Ao comprar um automóvel, freguês deveria se cercar de racionalidade. Mas, no frigir dos ovos, valem mesmo as “emocionalidades”…

 

Na semana passada, comentei aqui sobre a racionalidade (ou não) na compra de um automóvel. Recebi vaias e aplausos. As primeiras, de quem detesta ter que agir sempre racionalmente, sem dar espaço à emoção. Aprovaram os que pensam cartesianamente…

O que caracteriza a compra racional de um automóvel?

1 – Pesquisar se tem razoável valor de revenda. Afinal, ninguém está a fim de perder muita grana ao passar o automóvel para frente;

2 – Verificar (tem tabela do Inmetro) o nível de consumo de combustível. É uma despesa semanal que, no final do ano, provoca um razoável rombo no saldo bancário;

3 – Pós-venda. A capilaridade da rede de concessionárias, a qualidade de seus serviços, o estoque de peças de reposição, a eficiência e a rapidez do reparo;

4 – Custo de manutenção. Quanto se vai pagar pelas peças e mão de obra nas revisões do carro, principalmente se for importado, pois tem marcas que não hesitam em “enfiar a mão” depois que o cliente está conquistado;

5 – Orçar o seguro. Seu custo pode ser elevado e assustar quem não procurou se informar antes de fechar o negócio. Modelos que fazem sucesso entre os amigos do alheio pesam os cálculos estatísticos das companhias seguradoras. Dois automóveis podem custam o mesmo, mas, na hora do seguro, o de um pode ser o dobro do outro.

6 – Como se comporta o carro num crash test? Quantas estrelas recebeu ao ser contra a parede? Qual o nível de proteção aos adultos e crianças no banco traseiro? Oferece, pelo menos opcionalmente, dispositivos eletrônicos de segurança ativa e passiva? Controle de estabilidade (ESC), airbags laterais? Ou nada disso é necessário, pois acidente só acontece com os outros (…)?

7 – Índices de reparabilidade. Emitidos pelo Cesvi, permitem comparar o custo do reparo de dois automóveis. Quanto menor o índice, mais barato o conserto depois de uma batida. Quanto menor o valor do reparo, menor também o custo da apólice de seguro;

8 – Espaço interno. Indispensável avaliar o banco traseiro, principalmente quem tem filho com quase dois metros de altura. Além disso, se toda a família viaja reunida nas férias, nada como verificar o volume do porta-malas.

9 – Sobressalente. Quantos motoristas se esquecem de verificar a posição do estepe e a dificuldade para retirá-lo quando necessário. Em alguns modelos, ficam sob a carroceria, exigindo verdadeiro contorcionismo na operação para substituí-lo pelo outro que se danificou;

10 – Desempenho. O cliente até saiu com o carro para um test-drive. Mas foi sozinho com o vendedor, gostou da performance e fechou negócio. Dias depois, com toda a família, cinco pessoas mais bagagem, não conseguiu subir nem a rampa para sair da garage do prédio. Filhos tiveram que desocupar o banco traseiro para aliviar o peso…

Depois de todo este blá…blá…blá para lembrar as racionalidades que indicam a conveniência (ou não…) daquele automóvel, existem algumas outras alternativas. O critério racional dá lugar às “emocionalidades”, entre elas:

1 – A mulher entra no showroom, vê o carro e diz: “Arrasou!”. E fecha o negócio;

2 – O homem entra no showroom, vê a ficha técnica e diz: “Quero este foguetinho!”. E fecha o negócio;

3 – O jovem entra no showroom, vê o conversível e diz: “Perfeito para a balada!”. E fecha o negócio…

No frigir dos ovos: razão ou emoção? Resposta por conta do Paulo Keller, que disse (muito bem dito) recentemente, aqui no Ae: “Mas o ser humano não é só racional. A parte emocional que nos habita nos torna bem complexos. E é essa parte que deve tomar conta do desejo e suas facetas”.

BF

Foto de abertura: tomwood.com
Boris Feldman, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos, autoriza o Ae a publicar sua coluna veiculada aos sábados no jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte (MG).
A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


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Sobre o Autor

Boris Feldman
Coluna: Opinião de Boris Feldman

Boris Feldman é engenheiro elétrico formado pela UFMG, também formado em Comunicação, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos. Além da coluna Opinião de Boris Feldman no AUTOentusiastas, é colunista do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e do jornal O Povo, de Fortaleza e tem o programa de rádio Auto Papo, na emissora Alpha FM, de São Paulo, e em mais 38 emissoras pelo país, com três edições diárias.

  • CorsarioViajante

    QUe texto infeliz… Acho que as pessoas são mais complexas, e é desnecessário ficar no estereótipo de que ou você é um “bean counter” ou um imbecil que compra só pq achou bonitinho.

  • WSR

    Tema complicado de discutir. Se o carro possui um “marketing” forte por trás e a marca já possui uma fama boa no mercado como Toyota e Honda, isso já influencia bastante a cabeça do consumidor, mesmo que o carro não seja o melhor disponível no mercado.

    O desenho do carro é algo subjetivo mas que também conta muito. Conheço gente que acha o Up! horroroso e nunca compraria um mesmo sabendo as qualidades dele. Ao contrário, já vi pessoas que compraram o belíssimo 307 automático por causa do visual e arrependeram-se amargamente na hora de vendê-lo quase 15 mil reais abaixo do preço de tabela por conta de problemas no câmbio. E o tal Agile, conheço muitas mulheres que acham lindo aquele desenho que, para mim, é simplesmente horroroso no geral, apesar das bonitas lanternas traseiras…

    Acho que seria interessante o consumidor partir para uma atitude pró-ativa, munindo-se de informações suficientes para não arrepender-se depois. E claro, em contrapartida, essas informações deveriam estar plenamente disponíveis nos meios de comunicação, sejam elas fornecidas pelos fabricantes e revistas especializadas.

    No caso dos carros usados, acho mais complicado, pois envolve uma arte ou dom de farejar carros que não foram severamente sinistrados e reformados, além de conhecimento para isso. Muita gente simplesmente ignora essa parte.

