PONTO FORA DA CURVA – POR LUCAS GUIMARÃES – 5/07/15

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Maluco, doido, sem juízo. Louco, sem-noção, desajuizado. Ou então, para os mais polidos, excêntrico, extravagante, ponto fora da curva. Normalmente são essas palavras que escuto das pessoas quando compro meus carros. E dessa vez não foi diferente. Mas antes de falar do carro da vez, um pouquinho de conversa.

Analisando minha ficha pregressa de carros e motos, ocorreu uma coincidência. Nesses 22 anos em que sou habilitado, tive 22 veículos, entre carros e motos. E, que coisa, todos eles fugindo da normalidade. As fascinantes motos, por si só, já não são algo tão normal. E meus carros tinham sempre algo que fugia do script. Podia ser um “detalhe” (comprei um Alfa Romeo 155 já com o motor fundido), um motor mais potente (VW Santana com motor turbo), o combustível (Chevrolet Omega GLS a álcool) configuração (Fiat Marea Weekend 1,6 16V e Ford Escort “Zetec” 3-portas), e até a idade (o Chevrolet Astra que utilizo nos track days é 1995). Isso quando algumas dessas características não se somavam (Tempra Turbo, duas portas, preparado, e já com alguma idade). Cada um deles renderia uma história. Mas, afinal, o que foi dessa vez?

Um Mercedes-Benz C 180 Kompressor Avantgarde. É, já não está tão normal visto o motor ser superalimentado por compressor tipo soprador (Eaton M65), como o nome faz supor. E o ano despertaria arrepios em muitos, 2006. Mas o fato de ele não ter sido importado oficialmente pelo fabricante, e sim por uma representação diplomática, é o que a torna bem diferente.

 

BMW

Cena comum em Brasília, carros importados por representações diplomáticas (placa intencionalmente a pedido do autor)

Curiosamente, em Brasília, cidade onde moro, rodam veículos bem diferentes do que se está acostumado a ver. São os veículos das inúmeras embaixadas presentes na cidade, que têm a prerrogativa de importá-los dos países de origem com alguma facilidade. Com freqüência se vê veículos de placas azuis pela cidade. Fácil imaginar que, mais cedo ou mais tarde, esses carros vão ser revendidos no mercado de usados. E foi assim com esse Mercedes. Fabricado na Alemanha, comprado em Bruxelas, Bélgica, e posteriormente importado para o Brasil, ele veio em uma versão inexistente por aqui, com câmbio manual. De modo complementar, o BMW da foto no estacionamento de supermercado também é 2006 e  manual. Aliás, notou que não tem “sacos de lixo” e como ficaria pavoroso se tivesse?

 

Manual

A surpresa mais agradável: manual!

Eu nem estava procurando carro para comprar, mas, descompromissado, folheava os classificados do jornal. E, fã de câmbios manuais que sou, quando vi o anúncio ressaltando o grave defeito de ter esse tipo de câmbio (só aqui no Brasil mesmo…), tive que ir lá conferir! Chegando lá, definiria o Mercedes como triste. Para choques ralados, sujo, sem brilho, pneus gastos, check/control acusando “500 mil” alertas. Cachorro sem dono. Mas…vamos dar uma volta? Ah, foi a perdição. Manobrando, já comecei a gostar. Nada de acelerador eletrônico “me engana que eu gosto” em que uma pisadinha no pedal já provoca uma exagerada abertura da borboleta, para dar a impressão de motor potente. Assistência dos freios também na medida certa, nada dos detestáveis “só de você olhar para o pedal, o carro pára!”. Banco do motorista com a opção de ficar baixo, como gosto.

Pegamos a via, e o câmbio bem longo, de seis marchas, se destaca. Para se ter idéia, a v/1000 em sexta é de 50 km/h. Acompanhado o trânsito, o motor está o tempo todo “cochilando” na faixa de 1.000 a 2.000 rpm. Supus que seria econômico. O motor é “torcudo”, embora pouco potente para os padrões atuais: 143 cv. Hoje, muitos dos 1,8-litro aspirados já superaram essa potência. Mas, sinceramente? Parece ser bem mais. Imagino a mítica prova de 0 a 100 km/h na casa dos 9 segundos. No mais, suspensão firme, sem ser dura, carro muito preciso direcionalmente (também, com aquele cáster todo!). Interior sóbrio, com tudo no lugar, sem firulas. Não teve jeito: negociei o preço, fechei negócio.

 

A forte inclinação da coluna de suspensão ilustra bem o grande ângulo de cáster

Bom, trabalhosa é pouco para definir a transferência. O processo de internalização do veículo não havia sido completamente feito quando de sua chegada, e nesse momento, o Detran daqui exigiu seu término. Chato, mas coerente. Papéis para lá e para cá (e muitas taxas…), carro transferido. Ufa.

Vamos cuidar agora do carro. De cara, um jogo de pneus novos. Achei uma ótima promoção e comprei da marca Continental, que aprecio muito, na medida 205/55 R16 e no modelo topo de linha. Aqui, cometi um erro: as rodas traseiras são mais largas, 8 polegadas, enquanto as dianteiras, 7,5. Isso explicava o por quê dos 225/50 na traseira. Vou fazer uma jogada com esses pneus no Astra (aquele da viagem a Ushuaia) e comprar os corretos. Mas o fato é que o carro virou outro com os pneus novos. Faz curvas absurdamente bem, na mão e ainda com o ESP vigiando. Como curiosidade, o par dianteiro ainda era o original e ainda não havia atingido o TWI. Rodaram 90.000 km, e rodariam mais!

 

Pilha de pneus

Os novos Continental para o C 180 Kompressor Avantgarde

O uso desses pneus me fez refletir como os fabricantes estão exagerando nas medidas deles em prol do visual e detrimento de todo o resto. Ora, não faz sentido um carro sem pretensões esportivas usar um perfil menor que 55 ou 60. Minha irmã tem um Hyundai HB20 dotado de “ombrudos” 175/70R14, e é notório como absorvem bem as irregularidades.

 

Arrumando

Pára-choque retirado para pintura

Troca de óleo e filtros, lâmpadas, carro na lanternagem para pintura dos pára-choques e polimento bem caprichado. Ficou lindo, a estrela está como deve, brilhando. Vou dar um jeito no interior— que é em tecido, os “oficiais” são em couro — em casa mesmo.

 

Nessas idas e vindas, a suposição do baixo consumo se concretizou: faz 14 quilômetros com um litro de gasolina. E embora não seja adaptado à nossa incrível gasolina com mais de um quarto de álcool, a dirigibilidade é lisa, lisa, lisa. Como explicar nossos carros dando tranquinhos a cada retomada e consumo vertiginoso?

 

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Serei eu um “ponto fora da curva” com um carro desses, e manual ainda por cima?

Acredito que o coeficiente aerodinâmico muito baixo, 0,26, aliado a pequena área frontal, 2,08 m², ajudem bastante nesse consumo reduzido. A sensação que se tem dirigindo o carro é a de que ele “escorrega”, flui, não briga com o ar.

Enfim, comprei um carro como eu queria, do jeito que gosto, de acordo com minhas preferências, sem me importar se é “mico” ou não. Não comprei o carro para vender, mas para usar. E com prazer. Foi assim com os outros que tive. Todos com suas esquisitices, peculiaridades e defeitos. Mas sempre agradecendo a Deus a bela oportunidade de tê-los em minha garagem.

LG

ooooo

 



  • André

    Na minha opinião esse carro é uma preciosidade, está longe de ser “mico”, “esquisitice”, etc. Aproveite muito o Benz!

    • Lucas

      Muito obrigado, André!

      Abraço

      Lucas CRF

  • Mr. Car

    Lá para cima no Brasil, você é aquilo que chamam de “cabra macho”, he, he! Quantas vezes sonhei com “um ponto fora da curva” (Alfa-Romeo 164, Ford Taurus “quadradinho”, Ford Fusion, e até Dodge Dakota R/T, entre outros) na garagem, mas não tive coragem! Te admiro (ou será “invejo”?) por isto, e também por ainda morar na paixão eterna da minha vida em forma de cidade, minha amada, adorada, idolatrada Brasília! Que saudade. Que grande, imensa, gigantesca, infinita saudade!!!

