Uma das grandes vantagens dos bons câmbios robotizados, como este Dualogic Plus da Fiat, é que eles não “matam” a potência do carro, como ocorre com os câmbios CVT (continuamente variáveis) e com os automáticos epicíclicos não tão modernos. Não “matam”, claro, no sentido de sensação, pois esses dois outros sistemas também vêm evoluindo rapidamente, com perdas de transmissão cada vez menores. Porém, a meu ver, para o autoentusiasta os bons e modernos robotizados são os que melhor conciliam a função de não se precisar trocar marchas operando uma embreagem e o prazer de trocá-las quando se deseja por qualquer motivo.

No enfadonho e congestionado trânsito urbano, que as trocas de marcha que fiquem totalmente por conta do robô sob ordens do “inteligente” módulo de comando eletrônico do câmbio e numa boa e sinuosa estradinha, que os momentos da troca fiquem por nossa conta, já que todos os robotizados possibilitam eficientes trocas manuais seqüenciais.

 

Bom desempenho: 0 a 100 km/h em 9,8 segundos e máxima de 192 km/h

Bom desempenho: 0 a 100 km/h em 9,8 segundos e máxima de 192 km/h

O maior controle do câmbio numa tocada mais rápida, antes restrito aos robotizados de dupla embreagem como os PDK da Porsche e outros caros esporte, aos poucos vão chegando aos robotizados de uma só embreagem dos carros comuns do dia-a-dia, como o deste Palio. Afinal, sempre foi esse o caminho da tecnologia ao longo da história do automóvel: primeiro ela aparece com alto custo nos esportivos ou luxuosos de ponta, para depois, aos poucos, ir barateando e chegando aos menos sofisticados. Primeiro servem aos deuses do Olimpo e depois, aos simples mortais.

No caso deste Dualogic Plus, por exemplo, sua evolução já chegou ao ponto de me dar a impressão de, num circuito, o mesmo piloto poder fazer o mesmo tempo que com câmbio manual.

Outros atributos dos bons robotizados são 1) consumo de combustível igual ao do câmbio manual; 2) custo baixo, menor que os automáticos epicíclicos ou CVT; 3) menor peso que os citados; 4) menor custo de reparação.

 

Câmbio robotizado Dualogic evoluiu

Câmbio robotizado Dualogic evoluiu

Desculpe-me o  leitor pelo alongado começo, mas acontece que testando-os me tornei um apreciador dos robotizados, porque além das vantagens acima, por ser um sistema relativamente simples e barato ele é capaz de trazer, além da comodidade, melhor desempenho e economia quando estão em mãos de motoristas menos hábeis. Explico: o  leitor autoentusiasta certamente  sabe que por não se saber usar a marcha certa no momento certo, boa parte dos motoristas não aproveita toda a potência do motor e na maioria dos casos desperdiça combustível. E é aí que o robô entra, fazendo o melhor serviço: ao motorista menos experiente só caberá acelerar e as marchas certas serão engatadas exatamente de acordo com a demanda, o que resultará em maior desempenho, segurança e, principalmente, economia de combustível.

Abrindo um parêntese, num devaneio que me permito ter, o ideal mesmo seria ter dois carros: um de suspensão macia e câmbio CVT para rodar na cidade e outro, leve, com motor V-12 e câmbio manual de 5 marchas com 1ª perna-de-cachorro, para viajar sem destino… Mas enquanto isso não acontece, vamos ao nosso Palio Essence com câmbio Dualogic.

 

Vão-livre do solo de 144 mm

Vão livre do solo de 144 mm

Anda muito bem. São 117 cv empurrando só 1.069 kg. Faz o 0-a-100 em 9,8 segundos e atinge máxima de 192 km/h com álcool (gasolina, 9,9 s e 190 km/h). Mesmo bem carregado, pisou, ele vai, acelera para valer.

Motor de 4 cilindros, comando no cabeçote, acionamento por corrente,16 válvulas, injeção indireta; a taxa de compressão de 10,5:1, um tanto baixa para melhor aproveitamento da característica antidetonante do álcool. São 117 cv a 5.500 rpm e 16,8 m?kgf a 4.500 rpm (álcool) e 115 cv e 16,2 m·kgf (gasolina) . Sua potência específica é alta: 73 cv/l. O fato de seu torque máximo ocorrer em alta rotação não significa  que seja frouxo em baixa, tem boa pegada em baixas rotações, é bem elástico.

Já em alta, algo acima de 4.500 rpm, aí sim, parece um motorzinho de corrida. Tem um gostoso ronco italiano (apesar do motor de origem americana, Chrysler) e vira um capeta, e segue acelerando e acelerando, ganhando velocidade, sem se intimidar com o crescente arrasto aerodinâmico. Na vizinha Argentina, que tem boas e desertas estradas, ele viajaria a 160 km/h o dia inteiro na maior tranqüilidade.

O câmbio Dualogic Plus fuciona bem no trânsito urbano, faz trocas suaves e raramente se fica indeciso. Digo raramente porque é isso mesmo, já que ao longo da semana ele pode ter titubeado uma ou duas vezes, não mais que isso. De qualquer modo, esse titubeio foi rápido e de imediato ele engrenou a marcha que deveria. Calculo que dirigindo meio desligado no anda-e-pára do trânsito urbano devo titubear tanto quanto ele, ou mais, portanto não posso criticá-lo. Já na hora andar rápido ele não erra (nem eu).

 

Bons bancos, confortáveis e anatômicos

Bons bancos, confortáveis e anatômicos

Para o dirigir rápido, ou para estradas de pista simples, em que é mais seguro e agradável ter acelerações mais prontas, é recomendável pressionar a tecla S na base da alavanca de câmbio. Não só o motor responde com maior vigor, como as trocas de marcha ficam mais rápidas. Em  S ele também faz com que o freio-motor atue mais, retendo mais as marchas ao levantar o pé do acelerador e reduzindo marcha automaticamente, com aceleração interina, com maior vigor ao longo das freadas. Vai muito bem.

As trocas manuais por meio das borboletas fixadas atrás do volante ou por meio da alavanca de câmbio podem ser feitas a qualquer momento, o que é providencial, já que os câmbios são inteligentes, porém são cegos e não prevêem, só reagem. Então, mesmo em Drive, caso antecipadamente se deseje reduzir marcha antes de uma curva, basta um toque na borboleta da esquerda.

Numa longa descida em que se queira soltar mais o carro para que embale e aproveite a inércia de movimento, basta um toque na da direita que ele sobe marcha. É prático e vira rotina.

 

Eu atrás de mim.

Eu atrás de mim.

O tempo que o robô leva para fazer a troca de marcha é variável, e esse é um dos detalhes para que ela seja feita com suavidade, sem as tais “cabeçadinhas” provocadas pela interrupção da aceleração. Sob aceleração forte a troca leva menos tempo que com pouca, e essa diferença de tempo fica marcante quando com a tecla S acionada se acelera a pleno. Nesse caso as trocas são bem rápidas, mesmo. O robotizado bem programado deve imitar o mais fielmente possível o que o bom motorista faz, caso desta última evolução do Dualogic Plus.

A suspensão até que é macia, em vista do porte do carro. McPherson na frente e eixo de torção atrás, bem acertado. Carro estável na estrada, seguro, que mantém agilidade mesmo estando carregado. Viaja bem. Boa ergonomia, bancos confortáveis e que seguram bem o corpo nas curvas. Muito bom de curva.

E bom nas estradas de terra, também. Tem 144 mm de vão livre do solo, o que é o suficiente. Afinal, na realidade, não são os sofisticados suves ou picapes médias que mais andam sobre terra Brasil afora. São os Gols, Unos, Palios, e similares, e as respectivas versões de picapinhas, que são os verdadeiros veículos dos sitiantes e maioria dos fazendeiros. Esses aí pegam terra e lama, pedra, pó e terra, e sem drama. São comprovadamente robustos e de baixo custo de manutenção.