    Mas será que o brasileiro (cidadão e indústria) será assim algum dia ou teremos que esperar sempre o Estado promulgar leis que apenas atendem parte do processo? (Exemplo, o sistema de freios antitravamento e as bolsas de ar infláveis). E isso vale para tudo, desde a compra de um simples copo de água mineral até a compra de um apartamento.

    Por fim, salvem as peruas. 🙂

  • Daniel S. de Araujo

    Ninguém compra automóvel racionalmente. O lado racional serve apenas (e apenas mesmo) para justificar a emoção de comprar um carro, que por sinal, racionalmente falando, é a maior irracionalidade comprar zero km.

    • mecânico

      Tenho conhecidos que trocam de carro quase todo ano, não raro pelo mesmo modelo, e se justificam (sem que ninguém tenha perguntado) dizendo que trocou antes que desvalorizasse mais…

  • CCN-1410

    Entre os três carros da foto, a emoção diria para eu comprar o conversível, mas aí a razão diria que em nossas estradas empoeiradas, mesmo as asfaltadas, seria ilógico.
    Minha esposa por certo escolheria o suve, mas aí eu diria que ele é mais cansativo do que o automóvel em viagens e que devido a sua maior altura, é um pouco complicado estacionar. Também diria que seus pneus por serem maiores custariam uma pequena fortuna na troca.
    Então a lógica diria para que eu comprasse o carro do meio, porque sem ter os “defeitos” dos outros, ele possui apenas duas portas, que eu prefiro, e o caroneiros que se lixem!
    Belo artigo!

  • Nelson C

    Quanta amargura.

  • Teo

    Arrasou!

  • Roberto

    Acho que a importância de cada um destes itens depende muito do que se pretende com o carro. Veículos onde deseja-se permanecer com ele por muitos anos a desvalorização considero ser algo de pouca importância.

    Mas alguns itens eu considero sempre importantes e sempre verifico antes da compra, como o preço do seguro, valor das manutenções, consumo e desempenho.

    Sobre o pneu sobressalente, para mim tanto faz, já que nem lembro qual foi a ultimo vez que furou um pneu de um carro meu ou da minha esposa. No caso dos estepes externos, tento negociar uma boa trava na hora da compra do veículo.

    • Stark

      Meu pai não compra carro com estepe embaixo da carroceria em hipótese nenhuma. Pode ser o melhor carro do segmento, mas se tiver estepe externo, está descartado. Ainda bem que são poucos os que insistem em mantê-lo do lado de fora. Acho que o Fiesta 94 (que adotava esse tipo de estepe) que tivemos trouxe vários aborrecimentos dos quais não me recordo agora.

      Também há anos que não usamos o estepe, passamos 6 anos com o carro anterior e o estepe nunca saiu do porta-malas.

  • Boris, minha família sempre me ensinou a ser racional ao extremo para comprar e emocional para usufruir.
    Quando fui adolescente, como todo bom “aborrecente”, fui na onda do emocional. Errei feio e aprendi a lição. O evento de comprar era emocionante, mas depois, quando eu ia usufruir, os defeitos do meu objeto do desejo apareciam de forma desagradável. O dinheiro estava gasto e não dava para voltar atrás. O negócio era usufruir daquele jeito mesmo e ser mais racional na próxima compra.

    Hoje sou muito racional na compra, mas com um passo à frente da racionalidade que você descreve, pois pesa na minha decisão como irei “curtir” aquele objeto depois.

    Sou o maior exemplo da minha explicação.
    Quando a GM lançou o Kadett Ipanema, ainda lembro de dizer para um amigo de faculdade: “…que carro feio!…”
    Anos depois, eu precisava comprar um carro e a compra racional era um Kadett ou uma perua Ipanema. Coisa do destino, topei com uma perua impecável quando menos esperava e 15 anos depois continuo com ela.

    Veja que como membro do Ae, regularmente testo alguns carros, incluindo carros dos sonhos, como o Audi RS4, mas isso não me tira o prazer de continuar dirigindo minha fiel companheira de aventura.

    A emotividade é boa para o fabricante e para o concessionário. Vende-se fácil um carro mais caro que o consumidor não precisa.

    Do lado do consumidor é que essa emotividade tem que ser bem pensada.
    Que tipo de emoção passageira é essa que o consumidor tem que o faz se contorcer por dentro antes de comprar e dois ou três anos depois ele põe para frente e compra outro objeto de desejo, perdendo muito suor do rosto em desvalorização e juros de financiamento que nunca se termina de pagar e que é um peso no orçamento doméstico que impede que se “curta” o próprio carro numa viagem de férias com a família?

    Eu não enxergo o automóvel como um fim em si na minha vida. Ele é para mim, o companheiro de muitas aventuras. Então que seja confiável e fiel, mesmo que velho e feio.
    Então repito:
    – Comprar com a razão para usufruir com toda emoção.

    • Aldo Jr.

      André, concordo com seu comentário. Sou o feliz proprietário de, nada mais nada menos, cinco “velhinhos”, alguns bem mais antigos que sua Ipanema. Se juntasse todos daria para comprar alguma coisa bem mais nova, mas me recuso a fazê-lo. Curto todos eles, cada um com sua característica, e não tenho um uso que justifique carro mais novo. O fato é que as pessoas simplesmente não fazem conta e, como diz o ditado, “compram o que não precisam, com o dinheiro que não tem, para mostrar para quem não gostam”. E com isso ficam submetidos a uma verdadeira escravidão, trabalhando desesperadamente para empatar grande parte do orçamento doméstico em nada. Só percebem o erro quando a grana pára de entrar, como no momento em que vivemos, e aí é tarde. Abraços a todos;

      • Aldo Jr, é bem por aí. As pessoas confundem algumas coisas sobre as quais tive que pensar em um determinado ponto da minha vida.
        Vou deslocar o foco de automóvel para computador para que alguns detalhes se sobressaiam.

        O que é entusiástico num computador? É a máquina em si, ou o que ela proporciona?
        Eu conheço uns malucos que se não tiverem o computador topo dos topos, a máquina não é “entusiástica”.
        Qual a diferença entre eu escrever o artigo para o Ae num Core i7 de última geração e num computador com 8 anos? O Core i7 não vai me fazer escrever mais o artigo só porque é X vezes mais rápido.
        Ao contrário, para mim a máquina velha é que é entusiástica. Fazer um i7 rodar rápido não é desafio. Fazer um computador de 8 anos rodar bem as aplicações corriqueiras é. Por isso sou o santo protetor dos computadores senis.

