FERNANDO HADDAD E O IMPERADOR NERO

Haddad 2 Eduardo Kannp barra Folhapress  FERNANDO HADDAD E O IMPERADOR NERO Haddad 2 Eduardo Kannp barra Folhapress

(Foto Eduardo Kannp/Folhapress)

A julgar pelo que vem acontecendo nos últimos meses na questões de trânsito em São Paulo, os petistas prefeito Fernando Haddad e seu cupincha Jilmar Tatto, secretário municipal de Transportes,  enlouqueceram ao melhor estilo de Nero, o imperador romano que se divertia vendo a sua Roma em chamas, ou resolveram partir para a afronta gratuita ao cidadão brasileiro — já nem cabe dizer paulistanos — por meio do abuso de poder. Ou ambas as coisas.  Como eu já disse, tais atos espalham-se com rapidez maior que metástase e a última veio nesta quinta-feira da capital federal.

 

Roma fire  FERNANDO HADDAD E O IMPERADOR NERO Roma fire

Roma em chamas (celparpaul.blogspot.com)

Por meio de lei 13154/15, sancionada pela presidente petista, foi incluído um terceiro inciso ao Art. 184 do Código de Trânsito Brasileiro estabelecendo um rigor de punição incompreensível e inadmissível. Diz o referido inciso III, em acréscimo aos I e II, que não mudaram:

Transitar com o veículo (… ) III – na faixa ou via de trânsito exclusivo, regulamentada com circulação destinada aos veículos de transporte público coletivo de passageiros, salvo casos de força maior e com autorização do poder público competente:

Infração – gravíssima;
Penalidade – multa e apreensão do veículo;
Medida Administrativa – remoção do veículo

A redação não deixa claro, mas diz respeito às faixas-canaletas com separação física, não aquelas apenas demarcadas na esquerda (inciso II, infração grave) ou na direita (inciso I, infração leve).

É claro que  toda  infração deve ser punida, porém não vejo diferença, ou ela é muito tênue, entre as infrações descritas nos incisos II e o novo III. uma vez que ambas prejudicam teoricamente o fluxo dos veículos de transporte coletivo, portanto a gravidade é a mesma, mas uma é grave e outra, gravíssima. Portanto, uma burrice absoluta de quem redigiu, aprovou e sancionou a lei e esse novo inciso.

 

Estação Xaxim na Linha Verde Curitiba, 16/12/2008 Foto: Maurilio Cheli/SMCS  FERNANDO HADDAD E O IMPERADOR NERO Canaletas alceniguerra

Apreensão do carro para quem trafegar na canaleta, abuso de poder (foto alceniguerra.com.br(

Burrice porque infrações gravíssimas são aquelas que põem em risco a segurança do trânsito, como avanço de sinal ou de placa de parada obrigatória, estacionar na pista de rolamento das rodovias. entre outras. Usar indevidamente uma faixa exclusiva para ônibus jamais se configura como pôr em risco a segurança. Assim, é uma medida autoritária, fascista.

Igualmente fascista é remover (guinchar) o veículo, o que deve ser e é feito quando este se encontra estacionado irregularmente ou sua utilização representa perigo para o trânsito, por exemplo, estar os pneus desgastados além da marca TWI ou com sacos de lixo nos vidros caso o proprietário não os retire enquanto o veículo está retido. Muito menos apreender o veículo, medida que requer decisão judicial num país que se diz estar num estado de direito.

Portanto, a metástase está ocorrendo a olhos vistos.

Em São Paulo

De “locomotiva do progresso” São Paulo passou a representar a mais absoluta expressão do Mal em questões de trânsito. Começou com as famigeradas ciclofaixas na gestão Gilberto Kassab e acelerou furiosamente com Fernando Haddad. Prejudicou a vida, a atividade de centenas de milhares de cidadãos em troca de favorecer meia-dúzia de ciclistas — a absoluta sub-utilização das ciclofaixas está aí para provar. Medida populista e nojenta.

Em seguida veio a redução de velocidade em várias ruas e avenidas totalmente desnecessárias com a desculpa esfarrapada de um atropelamento à velocidade x lesionar menos que a x-y km/h, como se atropelamentos fossem inevitáveis, no pensamento imbecil de Haddad e Tatto. Cuidar para que não ocorram, educando, sensibilizando motoristas e pedestres? Dá um trabalho danado… O exemplo de Brasília, respeito ao pedestre, jamais lhes passou pela cabeça.

O próximo alvo da velocidade foram as marginais dos rios Pinheiros e Tietê. Reduziram-lhes e velocidade sem nenhum estudo que apontasse necessidade, falando em acidentes e atropelamentos. Acidentes, sem apresentar nenhum relatório da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) que descrevesse acidente grave provocado por veículo trafegando dentro do limite de velocidade então vigente. Isso já desafiei publicamente a CET num programa da Rádio Jovem Pan, sem resposta, claro, e faço-o de novo aqui no Ae.

O secretário Tatto argumentou também que a redução de velocidade destinava-se a poupar vidas reduzindo os atropelamentos — numa via expressa! As “vítimas”? Vendedores de bebidas e moradores de rua! Providências cabíveis para impedir seu acesso nas marginais, nem pensar. Novamente, dá um trabalho danado…

 

Jilmar 3 c  FERNANDO HADDAD E O IMPERADOR NERO Jilmar 3 c

Jilmar Tatto, protetor de vendedores e moradores de rua

Portanto, um ato irresponsável do prefeito e do seu secretário de Transportes que tornou o dirigir nessas duas vias um horror absoluto por ser totalmente abaixo da sua velocidade natural. Um verdadeiro abuso de poder que gerou ação pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e investigação pelo Ministério Público Estadual cujos resultados ainda não apareceram.

Mas parece que esses dois irresponsáveis não se deram por satisfeitos.  Esta semana circulou a notícia de que pretendem fechar as pistas centrais das marginais de 0h00 às 5h00. Justificativa? Com o reduzido volume de tráfego anda-se em excesso de velocidade.

Irresponsáveis só, não, loucos!

O que é mais surpreendente de tudo é o silêncio da grande imprensa a respeito desses abusos da prefeitura de São Paulo. Limitam-se a noticiar, levantar bandeira contra jamais, como que concordando com esse panorama de horror todo. Covardia no mais estrito sentido.

O caso do acesso à Ponte das Bandeiras é típico, um assalto à mão (à câmera) armada pela CET/secretário de Transportes/prefeito que já fez pelo menos um ano e continua a tungar o bolso do cidadão descaradamente.

Loucos no exterior também?

Por incrível que pareça. nova-iorquinos e londrinos também estão sob jugo de prefeitos loucos. Em outubro do ano o prefeito de Nova York Bill de Blasio sancionou lei municipal estabelecendo limite de 40 km/h para a cidade toda e esta semana veio a notícia de 25% das ruas de Londres passaram a ter limite de 32 km/h. É claro que há que se dirigir devagar em zonas residenciais, não é de hoje que isso ocorre, mas o que vê em São Paulo é esse limite imposto em ruas em que é totalmente descabido, em que 40 km/h é totalmente adequado e seguro.

 

20 mph streetsblog.org  FERNANDO HADDAD E O IMPERADOR NERO 20 mph streetsblog

(Foto streetsblog.org)

Chego mesmo a desconfiar de um movimento orquestrado mundial para abalar a indústria automobilística e a economia com restrições ao automóvel e à velocidade — afinal é um prazer assemelhado ao do imperador Nero, não?

BS

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • Domingos

    Engraçado como explodiu a população de moradores de rua no governo Haddad, que deve preferir atender aos imigrantes e os travestis por esses darem mais votos garantidos ao prefeito.

    Dizem nos meios mais próximos que tem sido deliberada a tática de colocar gente pra fora dos abrigos, ao não obrigar ou pedir que essas pessoas voltem todos os dias para eles.

    Tudo que é ruim é de esquerda. Sempre tem esquema, sempre é uma mentira atrás da outra, sempre é algo absolutamente doentio.

    Na minha região existem igrejas reunindo as pessoas para darem comida aos moradores durante o dia, pois estão em concentração bem grande em alguns lugares e a prefeitura prefere ocupar os abrigos com outras pessoas – ou prefere se usar da loucura de muitos moradores de rua para convencê-los a não voltarem aos abrigos.

    Isso me lembra um episódio dos Simpsons onde a Lisa – personagem típica esquerda chata e mentirosa bem representada no desenho – bate na mesma questão dos moradores de rua com o Bart, dizendo que eles não devem serem obrigados a retornarem aos abrigos porque muitos “preferem morrer ao ir para um abrigo”.

    Isso ilustra o quanto é repetitiva, caricata e imbecil a coisa. E o quanto, na verdade, a esquerda gosta de ALIMENTAR e CRIAR essas pressões sociais – como a dos moradores de rua – para justificar ainda mais baboseiras.

    A propósito, Londres não é exemplo nem para ratoeira. Quem conhece o centro velho de São Paulo durante a noite conhece o que é Londres. Apenas é uma versão um pouco mais rica e ao mesmo tempo pior também por ser muito mais lotada.

    • Luciano Ferreira Lima

      Londres é assim? Eu curto ler impressões de brasileiros que viajaram para outros países.

      • Domingos

        Sim, é horrível. Como ponto turístico e usando o transporte público é interessante. Dizem que Tóquio é exatamente a mesma coisa, porém aí não posso falar.

        Passei de carro num dia e horário nada turístico por toda a cidade e me deu impressão daquelas megalópoles distópicas mesmo. Estava no cheiro, no visual da coisa.

        Decidi visitar apenas recentemente e não me arrependo de todas as vezes que não passei por lá.

        Outra coisa: para quem precisar usar carro ali, está ferrado. Apesar do transporte público em grande quantidade, o trânsito é infinitamente mais congestionado que o de São Paulo e em vias que mais parecem uma ratoeira.

        Foi, ironicamente (e, como sempre, sem surpresas para uma cidade esquerdosa), a ÚNICA capital da Europa que passei que era congestionada e parecia não fluir o trânsito.

        • Andre Sousa

          Sim, o trânsito é horrível e acho que você quis dizer ratoeira por conta das inúmeras pegadinhas (se vocês acham que em São Paulo tem muita radar, experimentem conhecer Londres).
          É bom destacar que o trânsito é horrível, afinal cobram uma fortuna de pedágio urbano e você deve ter sentido na pele como é $$ para estacionar. Engraçado que a mídia comprada vende esse modelo de Londres como se fosse a melhor solução para São Paulo, que em Londres trouxe resultados mirabolantes com não sei quantos 1000% de melhoria. Imagino como era antes então…
          Outro lugar que nem de longe da vontade de ir mais é São Francisco. Fui lá ano passado e, depois das sacolinhas, estacionamentos e outras coisas mais, agora estão mirando as bebidas com açúcar (!!!!!!!) É desses antros que vem as piores ideias….

          • Domingos

            Sim, lá tem radar em ladeirinha de túnel a 30 por hora e tudo mais.

            Passei de noite, fora do horário do pedágio urbano e teoricamente fora do horário de pico.

            Se eles divulgam que melhorou 1000 e tantos por cento, é porque é mentira. Eram quase 10 da noite e a cidade estava intransitável, com um nível de congestionamento igual ou maior que o de São Paulo.

            A área gigantesca de subúrbios deles é bem horrível também, lembrando os livros de história com as ilustrações dos cortiços da revolução industrial – fomentada pela esquerda, na forma dos burgueses “revoltados” contra as monarquias.

