Coração de Fusca e um jeitão de Mini-Kombi com muita história para contar. Um projeto especial da Volkswagen para atender ao Deutsche Bundespost (Correios Alemães) e resolver um problema de logística, o transporte de correspondência. Era o “Fridolin”.

Hoje em dia os Fridolins ou são peças de museu, como este do AutoMuseum Volkswagen, em Wolfsburg, ou estão nas mãos de colecionadores, geralmente depois de um penoso trabalho de recuperação. Sua história é interessante por estar ligada ao Deutsche Bundespost (os Correios Alemães) e à própria Volkswagen.

A instituição procurava há muito tempo um veículo econômico, especialmente adequado ao serviço de recolher o correio das caixas postais e efetuar entrega rápida de correspondências nas cidades. Os Correios Alemães desde cedo foi um dos maiores clientes estatais da Volkswagen. Usava Fuscas adaptados que não eram a melhor solução, pois a carga e descarga da correspondência não era fácil; o mesmo se aplicava às repetitivas entradas e saídas dos carteiros dos carros. Também eram usadas Kombis furgão que, igualmente, não atendiam às necessidades por serem muito grandes. Faltava um veículo apropriado para as entregas de correspondência. Esses Fuscas foram um encomenda de 1956 e eram pintados na cor amarelo

 

Foto-01  VW TIPO 147, o FRIDOLIN Foto 01

Um dos Fuscas que serviram ao Correio Alemão; eram mecanicamente bons, mas pecavam pela acessibilidade das correspondências e dos motoristas

Os Correios Alemães precisavam também de um furgão de entrega pequeno para substituir o Tempo 400 de três rodas cuja produção havia sido encerrada. Este tipo de veículo era usado pelos Correios Alemães desde o tempo do III Reich, o período na Alemanha compreendido entre 1933 e 1945.

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Um triciclo Tempo 400, na versão de furgão para uso dos Correios do III Reich que usava a cor vermelha; a insígnia pode der vista na lateral do veículo, se bem que a Suástica no centro do círculo sob a águia foi retirada

Nesta busca de um veículo “adequado por um preço conveniente”, foi feito um teste em grande escala do Goggomobil Transporter, um furgão de porte bem pequeno que também havia sido desenvolvido para atender às especificações dos Correios Alemães. O teste contou com 2.000 unidades (!) de uma produção total de apenas 3.665 furgõezinhos entre 1957 e 1965. Seu motor de dois cilindros a dois tempos, produzido pela Fábrica Glas, de Dingolfing, rapidamente alcançou os seus limites devido ao esforço causado pelo anda-e-pára das curtas distâncias do serviço postal.

 

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Dois Gogomobil Transporter em plena atividade como carros de entrega dos Correios

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Um dos Gogomobil de uso particular restaurado, parte de uma coleção

Foi somente em 1963, após ter falhado a experiência com o Goggomobil Transporter, que os Correios Alemães finalmente solicitaram à Volkswagen a produção de um furgão pequeno de baixo custo para a coleta e entrega de correspondências, resistente para o serviço de correios e boa ergonomia, o que em alemão se chama de Kleinlieferwagen.

A Volkswagen concordou em produzir um veículo especial para os Correios Alemães, um de seus clientes estatais mais importantes, e chegou a incumbir a empresa Wilhelm Karmann GmbH, de Osnabruck, para construir um protótipo. Este veículo foi baseado no Fusca conversível produzido pela Karmann (Tipo 151) e ficou pronto em abril de 1956. Na foto abaixo fica claro que o resultado foi uma versão utilitário do conversível, aproveitando o seu chassi reforçado, moldura do pára-brisa e portas. O projeto não deu em nada e apenas um veículo foi construído.

Foto-02  VW TIPO 147, o FRIDOLIN Foto 021

Versão Karmann para o veículo especial para os Correios Alemães, baseado no Fusca conversível; a parte dianteira ficou igual, incluindo portas e chassi reforçado

Aprofundando as pesquisas encontrei a foto de outro protótipo que, ao que tudo indica, foi construído pela empresa Franz Knöbel und Sohn KG — a Westfalia. Também usando peças do Fusca como tampa do porta-malas e pára-lamas dinteiros, mas com diferenças nas laterais dianteiras, no pára-brisa e nas portas.

Foto-03  VW TIPO 147, o FRIDOLIN Foto 03

Protótipo construído pela empresa Franz Knöbel und Sohn KG – a Westfalia

Para a Volkswagen um projeto como este, por ser uma construção especial e dado o número reduzido de peças a serem produzidas, não significava um grande negócio, mas para empresas prestadoras de serviços como a Karmann e a Franz Knöbel und Sohn KG um pedido destes era vital e, portanto, valia a pena investir nele.

