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Descalabros mecânicos

 

Até concessionárias praticam irregularidades que, além de ilegais, colocam em risco a segurança do automóvel.

 

New era

Estava em Paris há alguns anos para um lançamento e, numa tarde livre, entrei numa loja de acessórios e equipamentos para automóveis. Tinha na época um Passat (alemão) e perguntei sobre um chip para aumentar sua potência. O vendedor, solícito, mostrou uns dois ou três explicando a diferença entre eles. O preço era mais ou menos o mesmo, oscilava entre 150 e 200 euros. Decidi então comprar o que me pareceu menos “agressivo” ao motor e perguntei ao vendedor se poderia pagar com cartão de crédito. Ele confirmou e perguntou para qual oficina eu levaria o automóvel para instalar o chip. Expliquei então que o carro estava no Brasil e que a instalação seria feita numa oficina local. Ele não entendeu e explicou que eu não poderia levar o chip pessoalmente. Eu também não entendi e perguntei como fazer para adquiri-lo. Ele pacientemente me fez entender que era proibido vender o chip diretamente para o proprietário, mas apenas para a oficina homologada pelo governo para realizar a transformação. E que lá, o engenheiro responsável iria determinar (e orçar) as modificações a serem introduzidas no automóvel para adequá-lo ao novo desempenho. Pedi desculpas, expliquei ignorar a legislação, que no Brasil não era bem assim, rabo entre as pernas e me mandei, ligeiramente envergonhado.

Lembrei-me deste episódio a propósito do dono de um Gol em Belo Horizonte que, na semana passada, preparou o carro para uma competição de arrancada (instalou turbo e/ou óxido nitroso) e foi “experimentá-lo” numa movimentada avenida da cidade. Foi parar na contramão a muito mais que 100 por hora e matou o casal do Palio que atingiu de frente.

O Brasil tem também uma legislação que proíbe a alteração das características originais do automóvel, muito pouco respeitada. Pois a fiscalização, além de precária, só percebe as modificações mais óbvias, como suspensão rebaixada, rodas maiores e mais largas, escapamento “aberto” etc. Teoricamente, qualquer alteração mecânica deveria ser realizada (ou aprovada) por uma empresa homologada pelo Detran, que emitiria um certificado atestando a segurança do automóvel.

Mas, na prática a teoria é outra. Automóveis são alterados a torto e a direito sem nenhuma preocupação com a segurança. Oficinas irresponsáveis chegam a cortar longarinas do chassi para permitir a troca de rodas originais por outras mais largas. E outros descalabros do gênero. Já testemunhei a troca do chip de uma injeção eletrônica para dar mais potência ao motor de uma picape Mitsubishi. Sabe onde? Numa concessionária da marca. Sem nenhuma alteração nos freios ou na suspensão para adequá-la ao repotenciamento. Como um policial do trânsito vai perceber esta alteração que não deixa vestígio externo?

Perceber um chip alterado é impossível, sem um computador específico por perto. Mesmo o motor que recebe uma turbina depois que deixou a fábrica (e pode ter sua potência dobrada): a polícia identificaria a adaptação numa blitz noturna?

O Brasil é o país do faz-de-conta quando se trata de segurança veicular. Seria cômico, não fosse triste e preocupante, que o Detran esteja neste momento analisando a possibilidade de permitir a “adaptação” de um terceiro ponto de fixação do cinto de segurança, quebra-galho para se instalar as cadeirinhas nas vans escolares. “Quem sabe se faz um reforço estrutural?” arrisca um técnico do órgão, sem ter noção do tamanho da besteira que disse. Menos ainda do tamanho do esforço (superior a uma tonelada) a ser suportado pelo cinto no caso de um impacto.

Por falar em (falta de) segurança, comentei aqui recentemente da passividade do governo e do consumidor em relação aos equipamentos que evitam (ativos) ou atenuam (passivos) as conseqüências de uma batida. Um dos “entusiastas” imediatamente me contestou, alegando que, quando jovem, ele cometia toda a sorte de descalabros, não existiam os equipamentos e ele continuava vivo. Não tive, na ocasião, paciência para responder tal descalabro. Mas aproveito para lembrar ao sobrevivente que muitos não o contestaram pela impossibilidade de acessar a internet diretamente da cova.

BF

Foto de abertura: neweraracecraft.com
Boris Feldman, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos, autoriza o Ae a publicar sua coluna veiculada aos sábados no jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte (MG).
A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 

Sobre o Autor

Boris Feldman
Coluna: Opinião de Boris Feldman

Boris Feldman é engenheiro elétrico formado pela UFMG, também formado em Comunicação, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos. Além da coluna Opinião de Boris Feldman no AUTOentusiastas, é colunista do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e do jornal O Povo, de Fortaleza e tem o programa de rádio Auto Papo, na emissora Alpha FM, de São Paulo, e em mais 38 emissoras pelo país, com três edições diárias.

  • ccn1410

    Lâmpadas de xenon pirata é fácil de identificar, pena que ninguém liga…

    • Luiz_AG

      É, né… o cara faz isso 8 horas por dia, mais de 200 dias por ano e não consegue identificar um carro alterado… Muita preguiça nesse país.

