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MEU DILETO COMPANHEIRO – POR LUCAS GUIMARÃES – 9/08/15

Pista meio frente

Tudo no lugar, no lugar certo (foto cedida por Rodrigo Lira do site www.digus.com.br)

 

MEU DILETO COMPANEIRO

Por Lucas Guimarães

 

Na segunda metade dos anos 1990, minha família estava se mudando para Brasília. Sim, no gerúndio, pois vínhamos conforme as oportunidades profissionais apareciam. Como uma de minhas irmãs ficara em Belo Horizonte, um de nossos carros ficou por lá. Com isso, a nossa “frotinha” — um Astra belga 1995, um Santana 1985 turbo, um belo e sofrido Voyage Plus 1986 e uma CB 400 1980 — precisava de reforço, um novo integrante.

O escolhido foi um Palio 1,6 16V. Não era o meu candidato, mas gostei muito daquele pequeno Fiat cinza Steel (que sucesso essa cor!), interior em um grosso veludo azul, rodas de liga leve. Encantador. Em poucos carros que andei vi o ponteiro varrer toda a escala do conta-giros com tanta rapidez. Uma delícia. Minha irmã era quem mais usava o carro, mas era claro que meu pai também apreciava o comportamento latino do Fiatzinho, talvez por sempre simpatizar com a linha esportiva dos Unos, os “R”, ou os “tampa preta”, nas palavras dele.

Pois então: qual era o meu candidato, o derrotado? O Escort 1,8 litro 16-válvulas , o “Zetec”. Os números de desempenho daquele carro chamavam-me atenção, assim como os “causos”. Chegamos a ir vê-lo em concessionárias, mas o péssimo atendimento das ditas Ford fez a escolha pender para o Fiat. Mas não foi uma derrota completa. Sem qualquer conversa sobre carros, e no mesmo mês, uma tia de Sete Lagoas, MG, comprara um Escort, desses que eu queria. Nunca vi pessoalmente outro com a configuração dele: GL 3 portas, já modelo 98, como único opcional a pintura metálica.

Os anos vão se passando e conforme o dinheiro vai permitindo, vou brincando de carros e motos: preparados, originais, importados, nacionais, novos, velhos… Não chega a ser tão amplo quanto o rol de mulheres que Martinho da Vila alega ter tido em “Mulheres”, mas também prazeroso, a seu modo e proporções. Mas Escort, não tive ou cogitei de ter um até então.

Mas numa ida a Sete Lagoas, já em 2013, vi o de minha tia estacionado, e enquanto tomava um cafezinho, o observava. Muito inteirinho, pequeno para os padrões atuais, muitas linhas curvas em contraste com os vincos de hoje, uma simplicidade interessante… Encurtando: “Tia, quer me vender seu carro?” E a resposta foi a pior possível: “Já vendi.” Acho que todo mundo conhece o gosto amargo do “cheguei tarde”.

Meses depois, volto àquela cidade mineira. E o Escortinho ainda estava lá. “Uai, tia, não havia vendido?”. “Sim, mas o negócio não vingou. Você ainda quer? Combinamos o preço e é seu.” Claro que quero! Caramba, que felicidade! Sim! Feliz por comprar um velho carrinho! Depois de 16 anos, aquele carro viria, com seus defeitos inerentes à idade, claro, mas viria. E ainda duas-portas, do jeito que gosto! Só loucos ficariam felizes por ter comprado um Escort em pleno 2013.

Ligações para combinar o depósito, documentos etc, e marcar o dia de buscá-lo. Detalhe: nunca havia andado nele, e nem inspecionei-o realmente. Saí de Brasília à noite e parecia que o ônibus ia 40 km/h naquelas longas retas da BR-040. Ansiedade é dose!

Muitíssimo bem recebido por minhas tias, um bom café, recomendações, uma reza, e no amplo salão que viram os hatches e peruas quando rebatido o banco traseiro, um berço infantil desmontado. Berço esse que serviu a minhas irmãs e a mim, e que hoje conforta minha sobrinha e meu filho na casa de meus pais.

Uma breve passada no posto de gasolina para conferir o básico, afinal eram 670 quilômetros pela frente. A descarga sequinha me deixou tranqüilo quanto ao consumo de óleo. Mas estranhei quando o ponteiro do combustível indicava meio tanque e ainda sim entraram mais de 30 litros. Procurei o manual do proprietário (cheio de observações de minha tia — coisa de entusiasta!) e lá estava a capacidade total, 64 litros. Ótimo! Gosto de carros com grande autonomia, um sossego. Achava incrível quando meu Omega GLS 2,2 com seus 70 litros passava dos 800 quilômetros com um tanque.

Manhã fria e íamos tocando. A dirigibilidade não estava perfeita, mais tarde descobri que era a sonda lambda inoperante. Mas tudo bem, fora o ponteiro do combustível travado na posição cheia e o termômetro do motor, que dava indícios da válvula termostática travada aberta. Parei então em Três Marias, percorrido em torno de 190 quilômetros. Pedi para completar o tanque e logo depois o frentista volta dizendo que haviam entrado menos de 13 litros. Hein? Como assim? Peguei a calculadora e fiz as contas: 14,5 km/l andando entre 110 e 130 km/h. Muito bom!

Seguindo viagem, o baixo ruído interno indicava que o motor girava pouco, confirmando um câmbio bem longo. Exige algum costume, mas superado isso, é ótimo. Ultrapassa-se os 60, 110 e 160 km/h de primeira, segunda e terceira marchas, respectivamente, quando entra o corte de giros, tipo sujo. Basta colocar o motor no giro certo, e ultrapassagens são feitas facilmente.

Cheguei muito bem em Brasília. A idéia seria então, com calma, ver o que fazer com o Escort. Substituir o Astra nos track days? Vamos testá-lo então!

 

Espera

Aguardando entrar no dinamômetro, acompanhado do meu Astra belga 1995

Primeiro, levei-o ao dinamômetro, para ter uma referência. Obtivemos 96 cv na roda, o que ratificou a idéia de que o motor estava saudável. Não se pode esquecer que Brasília está a aproximadamente 1.100 metros acima do nível do mar, e que isso gera uma perda de aproximadamente 11% em relação ao declarado pelo fabricante. Como referência, o Astra que é 2-litros e tem uma leve preparação, marcou nas mesmas condições 95 cv na roda.

 

No dinamômetro de rolo

No Autódromo de Brasília foi uma grata surpresa ver esse Ford andando. Absolutamente previsível, substerçante sem exageros. Freios agüentaram bem, sem sinal de fading. Dei uma pequena ajuda na ventilação deles, retirando o tampão de onde ficam os faróis de neblina e os pára-barros. As pinças e os discos facilmente visíveis pela frente do carro indicariam que por ali teria um bom fluxo de ar. Esse fato foi preponderante para que o Astra ficasse definitivamente para os trackdays, embora  as relações de marcha não tenham casado bem com o traçado da pista — segunda, terceira e quarta precisariam ser um pouco mais curtas (a quinta não tem nenhuma serventia lá, obviamente).

 

Pista meio traseira

No seu habitat (foto cedida por Rodrigo Lira do site www.digus.com.br)

E o que era para ser de uso eventual, foi ficando de uso diário. Passou a ser meu carro de dia a dia, me conquistou. Conquistou justamente pelo que hoje é abominado pela indústria automobilística no Brasil, e talvez a mundial. Área envidraçada enorme, linha da cintura baixa, e o já falado câmbio manual longo. Painel baixo e curto. Dimensões externas reduzidas (um Ka do modelo novo é bem mais volumoso que o Escort), desenho sem vincos e arroubos. Pneus de perfil alto e rodas pequenas para os padrões atuais, 14 polegadas. Fiz a pequena ousadia de colocar pneus 195/65 R14, raros, um pouco maiores que os originais.

Mas não consegui ficar quieto e com o carro absolutamente original. Algumas coisinhas incomodavam-me e eram de fácil solução: as rodas de aço com calotas, o painel sem conta-giros e o pára-choque dianteiro, que “implorava” pelos faróis de neblina.

As rodas incomodavam-me pelo motivo de ser praticamente impossível achar as calotas originais daquele modelo, que por serem de encaixe, são facilmente perdidas ou furtadas. E andar sem calotas, com as rodas pretas de aço, derrubaria demais o visual do carrinho. A solução estava literalmente ao lado de casa. Numa reforma de uma casa vizinha, um dos pedreiros tinha um Mondeo GLX de primeira geração, literalmente caindo aos pedaços, ruim mesmo. Porém, com as rodas de liga leve originais. Pobre Mondeo, além de surrado, agora segue com as rodas de aço que eram do Escort. Guardei as calotas, claro. E as novas rodas foram para a pintura e usinagem das bordas.

