Bem, vou tentar fazer o possível para que vocês conheçam melhor um evento destes pela visão de convidado, e para tanto, há este singelo vídeo com os principais momentos.

 

Primeiro houve uma preleção, em foi explicado aos presentes as atividades do dia, e em seguida partimos para as brincadeiras — opa, os testes.

Aqui vale uma curiosidade. Podíamos escolher dois carros quaisquer para experimentar e testar. Cheguei no toldo de  testes e os organizadores já foram chamando: “Quem quer o Golf GTI?”, e uma multidão levantou o braço… “Quem quer…” e outra multidão se prontificou. Até que fiquei sozinho. Sem entenderem, me perguntaram que carro eu queria dirigir e eu disse “up! TSI”. Ficaram me olhando como se eu fosse um E.T. …

Eu ainda não havia dirigido o up! TSI, de modo que teste valeu a pena, achei o carro excelente para a proposta e, principalmente,  acelera de forma competente, como pude consatar na reta do Sambódromo.

 

Páteo dos carros de test drive

Pátio dos carros de teste

Organização: um toldo para cada teste

Organização: um toldo para cada teste

Depois do up! TSI, outra escolha fora do normal. Peguei a perua Golf Variant. A escolha não foi só por um carro sem fila, mas também por ser um carro comparável ao meu (Kadett Ipanema), com 20 anos de diferença. Meu carro tem motor de 2 litros aspirado e apenas 1,065 kg de peso, e muito “mal educado”. Um leve toque no acelerador e se sente o tranco de aceleração do motor, que é a álcool. Já a Golf Variant é um carro sensivelmente mais pesado (1.357 kg), apesar de esse peso não se refletir nos controles. E para movimentar esse peso todo, um motor downsized: 1,4 litro turbo de injeção direta.

 

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Golf Variant do teste do sistema Pro Active.

Ambos os VW revelaram a mesma preocupação com a calibração do motor e da transmissão. Se meu carro, com acelerador mecânico de acionamento direto oferece respostas mal educadas à menor pressão no pedal, o acelerador eletrônico desses carros dá a eles uma resposta mansa, mas nem por isso lenta. Contornar a curta pista sinuosa feita de cones é facilitado pelo comportamento dócil do motor, mas foi no fim dela, quando chegamos à reta de desfile, com aceleração plena, ida e volta, que o conjunto mostrou sua potência.

Do Golf Variant há pouca coisa a se falar. O carro é competente, mas num pé de igualdade com meu velhinho. O motor turbo de 1,4 litro é mais potente (140 cv), mas o peso extra cobra seu preço.

 

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up! TSI: o astro principal do evento; este é o speed up!

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up! de demonstração de acessórios personalizados

Capa de retrovisor personalizada

Capa de retrovisor personalizada

É justamente aqui que o up! TSI se destaca. O desempenho na reta do Sambódromo transmitiu uma  sensação de desempenho semelhante ao do Golf Variant. Nada parecida um carro com motor de 1 litro, obviamente. Motor potente e sem tanto peso para arrastar. Impressiona também o perfeito casamento do pequeno turbo com o motor, passando a impressão de um motor aspirado bem maior — 1,7 a 1,8 litro, como o Bob já disse aqui — e com força desde baixas rotações, sem o lag característico dos turbos. Surpreende ainda mais por este não ser um turbo de geometria variável (VGT), adaptativo, demonstrando a perfeita calibração do conjunto.

Voltei a testar o up! TSI no teste de arrancada, uma brincadeira adaptada das pistas de desse tipo , onde dois carros iguais são postos a acelerar juntos. No meu teste tive uma boa oportunidade para uma base de comparação, pois a moça do outro carro teve medo e o instrutor da VW assumiu a direção. Ele serviu de referência para meu desempenho.

Meu instrutor me explicou para tentar controlar a largada, pois se as rodas patinassem o controle de tração tiraria muita potência, causando perda de tempo. Dito e feito: na largada deixei o controle de tração atuar e fui a reta toda meio carro atrás do meu oponente.