      • Rodrigo Bárbara Fachini

        Concordo com tudo…. O problema é que grande parte das mortes no trânsito são causadas por imprudência que normalmente está ligada a veículos sem qualquer modificação por total inabilidade ou desrespeito à sinalização e a segurança no trânsito. Para o caso do cara do Chevette citado na matéria, vejo a mesma relação com as armas de fogo, poucos sabem usá-las… Mas para esta 1 morte no trânsito causada por um cara sem escrúpulos, há mais de 30 causadas por ultrapassagens em local proibido quase sempre com carros originais. A matéria é polêmica sim, concordo que existem certos tipos de situações que deveriam ser estritamente proibidas… Mas também devia ser proibido as seguradoras venderam carros de perda total para serem emendados no meio e vendidos aos consumidores. Que tipo de fiscalização temos para isso? Qual a segurança de comprar um carro? Vou comprar um carro 2012 que daqui a pouco tem a traseira de um 2011, que controle é esse? Tem gente que mata com um Uno 1,0 Fire que dá 120 km/h, e agora lança-se um up! Turbo que da 207 km/h…. Será que as pessoas estão preparadas para isso? Pois é, é bom revermos nossos conceitos…. Sobre concessionárias fazerem os serviços, acho errado, mas o cara pelo menos fez manutenção, ao contrário de como aqui na minha cidade, uma mulher que por culpa dos pneus carecas perdeu o controle a 100 km/h e matou uma família de 4 pessoas que vinha do outro lado… O Brasil, é o Brasil….. E neste temos o Custo Brasil, O Jeito Brasileiro etc…

    • Domingos

      E aquelas que vão ficando tão fracas que mal servem como lanternas?

      Porém, passe a 2 km/h acima da velocidade e isso sim é imperdoável…

      • CCN-1410

        Mas isso não é para todos… Ontem mesmo um carro da polícia me ultrapassou e logo desapareceu de minha vista.
        Eu estava a exatamente 80 km/h e ele sem a sirene ou o giroflex ligados, nem tomou conhecimento e se mandou.
        “Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros”.

    • Fabio Toledo

      Lâmpada não original, escapamento não original, som “trio elétrico”, este úlitmo então há lei severa e parece que zero fiscalização.

  • Daniel S. de Araujo

    O brasileiro odeia a intervenção estatal. Mas a primeira coisa que pede é que o estado intervenha e aprove tudo, desde medidas econômicas protecionistas até o credenciamento de empresas para autorizar uma simples troca de rodagem de um veículo. Por isso que o Brasil não anda.

    • Gustavo

      Perfeita observação Daniel. E depois esse pessoal vem reclamar da burocracia. É como o recente caso do Netflix: a Ancine acha que deve se intrometer, embora os usuários estejam satisfeitos.

      • Bera Silva

        Vide o Uber Taxi.

      • Domingos

        É sempre assim. O povo, mesmo indoutrinado, não deseja esse tipo de coisa. Se quisesse ver as “grandes obras” do cinema brasileiro, simplesmente alugaria ou compraria.

        Ninguém quer ver a mesma porcaria da globofilmes ou da PT-Filmes (filme de indoutrinação).

        Só que ali já tem mais um espaço pro governo comprar artista, que depois vai fazer aquela indoutrinação mais suave e mais aceita para com seus fãs.

        Precisam sempre encontrar uma boquinha para os meios deles e SEMPRE falam como se o povo estivesse CLAMANDO pelo “cinema nacional”.

        Apesar de odiar o netflix, que tem diversas produções do marxismo cultural feitas por eles mesmos, é obviamente uma sujeira esse negócio da Ancine.

        Foi a mesma coisa com a TV a cabo e agora também com a TV aberta, onde só nos últimos meses mais 2 canais fazendo propaganda deslavada do governo e do marxismo cultural foram abertos.

        • Gustavo

          É isso aí Domingos. Quem não está satisfeito com o serviço, é só não pagar por ele, como você sabiamente fez, ou procurar a concorrência. Essa é a beleza da economia de livre mercado. Da mesma forma, quem quiser assistir a filmes nacionais, que vá atrás.

          • Domingos

            Exatamente. Se existisse ainda uma demanda verdadeira da população por mais filmes nacionais, bastaria o governo financiá-los – como já faz.

            O problema é que a demanda é completamente inventada e o “produto” filme nacional é voltado completamente para o angariamento de mais dinheiro público.

    • Rodrigo Santos

      Você tem toda razão. Brasileiro chama a responsabilidade do Estado para tudo, inclusive para problemas que são de ordem pessoal. Adora uma Estado-Mae. Fala-se muito em direitos, mas nunca em dever. Brasileiro se acha titular de inúmeros direitos, mas não é capaz de honrar as obrigações que lhe correspondem.

      • Domingos

        Exatamente. Até parece que não depende do próprio povo não fazer essas modificações ou fazê-las com bom senso.

        Se a pessoa quiser, o carro só vai ser pego ao ser apreendido ou após um acidente.

        Essas leis aí são para burocracia mesmo e permitir ao estado controlar o comportamento pessoal, mirando sempre na criminalização do normal e normalização do ruim.

    • jr

      Daniel, você tem toda razão. Falta muito juízo e bom senso. Não se confia em nada nem em ninguém. Tudo é megalomaníaco, logo nada funciona direito e custa caro.

    • Bera Silva

      Perfeito Daniel!
      Se o autor da coluna queria comprar um chip ou o que quer que fosse, a responsabilidade é dele. Agora, se ele cometesse um crime de trânsito, seja com um Uno mille ou com um Hell Cat de 700 cv, aí sim deveria ser punido de acordo com a lei.
      Infelizmente neste país, só se pune velocidade. Morte no trânsito causada por imprudência, imperícia ou negligência, deveria ser punida com rigor, de fato. Já temos burocracia demais, o que só empurraria mais veículos para a irregularidade. Preocupaçào por parte do Estado, só na forma de vantagem para alguém, como no caso do extintor.
      Acabei de fazer a inspeção de retirada do GNV do Chevette para emisão do Certificado de Segurança Veícular, emitido por oficina credencida do Inmetro. Foi checado luzes, alinhamento, frenagem, suspensão, gases, entre outras coisas, tive que voltar duas vezes lá, mas não reclamo. Parando para pensar, não foi exigido nada além do básico para o carro rodar com segurança. O único problema é que não fica claro o que vai ser medido e quais as faixas de valores e tolerâncias, além de alguns itens serem subjetivos. Estes dados estão descritos no site do Inmetro, mas de forma não objetiva e a qualquer momento pode ser publicada uma portaria, tornando irregular um carro que passou numa inspeção anterior.