Depois de testar alguns protótipos em 1962 e 1963, foi acordado que a Franz Knobel und Sohn KG iria fabricar o furgão postal na sua fábrica em Wiedenbrück no estado alemão da Westfalia, na então Alemanha Ocidental. Esta empresa já estava associada com a Volkswagen, pois era a fabricante oficialmente aprovada de Kombis para campismo, as agora famosas e bem-feitas Campers Westfalia. Tamanho foi o sucesso destas adaptações que a empresa passou a ser conhecida posteriormente por Westfalia.

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Uma das primeiras Kombis convertidas para Camper pela Westfalia, que tinha um acordo operacional com a VW para fazer estas adaptações

Os Correios Alemães definiram as especificações para o furgão especial de entrega postal, que eram:

– 2 m³ de compartimento de armazenagem
– Carga útil entre 350 e 400 kg
– Comprimento 3,750 mm
– Largura 1,440 mm
– Altura 1.700 mm

Além disso, o veículo deveria ter duas portas deslizantes. A Volkswagen passou a atuar como empreiteiro geral e fabricante de peças. A produção do carro deveria ocorrer na fábrica Franz Knobel und Sohn (Westafalia).

As peças necessárias para a montagem,  se não fossem produzidas pela Westfalia em si, deveriam ser entregues pela Volkswagen e pela Karmann. Essas peças eram componentes dos seguintes modelos VW:

-Tipo 1 (Fusca)
-Tipo 14 (Karmann-Ghia)
-Tipo 2 (Transporter)
-Tipo 3 (VW 1500)

No fim de março de 1962 a Diretoria dos Correios deu luz verde para o projeto. A estimativa de produção girava entre 7.000 e 8.000 unidades, com 1.000 unidades nos três primeiros anos para substituir gradativamente os Fuscas que estavam em serviço.

Seguiram-se a confecção de projetos, modelos de plastilina que foram aprovados, tendo sido estipulado um ano para o desenvolvimento do veículo. Em janeiro de 1963 foram fornecidos componentes para a Wesfalia, um protótipo foi construído e aprovado.

O carro recebeu o código de Tipo 147 e tinha o apelido informal de “Fridolin”, pois o nome oficial do carro foi definido como Sonderfahrzeug-Post (Carro especial–Correio), sobre chassi VW.

Fridolin é um nome próprio alemão, mas significa também bebês que estão aprendendo a andar (o equivalente do toddler em inglês) — um apelido carinhoso adequado a um carro pequeno. Oficialmente era verboten (proibido) usar o nome Fridolin na fábrica e nos Correios Alemães…

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Grandes portas deslizantes

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Fiel e bom motor do Fusca, com filtro de ar adaptado devido à altura do compartimento

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Tampa do motor cedida pela Kombi. Olhando de trás parece ser uma mini-Kombi, daí o apelido Fridolin – bebê que está começando a andar

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Era basicamente para um só funcionário, mas tinha um banco de passageiro rebatível; o interior era espartano, com a instrumentação do Fusca

O Fridolin foi produzido entre 1964 e 1974, e acompanhou as evoluções técnicas do Fusca, mantendo-se atualizado, mas não foram feitas atualizações no modelo, que permaneceu idêntico até o fim.

Ele era facilmente distinguível de outros veículos postais por sua aparência estranha. Tinha uma carroceria em aço com duas portas laterais deslizantes, uma porta traseira para o compartimento de armazenagem e outra para o motor; a parte dianteira com uma inclinação bastante acentuada para a frente do carro. A carroceria, aparafusada ao chassi, era uma construção leve de chapas de metal estampado soldadas. Usou o chassi do Karmann-Ghia (Tipo 14) com seu chassis de tubo central, enquanto eixos, motor, e caixa de câmbio eram do Fusca.

O Fridolin era equipado com o motor de 1.192 cm³ e uma potência de 34 cv a 3.600 rpm — já o novo 1200 de carcaça tripartida que nunca foi feito no Brasil e que desenvolvia mais 4 cv que o 1200 anterior. Tampa do motor e outras partes vieram da Kombi, faróis e vários componentes do VW 1500 (Tipo 3). O peso em ordem de marcha do Fridolin era de 935 kg,  aproximadamente 200 kg mais ??que o do Fusca tipo exportação da época.

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VW 1500  Typ 3 Sedan, esta série cedeu os faróis para o Fridolin

Com estas especificações ele claramente não tinha um temperamento quente, mas isso não era tão importante no caso. Boa acessibilidade, generoso espaço de armazenamento e baixos custos operacionais desempenhavam o papel principal.

