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QUESTÃO DE COMPORTAMENTO

Banheiro sujo spbancarios.com.br

Banheiro sujo (foto spbancarios.com.br

A matéria de ontem, publicação de texto “O profissional e a teoria da casca de banana“, do comandante Sady Bordin Filho, repercutiu muito entre os leitores do Ae e levou ao desdobramento de muitas situações descritas nos comentários, todas versando sobre o comportamento das pessoas diante das coisas do dia-a-dia.

Acho que todos têm notado como nos falta civilidade no caso de sujar desnecessariamente nosso ambiente. Não são uma nem duas vezes em que ao ir ao toalete de ambientes luxuosos como os de alguns lançamentos, me deparar com papéis de enxugar as mãos atirados fora do cesto existente para esse fim. Por considerar isso a inadmissível, sempre os cato e coloco no cesto. É automático. Ou, como acontece com freqüência, estar caminhando e chegar próximo do portão de entrada do prédio onde moro e catar papéis de toda ordem ali nas imediações, na calçada, e colocá-los na lata de lixo próximo à guarita.

Por que proceder assim?  Foi como fui ensinado pelos meus pais. Mas isso não substitui o condicionamento que qualquer pessoa pode vir a adquirir, e o melhor exemplo disso está nas estações e nos vagões do metrô de São Paulo, o único que conheço no nosso país: nunca vi papel jogado no chão nesses dois locais.

Como o leitor sabe que sou fumante, há a questão das pontas de cigarros: não se as atira pela janela e ponto final. Já falei aqui que nos carros de teste que vêm sem cinzeiro, utilizo um próprio que meu irmão me trouxe de presente de uma viagem que ele fez ao Canadá. Aliás, considero um carro sem cinzeiro algo imperdoável, coisa de patrulhamento barato. Não vou dizer quais para não parecer propaganda, mas algumas cuidam de colocar no carro o cinzeiro tipo copo que é vendido nas concessionárias como acessório. Isso se chama respeito ao jornalista.

 

O cinzeiro que meu irmão me trouxe (foto pt.focalprice.com)

Outra questão levantada nos comentários foi o modo de utilizar carro alugado. O fato de o veículo não ser seu não significa que deva ou possa ser operado de modo diferente, sem o cuidado que se dá ao próprio carro. É até pelo contrário, por ser veículo de outrem cumpre cuidar dele até melhor, uma questão de princípio.

 

Carro alugado

Cuidar do carro alugado como se fosse seu (foto ecoviagem.uol.com.br)

Aliás, isso tem tudo a ver com o que aprendi com um vizinho de muro à casa da família na Gávea, no Rio de Janeiro, um senhor americano que era diretor da Esso: respeitar a máquina. Sendo ou não seu, o automóvel tem e merece ser respeitado. dirigido com todo cuidado e atenção.

Voltando à sujeira, o brasileiro, de maneira geral, nós brasileiros somos povo porco, infelizmente. Os banheiros públicos dão a dimensão exata disso. No caso das privadas, chega a parecer ser desonroso dar a descarga, impressiona-me isso. Nunca esqueço quando levei os filhos ainda pequenos ao jardim zoológico, ao esperar que a pessoa que usava o banheiro saísse, ela saindo (um menino dos seus 10 anos) e eu ver que não havia sido dada descarga, alcancei-o e lhe disse para sempre dar descarga. Ele ficou surpreso, mas espero que tenha aprendido a lição.

 

Priivada suja

Cena comum ao se chegar a um banheiro (foto hiltonfranco.com.br)

A matéria de ontem trouxe também à discussão a atitude de quem presta serviço, citando vários casos de vendedores que não estão cônscios de seu papel. Quem vende ou presta serviços, que também é uma venda, tem de estar focado no seu cliente. Quando entrei para a Embraer em novembro de 2000 como gerente de imprensa, recebi o celular da empresa junto com a ordem de jamais desligá-lo, nem nas horas de sono, pois sendo uma empresa global não havia hora para eu receber ligações.

Muitos anos atrás minha mãe estava renovando cortinas e estofados de casa e foi uma loja conhecida então, em Ipanema, a Casa Miro. Ela não estava vestida chique e ao entrar na loja ouviu um vendedor falar para outro algo tipo “atende essa pé-rapado aí”, esse outro, um rapaz bem jovem, atendeu-a.  Quando o tal que disse o impropério viu o volume de compras que minha mãe estava fazendo, aproximou-se e disse para o jovem “deixa que eu atendo a senhora”, no que prontamente minha mãe disse “De modo algum, você não atende pé-rapado, estou sendo muito bem atendida.” E fez uma compra gigantesca.

 

casa-miro-loja124

Já foi dito aqui e é a mais pura verdade, grande parte dos problemas de trânsito resulta do mau comportamento do motorista, da falta de educação mesmo. Exemplo clássico, achar que caminhões e ônibus são veículos de segunda categoria e não facilitar a vida de seus motoristas — que são tão motoristas como nós que dirigimos automóveis. Digo ao leitor que experimente ser cordial com quem dirige esses veículos maiores e  verá que, inacreditavelmente, você será retribuído no seu dirigir diário.

 

Carros e veículos pesados podem conviver pacificamente, basta querer (foto noticias.uol.com.br)

E nunca esquecer que a única diferença entre pedestre e motorista é estar de pé ou sentado segurando um volante.

BS



Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

  • Leonardo

    Isso que você descreveu não é nada perto dos carnavais de rua, Bob. Não participo de um evento deste nem que me paguem.

  • Aldi Cantinho

    Resumindo.. falta-nos, e muito, a danada civilidade…

  • BlueGopher

    Seriam através destas posturas de educação e respeito ao próximo que deveríamos classificar o estágio de desenvolvimento de um país.
    Afinal, estes são os passos iniciais que levam a um crescimento sustentável do PIB e da equânime distribuição de renda entre as classes sociais.
    Nós tentamos fazer tudo ao contrário, levar vantagens indevidas – a famosa Lei de Gerson – invejar (ao invés de admirar) o sucesso do próximo, obter sucesso por “curto-circuitos” financeiros, achar justo promoções por tempo de serviço, e não por competência, etc, etc.
    Ao invés de trabalhar para o bolo crescer, trabalhamos apenas para ficar com uma maior fatia do bolo, e o outro que se dane.
    Por isso nossa economia só vai na base do “voo de galinha”, e apesar de todo ufanismo somos na realidade ainda de um país do terceiro mundo.

    • CCN-1410

      País em desenvolvimento uma ova, nosso país é de Terceiro Mundo mesmo.

  • Henrique Lopes

    Muito bons exemplos, Bob.
    Trabalho na manutenção de frota de uma locadora, alguns clientes realmente acabam com o carro. Há casos de perda total com 300 km rodados e é notória a falta de cuidado na condução. Existem também os que alugam para trocar peças, está na moda atualmente o aluguel para trocar o extintor por um vencido.

  • m.n.a.

    Má-educação, muito típico aqui de Curitiba, cidade esnobe com seus “curitibócas”….e a minoria inocente e gentil “curitibana”….

    estive notando que as principais “barbaridades” no trânsito daqui :
    – furar sinal vermelho na maior cara de pau
    – não usar seta para mudar de faixa, fechando os outros
    – ficar “colado” atrás, impacientemente
    – não acender a luz no fim da tarde quando já está quase escuro
    – andar na contramão e “no pau” nos estacionamentos de supermercados,etc….

    …são cometidas em sua grande maioria por “carrões” de luxo ou novos, ou seja, pessoas que teoricamente não são “pé rapadas” e devem possuir ensino superior, mas mesmo assim não estão nem aí para a civilidade….

    • Antônio do Sul

      Segundo eles, curitibano não joga lixo nas ruas. Quem faz isso são os “estrangeiros”, aqueles que vêm do interior do Paraná ou de outros estados…

  • Mr. Car

    “Povo desenvolvido é povo limpo”, não é, Bob? Lembra do Sujismundo? Tem gente que vai torcer o nariz para o slogan, he, he! Vou me ater ao exemplo dos banheiros. Conheço um monte destes restaurantes da Av. Atlântica, aqui no Rio, e é absolutamente impressionante, vergonhoso mesmo, como são imundos! Isto em um cartão postal da cidade, um dos lugres mais famosos e visitados por turistas de todo o mundo, além dos próprios turistas brasileiros e dos moradores da região. Que impressão essa gente leva de nós? Não são botecos, são restaurantes caros até, e mesmo que fossem botecos, também não justificava. Nas estradas, nos banheiros de postos, mesma coisa. Raríssimos banheiros relativamente limpos. Limpíssimos então, raridade absoluta. Aliás, a questão da sujeira é generalizada. As ruas são sujas, chegam a exalar mau cheiro. É lixo espalhado pelo chão, urina…Quando a administração de uma cidade não faz nada, todo mundo reclama, mas quando faz, quase ninguém ajuda. Creio que em poucos lugares haja tanta lixeira colocada pela prefeitura quanto na Zona Sul do Rio, mas o que mais vejo é gente do lado de uma delas, jogando lixo no chão. Lamentável este comportamento, esta falta de educação, de civilidade mesmo.
    Abraço.

    • REAL POWER

      Mr. Car.
      Tem um posto de gasolina na cidade de União da Vitoria, sentido Curitiba interior do estado, fica à direita logo após passar a ponte sobre o rio Iguaçu. Sou cliente fiel desse posto há mais de 8 anos. É parada obrigatória para quem quer banheiros limpos, boa comida e bom atendimento. Quando chego, tem umas atendentes que até reconhecem meus filhos e vêm logo nos atender com o sorriso no rosto. Fica a dica para quem um dia estiver nessa região. Vale a pena segurar um pouco para tirar a água do joelho ou fazer uma refeição. Só estou indicando este posto por que temos que valorizar os que fazem a diferença. Abraços.

      • Mr. Car

        Real, se um dia eu for para estas bandas…está anotado, he, he! E também sou um adepto da indicação, da propaganda de boca em boca. Quando somos bem atendidos, com honestidade, cordialidade, e preços justos em algum estabelecimento comercial ou por um prestador de serviços, não custa nada fazer uma divulgação grátis, he, he!

  • Cláudio P

    Infelizmente temos que admitir, no Brasil prepondera o mau comportamento em todos os aspectos. Falando especificamente do trânsito acredito que a recente onda de perseguição ao automóvel é totalmente alimentada pelo meu comportamento de grande parcela dos motoristas, por isso é uma grande ilusão a redução da velocidade nas marginais e outras vias a limites abaixo do razoável. O comportamento tando de motoristas como de pedestres continuará ruim e tragédias evitáveis continuarão acontecendo. Com educação e respeito ao próximo poderíamos continuar com os mesmos limites ou até maiores. Como conseqüência haveria muito mais obediência à sinalização e às leis. Educação é a palavra, mas nossos gestores públicos não compreendem isso. Preferem trocar motoristas egoístas por pedestres egoístas, ciclistas egoístas etc. Invistam de verdade em educação! Essa é a única solução.

  • Eduardo Silva

    Várias coisas me ocorreram enquanto li seu texto Bob, sobre vários dos assuntos. Vou citar algumas.

    Sobre o respeito a veículos maiores – é fato. Gosto muito de sinalizar, ser visto e agradecer por eventuais ajudas, por exemplo, quando o motorista do caminhão dá seta para a direita indicando pista livre para ser ultrapassado. À noite não costumo buzinar – até porque seu ajudante ou algum familiar pode estar dormindo na boléia, mas depois de ultrapassar é só dar seta para um lado e outro seqüencialmente para receber o breve relampejo de farol (o “de nada”).

    Outro dia eu estava pedalando a uns 40 km/h em um pequeno trecho da Marginal Tietê, pista local, me preparando e preocupado em como fazer para atravessar as três faixas para entrar na Rodovia dos Bandeirantes (quando não acho oportunidade paro e espero para atravessar, o que não diminui muito o risco), quando percebi que um caminhão, que vinha na faixa da direita, não me ultrapassou, ficou acompanhando na mesma velocidade. Desconfiei que ele estava me ajudando. Ergui o braço esquerdo sinalizando que iria para a faixa central e ele foi para ela e manteve a velocidade (me deu “cobertura”), e assim foi fazendo até eu entrar no acesso da rodovia. Agradeci, ele buzinou e seguimos caminho, ambos certamente satisfeitos com o que acabou de acontecer.

    Sobre educação, outro dia eu e minha esposa pegamos o elevador no meu prédio e escorreguei em um ovo quebrado no chão – quem mora em prédio sabe os absurdos que são feitos com ovos, pois bem, não liguei para a portaria, não reclamei com síndico, não fiz barulho nenhum, simplesmente entrei no meu apartamento, peguei um rolo de guardanapos de papel enquanto minha esposa segurava a porta aberta e limpei o chão para evitar que alguém se machucasse.

    Por muitos anos fui estressado no trânsito. Sabe o cara que cola no carro da frente como adesivo para não deixar o folgado que entrou na última hora no acesso entrar na frente? Era eu. Isso me irritava, porque às vezes o cara entrava na frente do cara da frente, ou ficava disputando espaço comigo. Mudei meu comportamento há bastante tempo e estimulei minha mulher e filhos a fazer o mesmo. Hoje eu sou o tonto que deixa esse cara entrar, mas não me importo. Ele pode até ser safado, mas eu não fico mais nervoso. Não é um desconhecido que vai escolher como eu vou me sentir.

    • JPaulo10

      É proibido o trânsito de bicicletas na Rodovia dos Bandeirantes. rs rs
      Seu antigo comportamento estressado no trânsito me fez lembrar um desenho do Pateta: a estória do tranquilo Senhor Andante que se transforma no terrível Senhor Volante.
      É questão de auto-treinameno psíquico (“espiritual”, digamos) deixar de considerar o automóvel como objeto de dominação, como você o fez.

  • REAL POWER

    Eu acho que tudo é questão de educação. Aquela que vem de berço. E ela nada tem a ver com classe social. Pois eu já presenciei de tudo. De pobre bem educado a rico mal educado e vice versa. Um problema que percebo e que muitos país delegam a educação de seus filhos para a escola. Para mim, educação é responsabilidade dos país, a escola apenas transfere conhecimento as crianças. Até inicio do ano meus filhos ficavam com uma senhora contratada para cuidar deles durante o tempo que eu e minha esposa estávamos no trabalho. Tudo ia bem, pois nos ditávamos as regras. Agora ambos estão em creches e tenho penado para mantê-los na linha. Pelo fato de terem muitos maus exemplos de outras crianças mal educadas. Percebi que tenho a todo instante de lembrar do que é certo ou errado, e vem sempre a resposta que criança tal faz assim(errado). Moldar uma criança a fazer sempre o certo quando ela tem uma porção de atitudes erradas no seu dia a dia não é anda fácil, imagina mudar um adulto. O caso de banheiros sujos me fez tomar uma atitude radical em uma empresa que trabalhei. De anda adiantava falar, colocar cartazes para preservar pela organização e limpeza do banheiro. Até que certo dia a faxineira me falou que estava impossível até de limpar. Então pedi para não mais limpar os banheiros. Chamei todos e dei o recado. Se querem banheiro limpo, limpem. Depois de alguns dias um grupo de funcionários me procurou dizendo que iriam ajudar no controle da limpeza e organização, e ainda iriam se unir para identificar “os porcos”. Sugeri uma demissão e umas advertências e a coisa melhorou. Educação é tudo, se aprende por bem, com bons exemplos, ou por mal, com boas palmadas

    • Christian Bernert

      Falou tudo REAL POWER. Educação é tarefa exclusiva e indelegável dos pais. Esta lenga de ‘Pátria Educadora’ só poderia sair da mente doentia de quem bem sabemos.
      O país que investir em cultura (de verdade), garantir o exercício da autoridade dos pais, e vigiar para que não se omitam de seu pátrio dever, estará pavimentando os rumos para um crescimento sólido, com menos vândalos e mais cidadãos.

