CHIIIIIIII… VAI QUEBRAR!!!!!!

Boiliing c

Carros conversam, apesar de escutarem mal. Já vi gente com o possante parado no acostamento suplicando “não faz isso comigo” e nada de resposta. Ou do carro andar.

Com doutorado em caco velho, posso afirmar que carros (quase) sempre avisam quando vão quebrar. E os avisos são na maioria das vezes sonoros, uma “conversa” que nem sempre seus donos sabem escutar ou interpretar.

O “quase” em relação aos avisos sonoros fica por conta da eletrônica embarcada, que às vezes quer desembarcar e te deixar na mão. “Paus eletrônicos”, “chips entupidos”, a ação da umidade e do Osmar Contato e outros quetais se expressam de maneira mais complicada. Merecem outro post.

Mas, para ilustrar a conversa de carro prestes a pifar, conto dois casos.

 

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Subarinho Vivio como este quase fica na estrada: dono “surdo” e bomba pifada

Subarinho Vivio, com seus valentes 660 cm³ e 42 cavalinhos bem dispostos começou a perder rendimento, que depois voltava ao normal. No começo, durava alguns segundos e depois passou a um ou dois minutos. Ele já tinha me avisado, através do winnnnnnnn da bomba de combustível no tanque. O ruído da bomba, normalmente só percebido quando se liga a chave, tinha ficado mais alto, sinal de desgaste interno. Outro aviso mais claro: quando o motor perdia “força”, o ruído da bomba ficava diferente, praticamente avisando que seu rotor girava mais lentamente.

Claro, além de surdo, fui teimoso e sem tempo para consertar o japinha, meti o Kei-Jidosha (apelido japonês para veículo light ou carrinho urbano) na estrada. A bomba pifou em plena rodovia Castello Branco. Mas o carrinho foi legal: chegou na oficina se arrastando por uns 100 km, só funcionando em baixa rotação e com grave perda de potência. A pressão de combustível na linha era de 0,6/08 bar, enquanto o normal seria 2,3~2,5 bar. Ou seja, não parou por pura pena do dono. Trocada a bomba (igual ao do Gol e de centenas de outros modelos) tudo voltou ao normal.

 

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Bomba elétrica de combustível perdeu pressão depois de 20 anos

No outro extremo da minha cadeia pessoal automobilística, o Mercedes 300D (que alguns já conhecem a história pelo Ae) começou com um barulho ritmado de vazamento de ar no motor, parecia uma bomba de pneu de bicicleta: xiii, xiii, xiii, xiii.

Ao mesmo tempo, o freio começou a perder eficiência. A primeira freada era razoável, mas na segunda o pedal ficava bem mais duro, exigindo muito mais força para diminuir velocidade.

Como seu motor é Diesel, não existe “vácuo” (pressão negativa) no coletor de admissão. Assim, existe uma “bomba de vácuo” para alimentar o servofreio (ou “hidrovácuo”), o que diminui muito o esforço para frear.

 

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Mercedes Diesel começou a chiar. Diagnóstico: bomba de vácuo com vazamento

Pois é, a bomba de vácuo tinha problemas de vedação, vazando pressão (negativa e positiva) para tudo quanto é lado. Fizemos um quebra-galho (trocando juntas de vedação e improvisando uma nova tampa) e a bomba e os freios voltaram ao normal. Encomendei uma bomba nova via ebay, que chegou um mês depois. Isso aconteceu anos atrás. Nem sei onde guardei a bomba nova. O “quebra-galho” foi tão bom que dura até hoje.

Mas, isto é outra “teoria da conspiração” da minha mente fantasiosa: quando você tem a peça nova, o componente velho fica envergonhado e teimosamente se recusa a quebra. Só para te encher o saco.

Loucuras áparte, a maioria das quebras mecânica antes avisa através de um ruído estranho. Ou mesmo por uma mudança de barulho, de tom, ou de volume.

Mecânicos experientes costumam dizer que um motor está “rosnando”, ou “bielando”, e que assim não vai longe. Dê uma duas ou três aceleradas rápidas em um motor bem cansado, com o carro parado. Se escuta claramente o rrrrrrrrrrrr vindo das folgas de bronzinas de biela.

Conheça bem os ruídos normais de seu carro. Mesmo que você seja um apreciador de som automobilístico (másica clássica, rock, forró, pancadão, sertanojo… qualquer coisa), quando pegar uma boa estrada, desligue o som por alguns minutos, feche os vidros, desligando também o condicionador de ar e ventilador interno. Dedique alguns minutos a escutar seu carro e criar um padrão de ruídos normais. Sempre que algum ruído se alterar, geralmente ficando mais elevado, tem algo errado. O carro está falando que “vai dar fezes”. A menos que você tome providências, de preferência com rapidez.

Um assobio no câmbio, quando leve, pode te lembrar que o lubrificante nunca foi trocado. Troque. Se o ruído continuar, provavelmente algum rolamento pretende ir para o ferro-velho.

Mesmo o barulho do motor quando se está em velocidade quase constante, pode ser revelador. Se for aumentando levemente, o motor pode estar superaquecendo.

Para os mais sensíveis: quando se usa só álcool, o motor tende a ser um pouco mais ruidoso, áspero, já que o gerenciamento eletrônico vai “soltar ponto” (adiantar a ignição). Quando se usa gasolina (ou alcoolina, pois a gasosa Lava Jato tem 27% ou mais de cana) o motor trabalha mais quieto.

 

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Alternador e agregados também avisam defeitos fazendo ruídos diferentes

Assobios vindos da área externa do motor indicam agregados querendo atenção: correias com falta de tensão, rolamentos de alternador desgastados, bomba da direção hidráulica danificada, bomba d’água travando ou, mais trágico, tensor da correia dentada do comando querendo te abandonar. E um tensor quebrado arrebenta a correia, que pára o comando… válvulas são atropeladas pelos pistões e sua conta bancária também vai ser danificada.

 

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Esticador da correria dentada: peça barata pode causar grande prejuízo

Clock-clock vindo das rodas da frente (em carros com tração dianteira) geralmente indica desgaste nas juntas homocinéticas. Aliás, clock-clock nas rodas também pode dizer que tem rolamento “subindo no telhado”. E um rolamento de roda quebrado pode te levar a subir em um barranco.

 

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Terror dos motoristas: motor estourado. Calma, quase sempre ele avisa antes

A lenda urbana de que o motor “explodiu do nada” quase sempre não é verdadeira. O motor mudou o barulho, a temperatura subiu e… o motorista fez tudo errado. Explico: quando um motor tem algum aumento interno de atrito ou temperatura, ele perde rendimento. O que o motorista faz: pisa mais no acelerador para tentar compensar a “lerdeza”. Serviço completo: algo está funcionando mal e o “pé no fundo” só piora a situação, aumentando o esforço de um motor que está complicado. Aí ele estoura.

Claro, um erro de engate de marchas (colocar uma terceira em lugar da quinta), “tirar o motor de giro” (nos carburados) e outras bobagens do mesmo estilo também ajudam o motor a “explodir”.

Outros avisos sonoros que nunca devem ser desprezados vem da suspensão. Passando em buracos, existe um ruído normal da suspensão trabalhando. Mas, qualquer barulho seco, batida, batucada… indica desgaste de buchas, bandejas, mancais de borracha, amortecedores… até mesmo coxim de motor quebrado.

Até o chiado do limpador pede palhetas novas, sob pena de riscar o pára-brisa. Aliás, chiado nos freios exige pastilhas ou lonas novas. Nhein-nhein-nhein quando se faz manobras pede completar o fluido hidráulico na direção, que pode ter vazamentos.

Enfim, acostume com seu carro e seus ruídos. Assim fica bem mais fácil sentir alguma mudança e diagnosticar problemas antes que eles aconteçam.

Claro que outros sentidos também ajudam e muito. Cheiros (de fumaça ou combustível) merecem investigação imediata, por exemplo. Vibrações diferentes, sentida pelo tato (ao volante ou pelo bundômetro) também merece atenção especial.

E, treinando muito, se chega a um nível quase de feiticeiro ou mágico de Las Vegas.

Explico com um casinho final.

Saio com o José Carlos Finardi, de São Bernardo do Campo (SP), como passageiro em meu carro.

O Zé começa a esticar a perna e passear o pé pela parede de fogo do carro.

“O que acontece, Zé, tá passando mal?”
“Não, tem uma bucha de bandeja de suspensão folgada”.
“Qual das buchas da bandeja: dianteira ou traseira, Zé?”, provoco.

Ele fecha os olhos, apóia o pé e dispara: “Acho que é a traseira, mais perto de mim”.

Claro, voltando para oficina dele, levantamos o carro.

 

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Pós-graduação em diagnóstico: descobrir qual bucha de bandeja tem folga “no pé”

Desgraçado! Tinha razão! Era exatamente a bucha traseira que estava gasta, me mostrou um Zé sorridente, forçando a bandeja com uma alavanca.

Tipo “Elementar, meu caro Watson”, para alguém como o Zé Carlos, com décadas de experiência e pelo menos 20 anos na oficina de desenvolvimento da engenharia da Volkswagen. Um dia a gente chega lá, basta praticar.

JS



  • Renan Becker

    “Ah, o carro faz um ruído? Simples, aumenta o volume do rádio!”
    “Para que trocar uma peça se posso vender o carro e pegar outro? Próximo dono que se dane!”

    Esses são os pensamentos da grande maioria de motoristas que vejo por aí, manutenção para eles é só quando quebra; fazer manutenção preventiva é jogar dinheiro fora e assim vai indo e os carros quebrando…

    • Domingos

      Não se preocupe, a justiça divina existe. Esse mesmo tipo de pessoa nunca sai do carro popular ou está sempre se metendo num problema três vezes maior do que teria se tivesse trocado a peça.

