DIRIGIR É VIVER

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Paro e olho para os dois lados para ver se não vem ninguém na estrada que vou entrar. Quase nunca vem alguém, pois o movimento não é grande ali. Saio acelerando forte, em descida leve, a primeira vai até 7.000 rpm, a segunda também. Coloco a terceira, ao mesmo tempo que passo do lado da casa, um pequeno ponto de descanso que aparece incontáveis vezes nas fotos do Paulo Keller, enfeitado por carros novos de todos os tipos.

Em outros tempos, como quando andava exclusivamente de Chevette, teria trocado as marchas de maneira brutal: pé direito sempre ao fundo, imóvel, o esquerdo acionando de supetão a embreagem numa varada só, pá-pum, até o fundo e de volta, ao mesmo tempo que a mão direita trocava a marcha para a próxima. Violento e destrutivo, este movimento, conhecido como “powershift”, era tolerado por anos a fio em minhas cheviolas queridas sem nenhuma conseqüência maior. E é a maneira mais rápida para se dirigir, se dirigir o mais rápido possível é o objetivo.

Mas hoje, talvez pela idade, talvez pela experiência, ou mesmo por perceber que as vezes não é necessário andar o mais rápido possível, não faço mais isso. Talvez seja medo de destruir a caixa da minha perua, um carro que para todos os efeitos práticos é único e insubstituível. Talvez porque nela o ganho de tempo percentualmente seja bem menor que no Chevette, carro em que qualquer milissegundo conta para se manter em movimento a uma velocidade boa.

Na verdade tudo é diferente num Chevette. O carro não é extremamente potente, mas aprendi cedo que era muito mais rápido do que imagina a maioria da população mundial; na verdade aprendi um truque que fazia ele matar qualquer um (sim, qualquer um) nos primeiros 20 metros. Parado no sinal ao lado do Gol GTI, era só acionar a embreagem e acelerar tudo. Ao abrir-se o sinal, tira-se o pé da embreagem de lado e pá, o bichinho pulava feito um sapo assustado. Era um pulo instantâneo, sem cantar muito pneu — o tubo de torque não deixava o eixo torcer e aliviar peso da roda traseira direita — que o colocava imediatamente um carro à frente do adversário, com motor cheio, bem na faixa gorda de torque. E repito: botava um carro em QUALQUER adversário.

O GTI tinha que suar forte a camisa para me pegar até o próximo sinal, porque dali obviamente trocava as marchas fazendo “powershifts” e espremia cada um dos 82 cv até sua última fração decimal conhecida. Se o cara fosse inexperiente e fizesse o mesmo violento movimento de tirar o pé da embreagem de lado no GTI, ficava meia hora transformando 120 cv em fumaça de pneu, para depois começar a se mover, presumivelmente em direção o consultório psicológico mais próximo para tentar curar o trauma de perder para um reles Chevette. Feio, neste caso, de perder de vista, tchau tchau baby.

Mas divago; voltando ao meu passeio: acabei de colocar a terceira em frente à casa, e já tenho que tirar um pouco o pé pois uma curva se aproxima; não é apertada e apenas uma tirada de pé e no freio de leve é o suficiente para já entrar nela acelerando de novo. A terceira na perua é a marcha mais deliciosa; se a reta fosse longa o suficiente ela esticaria até 160 km/h (igual a um up! TSi, por sinal) puxando o carro e gritando tão veementemente que você jura que morreu e foi para o céu.

 

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As curvas que se seguem são tão tranqüilas que são despachadas como uma reta, e logo começamos a mergulhar lá para baixo, onde depois de algumas curvas há um córrego, para depois voltarmos a subir. Acelero forte, jogo a quarta e chego na primeira curva, de raio longo à direita, à uma velocidade censurada nesse mundo onde as mamães que mandam levar o casaquinho para não pegar friagem tomaram o poder e decretaram o fim de toda diversão que seja remotamente perigosa. Mas mamãe não está vendo, então que se lasque; freio forte, meto a terceira igualando as rotações com um punta-tacco, e entro na curva de novo do jeito que gosto: acelerando.

Na entrada uma pequena sugestão de subesterço logo some para aparecer um comportamento neutro, onde a gente sente a aceleração lateral aumentar de forma gostosa, segura, aconchegante. Incrível como pneu é realmente a peça de suspensão mais importante: meus antigos Yokohama C-drive teriam desistido de segurar o carro há muito tempo atrás, e estaria ali lidando com alguma derrapagem, algo que, embora bonito em filminhos e programas de TV, é mais lento e francamente muito mais perigoso em uma estrada de mão dupla. Os atuais Khumo KH-17, mesmo modelo que veio original em meu saudoso Cruze vermelho, são muito melhores em aderência, transformando o carro completamente. Ela agora segura muito melhor.

 

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Ainda em terceira, negocio o zigue-zague final da descida, chegando no córrego, em cima do qual existe uma curva bem fechada à direita. Esta curva exemplifica o cuidado extra em andar rápido nas vias públicas com segurança: existem duas maneiras de fazê-la. Ela é uma curva coberta por árvores, que tornam seu traçado invisível para quem vem de cima como neste caso. Mas, durante a descida, consigo ver se tem gente vindo ao contrário se aproximando da curva, pois depois dela a estrada sobe de novo e é visível. Quando se chega a ela e nenhum carro vem ao contrário, quem a conhece pode tomar ela como em pista, fazendo a trajetória ideal. Se vem alguém no sentido contrário, é meter o pé no freio e fazer a curva bem mais devagar, mantendo-se na faixa da direita.

 

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A lente mágica da câmera do Paulo Keller captou esse momento do GT86

Neste dia a estrada está deserta e já passei por aqui três vezes, nos dois sentidos. Freio forte então, coloco a segunda de novo fazendo punta-tacco e a perua grita de novo, entrando na curva devagar mas saindo rápido, berrando a plenos pulmões em segunda, de novo na maior neutralidade de comportamento.

Recentemente subi a bola branca que é a manopla de câmbio da minha BMW para sua posição mais alta possível, algo em torno de 40 mm acima do que estava, com resultados ótimos: a troca ficou mais leve, precisa e divertida (“Dai-me uma alavanca grande o bastante que moverei o mundo”, disse Arquimedes). Está realmente uma delícia, mas ainda pode melhorar: o kit de redução de curso e esforço da Turner Motorsport americana está no topo da minha lista de desejos hoje. Depois de experimentar um Toyota GT86 aqui neste mesmo lugar, vi como uma alavanca de câmbio pode ser boa… E também como é bom carro que não rola. A minha perua hoje rola pouco por conta dos amortecedores mais firmes, mas longe da incrível invulnerabilidade à rolagem do GT86. Um carro realmente especial, esse tal de GT86.

