PEUGEOT 2008 GRIFFE THP FLEX, NO USO (COM VÍDEO)

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Fabricado em Porto Real, RJ, o Peugeot 2008 é um crossover, com altura em relação ao solo elevada (200 mm) para que tenha tráfego mais desembaraçado em estradas de terra e/ou cidades com vias mal cuidadas. O crossover não chega a ser um suve quanto à adequação ao fora-de-estrada e não chega a ser um carro de passeio quanto à sua adequação ao asfalto. Está no meio termo, foi projetado para ser assim e como tal deve ser avaliado. O mercado gosta e o pede. A tração é apenas dianteira.

 

Perfeita posição de guiada

Boa visualização dos instrumentos

Bom porta-malas, com 355 litros tendo o encosto traseiro na posição normal, e que se eleva a 1.172 litros com ele rebatido. Tem razoável espaço necessário para os passageiros do banco traseiro; dois adultos vão bem. Deriva do hatch 208. Têm o mesmo entre-eixos de 2.542 mm, compartilham o mesmo interior, mesmo painel baixo, que, por sinal agrada, e basicamente a mesma mecânica, com a exceção de que o 2008 só vem com o motor 1,6-l aspirado, de 115/122 cv —  enquanto o 208 também pode vir com o 1,5-l de 89/93 cv —, ou o turbo 1,6 THP Flex de 165/173 cv, sendo que este último, e que equipa o 2008 testado, ainda não equipa o 208.

 

Perfeita posição de guiada

Posição de guiar perfeita

Note o leitor o “ainda não” da frase anterior. Ele nada mais é que um simples desejo deste autoentusiasta. O 1,6 THP não é um opcional do 208 brasileiro e nem ouvi falar de planos para que o seja, mas já que a Peugeot o encaixou tão perfeitamente no 2008, agora basta pouco investimento e um estalar de dedos para que faça o mesmo no 208, já que ambos modelos compartilham, como disse, a mesma mecânica. Imagine o atraente capetinha que o 208 THP seria, fora que seu preço ficaria bem abaixo do concorrente e importado, e ótimo, Citroën DS3, cujo motor é o mesmo 1,6 THP.

 

Chave seletora dos modos de tração

Chave seletora dos modos de tração

O 2008 Griffe THP, que por enquanto só vem com câmbio manual de 6 marchas, anda muito bem. Segundo a fábrica, faz o 0 a 100 km/h em 8,1 segundos e atinge 209 km/h de máxima, quando com álcool. Os 173 cv ocorrem a 6.000 rpm e o torque de 24,5 m?kgf, de 1.400 a 4.000 rpm. Com gasolina o torque não se altera. Esse versátil e ótimo motor de 4 cilindros, turbo, tem injeção direta, 4 válvulas por cilindro, duplo comando, ambos variáveis e acionados por corrente. A 1.500 rpm ele já levanta o giro para valer, seja lá em que marcha estiver. É forte e suave como ele só. Silencioso e discreto. Faz o serviço, com sobras, e sem alarde.

O que estranhei foi o consumo, que, comparado ao do DS3 que anteriormente testei, e que era somente a gasolina, me pareceu um tanto mais elevado. É certo que o 2008 é mais pesado (1.231 contra 1.165 kg) e tem maior arrasto aerodinâmico (Cx 0,35 e maior área frontal, Cx 0,31 no DS3), mas mesmo dando esse desconto ainda fica a impressão de que a diferença não se deve a esses fatores, mas à sua adaptação para o sistema flex, essa manifestação do mercado brasileiro que prefere gastar mais combustível só para ter a segurança de que o governo não o vá deixar na mão. Mesmo assim ele fez 12 km/l de gasolina na estrada, rodando do a 120 km/h, e ao redor de 8 km/l na cidade, o que já pode ser considerado bom, principalmente por ser um motor que oferece tal potência.