      Para você não vão contar, óbvio, mas o carro que ele tentou passar para frente estourado de alguma coisa com certeza foi pior avaliado ou trouxe sérias dores de cabeça. Muita gente que faz isso tem que vender o carro em outra cidade, por exemplo.

      Houve um tempo aqui em São Paulo que o cara vendendo seu usado de cinco anos sem histórico de manutenção nenhum tinha que passar o carro para algum roleiro vender no interior.

      Ele conseguia o mesmo preço de uma avaliação de concessionária, mas tinha um porém: esses roleiros enrolam para fazer transferência, quando fazem. Deu bastante dor de cabeça…

  • AlexandreZamariolli

    Não sei quem é pior, o Osmar Contato ou o Jilmar Tatto…

    • Rafael Malheiros Ribeiro

      O primeiro tem conserto…

    • Marco

      O segundo, disparado. O primeiro você conserta, o segundo só jogando fora.

  • Rodrigo Costa

    Assobio no câmbio… no meu antigo Focus em 5ª de 80 a 110 km/h ele assobiava quando eu pisava de leve no acelerador. Trocava óleo do câmbio, sumia; depois de 1 mês voltava. Troquei rolamentos, não adiantou e vendi o carro sem saber o que se passava.

    Agora com o New Fiesta, a mesma coisa. Só em 5ª marcha também, desde 0-km.

    Alguém tem alguma luz?

    • G. Vilchez

      Pode ser o rolamento do semi-eixo com defeito. Tive um Focus 2002 tirado zero que apresentou um ronco a partir dos 90 km/h, isso com menos de 5.000 km de uso. Trocaram a peça na garantia e resolveram o problema.

    • RoadV8Runner

      O meu Focus 2002 tem esse mesmo ruído desde que o comprei. Tá do mesmo jeito, passados 6 anos e 70 mil km rodados. Acredito que possa ser uma característica do câmbio, não um defeito ou anúncio de que vai “dar fezes”.

    • Rodrigo, geralmente este tipo de ruído no câmbio pode ser solucionado, ou melhorado, com aditivo a base de molibdênio (como o Molykote). Colocado junto com o lubrificante (novo) ele vai aderindo nas peças móveis e, depois de pelo menos 2 ou 3 mil km o ruído desaparece.

  • Totiy Coutinho

    É como aquele legista do CSI “os mortos falam…´´outra dica importantes quando as luzes estiverem acesas e o veiculo em marcha lenta observar se ao entrar o eletroventilador ou outro consumidor de energia elétrica se a luminosidade do painel cai, se isso acontecer pode ser o aviso de uma futura pane elétrica , normalmente é a bateria ou o regulador de tensão do alternador .

    • Fabio Toledo

      Mesmo ao dar a partida, já dá pra se ter uma idéia se a parte elétrica vai bem…

  • Eduardo Silva

    Excelente post. Difícil disso tudo é ter toda essa sensibilidade, perceber que algo vai mal mesmo sabendo não exatamente “o que”, mas mais ou menos “onde” e não ter o Zé como amigo, ou mesmo um mecânico crédulo, que se interesse. É meu caso. Sabe o “seu mecânico de confiança”? Pois é, não tenho.

    • Fabio Toledo

      Se tiver interesse já ajuda bastante… E lógico tem que ser crítico a tudo o que se ouve.

  • REAL POWER

    Eu trabalhei por muitos anos em concessionarias, testando os carros antes e depois dos serviços executados. Saber escutar o carro é meio caminho para manter ele em ordem. Posso afirmar que desenvolvi uma audição afinada e grande sensibilidade ao testar um carro. Tinha cliente que acompanhava o teste e ficava surpreso com a facilidade de desvendar a origem de ruídos ou falhas. Com uma boa equipe de trabalho, eramos imbatíveis no diagnostico e correção dos problemas. O nariz é outro grande aliado na busca por problemas. Podemos constatar um motor desregulado pelo cheiro do escapamento, um vazamento de água do motor, pois o liquido de arrefecimento tem odor característico quando evapora, vazamento de lubrificante quando atinge parte quente do motor etc. A gente se torna um verdadeiro detetive.

  • “(…) quando você tem a peça nova, o componente velho fica envergonhado e teimosamente se recusa a quebra (…)”

    Não consigo parar de rir… Simplesmente, porque é a mais pura verdade.

    Trabalho com T.I. e, com os computadores, é exatamente igual: dá problema; o usuário chama; o técnico chega; o problema vai embora…

    Costumo chamar esses “problemas” de NPT (Necessidade de Presença do Técnico). Basta o técnico chegar e o problema “foge”, com medo, igualzinho à peça que fica boa, quando sente a chegada de uma nova.

    Comigo, os carros tem mais uma “manha”: quando eu começo a pensar em trocá-los, 100% de chance de apresentarem um problema. É a vingança dele, ao sentir que será trocado por outro… Tenho certeza que outros leitores já sofreram esse tipo de vingança dos seus carangos…

    • $2354837

      Olhar o Log ajuda viu…

      • Fabio Toledo

        Quando não há a disponibilidade de log, há o tracing! Este sim não tem como escapar.

    • Domingos

      E quando você finalmente decide trocar a peça que está para quebrar mais nunca quebra e a peça nova simplesmente se mostra incompatível por alguma razão louca?

      Aí, nesse momento, você volta para a peça antiga e ela continua com o defeito – mas dessa vez permanentemente.

      Tenho uma teoria que chama responsabilidade material: a gente está nessa vida para trabalhar certas coisas e viver uma relação de dependência com o material, embora o importante seja o espiritual. Quando você não pode trocar ou arrumar algo de verdade, você tem certas chances.

      A partir do momento que sabe do problema, pode arrumá-lo mas fica enrolando, aquilo VAI dar um problema maior a você.

  • Felipe Queiroga

    Ótima matéria. Aliás aproveito para fazer uma pergunta. Tenho um Chevette 1985 que me acostumei a ouvir e raramente me engano quando tem algo diferente. Mas de uns dois anos para cá apareceu um ruído que não faço idéia de onde vem. Quando piso na embreagem para reduzir e entrar em uma curva ou transpor um quebra-molas, aparece um assobio, semelhante a um turbo aliviando a pressão, só que bem baixinho e mais agudo. Nem o mecânico descobriu o que pode ser…

  • guest

    Os textos do Josias são sempre interessantes. Obrigado por publicá-los!
    Acho que vou ter de andar uns 40 km e ir ao Finardi… “tá osso” descobrir um mecânico que identifique a causa de um ruído na suspensão de meu Palio Fiasa: barulho típico de bucha, mas querem condenar todas as peças…

    • Fabio Toledo

      Eu preciso saber em qual oficina está o meu mecânico de confiança, ele saiu de onde trabalhava, nem sempre é fácil encontrar pessoas com boa vontade.

  • Eurico Junior

    Mais um texto delicioso do Josias. Mas sem querer ser chato, ainda aguardamos (ansiosamente) aquele sobre a perua Volvo…

  • Carlos A.

    Muito bom Josias, gostei muito do texto. Tenho um mecânico conhecido com muita experiência que já se aposentou e nunca se dedicou a carros injetados, mas ele é muito procurado por sua grande experiência em ouvir de forma precisa os ruídos do veículo e identificar um defeito. Isso vale para os componentes mecânicos dos carros atuais também. Acho que essa prática é fundamental e nunca será substituída pelos computadores e equipamentos de diagnóstico.
    Aproveitando, vou aguardar seu próximo texto sobre a eletrônica embarcada. Hoje, quase 30 anos depois dos primeiros modelos nacionais equipados com injeção, concluo que ficou na teoria os comentários de que esses carros teriam o diagnóstico de defeito sem se abrir o capô, somente conectando um equipamento ao seu módulo de injeção, já se saberia exatamente o componente defeituoso tornando o diagnóstico rápido e preciso!!

    • guest

      Na verdade, tecnicamente, o computador de bordo poderia informar os códigos de erro. Não o faz para que o proprietário não ache que o carro seja problemático ou para que ele tenha de levar o carro à oficina para pa$$ar o scanner?
      Aliás, alguém sabe de algum carro cujo computador informe os códigos de erro?

      • Fabio Toledo

        Verdade! Muitos erros poderiam aparecer no próprio computador de bordo, afinal não seria assim uma listagem tão grande.

  • WSR

    Josias, acho que deveria ser obrigatório (pelo menos para um autoentusiasta) o carro ter certos indicadores no painel como a pressão das bombas, temperatura do óleo e água, tensão da bateria (esse é importantíssimo, pois se o regulador de tensão estraga, o risco de ficar a pé onde menos se espera é grande) etc. Acho que isso ajudaria a prevenir sustos maiores. Sobre as conversas com o carro, há 2 ou 3 anos eu descobri que um coxim do motor estava ruim porque toda vez que tirava o pé do acelerador, o carro devolvia uma certa freqüência sonora bem mais alta que o normal, que só era possível escutar na garagem e com o carro todo fechado. Levei ao mecânico, expliquei o sintoma e nada de achar o que poderia ser a peça defeituosa. Gastei algumas horas com o carro na garagem e após várias aceleradas achei uma pequena trinca em um dos coxins do motor. Voltei ao mecânico, mandei trocar o par de coxins e o carro voltou ao normal. Em outra ocasião (uns 15 anos atrás, mesmo carro) eu escutei um barulho diferente, não muito metálico, que sempre vinha do fundo do carro ao desacelerar subitamente. Após checagem visual na garagem, tudo parecia normal. Levei em outro mecânico, levantei o carro no elevador e como um médico/mecânico, com o cabo uma chave de fenda encostada no ouvido e a ponta no escapamento, descobri que o catalisador estava começando a ter problemas. Acho que a parte mais difícil, no meu caso, são os mecânicos. Não sei se é geral o fenômeno, mas o mecânico caçador de defeito está sumindo. Só tenho encontrado trocares de peças que raramente solucionam defeitos a contento. E a desculpa é sempre a mesma: “patrão, esse defeito aí é crônico no modelo”. Meu irmão gastou uma grana no Ka XR dele e nada de ficar bom e apareceu a velha desculpa. Dia desses meu irmão foi passar um pano para limpar o cofre do motor e achou uma mangueira solta. Colocou-a no lugar e o XR tá funcionando normal. Acho que a nova geração de mecânicos está desaprendendo a conversar com os carros ou não quer perder tempo com isso.