 

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O GT86 e o amigo Renato Castanho, Paulo Keller, Bob (de costas) e o Arnaldo. final de julho do ano passado

Depois da curva em cima do córrego, a segunda é esticada até quase o corte a 7.500 rpm, tira-se um pouco o pé e se faz uma curva fechada a esquerda, em subida, seguida por outra a direita. Estica segunda mais uma vez, reta minúscula em subida, terceira ainda acelerando, freio forte, segunda de novo, curva fechada a direita, subindo rampa bem inclinada agora. Mas o carro mal sente, sobe forte, gostoso, suave, berrando a plenos pulmões como se não houvesse amanhã. Como meu carro está acertado para esta estrada! Como é gostoso de andar rápido aqui. Não foi sempre assim, mas a última rodada de acertos, com troca dos pneus (os Yokohama duraram bem menos de um ano com a cambagem bem negativa e andando forte), e alguns acertos de alinhamento, foi surpreendentemente efetiva.

Isto prova algo que muito pouca gente sabe: não é só comprar peça que faz um carro ficar bom. Não adianta nada jogar um caminhão de dinheiro em cima do carro se não se sabe o que quer e os efeitos de cada coisa. Meu carro é praticamente igual a um original de fábrica, mas ao mesmo tempo, muito diferente. E não porque eu sou algum gênio, é apenas tempo e muita tentativa e erro. Como já provou a Porsche, mais vale paciente e diligente desenvolvimento por décadas do que um novo e revolucionário design que começa tudo do zero de quatro em quatro anos.

A curva seguinte é fechada à direita, ainda em subida, mas chega-se nela com a terceira mais cheia, bem veloz, freia-se mais, e como é “cega”, não se vê o tráfego contrário, é necessário manter a direita, sem usar toda a largura da pista para aumentar o raio. Portanto freio forte, o carro faz a curva bem perto do fim do asfalto à direita, mas solto ele dentro da curva, para o resto da velocidade ser debelada por um pouquinho de subesterço (não tem outro jeito, o traçado fica ruim assim), e volta-se ao acelerador assim que se contorna a curva, idealmente em segunda, mas muitas vezes em terceira mesmo, sem mudar marcha. Em segunda seria mais rápido, mas isso não é uma corrida, e é mais limpo e gostoso na marcha mais alta. Uma curva que exemplifica bem a diferença da pista para a rua: seu traçado é imperfeito, fazendo ela ruim de contornar, e deve-se exercer calma, controle da empolgação, e cuidado para não errar ali.

 

BMs

Ajuda aqui a direção precisa. A direção da E36 é seu ponto alto, precisa, leve mas não exageradamente leve, e com a progressividade em sensibilidade que se espera com alteração de carga; freando fica mais firme, acelerando mais leve, de uma forma linear e sem nunca perder a previsibilidade nos movimentos. Mas o volante é muito grande, e se a patroa deixar (compartilhamos o uso do carro no dia-a-dia), em breve coloco um volante menor ali para liberar mais o movimento das minhas pernas.

Dali é uma quase-reta, e logo começa outra descida onde se ganha bastante velocidade. O suficiente para de novo ser censurada. Na verdade, minto; nunca olho a velocidade andando assim. Não sei a minha velocidade em nenhum ponto deste passeio. Para que saberia? O que me ajudaria? Sei rotação e marcha em que estou, mas meus olhos se fixam na estrada. A velocidade é uma informação irrelevante, que nunca olho. Eu na verdade acho que devíamos proibir velocímetros (e claro, radares juntos) para que as pessoas se concentrem em dirigir ao invés de discutir qual velocidade é segura. Esta, é pessoal e óbvia, mesmo sem o instrumento. E é por isso que costumava ser famosa por sua ausência em carros de corrida. Não sei quem inventou o velocímetro, mas maldito seja!

 

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Na subida seguinte, até pista dupla aparece. No fim dela, uma curva a 90 graus, onde de novo muito freio e uma redução de marcha permite tomá-la num traçado perfeito de entrada, abrindo bem o raio, mas com a saída restrita pela pista simples. Com prática se faz bem rápido, sem derrapagem alguma. Dali para frente o tráfego aumenta, e se anda mais devagarzinho. Muitas vezes volto dali pelo sentido contrário.

Eu não faço isso todo dia, e as vezes pulo mês. Mas andar de carro é meu maior prazer. Sempre que a estrada se esvazia o suficiente para o risco se tornar desprezível, volto lá. Ao volante todo o resto, todas as dívidas, os problemas do trabalho, em casa, as injustiças da vida brasileira, tudo some em fumaça de pneu e em cheiro de freio cozinhando. Eu e meu carro nos tornamos um só e o que acontece com ele, comigo parece ter rolado. Não marco tempo, não há competição nem ninguém vendo; não há ego envolvido. O que erro e o que acerto fica só para mim. Quando estico as marchas até a linha vermelha e troco para a próxima rápido, feito uma pausa para respirar e gritar de novo, é como se tudo de ruim saísse neste grito. E realmente sou completamente feliz.

Parafraseando uma velha e conhecida frase de Steve McQueen: Dirigir é viver, todo o resto é somente espera.

MAO

 

Bimmer



  • AlexandreZamariolli

    Se o AutoEntusiastas fosse um país, essa frase do McQueen deveria ser o primeiro artigo da Constituição.

    • Alexandre Zamariolli
      Perfeito! E artigo pétreo.

      • Leo-RJ

        E no preâmbulo constaria: “Todo poder emana às rodas!” 🙂

    • David

      O segundo artigo seria: Velocidade, muita velocidade.

    • Lorenzo Frigerio

      Eu naturalmente gostava de dirigir quando tinha 18 anos; com o passar do
      tempo, virou tudo “mais do mesmo” e perdi interesse por esse aspecto
      “mecânico” da condução. Acho bem mais legal ir a uma velocidade
      moderada, apreciando a paisagem, ar-condicionado ligado, sonzinho… numa bela barca americana.

    • E o terceiro seria: não misturarás etanol à gasolina.

    • MAO

      Alexandre,
      Concordo!

    • Lorenzo Frigerio

      O Ae não é um país, mas pode ser um partido político, como já propôs o Bob..

    • Rolim

      Apenas para registrar, já que a frase é boa, mas já está modificada e desvinculada do contexto.

      Faz parte de um diálogo do filme “Le Mans”, sendo o texto do filme:

      “Lotta people go through life doing things badly. Racing’s important to men who do it well. When you’re racing, it’s life. Anything that happens before or after is just waiting.”

      http://www.imdb.com/title/tt0067334/trivia?tab=qt&ref_=tt_trv_qu

      Então, ele disse a frase, pode até ter influenciado o conteúdo (era o “dono” do filme), mas o crédito cabe ao escritor da história do filme, Harry Kleiner, salvo melhor informação.

      Perdi a conta de quantas vezes assisti ao filme, principalmente a cena da largada.

      • MAO

        Rolim,
        Exatamente, obrigado por lembrar-nos da frase certa, no contexto certo. E o autor correto!

