ENCALACRADA NOS COMBUSTÍVEIS

CC

Pois é, caro leitor, eles conseguiram. Colocaram diante de nós um grande problema. Conduziram-nos com capricho a uma encalacrada das boas e mesmo se vierem a tomar medidas inteligentes e eficazes — o que não é lá muito provável — não ficaremos livres de duras penas pelos próximos anos no setor de combustíveis. Pelos gráficos, oriundos do Ministério de Minas e Energia, se constata que até 2023 não teremos nem mais uma gota de aumento de capacidade de refino de gasolina. Não me pergunte para que serviram os monumentais investimentos em refinarias, esses aí que fazem parte da roubalheira desenfreada dos cleptomaníacos que dirigiram com imbecilidade contumaz a nossa política energética. A construção dessas refinarias parece que só serviu para refinar a vida dessa cafajestada e para nós sobrou o fato de que pelo menos nos próximos oito anos não teremos maior capacidade de refino de gasolina do que temos hoje.

 

Vamos importar muita gasolina

Vamos importar muita gasolina

Se aumentarmos a extração de petróleo, como parece que haveremos de aumentar, teremos que exportá-lo bruto e importar gasolina, muita gasolina, já que mais cedo ou mais tarde o país deve voltar a crescer, e com ele crescerá o consumo de combustíveis. Já importamos boa parte da gasolina que consumimos, ao redor de 13% dela é importada, e todo crescimento do seu consumo será suprido por importações. Retrocedemos na História, voltamos a ser um país atrasado, produtor somente de matéria-prima. Isso não é novidade, já que no setor agrícola ocorre o mesmo, pois todo recente aumento da produção de grãos tem sido exportado in natura. A nossa agroindústria não cresceu na mesma toada, para, além de gerar emprego, lhes agregar valor e daí exportar o produto final, como laticínios, carnes, óleos, tecidos etc. A previsão da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) é de que daqui a dez anos estaremos importando tanta gasolina quanto produziremos: 29 milhões de m³ (29 bilhões de litros) ao ano, que para melhor visualização, e arredondando, seria um milhão de caminhões-tanque com capacidade de 30.000 litros de gasolina, ou seja, 2.739 caminhões-tanque por dia, o que dá uma fila de mais de 50 quilômetros de caminhões-tanque, um colado à traseira do outro, todo santo dia — uma cena deprimente que muito deverá orgulhar os que nos levaram a ela. Se o plano deles era esse, estão de parabéns, conseguiram.

E não só isso, não há capacidade de estocagem para esse petróleo todo nos portos, pois não foi previsto tamanho volume de importação.

 

A situação do Diesel está melhor

A situação do diesel está melhor

A situação do refino para obtenção de óleo diesel também não é nada boa, mas por acaso está menos dramática. Ainda há algo a crescer em nossa capacidade de refino do óleo. Ano passado, 2014, importamos 8 bilhões de litros. Este ano deveremos importar 3 bilhões. Em 2016, 2 bilhões, e em 2017 nada, mas daí em diante suas importações voltarão a crescer, até que em 2023, daqui a 8 anos, estaremos importando 12 bilhões de litros, ao redor de 15% do consumo previsto. Outro pesado retrocesso.

Felizmente a previsão do aumento da produção de álcool e biodiesel é marginal, pequena, o que alegra, pois indica que não pretendem continuar a meter nosso dinheiro nesse saco sem fundo dos biocombustíveis, cujo único resultado “verde” são as notas de dólares no bolso de outro clube esperto. Aliás, poucos se dão conta que o caro óleo de soja adicionado ao diesel a 7% é 80% soja e 20% gordura animal, o que é longe de ser saudável para os motores.

 

Nau sem rumo

Nau sem rumo

Resta o gás GLP (gás liquefeito de petróleo), que também poderia ser uma opção, caso aqui fosse permitido seu uso veicular, como é na Europa, por exemplo. Dos poços de petróleo, além de jorrar petróleo, jorra gás. O petróleo não vem sozinho. Vem gás com ele. Ele vem em maior ou menor proporção, mas ele vem. Acontece que em vez dos nossos governantes — incluindo aí o bom-de-conversa Fernando Henrique Cardoso — tratarem de criar estrutura para aproveitar essa crescente e imensa quantidade de gás — que é o que qualquer um de nós faria —, trataram de construir um monumental gasoduto para importar gás natural de um país vizinho e muy amigo. Vejo nisso sonhos megalomaníacos de hegemonia política sul-americana, criar dependência econômica, essas baboseiras de gente perturbada e à toa. Só que nessas, ainda por cima, sobrou mais uma para a “nossa” vilipendiada Petrobrás, porque ela é obrigada a queimar esse gás que jorra dos poços ou injetá-lo de volta para de onde veio, por não ter estrutura para aproveitá-lo. E daí ela paga milionárias multas por não aproveitá-lo. Isso mesmo; há leis que a obrigam a aproveitar certo percentual do gás que jorra. Se não aproveitar, multa nela, o que até que seria justo, caso os governantes, que de fato também comandam com mãos tortas a pobre Petrobrás, tivessem tratado de direcionar investimentos para o aproveitamento do inevitável gás que jorra e há de jorrar junto com todo petróleo extraído. É mole?

