Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas MOTOR FLEX, MITOS E PAPOS-FURADOS – Autoentusiastas

MOTOR FLEX, MITOS E PAPOS-FURADOS

Desde quando o governo forçou os fabricantes de veículos leves a desenvolver os motores ditos genericamente flex, e mais recentemente quando, sem estudo ou base técnica, autorizaram o aumento da mistura do percentual de álcool ao gasálcool, surgiram instruções, aconselhamentos, dicas e informações sobre estes engenhos quase onívoros. Sua capacidade de consumir qualquer proporção de gasolina+álcool anidro; ou álcool hidratado; fez surgir um desencontro de informações sobre seu uso.

Coluna lista alguns tentando colaborar e tentativamente sanar dúvidas.

1. Nova mistura é coisa boa?

Apenas para os usineiros. Seu carro não está preparado para aproveitar os 2 ou 4% a mais em álcool. O motor consome, porém não produz rendimento proporcional.

2. Quando usar

Use o gasálcool, ou o álcool hidratado, agora dito etanol, quando você quiser.

3. Qual usar

Se você tem preocupação econômica, para encontrar a operação de menor custo, despreze o imutável índice oficial de 30% como diferença de consumo entre um combustível e outro. Combustível alternativo no Brasil não é política para o usuário e, assim, tal número é balela oficial, pois o percentual não é padrão e varia de carro para carro. Para saber, use um tanque cheio com gasálcool, outro com álcool e meça o consumo de cada um, chegando à diferença percentual do seu carro.

A diferença entre os consumos entre cada um dos combustíveis é grande, de 50%, 40%, 25%, 20%, 15% … Dependendo da idade do projeto, ou da atualização do motor. Assim, a verdade para você é a verdade do seu carro. Apenas sabendo a diferença de consumo você terá condições de calcular qual a operação mais econômica.

4. Gasolina, só aditivada

Esta é uma verdade econômica. Funcionar, os motores o farão com a mistura derivada de petróleo ou com o combustível vegetal. Mas para o uso de gasolina prefira a aditivada. Ela mantém o sistema de alimentação — coletor, válvulas, guias etc. — livre de impurezas. A gasolina comum, não aditivada, deixa detritos, resíduos, uma poeiras importantes capazes de reduzir o rendimento e aumentar o consumo. Gasálcool, só aditivado.

5. Estrada

Opte pelo combustível vegetal. Ele aumenta os resultados em torque e potência na maioria dos casos, aparecendo melhor nas acelerações, ultrapassagens, subidas e, você sabe, disposição é segurança. Mas cautela. O álcool é muito falsificável, pois sua característica higroscópica — a capacidade de absorver água — permite mistura com o vital líquido e, ainda assim, fará o motor funcionar, apesar do rendimento cair e o consumo aumentar na medida da falsificação. Desta maneira, para não virar estatística no rol dos motoristas enganados, prefira os postos grandes, das maiores distribuidoras e, de preferência exibindo, na bomba, certificado de inspeção recente. Portam, também, um densímetro capaz de indicar, por cor, a pureza do álcool. Um alerta: como o consumo com álcool é maior, você parará mais vezes para abastecer. Considere este dado.

6. O tanquinho

O tal de tanquinho de gasolina para partida a frio é um breve contra a tecnologia. Um desrespeito ao consumidor. Finalmente tende a desaparecer pela existência de tecnologias atualizadas, embora não aplicadas a todos os veículos porque as fabricantes não querem pagar a mais pelo sistema diminuindo o lucro unitário na venda do veículo ou repassando ao preço final, por entender que  não será bem recebido como acessório.

O injetor de gasolina funciona automaticamente em temperaturas de meio ambiente abaixo de 15 graus Celsius, entretanto, mesmo não utilizado com freqüência, você deve mantê-lo abastecido para não ressecar o sistema. Até pouco tempo era recomendável abastecer o tanquinho somente com gasolina Podium, da Petrobras, que era a única que tinha pouco enxofre e por isso levava 1 ano para envelhecer, contra 3 meses das demais, mas desde janeiro de 2014 todas as gasolinas têm (bem) menos enxofre também, assim qualquer uma pode ser usada no reservatório.