Já no teste do sistema de controle de cruzeiro adaptativo (ACC. a sigla em inglês), como vimos no vídeo, perguntei ao instrutor ao volante sobre o sistema ser oferecido como sistema de segurança ou de conforto.  A pergunta foi de certa forma uma armadilha e esperava ver como ele se saía numa pergunta feito de improviso, que não estava no script dele, certamente.

Explico: nos Estados Unidos, quando os primeiros carros com sistemas ACC foram oferecidos, o acessório foi vendido originalmente como iem de conforto. Entretanto, lá é um país em guerra contra a distração dos motoristas que insistem em digitar e mandar mensagens de texto pelo celular enquanto dirigem. Se lá já é assim nos carros convencionais, um carro com ACC pode ser a desculpa ideal para justificar a distração. E enquanto não existirem carros autônomos no mercado, nada substitui a atenção do motorista. Um motorista atento reage mais rápido que um motorista distraído. é claro. Houve muita discussão, e lá o ACC é recomendado para ser vendido como dispositivo de segurança e não uma bengala que justifique atos de distração ao volante.

Se o leitor reparar no vídeo, vai perceber que tudo o que é dito é um texto decorado, quase um teatro, com o script redigido pelo marketing da empresa.  Isso vale tanto para a preleção quanto para os instrutores. Ver como eles reagem a uma pergunta que quebra o texto decorado é uma forma de ver até onde eles conhecem do sistema de verdade. O resultado está no vídeo para o leitor avaliar.

Infelizmente, o tempo de contato com os carros num teste destes é muito curto. Há gente demais para carros de menos. Mas sendo bem atento e seletivo, dá para tirar algumas conclusões prévias. O teste é válido, muito além do mero paparico. Quando puderem, participem. Vale a pena.

 

Golf em versão híbrida em exposição

Golf em versão híbrida em exposição

Mas o melhor de tudo foi encontrar amigos entusiastas para uma boa conversa. Meu dia, ajudado pelo dia de inverno de céu totalmente limpo, estava completo.

 

Encontro com amigos entusiastas

Encontro com amigos entusiastas; sou o terceiro da direita  para a esquerda

AAD

Fotos e vídeo: André Dantas


  • Fat Jack

    “…Um leve toque no acelerador e se sente o tranco de aceleração do motor, que é a álcool…”
    “…Se meu carro, com acelerador mecânico de acionamento direto oferece respostas mal educadas …”
    Uma das coisa que eu mais amo nos antigos, por isso não consigo tirá-los do coração, pois a maioria dos os nacionais atuais aspirados não oferece esse prazer ao dirigir.

  • Bruno

    Faria as mesmas escolhas de carro. Golf Variant e UP! TSI.

    Me supreende não haver procura pelo Golf Variant. Muitos pediram uma perua média, e quando tem disponivel, não dá atenção. Infelizmente pode ser um mal sinal de pouca procura.

    • Bruno, ali o pessoal pediu os carros que sonham ter e possivelmente nunca terão. Aquela era uma oportunidade para experimentar um carro dos sonhos que provavelmente nunca mais se repetirá. Isso é o que passa na cabeça das pessoas nesses eventos.

      Mas é bom saber que você faria as mesmas escolhas que fiz. Se senti estranho quando pedi o up! TSI e depois o Golf Variant. As pessoas me olharam torto.