      • Domingos

        Pátria Educadora é isso mesmo: cultura forte e positiva e povo de caráter, com pais que obrigam os filhos a replicar isso.

        O resto é doença das fortes. Continua dando errado como há 3 séculos tem dado, sem falhar UMA única vez.

  • Lorenzo Frigerio

    Vejam como é a crasse mérdia brasileira: moro num condomínio fechado; alguém levou seu cão para passear e colocou os dejetos no saco. Até aí tudo bem… então, despejou o saco no meu porta-saco na frente de casa, para não ter de levá-lo à sua própria casa, sendo que dificilmente os garis o recolherão. Terei eu de colocá-lo dentro de um dos meus sacos de lixo.
    Igualmente, existem cachorros soltos andando à noite pelo condomínio (de quem são?), assim como gambás, que rasgam os sacos de lixo colocados no chão. Mesmo assim, alguns moradores insistem em não comprar um acessório tão simples que são os porta-sacos.

  • Bruno Rezende

    Caro Bob, meu entendimento converge com os exemplos citados acima. Atitudes simples, que vão do “por favor” ao “obrigado”, até devolver o troco inadvertidamente recebido a mais, ou informar ao garçom que algum item ficou de fora da conta, para que ele faça a devida inclusão.
    Abs

  • Luciano Ferreira Lima

    Não colocando todos os gatos no mesmo saco, muitos motoristas nas paradas para almoçar, abrem sua caixa de rancho, confeccionam o almoço e ao sair deixam a sua assinatura klingon espalhada pelo chão, restos de comida, sacolas e mais sacolas, fraldas sujas de criança, urinam na roda sem se importar se sua esposa está vendo a triste cena. Porém alguns raros colegas com educação nos moldes lusitanos dão o bom exemplo.

    • Roberto Neves

      Muito boa a sua ironia!

  • Johnny Carvalho

    Bob,

    Com relação aos caminhões e ônibus eu sigo o seu conselho já há alguns anos, no trecho São José dos Campos-Taubaté, que rodo diariamente. A retribuição destes é notada sempre. A surpresa é muito grande por parte das pessoas que às vezes estou dando carona, que se surpreendem com os agradecimentos vindos por buzinadas gentis e setas.

    • Jonas Jorge

      Fiz um trecho diário de motocicleta em rodovia, e sempre que um motorista de caminhão sinalizava para ajudar a ultrapassar, ao emparelhar eu agradecia com duas buzinadas, e ele devolvia. Esperar as pessoas que estão saindo das vagas, principalmente a 45 graus, caso não prejudique o andamento do trânsito, não toma mais que dez segundos do tempo e ajuda tanto a pessoa, principalmente nesses dias de temporal aqui no Paraná, que quase não dá para ver nada para trás. As pessoas geralmente agradecem. Gentileza gera gentileza (chavão sim, mas verdade).

    • Lucas Mendanha

      Como viajo muito à noite, tenho o hábito de ao precisar cortar um caminhão em local de visibilidade contrária limitada pedir auxilio com o sinal de apagar e acender o farol… sempre fui retribuído com cortesia por parte da turma do trecho.

    • $2354837

      Viajo de moto regularmente e nunca tive problemas com caminhões. Exceção feita a caminhões de entrega de loja de departamentos.
      Eu tenho uma teoria psicológica sobre motoristas de ônibus urbanos e veículos de entrega: Infelizmente no Brasil quem trabalha em uma função que exige menos aprendizado não ganha o suficiente para seu sustento. Então tem problemas de sobrevivência, como escolas, comida, hospitais… o básico falta.
      A única vez que ele se sente acima da sociedade que o massacra é ao volante do ônibus, do caminhão etc… É este momento que ele descarrega toda sua raiva contra os outros, daí vemos as conseqüências do trânsito.
      Grande parte dos problemas do Brasil seriam corrigidos com a diminuição da desigualdade social.

      • Domingos

        “Grande parte dos problemas do Brasil seriam corrigidos com a diminuição da desigualdade social.”

        Isso, assim como o jovem só vai parar de roubar e matar quando “a escola ensinar” e quando receber mesada do governo – embora já recebam.

        O estranho é que 12 anos dessa fórmula PIORARAM todos os índices e comportamentos negativos.

        A sua teoria é interessante também quando nossos avós, pais e a maioria dos empreendedores bem sucedidos tiveram relativamente pouco estudo.

        Também é interessante achar que entregadores e trabalhadores braçais ganham pouco ou que com estudo alguém menos remunerado simplesmente passe a ter boa educação ou saúde no Brasil.

        Tem gente com diploma ganhando igual ou menos que motorista de transportadora. E isso sendo efetivado, não estagiário.

        A diferença é SEMPRE na mentalidade. O resto é regurgito relativista e materialista de esquerda, que serve para tomar o poder e só.

        Sua teoria é igualzinha ao Marx, por isso que não deu certo. Livre mesmo é o pessoal em Cuba!

      • Domingos

        O motorista de ônibus urbano não é tão remunerado quanto o rodoviário?

        Por que um se comporta bem e outro mal?

        O rodoviário também não passa pelos mesmos problemas de sobrevivência que basicamente qualquer pessoa até a classe média no Brasil passa?

        Não acha que saiu um delírio Marx aí não?

  • Jonas Jorge

    Muitas pessoas não possuem senso de autocrítica. As pessoas não analisam seus próprios atos, as conseqüências de suas ações. Seríamos um país muito melhor se as pessoas fossem educadas para tanto. Não tem como chamar de cidadã a pessoa que não consegue dar destino correto às suas necessidades fisiológicas ou ao seu próprio lixo. E, infelizmente, a melhor forma do ser humano aprender é por meio de exemplos, e os exemplos mais próximos são os seus educadores por excelência: os pais. Estes, majoritariamente, não são bons exemplos a copiar, e os filhos os seguirão em maus hábitos. Minha mãe sempre nos ensinou a destinar corretamente nosso lixo, e a separar o reciclável do não-reciclável, dentro do possível. Se tínhamos qualquer lixo para jogar, que fosse um papel de bala, e não havia lixeira próxima, devíamos guardar no bolso até achar uma. Muitas outras lições ela nos deu a respeito de civismo e autocrítica. Obrigado, mãe.

    • Jonas Jorge,
      Muito bonito, o agradecimento à sua mãe.

  • Luiz_AG

    “Quando entrei para a Embraer em novembro de 2000 como gerente de imprensa, recebi o celular da empresa junto com a ordem de jamais desligá-lo, nem nas horas de sono, pois sendo uma empresa global não havia hora para eu receber ligações.”

    Olha tenho evitado a todo custo de comentar assuntos polêmicos, mas essa não dá para passar…

    Estar disponível 24h por dia em qualquer país civilizado do mundo é considerado assédio moral e cabível de altas multas trabalhistas…

    Mas estamos no Brasil, onde prevalece que ninguém pode enriquecer através de processos jurídicos. Então as empresas de forma geral defecam em nossas cabeças, não cumprindo deveres trabalhistas, não respeitando o consumidor, pois pos processos pelas quais podem sofrer tem um custo muito menor que o total de ganho possível não atendendo as leis.

    Como consultor de informática já fiz plantão nível 3 (era um sistema crítico de uma empresa telefônica, que trabalhava 24 x 7) e o celular sofria rodízio entre os técnicos especialistas. Sim, o dia que o celular ficava comigo não podia desligar, mas esse dia era pago integralmente inclusive com adicional noturno, pois estaria privado de viajar, por exemplo e teria que tomar algumas ações caso precisasse atender a empresa fora do expediente bancário.

    Quando se reclama da falta de educação do povo, precisamos ver o que temos de exemplo. Escolas, parentes, governo, empresas nada nos dá exemplo, ninguém abraça nossa causa de cidadão.

    Em todas as esferas somos um protótipo de nação, ainda com muitos defeitos e com tendência a piorar, pois é de interesse de quem governa e manda (em todas as esferas inclusive empresas) que não subamos de nível na hierarquia de necessidades de maslow, Sempre haverá ignorantes, sempre haverá desemprego e sempre haverá insegurança, pois assim se controla um povo, que ao invés de se preocupar com seu bem estar como cidadão é necessário a atuar como um andróide em busca de colocar comida em casa.

    Lamentável esse posicionamento da Embraer assim como foi lamentável a atutitude de muitas empresas em que passei.

    Aqui ser ilegal dá lucro, não respeitar o mínimo do ser humano dá lucro e poder.

    Somos um país as avessas, um exemplo de como não se construir uma nação.

    Não espere educação de um povo onde seu governo não lhe dá respeito.

    Por isso minha posição é totalmente anarquista. Governo só serve para defender interesse próprios.

    • Luiz_AG,
      Você nessa está completamente errado. O Brasil felizmente ainda não entrou, e espero que não entre, nessa moda do litígio. Você não tem idéia do que é a Embraer (não o culpo), mas vou lhe contar e aos leitores um fato que o ajudará a entender o que é esta empresa e o que ele representa para quem nela trabalha. Feriado estadual de 9 de julho: em 2001 caiu numa 2ª feira. Na quinta e sexta anteriores, avisos em todos os quadros e computadores: “Atenção: segunda-feira que vem (9) é feriado estadual e não haverá expediente.”. Está explicado por que não dei a menor importância de poder ser acordado no meio da noite e por que você está completamente errado com essa idéia deturpada de direitos?

      • Dr. TMRT

        Bob, sou Médico do Trabalho e não concordo com a sua visão.

        Tudo depende de como esse “stand-by” é feito. Você manter o telefone ligado 24h por dia e ele tocar fora do expediente uma vez a cada 5 meses é uma coisa.

        Você manter o telefone ligado e ele tocar 5 vezes por semana é outra totalmente diferente. Creio que o Luiz estava se referindo ao segundo caso e você vivenciou o primeiro.

        Independente da questão de litígio, que na minha visão também não é a solução ideal por ser sempre tardia e pontual, essa invasão do trabalho na vida pessoal adoece as pessoas. Não só no Brasil mas no mundo inteiro.

        Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho são uma realidade flagrante, um tapa na cara da nossa sociedade atual. Este já é há alguns anos o principal motivo de afastamentos do trabalho e adoecimento de trabalhadores. É uma realidade que precisa ser vista e compreendida. Isso custa muito caro a todos e principalmente aos que adoecem.

        Isso posto, concordo com a sua coluna em gênero, número e grau. A incivilidade do brasileiro é grotesca, o nosso senso de coletividade é praticamente inexistente.

        Infelizmente o nosso povo não percebe que a malandragem individual atrasa o coletivo e conseqüentemente atrasa o individual. É uma pena.

        • Mr. Car

          Cada caso é um caso, não sei de maiores detalhes sobre como as coisas se davam nos casos do Luiz_AG e do Bob, mas conheço, contados por amigos que trabalham em grandes corporações, vários casos de abusos nesta relação empresa/funcionário. Estou fora: amo ser autônomo, he, he! Nada de empresa se metendo na minha vida particular, nada de chefe querendo despejar suas frustrações em mim, e nada de “colega” querendo puxar meu tapete. Não quero, por exemplo, deixar de tomar meu chope no domingo por medo de ser sorteado para um exame de sangue na empresa na segunda, como o marido de uma prima.

          • Marco

            Sou empregado, mas tenho uma liberdade bastante grande no meu trabalho. Se precisar falar um dia para resolver problemas particulares, apenas aviso na véspera e tudo ok.

            Mas quando precisam de mim para algum compromisso que precise sacrificar um feriado, por exemplo, eu não me nego a fazer. Depois compenso nas férias ou num outro dia qualquer.

            No entanto, conheço muita gente escrava do trabalho, do tipo “full time” (linguajar corporativo que os colaboradores – muitas empresas não têm mais empregados, mas colaboradores…tá bom…), que se orgulhar de falar que trabalha 14, 15 horas por dia. Como se isso fosse grande coisa. E o salário nem é essa maravilha toda.

            Conheço diversas pessoas também que “deram o sangue” pela empresa. Em qualquer aperto, entram naquele famoso acordo. O chefe com o pé, o empregado com…

            Não que as pessoas devam ser vagabundas, mas meu lema é “trabalho para viver, não vivo para trabalhar”.

            Ser escravo do dinheiro não vale a pena.

          • $2354837

            Perfeito Marco, é importante mostrar que existem vários cenários possíveis.
            Gosto muito desse esquema de compensação que você diz. Já trabalhei assim, ficava na empresa enquanto precisavam de mim e compensava em feriados ou finais de semana estendidos, onde podia ficar com minha família e nos divertirmos.

          • Domingos

            Acho escravagismo. Por que não ficar 100% do tempo em casa no lugar de alguns dias negociados?

            Por que 100% da população do mundo não é empreendedora?

          • Mingo

            Mr, Car, “tô” contigo nessa. Trabalhar para os outros, seja num boteco ou numa grande corporação, não passa de escravidão. Ser autônomo é ser independente e nós mesmos somos responsáveis por nosso sucesso ou fracasso. A desvantagem é que não podemos botar a culpa nos outros ou no governo por nossas mazelas…

          • $2354837

            Me emocionei nessa!

          • $2354837

            Estou com você Mr. Car. A realidade de empresa mudou muito, hoje se privilegia a mediocridade intelectual, visto que não há benefício nenhum em se destacar frente a outros.
            Isso nos deixa engessados.
            Viver o mundo que o Meccia viveu, acho que todos querem. O problema é que isso não existe mais…
            Hoje em dia empregado é visto como problema, e é a primeira coisa a ser descartada para cortar custo.
            Máquina não fica doente, não reclama, não tem esposa nem filho com febre.
            O dia que máquina consumir produto o ser humano acaba.

        • RoadV8Runner

          Existem casos e casos. Por exemplo, quando entrei no meu atual emprego, foi deixado bem claro que eu teria que prestar auxílio noturno ou aos finais de semana, em casos emergenciais, o que implica manter meu celular ligado 24 horas. Ou seja, se eu não concordasse com isso, não deveria ter aceitado a vaga.
          Por outro lado, quando qualquer funcionário da empresa tem problemas pessoais, sempre é possível negociar alguns dias de afastamento, se necessário. E o ambiente de trabalho não é agressivo (do ponto de vista de um querer puxar o tapete do outro), o que para mim conta muito como qualidade de vida.

          • Domingos

            Negociar seus dias de afastamento não é absurdamente melhor que um dia de folga fixa via CLT? Junto com o ambiente de trabalho, remuneração etc. não tem nada disso de “escravidão”.

            O pessoal delira… Infelizmente é isso que nos governa atualmente.

          • $2354837

            Eu não aceitaria. Fim. Não estou fazendo medicância, tenho o meu valor, se não aceitar outro vai aceitar? Ok.. .farei outra coisa na vida…
            O que não consigo colocar na cabeça que só há um cenário possível. Se fosse assim não existiriam empreendedores.

          • Domingos

            Por que é mendicância atender celular fora de expediente, especialmente quando isso acontece em cargos bem remunerados, com benefícios e demais direitos que um trabalhador comum apenas sonha em ter?

        • Domingos

          “Este já é há alguns anos o principal motivo de afastamentos do trabalho e adoecimento de trabalhadores”

          Quantos diretores, executivos e gerentes sofrem desse transtorno mental?