            Bom saber da sua experiência, é legal trocar informação desse tipo de coisa.

            São Francisco evitaria por razões de pensar que deve ser um pouco a capital dos comportamentos insuportáveis de um certo grupo de pessoas que, ao serem “normalizadas”, fazem de tudo uma espécie de eterna gala gay.

            Se estão ainda por cima com frescura com “bebida açucarada”, firma minha tese que quando visitar os EUA – e se visitar – vou passar apenas nas capitais mais distantes das costas e em especial no interior.

          • Edu

            Além de “macartista”, “monarquista”? hehehe Mas está valendo, a diversidade do autoentusiasta é bacana e digna de respeito.

          • Domingos

            Sim. Existem pessoas sérias e de bom coração que apontam que o mais próximo do paraíso que estivemos foi no período medieval, que entre outras coisas era monárquico.

            Esse período foi atacado e destruído pela burguesia, que a própria esquerda faz questão de esconder que ela era mesma.

            Não digo isso só nos livros de história, onde colocam esse período como algo escravista – de forma até infantil, como com o condenamento do pagamento de taxas – como na prática. Foi com a revolta criada “contra os reis” e os “donos dos feudos” que os burgueses destruíram em nome de um princípio de liberalismo.

            Inflaram a própria população a destruir essa estrutura por uma raiva besta e forjada ao rei, que inclusive tinha poder limitado justamente pela presença dos feudos, para iniciar a revolução industrial.

            Revolução essa que hoje é demonizada pelas mesmas pessoas como forma de “criticar” a urbanização e o capitalismo, sendo que na verdade é a boa e velha tentativa de dar o golpe.

            Mas enfim, o paraíso não é para ser na terra…

          • Andre Sousa

            Cara, o curioso é que quando cheguei, no percurso entre o aeroporto de Heathrow e o hotel, andamos bem uma parte razoável do percurso. O negócio complicou justamente ao se aproximar/entrar na zona do pedágio e travou mesmo. Fiz ao motorista duas perguntas:

            1-) todos os carros que estão aqui estão pagando?

            2-) esse trânsito é normal?

            Ambas ele respondeu com um sim na maior naturalidade.

            Eu andei bastante de metrô em Londres. O preço é alto e ainda é diferenciado por zonas. Coincidiu de eu estar lá em 11 de setembro e nesse dia, eu tive uma dor de cabeça enorme ao tentar voltar para o hotel porque haviam fechado algumas estações no percurso por medo de terrorismo. O metrô, apesar de bom, é cheio.

            A cidade tem o seu estilo, tem coisas boas, culturalmente e gastronomicamente é muito rica. O poder aquisitivo lá até é maior, mas os preços também são altos. Estive lá por poucos dias, mas a impressão que dá é que quem vive tranqüilamente mesmo são somente aqueles que ganham muito dinheiro.

            Como um cidade cheia, é de se esperar que haja muito patrulhamento, muito controle, degrado de alguns valores importantes e alienação (vide o exemplo que este post cita ao fim).

            Do ponto de vista pessoal, também prefiro cidades largas, em que seja possível ter uma casa razoavelmente espaçosa, não ter que ficar amontoado em um condomínio cheio de regras e de gente saindo pelo ralo, ter valores preservados, como a liberdade, um carro e uma bicicleta sem ninguém dizendo quando e onde devo usar cada qual e não precise ficar preso a transporte público caro e lotado.

            Se você tiver a chance, visite os EUA. Eu diria que, mesmo apesar da era Barack Obama, os EUA tem cidades muito boas em sua maioria. Canadá também é muito bom, apesar do frio.

            São Francisco é um ponto fora da curva (o apelido da cidade é “no, no city”). E se você for para o interior da Califórnia, dá gosto de ver. São cidades espaçosas, desenvolvidas e sem muitas coisas idiotas.

            Quando estive em São Francisco, vi um show de idiotices. Tem várias outras fora essa de restringir bebidas com açúcar que li ou assisti no jornal de lá em um curto espaço de tempo. Uma delas era um protesto dos esquerdinhas para que fossem proibidos os ônibus do Google e de outras empresas de tecnologia em Palo Alto, sob o motivo de que seriam estes os responsáveis pela elevação abrupta dos preços dos imóveis e aluguéis na cidade. Haja paciência.

        • Edu

          Tenho alguns amigos morando em Londres e estive lá recentemente. Usar carro em Londres cotidianamente só por excentricidade ou capricho. E chamar Londres de cidade “esquerdosa” é coisa de quem ainda está vivendo o macartismo, com todo respeito.

          • Domingos

            O macartismo foi excelente, tendo postergado em 2 décadas a entrada da esquerda de forma total na cultura americana, muito embora tenha sido uma tática infelizmente ruída pela combinação estrategicamente planejada de drogas+promiscuidade dos anos 60.

            Até hoje é uma ferramenta excelente, tendo nos últimos tempos inclusive revelado um monte de ligações de blogueiros e personagens da mídia com o governo atual – ligações essas bem “firmes”, na casa das centenas de milhares de Reais mais especificamente.

            Claro que não se deve usar cotidianamente carro em Londres. Da mesma forma que uma cidade onde isso se tornou impossível por uma combinação de super-lotação demográfica e prostituição a todo e qualquer preceito liberal – a esquerda que assume gostar de dinheiro – também não se deve ser “cotidiana” de forma alguma.

            Deve servir de exemplo a ser evitado.

          • Lorenzo Frigerio

            “O macartismo foi excelente”… pelo amor de Deus, Domingos. Aquilo foi o momento mais próximo que os EUA estiveram do fascismo, e um erro histórico sob qualquer parâmetro.

      • Lorenzo Frigerio

        Pelo visto, levaram o Domingos para um rolê de carro do qual ele não desceu, e à tarde já estava pegando o avião.
        Alguns brasileiros de mentalidade burguesa realmente têm problemas com a cidade, porque é antiga e com ruas estreitas e cheias, e tão diferente do que temos aqui; com carros no lado esquerdo da via, e tampouco apresenta grandes avenidas, traçado racional ou visual uniforme das construções, como Paris.
        Quanto ao trânsito, no Centro é congestionado, mesmo. Ali eles não ficam derrubando prédios históricos para abrir avenidas para “Sua Excelência, O Automóvel”, porque lá todo mundo anda de transporte público, inclusive os políticos. Já vi inclusive gente levando bicicleta no trem.
        Em minha opinião, a grande qualidade de Londres é que o visual da cidade não se deteriora quando se sai do Centro. São sempre aquelas casinhas de tjolos, centrinhos de bairro com lojas locais, paisagem urbana civilizada e muitas árvores e parques – você nunca está longe de um, e todos muito bonitos. Parques de verdade, com muita grama e árvores de grande porte, e sem aquele mundo de gente como aqui.
        Agora, pegue um trem saindo de Paris e veja que perifa horrorosa tem a cidade, logo que você sai do “Plano Haussmann”. O mesmo vale para outras cidades européias.

        • Domingos

          Lorenzo, quase acertou. Eu estava indo para a balsa de madrugada e foi talvez a única cidade da Inglaterra que resolvi não descer.

          O trânsito já estava me atrasando e não vi nada legal para fazer lá. Estava congestionado desde a entrada da cidade, não apenas no centro (que achei absolutamente horrível, em especial as partes comerciais como já comentei).

          Visual uniforme é realmente característica da cidade. De fato até o Palácio e outros prédios reais não destoam do resto da cidade. Seria legal num pequeno borgo, acho enjoativo ao extremo numa cidade normal.

          Por mim a maioria dos prédios “históricos” – leia-se: velhos mesmo – seriam derrubados por serem feios e apertados mesmo, em primeiro lugar, antes até de pensar na questão do trânsito.

          Questão de parques e lojas locais, além dos pequenos centros locais: bom, acho que não passei em nenhuma cidade grande da Europa diferente.

          Sobre Paris: a cidade em si é incomparavelmente mais agradável e melhor que Londres, em especial justamente pelas amplas avenidas. Mesmo quando você não está de carro, uma ampla avenida impede o efeito ratoeira.

          As periferias de Paris são feias mesmo. Mas o climão dark dos arredores de Londres são páreo duro.

          Vale lembrar que ambas as cidades são justamente o exemplo de urbanização do pós-revolução industrial, sendo essencialmente burgueses. Leia-se: mais gente no menor espaço possível para mais lucros, mais mercado consumidor e mais controle.

        • Luciano Ferreira Lima

          Interessante Sr Frigerio, grato pela riqueza de detalhes.

    • Lorenzo Frigerio

      Já faz 20 anos que não moro lá, e a última vez que visitei foi em 2005. Mas você está completamente equivocado. A cidade tem 400 km de metrô e outro tanto de trens urbanos e de subúrbio, mais até que Paris e Nova York. Para quem não precisa trabalhar com o carro, como taxistas e motoristas de entregas, o transporte público dá e sobra para ir a qualquer lugar. Ao contrário de São Paulo, que tem carros e pessoas saindo pelo ladrão, já que nesta cidade é permitido construir PRÉDIOS, adensando-a absurdamente, e transporte público praticamente inexistente.

      • Domingos

        Lorenzo, certamente o transporte público de lá é melhor que aqui. Isso não discuto, embora felizmente eu conheci a cidade de carro e assim pude ver além disso.

        O que falo é sobre o clima geral da cidade, sua organização e espírito. Me senti MUITO mal ali, em especial nas proximidades do Picadilly Circus.

        Nem tirei foto, mas era de noite e teria dado uma boa foto daqueles futuros distópicos. Inclusive haviam viaturas passando com faróis e lanternas apagadas, muito estranho.

        Tenho certeza que 20 anos atrás a cidade estava melhor, afinal não foi estuprada de pós modernismo e esquerdismo (acho que nessa época a maioria eram ingleses que moravam ali) mas eu falo com todas as palavras: prefiro enfrentar o trânsito de São Paulo.

        • Lorenzo Frigerio

          Quem está acostumado a uma cidade rodoviarista como SP ou até Nova York, com seu traçado hipodâmico, e nunca foi para Londres antes, estranha. A cidade não é feita para ser “lida” de carro.
          Quando eu morava lá, o Greater London Council havia sido extinto pelos conservadores, e pelo visto não fez muita falta, pois lá e em qualquer país desenvolvido que se preze, ao contrário daqui, o governo é local, com subprefeituras autônomas, e Subprefeito e Conselho eleitos diretamente. Quem trouxe o GLC de volta foram os trabalhistas, com Tony Blair, e o antigo Prefeito (trabalhista), Ken Livingstone, voltou eleito ao posto. Agora é Boris Johnson, conservador, outro com mania de andar de bicicleta (e brigar com motoristas na rua).
          O fato é que quem vê o Centro e suas atrações turísticas) não faz idéia do que é morar lá. Aquilo é ao mesmo tempo um país desenvolvido, moderno e vibrante, e um túnel do tempo inglês, cheio de peculiaridades insulares, mesmo com todos aqueles imigrantes e turistas.

          • Domingos

            Lorenzo, a questão do transito foi apenas sintomática – mas, como sempre, nunca deixa de ser.

            Claro que não é uma cidade a ser vivida de carro. Só isso para mim já algo contra, afinal eu preferiria viver no interior de São Paulo com a liberdade de um carro que no “avanço” de qualquer capital que te force a usar transporte público não apenas no dia-a-dia como em praticamente qualquer coisa.

            Deixando de considerar essa parte, simplesmente o clima da cidade não me agradou em absolutamente nada.

