Truques de mulher

 

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Sou daquelas mulheres que gostam (e muito) de carro, mas também gosto muito de ser mulher. Reclamo se mexo em alguma coisa do veículo e quebro a unha, por exemplo. Por isso, tenho lá meus truques para evitar que uma coisa atrapalhe muito a outra.

Por exemplo, sempre trabalhei fora de casa — e dentro, também como muitas mulheres, mas isso renderia um texto quilométrico sobre a dupla jornada feminina e não é o caso. Ou seja, salto alto e terninho ou blazer quase todo dia. Mas prezo a segurança ao dirigir e não gosto que o salto prenda nos pedais do carro. E também não gosto que meu lindos pisantes fiquem marcados na dobra por causa do acelerador, porque como toda mulher, adoro sapatos. Jamais entendi esse fascínio feminino, mas tenho meu lado Luluzinha também. Assim, carrego sempre na porta do motorista um sapato velho, baixo, confortável, tipo mocassim, que calço assim que entro no carro. Como o meu tem câmbio automático e só uso um pé, basta um. Mas antes levava um par completo e o calçava assim que entrava no carro. Além da praticidade para guiar meus sapatos duram muito mais.

 

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Mocassim para dirigir, mas só no pé que precisa…

Claro que isso não me poupou de alguns micos — várias vezes desci do carro com sapatos diferentes entre si. Se estava usando salto alto era rápido perceber o engano e voltar para fazer a troca, mas se estava usando salto baixo ou nenhum salto, bem… várias vezes sai andando por aí feito uma maluca e cheguei a andar mais de um quarteirão assim.

Meu marido várias vezes foi questionado sobre o por quê de andar com um sapato na porta do carro, mas já nem liga e responde algo como “coisa da minha mulher”.

Outra coisa fundamental no meu carro é álcool gel, flanela e lencinhos umedecidos no porta-luvas, bem ao lado da famosa cadernetinha com caneta e as anotações de tudo o que faço no carro — incluindo abastecimento de gasolina e revisões — e um antiquíssimo Guia de Ruas que me recuso a jogar fora por medo de não ter sinal de GPS para o Waze. Mas está tão desatualizado que só está lá por questões sentimentais, receio. Ou para servir de encaixe à garrafinha de álcool gel.

Tem coisa mais chata do que sujar a mão e depois colocá-la no volante? Depois de passar no supermercado, então, é impossível não limpar as mãos. Parece que os produtos das geladeiras estão sempre melados. O peixe, então, nem se fala… Uso o álcool gel e a flanela, mas também lencinhos dos aviões, embora eles estejam cada vez mais raros. E sempre passo um deles no volante de direção quando deixo o carro com manobristas. Não acho que o pessoal de valets suje de propósito, acredito apenas que os outros volantes estejam sujos e de passar de um para o outro acabem sujando o meu. E antes que vocês perguntem, não, não tenho Transtorno Obsessivo Compulsivo nem nada disso. Apenas não gosto que minha mão grude no volante. E tem um par de sacos plásticos caso tenha de embrulhar ou jogar fora algo sujo. Uma vez tive de amarrar dois deles nos pés no melhor estilo motoqueiro para proteger-me de uma enorme poça d´água.

Já falei das caixas de plástico dobráveis que levo no porta-malas. Elas facilitam as inúmeras operações de carga e descarga. E lembrem que disse que tenho dupla jornada – sou uma ótima dona-de-casa também. Não apenas para as compras, que com  a novela das sacolinhas nos supermercados de São Paulo nunca se sabe se teremos como carregar nossas coisas, mas também para firmar outros objetos para que não fiquem rolando pelo porta-malas. E como tenho várias e de duas cores diferentes, consigo manter tudo separado e descer só aquilo que quero e onde quero, sem perder tempo.

 

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Caixas no carro, velho hábito

Também levo um guarda-chuva pequeno na porta do carona, mas me questiono a verdadeira utilidade disto pois toda vez que chove e preciso dele estou longe do carro. Se ao menos alguma vez chovesse quando estou saindo do veículo… mas não, parece ser que é sempre quando estou longe ou indo na direção dele. E como comprei num camelô por “5 real” (porque vendedor de rua em São Paulo nunca usa o “S”?) já está pedindo aposentadoria e não durará muito. As hastes parecem que foram resgatadas de um furacão.