Na prática, o Sonderfahrzeug-Post atendeu integralmente às expectativas. Foi utilizado durante mais de uma década, sendo que o VW 147 foi usado como veículo padrão dos carteiros e demais servidores de outras áreas dos Correios Alemães – e era bastante popular devido à sua versatilidade. As duas portas deslizantes permitiam entrar e sair com facilidade, sem prejudicar o tráfego, um fator especialmente importante em áreas urbanas.

Uns poucos Fridolins foram entregues a outros clientes, por exemplo, para Lesezirkel-Service (Cooperativa de Leitura de Revistas – que é um empreendimento tipicamente alemão, no qual revistas circulam entre os clientes que pagam uma pequena assinatura mensal, valor bem menor do que os preços de banca das revistas) da cidade de Lippstadt. Fridolins também foram usados como carro de serviço de campo para a companhia aérea alemã Lufthansa.

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Um dos Fridolins que foram para empresas independentes, no caso um da Lesezirkel, cooperativa de leitura de revistas

Foto-14  VW TIPO 147, o FRIDOLIN Foto 14

Outro exemplo de uso do Fridolin fora da aplicação em correios – no caso o serviço de pista da Lufthansa em Frankfurt

No total foram produzidos, até 1972, 6.139 carros para o mercado alemão; sendo que 85% deles foram destinados para uso dos Correios Alemães. O restante foi vendido para empresas do paíse autoridades locais. Um importador norueguês levou um Fridolin para Oslo.

Além disso, a Schweizer Bundespost – PTT (Serviço Postal Suíço — onde PTT é a versão em francês Postes, Téléphones, Télégraphes) encomendou 1..201 carros, embora em uma versão modificada devido a requisitos específicos para uso naquele pais. Os Fridolins para a Suíça tinham motor de 1,3 litro e 44 cv, freios dianteiros a disco , aquecedor auxiliar da cabine a combustível da Eberspächer, escotilha de ventilação no teto, espelhos retrovisores externos adicionais instalados sobre os pára-lamas dianteiros, um interior diferenciado, uma janela maior na tampa do bagageiro e durante os últimos anos de fabricação duas janelas adicionais nos cantos traseiros, para melhorar a visibilidade de dentro do carro. Estas modificações foram necessárias dadas às condições mais severas para atender às cidades nevadas no inverno, passando por tortuosas estradas estreitas de visibilidade mais difícil.

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Versão suíça do Fridolin com pintura saia e blusa, laranja e cinza, padrão PTT; note os retrovisores adicionais montados nos pára-lamas e a escotilha de teto

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Versão final dos Fridolins suíços já com as janelas de canto traseiras e janela traseira maior para melhorar a visibilidade do veiculo; o bagageiro de teto também era padrão

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Interior do Fridolin suíço com um acabamento diferenciado conforme determinação da PTT

Foto-18  VW TIPO 147, o FRIDOLIN Foto 18

Aquecedor auxiliar de cabine da Eberspächer, aqui instalado no porta-malas de um Fusca; funciona a gasolina e tem ventilador elétrico, sendo independente do motor do carro

Em 1974, a produção do Fridolin foi encerrada, mas uma pequena reserva de carros novos foi colocado em serviço pela PTT até 1977.

Como veículos usados ??excedentes do serviço governamental, os Fridolins tornaram-se populares com os jovens na Europa, porque eram como pequenas versões das Kombis Tipo 2. Apesar disto, apenas um pequeno número de Fridolins sobreviveu até a presente data — tratamento anti-ferrugem insuficiente é a principal razão disto. Nem a Westfalia, nem o primeiro proprietário Correios Alemães, nem a maioria dos demais teve posteriormente algum cuidado com este aspecto — uma pena!

Foto-19  VW TIPO 147, o FRIDOLIN Foto 19

Pátio de descarte de veículos imobilizados dos Correios Alemães: fonte de Fridolins para os jovens alemães, depois para os colecionadores

Detalhe da agressão por ferrugem em um Fridolin, exemplo do pouco caso com o carro, aliado à agressão do sal usado nas estradas no inverno europeu  VW TIPO 147, o FRIDOLIN Foto 20

Detalhe da agressão por ferrugem em um Fridolin, exemplo do pouco caso com o carro, aliado à agressão do sal usado nas estradas no inverno europeu

Mas alguns dos Fridolins remanescentes sucumbiram ante modismos atuais e são a alegria de jovens que têm a sorte de ter um carro exclusivo.

Um Friedolin originalmente da PTT suíça em estilo moderno  VW TIPO 147, o FRIDOLIN Friedolin Speed

Um Fridolin originalmente da PTT suíça em estilo moderno

Soluções especiais para carros de correios no resto do mundo? Ter um veículo específico para uso postal não é uma exclusividade da Alemanha. Nos EUA, país das soluções práticas, existem veículos especiais para os correios também.