  • Cafe Racer

    MAO,
    Muito legal seu post.
    Mas já é quase impossível, encontrar um lugar ou estrada assim, para se andar à vontade…
    Sua 328 Wagon é um verdadeiro esportivo com disfarce de carro familiar.. Com o raro câmbio manual, deve ser uma delícia andar rápido com ela!
    Linda essa M3 E30 das fotos, adoro esse carro!
    Essa frase do Steve McQueen fechou a matéria com chave de ouro.

    • MAO

      Cafe Racer,
      Grato pelo elogio!
      A gente tem que procurar, como diz o ditado, quem procura, acha.

  • Danniel

    MAO, meu segundo 6-cilindros veio com estes Yokohama C-Drive. Ainda não exagerei com o carro (até porque a prudência pede uma revisão de suspensão com carros usados recém-adquiridos) mas em qualquer freada de última hora para uma lombada inesperada – pimba! o ABS entra em ação. O irmão dele, que montei com os Dunlop LM704 sequer canta mesmo freando bem tarde para os Dejetos Viários que tanto habitam nossas ruas.

    • Luciano Gonzalez

      Uso os Dunlop LM703 que são ainda mais esportivos que o 704, isso em um carro bem rápido sem ABS, controle de tração entre outros.. são muito bons, minha primeira experiência com a Dunlop está sendo muito satisfatória.

      • Danniel

        Luciano, meu carro “de semana”, um Fox 1.6 usa os LM703. Foram os primeiros Dunlop que comprei. Adorei, são silenciosos e com um grip absurdo perto do Goodyear Eagle Excellence que veio de fábrica. Por isso comprei para o Omega, que ainda estava com os Firestone Firewahk de 2003. Mas a medida 205/60 R15 91V só existe no LM704.

        • Fabio Toledo

          No carro da minha mãe coloquei os Direzza, muito bons no seco, mas no molhado achei os Excellence melhores. Este LM703 lembra bastante o desenho do P6000, cruzes!

        • Domingos

          Danniel ou Luciano, esses são aqueles Made in Japan ainda ou já são nacionais?

          Os Dunlops foram escolhidos para o Nissan GT-R por apresentarem o maior grip possível, do qual esse carro faz todo o uso.

          O Jeremy Clarkson os considera os melhores nesse quesito, embora se basear nele pode ser meio arriscado (não parecia ser brincadeira quando ele falou).

          • Danniel

            Os 703 comprei em 2013 e são tailandeses. O 704 já tem fabricação nacional.

        • Lorenzo Frigerio

          O LM703 não é aquele do Golf TSi que o Ae testou?

    • a. shiga

      Tenho um Michelin Pilot Primacy 2 (já está vencendo por idade porque rodo pouco) no meu 325 e digo que demora muuuuito pra o ABS começar a reclamar. um pneu excelente!

      • Lorenzo Frigerio

        Eu tenho Pilot Primacy atrás no meu Calibra, e os da frente são Energy XM2. Estes são melhores em conforto de marcha que os Primacy, mas de uma maneira geral os Michelin são duros e não aderem muito bem. São bons para o Brasil porque agüentam castigo, mas é só isso.

        • Domingos

          Agüentam castigo e duram sempre muito bem, ao passo que a maioria dos pneus exigem cuidados adicionais para passarem dos 40 mil km nos carros de hoje – com mais peso.

          Existem pneus que seguram mais que os Michelin custando menos, porém nenhum com a durabilidade nem perto deles.

          Falando em equipamento de rua, os Michelin são excelentes.

        • Fabio Toledo

          Não aderem? Experimente os Primacy 3 nas quatro e depois me fale… A linha Energy realmente não é o suprassumo da aderência, até porque não é esse o foco. Agora já tive os Pilot Primacy num carro, estes pneus são excepcionais! Talvez você não esteja com um bom resultado pelo fato de estar com modelos diferentes também.

          • Lorenzo Frigerio

            Eu tinha 4 Pilot Primacy, mas os traseiros, que eram importados (portanto, não “tropicalizados”), não aguentaram o tranco. Passei os dianteiros (nacionais) para a traseira, e na frente coloquei os Energy XM2 (tipo V). São superiores em tudo ao Pilot Primacy, inclusive aderência. Mas mesmo assim deixam a desejar neste quesito. Se eu sentar a bota no freio na estrada, as rodas travam, mesmo com ABS.
            Creio que os Pilot Primacy 3 não estejam disponíveis na minha medida (195/60-15).
            Hoje em dia, usam-se pneus imensos em relação ao nível do carro, então é natural que a aderência pareça boa, qualquer que seja o pneu. Eventualmente, o fator limitante passa a ser o sistema de freios.

          • Fabio Toledo

            Meu carro usa 205/55R16, mas quando usei os Pilot Primacy foi na medida 195/65R15 91V, diferente dos originais que eram H, deste modo o carro sentia mais as irregularidades do piso, mas foram excelentes, faltava motor para aquele jogo de pneus.
            Engraçado, o preço dos Primacy 3, do aro 16 para o 17 o preço só dobra! Agora na comparação com pneus aro 15, é praticamente o mesmo preço do 16.

    • MAO

      Danniel,
      Não são péssimos os Yoko, mas estes Khumo de agora tem mais aderência e mais suavidade ao rodar.
      Comente sempre!

  • Felipe Lima

    Post sensacional MAO!

    Estive dentro da 328 no 1º passeio Ae, (aliás parabéns para toda a equipe Ae, foi inesquecível) – voltando a Touring, brilhante a tocada do MAO, impressionante a sintonia que ele tem com esse carro e com essa estrada, senti esse entusiasmo novamente, lembro do ronco dela a cada esticada de marcha e a cada entrada e saída de curva lendo cada linha desse post. Ao final da parte da ida, o MAO pergunta a todos no carro:

    – Alguém quer dirigir?

    ….ficou um silêncio por alguns (longos) segundos e prontamente respondi:

    “Eu! eu! eu! Eu gostaria!” (parecia uma criança)

    Fiquei trêmulo na hora que sentei no banco do motorista, parecia primeira vez ao volante, (de fato numa 328 Touring e ainda manual era), chequei espelhos e banco e não fiz nenhum ajuste, aparentemente tenho as mesmas medidas do MAO.
    Carro já estava ligado, engatei a primeira fui sair e o carro morreu! Como pude deixar um carro desse apagar o motor? Pensei: Cometi um pecado, e dos grandes!! Liguei novamente o alemão e ele ronca suave na partida. Primeira marcha novamente sai mais devagar para sentir no nível da embreagem e a 328 saiu desfilando. Dirigindo feito uma vovó, toquei por cerca de 8 a 10 km no máximo e foi os melhores quilômetros da minha vida, um carro muito macio, puxa com força em qualquer marcha que estiver engatada, impressionante!
    Obrigado por ter deixado MAO, esse passeio para mim, fechou com chave de ouro!