    • CorsarioViajante

      Aqui em Campinas já duas Golf Variant. Que carro… Se coubesse no meu bolso, já seriam três! rs

  • Fórmula Finesse

    Interessante esse tipo de evento promocional; atiça o apetite de futuros consumidores, ou na pior das hipóteses…propaga as qualidades da marca que em maior ou menor grau, serão disseminadas pelos que tiveram a oportunidade de experimentar os carros. Ninguém irá a um evento desses e dirá depois “mas que porcaria aqueles carros” (talvez alguma rara exceção); mas se sentirão de certa forma gratos em testar as últimas atualizações da fábrica.
    Que esse tipo de promoção seja mais seguida e em outras plagas; em momentos de crise, é preciso mostrar as qualidades do produto, botar a cara para fora da casinha…principalmente se acredita na qualidade do que produz e vende.
    O UP Tsi chegou na concessionária local, não vou me furtar de em 20 ou mais dias, solicitar uma avaliação do carrinho – experimentar enfim a inovação que está na boca do povo. Não é o meu perfil de carro por conta de contingências meramente pragmáticas (espaço, fosse sozinho no mundo, seria o meu carro!), mas posso ser mais um agente transmissor das qualidades (certamente bem tangíveis) do bichinho; e quando uma boa propaganda cai na boca do povo, o caminho do sucesso fica mais fácil.
    Boa iniciativa da Volks; que as outras marcas a sigam!
    FF

    • Fórmula Finesse, esse tipo de evento não é para vender carros (embora eu tenha ganho um “cheque” de desconto de R$ 1.000,00 na compra de qualquer VW dentro do evento). É evento para divulgação de produtos e para gerar uma atitude positiva quanto à marca.
      Lá no evento, por exemplo, havia uma placa com 11 razões para ter um VW. Durante o evento, uma promotora podia se aproximar de você e perguntar 5 delas. Se você acertasse, ganhava uma miniatura oficial da VW. Eu ganhei uma miniatura do Tiguan (igual para todos no evento).
      Parece coisa boba, mas aquilo te faz memorizar essas razões e elas vão ecoar lá na frente quando você pensar em trocar de carro. Isso se chama engenharia social.

  • Caio Azevedo

    É o que eu comecei a dizer recentemente e ando repetindo: gosto dos carros, mas não do fabricante. Tenho muito mais contato com VW que outros fabricantes. O zelo no projeto e na fabricação dos carros não se repete na qualidade do pós venda, nem na “pré-venda”. Quando comprei meu Up! ano passado tive de dar certas “aulas” pros vendedores e as duas revisões que já fiz em concessionária foram bem decepcionantes. Torquímetro para apertar o “bujão” do cárter? Nem pensar. O mecânico quer pôr água no sistema de arrefecimento e pergunto se ele tem termodensímetro, ao que ele reponde: “hã? tenho isso não…”. Então não completa a água, ora… Que óleo é esse que não está no manual? Resposta: “é a merma coisa…” Vai vendo… Volto lá nunca mais.

    • Mr. Car

      Já vi que você é da minha turma: a turma dos que não largam o carro na revisão, depois vão buscar. Faz questão de acompanhar o serviço. Muitas oficinas, tanto avulsas quanto de concessionárias, não gostam. Se não me deixam ver, já encaro como um mau sinal. Na Renault que eu ia dentro do período de garantia nunca criaram problema.

      • CCN-1410

        Jamais meu carro fica sozinho. Eu acompanho tudo e até mando desligar o rádio caso alguém o ligue. Não tem essa de “gastar bateria”, hehehe…

    • CorsarioViajante

      Varia muito. Tem concessionárias VW que são absurdamente horríveis e amadoras, mas também conheço outras que são muito boas e profissionais. Mas de forma geral acho sim que poderia –e deveria – evoluir neste ponto.

  • Mr. Car

    Por tudo que li sobre o carro, e pelo burburinho que causou em todos os sites, com número enorme de comentários, é curioso que o up! TSI tenha ficado sem fila para experimentar, neste evento. Um dos meus dois escolhidos seria ele, com absoluta certeza. O outro provavelmente seria o Fusca ou também a perua Golf. Sistema ACC: seja encarando como segurança ou como conforto, sinceramente não me agrada este negócio do carro freando por mim. É minha obrigação estar atento, mesmo em uma situação de anda e para. O ACC pode mesmo acabar sendo um incentivo para o sujeito ficar digitando no celular, lendo jornal, enfim, fazer coisas que não deveria fazer enquanto dirige. Uma hora entra em um carro que não tem, já está viciado na “ajuda” para fazer outras coisas enquanto dirige, e aí…
    Frase do dia. “As almas são como as frutas: umas verdes, outras maduras, outras podres”. (A.D.N.)
    Música (Youtube): “Born Free – Matt Monro…”