          Acredito que um médico por natureza o sofra mais que qualquer um desses cargos, que eventualmente necessitam de contato fora das horas de trabalho.

          No entanto, no caso do médico, é uma escolha da profissão. Não dá para estar desconectado do trabalho.

          Espero que não inventem lei besta com isso, até porque vão inventar que alguma categoria (como senador) também sofre de “graves transtornos”.

        • Marcio

          Concordo com o Dr., e por mais que cargos de gerência sejam bem remunerados, temos que levar em conta que geralmente um problema fora do horário que alguém com cargo de gerência resolve necessita do apoio de pessoal do operacional, que não tem nem a remuneração e nem pode sonhar com o cargo de gerente (e geralmente não recebe as horas extras). Eu mesmo já trabalhei com gente que mal acompanhou o nascimento do próprio filho por causa do seu lindo cargo de gerência, ou até um rapaz que quase rompe com a noiva na véspera do casamento por causa de uma apresentação “importante”. De qualquer forma, recomendo a leitura de Domenico De Masi sobre ócio criativo. Sei que pode parecer uma leitura esquerdista demais para este espaço, mas é capaz de lançar uma pulguinha atrás da orelha sobre a idéia de que “se matar de trabalhar é tão lindo e respeitável”… E lembrando também que, se o funcionário pode ser um tipinho horrível, o dono da empresa geralmente é pior ainda, e fará de tudo para escapar de suas obrigações como empregador (não nos limitemos aos casos em grandes empresas!). Por isso muitas vezes se chega ao litígio, senhores.

          • Domingos

            Eu acho que num Brasil que a maioria rala para ter 2 salários, o cara que ganha 20 mil/mês tem que ser “escravo” mesmo.

            Isso desse tal Domenico deve ser tão de esquerda que não cabe em qualquer espaço. Europeu simplesmente não trabalha.

            Se o livro dele quer criticar algum tipo de trabalho “enlouquecedor”, com certeza foi feito sobre algum delírio dele em que algum italiano “se matou de trabalhar”.

            E com certeza ele deve achar que bom é viver do governo, isso não seria escravidão.

            Ócio que é sempre ócio pode ficar a criatividade lá no cantinho dela, servindo apenas como masturbação e virtuosismo.

        • $2354837

          Dr. TMRT, Exatamente. Aqui ser honesto virou sinônimo de ser bobo, coisas totalmente distintas.
          Eu assim como você trabalhamos em áreas críticas, você muito mais importante pois está cuidado de uma vida. Você não deixará uma sala de operação porque acabou o expediente, nem eu deixarei um sistema fora do ar porque acabou o meu. É uma coisa totalmente diferente.
          Já atuei em sistemas que saíram do ar mais de 30 horas ininterruptas, pois era a chance de corrigir erros já que tudo tinha ido para o espaço mesmo… E fui muito elogiado por isso.
          Ter comprometimento profissional é uma coisa.Falta de respeito pela vida privada do profissional é outra.
          Assino o que disse e retomo mais uma vez: Estar disponível fora de um horário acordado por ambas as partes e influir na vida pessoal é uma forma de escravização moderna, onde o escravo é controlado psicologicamente.

        • Lemming®

          Também entendi que foi isso que o Luiz_AG quis dizer.

      • $2354837

        Bob conheço a Embraer sim. Fiz consultoria na área de Oracle por lá.
        Ganhei uma visita no hangar onde são montados o ERJ ainda presenciei uma decolagem de um AMX por volta de 1998 quando participei de um processo seletivo para atender a filial de pós-venda da França, só não nos autorizaram visitar a área de montagem de equipamentos militares.

      • Lemming®

        Bob,
        Acho que a questão do direito citado não foi no sentido estrito…

    • Eduardo Silva

      Acho que o que o Bob quis dizer é o contrário – é o compromisso que a pessoa precisa ter com seu trabalho. Pessoalmente acho que a pessoa que não quer ser incomodada com coisas de trabalho fora do horário de expediente só podem ser trabalhadores braçais, nunca administradores. Caso seja mal interpretado, não estou denegrindo o trabalho braçal, mas este, via de regra, quando acaba o expediente, acabou o trabalho. Já quem trabalha com a estratégia da empresa trabalha 100% do tempo.

      • $2354837

        “Já quem trabalha com a estratégia da empresa trabalha 100% do tempo.”
        Desculpe está errado. Quem trabalha não tem tempo de ganhar dinheiro. Essa é uma máxima verdade.
        Empreendedores tem ideias até tendo férias e dormindo. Enquanto o empregado está preocupado em resolver o problema e se livrar logo dele, o empreendedor está observando tudo ao seu redor e vendo oportunidades que podem aparecer.
        Profissionais como Carlos Meccia hoje não tem espaço na empresas. Processos moldaram a mediocricidade como padrão, ou seja, qualquer um bem condicionado em uma empresa pode executar qualquer serviço.
        Profissionais criativos só acham espaço fazendo consultorias, pois seu alto valor intelectual representa um alto valor financeiro de contratação e empresa nenhuma mais está disposta a isso.

        • J Paulo

          A partir do momento em que você é empregado de uma empresa, mesmo que seja na “área de criatividade”, está situado na mesma posição do peão e seu dia-a-dia mecanizado.

          • Domingos

            Sim. E não tem nada a ver essa necessidade de enorme tempo livre com ser criativo.

            Fora do loco do trabalho, a criatividade começa a se tornar infértil. Da mesma forma que não adianta nada ter tempo livre e querer ter idéias novas sobre, sei lá, música, e não tocar nunca num instrumento.

            Geralmente sai coisa ruim.

          • $2354837

            Olha, Steve Jobs, Mark Zuckerberg, Bill Gates, Larry Page e tantos outros não pensavam assim… Todos esses largaram a faculdade e empregos para desenvolver alguma coisa.
            E ficaram bilionários com seu tempo livre…

          • Domingos

            Não me faltava tempo livre em época de faculdade.

            E sim, o Bill Gates em especial é exemplo da objetividade americana em abandonar os xavecos de esquerda de “estudo, escravidão, igualdade” e fazer algo que seja verdadeiro mesmo.

            Aposto que justamente após essa decisão é que faltou tempo livre para ele, inclusive vindo a se aposentar depois de ser extremamente ativo por décadas mesmo sendo o dono.

            Aposto que ele não se vê como escravo também.

        • Domingos

          “Quem trabalha não tem tempo de ganhar dinheiro”.

          Bom, o sistema em que não trabalhar dava dinheiro matou uns milhões por aí e faliu. E se trabalhava até forçadamente.

          Não vejo nenhuma pessoa em cargo bem remunerado reclamar de trabalhar, mas enfim, vai ver por alguma estatística essas pessoas são “pobres” ou “exploradas”.

          Bom é a Grécia.

          • $2354837

            A Grécia quebrou porque investiu o dinheiro das pensões no mercado financeiro e no subprime americano. Mesma coisa aconteceu com a Islândia.
            Vá se informar antes de descarregar ideologias.

          • Domingos

            A única ideologia que existe é a de esquerda, a outra se chama VERDADE e quem a fez não foi um bando de humanos e sim Deus.

            Está percebendo o lapso de tempo entre 2008 e 2015? Porque a Grécia, país sem necessidade de empréstimo nenhum, se sujeitou a mecanismos financeiros e se tornou dependente deles? Porque a única coisa que os sustentava era dinheiro da Alemanha e, antes disso, viviam como um país normal?

            Só falta falar que a crise do Brasil também é conseqüência da crise de 2008…

        • Eduardo Silva

          Entendi Luiz, você acha que as empresas defecam na cabeça dos funcionários e dos clientes. A boa e velha divisão de classes. O mundo atual está perdido porque não dá valor aos profissionais, etc. Você não pegaria a casca de banana porque não é problema seu, é do “patrão”. Ou melhor, pegaria, mediante remuneração adicional. Eu não concordo, mas vai ver é porque gosto de onde trabalho, do que faço e me sinto bem remunerado.

          • Domingos

            É o materialismo intrínseco da esquerda.

            O cara que rouba ou mata ou mesmo estupra também só deve “não deixar sua casca de banana” mediante a alguma remuneração do governo.

            Moral via esquema de trocas.

          • $2354837

            Leia o post acima, você está condicionado a ligar um monte de coisas. Se não pensar em alguma coisa que segue a cartilha já é associado a condicionamentos de uma certa linha de pensamento.
            Não o culpo, o ser humano precisa de rótulos, e fazem isso te bombardeando diariamente através de mensagens subliminares através da propaganda.
            Você precisa de rótulos. Sempre, senão não consegue definir as coisas.
            Não percebe isso? Veja que as propagandas da Fiat sempre tem mulher

          • Domingos

            Sim, gosto de estar condicionado à verdade.

            Gosto muito também do uso de rótulos quando eles se encaixam como uma luva, pois é aquela síntese sana que revela de forma clara essa verdade.

            Entre outras coisas, evita que eu propagandeie absurdos como “todo empregado é um escravo voluntário ou involuntário”, que é o resumo e quase 100% do conteúdo de tudo o que você escreveu até agora nesse tópico.

            A propósito, não gosto da fabricante por você mencionada e cheiro de longe uma empresa que precisa inovar no marketing para tapar outros problemas que importam.

            É outro rótulo que não foge nunca: se um produto precisa de um marketing fora da objetividade é porque precisa enrolar.

          • $2354837

            Percebeu seu condicionamento mental? Você não consegue desvencilhar uma coisa de outra… Se acha que eu não concordo com a hierarquia empresarial, logo acha que não pegaria a casca de banana do chão, não sirvo para sociedade… Isso está acabando com o país. Você para ser aceito tem que ser da direita ou da esquerda.
            Perceba… Se você defender a diminuição da maioridade penal por causa dos crimes cometidos, você é associado a coxinha, direita, reacionário e o escambau.
            O contrário e comunista, esquerdista, petralha e por aí vai.
            Isso chama-se Programação Neurolingüística, você é bombardeado todo dia por mensagens subliminares para pensar dessa forma.
            Perceba: A população é andróide. Serve apenas para atender anseios de quem manda. Por isso o nome prole, que nada mais é criar novos operários.

          • Domingos

            O nome prole veio da própria visão e objetivo da esquerda sobre a naturalidade das coisas.

            Esquecem sempre de dizer que, ainda, existia a “prole superior” e a “prole inferior” e que, essa última, deveria ser usada e descartada para fins do objetivo desejado por ela.

            Qual o problema da hierarquia empresarial saudável?

            Um exército funcionaria se todo o soldado desse ordens?

            Caramba, que delírio! Sim, as coisas se dividem em dois condicionamentos: o normal, saudável, que é chamado erroneamente de direita.

            O outro, louco e genocída em médio e longo prazo é a esquerda.

            Se você estudar marxismo cultural e ver que hoje, por exemplo, ele está presente ATÉ NA IGREJA, vai ver que o bombardeamento de verdade é para que você não veja justamente essa divisão entre normalidade e a esquerda.

            Uma parte dos meus parentes tem contato com poloneses. Um deles comentou que, passado o governo socialista, eles ficaram meio perdidos porque eram agricultores e não sabiam que poderiam vender sua produção para outra pessoa que não o governo.

            Tá aí o que é ser andróide. O resto é papo.

          • $2354837

            Repete o mesmo discurso sempre. Mude o disco, pare de atacar e definir rótulos a outras pessoas de divergem de seus pensamentos como ataque e voltarei a respondê-los.

          • Domingos

            Porque é a mesma coisa de sempre.

            Você basicamente está recitando Marx linha por linha, com a diferença que colocou um tal de Maslow para tentar passar batido.

          • $2354837

            Cara não vou mais discutir com você, pois vai ser necessário me rebaixar e você vai ganhar pela experiência…

      • Boa resposta.

        Eu trabalho com fotografia, há 14 anos. Quando era funcionário, entrava às 8, saía as 18h, duas horas de almoço etc…

        Eu achava que seria muito mais tranquilo ser “patrão”.

        Ledo engano. Ao abrir meu estudiozinho, em 2012, trabalhei como nunca, rsrs…
        Realmente tem o lado bom, posso tirar um ou dois dias de folga se quiser, não devo satisfação a ninguém (Exceto a patroa, que toca o barco comigo), mas atendo após o expediente, fim de semana, estou viajando mais etc…

    • Danniel

      Na empresa em que trabalho, nós do setor de telecom revezamos o suporte no sistema de sobreaviso. Não recebemos o período integral, mas uma fração da hora-extra pela disponibilidade.

      • Domingos

        Exatamente.

        Infelizmente a cultura dos “direitos” e da “justiça social” tergiversa tanto conceitos básicos como do certo e errado e do bom senso que começa a se criar uma mentalidade inacreditável onde o cara quer ao mesmo tempo ganhar 10 vezes o que o trabalhador braçal ganha, ter diversos benefícios, e ainda assim poder escolher dia de folga etc…

        Estranho é que se pudesse, qualquer trabalhador “protegido” por esses direitos faria a mesma troca. Mas o pessoal da “justiça social” sempre sabe mais que a própria pessoa.

        • $2354837

          Fique a vontade para ficar disponível 24h por dia para empresa. Você pode assinar um termo que revogue todos seus direitos trabalhistas, e sendo assim de comum acordo, você pode atuar como preferir.
          Arranje duas testemunhas para assinar que não foi coagido e fique feliz.

          • Domingos

            Isso nem se dá por assinatura, embora você deva saber bem.

            São acordos tácitos de um contratado de alto cargo. Na prática, sim, se revoga até mesmo férias se de comum acordo e benefício.

            CLT e outras coisas é para proteger quem não tem nada além do mero emprego.

            Quem tem outros caminhos e possibilidades não precisa e não deve buscar recursos que basicamente servem para pagar ao governo para trabalhar e engessar qualquer empreitada pessoal ou de uma empresa em nome de besteiras.

            Isso acontece já com emprego pouco acima do nível mais de base, imagine com cargos de gerência.

            Sendo bem remunerado e de comum acordo, sim, ficaria feliz em abandonar meus “preciosos” direitos trabalhistas.

            Não que todo mundo tenha que fazer isso, entenda. O que é a questão é: em cargo estratégico isso é ao mesmo tempo necessidade e dever.

            Se não quiser fazer, deve procurar cargos compatíveis.

          • $2354837

            Você está sendo dúbio, ali em cima sonha com um emprego em empresa e aqui metralha a CLT.

          • Domingos

            Sim, sonho com um emprego desses “de escravo”, em que eu possa ter esses “acordos malígnos” com uma empresa para abandonar meus “preciosos direitos” da CLT em nome de um cargo/remuneração/carreira em que essa geringonça seja indesejável e desnecessária.

            Ou você ainda acha que quem depende mesmo de CLT vive bem meramente porque “o patrão não pode te chamar em casa”?

          • Newton(ArkAngel)

            hehe, acho que o melhor benefício é…não precisar de benefícios!

          • $2354837

            Empresas que trabalham com criatividade como a Google, por exemplo, têm horário maleável, trabalha-se 6 horas por dia, sendo que pode dedicar 2h ao dia a projetos pessoais. Isso rende coisas que dão rios de dinheiro, como o Orkut, por exemplo. Antes que digam que não existe mais lembre que todo software aplicativo tem um ciclo de vida, assim como uma geração de carro.
            Essas empresas não têm sala de jogos ou podem levar animais de estimação ao serviço à toa, porque são boazinhas, mas sim porque fizeram estudos e chegaram à conclusão que a única forma de deixar o ser humano ter criatividade é deixá-lo à vontade.
            Imagine, por exemplo, um Thomas Edison preocupado em entregar um relatório ao invés de se dedicar a criação da lâmpada…
            Imagine um Nikola Tesla sendo acionado enquanto estava no seu laboratório…

          • Domingos

            Legal, prefiro ser criativo em casa mesmo. Odiaria trabalhar num ambiente com animais e numa empresa propagandística, preferiria que ela me pagasse mais mesmo.