Todos os detalhes destes veículos visam fazer o trabalho dos carteiros motorizados o mais fácil e rápido possível. Como as caixas postais das casas americanas costumam ficar perto do meio-fio, os carros de correio de lá têm volante de direção do lado direito, assim o carteiro abre a porta de correr e pode retirar ou colocar a correspondência sem mesmo ter que abandonar o carro.

Foto-21  VW TIPO 147, o FRIDOLIN Foto 21

Um dos carros de correio americanos produzidos pela Grumman com vida útil de 30 anos!

 O furgão Grumman LLV (Long Life Vehicle, veículo de vida longa) é fabricado para durar 30 anos! Os pontos-chave de seu projeto são a facilidade de manutenção, a manobrabilidade em áreas confinadas e operação geral econômica. A carroceria é montada pela Grumman e o chassi é fornecido pela General Motors, com um motor de 2,5 litros e uma suspensão dianteira baseada na picape Chevrolet S10.

Foto-22  VW TIPO 147, o FRIDOLIN Foto 22

Um furgão de Correios Grumman ao lado de um Fusca para que se possa ter noção de tamanho

AGr

Nota do Autor: este material foi originalmente publicado na minha coluna “Volkswagen World”, do Portal Maxicar (www.maxicar.com.br), e esta publicação ocorre de comum acordo com o meu amigo Fernando Barenco, gestor do MAXICAR, companheiro de muitos anos de trabalho em prol da preservação dos veículos VW históricos e de sua interessante história. O conteúdo foi revisado e atualizado. O trabalho é de interesse histórico e representa uma pesquisa bastante aprofundada do assunto. Material obtido em livros e na internet, com pitadas de conhecimento próprio de longa data.
A coluna “Falando de Fusca” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Alexander Gromow
Coluna: Falando de Fusca & Afins

Alemão, engenheiro eletricista. Ex-presidente do Fusca Clube do Brasil. Autor dos livros "Eu amo Fusca" e "Eu amo Fusca II". É autor de artigos sobre o assunto publicados em boletins de clubes e na imprensa nacional e internacional. Além da coluna Falando de Fusca & Afins no AE também tem a coluna “Volkswagen World” no Portal Maxicar. Mantém o site Arte & Fusca. É ativista na preservação de veículos históricos, em particular do VW Fusca, de sua história e das histórias em torno destes carros. Foi eleito “Antigomobilista do Ano de 2012” no concurso realizado pelo VI ABC Old Cars.

Publicações Relacionadas

  • Davi Reis

    Que história! Já deu pra reparar que teremos muitos textos de qualidade vindo de você Alexander, estou ansioso pelos próximos.

    Em tempo, no lugar de Fridolin, por um momento li fräulein. E que fräulein testuda seria essa (risos)!

    • Huuuuummmm!!! Fräulein ao invés de Fridolin Davi Reis… Acho que esta Freud explica rapidinho, não é mesmo? Acho que ele diria: “Er denkt nur an jenes…” (ele só pensa naquilo…)
      Grato por seu gentil comentário e eu espero que você aprecie os próximos trabalhos. Aliás os comentários (criticas ou elogios) valorizam o trabalho e ajudam a balizá-lo.
      Vielen Dank!!!

      • Davi Reis

        (rs) O que uma gripe das bravas não faz com a leitura de uma pessoa…

  • Mr. Car

    Quem viu este Fusca da segunda foto e se lembrou imediatamente dos Fuscas da Telesp, levante a mão, he, he!

  • Daniel S. de Araujo

    Parabéns pela matéria! Muitissimo interessante! Eu não conhecia esse modelo de VW!

    Agora, uma coisa é impressionante: O sal é violentissimo contra a lataria! Foi uma das coisas que me chocou no Canadá a quantidade de carros relativamente novos, com enormes marcas de podre nas caixas de roda oriundas do sal. E independia do modelo e fabricante!

  • Danilo Grespan

    Que matéria para começar bem a segunda-feira! Parabéns!

    • Bacana que você gostou Danilo Grespan,
      Os Fridolins sempre foram um tipo de “queridinhos’ dos alemães, não só por trazerem as novidades, mas também por sua “carinha simpática”…

  • Dieki

    Aquele último Fridolin, no padrão PTT, está com motor Porsche? Deve ficar bem bom. Já vi na internet uma modificação no Fusca que o deixa parecido com aquele protótipo da Karmann. É um fusca com a metade traseira de Kombi. Fica interessantíssimo.