Se aproveitássemos esse gás hoje desperdiçado evitaríamos parte das importações de combustível e/ou parte da trabalheira jogada fora plantando cana-de-açúcar (ou seria cana-de-álcool?) em terras que poderiam ter destino mais nobre. Por sinal, a cana ocupa as melhores e mais bem localizadas terras do Brasil.

 

Tudo jóia– com o Brasil encalhado

A triste realidade, nua e crua, é esta. Os interessados em manter o status quo são bons em distorcê-la à sua conveniência, como, por exemplo, ao afirmar que os combustíveis oriundos da cana-de-açúcar e da soja como sendo ecologicamente corretos, só porque as plantas que os originaram tiram o CO² da atmosfera ao cresceram, como se qualquer outra planta ali plantada ou naturalmente nascida não fizesse o mesmo. O óleo de soja, que é item da preciosa cesta básica dos brasileiros, recebe o nome de biodiesel e em vez de ir para a panela vai para o tanque do caminhão. Basta colocar um “bio” antes do nome que a imagem da coisa está resolvida. Álcool não é mais álcool ou etanol; é biocombustível, e está tudo verde e limpo.

E para complicar a situação ainda temos leis completamente desatualizadas a restringir o leque das possíveis soluções. Uma dessas leis, aliás uma reles Portaria de 1976 do Conselho Nacional do Petróleo (que nem existe mais), seguida de outra, de 1994, do Departamento Nacional de Combustíveis (que também foi extinto), a primeira ainda da época da ditadura, Governo Ernesto Geisel, que proíbe a utilização de óleo diesel em veículos de passeio, perdeu todo o sentido. É uma medida que tinha lógica para a situação do momento, 39 anos atrás, quando nossa produção de petróleo era ainda incipiente e tínhamos grande dependência do petróleo importado, cujo mercado mundial vivia assustadora crise resultante da elevação vertiginosa dos preços impostos pela Opep (Organização do Países Exportadores de Petróleo). Daí que importávamos petróleo bruto (80% das nossas necessidades) e dele extraíamos os percentuais possíveis de óleo diesel, gasolina e derivados. Então, para que após o refino tivéssemos óleo diesel suficiente para suprir o consumo, importávamos uma quantidade “X” de petróleo, e nessas a quantidade de gasolina resultante era superior ao necessário, daí sobrava gasolina, que acabava sendo exportada a preço de banana.

Isso sem contar a palhaçada, um sacrifício inútil impingido à população,  que era os postos de combustíveis fecharem das 20hoo às 6hoo horas nos dias da semana e nos sábados, domingos e feriados — para “racionalizar” (era esse o termo, gozação extrema) o uso da gasolina, que sobrava. Era o Brasil brincando de guerra sem tê-la.

Eis o motivo da existência dessa “lei” de 1976, que visava restringir o consumo de diesel e aumentar o da gasolina, para tentar equilibrar a coisa. Tem sua lógica. Ou melhor, teve sua lógica, mas acontece que a situação agora inverteu e gasolina é o que mais falta e faltará, e o negócio é tratar de passar uma borracha nessa lei para que tenhamos maior leque de possíveis soluções, ainda mais agora que a tecnologia do diesel andou evoluindo muito e há ainda novas e interessantes, como, por exemplo, a dos motores híbridos diesel/álcool e diesel/gás, que serão objeto de matérias que em breve publicaremos.

AK

Fotos: autor


Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

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    O povo de São Paulo não precisa se preocupar! Eles tem a bicicletinha pra usar!!!

    • Danilo K

      E a conta de luz vai ter novo reajuste, agora de 17,04%. E a promessa de campanha da Excelentíssima era que não haveria aumento no curto, médio e longo prazo, agora ela prometeu ao Obama que vai zerar o desmatamento. A probabilidade estatística de ocorrer o contrário aumentou só dela ter falado isto.

      • Lorenzo Frigerio

        Com certeza, vão desmatar tudo que puderem enquanto o governo ainda pensa como implementar isso.

      • jr

        Sorte sua que aí será apenas 17,04%. Aqui no Paraná será de mais de 30%.
        Veja, o nível atual do custo de energia é para bancar a energia termoelétrica. Dada a falta de investimentos em 12 anos, as hidro não dão mais conta.
        O reajuste que vc. comentou (aí “só” 17%) é para pagarmos a dívida das geradoras (hidro e térmicas) provocadas pela mudança de regra de pagamento, regra esta criada pela nossa presidenta dois anos atrás (lembra quando “a energia tinha de baixar, nem que fosse à força?”). As geradoras ficaram sem dinheiro, e para o setor não quebrar nós vamos pagar a dívida e seus juros!
        Bom, só que ainda existe a dívida das transmissoras, as empresas que levam energia da usina para as cidades. Quando a presidenta mudou a regra de remuneração por este serviço provocou um desequilíbrio no orçamento destas empresas também. Daí o BNDES emprestou dinheiro com aval do governo. Agora as geradoras não têm como pagar, o principal e os juros. Para não quebrar o setor, vamos ter em breve um NOVO REAJUSTE.
        Bacana, né?