 

Bom porta-malas

Bom porta-malas, 355 litros

O THP é mestre em despejar grande potência desde baixo giro, o que provoca a útil e agradável aceleração de partida, porém, devido às características de crossover da 2008, essa abrupta despejada de potência não é bem transferida ao solo. Isso se deve à sua maior altura, que, na arrancada, faz com que haja maior transferência de peso para a traseira, além de outras que configuram este modelo, como a suspensão dianteira com pouco curso de distensão em função da maior distância do solo. O controle eletrônico de tração do 2008, como toda eletrônica, não faz o milagre de transgredir as leis da física. A aceleração vem forte, a frente levanta, a suspensão logo atinge o batente inferior e ergue os pneus, que aliviam sua pressão sobre o solo e perdem aderência. É isso o que acontece. Consegui melhor largada usando o controle de tração no modo “Areia” que funciona até a 120 km/h e acima disso volta automaticamente ao modo “Normal”. O “Areia” equaliza a derrapagem das rodas motrizes dianteiras e isso manteve sua frente mais alinhada nas largadas fortes de teste.

São cinco modos de controle de tração. “Normal”, para asfalto; “Areia”, já citado; “Barro”, que transfere mais torque para a roda que tem maior aderência (funciona até 80 km/h e acima disso volta ao “Normal); “Neve”, modo com o qual os brasileiros não haverão de se interessar; e o modo “Off”, que, claro, desliga tudo, e fica desligado até 50 km/h, quando volta ao “Normal” sem ação do motorista. Enquanto no “Off” o ESC (controle eletrônico de estabilidade) fica desligado e fica tudo por sua conta.

 

Em dia de teste brancos e azuis se misturam

Em dia de teste brancos e azuis se misturam

Além do obrigatório ABS tem assistência à frenagem de emergência, que percebe que é para frear tudo o que dá e então ajuda o motorista a fazê-lo (tem gente que se apavora com o som e a vibração do ABS no pedal e não freia tudo o que o carro pode). Há CDS (Controle Dinâmico de Estabilidade), que nas curvas age freando independentemente cada roda e/ou diminuindo a aceleração do motor. E se o condutor mantiver acionado o auto-controle tudo seguirá bem.

A suspensão é McPherson com barra estabilizadora na dianteira e eixo de torção com barra estabilizadora na traseira. Freios, a disco a disco nas quatro rodas, sendo os dianteiros ventilados.  Os pneus são 205/60R16, para asfalto. Com os ângulos de ataque de 22° e de saída 29° pode-se dirigir por aí sem se preocupar em raspar a traseira ou a dianteira em lombadas ou rampas de garagem etc. O grande vão livre do solo permite que se rode rápido por estradas de terra sem muita preocupação em desviar de pedras. Ao passar com maior rapidez por lombadas, a suspensão traseira “cai” muito rápido ao descê-la e dá batente inferior. É pouca coisa, tanto que nem seria motivo de comentário caso ele não fosse um crossover, um modelo que supostamente se destina a encarar com naturalidade estradas ruins.

 

Amplo teto solar, mas que só abre a cortina

Amplo teto solar, mas que só abre a cortina de acionamento elétrico

Pelas características gerais do 2008, e pelo perfil do consumidor, um câmbio automático lhe iria muito bem. Ainda não há esse opcional para o 2008 THP. só para a versão  com motor 1.6 aspirado, que imagino já dará muito bem conta dos 1.236 kg do modelo — com relação peso-potência de 10:1 já é bem disposto — e também imagino que será a configuração mais vendida. Com o aspirado e câmbio manual o 2008 faz o 0 a 100 km/h em 10,2 segundos e atinge 190 km/h, o que é bom. Com ele e câmbio automático de 4 marchas faz o 0 a 100 km/h em 11,9 segundos e atinge máxima de 177 km/h, um desempenho que já atende perfeitamente bem o uso cotidiano. Sabe-se que a Peugeot está providenciando um câmbio automático de seis marchas para o de motor 1,6 THP, que será uma unidade totalmente nova.

 

O nosso já conhecido e elogiado 1.6 THP

O nosso já conhecido e elogiado 1,6 THP

Na Europa ele é um pouco mais baixo, tem 190 mm de vão livre do solo. Aqui ele também ficaria muito bom se também oferecesse a opção de ser só um bom e simples crossover com altura normal de rodagem. Não sou contra a moda, seja ela no artigo que for, e sei que agora a moda é essa, rodar nas alturas; só sou contra a ditadura da moda. Então, que tal também um gracioso crossover 2008 THP “normal”? Esse sim, me abriria um sorriso verdadeiramente autoentusiasta.