    • MAO

      Felipe,
      Obrigado pelos elogios!
      Quanto a fazer ela morrer, normal, embreagem é meio alta, você tomando cuidado como deve ser… sem sacrilégio nenhum, normal. E que bom que gostou do passeio, e de dirigi-la!

    • Lemming®

      Eu não dirigi…ficou aquela sensação de espetáculo…tentando entender como pode andar daquela maneira e com aquela suavidade…
      E como foi espetacular a tocada do MAO….ahhh se foi…

  • francisco greche junior

    Realmente você transmite sensações e emoções com palavras. Quero um dia andar nessa estrada e conhece-lá melhor. Agora quanto ao ronco do belo L6… Sou apaixonado.

    • MAO

      Francisco,
      Grato!

  • Leo-RJ

    Que belo e entusiasta texto! É isso mesmo!!

    E, ah… aquele adesivo “Save the Manuals” ainda povoa meus sonhos… Está esgotado no site da publicação americana, e no Mercado Livre comprei uns que se revelaram de baixa qualidade e pouquíssimos resistentes às intempéries…

    • MAO

      Leo,
      Obrigado!
      No próximo passeio com os leitores se você aparecer eu te dou o meu último! Promessa!

  • Lorenzo Frigerio

    Não entendo você subir a bola do câmbio ao mesmo tempo que deseja um kit de redução de curso. É paradoxal.

    • MAO

      Lorenzo, por que?

      • Lorenzo Frigerio

        Porque subir a bola do câmbio AUMENTA o curso, então qual o sentido de mudar a razão da alavanca com um shifter que reduz o mesmo? É trocar 6 por meia-dúzia.
        A menos que você apenas queira uma alavanca mais alta, e troque o shifter para manter o curso, mas isso seria muito esquisito.

        • Domingos

          Lorenzo, é isso mesmo. Ele quis aumentar a alavanca apenas para que ficasse próxima da mão.

          Fica esquisito pensando na estética ou num carro de uso mais comum, porém para quem quer cambiar rápido durante curvas é muito bom.

          • Lorenzo Frigerio

            Odeio carro com curso longo da alavanca; acho isso totalmente “anti-autoentusiasta”. O engate fica mais mole, mas o resultado é um câmbio de ônibus na mão.
            Essa é uma das razões pelas quais minha preferência é pelos carros da VW. Eles têm a manha de “acertar” carro. As mudanças são perfeitas. Se todos os carros fossem assim, eu acharia as caixas manuais mais toleráveis.

          • Domingos

            Os Hondas são assim também, embora com uma sensação bem diferente das VW.

            Também não gosto das curso longo, até porque os engates costumam ficar meio perdidos, mas muito curto também é horrível.

            Alguns carros com short-shift muito exagerado você mal sabe que marcha está colocando e possuem uma sensação meio ruim também.

        • Victor De Lyra

          Deve ser isso mesmo, deixar a manopla mais próxima do volante ao mesmo tempo que reduz o curso com kit, para compensar.

      • AlexandreZamariolli

        MAO, se me permite, acho que entendi a preocupação do Lorenzo: subir a manopla aumenta o curso da alavanca de câmbio, porque sua extremidade se afasta do fulcro. Daí, a necessidade do kit de redução.
        A vantagem desse procedimento é aproximar a manopla do volante, encurtando a “viagem” da mão direita nas cambiadas. A Alfa Romeo, aliás, era especialista nisso.

        • Domingos

          Exatamente. Acho que isso que o MAO quer: uma alavanca ao mesmo tempo curta em curso e próxima das mãos.

          Não só a Alfa gosta disso como carros italianos freqüentemente apresentam essa tendência. O 500 tem a manopla num lugar espetacular, pertinho da mão e com curso justinho.

          É o ponto alto do carro.

  • RoadV8Runner

    Texto absurdamente autoentusiasta! Dá para sentir na pele a tocada. Essa frase do Steve McQueen é perfeita.

    • MAO

      RR,
      Valeu mesmo!

  • Mr. Car

    Também me sinto muito feliz dirigindo. E olha que estou longe de fazer esta arte toda. Tocadas bem mais pacatas já são o bastante para alegrar minha alma, he, he!

    • MAO

      Mr Car,
      Claro, mesmo mais tranqüilo dirigir sempre é tudo!

  • Luciano Gonzalez

    Gosto muito de rodar em estradas, àquelas sinuosas com bom asfalto, e diga – se de passagem, com qualquer carro em bom estado… dirigir rápido mas macio, respeitando e descobrindo os limites do carro.
    Um dia destes voltando de uma comemoração, estávamos em 4 pessoas na minha Space, eu, minha esposa, minha irmã e meu cunhado.. meu cunhado com algumas cervejas na cabeça se colocou a falar:
    “só conheço duas pessoas que cambiam com tal suavidade, o Luciano e eu”… todos caíram na gargalhada dentro do carro, o carro do meu cunhado é um Fit CVT, hehehe!
    Em outra ocasião, a minha cunhada andando conosco, daí em determinado momento ela solta a frase:
    “nossa, nesse carro não dá nem para sentir as trocas de marcha”… dei risada e respondi: se quiser, faço o seu Clio ficar assim também, hehe!
    Abraços

  • Thiago A.B.

    MAO,
    Mais um brilhante relato! Que brutalidade com os Chevas hein!?rsrsrs. Imagino as pancadas no diferencial. Não tinha receio de tirar o motor de giro e estourar tudo, já que com carburador não há limite de rotação? Abraço

    • MAO

      Thiago,
      Todos os meus Chevettes, fossem eles sedãs, peruas ou picapes, aceitavam essa violência toda e nem aí. Carrinhos parrudos, aqueles.
      Obrigado pelos elogios!

  • agent008

    MAO, temos em casa uma Volvo V50 T5 (escolhida por mim para a mamma!) que veio com Pirellis P7. Quando chegou a hora de trocar pneus pela primeira vez, escolhemos os tais C-Drive. O carro, que antes era uma locomotiva sobre trilhos, virou uma gelatina, solto, molenga e reclamão tanto em curvas como retas (ao acelerar forte)… Hoje ela está com Dunlops, confesso não lembrar de cabeça o modelo, mas que diferença! Parecem melhores ainda que os Pirellis originais. Se um dia mamma não quiser mais a Volvo, estou na lista de espera… Salvem as peruas!
    Off-topic: estou faz semanas querendo escrever um belo texto, queria uma obra-prima, perfeita, para mandar para a seção “Histórias do Leitor” e poder agradecer pela oportunidade e explicando tudo o que dar uma volta na sua E36 representou para mim. Mas isso vai demorar, então vou hoje simplesmente agradecer. Memórias emocionantes vieram à tona, lembrando do melhor carro que o saudoso pai conseguiu ter (era também o carro dos sonhos dele). Nunca terei palavras… Obrigado! Abraço

  • WSR

    “Maodade” este texto, hein? rs. Poxa, o M3 que aparece numa das fotos é um dos poucos sedãs que eu compraria, se pude$$e. Não sou muito fã de sedãs, prefiro as peruas, mas o M3 é daqueles merece ser “estilingado” nas estradas.