 

34 frente

Desenho equilibrado, elegância inata

E vagueando pela internet, encontrei a oferta de um painel novo, 0-km, dos Fords esportivos da época, com conta-giros e fundo branco. Um legítimo New Old Stock. Comprei, claro! A instalação deu um certo trabalho, mas com a ajuda de um vídeo no YouTube tudo funcionou perfeitamente.

 

Faróis de neblina: instalação cuidadosa, sem furação aparente no painel, com o interruptor oculto. Encontra-se o kit prontinho para comprar. Processo rápido. Claro que só serão acesos para a condição para a qual foram projetados: neblina. Mas ressalto que a iluminação proporcionada pelos faróis principais é excelente, uma das melhores que já vi. Curioso como uma configuração básica, no caso, lâmpadas H4, faróis monoparábola, e lentes de vidro frisado, pode produzir um resultado tão bom. É o caso do simples, mas bem feito.

 

Cluster in car close

Duas coisas que gostei, não haver faixa vermelha no conta-giros (para quê, sem tem corte?) e 130 km/h com ponteiro na vertical

A essa altura do texto, muitos leitores devem estar pensando “Que absurdo! O cara pegou um achado, original e imaculado, para sentar o bambu no autódromo e descaracterizá-lo! Herege! Herege!”

 

Pista dois juntos

Em ação! (foto cedida por Rodrigo Lira do site www.digus.com.br)

Calma, calma. Vamos devagar, por partes. Quanto ao uso, digamos, esportivo, gosto de fazer uma comparação com uma história pessoal. Por pouco mais de um ano, participei de uma equipe de corridas, a pé mesmo. Que experiência fantástica era participar de corridas, levar o corpo ao limite, buscar seu máximo, compartilhar os progressos com os amigos. Chegar em casa exausto, mas satisfeito. Se carros têm alma, acho que é assim que eles se sentem quando saem de um autódromo. Cansados, exauridos. Mas irradiantes por dentro. E cheios de história para contar para os amigos de garagem.

 

Meio de cima

Parece um carro de 17 anos?

Quanto aos equipamentos, todos são peças originais da marca — exceto os faróis auxiliares — e poderiam ter equipado o carro em uma versão hipotética. E as rodas, posso retirá-las a qualquer hora, visto que guardei as originais do carro. Além do mais, acessórios com moderação e bom gosto embelezam ainda mais o que é belo. Correto, mulheres?

Tudo isso colocado, é evidente o quanto gosto desse carro. Mas não é só isso que o torna especial. A antiga proprietária dele, minha tia, cuida de toda a família com especial zelo e atenção. Uma guardiã. Para exercer essa nobre e importante função, ela precisava de alguém que a acompanhasse, de um companheiro, de um parceiro. Afinal não é esse o significado da palavra Escort?

LG

Fotos do autor, exceto indicado em contrário nas fotos
Autor das fotos no autódromo: Rodrigo Lira, do site www.digus.com.br

 ooooo

 

 

 

Sobre o Autor

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  • francisco greche junior

    Que legal Lucas, eu sou muito feliz com o meu 97. Já dei uma melhorada no que pude, maiores melhorias estão por vir. Gosto muito dele e ele surpreende muito, mas muiiiito carro novo e mais forte. Você participa do Escort Clube?

    • Lucas CRF

      Que bom que gostou, Francisco! O bichinho anda bem mesmo. Não participo do Escort Clube. Vou dar uma olhada por lá.

      Abraço

      Lucas CRF

  • Lemming®

    As características citadas realmente fazem falta nos carros de hoje. Hoje se tem uma carcaça gigante, visão ruim, painéis gigantes e para quê…

    • Lucas CRF

      Lemming,

      acho que indústria se perdeu em diversos aspectos. Parece que escutam demais o pessoal de marketing, e fecham os ouvidos para o pessoal da engenharia.

      Abraço

      Lucas CRF

  • WSR

    Não é o modelo dos meus preferidos do Escort (sou louco pelo XR3 93 bege perolizado e pelo XR3 1984 vermelho), mas curto o Zetec 2 portas. O câmbio longo, então, é muito bom.

    • Lucas CRF

      WSR,

      acho os XR3, qualquer que seja o ano e modelo, especiais. Legal que voce curte também os Zetec.

      Abraço

      Lucas CRF

      • WSR

        Gosto do Zetec, mas não entendo como a Ford não lançou o XR3 Mk IV com o AP 2000 carburado. Teria deixado o GTi e GS comendo poeira.

  • Diogo

    Esse Escort é muito bom de dirigir. Além do ótimo desempenho já citado é um carro aconchegante, o painel de instrumentos, das portas e os bancos dão uma ótima sensação. Sou totalmente a favor da troca dos instrumentos, fiz isso com dois carros básicos que tive, dirigir sem o conta-giros é muito ruim. Eu com 20 anos de idade (lá pelos idos de 2002) troquei um Fiesta Rocam por um Escort SW GLX seminovo. E ainda por cima vermelho metálico. Computador de bordo, air-bag duplo, bancos de veludo, que delícia… Meu pai questionou que era um carro muito grande para mim. Meus amigos não falavam na minha frente, mas achavam que era carro de velho. E eu, viajava 450 km todo feriado para ver minha namorada na época, que veio a ser minha esposa. E que companheiro de viagem o Escort era. Silencioso, aquela terceira marcha infinita, visibilidade total, um porta-malas imenso que eu nunca enchi. Com relação às rodas do seu carro, acho que vale a pena procurar as do modelo GLX, ficam mais harmoniosas. Mas aí é questão de gosto. De qualquer modo, parabéns pelo carro muito bem cuidado!

    • Lucas CRF

      Diogo,

      a SW devia ser melhor ainda que o hatch. Com certeza, minha tia teria ficado mais satisfeita se tivesse optado por uma. Você teve um ótimo estradeiro, tenho certeza.
      Quanto às rodas, eu também gosto das originais dos GLX, mas é dificílimo encontrá-las. Aliás, colocar acessórios que combinem com um carro mais antigo é complicado.

      Abração

      Lucas CRF

  • Sandro Alves Lima

    Que nostalgia! Em janeiro de 1999, comprei um, com apenas 7 meses de uso e 13.000 km rodados: GL 3 portas, 98/98, 1.8 16v, daquele azul bem escuro, básico de tudo, vidros à manivela, nem rádio original tinha, mas veio com direção hidráulica e aquele charmoso relógio analógico! Rodei exatamente 69.000 km com aquele carrinho, vendendo-o, impecável, em agosto de 2003, com o hodômetro marcando 82.000 km. Bateu saudades!! Parabéns pelo carro!

  • Mr. Car

    Este é um caso de “o que é do homem, o bicho não come”. Tinha que ser seu, he, he! Meu Escort preferido será sempre o Mk3 (seguindo sempre a nomenclatura do país de origem), mas também gosto muito mesmo deste seu. Eu sou um dos tais loucos que adoraria ter um Escort destes em 2013, 2014, 2015…Uma coisa: sou fã de originalidade, por isto gosto muito quando modificações podem ser revertidas, como você fez. Parabéns por fazer com este critério da reversibilidade. Em tempo: já que citou o Palio 1.6 16v: fora o desempenho…que interior!: Azul (ainda que mais escuro), e com forrações no tecido que mais me fascina no interior de um carro, o belo e confortável veludo. Mais uma coisinha só: aproveita que está em Brasília, vá até a Ponte J.K, estacione, caminhe pela passarela de pedestres até o meio dela, e lá, grite bem alto: “BRASÍLIA, O MR. CAR TE AAAAAAAMA”!!!
    Obrigado, e abraço.

  • Renan Behr

    Parabéns pelo seu Escort, muito íntegro! Tenho um 97 GL, branco, 5 portas, mas o meu já tem alguns mimos de fábrica, como vidros elétricos e ar-condicionado!

  • Matheus Ulisses P.