A gasolina vencida é mau combustível, com dificuldade para ser queimada, e a falta de cuidado com este adjutório será sentida, exatamente na fria manhã, quando você estiver atrasado ou na saída da festa pela madrugada congelante, com um carro recusando-se a funcionar.  E, lembre-se, carro com câmbio automático tradicional não pega empurrado, por mais que insistam alguns teóricos em mecânica.

7. Puro ou misturado?

Misture, dizem algumas pessoas. Ou não, dizem os técnicos. Faça como quiser. O sistema não é refinado ou exigente em paladar. Uma vez sim, outra não, para não desacostumar o sistema, insistem alguns. Conversa boba. A escolha é sua e você pode alternar ao seu agrado.

8. Gastar um combustível para abastecer com outro?

Cascata, papo furado, conversinha. Os motores são ditos flex exatamente por permitir utilizar qualquer um deles em qualquer proporção de mistura. Não se preocupe, em pouco tempo de funcionamento a sonda lambda no escapamento identifica as características do líquido sendo queimado e a central eletrônica muda as regulagens automaticamente.

9. Use gasolina, pois o álcool corrói o motor

Sem escolha. Ambos corroem a longo prazo e quilometragem.

10. Motores flex devem usar aditivos

Depende, para qual finalidade? Se você usar gasolina comum, trocando-a pela aditivada, após 400 ou 500 km de funcionamento os bicos de injeção serão limpos.

11. Antigamente os carros eram mais econômicos

Normalmente a referência está ancorada em tempos quando os motores eram individualizados, queimando apenas gasolina ou apenas álcool. É uma realidade. Desenvolvidos para operar com um ou outro, havia melhor aproveitamento. Para criar um ponto misto de equilíbrio permitindo a capacidade, ambos os extremos perderam para que o meio fosse alcançado, mas o consumo aumentou bastante.

Com disse com ácida sabedoria o eng. Sérgio Habib, maior revendedor do país e sócio na implantação da chinesa JAC,Motor Flex é igual ao pato: anda, voa e nada — mal”. Mas esta é a escolha que fizeram para você.

 

RODA-A-RODA

Arranjo – Ante as baixas vendas do Focus e do monovolume C-Max no mercado norte americano, Ford avisou encerrar e transferir sua produção em Detroit, EUA. Não disse para onde, deixando no ar a dúvida sobre ser verdade ou apenas parcela de negociação com o sindicato de metalúrgicos. Se o C-Max for para o México, poderá ser fornecido ao Brasil.

 

Foto Legenda 01 coluna 2915 - C- Max 2015

Ford C-Max. Mexicano?

Continua – Dia 1o, Herbert Diess, ex BMW, assumiu a presidência mundial da marca Volkswagen e anunciou planos: seguir o projeto de reduzir custos, aumentar margem de lucro, ultrapassar a Toyota, tornando-se líder mundial.

Demanda – Honda iniciou produzir a novidade HR-V na pequena fábrica de Campana, na Argentina, calçando a fabricação nacional em Sumaré, SP.

Bolsa – Uma conquista da administração Marchionne na FCA, separar a Ferrari e vender ações, caminha para viabilizar-se. Companhia prevê nos próximos dias colocar 10% do capital acionário em bolsa. Calcula o valor da Ferrari em US$ 11B. Ótimo reforço de caixa.

Para sempre – Buscando aumentar vendas nos EUA sino sueca Volvo — capital chinês, marca originária da Suécia —, faz promoção consistente: as peças de reposição e mão de obra não serão cobradas. Deixa a dúvida: é reconhecimento de qualidade, ou bancará a assistência para conquistar mercado? Brasil fora da promoção.