    • $2354837

      O brasileiro odeia intervenção estatal mas adora uma reserva de mercado, porque assim não precisa evoluir.

    • Lorenzo Frigerio

      Isso são os empresários do “capitalismo sem risco” brasileiro. Eles acham que têm o direito de exigir isso devido aos custos trabalhistas elevados. No final, somos um país onde a “norma” é a exceção. Resultado: legislações trabalhista e fiscal bizantinas.

  • Fabio Toledo

    Num país onde a fiscalização praticamente se resume aos “pardais eletrônicos” com o objetivo óbvio de arrecadação, o que há de se esperar? Terra de ninguém, também neste sentido.

    • Roberto

      Os rachas que ocorrem nas marginais de São Paulo (conforme mostrado recentemente na TV) e em boa parte das grandes cidades do Brasil são a prova disto.

  • Daniel S. de Araujo

    Um outro ponto: brasileiro adora citar os exemplos franceses, um país onde a atividade econômica é altamente regulamentada, os comunistas são todos produtores de queijo roquefort e o intervencionismo estatal criou uma máquina pública grande, inchada e burocrática.

    • Rodrigo Santos

      Sim, e funciona melhor que a brasileira.

    • $2354837

      Mas lá tem menos gente passando fome que aqui, menos miséria. Para mim isso representa evolução de qualquer sistema econômico sobre o nosso.
      Ah sim, eles tem indústria de engenharia fortíssima, produzem carros, aviões e trens de alta tecnologia. Dão valor à educação e ao nacionalismo e a liberdade de expressão. Nossa educação só andou para trás quando paramos de adotar o sistema francês de ensino para adotar o americano.
      Se isso é comunismo muito prazer, sou o Lênin.

      • CCN-1410

        Você não precisa ser Lênin, porque isso não é comunismo.

      • Daniel S. de Araujo

        Como você disse que a indústria deles e a educação andou muito mais que a nossa (o que de fato é verdade mas muito mais pelo senso moral deles, coisa que falta no Brasil) mas olha o belo exemplo de intervencionismo estatal na economia. Para você ver como a França é um exemplo a ser seguido…

        Brasileiro ao invés de se espelhar nos melhores exemplos (educação asiática, civismo americano e organização alemã), prefere ficar filosofando em torno da França e sua maldita revolução que só enche página de caderno mas não mostra caminho algum a ser seguido.

        http://glo.bo/1W6W2CL

        • $2354837

          Prefiro seguir a França que o exemplo chinês ou dos tigres asiáticos. Só ver a taxa de suicídio para ter noção do que fizeram com essas nações.

      • Antônio do Sul

        Mas a Inglaterra e a Alemanha estão em uma situação muito melhor do que a França, que está se desindustrializando…País que dá certo é aquele onde o cumprimento dos deveres vêm antes dos direitos, e não aquele em que os sindicatos mandam nas empresas. E não me venham dizer que falta proteção social na Alemanha e na Inglaterra. A diferença é que eles não ignoram as regras de aritmética e sabem que política macroeconômica não é como gastronomia, que permite a invenção de inúmeras receitas alternativas.

        • $2354837

          Antonio do Sul, depois que apareceu a China todos os países estão se desindustrializando. Cadê a indústria automobilística inglesa? Não tem uma marca inglesa na mão dos ingleses…
          Alemanha está arrastando toda a Comunidade Européia, Inglaterra não está pior porque não aderiu ao euro.

        • Lorenzo Frigerio

          A Inglaterra está totalmente desindustrializada. Ela sobrevive na base do “soft power” e porque tem um sistema bancário e de seguros fortíssimo. Como o país está nas mãos dos conservadores há muito tempo (exceto o período Tony Blair/Gordon Brown), as contas estão em ordem, mas isso sai caro em padrão de vida.

      • WSR

        Luiz, concordo plenamente. Por acaso você é professor também? rs.

        • $2354837

          Não sou professor, trabalho com Tecnologia da Informação. Mas nada que um pouco de estudo me liberte de pensamentos condicionados.

      • Lorenzo Frigerio

        O problema é que o nosso sistema de ensino nunca foi “francês”. Estava mais para macaqueamento do sistema francês. Se o sistema brasileiro fosse totalmente administrado por franceses, seria outra coisa, mas mesmo assim o povinho seria brasileiro.

    • Cristiano Reis

      Quanto mais burocracia, mais corrupção.

      • $2354837

        Fato. Por isso tenho uma visão libertária-anarquista, e não socialista-esquerdista-comunista, como alguns aqui me difamam porque não concordar com as idéias deles.

    • WSR

      Não sei se é correto pegar a economia como parâmetro de comparação (o povo nem sempre tem culpa das defecadas dos políticos na política), mas já conversei com franceses e possuo um amigo haitiano que estudou pelo sistema francês e, francamente, percebo que a maneira como eles lidam com o pensamento é anos-luz de distância da maioria das pessoas que conheço no Brasil. Só digo que algo realmente não vai bem no Brasil em termos de educação, isso é fato.

      • $2354837

        WSR, Nosso sistema educacional só andou para trás desde que abandonou o sistema educacional francês nos anos 50 em prol do sistema americano de ensino.
        Só ver o que era a qualidade de ensino de uma escola estadual dos anos 50 e o que é hoje.

    • Lorenzo Frigerio

      Quando se fala na França, o que sempre me vem à cabeça são aqueles camponeses corporativistas com boina e cara de Gérard Dépardieu, depredando lojas do McDonalds e soltando carneiros no meio da Champs Elysées. O tipo da coisa que deveria ficar bem longe daqui..