  • CorsarioViajante

    A linha da VW está evoluindo rapidamente. Mas algumas coisas pesam contra ainda:
    – “pacotes de opcionais” caríssimos especialmente em versões mais sofisticadas, como do golf para a frente. Ter que comprar um pacote para obter coisas simples como controle de cruzeiro é dureza.
    – Ainda insistir nos anacrônicos 1.0, 1.6 e 2.0 8v, especialmente em carros como Spacefox, que poderiam já ter apenas a versão mais moderna dado seu preço.
    – revisões de seis em seis meses, completamente absurdo, ainda mais lembrando que a mão de obra não tem tabela nem sequer um valor de referência.

    • Mr. Car

      Detesto esse negócio de opcionais por pacote. Você quer um ítem, e tem que levar três, quatro. Revisões semestrais: uma das principais razões que me fizeram preferir o Logan (revisões anuais) ao Fiesta Rocam sedã, quando estava na dúvida entre os dois.

      • CorsarioViajante

        Eu detesto opcionais em geral, porque na vida real você nunca consegue um carro como quer. Acho que até funciona para coisas como teto solar, mas o ideal mesmo é ter versões coerentes.

        • Vagnerclp

          Acredito que pelo seu ponto de vista, a Ford tem acertado neste quesito.

    • Corsario Viajante, infelizmente ainda não criaram o fabricante ideal. Algum defeito que desagrada sempre existe.
      A questão do pacote de opcionais me lembra aquela velha frase “O comprador pode escolher qualquer cor, desde que seja preto.”. Esse modelo é bom para o fabricante, e enquanto for bem aceito pelo consumidor, vai continuar. Mas se a concorrência inventar cores diferentes e acessórios individualizados, ela vai ter de mudar de prática. É assim que mercados evoluem.

      • CorsarioViajante

        Oi André! É complicado. Acho que quando os pacotes são bem feitos não precisa de opcionais – a Ford, por exemplo, vem fazendo um ótimo trabalho em suas versões. Acho dureza o cara comprar um Golf Variant por 90.000 e AINDA ter que comprar um pacote “Elegance” porque senão vem sem controle de cruzeiro, volante multifuncional etc. A sensação é que sempre ficou faltando alguma coisa que te sonegaram. Mas existe esperança: o up foi lançado com versões e pacotes horríveis, mas o erro foi corrigido e agora as versões estão bem desenhadas.

  • Francisco Passarini Junior

    André foi um prazer bater um papo com você, nos encontramos nos próximos eventos 🙂

    • Leandro Martinelli

      Passarini, me dá um autógrafo! Tá famosão heim…kkkk
      Show!
      Abs

    • Passarini, o prazer foi todo meu. O que a gente precisa é uma hora arrumar uma mesa, umas cadeiras e umas boas horas pra bater papo.

  • RMC

    André
    Muito legal o texto, aqui em Brasília a Ford fez algo parecido há algum tempo. Pude dirigir o Fusion híbrido em que tinha andado como passageiro no “test drive” existente no salão de Nova York pouco tempo antes.
    Quanto aos carros, creio que seriam os mesmos também. Talvez pelo fato de ter um Jetta TSI, minha curiosidade com os motores mais potentes já está suficiente sanada. Ele é um amigão que espanta tua eventual tristeza em alguns minutos de passeio. Acho que o up TSI deve ser mesmo muito legal, vou tentar experimentar.
    Acelerador e comandos eletrônicos: além do Jetta, tenho também um Santana 89 a gasolina, que meu pai comprou zero. Acreditem ou não, apesar do tempo e da distância tecnológica, é muito gostoso você pisar no acelerador e o carro responder de imediato, apertar o botão da buzina e o carro buzinar e virar o espelho retrovisor para a posição noite e não ser mais ofuscado pelo mal educado que te sucede com farol alto acionado. São coisas que o Jetta, com toda a sua modernidade, não proporciona: você pisa no acelerador, aciona o botão da buzina ou está na frente de alguém mal educado e ele sempre leva um tempinho “pensando” no que deve fazer. A gente se acostuma, mas basta dar uma voltinha no Santana para lembrar como era bom ter respostas rápidas aos seus comandos. Por sorte, o câmbio DSG do Jetta funciona muito bem, até ajudando a atenuar esses inconvenientes.
    RMC

