

      Já vendi minha Caravan e estou com a Variant 1974. Quando sobrar dinheiro boto um up! TSI novo para fazer companhia a ela na garagem.

    • WSR

      O álcool, via de regra, precisa de uma taxa de compressão mais alta que a gasolina. O flex, por ter uma taxa meio que intermediária entre o álcool e a gasolina, acaba prejudicando o uso otimizado do álcool sem mistura. Se existisse no mercado um motor com taxa de compressão variável, o álcool não sairia perdendo tanto. Flex é o reflexo do Brasil: gambiarra.

  • Bikentusiasta
    Regríssima! Carro é liberdade acima de tudo.

    • Leo-RJ

      Caramba… acho mesmo que o pessoal não leu o texto no Meccia. Recheado de aspectos técnicos e ecológicos e empulhação do álcool combistível como é no Brasil. Demonstra ainda, claramente, que o motor flex não é bom nem com gasolina e nem com álcool.

  • Lucas Mendanha

    Ponto de Fulgor do alcool: ~15°C

    Temperatura média anual na Europa: 10°C

    Isso explica uma boa parte, não?

    http://www.br.com.br/wps/wcm/connect/3b33fe8043a79941b531bfecc2d0136c/fispq-comb-etanol-etanol-hidratado-combustivel-ehc.pdf

  • KzR

    Ótima matéria, CM. Poucas matérias mostram o lado negro do álcool, como fez o AK tempos atrás.
    Particularmente, só acho que o álcool vale a pena para competições e motores (muito) preparados. Para os demais casos, gasolina E20. Uma gasolina com apenas 10% de adição de álcool seria sim um sonho, mais ainda se tivesse 100 octanas RON.

  • Davi Reis

    Moro no Sion, o Castelo fica um pouco fora de mão pra mim.

  • Leo-RJ

    E essa é a grande questão para mim – noves fora a questão política -, posto que o motor flex não é otimizado nem para um e nem para outro combustível, gerando sempre uma queima incompleta. Isso chega a ser revoltante!

  • Rodolfo Feijó,
    Possível é, mas os alemães não são loucos de trocar a gasolina por combustível de espiriteira.

  • Rodolfo Feijó

    O Corcel 1.3-L ano 1968 era a gasolina… o Maverick GT – V8 – 4.94-L (canadense) ano 1974 era a gasolina…
    E o mesmo motor do Corcel 1968 foi evoluindo e virou o 1,6 CHT (Escort, Gol etc) só aumentando a cilindrada.
    Veja o vídeo do Corcel GT ano 1975, o motor é idêntico ao dos Escort e Gol, só uma a cilindrada:

    E veja a foto do CHT a álcool:
    http://4.bp.blogspot.com/-BuraEvdRJFE/T1dYzJh-muI/AAAAAAAAAOc/VbscU5i5L78/s400/Ford%2BCHT.jpg

  • Paulo Henrique

    Acho que o autor não percebeu que não falou de nenhum problema do álcool, apenas do Brasil…

  • WSR

    Olha, acho que não precisa de tanto chão assim. Basta aproveitar melhor as terras, convertendo parte das pastagens em algo mais útil.

  • WSR

    Bom, não é o caso de ser ruim. Como uso o carro mais na cidade, acho desnecessário o 049G, já que ele piora um pouco o torque em baixa. A minha maior implicância mesmo é com o câmbio curto, apesar de casar certo com o comando. Não vejo vantagem de ter um câmbio onde a quinta pode ser engatada aos 60km/h e o motor não reclama. Prefiro o 4+E.

    Das poucas vezes que dirigi uma parati 1,8 com comando mais manso, na cidade, achei bem mais agradável, mesmo com o condicionador de ar ligado e alguma carga no porta-malas.

    Tirando a sensação de carro esportivo que o conjunto 049G + câmbio curto passa, não vejo muita vantagem no uso urbano, já que o ganho no tempo de aceleração e na velocidade final não era tão grande para justificar o uso, se comparado ao conjunto mais manso. Acho melhor cruzar uma estrada com o motor em quinta e rpm mais baixa ou passar menos marchas na cidade, ainda mais num carro sem assistência hidráulica na embreagem.

  • Dieki

    nosso petróleo vem do mar. E vaza muito menos que você imagina. A operação de extração de petróleo no mar é muito limpa e bem fiscalizada, já que as multas são estúpidas. Sob ponto de vista de impacto ambiental, o petróleo brasileiro é muito mais limpo.

  • msella80

    Galera, temos que ser práticos e diretos. O sonho de todo mundo é ter uma gasolina com 10% de álcool, para que se possa aumentar significativamente a taxa de compressão e se obter uma melhor queima do combustível, gerando maior potência e economia. Mas todos nós sabemos que num país como o Brasil isso JAMAIS acontecerá. Além disso, num estado como São Paulo, onde a gasolina chega a custar o dobro do álcool, não se consegue convencer a população a optar pelo combustível fóssil só porque a produção de álcool agride o solo fértil e subemprega os tais bóias-frias. Infelizmente, o consumidor pensa no seu bolso. Cabe ao governo adotar medidas que nivelem e diminuam as discrepâncias entre os valores dos dois combustíveis na bomba.