  • Rogério Ferreira

    Não sou contra a alteração de veículos, no que se refere a performance, mas deveria sim, existir uma regulamentação séria, Preparação deve respeitar certos limites, e acredito que qualquer automóvel, possua tolerância, para um desempenho a mais… Não pode e extrapolar, Pegar automóveis antigos, com “cavalarias” monstruosas como, por exemplo, um velho Chevette, com um motor 2.4 turbo, e mais de 300 cv. sem qualquer redimensionamento de freios e ainda com suspensão demasiadamente rebaixada (já vi um assim), é uma aberração automotiva, uma verdadeira máquina mortífera. Existe aos montes por aí, Gols, Chevettes, Fuscas, Opalas. Carros com segurança da década de 70, com desempenho de carro de corrida, feitos especialmente, para os rachas no final de semana. O milagre dos “chipados” também me causa arrepio. Na minha experiência como reparador, não acredito que uma simples mudança de parâmetros A/F e ignição pode trazer um desempenho a mais. Apenas detonará o consumo, O único efeito que a mera reprogramação surte, para um desempenho a mais é quando aumenta o limite de corte o que pode ser danoso para o motor. Tudo bem, se fizer uma upgrade no motor: válvulas de maior diâmetro, aumento da taxa de compressão, escape menos restritivo, ou simplesmente um turbo, ai sim, se faz um remapeamento, mas tem que ser especifico para aquele automóvel. Existe muito trabalho bem feito, executado em oficinas. Precisava sim de regulamentação.

    • Bera Silva

      Não precisa de regulamentação, precisa é o infeliz que causar acidente ser punido. O resto é história pra boi dormir.

      • Fabio Toledo

        Como dizia o AK… “Levou a taça!”

  • ZéhGabilão

    Pior é que quem faz modificações estruturais, corretas, com serviços de qualidade e etc, quando em uma fiscalização tem o mesmo tratamento do capiau que fez tudo errado =/

  • Roberto Torres

    Caro Boris, na Europa para colocar o famoso engate para puxar carreta em qualquer carro, você tem que passar por um órgão de controle para que avaliem a instalação, ter notas ficais e certificados de homologação do produto. Na ficha técnica do veículo (documento que acompanha o certificado de registro) passará então a constar o equipamento, sua capacidade de carga, fabricante e data de instalação e última inspeção. Quando um policial te para ele pede sempre a ficha técnica, pois verifica a legitimidade do equipamento, que tem uma plaquinha com seu número de “chassis”. O detalhe é que a bola do engate tem que ser desmontável, o que quer dizer que nada pode ficar para fora do pará-choque. Aliás outra curiosidade, na ficha técnica constam o tamanho e a largura dos pneus de fábrica e a possibilidade da variante de pneus de inverno, qualquer alteração fica visível ao agente da Lei.

  • Tarantino

    Charles de Gaulle tinha razão mesmo…

    • CCN-1410

      – Frase atribuída ao general, mas de origem negada por historiadores. Eles dizem que a frase é do embaixador brasileiro na França, Carlos Alves de Souza.

  • Luciano Ferreira Lima

    Texto polêmico, visto de um lado se tem uma opinião, porém quando se vê de outro a coisa pega fogo. Eu quando restauro o motor do carro do cliente e o mesmo também permite, gosto de aumentar um pouco o diâmetro do cilindro e ganhar nem que seja 2 ou 3 pangarés. O texto e os comentários dos colegas vai ser de boa lição.

    • Lorenzo Frigerio

      Motores antigos têm muita folga de engenharia. Qualquer motor dos anos 70 pode ter sua compressão aumentada seguramente de 7,5:1 para 9,5:1. Pode-se colocar também um comando moderado e trocar a carburação. O carro fica melhor sem necessariamente gastar mais, o que lhe permite acompanhar o ritmo atual do trânsito nas estradas.
      Agora, turbinar Saveiro já é outro nível de preparação. ë obrigatório um upgrade de freios e pneus.

  • Newton(ArkAngel)

    Em meus quase trinta anos dedicados ao automóvel, já vi coisas que até Deus duvida.
    Gente que pede para mandar costurar o cinto de segurança quando o mesmo fica velho e começa a esgarçar, envergar longarina para caber rodas maiores, remendar chassis trincado com talhadeira soldada…a resposta é sempre e invariavelmente a mesma: NÃO!

  • Cristiano Reis

    Eu acho que conheço esse “autoentusiasta”…

  • Rodolfo

    Acho que a maior culpa disso tudo é o Poder Legislativo que não está nem aí pra essa questão… pois são eles que criam as leis, então deveriam sempre atualizá-las e par penas ao nível do mal que fez a família da vítima.

    Não é de hoje que carros turbinados em oficinas fundo de quintal causam tragédias… e fica sempre por isso mesmo… o motorista leva sempre nenas brandas.

    Mas brasileiro não sabe votar! Aí complica viu.

    • Fred

      O maior culpado disso tudo é que no Brasil vivem os brasileiros: esse povinho para o qual tudo tem que ser vigiado, regrado senão vão querer se dar bem, arrumar jeitinho, assumir a ‘gersonite’. Numa sociedade assim não há Estado que dê conta, ora, ter que vigiar cada cidadão a cada passo.

      • Roberto

        Talvez isto explica em parte o motivo da maior parte dos carros com modificações irregulares se concentrarem na periferia e em bairros pobres, principalmente das grandes cidades (pelo menos é a percepção que tenho), já que nestes lugares a fiscalização e a atuação do poder público é geralmente quase inexistente.

  • marcus lahoz

    Boris, como o último parágrafo diz respeito ao que eu falei, aproveito para comentar que além de estar vivo, nunca matei ou machuquei qualquer outra pessoa (uma vez atropelei um gato).

    Sobre alterações, já fiz várias. Mas sempre foram completas, motor + freio + suspensão. Nunca bati o carro pelo fato dele estar preparado. Por sinal em 18 anos de carteira bati o carro 3 vezes, sendo 2 no meu primeiro ano de carteira e 1 quando era menor de idade.

    Sobre a fiscalização de alteração, o maior responsável é o proprietário e deve ser dele toda a responsabilidade. O governo normatiza e fiscaliza nada além disso. O que é preciso sim é uma justiça rápida. Por sinal, a questão de modificações é um dos pontos em que não critico o código de trânsito.