    Nunca me esqueço do lançamento do Escort Zetec, eu tinha meus 7 anos e convenci meu pai pelo cansaço a me levar na finada Ford Taperá em Tatuí/SP, aproximadamente a 50 km daqui e era a concessionária mais próxima.
    Me lembro bem da cara de surpresa do vendedor ao descobrir que “pirralho” aqui sabia a ficha técnica de cor e salteado! Infelizmente não tínhamos condições de levar um para casa, mas posso dizer com certeza que foi uma Escort SW GLX verde que estava exposta naquele dia que despertou meu interesse por peruas.
    Ah, batizei o gato que tivemos em casa de Zetec!

  • Daniel S. de Araujo

    Cada um com suas manias….a minha é comprar um Gol…ou a ar ou um 1992 ate 1994 CL 1.8.

    Parabéns por ter conquistado sua relíquia.

  • Domingos

    Cara, tive um IGUAL do mesmo ano! GL prata comum, pois havia também o prata texas, 2 portas, 1998!

    Sem conta-giros ou nenhum outro opcional. De série apenas direção hidráulica, abertura interna de tanque e porta-malas e ar quente e desembaçador – como em todo Escort Zetec.

    Só que o meu já tinha o câmbio levemente encurtado, o que me faz ter dúvida se o ano-modelo era 1998 ou 1999. Sei que era o primeiro ano de fabricação do 2 portas e compramos exatamente por isso.

    Além de mais barato era mais bonito e meu pai pensou ser mais seguro para mim que ainda andava atrás.

    Eu achava as calotas lindas e mesmo sem o farol de neblina essa versão, ao menos quando nova, era bem vistosa.

    Dica: em track days tire as calotas. Agora você trocou por rodas, porém usou as calotas em track days. O risco de perdê-las e causar algum problema é grande nessas condições de uso, ainda mais considerando a idade que elas têm.

    • Lucas CRF

      Domingos,
      embora menos práticos, prefiro os duas portas também. Muito legal saber que você já teve um igual.

      O prata Texas era lindo, puxava para o bege, correto?

      Mas esse eu não usarei mais nos trackdays. Essa missão ficou para o Astra que aparece na foto.

      Abração!

      Lucas CRF

      • Domingos

        Sim, o prata Texas tinha um pouco de bege bem clarinho e um pouco de… roxo também!

        Tivemos um 1996/1997, primeiro ano do Zetec, com câmbio longo e pára-choques sem pintura.

        Apesar do carro ser exageradamente básico mesmo para a época e esse primeiro ano ter umas falhinhas de acabamento, acabou ficando conosco por quase 8 anos e por mais tempo que o 2-portas 1998.

        Era bem mais feio que o 2-portas, porém igualmente simpático e bom. Gastava um tanto a menos pelo câmbio longo, o mais curto convidava a arrancar mais forte.

        O Astra é melhor de curvas que ele?

        Abraço!

        • Lucas CRF

          Domingos,

          O Escort é muito bom, mas o Astra é melhor. Porém, em conforto, o Ford ganha.

          O câmbio muito longo, o motor que respira bem e o bom comportamento dinâmico quase que pedem para que uma turbina seja instalada, não acha?

          Abraço

          Lucas CRF

  • Thiago Teixeira

    Meu pai teve um Zetec SW por 10 anos. Eu adorava a “estilingada” em segunda e terceira. Coloquei as rodas do Focus 15 polegadas. Do modelo 98 ou 99. Deram otimo visual no carro, combinando bastante. Um problema do Escort 97/97 era a parte elétrica, fiação mesmo, a capa do fio apodrecia. Outro foi a solda da estampa que sustenta os amortecedores traseiros soltarem na costura.
    Problemas comuns também n a marcha lenta irregular, nos painéis internos de porta e teto cuja forração se soltava. Também no painel o velocímetro que teimava em registrar erro, falha no painel mesmo. De certa forma, pra quem entende de carro, são problemas simples. No geral é um excelente carro.

    • Lucas CRF

      Thiago,

      Desses problemas que você citou, tive os forros de portas soltando e a marcha-lenta irregular. Nas palavras do mecânico, o único problema crônico do carro é, de fato, a fiação. Quanto as rodas, é difícil achar hoje uma que combine com o desenho do carro, que já tem quase 20 anos. As do Focus ficam muito bem.

      Abraço

      Lucas CRF

      • Thiago Teixeira

        Lucas, na foto (fonte Ae) esse é o modelo da roda que me referi, para você saber. Casam muito bem no Escort, só atentando para a configuração de pneu não ultrapassar o raio do modelo original.
        A marcha-lenta irregular tem origem, geralmente, no sensor MAF defeituoso, corpo de borboleta sujo (principalmente pelo vapor de óleo da ventilação do cárter) e quando você perceber oscilação de marcha quando o eletroventilador (ou ouro consumidor forte de energia) ligar, problema de aterramento, que no Zetec tem amplitude muito baixa de tolerância de tensão.

        • Oli

          Que cor linda a desse Focus!

        • Lucas CRF

          É mesmo, Thiago: lindas rodas.

          Ótimo toque o do aterramento! valeu!

          Abraço

          Lucas CRF

      • Newton ( ArkAngel )

        Para quem gosta de rodas de ferro:

        http://images.quebarato.com.br/T440x/ford+escort+gl+hatch+gasolina+1+8+16+mecanico+4+portas+1999+2000__27CB5D_1.jpg

        São rodas do EcoSport, muito resistentes.

        • Domingos

          As rodas originais do Escort em prata, não em preto, ficam muito legais também sem as calotas.

  • vstrabello

    Quase comprei uma perua Escort, 2001. Ia ser uma delícia pegar a estrada com ela em uma viagem longa, e com um espação para as tralhas lá no porta-malas!

  • lightness RS

    Amigo, sou grande interessado nesses Astras da primeira geração à venda no Brasil. Quanto à mecânica, exceto motor que imagino que seja compartilhado com o resto da linha, as peças são difíceis de se encontrar? Andei uma vez num e ainda está na caminha cabeça como um dos carros mais acertados que já guiei.

    • Lucas CRF

      Lightness,

      fora a lataria, TUDO nos astra é fácil. Nesses 20 anos que o temos, afirmo categoricamente que nunca ficou parado por fata de peças. Claro, você usará de sua criatividade e bom senso. Sempre que precisei, algum outro GM usa a peça que está no Astra. E na internet já há lista de peças intercambiáveis.

      Sob esse aspecto, pode ficar tranquilo.

      Talvez eu faça um texto sobre ele.

      Abraço

      Lucas CRF

  • lightness RS

    Meu pai foi gerente Renault por alguns anos nas primeiras concessionarias deles que chegaram ao Rio Grande do Sul, eu tinha meus 10 anos e era exatamente isso, o ”pirralho aqui” sabia as qualidades e detalhes técnicos dos carros melhor que os vendedores (rsrs) Isso sem ninguém me ensinar nada, apenas devorando os folhetos de marketing e o material de treinamento dos funcionários que ficavam pela sala de casa.

  • Ilbirs
    • Lucas CRF

      Ilbiris,

      eu tiro o chapéu para quem encara modificações tão extensas como essas propostas por você. Eu me contentaria com algo bem mais tranquilo, como a instalação de um kit turbo, ou uma troca de motor dentro da mesma linha. Os Corsas de primeira geração e os Celtas ficam um show com o 1,8 Família I. E dizem que a instalação é simples!

      Abraço

      Lucas CRF

      • Ilbirs

        Claro que eu precisaria ganhar na loteria ou me tornar podre de rico com alguma invenção genial qualquer, pois com certeza seria uma bala das boas fazer uma dessas duas ideias que tive da maneira certa, que aliás surgiram meio que por acaso e justamente aqui nas discussões do Autoentusiastas naquela base de ir juntando analogias e imaginando um trabalho facilitado justamente por essas analogias.
        Acho hot rods interessantes, mas acabei olhando com mais carinho os feitos na Europa, justamente por lá terem condições que de certa forma se assemelham às nossas quando o assunto é não existirem motores V8 novinhos na caixa com kits prontinhos. Logo, os caras por lá tiveram de inventar, como podemos ver em Fords T e A com motor de Sierra Cosworth e um Citroën 2CV com motor boxer bicilíndrico BMW refrigerado a ar. Como pode observar, em alguns casos chegam até a ser mais fiéis à proposta original do veículo do que o que vemos nos Estados Unidos, justamente dentro daquela história de facilitar a vida com o que o veículo oferece.