  • Ezequiel Favero Pires

    Até aceitaria motores flex se fossem com taxa variável, tipo o projeto da Saab (Saab SVC Engine), que aí daria pra usar até Podium com taxas de 14,5 ou 15:1, quem sabe…

  • V_T_G

    Olha aí do que eu falava, as emissões do diesel são muito difíceis de conter. Não vai ficar só na VW…

  • Liberal

    Olha, não sou defensor do álcool combustível do ponto de vista técnico, nunca tive um carro 100% álcool e só tenho carro flex por imposição do mercado. Porém, se me permitirem, gostaria de discordar do autor.

    Não considero certa a afirmação feita, não só nesse post mas dos opositores do álcool, que este tira espaço de cultura de alimentos no Brasil. O Brasil não carece de espaço para se produzir alimentos, tanto que já é o segundo maior produtor e exportador de alimentos do mundo, sendo que a FAO indica que em breve deverá ultrapassar os EUA nesse quesito. A agricultura hoje já é responsável por quase 50% das exportações brasileiras e é o setor mais avançado e eficiente da economia brasileira, e não por acaso, um dos mais abertos, o mais próximo que temos em nossa enjambrada economia de um setor liberalizado.A agricultura é uma commodity, e como tal, depende muito e é altamente afetado pela oferta e procura. E com tudo isso o Brasil não está ficando mais rico, bem pelo contrário, graças às trapalhadas do desgoverno e nem vai ficar, pois dificilmente um país enriquece somente com commodities, sem exportar produtos de valor agregado. Então, do meu ponto de vista, esse não é um argumento válido contra o uso do álcool combustível, embora existam outros.

    Porém, sou totalmente contra o governo criar subsídios e intervir fortemente do mercado de combustíveis, distorcendo o mercado e criando essa confusão energética com o país. Como entusiasta do liberalismo econômico, acho que o papel do estado nesse, assim como em outros assuntos, deveria ser mínimo.

  • Joao Mario

    Sempre fui defensor do etanol como combustível, pelas múltiplas vantagens dele comparado com quaisquer gasolinas.
    E não adianta que nunca a Petrobrás vai produzir aqui no nosso mercado, gasolinas de qualidade dignas de serem comparadas com as melhores gasolinas do mundo, portanto esse percentual obrigatório por lei de 25% a 27% de etanol adicionado nas nossas gasolinas está garantindo uma melhora geral na qualidade das nossas gasolinas e diminuindo também a emissão de poluentes quando comparado com possíveis gasolinas brasileiras puras, sem adição de etanol.
    Isso até já é um fato mais do que comprovado aqui no Brasil !!!

  • Daniel Girald

    Eu já fui a favor do álcool como combustível quando era mais novo, mas hoje já não considero tão vantajoso. Para aplicações na indústria química é inevitável a necessidade do álcool etílico e outros álcoois, que no entanto não dependem exclusivamente da cana-de-açúcar como matéria-prima, mas como combustível renovável para motores de ignição por faísca eu acabei ficando mais favorável ao biogás/biometano que pode ser produzido a partir de qualquer resíduo agropecuário/agroindustrial e também de esgoto doméstico. Até mesmo a vinhaça resultante da produção de álcool pode ser despejada em biodigestores para conversão em biogás e adubo orgânico. Já para aquelas aplicações na indústria química que realmente dependem do álcool poderiam ser aproveitados resíduos do beneficiamento industrial de frutas (basta lembrar que na Itália se utiliza bagaço de uva como matéria-prima para álcool), ou ainda seguir o exemplo da Suécia, onde desde 1909 se utilizam resíduos do manejo florestal e da produção de polpa de madeira (usada na fabricação de papel) como matéria-prima para o etanol celulósico.

  • PauloHCM, pois é, enquanto “sustenta” temos um combustível pobre, de baixo poder calorífico, muito bom para espiriteiras — e um mercado comum em que o combustível de motores ciclo Otto não é comum. Muy expertos esos brasileños.

  • André, essa “vantagem” de o álcool ser renovável o seria de fato se o petróleo estivesse em risco de se esgotar, o que está pelo menos 100 anos adiante. Essa justificativa e defesa do álcool é infundada.

  • André, a natureza não gosta de oscilações como a gangorra de se produzir CO2 (que o álcool também produz), acumular-se, e depois no crescimento da planta ser absorvido. A natureza tem seu curso natural criado pelo Arquiteto do universo. E há outro aspecto nessa história que ninguém comenta, o CO2 vai todo para a troposfera, que fica entre 7 km e 17 km acima da superfície terrestre. Acha mesmo que a planta vai caçar o carbono justamente dessa região da atmosfera?

  • André, fico com gasolina, com seu maior poder calorífico (59,3% mais que o álcool), que infelizmente o Brasil (só podia ser…) estraga misturando-a com álcool a 27,5%.

  • Davi Reis

    Álcool no RJ é muito caro, sempre fico impressionado com isso. Hoje, aqui em Belo Horizonte, no mesmo posto de dois anos atrás a gasolina comum está em torno de R$ 3,60 e o álcool a R$ 2,72.

    • Davi, preço do litro do álcool 75,5% do da gasolina. Inviabiliza o “combustível de espiriteira” do ponto de vista econômico. Só vale para quem quiser mais potência nos carros em que a diferença é grande com um combustível e outro.