Levo no porta-luvas também uma folhinha com uns adesivos que ganhei da seguradora para reparos de emergência em vidro. Felizmente só precisei usá-la uma vez quando uma pedrinha assassina bateu no pára-brisa do carro na estrada. Como foi uma trincazinha do tamanho de uma moeda pequena, deu para colar o remendo até chegar em São Paulo e trocar o vidro inteiro — infelizmente.

Outra coisa que acho fundamental num carro para mulheres é ar-condicionado ou ventilação forçada. Saio todo dia de casa com o cabelo recém-lavado e o seco no carro, no ar. Coloco no “quente”, com todas as entradas viradas para mim e no máximo da potência e abro um pouco as janelas pois se bobear dá para criar orquídeas com a estufa que fica. Depois, viro tudo para “frio” e enxugo o suor…

O resultado não é lá dos dez melhores, mas é rápido e como meu cabelo é megaliso não há grande diferença entre fazer isso e ficar 15 minutos no secador de casa que, aliás, detesto. Gostaria de saber o que pensa quem passa do meu lado: eu, ao volante, com os cabelos esvoaçantes como se estivesse no meio de um tornado… bem, melhor não deixar essa imagem na cabeça dos meus caros leitores. E justamente por isso não ficarei magoada se algum amigo ou parente me encontrar numa hora dessas e fingir que não me conhece. Não posso culpar ninguém.

Se tenho de passar batom, viro o quebra-sol do motorista onde sempre tenho um espelhinho. Se não for de fábrica, improviso um. Já fiz isso várias vezes e é fácil e seguro. Nada de entortar o retrovisor interno. E nunca, nunca, fazer isso com o carro em movimento ou quando o sinal é curto.

Durante um tempo cheguei a levar no porta-luvas um pacote de biscoitos ou uma fruta, mas depois que dei uma maçã a um menino num sinal que me pedia dinheiro e ele na minha cara a jogou no chão com desprezo parei de carregar perecíveis. Agora não tem lanchinho nem para os pedintes nem para mim. E se tenho uma garrafinha de água depois de deixar o carro com algum manobrista, jogo fora — nos recicláveis, é claro e uso a água nas minhas plantas. Neurose? Certamente. Eu sei lá se o sujeito não bebericou do gargalo? Arghhhh!!

Fora essas coisas perfeitamente arrumadas, não tenho objetos no carro exceto os obrigatórios e de praxe: triângulo, ferramentas, estepe, macaco. Se me dão um folheto num cruzamento, deixo dentro do carro e jogo fora em casa ou no escritório. Nada fica de um dia para o outro. Bom, pensando bem, talvez tenha TOC, sim, mas como disse, gosto muito de carro.

Mudando de assunto: foi ótimo encontrar, além dos colegas do AUTOentusiastas, tantos leitores no passeio de domingo. Não quero esquecer nomes, mas já correndo o risco disso acontecer, gostei muito de conhecer o Agent 008 e esposa, Felipe, Ricardo Biasoli e esposa, o casal do Rio Maria e (acho que) Caio (sou péssima para nomes, mas você sabe que estou falando de vocês, tomamos café juntos perto do avião), Adalberto (de Curitiba), Albertoni, o rapaz de Santos que vai conhecer Buenos Aires no mês que vem e o adorável casal que tem quatro filhos e com quem conversei durante o almoço — terrível não lembrar do nome deles, desculpem. E tantos outros. Valeu mesmo.

NG

Foto de abertura: huffingtonpost.com; do texto, autora
A coluna “Visão ferminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 

Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

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  • Eduardo Silva

    Aliás, faltou um relato desse passeio de domingo. Terá?

  • Muito legal, Nora! Minha esposa faz exatamente o mesmo com os sapatos… Preciso aprender a me conformar, como o seu marido, e toda vez que ver, pensar “coisa de minha mulher”…

    Obrigado pela menção!