            Sim, é notável que Londres é extremamente vibrante. Acredito que seja a capital européia mais vibrante em termos de comércio e variedade de atrações.

            Isso é óbvio da cidade, em 5 minutos ali você nota. Mas também se nota algo que você captou bem: ali o que pega mesmo é o liberalismo. Por isso mesmo o prefeito “conservador” é “gangue de bikero” e ao mesmo tempo se tem essa economia em hipertrofia.

            A questão é que para mim isso é o retrato da ruindade. Como ponto turístico é interessante, ao menos por uns 15 minutos, mas como vivência simplesmente vai contra tudo que vejo como bom numa cidade e – mais importante – numa mentalidade ou povo.

            O mercadologismo frenético de Londres é palpável no ar. Além de materialista ao extremo, o que é errado, ele implica em todo tipo de mutação e mutilação para ser sustentado.

            A virtual impossibilidade de usar carros, a sobre-população, a imigração descontrolada, o ar de banditismo (se sente que lá as estatísticas de ser a capital mais violenta da Europa são verdadeiras) e todas as outras mazelas são conseqüência disso.

            Pode apostar que tem empresa/empreiteira/governo BABANDO para implementar o mesmo modelo em São Paulo, onde isso seria algumas vezes maior.

            Seria também inferno puro.

            Na época que você morou lá, acredito que ainda estava naquele ponto de equilíbrio das coisas em que esses preços estavam apenas começando a serem cobrados.

            Tenho certeza que minha impressão seria muito melhor em 1995, mas ao mesmo tempo seria impossível ter ao mesmo tempo um mercado tão dinâmico e esse clima agradável que deve ter existido até 80/90.

            Certos compromissos são necessários. E sinceramente não vejo necessidade de um mercado tão absurdamente movimentado a não ser por consumismo.

  • Maycon Correia

    Esse prefeito é o fantoche do fundador desse partido, assim como a cidadã citada acima, que sancionou tal lei besta! Oh nojo dessa corja

    • Lemming®

      Partido ou…quadrilha, gangue, seita…não sei…

  • Edu Silva

    Perfeito Bob! Assino embaixo!

  • Luciano Ferreira Lima

    Sr sharp, tudo bom? Como sabe sou motorista carreteiro e pelo cargo sou obrigado a procurar o Sest Senat de 5 em 5 anos para junto com a renovação da minha CNH renovar também o curso MOPP (movimentação e operação de produtos perigosos). O curso tem duração de dois dias, muito pouco para memorizar tantas normas e fica claro pelo menos para mim que o curso é somente encheção de linguiça para dar satisfação a normas de segurança e, o professor chega a passar cola durante a prova final, um horror! Mas voltando ao foco, na rodovia BR040 em MG na altura da cidade de Ewbank da Camara há um pardal quase numa curva que obriga a se reduzir drasticamente de 80 para 30km/h além dos quebras molas que seguindo seus ensinamentos também adotei o adjetivo de “dejetos viários”, comentei na sala com o instrutor e alunos sobre isso e praticamente fui sabatinado com todos contra e o instrutor ainda foi irônico dizendo que se fosse por ele reduziria não de 30 mas para 10km/h e, acabando se falar sobre o ato nefasto foi ovacionado pelos mesmos que estavam na sala. Eu não quero polemizar nem quebrar a aura de paz e ensinamentos que o Sr e os caros leitores me passam aumentando meu conhecimento mas pelo que entendi no bate-papo na sala de aula durante o curso parece que os atos nefastos do Prefeito Haddad e sua horda tem uma legião esmagadora de seguidores incluindo muitos cidadãos brasileiros. Eu me sinto fraco, estou desanimando com tanta coisa fora do lugar nesse País que tem tudo para ser maravilhoso.

    • Marcelo R.

      “…pelo que entendi no bate-papo na sala de aula durante o curso parece que os atos nefastos do Prefeito Haddad e sua horda tem uma legião esmagadora de seguidores incluindo muitos cidadãos brasileiros.”

      Ao mesmo tempo em que fico indignado, até sem palavras para conseguir expressar tal sentimento em relação a tanta coisa errada, fico imaginando o que acontecerá nas eleições municipais do ano que vem. Será que eu posso ter esperanças de usar a quinta marcha do meu carro, sem me tornar um “criminoso” por trafegar nas “mortíferas” velocidades acima de 50 km/h???

      • Mr. Car

        Quinta marcha? Dê-se por muito satisfeito se conseguir usar a terceira.

      • Lorenzo Frigerio

        O pior é o seguinte: o Malddad e o Tatto serão defenestrados da Prefeitura, mas quem entrar não reverterá essas reduções, para não diminuir a arrecadação. O desgaste terá sido do Malddad, portanto passado, e a essa altura, para o brasileiro-memória-curta, será como se sempre tivesse sido assim.
        O único que talvez revertesse várias coisas aí seria o próprio Maluf, mas pelo visto ele indicou que não vai se candidatar.

    • Lorenzo Frigerio

      Aqui no condomínio onde moro, começaram a pavimentar as ruas de terra com bloquetes intertravados. As valetas, ou canaletas, ficaram mais fundas, com a elevação do nível da rua. O mesmo efeito das tampas de bueiro em desnível de São Paulo, após asfaltamento das ruas sem remoção dos paralelepípedos, ou sem raspagem do asfalto antigo. Já reclamei duas vezes com o síndico, de que as valetas precisariam ser retificadas. A resposta dele: “ué, o meu carro é baixo (um Corolla) e eu nunca bati”. Vejam aí como as pessoas no Brasil vão perdendo noção (e desistindo) do padrão, e encarando a má qualidade como normal: um Corolla é totalmente “tropicalizado”, e para ele é baixo (altura “normal”, para ele, deve ser um Duster).

      • Mr. Car

        Aqui no Rio, dois “belíssimos” exemplos de asfaltar deixando as tampas de bueiros em um desnível abissal em relação ao pavimento estão adivinhe onde? Nas Avenidas Vieira Souto (Ipanema) e Delfim Moreira (Leblon), onde se paga uma fortuna de IPTU.

      • Domingos

        Corolla baixo é realmente de matar.

        • Andre Sousa

          Tive um, achei um otimo carro, mas para cidade/vias asfaltadas e em boas condições. Para estradas de terra, obviamente, nada aconselhável (eu evitava a todo custo).

          • Domingos

            Acho que eu e o Lorenzo nos referimos à altura de rodagem, que é bem alta no Corolla.

            Para vias urbanas normais, não era um carro fácil de raspar – é melhor que muitos carros menores ou de altura ainda maior.

            Já com estrada de terra, nunca usei para falar. Sei que ele não tem a parte de baixo das mais planas e na terra talvez isso dificulte as coisas.

          • Andre Sousa

            Domingos, exatamente isso.
            É um carro que eu definitivamente recomendo.

    • Domingos

      Legal você comentar que o mesmo professor que defendeu reduzir de 80 a 10 numa curva também passou cola.

      É sempre assim…

      • ochateador

        Ele não defendeu, ele expressou o horror dele.

    • Newton(ArkAngel)

      Luciano, a idiotice e aparvalhamento grassam nos dias de hoje. A verdade é que não é possível mais manter-se um debate, pois ao menor sinal de discordância do “politicamente correto” a horda de cretinos já cai matando em cima do debatente, que, pobre coitado, simplesmente não consegue suportar a quantidade de injúrias, impropérios e ofensas visando desqualificar e massacrar o mesmo. Quer dizer, você pode falar qualquer coisa, desde que seja aquilo que os calhordas querem ouvir. Na falta de argumentos, apelam para o tapa mesmo.

  • Mr. Car

    Dia 16/08, quando os paulistanos estiverem nas ruas para o “Fora, Dilma!”, aproveitem para berrar também “Fora, Haddad”! Por falar nisto, parece que a presidAnta vai voltar a vomitar mentiras e besteiras em cadeia nacional de TV, então…deixem de plantão suas panelas. E ainda: alguém viu o discurso falando das metas do Pronatec, as tais que “não vão ser estipuladas, mas serão dobradas quando forem atingidas”? Besteira pouca é bobagem. Isto é que dá andar muito na companhia do Mula, digo, Lula, o maior orador nunca antes visto na história deste país, he, he, he!

    • Eduardo Copelo

      Bater panela é besteira, vai vir a galerinha “cool”, “new left”, “esquerdinha caviar” e dizrer que a “burguesia” só bate panela pros seus próprios interesses, e bla bla bla. todo aquele discursinho idiota. É tanta balela, tanta besteira, que chega a dar nervoso! E assim, vamos vivendo nas mãos desses bastardos.

    • Domingos

      Essa cara é doente terminal. Não sabe falar porque mente demais e porque deve ser assassina mesmo, prefere matar que falar – basta ver o seu histórico na ditadura.

      Deveria estar morta, mas escapou.

  • Marco

    Alguns pontos:

    1. Falar da loucura de Haddad e Jilmar “Máfia das Peruas” Tatto é chover no molhado. Esses dois me lembram o Pink e o Cérebro. Edit. Esses dois loucos ainda vão conseguir eleger Datena.

    2. Dirigir em São Paulo está um inferno. Na última sexta-feira, fui ao centro da cidade. Dirigi por algumas vias cujo limite é de 60 km/h. Acontece que, mesmo com uma quantidade razoável de carros, a maioria têm trafegado a bem menos que isso, certamente em razão do medo de multas. Dirigir está se tornando um martírio.

    3. Também acredito que ruas residenciais devam ter limites baixos, não avenidas ou pistas expressas. E a burrice – infelizmente – não está restrita a São Paulo. Moro em São Bernardo. Perto de minha casa, há uma rua cujo limite é de 30 km/h (nem dá para trafegar acima disso mesmo), mas colocaram um placa com esse limite por conta da lombada. Na via ao lado, uma pequena rua BEM estreita, difícil de passar de 20 km/h, colocaram uma placa de 40 km/h em frente a uma escola infantil. Ou seja, não há critério algum. Tudo feito de qualquer jeito.

    4. Continuando, para demonstrar que a safadeza não está restrita à capital paulista, quinta-feira, estava voltando de Campinas, na rod. Santos Dumont em direção à rod. dos Bandeirantes. O limite é de 80 km/h. Na minha frente estava um desses VUC Hyundai, a pouco mais de 70 km/h. Fui ultrapassá-lo numa leve descida. Evidentemente que meu carro passou de 80 km/h. Quando olhei à direita, vi dois policiais com o radar do tipo pistola apontando para mim. Enfiei o pé no freio. Se me pegaram, foi por 1 ou 2 km/h de diferença.

    Agora, o pior é onde eles estavam. Há a rodovia, com duas faixas de rolamento. Naquele trecho, à direita, existe uma faixa de acesso, bem longa por sinal, que é quase uma via lateral. Mais à direita ainda há uma faixa longa de gramado, que se assemelha a uma praça. Lá estavam os policiais, entre as árvores. Ou seja, a “otoridade” fica numa praça a mais de 30 ou 40 metros da rodovia flagrando os motoristas.

    Mais um pouco eles ficam sentados num restaurante de beira de estrada com o radar-pistola apontado para a rodovia. Enquanto almoçam, “fazem a festa”…

    5. Em relação aos corredores de ônibus, a explicação é simples. Como aumentou bastante o desrespeito às faixas, aumenta-se o valor da multa e arrecada-se aos montes.
    As outras infrações gravíssimas (e que representam risco de fato) citadas, não podem ser fiscalizadas por meio de radar. Ou seja, dão um trabalhão…

    Enquanto isso, “nós toma a multa”.