 

Na realidade, quem encara terra no Brasil são esses compactos

Na realidade, quem encara terra no Brasil são esses compactos

Ele fez entre 9,5 e 10 km/l de álcool na estrada, viajando com três adultos e bagagem em pista dupla a 120 km/h. Na cidade, ao redor de 7 km/l de álcool. Com v/1000 de 34,1 km/h cruza a 120 km/h reais a 3.500 rpm. A 5ª é plena, à velocidade máxima o motor passa 100 rpm da rotação de pico.

Este Essence veio com o opcional controle de velocidade cruzeiro, uma comodidade na estrada. O motor tem tão boa pegada que nas rodovias Bandeirantes e Anhangüera em momento algum foi preciso sair da 5ª marcha; subiu sem esforço todos os aclives. Fia uma viagem tranqüila, mesmo à noite e com bastante chuva, com bons faróis ajudando. O motor não é dos mais silenciosos, e, apesar de haver manta anti-ruído sob o capô, sobrava sua presença no interior. O ventilador da aeração interna forçada também poderia ser mais silencioso.

O porta-malas está na média dos hatchbacks: 280 litros. O encosto do banco traseiro, que não é dividido, rebate, mas não fica no mesmo plano que o assoalho do porta-malas, o que é uma pena. Há bom espaço e razoável conforto para os que vão no banco de trás. O tanque de combustível também está na média: 48 litros.

Bom de freios, com discos ventilados na dianteira e tambores na traseira. Freia bem e alinhado.

 

Capacidade de 280 litros.

Capacidade de 280 litros

Ao rebater o encosto, ele não fica no mesmo plano que o assoalho do porta-malas

Ao rebater o encosto, ele não fica no mesmo plano que o assoalho do porta-malas

O duro é o preço. A versão Essence vai de R$ 47.130 a R$ 59.616, dependendo dos opcionais. Só o opcional câmbio Dualogic Plus custa R$ 4.093 e junto vêm as borboletas.

AK

Fotos: autor

Um breve vídeo:

 



  • Davi Reis

    Gosto muito desse Palio, principalmente do seu ajuste de suspensão, firme e confortável. De brinde, ainda é mais silenciosa que a suspensão dos irmãos de motor menor, me parece. O que me mata mesmo são os bancos, acho eles péssimos. No meu caso, deixam de apoiar a lombar e o topo das costas, cansam rápido. Pelo menos têm ótimo apoio lateral. O motor ronca maravilhosamente e o Dualogic Plus tem o funcionamento praticamente irrepreensível. Mas como você bem disse, Arnaldo, o preço é que pesa bastante. Nessa mesma faixa de preço, temos Punto 1,6, Fox Highline, 208 e Fiesta, todos eles, ao meu ver, muito mais interessantes que o Palio. Dentro da própria Fiat, não consigo ver motivos para deixar de levar um Punto Essence, pelo mesmo preço, com os mesmos equipamentos e com o mesmo conjunto mecânico. E ainda com espaço interno semelhante e interior muito mais agradável.

    • Mr. Car

      Eu também consideraria o New March e o Novo Ka em suas versões de preços equivalentes.

    • DPSF

      Realmente os bancos da família Palio, Uno e Grand Siena deixam a desejar. Espuma com baixa densidade e mole… logo cedem e você fica com as costas e as coxas no “arame”. Não custaria muito a Fiat colocar as mesmas espumas do Punto, Linea e Bravo, que são bem mais firmes.

    • $2354837

      Já tentou usar o encosto mais vertical? Minha posição é no chão e o ombro encostando no banco.
      Aliás, alguém tem alguma explicação lógica por que a maioria dos motoristas andam pendurados no volante?

    • João Guilherme Tuhu

      E tem gente (muita) que dirige deitado… Eu gostei dos bancos.

  • Lemming®

    Interessante como os robotizados estão ficando bons mas quando chegou no preço…

  • Lorenzo Frigerio

    Caramba, como é barulhento por dentro! Não dá para entender nada do que o Arnaldo fala. Não deve ter isolamento acústico algum, e sendo Fiat, mesmo com essa relação peso-potência favorável, deve estar a uns 3500 rpm a 120 km/h.
    De resto, parece legal, inclusive por dentro, mas a Fiat não deixa de cobrar caro por isso, mesmo sendo apenas um Palio. Se bobear, pelo preço das versões mais caras, dá para comprar um Bravo.

  • Carlos Eduardo

    Discordo do “baixo custo de manutenção” Robotizado no Brasil é um absurdo de caro, mais caro que um automático de verdade e não dura mais que 60.000 km sem quebrar!! E quem pode confirmar isso são os mecânicos que adorarm ganhar dinheiro com esses robotizados!!

    • Roberto

      Na época que eu estava a procura de um Fiat 500 para a minha esposa, andei em alguns automatizados (a maioria acima de 40 mil km) e nenhum deles havia indício de problemas.

      Posso estar errado, mas a impressão que tenho é que os maiores problemas relativos aos automatizados são a falta de oficinas realmente especializadas e a falta de cuidado dos donos de veículos. O que eu vejo de gente “dançando” com os seus carros esperando na ladeira o semáforo abrir( ou seja, segurando o carro na embreagem) não é brincadeira…

      • $2354837

        Mesma coisa dos 16V. Tem muita gente que ainda tem preconceito e nem sabe que tem muito carro que só sai hoje com 16V.

        • Domingos

          Quando fala que Civic e Corolla só existiu no nosso mercado com 16 válvulas, geralmente esse pessoal fica sem ter o que falar.

      • Domingos

        Minha mãe a gente podia falar 500 vezes para não fazer isso, mas ela sempre fazia.

        O estranho é que era o único vício de direção dela, pois ela inclusive sabia reduzir marchas bastante bem.

        Em ladeiras, tem motorista que tem muito medo de deixar morrer ou que o carro vá para trás.

        Aí eles seguram mesmo no pé. Tem gente também que nem liga de fazer isso, geralmente são os que vão passar o carro para frente assim que acabarem as parcelas.

  • CCN-1410

    Infelizmente é muito caro, mas seus concorrentes também não são nada baratos.
    Sempre fui fã de câmbio manual por isso comprei meu Essence em 2013 nessa configuração. Hoje, eu tenho certeza que seria diferente e optaria pelo Dualogic Plus. Mudei de opinião depois que dirigi um New Fiesta com câmbio automatizado.
    Já que estou com meu carro há dois ano e cinco meses e com 46.000 quilômetros rodados, aproveito para dar uma palhinha para quem tem alguma dúvida se compra ou não um Palio.
    Meu carro, como citei acima, tem câmbio manual e posso dizer que ele é tudo isso que o AK disse. Ainda tem mais, ele é extremamente ágil no trânsito urbano.
    Sempre movido com gasolina, eu chego a fazer facilmente 14 km/litro com rodar leve e suave, sem arrancadas fortes e altas velocidades.
    Minha única crítica fica ao banco do motorista que quebrou várias vezes. Nem vou dizer quantas para não criar algum tipo de constrangimento a fábrica. Depois da última arrumada, ele está firme, mas muito duro. Ele se assemelha ao encosto dos bancos escolares feitos de madeira. Eu acredito que na primeira reclamação, a Fiat deveria ter me enviado um banco completo e montado no fornecedor e não enviar as peças em separado para que fossem montados na concessionária.
    Para encerrar e mesmo descontando o probleminha da portinhola de combustível, que nunca comuniquei a concessionária nas revisões, por puro esquecimento, eu recomendo a compra do carro. Mas não igual ao meu. A minha recomendação é esse Dualogic Plus testado neste artigo.
    Como pretendo trocar de carro em dois anos, esse é o primeiro da lista até o momento, e acredito que deverá ser mesmo minha próxima aquisição. Só não o troco agora, porque meu carro ainda é novo e me serve muito bem.

  • $2354837

    Está aí um carro que não me dá nada… Alguns carros me dão nojo, outro dão paixão… O Palio não dá nada. Como se simplesmente não existisse.. Não o vejo como opção de compra não conheço ninguém que tenha e nunca entrei em um. Vejo poucos na rua…
    Sei lá, gostava tanto da primeira série com sua suspensão macia e sua robustez que acabei não tendo afinidade com a série nova.