        • Daniel S. de Araujo

          Capitalismo de estado defendido pelos brilhantes economistas Keynesianos de araque que temos no país

          • Domingos

            Embora também não veja muito bem Keynes não, uma coisa é certa: isso aí que vivemos é a típica salada de frutas do nada que é o petismo, a esquerda.

            Não dá nem pra enquadrar em posição de corrente econômica ou política. Até porque, para quem já sentia no estômago e já sabia o que era essa turma de verdade, nunca foi a real intenção deles qualquer posição que não fosse o poder e a manifestação de uma doença da alma em primeiro lugar.

        • Domingos

          O engraçado é que essa das termoelétricas foi a solução “milagrosa” quando da entrada do PT no governo.

          De lá para cá, nada realmente desafogou a crise energética. Do mesmo jeito que tudo no final foi um grande boom de crédito e, na verdade, as coisas regrediram.

          Se cresceu tanto a economia, como não melhorou em nada a educação a não ser em coisas marginais e índices onde já eramos razoáveis?

          Esquemão.

        • Cristiano Reis

          Pior é aqui no Ceará, temos superavit de energia mas devido ao Sistema Integrado Nacional não podemos usufruir de uma energia mais barata.

      • Fabio Toledo

        Mulher sapiens não respeita delator, mas saúda a mandioca!!! Pronto! Não dá pra fazer algum combustível derivado da mandioca?

      • Domingos

        As aproximações da esquerda com os EUA parecem aqueles episódios especiais do Chaves, que junta todo mundo e vai pra praia ou para a feirinha do bairro…

        Bem lúdico mesmo.

      • RoadV8Runner

        Depois da ilustre dizer que vai zerar o desmatamento ela não contou a piada do papagaio? Acho que nem mesmo quem acredita em duendes e Papai Noel julga ser possível zerar o desmatamento. E com isso, o Brasil vai cada vez mais se tornando a piada pronta perante o mundo sério e desenvolvido.

    • francisco greche junior

      Sim, temos a nova ciclovia da Paulista inaugurada neste final de semana! Estamos bem demais aqui!!!

  • Daniel S. de Araujo

    É AK, estamos na roça, como se diz. Petrolíferas do mundo inteiro estudando novas formas de refino, processo GTL (gás-to-liquid) enquanto aqui somos incapazes de orçar uma obra de uma refinaria (como Abreu e Lima) e sonhando com o “etanol completão” no Brasil inteiro.

    Em resumo, os defensores do liberalismo estão (mais uma vez) coberto de razão: pior que a não intervenção estatal, é a intervenção estatal mal feita, mal planejada e mal executada

    • Lemming®

      E a roubalheira colossal…

  • Douglas

    Sem falar na piada que é a refinaria superfaturada Abreu e Lima que fica em Pernambuco, ela não produz gasolina.

  • Aldo Jr.

    AK: Dezesseis anos dessa turma no poder, irão representar ao menos cem anos de atraso em nosso desenvolvimento. Abraços;

  • Caio Azevedo

    Aguardo anciosamente os textos dos híbridos. Belo texto!

  • Marcelo R.

    Me faltam palavras para expressar meus pensamentos em relação ao seu texto, AK.

  • Mineirim

    AK, perfeito.
    Na década de 70 fui EU quem inventou o carro a álcool, sabia? Estava saindo da faculdade e o tanque do meu Brasília estava abaixo da reserva. Postos fechados depois das 22 horas. Parei num boteco, comprei uma garrafa de 51 e despejei no bruto! Cheguei em casa tranqüilo…

  • Fabio Vicente

    Arnaldo, sobre o uso do diesel ser proibido em carros de passeio a explicação só pode advir dos cartel das usinas refinadoras de álcool. Afinal, podendo escolher entre gasolina, álcool e diesel, o combustível vegetal possui clara desvantagem em relação aos outros, o que diminuiria muito o consumo do mesmo.
    Sobre o restante, é revoltante como “os otoridade” deixaram chegar a este ponto. Edson Lobão, Dilma Roussef f – que agora estende sua inigualável incompetência à administração da nação – são pessoas claramente sem preparo algum para gerir uma área que requer conhecimento e especialização de alto nível. É triste, mas de alguns anos para cá sinto que este país é um país perdido. E mesmo que elegêssemos 100% de políticos honestos nas próximas eleições, ainda teríamos um problema: faltaria competência para fazer o que precisa ser feito.

  • É o fim da picada… Literalmente… #VergonhaDeSerBrasileiro

    • malaman

      Tenho mais tristeza que vergonha de ser brasileiro. Dá a sensação de se estar desperdiçando a vida neste país.

      • Mr. Car

        És jovem? Tens coragem e disposição para começar uma vida do zero lá fora? Então, te dou um conselho: vaza! Não faça como eu que acreditei que isso aqui ia virar um país decente um dia, fui ficando, fui ficando, isto não virou um país decente, e agora, mais velho e sem as esperanças, ilusões, e ingenuidades próprias da juventude, sei que não vai virar mesmo. Tarde demais (para mim).

        • RoadV8Runner

          Caramba, Mr Car… Parece que liguei um gravador e me ouvi falando. Penso exatamente do mesmo jeito. Esta terra já era…

        • Malaman

          Para nós…

  • natan ravel

    Nao quero falar besteira mas se tem alguma coisa que simcity me ensinou é que pra resolver os problemas ignorados/criados em uma gestão geralmente se leva o dobro do tempo, Quanto ao brasil , meus pêsames

    • Malaman

      É por aí mesmo, é por isso que alguns economistas já estão dizendo que estamos no começo de (mais) uma década perdida.

