A importância da manutenção e suas despesas não é tão valorada, quando se vai comprar um carro novo. À medida que o veículo roda esses custos sobem. Donos de modelos mais velhos tendem a negligenciar os gastos com oficina, até por limitações financeiras. Daí a importância da ITV (Inspeção Técnica Veicular) para a segurança do trânsito, obrigatória há mais de 15 anos. Apenas o Estado do Rio de Janeiro implantou um arremedo de ITV, malfeita e mal controlada. Acham que é melhor que nada…

Comparar custos de manutenção entre mais de 400 modelos (sem contar as versões) de 50 marcas disponíveis no mercado brasileiro é tarefa difícil e ingrata. Mas o Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) se voluntariou a criar o seu IMV (Índice de Manutenção Veicular). Para tanto, incluiu itens de manutenção periódica – óleo, fluidos e filtros – e de manutenção preventiva – embreagem, amortecedores, velas, cabos, elementos de freios, pneus, palhetas e correias. Os conceitos estão certos por evitarem a bem mais cara manutenção corretiva. Se negligenciadas, podem se tornar ameaça à segurança de todos.

Estabeleceu ainda parâmetros adequados como os primeiros 100.000 quilômetros e levantou valores médios de mão de obra em concessionárias de 10 marcas por todo o Brasil. Quando não conseguiu o tempo-padrão de reparo, considerou 100 horas de manutenção naquela quilometragem e aí pode ter surgido a primeira distorção. O índice varia de 10 (até R$ 5.000 de gastos totais em 100.000 quilômetros) a 60 (mais de R$ 29.500) e contempla 86 modelos mais vendidos pelo (discutível) critério Fenabrave.

O grande problema do IMV é desconsiderar que manutenção leva em conta também tempo, independentemente da quilometragem rodada, para itens como óleo do motor e fluido de freio. Outro equívoco do Cesvi foi estabelecer a média de 20.000 quilômetros por ano para seus cálculos. Consultadas pela Coluna, Chevrolet, Fiat e Ford (Volkswagen não respondeu) informaram que a média anual registrada é de cerca de 12.000 km. Os fabricantes estabelecem prazo de um ano para troca de óleo do motor, mas fazem ressalvas de quilometragem-limite e tipo de tráfego. VW é a única que obriga a troca semestral de óleo do motor. Ford tinha essa política estranha, mas mudou agora apenas para os primeiros seis meses – que pretende eliminar – e depois anual. Em alguns países já se adotou a troca de óleo bienal, favorável ao meio ambiente.

A tabela publicada pelo Cesvi traz outras distorções. Desconsidera, por exemplo, o dobro do número de vezes que um cliente VW tem que ir à oficina para troca de óleo rotineira, o que traz custos indiretos de tempo e deslocamentos. Os modelos mais bem classificados, nota 20, foram: Gol e Voyage 1,0 L, Celta 1,0 L; Uno e Forino (ambos 1,4 L); Etios hatch e sedã (1,5 L). Uno de 1,0 L, mais vendido que o 1,4 L, nem está na lista. Enquanto Sandero 1,0 e 1,6 L aparecem com nota 25, o Logan traz os mesmos motores e alcança índices melhores, 23 e 24, respectivamente.

O Cesvi é uma entidade séria, mas poderia estudar melhor os critérios, rever cálculos e aprimorar a divulgação para evitar dados incongruentes.

 

RODA VIVA

PREVISÕES de economistas na pesquisa Focus, do Banco Central, indicam queda de 2% do PIB brasileiro em 2015. Indústria automobilística, por sua extensa cadeia, representa 5% do PIB. Queda de produção (inclui exportações) e de vendas será em torno de 20% este ano. Ou seja, um ponto percentual do recuo da economia, em termos nominais, virá dos veículos.

DEFINIDOS os preços do Jaguar XE, sedã médio-grande inglês para atuar na faixa mais disputada de modelos de alta gama (A4, Classe C e Série 3, em especial). Começa em R$ 169.900 (2 litros turbo/240 cv) e vai a R$ 299.000 (3 litros V-6 compressor/340 cv). Meta de 600 unidades nos primeiros 12 meses, com plano especial de financiamento nas 33 concessionárias.