            A propósito, você acha mesmo que a Google faria isso com, por exemplo, um time de programadores iniciantes que mal sabe o que está fazendo?

            A cada ambiente e a cada nível um comportamento compatível. Essa estratégia obviamente só é viável quando você tem em mãos os melhores programadores do mundo – portanto podendo pagar por eles.

            Seria meio estranho uma empresa de TI genérica que faz consultoria para outras pequenas empresas, com um time de programadores e administradores de sistema limitados em conhecimento/capacidade fazer o mesmo.

            O resultado seria o cliente não atendido e “criação” próxima do zero.

            Que infantilidade e insistência em ficar vendo esses modelos vitrine e achando que são os únicos certos…

            Porque você acha que só se é criativo em completo ócio é uma forçada tentativa de achar que apenas sua escolha de vida é a certa.

            Tesla com certeza tinha também outras responsabilidades.

            Seu pensamento parece artista de faculdade. É justamente de onde saem as piores obras.

      • $2354837

        Está correto Danniel, não é o ideal, pois você tem que estar disponível para empresa, mas já é um passo.

        • Domingos

          Porque não é o ideal? O ideal é terceirizar para a Índia ou China?

          Ora, se um profissional de IT não quer trabalhar em horários estranhos, deve procurar outra área.

          Talvez deveria procurar um concurso público.

          • $2354837

            Eu trabalho há 17 anos com TI e não preciso trabalhar em horários estranhos. E não ganho pouco, garanto para você… Eu vendo conhecimento, não disponibilidade.

          • Domingos

            Ok, cada um tem seu caminho. Garanto-lhe que você não é superior ou inferior meramente por vender conhecimento em relação a qualquer outro profissional de TI.

            Aliás, conhecimento nessa área é de graça. A teima em achar que vender disponibilidade é algo inferior é completamente desencontrada.

    • Christian Bernert

      Quem pensa assim não deve assumir cargos de gerência, diretoria nem lançar-se ao empreendedorismo.
      Nível operacional é mais adequado.

      • $2354837

        Sou empreendedor e trabalho com licenciamento de software, ou seja, enquanto estou dormindo estou ganhando…
        Isso me faz ter tempo livre e trabalhar em horários alternativos.
        Pensar no formato “sou escravo da empresa” sim é nível operacional. Pesquise sobre Hierarquia de Maslow e vai entender o por quê do horário 8-18h.

        • Domingos

          Eita que saudade do tempo que meu pai era “escravo de empresa”. Espero um dia poder ser também.

          Queria que todo mundo pudesse ser escravo assim desse jeito que o pensamento de esquerda determina, porque ser de verdade – como acaba sendo quando você precisa das medidas dela, como “leis trabalhistas” – é ruim demais.

          Aproveitando para colocar um “questionamento” no mesmo estilo desses “vamos reescrever a verdade”: vender licenciamento não seria fazer os outros de escravos? Você não seria agora o topo da hierarquia Maslow?

          • $2354837

            Ok, ciente, boa sorte.
            Pegue sua receita de Rivotril e já marque sua consulta de ponte de safena.

          • Domingos

            Rivotril é um remédio que a esquerda gosta de citar tanto, o interessante é que eu nem sei para que serve isso!

            Sei que um pessoal da esquerda gosta de trocar isso por maconha. O efeito é muito pior, o pessoal fica “criativo” demais.

    • Willian

      Cargos de confiança como uma gerência em uma empresa deste porte implicam em disponibilidade imediata e a remuneração invariavelmente é compatível com esta disponibilidade.

    • marcus lahoz

      Coitado do ser humano que precisa trabalhar. Bacana é ficar em casa dormindo.

      • Domingos

        Dois. Basta ao padrão socialista europeu, sustentado às custas de muito domínio econômico e muito dinheiro dos outros para então ser vendido como vitrine ao mundo.

        Quando acaba a enganação, fica todo mundo a ver navios.

        “Estar disponível 24h por dia em qualquer país civilizado do mundo é considerado assédio moral e cabível de altas multas trabalhistas…”

        Bom, é por isso que muito país “civilizado” você precisa fazer quase um casamento com o seu empregador, trabalhar vindo de fora da cidade só em emprego bem de base e mobilidade social é algo inexistente.

        Deus que nos livre do padrão “humano” de trabalho socialista.

        Quem quer ter emprego em cargo mais alto TEM que deixar essa palhaçada de direitos trabalhistas de fora sim.

        E graças a Deus que seguimos o modelo americano nisso.

        Se você não é um pobre coitado com emprego de subsistência ou de muito pouca remuneração, você DEVE fazer parte da empresa de uma forma diferente.

        Essa forma DEVE ser pautada pelos melhores interesses da empreitada, a qual obviamente deixa baboseiras como essas de “direitos trabalhistas” de fora. E pela qual uma pessoa assim é MUITO BEM remunerada e goza de uma série de privilégios que direito trabalhista nenhum te daria.

        Direitos trabalhistas servem para proteger de condições desumanas, sendo então obviamente proporcional ao cargo. Quem está em trabalhos mais pontuais, obviamente é mais exposto a perigos – até mesmo físicos. Quem está em gerência precisa de proteção do que? Do grampeador do escritório?

        Aliás, depois dessa proteção direitos trabalhistas meramente significa pagar para trabalhar e também trocar qualquer chance de um melhor salário e mobilidade social pela chance de poder fazer qualquer coisa e não ser demitido.

        É regra de vagabundo. E o preço se paga caro, é só ver o exemplo europeu.

        Além disso, a justiça trabalhista aqui é reconhecidamente pró-empregado. Não tem nada disso aí de “ilegalidade dá lucro”.

        Simplesmente quem ocupa cargos mais altos sabe que não deve se usar desses “importantes direitos” e que deve entrar em acordo com a própria empresa de acordo com as necessidades e disponibilidade.

        Se o cara é diretor e fica processando empresa porque “não respeitam as folgas” iguais às dadas a um trabalhador de base, antes de tudo não deve ser diretor. Depois que vai ganhar uma ou outra causa até ninguém, corretamente, o contratar.

        • $2354837

          Parece que não estudou e viu que a quebra da Islândia e da Grécia foi ter aplicado fundos de pensão na ciranda financeira do subprime americano…
          É fácil contar mentiras falando somente a verdade.

          • Domingos

            Opa, leu no Diário do Centro do Mundo ou no Brasil 271?

            A Grécia nem era para estar no euro, devido aos critérios do próprio BC Europeu.

            O que houve foi uma manobra onde a Alemanha subornou a Grécia para que esta, mesmo sendo desvantajoso, adotasse o euro.

            Esse suborno foi o que “fez a festa” de nos últimos anos ter tanto empregado público por lá.

            Ao mesmo tempo, se fizeram de cegos para os falsos balanços que forjaram para que “cumprissem” a exigência de entrar no euro.

            O país “fechou” para viver em nome de dinheiro dos outros. Qual o nome disso? Socialismo.

            A situação da Islândia não tem absolutamente relação NENHUMA.

            Em tempo, os países do Leste estão bombando, com crise ou não.

            A ciranda financeira, aliás, veio de crédito fácil começado no governo do PT americano com o Clinton.

            Alguma similaridade com o Brasil atual?

          • $2354837

            Não vi o que aconteceu na quebra do Lehman Brothers
            Já viu a dívida pública dos EUA?

      • $2354837

        No que se baseia essa afirmação?

        • Domingos

          Na verdade óbvia, eu acho. Precisa ser muito esquerdão para ter que relativizar e discutir algo tão óbvio.

          • $2354837

            Concordo, somos marionetes do mercado… Trabalhe, trabalhe, trabalhe, compre, compre, compre, consuma, consuma, consuma…
            Ah outra, se pegar minha cédula de voto e ver escrito 13 pode me internar…
            Se eu prego a não ação do governo e o comunismo e a esquerda prega intervenção forte do governo no mercado, onde sou esquerdista? Não entendi…

          • Domingos

            Votar 13, 50 e similares é votar 13. A forma de manifestação tem leves variações, entre elas uma “oposição ao governo”, mas todas se encaminham para o mesmo lugar.

            Quem se usa de um bom trabalho, bem remunerado, para apenas comprar e consumir no lugar de conquistar tranqüilidade financeira e de vida, bom, aí o problema é da pessoa e não “das empresas”, “do mercado” etc.

            Você prega que CLT seja usada até em cargo alto. Se isso não é intervenção do governo com uma geringonça socialista, não sei o que é.

            A propósito, se a pessoa for consumista, não é ao mesmo tempo estar num alto cargo e ter todos os direitos da CLT que a vai fazer menos consumista.

          • $2354837

            Onde disse que CLT deve ser pregada até em cargos altos? Não coloque palavras que não escrevi. E não defina rótulos e desqualifique outros com a intenção de se promover .

  • Lucas Mendanha

    Acho um absurdo essa questão da descarga no banheiro… E parece que quanto mais bem freqüentado um ambiente, mais porco ele é..

    O mais incrível é que muitos dos que agem desta forma no ambiente coletivo, em casa são ‘pessoas muito bem educadas e asseadas’

  • Celso Freitas

    Vejo muita gente (normalmente motoristas de carros) de que os caminhões não respeitam ninguém, de que é “um perigo” andar perto deles etc. Mas dai eu faço uma análise: quais são os períodos em que há mais mortes nas estradas? Nos feriadões, justamente quando há vários motoristas de automóveis despreparados, muitos são frustrados na sua vida pessoal e dai, estando a bordo do seu “carrão”, não admitem ser ultrapassados ou ficar atrás de um carro mais lento. Dai fazem caca e dá no que dá.

    Nos dias úteis, a maioria dos que circulam nas estradas são pessoas que estão acostumadas com a estrada, que já sabem vários “macetes” e como normalmente se comportam os veículos; nestes dias são mais raras as notícias de acidentes fatais.

    Outro dia presenciei uma situação interessante: estava numa rodovia duplicada, quando uma carreta entrou na minha frente para ultrapassar outras duas (ela não “cortou” minha frente de repente, mas tive que aliviar o pé um pouco) eu fiquei atrás dela; assim que ela ultrapassou a primeira, ela foi para a direita, eu a ultrapassei e assim que eu passei ela voltou para a esquerda e ultrapassou a segunda. Ou seja, não me “doeu” nada em ter deixado ele entrar na minha frente e ele retribuiu me deixando passar assim que possível. CERTAMENTE se fosse um carro de quem anda só no fim de semana, teria “comprado” a esquerda até ultrapassar o segundo caminhão.

    Digo que, com certeza é muito mais perigoso dirigir nos finais de semana (quando tem mais carros e menos caminhões) do que em dias úteis (quando tem mais caminhões e menos carros).

    • Lorenzo Frigerio

      Tem muito caminhoneiro folgado na subida da Imigrantes, segurando a faixa da esquerda, enquanto ultrapassa outro caminhão, mesmo que você esteja vindo rápido lá atrás.

    • János Márkus

      Concordo! A diferença de comportamento entre os usuários de final de semana/feriado e dia de semana numa rodovia, seja de qualquer categoria, é absurda. Cito como exemplo a BR-116 (São Paulo-Curitiba) que em finais de semana é impraticável tamanha a quantidade de situações absurdas provocadas pelos “sem-noção”. Já durante a semana, é outro nível, muito mais calmo, principalmente à noite. E com os mesmos caminhões. Qual é o segredo? Comportamento cordial entre todos.

  • aldus

    Parabéns pelo texto, Bob! Eu tenho quase 40, já desisti de tentar melhorar o mundo; imagino você, Bob, tendo vivido áureos tempos promissores (quando o mundo sonhava com um wellfare state), como deve ter se decepcionado com os idos de hoje… Quem diria que, antes que liberdade, comida, silêncio, saúde, a gente viria a clamar por educação, civilidade e laicidade (esse último, por minha conta…) Coragem, amigos!

  • Wagner Bonfim

    Sobre a questão de se respeitar os motoristas de veículos maiores é a mais pura verdade! Devemos sempre considerá-los profissionais do volante, procurando facilitar o seu trabalho.

    Não agradecemos aqueles que facilitam o nosso serviço, qualquer que seja a nossa área? Por que não agir dessa forma com eles?

    Quanto a essa mania tupiniquim de querer viver num chiqueiro, acho que estamos evoluindo. Penso que todas as cidades brasileiras deveriam adotar o modelo carioca: multa aos porcalhões!

    Se a pessoa não é educada em casa, que se eduque na marra, na rua …

  • Antônio do Sul

    O nosso maior problema, como país, é a falta de educação, mas não no sentido de escolaridade formal, e sim de valores e de comportamento. Como já foi dito aqui, não é algo referente a classe social, pois conheço pessoas mais pobres (no sentido econômico) educadas e pessoas ricas sem um pingo de educação.
    Não sei se sou paranóico, mas não consigo pegar um ônibus sem olhar se o assento está limpo ou se algum mal-educado colou chiclete no descansa braço ou na alavanca reguladora da inclinação do encosto da poltrona.

  • Newton ( ArkAngel )

    Para a maioria dos brasileiros existem dois mundos: dentro de casa e fora de casa. Não é incomum vermos residências imaculadamente limpas e organizadas, porém, do portão pra fora, as pessoas agem como animais, sendo que nestes há a justificativa de serem irracionais e não possuírem vida moral.
    O resto do mundo que se dane, a sujeira varrida para fora da garagem vai parar na calçada do vizinho; as fezes do cãozinho querido tratado como um rei fica largado na rua em qualquer lugar; o filhinho mimado atira embalagens de doces pela janela do SUV último tipo. E por aí vai.
    Cadê o exemplo dos pais? Ah, educar dá muito trabalho, deixa isso por conta da escola…bem diferente daquilo que meus pais ensinavam: respeito à propriedade alheia, honestidade, coisas como apagar a luz ao deixar um cômodo, lavar o próprio prato e talheres após a refeição, não deixar roupa suja espalhada pela casa.
    “Ah, mas eu ganho bem, posso pagar uma empregada, não vou deixar meu filhinho tão bonito se sujeitar a coisas assim…”
    Beleza, tomara que quando seu bebê crescer e se casar ele encontre uma boa empregad…quer dizer, esposa, para catar as latas de cerveja e meias sujas espalhadas. E que belo exemplo para seus netos.
    Isso é o nosso país.

    O Brasil não é uma nação, é um vasto pedaço de terra com gente andando em cima de qualquer jeito (Cristóvão Buarque )

  • francisco greche junior

    Seu texto me fez lembrar, certamente eu me preocupo em deixar o lugar que usei da maneira que encontrei. Pior nunca. Agora existe um lugar que não me sinto a vontade de “limpar” que é levar ao lixo a bandeja do lanche consumido no McDonald’s. Poxa até em um bar que comemos um PF de 12 reias nos servem e nos limpam a mesa. Penso como geração de emprego. Preservar o emprego daquela pessoa que faz tal serviço.