    • Fabio Toledo

      O nome disso é falta de boa vontade! John Armless, you know?

  • andre oliveira

    Muito bom texto, realmente o que mais acontece é isso mesmo mas, se tem pessoas que viajam com a porta entreaberta e não escutam imagina perceber um mau funcionamento de uma bomba de combustível?

  • Fabio Toledo

    Que texto ótimo! Vai estourar de comentários, só esperar…
    Sai esses dias com o carro da minha mãe, percebi que o desempenho estava fraco, muito provavelmente velas e cabos. Fui checar o manual para ver o que era previsto para manutenção conforme o fabricante. O carro já está com quase 6 anos e correia dentada original, o fabricante indica a troca a cada 4 anos ou 90.000 km, o carro está com 60.000 km, fica a pergunta “só a verificação do estado da mesma não é suficiente?” Acredito que devem aparecer opiniões divergentes sobre o assunto….
    Meu carro está acabando a garantia de três anos agora, há um estalo quando acelera e quando freia. Pode parecer conversa de papagaio (aqueles que só sabem repetir o que escutam por aí), mas serviço de concessionária é uma tristeza. Nem lembro quantas vezes o carro já foi para revisão com a mesma reclamação e nada de solução! Detalhe já trocaram até semi-eixo (no caso diagnóstico de problema nas juntas homocinéticas, se trocaram mesmo, não é!). Ah, e sobre os barulhos, já reclamei deste carro sobre a direção (barulho e peso, aliás o peso melhorou após a troca da bateria, pois a assistência é eletro-hidráulica), ar-condicionado (fraco), barulho de suspensão (daquele tipo “tuututu”) tudo normal! É o desgaste normal, afinal você tirou da concessionária não é mais 0-km!

    • Mr. Car

      Meu manual manda substituir os kits de correias aos 60.000 km, que pela média de uso brasileira vai dar uns quatro anos. O carro estava com menos de 25.000 km, mas já com seis anos, por isto troquei. Pelo estado delas acredito que nem seria necessário, mas não quis arriscar.

      • Rodolfo

        A minha correia-dentada (Gol 1.8AP – 1990) está com 50.000 km e 11 anos. Fui trocar por uma novinha em folha da Continental e quando fui ver os dentes estavam perfeitos ainda… quase igual a nova e só tinha desgaste pelo lado de fora, mas coisa a toa, devido ao esticador de correia.

        Não troquei… vou continuar inspecionando a correia dentada a cada 5.000 km pra ver se aparece algum problema. Vi uma tese de mestrado que diz que a vida média de uma correia dentada é de 150.000 km (mas correia boa de HNBR). Veja a referida tese no link abaixo:

        http://www.automotiva-poliusp.org.br/wp-content/uploads/2013/08/Greghi-Igor-Rubinsztejn.pdf

        • Domingos

          Borracha ressecada estoura a qualquer momento.

          Tinha um pneu com 7 anos de vida. Por fora, perfeito – sem trincas inclusive e cor “normal”.

          Em dias de chuva eu fazia drift de tração dianteira. E em dias secos, tinha comportamento imprevisível.

          Troque essa correia e deixe a tese para os acadêmicos.

      • Fabio Toledo

        É então Mr. Car, eu sei que o mais sensato seria a troca, falei pra minha mãe mandar na oficina perto de sua casa, não é barateiro, mas também não é enganador. Se eles indicarem a troca, vou autorizar, mas já tivemos um modelo similar que rodou muito mais com as peças originais (que dizem ser superior ao que há no mercado de reposição), na verdade aguardamos a quilometragem recomendada e ignoramos a recomendação de troca por tempo. Na época resolvi levar pois o esticador já apresentava sinais, ou seja arrisquei.

  • Viajante das orbitais

    Ótimo post Josias. Informativo,descontraído e engraçado.
    Aprendi um bocado, vou ficar atento aos sinais.
    Aqui em casa, a gente não é muito da entendida em tecnologia e quando algo dá errado a gente sempre culpa o Osmar Contato, coitado.

  • Lemming®

    Isso sim é que é diagnóstico mágico! Haja experiência…hehe
    Hoje em dia os mexânicos mal estão enxergando…rs

  • BlueGopher

    “Osmar Contato” (essa é ótima!)

    “Quando você tem a peça nova, o componente velho fica envergonhado e teimosamente se recusa a quebrar”.

    Acho que esta é uma lei que todos os sistema mecânicos atendem prazerosamente.
    Tenho um monte de peças de reserva, de liquidificadores a automóveis, empoeirando na garagem por este mesmo motivo.

    Outra coisa que já me aconteceu algumas vezes é estacionar o carro no acostamento de alguma estrada para verificar se algum pneu estava esvaziando, e descobrir que o estranho zumbido que estava ouvindo vinha apenas da interação pneu/asfalto.

  • Roberto Neves

    Muito bom! Mas o que faço eu, com perda auditiva de 80% num ouvido e cerca de 60% no outro? Mesmo assim, consegui ouvir o som estranho do escapamento de um Corsa sedã 1,0 que tive e que me deixou a pé. Era o catalisador do escapamento, que chegou a ficar rubro!

    • Fabio Toledo

      Falha na sonda?

  • Mr. Car

    Não é por acaso que carro fazendo algum barulho anormal me deixa tenso. Aí vem coisa, he, he!

  • P500

    Comigo, ocorreu algo estranho. Estava voltando pra SP vindo de Joinville-SC com meu Fusca 1977. Quando ao iniciar a subida de serra logo após Garuva, o motor simplesmente morreu em plena subida com o pé a meio curso. Foi muito estranha a sensação de desaceleração, com as luzes do painel acesas e o pé fundo no acelerador.
    Bom, resumindo, o motor parou por causa de oxidação no platinado (que eu havia trocado antes de ir viajar 1.500 km atrás), porém, ao parar o carro no mato (não havia acostamento) a primeira coisa que notei, foi a lateral esquerda do motor toda melada de óleo. notei, que o óleo respingava quando o motor atingia 2.000 rpm (a pressão aumentava e o óleo subia para o radiador) só que até as 2.000 rpm nada vazava.
    Eu estava a 60 km de casa, resolvi voltar rodando sem passar dos 2.000 rpm (que em 4ª corresponde a 60kmh). Cheguei em casa, desmontei as latas do motor, vi que o radiador de óleo havia trincado. Procurei no ferro-velho um usado, lavei com gasolina e está rodando até hoje.
    O que não faz sentido foi o fato do platinado novo, ter dado problema, e ao abrir a tampa do motor para trocar o platinado, eu dar de cara com o vazamento de óleo no radiador.

  • Rodolfo

    Meu pai nunca olha nível de água e de óleo, então já empenou o cabeçote 3 vezes. Uma foi porque furou um duto d’água de aço atrás do motor (Gol 1990) e outra foi porque o radiador furou na parte de plástico. E a outra foi culpa do mecânico que ao trocar o coxim do motor esqueceu de ligar a tomada da ventuinha novamente.
    Fica aqui a dica… tenha sempre bons hábitos! Cheque o nível do água do radiador e do para-brisa, óleo do motor e fluido de freio pelo menos uma vez por semana.

  • Mário César Buzian

    Josias, como sempre, PERFEITO nos diagnósticos !!
    Eu também, com um breve PhD em carros velhos, me acostumei a sentar ao volante com todos os meus sentidos BASTANTE apurados…
    Não faz muito tempo, peguei o “plastimóvel” da patroa, que tem 3 anos de uso, e levei-a para um compromisso na serra gaúcha. Voltando para casa à noite, climas bem frio, percebi que quando engatava a quinta-marcha ouvia um “ronco” um pouco mais forte vindo da transmissão, coisa que não acontecia antes. Bastava colocar a quarta-marcha que o ronco desaparecia, praticamente eliminando a possibilidade de ser um rolamento de roda, por exemplo.
    Cheguei em casa bem, e no dia seguinte fui ao meu posto de serviços para conferir o nível do óleo da caixa. Batata !
    O carro estava com um pequeno vazamento de um retentor no eixo da transmissão e bastou colocar no nível para vazar fortemente. Daí ficou mais visível o problema e em duas horas a oficina reparou o defeito.
    Imagine se eu não tivesse percebido o “ronquinho” da marcha, o prejuízo poderia ter sido bem maior…
    Abraço grande nosso direto do RS, meu professor !!

  • claudio fischgold

    Josias,

    mais um ótimo texto. Como sou muito paciente, a história da bucha da suspensão pode sair no Sorvete de Graxa volume 5.

    PS: Já estou com 71 anos; portanto não demore muito, senão não vou ler.

    • Claudio, vida longa para nós dois.
      Tenha calma, pois também sou da sua geração. Mas, ainda vou demorar um tempinho para escrever o Sorvete 2. Andou bem atolado de trabalho. Um dia ele sai e você vai ler, com certeza.