    • Mr. Car

      “Nós toma a multa” fechou seu post com chave de ouro, he, he!

      • Marco

        Saiu automático…hehe.

    • Costa

      (Censurado por ser comentário imbecil. Suma-se daqui, vá reverenciar o Nero Haddad, vá, idiota)

    • Lorenzo Frigerio

      Inclusive, criam-se corredores onde quase não passam ônibus, prejudicando barbaramente a fluidez dos carros. Um desses lugares é a pista local da Marg. Pinheiros enrtre o Shopping Cidade Jardim e a Ponte Morumbi. Muitos carros passam por ela, e logo logo devem aparecer radares naquele lugar.

  • marcus lahoz

    Bob esta de de fechar a marginal é a pior das notícias, chega a ser ridículo. Mas o que vejo que acontece é um excesso de segurança em tudo, e o pior é que quem é contra fica ridicularizado.

    Ninguém enxerga que esta onda de bicicletas é para reduzir o investimento em transporte público e aumentar a culpa do cidadão, afinal se você não anda de bike é poluidor, capitalista selvagem, explorador…

    Quanto maiores os limites impostos por lei, menor a liberdade das pessoas e por consequência menor a necessidade de educar, o negócio é punir e não educar.

    Aquela foto da linha verde, antiga BR116, mostra o quão estúpido ficou o sistema aqui em Curitiba, vários radares, semáforos a dar com o pé, trânsito caótico, soluções de 30 anos atrás sendo utilizadas ainda hoje.

    • Roberto

      Virou moda entre os nossos governantes jogar toda a culpa dos problemas públicos na população. Pior que boa parte das pessoas (e inclusive a maioria da imprensa) “cai” neste papo furado. Um bom exemplo disto é a a falta de água em São Paulo. Claro que muita gente desperdiça água potável, mas quase ninguém menciona que cerca de 40% da água potável é desperdiçada na rede de distribuição que não recebe a manutenção adequada, cuja responsabilidade é do estado.

      • Domingos

        Concordo. Ao menos no caso da água, só está sendo efetivamente penalizado quem aumentou o consumo, porém é revoltante como sempre jogam um problema de irresponsabilidade e inefetividade do governo para a população.

      • marcus lahoz

        O estado só quer arrecadar e jogar a responsabilidade para o povo. E tem gente que ainda voto no maldito PT.

    • Newton(ArkAngel)

      Marcus, este “excesso de segurança” faz parte da infantilização da população em geral. Ninguém assume mais nada; se fechou alguém e bateu, já diz: “Ah, mas eu dei seta…”; se não consegue frear a tempo, a culpa é do ABS; se morre estampado no poste, a culpa é do airbag, e assim vai…não me lembro exatamente quando, mas houve um caso no qual uma moça embriagada bateu o carro no poste, acho que era um Focus, o airbag abriu, não aconteceu nada com a motorista, mas a família queria processar a Ford porque a abertura do airbag produziu escoriações no rosto da dondoca

      • marcus lahoz

        Exatamente.

  • Danilo Grespan

    Bob, esse abuso de poder é visível principalmente em São Paulo, mas tem acontecido cada vez mais Brasil afora. Só para confrontar esse nosso cenário, mês retrasado estive na República Checa, e por falta de atenção dirigi uma van de 9 lugares por uma rua só de pedestres. Aí ao sair da área, havia um policial de bicicleta que me pediu para encostar: explicou educadamente e calmamente o porque eu seria punido, uma vez que estava andando de carro em uma área só de pedestres, botando esses em risco. Qual a punição? 20 euros (pagos na hora, enquanto o policial preenchia a multa a mão). Claro, ninguém quer perder dinheiro, 20 euros é justo, porque não tira o salário todo de alguém, e te libera para seguir em frente. Essas multas e punições exageradas brasileiras são o cúmulo do absurdo, por mais que digam que “é só assim que o brasileiro aprende”, eu discordo totalmente. Falta mesmo é a educação, no sentido de educar os mais novos, e formar CORRETAMENTE um condutor.

    • Domingos

      República Checa foi um dos lugares que mais me impressionou da Europa, inclusive pela re-catolização após o comunismo. É como se esse lixo nunca tivesse passado por lá, tamanho é o orgulho das cidades e pessoas em mostrarem cruzes e igrejas!

      Os preços são mesmo dos mais justos da União Européia e o país vai indo muito bem nessa crise, inclusive tendo pouquíssimos imigrantes espalhados pela Europa.

      A única coisa é que Praga era meio confusa e com muito trânsito, mas foi um lugar que valeu muito a pena visitar.

      • Danilo Grespan

        Achou o transito confuso? Talvez não tenha conhecido Viena, na Áustria! Lá sim, você tem que se preocupar com carros, caminhões, trem, ônibus, pessoas, bicicletas, dinossauros… e o mais interessante: funciona. É… por mais estranho que se possa imaginar um país e seu trânsito, ainda assim está melhor que nossas ruas tupiniquins…

        • Domingos

          É realmente bem bagunçado, mas mesmo com toda a sinalização é infinitas vezes menos poluído visualmente que São Paulo com essas novas ciclofaixas e também as sinalizações azuis para pedestres – perda de dinheiro.

          E sim, funciona! A única cidade que o trânsito não funciona da Europa, falando em capitais, é Londres. Qual delas, justamente, o pessoal quer imitar? Pois é…

  • Danilo K

    Fiz o teste de manter 50 km/h na Aricanduva hoje. Na pista local até vai pois temos que desviar das tampas de bueiro afundadas e outras protuberâncias do asfalto. Na pista expressa é uma velocidade surreal, tenho que ficar em terceira marcha, quase não dá para engatar a quarta. Mesmo com a via livre por ser domingo, é um anda-e-para pois nessa velocidade acabamos por parar em todos os semáforos. Conclusão antes da era Haddad conseguia pelo computador de bordo 16 a 18km/l. Hoje não passou de 12km/l. Se não acertar os semáforos, a prefeitura vai ter que investir mais em Hospícios por causa do estresse causado e Hospitais por conta da poluição maior causada pela baixa velocidade e anda-e-para dos carros.

    • João Carlos

      E vc já reparou o congestionamento que se forma no semáforo em frente ao MercadoCar sentido Centro?

      É o dia todo aquilo travado, já fiz vários protocolos pelo SAC e não resolvem nada. Faz vários anos que isso ocorre!

      Essa CET não vale nada!

    • Kar Yo

      Pior que essa redução foi acelerada pelo grave acidente no Viaduto Aricanduva (Alberto Badra) potencializado pela neblina da manhã. Agora pela gravidade do acidente, alguém acredita que o carro estava a 60 km/h? Não tem jeito! Onde não há fiscalização sobra BURROcracia. E como fiscalizar dá trabalho…. já viu, não é!

      • Lucas

        Acidente que só foi grave porque todos os envolvidos estavam na velocidade regulamentar, certo?? Sim, sim….

  • Lorenzo Frigerio

    Outro dia, estava na pista mais à direita da Marg. Pinheiros, mas pretendendo seguir em frente. Eu sabia que, mais adiante, essa pista obrigava conversão à direita, para subir à ponte Cidade Jardim, portanto, precisava mudar para a pista central. Mas isso não era possível, pois a pista central estava sólida de carros parados. Acabei tendo de passar sobre uma “zebra” de no máximo 10m junto a uma ilhota, que futilmente havia sido colocada lá para fazer a deflexão do tráfego para dar saída livre, para a marginal, dos veículos que desciam da av. Cidade Jardim (sempre achei que um veículo entrando numa via rápida devesse dar preferência, e não recebê-la!).
    Obviamente, tinha um marronzinho escondido em algum lugar para aplicar a “pegadinha”: infração “gravíssima”, 7 pontos na carteira, R$574,00. Vejamos bem: trafegar sobre um pedaço de “faixa de canalização” é equiparável em gravidade, para o Código, a dirigir sobre a calçada, dirigir sobre gramados, ultrapassar pela contra-mão uma fila de carros aguardando no semáforo, ultrapassar em faixa dupla contínua sem visibilidade, andar na contra-mão e outras barbaridades. Sendo que existem outras infrações piores que são consideradas apenas “graves” (creio que dirigir ao celular seja uma delas).
    Está na cara que o mau desenho viário é intencional para ensejar “pegadinhas”, e o Código com certeza foi escrito por políticos e de olho na arrecadação.
    Sempre tive um tremendo bode dessas “faixas de canalização”, verdadeiras “coisas de português”. Elas parecem resultado da “lei do menor esforço” no que toca a projeto viário, causando lentidão pelo “efeito funil”, mesmo quando há espaço de sobra para não afunilar o trânsito, e da incompreensão, por esses “engenheiros”, de que até líquidos e gases fluem mal por tubulações mal desenhadas, que dirá veículos, que precisam guardar distância mínima entre si.

    • Kar Yo

      A mesma coisa acontece quando se precisa fazer uma conversão à direita e só dispomos de 50 m de pista para fazê-lo, sob pena de invadir a faixa exclusiva. Se houver trânsito na faixa exclusiva o que devemos fazer? Parar o carro no meio da avenida e aguardar a vez?

    • Domingos

      Lorenzo, isso aí de equiparar pôr 2 rodas numa faixa de ônibus com fazer uma ultrapassagem pelo acostamento ou trafegar na contramão é como aquela vez que tentaram colocar acesso à Internet como direito humano básico na ONU: é para romper a razão e a moral mesmo, para confundir as coisas.

      A idéia é que o cidadão passe mesmo a achar que a “santidade” das faixas de ônibus seja MAIS importante que qualquer outra regra básica de trânsito – inclusive as mais essenciais, como não andar na contramão.

      A idéia também é desvalorizar essas regras básicas de forma a incentivar o BANDITISMO, ou seja, você pode dirigir como um marginal subindo calçada (ninguém liga mais, especialmente se for moto) e outras loucuras desde que respeite essa inversão de valores.

      O princípio é não estar nem aí mesmo ao trânsito ou à segurança ou à mobilidade e sim fazer essa mentalidade de filho da mãe prosperar mesmo.

      É parecido com a questão dos radares, que resumiram as multas a apenas rodízio e velocidade máxima – porém em estágio mais avançado.

    • Lorenzo
      Você foi (mais uma) vítima da má engenharia de tráfego brasileira. São Paulo está cheia dessas arapucas, a faixa direita que desaparece e se precisar abandonar a faixa e pular para a ao lado. Esse é prêmio para quem procura se posicionar mais à direita, encontrar o caminho interrompido à frente. Há uma dessas na rod. Ayrton Senna sentido leste, no acesso à direita para Mogi das Cruzes: a faixa da direita de repente “vira” acesso para quem quer seguir para aquela cidade. Esses “brilhantes” engenheiros devem ter visto nos EUA a sinalização “Faixa da direita tem de virar à direita” e achado bacana, e resolveram fazer o mesmo aqui. Só que lá a faixa não se interrompe, servindo a obrigatoriedade apenas para ordenar o tráfego. Esse marronzinho, caso fosse uma pessoa decente, entenderia que você precisava seguir em frente e não aplicaria essa multa indecorosa, verdadeiro assalto ao bolso de um cidadão. É revoltante.