    • Lorenzo Frigerio

      Aquela pessoa poderia estar fazendo algo melhor, após ter acesso a um treinamento adequado. O Brasil é o que é porque a “crasse mérdia” quer manter sua mão de obra sem qualificação – empregadas, babás e motoristas – trabalhando por mixaria. Vai ver se isso existe nos Estados Unidos.
      Para o governo e os políticos também é ótimo manter essa massa de manobra inculta. Você sabia que não temos postos de gasolina “self-service” porque o Aldo Rebelo apresentou uma lei proibindo, para “não causar desemprego”?

      • Domingos

        Crasse média, PT, PT talk…

        Não vejo ninguém da classe média pedindo que a atendente do McDonald’s ganhe pouco. Quem nos governa há 13 anos e tem esse mesmíssimo discurso nada fez em específico a isso e prefere colocar a culpa na classe média.

        A propósito, o ser humano é assim mesmo. Hoje com a chuva de terceiro mundista na Europa, tem gente que trabalha a salário mínimo contratando “babá” vindas desses países para desde cuidar da casa até FAZER COMPRAS.

        As pessoas são assim mesmo e, quanto mais desse discurso “humanista”, mais são. Sabem como eles pagam por esse “luxo”? Com dinheiro que o governo dá para contratar alguém para cuidar dos velhinhos.

        E convenhamos também que existe reciprocidade: se não tivessem empregos de base, quem não teve muita oportunidade e ao mesmo tempo não tem muitas virtudes ficaria sem emprego nenhum.

        Coloque a coisa do outro lado e, bom, seria meio difícil pagar 3 salários apenas para alguém limpar as mesas do McDonald’s.

        Seria insustentável de ambos os lados. Colocariam algum sistema automatizado no lugar e ninguém ia querer pagar os preços dos produtos.

    • Alexander Arake

      Eu pensava igual a você, e em relação ao McDonald’s ainda penso, levando em conta o preço exorbitante do lanche, mas ao comentar com um amigo meu essa atitude de não recolher a bandeja à lixeira ele fez uma piada: “Então por que você não morre para dar emprego ao coveiro”.

      Hoje simplesmente recolho as bandejas, porque não me custa nada e é um exemplo que você passa para os teus filhos que estão com você e para as crianças que vêem esta atitude.

    • Lorenzo Frigerio

      Infelizmente minha resposta não apareceu, mas de forma sucinta digo que certos empregos são pouco mais que escravidão. Enquanto tivermos pessoas desempenhando trabalhos sem importância, este País não será desenvolvido nunca. É claro que a crasse mérdia não quer ficar sem suas empregadas, babás e motoristas, tampouco o governo sem seu “rebanho ignaro”, sempre suscetível a políticas populistas.

      • Domingos

        “certos empregos são pouco mais que escravidão” – Já considerou que tem gente que apenas pode ter esses empregos?

        Se protegidos por leis trabalhistas justas – aí sim elas se aplicam – e ganhando um salário compatível, ora boas, isso é a oportunidade de muita gente.

        Certamente o McDonald’s poderia pagar por essa função com o preço cobrado no Brasil. “Escravidão” ou não é melhor que ficar desempregado, roubando ou vivendo do governo.

        Isso não acontece só no Brasil. A varinha mágica do “estudo e bla bla bla” não funciona para todos.

  • André Castan

    Infelizmente na maioria das culturas julga-se a pessoa pelo que ela veste ou pelo carro que ela dirige. Aqui no Brasil isso é potencializado ao extremo. Se chegar de “carrão” e terno é tratado como “dotor”, tapete vermelho estendido e tem direito a quase tudo. Se chegar de vestimenta humilde, te ignoram. Sinceramente, prefiro ser ignorado.

  • “Exemplo clássico, achar que caminhões e ônibus são veículos de segunda categoria e não facilitar a vida de seus motoristas — que são tão motoristas como nós que dirigimos automóveis.” Aplaudo de pé essa afirmação. Tenho muito mais confiança num caminhão na estrada do que uma mulher com um SUV. Em pista simples o caminhão dá seta para direita quando é possível ultrapassar, você ultrapassa, liga o pisca-alerta para agradecer e ele da uma piscada de faróis, tipo: sem problemas! Meus pais são uns que acham que caminhão não deve andar na pista da esquerda ultrapassando outros veículos, oras, a questão de faixas se refere à velocidade, quem anda mais devagar fica a direita, independente do tipo de veículo e quem ultrapassa o faz a esquerda, seja qual veículo for.

  • marcus lahoz

    Bob eu aprendi muito com caminhão quando joguei um jogo de pc chamado truck simulator. Incrível como este veiculo é grande e desajeitado, qualquer coisa já bate em algo.

    Concordo que precisamos de mais educações em todas as áreas.

    • Lucas dos Santos

      Comecei a jogar Euro Truck recentemente e aprendi muito com esse jogo.

      No começo eu causava acidentes bizarros (no ambiente do jogo, fique claro) com freqüência. Com o tempo aprendi a importância de “respeitar a máquina” e nunca mais me envolvi em acidentes durante uma entrega no jogo.

      Aprendi a facilitar ultrapassagens em rodovias de pista simples e também a fazer ultrapassagens com segurança quando necessário.

      E o que mais impressiona no jogo são as “lições” de civilidade que ele nos passa. Acho fantástico quando preciso mudar de faixa, ligo a seta, e os veículos que estão na faixa adjacente deixam espaço para eu fazer a mudança de faixa. Ou, quando estou esperando há muito tempo para acessar uma via movimentada e os veículos param para me dar a vez.

      Apesar de eu ser habilitado, não tenho carro ainda, mas quando tiver, certamente levarei essas lições para a vida real.

      • Domingos

        Esse jogo é um clássico. Cobram um valor bem baixo nas promoções ainda por cima. Ainda compro pelo Steam!

  • jr

    Não tenho a menor dúvida de que o Bob tocou na grande ferida nacional, aquela que abre o caminho para muitas outras. A falta de educação grassa por aqui. E a educação não pode ser delegada às escolas, primeiro que isto é função da família e segundo que a escola hoje está submetida a muitas pressões e não tem (de fato) meios de fazer com que os princípios da civilidade sejam respeitados. É função da família mesmo. A falta de educação vira falta de limites, o que auto-autoriza cada mau educado a emporcalhar não somente seu mundo mas também o dos outros, no sentido mais amplo.
    E o mau exemplo vem de cima, vem de baixo, do meio e dos lados.
    Resolver este problema seria quase que extirpar uma das piores facetas da malandragem nacional.

  • Daniel S. de Araujo

    Bob e Entusiastas, infelizmente sofremos de uma degradação moral da população brasileira. Nos últimos 12 anos aquilo que já não era bom tornou-se muito pior com uma completa e total ausência de valores, parte disso culpa da visão distorcida do brasileiro (e estimulada pela política populista – em especial a do PT) de atribuir ao Estado, as mazelas de tudo que uma população carece. Ninguém quer saber o que pode fazer pelo público, mas todos querem saber o que o Estado pode fazer pelo indivíduo.
    E a maior prova disso são os ambientes públicos. Por eles pertencerem a coletividade, não existe senso de conservação e manutenção. O objetivo é o da destruição a qualquer custo do patrimônio que via de regra, pertence aos cidadãos.

    • Domingos

      Quando o indivíduo terceiriza seu senso e obrigação do certo e errado, é esse mesmo o efeito. E é isso mesmo que esse governo quer.

    • JPaulo10

      Essa distorção é piorada pelo exemplo do, digamos, “pai dos pobres”: a espertice e a malandragem são muito melhores que a correção e a honestidade. Para ele, ser honesto é ser burro.
      E a pobreza não é responsável pela falta de conservação ou educação de coletividade. Eu estive no Peru e vi a limpeza das ruas: nenhum toco de cigarro, nenhum papel no chão, nenhum saco de lixo (o caminhão de lixo vinha tocando uma sineta e as pessoas saiam de casa para colocá-los na caçamba. Não existem garis).

    • Lorenzo Frigerio

      Acho que antigamente nós da classe média tiínhamos pouco contato com pobres. Hoje, eles melhoraram de vida, são a “nova classe C”, frequentando os mesmos lugares que nós. Eles saíram das classes “D” e “E”, mas as classes “D” e “E” não saíram deles.

      • Domingos

        A degradação moral é real. Não vem só “de baixo”. Lembro que antigamente, embora fossem tempos mais apertados, era comum um relacionamento maior com pessoas menos afortunadas.

        Hoje não dá nem para conversar com um, porque na verdade um classe média normal – não precisa ser da nova não – também se degradou tanto que se evita na verdade é ter contato com qualquer pessoa.

        Não lembro do pobre antigamente não poder dormir no próprio bairro porque estava tendo baile de música pornográfica.

        Hoje, tem condomínio fechado com esse problema.

  • Eduardo Silva,
    Opinião mais lúcida, impossível. Meus parabéns!

  • ccn1410

    REAL POWER e Christian Bernert,
    Eu também pensava como vocês quanto a educação de nossas crianças, mas com o passar dos anos mudei de ideia.
    Cito como exemplo certa cidade extremamente suja em que morei alguns anos. Ela só se tornou limpa e decente, após muitos anos de campanhas nos colégios. Quando as novas gerações cresciam, não sabiam que a cidade seria mais bonita e melhor para viver se fosse limpa, então não repassavam isso para seus filhos. Mas quando essa geração cresceu tudo mudou, porque agora esses jovens que foram ensinados nas escolas de como se comportar em sociedade, repassaram esses ensinamentos aos seus filhos. Por isso eu acho que é hora de começar a educar as crianças nas escolas e apenas repassar conhecimentos não basta.
    É apenas minha opinião e ninguém precisa concordar comigo.

    • Domingos

      O problema disso é que logo a mesma geração começa a pensar que se você não “ensinar” as crianças a não matar ou estuprar, elas estão autorizadas a fazê-lo.

      O certo seria punir os pais que não educam as crianças.

      A escola tem que ensinar matéria mesmo, bem ensinado e no máximo algo de civilidade bem básico – seria aceitável seu exemplo de não jogar lixo etc.

      Filosofia seria bom se dado de forma bem abstrata, para que cada um se eduque. Não há educação que não seja auto-educação.

    • REAL POWER

      cc1410.
      Entendo sua opinião. Sei que tem uma grande ou a maioria da população de adultos que não foi condicionado a fazer o certo pela educação vinda dos pais e certamente não vão fazer o mesmo pelos filhos. Nesse momento a escola pode suprir esta deficiência e contribuir para a educação. Mas jamais ser ela a responsável por isso. Uma reeducação de adultos por meio de palestras seria uma boa. Aí entra o papel do estado em criar grupos de serviço específicos em fomentar a cidadania no povo justamente nessas questões referente ao convívio em sociedade.

  • Marco

    E banheiro de avião? Uma vez, em viagem internacional, demorada, tive que ir ao banheiro. Ocorre que o “trouxa” aqui estava com aquelas meias que as empresas aéreas fornecem. O chão todo “mijado”…

    Nas outras poucas vezes que precisei utilizar o banheiro (só entro naquela porcaria em último caso), sempre sujo, papéis jogados no chão, etc.

  • RoadV8Runner

    O baixo nível cultural do brasileiro é assustador. Isso fica ainda mais evidente quando se tem contato com outros países “sérios”, onde a educação básica se mantém como era antes por estas terras tupiniquins. E olha que o pessoal de fora também se queixa que por lá as coisas eram melhores…
    Essa de vendedor julgar o cliente pela aparência é de lascar. Passei por isso a cerca de 10 anos atrás, quando me mudei para Sorocaba-SP. Eu e minha noiva entramos em uma loja de móveis e ela sentou-se em um sofá grande, em formato “L”, bastante confortável. Antes de qualquer outro comentário, a vendedora já chegou dizendo em tom de deboche que minha noiva tinha sentado no sofá mais caro da loja. Imediatamente falei para minha noiva: “Vamos embora, pois a vendedora nem disse ‘bom dia’ e já julgou que não podemos pagar pelo sofá”. Virei as costas e nem dei maiores satisfações. Como dizia uma professora de inglês que tive no colegial, existe um determinado nível de conversa que me permito atingir: abaixo desse nível ou a pessoa sobe para onde estou ou então é fim de papo, simples assim. Não quero ser (e muito menos sou) superior a ninguém, mas respeito é o básico do básico. Abomino arrogância e falta de respeito para com quer que seja.
    Sobre carros alugados, eu simplesmente não consigo tratar mal carro algum. Para quem é autoentusiasta de verdade, respeito à máquina é algo intrínseco, que já está no DNA de cada um.

  • Lucas dos Santos

    Muito interessante o tema abordado, Bob.

    Também sou bastante crítico com esse negócio de jogar lixo no chão – ou em qualquer local que não seja o apropriado. Se tem uma coisa que me deixa bastante irritado – e um tanto chateado, eu diria – é quando, no ônibus, eu vejo um pai ou uma mãe “orientando” uma criança a jogar o papel de bala pela janela. Isso quando não é o próprio o adulto que pega o papel das mãos da criança e joga pela janela… Triste constatar que uma criança está recebendo um mau exemplo justamente da pessoa em que ela, certamente, mais confia – e justamente em uma idade em que exemplos têm extrema importância.

    Quanto a banheiros, acho um absurdo quando se chega ao ponto de espalhar avisos do tipo “Dê a descarga“, “Lave as mãos após usar o banheiro” no local. Isso é coisa que se diz para crianças que recém deixaram de usar fraldas. Era esperado que não fosse necessário “lembrar” isso a pessoas crescidas que trabalham em uma empresa.

    Outra coisa que eu achei o cúmulo foi eu encontrar no estacionamento de um supermercado o aviso “Favor não colocar o pé na parede“! Para o estabelecimento chegar a colocar um aviso desses, é porque a educação dos clientes estava próxima a zero!

    Certamente que todo esse mal comportamento se reflete no trânsito de nosso país, que, por conta disso, se torna uma bagunça! Enquanto as pessoas continuarem achando que ser educado e respeitar o próximo é “favor”, tudo continuará como está…

  • Nora Gonzalez

    Uma coisa que sempre me surpreende desagradavelmente é a forma como as pessoas jogam fora o próprio lixo. Moro em prédio e não apenas as donas de casa, mas as próprias empregadas descartam sacos sem sequer amarrá-los, nas lixeiras do edifício – ou apenas o deixam ao lado do balde que tem esse fim. Não pensam que outro ser humano terá de fazer essa tarefa? E que os vizinhos terão de aturar mau cheiro? Detalhe: muitas dessas empregadas foram, elas próprias, faxineiras do prédio.

  • A educação vem de casa, da família: dpai e da mãe! Do respeito, aprendido ali, desde o berço… Transfere-se, aqui neste país, tudo para qualquer um, se eximindo de qualquer responsabilidade!

    O Daniel, abaixo, foi feliz em seu comentário, dizendo que tudo se atribui ao Estado. Eu vou mais além e falo dos outros…

    O cara vai no banheiro (e não precisa ser público – pode ser o da empresa onde trabalha ou do shopping) e urina no chão, não solta água, puxa o papel e larga solto pelo chão, o sujo, ele joga atrás do vaso (vide a foto acima, que ilustra bem) – a obrigação pela limpeza é do lugar onde ele está. Depois, ele vai à praça de alimentação, aí, ele come, larga os lixos em cima da mesa, mesmo com 10 lixeiras em volta dele, joga o papel no chão… A obrigação da limpeza é dos outros! Depois, ele sai para guiar o carro: não é problema dele, se ele pára em fila dupla, os outros que se virem para passar; se ele não dá seta, problema de quem está atrás (ou na frente); se ele joga papel pela janela (olha o porco, aí, de novo!), problema de quem limpa a rua.