        Em compensação, o i7 (ou o i5) não é entusiasmo, mas racionalidade. Eu tenho usado algumas aplicações que andam pedindo uma máquina rápida.
        O vídeo que eu fiz na minha última matéria tem menos de 15 minutos, mas demorou mais de 1 hora e meia para ser renderizado na minha máquina velha. Aí sim compensa a máquina i7.

        Entusiasmo por carro tem aspectos semelhantes.
        Entusiasmo tem muito mais a ver com a forma como se usufrui do carro do que do carro propriamente dito.

    • Fernando

      Vivi também com isso, principalmente épocas de muitos deveres.

      Mas como nem só de obrigações vivemos, acabei sempre fazendo as escolhas no que pode me agrada, sem que isso seja algo desmedido. E do ponto de vista dos outros, devem pensar que só pensei friamente…

      • Fernando, tudo é questão de equilíbrio.
        A compra totalmente racional não alimenta o espírito, mas a compra unicamente pela emoção pode trazer mais desgosto do que alegria.

        Um problema que nós temos não é o do consumo, mas o do consumismo. As pessoas compram o que não precisam.
        Hoje o exemplo máximo disso está nos smartphones. 9 em cada 10 usuários de smartphones top não precisam deles. A maioria sequer sabe configurar e usar direito. Eu tenho um smartphone que custa 1/4 do preço do topo e uso 1000% a mais que essas pessoas. Isso não é necessidade nem entusiasmo. O entusiasta de smartphone usa seu aparelho até o osso e não como mero adereço.

        Mesma coisa ocorre com carros. Hoje temos uma onda de consumo pelos suves e pcapes grandes usados como carro particular. É necessidade? Não.
        A maioria dos modelos tem relação peso-potência bem pior que Celta 1 litro. Isso é entusiasmo real ou outra coisa?

        Uma coisa é verdade: esses carros grandes são tóxicos para o travado fluxo de tráfego urbano. Basta um carro desses ficar preso numa passagem estreita e todos atrás dele ficam presos também. E quanto mais carros desses no trânsito travado, pior.

        Eu tenho uma raiva nada entusiasta cada vez que fico preso atrás de um carro deles que só tem o motorista.
        Nada contra o carro em si, mas é o carro errado no lugar errado usado pelo motivo errado e penalizando todos por isso. É entusiasmo ficar ouvindo quem está atrás buzinando com raiva dele?

        Não coincidentemente os donos desses carros são os piores na hora de estacionar, por exemplo.

        São sempre os sujeitos que param atravessados tomando 2 vagas no estacionamento do supermemercado lotado ou com a traseira travando a passagem de circulação porque não cabe direito na vaga pequena. Tenho muitas fotos assim num supermercado do bairro. Nenhuma delas com carros pequenos. Sempre com suves e picapes.

        São sempre os vizinhos de vaga no condomínio que te ligam às 3 da manhã para você tirar o seu carro da sua vaga para ele estacionar e poder sair do carro dele porque ele
        não tem espaço pra abrir a porta.
        Será que o “entusiasmo” de uma pessoa assim vale mais que o respeito aos direitos do vizinho?

        Não acredito que uma pessoa que tenha um carro destes e passe por saias justas deste tipo por entusiasmo real. Não faz sentido.

        Mas é aquilo que já expliquei nos meus artigos: Yin e Yang. O próprio sucesso desses carros vai gerar o seu fracasso. Uma hora os donos cansam das aporrinhações e saias justas e partem para outros modelos melhor adaptados ao ambiente urbano atual.

        • Fernando

          Exatamente André!

          Esse seu exemplo do smartphone é o que reparo, sendo que sou um trabalhador da área de TI e embora reparo no mesmo (o entusiasta usar o máximo os recursos e assim muitas vezes não compra nem perto do topo), mas eu nem entro nesse assunto em uma roda de amigos, pois sempre no meio há um elevado percentual dos que tem o topo e tentam justificar que “querem mais recursos”.

          Estava hoje cedo conversando sobre isso com minha esposa: meu primeiro smartphone comprei há alguns anos, e realmente me ajudou bastante na comunicação e usar algumas ferramentas de trabalho (até um ping ou conexão remota). A minha esposa já estava precisando de um para a mesma finalidade, dei o meu a ela e comprei um outro para mim, na época era o lançamento do Moto G. Peguei uma bela promoção (se tratando de um lançamento, mais ainda) e fiquei com ele até esses dias, não querendo trocar por outro, mas ele vinha já com um problema de som que tentei de toda entender se era software ou hardware (há um bug conhecido de som no Lollipop) mas por fazer até troca da ROM e alteração de parâmetros de volume não resolveram; vim usando até que foi tomado por uma lentidão incrível e não teve jeito.

          Estes dias a Asus lançou o Zenfone 2 e recebi uns links de promoção, mas por menos da metade do valor, comprei a versão menor e que me satisfez perfeitamente, espero que dure no mínimo mais 2 anos.

          Com esse novo objeto de desejo dos amigos do alheio (e dos calçamentos também, aprendi a usar capinha), foi o que comentei com a minha esposa: com um aparelho de R$ 1.000~R$ 2.000, a pessoa se sente ameaçada e então com uma sensação de risco talvez até maior do que é na verdade. Então faz um seguro, que custa na faixa dos R$ 300. Ok, é válido e para quem anda na rua pode ser o salvador de muito mais que esse valor mesmo. Mas para mim, comprar um aparelho que faz tudo que este, mas pagando R$ 600, faz um seguro destes que custasse R$ 150~R$ 200 não ser tão interessante. Se estivesse com aquele mais caro, qualquer possibilidade de perder um montante maior de meu suor em cédulas seria mais doloroso. Na real, não tive meus últimos furtados e assim ele tem a missão de mesmo que algo ocorra, a demanda e o que ele faz estão perfeitos.