TANTO na versão de topo Titanium (2 litros/178 cv), quanto na de entrada (1,6 litro/135 cv), o Focus hatch 2016 mantém qualidades dinâmicas ainda melhores que antes. Em avaliação no cotidiano, motor de menor potência com câmbio manual dá conta do recado. No mais potente, câmbio automatizado (6 marchas) podia ter trocas mais rápidas. O carro é bem silencioso.

BMW superou objetivos com o evento itinerante Ultimate Experience. Só em São Paulo, mais de 750 testes de direção com 16 modelos da marca alemã. A linha M, de alto desempenho, representa aqui 4% das vendas totais contra 2% da média mundial. Mais impressionante é o M4 Coupé: 431 cv, 56 kgfm, 0 a 100 km/h em 4,1 s. Joerg Bartels, especialista da divisão, veio ao Brasil.

EMPRESA de energia da Califórnia está pagando US$ 1.000 a cada um de 100 proprietários selecionados do elétrico BMW i3 para participar de um programa de 18 meses de “reeducação”. Única condição: licença para avisar que a recarga das baterias seja evitada em horários de pico. Nos EUA já há preocupação com eventuais problemas de início de noite. Mau sinal…

FC

fernando@calmon.jor.br
Foto de abertura: meioambiente.culturamix.com
A coluna “Alta Roda” é de total responsabilidade do seu autor r não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Fernando Calmon
Coluna: Alta Roda

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  • Christian Bernert

    O dia em que todos os veículos forem elétricos, de onde virá tamanha energia que será demandada? Alguém já fez a conta sobre a viabilidade disto?
    Tenho a sensação de que gerar energia elétrica em termoelétricas, para depois transmitir (transformar tensões e distribuir) até chegar ao consumidor que carregará baterias para uso diário, pode não ser tão vantajoso assim como parece do ponto de vista ambiental e até econômico.
    Quem está pensando e levando a sério a matriz energética para este novo modelo? Talvez os alemães, suecos e outros nórdicos apenas…

    • Lemming®

      Conversores fotovoltaicos ou AKA energia solar.
      Nos EUA não custa os olhos da cara montar uma estrutura em casa para abastecer o veículo e com os novos painéis ou células super eficientes qualquer dia nublado carrega as baterias de armazenamento.
      Tecnologia existe para dar e vender e resolver isso mas o interesse econômico quer empurrar para hidrogênio que claro precisa de posto e o “dono do combustível”.

      • Silvio

        39% da matriz energética americana é queima de carvão, só 0,4% é solar

        http://www.eia.gov/tools/faqs/faq.cfm?id=427&t=3

        In 2014, the United States generated about 4,093 billion kilowatthours of electricity.1 About 67% of the electricity generated was from fossil fuels (coal, natural gas, and petroleum).

        Major energy sources and percent share of total U.S. electricity generation in 2014:

        Coal = 39%

        Natural gas = 27%

        Nuclear = 19%

        Hydropower = 6%

        Other renewables = 7%

        Biomass = 1.7%

        Geothermal = 0.4%

        Solar = 0.4%

        Wind = 4.4%

        Petroleum = 1%

        Other gases < 1%

        1 Preliminary data.

        Learn more:

        Monthly Energy Review: Electricity

        Last updated: March 31, 2015

        • Lemming®

          Não foi isso que falei…
          O que falei é que o próprio usuário pode “fazer” sua usina e que isso não custa o rim como aqui na Banânia.
          Mania de depender do governo para “dar” as coisas…
          Lá pode escolher no cardápio alternativas. Eólico, solar…etc..etc
          E aqui? Qualquer aquecedor solar meia-boca custa de 2 a 5 mil reais…

          • Silvio

            Eu cotei um aquecedor solar 1 ano atrás com a Heliotek, o custo? R$ 5.800 e mais 700 de instalação. Fora outras coisas que teriam que correr por minha conta. Ou seja inviável…

            Concordo com você que lá é mais barato que aqui, como quase tudo aliás… mas são poucos os que adotam essa solução por lá, fora o fato que dependendo da região dias ensolarados são pouco freqüentes

            Aqui na Banânia seria excelente, se não fosse tão caro. O governo (se existisse) poderia incentivar o setor nesses tempos de crise financeira, hídrica e elétrica, mas… deixa pra lá…

  • Gustavo Miranda

    Sobre a troca de óleo: não seria 1 ano muito tempo com o mesmo óleo? Acabo trocando sempre antes porque rodo bastante e faço a troca no máximo a cada 7 mil km, mas mesmo assim não deixaria meu carro um ano inteiro com o mesmo óleo não…

    • Gustavo Miranda
      A maneira mais prática de jogar dinheiro fora é trocar o óleo com menos de um ano ou 10.000 km. Acredite, ou continue a ter despesa desnecessária.