  • Danilo Grespan

    Possuo um carro com 6 meses de uso, o qual dificilmente (e não impossível) dará problemas. Mas como gosto de um pouco de dor de cabeça, comprei um mais velhinho, com 10 anos, só para ter alguma diversão (e também para enfiar em lugares onde prefiro não ir com o outro mais novo). Óbvio, se procurar o que arrumar, sempre se acha… barulhos, coifas, peças já perdendo eficiência… mas é bom demais você ir recuperando o carro aos poucos, trabalhando meio que “artesanalmente”, deixando ele não só mecanicamente bem, mas visualmente também. Já tive tantos carros velhos e problemáticos que me acostumei bastante a confiar que barulhos são problemas chegando… foram dois motores fundidos que estavam avisando a dias (um por estar pingando óleo em cima da correia dentada no Palio, outro pela bomba de óleo parar de vez em um Gol). Depois disso, nunca mais fiquei na mão, prefiro ser “apavorado” e investigar assim que algo estranho começa a soar.

  • Cadu

    Certa vez, no meu antigo Mille Fire 2003, que ficou comigo 10 anos (ainda sei onde ele está, qualquer dia faço uma proposta indecorosa ao dono), começou a apresentar um tec tec mais alto, como válvulas batendo. Precisava demais do carro, (trabalhava a 200 km da minha cidade e fazia o bate volta toda semana) nesta época, para deixá-lo encostado numa oficina e resolver o problema.
    Fui deixando o barulho até se tornar inviável. Parei numa oficina/auto-elétrica, já com olhos feios para a correia do alternador. Não sei por que encrenquei com a danada. Não deu outra. Diagnóstico: correia e alternador! Depois de refeita toda a montagem do alternador e trocada a correia, o barulho lá estava mais nítido que nunca! Dinheiro desperdiçado. Também, pudera, aquela oficina não olharia nada além da parte elétrica. O problema é que meu tempo sem carro se esgotara e fui obrigado a deixar pra lá

    Eu, muito cuidadoso e ciumento, nunca emprestava o carro pra ninguém. Até que fui obrigado a fazê-lo. E não é que o carro vai quebrar e parar justamente com quem não deveria? Minha irmã, recém-habilitada, com pouca intimidade, ao arrancar , certamente provocou um tranquinho maior no conjunto motriz e o tensor da correia que já estava avisando há meses, se rompeu! A correia dentada perdeu sincronismo e pimba: motor fora do ponto, não funcionava mais.
    Por sorte era um Fire gasolina 55cv: bastou substituir as peças e, voilá! Carro zerado de novo. Lição aprendida: Escute seu carro!

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Meu pai tem um BMW E46 desde 0-km, que depois de 12 anos parecia ter algum problema na suspensão traseira direita, um barulho seco que só se manifestava em lombadas e “costelas de vaca”, mesmo em baixas velocidades. Não achamos nada, até que alguém lembrou de checar sob o banco traseiro: era apenas a bateria mal fixada que “pulava”…

  • marcus lahoz

    Josias, muito bom este de vai dar fezes.

    Uma pergunta, este Finardi tem ligação com o preparador de marcas aqui de Curitiba?

    • Marcus, realmente não sei.
      O Finardi participou de competições como preparador e pode ter alguma ligação com o pessoal das pista aí de Curitiba.

  • marcus lahoz

    Cara, odeio isso. Sempre aquela coisa, troca tudo, quando na verdade só precisa de uma buchinha. Aconteceu com um Xsara Picasso que eu tinha, “troca tudo”, falaram. Era apenas a bucha da barra estabilizadora, gastei 50 reais de peça e 100 de m.o.

    • ccn1410

      Certa vez, quando era bem jovenzinho e inexperiente, certo mecânico me disse para fazer o motor do meu fusquinha 1200 com urgência porque estava no fim.
      Motor feito e tranquilo, fui desfrutar minha lua de mel e o carro novamente passou a falhar e empacar. Empurra daqui, empurra de lá e o problema continuava. No retorno da lua de mel e com o carro empacado novamente, um colega parou e disse logo qual era o problema. Pegou um palito de fósforo e o colocou no cabo das velas. O fusquinha pegou de primeira.

  • ccn1410

    Recentemente ao dirigir o carro de minha filha, notei um ruído estranho ao acionar o freio. Era como se as pastilhas estivessem pedindo para serem trocadas. Quando retornei, minha filha disse que esse ruído já ocorria há mais ou menos uns três meses. Depois da bronca, levei o carrinho para a oficina. Era um sapo petrificado e preto como o carvão, que estava entre a pastilha dianteira esquerda e o disco. Sempre que o freio era acionado, ele raspava no disco e emitia o ruído.
    Sapo retirado, barulho sanado.

    • João Guilherme Tuhu

      Já peguei uma múmia de sapo no radiador de um de meus Chevettes…

  • Davide

    Sensacional Josias, essa sensibilidade as vezes vicia a tal ponto, que trafego pela buraqueira de Sao Paulo, com a percepção de que os os componentes da suspensão são partes do meu corpo…

  • Leonardo Mendes

    Família viajando para o Rio Grande do Sul, a terceira das cinco Caravans 4-cilindros que passaram pela família puxando um Turiscar Diamante 220 SL… Tudo na santa paz até que meu pai, do nada, sentencia a morte da correia do alternador.
    Família (eu, irmão e mãe) com cara de tacho sem entender nicas… posto de combustível logo a frente, meu pai estaciona e o frentista chega todo solícito:
    “Pois não, senhor?”
    “Correia do alternador do Opala 4 cilindros, por favor.”
    Até hoje é história corrente na família como ele conseguiu diagnosticar o problema em movimento.

    O Gamera lá de casa, que tem sido meu carro de uso temporário, vem apresentando um ruído oriundo do painel logo que é posto em funcionamento… bati cabeça até descobrir o que estava, literalmente, na minha cara: as engrenagens do head-up display dando sinal de desgaste, é só ele se movimentar para sair que começa o barulho de bolas de árvore de natal batendo umas nas outras.

    • Lorenzo Frigerio

      Bem, quando a correia estoura, acende a luz do alternador e o carro começa a esquentar. Seu pai sabia disso.

    • Christian Bernert

      Esta da correia do alternador é fácil. Quando a correia ‘morre’ duas coisas acontecem: a luz do alternador imediatamente acende no painel, e ouve-se um ‘vapt’ que é a correia arrebentada colidindo com alguma coisa no cofre do motor, para depois cair no asfalto. Dependendo da situação dá até para ver os restos mortais dela pelo retrovisor.

    • pkorn

      Não quero desmitificar as habilidades auto-xamânicas do seu pai, mas no nosso não tão saudoso Del Rey, quando a dita correia pulou fora acendeu a luz da bateria (que também indica que o alternador não está carregando). Ele deve ter visto a luz acender na caravan. (desculpe)

  • Vergonha mesmo é quando o carro começa a estralar, gemer, aí você leva no mecânico, ele gasta meio tanque procurando defeito e não acha, porque o barulho sumiu. Aí é entrar no carro, dizer para o mecânico:
    “Quando voltar o barulho eu volto aqui.”
    Ao virar a esquina, a barulheira começa, rsrsrs..

    Esses carros têm vida própria, tal como a criança tem medo da injeção, nossos possantes têm medo da chave de fenda, rsrsrs!

    • CorsarioViajante

      Tem uma história engraçada com meu carro…
      Uma vez marquei de ir fazer revisão numa oficina nova. UM dia antes, bati o carro, acidente leve. Azar, manda pro funileiro, conserta, etc. Até então, em quase cinco anos, nunca tinha batido o carro.
      Quando saiu, remarquei a revisão novamente. Um dia antes… Acidente de novo, desta vez maior. Não tive dúvidas: ele NÃO queria ir lá. Achei outra oficina. Nunca mais bati.

      • Domingos

        Uma coisa com carro é que parece que depois que dá um defeito ou bate uma vez, começa uma chuva de fezes.

        É impressionante isso. Já tive carro que passou 5 anos sem uma única manutenção ou problema e olha que era usado.

        Bastou baterem em mim parado em um sinal e começou desde ter que trocar coisa por desgaste até coisas quebrando mesmo.

        Foi batido mais DUAS vezes também, ambas paradas também em sinais.

        Tem hora que dá vontade de fazer que nem aquela lenda que rolava na internet do cara que financiava o carro mais barato possível e trocava ele de ano em ano igualmente no modelo mais barato possível.

      • Crendeuspai, rsrsrsrs

        Passa o nome e endereço dessa oficina, que é pra ninguém passar lá!!

      • Ricardo Kobus

        O carro só quer que eu conserte ele!
        Quando penso em levar em oficinas ele não funciona!

  • Lorenzo Frigerio

    Muito bom. Aqui segue o meu exemplo:
    Um dia desses estava aqui perto estacionado em frente a uma loja com minha Grand Caravan 1997 e ela não quis mais ligar. Tentei, tentei. Pegou. Imaginei que o combustível pudesse estar baixo no tanque e botei 50 mil réis no posto ao lado. Na hora de ligar o carro, nada. Tentei, tentei e a uma certa altura pegou e consegui vir para casa. Resolvi chamar o mecânico. Ele veio e o carro ligou normalmente. Levou-o à oficina, deixou-o encostado, ligou de novo, pegou perfeitamente. Mediu pressão da bomba, tudo OK. Trouxe o carro de volta para cá. No outro dia, fui ligar. Nada. Revisei as soldas do circuito atrás do painel, que são uma fonte crônica de problemas desse tipo e outros fantasmas elétricos. Não resolveu.
    Preço de um conjunto bomba marca Delphi nos EUA: 106 dólares. Com o dólar a 3,50 e os impostos punitivos do protecionismo brasileiro, o custo vai para quase mil reais. Teremos de tentar trocar só o elemento.