    • Luciano Silva

      Tenho a mesma impressão em relação a esse carro. Não que seja ruim, mas é o típico carro insosso, não fede nem cheira. Não acrescentou nada ao segmento, nenhuma inovação técnica ou em desenho. Não se destaca em nada, mediocridade total. Não é de se surpreender que a maior parte dos Palios vendidos ainda seja da geração antiga, que pelo menos se destaca pelo custo-benefício.

      • Lorenzo Frigerio

        São basicamente o mesmo carro; mudou só a “bolha”, e no atual você pode ter uma motorização melhor que o Fire ou o “Corsatec”. Quem realmente teve upgrade foi o Uno, que passou a usar a plataforma do Palio.
        Nenhum carro da Fiat tem nada de novo; ela basicamente faz “das tripas coração” com o que tem, para satisfazer o mercado brasileiro.

    • Antônio do Sul

      Se fosse comprar um compacto, não seria a minha primeira opção, mas também não o descartaria sumariamente, valendo uma ida até uma concessionária para fazer um test-drive e verificar as condições de negociação. Digo isso porque, ao experimentar, já me surpreendi positivamente com carros que inicialmente desprezava e me decepcionei com alguns com os quais simpatizava.
      O maior problema do Palio, ao meu ver, é a falta de um motor melhor nas versões intermediárias. Um cabeçote de 16 válvulas para o motor 1,4, se possível agregando variador de fase na admissão, pelo menos, já traria o tempero que está faltando.

    • Davi Reis

      Não é um carro ruim, mas é um carro que não se destaca em nada diante da concorrência. Não é o mais espaçoso, não é o mais acertado dinamicamente, não tem um conjunto mecânico arrebatador, os itens de série não se destacam, não é o mais econômico, não é o mais espaçoso e não tem nenhum diferencial que chame a atenção. Por exemplo, o 208 tem o chamariz do desenho interno e externo, o painel com uma visualização diferenciada. É um carro muito agradável de se estar. O Fiesta, tem um apelo tecnológico, difícil de resumir em uma coisa só. O Onix é espaçoso, e também joga com o apelo da conectividade (tanto que a maior parte deles sai com o MyLink de fábrica). O Gol se destaca pelo acerto dinâmico. O Fox, pelo espaço interno. O HB20 vende com um apelo visual, para quem gosta de se destacar. O Uno joga com suas diversas versões e opções de personalização. O Palio 1,6 é um bom carro, mas a linha Palio no geral, é ao meu ver, nada mais do que mediana. E a Fiat não parece muito interessada em mudar esse cenário. Dizem que uma reformulação está por vir, mas já que o carro vende bem assim mesmo (vale lembrar que o Fire vende consideravelmente mais), acredito que a Fiat vá segurar essas mudanças no forno por mais um tempo.

      • CCN-1410

        Fiesta nesse preço, só com motor 1,5-litro e câmbio manual. Não é isso?
        Aí não quero, hehehe…

        • Davi Reis

          Pelo preço do Palio completo, dá para ir de Fiesta SE 1,6 também, que está cerca de 53/54 mil, da última vez que olhei.

  • Luiz_AG

    Arnaldo, esse motor não é o motor derivado do Mini, feito no Paraná, na antiga Tritec?
    Que Chrysler ele empurrou?

    • Luiz_AG,
      É o próprio motor do Mini até 2000 e foi usado no Dodge Neon.

      • Lorenzo Frigerio

        Acredito que só nos últimos Neon exportados para a Europa.

        • Ilbirs

          Sim. Era a arquitetura básica do motor de 2 litros do Neon que por aqui era vendido, mas com a distância entre os centros de cilindros diminuída.

    • Lorenzo Frigerio

      Nenhum. O motor é uma versão diminuída do motor do velho Chrysler Neon. Creio que a maioria era 1.4 turbinado no Mini, embora também tenham sido fabricados 1.6 aspirados.

  • Luiz_AG

    “Para trás aumenta marcha para frente abaixa marcha”.
    Bob só deia mais que isso o Hadad…

  • Luiz_AG

    Arnaldo, parabéns, lindo seus cavalos. Acho impressionante como um bicho tão grande pode ser tão afável.

  • Paulo Júnior

    Muita gente crítica esses automatizados sem saber o real propósito do câmbio, afinal é uma solução mais barata que um automático epicíclico e com um relativo bom funcionamento. Eu tive um PAlio da geração anterior a este, e apesar de ser um bom carro, não gostava da suspensão molenga e do excesso de transferência diagonal de peso dele. O que achou da suspensão deste? Boa estabilidade, dinâmica?
    Quanto ao consumo, este motor não é dos melhores, falta um variador de fase, mas é cumpridor…

    • Paulo, ele não tem nada de molenga e rola certo, o que tem que rolar. Bom de suspensão. Tudo certinho. Eu não mudaria nada.

  • Iury

    Excelente avaliação, como sempre. Arnaldo, como é o funcionamento desse câmbio no modo manual? A aceleração vai até o corte? Obrigado.

  • Luiz_AG
    Isso acontece com quem nunca ao menos entrou em um…

    • $2354837

      Pois é, nada me anima a entrar em um, nem estoque de locadora.

    • Stark

      Bob, já andei algumas vezes nesse novo Palio, e é um carro bom sim. Mas fica aquela sensação de que o carro poderia ser melhor, ter mais apelo emocional, levando em conta o preço dele. Em algumas coisas ele é até melhor que meu New Fiesta, como o fechamento das portas (mais silencioso e suave) e espaço interno. Uma direção elétrica também viria a calhar.

      Dito isso, ainda prefiro o Palio do que o Onix ou Sandero, por exemplo. Mas se incluir os carros de outras marcas na jogada (como up!, Ka, Fiesta e HB20), a coisa fica mais difícil para o compacto da marca italiana.

  • Lorenzo Frigerio

    Arnaldo, essa é sua fazenda? Gostei. Adoraria botar uma casa térrea nesse pasto.

    • Mineirim

      Gostei dos cavalos atores. Viu como eles posam? O Merengue até se aproximou para um close-up!

  • João Carlos

    O nº 2 Custo Baixo já caiu por terra no fim do texto. O nº.4 Menor Custo de Reparação fica pior que num CVT ou automático, pois estes monoembreagem dão enguiços bem mais cedo.

    É curioso como o sistema epicíclico ou de pares de engrenagem (Honda) são mais complexos, mas, comparativamente, são muito mais robustos e menos sujeitos a problemas.

  • Paulo Belfort

    Ótimo avaliação!
    Nunca tive Fiat. Acho bacana que é possível colocar até seis airbags nesse Palio.

    Ele é antigo de plataforma? Mudou em relação ao último Palio?
    PS: pelo vídeo, parece que o barulho aerodinâmico e do motor invadem a cabina sempre. Poderia melhorar no isolamento, não?

  • Carlos Eduardo,
    O problema do robotizado é exclusivamente danos à embreagem para quem acha que ela é igual ao conversor de torque e fica segurando o carro na subida no motor. Há casos pontuais do atuador, mas nada que o passar do tempo não vá equacionando. Por exemplo, o alternador dava calafrios nos eletricistas e hoje virou carne de vaca. A injeção caminha para o mesmo. O câmbio em sue essência é um manual, cujo reparo é mais simples e barato do que qualquer CVT e epicíclico.

  • Mr. Car

    Quando pensei em trocar de carro um tempo atrás, este Palio (mas com câmbio manual) era candidato. Agora, já não seria mais. O carro piorou de lá para cá? Não. Mas os preços…como subiram em pouco tempo! PS: como o Frigerio falou, me pareceu bem ruidoso, como se o teste tivesse sido feito com os vidros abertos. E olha que sou dono de um Logan de primeira geração, carro que todo mundo reclama de mau isolamento acústico. Sinceramente, nem acho tanto assim. Melhora isto aí, Fiat.