        Sendo eu fã de carros que me permitam um uso amplo (logo, não tão fã assim de cupês e roadsters devido a sua proposta mais limitada) e também sendo especialmente fã de carros comprados a metro, mas a metro bem aproveitado, ia ser interessante.
        Se um dia eu fizer algo assim, poderia ser daquelas coisas que começam de um jeito mas na prática podem se tornar outra coisa com o passar do tempo. Eis que vejo nos Estados Unidos um fabricante ter lançado este motor prontinho na caixa e, por sua configuração, notar que seria fácil de montar tanto em um Supermini quanto em uma Towner:

        Certa vez aqui nessas discussões também especulei outra possibilidade para o Supermini: a de se usar um boxer de seis cilindros e 1,8 l da Gold Wing, ainda que este seja mais fraco que o bicilíndrico de 1,2 l de refrigeração mista água-ar da BMW Motorrad. Não sou fã de motocicletas, mas gosto das soluções inteligentes que os fabricantes criam para elas e sempre lamento de não as termos em carros de tração traseira, que com certeza ficariam melhores e mais espaçosos se as adotassem. Imagine, por exemplo uma solução de montagem de transmissão como a da Gold Wing, que fica embaixo do motor e manda sua força para a roda traseira em um cardã, por exemplo. Daria para ter carros de tração traseira com túneis baixos e pouca intrusão de componentes mecânicos no habitáculo. Não teríamos aquele dantesco espetáculo que vemos nos carros de tração traseira mais modernos de uma transmissão que praticamente empala a cabine de tão alta e invasiva que é.
        Sobre a Towner, eis que acabei achando mais interessante mesmo a ideia de ter uma transmissão transeixo montada atrás, justamente para ter peso naquela região e evitar o tal espetáculo dantesco das freadas bruscas que erguem a traseira, aqui também facilitado pelo fato de existir solução original de quem já usou motores VW a água (Gurgel Carajás, Porsche 924 e a réplica argentina Target, que remete ao Lotus Seven). Sendo chassi-sanduíche (passageiros em cima, mecânica embaixo), há bastante espaço livre sob o assoalho para fazer essas brincadeiras e um tubo de torque permitiria até mesmo um motor mais comum, de quatro cilindros e aspirado, na frente e sem precisar dos recortes que vi em adaptações que usam motor e câmbio de Chevette ou motor CHT da Ford conciliado à transmissão original. Sendo tubo de torque, gira protegido e permite que se acomode outros órgãos mecânicos nos espaços laterais com facilidade (imagine aí um tanque de combustível de um lado e um silencioso do outro, como vemos em pick-ups médias modernas, ainda que estas usem cardã).

        Como pode ver, seriam ideias que demandariam uma bala das boas. Por ora fico contente se achar buchas de MOPU quando for precisar trocar as de borracha.

  • Domingos

    Essa história de carro de velho… O pessoal realmente gosta mais da ramela do que do olho, do perfume que da pessoa.

    A maioria dos carros bons são ou de velho ou que apenas uma pessoa mais velha pode comprar.

    E a maioria apenas é mais conservador na aparência, o que freqüentemente é ótimo.

    Ignore isso sempre. Ainda bem que não deixou de ter um baita carro ainda bem jovem por esse motivo besta.

  • Domingos

    Qual cor essa essa do XR3? Só vi XR3 braco/vermelho/amarelo e alguns raros pretos.

    Essa devia ser bem legal!

    • WSR
      • Domingos

        Ah sim, já do modelo novo. Tinha esquecido que saiu XR3 desse modelo e estava lembrando apenas dos Racer.

        Já vi muitos dessa cor, especialmente na minha infância. Eram muito legais, porém os Racers tinham as rodas e decoração mais bonitas.

        Muito curioso ser bege! Apesar que realmente ele era bem pigmentado para ser branco comum…

  • Bera Silva

    Belo texto. Também tenho uma tia que tem um carrinho comprado novo, embora não seja tão entusiasta quanto o Zetec, mas tenho vontade de adquiri-lo.
    Pode ser nostalgia, mas para mim, o ápice dos carros foi a década de noventa.

    • Lucas CRF

      Bera, concordo contigo: também acho que o ápice – pelo menos por aqui – foram a segunda metade dos 1990. Entrar numa concessionária Chevrolet era um deslumbre, por exemplo. Lembras? Carros muito próximos ao que era vendido na Europa!

      abraço

      Lucas CRF

  • Fat Jack

    “…Só loucos ficariam felizes por ter comprado um Escort em pleno 2013…”
    É um dos carros que eu me ressinto em (ainda) não ter tido, tive Escorts MK3 e MK4, sendo um deles meu primeiro carro “de fato”, daqueles que a gente usa diariamente, viaja e etc.. (foi um ótimo convívio de 3 anos).
    Há tempos atrás acabei por não comprar um 2000 (GL, 1.8) por seu estado não estar, apesar da relativa baixa quilometragem, bom.
    Ainda quero ter um, e ficaria muito feliz na sua compra…, é como dizem:
    “Cada louco com a sua mania…”
    Ah…, e o que você alterou no carro não pode ser considerada uma heresia de forma alguma!

    • Lucas CRF

      Opa, gostou das modificações, Fat Jack? Agradeço! Mudar o que já é legal e complicado, mas é possível sim, não é mesmo?!

      E eu não me perdoaria se deixasse esse carrinho ir para outras mãos, que dificilmente reconheceriam o valor dele.

      Abraço

      Lucas CRF

  • Daniel S. de Araujo

    Lucas

    Completando…esse foi um carro econômico e bom que a Ford lançou.

    Dá para colocar um compressor mecânico nele oriundo do Fiesta ou é muito pequeno?

    • Lucas CRF

      Daniel,

      andei vendo uns resultados da aplicação do compressor e fiquei espantado. Torque máximo pouco acima da marcha lenta!

      Olha, segundo o que ouvi, o compressor dos Fiesta Supercharger alimentam bem carros até 1,6 litro. O que considero pertinente.

      Mas, hein, estou aprendendo a ouvir a Mercedes…e como é lindo o chorinho do compressor! Sinfonia para nós!

      abraço

      Lucas CRF

  • Lucas CRF

    Daniel,

    para ser sincero, ainda quero ter um “caixinha”, de preferência com uma leve preparação.

    Abração!

    Lucas CRF

    • Ricardo kobus

      Opa, vendo meu CL 1,8 álcool 94.

      • Lucas CRF

        Não faça isso, Ricardo…Minha mulher me expulsa de casa! hehehe

        abraço

        Lucas CRF

    • Daniel S. de Araujo

      Eu também, Lucas. A álcool com 0,5 mm de rebaixamento no cabeçote.

      Único “acessório” que eu colocaria que não é do CL nem dos modelos anteriores a 94 é a direção hidráulica. Os Quadrados têm uma direção pesada que dói.

  • Lucas CRF

    Matheus,

    As Escort SW deviam ser sensacionais. Sei de casos de pessoas que simplesmente não encontraram um sucessor a altura da peruinha.

    Abraço

    Lucas CRF

    • Ilbirs

      Some aí também quem não encontrou sucessor à altura para Fielder, Mégane Grand Tour e i30 CW, ainda mais considerando o preço da Golf Variant e sua pouca variedade de opções.

  • Lucas CRF

    Que ótimo, Renan! O carrinho é encantador. O ar-condicionado faz uma grande diferença.

    Abraço

    Lucas CRF

  • CorsarioViajante

    Esse carro é mesmo legal, e o tempo não o afetou em nada, tanto na estética, pois ainda é lindo, como na dinâmica, pois ainda é afiado! Parabéns e muita diversão!

    • Lucas CRF

      Valeu, Corsário! É divertido sim! Vou dar uma mexida na suspensão dele, os amortecedores estão dando sinais de cansaço. O carrinho merece.

      Abraço

  • Lucas CRF

    Pois é, Mr. Car! Somos doidos mesmo.

    está tudo guardado aqui. Se um dia eu quiser deixá-lo original, tá fácil.

    O interior dos primeiros pálios 1.6 16v era muito bacana. O banco macio era bem confortável em pequenos deslocamentos, mas em viagens mais longas cansava um pouco. Um excelente carro, no geral.

    Ei, mas quanto à Brasília, você não faz idéia do tanto que esses dias de inverno estão lindos aqui. Um céu azul, azul, azul sem uma nuvem. E frio, mesmo com o sol forte.

    Abração

  • Lucas CRF

    Fico feliz que tenha gostado, Sandro. O carro é muito legal mesmo.