    • WSR

      “Sobre a fiscalização de alteração, o maior responsável é o proprietário e deve ser dele toda a responsabilidade.” Não entendi direito. É o proprietário quem fiscalizar o próprio carro ou levar para fiscalizar ?

  • BlueGopher

    O Brasil é o país do faz-de-conta em quase tudo.
    E vai continuar sendo, até que quem sabe algum dia seja dirigido por gente preparada, e não por indicados para pagamento de interesses meramente políticos ou por amadores que não sabem o que fazer da vida.
    Falta planejamento, os “legisladores” colocam normas no papel e acham que é o suficiente, podem lavar as mãos que o caso está resolvido.
    – Decretam-se leis, mas não em como acompanhar a sua obediência (cadê os decibelímetros, os medidores de transmitância luminosa, os locais para descanso seguro de caminhoneiros, os inúteis novos extintores, etc, etc).

    – Compram-se frotas de veículos mas não se prevê um centavo para consertar um pneu furado, para efetuar alguma manutenção, para abastecer o veículo ou mesmo para contratar um motorista devidamente preparado para dirigir o mesmo.
    – Aprovam-se gastos inconsequentes, como as obras faraônicas (cadê a transposição do rio S. Francisco, as novas avenidas e meios de transporte planejados para a ex-Copa, etc, etc?), os aumentos de salários para eles mesmos, mas não dizem de onde sairão as verbas para tudo isto.
    E aí tome aumento de impostos, e o povo que se dane.

  • Pedro_chato

    País este do descaso, aqui o lema é arrecadar e desviar. Me irrita muito ter de conviver com motos e seus escapes arrombados. Imbecis pegam desde novinhas a qualquer tralha e põem qualquer escapamento que estoure os ouvidos alheios. Não falo das motos esportivas, mas destas pequenas que produzem um som horrível e perturbador. Enquanto escrevo isto, pude contar 6, isto estando em casa.

    Um primo, grande cidadão e pai, foi parado pela polícia e estando em seu carro com suas 2 filhas pequeninas e esposa teve sua carteira retida pois a mesma estava vencida a uns 30 e poucos dias. Muito bem, vacilo dele, mas enquanto suas filhas choravam assustadas as motos barulhentas passavam. Afinal, para que parar aqueles motoqueiros, que suborno vantajoso eles poderiam dar… Brasil!

  • Bom, tudo lido aqui no Autoentusiastas, agora vamos ao último vídeo da High Torque. 😉

  • RoadV8Runner

    Concordo totalmente que alterações nos veículos têm que ser feitas com critério, da mesma forma que o uso dos automóveis em geral, sejam originais ou com alguma preparação. O que não gosto é essa mania atual de enfiar goela abaixo os dispositivos modernos de segurança passiva e ativa. Por que os carros têm que ser super-hiper-mega-ultra seguros, se é permitido andar de motocicleta, onde a única segurança contra impactos é o capacete?
    Da mesma forma que muitos deixaram este mundo por abusos ao volante, outro tanto teve o mesmo destino por absoluta imperícia ou negligência. O que mais mata ao volante é a imprudência, não há dispositivo de segurança que resolva.

  • Costa

    Mas não precisa ser irresponsável só com carros modificados não. Tem uma dupla de garotos que tem um canal no Youtube, onde fazem avaliação dos carros e eles fazem loucuras com os carros no meio do trânsito, com pista cheia de carros. Testam 0 – 100 em ruas onde seria inadmissível fazer isso, fazem freadas bruscas para testar os freios, curvas em alta velocidade para testar controle de tração como se estivessem em uma pista e fossem pilotos profissionais, impressionante.
    Acho isso uma coisa escabrosa e de muita falta de responsabilidade, não precisa ser carro mexido para fazer merda no trânsito, basta ter um babaca atrás do volante.

  • Luciano Gonzalez

    Bom tive e tenho carro preparado.. tenho quase 37 anos e dirijo desde os 13, sempre andei rápido e bati um carro uma única vez e por causa de um cachorro que atravessou a marginal Pinheiros…
    Falando de meu atual carro preparado: é um Voyage CL 1.8T 1992 que está comigo há 20 anos…. têm cerca de 220 cv e 27m·kgf de torque… um upgrade e tanto, o carro ficou outro, mas juntamente com o implemento de potência, vieram a suspensão preparada, pneus, rodas, freios, tudo para acompanhar o conjunto, tudo dimensionado e escolhido por mim a dedo e modéstia a parte, têm preparador de renome me perguntando a receita de certos upgrades…. até com o ruído excessivo eu me preocupei… finalmente, o carro é legalizado com laudo feito em oficina credenciada pelo Inmetro (essas oficinas são uma piada, mas meu carro passou nos testes executados e infelizmente se não passasse, ouvi do dono da oficina: “se não passar, a gente faz passar”).
    Aonde eu quero chegar: ninguém me mandou ou orientou a fazer isso, da maneira correta, eu fiz por plena consciência, 90% da molecada pega um Gol de 80 cv e discos de freio rígidos, “pendura um caracol” lá na frente e seja o que Deus quiser, são verdadeiras cadeiras elétricas, cortam molas, refuram discos e fazem todo o tipo de atrocidade com o pobre carrinho e o resultado é esse, esses acidentes como o da semana passada… e nós, pouquíssimos que fazemos a coisa da forma correta ainda somos tidos como “tiozões” frente a preparadores,. Meu carro é tido como fraco no meio da molecada.. absurdo.. anda mais que 95% dos nacionais de série.
    Outro dia, estava em uma oficina de preparação de renome e um Voyage de rua sendo finalizado para rodar com 700 cv… isso é irresponsabilidade, é insano, é impensável..
    Não podia dar outra, foram para a Imigrantes (tirar racha é claro) com vários carros importados, mais estruturados, o dono do Voyage com a cadeira elétrica, veio engolindo todos até se meter a fazer uma ultrapassagem arriscadíssima pelo acostamento, quando caiu no acostamento, viu um ciclista, tirou de uma só vez, perdeu o controle, rodou várias vezes, atravessou a pista e só parou na mureta do outro lado da pista.. por sorte, não acertou ninguém e não se mataram… foi o que me contaram..
    Têm cabimento?