          Sobre as picapes e SUV, também passo certos momentos de reflexão quando vejo uma senhora(tanto no trânsito, que não conheço, quanto as que conheço e sei que nunca o tiraram das estradas pavimentadas e nem carregam nada na caçamba) atravancando o trânsito com aquilo, mas é o gosto pessoal que sempre tem alguém para defender que ela tem direito de comprar o que quer. Mas estes creio que não reflitam muito sobre isso, só sobre o óbvio que é o que cada um comprou o que o dinheiro ou boleto permitiu e saiu da loja feliz da vida. Pois bem, já falei que vou comprar um elefante de estimação e vou levar ele passear no parque, e o poodle delas que saia da frente, igual elas fazem no trânsito(aí eu vou me sentir com “sensação de segurança”, que é o que ouço tanto dizerem)…

        • Newton (ArkAngel)

          Simples: esses mastodontes não foram feitos para as estreitas ruas de São Paulo. É a mesma coisa que querer andar de Lincoln Navigator nas ruas da França.

  • César

    Será que posso deixar minha opinião? Se o sujeito quiser atender a todos os itens elencados, é melhor continuar andando a pé. Porque não existe modelo que satisfaça todos eles.
    Em relação ao primeiro item, hoje em dia nenhum carro tem bom valor de revenda. Tente-se vender ou trocar um carro usado e o prejuízo será bem maior do que o esperado. Isso existia no tempo em que os modelos demoravam quase uma década para serem atualizados. Num mundo em que tudo muda radicalmente todos os anos, o “alto valor de revenda” tornou-se uma utopia. Quanto aos itens 6, 7 e 9, ninguém compra carro esperando bater, ter que consertar ou trocar pneu. Compra carro esperando ter uma ferramenta de trabalho ou um item de conforto ou diversão para a família.
    Quanto ao seguro, sempre cabe orçar. É um dos poucos segmentos do mercado em que ainda existe uma acirrada e saudável concorrência.

  • Mr. Car

    Creio que para um carro de uso particular, não tem como não colocar alguma carga emocional na compra, o 100% racional fica mesmo para os de frota, que não serão usados por quem os comprou. Mesmo um taxista, no caso de ser o próprio dono e usuário do carro, suponho que coloque alguma emoção na escolha. Trabalhar o dia inteiro com um carro que não tem nenhum atrativo em especial para o sujeito, deve ser dose, he, he!
    Para pensar: “A vida é uma comédia para o homem que pensa, e uma tragédia para o homem que sente”. (Horace Walpole)
    Para ouvir (Youtube): “Twilight Time – The Platters”

  • Comentarista

    A diferença entre a razão e emoção na compra do carro é a capacidade financeira do cidadão, pelo menos na teoria.
    Eu por exemplo, ando máximo 5.000 km por ano. Se fosse rico teria um carro, mas hoje seria uma despesa desnecessária, tanto que vendi o meu, que mesmo sendo uma carrocinha, dava despesa e rodava apenas 15 km/dia. Para mim hoje carro é totalmente supérfluo, racionalmente falando.

    • Fat Jack

      Depende muito da localidade em que se reside e do oferecimento de transporte público nela.
      Eu (quando da aquisição de um imóvel) tentei ficar sem carro, não consegui por sequer uma semana, e parti para busca mesmo de confiabilidade questionável…(acabei adquirindo um bastante confiável com pagamento literalmente “de pai para filho”)

  • Mr. Car

    Exemplo de “emocionalidade”: quando um carro tem o interior monocromático clarinho como o conversível da foto, já me dá vontade de assinar o cheque. Ah, se eu achasse um Sentra Unique 2012 impecável! Perdoaria até a carroceria preta, que não gosto. O prazer do interior clarinho suplantaria em muito o desprazer da carroceria preta. Eu sou realmente louco por estes interiores, he, he!

    • Danilo Grespan

      Concordo que é muito bom, um diferencial. Tenho um carro com bancos cinzas bem claro, quase branco, e idem em detalhe nas portas. O único problema é usar calça preta todos os dias, cinto de couro etc, e viver tendo que usar removedor nos bancos, pois com uns 4 meses, já está manchado exatamente na lateral da entrada. Se fosse jeans então, acho que seria pior…

      http://www.euamopeugeot.com.br/wp-content/uploads/2015/01/peugeot-308.jpg

  • milton

    Receita boa para quem vai comprar um caminhão.

    • Zelig

      Bem lembrado. Só retirando a parte do crash test, que dono de empresa não está nem aí.

      O Boris deve ter um Constellation na garagem.

      • Cristiano Reis

        Ri demais aqui…

      • Roberto

        Mas na vida real os caminhões se saem bem neste quesito, já que as colisões nas estradas geralmente ocorrem com veículos pequenos e bem mais leves.

        • Lucas Vieira

          Em partes Roberto, eles se saem bem contra pequenos, mas quando o embate são entre os grtandes a coisa muda de figura, tanto que a Scania esta seriament pensando em voltar aos “bicudos” na próxima geração de cabines, com um capô não tão comprido como os antigos série T, um meior termo, como era o antigo MB 710.

          Vamos aguardar.

  • Leandro

    O melhor carro na resultante desses 10 quesitos é o Cobalt. Eu tenho um e ele é a compra mais racional (salvo se a GM continuar aumentando assustadoramente o preço dele para próximo de 70 mil reais)

    • Fat Jack

      Eu me considero racional, mas não teria um Cobalt, acho caro demais pelo que oferece, a versão 1.8 (de melhor desempenho) tem a fama de “gastona” (não tenho um, portanto não posso atestar se procede ou não), aquele painel “de moto” e a frente (pra mim ser harmonia alguma) me impedem de tê-lo mesmo fã de várias gerações de GM.