Imagem – PSA Peugeot Citroën deu passo importante para mostrar-se superando a crise interna: enfatizará a história das marcas e da recente DS, funcionando em seus museus com ações para mostrar sua tradição. Seu presidente, Carlos Tavares, resume: “Não existe uma marca forte sem uma história forte.”

Reflexo – Tavares, português do sul, deveria repetir isto no Brasil, onde fábricas ou montadoras ou importadoras passam ao largo do assunto.  Aqui Fiat junta veículos de sua história, VW salva carros de engenharia e testes, Mercedes preserva caminhões e ônibus antigos. E só. Museu de fabricante? Nenhum.

Pouco – Toyota Etios 2016 limitou atração apenas às versões topo de linha: sistema de áudio e display. Não corrigiu a falta de atração visual nem a errônea distribuição de ventilação no interior, privilegiando o passageiro frontal. Esforços para as mudanças exigida pelos consumidores estão em curso.

 

Foto Legenda 02 coluna 2915 - Etios

Etios 2016, acessórios nas versões de topo

Turbo – Raciocínio corrente na Volkswagen quanto ao surgimento do up! com motor turbo em agosto: apresentar o equipamento como ferramenta de uso agradável e de economia, fugindo da imagem de esportividade e velocidade.

Segurança – Testes pela Latin NCAP, entidade aferidora de segurança dos carros feitos ou vendidos na América Latina, foi aos extremos: deu  cinco estrelas, nota máxima, ao Renegade: cinco pontos para segurança dos passageiros dos bancos dianteiros e traseiros. É o mais seguro dos nacionais.

Noutro extremo, novo Chery IQ, sucessor do QQ, teve zero estrelas.

Balança – Enquanto as vendas de carros novos tem caído à média de 20%, a dos usados sobem em número assemelhado. Carros com até três anos de uso são os queridinhos da vez. Ilídio do Santos, presidente da Fenauto, federação setorial, feliz. Deveria buscar facilidades de financiamento com governos. Usados significam serviços e peças — e empregos e impostos.

Compensação – Legisladores de Portugal criaram conta ao contrário: em vez de perder pontos por infrações de trânsito, motoristas podem ganhá-los assistindo aulas sobre o Código de Trânsito e procedimentos, para abatê-los de outras penalidades. Espécie de banco de pontos.

Tecnologia – Para se harmonizar com o Mustang Shelby GT350R, o mais potente em cinqüenta anos, Ford equipou-o com pioneiras rodas em compósito de  fibra de carbono. Mais leves, melhoram o trabalho da suspensão. Para isolar o material do calor gerado pelos freios, aplicou revestimento em plasma cerâmico utilizado nos ônibus espaciais.

Adicional – Sistema de rastreamento 3T lança assistência técnica 24-horas: guincho, mecânico, chaveiro, borracheiro para automóveis ou motos.

Negócio – Enquanto os aficionados enxergam a Fórmula 1 como disputa esportiva, a bilionária movimentação não passa de atividade comercial bem explorada pela detentora de seus direitos, incluindo transmissão.

Interesse – Empresário americano Stephen Ross, 75, investidor e dono do time de futebol Miami Dolphins, associado à Quatar Sports, quer comprar 35,5% das cotas da CVC Capital Partners, e os 5% detidos por Bernie Ecclestone, 84, mandão da Fórmula 1. Valor da proposta, 6,2B de euros.

Fangio – Restos mortais de Juan Manuel Fangio, primeiro pentacampeão mundial de automobilismo, serão exumados após 20 anos de sua morte. Há dois candidatos a herdeiro buscando comprovação através de exame de DNA. Fangio nunca se casou ou teve filhos reconhecidos, e seus herdeiros foram os sobrinhos.

Explicação – Diz-se em círculos argentinos, receio dos atuais herdeiros levou-os a vender patrimônio — como o Torino Gran Routier usado pelo penta.