 

Bom de passear

O curioso volante mais largo do que baixo, 350 x 330 mm

Os preços sugeridos do 2008 começam em R$ 67.190 e vão até R$ 80.180, que é o deste da matéria.

AK

Fotos: autor

 

 

 

FICHA TÉCNICA PEUGEOT 2008 GRIFFE THP FLEX
MOTOR
Designação THP 1.6 flex com sistema de partida a frio Flex Start Bosch
Descrição 4-cil., turbo, 4 válvulas por cilindro, duplo comando, ambos variáveis e acionados por corrente, flex
Cilindrada 1.598 cm³
Diâmetro e curso 77 x 85,8 mm
Taxa de compressão 10,2:1
Potência máxima 165 cv (G), 173 cv (A), a 6.000 rpm
Torque máximo 24,5 m?kgf de 1.400 a 4.000 rpm (G e A)
Formação de mistura Injeção direta
TRANSMISSÃO
Câmbio Transeixo manual de 6 marchas mais ré, tração dianteira; ré sincronizada
Relações das marchas 1ª 3,54:1; 2ª 1,92:1; 3ª 1,33:1; 4ª 1,03:1; 5ª 0,82:1; 6ª 0,68:1; ré 3,31:1
Relação do diferencial 3,56:1
SUSPENSÃO
Dianteira McPherson com barra estabilizadora
Traseira Eixo de torção com barra estabilizadora
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, eletroassistida e indexada à velocidade
Diâmetro mínimo de curva 11,2 m
FREIOS
Dianteiros A disco ventilado Ø 283 mm
Traseiros A disco Ø 249 mm
Controle ABS, EBD e auxílio à frenagem
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio 6Jx16, estepe em aço
Pneus 205/60R16H, inclusive estepe
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto (Cx). 0,35
Área frontal 2,297 m²
Área frontal corrigida 0,804 m²
CAPACIDADES
Porta-malas 355 L a 1.172 L
Tanque de combustível 55 l
PESOS
Em ordem de marcha 1.231 kg
DIMENSÕES
Comprimento 4.159 mm
Largura sem espelhos 1.739 mm
Altura 1.583 mm
Distância entre eixos 2.542 mm
Ângulo de entrada/saída 22°/29°
Distância mínima do solo 200 mm
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h 8,3 s/8,1 s (G/A)
Velocidade máxima 206 km/h/209 km/h (G/A)
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL (computador de bordo)
Cidade 8 km/l (G)
Estrada 12 km/l (G)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 6ª 46,2 km/h
Rotação a 120 km/h em 6ª 2.600 rpm
Rotação à vel. máxima em 5ª 5.500 rpm

 



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  • Daniel

    AK, falando em comportamento dinâmico e estabilidade geral, o 208 é melhor acertado que o irmão crossover? Abraço

    • Sim, Daniel. O 208 é melhor de chão, como não poderia deixar de ser.

    • Gustavo73

      Qualquer hatch é mais estável que o crossover derivado dele.

  • Douglas

    Tem como disponibilizar a ficha técnica?

    • Logo ela estará no ar. Espere um pouquinho, por favor.

  • Putz… Arnaldo, o 208 que tu testaste um tempo atrás custava 54 “pixulecos” com cambio automático ( neste caso, terminava… ) O mesmo carro na versão “cidade/campo” começa custando 67 “pixulecos” e terminando em 80… Aí é que o bicho pega…E, versão “cidade/campo” para um autoentusiasta é que nem a velha Rural na versão 4×2 com molas elípticas na dianteira…Não era boa nem para o campo e muito menos para a cidade…(Só que qualquer guri do nosso tempo sabia o que fazer com ela em caso de atolar ou pane ( geralmente seca ou por excesso de água no caminho… ) Coisa que o bonito crossover da Peugeot não parece inspirar!
    Abraço.

    • Nelson

      O 208 AT não custa mais R$ 54 mil há tempos (está batendo os R$ 63 mil), e o 2008 ainda é mais equipado. De toda forma a política de preços da Peugeot deveria ser bem mais agressiva.

  • Matheus Ulisses P.

    Um belo carro!
    Fica aqui a sugestão para a PSA colocar essa caixa manual também nos outros modelos com o motor THP!