      • Leandro

        Prezado: respeito sua opinião, mas você não vai achar algo igual por esse preço com o conforto, espaço interno, estabilidade, desempenho razoável e porta-malas. Os acertos de chassi e da suspensão, p.ex., são surpreendentes. Foi o que mais me surpreendeu; esperava um carro molenga, balançando mais que F-4000. Me enganei! Aliás, tinha um Golf 2.0 2003 antes e, ainda que o Cobalt não seja um Golf na arte de fazer curvas, também não vai deixar o dono com raiva ou com medo, não. Todo muito que julga (e mal) o Cobalt pelo design da lataria, sempre se surpreende quando: 1º) entrar em um e sentar no sofá espaçoso que é o banco de trás, com espaço pras pernas e pra cabeça melhor que Corolla, Cruze e cia (eu, com 1,85m, sento no banco de trás com o dianteiro regulado para minha altura e ainda sobra espaço pras pernas; já no Corolla novo, a cabeça raspa no teto e o joelho fica colado; no Cruze, então, é claustrofobia total…); 2º) pegar um pra andar, principalmente na estrada, e verificar a solidez direcional do carro. Na estrada, ele vai muito bem. Mantém 140 km/h com uma tranquilidade, um acerto direcional e um silêncio fora do comum. A 6ª marcha do automático mantém a rotação bem baixa a 140 km/h, com o motor sussurrando próximo à faixa de torque máximo, e o silêncio impera na cabine. Diria que o Cobalt é um “mini-Vectra” do Século XXI (ok, fui longe, mas….); ou um “mini-Monza” (apesar das medidas maiores que o Monza…). O Cobalt 1,8 é, de fato, um carro que consome muito combustível; principalmente na versão automática (a que tenho hoje). Mas tudo tem um preço na vida: não existem só os bônus; os ônus também entram na equação financeira da vida. O “painel de moto” é questão de gosto; eu acho simples, original e bacana; e é fácil de ler. A frente do carro vai mudar (assim como a traseira); e pelo que vi nas projeções das publicações especializadas, vai ficar bem bacana. Enfim, faça um teste drive num Cobalt; todo mundo que faz desce do carro dizendo: “Gostei!” E alô Paulo Keller, Bob Sharp, Arnaldo, Boris e Cia: assim que sair o novo Cobalt, testem-no, por favor! Grande abraço,

        • Fat Jack

          Nada como a troca de ideias com quem sabe respeitar as diferenças!
          Quem sabe com o surgimento da nova versão eu faça realmente um test-drive, só que eu creio que a Chevrolet o colocará num “novo patamar” de preço, (e isso não é exatamente um elogio) haja visto o preço cobrado hoje pela versão 1.8 (8v) automática…, batendo na casa dos R$60.000,00 o que a meu ver o coloca em “combate” com os médios de fato.
          Quanto ao teste, infelizmente não é muito fácil disso ocorrer, a Chevrolet costuma “boicotar” algumas mídias em favorecimento de outras…

  • Mr. Car

    Rodo isto também. Na ponta do lápis, me sairia muito mais em conta ir para os lugares de ônibus, táxi, e até avião. Mas…adoro carros, e dirigir. O carro, especialmente no meu caso, que nem uso para trabalho (o meu), é realmente um supérfluo, um “luxo”. Mas é o único luxo de que não abro mão. Não dou a mínima para roupas de grife, relógios caros, o smartphone da moda, restaurantes finos, ficar em hotéis 5 estrelas, etc, mas carro… tenho que ter! E como praticamente só o uso para viajar, tem também a questão do conforto, e da liberdade. Vou ouvindo a música que quero, paro nos postos que quero, não corro o risco de pegar um chato sentado ao meu lado tentando puxar papo ou dormindo e desabando para o meu lado, mudo o trajeto da viagem se me der na telha…nada disto eu teria em um ônibus, embora me saísse muito mais barato, he, he!

    • CCN-1410

      Sempre que possível, eu escolho o trajeto mais longo e demorado ou que ainda não conheço.
      Também não dou a mínima para luxo e coisas afins, mas gosto e tenho uma pequena coleção de relógios baratos.

    • Rafael D’amico D’amico

      Mr. Car. Concordo 100 % . Faço o mesmo, é meu luxo, meu prazer, andar de perua com seis cilindros e a gasolina. O preço da gasolina ? Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe.

  • Lemming®

    Eu digo o seguinte…
    Para uso eventual pode comprar qualquer carro que atenda seus desejos…
    Para quem usa o carro todos os dias para trabalhar só tem o 0-km.

    • Daniel S. de Araujo

      Um dois carros que mais usei todos os dias e para trabalhar foi uma Saveiro Supersurf 2003, comprada com 9 meses de uso. Usei o carro para valer e nunca tive dor de cabeça. Na época paguei R$ 32 mil enquanto uma zero idêntica custava R$38 mil + IPVA.+emplacamento…

    • Cristiano Reis

      Mas até os 0-km estão vindo com problemas…

  • Thiago Teixeira

    Existe razão num carro conversível?

    • Rafael D’amico D’amico

      Thiago, concordo plenamente com você. Gosto tanto quanto de uma charrete.

    • Danilo Grespan

      Existe uma grande razão: prazer extremo. Eu tenho um 308 com o teto de vidro e já acho sensacional dirigir todas as manhãs possíveis com o sol dentro do carro… um conversível, que mesmo em dias frios permite aquecimento e ar quente nos bancos.

  • ochateador

    E quais são os três carros da foto? (de curiosidade mesmo)

    • o chateador
      Foto meramente ilustrativa, marca/modelo é irrelevante neste caso. Para saber quais são, só procurando, e tempo não anda sobrando…

    • Bikentusiasta

      O vermelho é um Infiniti Q60 coupé.

    • CCN-1410

      O conversível é o Nissan Murano, o suve é o Nissan Rogue e o vermelho é o Nissan Altima coupe.

  • Lorenzo Frigerio

    AAD, você é o menos autoentusiasta – no sentido padrão da palavra – do Ae. Autoentusiasmo é paixão, é I-racional, é… como diria o sr. Spock, ilógico.

    • Lorenzo Frigerio, há muitos tipos de entusiasmo. Ser racional para depois gozar a plenitude da emoção não é ser menos entusiasta. Acho muito mais triste comprar puramente pela emoção e se arrepender depois.

      Tenho esse exemplo na minha família. Minha prima era a santa padroeira das lojas de celular. Ela comprava um celular puramente pela aparência e em 2 semanas estava reclamando que o celular não prestava, não fazia o que ela queria… Dois meses depois estava comprando outro. Eu dava conselho e ela não gostava porque não não era o mais engraçadinho da loja.
      Um dia ela cansou e decidiu ouvir a minha indicação. Gostou tanto que agora ela só compra o que eu indico. E agora os celulares dela duram 2 anos ao invés de 2 meses.

      Qual dessas duas formas de comprar é a mais entusiasta?