    Abraço

    Lucas CRF

  • Christian Govastki

    Agora que depois de 13 anos estou com um bebê de novo ressurgiu a vontade de ter de volta a minha Escort SW Zetec GLX prata Paris (um prata azulado).

    O carro era absurdamente econômico na estrada fazendo mais de 15 km/l andando em condições normais de tráfego.

    Reza a lenda que há algumas pouquíssimas SW com teto solar que não vieram da Argentina mas sim da Alemanha que a qualidade construtiva é absurdamente melhor.

    • Lucas CRF

      Christian, parece então que eram quatro tons de cinza: o meu, o Texas, o Paris, e um mais escuro. Eram comuns os vermelhos e um roxo, lembra?

      O que já li sobre umas SW bem equipadas é que nas últimas botaram nelas tudo quanto é equipamento para não ter sobras na linha de montagem. Parece ser o caso dessa aqui ó:

      http://www.flatout.com.br/project-cars-62-historia-meu-subaru-forester-s-turbo/

      Abraço

      Lucas CRF

      • Christian Govastki

        A Ford argentina mantém o catálogo de cores por anos, ainda mais as básicas (Branco Ártico / Preto Gales / Prata Geada (Prata Alumínio) / Vermelho Bari (Vivo) / Azul Mônaco (Escuro) / Cinza Ubatuba (Escuro))

        Algumas entraram e sairam Vermelho (?) (Bordô) /
        Prata Atenas (Dourado) / Prata Madri (Prata amarelado) / Cinza Negev (Marrom) / Verde Versailles (Claro)

        Estas cores valem tanto para o Escort / Focus / Ranger

        Sobre as SW com teto são 97 do começo da produção e não do final, quando fizeram alguns Escort Zetec Rocam.

        Estes ZR não eram GL super básico, sem o friso lateral.

        • Domingos

          O GL passou a vir sem frisos laterais depois de algum ano, creio que no ano-modelo 1999.

          O meu 2 portas lembro ser idêntico a esse do Lucas, porém tinha já o câmbio mais curto, volante de diâmetro menor e não vinha com frisos de série.

          Agora, é impressionante a quantidade de cores que teve esse Escort. Esse prata Paris azulado acho que nunca vi.

          É uma alegria mesmo ver um carro assim e todas as cores eram bonitas. O mais raro de ver eram os pretos, acho que até hoje vi um só.

          Também, com tantas opções bonitas sendo produzidas, quem iria ficar só nas cores básicas?

          • Christian Govastki

            Domingos, a questão das opções de cores de carros virou um dilema, que se o consumidor não se posicionar com firmeza, ainda mais agora num momento de baixa do mercado, não será solucionado nunca, pois é muito mais comodo para os fabricantes / importadores terem o catálogo restrito a duas / três cores. Neste ponto eu sou inflexível, carro zero eu compro da cor que me agrada e não o que tem no estoque. Para usado eu posso abrir exceção.

            Por princípio eu não compro carro preto nem branco, as minhas duas experiências foram mal sucedidas, tanto que o branco, em pouco tempo foi pintado de verde. Além do mais, como sou de Brasília, as duas cores estão relacionadas à carros de uso oficial e agora ao Uber. Então sem chance.

            Prata alumínio: Considero uma cor “insegura”, pois na chuva / neblina o carro fica invisível. Só compraria se for em um carro usado muito excepcional, uma versão exótica ou difícil de achar, como por exemplo uma BMW M3 Touring ou um Focus Hatch Ghia Mk1,5 Duratec.

            Cores escuras (Cinza /Azul/Verde) prefiro evitar.

            As cores que mais gosto são o Dourado (Prata Atenas / Riviera na Ford; Dourado Poente na Honda) ou Vermelho vivo (Vermelho Bari na Ford).

            Apesar do meu sonho de consumo no momento ser uma Veraneio Azul, que eu chamo de Azul Senado (um azul claro horroso… como na foto) mas sonhos não são racionais. http://mlb-s1-p.mlstatic.com/carros-4800-MLB4931999861_082013-Y.jpg

  • Marcio Rogério Dorigon

    Eu consegui um esses dias !!!! Depois de uns 3 meses rodando pra achar um GLX em bom estado. Mas achei um que está reto de lata, precisa de um polimentos e uma pintura nova para o teto, que já esta agendada. Veio com 4 Michelins Energy novos…só de pneus tem mais de mil reais. Internamente esta perfeito. Precisa na parte mecânica conferir um ronco de rolamento, ou de bomba d’água ou de alternador, que será visto assim que a transferência para meu nome se concretizar. E de tabela já vou aproveitar e trocar a correia dentada/esticador/rolamento. Carrinho confortável, com computador de bordo, direção e ar-condicionado. Só não tem os vidros elétricos traseiros (em 98 no GLX não tinha essa opção, mas nada que desabone). E que desempenho que tem o garoto. Isso tudo por 10 mil reais. Vou gastar mais um troco ainda…mas nada que chegue no fim em 12 mil, e ainda por cima não tem os gatunos de olho.

  • Bem legal o relato Lucas! Quanto às rodas, sugiro este modelo:

    http://img.carros.cozot.com.br/pics/br/2014/05/18/Ford-Escort-GL-1-8i-16V-4p-20140518140804.jpg

    Acredito que na medida 15″ fique com um visual bem legal e esportivo, ao mesmo tempo numa medida próxima da original.

    • Lucas CRF

      Vitor, gosto muito desse modelo de roda. É bem da época, né? Há algumas atuais parecidas com ela. Gosto sim. Já a estrela de cinco pontas é clássica, acho que combina com quase tudo. esse Escort branco ficou um espetáculo.

      Mas para voce ver como são as coisas: me amarrei nas sais laterais! Hehehe!!!

      Abraço!!!

      Lucas CRF

  • Davi Reis

    Acho que até já cansaram de eu tanto falar dele, mas temos um GL 1,8 1994 em casa. Não digo só por termos um, mas é um dos melhores carros que já dirigi, tomando as devidas proporções, claro. Carrinho surpreendente.

  • Davi Reis

    Acho que adorar é pouco, eu amo o Escort! Não sei que magia que esse carro exerce em mim, mas sou completamente fascinado por ele, desde criança. Hoje eu vejo que esse meu gosto tem justificativas em abundância: confiável, acabamento de qualidade, dinâmica de ponta, bonito e ainda por cima, econômico. Quem ainda tem um carro desses, ainda mais um SW completo, está no céu até hoje.

    • Domingos

      Quando eu era criança, o Escort me dava todo um ar de carro europeu, daqueles de filme.

      E realmente ele tem cara disso e teve as origens bem mais na Inglaterra que alguma coisa “internacional” como infelizmente parece ser tudo hoje.

      Não tem coisa mais legal, por exemplo, que os carros japoneses JDM. Porém no mercado internacional só aparecem os designs e soluções pasteurizadas…

    • Lucas CRF

      Davi,
      o carro é muito bom sim. Mas há aspectos em que houve evoluções e que nosso querido carrinho ficou para trás. Por exemplo, a capacidade de absorção de irregularidades de nosso terrível pavimento. O que para muitos carros atuais é um leve sacolejo, para o Escort é uma pancada.

      Mas, repito: que carro bacana. sei de gente que não encontrou uma substituta à altura para a SW.

      Abraço

      Lucas CRF

      • Davi Reis

        Sim sim, acho que uma das principais evoluções se deu nessa área de suspensão. Mas acho que mesmos essas pancadas não tiram a graça do carro, ainda mais se o dono rodar a maior parte do tempo em locais bem pavimentados. Mas caso o contrário, pode ser cansativo mesmo.

  • Marco

    Escortão é muito legal.

    Tive um RS 1998, preto. Confortável, econômico, andava pra burro, mas não freava nada…hehe

    Comprei em 2008 com 130.000 km e vendi em 2010 com pouco mais de 160.000km.

    • Lucas CRF

      O RS é muito bacana. Muito raro. Deve ser muito difícil achar hoje um em bom estado.

      Abraço

      Lucas CRF

  • Domingos

    O Escort Zetec tem um design todo próprio dele que não combina com qualquer roda ou acessório.

    Mas isso é o charme todo dele, é um carro bem bonitinho com um jeito que nenhum outro tem.

    A única coisa infeliz é a altura dele no nosso mercado, mas isso se resolve fácil.

  • Luís Galileu Tonelli

    Tive um GL 1997 quatro portas com ar-condicionado e direção hidráulica. Na mesma cor. Ontem à noite lamentava a venda dele. Baita carro em todos os sentidos, mas o motor e câmbio são os destaques deste carro.

