Líderes do semestre

 

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Palio, o mais vendido

No primeiro semestre aconteceram algumas reviravoltas de peso nos 15 segmentos em que a Coluna divide o mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves. A primeira surpresa foi a dupla Onix/Prisma assumir a liderança e ser seguido de perto por HB20 hatch e sedã. Interromperam uma longa série histórica protagonizada por modelos da Volkswagen e da Fiat.

Gol e Voyage juntos estiveram à frente até o final do ano passado, mas caíram para a quarta colocação ao fim deste primeiro semestre. Sem a soma de hatches e sedãs, a dupla de hatches de gerações diferentes Palio/Palio Fire continua na liderança alcançada pela primeira vez em 2014 e mantém a posição agora.

A chegada recente de quatro novos utilitários esporte compactos também proporcionará mais mudanças. Em apenas três meses de vendas o HR-V avançou a tal ponto que, por uma diferença de apenas 271 unidades, não desbancou a liderança do EcoSport modelo, que criou e sempre dominou a categoria. Há nítida tendência de essa onda de novos SUVs avançarem em participação de mercado. Foi o único segmento que cresceu (5% em relação ao primeiro semestre do ano passado). Outros desabaram até mais de 50%.

Também alcançaram a liderança em seus segmentos BMW Séries 5/6, Mercedes-Benz Classe C e Porsches Boxster/Cayman.

O ranking da Coluna agrega hatches e sedãs da mesma família e igual distância entre eixos, independentemente do nome do modelo. Sedãs com entre-eixos diferentes são classificados à parte (Grand Siena, Logan, Etios, Jetta e outros). A base é a do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). Só se citam modelos mais representativos do segmento. Dados compilados por Paulo Garbossa, da ADK.

Compacto: Onix/Prisma, 12%; HB20 hatch/sedã, 10,4%; Palio/Fire/Siena, 9,6%; Gol/Voyage, 9,1%; Ka hatch/sedã, 8,5%; Uno, 5,8%; Fox, 5,7%; Sandero, 5,1%; Celta/Classic, 4,7%; up!, 3,7%; Fiesta hatch/sedã 3,6%; Grand Siena, 3%; Etios hatch 2,3%; Logan, 2,2%; City, 2%; Cobalt, 1,7%; Etios sedã, 1,6%; March, 1,5%; C3/DS3, (1,3%); Punto, 1,2%; Clio, 1,1%; 208, (1%). Onix/Prisma, líderes pela primeira vez.

Médio-compacto: Corolla, 29%; Civic, 16%; Cruze hatch/sedã, 10,2%; Focus hatch/sedã, 10,1%; Sentra, 6%; Golf, 5%; Jetta, 4%; A3 hatch/sedã, 3,5%; Fluence, 2,7%; C4 Lounge/DS4, (2,6%); Lancer, 1,9%; Bravo,1,5%; Peugeot 308, (1,3%). Corolla com mais folga.

Médio-grande: Fusion, 29%; BMW Séries 3 e 4, (27%); Mercedes C, 24%; Audi A4/S4, (4%). Fusion sob ameaça.

Grande: BMW Série 5/6, (37%); Mercedes E/CLS, 29%; Jaguar XF, 21%. BMW é novo líder.

Topo: Mercedes S, 50%; Panamera, 17%; BMW Série 7, 11%. Mercedes reassume a ponta.

Esporte: Boxster/Cayman, 25%; BMW Z4, (23%); Corvette, 13%. Porsche virou o jogo.

Utilitário esporte compacto: EcoSport, 25,5%; HR-V, 25,1; Duster, 24%. EcoSport deve perder a luta.

Utilitário esporte médio-compacto: Tucson/ix35, 39%; Sportage, 11%; Outlander, 10%. Líderes sem ameaças.

Utilitário esporte médio-grande: Hilux SW4, (40%); XC60, 11%; Sorento, 9%. Sem preocupações.

Utilitário esporte grande: Pajero Full/Dakar, 39%; Grand Cherokee, 17%; Edge, 11%. Pajeros consolidados.

Monovolume pequeno: Fit, 48%; Spin, 30%; Idea, 10%. Fit amplia.

Monovolume médio: J6, (40%); Mercedes B, 31%; Town&Country, 14%. Preço atraente explica.

Crossover: ASX, 48%, Range Rover Evoque, 23%; Freemont/Journey, 22%. Liderança tranquila.

Picape pequena: Strada, 54%; Saveiro, 32%; Montana, 14%. Strada não se abalou.

Picape média: S10, (31%); Hilux, 27%; Ranger, 15%. S10 ainda firme.

