O Governo Federal perdeu mais uma batalha de comunicação ao anunciar o novo programa de financiamento industrial para a cadeia de produção automobilística. Outra vez passou a impressão de que estava socorrendo um segmento considerado privilegiado, com juros subsidiados, em detrimento dos demais setores da economia, inclusive o de pequenas e médias empresas.

Erros já começaram quando a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil convocaram a imprensa, com intervalo de 24 horas, para no fundo comunicar os mesmos assuntos com quase nenhuma nuance que os distinguissem. A ideia desta vez é apoiar os produtores de autopeças, em especial os de menor porte, nessa fase em que se perderam, em menos de dois anos, mais de 50.000 empregos entre fabricantes, fornecedores e concessionárias.

Pareceu bastante claro que os dois bancos públicos atuaram sem coordenação e pouca convicção sobre as propostas. Também ficou mal explicado que o “socorro” envolveria uma espécie de contrapartida de evitar demissões, o que no momento parece difícil e mais ainda de controlar. Afinal, é o comprador que precisa ser convencido a sair da retranca do consumo.

Na véspera destes dois anúncios, durante o seminário Planejamento Automotivo 2016, organizado em São Paulo pela Automotive Business, o clima de pessimismo em uma pesquisa eletrônica instantânea contagiou o próximo ano e até mesmo o início de 2017. Para dois terços dos 360 presentes o número de empresas de autopeças vai diminuir, seja ao cerrar as portas simplesmente ou por aquisições e fusões. Em todos os casos vão-se os empregos.

A cadeia de produção automobilística é longa: cinco milhões de pessoas vivem dela de forma direta e indireta com salários médios bem acima dos setores de construção civil e de serviços. Seu faturamento alcança 5% do PIB (em países centrais como EUA, Japão e Alemanha a proporção é semelhante) com a diferença desproporcional de que aqui responde por mais de 10% da arrecadação de impostos. Assim, um governo à caça de receitas para se sustentar acaba por dar suporte de alguma forma aos fabricantes de veículos.

Para complicar, a média de idade do parque fabril brasileiro é estimada em 17 anos (na indústria automobilística, defasagem menor), contra sete nos EUA e cinco na Alemanha. Robotização poderia aumentar a produtividade, mas investimentos são altos e, num primeiro momento, elimina empregos.

Para o consumidor um programa de renovação da frota bem planejado ajudaria a animar o mercado e a preservar empregos, como aconteceu na Europa. Mas se até o plano de substituição de caminhões muito velhos – 30 anos ou mais – não consegue sair do papel, o que dizer sobre automóveis. Poder aquisitivo baixo e em baixa por razão da inflação só adiciona desânimo em um momento de falta de confiança na economia, nos governos e nos políticos.

Esta é a terceira grande crise que atinge a indústria automobilística, sem contar períodos de estagnação ou de baixo crescimento. As duas primeiras causadas pelo choque de preço do petróleo (anos 1980) e as dificuldades ao sair da hiperinflação (anos 1990). Uma durou 10 anos, a outra sete anos. Quem sabe essa termine em quatro anos.

 

RODA VIVA

POUCO mais de quatro anos depois do último recorde, o consumo de etanol hidratado bateu uma nova marca histórica no mês passado. Em julho, alcançou 1,55 bilhão de litros, correspondentes a 24% do total em motores de ciclo Otto (flex, gasolina e etanol puro). Somado ao etanol anidro misturado à gasolina o combustível vegetal respondeu por quase 60% do consumo nacional.

GARANTIA de peças no serviço de manutenção independente foi um dos temas acalorados do 21º Seminário da Reposição Automotiva, semana passada, em São Paulo. Embora incidência de defeitos seja baixa, custos envolvidos não o são. A peça sai da fábrica, vai para distribuidor, varejo, oficina e consumidor e, depois, faz o caminho inverso, em caso de problema.