    Ergonomia sem igual, tudo ali à mão. No ar-condicionado tive apenas de trocar o filtro de cabine. Gelava muito mesmo. Melhor do que o do meu Palio Interlagos 0-km.

    Discordo dos faróis, achei péssimos. Só melhorou com lâmpadas brancas e faróis auxiliares. E o meu estava premiado com o problema da lenta. Oscilava parado e do nada desligava. Mas era bater arranque e tudo normal. Pior era que havia trocado todos os sensores, só que nunca adiantou.

    Teria outro tranqüilamente, mas GLX com teto solar.

    • Lucas CRF

      Luis,

      o motor é valente mesmo, mas o cabra tem que saber usar o câmbio. Se for preguiçoso e com a cabeça de câmbio curto, não dá certo. Mas depois que se pega o jeitinho…delícia.

      Curiosa a questão dos faróis. O recorrente problema da lenta dizem ser por conta da fiação, e suas recorrentes falhas.

      Não conhecia o Palio Interlagos. Sempre aprendendo.

      Abraço

      Lucas CRF

      • Luís Galileu Tonelli

        O bom é que a Ford substituiu o Escort por um carro a altura do mito: o Focus.

        O grande problema do Zetec foi ter uma versão RS que não apresentava nenhuma pimenta diferente. Nem teto-solar era possível, sendo assim não tivemos uma versão esportiva. Nem falo do motor maior. Poderiam ter usado o 2.0 do Mondeo ou apenas escalonado o câmbio de forma diferente.

        De qualquer forma é um baita carro de passeio a preços irrisórios hoje.

  • Newton ( ArkAngel )

    “Afinal, não é esse o significado da palavra Escort?”

    Adorei essa última frase!

    Já tive quatro Escort, e realmente são uns companheirões, nunca me deixaram na mão. Quem fala mal é porque nunca teve um.

    • Lucas CRF

      Hehehe, gostou, né , Newton?!?

      Fico feliz!

      Abraço

      Lucas CRF

  • WSR
    Elementar: a sócia majoritária da Autolatina, a Volkswagen, não deixou.

  • Fórmula Finesse

    Já tive um GLX e, nossa, naquele tempo o Escort Zetec era um carro com fama de brigador. Eu sabia que todo o conjunto ao redor do belo motor era figurativo, meramente coadjuvante – eu imaginava coisas como parentesco do Zetec civil com o Zetec-R de Schumacher que fez estragos em 1994; quando pisava no acelerador eu sonhava com coisinhas peraltas e nervosas como cabeçotes assinados pela “Cossie”…era legal, bacana, a fleumática carroceria e acabamento Ford energizados por aquele motor de tampa larga, todo em alumínio, estado de arte em motores pequenos e civis ao seu tempo; a caixa longuíssima, a inexistência de faixa vermelha no conta-giros, denotando que o motor não estava nem aí para os altos giros…coisa para rodar forte mesmo. Saudades, muitas saudades…acho que vou até vasculhar a QR digital para rememorar aquele carrinho que ficou pouco tempo em casa, mas que deixou fortes lembranças.

    • Lucas CRF

      Caramba, Finesse! Muito bacana seu conhecimento e sua escrita! Maravilha!

      Abraço!

      Lucas CRF

  • marcus lahoz

    Bacana hein. Quando lançaram este motor foi uma febre, algo como o up! TSI de hoje.

    • Lucas CRF

      Isso, Marcos! Na verdade, eu já havia escutado um pouco das proezas do Zetec um pouco antes, com a chegada dos Mondeo.

      Abraço!

      Lucas CRF

  • Lucas CRF

    Opa! Que bacana, Márcio! Mesmo que não seja um carro cobiçado pelos gatunos, coloque um corta-corrente, uma chave para a bomba elétrica ou algo que o valha. Se não me engano, os GLX tem o PATS, o imobilizador eletrônico. Dê uma verificada, ok?

    Abraço e boa curtição!

    Lucas CRF

    • Domingos

      O GLX sempre tem imobilizador. O GL que não. Tinha uma marcação vermelha na chave daqueles que tinham.

    • Marcio Rogério Dorigon

      Sim sim, ele já veio com um alarme com controle para portas e vidros e com imobilizador de presença (mais um controle a parte). Valeu a dica, jovem !!!

    • Danniel

      Lucas, e mesmo assim é complicado. Não sei o Escort, mas fiquei sabendo que um colega do clube do Omega teve todos os frisos laterais e saias furtados com o carro parado em frente ao serviço em plena luz do dia, se não me engano no SIA. A raridade e o valor de certas peças estão criando oportunidades de ouro para os gatunos.

      • Lucas CRF

        Danniel,

        parece brincadeira, mas estão furtando os esguichadores de farol dos Azera aqui em Brasília. E aí passa a ser um mercado que retroalimenta… É de matar.

        Abraço

        Lucas CRF

  • Lucas CRF

    vstrabello,

    peruas já são especiais, quando são derivadas de um carro também especial então…

    Abraço!

    Lucas CRF

    • vstrabello

      Eu gosto de peruas, embora nunca tenha tido. Fugindo de Escort, sei de uma Quantum que está parada há um bom tempo, 88 GL prata e rodas Snowflake, que ainda fico com febre de comprá-la e pôr para rodar. Ia ser uma escola de mecânica e tanto!

  • Eduardo Sérgio

    A propaganda de lançamento do Escort Zetec foi uma das melhores que eu já vi até hoje. Traduzia bem as qualidades do produto – em especial o seu conforto –, e o prazer proporcionado ao dirigi-lo:

    • Domingos

      Essa propaganda era internacional da Ford na época, passava a versão original inteira em inglês e resumida na TV a cabo da época (coisa que hoje os retardados não deixariam, copiando aquela lei francesa de invejoso para com os Estados Unidos).

      A versão resumida era muito legal e ia fazendo o 5, 4, 3, 2, 1 com as trocas de marchas.

      Muito bom, já tinha passado tanto tempo que esqueci. Na internacional o foco terminava em alguma frase sobre prazer de dirigir.

      PS: Nos vídeos relacionados que aparecem ao fim, tem um raro GLX azul Portofino, cor que além de rara era muito bonita. Não compramos porque acho que vinha apenas no GLX.

  • Leonardo Mendes

    Tive um XR3 1990, da safra 1,8 e para-choques pintados na cor do carro… fora um defeitinho besta num chicote que encostava no tubo intermediário do escapamento e fazia o carro perder a marcha lenta, nada a reclamar.
    Infelizmente o meu KITT não tinha a “blindagem molecular” do carro que lhe emprestou o nome e três anos depois abraçou de lado um poste… foi-se o amigo de todas as horas mas ficou o legado do Escort cinza de placas BS-6796 e adesivo da Harley-Davidson na tampa traseira.

    Encerrada a fase de divagações do passado, interessante como rodas de um modelo caem bem em outros da mesma casa… ficou com uma aparência mais arrojada sem exageros, um desavisado diria até que são originais.
    O pai de um amigo tinha uma SW da última fase… rapaz, como ele gostava daquele carro.

    • Lucas CRF

      Leonardo,

      Em Minas era muito comum se equipar um carro com rodas dos “irmãos” maiores. Como mineiro que sou, já viu né…

      Lembro de umas combinações muito boas, de ótimos resultados. Exemplo clássico são as rodas da linha Santana na linha BX. Acho que todas combinam!

      Abraço!

      Lucas CRF

  • Domingos

    Quem teve a SW geralmente ficou com ela até o carro acabar.

    Não era a mais bonita da linha, mas tão boa quanto e muito prática.

    Raro mesmo é ver o sedã, que era na prática a versão nova do Verona. Tinha as lanternas do Escort anterior ao Zetec em fumê e um enorme porta-malas, foi vendida por 2 ou 3 anos apenas.

    • Leonardo Mendes

      Rapaz, fazem anos que não vejo um Escort sedã ao vivo… acho que nem na época que estava no mercado eu o via nas ruas com freqüência.

      • Domingos

        Foi o modelo menos vendido, lembro até hoje que anunciaram que iam tirar ele de linha.

        Acho que mesmo sendo mais bonito que a perua, ele era menos prático e custava tanto quanto.

        Assim era melhor pegar ou o hatch/liftback ou a SW.

        Porém por conseqüência do destino eu via um todos os dias, na mesma cor que o GL hatch que tínhamos, na minha rua.