    Não deu tempo de falarmos sobre meu amor por Buenos Aires, no domingo. Qualquer dia desses, quem sabe, nos encontramos de novo e eu conto sobre minhas (várias) visitas àquela linda cidade…

    Um abraço,

  • Ricardo Talarico

    Nora,
    Quanto ao passeio de domingo, foi realmente sensacional.
    Estava com minha esposa e somos tímidos nos primeiros contatos, mas depois nos tornamos insuportavelmente extrovertidos.
    Então, evitamos deixar uma péssima primeira impressão. 🙂

    Minha esposa com certeza teria muito a conversar, pois ela concorda e compartilha de suas opiniões.

    Certamente nos encontros AE futuros todos estarão mais confortáveis.
    Novamente, parabéns pela coluna.
    Abrax do Tala.

  • CCN-1410

    Bem, além do tradicional guarda-chuva, do álcool gel, canivete suíço, caixa plástica amarela, mas que não é desmontável, guardanapos, blusa para quando pintar um frio fora de hora, toalhinha de algodão, flanela entre outras coisas que não lembro no momento, o meu xodó é um pedaço de pau. Na verdade é um peso de rede de pesca que encontrei há exatamente 29 anos ao caminhar pela praia. Ele se parece com um pequeno tacape e sempre fica embaixo do banco do motorista. Talvez um dia ele tenha utilidade. Em quê, eu ainda não sei, mas quem sabe um dia…

    • BlueGopher

      Gozado que eu também achei um pedaço de pau deste tipo na praia, (só não sei se era de alguma rede de pesca) já lisinho pela idade.
      Apelidei-o de “carinhoso” e por anos ele ficou no meu carro.

  • Roberto Neves

    Ri alto aqui no trabalho com as histórias do sapato na porta e dos cabelos esvoaçantes. Genial, ótimo!

  • Marcos Namekata

    Também sou fã das caixas plásticas dobráveis. Pena que elas sejam tão raras e caras ultimamente… A última vez que vi o preço de uma de tamanho médio estava quase 60 reais.

  • Henrique Lopes

    Nora, participei de uma demonstração de reparo no pára-brisa feita pela Carglass, o técnico disse que o adesivo não evita que a trinca aumente, ela serve para evitar que entre sujeira, assim não prejudica a qualidade de um possível reparo.

    Sua relação com o carro tem muitas particularidades, fiquei curioso em saber como faz para lavar. Até a crise da água, sempre lavei meus carros por achar que os lava-rápidos cobram muito e têm pouca qualidade, sorte que perto de casa tem um posto que cobra R$10,00 e o acabamento fica por minha conta.

  • WSR

    Nora, lembrei de uma comunidade do falecido Orkut (dentre as várias similares que existiam), que eu achava simplesmente uma vergonha: http://orkut.google.com/c5690697.html Aliás, numa dessas comunidades, cheguei a ler uma postagem de uma jovem que dirigia de salto, passava a marcha e batom quase ao mesmo tempo, com o milagre de não sem bater o carro e as outras meninas achavam isso o máximo. E nem adiantava argumentar sobre os perigos, pois todo homem era logo chamado de machista, mesmo se postassem sem a intenção de ofender as mulheres. Sei que esse comportamento não é generalizado, mas por menor que seja a quantidade, o ideal seria evitá-lo, como você mesma deixou muito claro no seu texto.

    • Nora Gonzalez

      WSR, como muitas mulheres sou obrigada a fazer várias coisas ao mesmo tempo – e consigo, mas junto apenas aquelas viáveis. Tipo mexer duas panelas ao mesmo tempo e olhar a carne no forno na sequência, ou fazer crochê ou tricô vendo televisão. Mas não me arrisco a fazer coisas que coloquem a mim ou aos outros em risco, como dirigir fazendo outra coisa que requeira atenção.

    • Domingos

      Mulher tem um grave problema de não ter senso de função às vezes. Por isso é absurdo a essas mais avoadas que você constate que um carro é um lugar para dirigir, mas enfim…

  • Mr. Car

    Nora, entendo que pelo seu estilo de vida, a correria diária, compromissos em vários lugares e dificuldade para encontrar vagas, seja impossível não fazê-lo, mas você me decepcionou, partiu meu coraçãozinho de admirador quando confessou entregar o carro para manobristas. Isso vai contra todos os meus princípios e convicções autoentusiastas, he, he, he! Muitas vezes já entrei em um estacionamento, mas ao ser informado que eu mesmo não poderia manobrar, e ainda por cima teria que deixar as chaves, dei ré e fui procurar outro lugar. O desconforto que a idéia me causa é o mesmo de um estranho ter as chaves de minha casa, e entrar nela na minha ausência. Autoentusiasmo? Paranóia em último grau? Parafraseando o Chicó de “O Auto da Compadecida”… não sei, só sei que é (sou) assim. He, he, he!
    Abraço.