  • Gustavo73

    Acho o melhor produto na categoria com custo-benefício imbatível.

  • João Carlos

    Bom seria se o assento erguesse como no 206 SW, para uma área de carga plana ao rebater o encosto.

    • Milton Evaristo

      O 208 também não faz isso. No 206 Feline até os assentos eram bipartidos.

      Infelizmente isso anda sumindo dos carros, e quando existe, não chega ao Brasil, como é o caso do March, que nem encosto bipartido tem. Nunca vi uma publicação comentar essas duas características em carro algum nos últimos tempos.

    • CorsarioViajante

      Pois é, não entendo porque é cada vez mais difícil achar carro assim. Meu Polo, que é um projeto “velho”, rebate tanto o assento quanto o encosto, e se não forma um assoalho 100% plano, pelo menos não forma um degrauzão, mas sim uma rampa. Recentemente, quando estava pensando em trocar de carro, fiquei surpreso: quase nenhum carro mais rebate o assento, só o encosto, formando sempre um degrau e um rebatimento incompleto.

      • João Carlos

        No meu 206 hatch transportei várias vezes TVs destas finas, bem grandes, e o fato de não ter grande degrau ajudava. Assim como viajava com um dos encostos e assentos rebatidos para levar mais bagagem, e ainda podendo levar gente atrás. Uma versatilidade dessas hoje só no Fit, talvez um dos sucessos desse carro, coisa que quem compra “carro por metro” nunca vai entender.

        • No meu já viajei assim também, com o banco rebatido em 2/3, um lugar na traseira, ficou show. Já carreguei mesa de escritórios, armário, e até um fogão no meu leãozinho!

  • Ilbirs

    Arnaldo, pelo que vi, a altura livre do solo do 2008 europeu é de 16,5 cm e não 19 como está escrito no texto. Aqui no Brasil adotou-se 20 cm, o que talvez explique algumas reações esquisitas que foram descritas no texto. Lembremos que a altura total do 2008 na Europa é de 1,55 m, contra os 1,58 m daqui, valor compatível com os 3,5 cm a mais daqui. Seguem algumas fontes respaldando a informação:

    http://s1.cdn.autoevolution.com/images/gallery/PEUGEOT2008-4723_7.jpg

    http://www.2008ownersclub.co.uk/forum/ground-clearance_topic29.html

    http://www.caradvice.com.au/356268/2015-peugeot-2008-active-review/

    http://www.carscoops.com/2013/05/driven-new-peugeot-2008-grown-up-208.html

    E também fotos da especificação de lá, mostrando que é bem menos levantada que a daqui, como se pode ver pela distância entre o topo da roda e a borda do para-lama:

    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0e/Peugeot_2008_82_VTi_Allure_%E2%80%93_Frontansicht_%281%29,_18._Mai_2013,_M%C3%BCnster.jpg

    http://2.bp.blogspot.com/-34CTarQrIT8/UZrBRuK697I/AAAAAAAM4Kg/r5oSP1CRG_k/s1600/Peugeot-2008.jpg

    De fato, não seria problema adotar aqui os mesmíssimos 16,5 cm de altura livre do 2008 europeu. Sequer ia prejudicar muito os ângulos de ataque e saída, uma vez que os balanços dianteiro e traseiro são curtinhos. Para efeito de comparação, o pão quente HR-V dista seu assoalho 17 cm do solo.

    • Ilbirs. Obrigado. O dado que passei veio de um release de fábrica, mas não é incomum haver erros.

    • Nelson

      Acho que tentaram deixar o carro o mais alto possível, se esforçando para agradar o público-alvo. Não adiantou muito, ele passa a impressão de ser muito menor que os principais concorrentes, e nessa categoria o que vende é presença.

      • Thales Sobral

        Pode ser, mas acho que o que vai faltar mesmo é o cambio automático… O HR-V também é baixo e está vendendo horrores.

      • Lemming®

        Acredito que deixaram mais alto pelo solo lunar da Banânia.
        Ele realmente é menor do que todos os concorrentes e por isso mesmo melhor para uso urbano em minha opinião.

  • CharlesAle

    Carro excelente. Motor potente aliado ao câmbio manual dá bastante prazer em pilotar o carro.. Mas infelizmente, o povo tem preferido o “Fietão” e seu desempenho de tartaruga!!