    • Carlos

      Acho que todos nós temos alguma ponta de inveja Mr. Car, mas ainda é difícil me convencer de que dá pra ter um carro desses (como o Alfa de um post recente) como carros únicos e multiuso. Em casa nós temos um único veículo para a patroa e eu fazermos as coisas do cotidiano e viajar. Quer dizer, um Mercedes desses é um sonho, mas imagina você com viagem marcada e alguma peça vai para o brejo, achar rapidamente pode ser impossível (especialmente para mim que moro no interior).

      • Lucas CRF

        Carlos, você está correto. O Mercedes não é meu único carro, o que me garante uma tranqüilidade extra. Pretendo fazer posts dos outros “figuras” que moram na garagem.

        Abraço

        Lucas CRF

        • Carlos

          Eu tenho pensado em um meio termo como possível carro diário. Meu atual carro é um Bravo 2012, comprado usado, e que é misto de entusiasmo e uso cotidiano, talvez na próxima eu arrisque um Jetta Variant, mas como você disse numa outra resposta, envolve alguma sorte encontrar o carro certo.

    • Lucas CRF

      É isso aí, Mr. Car! Brasília é muito legal. Nasci em Belo Horizonte, mas gosto muito daqui. Venha matar a saudade de Brasília e dar uma volta de Mercedes!

      Abraço!

  • WSR

    LG, parabéns pelo Mercedes. É um carro muito, mas muito bonito. E esta sexta marcha é um sonho, hein? Sobre a Marea Weekend 1,6 16V, é boa na cidade quando está com 4 pessoas e porta-malas cheio? De todas da linha é a única que eu teria disposição a encarar, por causa do motor menor.

    • Domingos

      Sem querer ferir ninguém, mas qual é a graça de um Marea com motor que não seja ao menos o 1,8 16V?

      • Lucas CRF

        O negócio, Domingos, é que quando se trata de usados, acredito que mais vale voce comprar um muito bem conservado do que outro que, conceitualmente, lhe agrada mais. A Marea foi assim, e fiquei positivamente surpreso com o carro. Muito bem equipado e com um interior que todos que andavam nele ficavam encantados.

        Além disso, sabe qual o valor praticado para um carro desses, muito inteiro? Entre 12 e 13 mil para uma 2005-6.

        O que se compra melhor que isso com tal valor?

        Abraço

        Lucas CRF

        • Domingos

          Sim, isso é verdade. Porém é que eu pessoalmente, como muitos, acham que a graça toda da linha Marea estava nos motores fortes e de ronco bonito.

          No entanto, se você procurava o carro por motivos além desses, realmente foi um ótimo negócio.

    • Lucas

      Obrigado, DSR!

      Eu gostei muito da Marea Weekend. Mas, apesar de ser um carro grande, nunca andei com a minha carregada. Acredito nessa condição ela exija mais do motorista, pois embora bem disposto, o motorzinho terá de lidar com aproximadamente 1,5 tonelada. Olho no conta-giros e mão no câmbio! Olha ela na foto.

      Abraço

      Lucas CRF

  • Lucas Romeiro

    Realmente é um carro lindo. Poderia postar algumas fotos do interior em tecido?

    • Lucas CRF

      Obrigad, xará! Eu coloquei uma pequena foto mais acima. Mas foi à noite. Vou providenciar outras, ok?

      Abraço

      Lucas CRF

  • marcus lahoz

    Muito bacana, hein! Bela compra, aproveite e seja feliz.

    • Lucas CRF

      Obrigado, Marcos! Fico feliz que tenha gostado.

      Abraço

      Lucas CRF

  • Daniel S. de Araujo

    LG é muito bom ser “um ponto fora da curva”. Também sempre fui um ponto fora da curva mas apenas agora consegui dar vazão a esse comportamento!

    Sei o que é isso quando vendi minha Ranger 2007 e comprei meu sonho de consumo: uma F-1000 XLT 4×4 9 anos mais velha!

    No passado tentei fazer outras artes e infelizmente acabei não conseguindo realizar (como comprar um Gol S 1985 azul marinho com câmbio de 4 marchas original mas com motor AP1800 que meu pai tinha na empresa dele e anos depois, arrematar um exemplar de um resto de estoque da Caraigá de um outro Gol, só que desta vez era um raríssimo CL 1,8L Mi 1997 a álcool).

    • Lucas CRF

      Pois é, Daniel! Isso mesmo. Mas como estamos sempre vendo os carrinhos “esquisitos” na rua, outras oportunidades aparecerão. Muito bacana essa F-1000. Faz muito tempo mesmo que não vejo uma 4×4.

      Abraço

      Lucas CRF

  • Lucas Mendanha

    “Como explicar nossos carros dando tranquinhos a cada retomada e consumo vertiginoso?”

    Mistura extremamente rica para camuflar os combustíveis adulterados, para mim, seria uma resposta coerente.

    Cheguei nessa conclusão ao deixar o tanque do meu Focus 2009 2,0 mono chegar bem na reserva e colocar 10 litros de álcool e rodar por Belo Horizonte..Não ficou 100% álcool, óbvio, mas rodou tão liso e com consumo até melhor que “100%” gasolina…deu 7,5 km/l no dia..melhor até que o Corolla flex do meu velho que da no máximo 6 km/l com álcool nas mesmas condições…

    Estou pensando seriamente em dar uma geral no sistema injeção/ignição e passar ele para álcool de vez..

    • Domingos

      Bem notado. Vejo que a maioria dos nossos carros roda bem gordo mesmo, tanto pelo álcool como para evitar problema de reclamação por combustível ruim ou por motorista ruim (daqueles que precisam de mistura gorda para não deixar morrer ou dar tranco).

      Óbvio que isso dá consumo ruim e um motor ruim de lidar.

    • Lucas

      Caramba, xará! Impressionante a história do seu Focus. Moro em Brasília, mas sou de Belo Horizonte. Esse consumo de 7,5 k/ml é uma ótima marca para BH.

      Abraço

      Lucas CRF

  • Carlos A.

    Quanto ao carro, muito bom! Principalmente casando com o gosto do proprietário. Minha grande dúvida sempre foi – nesses casos de importação não oficial – como ficaria o funcionamento com nossa gasolina. Mas pelo consumo parece que não teve problemas.

    • Ilbirs

      Talvez o carro tenha vindo já com adaptação ao combustível daqui, uma vez que representações diplomáticas costumam encomendar os carros já com modificações para o lugar onde serão usados. Quando os Mercedes não eram importados oficialmente para o Brasil, as embaixadas e consulados que os usavam pediam já com configuração de suspensão adequada para a África (para onde esses carros sempre foram oficialmente importados e, como sabemos, é um continente em que se acha peças originais para o W123 praticamente na padaria).

      • Lucas CRF

        Interessante, Ilbirs. Realmente chama atenção quando vemos algum documentário ou reportagem que se passa na África e notamos um Mercedes -normalmente bem surrado- ao fundo.

        Abraço

        Lucas CRF

      • guest

        Basta consultar o Datacard para saber os equipamentos e especificações de um veículo Mercedes-Benz, inclusive se foi fabricado para uso no Brasil; caso não o tenha, é possível obtê-lo a partir do VIN.
        Como o Bob escreveu (e não é muito divulgado), a oficina da fábrica em São Bernardo do Campo costuma atender os consulados e embaixadas, além de outros clientes (estes a evitam pois o custo-hora é muito elevado).