      • Newton (ArkAngel)

        Por isso que desde um tempo atrás só compro celulares da Positivo. Custam metade do preço de um Samsung pelas mesmas funcionalidades. E nele eu posso ler e ver coisas que me emocionam da mesma maneira que se fosse de outra marca.

      • Lorenzo Frigerio

        Meu Nokia flip parece ter pifado definitivamente depois de quase 6 anos. Pesquisei e descobri um da Sony com 9 cm de comprimento e teclado físico deslizante, e uma excelente câmara. Só que ele sumiu do mercado e não tem sucessor. Os menores dos menores smartphones têm 11 cm. Acho que esses aparelhos enormes refletem o desejo das pessoas de aparecer, e o que menos fazem são ligações telefônicas, que era justamente o seu propósito principal.

        • Fat Jack

          Excelente análise, concordo plenamente!
          (e ando torcendo para o meu “pré-histórico” celular durar ainda mais um tempinho, pois é pequeno, não descartável, me atende muito bem e não custou os olhos da cara)

  • Lorenzo Frigerio

    Quando a pessoa pode se dar o luxo de ter vários carros, pode dividir suas “múltiplas personalidades” entre eles. Ele pode ser racional com um (city car), apaixonado com outro (esportivo), prático com um terceiro (pick-up para ir ao sítio), minivan (para ir com a família à praia) etc.
    O grande desafio é abrigar todas essas facetas num carro só. Então, uma perua pode ser um carro bem “racional”. A VW poderia colocar o 2.0 TSi do Jetta na Golf Variant; ela ficaria perfeita, uma mini-Audi RS2.

    • Danilo Grespan

      Lorenzo, felizmente tenho a sorte de poder ter mais de uma “personalidade”. E isso sei que não é para muitos porém quando possível, é uma boa opção. É uma questão obviamente de largar a idéia de ter um bom carro zero que resolva todos os problemas, e ter dois ou mais antigos, que consiga atender demandas diferentes. A sua colocação é perfeita, é minha opção. Mais irracional que isso não tem jeito, afinal manter IPVA, seguro, mecânica etc, de mais de um, não é uma coisa tão coerente assim… mas como já acontece desde outro tópico: a emoção é muito presente no entusiasmo automobilístico. Boris se descabela nesse momento 🙂

  • R Rodrigues

    Penso em trocar um Focus 2.0 2013 comprado zero e nunca acidentado, por um up! TSI. Aí me digam o que acontece… razão ou emoção? E olhe que me considero racionalmente emotivo, ou seria emotivamente racional?

    • Fat Jack

      Para mim depende muito do uso que você faz dele (Focus), se for predominantemente urbano, e sua família for pequena vejo uma certa racionalidade na troca (afinal, o desempenho oferecido pelo up! não é desprezível, é bom para as vagas pequenas, principalmente é bastante econômico, e não vai precisar espremer todo mundo por falta de espaço).
      Se o uso for diferente, a compra é puramente emocional mesmo…

  • Diogo Rengel Santos

    Sobre razão e emoção principalmente entre nós entusiastas isto traz a seguinte pergunta: e qual seria o carro perfeito???? Está no Yin/Yang, o perfeito equilíbrio entre a razão e a emoção.

    O carro tem que aguçar os sentidos e dar o máximo de prazer. Entretanto ele tem que se adequar perfeitamente à realidade onde vive. O carro perfeito realiza sonhos e não cria pesadelos… Chegar nesta equação perfeita vai de cada um. O carro perfeito pra mim pode não servir para você e aí vai…

    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/17/Yin_yang.svg/2000px-Yin_yang.svg.png

  • Thiago Teixeira
    Total.

  • Mr. Car

    Também penso em um up! (Move) TSI. Só que meu carro é um Logan 1.6 2009. Se fosse um Focus 2.0 2013, eu não pensaria em trocar, he, he! Não agora, pelo menos.

    • Fat Jack

      Fiquei curiosos Mr. Car, tenho um Logan também e não o trocaria por um up!, pois o primeiro é um latifúndio enquanto o segundo é uma quitinete. Já meu Fiestinha Street…

  • Mr. Car

    Seria muito indiscreto perguntar quais seriam estes “velhinhos”? Sou um antigoestusiasta, embora ainda não seja proprietário de nenhum, he, he!

  • André K

    Curiosidade: A sua Ipanema é totalmente original ou você apimentou alguma coisa?

    “Eu não enxergo o automóvel como um fim em si na minha vida. Ele é para mim, o companheiro de muitas aventuras. Então que seja confiável e fiel, mesmo que velho e feio.”

    Perfeito!

    • Originalíssima, mas ao mesmo tempo fora de padrão de fábrica.
      Originalmente era carro de frota da própria GM (tenho a nota fiscal de venda da GM). Esses carros produzidos para frota interna muitas vezes são feitos fora de padrão.
      Em 1995, as peruas Ipanema eram produzidas apenas no modelo GL e o mais básico possível para não fazer concorrência com as peruas Astra importadas e equipadas.
      Essa minha Ipanema é completa, incluindo ar-condicionado, rodas de liga, vidros elétricos nas 4 portas (as Astra tinham vidro elétrico só na frente), travas elétricas… Só o painel original era simples (sem conta-giros) porque o chicote elétrico da GL era diferente da GLS.
      O painel é a maior modificação que tenho nela, trocado por um de Monza GLS.
      Outra coisa fora de padrão nela é que ela possui o único relógio analógico de painel original de Kadett que conheço no Brasil. Foi um presente de um antigo colunista do Ae, o Waldemar Colucci, que trabalhou na GM por muitos anos e trouxe o relógio do Kadett alemão para o carro dele e depois me deu.

      Meu carro é este aqui:
      http://quatrorodas.abril.com.br/classicos/brasileiros/chevrolet-ipanema-694058.shtml

      • Fat Jack

        AAD, estou tendo que segurar o queixo com as duas mãos aqui…, que coisa linda!! (não sei se por entender a proposta do carro nunca a achei feia, considerando algumas das versões especiais bem bonitas…)
        O painel (percebi de imediato não ser dela) é simplesmente perfeito, a adaptação requer muito trabalho?
        Eu, que tive um Kadett GS, sei o quanto estes carros são prazerosos de guiar, teria uma (difícil é encontrar uma de conservação e preço decentes).