  • KVF

    Parabéns à equipe pela matéria. Eu comprei um 2008 THP há 2 semanas e ele se mostrou o que eu esperava do carro. Ótimo desempenho do motor THP, com torque de sobra em baixas rotações. Meu uso para ele é 90% em estradas, o câmbio manual fica perfeito. Felizmente a impossibilidade inicial do 2008 THP ser automático deu chance a uma parcela de consumidores que ainda gostam de cambiar, de ter acesso a um crossover THP manual. Coisa difícil em nosso mercado, onde existe a ditadura do automático.
    Suspensão bem calibrada para nossas ruas, muito bem equipado de série. Segurança 10 com 6 airbags, controles de tração e estabilidade.
    Atualmente o melhor custo benefício para quem não faz questão absoluta de câmbio automático.

  • João Guilherme Tuhu

    Muito bonito. E o painel, um charme só. Mas para quem tem, como eu, pernas curtas, o volante fica baixo e ao levantá-lo, cobre os instrumentos. Não consegui boa posição de condução nem nele nem no 208…

  • Junior

    Não acho que um porta-malas de 355-L seja bom para a proposta deste veículo. Sem sair da marca, se compararmos com um 308 THP de mesmo valor (ou menos com descontos) temos 430-L. Além de várias outras vantagens de um carro médio: distância entre eixos, bitolas maiores com conseqüente estabilidade muito superior, maior espaço interno. Por isso acho irracional a escolha do crossover.
    A propaganda do Duster resume bem os motivos da maioria dos compradores deste tipo de veiculo, onde uma velhinha coloca um “monster truck” para fora da pista e diz “folgado”. Para a maioria é um carro para se impor diante dos folgados do trânsito.

    • Junior,
      Não está em discussão se este veículo é melhor ou pior que outro, da marca ou não, mas simplesmente é mostrado como ele é. Ele é o 307 são de categorias e bases diferentes. Quem mirar um 2008 jamais alternará para o 307. Seu discurso, portanto, não é aplicável.

      • Junior

        Sim, os carros são de categorias diferentes, mas só quis ilustrar como a compra de um 2008 é emocional, modismo etc. Um entusiasta, na minha opinião, tira muito mais proveito de um 308 THP.

        • Domingos

          O 308 THP é mais pesado, não? Não sei se ele é tão mais entusiasta assim, ainda mais considerando que o 208 é melhor de curva que o 308.

      • Mineirim

        Sei não, Bob. Já contei um tempo atrás que saí procurando um Palio novo e saí com um Brava da concessionária. rsrs

    • Lemming®

      Eu não trocaria o 2008 pelo 308 justamente pelo tamanho. Meu primeiro requisito é quanto menor melhor.

  • Carlos

    Eu acho o 2008 bem charmoso, e deve ser bacana de guiar. Agora, chovendo um pouco no molhado, vejo muita gente partindo para esses crossover (mini-SUV?) por um pseudo-apelo familiar. Vários amigos que se tornaram pais recentemente trocaram de carros com esse argumento, compraram EcoSport, Duster etc. E o porta-malas desses carros são iguais ou menores que os de grande parte dos hatches. O caso mais extremo foi de um vizinho que tinha um Fusion desses mais novos e com a chegada da filhinha trocou o Ford por uma Pajero Dakar, esse sim um carro com uma mala gigante (com 5 pessoas a mala é de mais de 1000 L) mas é quase um caminhão andando por aí. De todo modo, a compra de um carro envolve sempre uma dose grande de subjetividade e emoção e na categoria o 2008 é, possivelmente o com mais pitada entusiasta.

    • Nelson

      Eu sempre digo que primeiro as pessoas decidem o carro que querem, por motivos às vezes inconfessáveis, e depois vão atrás de argumentos que tentem justificar a decisão. 😉

  • Mineirim

    Tipo de carro que nunca me fez falta. Anos atrás, viajava com a família constantemente para praia e campo. Às vezes enfrentava estradas e caminhos “encardidos” com meus carros civis e nunca tive problemas. O 208 com certeza tem minha simpatia, caso eu precisasse hoje de um carro compacto e bem equipado.
    O único “senão” é sobre a confiabilidade da parte elétrica. Outro dia meu cunhado chegou a pé numa festa de aniversário da família e teve que pernoitar lá mesmo: seu 208 deu pane e foi guinchado para a concessionária. Meses antes trocaram a bateria na garantia. Desta vez o problema era mais sério.