      • Thiago Teixeira

        Bob, meu Corsa 1.0 mpfi 99 completou 5 mil km da última troca. Está com 125.000 km. e o fabricante manda trocar com essa quilometragem andada ou 6 meses. Vou seguir isso aí. A cada 10 mil ou seis meses.
        Meu Focus Duratec idem…

        • nbj

          Tive um Corsa mpfi 98 1,0 e sempre troquei com 5.000 km. Se você fizer uso severo, rodar com o motor ainda frio, levar muito peso, andar em estradas de terra, rodar em lugar muito quente ou muito frio e enfrentar congestionamentos (não necessariamente todos os usos juntos) não o aconselharia a trocar com 10.000 km. Vendi ele com 138.000 km sem nenhum problema no motor, a não ser um bico injetor trocado.

        • Afonso

          Meu Celta já passa dos 200 mil, não baixa óleo nem queima. Mineral trocado a cada 10 mil km.

      • Gustavo Miranda

        Será mesmo Bob? Sei que meu VTi consome uma quantidade “aceitável” de óleo (hábitos de um Honda girador, creio eu), sempre usei óleo 100% sintético, verifico o nível com freqüência, completo e nunca tive problemas. Mas mesmo assim não sei se um óleo comum dura com tranqüilidade 10.000 km no uso severo (quase 80 km/dia) em cidades, estradas, algumas esticadas aqui e ali.
        Como meu motor chega a girar 8.200 rpm, prefiro me precaver e trocar o óleo um pouco antes, economizando futuros reparos no motor, afinal já são 190.000 km sem abrir motor nem câmbio, e perfeitamente saudáveis.
        O ideal (na minha concepção) seria fazer análise do óleo usado, podendo assim definir tanto se já se faz necessária a troca de óleo, ou até mesmo que aquele óleo é o mais indicado para as folgas de um motor em específico.

        • Thiago Teixeira

          Gustavo, uso severo não é definido pela quilometragem, mas como é o uso.
          1 hora de congestionamento é mais severo que muito mais que essa distância.

      • Gustavo

        Bob, sempre tenho visto o sr. dizer isto, mas tenho testemunhado vários casos de formação de borra no motor mesmo quando se respeita, literalmente, os prazos indicados dos fabricantes. Temo pela saúde do motor do meu carro. Poderia nos indicar um artigo, ou estudo, ou mesmo o sr. poderia nos explicar melhor isso?

      • Fernando Miranda

        Bob, e o tal do “uso severo” no qual se encaixam, segundo os parâmetros descritos nos manuais dos carros, a maioria das pessoas que usam o carro no dia a dia das grandes cidades, não justificaria a antecipação da troca para 5.000 km ou 6 meses? E a qualidade (ruim) dos nossos combustíveis, muitas vezes adulterados, contaminando rapidamente o óleo, também não justificaria essa antecipação?

      • CorsarioViajante

        Depende do óleo, não Bob? Quando usava o 5W40 trocava a cada ano ou 10.000 km como recomendado. Agora, por vários motivos que não vêm ao caso, mudei para o 20W50, e a troca foi recomendada para 5.000 km.

        • Christian Bernert

          Cuidado para não confundir classificação API e índice de viscosidade. Quem recomendou troca de 5.000 km? O frentista?

          • CorsarioViajante

            Não, uma oficina que freqüentava.

      • Lucas Pereira

        Da minha casa ao trabalho não da 3 km. 10 minutos. Antes de o carro atingir a temperatura ideal eu já cheguei. 80% da minha quilometragem está nesse trajeto. Na sua opinião eu jogo dinheiro fora trocando o óleo de 5 em 5 mil km? Me desculpe, mas se essa informação procede, todos os fabricantes e mecânicos estão mentindo.