  • Luis Nunez

    Enquanto se pinta faixas de vermelho de qualquer forma e em qualquer lugar para se dizer que temos x km de ciclovias, enquanto se pinta faixas de ônibus em lugares inapropriados para da mesma forma dizer que há na cidade x km de faixas, enquanto se reduz velocidades para se alimentar a arrecadação municipal e se criar factóides para se desviar a atenção de fatos mais importantes, o principal para a população vai ficando para trás como mostra esta ótima reportagem do Jornal O Estado de São Paulo. Vale a pena perder alguns minutos para se ler este verdadeiro raio-x da administração Haddad, onde fica provado que administrar, realizar, construir é muito mais difícil de que pintar de vermelho asfalto. http://infograficos.estadao.com.br/public/cidades/uma-gestao-inacabada/

  • Daniel S. de Araujo

    Bob, recentemente li um artigo que resume bem a filosofia e o pensamento de Haddad.

    Haddad governa justamente para a “esquerdinha caviar”, aquela que frequentou bons colégios e se julga progressista. Aquela que defende a bicicleta mas ela mesma anda de carro. Defende a não redução da maioridade penal, o desarmamento civil e o uso de penas alternativas mas mora em condomínios murados com seguranças e escoltas armadas (até os dentes!). É a esquerda estudante profissional de universidade pública (que não assiste aula e passa a vida acadêmica no diretório acadêmico bebendo, fumando maconha e chamando aqueles que estudam de fascistas e “coxinha”), do funcionalismo público encostado em privilégios pelo mérito de pensar e agir igual essa trupe, dos sindicalistas que se valem do cargo para usurpar de vantagens imorais…isso é Haddad, isso é PT!

    Vale a pena ler esse texto.

    http://m.infomoney.com.br/blogs/economia-e-politica-direto-ao-ponto/post/4174449/analise-50km-hora-para-quem-hadddad-governa

    • Domingos

      Sim, mas ela vai além disso. A Esquerda do Haddad já é no nível cultural, inconsciente coletivo, no nível distopia.

      Ela, claro, veio desse meio que você descreve. É isso mesmo. Porém ela já passou dessa fase de ser apoiada apenas por um grupinho de estudantes metidos a descolados e socialites.

      A esquerda do Haddad é aquela que já chegou no nível de conseguir se colocar por compra da população, por poderio de instituições paralelas ilegais internacionais (Foro de São Paulo, boliviarianismo) e por IDENTIFICAÇÃO MORAL.

      A esquerda do Haddad é aquela que já não engana mais ninguém, mas que ao mesmo tempo também não precisa disso pois tem dinheiro para compra e financiamento de campanha e da população de sobra e conta com uma mesma população já ABERTA e que se IDENTIFICA com os ideais doentes de esquerda.

      A partir daí, tudo o que acontece já é de certa forma aceito pela população em troca da espera de alguma vantagem ou benefício, geralmente esperando que em troca o governo conceda permissão para vontades individuais igualmente doentias – como tocar funk pornográfico em volume extremo madrugada a dentro.

      Nesse nível todo mundo sabe que será um mau governo, que ele é doentio, porém é isso mesmo que eles querem.

      O problema é que, seja por uma enorme parte da população discordar, seja por providência divina, o Haddad tem uma massa de no máximo 30% da população a fim de continuar esse processo.

      A luta será contra essa parte, que na verdade é uma coisa só com o governo PT/Haddad/Esquerda. O problema é que 30% já é uma massa passível de, por exemplo, fazer uma falsificação crível nas urnas eletrônicas.

      Ou de pararem a cidade em algum protesto estilo black-blocks – porém isso é mais remoto, já que uma vez vencida, essa massa podre costuma se desfacelar.

    • Lorenzo Frigerio

      Daniel e Domingos: menos, please! Sem delírios e fabricação de personagens idealizados! O Malddad me parece ser um tonto, controlado pelo Tatto, aquele das máfias das viações e das peruas. O resto é marketing muito infeliz, com base numa visão equivocada do eleitorado. Um progressista de verdade quer metrô, custe o que custar. Bicicletas tudo bem, mas só onde dá.

      • Domingos

        Tonto ele não tem nada, Lorenzo. Nesse nível de esquema e nessa altura do campeonato, não tem idiota útil por lá.

        Aliás, a própria população não é mais “enganada” por isso e sim conta com um gigantesco componente de real identificação moral – amoral, na verdade – com esse tipo de governo.

        O Haddad desde ministro da educação sabe e faz cada truque do esquema comunista, por isso mesmo iria ser o sucessor natural do PT.

        Perceba como ele se encaixa no sistema fabiano da coisa: Lula, um relativamente carismático. Dilma, uma autoritária mais assumida dos princípios da esquerda (chegou a flertar defender o aborto, é feminista louca etc.). Haddad é o que não esconde mais, com apoio aberto às práticas marxistas culturais – zombaria das religiões, apoio às práticas de degradação urbana como piche etc. – pleiteado por uma estrutura de conveniência e dependência criadas com seus antecessores.

        Tudo encaixa aí. E a atitude esnobe, arrogante e autoritária do Haddad frente à chuva de reclamações confirma isso.

        O próximo passo além dele seria um Zé Dirceu na presidência ou na prefeitura, que já chegaria no Trotskysmo. Antes disso já pularia ao Stalinismo mesmo, dado que uniria-se forças com a Venezuela – que já mostra as garrinhas de fora como potência colonialista comunista, querendo roubar 2/3 do território da Guiana.

        Aliás, escreve aí: se isso for para frente, vai ter uma enxurrada de refugiado aqui, a ponto de poder ganhar essa re-eleição do Haddad.

        Não tenho a menor dúvida que seja cuidadosamente planejado.

  • Fat Jack

    Outra informação gravíssima e séria a respeito da nossa querida prefeitura é que eles ROMPERAM O CONTRATO DE MANUTENÇÃO DOS SEMÁFOROS DA CAPITAL, isso mesmo caríssimos colegas, os semáforos da capital ficarão sem manutenção alguma por pelo manos 6 meses, segundo a secretaria responsável essa decisão visa relocar recursos para outras prioridades (compra de tinta vermelha???).

  • Vagnerclp

    No caso de conversão, eu também serei multado? Exemplo: Na saída da avenida Brás Leme para a marginal, não tem como entrar na mesma sem que se ande um pouco pela faixa de ônibus. E ali também tem um posto de gasolina…as pessoas que abastecerem ali ao saírem, serão multadas?

    • Domingos

      Se eles quiserem assim interpretar, será como no caso que o Bob colocou aqui das pessoas serem multadas por pararem o carro nas ciclovias de bairro para fecharem seus portões de garagem…

  • Cafe Racer

    Está cada vez mais próximo o dia em que essa dupla de débeis mentais (Haddad e Tatto) vai decretar a proibição do uso de carro em São Paulo!

    • Kenzo

      Já estamos perto há anos, veja o rodízio.

      – Ninguém pode usar o carro, é elitismo, abaixo a carrocracia! Mas meu carro oficial está garantido, inclusive andando em faixa exclusiva de ônibus (Haddad, Fernando)

      • Fabio Toledo

        Olha! Parece que o carro não era dele, mas ele não queria fazer uma lei para fazer isso na nossa cara!!!???
        Parabéns para quem votou nesse lixo!!!

  • Cafe Racer

    Ontem passei bem por ai… Ponte Marginal Pinheiros, sentido Castello Branco.
    Absurdo total … Radar escondido e sem sinalização!
    Não há intenção nenhuma em educar, apenas arrecadar cada vez mais!
    Dizem que haverá um desses em cada ponte de nossas marginais …
    Eu não duvido de mais nada!
    http://caranddriverbrasil.uol.com.br/upload/imagens_upload/Radar_4.jpg

    • Lorenzo Frigerio

      Lembra do deputado que apresentou um projeto de colocar um radar em cada semáforo? Acho que faz uns 10 anos.

    • petrafan

      que ponte é essa?

      • Cafe Racer

        Ponte da Cidade Universitária

  • Lucas dos Santos

    Pois é, Bob. Essa alteração no Código de Trânsito não faz sentido algum.

    Eu aprendi que uma infração é considerada gravíssima quando coloca em risco a vida de terceiros e do próprio motorista, diferentemente da infração grave, que seria aquela que coloca em risco apenas a vida do motorista.

    Não é o caso do tráfego indevido nas faixas de ônibus, logo, essa lei jamais deveria ser aprovada! Aos poucos, esse pessoal vai acabando com a razoabilidade que ainda resta no nosso CTB.

  • Kar Yo
    É exatamente o que se tem de fazer: patifaria da pior espécie.

  • F A

    Hoje na saída de São Paulo pela Fernão Dias, vi uma imbecil atravessando a estrada e pensei, deve ser falta de passarela. Depois na sequência vi outro mais imbecil ainda atravessando exatamente embaixo de uma passarela, bem na sombra dela. Então seria caso de reduzir os já baixos 100 km/h para 60 km/h, por causa desses estúpidos?

    • Domingos

      Coloca lombadas… De repente uma ciclo-faixa também.

    • JeffRL

      Daqui a alguns dias vai ter semáforo na sombra da passarela, com um botão que o pedestre aciona para fechar o sinal quando quer atravessar..

    • Não dá idéia, rsrsrs…

      Vai que o Tatu está lendo o Ae?

  • RoadV8Runner

    Precisamos extirpar esse câncer petista o quanto antes, antes que o Brasil se torne irrecuperável. Os danos já causados são tremendos… Me espanta a quantidade de pessoas que apóia esse desgoverno. De duas, uma: ou é conformismo ou sofreram lavagem cerebral. Ninguém que pense de forma coerente apóia esses desmandos.

    • Fabio Toledo

      Quê isso RR!!! Quem apoia, apoia pela possibilidade de levar algum… Não existe tanto “tchalau” assim… Bando de sem vergonha mesmo!

      • RoadV8Runner

        O pior é que não, conheço vários que apoiam esse bando sem levar nada, mas absolutamente nada em troca… Por isso que fico extremamente preocupado com essa situação.

        • Fabio Toledo

          Não que eles tenham dito, se caso você discute política com eles, falar isso seria baixar a guarda e entregar os pontos.

          • Domingos

            Verdade. Ouvindo conversa em transporte público você sempre ouve um papinho dessas pessoas, como ao esperar que esse governo aí continue deixando a ligação clandestina de luz na casa deles.

            Detalhe: é gente classe média, que pode sim pagar como todo mundo.

            Esse tipo de troca que eles esperam de um governo moralmente decrépito e que fica por debaixo dos panos.

          • Fabio Toledo

            Eu me referia a gente diretamente ligada, trabalhando para conseguir um cabide mesmo. Ou mesmo os que se vendem por um pão com mortadela… Vendem-se.

      • Domingos

        Exatamente. A parte da população que apóia, espera algo em troca, tenha certeza.

  • No último sábado dia 1º de agosto dirigi, pela primeira vez, na Marginal Pinheiros sob o novo limite de velocidade. Estava muito difícil segurar o carro a 50 km/h ele, sozinho, naturalmente, queria embalar. Achei curioso que todos os motoristas andavam abaixo do limite, talvez pela sensação de repressão, de forma a evitar uma multa. Aonde está a OAB para oficializar uma reclamação? Vivemos em uma democracia, estão cerceando o direito de ir e vir. Nos Estados Unidos, em alguns estados a velocidade é monitorada por radar e o motorista tem o direito de usar um anti-radar, em exemplo claro de democracia em sua plenitude.

    • Domingos

      Na verdade não deveria ser aprovado ou necessário se utilizar de um instrumento um pouco de guerrilha urbana (que é um pouco de maloqueiro também) que é o anti-radar, mas o americano ainda guarda um bom sentimento de controle ao gigantismo do estado.