  • Mineirin,
    Claro, só que não havia a febre por Brava com há a do suve e assemelhados.

  • Junior,
    Concordo, mas há um desejo explícito do brasileiro em “parecer que subiu na vida”, e esse cliente nunca racionalizaria essa questão.

  • Luiz_AG

    Minerim o carro teve alguma intervenção elétrica como instalação de acessórios ou alarme?
    Eu tenho um 207 e tiveram outros Citroën e Peugeot na família e nunca nenhum teve nenhum problema elétrico.
    As pesquisas que tenho feito sobre esses problemas elétricos é que todos que tiveram sofreram intervenção no sistema elétrico multiplexado sobrecarregando o sistema.
    Assim como a suspensão traseira dos Peugeot . Todos lavavam o carro por baixo com mangueira de alta pressão dos postos, causando rompimento dos redentores e entrada de água nos rolamentos do eixo que são selados.

    • Mineirim

      Não, Luiz. Não fez modificação. O carro é todo original e na garantia, inclusive a central multimídia. Tanto que a Peugeot consertou na garantia: módulo com defeito, a tal de centralina.

      • $2354837

        Pode ser problema na inspeção de montagem.
        A maioria dos casos de problema elétrico em PSA são referentes a instalação incorreta nas chamadas lojas de som.
        Eles não sabem trabalhar com sistemas multiplexados.
        Estou gostando bastante do meu 207, mesmo com votos contra que o carro ia explodir em uma bola de fogo vista da estratosfera, não tive problema grave nenhum em 2 anos e 25 mil km rodados e o carro com 79 mil km.

  • Vou dar uma de piloto de ficha técnica, pois nunca andei nele, mas acho que a altura está boa e poderia ser maior, e poderia ter opção 4×4, mesmo com este perfil urbaninho, ganharia minha simpatia. Para quem gosta de menos altura pode partir para o 208.

    • Lemming®

      Também acho que seria interessante 4×4 AWD e não o conceito de 4×4 off…

  • CorsarioViajante

    Acho ele simpático. A versão de entrada, em termos de equipamento, já estaria satisfatória para mim. É chocante que custe o mesmo que um SpaceFox Highline – o abismo de equipamentos entre ambos salta aos olhos, embora o preço ~ e em grande parte a proposta – seja o mesmo.
    Mas a Peugeot é um tanto estranha.
    Pega o motor mais forte e câmbio manual e, ao invés de colocar no 208 para fazer um hot hatch, coloca ele num crossover familiar altinho. Resultado: o 208 que tem apelo esportivo não tem versão esportiva e o 2008 que tem apelo familiar não tem uma versão de topo familiar, leia-se, com câmbio automático. Para piorar, o 2008 é muito SUV para quem quer uma perua e muito perua para quem quer um SUV.
    Sei lá, como disse acho ele interessante e um tanto excêntrico, coisa que gosto, mas muito distante da minha realidade financeira – embora, seja importante notar, está no mesmo patamar da concorrência. Mesmo assim não vende, sinal que a Peugeot ainda não se encontrou, apesar dos produtos interessantes.

    • Daniel

      Perfeitas observações.

    • Segundo eu li no Clube Peugeot, a Peugeot estuda um 208 “GT”, com THP e cambio manual.
      A resposta da Peugeot sobre a falta do cambio automático no THP é que ele simplesmente “não cabe” no cofre do 2008. Por isso estão oferecendo o 1.6 16v e o AT8.

      • CorsarioViajante

        Sim, parece que estão estudando este 208 faz algum tempo, enquanto isso a Renault foi e fez o Sandero RS, por exemplo. Talvez a Peugeot esteja esperando para ver a receptividade dele.
        E parece que estão quebrando a cabeça para encaixar o câmbio automático no THP. E daí temos uma situação difícil: nesta indecisão, muita gente desiste de comprar o carro pois fica com medo de uma futura mudança de versões e conseqüente – o maior terror do brasileiro – desvalorização maior.