    Mas e para arrastar esse monstro de 2 toneladas até a oficina? Terei
    de chamar um guincho para percorrer um quilômetro e meio? Fico na
    dependência do mecânico arrumar uma pick-up, e até agora não rolou.

    • Bera Silva

      Lorenzo, quando tinha o Corsa Wind, abasteci num posto na Dutra e, assim que a “nova” gasolina chegou na bomba, ela perdeu força. Consegui chegar em casa. No dia seguinte, com o motor frio (momento em que se exige muito combustível), não pegava, daí encharquei o filtro de ar de gasolina e coloquei um frasco com gasolina dentro da caixa do filtro, pegou. Dei partida e fui na oficina. Era a bomba. Sei que foi perigoso, mas funcionou.

      No seu caso, tente procurar em catálogos se há alguma bomba para veículo nacional igual ou semelhante à do seu carro. Com certeza deve existir. Já vi a mesma bomba atender carros com mais que o dobro de cilindrada de diferença e de marcas distintas. Tão importante quanto a pressão é a vazão.

      Como opção, tem a Dinâmica Bombas que talvez possa te oferecer uma bomba que atenda seu carro, já que eles fazem para carros turbo.

      • Lorenzo Frigerio

        Obrigado, mas o procedimento é extremamente perigoso. qualquer pessoa que já tenha acendido algumas gotas de gasolina no chão sabe o potencial explosivo dela. Mesmo que pegue com o cheiro de gasolina, isso não fará uma bomba travada funcionar. Não há pressão alguma na válvula “Schrader”. O relê fecha, mas não se escuta barulho na bomba. São 125.000 km.
        Veja que o carro também não quis pegar quente em algumas ocasiões.

    • Lorenzo.
      Mais fácil retirar o conjunto da bomba na sua casa, reparar e depois colocar. Não sei qual a bomba da Grand Caravan, mas certamente é comum a outros modelos. Isto seria o “elemento” que vc se refere. O restante pode ser reaproveitado com a nova bomba.

      • Ricardo Kobus

        Bom dia!
        Josias.
        Eu possuo um veículo carburado à álcool, e conversando por aí, me deram a idéia de colocar retorno de combustível nele, pois os gols a álcool não possuem retorno de combustível, alegando assim que não forçaria a agulha do carburador, o que achas?

        • Fernando

          Já tive a mesma recomendação mas depois que larguei mão de ouvir os que me deram essa dica e aprendi a revisar o carburador corretamente, vi que isso jamais seria necessário para o meu carro.

          • Ricardo kobus

            Pois é, quando meu gol tinha a bomba de combustível original funcionava super bem, mas tive que trocá-la, e com a bomba nova não obtive o mesmo funcionamento mesmo regulando a bóia nos parâmetros original, já me dissram que as bombas de hoje tem muita pressão.
            Com o retorno montado consegui um funcionamento desejável e até uma economia de combustível.

  • Lorenzo Frigerio

    O Brasil é um país complicado. Eu tinha uma máquina de lavar roupa Bosch/Continental, daquelas de carregar pela frente. A lavagem era muito boa mesmo, mas depois de alguns anos começou a dar vários problemas e não tinha mais peças. Resolvi comprar outra, mas pesquisei na internet outros modelos desse tipo, de várias marcas. TODOS com inúmeras reclamações no site das lojas (“opinião dos compradores”), Procon e ReclameAqui -peças com preços abusivos, problemas lógicos e dores de cabeça com garantia e assistência técnica, sem contar o preço absurdo da máquina. Resolvi comprar uma Brastemp daquelas bem comuns, de carregar por cima mesmo. No Brasil tem que ser assim… esquece tudo que é diferenciado; é só dor de cabeça.

    • $2354837

      Lorenzo, eu tenho uma Aprilia Pegaso (os mecânicos dizem “hã? O quê?”) essa da foto e nunca tive problema algum com peça. Só rezar para o Ebay o santo das peças impossíveis. O resto tenho uma tabela de compatibilidade com produtos comuns. Nunca tive problema com peças durante os 3 anos que estou com ela.

      • Lorenzo Frigerio

        Uma máquina de lavar não pode dar problema e ficar sem peça. Aliás, nesta maravilha de País não se fabricam máquinas de carregar pela frente. É tudo importado. Talvez a da Brastemp seja no máximo montada aqui, com componentes importados.
        Outro dia tive problema no sensor de nível da máquina; descrevi o problema para a assistência pelo telefone e no dia seguinte veio o técnico e trocou a peça. Porque é o modelo mais comum; se fosse das outras, seria um transtorno.

        • $2354837

          Me aconselharam jogar uma Samsung fora por causa de um termostato queimado, já que não existia a peça… Demorei 1/2 hora para achar o termostato na internet e em 2 semanas estava na caixa do correio.

      • Domingos

        Uma hora vai ter.

        Ter que procurar no Ebay já é um problema, ainda mais num país que o governo dos “trabalhadores” te trata pior que um integrante da marcha da maconha por importar uma peça de 50 dólares, retendo seu produto por meses e ainda pedindo satisfações antes de desembaraçá-lo.

        • Lorenzo Frigerio

          A coisa mudou. Agora funciona tudo na base do “franc de droits”. Você paga o imposto com antecedência e entregam na sua casa. A desvantagem é que você precisa pagar tudo de uma cacetada só. E tem mais, retirando nos correios, só cobravam a alfândega, não o ICMS, então saía mais em conta.

        • $2354837

          Sim, lhe aviso quando acontecer. Até agora tudo ok.

    • Domingos

      Uso essas máquinas. O segredo é manuseá-las com cuidado, usando um bom sabão, não as superlotando etc.

      Aí você faz como todo bom terceiro mundista que tem uma coisa boa: usa até acabar.

      Compro somente dessas máquinas pois são muito melhores que as convencionais, que são feitas para atender o público que larga máquina na mão de empregada ou o público que usava tanquinho de lavar – logo qualquer porcaria barulhenta será melhor.

      Usando com cuidado elas duram 8 a 10 anos sem quebrar, no máximo peças baratas e fáceis como mangueiras são necessárias.

      Quando quebra uma peça mais cara, se não encontro, faço assim: compro outra no mesmo dia e tento encomendar a peça.

      Se a peça não chega em uns 6 meses, já tenho outra máquina nova que me durará 10 anos e jogo fora bem jogado mesmo a antiga – que nem para doar serve, pois não tem peça.

      Se a peça chega, fico com 2 máquinas. Melhor ainda.

      É o jeito de ter algo bom aqui no Brasil sem ficar louco da cabeça. 10 anos de bons serviços estão bem razoáveis também.

      A Bosch, aliás, não vende mais eletrodomésticos no Brasil. Pode esquecer de achar peças aqui de coisas mais fora do comum.

      • Lorenzo Frigerio

        Você deve ser milionário para ir comprando máquinas que custam fácil fácil 3500 reais. Se dinheiro não fosse problema, eu compraria uma Maytag – dessas comerciais usadas em lavanderias. São importadas, mas obviamente tem peças, e são à prova de bomba.

        • Domingos

          Isso e falar que trocar pneus antes de chegarem na lona é coisa de milionário é a mesma coisa…

          Todas essas máquinas duraram pelo menos 8 anos para mim. A conta é fácil: são 8 anos de serviços prestados, período no qual tive gastos quase zero em manutenção.

          As peças acabam depois de uns 5 anos, ficando muito raras ou muito caras depois disso.

          Quando a máquina quebra, compensa muito comprar uma nova.

          Você não fica sem máquina por vários meses, afinal leva bastante tempo para achar a peça SE ACHAR, e terá uma máquina boa por mais pelo menos 8 anos.

          Caso chegue a peça, melhor. Caso não, não fiquei 6 meses sem máquina por nada.

          Essas normais vão dando problema antes disso. A economia por ter peças não é tão grande assim a ponto de compensar a comodidade das máquinas melhores, que fazem bem menos barulho inclusive.

          Não tem como fugir disso no Brasil. Ou coloca um pouco a mão no bolso ou terá algo ruim.

          Dá para administrar bem fazendo o que faço. Considero 2 a 3 mil a cada 8 ou 10 anos um bom investimento…

  • Danniel

    Os GM nacionais da década de 90 (Omega, Vectra, possivelmente Corsa e Astra também) informam o código de erro através de piscadas da luz da injeção (e da transmissão automática, se for o caso). Basta ligar dois terminais no plug de diagnóstico.

    • $2354837

      Motos “injetadas” tem essa característica da injeção de “piscadas”. Se não me engano o módulo EEC-IV da FIC de muitos Autolatina dos anos 90 atuavam assim também.

  • Lorenzo Frigerio

    Quando você instala um platinado novo, tem que deixar com 0,15 mm a mais de folga, com o ponto adiantado mais alguns graus. A fibra de encosto do platinado sofre um desgaste inicial logo nos primeiros dias, e aí “assenta”. Se você tiver deixado a 0,40 mm logo de cara, em breve estará com 0,25 mm e o carro parará. Ou não ligará de novo.
    Depois de uma semana de instalado com essa folga extra de segurança, você reavalia.

    • Lorenzo
      Sua orientação procede, mas se for aplicado um pingo da graxa Bosch FT1V4 na fibra, na face contrária à rotação do excêntrico, a fibra não gasta ou gasta-se minimamente. Experiência de quem lidou com DKW vários anos, em que o excêntrico girava à mesma rotação do virabrequim e não à metade como nos motores de 4 tempos. O desgaste da fibra era um problema crônico, mas com essa graxa aplicada rodava-se 30.000 km sem necessidade de verificar a folga dos três platinados. O interessante é que essa graxa era recomendada no manual de reparação, mas de modo geral as concessionárias não observavam a recomendação. Essa graxa existe até hoje na Alemanha em bisnagas de 50 g e 500 g. Há uns anos tentei convencer a Bosch a importar a FT1V4 para atender os donos dos 10.000 DKW-Vemag que ainda rodam, mas não surtiu efeito.