    • Cris Dorneles

      Odeio comandos ”Drive By Wire”.

      • Lorenzo Frigerio

        É porque alguns usam o sistema para trapacear. Você tem a impressão que o motor é forte na saída; quando pede potência depois, com o carro em movimento, ela não está lá. Um Town Car que aluguei em 2006 era assim. Aliás, um carro jurássico, tremenda decepção.

  • Fernando

    Muito legal AD!

    Acho que eu se fosse optar seria por estes mesmos carros, essa Variant me prende a atenção!

    Também ainda não experimentei os “MSI” então talvez gostasse de andar no Fox com esse motor.

    • Fernando, com tantos carros lá para escolher, acho que saber que você escolheria os mesmos carros que eu é uma referência que não sou tão estranho assim.
      Eu tenho um tipo de entusiasmo diferente. Gosto de fazer mais com menos. É por isso que esse up! TSI me chama a atenção.

      • Fernando

        Ou somos dois estranhos rs

        Percebo pelos meus carros mesmo, não são objeto de desejo da maioria. Mas para cada um tenho motivos para gostar bastante, e vejo que há alguns que também tem isso por seus carros que não são escandalosos.

        Geralmente me contento com o que é mais simples mas totalmente funcional, e nem por isso sem graça.

  • Roberto Neves

    Caio, tenho a impressão de que essa situação (“O zelo no projeto e na fabricação dos carros não se repete na qualidade do pós venda”) se repete para maioria dos fabricantes brasileiros. Já vivi experiências com Fiat e Renault (as duas únicas marcas, até o momento, das quais comprei carros zero km) que me causaram arrepios, pelo despreparo dos profissionais ou pela evidente ganância das empresas, que cobram valores absurdos pelas revisões.

    • Vagnerclp

      Roberto, da comunidade do Orkut (Sandero)?Muito bom te ver por aqui, cara.

      • Roberto Neves

        Muito grato, meu amigo! O prazer é meu!

  • Frederico

    Bastante interessante o sistema ACC, mas realmente precisa-se ver como a VW vai vender isso no Brasil.
    Acho que a aplicação mais interessante seria em estradas, onde repentinamente outros veículos se jogam na nossa frente sem o menor sinal de indicação.

    • Frederico, o ACC é uma faca de dois gumes. De um lado, evita que um acidente ocorra por uma distração. Por outro, pode servir de bengala para o motorista se distrair, e aí ele joga contra a segurança.
      Para um motorista atento, é vantagem. Para o motorista que quer um carro que dirija por ele, é um perigo.
      É um sistema que precisa ser bem usado para se justificar.

  • Lorenzo Frigerio

    Será que a impressão foi só minha… mas na resolução que a foto permite, o AAD lembra um certo ex-prefeito de São Paulo? (rs)
    O AAD em geral escreve mais sobre assuntos teóricos, então não deixa de ser curioso quando comenta autos específicos e descreve suas preferências.

    • Lorenzo Frigerio, não sou um testador de carros como o BS, o AK e o PK, mas dou para o gasto. Como tenho menos o costume de testar carros, sempre uso meu carro como referência. É uma forma mais honesta de fazer comparações.

      E de prefeito só tenho cara.

  • João César

    André, por acaso o homem que lhe acompanhou no teste do ACC se chama Falcão? Fiz teste-drive com ele numa Golf Variant em Campos do Jordão e se não me engano pela voz parece muito ele! Bela matéria! Abraços!