  • Thiago Teixeira

    Em matéria carros/frota/trânsito o Rio de Janeiro passa longe de ser exemplo. A graça ali é o caixa 2. Chega com um pneu careca é veja a mazela do vistoriador (terceirizado) e conseqüente desserviço prestado.
    Diz a lenda que posto lá tem dono, que é um do legislativo estadual/municipal.
    Leve o carro em uma ITV –meu aposentado Tempra tem GNV e visita um desses todo ano. Sempre tem uma coisa para reprovar e um jeitinho (in)certo de aprovar o laudo.
    Que pena esse imbróglio…

  • CorsarioViajante

    Só um detalhe, São Paulo também tinha uma inspeção veicular, que, apesar de alguns questionamentos, funcionava bem. Ironicamente, foi extinta de forma unilateral e sem substituto pelo Haddad, o mesmo que fala em restringir carros por, entre outros motivos, “melhorar o meio ambiente”. Vai entender.

    • Douglas

      Sou totalmente contra esse tipo de inspeção, gera gastos para a população além da perda de tempo.
      O ganho para o meio ambiente é ridículo, poluição do ar é pura balela.
      Poluição realmente nociva é a de rios e lençol freático, e me parece que ninguém tem a iniciativa de despoluir o Rio Tietê.

      • CorsarioViajante

        Concordo quanto a gerar gastos, o correto era como foi durante algum tempo, a inspeção não tinha custo exceto se reprovasse, quando pagava algo em torno de R$ 50,00 para reagendar.
        Mas sem dúvida que trazia ganho como um todo. Na minha família, no primeiro ano da inspeção, um primo descobriu que seu carro tinha vazamento de óleo, minha tia descobriu que seu escapamento estava com defeito, e assim por diante. Com certeza dificultou a vida de quem vai “empurrando” o carro queimando óleo, com vazamentos, irregular. Só faltava inspecionar os veículos da própria prefeitura ou que prestam serviço para ela, como os ônibus, notórios poluidores.

      • Mr. Car

        Aqui no Rio, tempos atrás, uma reportagem de TV denunciava o aluguel de pneus bons nas cercanias de um posto do Detran, para que carros com pneus ruins não fossem barrados na vistoria. É mole?

  • a. shiga

    “A linha M, de alto desempenho, representa aqui 4% das vendas totais contra 2% da média mundial.”

    Seria a diferença explicada pela demanda reprimida na faixa dos 96%?

  • Daniel S. de Araujo

    Brasileiro adora a presença estatal, desde que seja na vida dos outros. Todo mundo é a favor da inspeção veicular, de transferência, enfim, mas acha ruim quando chega sua vez de enfrentar o Frankenstein paraestatal.

    Tudo seria muito simples de resolver, dispensaria essa historia de ITV “para a segurança do trânsito”: Bastaria uma fiscalização eficiente que punisse com rigor carros de pneus carecas, em mau estado, soltando fumaça etc. O problema é que isso demanda esforço, não pode ser feito por “pardais” e acaba com toda a máfia que existe em volta desses centros de inspeção (incluindo ai as oficinas que regulam o motor só para passar na inspeção veicular).

  • CCN-1410

    Interessante é que quem deveria ver essa fumaceira toda, como o da foto e multar, não vê.
    Inspeção Veicular não funciona. É corrupção na certa!

    • Daniel S. de Araujo

      Vai de encontro ao que escrevi. Em São Paulo tinha o povo que estrangulava a bomba injetora dos motores diesel, fazia a inspeção e depois “regulava” de novo. Fora os casos de motores diesel que estouraram de tanto serem acelerados impiedosamente nas mãos dos “tecnicos”.

      Se burocracia estatal inibisse o comércio clandestino de peças, a inspeção veicular trouxesse segurança ao trânsito e multa educasse, São Paulo e o Rio de Janeiro seriam as cidades exemplo para o mundo.