  • Danilo Grespan

    MAO, muito bom texto, deu até para lembrar em algumas “besteiras” que tinha costume quando mais novo ao volante. Felizmente, mesmo com toda “falta de segurança” que existia no passado, estamos todos nos nós, vivos e com ótimas lembranças. Sem ABS, sem airbag, sem pardais e limitações imbecis.

  • Lemming®

    Excepcional! Só isso que me vem a mente.
    E só quem experimentou para saber o que um veículo desse nível, com motorista que sabe domar a fera, pode fazer. Libertador.

  • REAL POWER

    Por muitas vezes me lancei em estradas durante a madrugada, eu e meu carro. Buscava sempre trechos sinuosos para me deliciar com acelerações, freadas e reduções. Um tanque de álcool bem queimado traz uma alegria imensa. Fiz inclusive amizade com muitos frentistas de postos que trabalhavam na madrugada, onde era o ponto de partida e retorno. Estes postos serviam depois do divertimento como um ponto de descanso. Estes postos geralmente eram freqÜentados por policiais que sabiam das minhas atividades na madrugada, mas levavam numa boa. Cheguei algumas vezes rodar mais de 250 km numa noite praticamente como se estivesse numa pista. Parando apenas para dar uma olhada no coletor de escapamento incandescente e a escutar a marcha lenta embaralhada devido a comando com grande duração. Eu fui em praticamente todas as festas e danceterias em distância entre 200 a 250 km da minha casa. Meus amigos mal sabiam que a estrada era a festa principal, nesse tempo tive várias namoradas em outras cidades, e eu adorava pegar a estrada antes de depois de namorar. A estrada é meu habitat.

  • César

    Sensacional, MAO. Gostei do parágrafo que diz “andar de carro é meu maior prazer”, vale moto? Apesar de todos os riscos, me dá uma sensação de liberdade indescritível, imensurável.
    Fantásticas as fotos. Um cenário irrepreensível. Assim como a diversão proporcionada pelo saudoso Chevette. Tive Chevy 500 e, nela, sempre troquei as marchas sem soltar o acelerador! O diferencial da pequena picape era invejado pelos “chevetteiros”, dada a sua fama de difícil quebra.

  • Alexandre Garcia

    Estou meio triste, sábado passado saí com meu 155 super da oficina onde tive que fazer uns reparos de elétrica e o reencontro foi muito bom. Sai empolgado, a faixa vermelha começa a 7.000 e aí que fiquei trocando marchas por um bom tempo. Na última esticada, segunda e terceira, na hora de engatar a quarta senti que algo soou diferente, mas sem mais nada além disso. Ao parar numa esquina, já bem próximo de casa, ouvi o protesto das bielas…hoje, uma semana depois, deixei de novo na mesma oficina de um amigo onde faço parte das minhas bagunças, de guincho, para tirarmos o cárter no elevador e verificar o tamanho do estrago….
    Mas voltando ao texto, dirigir é tudo isso aí e mais um pouco. Infelizmente parece ser algo cada vez mais distante e antiquado.

  • Sergio
  • m.n.a.

    kkkkkkk, que legal, Chevette é muito divertido mesmo, pilotagem pura….acabo de chegar em casa com o meu depois de umas esticadas no “possante” de 73 CV…

    é bem isso mesmo, na arrancada não tem pra ninguém ! ! !

    …e na estrada, carro que fica pra trás de Chevette tem que jogar no lixo !!! (ou jogar o motorista no lixo…)

  • Domingos

    Se fosse fazer um carro com modificações, gostaria de fazer assim como você fez: um acerto fino para que o comportamento, antes de qualquer coisa, fique exatamente como quero.

    Sempre é muito legal quando um carro, mesmo original, surpreende tendo as reações certinhas. Além de muito seguro e divertido.

    É algo bem mais saudável que ficar buscando tempo. E esse Subaru, que aparentemente tem essa receita, ficou na minha cabeça desde que sentei em um.

    Não é possível que um carro com a posição de dirigir próxima da perfeição não seja o melhor.

  • Cláudio P

    Belo texto, MAO! realmente tudo o que um autoentusiasta precisa para ser feliz é um carro, uma boa estrada e um belo dia (que nem precisa ser tão belo assim). A propósito dos pneus, você não gostou do C-Drive ou do C-Drive 2? Um bom pneu realmente muda um carro. No meu Peugeot 206 1.6 quando troquei sofríveis os Pirelli P 6000 pelos Yokohama C-Drive a experiência foi ótima. Eram ainda os japoneses. Gosto de andar forte com esse carro para me divertir, quando possível e seguro, e seu comportamento ficou excelente em curvas mais abusadas. É bem verdade que troquei as rodas originais de 14″ para 15″ e os pneus 195/55R15. Acho uma boa medida para um compacto, nada de roda grande e perfil exageradamente baixo. Resumindo, ficou um ótimo conjunto. Quando chegou a hora de substituir os pneus de outro carro queria os mesmos pneus C-Drive, mas haviam saído de linha. Em seu lugar lançaram o C-Drive 2. Coloquei um jogo deles e realmente fiquei um pouco decepcionado. Tanto que ao chegar novamente a hora de trocar os pneus no Peugeot decidi colocar o S-Drive e o achei ainda melhor que os antigos C-Drive fora de linha. Parece que se está em trilhos mesmo. Outra experiencia de mudança radical para a melhor por causa dos pneus foi com um Focus GL 1.6 2005 que eu tive. Veio de fábrica com tímidos Bridgestone. Quando os substituí por Michein na mesma medida o Focus virou brinquedo (hehe).

  • Nando

    Já no caso do meu ex-Focus, os P7 eram muito inferiores aos Bidgestone Turanza ER30 originais. Agarravam menos e eram mas ruidosos.

  • FocusMan

    MAO! Que texto sensacional! Realmente sensacional! Já li umas 3x e compartilhei com todos amigos entusiastas que conheço. Grande abraço!

    • MAO

      FocusMan,
      Grato por ler, e compartilhar! Obrigado!

  • Edison Guerra

    O quarto seria: abolir todos os dejetos viários, conhecidos como lombadas.

