Novidades não param

 

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Novo Chevrolet Cruze, EUA

 

Sem dúvida, a semana que passou foi a mais agitada do ano, com dois lançamentos no exterior (Chevrolet Cruze, em Detroit e Alfa Romeo Giulia, em Milão) e um no Brasil (Ford Focus atualizado, em Fortaleza). Cada um tem sua importância relativa: Cruze, inteiramente novo, é o mesmo que a Argentina produzirá a partir do final de 2016; Giulia marca o renascimento da outrora invejável marca italiana no dia em que completou 105 anos; o também argentino Focus hatch agora fica igual ao produzido em outros continentes, o que deixa a Ford com todos os seus automóveis alinhados aos do exterior.

O médio-compacto da Chevrolet (a ser feito no México) chega ao mercado americano em março próximo e no Brasil no final de 2016. O carro cresceu — 2,7 metros de distância entre-eixos garantem ótimo espaço interno —, porém ficou 150 kg mais leve. Apresentação do modelo mais vendido da marca foi estática e só da versão de topo, como é usual, embora a empresa tenha confirmado que o motor será um turbo de 1,4 litro/154 cv até 10% mais econômico que o atual aspirado de 1,8 L. Há vários dispositivos eletrônicos de segurança oferecidos de série a fim de elevar o nível de concorrência até com marcas premium.

Giulia escolhido para apresentação no palco, sem acesso ao seu interior, foi a versão de alto desempenho Quadrifoglio, seu símbolo nas corridas. Visto de perfil lembra o BMW Série 3, mas de frente traz a tradicional grade triangular (“cuore” da marca) e traseira também ousada com quatro saídas de escapamento em arranjo inusitado. Alfa Romeo não deu pormenores técnicos, mas a potência de 510 cv de seu V-6 turbo é a mesma do Mercedes-Benz C-63 S AMG e distribuição de peso de 50% em cada eixo (tração traseira) segue o mesmo “ponto de honra” da BMW. Mais importante: entra no clube super-restrito dos sedãs capazes de acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 4 s (exatos 3,9 s).

A Ford, além das mudanças visuais na parte frontal do Focus hatch 2016, aumentou o conteúdo sem elevar o preço (corresponde a queda real), fez ajustes na suspensão traseira, na direção eletroassistida, retocou o interior e adotou novo volante com borboletas para troca de marchas no câmbio automatizado de duas embreagens, da versão de topo Titanium. Preços começam em R$ 69.900 e vão a 95.900. Entre as novidades, sistema anticolisão até 20 km/h e de assistência ao estacionar em vagas longitudinais e transversais.

A empresa decidiu ofertar condições de trocas especiais para quem comprou a geração anterior, que mudou há menos de dois anos, fora dos padrões do mercado brasileiro bastante sensível a novidades. A versão sedã, no fim de julho, terá o nome adicional Fastback para tentar um equilíbrio com o hatch, que representa cerca de 90% das vendas totais do Focus.

A GM também anunciou a expansão internacional de seu serviço OnStar de assistência remota, lançado há 19 anos nos EUA. Aqui estreará no Cruze 2016 (geração anterior à nova mostrada em Detroit) em setembro próximo. O sistema inclui chip telefônico próprio para facilitar comunicação com a central administrativa e oferecer desde mapas eletrônicos personalizados e destravamento remoto das portas, a serviços de reservas, de apoio e emergenciais.

 

RODA VIVA

 

DEPOIS da picape de quatro portas compacta Oroch, que chega em dois meses, a Renault partirá para o crossover Captur. Na realidade o nome será o mesmo do francês e suas linhas terão semelhança, mas a arquitetura nada terá a ver com o Clio produzido na Europa, duas gerações à frente do que vem da Argentina.

CITROËN começa em setembro a produzir (início de vendas até um mês depois) o modelo 2016 do C3 Aircross, que receberá reestilização discreta de meia geração. Esta é a versão de suspensão elevada e estepe externo do monovolume C3 Picasso, justamente a que mais vende. Tanto que a fábrica já decidiu (embora não confirme agora) deixar apenas o Aircross em produção.

HONDA HR-V é dos raros modelos que superou expectativas. Crossover tem visibilidade e dirigibilidade entre seus destaques, porta-malas generoso e bom espaço no banco traseiro (assoalho plano e assentos erguíveis). Câmbio CVT não agrada, se muito exigido. Exclusivo (na faixa de preço) freio de estacionamento elétrico automático permite função elegível de arrasto em marcha lenta (creeping), que deveria ser padrão em carros automáticos.

DECORAÇÃO discreta é ponto positivo da perua VW Space Cross, além de direção precisa, suspensão firme e motor muito silencioso e elástico. Câmbio automatizado I-Motion está mais suave nas trocas de marchas, mas função creeping suprimida de forma permanente dificulta manobras em baixa velocidade.

POUCOS respeitam a placa “Pare” em cruzamentos. Em parte por ignorância: parar é parar mesmo, não apenas diminuir a velocidade, olhar e continuar. Outros a consideram perda de tempo e desnecessária, quando na realidade quem decide é quem colocou a placa. Mau hábito está arraigado e só multa (a mesma de avançar sinal) resolve.