  • Gustavo

    A vistoria anual do Detran-RJ só serve como ferramenta de suborno. Tenho vários “causos” cabeludos de lá. E de nada adianta, pois não tira os carros mal conservados das ruas, pois seus donos simplesmente ignoram a obrigatoriedade da vistoria. Como a fiscalização na rua é fraca, eles continuam rodando sem serem incomodados.

  • Paulo Ferreira

    Não acredito tanto assim no trabalho do Cesvi. Em mais de uma oportunidade já enviei email perguntando acerca da metodologia para a produção de índices e nunca recebi respostas.

  • Rodolfo

    Na Europa pode ser a cada 2 anos a troca de óleo, pois não deve ter posto que batiza gasolina como a maioria dos postos daqui, e lá a gasolina não é 27% de álcool… lá é 10 a 15% apenas. Antigamente existia óleo próprio para motor a álcool.
    E por fim os motores para poder trocar a cada 2 anos o óleo devem ser muito modernos para não degradar o óleo ou prejudicar a viscosidade.

  • Corsário,
    Com qualquer óleo de classificação API elevada, como SL, independente de sintético ou mineral e de viscosidade. Recomendação de fábrica e experiência própria…de décadas!.

    • CorsarioViajante

      Obrigado Bob! Manteria os 10.000 km se o óleo não “sumisse” após 2.000 km… rs Preciso resolver este problema em breve.

  • Lucas Pereira
    Falo por mim, não por outrem. E você é livre para adotar a periodicidade de troca de óleo que julgar conveniente.

    • Almeida Newton

      Bob, uma ajuda, por favor, tenho um Astra 2011, o manual diz para trocar o óleo, em condições normais, a cada 10.000 km ou 12 meses, como rodo menos de 5.000 km/ano você acha importante respeitar os 12 meses ou esse prazo pode ser maior?
      Grato pela ajuda.

  • Afonso
    Mas é claro, tenho experiências semelhantes!

  • nbj
    Se tivesse trocado a cada 10.000 km o resultado seria o mesmo. O meu Celta VHC 2003 está com 125.000 km e perfeito.

  • Rodolfo
    Saiba que o álcool é menos maléfico para o motor do que a gasolina por não conter enxofre. Aquele óleo para motores a álcool? Puro marketing.

    • Rodolfo

      E por que então falaram aqui no Ae que o aumento de álcool na gasolina irá diminuir a vida útil de alguns componentes do motor, se eu não me engano foi um artigo do Boris Feldman?

  • Thiago Teixeira
    Esse “uso severo” é atavismo, era do tempo do carburador, que gotejava, e do ventilador do radiador mecânico, que fazia o motor superaquecer com facilidade (o radiador não recebia ar suficiente o no anda-e-pára). Com a injeção e o ventilador elétrico dirigir em meio a um congestionamento em nada afeta o motor e o óleo.Saiba que pior condição de funcionamento do motor é alta velocidade em estrada, o que leva o óleo a esquentar bem.

    • Rubergil Jr

      Mas Bob, todos os fabricantes indicam em seus manuais do proprietário como uso severo o rodar em percursos curtos, ou em anda-e-para… Se isso não é mais verdade, porque ainda indicam isso? E não é só um ou outro, mas todos os fabricantes.

      Me parece também condizente com o (excelente) texto do Josias em http://autoentusiastas.com.br/2015/06/carros-com-100-mil-km-quem-tem-medo/.

      • Rubergil Jr.
        Mero atavismo. Era assim, não é mais, mas a recomendação ficou.

    • robson santos

      Mas Bob, se a temperatura do motor (arrefecimento) cai em alta velocidade na estrada então por que no cárter aumentaria ?

      • robson santos
        A temperatura do óleo aumenta em razão da potência gerada. Parte do calor do motor é trocado com a água, que é arrefecida no radiador pelo ar que passa por ele, e com o óleo, em que vários casos é necessário um trocador de calor óleo-água (up! MPI e TSI, por exemplo) ou mesmo um radiador específico para o óleo, como nos carros de corrida. Como curiosidade, todo manual de Fusca, desde os primeiros anos, dizia que se a luz de pressão de óleo (verde) piscar com motor em marcha-lenta após um percurso em alta velocidade (ou seja, máxima de 100 km/h nos 1100 de 25 cv), é normal. Por que? Óleo superaquecido, viscosidade mais baixa, menos pressão de óleo..