      • ochateador

        Oito anos perdidos com Dilma = 16 anos para arrumar = década e meia 😡

        Se alguém colocar gestão Lula no meio = 16 anos perdidos = 32 anos para arrumar… melhor nem pensar nessa possibilidade.

        • Malaman

          Nem brinca com isso.

    • Lorenzo Frigerio

      Alguém disse aqui uma vez que “no Brasil, tudo tem que ser feito duas vezes”. Falta capricho em tudo.

    • Marcio

      Se você pegar um gráfico de crescimento econômico de um país e comparar com com suas políticas econômicas, verá que um ajuste nos fundamentos leva cerca de 3 a 4 anos para ter um impacto significativo, e o mesmo vale para um desajuste mostrar seus efeitos maléficos. Pense então na crise de 1999, a conta do ajuste ficou para o governo que estava no poder entre 2000 e 2001, e quem colheu os frutos foi o governo seguinte. Agora veja a crise de 2008-2009, forte injeção de estímulo econômico governamental no final do mandato de Lula e no mandato de Dilma, e vemos que os efeitos ruins se fizeram sentir só em 2014. Então é de se pensar que, mesmo que o ajuste mequetrefe do Levy tenha um efeito bom, tal efeito só vai começar a aparecer lá pelas bandas de 2018, o que nos faz contabilizar facilmente 4 anos jogados no lixo, e ainda nem coloquei na balança outros itens como corrupção e investimentos bizarros. Tudo isso para dizer que num país onde as políticas são feitas visando a próxima eleição dificilmente teremos a perspectiva de um crescimento longo e sustentável, viveremos sempre nessa montanha-russa econômica do binômio crescimentoxpopulismo, o que também faz pensar que quem está fomentando a discrepância entre mais pobres x classe média no Brasil é o próprio PT. Concluindo que, sim, Sincity faz sentido!

  • Lorenzo Frigerio

    A vantagem dos híbridos é que o motor a combustível fóssil que carrega as baterias é feito para operar numa faixa estreita, o que lhe dá maior eficiência. Mas não me parece haver incentivo do governo para viabilizar os híbridos ou os plug-ins. Mesmo porque a eletricidade no Brasil também é cara.
    Aperta aqui, estoura lá.
    Em relação aos derivados, sou a favor de se extinguir o monopólio da Petrobrás sobre a importação e o refino; ademais, o preço dos combustíveis deveria ser liberado, e flutuar livremente. Isso provavelmente acabaria com a farsa do álcool e liberaria as terras para plantio de alimentos. O diesel poderia flutuar numa faixa mais estreita, pelo menos nos primeiros anos, para que não houvesse um impacto fulminante sobre os transportes.
    Mas a melhor coisa seria a venda da Petrobrás. Daria para construir escolas, hospitais, estradas de ferro, portos, aeroportos, saneamento básico e até prisões, e ainda sobraria, para botar as contas do País em dia, sem contar que a empresa cresceria em mãos privadas e isso reverteria em aumento da arrecadação.

    O Brasil infelizmente criou uma prisão de si próprio, com todas essas leis e portarias. Quando é que vamos deixar esse atraso para trás?

    • Malaman

      Nunca, o brasileiro adora isso, adora o governo criando soluções milagrosas para resolver os problemas, a maioria destes criado pelo próprio governo.
      Só conseguiríamos avançar se adotássemos uma agenda mais liberal, mas sabe como é, liberal aqui é um monstro malvado que vive para tirar dinheiro dos pobres.

      • Malaman…o brasleiro adora tanto o governo que o seu maior sonho é fazer parte dêle ( como funcionario público ou político ou, quem sabe os dois… )

    • Lucas

      Eu tbm sou favorável que se privatize a Petrobras. Mas em várias empresas pequenas, para não acontecer de um único grupo comprar ela toda e formar um monopólio privado. É preciso que haja concorrência.

  • Antonio Ancesa do Amaral

    Desgraça pouca é bobagem. Tem ainda a crise hídrica e a elétrica.
    A solução é alugar o Brasil…” (música Aluga-se – Raul Seixas / Titãs)

  • Gustavo

    Da extração do petróleo não “jorra” GLP tão abundante assim. Se o fosse, não seriam necessárias restrições ao seu uso. A questão é que o uso principal do GLP, também conhecido como gás de cozinha, é a cocção. Um uso nobre e essencial em todos os lares e, justamente por isso, seu preço sofre intervenções, ainda que indiretas, como a restrição de aplicações.
    Mas podemos dizer, de certa forma, que “jorra” gás natural, e esse sim já é utilizado em automóveis, na forma de GNV. Acontece que o GN também não está sobrando, tanto é que importamos um bocado da Bolívia.
    E quanto ao diesel, não é tão simples como parece. Por mais que a produção de petróleo no país tenha aumentado, nosso óleo não é tão adequado para fazer diesel. Por isso importamos e continuaremos a importar diesel, mesmo que a extração venha a aumentar.