  • João Carlos,
    Custo baixo não caiu por terra, ou você não notou que o câmbio inclui o volante com borboletas, cujo custo é o mesmo independente de qualquer tipo de câmbio que não seja manual? Enguiços? Pontuais, como qualquer tipo de câmbio. E você parece não saber — só parece, porque sabe — que o câmbio robotizado é na essência um câmbio manual.

    • Domingos

      Uma coisa é certa: esses robotizados começaram custando 2 mil reais ou menos de adicional no preço e agora está em 4!

      É praticamente a mesma diferença de um Fit manual para um CVT.

    • João Carlos

      Justamente por ser na essência um câmbio manual que acho caro. O dupla embreagem no Fiesta sai por R$ 4.500, o CVT no Fit por R$ 4.900. O preço mais acertado é o do up!, R$ 2.400, que não tem borboletas. Estas precisariam ser um opcional de R$ 1.700 para chegar no preço do Dualogic… Quase o preço do câmbio?! Não é bem por aí. Os enguiços são justamente no extra adicionado ao câmbio manual, não me refiro ao câmbio em si ou ao mal uso da embreagem.

  • Luciano Silva,
    Incompreensíveis, suas considerações. Se a Fiat não tivesse um produto atualizado nesse segmento, acho que você (e muitos) reclamariam; mas tem, e reclama. Já andou, dirigiu um? Você acha que o Palio de geração anterior vende mais por quê? Vamos ver se você responde. Dou-lhe uma, dou-lhe duas…

  • Domingos

    Tem descendência Mitsubishi, como o Neon, ou isso só nos DOHC?

    • Lorenzo Frigerio

      De que eu saiba, tanto o motor do Neon como o E.torQ não têm nada de Mitsubishi. Porém, o motor posterior “World” é um projeto Hyundai-Mitsubishi-Chrysler, mas é basicamente Hyundai. Esse motor foi recentemente reprojetado pela Chrysler, resultando no “Tigershark”.
      A Chrysler usou alguns motores Mitsubishi no passado, especialmente o V6 do Chrysler Stratus, o qual também apareceu em algumas unidades das minivans dos anos 90. E obviamente carros da Mitsubishi vendidos como Dodge ou Eagle – como o Stealth e o Talon – têm mecânica Mitsubishi.
      Suspeito também que o V-6 2.7L usado nos Chrysler 300 “pé-de-boi” e Avenger fosse o mesmo Mitsubishi.

      • Domingos

        Está explicado porque vi um Stratus esses dias cantando bem bonito numa acelerada, em nada parecendo um V-6 preguiçoso americano dos anos 90.

        Acho que o Neon Sport era motor Mitsubishi também, não?

  • Domingos

    O antigo, especialmente na primeira e na terceira versão, realmente era um carro mais único. Mais interessante.

    O novo é bom, ou ao menos sempre vejo elogios, mas realmente tanto por dentro como por fora o antigo parecia mais inspirado.

  • Domingos

    14 em São Paulo?

    Hum, isso é interessante. A maioria dos lançamentos tem consumo ruim ou medíocre.

    • CCN-1410

      Cidade pequena e rodovias vicinais em Santa Catarina.
      Pelo menos é o que sempre marca no computador de bordo.
      Tenho que dizer que normalmente rodo entre 80 e 100 km/h e tenho o pé bem leve.

      • Uba

        Nas condições expostas o consumo é comum.
        O E.Torq tem como pontos fracos o consumo e o torque em baixa rotação.

        • Domingos

          Consumo não sei, mas torque em baixa não é rum no E.Torq não. Os números deles são meio enganatórios, mas ele é bom sim.

          Lembro de um Palio 1,6 16v que dirigi com esse motor e ia muito bem em todos os regimes.

      • $2354837

        Bem provável que seja real. Se não for, culpa mais do erro do hodômetro do que o computador de bordo.

        • CCN-1410

          Teve um tempo em que eu fazia as contas manualmente e o resultado era semelhante.

      • Domingos

        Bom, consumo normal então.

  • Ilbirs

    O Arnaldo acabou deixando uma coisa interessante sem querer no texto quando falou dos 144 mm de altura livre do solo desse Palio: a Fiat soube aproveitar bem o fato de a plataforma ter balanços dianteiro e traseiro curtinhos e acabou deixando o veículo em uma altura de rodagem quase européia, uma vez que há bons ângulos de ataque e saída. Compare-se isso com a elevação de altura recente do Lancer para 17 cm, partindo de anteriores 15,5 cm, algo que se deveu ao fato de aquele carro ter um balanço dianteiro que raspa até em pedrisco que estiver no solo em superfície reta.

  • Domingos,
    O primeiro Dualogic, do Stilo, em janeiro de 2008, custava R$ 2.490. Sete anos e meio depois custa R$ 3.619. A variação corresponde a aumento de 5,1% por ano, e não entra aí a desvalorização do real e tampouco aumento de custos diversos, como energia elétrica e combustíveis. O preço que o Arnaldo publicou inclui a opção obrigatória das borboletas, R$ 474, decisão errada da Fiat na minha opinião, só para mimar quem gosta de brincar de piloto de F-1.

    • Mr. Car

      Esta de brincar de piloto de F-1 também não me seduziu. No Mitsubishi ASX (CVT) deixo sempre no automático, mas se tivesse que passar marcha, usaria a alavanca de câmbio mesmo, não as borboletas.

      • João Carlos

        Com borboleta fixa já prefiro usar no volante. É um erro terem adotado o padrão dos monopostos, pois nestes, ao contrário dos automóveis, as mãos nunca saem da posição e o volante é virado no máximo até a cruzada de braços. O padrão de rali (fixa) é que deveria ser o dos automóveis.

        • Domingos

          O padrão de rali também era o usado pelos F430, porém ocupa um grande espaço atrás do volante.

          Acabou sendo meio que um brinquedo mesmo. Além de algo para encarecer o volante e talvez quebrar com o tempo.

          Num DSG ou num esportivo rápido é bom, deixa você concentrado em freio/acelerador e as trocas rápidas justificam não perder tempo de buscar a alavanca.

          Em outros carros fica parecendo brincadeira mesmo.

      • Domingos

        Esse carro, seja por alavanca ou borboleta, tem a feliz função de poder colocar o CVT “no ponto certo” durante uma condução esportiva.

        Mas serve mais para as reduções.

    • Domingos

      Sim, quando peguei o preço lá do começo, sabia que estaria defasado em inflação.

      Porém, mesmo com a obrigatoriedade das borboletas (besteira mesmo… além de ser bagunça de “opcional” que vira obrigatório) o CVT deveria pela lógica ser muito mais caro.

      Com inflação e tudo, o que conta é que está no mesmo preço cobrado por um automático tradicional.

      Para o cliente, ainda mais com o carro estando já em quase 50 mil reais (faixa com oferta de automáticos tradicionais), fica algo meio ruim.

    • Thales Sobral

      Bob, enquanto seu cálculo considerando a inflação está mais do que correto, pensando no mercado, a Ford oferecia o dupla embreagem por 4.500 reais… De qualquer forma, penso que esses preços maiores são para deixar margem pra concessionária negociar, algo que não houve quando fui comprar um Fiesta. Era o preço de tabela e ponto final.

  • Lorenzo Frigerio

    Acho que o que dá problema são os atuadores. Entretanto, eles parecem ser caros (não deviam). Podem querer me crucificar, mas a diferença que “pega”, para mim é que os automatizados são “Ind. Bras.” e os automáticos são “Made in Japan”. Por isso, ignorando os preços, acho que um Onix automático 6 é melhor negócio que um Palio automatizado 5. E sendo GM, provavelmente você pode ter o automático numa versão menos equipada.

  • leoayala

    Nunca pensei que este Palio fosse tão bom. Mas não deve ser melhor que um New Fiesta ou um 208, que custam praticamente o mesmo. Infelizmente, este carro está mal posicionado na tabela de preços, e acaba não valendo a pena. O acabamento é bom quando comparado aos rivais teóricos Gol e Onix, mas não chega perto dos primeiros que citei.

    • Uba

      Concordo com você.
      New Fiesta e 208 estão num patamar superior.