  • CorsarioViajante

    Uma coisa que a meu ver pesa é que estes carros são mais altos, o que ajuda muito no processo de colocar e tirar cadeirinhas e cadeirinhas. Num sedã ou hatch, você tem que ficar curvado, coisa que não precisa num carro mais alto. Mas concordo que em grande parte é efeito psicológico, pois muitas vezes eles parecem ser maiores do que realmente são.

  • CorsarioViajante

    Mas daí então o ideal seria um 208 não?

    • Lemming®

      Não falei o segundo quesito…hehe
      Altura do solo… Melhor para passar lombadas, terrenos ruins e a visão “de cima” tão criticada por todos…

  • CorsarioViajante

    Achei engraçado reclamar que o 2008 é “emocional”, ora, o que é o entusiasmo senão emoção?

  • Diogo

    Infelizmente em muitos casos é por falta de opção. Tenho hoje uma Livina e pretendo trocá-la em breve. Meu 2º filho nasce em dezembro. O carro que eu gostaria de comprar seria um Peugeot Partner ou um Renault Kangoo, já tive os dois no passado e gostava muito, mas ambos não são mais vendidos na versão passageiros, e nem a Livina, que gosto bastante. Não considero o Doblò tanto pelo preço quanto por gosto pessoal. Uma perua pequena seria opção, a SpaceFox é um bom carro, mas na minha opinião custa mais do que vale (também não considero a Weekend pelos mesmos motivos do Doblò). Um Logan MCV custando no máximo uns mil reais a mais que a versão sedã seria uma boa alternativa, mas não existe. Não cogito um sedã pela pouca praticidade do porta-malas (não dá para levar um fogão, por exemplo, coisa que já fiz com a Livina). Aí acaba sobrando Duster, HR-V, 2008, carros que não me atraem em nada mas que são as únicas opções com o porta-malas um pouquinho maior, mesmo assim muito inferior a uma perua ou furgão. Além disso esses jipes custam os olhos da cara, só dá para comprar usado. Tirando o segmento de sedãs, jipinhos e hatches pequenos, a oferta de veículos no Brasil ficou muito restrita.

    • Diogo,
      Concordo com você, a oferta de veículos aqui ficou restrita, apesar de o Brasil o 4º/5º maior mercado do mundo. Inexplicável ou será miopia dos capitães da nossa indústria?

      • Diogo

        Acredito 100% que trata-se de falta de visão do marketing/comercial das fábricas. Um bom exemplo de que existe demanda para veículos familiares, sem ser “carros de imagem”, são as boas vendas da Chevrolet Spin, quase 2.000 unidades por mês mesmo em ano de profunda crise. Não é o tipo de carro que faz inveja no vizinho ou no cunhado, mas é prático e tem preço aceitável, e o mercado reconhece.

        • CorsarioViajante

          E daí a Nissan começou a criar uma história neste filão com a Livina, que mesmo com todos seus defeitos era um carro interessante, e abandona o público que começou a formar. Não dá para entender.

    • Além do tamanho do porta-malas, o tamanho da “boca” da tampa influencia muito. Tente colocar um carrinho de bebê num Focus sedã de primeira geração. Aquela porta parece uma escotilha, apesar de o porta-malas ser um latifúndio.

      • CorsarioViajante

        Exato, a praticidade da quinta porta é imensa.

        • Por esse (e outros motivos, entre eles gosto pessoal e oportunidade) que comprei minha Grand Tour… 🙂

    • CorsarioViajante

      Perfeita análise. Passo por algo semelhante, tenho um Polo e terei um filho no começo do ano que vem, queria algo UM POUCO mais espaçoso mas é difícil. Ou são muito defasadas, como a Weekend ou SpaceFox 1.6 8V, ou são muito caras, como a SpaceFox Highline 16V ou 2008 e cia. Acho que vou ter que me virar com meu Polo mesmo.

      • Diego Clivatti

        Corsário, tenho o mesmo problema que você, mas no meu caso já tenho minha pequena, e quer um conselho, se tu gosta do Polo fique com ele, não que dê para levar tudo, mas sendo bem racional é possível se virar com um hatch sem problemas, além disso em 90% do tempo você acaba não necessitando do porta malas maior, em últimos casos em uma viagem mais longa mais lucro é alugar um carro maior.