    • Daniel S. de Araujo

      Gustavo, ao que me consta, o problema não é o o petróleo brasileiro (até porque existe craqueamento, e outras técnicas para melhorar o rendimento de certas frações do petróleo).

      Ao que me consta, o problema é que grande parte do petróleo brasileiro é do tipo “pesado”, enquanto a maior parte das refinarias do Brasil são feitas para refinar petróleo leve importado dos árabes. Isso sem falar que a capacidade de refino do Brasil está estagnada há anos (quando foi feita a última refinaria no Brasil?)

  • Fabio Toledo
    • marcus lahoz

      0 a 60 em 8,5 s.

  • Carlos A.

    Belo texto, também aguardo sobe os híbridos. Infelizmente o barco já está encalhado e tomado pela areia.

  • Rubem Luiz

    Mudando de assunto…
    MIO está sendo usado em PT_BR ao invez de M?
    (24M m³, por exemplo)
    Primeira vez que vejo no Brasil.

    Voltando ao assunto: Não se preocupem, tem o pessoal que vai converter os carros pra usar água, com gerador de HHO.
    Vão andar? Nops… vai falir… e deixar o carro largado na garagem, diminuindo o consumo de combustívrl. fóssil 🙂

    Bom, eu não confio tanto na progressão de consumo citada porque confio na redução de consumo per capita criado pelos híbridos. A parte preocupante seria com diesel, afinal não tem nenhuma solução alternativa para agricultura e transporte (de alta capacidade, tipo 40 t, caminhãozinho de 4 t pra mim é picape). Me preocupa o aumento do uso de biodiesel, aquela gosma melequenta que suja os tanques e exige troca mensal de filtro mesmo que use o trator só umas 10 horas.

  • REAL POWER

    As informações contidas nesse texto são assustadoras na questão do deficit de combustível.

  • Leonardo Mendes

    Nessa época da “racionalização” dos horários dos postos de combustíveis lembro do galão que meu pai comprou pra levar na Caravan em viagens… enchia o galão na sexta e lá ia a fiel Quatro Cilindros 84 carregar a família estrada afora.

    E, rapaz… me bateu uma vontade de colocar esse barco das fotos na água e só voltar pra terra firme quando realmente necessário.

  • Carlos Eduardo

    AK, você se refere aos motores de ciclo Otto com injeção de óleo diesel para dar ignição? Tive um professor que mencionou isso na faculdade e achei interessantíssimo.

    • Yes! Isso mesmo.

    • Daniel S. de Araujo

      Tivemos o MWM PID-229 com duas bombas injetoras, uma de diesel e outra (a principal) de álcool.

      Dizem que o que matava nesse motor era o freqüente entupimento dos bicos injetores de álcool e segundo um amigo meu que conheceu esses engenhos, durou menos de 1 safra de cana

      • Daniel S. de Araujo

        Apenas uma retificação. Esses motores são ciclo diesel pois quem controla a velocidade de funcionamento desses engenhos é a quantidade de combustível injetada e não o fluxo de ar.

        Tanto que o consumo de diesel em relação ao álcool é inverso a da rotação/carga de trabalho imposta. Quanto mais carga e rotação, menor o porcentual de diesel consumido e maior a quantidade de álcool.

        • Lorenzo Frigerio

          Daniel, que mal lhe pergunte, pois você parece conhecer bem o funcionamento desses motores: por acaso o motor diesel fumaceia mais sob carga porque engole mais combustível para uma quantidade fixa de ar?

          • Daniel S. de Araujo

            Exatamente. Injeta – mais diesel e a queima fica incompleta emitindo material particulado (ou a fumaça preta). Os caminhões “eletrônicos” não têm a resposta no pé direito, típica dos motores com bomba injetora, exatamente para evitar a formação de fumaça preta.

            Em diesel existe uma regrinha: fumaça branca é diesel não queimado (geralmente com motor frio e bico injetor ruim), fumaça azul é óleo lubrificante queimado e fumaça preta é mistura rica mal queimada.

          • Lorenzo Frigerio

            Valeu…

  • Silvio

    Se tivéssemos realmente um governo, e não um desgoverno, um plano como o inovar-auto seria o suficiente para rejuvenecer a frota, e reduzir o consumo, mas não acontece na medida necessária.

    o programa de etiquetagem do Inmetro se fosse obrigatório poderia ajudar, estipular metas e incentivos, mas tb não funciona

    se não houvesse tanto oba-oba com o pré sal poderíamos ter leis de incentivos a carros híbridos, já que elétricos nos dias de hoje são inviáveis, mau sabemos se teremos energia para nossas residências e industrias…

    então a solução é o povo otário pagar mais caro por tudo, e achar bonito pq tem uma carnê pra pagar todo mês pelos próximos 5 anos

  • Malaman

    Tenho minhas dúvidas sobre esse poder do cartel, afinal de contas, ficaram anos chorando mas o governo só recentemente aumentou o preço da gasolina que estava artificialmente baixo e que inviabilizou o álcool por anos. Existe no Brasil atual uma imensa letargia, uma incapacidade de fazer mudanças sem precedente por parte de nossa classe governante. Reforma política, fiscal, redução de maioridade e por aí vai, ou não sai do lugar ou quando se põe em votação não se muda nada, e o país cada vez mais indo para o buraco.
    Quanto a segunda parte do seu comentário, é exatamente como me sinto, infelizmente.