    • Lucas CRF

      Pois é, Carlos. Chama atenção o quão lisa é a dirigibilidade. Deu até vontade de colocar um “hallmeter” para ver o que a injeção apronta…

      Abraço

      Lucas CRF

  • Ilbirs

    Como fã de carros de tração traseira e também de carros manuais, acho que terei de dar um pulo em Brasília um dia desses para adquirir um que junte essas duas características, ainda mais sendo carro de uso geral em vez de algo mais especializado como um cupê ou conversível. Só queria saber quem é esse pessoal da embaixada belga que conseguiu a proeza de esmerilhar esse W203 do jeito que estava esmerilhado.
    Também se torna interessante o fato de ter um compressor mecânico, o que significa que sua manutenção vai ser tão pouca quanto a de um motor aspirado, uma vez que esses compressores têm lubrificação blindada, enquanto os turbocompressores (à exceção do Aerocharger) usam lubrificação vinda do motor. Provavelmente o “parece bem mais” se deva a uma série de detalhes, como uma curva de torque altamente plana gerada por esse tipo de sobrealimentação e o escalonamento das marchas. Não é carro com pretensões tão esportivas assim, ainda que se veja um “Kompressor” na tampa traseira.

    Sobre os pneus, mais uma coisa que me faz gostar de carros de tração traseira: o quão mais uniformemente eles se desgastam em comparação aos de tração dianteira, que tendem a desgastar os pneus dianteiros bem mais acentuadamente que os traseiros. Logo, é capaz de o ex-dono desse Mercedes ter dado umas cantadas de pneus para justificar que os traseiros já estivessem ruins e os dianteiros ainda não.
    Sobre medidas exageradas de pneus atuais, também acho que estão indo errado. Fica parecendo que os fabricantes se esqueceram completamente do trabalho que fizeram para que pneus de perfis mais normais tivessem baixo ângulo de deriva. Digo isso por já ter visto carro com pneus de perfil 80 agarrar muito bem no solo e em momento algum dar sinal de que iria detalonar ou dobrar o ombro, e isso porque fiz curva forte.

    Sobre os bancos, eu sugiro que deixe os de tecido onde estão. São um charme para o carro e, considerando-se o clima brasiliense, deixam o interior ainda mais fresco e dão menos trabalho para o ar-condicionado.

    • Lucas

      Ilbiris, olha que curioso: o carro era da Delegação da União Européia. Não sei o por quê, mas foi comprado na Bélgica. Imagino que seja algum escritório específico que eles tenham lá.

      Quanto aos pneus, fiquei espantado ao ver que o novo Volvo S60 tem como opcional pneu perfil 40! Fico imaginado o que eles colocarão na versão esportiva…

      Abraço

      Lucas CRF

    • guest

      Embora o compressor use óleo em separado do motor, ele não é eterno e sua substituição periódica pode evitar maiores problemas. Há um tópico a esse respeito no http://www.portalmercedes.com

      • Domingos

        Não existe óleo eterno. Suspeito que até mesmo compressores como do ar condicionado se beneficiem de uma limpeza e troca de seus lubrificantes a cada tantos anos.

        Mesma coisa com graxas etc.

  • Viajante das orbitais

    Muito bom gosto.

    • Lucas CRF

      Obrigado, Viajante!

      Abraço

      Lucas CRF

  • Bruno Rezende

    Ótimo texto! Eu padeço do mesmo mal do autor do texto e sou o feliz proprietário de um Mercedes 230 E, 1989, câmbio manual. É incrível, na estrada, manter um cruzeiro naturalmente elevado, já que esses carros foram feitos para cruzar rápido. E o mais engraçado é ver no retrovisor os suves tentando entrar juntos nas curvas, começarem a adernar e, finalmente, tirarem o pé e se distanciarem.
    Carro de 1989, mas muito atual em termos de dirigibilidade.

    • Lucas

      Realmente é curioso, Bruno. O carro não é canhão de modo algum. Mas o fato como sustenta altas velocidades é digno de nota.

      Abraço

      Lucas CRF

  • João Alcim Neves

    “Enfim, comprei um carro como eu queria, do jeito que gosto, de acordo
    com minhas preferências, sem me importar se é “mico” ou não. Não comprei
    o carro para vender, mas para usar. E com prazer. Foi assim com os
    outros que tive.”

    Eu disse isso ONTEM para minha mãe quando estávamos vendo os carros na concessionária e tinha um azul metálico lindo. hahaha

    • Mr. Car

      Uma vez mostrei um March azul para minha mãe (mas daquele azul mais chamativo dos primeiros March, não este de agora) e ela detestou. Seria minha escolha se tivesse comprado. Acho muito legal cores mais fortes em carros pequenos, he, he, além disto, já estou cheio de preto/prata. Também não gosto de branco.

      • Domingos

        Tinham dois azuis, um piscina e outro marinho.

        O último era lindo, embora o mais clarinho também fosse legal.

      • JJ Neves

        Eu gosto de carros brancos. É meio que uma marca familiar. Quase todos os que tivemos em casa foram brancos. Não gosto de carros pretos e tenho (muitas) ressalvas com os pratas, mesmo o carro que estou trocando sendo prata. Agora, nada mais interessante do que cores fortes em carros pequenos. Lembro do primeiro DS3 que vi, um amarelo. A paixão foi instantânea. (rs) Eu só acho que os vermelhos não combinam tanto.

        • Domingos

          DS3 tem que ser amarelo!

      • CCN-1410

        Eu gosto de carro branco e normalmente são os dessa cor que fico mais tempo.

    • Lucas CRF

      É isso aí, João. Claro que é ruim quando vamos vender um carro e é difícil. Mas o prazer de andar naquilo que gostamos compensa com sobras esse fato.

      Abraço

      Lucas CRF

      • JJ Neves

        Com toda a certeza do mundo. Infelizmente, não vou poder comprar da cor que quero. Falta a grana, mas, se tivesse, com toda a certeza seria.

  • rafaelaun

    Show

    • Lucas

      Valeu, Aun!

      Abraço

      Lucas CRF

  • Antônio do Sul

    Parabéns pelo Mercedes e pela excentricidade de escolher um carro desses com câmbio manual! Um sedã alemão e com câmbio manual…que máquina! Sem querer, você nos deu uma dica sobre onde procurar carros premium com o pedal da esquerda. Muito obrigado!

    • Lucas CRF

      Valeu, Antônio!

      Abração

      Lucas CRF

  • Frank Pontes

    Parabéns pela compra LG, belíssimo carro! É muita indiscrição perguntar por quanto saiu?

    • Lucas

      Que bom que gostou, Frank. Sem problema: 35. Mas já gastei uns 2, arrumando o que descrevi.

      Abraço

      Lucas CRF

      • Franklin Weise

        Outra pergunta indiscreta: você fez seguro total? Ou só contra terceiro?

        • Lucas CRF

          Franklin, o dono anterior tinha seguro e fiquei chocado com o valor do premio: R$ 1200. Muito barato.

          Estou tentando fazer, mas algumas seguradoras não tem essa versão cadastrada, o que acaba dificultando o processo.

          Dei a mancada de jogar fora os papéis do seguro anterior.

          Abraço

          Lucas CRF

      • Frank Pontes

        Ótima compra.
        O primeiro parágrafo do texto me descreve perfeitamente. Mostrei para a esposa e ela riu, disse “que bom que você não é o único!” Hoje o meu carro de uso diário é um Fiat Coupé 95.
        Quanto ao Mercedes, se um dia for vender, anote o meu e-mail.
        Grande abraço!

  • Renan V.

    Humm, faltou umas fotos do interior. Difícil acreditar que há Mercedes-Benz que não seja Sprinter com bancos de tecido no Brasil. É a cultura…

    • Mr. Car

      Eu sou muitíssimo mais bancos em veludo que em couro. Muitíssimo mesmo.

      • Domingos

        Eu também!

        • guilhermecvieira

          Somos três!

      • Franklin Weise

        É bem melhor para nosso clima que o couro.

      • Diego Clivatti

        Mr Car, achei que era só eu, mas entre “couro sintético”, que em outros tempos (minha infância) era curvim mesmo e veludo vou sempre no veludo, couro é muito liso, ficar escorregando no banco não é comigo.

    • Lucas

      Renan, coloquei uma pequena foto na resposta ao Renan. Abraço

      Lucas

    • pkorn

      Já vi um dos primórdios da importação. C180 vermelho-caramelo, interior de tecido com padronagem xadrez, câmbio manual. Fiz de tudo mas o dono não quis nem conversar em vender.

  • Piero Lourenço

    Lucas… quando der coloque fotos do interior…. belo carro.. parabéns.

    • Lucas

      Ok, Piero. Vou providenciar. Por enquanto essa aqui.