  • Dieki

    Segue a foto da dianteira:

  • Ilbirs

    O Fridolin acaba por nos deixar uns detalhes interessantes que podemos analisar agora:

    1) Duas portas corrediças em carros de série acabaram tendo alguma repercussão em produção seriada:

    http://www.motorstown.com/images/peugeot-1007-premium-06.jpg

    Ainda esperamos mais repercussão, uma vez que solução prática e adequada, uma vez que fica permitida uma porta comprida, que praticamente faz aquele efeito de socialização de espaço de um cupê hardtop, sem que elas fiquem muito para além da largura do carro, e mantendo a coluna B;

    2) Os próprios fabricantes, ao menos aqui no Brasil (e também na França, a se considerar o contrato que a Bolloré fez com a Renault), estão vendo o potencial de elas próprias terem ou manterem linhas de produção mais artesanais pelo fato de elas facilitarem a fabricação de modelos de menor produção ou mesmo permitirem que se antecipe situações para uma linha de produção automatizada.
    Aqui no Brasil a VW manteve a linha de produção da Kombi em São Bernardo para fazer o Jetta VI em CKD em sua versão intermediária, com as outras vindo do México. Por ora é uma forma de manter o “Pavilhão 9” (apelido que os funcionários da VW dão para aquela linha de produção) funcionando, mas nada impede que após a chegada de um Jetta VII, já sobre a plataforma MQB e produzido em São José dos Pinhais (a se imaginar comunização de peças com o Golf VII e o Audi A3 Sedan), se use esse setor para outras funções que interessem ao fabricante e que fiquem para além daquilo que é possível ou viável em linha automatizada.

    Ainda em São Bernardo, teremos a reativação da linha de montagem outrora usada pelo Bandeirante para a fabricação do Prius de nova geração. Vai acabar servindo para que a Toyota brasileira adquira conhecimentos suficientes para a aplicação da TNGA (a plataforma equivalente à MQB recentemente apresentada e a ser estreada pela nova geração do híbrido) em linhas mais automatizadas e que por si só não permitam o maior grau de variação possível àquelas em que na prática se põe mais a mão na massa. Por ora será o Prius, mas em prazo longo iremos ter na TNGA produtos locais fabricados de maneira mais automatizada, como os substitutos de Corolla e Etios (aqui considerando-se a capacidade da TNGA de gerar carros compactos).
    No caso específico de um Prius brasileiro, sua montagem em linha de produção mais baixa acabaria sendo útil para o contexto em que ele ganhou alguma popularidade por aqui, entendendo-se por táxi. Por mais que tenham aprovado novo regime tributário para carros híbridos e elétricos em São Paulo, segue sendo um carro intrinsecamente mais caro de produzir, mas que agora poderá ter benefícios para esse tipo de público. Pode ser que outros estados também façam leis parecidas à paulista, mas ainda assim o público de praça não é tão grande quanto se possa supor nem um Prius seria mais acessível que um Etios usado para a mesmíssima função. Logo, a linha de montagem do Bandeirante acaba servindo ao propósito e mantém um grande grau de controle do processo produtivo dentro do fabricante. Fica inclusive uma grife mais forte do que falar que um terceirizado tem autorização do fabricante para fazer mudanças em um produto para usos mais especializados.

    Caso um dia o Prius brasileiro passe a interessar para produção mais automatizada, nada impediria que a linha do ABC retornasse ao uso que passou a ter após a descontinuação do Bandeirante (fabricação de autopeças) ou para a produção de algum outro modelo que não justificasse uma linha automatizada ou de grande produção. Acaba sendo um trunfo a mais para os fabricantes, especialmente aqueles que por algum motivo acabaram mantendo os métodos de produção mais arcaicos pelo fato de arcaicos serem os modelos produzidos por esse método. Acabou por ser o obsoleto ajudando a viabilizar o moderno quando o moderno não justifica ser feito de uma forma moderna.

    • Olá Ilbirs,
      O detalhe da produção de projetos especiais em pequena escala através de outsorcing, com o Fridolin ser fabricado pela Westfalia, já foi usado pela VW do Brasil, por exemplo no caso do SP2 (já que o SP1 foi um natimorto) que foi “assemlbado” na Karman-Ghia do Brasil, a partir de componentes estampados na Unidade Anchieta, da plaraforma e mecânica da Variant, poucos componentes feitos pela KG do B e alguns procedimentos, digamos “reversos” como a pintura que era feita a Anchieta para depois a montagem final ser complementada na KG do B.
      Parabéns por seu post, muito bem elaborado.

  • Maycon Correia

    Interessante! Acho essa mistura de Kombi Typ3 e Fusca algo estranho que deu certo. Trás algo sobre o Karmann Ghia Typ34 em uma próxima oportunidade.