      • $2354837

        Bob, hoje tem o Ebay, o santo das peças impossíveis. Só pedir na terra do chucrute que chega na caixa do correio.

        • Lorenzo Frigerio

          Com o dólar a R$3,50, está difícil.

      • Lorenzo Frigerio

        O problema é que nunca há um paralelismo perfeito entre a fibra do platinado novo e o eixo came. É desse desgaste inicial que falo. Depois, beleza.

      • REAL POWER

        Até quando as grandes fabricantes de auto peças vão deixar o mercado interno a luz de vela! É incrível como fabricantes ignoram uma fatia do mercado relacionada a manutenção de carros antigos ou especiais. Lá foram as mesmas empresas que temos aqui possuem departamentos específicos para caros antigos, especiais ou de competição. Então quando precisamos de algo, nem adianta entrar em contato com a empresa aqui no Brasil, o negócio é ir direto a fonte. Mas o pior de tudo é saber que a peça foi produzida aqui, exportada e depois a importamos!!!!!. Tem fábrica de auto peças praticamente parada, mas seus diretores sequer abrem os olhos para um mercado grande mas esquecido. Eu, por várias vezes visitei fabricantes para mostrar que existe sim um grande mercado, mas preferem ficar na comodidade de copiar o que tem, e o que vende até em padaria.

        • Lorenzo Frigerio

          O Brasil é o país do “capitalismo sem risco”. Você abre uma loja para oferecer um novo serviço ou vender uma nova mercadoria. Investiu, arriscou e se deu bem. Dali a pouco vem outro e abre uma loja idêntica ao lado da sua, para parasitar o seu negócio. Podia abrir num outro ponto, para levar a disponibilidade a outro lugar, mesmo que próximo, mas não, tem que ser ao lado da sua. Veja a Sta. Ifigênia e a Florêncio de Abreu. Um monte de lojas iguais, vendendo todas os mesmos produtos, uma do lado da outra. Aberração.

          • Domingos

            E todas com o mesmo preço e geralmente os mesmos fornecedores. Andei muito por lá nos meus tempos de informática e já vi peça viajando de uma loja para a outra.

            No fim o que você faz é trabalhar com margens de lucro muito pequenas e reduzir as “banquinhas” a meras testas de ferro, onde quando dá algum problema você fecha uma e abre outra no lugar.

            As melhores lojas se destacam por melhor atendimento e melhor honra da garantia. Os produtos e preços são sempre os mesmos.

            PS: Recomendo as lojas da Rua Aurora. Mais tranqüilas e com preços iguais, no máximo 5% maiores, porém com lojas muito melhores nessa parte da garantia. Trabalham com peças melhores também vez ou outra.

  • Lorenzo Frigerio

    O 147 da minha mãe tinha esse estalo, e eu acho que era da homocinética.

    • Fabio Toledo

      Lorenzo eu estou achando que é na pinça de freio. Vai pra lá na terça, vou pedir pra checarem… Mas as concessionárias… Huuuum!

  • Lorenzo Frigerio

    Rolamento da embreagem é a primeira coisa que vem à cabeça.

    • Felipe Queiroga

      Meu amigo ha mais ou menos uns dez meses o mecânico tirou o motor por conta de um som estranho na embreagem. A unica coisa encontrada foi que o garfo estava quebrado. O rolamento estava 100% assim como o restante da embreagem. O som que eu mencionei primeiramente existia antes e ainda existe!

  • Lorenzo Frigerio

    Jilmar Tratto…

  • CorsarioViajante

    Ótimo texto. Mas tem carros que enganam, o Polo é famoso por isso e tem fama de “ventríloquo”. É clássico um barulho no painel que deixa todo mundo louco, o pessoal chega a desmontar tudo para achar, e na verdade basta apertar um parafuso lá do farol – aconteceu comigo.
    De resto, saber ouvir – e pesquisar – é fundamental.

    • Danniel

      O Vectra, quando aparece um grilo no porta-luvas em carga máxima, pode olhar a presilha do filtro de ar que está solta…

  • Maycon Correia

    Meu Brasília 1977 recém-adquirido de único dono e com “apenas 96 mil km” andava muito bem, com aqueles Solex bem afinados. Certo dia em uma estrada federal, recém-pedagiada e mantendo velocidade constante de 100 km/h, ela deu uma desacelerada meio forte… Minha consciência mandou eu desligar o carro, mais a emoção fez eu baixar terceira marcha e chamar ela para andar. Resultado um tranco, uma fumaceira, 3 litros de óleo para andar 14 km. E a brincadeira final: um balancim do escapamento quebrado e um pistão derretido! Foi barato para arrumar o “Servicinho porco” mais a lição é a seguinte… VW a ar antigo não troco o óleo sem limpar os cabeçotes também!

    Platinado e aquele distribuidor baixo? Dínamo que me incomodava? E aquelas lâmpadas redondas de 30/35w? Nunca mais! Meu Fuscão tem tudo melhorado e não me arrependo! Agora ele tem os freios a disco que não foram escolhidos como opcional nele novo… Conselho seguido do Fusca alemão 1967 que o Bob Sharp fez isso na época

  • Marco

    Essa da bomba de combustível também já me pegou. Tinha um Escort Zetec que deu o sinal de “arrego”. Na época, pensei ser combustível batizado. Abasteci e “vambora”. Rodei alguns dias e tudo ok. Até que um dia no meio da Imigrantes começou a engasgar e não teve jeito. Acostamento e guincho.

  • Caio Azevedo

    Por favor, indiquem para a gente (num papel de pão mesmo) oficinas confiáveis. Moro na Zona Norte do Rio mas facilmente iria a São Paulo (mesmo com as marginais a 70 km/h) porque aqui está impossível. Sequer consigo fazer troca de óleo sem sair decepcionado.

    • Não é em São Paulo, mas em Belo Horizonte: https://www.youtube.com/channel/UCRuBopQ2ei22ZgXlOfd5eDQ quem sabe?

      • Caio Azevedo

        Eu conheço o ADG pelos vídeos. Mas São Paulo, se for o caso, faz mais sentido para mim.

    • Eduardo Palandi

      Caio,

      conhece a oficina do Maluhy, na Ilha do Governador?

      fica na Estrada das Canárias, 1218G. logo atrás de uma UPA, pegando o retorno. telefone 78979647

  • G. Vilchez

    O Finardi é um mago. Não é ele que tem uns Democratas para restauro?

  • Renato Mendes Afonso

    Eu tenho uma dúvida: além da iluminação do painel, isso vale também para a marcha-lenta em si (motor “querer” apagar ao acionar a ventoinha)?

    Grato pela atenção.

    • Eduardo Sérgio

      Renato,

      Se o carro for equipado com injeção eletrônica, verifique o sensor de posição da borboleta e o atuador de marcha lenta. Já enfrentei problema com esses componentes e os sintomas são idênticos ao que você relatou.

    • Totiy Coutinho

      Sim o sr esta correto em carros com injeçao da pra sentir o modulo corrigindo a marcha lenta em carburados chega a morrer ,para ter certeza se é a bateria desligue o cabo da bobina ou remova o fusivel da bomba de combustivel( em caso de veiculo com injeçao) coloque um voltimetro conectado nos polos da bateria de a partida( o motor nao entrara em funcionamento apenas o arranque é acionado) e observe: se a tensao cair pra menos de 9,6 volts ,voce tem um problema , depois reestabeleça a conexao do cabo ou fuzivel de a partida e consulte o volltimetro com o motor ligado se estiver marcando menos que 12 volts o problema é no alternador , se estiver marcando 12 volts sua bateria ja esta no fim da vida , comece a cotar,quando nao temos urgencia , normalmente achamos boa marca a preço bom. . .

  • Caio Azevedo

    Tá demais. Demais mesmo.

    • WSR

      Pois é. Mandei acertar o radiador do meu carro numa oficina e mesmo voltando 3 vezes ele ainda está vazando na solda. O cara insiste em esmerilhar a solda e sempre acaba trincando depois. Eu vou ver se acerto isso em casa mesmo, quando puder.

  • João Guilherme Tuhu

    Ótima matéria, como habitual, de nosso Josias. Meu “causo” é com um Prêmio CS 1,5 Sevel, lá pelos idos de 1991, 1992. Começa a chiadeira na frente, em plena BR-356, entroncamento com a 116, em Muriaé/MG. Logo imaginei correia, mas jamais poderia imaginar o estouro e travamento da bomba d’água e a rápida subida do ponteiro de temperatura – outros tempos, o marcador era marcador mesmo. Encostei rapidamente e consegui um reboque para a concessionária Fiat de lá, do grupo Líder. e consegui salvar o motorzinho exatamente por prestar atenção nos barulhos e outrora confiável marcador de temperatura…

  • ochateador

    Essa do TI eu concordo. Trabalho na área e digo que todo santo dia acontece isso (já teve dia que fechei 20 chamados sem mexer em nada…).