 

RODA VIVA

QUEDA de vendas no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2014 foi de 21% e parece ter atingido o fundo do poço, segundo a posição da Anfavea. A Fenabrave, no entanto, ainda projeta o fechamento do ano com uma contração de até 24% sobre 2014. Estoques de 51 dias em maio diminuíram para 47 dias em junho pelo forte encolhimento da produção em 18,5%.

FALTA de confiança é o principal fator depressivo do mercado, pois inadimplência está em nível próximo ao mínimo histórico. Em 2015 devem ser vendidos no máximo 2,6 milhões de veículos. Significa recuo superior a um milhão de unidades em dois anos. Para ter ideia do tombo, diferença equivale ao mercado anual do México, segundo maior da América Latina.

ESTRATÉGIA interessante da Audi foi colocar motor turbo 1,4 L de 150 cv no ano-modelo 2016 do Q3 alemão. Seu preço de entrada parte de competitivos R$ 127.190, o mais baixo entre os SUVs premium. Já reflete os ganhos da entrada em produção no Paraná, no início de 2016. Há retoques externos, acabamento mais simples, porém sem desapontar em termos de desempenho.

SUBARU confirma para o próximo mês a estreia de dois modelos por R$ 147.900 (WRX) e R$ 194.900 (WRX STI) para alavancar a marca. É impressionante a capacidade de aceleração e de vencer curvas com rapidez do STI que, como todo Subaru, tem tração 4×4. Motor de 2,5 litros entrega 305 cv e 40 kgfm. Por enquanto, oferecido aqui apenas com câmbio manual de 6 marchas.

FC

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Foto de abertura: divulgação
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    • Lucas Vieira

      Por isso a Dilma tem 39 ministérios…
      kkkk

      • Mr. Car

        Presumo que este seja um caso clássico de “estou rindo para não chorar”.

    • Mr. Car

      Também acho que está ficando fora de controle. Eu resumiria a coisa assim: tem quatro portas e porta-malas proeminente? Sedã. Tem duas portas e porta-malas proeminente? Cupê. Tem duas ou quatro portas sem porta-malas proeminente? Hatch. Tem caçamba? Picape. Tem duas ou quatro portas com teto estendido até onde seria o fim do porta-malas em um sedã? Perua. Basicamente isto.

    • Wagner Bonfim

      … é a velha necessidade humana de tentar por ordem na desordem!

      Penso que está bem adequada a enormidade de modelos que temos atualmente.

      Ainda bem que hoje temos esses “problemas” … antigamente, era bem mais fácil, afinal não tínhamos 1/4 do número de modelos que temos atualmente.

  • Fat Jack

    Já não basta unirem as versões diferentes dos mesmo modelo (entenda-se com mesmo nome) no ranking agora vão juntar hatchs e sedans???
    Não me parece correto, muito menos lógico nenhuma dessas fórmulas, cada carro na sua, cada carroceria idem, senão a baderna está instaurada, afinal, seguindo desta forma logo vão querer unir as picapes derivadas também…

  • ccn1410

    O que precisamos é de carros menores e cada vez mais econômicos, tanto em combustível quanto em manutenção.
    Acredito que está na hora de mudar essa tendência de suves e grandes sedãs.

    • ccn1410,
      Por quê? Cada um compra o que mais lhe apraz. Não de deve praticar o patrulhamento.

      • Mr. Car

        “Não SE deve praticar o patrulhamento”. Pronto, pratiquei. Brincadeira, Bob, he, he! Mas concordo. Se o sujeito quer perder mobilidade, ou gastar mais, ou ter ainda mais dificuldade para encontrar uma vaga, o problema é dele. Talvez com o tempo ele perceba (“ele” generalizando, não estou falando do ccn1410) por si só que não é prático um carro tão grande (a menos que realmente precise) e parta para algo menor. Eu mesmo já fui louco para ter um grande sedã, mas hoje não quero mais. Não pelo menos enquanto morar em uma grande metrópole. Se conseguir voltar a morar no interior de São Paulo, entra na lista outra vez.
        Abraço.

      • ccn1410

        Ninguém precisa acatar minha ideia. Eu só acho que é uma questão de bom senso.
        Sempre que vejo um desses estacionado em duas vagas, que é comum, me vem essa ideia.
        Mas tudo bem, cada um que faça o que quiser.

        • José Rodrigues

          Nesse caso, a culpa não é do carro, mas do jumento que o conduz.

          • ccn1410

            Com isso você quer dizer que a maioria dos motoristas de picapes e suves são jumentos? Ah tá, eu não tinha pensado nisso.

    • João Guilherme Tuhu

      Ah, ccn, eu adoro um grande sedã. Fui criado dentro deles. Suve? Não me apetece.

  • Alex

    Se tivesse 40 dava para fazer uma analogia com Ali Babá e os…