    E por aí, vai…

    E a maioria, infelizmente, é como ele. E por isso, todo mundo acha isso normal! Pois eu sempre digo o seguinte: faço o certo, mesmo sendo errado para todo mundo, mas morro fazendo o certo!

    Se ninguém dá seta, eu dou. Se ninguém solta água no banheiro, eu solto. Se todos jogam papel na rua, eu não jogo. Se forem um milhão fazendo tudo errado e eu, não, ficam no um milhão, mas não entram no um milhão e um…

  • $2354837

    13 motivos porque a Austrália é um Brasil que deu certo:
    http://www.brazilaustralia.com/razoes-por-que-australia-brasil-que-deu-certo/
    Vale a leitura.

    • Domingos

      É legal como a esquerda pega um país pronto e toma como propriedade dela, o citando como caso de marketing.

      Tudo isso daí foi feito sob uma colonização que, em primeiro lugar, colocava os criminosos no seu lugar. Depois que cresceu financeiramente, estruturalmente e moralmente sob forte orientação do governo da Inglaterra – que não tinha nada de progressivo e, se tivesse, a Austrália seria um Brasil 2.

      Aí é fácil escrever uma lista de obviedades já feitas e construídas, como se elas não fossem conseqüência e sim causa de todo um trabalho anterior.

      Além disso, posso citar ao menos 3 itens que são mentirosos na lista, pois anos atrás estudei a possibilidade de migrar para lá.

      Entre eles custo de vida, que é é elevadíssimo nas capitais. Outra coisa é sobre a “bondade” e a “falta de preocupação com status” do australiano médio. Não é nada disso aí não…

      • $2354837

        Ok, poderia nos mostrar exatamente quais são os 3 itens? E o que tem a ver com a esquerda isso, realmente não entendi.
        Seus comentários de forma geral são supérfluos, e pouco representa além de mero rancor com não sei o que exatamente…
        Ah sim, A Austrália continua fazendo parte do Reino Unido, assim como o Canadá.

        • Domingos

          O rancor eu especifico: é com essa gente que rui um país desde a sua moral até a sua economia, não importando se no passado foi uma nação de cultura riquíssima ou de economia fortíssima.

          Por onde passam, deixam uma herança em primeiro lugar de miséria espiritual que se reflete nas novas gerações americanas e brasileiras, por exemplo, não conseguindo sequer o básico da vida: casar e ter continuidade da vida.

          Veja o último censo americano, por exemplo, ou a realidade dos jovens na faixa dos 25 anos por aqui mesmo. Ninguém confia mais em ninguém, essa mentalidade corrói absolutamente tudo.

          Já para zona, ficou bem fácil.

          Em termos mais mundanos, é fácil ver também que isso conseguiu trazer pobreza até onde isso não se imaginava ser possível, como FALIR UMA PETROLEIRA.

          Porém, profundo são teorias comprovadamente cancerígenas e que divagam sobre obviedades em sentidos que ninguém são acredita. É muito profundo mesmo…

          Sobre os 3 itens, já expliquei. Leia novamente.

          O que quero dizer é que pegam um país pronto, que nada tem a ver ser bom “porque tem casa dada pelo governo” e porque “uma Porsche é comum”, e colocam esses RESULTADOS e SINÔNIMOS como causa.

          É isso a inversão que quis dizer. É a mesma coisa que fizeram com a vitrine do projeto europeu: um continente construído com MUITA cultura rica, muita história, muita luta e que depois vem o mesmo tipo de sempre e se apropria dessas conquistas para sua politicagem.

          Quando desanda, claro, aí a culpa é dos “conservadores” – que foram justamente os que permitiram que o governo dê casa aos desafortunados e não o contrário.

          Curiosidade: até recentemente o hino da Austrália era o da Inglaterra.

  • Davi Reis

    Acho que esse exemplo do cinzeiro é um respeito não só com o fumante, mas também com qualquer consumidor. Quem não fuma, pode usar o cinzeiro simplesmente como um prático porta-objetos, como muitos já fazem há anos (inclusive eu). É um tipo de economia extremamente tola, mas pelo menos algumas marcas andam tratando de equipar seus carros novamente com o item.

  • Partilho da sua opinião, Bob. Para mim, educação é coisa que se recebe de berço, e, se a pessoa não teve essa educação, cabe a nós tentar pelo menos, impor um pouco de respeito a ela.

    Quando dirijo sou do tipo que respeita faixa de pedestre, se venho em uma rua e entro em outra que possui a faixa e tem um pedestre parado, em nada me custa parar o carro e dar prioridade para ele, embora alguns motoristas atrás de mim “montem” na buzina. O que posso fazer? Fui educado para respeitar as pessoas e como pedestre exijo o mesmo respeito.

    Nas estradas não sou aquele que anda colado no carro da frente, empurrando o cara ou forçando ultrapassagem, como vejo vários fazerem por aí afora. Espero sempre a hora certa de ultrapassar, mesmo que isso signifique ficar atrás de uma carreta ou ônibus por 10 quilômetros, andando a 40 km/h. Fico ali na minha e, normalmente, sou agraciado pelo grandalhão dando seta para a direita ou indo para o acostamento para facilitar minha ultrapassagem e quando passo por ele dou aquele piscadinha de alerta ou um buzinadinha agradecendo e sou retribuído com um toque de buzina ou piscada de farol.

    Voltando para o dia-a-dia, também sou chato com coisas consideradas irrisórias por outros, como jogar papel no chão, estacionar em lugar proibido, dar descarga no vaso (por que será que as pessoas não fazem isso?).

    Infelizmente hoje, parece que ser correto é errado e ser errado é ser correto. Ainda bem que sigo piamente o ditado “Não é porque todos fazem errado, que o errado se torna certo. E não é porque poucos fazem o certo que o certo é impossível!”

  • Ruarc

    Eu faço a minha parte, mas tem uma frase que eu gosto muito: “paciência, a única maneira de sobreviver num mundo de idiotas”.
    Ou como minha mãe diz: “no mundo, 90% fazem as cagadas e os outros 10% têm que consertar”.

  • Victor De Lyra

    Realmente existe uma cultura de que caminhões e ônibus são veículos de segunda classe, claro que eles ocupam muito espaço e são lentos, mas isso não é motivo para dificultarmos suas vidas gratuitamente como vejo por aí. Hoje mesmo na Dutra percebi que o motorista de um caminhão moderno estava sofrendo para achar espaço para ultrapassar um outro caminhão mais antigo e totalmente carregado. Ninguém o deixava ultrapassar pois nessas terras há uma crença de que a pista da esquerda é para carros e a da direita para caminhões, necessariamente.

    Quando estava prestes ultrapasasr o caminhão moderno, percebi que ele estava tentando ultrapassar, pisquei os faróis para sinaliza-lo e desisti da manobra. O caminhoneiro logo jogou a esquerda e em poucos segundos já estava na frente do pesado caminhão antigo (como são potentes esses Diesel modernos). Logo em seguida era minha vez de ultrapassar ambos e me deparei com um polegar levantado do motorista do caminhão seguido de buzinadas de agradecimento.

    As pessoas criticam caminhões e ônibus mas os motoristas desses veículos normalmente são motoristas muito melhores do que o motorista de carro padrão.

    • Sergio

      Acho que a crença é de achar que todo caminhão é lento, e estes novos são mais rápidos do que muitos carros.

  • J Paulo

    Grande pecado do brasileiro é sua falta de senso de coletividade, que nada mais é reflexo da falta de educação.

  • J Paulo

    Outra coisa, a partir do momento em que a lógica de respeitar o maior foi invertida, a coisa foi de mal a pior. Agora, caminhões e ônibus têm que dar preferência a bicicletas. Tenha dó!

    • Magrathiano

      O texto diz justamente sobre essas coisas e você está criticando. É respeito de um modo geral, não existe ordem. Isso que você disse não é lógica de respeitar o maior, é uma questão somente de segurança para os menores. A preferência é de bicicletas, sim. Os maiores cuidam dos menores, sendo assim a preferência vem em: Pedestre, bicicleta, motocicleta, automóveis, ônibus e caminhões. Dar passagem para um caminhão ou ônibus é simplesmente ser cordial.

      • Domingos

        Essa regra simplesmente não deveria existir. Tem uma interpretação legal e prática dúbia em que, ao mesmo tempo, não se protege o veículo menor e abre brechas para que esse sempre seja “certo” – mesmo fazendo barbaridades.

        No máximo o pedestre deveria ser protegido por todos os outros, quando cabível.

      • J Paulo

        Você está errado. Era assim antigamente e agora mudaram e ficou uma droga. Aqui não é blog de ciclista chato, é de quem gosta de carros. Ponto.

  • Luiz_AG,
    Foi uma pena eu não ter salvo a mensagem de que segunda-feira 9 de julho de 2001 era feriado. Se não tivessem-no colocado muitos teriam comparecido ao trabalho. Foi um aviso “ao contrário”, tipo se o feriado fosse na terça e não na segunda, “Avisamos aos funcionários que na segunda o expediente será normal, não haverá ´ponte.” A propósito, a Embraer não existiria se não tivesse começado estatal e não existiria se não tivesse sido privatizada em 1994. Quando na Quatro Rodas escrevi uma coluna sugerindo a criação da “Embrauto”, uma fabricante de automóveis estatal para projetar e fabricar um carro verdadeiramente nacional, uma marca brasileira, para quando estivesse consolidada ser privatizada. O Brasil precisa ter uma marca brasileira. Se foi possível na fabricação de aviões, é possível fabricar automóveis. Temos capital humano para isso mais do que necessário.

    • $2354837

      Outro erro, considero eu. Na maioria das empresas que trabalhei recebemos o calendário no início do ano, com todas as compensações durante o ano. Demais trabalhos são pagos como hora extra.
      Quanto a Embrauto, acredito que o “time” já passou. estou elaborando um texto a respeito para enviar para a “Histórias dos leitores”.

  • Domingos

    No McDonald’s não tem alguém que especificamente limpe as mesas ou o salão, então contam com a “generosidade” das pessoas em manter aquilo organizado.

    O problema é que nos EUA, o lanche é realmente barato. Tem menu de 1 dólar. Aqui o lanche custa o mesmo que em uma hamburgueria “chique” com toda a estrutura de garçons.

    Você não está errado nesse caso. Se todo mundo deixasse a bandeja, logo contratariam alguém para tal função.

    Como poucos deixam, entretanto, o que acaba acontecendo é dar trabalho extra – sem ser paga por isso – à/ao funcionário que limpa o banheiro.

    Deveria ser uma exigência dos clientes.

  • Luiz_AG

    Por isso que prefiro trabalhar como consultor e dificilmente aceito um emprego.

    • Luiz_AG,
      Claro, mas quem paga o consultor é a empresa, no fim acaba dando na mesma.

      • $2354837

        Estamos confundindo as coisas… Parece que estou pregando o não trabalho, o que seria um absurdo.
        Não estou criticando produção, estou criticando o que as pessoas acham certo para seu bem estar.
        Eu não aceito emprego porque hoje sou considerado “overqualified”, o que é um nome bonito para dizer que cobro e valho mais do que as empresas estão dispostas a pagar.
        Por isso só sou chamado quando não tem mais jeito, e acredite, isso acontece com mais freqüência do que seria normal, muitas vezes pela mediocratização do empregado.

  • Luiz_AG

    Pergunta que faço, quer voltar a ser empregado?

    • Domingos

      Tenho amigo empreendedor e já me falou que se estivesse em boa posição numa empresa, seria empregado sim.

      Dá muito trabalho ser autônomo. Essa coisa que “ser empregado” é sinônimo de escravidão ou de algo inferior é tipicamente adolescente ou petista.

      Cada um tem que encontrar o que mais lhe agrada, oras. E ser “autônomo” não é necessariamente melhor sempre.

      • $2354837

        Dá muito trabalho trabalhar… Escravo adora um beneficiozinho. Se pudesse sumia e nunca mais trabalhava na vida
        Gerente é o Capataz, porque o Diretor não quer sujar as mãos.
        Eu é que disse isso? Não… Waldez Ludwig, um dos maiores especialistas brasileiros de RH.

        • Domingos

          Melhor o benefício de, por exemplo, um seguro saúde que um “incrível” período de férias regulamentado em CLT.

          Sim, dá trabalho trabalhar. Ele pessoalmente acorda as 7 da manhã todo dia, volta do trabalho depois das 8 e sábado também trabalha para ter sua própria empresa funcionando.

          É um cara que pessoalmente não coloco a mão no fogo por certos comportamentos, mas uma coisa admiro nele: peitar uma empreitada dessa e o desprezo que ele, como qualquer um que efetivamente FAZ alguma coisa, tem por quem tem essas divagações.

          A melhor coisa que já vi ele fazer de bom à sociedade, por exemplo, é quando um “contra escravo” colega nosso – petista assumido -– começou a querer vir com esse papo “contra empresas” e “contra-patrão” e ele ouviu direto na orelha que o que ele queria mesmo era ganhar dinheiro fácil, através de cargo concursado, enquanto falava mal de quem estava lá pagando os impostos para o “não-escravagismo” dele.

          Ele simplesmente relatou a realidade que, para ele, ser patrão ou não seria indiferente em termos de “liberdade” quando um bom cargo numa empresa o pagaria o mesmo que ele ganha tendo todo esse esforço.

          A questão de qual escolha fazer vem de afinidade pessoal e aptidão. Você parece – na verdade, deixa bem claro — querer falar que qualquer um que, mesmo melhor remunerado e trabalhando MENOS, escolha ser empregado é “escravo”.

          Pensamento mais pueril, impossível. É como comprar carro pensando unicamente em qual seria o que ganharia todos os pegas.

  • Luiz_AG

    Chamaria de escravo moderno, mais fácil ainda porque só colocar umas verdinhas na mesa… nem precisa açoitar ou colocar correntes…

    • Domingos

      E com essas verdinhas, com o trabalho, que vem a liberdade. Ninguém nesses cargos vive como escravo.

      A riqueza material vem depois da moral, nunca ao contrário. Quando invertem, ela sempre acaba ruindo.

      Quem quiser ganhar mais, oras, vai ter que trabalhar mais de alguma forma.

    • Leonardo

      O cargo do meu pai implica em disponibilidade imediata, nos últimos 5 anos ele deve ter sido chamado fora do horário umas 10 vezes no máximo e além de receber hora extra ainda recebe adicional pelo simples fato de estar de sobre-aviso, pergunta pra ele se acha ruim. Ninguém é obrigado a aceitar um cargo com condições que o desagrade, se você não está disposto a trabalhar em regime de sobre-aviso, certamente alguém está, desde que seja pago para isso. Não tem nada de escravidão nisso.

    • Luiz_AG,
      Escravo? Moderno, ainda por cima? Depende de como se encara o trabalho. Eu, por exemplo, tenho a sensação de nunca ter trabalhado na vida! E olhe que já vou para 73 anos…

      • $2354837

        Você entendeu Bob, não é exatamente disso que estou falando… Estou falando de por exemplo uma pessoa ficar batendo carimbo 8 horas durante 40 anos só para ter segurança.
        Aprecio muito sua história profissional, você praticamente trabalho naquilo que teve vontade, teve coragem de direito a escolhas.
        Se todos fossem assim talvez o mundo estivesse muito mais evoluido… Teríamos a cura para várias doenças, a diminuição da fome mundial. Teríamos menos doenças cardíacas e menos afastamentos por estresse.
        Vetamos muito nossas habilidades em troca de suposta segurança. Disso que digo.