        • robson santos

          olá Bob,
          suponho que como a temperatura da água na estrada fica no limite de fechamento da termostática, então é porque deve estar ocorrendo algum estado de equilíbrio, no caso a alta velocidade/maior fluxo de ar aumenta a eficiência do arrefecimento a ponto da termostática trabalhar parcialmente aberta pois vai estar em equilíbrio com a temperatura do motor, esse estado de equilíbrio só é possível devido ao óleo conseguir absorver o calor adicionado pelo aumento da potência, razão da qual para alguns projetos é necessário o uso do trocador óleo-água. Seria isso ?

  • Almeida Newton
    Nessa questão da troca do óleo do motor, tempo é mais importante, portanto troque anualmente mesmo que você rode menos de 5.000 km/ano. Há poucos dias troquei com 1 ano, mas o carro só rodou 6.500 km.

    • Almeida Newton

      Ola, Bob, obrigado pela dica, também tenho uma caravana 1990 (4-cil) com 44.000 km originais (era de meu sogro) e, como rodo muito pouco, ela está com o mesmo óleo há 2 anos, vou correndo trocar!
      Abs

  • Rodolfo
    Além de a opinião de colunistas não refletir necessariamente a do Ae, conforme explicitado no rodapé de toda coluna, o Boris falou de forma genérica, o que faltou foram testes dos componentes em contato com o líquido, como bomba de combustível e bóia do medidor de combustível, e funcionamento do motor sem falhas de aceleração, os chamados engasgos.

    • Rodolfo

      Se álcool faz mal para peça de aço como válvulas, fura carburador etc… imagine o que faz com o coitado do óleo.

      • Eduardo Mrack

        Como o Bob já afirmou, pelo ponto de vista de contaminação do óleo, o álcool é menos maléfico do que a gasolina por não conter enxofre. Já em peças metálicas, como você mencionou, sim, por conter uma molécula de oxigênio – que confere propriedades ácidas ao álcool –a degradação gerada por ele não só pode como vai ser maior do que em relação a gasolina, entretanto a minha experiência em mecânica automobilística me permite dizer que este efeito ácido do álcool só ocorre em locais onde ele fica em contato por tempo prolongado na sua forma líquida não sendo o caso em dutos da admissão, válvulas e componentes ligados à combustão do motor. Sim, destrói tanques e bombas de combustível bem como cubas de carburadores e componentes do sistema de injeção que não receberam tratamento para alojar tal combustível.

        • Rodolfo

          Uma coisa que se nota também e que em carros que eram somente a gasolina o escapamento durava muito mais do que os carros que eram somente a álcool, devido ao efeito corrosivo dos gases de escape do mesmo.

          • Daniel S. de Araujo

            Rodolfo, sem querer ser chato mas já sendo:
            -> O álcool corroi por conta da presença do oxigênio na molécula. O índice de pH do álcool varia de 6 a 8. Ou seja, não é ácido nem básico. Por isso que você consegue manuseá-lo sem danos a pele.
            -> Os danos provocados pelo álcool são nas partes em contato com o álcool na forma liquida. Nas peças que precisam de algum tipo de lubrificação.
            -> Sobre escapamentos, a historia é mais longa. Mas HOJE o escapamento galvanizado dos carros a álcool dura bem mais do que de um similar a gasolina pela questão dos óxidos de enxofre, que em contato com a água resultante da combustão forma ácido sulfúrico e ácido sulfuroso, coisa que não acontece no álcool.

            -> Antigamente, os escapamentos eram de lata fina, não galvanizada. Embora a combustão fosse incompleta e resultasse em pouco residuo de água na queima, o alcool é hidratado e naturalmente resta água. Dai o motivo porque no inicio dos anos 80, os carros a alcool perdiam muito escapamento.

          • Eduardo Mrack

            Perfeito. E fim de papo.

      • Daniel S. de Araujo

        Carburador furado? Só se for na musica da Ivete Sangalo…

        • Rodolfo

          Meu pai tinha uma Caravan ano 1981 a álcool e o carburadortinha vários furos na cuba. Sou membro do Clube do Gol Quadrado e tem gente que relata o mesmo problema de furo no carburador em Gol a álcool.

