O PROFISSIONAL E A TEORIA DA CASCA DE BANANA


Sady cmte

A foto é do comandante da Azul Linhas Aéreas,  Sady Bordin Filho, 51 anos, no posto de comando de um E-Jet Embraer 195. Tenho imenso carinho e admiração por ele, mesmo tendo me derrotado no Campeonato Brasileiro de Rali de 1984 — digo “me derrotado” porque eu era chefe da equipe Volkswagen de Rali e o Sady era o piloto do Chevette preparado sob o regulamento do  Grupo B Brasil que corria com patrocínio do Touring Club do Brasil, tendo como co-piloto o grande e saudosoTuca Cunha.  Naquele ano a General Motors do Brasil, graças à essa incrível tripulação, mais a notável preparação de Claude “Francês” Bes, conquistou o título de construtores no rali. Sady e Tuca, claro, campeões de pilotos.

Considero-o o maior piloto de rali brasileiro de todos os tempos. Quem o viu andar há de concordar comigo, ele era simplesmente espetacular e com uma precisão que nada devia aos grande nomes do rali internacional, como o escocês Collin McRae, o espanhol Carlos Sainz e o alemão Walter Röhrl. Sady poderia ter seguido para Europa e ter sido piloto de alguma equipe  de fábrica, e faria sucesso, até mesmo campeão mundial.

 

Sady Bordin - 1984

Sady e o Chevette

Mas, como acontece com alguma freqüência, Sady resolveu mudar de rumo na vida para se tornar piloto comercial de linha aérea, deixando o automobilismo para trás. Curiosamente, caminho inverso do meu, que me preparava para ser piloto, já tinha as horas voadas para obter o brevê de piloto comercial, mas dei uma guinada e fui para o automóvel.

É comum piloto de avião filosofar.  Talvez a imensidão de diante de si, com o avião conduzido pelo piloto automático,  gere pensamentos e reflexão. Quem não leu ou conhece “Pilote de guerre”, do piloto francês Antoine de Saint-Exupéry? Com Sady não foi diferente.

Sady escreveu os livros “Marketing pessoal – 100 dicas para valorizar a sua imagem”, Editora Record, e “Marketing pessoal – Dez etapas para os sucesso”, Editora Best-seller. Ele tem uma coluna no portal “Carreira & Sucesso”, da Catho, a conhecida empresa de recursos humanos.

Foi uma coluna postada nesses dias que me levou a compartilhá-la como leitor, de tão interessante. Ela aborda a questão da atitude das pessoas no ambiente de trabalho e isso me remeteu aonde? À indústria automobilística. O que está abaixo descreve à perfeição o que venho notando nas fabricantes, onde se vê de tudo. Inclusive uma coisa que venho dizendo, embora o Sady tenha usado outras palavras, uma nova doença estar assolando não só a indústria automobilística, mas os diversos setores da economia brasileira: a holeritite. Cada vez mais vejo pessoas que só parecem se preocupar com o depósito do salário na conta bancária no fim do mês. O resto que se exploda.

BS

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O PROFISSIONAL E A TEORIA DA CASCA DE BANANA

Por Sady Bordin

 

Com qual dos tipos abaixo você se identifica?

Primeiro tipo: come a banana e joga a casca no lixo.

É o profissional responsável. É do tipo que faz o seu trabalho sem deixar nada para trás ou para os outros acabarem. Nunca deixa nada pela metade. Termina tudo o que começa. Respeita prazos. É organizado e pontual.

Segundo tipo: come a banana e joga a casca no chão.

Este é o “profissional” folgado. Raramente termina o que começa. Normalmente deixa seu trabalho inacabado. Deixa assuntos na gaveta, pendentes. Vive protelando os trabalhos. Atrapalha a vida de seus colegas e superiores, pois nunca cumpre prazos. É um verdadeiro procrastinador. Só pensa em si mesmo e no salário no final do mês. Não gosta de trabalhar em equipe. Não está preocupado com o lucro da empresa ou com seus colegas. É um egoísta. Tem olhos voltados para seu ego e interesses próprios. Não está apto para ser líder.

Terceiro tipo: vê a casca da banana e não faz nada.

O sujeito vê a casca de banana no chão e deixa como está, no mesmo lugar. Se alguém escorregar e cair, o problema não é com ele, pensa. Esse é aquele profissional que se encontra na zona de conforto e não está preocupado com nada a sua volta. É aquele que não se preocupa se a empresa está indo bem ou mal, desde que seu rendimento esteja garantido. É indiferente ao que acontece na organização. É aquele que se omite diante de fatos, mesmo que pudesse contribuir positivamente com seus colegas e sua equipe. Sua frase preferida é “isso não é comigo”! Não está nem aí para a saúde financeira da empresa ou para o resultado do trabalho em equipe, desde que o seu esteja feito. Está pensando apenas na sua aposentadoria.

Quarto tipo: vê a casca da banana, recolhe e coloca na lixeira.

Esse é o profissional solidário, nobre, que luta pela sua equipe e pela empresa. Está preocupado com o resultado do trabalho em equipe. Preocupa-se com os colegas. Procura sempre ajudar. Quer que a empresa cresça e que gere lucro. É aquele profissional comprometido em fazer bem a sua parte e que contribui para o resultado geral. Ele se sente como parte importante de uma equipe. Procura dar tudo de si e contribui para que seu colega também possa fazer o melhor. É um líder.

Então, se identificou com algum dos quatro tipos? Se você é um profissional que espera crescer em sua carreira e ter sucesso, faça uma reflexão de seu comportamento e atitude diante das oportunidades e obstáculos que surgem diariamente em seu trabalho e analise o que pode você pode fazer para melhorar seus resultados.

Grande abraço! Sucesso!

SB

 

 

 

 

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Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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