      Abraço

      Lucas

  • Se voce chama de ponto fora da curva uma mosca branca que 90% dos autoentusiastas que leram teu post gostariam de ter tambem, que assim seja… Parabens pela conquista!

    • Lucas CRF

      Obrigado, Huttner!

      Abraço

      Lucas CRF

  • Daniel Pessoa

    Lucas, parabéns pelo carro. Tração traseira e câmbio manual. Combinação dos sonhos. Logo vou embarcar em algo desse naipe ai. Mas por precaução, manterei um daily driver meio normal na garagem.

    E esses seus pneus são Continental Extreme Contact? Se sim, também os tenho. Fantásticos.

    • Lucas CRF

      Obrigado, Daniel! Você acertou nos pneus: Extreme Contact DW. São excelentes, não é mesmo?

      Abraço

      Lucas CRF

  • ilbirs,
    Matou. A Mercedes sempre foi extremamente cuidadosa e atenciosa nessas questões. Quando não havia sensor de detonação eles até adequavam a taxa de compressão à nossa gasolina de 91 RON. O caso que você citou de considerar que os carros viriam para o Brasil é fato, bem como acertar aqui mesmo na oficina da fábrica a mistura ar-combustível quando estava errada em função do álcool na gasolina.

    • Lucas CRF

      Realmente eu não sabia disso, Bob. Muito bom.

      Abraço

      Lucas

    • Carlos A.

      Olá Bob. Não sabia desse cuidado todo, achava que para essas importações independentes toda tropicalização do motor ficava a cargo do proprietário.
      Agradeço aos demais que ajudaram a esclarecer essa questão.

  • leoayala

    As pessoas, na maioria das vezes, se esquecem que carro é feito para usar, e quem compra pensando em valor de revenda, é vendedor… Excelente texto, por sinal! Eu tenho um C4 hatch, comprado 0-km e, pasmem, já ouvi muita abobrinha referente a isto. Valor de revenda é importante? É! Mas isto é somente um dos aspectos do carro, longe de ser o mais relevante para o consumidor médio.

    • Lucas

      Leoayala,

      um amigo pensa do mesmo modo e comprou um C4 VTR. Que carro sensacional. Tem tudo! Muito bom.

      Abraço

      Lucas CRF

  • Domingos

    Nos deixou esperando, esperando e… nada de como fica esse Mercedes com câmbio manual!!!

    Os engates, como são? Muda muito o comportamento pacato da versão automática?

    No mais, ótimo achado. Se todo carro fosse só pintar os pára-choques, estava bom!

    • Lucas

      Vamos lá, Domingos. Como já disse alguém aqui – Marcos Lahoz ou Realv8power- motor com muito torque automatiza o cambio. Trocas são pouco frequentes, e o cambio é bem longo. Para voce ter idéia, acompanhando o trânsito você está quase o tempo todo entre 1000 e 2000 rpm.

      As trocas de marcha lembraram-me as do Omega, um pouquinho mais demoradas do que eu gostaria Tive a impressão que o volante do motor deve ser bem pesado, o que reforça o tempinho extra. Sabemos que todo o peso extra da tração traseira tem seus reflexos. Os engates são bem precisos, ótimos, mas não exatamente “levinhos”.

      O carro é muito gostoso, e pede uma tocada tranquila, fluida. Mas não que isso signifique lenta. Um tio tem uma do modelo mais novo, 2009. Deliciosa também, se parecem muito dinamicamente. Mas sem o terceiro pedal, hehehe!

      Abraço

      Lucas CRF

      • Domingos

        Acho que o compressor também deve colaborar com a inércia do motor. Isso realmente deixa as coisas um pouco chatas na direção esportiva.

        Interessante que nunca tinha imaginado isso!

        Porém, pela descrição, me parece meu tipo favorito de câmbio: engates precisos mas que você sente um pouco, não tão leves.

        Só o curso, talvez, que seja meio ruim.

        A automática desses anos lembro que também apreciava uma tocada mais de classe. Até mesmo a relação do volante pede isso. Porém era um carro extremamente suave, a manual deve ser também.

        Impressionante a força do motor a 1000 – 2000 RPM. A final dela deve ser bem grande pela potência que tem, não?

        Qual a marcha mais usada na cidade?

        Abraços e aproveite o carro!

  • Lucas

    DeathMagnetic,

    coloquei uma pequena foto acima, na resposta ao Renan. Que bom que gostou do carro. Paguei 35, mas já gastei uns 2 arrumando o que descrevi.

    Abraço

    Lucas CRF

  • Lemming®

    E se é possível “seguro” ou não pois dependendo do preço de aquisição não dá para ficar pelo divino ou mesmo que seja somente para terceiros já que não há incentivo nenhum para ter “antiguidades” rodando…
    E sem seguro no trânsito de hoje em dia…não rola…

  • Também tenho um MB que foi de embaixada, da Bélgica e depois da França, de 85 a 89. Um 280S 85, que entrou na família em 98 e está comigo desde 2013. Carburado (último ano que equiparam os S com isso), câmbio manual, interior em tecido, ar-condicionado automático e até mesmo alarme de fábrica. Guarde a documentação do seu e cuide muito bem dele, carros assim são únicos. O tempo voa, quem sabe amanhã você ou um filho(a) seu estará colocando placa preta nele? 🙂

    Qualquer coisa, há o http://www.portalmercedes.com onde se encontra muita coisa sobre o veículo.

    Abração e parabéns pelo carro!

    • Lucas

      Opa, Rafael! Muito obrigado pelas palavras! O tempo voa, de fato: ontem estava num trackday (não com esse carro) e alguns amigos de pista tinham a metade de minha idade! Tive a impressão que 95 foi ontem!

      Muito bacana seu carro!

      Abraço

  • CorsarioViajante

    Que legal! Belo carro! Dentro das minhas possibilidades também gosto de ser um ponto fora da curva.

    • Lucas

      Bacana, Corsário. Você tem um Polo 2,0, né? É bem raro ver um desses na rua. Já andei no 1,6 e gostei muito. Surpreende. O 2,0 deve ser muito gostoso.

      Abraço

      Lucas CRF

      • CorsarioViajante

        Sim, o 1,6 é justinho no Polo, o 2,0 fica redondo e o GTI deve ser pura alegria! rs

  • Parabéns pelo post ! Valeu a pena

    • Lucas CRF

      Muito obrigado, Meccia. Escreverei em breve a respeito de um “filho” seu, que tenho com muito carinho na garagem.

      Abraço

      Lucas CRF

  • Fat Jack

    Belo carro!
    Por essa “esquisitice” com certeza vai haver fila de interessados quando se dispuser a vender…

    • Lucas

      Será hein, Fat Jack? Fico espantado com quantas pessoas que sempre dirigiram manuais, mas que, hoje, pavor desse tipo de câmbio que tanto nos apetece.

      Abraço

      Lucas CRF

      • Fat Jack

        Acredito de fato que sim, por ser um carro com características que interessam aos “entusiastas”, se o dono anterior for compreendido como tal, pode haver uma boa quantidade de interessados, os mesmos que o desprezaria se tivesse câmbio automático…

  • Leonardo Mendes

    Repetindo um comentário feito em outro site há um tempão atrás: existe coisa mais bonita num carro que um jogo de pneus novos?
    Além da aparência tem o cheiro inebriante da borracha nova.

    Confesso que minha cabeça deu nó com as medidas das rodas traseiras… por que a diferença?

    • Lucas

      Realmente, Leonardo. Essa diferença de medidas me surpreendeu. Se não me engano, as C 180 Kompressor W204 (2007 a 2011) são de medidas iguais nos dois eixos.

      Abraço

      Lucas CRF

    • Domingos

      Verdade. E pneu novo parece que deixa o carro novo, tanto no comportamento como em conforto e visual.

      Dá aquela impressão que pode rodar muito. Já pneu cansado, sempre depõe contra o carro.

      Não deixa de ser uma impressão verdadeira. É uma das partes mais importantes do carro.

      Um Civic Si de pneu surrado pode tomar em curva de carros bem mais pacatos, por exemplo.