MERCEDES-BENZ Classe C 180 será o primeiro a sair da fábrica de Iracemápolis (São Paulo) em 2016. Na versão alemã atual o motor 1,6 turbo, 156 cv, a gasolina (flex, em breve) sente o peso do carro, compensado em parte ao se selecionar o modo Sport de condução. Espaço interno muito bom e acabamento primoroso. Sistema multimídia tem pareamento pouco intuitivo.

ASSOCIAÇÃO Brasileira de Veículos Elétricos estima em 5% a frota mundial com esse tipo de tração, um evidente equívoco. Em 2014 era apenas 0,06% entre elétricos puros e híbridos recarregáveis em tomada. Híbridos comuns não podem ser considerados elétricos, mas mesmo somados representarão em 2015 pouco mais de 1% das vendas mundiais de veículos.

CESVI esclareceu alguns pontos dúbios sobre o seu Índice de Manutenção Veicular. Para os tempos-padrão de reparo, consultou concessionárias dos cinco principais fabricantes do país, que representam mais de 70% das vendas totais de veículos leves. Identificou, como média, 72 minutos de mão de obra em cada uma das revisões periódicas.

FC

Foto de abertura: starnet15cars.blogspot.com
fernando@calmon.jor.br
A coluna “Alta roda” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 

  • Mingo

    Governo Federal + ANFAVEA. Dessa fórmula não podemos esperar nada que preste.
    Horizonte sombrio esse que vivemos atualmente…

  • Lemming®

    Fácil bater o recorde de etanol não é…empurra goela abaixo do consumidor de gasolina!!
    Como vai haver renovação de frota com as pessoas perdendo o emprego?
    Quem vai comprar o supérfluo sendo que no supermercado estamos deixando o rim como garantia de pagamento?
    Quem vai gastar com a iminência de acabar a água?
    O governo meteu o pé na jaca com crédito fácil sem garantia de recebimento, descontos a torto e a direito para todos sem contra partida como a redução de IPI e os programas para smartphones e tal que para o consumidor nada veio ou muito pouco e para o erário foi um rombo.
    Roubalheira espetacular na Petro como nunca antes se viu neste País!
    Isso porque nem temos idéia do tamanho da roubalheira em outros setores…
    Financiamentos inexplicáveis pelo BNDS para construção em solo estrangeiro sem garantia de recebimento.
    Ser pessimista neste momento é pouco…

  • Daniel S. de Araujo

    Fernando Calmon, desculpe mas acho que vivemos em países diferentes. No Brasil que eu vivo, a população está altamente endividada, sem condições de arcar com o financiamento de carros novos a uma taxa de juros elevadas. A renda que o cidadão dispunha para assumir a prestação de um carro foi totalmente corroída pela inflação que surgiu na conta da energia elétrica (dobrou), alimentos (alguns produtos mais que dobraram) e combustível. Isso sem falar em outras dividas.

    As empresas em geral estão na mesma situação, e as que querem investir, se deparam com a falta de crédito: O BNDES simplesmente secou e o pequeno que quer comprar alguma máquina, equipamento muitas vezes tem o limite de crédito aprovado mas o banco não tem o dinheiro para emprestar (dinheiro apenas para o Eike, JBS, Bolívia e o Porto de Mariel em Cuba), numa bizarra situação onde o vendedor quer vender, o comprador quer comprar e grande parte com cadastro irretocável, o credito está aprovado mas o agente financeiro não tem dinheiro! Só isso.

    Renovação da frota, você sempre clama por esse discurso, mas o caminhoneiro não anda de caminhão velho porque gosta e nem o cidadão, com aquele carro da década de 1990 porque é saudosista. Anda porque é simplesmente é muito carro para pouca renda. E financiar não dá porque além dos juros estarem altos, como assumir mais uma parcela.