    • João Cesar, pelo que me lembro, acredito que sim.

      Que bom que gostou da matéria.

  • Lemming®

    Bom saber que a coisa é tão avacalhada…quando for a primeira troca de óleo do meu vou acompanhar…

  • Lemming®

    Imagina esses motoristas de hoje em dia com acelerador “mecânico”…hehe

    • Tem coisas que só quem passou por tecnologias antigas sabe como era.
      Quando eu era bem pequeno, todas as TV’s eram a válvula. Minha mãe ligava a TV para eu assistir desenho e tinha de esperar 5 ou 10 minutos para as válvulas aquecerem e a imagem aparecer. Foi um avanço enorme quando surgiram as primeiras TV’s com imagem instantânea. O termo era chamativo nas propagandas do mesmo jeito como ACC nos carros da VW hoje.
      Quem nasceu depois da TV a transístor estranha quando alguém da minha geração conta essas coisas. Esse é o progresso. E nem sempre ele é positivo.

      • Domingos

        Em compensação, tem muita gente que jura que amplificadores de som valvulados são melhores que os de transistor na qualidade.

        Só não sei se esses precisam de aquecimento também.

        • Ique Feldens

          Precisam, mas o tempo é bem menor. Meu irmão fabrica esses amplificadores valvulados, e o som é de excelente qualidade

    • Fat Jack

      A maioria se pareceria com os pretensos motoristas fazendo aulas ao melhor estilo “potro bravo” de Barretos…

  • César

    Off-topic: que me desculpem os fãs, mas a traseira desse modelo de Fox consegue ser ainda pior que a do modelo anterior.

  • César

    Carro usado não tem esse problema! Eu mesmo faço a manutenção e sei o que foi feito e o que não.

    • CorsarioViajante

      Ué, e não pode fazer a manutenção no carro “zero”? Ou levar o usado na concessionária? Até porque o carro só é zero na fábrica, no primeiro dia com ele já virou usado.

  • RoadV8Runner

    Interessante a iniciativa. E justamente o que me chamou a atenção no vídeo foi a pergunta (muito pertinente, por sinal) sobre o sistema ACC ser vendido como segurança ou conforto. Para mim, ficou evidente o desconforto da pessoa da VW com a pergunta inesperada, da mesma forma que não gostei do exemplo dado no momento de apresentação do sistema ACC, de você estar no trânsito e pegar o celular para ver uma mensagem de texto. O cidadão tentou “remendar” depois, mas o exemplo foi totalmente infeliz.
    Eu justamente não gosto dessas muletas por emburrecerem os motoristas, como comentado pelo André no vídeo (não com essas palavra… Rsss!). Com o tempo, o motorista médio passa a ter uma postura displicente ao volante e negligencia situações simples que podem se tornar potencialmente perigosas. Enquanto a pessoa dirigir um carro cheio desses duendes, tudo bem, mas se precisar dirigir um carro “comum”, a situação pode se complicar…
    Gostei também das escolhas dos carros para testar, pois fugiu dos mais badalados e procurou os modelos mais interessantes em termos de impressões para uso no dia-a-dia.

    • RoadV8Runner, agora você descobriu o meu lado “chato” quando vou nesses eventos. Eu sei que esses eventos são como a dança do acasalamento dos pavões. Na dança, o pavão macho faz de tudo para exibir o rabo colorido, mas tenta esconder os pés o máximo possível. A fêmea considera os pés dos machos muito feios e se ela vir os pés do pretendente durante a dança, adeus acasalamento.
      A NHTSA vem há anos fazendo estudos sobre o problema de atenção dos motoristas, e ela aprendeu que um cérebro alerta reage mais rápido que um cérebro distraído.
      Aí vem a Mercedes e tenta vender um modelo topo com o ACC, mostrando que o motorista poderia relaxar e curtir a viagem, cuidando só do volante. Isso deu bronca lá.
      Brasil é outra conversa, e vender como elemento de conforto reforça a imagem de carro de luxo e exclusividade, assim como foi vender carros com airbag e ABS há alguns anos. Mas neste caso isso é que não está certo.