    • Fabio Toledo

      Viiiixi! Tenho 37, já tive carro turbo, hoje curto andar com o meu original, questão de $$$, conforto, não estar ilegal…
      Que absurdo essa história, cara, tenho certeza que um mané desse não te acompanha num circuito fechado, deixa pensar que é tiozão… Aliás, eu adoro esse status, isto quer dizer que você é maduro, e não faz parte desse bando de inconseqüentes.

      • Domingos

        Eu ia falar isso. Ao menos o carro do Luciano não deve ser o “dragster” de rua, que na reta some e em curva toma até de caminhão.

        • Fabio Toledo

          Se for destes que soldam o diferencial toma mesmo!
          Já deixei um infeliz desse “sem dormir”, tinha até catch tank no Voyaginho… rs… Mais do dobro da potência do meu carro fácil!

    • RoadV8Runner

      Esse do Voyage é um daqueles que enquadro nos que precisam ter a CNH permanentemente cassada, para nunca mais dirigir nada que tenha motor na vida. Se bobear, fica proibido até de andar de bicicleta. Irresponsável é pouco.

  • Gustavo

    Sem dúvida a França está a frente em muitos aspectos. Mas certamente não é graças à intervenção estatal na economia.

    • $2354837

      Mas, e as intervenções americanas? Por que o americano pode intervir na GM e a AIG e a França não pode salvar a Renault e a Peugeot? Isso é ser comunismo? Então os EUA são comunistas de ter jogado 7 trilhões em empresas privadas para salvar da bancarrota? Entregar a Chrysler para o sindicato de Detroit para ser vendida depois para Fiat não é intervenção?

  • REAL POWER

    Por incrível que pareça somente agora tenho um carro original como saiu de fábrica em relação a motor. E tive apenas uma multa por ultrapassar a velocidade-limite em todo meu tempo de motorista, e foi por causa de uma pegadinha dessa que encontramos muito pelas cidades do Brasil. Nem todos são irresponsáveis os que tem um carro modificado. Quero deixar claro que sou contra rebaixar um carro cortando molas, usar rodas gigantescas, e outras aberrações. Mas alterações bem feitas em um motor trazem muito prazer a um bom motorista. O simples fato de uma montagem criteriosa, com algumas modificações em cabeçote, admissão e escapamento acordam vários cavalos adormecidos. Abraços.

    • RoadV8Runner

      Sem contar que um carro bem preparado pode ser mais seguro. Por exemplo, ao permitir uma ultrapassagem em estradas de pista dupla mais rapidamente. Ou então frear mais rápido por conta do conjunto preparado para desempenho elevado. O que mata não é o carro preparado, mas a imprudência do motorista que o conduz. Quem é cabeça de pudim mata até de Gol 1000 quadrado original de fábrica!

  • Arthur Santos

    Acredito que toda polarização é ruim. O Japão é bem permissivo a respeito de modificações, e permite o florescimento de uma cultura automobilística diversificada.

    Espanha (onde morei) e França são bem restritivos, chega a ser chato. Por exemplo, você possui um Golf 1.4 TSI, e por algum motivo cai em suas mãos um jogo de rodas e pára-choques de um GTI. Você não poderá instalá-los até “homologar” essa modificação, obviamente pagando uma taxa ao autorizado do governo, mesmo o carro sendo “quase o mesmo”, e não tenha sido alterado seu desempenho. Inclusive modificações banais como trocar o volante por um esportivo de menor diâmetro, manopla de câmbio ou pedaleira, devem passar por homologação.

    Agora uma revisão anual, ou bianual, a qual avaliasse itens como suspensão, motor, freios e etc, ao exemplo do Shaken japonês, ou a MOT britânica, seria excelente, e tiraria muitas sucatas andantes das ruas..

  • Carlos

    Eu gosto da maneira como o Boris escreve e concordo em alguns pontos. Agora o último parágrafo não deveria ser direcionado apenas ao leitor e sim à um texto publicado aqui mesmo em tom bastante nostálgico sobre como o mundo era mais “solto” em relação à certas regras antigamente. É só uma observação, já que não reputo isso como uma contradição e sim como marca da pluralidade de opiniões respeitadas no AUTOentusiastas.

  • Cesar

    “a fiscalização, além de precária, só percebe as modificações mais óbvias, como suspensão rebaixada, rodas maiores e mais largas, escapamento aberto etc”. Será? Acho que em isso. Preocupação, só mesmo com o fundamental extintor ABC.

  • Evandro

    Eu continuo esperando a regulamentação da inspeção veicular obrigatória, prevista no CTB desde 1998, mas, dada a polêmica que uma inspeção meia boca ocasionou em São Paulo, nem quero imaginar as reclamações se uma nacional e completa fosse implementada.

  • Félix

    Concordo com o colunista. Muita regulamentação é chato, mas falta de seriedade é pior.

  • Domingos

    Ou seja, é palhaçada de socialista europeu. Até para-choques…

    É a cultura dos 50% de impostos e você, cidadão, é sempre o culpado pelas mazelas. É o roubo estatal, é a esquerda.

  • Domingos

    “Mas lá tem menos gente passando fome que aqui, menos miséria”

    Vai passar num gueto da França e ver se não fica tremendo de medo com gente de célula terrorista onde nem a polícia de lá entra. E não vão te roubar só um celular não.

    A maior miséria é a espiritual. Por isso essa turma vive em conflito, mesmo quando tem dinheiro.