    Essa historia de comparar Brasil com Europa também não cabe: O brasileiro, ao contrário do Japonês, Chinês e mesmo do Europeu, não tem propensão a poupança. Assim, enquanto no Japão o governo precisa estimular as pessoas a consumirem dado o hábito de entesourar a renda, no Brasil as pessoas não consomem porque estão sem renda (corroídas pela inflação) e pagando dividas contraidas para consumir.

    Pode fazer o programa que quiser de renovação de máquinas e equipamentos, frota, será tudo um fiasco. Numa medida eleitoreira A presidente Dilma no ano de 2014 liberou o compulsório para os bancos que emprestassem para a compra de veículos. Fiasco, Itaú e Bradesco simplesmente não aderiram. Já estavam saturados de emprestimos.

    O Brasil produz de café torrado a aeronaves de ultima geração. O anuncio de que o BB e a Caixa entrariam para auxiliar a industria automobilistica pegou mal porque joga os demais setores industriais como setores de segunda linha. E a saida dessa crise passa poir um dramático corte de gastos do governo, redução de impostos e responsabilidade fiscal. Tudo que houver diferente disso significará estagnação e já nascerá morto.

    • CorsarioViajante

      ôhhhh mas calma lá, temos a incrível “agenda Brasil” de Renan Calheiros, que irá apaziguar toda a oposição e garantir um crescimento que “nunca antes na história deste país” se viu…
      Perfeito seu comentário!

      • Daniel S. de Araujo

        Valeu Corsário pelo elogio.

        Reparou como a Agenda Brasil está parecendo o foguete que explodiu na base de Alcântara? Muito estardalhaço no lançamento, mas não conseguiu nem subir.

        • CorsarioViajante

          Deus queira que não suba. A tal agenda Brasil, para mim, na prática, pode ser resumida em aumento de custos para a sociedade e mais cabidões para o governo.

    • Paulo Ferreira

      Da forma como eu vejo esse “pacote” teve como único objetivo manter o apoio dos sindicatos que orbitam a indústria automobilística (evitando demissões) e nada além. Mais uma dose de desgoverno.

      • Daniel S. de Araujo

        Vi da mesma maneira esse pacote. Agrada empresários, agrada sindicalistas.

    • Comentário irretocável, Daniel!
      O país perdeu o bonde da prosperidade. Devia ter feito as reformas que necessitamos no auge do crescimento. Agora que estamos todos “pirangando” não tem como cobrir o descoberto, pois o cobertor encolheu.
      E também o empresariado tem a sua parcela de culpa, pois deviam ter buscado melhorar os lucros pelo aumento da produtividade.

  • VeeDub

    “produção automobilística é longa: cinco milhões de pessoas”…
    não explica tanto privilégio que recebe, e ainda deixa déficit na balança comercial.

    Setor agrícola gera mais de 18 milhões de empregos diretos, e tem saldo positivo na balança.

    • Mingo

      Agrícola e pecuária seriam a melhor saída para um país como o nosso, “deitado em berço esplêndido”, afinal, seja de 1º ou 3º mundo, todos precisam comer, e terra fértil e água (por enquanto), temos em abundância. O problema é que a cada ano que passa, precisam de menos pessoas para trabalhar no campo.
      Se não dermos uma aquecida no setor industrial (muito difícil, dada a falta de competitividade) e habitacional (que também anda parado) nós estaremos literalmente “na roça”!

  • Diogo

    Essa política de incentivos dirigidos a alguns poucos setores da economia não deu certo quando tudo (parecia que) ia bem, agora com a economia em frangalhos é que não vai dar certo mesmo. Duas considerações sobre o tema:

    1) O setor produtivo no Brasil carece de competitividade diante da economia global devido à altíssima carga tributária, infraestrutura precária, etc, etc, etc….. A mudança tem que ser estrutural, incentivos localizados não adiantam nada.