    • Thales Sobral

      Também acho que o Fiesta e 208 (incluo também o C3 na lista) são mais refinados que o Palio. Mas em compensação, Fiat e VW tem costume de dar descontos em negociações, algo que não foi possível conseguir na Ford (ao menos quando fui comprar o Fiesta). Aí é que começa a aparecer vantagem no preço do Palio (e Gol, e Fox…)

  • Mr. Car

    Off-topic: Keller, você tem fazenda, gosta do campo, criação…Curiosidade: gostas de uma música sertaneja? Falo sertaneja mesmo, de raiz, não “sertanojo”, he, he! Se gosta, indico uma de minhas preferidas, para ouvir tomando aquela de alambique depois da lida: “Riozinho”, de Carlos César e José Fortuna, nas vozes da dupla Jorge Luiz e Fernando. No “Youtube”, digite “Jorge Luiz & Fernando – Riozinho” na barra de procura. Se não gosta, esqueça tudo o que eu disse, he, he! Êita sôdade do meu tempo de interior de São Paulo!

    • Roberto Neves

      Meu Olimpo, em música sertaneja de verdade, ainda é povoado pelos saudosos irmãos Pena Branca e Xavantinho! Bastava ouvir o timbre da viola que eu já me emocionava!

  • Luiz_AG
    É o preconceito na sua mais absoluta forma prevalecendo!

    • Luiz_AG

      Não é não… Se vejo uma moça que não sinto atração por ela, não sou obrigado a beijá-la para saber se gostarei ou não.
      Mesma coisa para um carro…

      • Luiz_AG,
        Você não sente atração pela moça, normal, mas sabe ao menos analisá-la fisicamente, como são suas formas, se tem peso aparentemente certo, seu cabelo, enfim, suas “características”. Se você está diante um hatchback de motor transversal e tração dianteira, de estilo rigorosamente dentro um padrão mundial, e diz não ter vontade nem de entrar nele, então confirma-se o preconceito em relação ao Palio, admita. É o mesmo caso de você idolatrar o Boeing 737-800 mas não ter vontade nem de entrar num Airbus A330, muito menos voar num. Isso me permite deduzir que você é cego de paixão por um determinado automóvel. Acontece, é normal.

        • $2354837

          Em tempo: Não falei em nenhum momento que o carro era ruim, apenas que não me atraia e portanto não está na minha lista de desejos..
          Paixão por determinado automóvel? Não… Até porque prefiro motos, do tipo Big Trail, capaz de viajar o mundo.

          Talvez teria um Dodge Polara para desfilar, pois foi o carro que cresci andando nele. De resto só o custo-benefício, preferência nenhuma por marca, tanto que já tive veículos de todas as 6 grandes players…

        • Lorenzo Frigerio

          Bob, tem uma coisa chamada “gestalt”. Na minha opinião, o Palio não tem isso. Ele apenas é um carro “honesto”, mesmo que caro para o que é.
          É claro que falta de “gestalt” não é exclusivo dele, e também é uma qualidade em parte subjetiva. Para mim, a VW trabalha isso melhor.

  • João Guilherme Tuhu

    Acabei de comprar um Siena Essence, bem parecido com este Palio. esta apenas com 55K km rodados, mas me pareceu muito forte em alta e apenas razoável em baixa rotação. a suspensão, no entanto, é primorosa. Vamos ver como ficará.

    • DPSF

      Não agüentei os problemas de suspensão do meu Grand Siena 2013 e passei o mesmo adiante, com pouco mais de 54 mil km rodados. O meu era um Atttractive com quase todos os opcionais disponíveis para a versão. Carro bonito, espaçoso, mas que devido aos recorrentes problemas de suspensão me fizeram vendê-lo com 2,5 anos de uso. Na troca, fui de Linea 2016, com o interior bicolor, rodas 17″, manual e branco Kalahari. Espero que você tenha melhor sorte com o seu GS do que eu tive com o meu… ao que tudo indica, acho que peguei um exemplar produzido numa segunda feira e depois de um feriadão.

      • Davi Reis

        Já escutei muitos donos reclamando de muitos problemas da suspensão da versão 1,4, mas parece que a versão 1,6 é mais livre desses problemas.

        • João Guilherme Tuhu

          Tem diferença? Não é a mesma suspensão?

        • adm

          Tive um Sporting, tinha barulho na suspensão dianteira e a concessionária nunca resolveu

    • Roberto Neves

      João, 1,6? Câmbio manual ou automático?

      • João Guilherme Tuhu

        Manual, prezado. Esses DuaLogics robotizados não são – ainda – confiáveis.

        • Roberto Neves

          Então é igual ao meu.

  • Luiz_AG

    Interessante… alguém sabe dizer as peças são intercambiáveis com o motor do Neon? É um belo carro que se acha a preços bem razoáveis por aqui.

    • Lorenzo Frigerio

      O E-torQ está para o motor do Neon tal qual o Aquilon da Simca está para o 8BA… mais ou menos isso.

  • Rogério Ferreira

    Eu tenho um Palio Essence 1.6, com câmbio manual ano 2013. Realmente o desempenho do carro é um show à parte, e poderia ser melhor se engenharia da Fiat caprichasse mais, aumentasse a taxa de compressão, associado a um comando variável, não que haja pouca disposição em baixa, nunca senti falta de resposta, abaixo de 3.000 giros, talvez pelo peso relativamente baixo do Palio… O consumo também é de bom a excelente. Com álcool vai bem, já consegui 11,2 Km/l na velocidade média de 100 km/h, com lotação máxima e ar ligado, em estrada nada favorável a economia. Com gasolina vai melhor, chegando a medias de 16 km/l na mesma situação. É quase o mesmo da versão 1,0. A boa aerodinâmica do Palio, e câmbio de relações correta, (3.300 rpm a 120 km/h), certamente favorece. Mas nem tudo é elogio. A suspensão consegue ser mole e desconfortável… sim a Fiat conseguiu realizar essa proeza. Transmite todas imperfeições do asfalto e a carroceria oscila muito em curvas A altura de rodagem é exagerada, e o vão que fica entre pneu e p[ara-lamas é enorme, esteticamente feio, e não traz vantagem alguma, e talvez explique o molejo excessivo. Para piorar, é ruidosa, quando se passa em pavimento ruim, parece que está tudo solto. E na verdade, esta tudo em ordem… A danada e barulhenta mesmo. Se não fosse a suspensão, estaria plenamente satisfeito com o Novo Palio. Vou ficando com ele até VW resolver colocar o EA 211 1,6 no Voyage, de preferência, com o câmbio de 6 marchas do Fox.

  • Uba,
    Pode não ser o mais econômico, mas não consome tanto. Quanto ao “torque” em baixa rotação – potência, acho que você quis dizer – isso mostra que você está precisando passar da teoria à prática ou ler fontes confiáveis.

    • Renan V.

      O pessoal quer “torque em baixa rotação”, esperando que no Palio venha um V-8 de caminhonete americana e quer potência em alta, esperando um V-8 Ferrari. Esquecem das limitações.

      • Domingos

        Sinceramente, me pareceu melhor que o antigo GM, que elogiavam tanto nisso (pessoalmente o achava um motor que parava de impressionar depois de 1.500 rpm).

        E bem melhor em alta. O pessoal exagera mesmo nas exigências.

        • Davi Reis

          O antigo GM 1,8 que utilizavam me passava a impressão de ser uma coisa grosseira, era muito áspero e barulhento. Nunca me agradou, apesar do torque abundante em baixa rotação, que proporcionava boas respostas. Nos últimos anos que a Fiat usou ele, fizeram um baita trabalho nos coxins, tinha melhorado bastante. Mas não deixava de ser um pouco incômodo. Mesma coisa parece ter acontecido com o Fire 1,4 agora. Já foi bem pior, mas agora é razoável no Palio e no Uno. No Siena, não sei porque, tenho uma péssima impressão dele, parece mesmo bem pior.

