As pessoas andam muito estranhas ultimamente e isso é preocupante. Embora este seja um site de autoentusiastas, vou começar pela mesa. Estão proibindo colocar saleiro ou sal em pacotinhos nas mesas de bares e restaurantes, com deu num noticiário de TV, uma lei do Estado do Espírito Santo. Soube do mesmo na França e na Argentina. Como é possível um ser humano, portanto pensante, idealizar uma medida dessas? Um não, vários, porque é lei, passou pela assembléia legislativa cabixaba e outras. Como é possível um produto industrial legal, comercializado em toda parte, não poder estar disponível para quem vai a um lugar público fazer refeição ou petiscar? Só pode ser desequilíbrio mental de quem pensou numa medida dessas.

Agora, ao nosso foco. Prefeitos de cidades de Primeiro Mundo como Londres, Paris e  Nova York, e sei lá de que outros lugares do mundo,  São Paulo, estão em guerra declarada contra o automóvel. A olhos vistos. O negócio é reduzir velocidade. O argumento mais usado para justificar a guerra é o mais idiota que pode haver: menos velocidade, menos espaço requerido para o veículo parar. Recebi há pouco a revista do Cesvi (Centro Experimental e Segurança Viária) e na última página há uma matéria sobre a redução de velocidade nas marginais dos rios Pinheiros e Tietê, em que a revista nitidamente concorda com a medida (como a maior parte da imprensa). Na foto, o petista (só podia ser…) Jilmar Tatto, secretário municipal de Transportes de São Paulo, aparece falando no que parece ser uma entrevista coletiva de imprensa:

 

Cesvi

O gráfico barras aplicado à página mostra distâncias para parada em várias velocidades, chegando a 200 metros para a velocidade de 100 km/h. Como alguns leitores sabem, sou editor técnico e colunista da revista Carro e me cabe dar uma olhada nos testes antes da publicação da revista. Por isso, tenho todos os testes arquivados. Então vejamos os espaços que vários veículos gastaram para parar vindo a 100 km/h:

Cruze Sport6 LT, 36,9 m
Focus SE 1,6, 37,9 m
Chery Celer Act 1,5, 35,5 m
Toyota Etios XS 1,5, 46,3 m
Golf Variant Highline, 37,6 m
Ka+ 1,0 SE Plus, 44,4 m
Versa 1,0 S, 41,9 m

Portanto, o que o petista apresentou à imprensa é uma deslavada MENTIRA. Nem um carreta 40 t requer tanto espaço a essa velocidade.

Esse é a justificativa da “Dupla do Mal” — prefeito e secretário de Transportes — que está cuidando do trânsito de São Paulo para reduzir as velocidades nas marginais.  Esse é o “estudo” realizado.

Esse é apenas um entre tantos danos que esse dois estão trazendo à população de São Paulo. Chego a imaginar haver um comitê na prefeitura ocupado exclusivamente de criar dificuldades para a vida dos paulistanos, dada a série de idéias que tem saído dessas duas mentes torpes. Entre elas:

– criar centenas de quilômetros (400?) para meia-dúzia de ciclistas, em detrimento de estacionamento até para moradores;

– Reduzir velocidade em avenidas que já foram de 70 km/h, baixadas para 60 km/h na gestão do prefeito Gilberto Kassab, agora 50 km/h,  novamente sem nenhum estudo;

– intenção declarada de reduzir a velocidade do eixo norte-sul, que vai de Santana ao Aeroporto de Congonhas, que era de 80 km/h, foi baixada para 70 km/h pela gestão anterior e agora querem diminuir para 50 km/h;

– aplicação da “Área 40 km/h” onde era 50 km/h sem problema algum;

– determinação de limites de 30 km/h sem nenhuma justificativa;

– intenção de fechar a av. Paulista aos domingos, para lazer, como se a cidade não tivesse ótimos parques, entre eles o Ibirapuera, considerado o melhor do mundo segundo notícia divulgada hoje;

– eliminar uma faixa de rolamento de avenidas para criar uma faixa de pedestres, como se houvesse espaço sobrando para o trânsito de veículo;

–  e por aí vai.

Chego a arriscar um pensamento tenebroso, o de haver um movimento mundial orquestrado para destruir a indústria automobilística. Repare o leitor que essa onda de dificultar a vida dos motoristas meio que explodiu de repente, coisa de um ano atrás. Destruir essa indústria significa a perda de milhões de empregos e o caos social resultante.

Aqui esse efeito já se faz sentir, pois cada vez mais o uso do automóvel é perseguido, desestimulando as compras. As demissões na indústria automobilística já chegam a 20 mil esse ano.

Tudo muito preocupante.

BS

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