  • Bera Silva

    Dirigir é liberdade! O Homem não vive de verdade se não exercer sua liberdade, dada a ela pelo próprio Deus.
    A bola 7 colocada na alavanca do meu Chevette é graças a você, que disse uma vez que a melhor manopla era a bola de bilhar. Ficou perfeito! Comprovei na prática o que significa troca de pneu. Entraram 4 Michelin XM2 e o carro ficou outro. Agora com as bandejas e caixa de direção novas melhorou mais ainda. Voltei a ter desejo de continuar com meu Chevette e melhorá-lo, tentar chegar próximo ao que eu vi entre você e sua E36.
    PS.: Corra que os preços dos Chevettes estão subindo…

    • MAO

      Bera Silva,
      Quero conhecer esse seu Chevette, hein?
      Quem sabe no próximo evento do site.
      Bola 7, boa pedida,bola de bilhar é ótima para isso.

      • Bera Silva

        Me ferrei! Vou ter que adiantar umas coisas por aqui.. Hahaha.

  • Bera Silva

    Geralmente o eixo traseiro da Chevy 500 era Dana, enquanto que no restante da linha geralmente era Braseixos. Na minha opinião, meu maior medo do Braseixos é de quebrar uma das travas que seguram as semi-árvores e a roda sair passeando.

    • Lorenzo Frigerio

      Nunca ouvi falar de acontecer isso. Os Braseixos são cópias de eixos GM, então não creio que isso seja problema.

    • RoadV8Runner

      Os diferenciais que podiam acontecer isso são os antigos da linha Opala, acredito que até 1974. Se não me engano, os diferenciais Braseixos modernos têm a semi-árvore presa pelos rolamentos, dentro do diferencial. Vou fuçar nos meu alfarrábios automobilísticos para ver se acho alguma informação e posto por aqui se encontrar algo, lembro de ter lido isso em algum lugar…

      • Alexandre Garcia

        Nada disso, todos os Braseixos brazucas sejam do que for, de Chevette a D20, todos com os malditos C clip. Sem exceção.

        • RoadV8Runner

          Valeu pelo esclarecimento! Provavelmente a reportagem que li deveria tratar dos Dana na linha Opala, pois me lembro que falava das novidades da linha 1975 (não sei exatamente quando a GMB passou a usar Dana no Opala). E quanto mais conheço os Braseixos, menos eu gosto desses diferenciais…

        • Lorenzo Frigerio

          Pelo menos no caso da C-10/Dodjão, o diferencial é um GM “10 parafusos” 8.2″. Versão “C” (de Chevrolet). Existem versões “B” (Buick) e “P” (Pontiac). Só a “C” usa C-clips, de que eu saiba.

    • Alexandre Garcia

      Não sofra com isso, o ponto fraco não é este.

      • Bera Silva

        Obrigado, nada como a experiência.

  • Bera Silva

    Por favor Alexandre, volte a nos contar suas histórias, mesmo que pequenas. Ou pelo menos uma foto da mais nova encrenca que por ventura apareça aí no Planalto.

    • Alexandre Garcia

      Bera,

      Obrigado, camarada!
      Vai ter um post sobre este 155, o que rolou, porque rolou, o que eu fiz para remendar etc… se eu tiver condições técnicas de remontar ele por baixo, breve estará aqui o texto, se o virabrequim estiver estragado, demorará um pouco mais, porque vou tirar o motor fora e refazer tudo.

      Estou trabalhando também num 292 Chevy aqui e em breve novidades, quero fazer um relato breve sobre o 292 e sobre o que estou fazendo neste, que nem sei o que vou fazer com ele quando pronto.

  • MAO

    agent008,
    O Ae é que agradece a sua presença no passeio! Obrigado!
    No próximo você anda mais com ela, prometo.

    • agent008

      Quem sabe no próximo eu apareço com a minha própria E36…! Sonhar é bom. Grande abraço!

  • MAO

    WSR,
    Obrigado!
    Comente sempre!

  • MAO

    AG,
    Entendo perfeitamente como você se sente… Mas lembre-se, não há bem que dure para sempre, nem mal que nunca se acabe! Abraço camarada!

    • Alexandre Garcia

      MAO,

      O bom de máquina é que quebra e volta à vida sempre melhor que antes! Já mexo nele amanhã mesmo. Estive hoje na oficina fazendo outros detalhes no meu Camaro 68, o cãozinho comeu o mangote de freio. Amanhã abriremos o 155 e descobrirei o que houve.

  • MAO

    César,
    Obrigado! E claro que vale moto!

  • MAO

    Real Power,
    Você entende…

  • MAO

    Lemming,
    Obrigado!

  • Miquelle Francisconi Alves

    Sensacional MAO, também tenho minhas estradinhas favoritas !

  • André Castan

    Fantástico texto, MAO. Parabéns! Gostaria muito aprender esses ajustes de suspensão que você comentou. Sou seu “vizinho” e se um dia sobrar um tempinho seu para um passeio com nossas carangas, agradeço muito.
    Abração,
    André Castan.

  • Coêlho

    Obrigado MAO. Tanto tempo querendo traduzir a sensação de dirigir e você, genial como sempre, me “rouba” a pena e define tão melhor como eu jamais seria capaz. Um carro fiel, uma boa estrada e um céu aberto. Quem nunca?

    • MAO

      Eu que agradeço o comentário!

  • MAO

    Obrigado!

  • MAO

    Danilo,
    Obrigado!

  • MAO

    Boa!

  • MAO

    Lorenzo,
    Acho que não me expliquei direito; sim, sua lógica está perfeita, mas esquece do motivo principal de subir a bola: reduzir esforço de troca.
    Subir a bola ganha-se curso (da mão, lá embaixo é o mesmo, claro), mas por alavanca diminui-se o esforço. Assim, as trocas tendem a ser mais rápidas, e mais gostosas. Estava muito “dura” a alavanca. O pequeno aumento de curso é facilmente compensado pelo esforço de troca bem menor.
    Com o “short-shift kit” se diminui o curso lá embaixo, e o esforço de troca, independente da altura da bola.

    • Fabio Toledo

      Tenho um Focus MKII, não consigo me acostumar totalmente, há uma falha de ergonomia em relação à alavanca de câmbio. Na verdade estou louco para voltar para um VW, mesmo curtindo muito o acerto de suspensão do meu carro, ainda prefiro um acerto com menos rolagem. Só falta plata! Por enquanto sigo com ele mesmo.

  • MAO

    Obrigado!!

  • Bera Silva

    Nem com Opala?

  • Jorge Diehl

    Quando eu leio um texto destes sempre descubro que, aos 50 e poucos, não sei dirigir…

  • Fabio Toledo

    Show, MAO! o/

    Parafraseando Tony Alva… “Your EGO is NOT your AMIGO”

    • MAO

      Obrigado, Fabio!

  • MAO

    Obrigado, André!
    Me mande um e-mail no mao4100@ig.com.br.

  • Fórmula Finesse

    Dirigir livre, sem compromisso, senhor das próprias vontades…mania, obsessão – doença que felizmente não encontra remédio em toda a farmacologia mundial (parafraseando de leve JLV).
    Um viva a quem curte dirigir por dirigir; a quem se dispõe gastar gasolina, borracha, tempo e distâncias… tudo para repor o fulgor do espírito.
    Parabéns por traduzir nossas manias desvairadas (para os cinzentos que só encontram diversão olhando uma tela de “telefone esperto”)!!!
    FF

    • MAO

      Obrigado, FF!