        A vizinha comprou um quase na mesma data que a gente!

    • Lucas CRF

      Realmente são raros os sedãs. Um colega de serviço tem um, e gosta muito. Curiosamente, certa vez vi um Verona 2,0 Ghia acelerando forte e fiquei impressionado!

      Abraço

      Lucas CRF

      • Domingos

        O 2,0 Ghia foi o último antes do Zetec. Legal ter lembrado, era um carro muito bacana. Um amigo teve um, infelizmente nunca andei nele.

        Geralmente os sedãs Zetec não tinham o mesmo charme do Verona, que sempre vinha mais equipado e não houve também nada equivalente ao Ghia.

        O GLX com opcionais até seria equivalente, mas nunca vi um sedã assim. Não sei se não mandavam ou não compravam, mas todos os poucos sedãs que eu vi foram GL do primeiro ano – com para-choque preto.

        Talvez a Ford quis dar uma resumida na linha, já que o carro tinha muitas versões e cores, além dos opcionais na GLX.

  • Baita de um carro, essa geração de Escort Zetec.

    Meu sogro tinha uma SW, e eu dava uns rolezinhos com ela, quando ia para São Bernardo. Um dia, dando um rolé com um amigo, ele começou a zoar a “funerária”, “carro de velho”, etc…
    Mandei para ele um “Você vai ver…” (Estávamos na Anchieta, sentido Riacho Grande)
    Quando meti o pé na bicha, ela reagiu como um cavalo selvagem sendo esporado, rsrsrs…
    Curvas feitas com maestria, motorzão forte demais!

    Mas não acabou a gracinha do amigo. “É, esse rabecão é forte mesmo, hein, baita carro!”

    • Lucas CRF

      Mike,

      boa parte dos comentários aqui se referem a SW, corroborando a tese de que era um carro excelente.

      Mas amigos que não nos perturbam não são amigos…Hehehe!

      Abraço

      Lucas CRF

      • Escort SW é um carro que eu quis ter, mas como uso muito o carro para trabalhar, viajar etc, não poderia ficar sem seguro. Mas ainda suspiro quando vejo uma!

  • Marcio Rogério Dorigon

    Vou verificar no manual…sei que os GLX 97 e 98 tinham algumas diferenças para os 99 em diante.

    • Domingos

      Todos os Escorts eram diferentes do 99 em diante, tendo melhorado em acabamento (nos cuidados mesmo) e ganhado volante de diâmetro menor.

      Lembro que invertia o comando do tanque e porta-malas dos 97 e 98 para os 99 em diante.

      Mudou também o câmbio e os pneus que vinham de série – não vinha mais Firestone nos básicos e sim Pirelli.

      Depois não sei se foi no modelo 2000 ou no 2001 tiveram mais algumas diferenças pequenas, como o relógio digital no lugar do muito bacana e charmoso relógio analógico – que com o carro desligado fazia barulho de minuto em minuto.

      O detalhe do ponteiro do tanque sempre funcionando, mesmo com o carro desligado, não sei se manteve até o final da produção.

      • Marcio Rogério Dorigon

        Testei alguns 99 e 2000 e não notei diferença no tamanho do volante para o meu 98. Mas também não tinha a mínima idéia de que isso era umas das diferenças. O que realmente percebi nos GLX foi a grade cromada, o acabamento da tampa do porta malas também cromado, a chave com os comandos no corpo dela mesmo e os vidros elétricos traseiros. Cheguei a andar em um com banco de couro, mas estava feio. O câmbio foi encurtado nos 99? Pois este meu é bem longo, bom saber das diferenças. Pretendo colocar os detalhes cromados (grade dianteira e acabamento traseiro), dar um trato na pintura e achar alguma roda de liga 14 que combine com ele. Tenho a nota de compra dele zero-km, veio junto com os manuais. Saiu por 24 mil reais na época…

        • Domingos

          A principal diferença no volante é que os 99 em diante tinham outro material mais fosco e macio que não ficava brilhante com o tempo.

          E era um pouquinho menor em diâmetro, bem pouco mesmo. Passa batido se não falarem.

          A grade cromada veio um pouco depois, não sei se em 1999 ou em 2000.

          O câmbio teve dois encurtamentos sim. Tenho certeza que o meu 2-portas tinha câmbio mais curto que o 1997 4-portas, pois era muito mais arisco de saída e gastava mais.

          O barulho era maior também…

          Não sei quando ocorreu o segundo encurtamento, mas falam que foi mais para o final da produção e que ficou horrível.

          O preço era esse mesmo: 22 a 25 mil o GLX, dependendo dos opcionais e versão, e o GL saía por menos de 20 em alguns casos.

          Lembrando que 2 mil rais de diferença era bastante coisa na época…

          Conseguiu confirmar sobre o imobilizador?

  • Alemão M

    Muito bom texto. Parabéns pelo carro. Nunca tive um, mas um amigo andava com o da mãe em 1997, se não me engano. Eu e meu irmão compartilhávamos um Diplomata 91, escolhido por nós a aceito por meu pai, que declarou-se aposentado como motorista. Num dos passeios emparelhamos num semáforo; aceleradas lá e cá, balançadas do Opalão graças ao generoso deslocamento volumétrico do seis-canecos, confiante em seu ronco e torque, partimos!!! E o Zetec prateado foi sumindo, colocando dois a três carros de vantagem no gigante da GM em cerca de 400 m. Inconformado, pedi para repetir… outra lenha. Não tinha como: o 4,1-litros produzia 121 cv com gasolina e tinha que puxar toda aquela massa, enquanto o Escort tinha lépidos 115 cv muito bem dispostos a carregar um peso leve, digamos, para os padrões atuais. Nunca foi meu carro de sonho, mas tem seus méritos (rsrsrs).

    • Lorenzo Frigerio

      Uma vez estava com um colega no Passat TS dele, e rachamos em plena av. Paulista com um 6 canecos. Chegamos a uns 130 km/h – numa época que dava para fazer isso, mas mesmo assim requeria muito braço. O Opala ficou para trás (talvez não fosse 250-S).
      Ocorreu então um diálogo inusitado com o rapaz do Opala, que levou na boa, no semáforo seguinte:
      – É 4 (cilindros)?
      – É. E 100.

    • Domingos

      O Escort não era tão leve para a época não, pois era o modelo anterior cheio de reforços para as então iniciantes normas de crash-test da Europa.

      Se não me engano ele chegou a constar nos testes do EuroNcap.

      Pesava 1.100 kg e algo mais, o que não é muito longe do Opala e Diplomata.

      Acontece que o Escort andava mesmo muito bem e dizem que tinha mais que os 115 cv indicados.

      Também não é incomum que o 4,1 perca de carros na faixa dos 100 a 110 cv em aceleração. Tem tanta coisa contra ele (aerodinâmica, relação de marchas, subida de giro) que ele acaba perdendo para carros de que teoricamente ganharia.

    • Lucas CRF

      Obrigado, Alemão.

      Além da questão peso-potência em si, não podemos esquecer que no caso do Diplomata, muito do que era produzido no motor se perdia no caminho até as rodas. Já li que num tração-traseira convencional se perde em torno de 25% da potencia até chegar nas rodas motrizes. Num dianteira, entre 10 e 15%.

      Abraço

      Lucas CRF

  • Antônio do Sul

    Bela viatura! Saudades de um GL, 5 portas, 97/97, prata. Meu pai o comprou zero-quilômetro. Como o dinheiro para a compra foi “esticado”, era bem básico: os únicos “luxos” eram a direção hidráulica, o ar-quente e o limpador traseiro, todos itens de série. Nem o rádio vinha de fábrica. Em compensação, era muito econômico e andava muito. Como foi ao volante dele que peguei experiência em rodovias, nas muitas viagens de 700 e 900 quilômetros, não consigo gostar de carros com câmbio curto. Infelizmente, o Pratinha, em um domingo de fevereiro de 2004, teve um final trágico: em uma dessas viagens, um Gol, conduzido por uma motorista alcoolizada, cruzou repentinamente a rodovia e…perda total para os dois carros. “Faleceu” com 67.000 quilômetros rodados e em ótimo estado. Naquele mesmo ano, “ressuscitou” em São Paulo. Hoje, está emplacado em São Bento do Sul/SC.