    2) Dinheiro não nasce em árvore. Se a Caixa Econômica e o BB abrem mão dos juros cobrados da indústria automobilística, por outro lado vão cobrar de alguém. Esse alguém normalmente é o povão (nós), que na hora de tomar dinheiro nesses bancos não terá juros subsidiados, Caixa Econômica reduz crédito imobiliário, e por aí vai. Como esses bancos são estatais e a relação deles com o tesouro nacional é promíscua (vide pedaladas fiscais), no limite o governo aumenta a carga tributária (já querem ressuscitar a CPMF pela milésima vez) para compensar essas benesses a alguns poucos empresários, que no final das contas vão demitir de qualquer forma porque o problema não é crédito para investimento, e sim dinheiro no bolso do povo para comprar novos veículos.

    • Mingo

      Excelente sua análise Diogo!

    • Marcelo R.

      Diogo,

      Concordo com tudo o que você disse e acrescento o texto abaixo, já que nem produto para exportar temos, infelizmente…

      http://carpress.uol.com.br/opiniao/811-no-pais-das-jabuticabas-sobra-capacidade-e-falta-exportacao

    • CorsarioViajante

      Mais uma análise excelente. Parabéns!

    • André K

      Sempre lembrando que “esses bancos” também são seus, meus, nossos! São bancos públicos então, indiretamente nós mesmos estamos abrindo mão dos juros.

    • Lucas

      Boa análise e eu complementaria: o estado brasileiro, através do seu (des)governo atual, precisa arrecadar mais, fazer cortes em áreas como educação, saúde, segurança e etc, pois gasta mais do que arrecada, mas para as politicagens partidárias não falta dinheiro, vide os milhões liberados para os currais dos deputados recentemente.
      Sobre reformar a estrutura do Estado brasileiro, caríssimo e ineficiente, ninguém fala nada. Cortar cargos comissionados, privatizar ou até mesmo simplesmente extinguir estatais que só se prestam para cabide de emprego e desvios de todo tipo ninguém quer. Extinguir o maldito Fundo Partidário também.
      Resumidamente vejo a situação da seguinte forma: a onda de ventos a favor acabou já faz um bom tempo (China, boom das comodities e etc. Mais ou menos desde aquela lorota da marolinha), o que havia de “gordura” para ser queimada foi queimada, e agora, após o (des)governo inchar a máquina pública e os gastos públicos até o limite do limite, a conta veio. Arrecadação de menos e gastos demais.
      Não sou um defensor do Estado mínimo. Acho apenas que o Estado está metido em coisas que não lhe cabem. Na minha opinião o estado deveria prover apenas saúde, educação, segurança, previdência e infraestrutura (ruas e estradas). Tudo o resto poderia ir para a iniciativa privada, incluindo aí a endeusificada Petrobras. Aí, através de agencias regulatórias TÉCNICAS (e não políticas) regulamentar, fiscalizar e coibir desvios no mercado com vistas a promover saudável concorrência.

      Liberalismo? Pode ser. Mas é melhor do que o estatismo que está ai. Me dá uma ânsia quando vem aqueles esquerdistas doidos por Estado, alegando que “é preciso defender as estatais” pois é “em defesa do patrimônio do povo brasileiro”. Patrimônio este que só serve para roubar dinheiro público e fazer politicagem partidária. Não dão retorno nenhum para a sociedade.

  • CCN-1410

    Nesta conjuntura, quem compra é doido.
    Haddad não terá nenhum problema em São Paulo. Dará início a construção de novas ciclovias e apoio irrestrito para novos fabricantes de bicicletas que queiram se instalar na cidade.

    • Marcelo R.

      Ciclovias, não. Ciclofaixas! Aquelas coisas que ele fez estão longe de serem ciclovias.

  • pkorn

    Considerações macroeconômicas, políticas e comerciais à parte. Como consumidor decidi que não vou mais cogitar a compra de automóvel novo enquanto continuar esta escalada de preços. Já ouvi que as empresas estão tecnicamente certas ao subir preços em meio à crise, para compensar a menor demanda. Como disse, essa estratégia é justificável, mas eu e outros consumidores potenciais com quem converso estamos decididos a ignorar o mercado de novos, as promoções com juro zero, etc. Queremos redução real nos preços e nos juros, para que o carro caiba no nosso orçamento, pois esse sofreu redução real.