          O E-Torq foi um grande avanço em relação a esses dois, e tenho a impressão até de que a Fiat andou mexendo na calibragem da versão 1,6 (já ouvi uma história assim, mas não me lembro onde). No lançamento ele era bem apático em baixas rotações, hoje é bem melhor, não incomoda. E ronca gostoso e é bem suave, apesar de gastar tanto quanto o antigo motor Chevrolet (que já era bem gastão).

          • Domingos

            Nunca o dirigi na versão original da GM, que comentam ser mesmo muito incomoda.

            O dirigi em uma Idea muito tempo atrás e simplesmente não me impressionou em nada.

            Não sei se a Fiat dava uma podada para que ele ficasse mais suave – nesse carro não incomodou com vibrações – mas realmente parecia um motor bem cheio até 1.500 rpm e bem morto depois disso.

            Como 1.500 rpm é uma faixa muito baixa, se tornava bom apenas para manobras e trânsito pesado.

            O Fire 1,4 noto a mesma coisa que você: tem carro que é muito chocho, tem outros que é ótimo – o Fiat 500 vai muito bem com ele, a ponto de dar prazer pelo motor.

            No Uno, ao menos antes do EVO parecia um 1,0 dos mais ou menos ainda por cima.

            E-TorQ comparado ao GM usado na Fiat é melhor em tudo, tirando essa faixa quase sem uso das 1.000 rpm. Consumo não sei dizer, porém você não é o primeiro a comentar que não é bom…

            O dirigi pela primeira vez no Bravo e não gostei, porém foi logo de cara melhor que o GM – em um carro bem mais pesado!

            No Palio eu gostei muito e isso foi mais recente. Pode ser mesmo que tenha havido uma recalibração do motor, pois nesse Palio empolgava em altos giros e ia muito bem em baixa.

            Fico imaginando que o Palio 1,8 E-TorQ seja um dos melhores compactos nisso. Deve empolgar bem.

  • Essa tocada me lembrou meu March 1,6. É bem divertido guiar ele no modo “hard”. Volta e meia pego alguém de surpresa na estrada. Afinal ninguém dá muita moral para um Nissan March.

  • Milton Evaristo

    Um utilitário esportivo é mais robusto de buchas e suportes do motor para maus caminhos, além de possibilitar andar mais rápido por eles. Eu tinha uma 206 SW que durou uns 25 mil km as buchas dos braços oscilantes, e dois suportes do motor também quebraram. Era a época que eu freqüentava fazenda em Areado MG, e meu amigo e vizinho usava uma Tucson na época, já bem mais rodada, uns 100 mil km, e parecia um Mercedes na Rodovia dos Bandeirantes de tão suave que passava voando por cima de tudo na fazenda. Os suportes e buchas como novos ainda. Não dá para fazer um prognóstico em apenas uma semana com o carro.

  • Leonardo Mendes

    A única coisa que destoa nessa versão é o friso cromado na tampa traseira… acho extremamente desnecessário e “joga contra” o estilo bem resolvido do carro.

  • Lorenzo,
    Pode não ter isso que você chama, que não sei o que é, mas é um hatchback atual como tantos outros e rejeitá-lo pura e simplesmente, sem motivo, não é coisa de autoentusiasta, me desculpe.

    • Lorenzo Frigerio

      Gestalt = o todo é maior que a soma das partes.
      Preço também entra nisso. O Palio não é nenhum Up! de tecnologia, não que seja jurássico. Mas por isso deveria ter preço melhor. Se custasse uns 10 a 15 mil a menos, poder-se-ia dizer que tem “gestalt”. Como eu disse, o carro é honesto, só falta ter preço.

      • Domingos

        Entre outras coisas, o antigo parecia mais italiano. E tinha aquele interior funcional e bonito, bem acabado, como nenhum outro carro da categoria.

        O novo ficou um pouco perdido por ser meio genérico.

  • Luiz_AG
    Certíssimo, essa é a posição de dirigir. Também me surpreendo vendo como tem gente que dirige com as costas curvadas.

  • Mauro Tinn

    Eu estava há mais de ano indeciso
    sobre a compra desse carro, principalmente devido ao expressivo número de
    reclamações de ruídos excessivos na suspensão, sem possibilidade de solução.
    Mesmo assim ainda mantinha alguma esperança, devido a excelente experiência com meu ELX 1.4 2008, carro com mais de 8
    anos de uso, 100.000 KM e absolutamente inteiro, tendo a reclamar apenas a excessiva e ridícula aspereza do motor 1.4.
    No entanto este artigo ( e o vídeo) resolveu definitivamente minha dúvida. O
    novo Pálio piorou e muito em vários aspectos, além daquele relativo a
    suspensão. Altíssimo nível de ruído interno, a ponto de não se conseguir ouvir
    a voz do Sr Keller. Eu esperava com o
    1.6 manter as qualidades do Pálio e me livrar da aspereza do 1.4 (aliás excelente motor, diga-se). Infelizmente
    acho que a Fiat errou feio neste carro.

    • Mauto Tinn.
      O não ouvir bem a voz do AK é devido a não ter sido usado microfone de lapela, mas o da câmera, posicionada distante. Quanto à aspereza, me desculpe, mas esse motor 1,4 de áspero não tem nada. Pode não haver isolamento acústico adequado, o que é totalmente diferente.

  • Rochaid Rocha

    Tenho um Punto 2014 com esse câmbio. Não tenho reclamações. Quanto ao Palio, pode ser um bom carro, mas eu simplesmente nunca gostei do desenho do modelo novo. Mas isso é gosto. Sempre achei que o Punto é o injustiçado da Fiat, pois pra mim é o melhor carro dela. O resto não me agrada. Tanto que, se não aparecer nada melhor, na próxima troca abandono a Fiat.

    • Antônio do Sul

      Entre o final de 2016 e 2017, está para chegar uma nova geração do Punto. Tive a oportunidade de dirigir dois, um 1,6 manual e um 1,8 E-TorQ Dualogic, e também o considero um carro bem interessante.

  • Davi Reis

    Já, em todo carro, ando praticamente com o encosto formando um ângulo de 90º.

  • Ricardo

    Arnaldo,
    Já dá para dizer que o I-Motion da VW e o Dualogic Plus da Fiat já superaram os problemas iniciais que qualquer máquina nova enfrenta no teste da vida real? Em outras palavras, já dá para confiar e comprar carros com esses câmbios (falo isso porque tenho conhecidos que penaram com as primeiras gerações desses câmbios e não querem nem ouvir falar deles)

  • JT

    AK, que foto é essa da abertura do post? Muito bonita!

  • João Carlos

    Nem precisa ser num DSG. Nos automáticos de hoje é por no D e esquecer. A única vez que toquei na alavanca do Civic para sair do D foi ao descer a serra da Rod. Oswaldo Cruz e para descer do Cristo em Poços de Caldas. O resto, ele faz freio-motor sozinho e reduz marcha conforme vocês larga o acelerador e/ou a inclinação da pista. E andando rápido, respeitando limite só na frente da câmera. O pessoal acha que qualquer descidinha de rampa de shopping vai ficar sem freio…

    • Domingos

      O automático tradicional da Honda é mesmo muito bom.

      E a tendência hoje é nenhum precisar de redução manual, não ficando o carro solto como era comum no passado.

      Realmente as borboletas são um toque, um brinquedo. Poderia ser opcional.

  • Ilbirs

    Talvez uma opção seja usar as buchas de versões equivalentes “aventureiras”. Temos o exemplo clássico do Fox, cuja bucha estoura rapidinho, mas que se for usada a do CrossFox no lugar, passa a durar uma eternidade. Não sei se no caso da 206 SW havia alguma diferença da bucha dela para a da Escapade, mas se houver, seria a peça a ser montada no lugar.

    • CorsarioViajante

      Isso vale para o Polo também, substituir a bucha normal pela bucha em “X” já virou uma solução universal no mercado.

      • Domingos

        Pior que a diferença de custo deve ser pequena à fabricante e, dado as ruas que temos, nivelar por cima a qualidade desses itens seria de muito valor e ajuda ao consumidor.