  • Uber

    Engraçado que mês passado eu estava viajando pelo Google olhando essas coisas porque tinha lembrado de uma matéria da antiga revista Oficina Mecânica que falava de um kit de fibra de vidro que fazia uma adaptação parecida que vendiam no Rio de Janeiro. Era cópia de um kit americano que se chamava Vandetta:

    • Caro Uber,
      Este tipo de aproveitamento do Fusca ocorreu em vários países. como o México, onde as “Vochonetas” eram aprovadas pela VW local. Como o exemplo da versão “lanchonete” das Vochonetas, que aliás faria sucesso agora em tempos de “food-truck” se bem que este á um “food-bug”…
      No Brasil tivemos um pioneiro que a história está a esquecer, o meu falecido amigo Carlos Menon que tentou lançar as “Bajanetes”, será que alguém lembra disto???

      • Uber

        Não sabia! Adoro essas histórias sobre os fora de série brasileiros e seus criadores. Que bom que hoje temos a internet e gente como você, Gromow, para resgatar essa memória.

    • Falei da Bajanete do Menon, para quem não conhece ai vai uma foto…

  • Este tipo de carro já tinha sido estudado pelo próprio Ferdinand Porsche já na década de 30!!! Vou contar detalhes sobre isto em meu próximo livro sobre a Kombi, aguarde…

  • Silvio

    Um americano longevo e com portas corrediças para o correio… hummm… penso nisso:
    http://offroadaction.ca/wp-content/uploads/2011/05/postal-jeep-assembly-line.jpg

    • Pois é, uma encomenda dos Correios Americanos interessa a muita gente mesmo… A briga é feia. Um modelo com tração nas 4 rodas certamente deve ser interessante para áreas de difícil acesso. Se bem que os veículos postais Grumman LLV (curiosamente a Grumman é uma construtora de aviões), são considerados padrão para todo o pais até o momento. Os 163.000 LLV’s estão em vias de ser substituídos, pois agora os critérios energéticos e ambientais começam a pesar mais do que a pura e simples longevidade, que era a sua proposta original. Sem esquecer que se cogita seriamente o uso de drones para entregas postais nos EUA.

  • Caro Maycon Correia,
    OK, vamos colocar na lista de projetos – que já tem alguns itens, portanto pode demorar um pouco… Por enquanto fique com a foto deste protótipo 1960 que eu flagrei em minha recente visita ao AutoMuseum Volkswagen em Wolfsburg…

  • lightness RS

    Muito bom esses posts de VW agora!! Obrigado

    • Valeu lightness RS,
      Convido você a continuar prestigiando esta coluna!

  • BlueGopher

    Que bela pesquisa, deve ter dado muito trabalho.

    Marcantes os veículos desenvolvidos para aplicações ou usos especiais, como os aqui fabricados Kombi Caracol, Safari, e até mesmo aquela pickup Kombi adaptada com o prosaico bauzinho usada por empresas de entrega de salgadinhos e cigarros.

    Mas olhando o Fridolin, lembrei do furgãozinho Ford Anglia que, no meu tempo de criança, em SP, era usado para a entrega doméstica (!) de pão. Deixou saudades!

    • Sim BlueGopher,
      Este é um assunto interminável, e muito interessante. Temos exemplos de Anglias, Fodsons e outros, muito bem cuidados no Brasil. O Fordson da foto estava trabalhando na Praça de Alimentação da Ver Viver e Rever de 2014 e até que estava em bom estado.
      Você tem razão, a pesquisa foi longa e não foi lá muito simples. A parte mais complicada é fazer o estudo de consistência do que vai se encontrando, pois há muita coisa que não é fidedigna…
      Até em livros se topa com enganos que têm que ser contornados no trabalho final. Mas este é o desafio de quem quer atuar como historiador… Mas para poder melhorar a qualidade do filtro a gente tem que ampliar o conhecimento próprio.
      Em todo o caso eu sempre estou aberto a informações adicionais e correções de meus trabalhos, as quais eu agradeço; pois faço as coisas com cuidado, mas sempre é bom ouvir informações adicionais, em suma o resultado final fica melhor e os leitores recebem um material o melhor possível.

  • O Carlos Menon foi um visionário,
    Ele trabalhava em Interlagos onde por muitos anos ele teve um VW Santana preparado que servia de “Pace Car” para competições. No meu caso ele trabalhou em vários dos nosso memoráveis eventos de Interlagos, alguns inscritos como recordistas no Guinness .
    Por outro lado ele tinha uma oficina de modificação de Fuscas para Baja – também fazia Buggies e outros veículos com base em mecânica VW.

  • Rubem Luiz

    O aquecedor auxiliar era um maçarico queimando gasolina, com um ventilador elétrico circulando o ar? Nossa, isso que é lugar frio hein!

    Eu sempre me espanto com o frio europeu e os artifícios tipo trazer ar quente do motor traseiro pela caixa de ar lateral até o pé do motorista, olho pro meu termômetro marcando 38°C na sombra e sinto inveja da facilidade que é aquecer um carro, comparado com a dificuldade de esfriar ele num forno como o brasil. O Fusca em sí ao menos sempre tem quebra vento pra forçar vento pra dentro, mas esse Fridolin não, sinal que ele não passou pela pergunta “E no calor do Afrika Korps?” como o Fusca passou.