      Por essa razão existe ou existia ainda medidas desse tipo, que embora um pouco ruins são de certa forma a demonstração e os instrumentos deles de que sabem que o Estado é uma comunhão de pessoas e não o contrário – em que o governo/estado é o “criador” do povo, até pela impossibilidade disso.

      A questão de poder usar placas apenas na traseira dos carros é bem ilustrativa com isso também.

  • Muito bom o texto Daniel, valeu a dica.

  • Rod1970

    http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/08/volta-aulas-em-sp-e-1-grande-teste-para-vias-com-velocidade-mais-baixa.html .
    Na matéria acima olha a pérola do secretário Jilmar Tatto:

    “Na medida que você diminui a velocidade, mais espaço você ganha. Reduzir velocidade significa diminuir o congestionamento nas cidades”, afirma.”
    Que eu saiba é justamente o contrário!

    • RoadV8Runner

      O cara deve ter inventado a antimatéria… Ou então foi educado no mesmo padrão de “Nóis pega o pêxe”. Só assim para poder mudar as leis da Física…

      • Domingos

        Deve ser por isso que o Metrô fica tão bom quando está nos dias de velocidade reduzida…

        Só por esse comentário ele deveria ser afastado ou demitido por imperícia.

        O que ele falou é o equivalente de um piloto de F-1 falar que quanto menos se freia, melhor seu tempo de volta. Na verdade nem tem como dar um paralelo por que essa declaração foi pior ainda…

  • Danilo Grespan

    Se voce tiver dúvidas sobre algo te multar, é porque será multado. Até no que não temos dúvidas somos multados…

  • Ilbirs

    Ontem usei a Tietê em sua pista local (sempre naquela combinação de Waze ligado e alarme de velocidade ligado ao GPS para “naturalizar” a tal velocidade absurda). Impressionante como em um domingo estava carregada aquela via, fora os muitos integrantes do Rivotril Driving Team freando para formigas e apenas piorando a coisa toda. Estava escrito 50 km/h nas placas, mas se cheguei a essa marca uma ou duas vezes foi muito, de tanto que o pessoal estava se arrastando. Talvez sirva aos que votaram no Haddad terem uma consequência bem prática de seus atos urnísticos e se envergonharem de uma vez por todas disso.
    Novamente vou deixar aquelas recomendações:

    1) Não votar em nenhum candidato do PT;

    2) Não votar em nenhum candidato de partido do Foro de São Paulo (PT, PSB, PDT, PPS, PC do B, PCB, PPL);

    3) Não votar em nenhum candidato de partido que seja linha auxiliar do Foro de São Paulo (PSOL, PSTU, PCO);

    4) Não cair no canto de sereia de nenhuma passeata “espontânea” e “apartidária” que na prática muito serve para ajudar a subir o candidato mais favorável que o Foro tenha posto para concorrer. Em 2012 o paulistano caiu como um pato nas passeatas pedindo “mais amor” e que na prática eram “mais amor ao Foro de São Paulo” e cujos líderes foram recompensados a posteriori;

    5) Se vocês acharam estranho o Datena falar que é candidato, estranhem ainda mais de ele o fazer por um partido que faz parte da base do governo (PP), cuja principal figura em São Paulo é Paulo Maluf (que na eleição passada hipotecou apoio a Haddad) e também o fato de o apresentador do Cidade Alerta dizer-se fã do Lula. Pode ser que essa seja uma candidatura “cristianizada” (usando o jargão político brasileiro histórico), feita justamente para perder, não sem antes dividir o eleitorado antipetista e contrário ao Foro de São Paulo e nessa, fazer um segundo turno só com candidatos de esquerda.

  • Wagner Bonfim

    Esse Haddad é aquele tipo de comunista que elogia Cuba e passa as férias em Miami. Que participa em toda e qualquer eleição democrática, mas acha que o melhor seria termos um partido único! E qual vocês acham que seria este partido?

    Voltando ao assunto, li que a prefeitura de são Paulo reduziu ou zerou todos os investimentos na educação de pedestres e nas campanhas educativas. E qual a justificativa para essa redução? “Implantamos a diminuição das velocidades” …

    São Paulo não tem mais vereadores não? É função deles impedir essa trapalhada toda!

  • Poomah

    Como diria Denis Prager, quanto maior o Estado, menor o cidadão. Ao adotarmos um perfil assistencialista, “terceirizamos” muitas responsabilidades e tarefas que são realizadas por quem foi empoderado. Para o bem ou para o mal. Basicamente, acredito que a base do raciocínio, procede, pois nós brasileiros, além de hipócritas, adoramos nos eximir de nossas culpas. O acidente automobilístico, por exemplo, nunca é culpa de nosso relaxamento, de nossa indolência ou de alguém que não possui habilidade ou se posicionou mal, ou não tem equilíbrio mental. Antes, prioriza-se investigação de falha mecânica, arrebatamento divino e somente depois fala-se de imprudência – que normal e erroneamente é associada à velocidade. Os “peritos” determinam que o excesso de velocidade matou, o “ponteiro do velocímetro grudou”, e “pelo estrago, estava a mais de 120 Km/h” entre outras balelas tão verdadeiras quanto constipação via sereno – que sequer existe. Segue a pajelança para a próxima panacéia.

    • CCN-1410

      Primeiro é preciso “arrumar” o povo. Sem um bom povo, nunca teremos um bom governo. Seja de que tipo for.

      • Poomah

        Provavelmente você tem razão.

        E provavelmente compartilhamos a mesma percepção.

  • jr

    Semana passada estive em São Paulo, capital, descansando uns dias (sim, para quem vai como turista isso é possível sim). Não fui de carro pois não estava a fim de ficar dirigindo em São Paulo desta vez. No começo da noite de quinta ouvi no rádio do táxi (Band?) que a prefeitura pretende instalar lombadas e porteiras em todos os acessos à marginal (não tenho certeza se era Pinheiros ou Tietê, ou ambas) para impedir o trânsito à noite. Pude observar também que há linhas com biarticulados voando em pistas limitadas por faixas em algumas vias importantes. Vi a ciclovia da Paulista (e a cara dos ciclistas ao chegar ao final da ciclovia – no túnel – e não saber o que fazer da vida). Vi o centro da cidade muito mais degradado com suas pichações que costumava estar. Já a região dos Jardins / Paulista continua ótima. O asfalto ruim em todo lugar, menos na Paulista… Minha sobrinha está em na cidade desde o meio do ano passado. Ela gosta muito do sistema de ônibus de São Paulo (o que ela usa no dia-a-dia), o que ela usa não passa for “faixas exclusivas”. Comparado com Curitiba – que muitos acham ser o paraíso do transporte no Brasil, há fartura de ônibus em São Paulo (é claro, no rush fica complicado), é muito mais fácil andar de ônibus na cidade, e o “conforto” é igual ou superior, especialmente associado ao metrô. A quantidade de mendigos na rua está claramente aumentando (como aqui em Curitiba).
    Resumindo o pouco que observei: o transporte público em São Paulo talvez não tenha melhorado em nada na atual administração, ou muito pouco. O trânsito de veículos particulares com certeza piorou, com redução de faixas e asfalto desastroso (fora proliferação de radares, redução de velocidade etc). O uso de bicicletas em SãoPaulo (fora o eventual lazer é coisa para pouquíssimos) não sei se ficou mais viável (duvido). O centro da cidade parece ter se degradado bastante. Acabo de ler que o prefeito atual cancelou a parte da prefeitura no processo de recuperação de mananciais e córregos.
    Continua achar ser cansativo morar em São Paulo (apesar de só aí certas coisas existirem) e a atual prefeitura não parece preocupada com o bem-comum.
    Me lembro que li ter aumentado o número de mortos por atropelamento pelos ônibus. Vendo os biarticulados chispando ao lado de carros, não fica difícil imaginar como ocorreu este aumento.
    Enfim, alguém poderia ser afirmativo em algo que melhorou na atual administração? Dizem que a anterior também foi terrível.

    • leoayala

      Na hora do rush, é realmente impossível andar de ônibus sem se estressar. São lotados!
      Mas uma coisa temos que admitir: dá para chegar a qualquer lugar de São Paulo usando ônibus. Apesar da super lotação, se consegue ir para todas as regiões de forma relativamente fácil.
      Infelizmente, esta gestão tem o filme tão queimado (leia-se: sustenta a máfia) que, apesar de pagar bilhões em subsídios, não exige uma contra-partida em aumento do número de coletivos e melhoria das condições dos mesmos.
      P.S.: os ônibus causam um tumulto muito grande no trânsito, porque os motoristas dos coletivos são muito irresponsáveis!

  • Marco

    Haddad não faz governo de esquerda. Se fizesse, teria direcionado os investimentos para a periferia da cidade e deixaria isso claro para a população. Acontece que a atual administração nada fez nesse sentido. Falta pouco mais de 1 ano para o fim do mandato e qual marca que ele está deixando? Ciclovias e faixas de ônibus, ambas mal realizadas, em sua maioria.
    Ele teve a proeza de aumentar a dívida da prefeitura sem ter feito absolutamente nada pela cidade. Todo o programa de governo dele está extremamente atrasado e parte sequer sairá do papel. Os extremos da cidade estão completamente abandonados.
    Em relação às ciclovias, basta dar uma volta pela cidade. As relativamente bem feitas são a da Paulista/Domingos de Moraes. A meia dúzia que pedala por ali é basicamente cicloativista que tem bicicleta que R$ 5.000,00, se acha “cool” e normalmente desrespeita os pedestres, afinal, ele é “ciclista, o senhor da razão”. Ou seja, o típico “burguês” e não o trabalhador que seria o mais beneficiado por um governo “esquerdista”. Dê uma olhada nas ciclovias construídas na periferia – essas sim muito mais importantes, pois muita gente que mora em regiões mais afastadas utiliza o meio de transporte porque ônibus e metrô (onde este chega) são caros. Foram construídas de qualquer jeito, simplesmente para entrar na estatística de “km construído”.

    Concorde-se ou não com ela, quem fez um governo um pouco mais voltado para a população pobre da capital paulista foi justamente a Marta Suplicy, que levou um pouco de melhorias para a área periférica da cidade. Os CEUS são um exemplo.

    Nem isso – que é uma bandeira de seu partido – o Haddad fez. E olha que a idéia foi adotada até mesmo por Serra (outro medíocre, que passou desapercebido pela prefeitura pois nada fez além de usá-la de trampolim para o governo do Estado)/Kassab, adversários políticos.

    Ele está conseguindo ser um dos piores prefeitos que São Paulo já teve.

    • Domingos

      “Haddad não faz governo de esquerda. Se fizesse, teria direcionado os investimentos para a periferia…”

      Fez sim. A esquerda usa esses chavões única e exclusivamente para chegar ao poder, onde ela passa a atender apenas os seus interesses e a mirar suas “benesses” ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE aos reais grupos de interesse/poder de voto/poder de transformação de mentalidade ao doente.

      Esse grupo agora, já há muito tempo, são gays, imigrantes trazidos sob encomenda, cicloativistas. Se você acha que são pobres, está bem enganado.

      A Marta representa o começo da esquerda fabiana, aquela que faz alguma coisa que qualquer um poderia ter feito para conquistar a população.

      Felizmente ela foi com muita sede ao pote e passou a começar muito cedo as loucuras típicas de esquerda, como a taxa do lixo, e então esperamos felizes 10 anos para outro idiota chegar ao poder e continuar de onde ela parou.