  • Fernando

    Parabéns pelo texto e bom gosto!

    Essa atitude de ter o que quer e não o que o “mercado” quer, ou só ter pensando em vender, não é só questão de dinheiro, é tempo de vida perdido para os outros.

    Muitos legais os outros carros também, essa variedade é de encher os olhos de quem gosta.

    Mas só uma dica: cuidado com essa de olhar carro sem pretensão, parece que todo mundo acaba comprando aquela jóia, cheia de emoções e encontramos um plano perfeito para ele acabar na nossa garagem… rs e eu fiz o mesmo.

  • Vinicius

    Eu curto e tenho PSA. Ouvir besteira do meu carro é regra. rs.

  • Luciano Freitas

    Rapaiz…me identifiquei muito com o texto, se meu orçamento mensal não fosse tão limitado, é certo que me aventuraria em “micos”, ao invés de ter que andar em algo que simples e tristemente “posso manter e se preciso vender com facilidade”. Belo carro.

  • Maurilio Andrade

    Belo Mercedes, parabéns.
    Também penso o mesmo quando escolho um carro. Eu o compro para meu uso e prazer, não para vendê-lo.
    Só uma dúvida. A longo prazo, pelo fato de não ter sido importado oficialmente, o motor pode apresentar algum problema por causa do nosso gasálcool?

  • FTR

    Quando comprei um Classe A190 Avantgarde em 2008 quase fui crucificado! Hoje admirando um BMW 130 manual é claro … Curioso é que essas marcas de luxo quase não têm opções com 3 pedais …

  • Belo carro. Parabéns!
    Pelo visto, você é dos meus: compra o carro para usar, sem se preocupar com o valor de revenda ou se vai gastar um pouco para deixá-lo inteiro.
    Aqui em Fortaleza o pessoal adora um Corolla, carro que eu já não gosto. No final do ano passado comprei um Focus 2003 Ghia completo e um monte de gente torceu o nariz por conta do carro, por conta da manutenção e por conta de alguns problemas herdados do último dono tipo um radiador entupido e umas mangueiras inchadas e estouradas, mas te digo: não me arrependo do carro não. Fico com ele até ter dinheiro para outro Focus mais novo

    • Lucas

      Ronaldo, um amigo tem um Ghia 2004. Gosta muito do carro, elogia não só o desempenho como o excelente comportamento dinâmico.

      Abraço

      Lucas CRF

      • Lucas,

        Só tenho uma queixa a respeito do modelo 2003. O fato dele ser somente a gasolina e fazer entre 5 e 6 KM/L na cidade com essa gasolina lixo nossa.
        Já na estrada as coisas mudam bastante e ele passa a fazer 12 a 14KM/L dependendo da condução.
        A estabilidade é um detalhe à parte: independente nas 4 rodas, roda macio nos buracos e firme nas curvas. Faço algumas curvas de 60KM a 90KM com ele tranquilamente, sem sequer cantar pneu.
        A versão do seu amigo já é a com motor Duratec, mais potente que a minha (140CV contra 130CV) e corrente de comando ao invés de correia dentada, e Flex.
        Mas como te falei, o carro vale muito a pena o custo x benefício. O ruim é só conseguir peças prá ele aqui em Fortaleza. Mas esses problemas fazem parte da vida de qualquer entusiasta que queira um carro que alinhe conforto, desempenho e custo.

        Abraços

        Ronaldo

        • Domingos

          2003 era o ano do que ficou em casa uns 3 anos, motor 2,0 também.

          O consumo urbano já era ruim naquela época com a gasolina tendo 20% de álcool.

          • Pretendo ficar com ele até ter grana para pegar um Focus mais novo, já com o Duratec, se possível de 2008 em diante, mas isso é plano para o próximo ano. Até lá vou dando para o meu o cuidado que ele não teve a vida toda e vou resolvendo os micos que aparecem, pois no geral, ele com 85.000 km agora (Peguei ele com 78.000), está excelente para a idade.

        • Lucas CRF

          Sempre gostei muito do Focus, Ronaldo. Pena que os 2 litros são, agora, obrigatoriamente automatizados.
          Abraço

          Lucas CRF

        • WSR

          Ronaldo, por acaso você sabe se o consumo urbano do primeiro Focus 1,6 é consideravelmente menor que o do 2,0 ?

          • WSR, não sei te dizer em relação ao primeiro Focus, mas há um tempo atrás usei um 1,6 durante duas semanas, da Localiza, antes mesmo de comprar o meu, e o consumo dele na cidade ficou na faixa de 6,5 a 7,5 e na estrada 12,5 km/L
            Acredito que o 1,6 Mk1 tenha o desempenho parecido em termos de economia.

  • Lucas Romeiro

    Opa, valeu, acebei de ver!!! Que bacana!!!
    Abraço

  • João Carlos

    Tem versão do Ka 1-litro com 195! Mas é inegável que o carro fica melhor de curva, assim como o up! com 185.

  • RoadV8Runner

    Justamente o que para muitos é um defeito, para os entusiastas é o que faz brilhar os olhos, um câmbio manual de 6 marchas. Um amigo teve outro mosca branca, um BMW 540i 2000, já com o motor de 4,4-litros e com câmbio manual de 5 marchas. O carro estava impecável, mas como ele é daqueles que não fica com um carro por mais de seis meses, resolveu vender e pegou um Mercedes Classe C 280. Passado um tempo, se arrependeu, mas aí já era tarde. Só não comprei o BMW porque havia acabado de comprar um Opala para reformar, aí era muito carro diferente para lidar ao mesmo tempo…
    Parabéns pelo carro!

    • Domingos

      O cara perdeu talvez um dos carros mais interessantes da BMW de todos os tempos, Série 5 na sua geração mais bonita com câmbio manual e o motor V-8.

      Mas isso é infelizmente comum com certos entusiastas. É o colecionismo. O cara PRECISA ter todos os carros do mundo, o que é como querer ter todas as mulheres do mundo: acaba com uma só ou sem nenhuma interessante.

      Não deve ser o caso desse seu amigo, mas tem também aqueles que estão interessados só em comprar e vender por um melhor valor – os chamados “entusiastas” zé negocinho.

      Melhor lidar com ações nesse caso…

    • Leo-RJ

      Caros RoadV8Runner, Domingos e Lucas,

      De fato o que, para muitos, é defeito, qual seja o câmbio manual, para a maior parte (nem todos) é verdadeira qualidade de entusiastas.

      Incomoda-me ver os vendedores aqui “empurrando” o câmbio automático, dizendo coisas como “carrão TEM de ter câmbio automático”, quando, na verdade, as marcas só importam o automático, retirando a nossa opção.

      Retornei ontem de Portugal (lugar que, aliás, adoro) e, como entusiastas, sempre dava uma olhadinha por dentro dos carros por lá e, vi MUUUUITO câmbio manual ainda…

      Mercedões, BMWs, Volvos, Audi, na maior parte de vezes com o bom e velho câmbio manual. Alguns carros americanos, como Camaro, Mustang, Jipe Wrangler, vans da Chrysler, todos com câmbio manual. Porsches conversíveis com câmbio manual. Coisas que não se vê mais por aqui.

      O Nissan Juke, verdeiro sucesso por lá, TODOS que vi tinha câmbio manual (porém a Nissan só deve trazê-lo automático).

      Por fim, trouxe uma revista chamada LAND (só sobre Land Rovers), e lá estava a apresentação de uma versão especial do Ranger Rover Evoque, tal de “NW8”, e o da matéria tinha algo que nunca vi (nem lá fora) neste modelo: câmbio manual de 6 marchas.

      Que deixem-nos com a opção de câmbio que queremos.

      Abraços!

  • L641

    Desculpem, mas vai ser meio off-topic:

    Falando em micos, estou pensando seriamente em comprar um Omega 2005, já com o motor 3,6..Assim como o autor do texto eu não tenho a menor preocupação com revenda e também já sei que posso bancar o custo da manutenção. O que me preocupa são os diversos comentários e boatos sobre a manutenção desse carro ser difícil, das peças de reposição só existirem lá fora e eventuais defeitos serem virtualmente impossíveis de serem sanados pelos “excelentes” mecânicos que encontramos em 90% das oficinas. Ainda mais eu que não pretendo ter dois carros na garagem e eventualmente ir trabalhar com ele (moro em Brasília), eu já tive um 4.1 e estou pensando num “upgrade”.