    • Carlos A.

      Caro Mr. Car, parabéns!! Você não está sozinho, eu sou da mesma ação, reação e opinião. Certa vez, fui a um casamento onde a ‘frescura’ chegava a esse ponto. Contrataram manobristas, sendo que em minha cidade nunca vi isso. Dei ré e parei numa vaga em frente. Ao entrar a pé para a festa, notei um manobrista arrancando um retrovisor do lado esquerdo de um Vectra! O cara conseguiu entrar tão encostado junto a um poste metálico que não sobrou espaço para o retrovisor passar. Esse convidado deve ter ficado feliz da vida ao receber o carro.

  • Vinicius

    Nora, seu carro é um PSA?

  • Carlos A.

    Nora, gostei do seu (bom) exemplo sobre a troca dos sapatos para dirigir, acho que as mulheres deveriam seguir seu exemplo, isso ajuda muito na segurança durante o uso do veículo. Outo dia vi uma moça pilotando uma moto usando salto, achei bem perigoso.

  • Nora Gonzalez

    Mr. Car, no escritório sou obrigada a deixar o carro com o manobrista, mas brotam lágrimas dos meus olhos sempre. Já argumentei de tudo, mas o fato é que não há vagas para todos e dependemos disso. Todo dia levo uns 10 minutos para sair do prédio: checo lataria, pneus, porta-malas, estepe… acho que eles me odeiam.

    • Acyr Junior

      Nora, isso vai além da paixão por carros, é quase um amor patológico.

      Não que eu tenha lá muita moral pois era assim com minha moto …

      • Nora Gonzalez

        Acyr Junior, além de amor patológico é praticidade. Depois que se sai do estacionamento não adianta reclamar que o estepe não estava no carro.

  • Christian Bernert

    Mr. Car. Entendo sua agonia.
    Também tinha a mesma dificuldade. Mas já a muito tempo me dei conta de que por mais apaixonado por carros que eu seja, a verdade é que o carro existe para nos servir e não o contrário. A partir daí “marcas de guerra” passaram a ser vistas como algo que eventualmente faz parte de nossas convivências.
    Afinal no trânsito acontece de tudo: pedras no caminho, pedras lançadas por outros veículos, “portadas” em estacionamentos, e tantas outras coisas.
    Se der para evitar eu evito, mas quando não dá entrego a chave e desligo. Não vale a pena se estressar a tal ponto. Afinal, não passaremos a eternidade ao lado de nossos carros; que atire a primeira pedra quem nunca, com dor no coração, viu seu velho companheiro nas mãos do novo dono, virando a esquina para nunca mais voltar. A vida continua.

    • Mr. Car

      Pedras lançadas por outros veículos “aceito”, não tem como evitar (meu pára-brisa que o diga), mas portadas…tem uma (bem discreta) no meu carro, isso em seis anos e meio. Se todo este tempo eu tivesse largado o carro na mão de manobrista (inclusive da garagem do meu prédio, onde sou o único que não deixa as chaves), ia ter “marcas de guerra” que não acaba mais. Todos os cuidados que tomo fizeram, por exemplo, com que cada vez que coloquei um carro para vender, o primeiro que veio ver, comprou. Não ganho nada com isso, mas tenho um imenso orgulho em entregar um carro muito inteiro para quem o compra de mim, he, he!

  • Francisco Passarini Junior

    Tive o prazer de tomar café perto do avião com você, seu esposo, o AK e um casal de participantes do AE Nora, foi uma pena que não tive a oportunidade de conversar com você, quem sabe na próxima, sucesso para você 😉

    • Nora Gonzalez

      Francisco Passarini Junior, lembro bem de você, sim. Certamente não faltarão oportunidades para outros encontros.