FC

Foto de abertura: netcarshow.com
fernando@calmon.jor.br
A coluna “Alta roda” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Fernando Calmon
Coluna: Alta Roda

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  • Maier

    Calmon, esse Cruze da foto não é o modelo chines? Pelo que eu andei lendo, o Cruze americano (e o que será vendido aqui também) será um modelo diferente desse, muito mais bonito.

  • Luciano Silva

    O que eu vejo em relação à placa de Parada Obrigatória é que boa parte de sua desmoralização se deve à sua aplicação incorreta pelas autoridades. Na minha cidade, por exemplo, há várias rotatórias sinalizadas com Pare, quando deveriam, na minha leiga visão, ser utilizadas a sinalização Dê a Preferência, uma vez que se tem total visão do tráfego que já circula pela rotatória e do que vem da via adjacente. Por outro lado, vários cruzamentos onde é evidente a necessidade de parar totalmente o veículo, estão sinalizados com a placa Dê a Preferência.

    • Heitor Amaral

      Tenho observado no dia a dia que muitos motoristas desprezam a placa “PARE”, no entanto, param diante da placa “Dê a Preferência”, em especial nas pistas de aceleração presentes após os retornos de rodovias duplicadas.

  • guilhermecvieira

    No caso do Cruze, 10% mais econômico do que o 1.8 atual ainda é muito beberrão.

    • Offspring

      Tive um automático, 2012. Se fazia 10 com álcool na estrada, imagino que 11 km/l com combustível derivado da cana seria ótimo!

  • É bem isso!

  • MrBacon

    Engraçado, li em algum lugar que a Renault havia desistido do Captur. Mesmo que seja uma resposta ao HR-V, as decisões na indústria automobilística levam pelo menos 18 meses para chegar as lojas.

  • a. shiga

    Sobre a placa “Pare”: se você pára num cruzamento em São Paulo, os carros de trás buzinam e os carros da outra via aceleram para não te deixar passar, uma coisa leva a outra.

    • CCN-1410

      Não é só em São Paulo…

    • João Guilherme Tuhu

      Isso quando não batem em sua traseira…

  • Enorio Luiz Simon

    Tambem notei o equivoco da foto…

    • Enorio,
      O colunista não publica foto, isso faz parte da edição da coluna para Ae. Já foi substituída.

      • Enorio Luiz Simon

        Obrigado!

  • Enorio Luiz Simon

    Pelos informes o Cruze para o nosso mercado é esse daqui.

  • Maier,
    O colunista não publica foto, isso faz parte da edição da coluna para Ae. Já foi substituída.

  • CCN-1410

    O nome Amarok é horrível, mas Oroch, é horrível ao quadrado.
    Que falta de imaginação.

    • Lorenzo Frigerio

      Nem se fale da “Hoggar, a Horrível”.

  • Christian Govastki

    Ou quando não é pior, tem sinalização conflitante de parada obrigatória e dê a preferência ao mesmo tempo…

  • Heitor Wanussi Amaral De Olive

    Tenho observado no dia a dia que muitos motoristas ignoram a placa “PARE”, no entanto, param diante da placa “DÊ A PREFERÊNCIA”, em especial nas faixas de aceleração dos retornos em rodovias duplicadas.

  • ccn1410
    Quer nome pior para um carro do que Volkswagen? Entretanto…

    • CCN-1410

      Que muitos, inclusive proprietários, não sabem pronunciá-lo corretamente.

  • Orizon Jr

    Fico feliz com a decisão da Chevrolet em modernizar o conjunto motriz do Cruze – tive um em 2013/14. Um carro correto, mas que não entusiasmava ao volante, como sua aparência sugeria.

    Cheguei a comentar isso no Clube do Cruze em Dez/14.

    “Camaradas
    Eu sempre prezei muito aquilo que ninguém vê: Motor, câmbio e suspensão nessa ordem.
    Imaginem o Cruze:
    – com um motor turbo entre 180 a 200 cv e 25 a 30 kgfm;
    – Câmbio dupla-embreagem de 6 ou 7 velocidades;
    – uma suspensão traseira multilink.
    Resumindo. um GM com receita de Jetta TSI…
    Putz, ia ser um fortíssimo concorrente. Desde que os preços fossem competitivos.”

    A potência não subiu tanto, mas o torque com o turbo deve aparecer mais cedo, deixando o carro mais esperto e gostoso de dirigir.

    Forte Abraço

    • Renato Mendes Afonso

      Creio que o Ecotec 2,5 que equipa o Malibu já consiga suprir a necessidade de potência a qualquer faixa de giro (devido comando variável), e com pouco consumo (devido à injeção direta). Se esse motor movimenta uma S10 com desenvoltura, imagine um carro de aproximadamente 1.400 kg. rsrs

      Quanto ao câmbio, acho que mais importante que ter “essa” ou “aquela” tecnologia, é ter uma programação adequada à proposta do veículo sem matar o potencial do motor, algo que hoje em dia, um bom automático já faz com tranqüilidade. É só a GM querer.

  • Rafael Ramalho

    Tive um 2013. Só achava a suspensão um pouco dura, mas o carro possui um bom acerto. Terrível mesmo era o conjunto motor/câmbio, não andava e bebia muito. Para a maioria dos consumidores ele possui um desempenho tolerável.

  • Juvenal Jorge

    Tenho certeza que os designers da GM conseguem fazer algo que não seja parecido com um Civic.

    • Offspring

      Juvenal, acho que fizeram um mix de Astra com Impala e deu nisso… Não?