    Por gentileza, alguém que tem, teve ou conhece este carro pode me dizer se esses comentários procedem? O 3,8 seria uma opção melhor?
    E quem não conhece os Omegas australianos mas conhece outros importados, pode me dar sua opinião?

    Desde já agradeço e peço desculpas se estou desvirtuando a caixa de comentários mas não consigo pensar em outro espaço que posso obter respostas e opiniões mais técnicas e sensatas sobre o assunto que o Ae.

    • Domingos

      A diferença é só o motor? Um motor aspirado hoje não vai te dar trabalho nenhum se não estiver muito usado ou mal cuidado.

      Claro, salvo se esse motor específico não tem algum problema crônico que seja difícil resolver por aqui.

    • agent008

      O 3,8 é motor de concepção mais antiga, 12 válvulas, comando no bloco com varetas. Usa óleo barato (SJ) e é para sempre, não quebra, extremamente resistente. Baixa potência específica (200 cv) e alto torque (não lembro o valor, teria que consultar). Minha mãe teve um da primeira leva importada (98) e ficou com ele por quase 10 anos. Na hora de trocar só faltava chorar. Acho que ainda hoje, na opinião dela, foi o melhor carro. Tinha o típico comportamento, maciez e conforto das grandes barcas.

    • L641

      Obrigado a todos pela consideração e pelas opiniões.
      Procurei um 3,8 em um estado razoável de conservação que não estivesse blindado e infelizmente não encontrei, depois de uma conversa com minha mãe ela acabou me convencendo que isso não seria uma boa idéia uma vez que todos os Omegas australianos são automáticos (condição que me fez reclamar (por horas) de todos os carros que dirigi nesta configuração, de Fusion EcoBoost a Pajero Dakar).
      Acabei fechando negócio em outro 4100, de qualquer forma agradeço.

  • Lucas

    Opa, valeu, RoadV8Runner! Esse BMW devia ser um sonho!

    Abraço!

  • Lucas

    FTR, acho que poucas pessoas sabem o quanto anda um A190. Foguetinho mesmo. Já andei nos 130 automáticos, anda muito bem, mas o manual deve ser uma delícia.

    Abraço!

  • Lucas

    Pois é, Maurílio. Espero que não dê problemas, mas é, de fato, um ponto vulnerável. Vamos ver se os alemães foram cautelosos e capricharam bastante no tratamento anticorrosivo.

    Abraço

    Lucas CRF

    • Domingos

      Já viu como o europeu médio guarda seu carro? Ficam na rua, tomando chuva e neve embaixo de árvores que derrubam folhas e seiva.

      Se tem um carro que vai ter bom tratamento anti-corrosivo e pintura é o carro europeu.

  • Lucas CRF

    Se Deus quiser, Luciano, um dia você pega os seus excêntricos. Ou “micos”! Enquanto isso, curta bem seu carango.

    Abraço

    Lucas

  • Lucas CRF

    Vinicius, um amigo pegou um 206 mais velhinho (2003) e tem se surpreendido favoravelmente com o carro. A má fama é, de fato, injusta.

    Abraço

    Lucas CRF

    • Vinicius

      Lucas, tenho um 307 2,0 2005 automático, com 102.700 km. Hoje, ele roda pouco. Você se surpreenderia com a minha experiência com este carro. Fiz há uma semana limpeza do sistema de arrefecimento. Para quê?! Não tinha nada sujo. ´Depois que a máquina tirou a mistura antiga do sistema e ficou circulando água para limpar, junto com produto, foi água limpa do início ao fim. Eu sempre digo que o melhor carro é o melhor mantido.

  • Lucas CRF

    Obrigado, Fernando! É, “tive” que comprar o carro. E você, se importa em dizer o que comprou?

    Abraço!

    Lucas CRF

    • Fernando

      Lucas não me importo não!

      Na verdade eu desde recebida a permissão de dirigir queria um Opala… e enquanto ele não era viável como único carro, hoje passou a não ser viável pelos preços nas alturas. Como o mundo é grande acabei olhando de tudo um pouco, e relembrando alguns sonhos.

      Aí que conheci alguns carros, alguns donos, soube de como são as coisas no carro e vi que o BMW E36 era viável, mesmo não tendo nenhuma prioridade para encontrar. E ao contrário do Opala, eu olhava sem compromisso algum, somente por olhar para conhecer o carro, acabei vendo um 328i que estava acima de tudo que eu já tinha visto, e por ironia, na minha cidade e no meu bairro.

      Não questionei valor, só falei que se fosse comprar seria depois de uns meses pois eu estava sem vaga, tinha outro carro que estava me desfazendo, e na hora o vendedor recusou. Após umas semanas ele me ligou e disse que esperava quanto tempo eu precisasse, pois não gostou dos caras que apareceram para ver o carro, e de fato ele pensou mais no carro do que o normal.

      É por isso que digo, que além do carro escolher o dono como alguns dizem, quando é para ser, será.

      Abraço

  • Alexandre Garcia

    Lucas,

    Penso de forma muito semelhante a sua. E sim, Brasília é o paraíso para quem quer um carro diferente e fora da curva. Aqui achei a Ram V10 4×2 2500 CS, o Bravo 3 portas, os 3 Alfas (1 dos 4 que tenho veio de São Paulo). Aliás, São Paulo é outro bom lugar para se achar carro legal.
    Me agride a idéia de pensar em vender algo que acabei de comprar e se compro é porque gosto.

    • Lucas CRF

      Que bom, Alexandre. Minha excentricidade é fichinha perto da sua e do Josias, mas ainda assim foge do comum. Curioso é que um de seus Alfas, o 156, é de um colega de serviço.

      A variedade da fauna paulista me impressiona sempre que vou lá. Minas também tem uns bichos meio diferentes.

      Abraço

      Lucas CRF

      • Alexandre Garcia

        Lucas,

        O 156 era do Matus, é a ele que você se refere?

  • Esse ainda é um dos últimos exemplares dos “Mercedes de verdade”, os de hoje são menos automóveis e mais plastimóveis.

  • João Alcim Neves

    Eu concordo! Vi um vermelho esses dias e não me causou o mesmo impacto. hahahaha

  • João Alcim Neves

    E eu concordo! Vi um DS3 vermelho dia desses e não me causou o mesmo impacto. hahaha

  • João Alcim Neves

    Isso é verdade! Eu vi um DS3 vermelho e não me causou o mesmo impacto. hahaha

  • WSR

    Belíssima!

  • WSR

    Boa pergunta. Só dirigindo uma para saber a resposta, rs. 🙂

  • Lucas Mendanha

    Cara.. nesse dia rodei, ida e volta, Castelo X Santa Amélia (contornando a lagoa) X Cidade Nova..

    se manter nisso ta otimo, pq na gasolina 7.5 foi a melhor marca, pq o normal é sempre entre 6.5 e 7 na gasolina, o que dói muito…hehehehe….

    • Lucas CRF

      O percurso ajudou nesse caso, pois é plano na parte da Lagoa. Pelo menos era desimpedido. Ainda está livre, fluindo bem?

      Abraço

      • Lucas Mendanha

        Está sim..no horário de pico aumenta um pouco, mas nada anormal..

  • Dieki

    Esse 3.6 é praticamente o mesmo que equipa o Trailblazer. Então, pelo menos na concessionária, você deve achar peças para ele.

  • Lucas Mendanha

    Exatamente…

    Tem um relato de um Citroen DS3 no Flatout que dava 9.5km/l de média… após remapeamento da injeção, um ajuste fino, o consumo médio foi pra 12km/l e a tocada ficou mais suave, segundo o proprietario..

    • Domingos

      Bom, apesar que 9,5 de média já estava excelente! Ao menos se for na cidade, o que confirma que o DS3 é mesmo bem econômico se usado normalmente.