    • Viver em condições de inverno glacial não é muito simples, caro Rubem Luiz.
      Imagine temperaturas e -38 graus Celsius, que não são raras no norte do hemisfério norte. Os aquecedores deste tipo são usados ainda nos dias de hoje e permitem controle remoto de tal maneira que quando a pessoa chega ao carro o seu interior e motor já estão aquecidos e a viagem pode iniciar imediatamente. Isto ocorre através da inclusão do aquecedor no circuito de água fria do carro – que passa a ser de água de aquecimento. Tem gente que visita câmaras frigoríficas industriais para ter a sensação do frio, a maioria delas opera a -30 graus Celsius… Já fiz e recomendo, nem que seja por curiosidade…
      Agora um Fusca no Afrika Korps:
      Para começar, havia muito poucos Fuscas na época da Guerra e somente uma parte pequena foi convertida em Kommandeurwagens (carros de comandante) e estes não tinham quebra-ventos – se a região fosse de calor a coisa era andar meio pelado, dentro do possível. Mas até o marechal-de-campo Erwin Rommel, a “Raposa do Deserto”, o comandante do Afrika Korps. preferia andar num Kübelwagen, que era um jipinho aberto – um deles salvou-lhe a vida por ser leve e não ter disparado uma mina enterrada, sorte que o caminhão de apoio que vinha atrás não teve (Rommel chegou a escrever para Ferdinand Porsche agradecendo pelo Kübelwagen ser tão leve…).
      Veja um Kommandeurwagen do acervo do AutoMuseum Volkswagen de Wolfsburg – foto que tirei em junho de 2015, confira que ele não tem quebra-vento:

  • Rafael Schelb

    Adoro ler essas histórias! Excelente!

    • Beleza Rafael Schelb,
      Se gostou divulgue a coluna Falando de Fusca, que a família AUTOentusiastas agradece e eu em especial…

      • Rafael Schelb

        Deixa comigo!!

  • André Stutz Soares

    Sensacional! Tenho paixão por fusca e seus primos, um artigo deste é um bálsamo. Abraços!

  • Obrigado André Stutz Soares,
    Que bom que você gostou!
    Se puder divulgue o trabalho…

    • Ricardo Kobus

      Meus parabéns por esse texto!
      Como é bom ler algo escrito por alguém que gosta de volkswagen.
      Não conhecia esse Fridolin aliás é nome de um tio de minha mãe.
      Eu gosto muito de fuscas poderia ter um 69 que era de meu avó, mas ele está “enrolado” em inventário, acho que só iria dar intriga na família, eu tenho pena dele estar jogado.

      • Caro Ricardo Kobus,
        Bacana que você citou um familiar que se chama Fridolin, isto corrobora a descrição que fiz do nome do carro.
        Que dó a situação do Fusca 69 do foi de seu falecido avô. Mas será que não daria para tentar um consenso familiar quanto ao carro, para que ele não apodreça? Quem sabe você elaborando uma proposta a nível familiar e acertando tudo direitinho com todos do inventário as coisas fiquem aceitáveis para o grupo. Se não der certo, ao menos você tentou salvar o carro… Mas se der você passaria a ser fiel depositário consensual até a sentença final e já poderia cuidar do carro.
        Boa sorte!

        • Ricardo Kobus

          Bom dia!
          Obrigado pelas dicas, quem sabe eu tomo corageme faço o que você me indicou.

  • RoadV8Runner

    Interessante o Fridolin, nunca tinha ouvido falar do modelo. Incrível a quantidade de modelos que surgiram derivados de uma mesma base, caso único na história. Hoje em dia, os Fridolins remanescentes devem ser disputados a tapa pelos colecionadores, pois a produção foi bastante baixa pelo tempo que ficou em linha.

    • Salve RoadV8Runner,
      Sim é verdade, o nosso horizonte em termos de VW’s (eu diria de DKW’s também) começa quando estes carros vieram para o Brasil e conhecemos, basicamente, os que vieram. Mas há muito mais entre o céu e a terra automotiva do que o nosso vão conhecimento alcança… Desculpe o abuso a William Shakespeare. Mas, de vez em quando vamos abrir alguma janelas deste “entre o céu e a terra” para dar uma olhada em casos como o Fridolin, aliás a próxima matéria vai falar de veículos que muitos talvez não tenham tido notícia… Coisa da mente criativa do titio Ferdinando.
      Fridolins bons tem poucos, sua maioria está em museus ou coleções de ponta, os restantes são muito disputados sim.
      Voltando ao contingente do que chamo de “existente desconhecido” que tal um DKW conversível by Karmann de Osnabrück???
      NOTA: nem só de Fusca vive um Fuscamaniaco, não é mesmo???
      [Foto cortesia do amigo Paulo José Meyer Ferreira]

  • Ravelli

    Alexander, parabéns por este texto maravilhoso.