    • Lucas CRF

      Antônio,

      eu fico imaginando o que deveria ser esse carro há quase vinte anos…Se bem que naquela tínhamos belos estradeiros como os Omegas e os Tempras. Pena o que aconteceu com o de vocês.

      Abraço

      Lucas CRF

      • Antônio do Sul

        Aquele foi um dos piores dias da minha vida, se não foi o pior. Quando se vê que não tem mais jeito, depois de se ter tentado fazer o que era possível, tem-se a impressão de se estar anestesiado. As coisas se passam em câmera lenta, tanto que me lembro do momento do impacto. O pior foi o logo após: eu saí do carro inteiro, mas a minha mãe se machucou. Depois, ficou tudo bem, felizmente.
        Como eu achei que o carro fosse virar sucata, peguei, como recordação, o manual do proprietário, mas a seguradora o pediu de volta e o devolvemos. Apesar de terem constatado a perda total, os peritos acharam que o pratinha, pelo seu estado de conservação, teria uma boa cotação no leilão…

        Sobre os carros contemporâneos ao Escort, o Ômega é um dos meus sonhos de consumo. Infelizmente, só tive a oportunidade de dirigir o 2,0 de um tio.
        Um abraço!

        • Lucas CRF

          Antonio,

          Meu pai diz que se o acidente só ficou no bem material, tudo bem. Quando envolve danos pessoais, complica. Que bom que sua mãe ficou bem.

          Abraço

          Lucas CRF

  • Vagnerclp

    Lendo o texto, me deu novamente a ideia de pegar um Old Old Focus HB(MK1.5), sou fanático pelo carro. Me seguro para não fazer uma besteira destas.

    • Lucas CRF

      Vagner,

      com paciencia acha-se inteiros. Outro dia vi um Ghia 2001 vermelho vivo todo todo oiriginal! Lindo.

      Abraço

      Lucas CRF

  • Erick

    Esse carro é uma delícia! Cambio longo e bem escalonado (primeira 3,15, impensável nos dias atuais), bastante previsível em pista. Procure pelas rodas de liga de Escort. O offset desse carro é 41, com essas de Mondeo (49.5), você compromete a estabilidade.

    • Lucas CRF

      Erick,

      confirmou a impressão que tive, infelizmente. Ficaram para dentro. Realmente estava desconfiado. Pena. Vou correr atrás disso. Obrigado pelo toque.

      Abraço

      Lucas CRF

  • Domingos

    Sinceramente, o Focus não tem a mesma simpatia do Escort.

    Mas é um ótimo carro. E ambos tiveram versões RS bem mal aproveitadas realmente.

    • Luís Galileu Tonelli

      Não quis me referir a simpatia e sim so conjunto mecânico deles. O grande carisma do Escort está no luxo dos Ghia, mas em muito devesse ao XR3.

      • Domingos

        Para mim, praticamente qualquer versão do Escort foi carismática.

  • Domingos

    Com esse câmbio longão um supercharger rotrex iria muito bem!

    Mas não sabia que o Astra belga era melhor na parte de desempenho, com conforto pior.

    Pensava ser o contrário!

    • Lucas CRF

      É por aí mesmo, Domingos. A bom torque em baixa do Astra aliado a um câmbio relativamente curto o torna extremamente ágil. E a suspensão é bem firme, mais um pouquinho e seria desconfortável. Mas de curva o carrinho é um assombro.

      • Domingos

        Falam que esses foram os melhores 2,0 da GM até a vinda dos últimos flex. E que mesmo andando bem não gastavam muito.

        O que me surpreende é ele ser tão bom de curva!

        Impressionante como era legal a linha GM/Opel dessa época. Até a cor deles era legal.

        • Lucas CRF

          Domingos, devo escrever um texto sobre ele. Vais gostar!

          Abraço

          Lucas CRF

  • Roberto Neves

    Muito bom texto! Parabéns!

    • Lucas CRF

      Muito obrigado, Roberto!

      Abraço

      Lucas CRF

  • Fabio_Galdino

    Possuo um GLX 99 1.8 16V, e não, você não é o único maluco que compra um Escort em 2013. Eu comprei o meu em 2014 e estou muito satisfeito com ele. Algumas coisas para fazer, mas aos poucos vou sanando, tendo em vista que ficarei anos com ele…!
    Abs…

    • Domingos

      Se eu achasse um inteiro hoje, compraria. Aliás, se outras coisas não fossem prioridade talvez teria mantido meu 1997 até hoje e do jeito que saiu de fábrica – sem nada, só direção hidráulica.

    • Elton Loureiro

      Meu pai teve um 97 do primeiro lote que veio da Argentina. Era prata com pára-choques pretos, mas por incrível que pareça tinha ar-condicionado e direção hidráulica (e só) hehe. O carro ficou 10 anos aqui em casa e NUNCA DEU UM SÓ PROBLEMA, passou dos 0 até os 100 mil apenas com troca de óleo (de 10 em 10 mil km) e correias. Andava muito e bebia nada, costumo dizer que a paixão que eu tenho por carros veio dele. Quando meu pai vendeu o carro, diz ele que bateu o arrependimento assim que o carro virou a esquina. Até hoje ainda espero colocar um segundo Escort Zetec na garagem aqui de casa!

      • Lucas CRF

        Legal, Elton. Com paciência, acredito que ainda se encontra Escorts inteiros. Fora os XR3s, ainda estão com preço acessível.

        Abraço!

        Lucas CRF

  • Lucas CRF

    É isso aí, Fábio. Nada melhor do que ser feliz com o que se tem.

    Abraço

    Lucas CRF

  • Lucas CRF

    Márcio, se considerarmos o meio do ano de 99, e corrigirmos pelo IGPM até hoje, daria 90 paus!!! O bichinho tinha mais é ser bom mesmo! Boa sorte na empreitada!

    Abraço

    Lucas CRF

    • Domingos

      Essas contas aí… Se for assim, o GL só com direção hidráulica custaria seus 70 mil hoje.

  • Lucas CRF

    A linha GL do Santana e da Quantum “quadrados” é a mais bela de todos que foram fabricados. Se bem que o GLS já reformulado era lindo também.

    Abraço

    Lucas CRF

  • Lucas Cavalini

    Gostei bastante do seu texto, xará. hehe Também tenho um Escort de sétima geração, mas o meu é o RS, de ano modelo 98, com saudáveis 82 mil km. O seu está muito bonito e as pequenas alterações são de muito bom gosto. Não sei se você conhece ou freqüenta o Escort Clube… É uma comunidade muito bacana de proprietários de Escort.

    • Lucas CRF

      RS é, xará? Coisa fina. Gosto muito desse modelo. Já imaginou se a Ford ousasse um pouquinho e botasse o 2 litros do Mondeo nele?

      Que bom que gostou do texto!

      Abraço

      Lucas CRF

      • Lucas Cavalini

        É verdade. Faltaram um motor 2-litros, bancos Recaro e teto solar, assim seria um sucessor perfeito do XR3. Na Europa, a versão correspondente é a GTi. O Escort MK7 RS tinha um motor diferente, de 150 cv.

  • Domingos

    Sim, considerando ainda que a estrutura dele era a do Escort Mk. 5 de 1992, é bastante bom!

    O carro deformava corretamente, sem esmagar ou transmitir muita força. Foi feito um bom trabalho nessa geração em todo o carro.

  • Domingos

    Bom nome para a cor da Veraneio haha!

    Também não gosto de preto por exigir muito cuidado e prefiro cores mais visíveis.

    Meu carro é azul escuro, mas na próxima compra devo rever isso.

    • Christian Govastki

      Domingos, você é de Brasília? Pois poucas pessoas entendem o porque do apelido deste tom de azul. Ele era usado pelos carros de serviço do Senado e da Câmara dos Deputados, progressivamente foram sendo substituídos por azul escuro.

      Eu gosto é deste azul mesmo, feio que dói, mas para mim é legal e traz boas lembranças da minha ex-Veraneio, que cometeram o sacrilégio de colocar um motor a diesel nela.

  • Leonardo

    Cara, que bacana sua história com o Escort. Adoro os causos de pessoas que tem carros, digamos, “diferentes”, já que o Escort é um carro “marginalizado” no sentido de que só entusiastas gostam dele. E também sou um entusiasta do modelo. Tenho um Escort XR3 1.8 89 e sem ser um herege,coloquei nele os bancos Recaro do XR3 Fómula.. Foi meu companheiro de uso diário por sete anos! Hoje descansa na garagem e passeia nos fins de semana. Excelente carro!