      No remapeamento podem ter passado aquelas estratégias de trabalhar com turbo desligado e outras coisas que fazem para diminuir as emissões – mas nem sempre ajudam em consumo!

  • Dieki

    Você acha algumas 130i (até 2006, acho) e as M3 vieram manuais. Se não me engano, as E46 até 2002 e as E92 até 2009.

  • Domingos

    Como foi comprado direto da fábrica através de representação oficial, aí a coisa fica mais formal.

    Quando é importação independente mesmo, a fábrica às vezes nem sabe para onde o carro vai. Aí acho que não é adaptado mesmo…

  • Lucas CRF

    Valente,

    confesso que tenho pouco conhecimento de Mercedes para afirmar quais são mais de maior qualidade. O pouco que sei é que as série E, 97 a 02, (W210) não tem fama de serem muito resistentes.

    Porém, um amigo andou em uma na Grécia e se espantou o quanto o carro estava firme, novinho. Quando olho o odometro, novo espanto: 984 mil km. E segundo o dono, fora pastilhas e filtros, só embreagem e o intercooler. Era diesel. Imagina se fosse resistente, hein!

    Abraço

    Lucas CRF

  • Domingos

    Carro usado tem essas coisas bem interessantes de encontrar o dono.

    Às vezes você vê um bom exemplar do modelo que procura mas alguma coisa não bate, por exemplo.

    O carro vai ficando com a cara do dono. E, ao comprar, leva um tempo até você sentir que ele é seu mesmo.

  • Lucas

    L641,

    temos um Omega australiano em nossa frota de serviço. E te digo mais, na frota de treinamento. O carro é ano 2000, ou seja, motor 3,8 litros. Bem robusto, dificilmente dá problema. Porém, quando se precisa de peças, pode esquecer completamente as concessionárias. Preços surreais. Mas é possível mantê-lo funcionando sem depender delas.

    Abraço

    Lucas CRF

    • Domingos

      Esses Omegas eram carros de empresa. A maioria das vendas era para CNPJ e uso como carro de diretores, muitas vezes com motorista.

      Grande parte foi blindada.

      O preço de peças deve refletir a realidade dessa clientela, infelizmente.

  • Lucas CRF

    Pois é, Vinicius. Não tenho experiencia com PSA. Mas quando vejo as pessoas repetindo carros do grupo, é sinal de que estão satisfeitas.

    Abraço

    Lucas CRF

  • Lucas CRF

    Domingos,

    o transito de Brasília é muito atípico, ainda flui bem na maioria da cidade. Por exemplo, trabalho a 20 km de minha casa. Levo de 20 a 25 minutos no porta a porta na maioria das vezes. Assim, costumo a usar somente as marchas mais altas. Mas o carro permite que pule marchas tranquilamente. Basta ele estar em uma descidinha que arranco de segunda, espeto a quarta e sigo de sexta.

    Abraço!

    • Domingos

      Câmbios com muitas marchas e um bom motor fazem isso de pular marchas possível.

      Sendo um pouco mais curto, isso inclusive ajuda na economia.

      Porém medir consumo comparando com Brasília é covardia mesmo.

      O engraçado é que a cidade foi planejada por um comunista. Viu como eles mesmos sabem ser mentira o que pregam para São Paulo, por exemplo?

  • Lucas CRF

    Bacana, Fernando! Gosto muito das série 3: pequenas, jeitosas, proporcionais. Olha essa mais antiguinha que estava no autódromo de Goiania esse final de semana. Linda é pouco.

  • Quando eu comento que tenho um 207, estou no meu terceiro Peugeot e quero comprar um 407, geralmente escuto os seguintes comentários:

    “Por que não compra um Palio?” (ou Gol/Fox/Fiesta/etc)
    “Peugeot? Cê é doido? Dá muito problema!”
    “Cê gosta de Peugeot mesmo, hein” (com uma cara de pena, como quem diz “coitado, é maluco”)
    “Francês tô fora”

    Até entrarem no carro e se surpreenderem com ele. E isso que é um carro de entrada. Melhor é quando comento que quero um 407 V6, as pessoas ou retrucam dizendo “legal” mas com cara de interrogação, ou perguntam “que carro é esse?”

    Pode ser mico, manutenção difícil, consumo alto, mas EU QUERO. Hoje não dá, mas ainda terei um, nem que seja daqui a 5 anos. O carro é fantástico, pura e simplesmente.

    E também terei um BMW, custe o que custar.

    • Vinicius

      Duzinfa, pois é. Estou nessa dúvida. Abraçar um V6 (407) ou um 307 CC (e com certeza, repassá-los ao meu filho que ainda nem nasceu, pois não vou vendê-lo).

      Nessa onda de falarem mal de PSA sem saber, vemos isso até no clubepeugeot.com.

      No Flatout, tive que responder a um companheiro de fórum quando o mesmo diz que a fama da Peugeot ser ruim de revenda e ter problema é global…

      Segue, ipsi litteris:

      Meu amigo, em Portugal e Espanha, fale da Fiat para eles… Estou sempre na terrinha. Amigo meu lá, quando estávamos vendo um comercial da Fiat na TV, vira para mim e fala: “Ó pá! Isto não é carro, é? Pode ser topo de gama que eu não quero.”

      A quantidade de Pug em bom estado nestes países não é fácil, não. Tirando Alemanha e Inglaterra, que são mais conservadores e, portanto, bem “bairristas”, os dados não são ruins.

      Agora, com dados, para não dizerem que estou no achômetro sem, logicamente, colocar França.

      Carros vendidos em Portugal em 2014:

      http://autoviva.sapo.pt/tema-t

      Carros vendidos na Espanha em 2014:

      http://revistaautoesporte.glob

      Até no mercado italiano não fizeram feio:

      http://www.car.blog.br/2014/11

      O problema é a gestão da PSA no Brasil. SE fizessem o dever de casa, estariam bem.

      • E curioso que até na Inglaterra a Peugeot vende bem. Os ingleses gostam muito de Peugeot e Citroën, mesmo não sendo muito fãs do povo francês. Vai entender.

        E eu sou administrador lá do CP, conheço bem esses chatos que falam sem conhecer…

        edit: o 307 CC tem o beneplácito de ter a manutenção da parte mecânica mais fácil, visto que é igual ao 307 hatch e sedã (talvez os amortecedores tenham maior carga atrás por causa do peso da capota), porém tem a AL4, que pode dar problema ou não, nunca se sabe. E quando dá defeito, melhor gastar 1500 reais e arrumar logo.

        Por outro lado, o 407 V6 é superior em TODOS os aspectos ao 307, descontando – claro – o fato de não ser conversível. A parte chata é que a manutenção é consideravelmente mais cara: a troca de correia dentada e tensores sai por mais de 2000 reais, porque as peças só são achadas na concessionária ou no exterior e é um procedimento complicado. E pense, uma correia que tem que percorrer duas bancadas de cilindros com comando duplo deve ser “meio” grande, né? Os amortecedores com controle eletrônico são feitos pela própria Peugeot em fábrica na Espanha, e custam 1500 reais CADA. A troca de velas (350 reais o jogo) tem mão de obra cara porque tem que praticamente tirar o coletor de admissão. E daí vai. Um amigo meu tem um desse e já me mandou a real “se você julgar 350 reais por um jogo de velas – que dura 100 mil km – caro, o 407 V6 não é pra você”.