      • Rodolfo

        Você consegue julgar se se o óleo está bom ou ruim pela cor? Creio que não… se devem ser feitos teste em viscosímetro, ferrografia e etc…

  • Fernando Miranda
    Eu já disse a outros leitores, este uso severo um atavismo, produto de outras épocas, quando não havia injeção de combustível e ventilador do radiador elétrico. A excelência dos óleos atuais é notável e o nosso combustível não tem mais os problemas de qualidade, a ANP foi rigorosa nisso, incontáveis postos perderam a licença de funcionamento – “má qualidade dos combustíveis brasileiros” é outro atavismo – não existe há tempo contaminação do óleo. Eu não seria doido de no meu carro trocar óleo a cada ano/10.000 km no “uso severo” que eu faço.

  • Rodolfo
    Puxe pela memória: era ao contrário, nos carros a álcool o escapamento durava mais justamente pela ausência do enxofre.

    • Lucas

      Verdade. Troquei o abafador intermediário original do meu Astra 2002 a álcool em 2012, com 10 anos de uso, portanto. E ele nem estava tão ruim assim, apodreceu na emenda da chapa e tava roncando por ali.

      • Rodolfo

        Mas meu pai rodava muito com a Caravan e com o Gol… quando comprei o Gol do meu pai ele estava com 190.000 km e 18 anos de uso.

        • Lucas

          Rodolfo, no Astra durou 10 anos. Mas antes do Astra eu tive um Passat Pointer 1985, a álcool também. Nele eu troquei o escapamento logo que o comprei, em dezembro de 2007, e três anos depois, quando o vendi, já estava quase precisando trocar de novo. O detalhe é que o escape que eu havia colocado era do paralelo, de pior qualidade. No Astra comprei original. Custou R$ 500,00 e até agora está perfeito.

          • Rodolfo

            Meu pai nunca foi de comprar peças paralelas… nem eu. Sabemos que quem ganha com peça paralela é só quem produz e quem vende, pois essas coisas não duram nada.
            Enfim, meu pai jamais colocou escapamento paralelo.

      • Rodolfo

        O meu abafador intermediário (que fica entre o coletor de escape e o silencioso) do meu Gol 1.8AP – ano 1990 – a Gasolina é original e tem 25 anos!!!

    • Rodolfo

      Não é não… meu pai teve a Caravan 1981 a Álcool por 9 anos (de 1988 a 1997) e trocava direto escapamento. E com o Gol 1990 a Gasolina que comprou em 1996 e está comigo até hoje a troca de escapamento demora muito mais.

      • nbj

        Meu pai também teve vários carros a álcool e a gasolina no década de 80/90. Trocava com muito mais freqüência os escapamentos dos carros a álcool, talvez por este combustível deixar uma pequena quantidade de água no escapamento. Quando o clima estava frio e úmido, saía muito vapor de água neles e quando estava quente, espirrava água em estado líquido. Coisa que não acontecia nos carros a gasolina.

      • RoadV8Runner

        Tinha algo de errado com os escapamentos do Caravan de seu pai. Ele rodava pouco, trajetos curtos? Eu tive um Caravan 1988 a álcool e, em 10 anos com o carro, troquei o escapamento uma única vez. Antes do Caravan tive um Chevette 1989, também a álcool, que continua com minha mãe, já a 18 anos “em família”. No Chevette, o escapamento foi trocado três vezes, do silencioso central para trás apenas. O tubo do motor, que é conectado ao coletor de escape, é o mesmo desde que comprei o carro, em julho de 1997.

        • Rodolfo

          Não… ele rodava uma média de 10.000 km por ano.

  • robson santos
    A questão é que água tem radiador, enquanto o óleo não, por isso a sua temperatura segue subindo. Sempre há alguma dissipação pelo próprio cárter, inclusive são bem conhecidos os cárteres de Alfa Romeo aletados (aletas aumentam a área de contato com o ar). Até a carcaça do motor VW arrefecido a ar é aletada. Mas se não for suficiente, então é preciso radiador para o óleo também que, aliás, esse motores VW têm. É assim.

    • robson santos

      Entendi Bob, obrigado pela resposta.