        O maior desconforto das buchas mais duras nem deve ser sentido nas nossas vias…

        • CorsarioViajante

          Nem é questão de ser mais duras, é que a normal só tem dois pontos de apoio e a em “X” tem quatro (os quatro braços do “X”).
          Tem alguns detalhes que parecem ser rabugice dos fabricantes ou falta de vontade de mudar o projeto ou mesmo falta de vontade de tirar uma boquinha das concessionárias.

          • Domingos

            No caso do Polo, a reclamação é tão antiga – desde 2003 – que acho que é isso mesmo…

  • Lorenzo Frigerio

    De que eu saiba, nenhum Neon teve motor Mitsubishi. E o V6 Mitsubishi é considerado chocho nos EUA. Já dirigi o Chrysler 300 com o V6 2.7 e 4 marchas, em 2005. Totalmente manco. Eu havia pedido o 300 Touring, que era V6 3.5 com câmbio Mercedes de 5 marchas, e me entregaram o outro; me liguei na hora e levei de volta.

    • Domingos

      Se anda ou não, não sei. Esses câmbios de 4 marchas matavam bem a maioria dos carros e muitos dos V6 dessa época eram um caso de ótimos motores em carros ou câmbios que não ajudavam.

      O que sei é que cantava que nem gente grande!

      • Lorenzo Frigerio

        O Stratus tinha “Autostick”, um “Tiptronic” da Chrysler.

        • Lorenzo,
          E de movimento lateral da alavanca, perto (do motorista) reduz, longe sobe marcha. Bossa muito estranha. Se não me engano, o primeiro tiptronic apareceu no 911, teclas para subir ou reduzir nos dois raios do volante, indiferente usar uma ou outra.

          • Domingos

            Como no Mini ou tinham dois botões mesmo por raio?

            No Mini também é muito estranho, tem que empurrar para reduzir!

          • Domingos,
            Uma tecla em cada extremidade de raio, tecla tipo balancim, ambas comandam.

          • Domingos

            Suponho que se “balancear” para baixo, reduzia e para cima, ia para a marcha superior, não?

            Não parece um mal esquema…

        • Domingos

          Mas isso não ajuda na velocidade do câmbio nem na questão de serem 4 marchas com grande perda de potência – na época, bloqueio de conversor era só na última marcha etc.

          Um 5 marchas da Honda sem “tiptronic” faz um trabalho excepcionalmente melhor que qualquer 4 marchas desses – não sei o da Porsche como era e o da Peugeot era bom quando funcionava.

          • Lorenzo Frigerio

            Não, a única vantagem é poder segurar as marchas até rotações mais altas, se o câmbio tiver programação chocha. E o câmbio do Stratus, sendo eletrônico, provavelmente bloqueia o conversor em todas as marchas – o da minha Grand Caravan 1997 é assim, e o câmbio é o mesmo.
            Lembre-se que o Stratus era um carro do tamanho de um Santana, e o motor tinha um bom torque por ser V-6 2,5-L, e uns 160 cv de potência, chuto. Não precisa de muito mais que 4 marchas. Compare isso com o pobre Neon, que tinha uns 132 cv e apenas 3 marchas, com bem menos torque.

          • Domingos

            Aquilo do Neon era absoluta incrível, fico imaginando que alimentou o pensamento americano de 4 cilindros = lixo por algum tempo.

            Mas estranho esse câmbio ter bloqueio em todas as marchas. Bom, se for isso mesmo, era bem avançado para a época.

            Não sei porque era considerado chocho então. Uma pena, pois era um barulho bem bonito mesmo.

          • Lorenzo Frigerio

            Qualquer câmbio eletrônico em tese bloqueia o conversor em todas as marchas.

    • Domingos

      Achei aqui do Neon Sport: o cabeçote era copiado dos Mitsubishi, do resto era Chrysler mesmo.

  • Lorenzo Frigerio

    Entende o “segredo” do velho AP? Era super elástico.

    • Domingos

      A dirigibilidade dele era mesmo ponto forte, porém dependia da versão.

      Um colega tem um Gol 1,6 álcool, dos monoponto. Manco que dói e não pronuncia torque ou potência em nenhuma faixa.

      O carro é muito bem conservado, ele é segundo dono. Já o 1,6 Mi elogiam muito. Os 2000 eram muito cativantes, mas amarravam.

      Os melhores foram os 1,8 fluxo cruzado dos Golfs. Aquilo era muito legal, mesmo os monoponto.

      Porém, ao menos se limitando aos 1,6, o motor do Palio Essence não deve nada ao AP. Nem ao VHT, também.

      • Paulo Eduardo Bandeira de Mell

        Se não me engano, Golf 1.8 mono e múltiplos não tinham cabeçote de fluxo cruzado.

        • Domingos

          Tinham sim, motor completamente diferente em comportamento e em várias peças em comparação a um AP 1,8 de Santana por exemplo.

          Aliás, na Europa e o que vinha de lá, acho que mesmo o 1,6 transversal já era fluxo cruzado.

          Um amigo tinha um 1,8 Mi, do mexicano, que girava liso até quase 6 mil rpm. O normal, lá pelos 5 mil já era.

          Tínhamos um monoponto também muito suave e que mesmo com baixa potência, tinha uma final muito melhor que a de um Santana 1,8 Mi.

    • Renan V.

      Cara, não é o carro que faz o entusiasta, é o entusiasta que faz o carro.

  • João Guilherme Tuhu

    Olha, até agora não tive qualquer indicio de problema. mas aguardarei…

  • Domingos

    Tem gente que acha bonito, e não estou brincando ou exagerando. Outros falam que dá dor nas costas (!) dirigir na posição correta.

    O que é ou masoquismo ou mentira, porque você fica escorregando no banco como se estivesse sentado numa banqueta.

    A solução para isso é sentar meio que no encosto do banco mesmo, parecendo que você está tentando segurar para ir no banheiro.

    Infelizmente, como com funk e música pornográfica na frente de parentes e amigos, tem gente que gosta.

  • Thales Sobral,
    Quando eu era sócio de concessionária VW no Rio, era preço de tabela também, mesmo quando determinado modelo tinha sobrepreço no mercado. Preço nunca entrava no mérito da negociação.

  • Lorenzo,
    Menos, não é?

  • Caio César

    Minha esposa anda em um Punto 2013 Dualogic Plus, eu também o dirijo, gosto muito do carro e, ao menos nessa versão, não existem trancos

  • Ricardo, dá, sim.

  • guest

    Primeiramente, agradeço ao Ae por testar – sem preconceitos – um carro acessível à maioria dos consumidores e, em particular, o tipo de veículo que posso e quero utilizar.
    Tenho um Palio de primeira geração e o seu assento traseiro é rebatível, ficando encosto+assento junto aos bancos dianteiros e, portanto, com a superfície plana (salvo alguns ressaltos e ancoragens dos cintos de segurança). Acho estranho o novo Palio não dispor dessa possibilidade.
    Se não for pedir muito, gostaria de um “no uso” com o Chery Celer: lendo em outros sítios críticas ao “torque do motor”, quer me parecer que seu motor “gosta” de altos giros e deve ter relações longas de transmissão, mas sei que o Ae abordaria isso com mais propriedade.
    Grato pela atenção.

    • Roberto Neves

      Esse é um dos meus pontos preferidos no Ae: testam um carro popular com o mesmo cuidado e atenção que recebe um carro de categoria mais elevada. Sem preconceito contra o simples!

  • Thiagusss

    Ótima avaliação! Sou fã de vocês!
    Mas, e o áudio!? Ficou muito ruidoso…uma pena!
    Um abraço, e como de costume continuarei por aqui, aguardando novas avaliações!

  • Sergio S.

    Falando em surpresa, eu tenho um Ford Ka que, mesmo sendo versâo XR (1,6 l.), não recebe lá muita consideração por parte da maioria dos motoristas. Só que eu me divirto muito, pois ainda por cima ele tem uma leve preparação que o deixa com mais torque e potência que muito 2,0 l. …kkk

  • Realmente o áudio ficou ruim. O AK estava apenas com a camerazinha e sem microfone. Uma pena. Quase não colocamos o vídeo no ar. Mas no final decidimos colocar mesmo assim pois o ponto principal, o Dualogic trabalhando, pode ser visto. Valeu!