    • Daniel S. de Araujo

      Desculpe Luiz você quer dizer involução do sistema econômico. Enquanto Alemanha e Inglaterra crescem, a França e seu socialismo ridÍculo do queijo roquefort (não sei se você sabe, até para produzir queijo precisa de autorização e homologação do governo provando que você segue a receita estatal) encolhem.

      A economia além de estar estagnada, esta sofrendo a evasão das fortunas por conta dos altÍssimos impostos. Gérard DepardieU agora é um francês naturalizado russo!!!! E ele está certíssimo.

      • $2354837

        Alemanha sim, mas por sua qualidade de ensino. Inglaterra também está vendo seu barquinho na banheira rodar em direção ao ralo…

      • Domingos

        O pão de campanha deles, o mais tradicional, também foi recentemente “normalizado”.

        Aliás, até mesmo o croissant não pode ser vendido com esse nome fora da França – MESMO SEGUINDO A RECEITA – por pressão dos franceses.

        Na Itália o vendem como folhado e ele não pode ser exatamente igual.

        É absolutamente ridículo. É aquela coisa: alguém tem que pagar pelo socialismo e nunca é ele mesmo.

    • Luiz_AG

      Me sinto mais seguro andando na Rua de Lappe do que uma volta na Av. Paulista à noite.

  • F A

    Quanto aos argumentos, “andei a vida toda com o carro x e estou vivo…”, chega a ser bastante engraçado. Um cara do circo pode falar que andou 20 anos de corda bamba sem rede e estar vivo até hoje, mas isso não torna a atividade segura.

  • marcus lahoz

    O maior responsável é o proprietário. O governo deve fiscalizar através da policia. Mas veja que o principal responsável é o proprietário e se este fizer algo errado a punição será severa e rápida. Matou por conduzir o carro de forma errada, cadeia, mas logo e não 20 anos depois.

    • RoadV8Runner

      Eu acho que, mais eficaz do que cadeia, é fazer o cabra cumprir a pena que seria de reclusão na forma de prestar auxílio a acidentes de trânsito, junto com as equipes de resgate. Suspenda a CNH no período e ponha o cabra para pôr a mão na massa e socorrer quem se esborrachou por abusar no volante, sem choro nem vela. Duvido que o cidadão vai querer fazer meleca ao volante de novo. E, se fizer, cassação da CNH e jaula, pois é um caso perdido.

  • Daniel S. de Araujo

    Boris Feldman
    O Japão é bem permissivo em termos de modificações automotivas. Só que matou, atropelou, causou acidente, é CADEIA!!!! Eu mesmo conheço duas pessoas (ambas habitantes da mesma cidade de 45 mil habitantes que moro – e não de uma megalopole) que amargaram alguns anos no sistema carcerário japonês por conta de problemas no trânsito.

    Agora nós brasileiros não, somos “demais”: Vociferamos contra o estado nas nossas vidas mas a primeira coisa que queremos são ações fiscalizatórias. E dá-lhe burocracia, INMETRO, Denatran, Controlar, taxas, impostos e corrupção. Pedimos menos impostos, reclamamos da carga tributária mas a primeira coisa que voce pede, Boris, indiretamente falando, é que o Detran se oponha e crie alguma repartição que fiscalize as modificações “em nome da segurança”. Façamos isso, coloquemos mais estado em nossas vidas com taxas, contribuições, corrupção em nossas vidas e dia de amanhá você escreverá uma coluna aqui no Ae e no Estado de Minas vociferando contra o peso do estado.

    Aqui no Brasil sobra Estatal, Autarquias e normas, mas falta o principal para um país evoluído socialmente, além de educação e valores morais: Justiça e penas eficientes, de A a Z, bebum da esquina ou Presidente da Republica. Enquanto isso temos acidentes e atropelamentos feitos por Corsas, Gols, Camaros, Land Rover, Uno Mile, Corollas, todos originais com ABS, EDB, Airbag, células de deformação, etc. Etc, que permanecem até hoje impunes. E pintar a caricatura da vitima no local (como ja se fez) não serve de ação punitiva nem ajudará a impedir outras mortes. Somente cadeia, multas e indenizações. E lembrando que as grandes mortes que comoveram o país não foram causadas pela Saveiro Rebaixada com 300cv nem pela Triton Chipada. Elas foram causadas por veículos originais e motoristas movidos a alcool, em sua grande maioria.

    PS:Em tempo: Combater os “sacos de lixo” nos vidros (isso sim algo relevante) só o Bob Sharp tem a CORAGEM de pedir. E de maneira correta (proibe de uma vez). Agora

    • DPSF

      Em Alagoas, os órgãos de segurança começaram a cobrar o uso correto das peliculas, de acordo com a regulamentação. Foi a maior balburdia. O povo se revoltando, fazendo abaixo assinado, marcando manifestação na internet. O problema é que o brasileiro quer sempre andar fora dos limites, e quando aparece alguem para querer organizar, é logo taxado de abusivo…

      http://www.extralagoas.com.br/noticia/18375/esta-semana-nas-bancas/2015/08/05/cetran-decide-sobre-uso-de–peliculas-em-veiculos-de-alagoas.html

      • WSR

        Película é fogo. Num país “selvagem” como o nosso, a falsa sensação de segurança causada pelo uso da fita isolante nos vidros acaba sendo argumento para não respeitar a lei.

    • Lorenzo Frigerio

      Deve ser só no Japão. Morei no Reino Unido e continuo seguindo as notícias de lá. É como aqui. Crimes de trânsito não têm punição. A não ser que a idéia seja tomar dinheiro do contribuinte. Uma mulher saiu de um pub com o marido, e o carro quebrou; ela ajudou a empurrá-lo para o acostamento. Foi processada, multada e recebeu pontos na carteira, sendo que em nenhum momento ela havia sentado ao volante do mesmo!