  • Newton ( ArkAngel )

    Quando jovem, sempre faziam uma piada : “Fulano se formou na FAFUPI, Faculdade de funilaria e pintura…se soubessem quanto ganha hoje um bom funileiro ou pintor. Em uma boa oficina e com bom movimento, um pintor de automóveis chega a ganhar com as comissões cerca de R$ 7.000,00 por mês.

    • Domingos

      Sim. Um conhecido abriu uma funilaria e ter bons profissionais é difícil porque eles cobram caro!

      Quem quer ter um negócio mais, digamos, popular, acaba tendo que se virar com iniciantes ou pessoas que ainda não são muito boas.

      Muitas vezes se contrata um cara que “manda bem” para que ajude todos os outros.

      Os que são bons, logo vão para alguma dessas funilarias referência e não só são respeitadíssimos pelos patrões como ganham muito bem e são disputados.

      O pessoal aqui no Brasil, tanto por essa mentalidade, ainda acha que profissões mais “mecânicas” sejam mal remuneradas ou coisa de escravo, vergonhosas etc.

      Tem muita região do Brasil onde, como acontece já na Europa, pedreiro é muito bem pago e inclusive goza de boa reputação.

      Entre nós, tanto o Brasil como o mundo precisava mais é de pessoas assim.

      A geração do diplominha formou um monte de enroladores que acha o máximo trabalhar por 3 salários depois de estudar um monte.

      Acabou abrindo as portas para o cabide de empregos públicos generalizado, entre outras coisas.

  • Luiz_AG

    Cargo de confiança não paga hora extra. Você assina um termo que estará disponível em troca de não bater ponto.
    Não é o caso do seu pai, pois ele recebe sobre-aviso.
    Na Europa é muito difícil achar pessoas para trabalhar como chefe, pois o valor do salário pouco muda e a disponibilidade tem que ser maior.
    Aqui como país da desigualdade todo mundo quer ser chefe para sobreviver com um pouco mais dignidade.

    • Newton ( ArkAngel )

      Hehehe, acho que no futuro todo mundo vai ser chefe. Com a disseminação de faculdades acessíveis, ninguém mais vai querer pôr a mão na massa. Sorte dos trabalhadores braçais. Já está começando a acontecer na construção civil.
      Ainda vivemos em um mundo material.

      • $2354837

        Newton, acredito ao contrário… Não teremos emprego como o que conhecemos hoje. Cargos de chefias intermediárias (coordenadores, gerentes) irão desaparecer.
        Você será pago pelo o que tem a entregar (um serviço, um relatório, etc) e não as horas que fica disponível para a empresa.
        Não teremos mais escritórios para coisas que podem ser entregues pela internet. Custa muito caro para a empresa manter um prédio com funcionários dentro. Se somarmos o custo de locomoção e do desperdício de tempo parado no trânsito então, o custo sobe as alturas.
        Teremos que ser todos empreendedores, pois ninguém mais vai pagar para você ficar parado o dia inteiro consumindo aluguel, luz e café de empresas.
        Isso é ruim? Não necessariamente… As cidades irão desinchar, o trânsito irá diminuir… Não perderemos tanto tempo em locomoção.
        Sim você está certo, já sinto falta de engenheiros e prestadores de serviço como construção civil e outras.
        Ninguém mais quer meter a mão na massa. Isso me assusta, pois criará uma legião de desempregados.

        • Domingos

          Isso acontece em certos lugares, com os empregados sendo contratados como autônomos.

          Acho uma bênção que eventualmente muitas das pessoas que possam trabalhar em casa o façam, mas cuidado. Profissional liberal não é exatamente empreendedor e, em termos de direitos, às vezes fica no pior dos mundos.

        • Newton(ArkAngel)

          Em relação a “todo mundo vai ser chefe”, esqueci de dizer que o modo irônico estava ligado.
          Quanto aos serviços ditos braçais, bem…como já disse, ainda vivemos em um mundo material, e as coisas no papel ou nas idéias precisam ser materializadas por alguém, ou por alguma máquina. Mas no meu caso, enquanto não inventarem uma máquina de consertar carros, eu vou ganhando o meu, hehehe!

      • Domingos

        “Sorte dos trabalhadores braçais. Já está começando a acontecer na construção civil.”

        Tem uma construção na minha rua. O pessoal às vezes trabalha noite a dentro e muitos são sem experiência, alguns recém-chegados ao país.

        É tudo às claras, até porque é uma rua bem habitada em que um trabalho noturno não autorizado com certeza geraria problemas.

        Não tem ninguém com cara feia por lá. Devem estar ganhando muito bem.

        Sorte deles mesmo. O pessoal acha que um diploma e um cargo “humanizado” salva todo mundo e é o ápice da humanidade.

        • Newton(ArkAngel)

          Ao lado do meu trabalho, estão construindo um edifício, e a “peãozada” ganha bem mesmo. O carro mais barato que vi lá é um Corolla 2007.
          O mestre de obras desse empreendimento ganha 15.000,00 por mês.

          • Domingos

            E merecem. Assim que se efetivamente tira um país da lama e se melhora as condições de todas as pessoas, o resto é discurso.

            Lembro de ter visto anúncios de pessoas buscando emprego na Itália em que um encanador ou algo do tipo especializado pedia no anúncio entre 3 e 4 mil euros ao mês!

            Isso porque ele estava procurando o emprego, se anunciando!

    • Domingos

      Um pouco mais de dignidade ganhando mais de 20 salários, benefícios e podendo negociar férias, acho que não teria um europeu que desprezasse a a oportunidade.

      Lá tem muita empresa de pequeno e médio porte e elas pagam menos, apenas isso. Cargos intermediários às vezes remuneram um pouco melhor também, logo aí sim passa a fazer pouco sentido trabalhar tanto a mais por pouca coisa em remuneração.

  • Luiz_AG

    Parabéns, é o que o nível superior da hierarquia de Maslow quer exatamente o que você pense.
    Assim não enche o saco deles. Parabéns mesmo, essa foi uma das melhores provas de condicionamento mental.
    Já ouviu falar em ganho de escala? Quando se escreve um livro, edita uma revista, se vende licença ou aluga algum objeto há ganho em escala.O próprio AE é um ganho de escala. Você escreve o artigo uma vez e só vê ele sendo lido.
    Isso que patrão faz, ganho de escala, contrata um monte de escravos para trabalhar para ele ganhando mais e mais.
    Eu particularmente não acho nada errado o que o patrão faz, acho errado você perder 1/3 da sua vida vendendo seu tempo enquanto poderia estar fazendo alguma coisa mais criativa, por exemplo inventando alguma coisa para deficientes ao invés de ficar 8 horas batendo carimbo.

    • Domingos

      Ou seja, você só acha errado quando o patrão faz, não quando você faz?

      Interessante. Onde será que já vi isso? Ah, sim, em todo governo PT ao redor do mundo, durante toda a história.

      Eu acho que o léxico que você usa é condicionado.

      Ora, eu quero mais é que tenha ganho de escala mesmo. O ganho de escala, que é uma encerada para você não falar da malfadada mais-valia, é uma naturalidade como a mulher ser mãe e o homem ser pai.

      Toda naturalidade aparentemente revolta a esquerda.

      É um delírio adolescente bem aproveitado pela esquerda achar que coisas como lucro, maternidade e paternidade são ruins e não devem existir – claro, não devem existir enquanto não os beneficiam.

      O que importa é cada um na sua parte desse ganho de escala esteja sendo bem remunerado e que quem concentre isso mais acima o use de forma produtiva a si e à sociedade.

      Quero mais é que o patrão, na verdade a EMPRESA, ganhe em escala sim. Estranho seria o cara lá de baixo tirar 1 milhão por trazer um cafezinho.

      Qualquer empresa que se preste usará o ganho de escala EM INVESTIMENTOS e não “no patrão” ou como mero salário aos altos escalões, caso contrário ela vai à FALÊNCIA.

      Isso é assim, por exemplo, com as estatais. Está aí a Petrobrás.

      Aposto que quem fez isso com a Petrobrás ia adorar esse papo mole de hierarquia de Maslow.

      O problema da sociedade pós-moderna é que todo mundo quer ser patrão. Obviamente e por necessidade e função, apenas poucos SÃO PARA SER.

      A disputa de um milhão de patrõezinhos costuma dar numa cultura em que a verdadeira “hierarquia de Maslow” é um puxando o tapete do outro em níveis baixos para ter um carguinho de “sub-gerente de auxiliar de gerente” ou gente que vende a alma e o futuro da nação por um carguinho de cabide público.

      Mas, enfim, como há 3 séculos de esquerda a discussão é infrutífera: toda sua raiva contra uma definição aleatória e delirante de “escravidão” é basicamente “não ser o patrão”.

      É a inveja e materialismo, que é tudo a que se resume a esquerda, revelada.

      Suas ‘horas de criatividade” se traduzem numa sociedade doente que não produz nada a não ser gente com mania de ser chefete.

      Prefiro uma sociedade de pedreiros, funileiros, encanadores, agricultores como a que fundou as mais ricas culturalmente e materialmente com nossos antepassados e também aqui mesmo no Brasil.

      Essas, hoje, não precisam de baboseira de “Maslow”. Vivem muito bem, obrigado.

      Quem se mira no vizinho para ser feliz nunca o é.

      Quem quer comparar o ganho de escala de uma pessoa física com o de uma empresa obviamente tem problemas de megalomania ou cognitivos.

  • Newton ( ArkAngel )

    O único problema é que morrer não é opção.

    • Alexander Arake

      Já ouviu falar de suicídio ou eutanásia?

  • Luiz AG
    Muito exagero nisso, muita ausência por “estresse” e outras desculpas esfarrapadas para não trabalhar, vagabundagem mesmo. Lembra-se de coisa de 10 anos atrás a epidemia de tendinite nos digitadores (as)? Cadê? Sumiu… O maior problema que vejo é grande parte das pessoas considerar o trabalho um fardo. Por exemplo, é comum um funcionário olhar para o relógio e pensar ou falar “4 horas ainda?”, enquanto outros, nos quais me incluo, é dizer “4 horas já?”. Por isso é coloquei no meu Skype uma frase do líder do grupo “The Tokens”, dos anos ’50, Jay Siegel, hoje com quase 90 anos: “Tive a ventura de ter podido viver minha vida sem esperar pela sexta-feira e sem odiar a segunda-feira.” Já ouvi dizer que a vinheta do “Fantástico” deixa muitos deprimidos…

    • $2354837

      Bob, sou da área e posso falar com conhecimento de causa,
      Sumiu a epidemia de digitadores de LER (Lesão por Esforço Repetitivo, tendinite mais especificamente) porque simplesmente não existe mais a função de digitador. Com o desenvolvimento de código de barras tridimensionais não existe mais a necessidade de digitar nada. Não se digita mais boletos bancários, códigos de romaneios ou ao mesmo remessas de transporte, só passar o código de barras e tudo está lá.
      Não precisa ir muito longe para ver isso, só ir ao caixa do supermercado e comparar o que um operador digita hoje e o que digitava a 15 anos atrás.
      Não existe mais digitador noturno, com o advento de troca de dados interbancários (para quem conhece é o SPB -Sistema de Pagamentos Brasileiro e os Arquivos CNAB 240 e 400) . SPB é o que permitiu fazer uma TED por exemplo.
      Exatamente disso que falo, um novo paradigma… Os trabalhos repetitivos o computador ou as máquinas farão para nós.
      O que nos restará serão serviços criativos, exatamente aquele que você não espera o tempo passar para tomar cerveja e esquecer tudo que passou durante a semana.
      Não preguei de forma alguma o vagabundismo.
      Prego sim o equilibrio mental/fisico da pessoa, que ela possa desenvolver o máximo de seu potencial intelectual.
      Mente são, corpo são. Orientais sabe disso desde sempre… Gerentes almoçam do lado de peões. Todos são obrigado a fazerem exercícios antes de começar a trabalhar. Tem mais feriados que nós. Trabalham mesmo.
      E seu rendimento é estupidamente superior ao nosso.
      Porque será?

      • Domingos

        Se restar só serviços criativos, se prepare para ter uma casa com muros bem altos. A maioria das pessoas não terá o que comer, já que áreas de pensamento ou criativas são para poucos.

        Além disso, coisas mais abstratas sofrem de um processo de concorrência inegociável e implacável. Idéias são de graça e, entre um inteligente e outro um pouco mais, o um pouco menos não ganha nada e o outro ganha tudo num ambiente em que apenas idéias valem alguma coisa.

        Enfim, delírios. Concordo com o Bob, todo mundo teria tendinite hoje. Todo mundo digita o tempo inteiro, inclusive nos nada anatômicos celulares.

        Na Itália tinha lei trabalhista para o “operador de computador” parar a cada 15 minutos para tomar um cafezinho – já que, coitado, isso era muito estressante.

        O funcionareco público, com aquela fila enorme de pessoas, na maior cara de pau parava tudo, ia na máquina de café, tomava um copo COM O NOSSO DINHEIRO (o cidadão precisava pagar, eles não) e ficava batendo papo.

        Produtividade? Numa fila de umas 200 pessoas, a maioria idosos, levou-se 3 horas para fazer atendimentos simples e completamente informatizados.

        Depois dessas 3 horas? Bom, acabou o expediente. PARA O DIA INTEIRO.

        Era revoltante. Essa cultura toda é revoltante.

  • Luiz_AG

    Estamos alinhados Marcio, acho que é bem por aí. Já vi gente também sair de casamento e ao invés de pegar avião para lua-de-mel foi deixar a noiva em casa e pegar avião para tocar um projeto crítico.
    Mas mesmo assim ainda repito que cada um sabe o que é melhor para sua vida.

  • Magrathiano

    Texto maravilhoso! Representa muito bem o que eu venho fazendo no trânsito em meus somente 2 anos de experiência. Dou passagem para ônibus e caminhões quando possível, pedestres tem preferência e respeito às bicicletas e motocicletas é sempre importante, porque qualquer descuido pode ser fatal e eu não quero passar a minha vida como um assassino, porque é o que aconteceria caso algum desses morresse por culpa minha.
    É aquela história, se cada um fizesse a sua parte, o mundo estaria muito melhor!

  • Lorenzo Frigerio

    O Canadá e a Austrália não são “parte do Reino Unido”, e sim membros da Commonwealth. Por isso, têm um Governador Geral que representa a Rainha, cujo papel nesses países independentes é meramente decorativo.

  • francisco greche junior

    Amigos, a grande questão que vejo não é o salário dessas pessoas, se mantém ou gera empregos, nada disso. O grande problema que vejo é o condicionamento que as pessoas vivem.
    Muita gente que urina no chão, não dá descarga e deixa a pia do banheiro toda molhada e cheia de papel quando esta lá nas vistas dos outros no shopping recolhe bonitinho a sua bandeja.
    Que educação é essa? Vivemos de aparência? Eu não.

  • Sergio

    Pô, Bob, texto impecável, mas muda essa foto do vaso sanitário, pelo menos o ângulo 🙂

  • Dr. TMRT

    A menor necessidade de digitadores é real em algumas áreas mas não em todas.

    É importante perceber que houveram muitos avanços em Ergonomia nos últimos 20 anos. Móveis que se adaptam melhor ao corpo dos funcionários, orientação postural das pessoas, instituição de pausas de trabalho, rotação de tarefas e outras medidas contribuíram para isso.