        • Fat Jack, a adaptação exigiu refazer a sequência de fiação do painel, que é diferente. Tenho um arquivo em TXT em algum backup velho descrevendo as modificações.
          Algumas lâmpadas-espia que a fiação vinha no conector tiveram que ser mudadas para uma lâmpada externa. É o caso da lâmpada de injeção, que passou a acender no lugar do afogador nesse painel. Outra lâmpada desse painel que coloquei para funcionar foi a de injeção de gasolina da partida a frio. Instalei uma fiação em paralelo com o motor e a solenóide. É bom para não esquecer de abastecer o tanquinho.
          Uma luz que instalei por fora é a de troca de marcha. Tem essa lâmpada no painel original, mas não no painel adaptado. O jeito foi instalar um LED vermelho bem no canto entre o painel, pára-brisa e a coluna A.

          O que eu acho mais bonito nesse carro é a pintura. Esse azul dela, segundo a nota fiscal, chama-se azul cezzane. É uma cor que não era padrão do Kadett (parece, mas a do Kadett deste ano era pouco mais clara). Era cor do Vectra “A”. É uma cor que, sob a luz do sol, os pontos mais afastados ficam escuros, quase pretos, enquanto onde tem um reflexo do sol a cor reflete um azul bem vivo.
          Quem conhece peixes de aquário conhece um peixe chamado “neon”. Quando o carro passa sob o sol, cria o mesmo efeito, com o carro escuro e o brilho azul corre ao longo da linha de cintura do carro.

          • Fat Jack

            Sem dúvida alguma o carro e a cor foram feitos um para o outro, apesar de achar sensacional o Vectra GSI dessa (rara, ou seria raríssima) cor!

  • CCN-1410

    Thiago Teixeira,

    Eu tive a oportunidade de andar em dois veículos conversíveis: Jeep e Ford 31. É muito bom mesmo, mas nossas estradas são poeirentas e nossas cidades perigosas.

  • Michel

    Para quem mora em Brasília ou está de passagem, está ocorrendo até amanhã, dia 30, o XXVII encontro de carros antigos do Centro-Oeste.

    Ao todo são 400 veículos. É o maior e mais antigo do país.
    A coleção do piloto Piquet está lá e acredito que ele atendeu várias das emoções que teve,rs.

    “http://www.segs.com.br/veiculos/56621-pontao-do-lago-sul-recebe-xxvii-encontro-de-carros-antigos-do-centro-oeste.html”

  • V12 for life

    Da pra procurar o carro mais racional dentro daqueles que se gosta, ou seja o ideal é conciliar razão e emoção algo extremamente difícil de se conseguir.

  • Rafael D’amico D’amico

    Não sou e nem quero ser racional. Quem é racional não compra carro.

  • Nicolas Zorzi Lima

    Mr Car

    Acredito que hoje entendo seu muito bem formulado ponto de vista. Apesar da Golf Variant ter acabamento um pouco (não tanto quanto alardeado pelos Golfeiros) e economia bastante elevada em relação ao Focus, este de maneira alguma é um automóvel ruim. Muito pelo contrário, é excelente. O interior e exterior do carro com desenho mais ousado, o motor que se não é o top, faz seu trabalho muito bem junto com uma competente transmissão. Por outro lado vemos o seguro e preço de compra absurdamente menores. Ambos com suas qualidades e defeitos, e são em minha humilde opinião excelentes compras.

    Isso que me fez acertar a compra de um Focus SE Plus Fast back.

    Se você quer um carro que te dê emoção, não espere comprá-lo apenas com a razão. A felicidade não permanente mas diária no trânsito tem sim seu preço.

    Abraço

  • R Rodrigues, não existe uma resposta certa para isso. Cada um é cada um.
    O desempenho do carrinho é surpreendente. A sensação que passa é que se trata de um carro com motor 1,8-litro. Mas repara no que eu escrevi: “carrinho”. É um carro pequeno.

    Você tem um Focus. Será que você se sente bem num carro menor?

    Eu, por exemplo, gosto de carro pequeno, especialmente para trânsito urbano. Manobra fácil, estaciona fácil.
    É mais fácil eu ter um up! TSI do que um Fusion, por exemplo, por mais confortável que este segundo seja.

    Mas esta é a minha resposta. Pode não ser a sua.
    Melhor coisa que você pode fazer é observar e experimentar.
    Comece reparando como o up! se comporta nas ruas em relação ao seu Focus. Depois faça um test drive do up! prestando atenção a como você se acomoda ao veículo. Aquela é hora para ser racional e não emocional.

  • Diego Clivatti

    Daniel, preciso discordar em um ponto, não vejo problema algum em comprar 0 km, desde que não se troque de carro a cada mudança de lua, eu por exemplo só compraria usado em caso de muita certeza da procedência, comprei meu último carro em 2012 e pretendo trocá-lo só quando não atender mais meus requisitos de uso, algo que deve demorar pelo menos uns dois anos ou mais. No mais acho que vale equilibrar a emoção e a razão, pois sempre é bom ter um tempero no amargo dos números.

  • Eduardo Motta

    Triste do homem que passa toda sua vida sem realizar seus sonhos…quem realmente ama carros sabe que perder dinheiro faz parte, é o preço que se paga pelo seu prazer…

    • Danilo Grespan

      Boa… eu sinceramente não sei como uma pessoa que defende totalmente a racionalidade pode se dizer “autoentusiasta”! Obvio, não podemos ser idiotas a ponto de fixar-se em tal detalhe do carro e adquiri-lo só por isso, como um “arrasou!”, mas viver só de “a coisa é certa para a situação certa”, não é legal.

  • Vinicius

    Eu, particularmente, só discordo da preocupação com valor de revenda. Agora, na minha opinião, a razão vem com a experiência. Geralmente, o primeiro ou segundo carro são escolhidos na emoção.

  • Eduardo Sérgio

    A escolha de um automóvel para uso pessoal deve ter ao mesmo tempo elementos racionais e emocionais. Se houver apenas a razão, o resultado será a frustração. Se a opção foi apenas pela emoção, o resultado poderá ser uma grande decepção – além, é claro, do prejuízo financeiro.