    • Domingos

      Sobre a Marta ainda: nunca devemos esquecer que ela queria entrar novamente na prefeitura em 2008 basicamente dando coisa de graça, que é compra de votos. Ela tinha um bla bla bla de internet gratuita na época e a campanha dela era uns 90% isso.

      Se tivesse no nordeste aposto que ela ofereceria uns óculos em troca de votos também. Prefeitaça.

      A futilidade dela é clara também. Quem precisa “discutir sobre sexo”? Eca, que prefeita porca.

  • NICKS31

    [MODE IRONIC ON] Vamos todos comprar aqueles carros que nos anúncios contém as palavras: “só pra rodar”, “não compensa fazer docs” ou “antigo dono faleceu, mas da pra licenciar de boa” e vamos andar despreocupados com a velocidade. [MODE IRONIC OFF] Não concordo em momento algum em andar com um veículo em situação irregular, mas que as vezes da uma vontade eu não posso negar!

  • Kenzo

    Parabéns, resumiu muito bem muitos dos problemas que vivemos cotidianamente! Só os cegos pelas ideologias e pelo ativismo burro conseguem defender tamanha irresponsabilidade dessa administração.

    Venho, há algum tempo, fazendo alguns comentários sarcásticos, mas objetivos, nas postagens do Facebook com tema Trânsito da Exame e Rádio Sulaméricatrânsito, para que os mais exaltados mostrem seus argumentos mais absurdos.

    Um dos argumentos mais idiotas que vi recentemente foi justamente sobre a velocidade e irresponsabilidade dos ônibus. A lógica desse pessoal é a seguinte: os ônibus, sendo transporte em massa (sic), tem o direito de utilizar todas as faixas de uma via, não sendo obrigados a ficar dentro das faixas exclusivas. Ou seja, eles podem ocupar, como na Av. Faria Lima, todas as faixas, travando o trânsito inteiro.

    Além disso, dentro do mesmo argumento, por esse mesmo motivo de serem transporte em massa, eles devem sim trafegar em velocidades maiores e, sendo os corredores exclusivos, atropelamentos ou acidentes, são de responsabilidade de quem adentrou no corredor sem necessidade (!!!). E que, se porventura, os ônibus fecharem os cruzamentos, azar dos “carrocratas”.

    Olhem o nível de estupidez a que chegamos.

    • jr

      Kenzo, aqui em Curitiba gostam de dizer que o ônibus tem de andar cada vez mais rápido, e que o resto do trânsito se exploda (aí incluído pedestres). Como isso é possível? O que acontece quando um bicho desse tamanho, muito pior ainda se for um biarticulado, anda em alta velocidade? Não consegue parar onde deve, passa no sinal vermelho, arrasta pedestres, ciclistas e motociclistas. Não há proteção física que proteja alguém desses trambolhos. Muito diferente é o metrô ou algum veículo que fica preso sobre trilhos sem compartilhar de vias com ninguém ou nada. Aí dá para andar rápido.

      Quem mais mata pedestre qui é ônibus, de longe.

      Uns dez anos atrás uma amiga foi deixar o marido no trabalho. Parou na rua (na nossa Zona Azul daqui, que é chamada de ESTAR), no lado da via em que uma calçada de 70 cm separa os carros parados, pedestres, dos biarticulados. Ela esperava para atravessar a rua parada entre a frente do carro dela e o próximo parado. Um biarticulado voando perdeu a direção e “engoliu” a calçada. Foi destruindo carro a carro e por muito pouco não matou a minha amiga, coisa de centímetros.

      Bom, vivemos tempos difíceis, sem dúvida.

      • Domingos

        Chove de notícias do Rio de Janeiro com a mesma reclamação, que é de atropelamentos e desgovernamentos pela alta velocidade dos ônibus em certas linhas. As velocidades altas são intencionais nessas linhas.

        A questão é que o transporte público sempre foi tratado como coisa de pobre ou de obrigação (“use aí porque é isso que tem”) e que se lasque quem achar que é “opinião de burguês”.

        Não existe uma noção de “conforto” ou “segurança” e sim meramente de caber mais gente no menor lugar possível e reduzir ao máximo os custos – altíssima velocidade para um veículo tão pesado entra nisso, permitindo mais viagens num mesmo veículo – ao mesmo tempo que você recebe o máximo aceitável em passagens e em subsídios da prefeitura.

        Serviço inteiramente público é regulado por lei de monopólio e de dependência, logo não tem a menor ligação com a busca de qualidade.

        Não conheço uma cidade no mundo que busca diminuir o número de passageiros por metro quadrado. Aliás, o que busca a maioria das cidades é ainda por cima obrigar que você só tenha isso como alternativa – igual o que querem fazer em São Paulo.

        A questão é que deveria ser exigência dos moradores, regulamentada sob forma de CONTRATO, um máximo para as latas de sardinha e outras medidas insanas como alta velocidade em bi-articulados.

        Porque eu pago por um serviço com meus impostos e ainda com a passagem e não posso escolher nem uma vírgula dos termos e condições?

  • Kenzo

    Não vamos nos esquecer de que quando implantaram essas novas faixas exclusivas muitos marronzinhos ficavam, nos horários de pico, nas saídas das garagens de grandes prédios comerciais e shoppings multando os carros que, após sair da garagem e cair nas faixas exclusivas, não conseguiam trocar de faixa imediatamente.

    Eu mesmo só não fui multado porque já sabia dessa pilantragem. Saí da garagem e logo já coloquei o carro na outra faixa, sendo bem folgado até de ir embicando na frente do outro motorista. Os demais carros que saíram atrás de mim e esperavam uma brecha para mudar de faixa, coitados, estavam todos sendo multados.

    • Fabio Toledo

      E a Globo ainda vem com aquele quadro ridículo, na minha opinião, “vai fazer o quê?” Onde um ator sai de um estacionamento de supermercado (se não me engano), pega um pequeno (mesmo) trecho de ciclovia para já entrar a direita, pois a saída é praticamente na esquina. E colocam uma situação onde um ciclista pára a bicicleta na frente do carro exigindo que o motorista dê ré para sair com o carro.
      Excelente idéia, Rede Globo! Na vida real a chance que um motorista (estressado) acelere lançando o ciclista sei lá pra onde, eu entendo que não seja pequena!
      Ainda mais agora com o caos que está em São Paulo, hoje um cara buzinou para mim porque eu parei para o pedestre passar na faixa! Vocês ainda duvidam que tenha quem acelere para cima de um ciclista xiita?

  • Fabio Toledo

    Mamãe a coisa tá feia demais! Skaf (PMDB), Datena, Marta, Celso Russomano, João Doria … Se eu votasse em São Paulo nem apareceria na seção!

    • Ilbirs

      Vai ser aquele lance de votar não por empolgação, mas para evitar o mal maior. Como há o problema de nossa cidade estar nas mãos do Foro, risque-se da conta a Marta e o Haddad (considerando-se que esse vá concorrer à reeleição), pois esses são de partidos filiados à tal entidade e a saída de Marta do PT tem toda a cara de ser uma briga controlada em que usam outro partido que não esteja queimado como forma de continuar o domínio usando outras mãos.
      No caso de Datena, há a tal possibilidade de ele ser a tal candidatura “cristianizada”, feita propositadamente para perder, mas não sem antes dividir os votos que poderiam ir todos a um único candidato, ainda mais considerando o fato de ser partido que está na base do governo federal e que em São Paulo apoia o prefeito, como vimos naquela infame foto reunindo Haddad, Maluf e Lula.

      No caso de Russomanno, ainda que o PRB seja parte da base situacionista no nível federal, vamos dizer que em nível municipal há um certo “sangue nozóio” por parte do também deputado federal, ainda mais se considerarmos o tamanho da campanha de difamação que sofreu na eleição passada. Creio eu também que ele agora esteja analisando as propostas de governo com especial atenção para não perder votos em áreas sensíveis (vide aquela besteira de cobrar preços diferentes de tarifa de ônibus conforme a quilometragem rodada, o que na prática penalizaria quem mora na periferia). Com certeza agora não irá mais colar aquela história de movimentos “apartidários” realizando “espontaneamente” manifestações pedindo “mais amor, menos Russomanno” e chamando o candidato de diversas coisas que ele nunca foi (vide acusações de preconceito contra homossexuais, sendo que por mais de década o referido político teve em seu gabinete funcionário transexual, que inclusive saiu em sua defesa quando pipocaram tais acusações). Pode ser que nestes anos ele tenha se informado bastante sobre a dinâmica do gramscismo e outros detalhes.
      No caso do Skaf, não me parece que ele seja do mesmo PMDB de Eduardo Cunha, ainda que possamos dizer que ele teve bom senso de época para se candidatar, meio que jogando o Chalita aos leões. Tenho cá minhas impressões de poder ser candidatura na prática feita para dividir o voto anti-PT e anti-Foro, considerando-se o fato de o candidato já ter feito parte do PSB.

      Sobre João Doria, ficamos naquela história de ele na prática poder ser um “avatar” tucano, uma vez que esse partido também andou fazendo besteiras, vide Serra e FHC na prática ajudando a Dilma. O PSDB é a outra lâmina da estratégia das tesouras e várias de suas pautas históricas coincidem com as do PT, apenas acrescentando um “por obséquio” na coisa. O referido candidato tem conhecimento da política, uma vez que já trabalhou com o Covas no passado, além de ter sido presidente da Embratur no governo Sarney. A seu favor também há o bom trânsito entre o empresariado (vide o LIDE) e não me parecer ser alguém que queira implantar experimentalismos, considerando-se aí a visão típica de alguém da iniciativa privada, que acaba sendo mais voltada a soluções que sejam efetivas. Ainda que o PSDB seja a outra lâmina da tesoura gramscista, não é parte do Foro de São Paulo.
      Digo que mais atenção que ao Executivo precisa ser dada ao voto no Legislativo, uma vez que este tem mostrado peso importante. Que vejamos o Brasil saído das urnas no ano passado e notemos a força que o Congresso vem tendo ao derrubar várias pretensões do Foro. Logo, o voto nos vereadores pode ajudar bastante a ditar que rumos a cidade vá tomar, mesmo que o Executivo porventura esteja nas mãos de alguém do Foro, a exemplo do que estamos vendo em nível federal. Aqui também precisa ser o tal voto consequente de que falei no Executivo.

      • Domingos

        “No caso de Datena, há a tal possibilidade de ele ser a tal candidatura “cristianizada”, feita propositadamente para perder, mas não sem antes dividir os votos que poderiam ir todos a um único candidato” – Bingo.

        Pode esperar por todo tipo de estratégia nessas eleições.

      • Fabio Toledo

        Excelente ter chamado a atenção para a importância do voto no vereador, mas uma pergunta, você acredita mesmo que o PSDB seja a outra lâmina da tesoura gramscista?
        Olha! Pensando bem eu ficaria dividido entre o Skaf e o Doria, mesmo contrariado…

        • Ilbirs

          Sobre ser a outra lâmina da tesoura gramscista, basta ver as pautas defendidas pelo PSDB e notar que elas se diferem pouco daquelas do PT, sendo esse o motivo de dizer que a grande diferença do PT para o PSDB estar em o segundo dizer “por obséquio” enquanto o primeiro vai de forma mais truculenta. Observe-se também os momentos em que parlamentares tucanos se ausentaram de votações importantes neste ano conturbado que vivemos e a ausência deles justamente ter favorecido o partido a que eles dizem se opor. Que também se veja declarações recentes de Fernando Henrique e José Serra sobre o atual governo, em que não há nem um pouco de incisividade.
          O lance da estratégia das tesouras é a de haver dois partidos de esquerda, um de esquerda mais moderada e outro de esquerda mais extrema, com o primeiro sendo acusado pelo segundo de ser “direitista”, mas na prática não divergirem muito. Com o tempo, esses dois partidos acabam tomando o espectro político como protagonistas e eclipsam os outros partidos e por vezes usam o apoio desses partidos para na prática os ir desidratando severamente para que na prática só sirvam de linhas auxiliares. Eles até poderão parecer que se opõem, mas só votam diferente naquilo que na prática não afeta o projeto de poder de que partilham.