    Mas não se enganem com o fato da tal “epidemia de tendinite” ter fugido da atenção da mídia. As doenças Osteo-Musculares ainda estão no topo das causas de adoecimento laboral. Os dados do INSS são públicos e podem ser acessados por qualquer um, mesmo que não sejam mais do interesse de jornalistas mancheteiros.

    Inclusive existe um cruzamento grande entre transtornos mentais e transtornos ortopédicos. O sofrimento mental piora a condição ortopédica e vice-versa.

    É engraçado ver essa discussão aqui sendo feita por gente que demonstra claramente não entender nada do assunto. Essa é a democracia da internet onde todos podem expressar a sua opinião. Infelizmente na enorme maioria das vezes ela é apenas isso: opinião. Não há o menor conhecimento de causa do que se fala.

    Aqui no Brasil todo mundo gosta de chamar os outros de “vagabundo” e todo mundo se acha um super ser humano. Mas quando vamos comparar a produtividade do brasileiro com os outros países, as vezes temos um rendimento de apenas 20 ou 30% em comparação. A eficiência geral é muito baixa apesar do chicote aqui ser bem comprido.

    Isso sim é algo que merece sérias reflexões. Se a vida aqui é mais cara e pior, se aqui se trabalha muito para ganhar pouco… E ainda assim a produtividade geral é baixa… O nosso modelo está correto?

    Infelizmente eu já entendi que será impossível ver grandes progressos no Brasil ao longo da minha vida profissional, especialmente vendo as novas gerações vindo cada vez mais mal educadas (civilidade) e deseducadas (instrução). Infelizmente na última década os ratos roeram os pés da mesa e agora não adianta tentar colocar uma feijoada pesada lá em cima porque a mesa vai ceder e vai cair tudo no chão.

    • $2354837

      Dr. Tmrt,
      Fantástico seu comentário e. Só não dou todos os likes do mundo porque não é possível.
      Precisamos de profissionais e pessoas como você que fique no bem estar da sociedade.
      Parabéns e acredito do fundo da minha alma que você é um profissional diferenciado.

    • Dr. TMRT
      O fato de “não entender do assunto” não invalida observação e muito menos percepção, fora que estatísticas no Brasil são notoriamente piadas. Além disso, a classe médica é pródiga em “descobertas” do tipo celular dá câncer cerebral, ovo faz mal à saúde, cigarro mata, fumo passivo existe e outros fatos que vão e vêm (a parte do cigarro está demorando demais a ir, lamentavelmente, enquanto as drogas continuam mais fortes do que nunca). Mas não pense que sou contra a classe, pelo contrário, a cirurgia reparadora tenho-a como admirável.

    • Domingos

      Dados do INSS: você quer dizer que pegou aquela base de dados do pessoal que inventa que está com catapora aos 40 anos para tirar uma semana de folga?

      Faça-me o favor. Que evolução da ergonomia houve nos celulares, por exemplo?

      Qualquer um passa o dia inteiro num negócio ergonomicamente horrível desses e não tem tendinite.

      Se tirasse licença por tendinite ia tirar para mexer no celular.

      Eu o diagnostico como caso clássico de isentismo. Pode pedir seus dias de folga no RH.

    • $2354837

      Dr. TMRT, diria que hoje não está nem em 5% do que era a 20 anos atrás.

      Para se ter uma idéia, parte da compensação bancária era feita via CD e motoboy…
      Brincávamos que se o motoboy caísse a justificativa seria “o link caiu”.

  • Dr. TMRT

    Você está carente de informação.

    Respondendo a sua pergunta, “quantos diretores, executivos e gerentes sofrem desse transtorno mental”: MUITOS, em números cada vez maiores e com impactos enormes na cadeia produtiva.

    Não apenas isso, chefes doentes adoecem seus funcionários e contaminam setores inteiros.

    Para ilustrar, faça uma pesquisa sobre os suicídios ocorridos na Renault em 2006-2007. Todos engenheiros de cargos elevados e nível de instrução altíssimo.

    Sua percepção sobre a medicina é correta, na atualidade a área de cuidados de saúde (não apenas médicos mas todos os profissionais diretamente ligados a isso) é uma das que mais sofre. Levantamentos confiáveis no Brasil e no mundo apontam que em determinadas áreas o número de profissionais que sofrem da síndrome de Burn-Out (ou esgotamento profissional) chega a 45%. Ou seja, METADE DA FORÇA DE TRABALHO está doente.

    Isso tem impacto direto no número de suicídios, nos afastamentos, nas aposentadorias, no abandono de carreiras e obviamente impacta no cuidado aos pacientes.

    A pressão por números e resultados desse nosso modelo atual de sociedade que depende de crescimento infinito não está esgotando somente os recursos naturais. Está destruindo os recursos humanos. O problema é que poucos estão acordados e alertas para essa realidade.

    Sr. Domingos, esta é a única das suas mensagens que eu irei responder. Mais acima eu vi palavras suas totalmente absurdas contra o Domenico de Masi, cuja obra você claramente desconhece e mesmo assim se achou no direito de atacar, colando rótulos como “esquerdista” ou coisa que o valha. Sugiro que aprofunde seus conhecimentos sobre este que é um dos maiores filósofos do Trabalho na contemporaneidade. Sua obra não tem nada a ver com o povo de camisa vermelha que protesta na rua por 30 reais e um pão com mortadela e tem menos ainda a ver com os ladrões que discursam de terno na TV “em nome do povo”.

    Outro de seus preconceitos está na sua mensagem aí em cima, “No caso do médico é escolha da profissão. Não dá para estar desconectado do trabalho”. Por quê? Por acaso o médico não é um ser humano como outro qualquer? Não tem direito a família, a lazer, a férias, a hobbies?

    O médico que não se desconecta do trabalho perde performance. Justamente por ser um trabalho/arte mental por excelência, precisa de uma mente sã para ser executado com maestria.

    Já que escreveu tantas mensagens neste tópico, creio que você se interessa pelo assunto “TRABALHO”. Portanto sugiro que dedique mais tempo ao estudo e menos tempo aos rótulos e bandeiras. Esse assunto é bastante amplo e importante. Não cabe numa simples dicotomia de Aécio X Dilma.

    Como sugestão final, recomendo leituras do Domenico de Masi e do Christophe Dejours.

    • Domingos

      “Sua obra não tem nada a ver com o povo de camisa vermelha que protesta na rua por 30 reais e um pão com mortadela e tem menos ainda a ver com os ladrões que discursam de terno na TV “em nome do povo”

      Sim, tem. Você é médico e sabe de medicina, eu estudei numa área de ciências sociais (odeio esse nome, aliás) e sei de estratagemas.

      Se tem uma coisa que eu sei bem é que os movimentos de esquerda são multifacetados em supostas oposições. Todos se alinham quando interessa.

      Sua resposta citando os suicídios da Renault é um tanto quanto ilustratória, pois as leis trabalhistas da França e a sua cultura passam longe desse trabalho de excessivo rigor que causaria os distúrbios que você menciona.

      E, aliás, os países que pendem fortemente a esse ideário em relação ao trabalho são os que costumam mais ter pessoas nessas condições – só que em Cuba, por exemplo, o nome não vai ser chique como “transtorno” e sim é pobre mesmo.

      O que quero comentar e comentei em todos esses comentários que você leu é que justamente existe uma dialética de frescura e enganação em gente que ganha 20 a 30 salários e negocia férias e folga, mas se acha “escrava” por ter que atender telefone fora do expediente.

      Depois essa dialética é levada como CULTURA e não como medida de bom senso, servindo para moldar o trabalho e a sociedade justamente ao bel-prazer dos movimentos esquerdistas.

      No fim, o cara lá em cima continua reclamando de nada (tirando os médicos e uma ou outra área realmente frenética, mas são bem pagos para isso) e o de baixo acaba pagando para trabalhar com “direitos” que no fim não protegem quem realmente tem trabalhos dignos de serem classificados como causadores de doenças.

      Obrigado pelas recomendações de leitura, já li Chorume o suficiente na época de faculdade por obrigação – enquanto o pessoal dos “direitos trabalhistas” e da “vida estressante do trabalho” matava aula e depois colava na prova.

  • Sergio

    O pipoqueiro é empreendedor, o CEO da Coca-Coca é empregado.

  • Lucas dos Santos

    Sim. O meu eu comprei em promoção e saiu por menos de seis reais (R$ 5,24 para ser exato) no Steam! Extremamente barato!

    Fora da promoção sai por 35 reais, que também não é tão caro, mas o negócio é esperar pelo fim de ano, quando dão generosos descontos em quase toda a loja, e aproveitar!

    • Domingos

      Ual, 5 reais! Assim que tiver promoção vou comprar, embora 35 seja um preço já bem justo!

  • Ilbirs

    Bob, você viu esta coluna desmentindo a necessidade de redução de velocidade nas Marginais? Em tempos, já circulei na Pinheiros de madrugada de ontem, essa que já está sob novos limites, e é impressionante ver o quanto que os carros estão se arrastando nessa via. Cheguei a ver se formando caldo de cultura para um congestionamento em plena ocasião na qual a maioria absoluta das pessoas está dormindo.
    Fico pensando nos problemas que o próximo prefeito terá, esperando que não seja político de partido do Foro de São Paulo (PT, PSB, PDT, PPS, PC do B, PCB e PPL) ou de linhas auxiliares (PSOL, PSTU, PCO), pois vai ter muita bomba-relógio para desarmar, em que pese haver clima para se tirar a prefeitura ao menos das mãos do PT.

  • Ilbirs,
    Não havia visto, obrigado por indicar. Esse prefeito é o exemplo perfeito do palhaço. Estou vendo com um advogado um procedimento legal para acabar com essa safadeza em cima da população que o sustenta.

  • Sergio,
    Seu pedido foi atendido. (rs)

    • Sergio

      Aqui continua, é a foto que tem essa legenda: (Cena comum ao se chegar a um banheiro (foto hiltonfranco.com.br)
      Ah não ser que seja meu cache, mas acho que não, abri em outro navegador e continua. 🙁
      O pessoal que tem o hábito de ler enquanto belisca algo em frente ao PC, assim como eu, agradece! 🙂

    • Roger Pellegrini

      Olá Bob,

      Mais um texto certeiro! Só aqui nesse oásis de bom senso é que tenho encontrado pessoas como você e os demais leitores que compartilham das mesmas opiniões minhas acerca da hipocrisia e imbecilidade sem fim que tomou conta de nossa sociedade. Você tem a capacidade e a coragem, como poucas vezes vi nos jornalistas, de atacar o problema de frente, sem dó e sem eufemismos. Simplesmente parabéns, amigo!

      A foto do vaso imundo é a mais perfeita expressão de nossa “porquice” e falta de respeito ao próximo. Imagina como esse energúmeno deve proceder em outros ambientes, em outras situações…

      Todas as situações relatadas estão interligadas, tudo vem da falta de educação, aquela que tem de vir do seio da família,do bom exemplo, dos bons costumes e boas práticas. Ninguém mais liga para isso hoje em dia, infelizmente.
      Ainda bem que nós ligamos. E jamais desistiremos!

  • Marco,
    É uma nojeira também, bem lembrado.

  • aldus
    Faça como eu, não desista. Não vamos entregar os pontos!

  • Willian,
    Só discorda do que você disse os acomodados, os que vivem buscando os tais “direitos”, as “melhores condições de trabalho”. Parabéns pelo comentário.

  • Danniel,
    Na virada do milênio eu era gerente de imprensa da GM do Brasil e fui escalado para a cada seis horas a partir de 9 da manhã do dia 31 (hora em que o mundo muda de data) reunir-me por telefone com meus pares do mundo (GM) inteiro para dar e receber informações de como estava indo a virada, problemas que surgissem etc. Absurdo, estragar o meu réveillon? Claro que não.

  • Luiz_AG,
    Quem quer que seja esse Waldez Ludwig, disse uma asneira. Ninguém esta livre disso.

    • $2354837

      Asneira ou não ele é um dos mais importantes consultores de RH do país, tido como guru do emprego.
      Está livre sim, ninguém nasceu para sofrer. Isso é condicionamento.
      Veja documentário da BBC chamado “The century of the Self”, conta a história de Edward Bernays, sobrinho de Freud e como ele criou o cargo de relações públicas. Consegui derrubar o governo da Guatemala, fez as mulheres fumarem por exemplo.
      “Mas estou em um site de carro, o que tem a ver com isso?”.
      Ora, ele era consultor de propagada da GM e foi o idealizador do Motorama…
      E foi um dos primeiros a associar a venda de carros ao sexo.
      Vou encaminhar um texto para avaliação do espaço do leitor, quero falar sobre o futuro sobre rodas.

  • DR.TMRT,
    Desculpe lhe responder tardiamente. Concordo que haja, ou há, transtornos mentais relacionados ao trabalho, mas lhe pergunto: quantos “transtornados” o sr. já viu que rasgam dinheiro? Há muito exagero, mais pessoas que querem se aproveitar das “licenças médicas” do que qualquer outra coisa. Agora, se andam rasgando dinheiro precisam de tratamento mesmo…
    Sds

  • Marcio,
    Meu filho estava com dia marcado para nascer (por cesariana), 18 de dezembro. Só que nesse dia foi marcada reunião no Rio, na CBA, das quatro fábricas para a discussão final do regulamento do campeonato brasileiro de marcas e pilotos de 1984. O filhão só veio ao mundo no dia 19. Na minha visão, agi certo, estive na reunião (não havia mais ninguém na VW com conhecimento técnico-desportivo) e me filho está firme e forte.

  • Luiz_AG
    Você já viu bem os “exercícios” que os orientais fazem? São os que os sexa/setpua/octogenários fazem, mais uma dancinha. Refeitório comum a gerentes e mensalistas/horistas? Medida de economia, racionalização, nada mais. Digitadores: trabalho repetitivo então é digitar – ou escrever, meu caso e dos colegas de profissão? Então jornalistas seriam vítimas de tendinite fácil, fácil. Fricote puro!

  • Magrathiano

    Antigamente, meu amigo… Falou certo, os tempos mudaram. E outra, ser cordial não tem tempo não, se vocês não se respeitavam antigamente vão aprender a se respeitar agora! Eu adoro carros, mas isso não exclui a minha responsabilidade de proteger os pedestres, ciclistas e motociclistas. Você não é ninguém pra falar que eu estou errado. Acorda.

  • Carlos
  • RoadV8Runner

    Como gosto de trabalhar na área de processos, é impossível não trabalhar dessa forma caso a empresa funcione 24 horas por dia, 7 dias por semana, o que ocorre onde trabalho e em todas as fábricas de fibra óptica do mundo todo, devido às características do processo fabril. Porém, na minha função (e na empresa em que trabalho) essa disponibilidade fora do horário padrão de trabalho não sai de graça. Como disse, vai de caso a caso e de empresa a empresa.
    Não vejo essa forma de trabalho como mendicância, mas uma opção pessoal de cada um, baseado no que você irá desempenhar, qual a compensação monetária em função disso e o prazer que o trabalho irá proporcionar (ao contrário do que muitos pensam e agem, somente trabalho naquilo que me dá prazer). Tão pouco disse que essa forma de trabalho é o único cenário possível.

    • $2354837

      Road já fui analista de O&M em uma grande empresa européia de eletroeletrônicos.
      Isso é fácil resolver. Trabalhadores em turno. Nunca ninguém disponível 24×7 é a solução.
      Trabalhava até pouco tempo atrás com sistemas bancários extremamente críticos. Já fiquei de plantão em situação específica 24×7 mas foi um prazo, projeto.
      Existem turnos para isso. Até porque a pessoa começa a pifar pela repetição e monotonia do trabalho.