    Para quem acha a emoção importante mas não abre mão da razão, e almeja adquirir determinado modelo de automóvel, recomendo que busquem informações de pessoas que possuem ou possuíram tal veículo. Na internet algumas páginas disponibilizam seções de “opinião do proprietário”, que são muito úteis e podem fazer qualquer um mudar de idéia a respeito daquele “carro dos sonhos”.

  • Eduardo Mrack

    É impossível qualquer compra racional de automóvel novo com os nossos preços. R$ 12.000 é muito bem pago em qualquer modelo de entrada. R$ 30.000 já tem que ser algo bem potente e luxuoso. Penso eu, ao menos.

  • Mr. Car

    Não estou precisando de um latifúndio, Jack. Um sitiozinho já está de bom tamanho, he, he!

  • Lemming®

    Pode vir com problema. Não questiono. Mas a probabilidade é bem pequena.

  • Lorenzo Frigerio

    Acho que você está bem montado. Talvez valha a pena aguardar, pois a VW provavelmente não ficará só nessa novidade.

  • Fernando Bento Chaves Santana

    O Citroen 2cv, o Renault 4L, o Fusca, o Morris Mini-Minor/Austin Seven, o Uno e o primeiro Fiat Panda são exemplos de automóveis de projetos fundamentalmente racionais em relação ao uso cotidiano, à resistência, ao consumo, ao aproveitamento do espaço interno e à ergonomia, mas que também revelaram características emocionais que os tornaram referências históricas. Racionalidade e emoção podem, sim, ser conjugados com sucesso.

    • Danilo Grespan

      Sinceramente, nos dias de hoje, ficaria extremamente feliz em conseguir um clássico 2CV, azul, daqueles que mais vemos em fotos. Temos ainda o Fiat 500, Mini Cooper… tambem excelentes escolhas para excentricidade.

    • Lemming®

      E quanto tempo demoraram para “emplacar”??
      Uno no começo o povo não queria nem de graça. O carro evoluiu e estamos aí…
      Como disse Steve Jobs, apesar de particularmente não gostar dele, o povo não sabe o que quer…e temos o iPhone…

  • Rodolfo

    Todos os carros deveriam vir com injeção direta de combustível, pois isso iria fazer o carro economizar mais combustível. Mas a maioria do povo só olha o design do carro.

  • MAO

    Caro Colega,
    Automóvel de uso pessoal nunca é escolhido por lógica, graças a Deus. Se fosse, seria igual à máquina de lavar roupa.
    O automóvel é o supremo libertador do ser humano, a nave da qual somos comandantes, as asas que reduzem longas distâncias a algo fácil e corriqueiro.
    Não dá para confiar na lógica para escolher algo tão maravilhoso assim. Não mesmo.

  • awatenor

    Considerando os itens de 1 a 10 da seção A e minhas necessidades, fico com o UP TSi. Considerando o item 2 da seção B…adivinhem? 🙂
    Ps.: alguém já viu algum teste de dinamômetro do TSi? deu mais de 130 cv – eles estão declarando menos pq o 1.0Tsi é muito melhor que o 1.6 16v Msi, quanto mais o 8v!!

    • agent008

      Essa questão foi levantada em outro post. O dinamômetro mede a potência na roda. A potência declarada pelos fabricantes é potência no virabrequim do motor. Entre o virabrequim e as rodas existe desperdício de energia, é inevitável. Sempre a potência medida na roda será menor que a do motor. Por isto, as revistas dependem de um cálculo matemático para converter o valor de potência na roda para potência no virabrequim. Estou certo que estas revistas usam coeficientes exagerados, pode notar que quase sempre a potência dos carros testados é maior que a oficial declarada pelo fabricante. Isto dá ibope e sai nas capas em letras garrafais…

  • Cadu

    Será que você, BF, avaliou cada um desses10 itens ao comprar sua coleção de dezenas( talvez centenas ) de automóveis? risos

    • Rodolfo

      Carro de coleção a maioria desses itens não são úteis… o carro se andar 10 km por mês é muito… não tem seguro e não paga mais IPVA. Em fim, o custo é com cera de polimento. (rs)

  • Marcelo Maita

    A racionalidade foi bem colocada, sim! São itens que devemos checar a qualquer momento. Especialmente segurança. A Fórmula 1 checa, a Nasa checa e todos nós deveríamos checar também. Isso é ser racional. Agora aquela impulsividade pela compra deve se resumir a pagar o preço, como bem disse o colega Eduardo Motta. Eu mesmo, por mais racional que penso ser, estou envergando para pagar um preço que acho fora da curva pelo carro que quero. Nestes momentos sei que vou perder grana mas ficarei feliz. Mais seguro e feliz.

  • CorsarioViajante

    MAO, hoje até máquinas de lavar roupa já tem apelo emocional, com design mais elaborado, ergonomia mais caprichada, mais funcionalidades etc. Em grande parte pelo número cada vez maior de pessoas que lavam as próprias roupas.

  • Lemming®

    Mas aí não vale pô…praticamente zero…hehe
    Para quem não sabe ou não tem condições de escolher o usado mantenho minha política de zero km como 1a opção.

  • Lemming®

    Interior lindo esse hein! +1

  • Fat Jack

    Dá para colocar também Logan e Versa como os maiores adversários do Cobalt em termos de espaço, sendo para mim suas principais “limitações” respectivamente a motorização e o design + dificuldade de manutenção.
    De outro lado, ambos tem suas versões “topo” custando quase de R$ 10 mil abaixo do Cobalt.

  • Cadu Viterbo

    A pergunta é retórica. BF tem uma coleção enorme de dezenas de carros antigos e certamente ele não foi racional ao acumular os antigos. Automóvel é um bem que vende com uma carga enorme de subjetividade e emoção!

  • Ótimo texto, pontos válidos. Jovem comprando conversível? É um tipo de carro mais pra crise de meia idade, além de custar mais caro.

  • Luke

    A compra racional só vai até um ser ponto. No final, deve-se comprar aquilo que se gosta mais, não importando tanto a opinião alheia. O comprador tem que gostar do que vê a cada dia quando chega na garagem pela manhã. A cada acelerada, a cada curva, até a cada engarrafamento… No fim, depois de dar uma primeira peneirada pela razão, o gajo tem que gostar daquilo que comprou e que será seu companheiro quase diário por alguns ou até muitos anos!