 

Foto Legenda 03 coluna 2915 - Fangio

Fangio, sem paz

Gente – José Eduardo Luzzi, engenheiro, presidente da MWM, novo presidente e CEO da Navistar International. OOOO Sucede Waldey Sanchez, referência de longevidade no setorOOOO Armando Rodriguez Borda, executivo da Cummins, motores Diesel, promovido. OOOO Diretor de fornecimento. OOOO Fez bom trabalho de racionalidade e redução de custos ocupando a área de logística nos EUA. OOOO Adriano Silva, engenheiro, promoção: gerente de desenvolvimento da rede assistencial da FPT Industrial. OOOO Cledorvino Belini, presidente da FCA América Latina, homenagem. OOOO Presidirá o SIMEA, encontro internacional de engenharia automobilística. OOOO

RN

rnasser@autoentusiatas.com.br
A coluna “De carro por aí é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Roberto Nasser
Coluna: De carro por aí

Um dos mais antigos jornalistas de veículos brasileiros, dono de uma perspicácia incomum para enveredar pelos bastidores da indústria automobilística, além de ser advogado. Uma de suas realizações mais importantes é o Museu Nacional do Automóvel, em Brasília, verdadeiro centro de cultura automobilística.

  • CCN-1410

    O tanquinho do meu carro está sempre vazio, porque não utilizo álcool como combustível. É verdade que com o tempo ele pode rachar?
    Quanto a usar álcool na estrada, creio não ser necessário em alguns carros. Eu não sinto falta de potência em meu carro. Seu motor com gasolina é ótimo em aclives e ultrapassagens.
    É estranho as baixas vendas do Focus no mercado americano. Considero esse carro e o Golf, a elite dos médios.
    Acredito que o raciocínio da VW quanto ao up! turbo é correto. Penso que muitos, como eu, preferem um carrinho simples, ágil e rápido, a um carro esportivo.
    Talvez um dia surja um Etios folheado a ouro, mas com o mesmo painel de sempre. Eita teimosia, mas como já disse aqui, o problema não é meu.
    A Navistar International anda tão quietinha que nunca mais li nada sobre ela. Qual será o motivo?

    • Mr. Car

      Também nunca enchi o tanquinho, e uso gasolina sempre, inclusive em estradas. Não sinto falta de potência, o Logan manda bem com seus 92 pocotós (ou será que sou eu que mando bem com os 92 pocotós dele, he, he?), até com o ar ligado. Nunca me vi em maus lençóis. Com álcool seriam apenas mais 3 cavalinhos.

  • Guilherme Guersoni

    Ótimo resumo! Poético até!
    Vejo que já estava no caminho… Balelas e demais crendices à parte, estamos usando álcool (ou etanol se preferirem) nos nossos carros aqui, simplesmente pelo fato de responderem melhor (os mais novos). Os antigos, que rodam menos, com Podium, por ter melhor paladar!
    Em relação ao consumo, outro fator que influencia, além de vivermos no pior de dois mundos, é o fato de que, ao contrário de outros países, os carros foram anabolizados em peso para ganhar resistência ao impacto.

  • Silvio

    Nas boas dicas do RN só faltou um pequeno detalhe, quando for trocar de combustível Gasálcool pra Aguálcool ou vice-versa fazê-lo e manter o carro em movimento ou funcionamento por algum tempo.

    Já tive experiência de ao fazer a troca, e logo depois, menos de 5 minutos e menos de 1 km rodado parar o carro na garagem, ao ligar no dia seguinte deu trabalho para funcionar, a relação ar-combustível na troca não foi gradual e a injeção se perdeu sem ter o que medir na sonda.

    Depois desse episódio sempre que vou alternar entre os combustíveis faço isso sabendo que vou manter o carro em movimento por alguns quilômetros, ou alguns bons minutos para a linha de combustível bomba e bicos também receberem o novo líquido e a sonda poder ler os novos dados de queima e ajustar a mistura.