    • Thiagusss

      Valeu Pk!

  • Eduardo Alvim

    Bela matéria, um análise sensata de um automatizado monoembreagem como poucas. Cheguei a cogitar um Grand Siena pelo bom porta-malas, mas fui impedido pela esposa considerá-lo carro de taxista. Penso, inclusive, que o Grand Siena seja mais voltado para o conforto, apesar das vastas críticas recebidas pelos próprios taxistas, que reclamam demais das primeiras levas e sua teórica falta de robustez na suspensão.

    • Roberto Neves

      Tenho um Grand Siena 1,6 com câmbio manual, que tenho usado quase que exclusivamente em estrada. A meu humilde ver, é um carro confortável (dirijo por horas sem me cansar, especialmente como o apoio para o pé esquerdo), com motor adequado ao uso em estrada, e relativamente econômico (tenho feito média entre 12 e 13 km/l, em estradas de serra — região serrana do RJ e MG). Como nada é perfeito, por vezes o câmbio é um tanto difícil de encaixar entre 4ª e 5ª marchas e uma roda (de liga leve) já empenou (eu teria preferido cinco rodas de aço de mesmo diâmetro, mas o carro vem com quatro rodas aro 16″ de liga leve e uma de aço aro 15″ no estepe). Em resumo: estou muito satisfeito com a compra e pretendo mantê-lo por, pelo menos, cinco anos.

    • Roberto Neves

      Por outro lado, meu carro completou um ano e o levei ontem à concessionária para fazer a primeira revisão (apenas com o propósito de não perder a garantia de motor e caixa por mais dois anos). Pediram-me R$ 971, incluídos R$ 93 por uma estapafúrdia “garantia de carroceria”. Recolhi minha documentação e recusei o serviço. Levarei meu carro ao meu mecânico, que trabalha bem, é gente boa e precisa manter os empregos que gera. Lá pagarei umas três revisões com esse valor absurdo!

  • Meu 206 2004 também rebate o banco dessa forma. Fica tudo plano, além de ser bipartido.

  • Tenho amigos que compraram aqueles Meriva Easytronic.
    Um chegou ao ponto de tirar tudo e instalar o pedal da embreagem, de tanto que não gostou.

  • Roberto Alvarenga

    Tive um Palio da 1ª geração e adorava o carro. Bom de chão, como disse o Arnaldo, e ao mesmo tempo robusto. A Fiat conseguiu aliar boa altura de solo e estabilidade a toda prova. O nível de ruído sempre foi um problema, mas o carro tem outros tantos benefícios que, no final, compensa: manutenção barata, espaço interno amplo, desempenho mais que suficiente e consumo condizente.

  • Eduardo Cabral

    Vendo o vídeo eu fiquei assustado com o tamanho da coluna A.

    • Mineirim

      No Palio antigo a coluna A também limita muito a visão nas esquinas. É preciso cuidado para dirigir carros assim. Cabe um pedestre, uma moto ou uma bicicleta naquele ponto cego.

      • Roberto Alvarenga

        É um mal geral dos Fiats mais novos. O Punto também tem um “colunão”. Mas com o tempo o motorista se acostuma.

  • Roberto Alvarenga,
    Não apenas se acostuma: gosta. Já disse isso aqui, sempre que retiro um Fiat de teste acho o volante alto demais. Passados uns quilômetros é perfeito.

    • Roberto Alvarenga

      A posição de dirigir dos Fiats é excelente. Especialmente do Punto. Tudo no lugar certo.

  • Davi Reis,
    Para quem compra carro por preço sua informação é valiosa; para quem quer determinada marca de carro nada significa.

    • Davi Reis

      A questão é que o mercado é muito amplo hoje em dia, e por mais que ainda exista o fator fidelidade, a competição é muito mais acirrada do que outrora. Por mais que uma pessoa queira um determinado carro e goste dele, acho que sempre convém conhecer bem as outras opções antes de bater o martelo. É, ao meu ver, o que um consumidor consciente faz, pesa suas preferências, seu gosto, o que busca e o que pode pagar.

      • João Guilherme Tuhu

        Foi exatamente o que fiz ao adquirir o Siena Essence. Minha preferência era outra. Mas há outras coisas a considerar. A negociação, por exemplo.

  • Thiago Teixeira

    Estranho, já que um carro com tanto tempo de mercado e fabricação bem sólida não deveria apresentar problemas tão simples que seria de suspensão. Já guiei muito o primeiro Palio e o achava um tratorzinho de suspensão, bastante robusta.

  • Thiago

    Uma das vantagens dos robotizados seria o preço, mas por pouco mais de R$ 4 mil ficou parelho com os tradicionais automáticos…

  • al

    O câmbio Dualogic está realmente ótimo nestas últimas aplicações. Minha esposa comprou um Uno Way 1.4 com ele e eu torci o nariz no começo, por preferir câmbio manual, mas com o tempo o carrinho me convenceu. Gostoso de guiar, confortável no trânsito e, com o modo Sport e as trocas manuais nas borboletas, chega a animar na estrada.
    A programação do câmbio é bem esperta na escolha das marchas e a possibilidade de corrigir eventuais escorregadas com as borboletas sem ter de mudar o câmbio para o modo manual faz com que no uso o câmbio dificilmente deixe a desejar.

    Só considero um defeito, no caso específico do uno, a substituição da alavanca pelos botões. Mesmo já estando habituado, as vezes me pego procurando o botão certo.

  • Domingos

    Lorenzo, nem todos. Na verdade, a grande maioria antes da popularização dos 5 marchas anunciava bloqueio apenas nas últimas marchas, 3ª e 4ª.

    Talvez fosse mais relacionado na velocidade que na marcha, porém é bem marcante a diferença de comportamento e desempenho de quando está bloqueado ou não.

    Os Hondamatic 5 foram um dos primeiros dos mais “comuns” a bloquearem todas, ao menos falando em termos de Brasil. Desde baixas marchas e velocidades não se sente o incomodo derrapamento do conversor.

    Depois dele, veio uma onda de outros automáticos fazendo o mesmo.

    • Lorenzo Frigerio

      Convenhamos, não existe muita lógica ou utilidade em bloquear o conversor nas marchas mais baixas.
      É óbvio que, se um câmbio é projetado para bloquear em todas as marchas, então na fase “desbloqueada” ele patinará mais que um automático mais convencional, e talvez seja isso que você sente e acha “incômodo”.
      Além do mais, um automático com um número maior de marchas pode usar um conversor com uma velocidade de estol mais baixa, minimizando o deslize em todas as marchas, já que a primeira será bem mais reduzida que num câmbio de três ou 4 marchas.

      • Domingos

        Olha, a partir da 2ª acredito que se não seja útil, ao menos melhora muito a sensação do câmbio.

        Sem contar que um 5 ou 6 marchas sem bloqueio até as últimas marchas teria um efeito estranho de ir “escorregando” com a rotação continuamente até chegar finalmente nas marchas altas com bloqueio.

        Um ZF de 8 marchas seria insuportável sem bloqueio das marchas baixas.

        Porém, essa do estol realmente faz sentido.

  • Welyton F. Cividini

    De que cidade de Santa Catarina você é? Pois minha família é quase toda de lá.
    Abraços!

  • Junior

    E’ um bom carro como foi desde o lançamento. Tive dois, um Siena da primeira geração e uma Weekend da segunda geração. Naquela época eram imbatíveis em custo-beneficio e em relação aos VW eram muito mais equipados custando o mesmo preço. Mas o problema e’ que a Fiat parou no tempo. Hoje nesta mesma faixa de preço tem varias opções melhores, muito mais modernos e equipados.

  • Roberto Neves
    A razão é bem simples: somos autoentusiastas não só no nome do site, e o verdadeiro autoentusiasta se entusiasma com qualquer carro.

  • Tuhu
    Isso foi só no começo. Hoje são tão confiáveis quanto os manuais. É só não querer tentar segurar o carro na subida no motor, que é o que muitos fazem na santa ignorância.