      • RoadV8Runner

        André,
        Acredito que essa seja uma característica intrínseca a muitos engenheiros, a de querer ver como realmente a coisa funciona. Também sou “chato” em muitas questões técnicas…
        Abraço!

  • RoadV8Runner

    A Ford também é ruim no pós-venda. A capacitação técnica do pessoal é sofrível…

  • Agradeço a todos pelos elogios e comentários.

    Este matéria tem um diferenciador, que é o vídeo.
    Se uma imagem vale por mil palavras, então um vídeo vale por mil imagens.

    Já estive em outros eventos como este e sempre sofri ao tentar escrever as matérias. Nunca se passa aquilo que vivenciamos em plenitude para os leitores.
    Por outro lado, sempre filmei as coletivas de imprensa porque ali se fala muita coisa que depois não vem escrita no press release e também não dá para anotar. Filmar é fácil, e dá para repetir quantas vezes eu quiser.
    Faltava então apenas repassar esse material pra vocês.

    Não sou tão bom quanto o PK no ramo da fotografia e da filmagem, e também sou um principiante no ramo na edição de filmes. Mas acredito nessa forma de transmitir informações.
    Esta foi uma experiência, com erros e acertos.

    Espero que tenham gostado, porque pretendo repetir esse formato daqui para frente.

  • Corsário,
    Estamos com uma “em uso”.

    • Lucas

      Vocês com uma “no uso” e nós “no aguardo”.

    • CorsarioViajante

      Que beleza! Aguardo com curiosidade…

  • Vagnerclp

    Não gosto do desenho do Golf VII, mas a perua, eu compraria (se meu dinheiro desse).

    • O unico problema que tenho com relação ao Golf é o banco.

      Não aprova o financiamento de jeito nenhum, rsrsr!

  • Domingos

    Agora, se a propaganda mostrasse ele esticando as marchas, aí seria proibido…

  • Cris Dorneles

    Meu Astra dá a sensação que anda menos que o Celta que eu tinha.

  • Francisco Passarini Junior

    (rs) É só pedir Leandro, mas não estou com essa bola toda , abraços 🙂

  • Nickolas

    Obrigado pelo video. Nao ficou muito claro o que é item de conforto e segurança por isso ai vai uma explicação mais clara. Carros modernos tem varios sistemas de segurança e conforto que usam sensores como radar, camera, lidar (laser) e ultra som. Basicamente os mais populares sao:

    FCW (Forward Collision Warning): Avisa ao motorista acusticamente e visualmente sobre o perigo de colisão eminente quando o TTC (time to collide) esta abaixo de um valor determinado. Claramente é um item de segurança ativa.

    AEB (Autonomous Emergency Braking): Freio automatico no caso do motorista nao responda ao FCW e o TTC continue a cair. Claramente tambem um item de seguranca ativa.

    TSR: Reconhecimento de placas (e limites de velocidade) usando camera.

    ACC (Adaptive Cruise Control): Mantem a distancia (Time Gap: distancia em segundos) ao vehículo alvo (geralmente o vehículo a frente). Caso nao exista um alvo o carro sera acelerado a velocidade pre ajustada ou ira se adaptar a velocidade reconhecida pelo TSR (nova geracao) ou ainda usara mapas para determinar a melhor velocidade (raio da curva, etc.). A distancia nao eh constante e se adapta a velocidade por exemplo no caso do motorista escolher 1s e o carro estiver a 100Km/h a distancia serah de 28m ou 14m caso esteja a 50Km/h. Caso o vehiculo alvo freie de maneira forte o ACC desativa sozinho e gera um aviso para o motorista. Caso o vehiculo possua AEB podera evitar uma colisao automaticamente mas no geral o motorista eh responsavel pelo sistema. Por isso esse item eh claramente considerado como item de conforto.

    Abracos,