    • Malamen,
      O tiro dos usineiros de forçar o carro flex lhes saiu pela culatra, foram burros demais. Se o álcool fica caro, a turma passa para gasolina, não quer nem saber. Para ficarem competitivos ante a gasolina, só baixando o preço, e aí adeus lucratividade.Não acreditaram que o gersonflex fosse lhes ferrar tanto. Deram uma de ouvir o galo cantar sem saber onde. O flex só surgiu nos EUA (e fracassou) devido a uma questão de segurança nacional, excesso de dependência do petróleo do Oriente Médio (mais de 50%), do que os “ispertos” fazendeiros do Meio-Oeste se aproveitaram para conseguir subsídio do do governo para plantar milho e encher os bolsos de dólares.

      • André Andrews

        Meu carro com tanque de 42 litros, não compensa usar álcool pára economizar 6 a 10 reais por tanque, e ter que voltar no posto bem mais cedo, além daquela sensação de low battery quando chega a 1/4 de tanque. Fora essa dado particular e psicológico, também não interessa o álcool para não ficar com sentimento de estar ajudando estes espertos do setor; assim como procuro passar longe da EMS quando preciso de remédio, é muita cara de pau essa consultoria/lavanderia milionária do Zé Dirceu.

        • Domingos

          Vou orientar minha mãe e pai a não comprarem dessa marca também. Não sabia disso.

      • Domingos

        Esqueceram de pagar aos petistas estruturais e ecochatos para fazer do uso do álcool uma “questão de ética”.

        Quando começou a acontecer isso, com canais de TV que recebiam o dinheiro dos esquemões falando que “quem usa gasolina quando está mais barato não é bom cidadão”, já era tarde.

        Todo mundo já tinha sacado que o preço ia variando indexado com a gasolina.

      • Malaman

        Verdade, Bob, hoje o álcool (me recuso a falar etanol) só está vantajoso por vantagem tributária. O GV baixou PIS/Cofins e alguns estados baixaram ICMS ( em minas baixaram o do álcool e aumentaram o da gasolina para que o primeiro ficasse vantajoso.

    • Lorenzo Frigerio

      “Nunca vi um país onde se perde tanto tempo como o Brasil. Não creio que se torne um país viável a médio prazo.” (Eleonora Duse, atriz italiana, após passar por aqui, 1907)

  • marcus lahoz

    Arnaldo a petrobrás enviou semana passado projeto dela de desinvestimento, esta empresa irá focar apenas em exploração do líquido preto; não mais em refino e muito menos em distribuição; também irá vender as suas participações em bio combustível. A distribuidora de gás deve ser vendida também. Com isso abre-se uma esperança, com a redução da participação da BR na jogada, o mercado fica livre e vai poder importar, explorar e refinar. Também acredito que o alcool como combustível não vai durar muito, pois veja que mesmo seu gráfico o a produção do líquido completão hidratado diminui.

    Tenho fé que a Petrobrás vai ser vendida, pois esta mais que falida. Tenho fé que a quantidade de álcool na gasolina vai diminuir. Tenho fé que o PT vai sair do governo.

    Meu pai diz que eu tenho FÉde_mais.

    • Mr. Car

      Temo que papai esteja certo.

    • francisco greche junior

      Marcus, eu de verdade ainda não sei o que é pior, se a Petrobrás na mão dos brasileiros (tudo como esta) ou na mão dos grandes detentores de riquezas no mundo (nossos recursos vendidos a preço de banana como foram vários outros de outras estatais). Não sei mesmo. Não vejo para onde correr.

      • Lorenzo Frigerio

        Embora eu seja a favor da venda da Petrobrás, de preferência “pulverizando” as ações na Bolsa entre investidores menores, acho que um bom começo de mudança seria acabar com o monopólio e a excessiva regulamentação do setor. Eventualmente, a Petrobrás seria mais uma entre várias empresas atuando aqui, como no primeiro mundo.

        • marcus lahoz

          A Petrobrás não tem monopólio, qualquer um pode importar gasolina ou refinar. Basta querer. A grande questão é que não compensa nenhuma das duas atividades citadas acima pois a Petrobrás vende o combustível com subsídio, desta forma é mais barato comprar aqui do que importar; o resultado disso foi a falência da empresa. E como segundo resultado hoje temos a gasolina mais cara que nos EUA para equilibrar o caixa da Petrobrás. Mas mesmo assim não compensa importar.

      • marcus lahoz

        Basta ver que na Europa, Japão e EUA o mercado é livre e funciona muito melhor que aqui.

    • CorsarioViajante

      Só eu acho muito engraçado ver a Petrobrás, que era a “grande potência do futuro” do Brasil, estar tão detonada que lança um plano de DESINVESTIMENTO? A realidade no Brasil realmente supera a piada.

  • Roberto

    Com todo este cenário, é bem provável que a aditivação de toda a gasolina (que estava prevista para agora) seja adiado até o dia do São Nunca. Enquanto isto, a adição de mais álcool na gasolina foi aprovada bem rápido, tanto que não esperaram nem o final dos estudos técnicos relacionados. O que não faz um bom lobby…

  • Marco de Yparraguirre

    Quando discuti numa palestra que o Lula era o retrocesso, que governaria por ideologia, quase me bateram. A Regina Duarte falou sobre isso também numa entrevista e foi deixada no limbo pela Globo durante muito tempo.Estamos realmente perdidos.