  • ccn1410

    Pensei que fosse só eu…
    O apelido do meu é o nome mesmo, hehehe…

    • Acyr Junior

      Enquanto tive pickups (várias) usava um cabo de machado que ganhei de um caseiro que tivemos. Ainda o tenho aqui com o singelo apelido de “amansa louco” . Só não uso mais !!

  • Nora Gonzalez

    Vinicius, na mosca. Reconheceu os pedais?

    • Vinicius

      Sim, hehehe. Agora, qual eu não sei! A gama é extensa. Com a devida vênia, se for equipado com o câmbio AL4, poderia nos brindar com sua opinião sobre esta caixa. Tenho um 307 2.0 AT, 2004/05, bem manutenido e com 103.000km. Embora falem mal, este câmbio só deu uns dois trancos nos oito anos em que está comigo. Hoje roda pouco, mas é meu bibelô.

      • Nora Gonzalez

        Vinicius, um Peugeot 408. Não, o câmbio não é o AL4, mas ele equipa o outro carro que temos, mais velhinho. Outro dia escrevo sobre ele.

        • Vinicius

          Valeu, Nora. Então é o AT8, o upgrade do AL4. rs.

          Bem, fica a dica para pauta, somente. Uma humilde sugestão!

  • Nora Gonzalez

    Henrique Lopes, para lavar o carro, prefiro fazê-lo em casa, método tradicional: balde, luva própria para isso e sabão neutro (uso o de roupa, em barra). Esta semana deixei o estacionamento lavar e deixaram o painel melecado com aquele líquido que eles gostam de passar. Ainda estou tirando, e também puseram cheirinho de tutti-fruti. Xii! há dois dias que não fecho os vidros…

    • Domingos

      Funciona bem o sabão em barra??

  • Vinicius

    É muito raro eu entregar meu carro aos manobristas. Muito, mas muito raro. E quando é inevitável, mostro que não possui um arranhão sequer. E demoro, na volta, inspecionando o carro todo.

  • Alberoni

    Olá Nora. Agradeço a menção. Foi um prazer enorme conhecê-los, editores e leitores. Que esse encontro seja o primeiro de muitos do Ae.
    PS.: É Alberoni e não Albertoni, mas tudo bem já estou acostumado…rá rá rá…
    Um abraço.

  • Andre Mondino

    Ótimo texto! Acho muito interessante ver como as pessoas se comportam em relação
    aos seus carros. Eu, por exemplo, também não deixo meu carro com manobristas. Eu
    não evito, eu não deixo. Pode parecer arrogante ou qualquer coisa do tipo mas
    isso me incomoda profundamente. Peço desculpas à classe, mas a maioria deles não
    tomam o menor cuidado, manobram o carro com uma pressa injustificável, desafiam
    as leis da física tentando estacionar 2 ou 3 carros em apenas 1 vaga (exagero
    meu, rsrsrs) entre outras mazelas que eles cometem. Ao estacionar em shopping
    centers, eu rodo na garagem até achar aquela vaga no cantinho onde as portas dos
    outros carros vão ficar bem longe das minhas, acho péssimo aqueles “picotes” de
    “portadas” de outros carros. Dentro do carro, eu nunca deixo nada espalhado
    pelos bancos ou assoalho, está sempre tudo na mais perfeita ordem e tudo sempre
    muito limpo. Meu carro veio com tapetes de carpete de fábrica e levo uma escova
    de tapetes (escondida no porta-malas no poço do estepe para ninguém descobrir
    que tenho TOC, rsrsrsrs) e a cada 2 dias eu escovo os tapetes para que sempre
    fiquem com uma aparência agradável e limpos. Tenho um guarda-chuva no
    porta-malas fazendo companhia pra escova de tapetes, não gosto de guardar nada
    nos porta-objetos das portas. Outra coisa que sou extremamente “cri-cri” é com
    rodas raladas. Muito feio carros com rodas ou calotas raladas. Isso fez com que
    minha querida esposa tomasse a decisão de livre e espontânea vontade de não usar
    meu carro. Todas as rodas do carro dela parecem com um ralador de queijos. Acho
    que ela rala rodas por hobby. Acho que ela já deve ter colocado o estepe para
    rodar só para ralá-lo! Brincadeira… E, para finalizar, comer dentro do carro é
    simplesmente uma opção que inexiste.
    Obs: Nora, eu e minha esposa Daniela
    somos o casal com quatro filhos com o qual você conversou durante o almoço no
    passeio. Agradecemos o “adorável” e a recíproca é verdadeira!