    • RoadV8Runner

      Outra coisa interessante sobre trânsito no Japão: por lá, quando um policial te pára, se você alegar que não estava errado, a encrenca aumenta, pois o policial japonês jamais irá autuar um veículo ou pessoa se não tiver certeza do erro. Quem passou por isso foi meu tio, da primeira vez que um policial o parou e ele usou do jeitinho tradicional de tentar dar uma desculpa qualquer. Além da multa, respondeu a um processo por desacato!

  • Domingos

    Professor de filosofia, história ou geografia de ensino médio ele ia se dar muito bem aqui no Brasil!

  • Roberto

    No Rio Grande do Sul, por conta do estado estar falido, estão ocorrendo várias fiscalizações para ver quem está com a documentação (e impostos) em dia. Apesar destes impostos e taxas possuírem valores absurdos e de serem mal empregados, penso eu que pelo menos estas fiscalizações estão servindo para tirar parte destes veículos com modificações irregulares das ruas, já que quem não se preocupa com a própria segurança, dificilmente vai se preocupar em pagar imposto e de ter a documentação em dia.

    • Fabio Toledo

      Esta questão de regularizar é mais uma máfia criada!!! Várias alterações sem critério algum e lógico não pode faltar o adesivo “FIXA!”

  • Gustavo

    Uma coisa é intervir na hora da crise, para evitar perda de milhares de empregos e conseqüências ainda piores na economia. Mas concordo que ainda assim é complicado justificar, vide as polêmicas envolvendo o governo italiano e a Lamborghini. Outra coisa é intervenção no dia-a-dia, nas tarefas que pessoas civilizadas podem resolver por conta própria, sem ter que pedir a bênção ao Estado. O que critico é a cultura paternalista do Estado, que muitas vezes parte da própria população.

  • Gustavo

    Outro ótimo exemplo de como a livre iniciativa só faz bem à economia. É triste ver aqui no Rio os governantes apoiando os taxistas. Sim, essa categoria que anda atacando com violência física seus concorrentes, ao invés de simplesmente melhorar o serviço.

  • Domingos

    Perfeito.

  • Domingos

    Falamos de outro tipo de intervenção e sim, às vezes o governo americano perdeu bilhões de dólares salvando empresas mortas a décadas.

  • Domingos

    Os asiáticos pagam suas próprias contas e não dependem de um fantasma chamado União Européia que serve para o socialismo fabiano, metendo a Europa nos joelhos de Alemanha e França.

    Exceção à China, claro, que compete na base da concorrência desleal. Porém ela é do mesmo lado aí – o dos vermelhos.

  • Fabio Toledo

    Olha! Pode ter certeza que se você se envolver num acidente com um carro modificado, o policial nem vai querer saber da história! Por mais isso prefiro andar num sleeper! Na época que tive carro modificado talvez tenha sido a minha época mais cautelosa.
    E quanto a este texto… Eu sou dos que curtiram o texto do MAO… Este mundo já este chato demais!

  • Fabio Toledo

    A questão sempre volta ao tema… Educação. Onde o governo deveria focar, mas eles só querem dominar, não querem melhorar porcaria nenhuma.

  • Fabio Toledo

    E com suspensão original vai andar para algum lado, mas não reto.

  • Willlian

    Nosso querido país é complicado. Poucas alterações são permitidas (exemplo é o aumento de potência, 10% no máximo), a regularização é complexa e cara, no final das contas a molecada não tá nem aí, simplesmente faz e põe na rua. Mais liberal fosse, menos burocrático e mais amigo do cidadão, muitos teriam carros legalizados, com suas modificações autoentusiastas e andariam por aí sem problemas. O resto, aqueles que causam problemas, são como os bêbados: continuam causando problemas, independente da lei. Difícil e injusto criar estereótipos, isto é com certeza.

  • Antônio do Sul

    O capital não é mais inglês, mas Jaguares, Bentleys, Rolls-Royces, Land Rovers e Aston Martins ainda são fabricados na Inglaterra por mão-de-obra inglesa. No caso da Jaguar e da Land Rover, a engenharia também é, em grande parte, inglesa, embora essas marcas hoje sejam controladas pela Tata.

  • Celio_Jr

    Ou então, permitindo passageiros sem cinto de segurança e em pé, no transporte público urbano. Uma distopia.

  • Lucas dos Santos

    Coincidência ou não, o assunto “chipagem” foi tema de uma matéria do Auto Esporte desse domingo.

    A reportagem traz quatro “personagens”: um que fez a modificação e foi mal sucedido, um que fez a modificação de forma extremamente criteriosa para andar em autódromos e nunca teve problemas, um preparador que defende a prática e um engenheiro que a condena.

    A matéria não toma partido da questão, deixando a conclusão a cargo do telespectador.

    http://globotv.globo.com/rede-globo/autoesporte/t/todos-os-videos/v/entenda-como-funcionam-os-chips-que-alteram-a-potencia-dos-motores/4380440/

  • Luciano Gonzalez

    Fabio, você disse algo muito importante: maduro..
    Um carro como o meu, talvez em mãos erradas torne-se uma arma.
    Forte Abraço!

  • Rodrigo Barbara Fachini
    Que up! turbo é esse que alcança 207 km/h? É 184 km/h.

    • Rodrigo Bárbara Fachini

      Desculpa Bob….
      Realmente me precipitei na citação da velocidade máxima… Mas me preocupa o fato da possibilidade de “upgrades” capazes de “fazer voar este UP” sem muito investimento. Trabalho no ramo automotivo e esta cada vez mais difícil as montadoras bolarem sistemas capazes de bloquear alterações em módulos e também de forma muito triste cito a “picaretagem” de baixar a km em carros modernos… Reitero meu pedido de desculpas pelo informação errônea e ratifico minha resposta a 184 km/h.
      Bob, sinceramente, me sinto satisfeito e em partes maravilhado pelas tecnologias disponíveis e as inovações que estão adentrando em nosso mercado, o que prova que a indústria deseja “finalmente” disponibilizar veículos mais eficientes para a população. Porém, me preocupa se as pessoas estão preparadas para isso….