    • Domingos

      No passado, talvez há uns 20 anos, ao menos o esquerdista mais baixo escalão (que ainda não tinha real noção de muitas das coisas vez ou outra) tinha no seu semblante uma real preocupação pelas coisas e real esperança nessas pessoas.

      Hoje, quem continua acreditando nisso é mentiroso. Nem eles mesmos acreditam, se vê na cara.

      Quem, nessa época de euforia da entrada do governo PT, falou contra, realmente tomou muita paulada.

      Mas aqui entre nós, nessa época já estava ficando clara a safadeza deles também. Quem era mais de dentro, como afiliados ou militantes, já sabia que alguns anos antes havia ficado escancarado o que fariam e a sujeira.

      Quem linchou a Regina, quem participava dessas palestras e já na época te criticou, é porque já era desse pessoal que quer mesmo é essa zona que está aí.

      Os desses meios já sabiam.

  • francisco greche junior

    Amigos, alguns falaram de híbridos aqui, mas, na boa, nem venho com esse papo porque energia elétrica aqui, se não me engano, custa R$ 544,00 o megawatt aqui gerado, sendo que uma Argentina custa algo como R$ 92,00.
    Nossas indústrias não são competitivas devido ao elevado preço da energia elétrica, usinas de aço demitiram mais de 11.000 pessoas este ano. Importamos 53% do aço consumido da China.
    Agora alguém ainda acredita que carro híbrido carregando as baterias na tomada seria de alguma ajuda ou mesmo solução?

    • Mr. Car

      Isso se os esquerdopatas não resolverem que o preço da energia a ser usada nos carros tem que ser ainda bem mais cara, afinal, andar de carro “é coisa de burguês alienado, o negócio é andar de bicicleta”.

      • Domingos

        O negócio é dar a bicicleta para o menor desprivilegiado…

    • Caio Azevedo

      Bom, não sei se mais alguém falou de híbridos. Mas quando falei, eu me referia aos diesel/álcool e diesel/gás.

  • Lauro Agrizzi

    OU como uma sigla simplesmente acabou com um pais.

  • Lucas

    Só de brincadeira.

    Meu coração está aos pulos!
    Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
    Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas,
    cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja
    na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
    Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
    Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
    É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é
    certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
    Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva o lápis do coleguinha”, “Esse apontador não é seu, minha filha”. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
    Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o
    tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou
    perturbar: mais honesta ainda vou ficar.
    Só para chatear! Dirão:
    “Deixa de ser boba, desde que Cabral chegou aqui todo mundo rouba” e vou dizer:
    “Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez.
    Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente
    deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.”
    Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é
    corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”. Eu direi: Não
    admito, minha esperança é imortal.
    Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!

    Elisa Lucinda

    • Lucas

      Por que a palavra de baixo calão que autora usou não pode? Foi uma alteração que a moderação fez ao texto da autora, Elisa Lucinda, citada no final.

  • Mr. Car

    Quase lincharam a Regina quando ela falou que tinha medo. Agora se sabe que além de medo, ela tinha razão. Muita razão.

    • Lorenzo Frigerio

      Não tinha razão nenhuma, Mr. Car. O Brasil precisou dar aquele passo, e ela ficou marcada pela bobagem que falou. Infelizmente, houve um “desvio de finalidade” do PT depois de alguns anos, mas a oposição também não mostrou merecer confiança para substituí-los. Lembrando que FHC igualmente começou bem, mas acabou entornando o caldo, tanto que seu partido tem estado errando pelo deserto desde então, e não é garantido que volte em 2018.

      • Roberto

        Verdade. O governo atual não está agradando nem um pouco, principalmente de uns tempo para cá, mas lembro que o governo anterior não foi muito exemplar, principalmente no final. Infelizmente a grande maioria da população esquece disto nas eleições e vive um bipartidarismo desnecessário.

      • Mr. Car

        Tinha razão, sim, e não falou nenhuma bobagem. Não houve desvio de nada, não saíram um milímetro do trilho de seus objetivos iniciais, que sempre foram estes que estamos vendo. Esta quadrilha nunca me enganou.

        • Domingos

          Exatamente. Quem sabia um pouco mais ou tinha algum senso já sabia lá em 2002 que ia ser isso aí.

          Aliás, já no primeiro mandato surgiu o primeiro grande escândalo e já no primeiro mandato estávamos lambendo os países com governo do Foro de São Paulo.

          Não tem desvio nenhum não. Isso aí de desvio é aquela história para boi dormir da professorinha de história que fala que “o comunismo nunca chegou a existir”.

          • Mr. Car

            Um primo que mora em Brasília e tinha contato com o meio político, recentemente me disse: “cara, quando o PT entrou no poder e você já descia o malho e alertava, eu achava implicância e exagero, mas agora…

      • Domingos

        Não existe desvio de finalidade do PT, a não ser para quem viu a coisa bem por fora.