  • RoadV8Runner

    Outra coisa que ajuda muito a afinar os ouvidos é uma longa convivência com o mesmo carro ou pelo menos com o mesmo modelo. No meu caso, dificilmente erro o diagnóstico de ruídos estranhos nos Opala/Caravan. Afinal, desde os meus 19 anos que convivo com eles, contados somente no banco do motorista. Se for agregar o tempo no banco do passageiro, aí a conta vai parar nos meus 7 anos de idade…
    Foi com meu SS-4 atual que passei recentemente por essas do carro não quebrar de dó do dono… O diferencial do Opala estava precisando de reparos, pois a ruideira que fazia ao usar freio motor era medonha! Como não encontrei ninguém de confiança que arrumasse o diferencial por aqui (em Sorocaba), levei o carro rodando com as próprias rodas para São Paulo, mantendo aquela tranquilidade característica de monge tibetano na estrada (ou quase, não fossem os inúmeros caminhões que teimavam em colar na traseira mesmo eu estando na pista mais à direita e mantendo ao menos 80 ou 90 km/h indicados no velocímetro…) Quando cheguei na oficina e foram diagnosticar o problema, o carro quase pulou sozinho dos cavaletes, isso mantendo o motor na marcha-lenta e com terceira marcha engatada! Todos os rolamentos estavam para lá de Deus me livre e faltavam várias arruelas de calço do pinhão. O dono da oficina custou a acreditar que o carro havia rodado exatos 98 km da porta de casa até a oficina.

  • Bera Silva

    Está sendo um desafio dirigir meu Chevette e tentar separar o que é barulho normal do que é barulho anormal. Afinal já peguei ele velho, tampouco tenho vivência com carros antigos. Aquele tec tec dos tuchos e o barulhos das engrenagens do comando. Tenho que trocar de marcha com suavidade pois o diferencial está com folga. Mesmo assim é muito bom. Para me ajudar a acompanhar a saúde do carro, já coloquei voltímetro e conta-giros, faltam pressão e temperatura do óleo e pressão do combustível.

  • Josias! Otimo post… Tem um ditado que diz: ” O diabo nao e’ respeitado porque e’ diabo,o diabo e’ respeitado porque e’ velho!” A experiencia + o amor e entusiasmo pela velha maquina nos leva a conhece-la nos minimos detalhes e ate “adivinhar” seu comportamento.

  • Eduardo Sérgio

    A pior ocasião para diagnosticar a causa de ruídos é durante o período de garantia do veículo. Já tive a péssima experiência de tentar mostrar os audíveis ruídos que vinham da suspensão ao funcionário da concessionária. Depois de uma volta no quarteirão ele, na maior cara-de-pau, disse que “não estava escutando nada”.

    Por essas e por outras aprendi a me manter longe das oficinas das concessionárias.

  • Vilchez
    É o próprio. Ele restaurou dois Democratas e vendeu o restante das carrocerias.

  • Pablo N

    Grande Mário!

  • Douglas

    “Quando você tem a peça nova, o componente velho fica envergonhado e teimosamente se recusa a quebra. Só para te encher o saco.”

    A bomba de combustível do meu carro fazia barulho toda vez que abastecia com álcool, ao voltar para a gasolina parava o barulho.

    Marquei a visita à oficina e abasteci com álcool para que o mecânico pudesse ouvir o barulho, o barulho voltou como sempre e quando chegou perto do dia de ir à oficina o barulho misteriosamente parou sem que tivesse colocado gasolina.

    A bomba está funcionando até hoje, porém, nunca mais coloquei álcool, não por conta da bomba, mas porque sou contra combustível vegetal.

    • Domingos

      Meu modelo flex, quase zero, começou a fazer isso. Porém, uso álcool, pois seu consumo na gasolina não compensa financeiramente.

      Tenho medo que a bomba logo queime. Enfim, ao menos está na garantia.

      • Maycon Correia

        Meu modelo flex, com quase 10 anos é o contrário, faz exatamente a metade com álcool do que faria com gasolina. E isso desde novo

        • Domingos

          O meu acho que foi mais otimizado para álcool do que gasolina, tanto que tem taxa de 12,5 +/-.

          Os otimizados para gasolina vão meio mal no álcool em geral.

          Enfim, flex.

  • André Lima

    Ótimo texto, meus parabéns, Josias. Tenho um Focus 2008 RoCam. Comprei em dezembro do ano passado com apenas 50.000 km. Estou deixando ele em ordem. O próximo item a ser verificado é um “xiiiii” vindo da caixa de direção quando viro a direção. Parece ar vazando e a direção às vezes fica mais pesada. Não há vazamento do fluido da direção e assim que comprei troquei todos os fluidos, mas esse barulho permanece e continuar a ficar pesada e depois leve. O difícil é achar um mecânico que não queira trocar a caixa de direção como já ouvi de donos de Focus por aí…

    • Maycon Correia

      Meu fiesta street 2004 começou ficar com o volante pesado, e a vazar óleo da caixa de direção, por não haver mão de obra confiável eu dei um desconto ao vender o carro e expliquei ao comprador. Que ficou feliz pela honestidade.

  • vstrabello

    Uma boa prática ao andar de carro é essa: não ligar o som ao dirigir. Em contato visual com os ponteiros e/ou luzes no painel que algo está “de boa”, junto com os ouvidos. Som? Só quando está chegando, devagar, ainda mais com uma ratoeira para mostrar a qualidade do som do equalizador hehe

  • Christian Bernert

    Não é só carro não. Máquina de lavar roupas, liquidificador, aparelho de ar-condicionado, elevador, cooler de computador e até a fechadura da porta de casa. Tudo avisa a quem sabe ouvir.
    Sou Engenheiro Mecânico, filho de Engenheiro Mecânico e pai de um futuro Engenheiro Mecânico. Então posso dizer que a coisa “está na veia”. Mas tenho que ser grato a um grande professor que tive lá pelos 11 a 14 anos. Era o mecânico das máquinas de lavar roupas, máquinas de secar e eletrodomésticos em geral. Ele foi consertar uma máquina lá em casa. Fiz amizade com ele. Não demorou para eu engatar um ‘estágio’ com ele durante minhas férias escolares. Acompanhei diversos consertos em uma infinidade de casas do meu bairro. A sensibilidade do Laércio (este é o nome dele) era incrível. O diagnóstico não falhava nunca. Agora vem o mais incrível de tudo:
    O Laércio É CEGO DE NASCENÇA!
    Aprendi coisas maravilhosas da mecânica e da elétrica com um técnico completamente cego.
    Ano passado o Laércio esteve lá em casa. Consertou mais uma vez a máquina de lavar roupas, e ainda reformou uma máquina de secar a gás ano 1988. Já está velhinho. Mas continua na ativa. Fica aqui registrada a minha gratidão a este grande mecânico.

  • Gabriel Felipe Moretti

    Já passei por apertos desses de o carro não me deixar na mão completamente.
    Estava com a L200 da empresa e no início da viajem vi uma fumaça anormal pelo espelho retrovisor, parei no acostamento, desliguei o motor e aguardai quase meia hora para dar uma esfriada no mesmo, religuei vi que tudo parecia normal e toquei alguns quilometros a frente aonde iria encontrar com pessoal que iria seguir até o destino final 350 km distante, um deles um mecânico/adaptador de tratores, falei o que tinha acontecido, olhamos a caixa do motor e por baixo e tudo parecia absolutamente normal e tocamos a viagem.
    Cerca de 60km a frente ao entrar em uma rotatória o volante fica repentinamente pesado, e sai um monte de fumaça da frente da caminhonete, termino de fazer a rotatória e paro na entrada de uma empresa, era domingo, e olho todo o compartimento do motor borrifado de um óleo rosa, até então não sabia que o fluído da direção hidráulica era rosa, pois era o primeiro carro com DH que pegava em minha vida.
    O pessoal que estava na minha frente continuaram até encontrar algum posto de gasolina e me trazer 2 litros de fluído, como era final de tarde e não havia nenhum tipo de socorro no local colocamos o fluiído no reservatório e toquei assim até a cidade de porte médio mais próxima a 80 km, com o volante hora leve, hora pesado inclusive com variação da assistência no meio da curva.
    Consegui levar até uma cidade, e pousei lá,
    No dia seguinte fui até uma oficina de bombas hidárulicas e o mecânico falou que tive sorte das aletas não “soldarem” no corpo da bomba o que poderia causar até um travamento da direção.
    Se é verdade não sei, mas que o susto foi grande, isso foi, pois a bomba poderia ter me deixado na mão no meio de uma curvo em velocidade.

  • César

    Josias, suas histórias são sempre excelentes!

    Quando você irá publicar o Manual Universal de Compatibilidade de Peças entre Veículos?

    Com relação à audição, sempre tive, durante a vida, o hábito de treinar a audição, usando sempre os volumes mais baixos possíveis. No carro, isso me ajuda a sempre detectar qualquer ruído diferente que apareça.

    Abraço!

  • Ricardo.
    As vezes funciona. A complicação é regular o diametro do retorno, pois pode aparecer falta de combustível em alta rotação. É preciso restringir a saída do retorno, geralmente colocando um gicle dentro da mangueira. Qual gicle? Só experimentando vários diametros.

    • Ricardo Kobus

      Justamente isso que eu pensei, já fiz alguns testes, mas somente na marcha lenta e algumas aceleradas.
      Mas vamos tentando.
      Ela dá muito excesso frio.

    • Luiz_AG

      Josias, hoje é mais fácil e disponível um medidor de oxigênio para medir os gases não? Já pensei em montar uma com um arduino…

    • Ricardo kobus

      Josias.
      Fiz o retorno de combustível, mas, como o senhor observou tive que colocar um giclê no retorno pois baixava muito a pressão de combustível, pois quanto quente, não injetava- se gasolina e não pegava bem somente no álcool, mas está funcionando bem.
      Obrigado pelas dicas.

  • Danniel

    Aproveitando o assunto: Creio que seja pequena, mas qual a capacidade de circulação de água por termossifão no caso de quebra da correia da bomba? Considerando o motor em marcha lenta e o veículo em velocidade de rodovia..

    • Lorenzo Frigerio

      Deve ser bem pouca mesmo, mas nas condições que você descreve, por exemplo descendo a serra na banguela, no caso desses motores antigos como o do Opala, o ar que passa pelo radiador faz girar a hélice e, em consequência, a bomba d’água, o que é alguma coisa.