    • Antônio do Sul

      Há dois anos, tive problemas com um Gol GIV 1.0. Andei alguns meses com álcool e, certo dia, resolvi abastecer com gasolina. Mesmo tendo rodado cerca de 5 quilômetros antes de pôr o carro na garagem, tive problemas de partida no dia seguinte. O carro simplesmente não pegou e foi guinchado a uma concessionária Volkswagen. O diagnóstico do consultor técnico, após o uso do scanner, foi de que havia ficado um pouco de álcool no tanque e que o correto teria sido quase que esvaziá-lo completamente para depois trocar de combustível…Achei estranho e, por e-mail, contatei a fábrica, relatando o ocorrido. Por telefone, recebi, de um engenheiro da Volkswagen, a mesma resposta dada pelo consultor técnico. Embora reconheça ter recebido muita atenção do fabricante, a resposta não me convenceu, pois o outro carro da casa, de uma outra marca, aceita a mistura álcool/gasolina em qualquer porcentagem e, além disso, após o abastecimento com combustível diferente, não exige que se rodem alguns quilômetros para que o módulo de injeção memorize os novos parâmetros de mistura ar/combustível.

  • Fat Jack

    “…A diferença entre os consumos entre cada um dos combustíveis é grande, de 50%, 40%, 25%, 20%, 15% …”
    Fato, tenho um Logan 1,6 8V, 2012 e só como parâmetro o carro que faz (sob as mesmas circunstâncias) em circuito rodoviário 12,5 km/l com etanol e 13,5 km/l com gasálcol, digo, gasolina…
    “…Dia 1º, Herbert Diess, ex BMW, assumiu a presidência mundial da marca Volkswagen e anunciou planos: seguir o projeto de reduzir custos, aumentar margem de lucro, ultrapassar a Toyota, tornando-se líder mundial…”
    Isso reforçaria a tese de que a VW pretende uma união com os chineses para a produção de carros para países “emergentes”, não??
    “…Toyota Etios 2016 limitou atração apenas às versões topo de linha…”
    Para mim enquanto a Toyota não oferecer para o Etios um painel adequado ao gosto brasileiro (ou seja na posição tradicional, a frente do condutor) suas vendas vão continuar a ser uma bigorna amarrada a um balão de gás hélio, pelo que já ouvi (e me incluo), isso afasta possíveis compradores até mais que o seu design externo.

    • Mr. Car

      Meu problema com o Etios nem é o design externo, nem o posicionamento do painel, embora eu prefira o painel à frente do motorista. Meu problema com o Etios é que acho o painel horroroso. Quando puserem um painel decente (mesmo que seja central), o pequeno Toyota entra fácil em uma lista de possíveis compras. Gostaria também que tivesse um computador de bordo.

      • Domingos

        A Toyota vai mudar o painel quando mudar o carro por completo, de forma a pegar os consumidores do modelo.

  • Wagner Bonfim

    Se me permitem, gostaria de compartilhar este artigo sobre a dúvida entre gasolina e o álcool: http://www.flatout.com.br/carros-flex-como-calcular-qual-combustivel-e-mais-vantajoso/

    Achei muito bom!

  • Thiago A.B.

    Nasser e Bob

    Muitos são os mitos, mas uma coisa vem acontecendo nesses carros flex, de modo geral: Após certa quilometragem com uso exclusivo de álcool, começam haver problemas de vedação nas válvulas, levando à engasgos na fase fria e estouros no coletor de admissão, a que os mecânicos atribuem à baixa lubricidade do combustível vegetal, bem como ferrugem nas roscas de velas que as travam no alojamento, dificultando sua troca. O interessante é que antigamente nos carros a álcool da década de 80 e 90, nada disso acontecia, pelo contrário, os motores a álcool eram até mais íntegros e duráveis.

  • a. shiga

    “Turbo – Raciocínio corrente na Volkswagen quanto ao surgimento do up! com motor turbo em agosto: apresentar o equipamento como ferramenta de uso agradável e de economia, fugindo da imagem de esportividade e velocidade.”