    • agent008

      FF, “fones espertos” e autoentusiasmo podem sim combinar. No meu caso muitas vezes arranjo tempo de visitar o site e alimentar o vício quando estou longe de um PC, então o “esperto” me serve muito bem a essa função! O mal que vejo é que quando crianças e adolescentes, sonhávamos com as E30, E36, com lindos Alfas Spider e 164, Mercedes variados e Audis todinhos de alumínio, ou mesmo os Volvos quadradões… Hoje a “piazada” sonha é com tablets, smartphones e smartwatches, aliás tudo tão “esperto” que sobra pouco a ser exigido da inteligência de quem usa!

  • Victor Gurjão

    Gosto tanto de dirigir que tomei a iniciativa de vir ao trabalho caminhando (cerca de 40 minutos), ou de ônibus. O engarrafamento diário, tanto para vir ao trabalho quanto na volta para casa e a dificuldade para estacionar estavam fazendo com que eu perdesse o prazer de dirigir meu companheiro mesmo em estradas que levam a lugar algum nos finais de semana.

  • Que texto empolgante… Ainda mais com um dono de uma bimmer, e ainda mais dono de E36, e ainda mais dono de perua… cara! Sou seu fã…

    Me diz como é ter uma E36 para o dia à dia, é tranquilo? É como ter um corolla que dificilmente dará problema? Ou pela idade já tem manutenções constantes?
    Tenho muita vontade de ter um E36, mas tenho esse medo…

    • MAO

      Vinicius,

      Obrigado!

      Não é fácil viver com carro velho. Carro de 20 anos requer manutenção constante. Eu escrevi a este respeito há algum tempo:

      http://autoentusiastas.com.br/2015/03/uma-palavra-sobre-modificacoes-e-sobre-viver-com-uma-velha-bmw/

      • Então MAO, eu hoje sou um feliz proprietário de um GM Monza GLS 95 EFI álcool 2,0, tive antes desse um 94 também Monza GLS 2.0 álcool… Eu gosto demais desse carro pois, fez parte de minha infância, meu pai teve nada menos que 7 Monzas, e todos impecáveis, isso mais ou menos de 1992 até 2007. Então eu gosto do carro e sei como é ter um carro “velho”.
        Mas o Monza é um carro relativamente “simples” de manter, mecânica tem disponível até 2012, pois foram usado praticamente o mesmo motor família 2 até esse ano. O meu mesmo tem cabeçote de Astra 2008 pois o original o antigo dono mandou fazer um serviço e fizeram caca…

        Nesse Monza atual já fiz muita coisa eu mesmo, troca de junta do cabeçote, arranque, alternador, bomba da direção hidráulica, freios, interior completo já desmontei… Tudo eu mesmo com no máximo, a ajuda do meu grande pai que também gostava de fuçar nos carros dele.

        Meu receio é por ser um BMW, não encontra peças como de um Monza, que já não está tão fácil de encontrar…

        Bom, mas a Bimmer é um plano futuro, por ora vou apenas trocar a injeção monoponto EFI pela multiponto do Classic, instalar o painel digital, e ir arrumando as coisas que o tempo não perdoa… rsrsrs!!!

  • Alexandre Garcia

    Os Webers foram passear no bosque.

    • Lorenzo Frigerio

      Que pena, hem? Mas imagino que gastasse um absurdo. Fale mais sobre esse carro, please. Nunca vi nada sobre ele além dessas fotos. Aliás, lamento que você não tenha mais escrito aqui sobre essas conversões.

  • Leo-RJ

    Nossa, MAO!!

    Puxa, fico muito lisonjeado mesmo com isso… agradeço muitão, mas nem se preocupe, pois não posso aceitar. Eu aparecendo no próximo passeio já vou ficar extremamente contente e feliz com um aperto de mão e conhecer todos vocês do AUTOentusiastas, que tanto fazem nossos dias mais felizes com a dedicação e transmissão de conhecimento sério e honesto.

    Obrigado!

    • MAO

      Leo,
      OK, então sorteio entre os presentes. Que bom que você conseguiu encomendar no site os seus!
      Obrigado pelos elogios, nós é que agradecemos a fidelidade!

      • Leo-RJ

        Eu que agradeço sua consideração. Gostei da medida, democrática e desprendida 🙂 Assim que chegar eu aviso.

        Ah, ao comprar itens no site da Car and Driver, não existe a possibilidade de envio para o Brasil, mas eles o fazem por telefone. Basta ligar para lá, passar o pedido e número do cartão de crédito.

  • Leo-RJ

    Aliás, MAO, estimulado, acabei de verificar no site da Car and Driver, em embora não tivesse o adesivo há três semanas (última vez que vi), eles chegaram!

    http://www.shopcaranddriver.com/car-and-driver-accessories/!/save-the-manuals-decal#.VclvB_lViFs

    Devidamente encomendados! 🙂

  • MAO

    Lemming,
    Valeu! Vcs estão sendo generosos demais com os elogios… Obrigado!

    • Lemming®

      Não por isso. Elogios mais que merecidos. Minha irmã foi contigo na “2ª turma” e no final perguntou ao Bob “Quando o Ae vai abrir uma autoescola para ensinar a dirigir assim?”. Interesse dela em assuntos automobilísticos é…zero…para ter uma idéia…

  • Fórmula Finesse

    Telefone esperto para alimentar o entusiasmo está valendo…mas não para virar neurose a fim de dar uma conferida nas páginas “sociais” – rsrsrsrsrs

  • Léo Dalzochio

    Ter um veículo com seus 20 anos ou quase, requer dedicação pelo menos a cada 15 dias. Sempre aparece algo pra resolver aqui e ali. Tenho um Mercedes ML 320 ano 99 (um SUV 4×4 com reduzida, chassi e seus 2.190kg de tara, por necessidade, moro em área rural), de uso quase diário, e constantemente rebocando carretinha 2-eixos com 1.500 kg ou mais. Mesmo sendo Mercedes, que dificilmente dá problemas, sempre aparece um aperto aqui, um aperto lá, um parafuso, um farol que trepida, o lavador do vidro que pifa, um botão que cai do console… Para quem se irrita com isso, procure um super-inflacionado carro zero. Para quem acha isso terapia, nada melhor que um velhinho depreciado. Com um pouco de paciência, se acha peça em qualquer lugar do mundo com preço bom.