    Como um fuscamaníaco eu já conhecia o Fridolin, mas não com este requinte de dados que você apresentou.

    Mais uma vez parabéns e fico na espera do próximo texto.

    Um grande abraço!

    • Beleza caro Fuscamaniaco Ravelli,
      Grato por seu comentário, segunda tem mais…
      Se souber da mais Fuscamaníacos que possam se interessar pela coluna “Falando de Fusca” – divulgue, combinado?

  • Leo-RJ

    Caro AG,

    Seus textos estão redespertando o meu “gostar” de Fuscas e Kombis… logo esta, que tive uma versão Pick up com aquela “cabine dupla”… que bom redescobrir algo que, no fundo, nunca se apagou: o bom e velho VW a ar…

    • Salve Leo-RJ,
      A sua mensagem é muito gratificante e espero que os próximos confirmem este seu redespertar. pelo ato de gostar de fusca Kombis. e seus parentes próximos e alguns distantes…
      Não sei como foi o uso da sua, mas as Kombis de cabine dupla tiveram um destaque no gosto dos usuários que lhes davam banhos de loja e transformavam em “SUV’s Tupiniquins”, um carro para transportar a família. As Diesel então eram as mais usadas para esta finalidade – era um verdadeiro luxo, com direito a ar condicionado, estofamento de luxo e somzão…
      Era o tempo das importações proibidas e a ordem era “quebrar o galho” como fosse possível…
      Ai uma foto tirada anos atrás na Av. Mutinga em Pirituba, foto esta que acabou sendo usada no livro sobre Kombis T2 que meu amigo alemão Alexander Prinz escreveu:

      • Leo-RJ

        Olha ela aí!!!! A minha mandei pintar em “saia e blusa”, azul na parte inferior e branca nas colunas e teto.

        Estofamento creme e um leve banho de loja… exatamente como um “SUV Tupiniquim”. Que saudades da bichinha!! E pegava até estrada com ela, andando devagar a sempre… rs.
        Abraços!!

  • Roberto Nasser

    Herr Gromow, bem-vindo com seu talento à casa de amigos. Belo texto, informativo como sempre. Admiração, Nasser

  • Caro e admirado amigo Roberto von* Nasser!
    Uma vez Gentleman sempre Gentleman, você é prova disso.
    Obrigadíssimo pelas boas vindas acompanhadas de um super bem recebido elogio, só não sei se merecido.
    No contexto de Fuscas eu gostaria de lembrar daquele 20 de março de 2013, lá na Sala São Paulo, quando você exibia a sua tradicional gravata borboleta, se bem que providencialmente temática, já que aquela memorável noitada dava início às comemorações dos 60 Anos de VW no Brasil.
    (*) – agora o motivo do “von” estava estampado em forma de lindos Fusquinhas coloridos fato que, aliado à sua elegância de sempre, lhe conferiu a “aura” de um nobre germânico…
    Aceite o meu abraço amigo e o meu obrigado sincero

  • CorsarioViajante

    Parabéns, muito legal o texto, não conhecia este veículo e a história toda é muito interessante! Reforço de peso e muita qualidade para o AE!

    • Agradeço, caro Corsario Viajante,
      Aguarde a próxima matéria, que pode surpreender em seu início, mas que logo, logo terá um encaminhamento mais claro no que se refere aos assunto de minha coluna.
      Conto sempre com o seu balizamento para o meu trabalho, coisa que eu preso e agradeço.

  • Lucas Sant’Ana

    Que carro bonito esse VW 1500 Type 3 Sedan, gostaria de ter um mas deixaria ele sem idetificação ficando apenas com plec plec plec (ou tlac tlac tlac kkk) dos motores a ar, o povo daqui de Recife iria perguntar que carro era esse e eu diria apenas que era um VW alemão kkk.

    • Pois é caro Lucas Sant’Ana,
      O lindo VW 1500 foi a versão alemã do carro que no Brasil veio a ser o Zé do Caixão e que já saiu com motor 1600. Lá na Alemanha este sedanzinho tinha 2 portas e o nosso descende de um protótipo de duas portas, o EA 97,que pertence ao AutoMuseum Volkswagen de Wolfsburg, mas acabou saíndo aqui com quatro.

  • Leo-RJ

    Dieki,
    Adorei essa “configuração”! Realmente ficou muito interessante e, na minha opinião, um prático e bonito furgãozinho!