    Acho que seria melhor colocar um motor de kei-car (660 cm³) para, aí sim, colocar um turbocompressor. Andaria tanto quanto o 1,0 aspirado, mas gastaria menos.

    • Mr. Car

      O problema é que os consumidores querem que ande mais que um 1,0 aspirado, ainda que não ande como um esportivo. Por isto mesmo, agora estou achando o up! muito mais interessante, e doido para ver os testes, he, he!

  • Mr. Car

    Meu carro tem seis anos e meio, e como nunca abasteci o tancão com álcool, e ainda por cima moro em lugar bem quente (o carro nunca “viu” temperatura ambiente abaixo de 15 graus Celsius, talvez nem abaixo de uns 21 graus Celsius), meu tanquinho é virgem como a mais pura donzela. Como diria Frank Sinatra, “what now, my love”? Será que ressecou o sistema? Como não pretendo mesmo usar álcool no tancão, acho que nem vou arriscar encher o tanquinho para verificar se ressecou. Talvez seja procurar sarna para me coçar.

  • Wilson Manoel Gonzalez Vieira

    “…A diferença entre os consumos entre cada um dos combustíveis é grande, de 50%, 40%, 25%, 20%, 15% …”

    Tenho um Peugeot 208 (Motor TU4.5) e, nas mesmas circunstancias, medi o consumo de 12.5Km/l no etanol e incríveis 17.8 Km/l na gasolina (Ar ligado, 2 passageiros, viagem de 495KM e média de 98km/h entre Piracicaba e Álvares Machado)

  • João Carlos

    Era esse mês, me parece, que era para entrar a aditivação obrigatória como já existe lá fora.
    Essa conta dos 70% realmente só bate para alguns carros. Pegando a tabela de consumo do Inmetro ou do fabricante do veículo, já vemos que varia muito.

  • João Carlos,
    O poder calorífico não mente. O que ocorre é as medições-padrão serem feitas com combustível controlado (tanto gasolina quanto álcool) e não se ter certeza de que combustível está no tanque dos nossos carros, daí a fuga do 70% básico.Um análise dos consumos do Inmetro mostra que a porcentagem é essa mesmo.