  • Nora Gonzalez

    Alberoni, desculpe a confusão com o nome. Se serve de consolo, já fui chamada de “Sogra” em vez de Nora.

    • agent008

      Nora, me desculpe mas tive que rir… Imagina a situação em que a pessoa se colocou…

  • Boas as dicas. Sempre tenho álcool gel no carro, até porque a cachorra passeia de vez em quando. Uso um frasquinho spray comprado em loja de 1,99 e reabasteço com o álcool gel comprado em mercado, de 500ml que é mais barato. Papel higiênico sempre tem no porta-luvas, em todos os carros da família desde sempre, serve pra muita coisa, até pra sua finalidade primária de vez em quanto. Sacolinha de lixo na alavanca de câmbio pra nada ficar jogado pelo chão. A caixa de feira no porta malas eu tentei usar por um tempo, mas não gostei da logística, a caixa cheia fica muito pesada além de somar o peso da própria caixa. Muito boa a dica de secar os cabelos na ventilação do carro, posso usar como argumento pra sair de casa mais cedo em vez de ficar esperando ela secar.

  • Domingos

    Manobrista é coisa de quem acha limousine chique ou de quem sonha em casar com jogador de futebol. É muito palha.

    Claro, tem locais onde é inevitável, como em pequenos estacionamentos com enorme quantidade de carros – geralmente em oficinas etc.

    Mas isso de colocar como obrigação ou como “coisa de lugar chique” não tem mais imbecil e de mal gosto possível.

    • agent008

      Concordo! não consigo entender qual é o valor de deixar no caríssimo estacionamento “valet” dos shopping centers. A impressão é que a pessoa quer ter uma (muitas vezes falsa) sensação de ser rica, milionária, viver sendo servida pelos outros, a ponto de não ser capaz de achar uma vaga por conta própria. Essa turma um dia vai terceirizar o próprio pensamento também, afinal “é chique poder pagar por isso”…

  • Vinicius

    Na verdade, o verdadeiro motivo de eu não deixar meu carro com manobristas é a enorme falta de qualidade na prestação de (qualquer) serviço neste país. É muito difícil encontrar um prestador de serviço competente e cuidadoso. Digo em todos os ramos. Hoje sou adepto do “faça você mesmo” e tento fazer tudo que eu posso.

    Nos carro aqui de casa eu já troquei bico injetor, coxim do motor, terminal de direção, já limpei cárter, etc. Para não dizer o básico, filtros, óleo (descartando em posto), etc.

    Complicado. Por isso que o ADG, que não faz nada demais a não ser o mínimo correto, tem o cartaz que tem. O prestador de serviço tem que entender que a maioria não quer preço, quer qualidade e não liga de pagar mais por ela!

  • César

    Pois então Nora, comprei um Fiat 500 com o interior todo…branco. Inclusive o volante. Haja cuidado para manter a limpeza.
    Tem dias que me dá uma vontade usar luvas de algodão…

  • agent008

    Nora! Foi um prazer conhecer a todos! Obrigado pela menção. Quem me dera ser organizado como você no carro! Eu sou filho da “teoria do caos”, mas não aquele caos científico, não… um caos de bagunça mesmo!

  • agent008

    Pode ser também o Aisin de 6 velocidades que vem nos THP…

  • agent008

    Esqueci de comentar. Organizado no carro não sou muito, mas tenho sempre no porta-malas um uniforme de mecânico e par de botinas (sapatão). Além de inúmeras ferramentas – multiteste, jogo de catraca e cachimbo 1/2″, chaves torx, luvas, etc. Já está na lista fazer um bom e reforçado cabo de partida auxiliar (“chupeta”), e arranjar uma lâmpada para ligar na bateria caso precise trocar um pneu na beira da estrada à noite…

  • Grim

    Eu costumo dirigir descalço ou de meias (se eu estiver de sapato ou tênis) mas não sei até que ponto isso é legal, alguns dizem que sim, que só não posso dirigir de chinelos que não fiquem presos ao pé, outros o contrário, que só posso dirigir de calçado fechado.