  • a. shiga

    Por que não redirecionar os recursos (humanos/técnicos) para outras áreas da economia em vez de continuar batendo na mesma tecla de indústria automobilística?
    Na última década vi muitos colegas (engenheiros) indo para os bancos e a minha área (tecnologia de hardware e software) com grande escassez de profissionais. Governo burro não faz nada para direcionar as cabeças pensantes para os lugares certos…

  • Lorenzo Frigerio

    Este é um bom momento para, ao mesmo tempo, baixar os impostos sobre a indústria e liberar as importações. E também desburocratizar e desonerar, para que a indústria de autopeças possa buscar clientes lá fora.
    Com o dólar forte, os exportadores ficam com mais reais na mão.
    Isso, obviamente, tem que ser feito de uma forma que compense.

  • Fred

    Reclamamos muito que o governo tem mania de meter o bedelho em tudo na vida do brasileiro. Pois essa crise vem como resultado justamente do contrário: o governo liberou credito sem dó (principalmente veículos e habitação) e que cada brasileiro utilizasse-o se e da forma que lhe conviesse. Resultado, a população se afundou nos crediários e financiamentos, alcançou um padrão de vida artificial. A indústria de automóveis, no embalo, também cresceu de forma artificial, vendendo para um dinheiro que ainda não existia. Agora é a época de a conta se ajustar, paciência.

    • agent008

      O governo meteu, sim, o bedelho. E da forma mais ineficiente, sim, naquela baixa eficiência que só nossos amados (des)governos conseguem. Dou um exemplo da minha área. Ano passado, já durante a crise, abriram-se linhas de crédito empresariais para “ampliação da capacidade de armazenamento”, ou seja, construção de galpões e frigoríficos. Isto significa, linha de crédito da boa, financiando investimento em vez de consumo. Pois bem, quem já tem armazéns ou frigoríficos mais antigos, de outra geração tecnológica, hoje poderia investir uma fração do custo de implantar um parque novo e obter economias de energia e mão de obra da ordem de 20% do custo operacional. Você acha que estas linhas contemplam isto? Que nada! Só se quiser construir tudo novo. Premiar a eficiência e redução de gasto energético nada. Aliás nosso país não tem crise energética, é tudo história, não é mesmo?

    • Eduardo Mrack

      Simples e perfeito !

  • RoadV8Runner

    O duro é que o país estagnou praticamente por completo, todos os setores estão sentindo a queda no faturamento. Uma ou outra empresa consegue manter o faturamento, mas a situação está feia…
    E a principal causa de tudo isso é a falta de confiança nos rumos do Brasil, que permanecem totalmente incertos por conta da incompetência geral do (des)governo. E aqui falo de todos, não só desses petralhas que causaram essa derrocada toda. A oposição não faz a mínima idéia de como melhorar a situação, pois somente critica, sem apresentar soluções. Mesma postura burra do PT até anos antes de chegar ao topo do comando da nação.

  • Christian Govastki

    O caminho que estão trilhando é exatamente o oposto, querem recriar a CPMF (com outro nome), retirar as desonerações, criar o impostos sobre grandes fortunas (Lembre que segundo os critérios do Governo quem ganha dois salários mínimos já é considerado classe média baixa), ainda tem a cara de pau de dizer que a reforma tributária será de “soma zero” ou seja, não haverá redução de impostos.

    Mas, fazer o que você propõe dá trabalho. É mais fácil continuar exportando soja in-natura.

  • Rochaid Rocha

    Crise tem nome e endereço conhecido. Não troco de carro enquanto tivermos esse tipo de governo. Se for para ficar igual a Cuba meu carro 2014 é suficiente.