  • Rogério Ferreira

    (Revista 4 Rodas – Edição de abril de 2003): “A boa notícia para o bolso dos consumidores, é que o sistema, checado na pista de teste, confirmou as expectativas mais otimistas. Os números de consumo ficaram bem próximos aos dos Gol Power 1.6 a álcool e a gasolina, testados na edição de outubro do ano passado. Com ãlcool puro o Total Flex fez 5,29 km/l no circuito urbano, e 10,29 no rodoviário. Movido a gasolina, as marcas passaram a ser, respectivamente, 7,64 Km/l e 12,94 Km/l… Autoentusiastas – Chucrute x Feijoada – Por Josias de Oliveira – 14/06/2014 – “O que é igual: O pão-durismo quanto ao gasto de combustível está no mesmo nível, mesmo lembrando que aqui usamos gasohol e não gasolina. Lembro de ter passado dos 500 km rodados na Alemanha e a gasolina estava pouco abaixo do meio tanque. Por aqui, com mais de 400 km rodados (com gasolina), o ponteiro ainda não tinha chegado a meio tanque — embora o nosso seja de 50 litros e o deles, de 35. Mantendo 100/110 km/h fiz 19 km/l. Entre 130/140 a média apontava para 16 km/litro. O “pior” consumo foi só com álcool no tanque, mantendo o pé no fundo num trecho praticamente deserto, acima de 150 km/h (sempre velocidade real, no GPS). Queira ver se baixava de 10 km/l. Não consegui: o sem-vergonha cravou 10,5 km/l”…(Neste emblemático comparativo, do UP Brasileiro com o Europeu, ainda temos que considerar, que a aerodinâmica do nacional é pior, o que prejudica o consumo rodoviário). É certo que não podemos acreditar em tudo o que lemos na imprensa especializada, mas a minha experiência compactua com os exemplos acima citados, Tive dois Celtas, um VHC, a gasolina, e um VHC Flex… Mesmo carro, mesmo motor, mesma taxa de compressão, e no mesmo percurso, conduzido da mesma forma… O mesmo consumo rodoviário. (em torno de 16 km/l de gasolina). Tive vários carros, só a gasolina, só a álcool, e flex… O campeão de consumo foi justamente um flex (meu saudoso 206 1,4) Meu atual Palio Essence faz 15,5 km/l de gasoálcool, com ar ligado, lotado, e com boa velocidade média… Se fosse só a gasolina duvido que seria melhor. Só existe uma possibilidade do flex gastar mais: problemas de identificação do combustível, o que era comum nos primeiros sistemas, como por exemplo, o mencionado Gol…(Mesmo assim. o testado pela Quatro Rodas funcionou bem). Acredito que aos pioneiros, com seus primeiros sistemas, deve-se essa má fama do flex. Perdem com facilidade o mapeamento ideal, tecnicamente chamado de parâmetro A/F (Air/Fuel) especialmente quando se troca o combustível. Para isso não acontecer é só seguir uma recomendação básica, inclusive constante dos manuais: Quando se trocar de combustível, rode pelo menos 20 Km, sem desligar o motor… Outro erro comum: se trocar de combustível, não considere a primeira medição de consumo como “real” (a não ser que tenha “secado” o tanque antes de abastecer) pois mesmo na reserva, ainda resta uns bons litros do combustível anterior…O consumo real, se dará a partir do segundo ou terceiro abastecimento após a troca, quando tiver eliminado todo residual do combustível anterior. Se o flex não aproveita todo o potencial do álcool, é até compreensível, mas com gasolina não! todos trabalham com taxa de compressão ideal para tal combustível

  • Carlos

    Estou de férias na Europa, e vi muitos C-Max na Itália e na França, carros que até então eu chamava na minha cabeça de Fiestão !!! Alguns comentários meio off-topics: I) É impressionante a quantidade de peruas por aqui, algumas derivadas de carros que temos no Brasil, como a perua do Focus e algo que acho ser a perua do Bravo (Fiat Croma). A Mégane perua atual é muito bonita, a propósito. II) O trânsito de Roma é uma loucura, muita gente não usa cinto (muita mesmo) e a quantidade de carros com amassados e arranhões é assustadora. III) Pelo menos em Roma e Paris não vi muitos SUV´s mas já vi alguns, e no meio do trânsito caótico e apertado de Roma vi um cara dirigindo um Jeep Cherokee mastodôntico e outro dirigindo uma Hilux.

  • João Guilherme Tuhu

    Prezado, nos meus dois Renault-Dacia os tanquinhos ressecaram e começaram a vazar, esses que ficam no cofre do motor. Vamos ver com o novo posicionamento do tanquinho do Logan modelo novo.

  • Leonardo Mendes

    Meu primeiro carro flex foi uma 206 SW 1,6… com álcool parecia um Landau com motor de furadeira, consumo alto é funcionamento áspero.
    Um belo dia resolvi usar gasolina porque o posto não tinha álcool… rapaz… o carro mudou da água pro vinho, ficou macia e parou de beber feito doida.
    Meu recorde pessoal foi rodar 611 km entre Santos-Curitiba-Morretes-Curitiba e ainda abastecer pra volta com o mostrador em 1/4.

    E confesso: estou numa curiosidade absurda pra ver esse Up Turbo… embora a pretensão da VW não seja essa é difícil não esperar que seja um carro dos mais interessantes para acelerar.

    • Fabio Toledo

      Não sei os novos, mas nesta época (nossa experiência 307 07) os PSA iam bem melhor com gasolina mesmo. Inclusive o tanquinho era ruim de funcionar, acho que tinha problema de calibragem. Nos deixou na mão por diversas vezes até considerarmos o carro ser a gasolina.