          Acaba sendo importante a existência de moderados e extremos nesse contexto, pois os extremos acabam por fazer os moderados parecerem mais moderados que o de costume ou mesmo os mais extremos ainda fazerem os extremos parecerem mais moderados. Assim como o PT parece moderado perto de PSOL, PSTU e PCO, pode por vezes parecer mais ativo quando comparado ao PSDB, que sabemos ter aquela fama histórica de em cima do muro. Logo, como se pode observar, a cabeça do eleitor mais leigo acaba ficando direcionada. Como explodiram os muitos escândalos, o nome do PT está enfraquecido, mas o projeto continua, com a ida dos políticos para outras legendas que fazem parte direta do Foro ou são linhas auxiliares estrategicamente criadas para que pareçam ser oposicionistas.
          A metáfora da tesoura se aplica quando consideramos que tal ferramenta consiste de duas lâminas presas em um ponto que as faz assumirem movimento guilhotinado, significando que elas vão se fechando e cortando o que estiver a seu alcance e, quando fecham, nada mais há entre elas. Se compararmos o campo político do começo dos anos 1990 com o atual, veremos o quão mais limitado o espectro está, com a ascensão do PMDB que não fecha com o governo sendo das poucas exceções no horizonte, que acabam se somando a outros poucos políticos fora desse esquema.

          Para o eleitor, essa estratégia acaba também gerando a sensação de se estar votando em mais do mesmo ou o tal risco de votar em candidaturas “cristianizadas”, que na prática servem para dividir quem não apoia uma das duas lâminas da tesoura e na prática levar a um segundo turno em que escolhemos entre uma das duas superfícies de corte.

          • Fabio Toledo

            Excelente explanação, faz sentido, mas sinceramente eu não acredito que o PSDB seja a “esquerda moderada” de uma grande estratégia, independente do que seja dito, independente de sigla. Talvez seja teoria da conspiração demais pra minha cabeça, mas não acredito que essa enorme tesoura tem sido orquestrada. Posso estar errado, mas não acredito. Talvez eu pense assim para manter alguma esperança, mas se a tal tesoura existisse creio que não onerariam tanto o país como eles têm feito.

    • Domingos

      O Skaf fica se queimando ao mudar de partido toda hora, já tendo sido candidato pelo PSB.

      Mas melhor ir pelo PMDB que pelo PSB. O PMDB gosta mais das alianças por dinheiro, o PSB é daquela base que gosta disso e de se aliar com os mais doentes.

  • Juvenal Jorge

    Também me assusto com a Imprensa comum, de alto poder, como as grandes emissoras de rádio e TV não fazerem nada contra a ignorância e maldade que assola São Paulo.
    Estarão todos se preparando para noticiar a prisão de Lula e estão desconsiderando outras coisas importantes ? ou estarão com muitos comerciais comprados pela Prefeitura de São Paulo ?
    Nâo sei, não sei não Sr. , só sei que eu caí da espaçonave….

  • Juvenal Jorge

    jr.
    boas observações. Estive em Curitiba há 2 semanas e fiquei pasmo com as ruas de 4 faixas de rolamento com limite de 60 km/h. Rodei dois dias e não vi nenhum quase atropelamento, nenhuma freada brusca, nenhuma moto passando desmilinguidamente por entre os carros buzinando como se não hiuvesse amanhã.
    Curitiba está dando de dez em trânsito.
    Sobre os famigerados corredores de ônibus, onde os monstros passam rápido a menos de um metro dos carros parados, saiba que o apelido pouco divulgado quando essa praga começou há muito tempo atrás era “moedor de carne”.

    • jr

      Juvenal, você pegou um trânsito melhor por causa das férias escolares, mas com certeza o trânsito aqui ainda é bem melhor que o de São Paulo.

      O asfalto em bom estado nas vias principais é herança da Copa de 2014. A situação estava bem ruim até meados de 2012-13-14. Fora das vias principais que ligam os bairros, que geralmente só são notadas pelos moradores dentro dos bairros, ainda impera um tipo de cobertura asfáltica fininha, que sai sempre que chove ou ou veículo mais pesado passa, o tal do anti pó, e é um buraco só, geralmente sem guias nem sarjetas, mesmo em regiões bem centrais, imagine nos bairros.

      A Copa de 2014 também deixou como herança a recuperação de calçadas, que aqui em geral são muito ruins e de difícil e má conservação.

      Você deve ter notado que aqui os semáforos ficam do lado errado da rua (antes do cruzamento) assim como as placas de sinalização (depois do cruzamento), que os sinais de pedestre ficam virados para que os motoristas não os visualizem (ficam sempre tortos) e que há em média uma placa de sinalização de estacionamento a cada 7 metros, ou menos.

      Andar de ônibus aqui, no dia-a-dia, não é horrível mas mas acho que é pior que em São Paulo, muito pior que a combinação ônibus + metrô. Temos os BRTs biarticulados que na maioria das vezes está em canaleta, mas com cruzamentos em nível, os quais usam seu porte para impor presença e furar sinais. Como não conseguem parar, vivem engolindo pedestres em geral, crianças, ciclistas e motociclistas. Temos uma outra figura chamada Ligeirinho que se mistura ao trânsito (se vir um ônibus cinza, fuja!) que anda na mais alta velocidade possível e, por questões de trajeto, fica ziguezagueando pelo trânsito a todo instante. Temos os interbairros, que geralmente são articulados misturados ao trânsito comum, e como parecem ser sempre velhos vivem quebrando em cruzamentos importantes…

      Bom, muitos acham que reclamo demais, porém é fácil notar que ajustes simples evitariam acidentes e melhorariam a vida.

      Mas voltando a São Paulo (e vale para todas as capitais brasileiras também): nossa mobilidade é muito mais complexa que de cidades como Paris ou, imagine, Amsterdã. Só para citar o exemplo de um amigo meu: morava perto do Pacaembu, trabalhava quase em Guarulhos e estudava em Mauá. Milhões de pessoas em São Paulo (e Curitiba também) têm essa necessidade de mobilidade. Então, não há solução mágica e os governos têm de ser humildes para buscar soluções equilibradas. Mas, não tem aquela de “falem mal de mim, mas falem”? Não vou dizer que adoro nosso prefeito atual (Curitiba), mas tenho de reconhecer que ele mantém um low profile: realiza as obras que pode, tem seus escapismos populistas mas são bem mais limitados que o de São Paulo cobre dívidas de quem deve (inclusive clubes de futebol), enfim, faz um feijão-com-arroz que é aquilo que tem de ser feito, me parece.

    • marcus lahoz

      Juvenal

      A coisa não anda tão boa por aqui não. Por sinal piorou demais depois que este prefeito entrou.

  • Fabio Toledo

    Ele conseguiu a cidade está um caos!

  • Ilbirs

    O principal da coisa é ficarmos atentos às candidaturas e verem se eles de fato se opõem ou se ficam naquela história de só parecer que se opõem quando na prática só fazem aquela crítica que na prática nada tem de oposição.

    • Domingos

      Sim, além de atentar para a não diluição dos votos no primeiro turno, que poderá trazer ao segundo um candidato com poucas chances de ganho contra o Haddad.

      O ideal é que ele sequer chegue ao segundo turno.

  • Ilbirs

    Se você suspeitava de atualmente só o Legislativo ser de fato poder independente, depois desta notícia sobre o MPE dar parecer contrário ao veto à redução de velocidade nas Marginais irá ficar com a pulga ainda mais atrás da orelha.

  • Marcio Musciacchio

    Engraçado que o prefeitinho aí não abre mão dos 50% IPVA, não é? Quer que todo mundo compre carro pra deixar em casa, pagar as taxas e andar de bicicleta.

  • Marcio TD

    “”Chego mesmo a desconfiar de um movimento orquestrado mundial para abalar
    a indústria automobilística e a economia com restrições ao automóvel e à
    velocidade””

    Eu acredito nisso que o senhor escreveu.
    E em todos os segmetos, não só no automobilístico.
    São Paulo, está assim: se vc acelera toma multa, se para no farol é assaltado, se cobre a placa do veículo para não ser multado, a polícia te para…
    Ou seja, estamos na pior fase da história, para se ter um veículo.

    E se o povo fosse um pouco unido, seria simples. Não precisaria nem mesmo de 100 pessoas, para em uma unica madrugada inutilizar todos os radares da cidade.
    E deixar bem claro que, só haverá radares quando houver segurança.

    E em relação aos limites de velocidade, somente reduzir se houver comprovação de tantos atropelamentos como disseram.
    Pois trabalhei os ultimos 3 anos, como vendedor externo, e TODOS OS DIAS, cruzava a marginal tietê, da ponte do tatuapé, até a castelo branco, ida e volta. E nesse tempo todo, não lembro de ter visto atropelamentos à pedestres. Também observei que fora dos horários de pico, somente indigentes andam pela marginal. Quando os via, mudava de faixa, pois não se sabe se a pessoa pode estar na intenção de cometer suicídio.

    Estudos compravaram que, velocidade muito baixa, causa distração, seja pelo fato do motorista sentir segurança por saber que uma colisão em baixa velocidade, não oferece risco à vida.
    Ou pelo simples fato, da pessoa perder tempo olhando para o velocímetro, para não exceder o limite e levar multa. Ao invés de prestar atenção no trânsito.
    Também existe o próprio instinto de autopreservação e segurança, que temos.
    Todos nós, sabemos quando estamos andando rápido demais. da mesma forma, sabemos quando estamos em uma velocidade ideal para tal avenida, rua ou estrada. E assim, também é quando andamos devagar demais.
    Pois não é o fato de querer correr, andar rápido, mas ficamos inquietos e mais tensos, quando sentimos que estamos andando numa velocidade, bem abaixo do que seria a normal para o local.
    E isso demanda muita atenção ao velocímetro, e quando se olha o velocímetro, não se olha o trânsito.

  • Domingos

    O orquestramento ocorre quando ambos combinam de não falar do Foro de São Paulo, não terem acusado a Dilma dos crimes da época da ditadura e quando num momento como esse o PSDB se mantém sempre isento e pouco incisivo, como o Ilbiris disse.

    Não esqueça que foi através da social democracia que se colocou em atividade TODAS as pautas esquerdistas e liberais na Suécia por exemplo.

    • Fabio Toledo

      Domingos, sinceramente eu não tenho opinião política radical, entendo que estes comunas são a pior espécie política, não é necessário ser tão interessado na história mundial para se chegar a esta conclusão, mas também que num país como o Brasil, com tanta desigualdade, é necessário que a política seja em boa parte voltada para as questões sociais. Eu não sirvo para trabalhar na política, pois busco sempre o bom senso, algo que é visto como “ficar em cima do muro”.

  • Matheus S. Bueno

    Por que tanto maniqueísmo nas opiniões? A cidade é muito mais complexa do que isso…

  • Matheus S. Bueno
    Para nada, está tudo certo na cidade, o petista (só podia ser) Haddad é um sujeito formidável… Faça-me o favor!