        Porém, é um carro fantástico: 10 airbags, V6 de 211 cv, amortecedores que rebaixam o carro em 2 cm acima de 100 km/h, computador de bordo com tela colorida que dá até a cotação da bolsa de Timbuktu, bancos em couro, som completo da JBL com subwoofer e amplificador de série, retrovisor eletrocrômico, bancos elétricos… enfim. Acho que já fui claro. =D

        • agent008

          Duzinfa, no meu V-6 troquei a correia por conta, com ajuda do mecânico da minha empresa. Consegui acesso ao procedimento do servicebox, imprimi, estudei por dias a fio, comprei todas as peças no exterior (correia dentada, polias, correia de acessórios/alternador, inclusive bomba d’água!) e mesmo sem pagar pela mão de obra me custou mais que R$ 2.000 (claro, no meu caso tive que trocar também as duas polias VVT e retentores, estas comprei aqui pois a tabela da Peugeot no exterior também não é brincadeira, saía mais em conta comprar no Brasil. Acredita?).
          Isto que o euro estava ano passado a R$2,20…
          O procedimento é complexo mas não é de outro mundo não. Mecânicos tendem a correr desse carro como se fosse uma assombração. Mandei email, liguei várias vezes para um famoso dono de mecânica mineiro que vive postando vídeos na internet e fui ignorado. Estava disposto a viajar até lá de tanto medo que tinha de fazer o serviço por aqui, mesmo em concessionárias! Tudo por causa da “lenda” da troca da correia (aqui orçaram em R$9.000,00)… Devido a todo esse medo dos “profiCionais” quanto a este carro, muitas vezes acabei fazendo muita coisa por conta, e te digo: esta da correia, com paciência e dedicação, é possível. Veja bem, eu não sou mecânico, apenas um entusiasta, estudei com dedicação e li e reli todas as informações 1000 vezes. O mecânico é acostumado a mexer em tratores e caminhões, então meu maior dever foi controlar a mão pesada dele na hora de apertar coisas no bloco de alumínio. Acompanhei do início ao fim e deu tudo certo. Você nem imagina como foi prazeroso fazer o serviço “em casa”, colocar as minhas próprias mãos na massa (não fiquei só olhando!) e ter o resultado final. Meses depois quando uma das flautas de injeção trincou, troquei as duas (uma por bancada do V) sozinho mesmo!
          Quanto aos opcionais, o SW não veio para cá na versão Griffe, a mais completa da perua foi a Feline, então não tem airbag para os joelhos, nem coluna de direção com ajuste elétrico, tampouco o som JBL e o visor colorido. Mas que belo carro! Uma senhora nave com um único pecado em minha opinião: extremamente “frentudo”. O V-6 faz sentir seu peso e o carro perde agilidade sobretudo em curvas, o limite chega mais cedo do que o chassi avançado merecia devido a isto. Mas foi minha maior paixão até agora. Que tenha encontrado um novo dono merecedor de sua raridade! Uma pena não ter sabido da tua busca, teria o maior prazer de vender a um colega autoentusiasta, e ainda daria todas as dicas e documentação de manutenção que coletei ao longo do tempo. Se um dia comprar um PSA V-6 me avise que mando tudo. Abraço

          • Obrigado! Espero que eu consiga comprar logo. Esse meu amigo estava vendendo o 407 dele, e quase comprei. O carro ainda está lá, e sei que no momento que eu falar “e aí, vamos fechar negócio?” com certeza eu volto de V-6 pra casa.

            Conversei com o meu mecânico (que foi chefe de oficina em concessionária Peugeot por 19 anos e manja MUITO de PSA), e ele mesmo me disse que faria o serviço por 2000 e poucos reais, mas é porque eu sou cliente fiel.

            E quando falei dos opcionais, me referia ao Griffe mesmo, sei que a SW não veio nessa versão – não sei se existe na Europa. Particularmente eu prefiro o sedã, mesmo com a SW tendo aquele teto panorâmico fenomenal.

        • agent008

          PS. Sim, a correia é enorme! Ver nas fotos abaixo (destaquei de forma grosseira, dá pra ter uma boa idéia):

          http://i58.tinypic.com/2lo0qdz.png

          http://pics2.alpics.info/pics/spares/big/160504.jpg

    • agent008

      Duzinfa, em Janeiro vendi meu 407SW V-6 2009 última safra, comprado em 2010 com 1.800 km – isso sim é seminovo! Ele era dos donos da Royal Peugeot Santos, e estava zerinho. Nos separamos após 80 e tantos mil quilômetros, e na semana que decidi pelo divórcio ele como de vingança resolveu estragar algum servomotor do ar automático. Em pleno verão e o lado do motorista não tinha ventilação….. Mas consertando isso você teria um belíssimo e raro automóvel, uma pena que ou você ainda não queria trocar de carro, ou eu não fiquei sabendo. Ela acabou parando na mão da concessionária em troca de um 508 2013. Abraço

  • Bruno Rezende

    Lucas, posso falar com conhecimento de causa: para conhecer de verdade um Mercedes, só mesmo pegando um em uma estrada. Foi feito para isso. Abs

  • Domingos

    Essa F-1000 era alguma série especial ou coisa do tipo? Sempre tem uma lenda em cima dela!

    É a tal 4,9i, não? Só saiu um ano ou coisa assim?

    O pessoal realmente gosta dela! Porém lembro que era uma picape bem bacana mesmo, com cara de picape inclusive.

  • Boni

    Lucas,

    Fantástico. Boa sorte com a aquisição. Carro lindo e único!

    Aguardo alguma aventura sua de moto, gosto da maneira como escreve.

    Abraços,
    Boni.

  • Mineirim

    Ronaldo, parabéns pelo Focus 2003.
    Só que Duratec flex MK2 só a partir de 2011.

    • Na verdade Mineirim, 2011 foi quando a Ford lançou o Duratec Flex com injeção direta. Antes disso, nas versão Mk1,5, a partir de 2006, se não me engano, ele já era Flex usando o Duratec, que equipa o Focus desde os modelos 2003/2004.

      • Mineirim

        Ronaldo, há um engano. Tenho um Focus Duratec 2.0 modelo 2012. Ele é flex mas não tem injeção direta.
        A injeção direta somente apareceu no Duratec do Focus MK3 modelo 2014.

        • Verdade Mineirim, me enganei.

      • Domingos

        Flex do Duratec surgiu um pouco depois nos Mk. 2, não foi logo no lançamento.

        Os primeiros anos eram gasolina, tenho um vizinho com um – ótimo carro, aliás, está com ele desde zero e conserva ótima aparência.

        • Tenho muita vontade de trocar o meu por um zero assim que possível e aí sim, ficar com ele por tempo indeterminado.

  • Lucas CRF

    Opa! Muito obrigado, Boni! Gentileza sua!

    abraço!

  • Leo-RJ

    Parabéns!!

    Realmente, “a surpresa mais agradável: câmbio manual!”

    • Lucas CRF

      Bacana, Leo-RJ! Muito obrigado!

      Abraço

      Lucas

  • Domingos

    Eram muito bons os 2008. Perderam algo do charme dos Mk. 1 por dentro, mas são muito bons mesmo de dirigir!

    • Também acho o interior dos MK1 muito mais bonitos que dos 1,5, mas no meu caso, se eu fosse trocar hoje, seria pela questão de economia e desempenho, bem maior que o MK1 com o Zetec.

  • Leo Lima Medeiros

    Parabéns Lucas!!
    Lindo carro! Quero conhecer…
    Boa sorte!!

    • Lucas

      Grande Léo! Com esse nome só tem um! E é muito querido!

      Não só conhecer, como andar também!

      Abraço

  • Luciano Oliveira

    Sei como é ser tratado como doido. Tenho paixão por carros franceses e por Mercedes e BMW dos anos 90. Fora agüntar as piadinhas preconceituosas sobre franceses não saberem fazer carros. Fico tentando aquilatar o grau de desconhecimento automobilístico (para não dizer ignorância) de quem diz coisas como essas.
    Belíssimo Mercedes, e louvável câmbio manual, parabéns!

    • Lucas CRF

      Opa, Luciano. Só estou vendo agora, um mês depois. De qualquer forma, muito obrigado!

      Abraço

      Lucas CRF

  • WSR

    Leo, acho que você iria gostar muito da Itália. Carro automático é raridade na terra do Dante Alighieri.

  • WSR

    Vou discordar apenas em um ponto, mas é questão subjetiva: acho o E34 bem mais bonito que o E39. BMW com faróis “usando óculos” são esquisitos.

  • WSR

    Era flex? Esses dados são de gol 1,8 carburado e álcool, rs.

  • Guilherme Souza

    Sei bem como é ser tratado como doido, eu já tive um Xsara GLX Ano 2003, foi meu primeiro carro e comprei as cegas, atualmente tenho o Peugeot 206 SW e estou a procura de um Alfa 156, pretendo postar um comentário com todos os carros.