  • Léo Dalzochio

    Ter um veículo com seus 20 anos ou quase, requer dedicação pelo menos a cada 15 dias. Sempre aparece algo pra resolver aqui e ali. Tenho um Mercedes ML 320 ano 99 (um SUV 4×4 com reduzida, chassi e seus 2.190kg de tara, por necessidade, moro em área rural), de uso quase diário, e constantemente rebocando carretinha 2-eixos com 1.500 kg ou mais. Mesmo sendo Mercedes, que dificilmente dá problemas, sempre aparece um aperto aqui, um aperto lá, um parafuso, um farol que trepida, o lavador do vidro que pifa, um botão que cai do console… Para quem se irrita com isso, procure um super-inflacionado carro zero. Para quem acha isso terapia, nada melhor que um velhinho depreciado. Com um pouco de paciência, se acha peça em qualquer lugar do mundo com preço bom.

    • Então Léo Dalzochio, eu hoje sou um feliz proprietário de um GM Monza GLS 94/95 EFI álcool 2.0, tive antes desse um 93/94 também Monza GLS 2.0 álcool… Eu gosto demais desse carro pois, fez parte de minha infância, meu pai teve nada menos que 7 monzas, e todos impecáveis, isso mais ou menos de 1992 até 2007. Então eu gosto do carro e sei como é ter um carro “velho”.
      Mas o Monza é um carro relativamente “simples” de manter, mecânica tem disponível até 2012, pois foram usado praticamente o mesmo motor família 2 até esse ano. O meu mesmo tem cabeçote de astra 2008 pois o original o antigo dono mandou fazer um serviço e fizeram caca…

      Nesse Monza atual já fiz muita coisa eu mesmo, troca de junta do cabeçote, arranque, alternador, bomba da dh, freios, interior completo já desmontei… Tudo eu mesmo com no máximo, a ajuda do meu grande pai que também gostava de fuçar nos carros dele.

      Meu receio é por ser um BMW, não encontra peças como de um monza, que já não está tão fácil de encontrar…

      Bom mas a bimmer é um plano futuro, por hora vou apenas, trocar a injeção monoponto EFI, pela multiponto do classic, instalar o painel digital, e ir arrumando as coisas que o tempo não perdoa… rsrsrs!!!

  • Luciano Gonzalez

    Meu primeiro jogo de Dunlop também Danniel.. e olha que saí de bons Michelin Energy XM2….
    Como a medida que eu procurava também era pouco comum (185/55R15), fui achar um jogo do LM 703 só em Atibaia.. vi o 704 que é o substituto do 703, compraria tranqüilamente, mas o desenho do 703 é matador, rs..
    Abraços!

  • Rodrigo oliveira

    Maravilhoso, só faltou falar um pouco do maravilhoso M5 ao fundo.

  • Danniel

    Fabio, os Pilot eram minha primeira opção, mas não existem na medida 195/55R15

    • Fabio Toledo

      Eu partiria pra outra marca. Continental?

  • Frederico

    Não… espera… tem alguma coisa errada…
    Perua não é carro de família? Carro de tiozão?

    MAO, acho que o ideal para andar dessa forma é um SUV, bem alto e robusto, para ter toda a sensação de segurança possível!

    Como é bom ler essas histórias, saber que ainda há como se divertir, um pouco que seja, em algumas estradas do nosso país..
    Nessa época de mundo politicamente correto, pode contar que daqui a pouco vem gente achando seu relato um absurdo!

    • MAO

      Frederico,
      Obrigado!

  • Domingos

    É uma delícia fazer isso aí, uma pena que as mulheres hoje não ajudem. A estrada fica sendo a melhor parte mesmo…

  • Domingos

    Muita coisa do Japão passaram a fazer na Thailandia. Bom saber que já tem nacional, embora sempre dê aquela desconfiança.

  • Alexandre Garcia

    Caros, difíceis de acertar e temperamentais. Tinha pouco comando e muito carburador, troquei, fiz acertos e com um Holley 600 fpm apenas e 2 pontos a menos na taxa empurrava muito mais que antes. Em preparação, na maioria das vezes menos é mais.

    • Lorenzo Frigerio

      Quem sou eu para discutir com um profissional, mas não tem essa de “pouco comando e muita carburação” no que toca a carburadores com bocas individuais para cada cilindro, a não ser no quesito CUSTO. Os carburadores são infinitamente calibráveis. Mas eu entendo o sentido que você deu à frase, pois para a proposta do carro, trata-se de uma complexidade prolixa. Na minha experiência, o problema desse tipo de carburação é o carro
      ficar parado, especialmente se a gasolina não for de qualidade. Junta
      borra abaixo dos giclês de alta e de lenta e o carro fica impossível de funcionar, “rateia” etc..
      Muita gente instala essas belezinhas para inglês ver, mas o maior potencial delas é na pista. O problema é que não é possível calibrá-las para “dupla ação”. É só um padrão, torque ou potência.
      Meu Santana 2.0 automático tem 2 DCOE. Você poderia novamente dizer que é muita carburação. Mas a idéia foi calibrá-las justamente para torque em baixa, por o carro ser automático 3 marchas, pesado e sub-motorizado. Melhorou muito nesse aspecto e passou a sair com muito mais agilidade, sendo que na maior parte do tempo, ando em tráfego local; por outro lado, o carro não desenvolve bem. Mas sobrou um problema difícil de resolver – por o motor não ser “cross-flow”, o coletor de escape “frita” o de admissão, causando problemas graves de dirigibilidade, especialmente sob trânsito pesado e quando o carro fica estacionado e você vai sair com ele (morre). Por isso, pretendo eventualmente reverter para a carburação original. Inclusive o carro é 90 e já tem alguns dispositivos anti-poluição, sem falar no pull-down do ar condicionado, que teve de ser desabilitado.

  • Eder

    Marco Antonio Oliveira, muito obrigado por esta poesia de texto que sintetiza tantas coisas de forma excepcional. Enquanto lia, fui teleportado para a estrada e acho que não pisquei nenhuma vez!
    Agradeço por existir pessoas que ainda produzem esse tipo de material.
    Abraços!

    • MAO

      Eder,
      Obrigado!

  • Wagner Gomes

    Sensacional o texto!
    Qual a estrada que foi o palco dessa aventura?

    • MAO

      Wagner,
      Obrigado!

  • Marcio TD

    Essa, se eu não estiver enganado, é a Estrada dos Romeiros.

  • MAO

    Vinicius,
    Neste ponto, te digo que existe simplesmente TUDO disponível para o carro. Mais fácil achar peças para ela do que era para meu Opala.
    As vezes é mais caro, sim, mas nem sempre.

  • Eduardo Silveira Melo

    Parabéns pelo texto, me identifiquei muito com ele. Compartilhamos do pensamento mencionado no penúltimo parágrafo.

  • Leandro Bealuka

    Rapaz, que texto bem escrito… Meus parabéns… Isso é saborear o carro… Drive tastefully…
    Gostaria de poder trocar emails contigo MAO.
    Abraço.

  • Wolf_Rapchan

    Muito bom o texto. Tenho uma E36 igual a sua, realmente é um prazer diário !!!