    • Luiz_AG

      Mínima, porque hoje os radiadores ficam em nível abaixo ou igual ao bloco do motor.
      O termossifão funciona porque as moleculas de água vibram, gerando calor e aumentando o espaço entre elas, diminuindo o peso específico da água. Assim quanto mais aquecida a água ela tende a ficar “mais leve” e na parte superior da mistura, assim como o ar quente dentro de um carro pelo mesmo motivo.
      Então o radiador deveria estar acima do motor.
      Em motos funciona direito, pois geralmente o radiador está em posição superior ao motor.

      • Danniel

        Excelente resposta Luiz, realmente nos carros atuais o topo do radiador está no nível do cabeçote. Toda a água quente vai se concentrar por ali.

  • Ricardo Kobus

    É verdade!
    É lastimável a qualidade das peças paralelas para veículos com mais idade.
    Como disse um frentista para mim esses dias “carro bom é carro novo” nem falei que eu tinha um velhinho pra não dar briga.

    • Lorenzo Frigerio

      E o pior é que as peças originais somem da praça. Com peças de restauração para carros antigos, é a mesma coisa. Tudo porcaria, mesmo compradas nos EUA; tudo fabricado em Taiwan ou China, reprodução de terceira linha; uma peça original velha é melhor..

    • Domingos

      Até a original comprada em concessionária depois de alguns anos já é bem pior que a tirada do seu carro.

      Infelizmente são maus mesmo, além de contarem com a leniência de um público teoricamente menos exigente.

  • Caio Azevedo

    Uau! Não conheço. Mas conheço a Ilha e tenho acesso fácil. Grande Eduardo. Obrigado!!

  • Lorenzo Frigerio

    Esqueça esse negócio de “calibrar diâmetro do retorno”. Ponha um desborbulhador e pronto, ele já é calibrado para isso.

    • Luiz_AG

      Eu ia sugerir isso, o Passat 83 usava, deve encontrar em autopeças mais tradicionais.

    • Ricardo kobus

      Eu já tenho tudo pronto, só falta coragem de tirar a bóia e fazer um furo para colocar o retorno.
      Eu quero tirar o tanque fora para limpar tudo.

  • Lorenzo Frigerio

    Obrigado, Josias, mas não dá para fazer isso. Além de precisar de um macaco grande e cavaletes para baixar o tanque, o carro está na rua (de terra).

    • $2354837

      Lorenzo, não conheço a Caravan, mas nunca vi um carro em que a bomba não tivesse uma “janela” para acesso por dentro do veículo sem desmontar muita peça. Não seria o caso?

  • Lorenzo Frigerio

    Nesses carros mais antigos, se dotados de direção hidráulica, a correia arrebentada do radiador pode atropelar a da direção hidráulica, arrancando-a e deixando o volante duro.

  • Lorenzo Frigerio

    Então é dentro do câmbio, pois quando você aciona a embreagem, o câmbio fica ligado somente ao eixo traseiro. Acontece já em ponto morto ou só quando você reduz? Nesse caso pode ser um sincronizador ou um rolamento dentro da árvore secundária. O Chevette é 4 ou 5 marchas? Se for 4, com a 4a. engatada a conexão é direta; se você pisar na embreagem com o carro em movimento e sem desengatar, não pode fazer o barulho. Se fizer ao pisar na embreagem em qualquer situação, pode haver uma folga axial em algum lugar, até no motor.

  • Állek Cezana Rajab

    Top de linha!!!

  • Fernando

    Delicioso post como sempre Josias!

    Recentemente comecei a notar um barulho que acho chato de diagnosticar sozinho, em um carro meu: rolamento. Mas qual deles ser o problemático, que é o chato de não conseguir descobrir sozinho. Após rodar com o carro nenhuma das rodas está com temperatura diferente(o que em outra ocasião já me ajudou no diagnóstico) e com o carro levantado não há nenhuma prendendo, a olho. Vou precisar recorrer a uma oficina que tenha um equipamento daqueles “touro mecânico”.

  • Domingos

    Lorenzo, até mesmo máquinas comuns como lava-louças e de marcas populares como a Brastemp já não são nem sequer montadas aqui!

    Isso modelos normais, os básicos. Aliás, existem apenas duas marcas hoje no Brasil vendendo lava-louças, ao menos com preço normal – a LG entrou no mercado ou estava para entrar, mas por enquanto custam o triplo!

    Ou o brasileiro não investe muito em eletrodomésticos ou estamos nos desindustrializando mesmo.

  • Rodolfo

    Grande Domingos,

    Gosto muito de tudo que você escreve!

    Vou ficar inspecionando então a cada 5.000 km ou 1 ano, o que ocorrer primeiro. Se ela apresentar alguma trinca ou desgaste excessivo dos dentes, então troco.

    Atualmente eu estou rodando pouco com esse carro… em média uns 2.000 km por ano. Pois moro perto do trabalho e vou de ônibus… chego lá em 15 minutos.

    Uma curiosidade… no livro “Conheça o seu Passat” não diz a quilometragem e nem o tempo da troca da correia dentada, somente pede para inspecionada e caso encontre alguma anormalidade, então se deve substituí-la. Veja o referido livro no link:

    http://www.volkspage.net/technik/manuaisecatalogos/01/conheca_seu_passat.pdf

    Abraços,

    • Domingos

      Obrigado pelo link, eu que agradeço!

      Bom, consulte se o motor AP desse ano e versão do seu Gol é ou não de interferência das válvulas em relação aos pistões.

      Se for, deixe essa experiência que pode te custar uma retifica parcial para lá.

      Se não for, leve no carro a correia, de forma a não eventualmente ficar a pé. E já decore o procedimento para o sincronismo, que não deve ser dos mais complicados no AP.

      Abraços!

  • Rodolfo

    Só esqueci de dizer, que tive que regular a tensão da correia, esticado um pouco, pois a mesma estava meio frouxa.

  • Rodrigo Costa

    Bacana JS! Vou tentar.
    Como pego muito a estrada, incomoda bastante.
    Pergunta óbvia: lubrificante do câmbio, certo?

  • Eduardo Mrack

    Amigos entusiastas, mais alguém tem a impressão de que após uma chuva (tanto faz se com o asfalto ainda úmido ou mesmo já seco ) parece que os carros ficam mais “justos”, mais “macios” ao rodar, como se todos os componentes juntos tivessem rejuvenescido e o carro está um pouco ou bem melhor? Não sei se ocorre algo assim de fato, mas o consenso entre meus amigos parece existir e mesmo tendo alguma experiência em mecânica não sei qual a explicação, tenho algumas teorias, mas de fato nem sei se tal efeito não é apenas psicológico ou desencadeado por algum sentimento pós chuva, ou algo do gênero…

    Mais alguém? Alguma explicação? Ah, o efeito parece ser bem mais perceptível em carros já mais rodados, se é que ele existe de fato.

    • edrmp

      .o/

      Percebi isso em todos os meus carros até hoje.

      A água deve lubrificar de alguma maneira.

  • Fat Jack

    Começar a dirigir com carros mais velhos e em tese “menos confiáveis” tem lá suas vantagens (afinal, empurrar um carro com 18 é bem fácil que décadas depois), a gente começa a “ouvir” melhor o carro, os erros de pós-adolescência viram ensinamento não repeti-los…

  • Garfield

    Após uma boa chuva, o fato é que o asfalto fica mais limpo. Após a secagem (ainda que não seja total), as condições ficam bem melhores para o rolamento, pois, nestas condições, serão reduzidos os detritos (terra, pó, óleo, areia, lixo, etc) por cima do asfalto, o que reduz drasticamente os pequenos desperdícios de tração que ocorrem normalmente.
    Não creio que haja qualquer relação da melhora do desempenho com a parte mecânica em si, somente a tração que é sutilmente favorecida com a limpeza da pista.
    Existe também a teoria de que as chuvas ocasionam uma oxigenação indireta da atmosfera, o que torna o ar menos rarefeito, favorecendo a queima do combustível.
    Agora, se você estiver desligando o ar condicionado após uma chuvinha fresca, isto também poderia explicar a melhora percebida (rs)…

    • Eduardo Mrack

      Bela hipótese, gostei.

      Sem condicionador de ar nos carros da casa, tudo meio old school por aqui, haha.

  • Ricardo kobus

    Boa tarde Fernando!
    Tudo bem?
    Pois bem, montei a bomba Nakata e surtiu efeito, não dando excesso na lenta, e obviamente está sem o retorno, agora só falta regular novamente a boia. Acredite se quiser, de tanta pressão que essa bomba Brosol possui que chega a desregular a boia, já li relatos disso num clube de Opala que estavam com mesmo problema.
    Como diz meu pai: vivendo e aprendendo.
    Abraços e bom final de semana.

    • Fernando

      Obrigado pelo retorno, bom que comentou sobre isso, vale ficar atento.

      A última bomba mecânica que substituí foi em um motor AP a álcool, justamente uma Brosol e ficou bem, mas como fazem uns anos podem ter vacilado depois disso.

      Abraços

  • Sueli Cavalli

    Gente, meu namorado tem uma Saveiro G3, há alguns dias a roda traseiro do lado do motorista estava fazendo uns barulhos como se tive algo preso e hoje ela começou a sair fumaça com um cheiro de queimado o que poderia ser? Sendo que quando ele dá ré não dá barulho algum.

    • Sueli, provavelmente o rolamento dessa roda está quebrado.

  • Tarcilo Dalmacio

    Meu HB20X 2016 está com um barulho vindo da bomba de combustível, um apito que chega a incomodar se o som estiver desligado… o que pode ser? Tem apenas 16 mil rodados.