        • CorsarioViajante

          Obrigado Diego, vou continuar com ele, sempre me atendeu bem e acho que agora não será diferente!

      • Uislei

        Corsário, se é o seu primeiro filho, fique com o Polo mesmo. É um bom carro. Só recomendo um carro maior se você viajar muito ou se estiver no segundo filho.

      • Leonardo Mendes

        Quando minha filha nasceu eu não sosseguei até trocar meu fiel 206 numa 206 SW.
        No fim das contas a SW foi o melhor carro que tive mas se mostrou totalmente dispensável na função para a qual foi comprada.

        Acredite: o problema quando se tem um filho está diretamente relacionado ao número de tralhas inúteis que a maioria dos pais leva num simples passeio. Em 90% dos casos a troca do carro é desnecessária.

  • Não lembro se foi aqui, no FlatOut ou no Clube Peugeot que eu li, mas já descobriram pelo Service Box dá pra encomendar as molas do 2008 europeu e trocar as originais por elas; com isso o carro perde cerca de 3 cm na altura, ficando próximo da altura original do modelo europeu, ainda assim mais alto que carros “comuns”. Acho que seria um bom upgrade.

    • Ilbirs

      Esse veículo ficaria bem interessante com essa mudança. Tenho cá minhas impressões de que também veremos produtos equivalentes feitos pelo mercado de acessórios, ainda mais que é rebaixamento discreto.

  • Amigo, seu cunhado foi “premiado”. Meu 206 é 2004, comprei ele em 2009, e toda a parte elétrica/eletrônica, nunca deu problema.
    Muito do que o povo fala dos “pejô” é conversa fiada.

  • CorsarioViajante

    Exato, neste ponto o Fit se destaca, mas vale lembrar que o sistema não está disponível na versão de entrada.

  • Orizon Jr

    Caramba! A PSA já tem o excelente câmbio Aisin na sua carteira (C4L. 408, etc…). Porque usa um AT4 no 2008?!
    Acho interessante o modelo contar com as duas opções de câmbio.

    Esse motor THP é de uma versatilidade invejável. A quantidade de carros que o utiliza traz escala na produção e assim contribiu para diminuição dos custos com a manutenção (será mesmo?)

    Forte Abraço

  • Diogo

    O caso da Nissan é indesculpável. Ela poderia ter mantido a Livina aplicando algum facelift, lançar o Note com alguma desvantagem no porta-malas ou lançar o NV200 nas versões passageiro e furgão, substituindo a Livina e o Kangoo ao mesmo tempo. Em vez disso vai lançar um ou dois jipes, num segmento em que já deve haver uns 100 concorrentes tão bons quanto e custando menos.

    • CorsarioViajante

      Desse um tapa no visual da Livina – só dá para melhorar, pois é horrível – colocasse FINALMENTE ajuste de cinto e de altura do banco, colocasse alguns mimos dentro… Pronto!

  • CorsarioViajante

    Pois é, viajo muito mas como é um filho só acho que vai ser assim mesmo. Obrigado!

  • Leonardo Mendes

    Uma coisa tem que ser dita a respeito do THP: é o carro mais linear que já guiei… ele é bom andando forte mas melhor ainda andando em ritmo moderado.
    As observações dos convivas só vem reforçar o apelido de “208 SW” que a rede deu ao 2008… diria que ele, no segmento, é o que mais se aproxima disso: uma perua com jeito aventureiro.

    Duas coisas:
    – a alavanca do freio de mão fica muito bonita no site da montadora, nas fotos e nos comerciais… na vida real é somente incômoda;
    – achei as colunas B um tanto largas demais, criam um ponto cego considerável.

  • Danilo Grespan

    Esse motor THP é sensacional, considerando seu custo e rendimento entregue. Sou um feliz proprietário de um 308 THP e posso afirmar que é nessa faixa de valor é bastante difícil encontrar um motor com tanta coerência e que entregue tanta emoção. Eu que vinha de dois motores 2.0, constatei que o pulo para um 1.6 turbo foi a melhor coisa que podia fazer. Fico contente em ver essa mesma equivalência sendo usada em vários carros de marcas conceituadas, como Mercedes, DS, BMW – o motor é dela alias – e a VW, que botou o turbo 1.4 no Golf, fazendo outro carro também excelente para “pilotar”.