        O PT é o socialismo fabiano. Se deixar, ele mesmo coloca o comunismo aqui. Aliás, já é assim. 12 anos atrás era “só um partido trabalhista” e hoje é um partido cujo ministério da cultura fala que uma pessoa com um cachorro em casa é um modelo familiar, além de importar imigrantes para ganho de votos.

        Exatamente o que ele é e sempre foi, que é ser um partido comunista que se nega de ser – como todo comunista.

        PSDB é absolutamente parte do esquema. Se não fosse, não seria tão leniente. Num momento onde bate recorde a insatisfação com o governo e TODAS AS PROMESSAS de campanha foram rompidas em menos de 3 meses de governo, NEM SEQUER pediram o impeachment.

        Isso basta. Passo necessário seria o Brasil sair do PSDB para algum partido fora do esquema, como um PRONA ou algo do tipo onde os políticos falam a língua da razão e da verdade e não uma verborréia dialética como PT, PSDB e todos os seus aliados.

  • cesar

    Serve a refinaria-fantasma (Abreu e Lula)? Que pelo andar da carruagem fica pronta para a copa do Qatar igual ao VLT de Cuiabá. É pior, parece também que não serve para o petróleo brasileiro uma vez que a idéia era refinar o petróleo venezuelano.

  • Lucas
    Porque eu não quero palavras de baixo calão no Ae. Satisfeito?

    • Lucas

      Não considero a tal palavra como de baixo calão. Consta de dicionário e tudo mais. Penso que, nesse caso, teria sido mais correto para com a autora do texto que o meu comentário fosse integralmente barrado. Mas o site é teu e não discutirei mais.

      • Lucas,
        Fui educado como sendo de baixo calão e não vou mudar só porque se fala. Mesmo caso de ‘pra caramba’,

        • Malaman

          Ao contrário Bob, o pessoal é que substituiu a palavra caramba, que já existia no português e tem origem hispânica, pela palavra parecida, que se refere ao dito cujo masculino.

  • RoadV8Runner

    O Brasil é uma piada de mau gosto. Nada funciona nessa terra, tudo é torto, dane-se o povo. Pois só de bronca agora é que só vou usar MESMO gasolina em meus carros. Como se dizia antigamente, eu quero ver o oco!
    Enquanto isso, aqui nos EUA (onde estou a trabalho), paga-se em média USD 2,60 pelo galão de gasolina pura, sem álcool ou outras melecas. Pelo câmbio de hoje, isso dá uns R$ 2,27 por litro. Dá para acreditar que o Brasil seja (ou um dia será) um país sério? Jamais…

  • Rodolfo

    E como já falei outras vezes aqui, carro flex polui mais usando álcool do que se usasse gasolina (aliás gasool).

    Desmatam as florestas para plantar cana e deixam de plantar arroz e feijão, por exemplo, para plantar cana, isso não é nada ecologicamente correto.

    Enfim, carro flex só é bom para o bolso dos usineiros.

  • Cristiano Reis

    Igual o “nós pega o peixe”, é escrito errado por que foi citação de alguém. Também concordo que deveriam manter o texto original.

    • Cristiano Reis
      Não admitir palavras de baixo calão é nossa norma desde o início há quase sete anos e jamais mudaremos. E “Nós pega o peixe” não se enquadra nessa condição de baixo calão.

  • Wagner Bonfim

    Do jeito que a economia vai indo, acho que essa previsão de crescimento no consumo está é muito otimista!

    Talvez, mantendo-se esse ritmo de encolhimento das vendas de veículos e redução do consumo com a evolução dos motores, nem seja realmente necessário importarmos gasolina.

  • Malaman,
    Exatamente por esse motivo é que eu edito, troco a expressão (um sintagma) por outra. Caramba é uma interjeição inocente, uma expressão de emoção, como “Meu Deus!”, mas que no Brasil adaptaram-na irresponsavelmente para ter outro sentido.

    • CorsarioViajante

      Me metendo, acho que estão muito corretos. Ocasionalmente leio a Folha na internet e está uma banalização de termos vulgares realmente desagradável, especialmente por partes dos “brilhantes” colunistas.

      • Domingos

        Colunista da Folha não pode ser mais petista porque não dá.

        Aliás, até na Veja tem um ou outro assim. A esquerda sempre reclama do que ela é. A Globo foi comprada completamente por eles, não sai UM programa novo que não seja da cartilha.

  • CorsarioViajante

    Como de costume, excelente texto, ótima argumentação. Mas quem quiser ver um “resumo”, basta ver as excelentes imagens usadas, retrato fiel do que vivemos.

  • Domingos

    Muita gente tinha mesmo esperança e, se fosse um pouco mais desinformado, não coloco tanta culpa nessas pessoas.

    No entanto, inocente hoje é raro. Mesmo sem saber, se vê na expressão dessas pessoas o que elas são.

    Quem, depois de 2005, continua ou continuou com a mesma “esperança” já não pode se declarar como “surpreso”.

    Realmente TUDO o que alertavam desde o começo se tornou verdade. Bem que o polonês trabalhista NUNCA, nem em 2002, deu qualquer corda para o Lula – na época ficou intragável para a esquerda brasileira, que esperava seu apoio, e passaram a massacrá-lo como é hoje com vários ex-expoentes deles.